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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

SUMÁRIO

1. ELETRICIDADE BÁSICA ................................................................................ 3


1.1 Estrutura da matéria ..................................................................................... 3
1.2 Materiais isolantes e condutores .................................................................. 5
2. GRANDEZAS ELÉTRICAS ............................................................................. 6
2.1 Tensão elétrica ............................................................................................. 6
2.2 Corrente elétrica ........................................................................................... 7
2.3 Resistência elétrica ....................................................................................... 8
2.4 Potência Elétrica ........................................................................................... 11
2.5 Freqüência .................................................................................................... 12
3. ELETROMAGNETISMO ................................................................................. 13
3.1 Circuito em série ........................................................................................... 14
3.2 Circuito paralelo ............................................................................................ 15
3.3 Circuito misto ................................................................................................ 15
3.4 Associações de baterias ............................................................................... 16
3.5 Curto circuito ................................................................................................. 17
3.6 Lei de Ohm ................................................................................................... 18
3.7 Fusíveis ......................................................................................................... 19
4. NOÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE SOM .................................................... 20
4.1 Som ............................................................................................................... 20
4.2 o que é som? ................................................................................................ 20
4.3 Freqüência .................................................................................................... 21
4.4 Fase .............................................................................................................. 22
4.5 Eletricidade X Acústica ................................................................................. 24
4.6 Alto-falantes .................................................................................................. 25
5. DIVISORES DE FREQÜÊNCIA ...................................................................... 27
5.1 Introdução ..................................................................................................... 27
5.2 Divisores de freqüência passivos – 1ª ordem ............................................... 27
5.3 Divisores de freqüência passivos – 2ª e 3ª ordens ....................................... 29
5.4 Divisores de 12 db/oitava .............................................................................. 30
5.5 Divisores de 18 db/oitava .............................................................................. 31
5.6 Filtros Band-pass de banda estreita ............................................................. 32
5.7 Zobel Network ............................................................................................... 34
5.8 L PADS ......................................................................................................... 35
5.9 Alinhamentos ................................................................................................ 35
5.10 Cancelamentos ........................................................................................... 36
5.11 Divisores de freqüência ativos .................................................................... 37

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5.12 Tabelas de componentes ............................................................................ 38


6. AUDIÇÃO E SISTEMA ELÉTRICO ................................................................ 42
6.1 Mecanismo auditivo ...................................................................................... 42
6.2 Sistema elétrico e ruídos .............................................................................. 43
6.3 Relações e fórmulas ..................................................................................... 44
6.4 Lei de Ohm ................................................................................................... 44
6.5 Ligações em paralelo .................................................................................... 45
6.6 Ligações em série ......................................................................................... 45
6.7 Fontes de ruído ............................................................................................. 45
6.8 Alternador ..................................................................................................... 46
6.9 Radiação eletromagnética ............................................................................ 47
6.10 Capacitores reforçados ............................................................................... 47
6.11 Cálculo de espessura dos cabos ................................................................ 48
7. AMPLIFICADORES ........................................................................................ 49
7.1 Introdução ..................................................................................................... 49
7.2 Ajuste de nível (ganho) ................................................................................. 50
7.3 Distorção ....................................................................................................... 50
7.4 Sistema elétrico ............................................................................................ 51
7.5 Cálculo de espessura dos cabos .................................................................. 52
8. PROJETANDO SISTEMA ............................................................................... 53
8.1 Palco ............................................................................................................. 53
8.2 Exemplos de projeto ..................................................................................... 54
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ........................................................................ 58
GLOSSÁRIO ....................................................................................................... 59
MINI-DICIONÁRIO .............................................................................................. 74

1. ELETRICIDADE BÁSICA

1.1 Estrutura da matéria

Qualquer substância sólida como o ferro, líquida como a água e gasosa


como os gases que respiramos, são compostas de partículas muito pequenas
chamadas moléculas.

As moléculas, a princípio pensava-se que eram indivisíveis, porém mais


tarde os cientistas descobriram que na verdade uma molécula é composta de
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partículas ainda menores denominadas átomos. Os átomos, já estudados por nós


em educação geral, são a menor parte de uma substância que mantém ainda suas
características.

Para definir essa descoberta basta saber que não existe um átomo de
água, existe sim dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio formando uma
molécula de água. Para se ter idéia da dimensão física de um átomo, basta olhas
para a régua graduada e isolar apenas 1mm. Agora imaginem que neste espaço
todo cabem lado a lado 10000000 de átomos.
100.000.000 átomos de hidrogênio

Régua

Se observarmos a ilustração de um átomo, percebemos a presença de


partículas ainda menores. Essas partículas são chamadas de prótons, nêutrons e
elétrons.

 Os prótons estão concentrados no núcleo atômico e possuem carga


elétrica positiva.
 Os nêutrons estão também no núcleo do átomo e não possuem carga
elétrica alguma.
 Os elétrons possuem carga elétrica negativa e giram ao redor do
núcleo na chamada eletrosfera.

Prótons
Nêutrons

Elétrons

O princípio que mantém os elétrons e um átomo girando ao redor do


núcleo é o magnetismo onde rege a lei de atração e repulsão.

Essa lei determina que carga de mesmos sinais se repelem e cargas de


sinais contrário se atraem.

- + + -

+ - + -
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Os elétrons que giram mais próximo do núcleo são fortemente atraídos


por este, mantendo-se sempre na mesma órbita.

Os elétrons, na última camada, estão sensivelmente presos ao núcleo


devido a distância entre eles.

Esses elétrons são conhecidos como elétrons livres, e através deles que
os fenômenos elétricos são possíveis.

- -
-
+ + -
+ + +
- - +

Quando um átomo libera facilmente esses elétrons, trata-se de um átomo


de material bom condutor.

Geralmente, os átomos de materiais bons condutores possuem até 4


elétrons na última camada da eletrosfera.

Para afirmar essa teoria, observamos a tabela periódica dos elementos


químicos, que especifica a distribuição eletrônica nos níveis (camada) da eletrosfera.

Concluímos, então, que muitos são condutores e outros, que possuem


mais de 4 elétron na última camada, são isolantes.

1.2 Materiais isolantes e condutores

Para que exista circulação das cargas elétricas, é fundamental que o


material possua, na sua estrutura molecular, grande quantidade de elétrons livres.
Esses materiais que facilitam a passagem da eletricidade são chamados de
condutores. São eles os componentes responsáveis pelo transporte da carga
elétrica, sendo então, a via para a eletricidade caminhar.

Normalmente, os condutores são fios de metal (cobre, alumínio, etc.).


Todos os metais são bons condutores de eletricidade, isto é, através deles é fácil
para a eletricidade caminhar. No entanto, alguns metais conduzem eletricidade

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melhor que outros. A partir daí, foi criada uma tabela de resistividade (resistência
específica) que é uma característica de resistência de cada tipo de material.

Agora, quando os átomos dos elementos químicos ou materiais dificultam


a liberação de elétrons, dizemos que o material é isolante. Logo, os isolantes são
materiais que oferecem grande dificuldade a passagem de eletricidade, em virtude
da pequena quantidade de elétrons livres em sua estrutura molecular. Pode-se até
dizer, em termos práticos, que não permitem a passagem de eletricidade. Alguns
desses materiais, são usados para construir isoladores, como os plásticos,
borrachas, porcelanas, etc.

Átomos do metal Elétrons livres

2 GRANDEZAS ELÉTRICAS

2.1 Tensão Elétrica

Para que os elétrons possam se deslocar através de um condutor, é


necessário que exista um estímulo, uma força que o empurre através desse
condutor.

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A essa força chamamos de Tensão Elétrica ou Diferença de Potencial


(DDP).

Para entendermos a Diferença de Potencial, faremos uma analogia com o


sistema hidráulico;
Caixa d’água
12 V

Pressão +

Diferença de
Potencial

A tensão elétrica é medida com o auxílio de um equipamento chamado


voltímetro. Continuando a analogia com o circuito hidráulico veremos que o
voltímetro mede a pressão elétrica, assim como o manômetro mede a pressão
hidráulica.

O voltímetro deve ser ligado sempre em paralelo com o circuito a ser


medido.

A unidade de medida utilizada para expressar a tensão elétrica é o Volt


que é representado pela letra V.
Para expressar valores superiores a 1000V e inferiores a 1V, usamos os
múltiplos e submúltiplos respectivamente;

MegaVolt KiloVolt Volt miliVolt microVolt


1000000 1000 1 0,001 0,000001
MV KV V mV µV

2.2 Corrente Elétrica

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É a quantidade de elétrons que passa por um condutor


elétrico em um intervalo de tempo.

A corrente elétrica ou intensidade de corrente é representada pela letra I e


sua unidade é o ampère, simbolizada pela letra A.

Para se ter uma idéia da intensidade de corrente que circula em um


condutor, basta salientar que para cada 1 Ampère medido, temos em movimento
6,28x1018 elétrons por segundo.

A corrente elétrica é medida com o auxílio de um amperímetro ligado em


série com o circuito.

Fazendo a analogia com o sistema hidráulico, observamos que o


hidrômetro mede o volume de água que passa pelo condutor (cano) no intervalo de
01 hora, e o amperímetro mede o volume ou quantidade de elétrons que passa pelo
condutor elétrico em 1 segundo.

Caixa d’água
BATERIA 12V

Motor

Fluxo de água
Corrente elétrica Volume/Tempo
Carga/Tempo Litros/Segundo
Coloumas/Segundo

Da mesma forma que na tensão usamos os múltiplos e submúltiplos, na


intensidade de corrente também é comum o uso dessas grandezas.
KiloAmpèr Ampèr miliAmpèr microAmpèr nanoAmpèr
1000 1 0,001 0,000001 0,000000001
KA A mA µA nA

2.3 Resistência Elétrica

Já vimos que para existir corrente elétrica, tem que existir uma Diferença
de Potencial, ou seja, uma tensão.

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Entretanto, toda corrente está sujeita a uma dificuldade maior ou menor


na movimentação desses elétrons.

A essa dificuldade dá-se o nome de resistência elétrica. Mais uma vez


para facilitar o entendimento faremos uma analogia com o sistema hidráulico.

Veremos agora os fatores que determinam a resistência do condutor:

1. A natureza do material – quanto maior o número de elétrons livres que se


encontram no material, menor será a resistência ao fluxo de corrente.

2. O comprimento do material – quanto maior o comprimento do condutor, maior


será também a resistência ao fluxo de corrente.

3. A área do material – quanto maior for essa área, menor será a resistência ao fluxo
de corrente.

4. A temperatura do material – quanto maior for a temperatura do condutor, maior


será a resistência ao fluxo de corrente.

A resistência elétrica é representada pela letra R e sua unidade de


medida é o Ohm, representado pela última letra do alfabeto grego, ômega ( Ω).

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O instrumento usado para medir a resistência elétrica é o ohmímetro. O


equipamento só deverá ser utilizado, quando não existe corrente circulando pelo
circuito a ser testado.

Para a resistência elétrica também são usados os mesmos múltiplos e


submúltiplos usado para tensão e corrente elétrica.

MegaOhm KiloOhm Ohm miliOhm microOhm


1000000 1000 1 0,001 0,000001
MΩ KΩ Ω mV µV

2.3.1 Resistências equivalentes

2.3.1.1 Associação de resistores

Associação de resistores é um conjunto de resistores que,


convenientemente ligados, formam um circuito em série, em paralelo, ou misto.

Associação em série

Associação misto
Associação em paralelo

2.3.1.2 Resistência equivalente

Resistência equivalente é a resistência de um único resistor que poderia


substituir a associação de resistores, sendo calculada de formas variadas.

2.3.1.3 Associação de resistores em série

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Na associação em série, a resistência equivalente será igual à soma das


resistências componentes da associação.

Matematicamente, Re = R1 + R2 + R3 + ... + Rn

Onde Re é a resistência equivalente e R1, R2... Rn são as resistências que


compõem a associação.

Exemplo:

1) Determinar a resistência equivalente da associação abaixo.


R1 = 2 Ω R2 = 3Ω R3 = 4 Ω

RE = R1 + R2 + R3
RE = 2 + 3 + 4
RE = 9Ω

Obs.: A resistência total no circuito em série é sempre maior que os valores dos
resistores que compõem a associação.

2.3.1.4 Associação de resistores em paralelo

A resistência equivalente de uma associação em paralelo é sempre


menor que o valor dos resistores que compõem a associação. Em uma associação
em paralelo composta por apenas dois resistores, calculamos a resistência
equivalente utilizando a fórmula:
R1

RE = R1 x R2
R1 + R 2
R2

Exemplo:

1) Considerando R1= 60Ω e R2= 40Ω, temos:

RE = 60 x 40 = 2400 = 24Ω
60 + 40 100

No caso de associação em paralelo com mais de dois resistores, usamos


outra fórmula para calcular a resistência equivalente, que é a seguinte:

R1
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R2 1
RE =
1 1 + 1
+
R1 R2 R3
R3

Obs.: O resistor equivalente no circuito paralelo é sempre menor que o resistor de


menor valor.

2.4 Potência Elétrica

Outra grandeza importante no estudo da eletricidade é a potência elétrica.

Para defini-la podemos dizer que é a capacidade que um consumidor tem


de produzir um trabalho.

Esse trabalho é expresso pela sua unidade de medida que é o Watt


representado pela letra W.

Assim como nas demais grandezas, nesta também usamos múltiplos e


submúltiplos;

MegaWatt KiloWatt Watt miliWatt microWatt


1000000 1000 1 0,001 0,000001
MW KW W mW µW

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2.5 Freqüência

É a quantidade de ciclos dentro da unidade de tempo, segundos.

Para exemplificar, basta observar o indicador de direção de um veículo


qualquer, e medir quantas piscadas a lâmpada efetua em 1s.

A unidade de medida é o Hertz representado pelas letras Hz.

GigaHertz MegaHertz KiloHertz Hertz microHertz


1000000000 1000000 1000 1 0,001
GHz MHz KHz HZ mHz

3. ELETROMAGNETISMO

Se fizermos passar uma corrente elétrica através de um condutor,


estaremos criando um campo magnético ao redor do mesmo, em forma de círculos.

Por ser uma fonte de magnetismo produzida pela eletricidade chamados


de eletromagnetismo. Formando enrolamentos ou bobinas com um fio condutor,
podemos aumentar a intensidade do campo magnético, que também pode ser
ampliada se aumentarmos a corrente que atravessa essa bobina.
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Podemos também aumentar a intensidade de um campo magnético se


colocarmos dentro da bobina um núcleo de ferro. Temos então um eletroímã.

Vimos até agora, que os elétrons, para se deslocarem pelo condutor,


precisam estar submetidos a uma diferença de potencial.

O caminho percorrido pelos elétrons é chamado circuito elétrico. Para que


um circuito elétrico seja formado, é necessário que existam alguns componentes
básicos, como: bateria, condutores, fusível, interruptor, consumidor ou carga.

Observe o circuito elétrico seguinte.

Interruptor – tem a função de Consumidor – componente do


conectar e desconectar o fluxo circuito que transforma a
de corrente elétrica energia elétrica

Fusível – elemento de
proteção do circuito que
interrompe o fluxo de
corrente elétrica quando
o circuito é submetido a
sobrecarga

Condutor – componente do
circuito que faz o transporte dos 13
elétrons (carga elétrica)
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Bateria – fonte de
energia elétrica

Este circuito elétrico é chamado simples, ou básico, porque possui


somente um consumidor. O sentido real da corrente elétrica no circuito ocorre do
pólo negativo para o positivo. A esse sentido chamamos de eletrônico. Tal fato era
desconhecido no passado. Acreditava-se que cada elétron era atraído do pólo
positivo para o negativo da bateria. Esse sentido irreal é chamado de convencional
e, para efeito de estudos, é utilizado até hoje.

Os circuitos elétricos, além do simples ou básico, pode ser circuito série,


paralelo ou misto.

3.1 Circuito em série

O circuito em série é caracterizado quando a corrente elétrica tem apenas


um caminho a seguir. Neste tipo de circuito, a somatório das tensões aplicada aos
consumidores, é sempre igual à tensão da fonte.

Rádio

Interruptor
fechado

Algum consumidor apresenta problema.

Rádio

Interruptor
fechado

A lâmpada com o filamento rompido (queimada) não


permite o fluxo da corrente elétrica

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

É importante frisar que nesse tipo de circuito a corrente que passa por
todos os consumidores é sempre a mesma, portanto se um deles interromper, o
circuito como um todo deixará de funcionar.

3.2 Circuito paralelo

O circuito paralelo é caracterizado pela existência de dois ou mais


caminhos para a corrente elétrica percorrer.
Lâmpada

Rádio

Interruptor

Bateria

No circuito paralelo, a tensão aplicada a cada um dos consumidores é


igual a tensão da fonte. Nesse caso, a somatória das correntes que circulam pelos
diversos caminhos, é igual à corrente que sai pela fonte. Se um deles deixar de
funcionar, o outro continuará funcionando.

3.3 Circuito misto

Este tipo de circuito é caracterizado quando temos situações descritas


anteriormente, num único circuito.

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

3.4 Associações de baterias

Baterias, ou fontes de tensão, também podem ser ligadas em série, ou


em paralelo para obtermos tensões e correntes diferentes.

3.4.1 Ligação em série

Voltímetro

12 volts 12 volts 12 volts

O total da tensão fornecida pelas três baterias ligadas em série é igual à


soma da tensão de cada bateria. Porém a corrente fornecida será de acordo com a
capacidade de menor bateria associada.

Voltando à caixa d’água, é como se colocássemos vários recipientes, um


sobre o outro.

A pressão da água em cada recipiente se somaria a dos outros,


possibilitando uma vazão de água 3 vezes maior.

3.4.2 Ligação em paralelo

Quando ligamos várias baterias em paralelo, a tensão obtida será


correspondente a da bateria de maior tensão. Se todas apresentarem a mesma
diferença de potencial, o valor será o mesmo de uma bateria isolada.

12 volts

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

12 volts Voltímetro

12 volts

Voltando a comparação com recipientes de água, ficaria assim:

Neste caso, as pressões não se somam. O sistema porém, demorará três


vezes mais para esvaziar. Essa é a vantagem da ligação de baterias em paralelo.
Obtém-se, com essa ligação maior vida útil, pois a intensidade de corrente elétrica
de cada uma das baterias é menor.

3.5 Curto-circuito

Muitas vezes, já ouvimos falar em curto-circuito em interruptores, em


função da sobrecarga e da alta temperatura proveniente da elevada intensidade de
corrente elétrica circulante no período do curto-circuito.

Chamamos de curto circuito, um circuito fechado em resistência elétrica.

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Esse fato prova sérios danos aos condutores e interruptores, em função


da sobrecarga e da alta temperatura proveniente da elevada intensidade de corrente
elétrica circulante no período do curto-circuito.

3.6 Lei de Ohm

Quando estudamos os circuitos, verificamos que as grandezas elétricas


são relacionadas entre si. Essas grandezas, que dependem umas das outras,
obedecem a uma relação matemática que pode ser representada através de uma
fórmula.

U=RxI U = Tensão, R = Resistência, I = Corrente

Estamos nos referindo à Lei de Ohm, de acordo com a qual a tensão é


igual ao produto da resistência pela intensidade de corrente elétrica.

Para calcular a potência elétrica, a Lei de Ohm nos diz o seguinte:

P=UxI P = Potência, U = Tensão, I = Corrente

A potência P é igual ao produto da tensão pela corrente. Para facilitar a


memorização destas fórmulas de lei de Ohm, poderemos utilizar o triângulo de Ohm
e o triângulo de potência respectivamente.

U=RxI P=UxI

U R= U P U= P
I I

R I I= U U I I= P
R U

Com essas fórmulas é possível configurar um circuito elétrico seguro e


protegido contra eventuais sobrecargas.

3.7 Fusíveis

O fusível é o responsável pela proteção dos circuitos elétricos. Para tanto


é necessário que seu valor seja compatível com o circuito a ser protegido.
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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Para isso, possuem a capacidade de romper sua ligação quando a


intensidade de corrente elétrica ultrapassar, em geral 40% do consumo total do
circuito.

I1 = 1,75 A I2 = 6,6 A I3 = 4 A
40% de 1,75A = 0,70A 40% de 6,6A = 2,6A 40% de 4A = 1,6A
Fusível desejado Fusível desejado Fusível desejado
1,75 + 0,70 = 2,45A 6,6 + 2,6 = 9,2A 4 + 1,6 = 5,6A

4. NOÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE SOM

4.1 Som

“Som” pode ser definido como uma vibração (oscilação) no ar ou outro


meio, ou como um estímulo no mecanismo auditivo, que resulta em percepção.

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

A vibração que um alto-falante provoca no ar é “física”, enquanto que a


percepção do som por uma pessoa é “psicofísica”, isto é, envolve outros aspectos
que não só a vibração no ar, como a posição, distância do ouvinte, entre outros.
Procuraremos, dentro do possível, abordar os efeitos dessas variáveis na audição
dentro do automóvel.

4.2 O que é som?

Como já dissemos, som pode ser definido como uma vibração no ar.
Fisicamente, essa vibração consiste em uma compressão/descompressão alternada
das partículas que constituem o ar, como no quadro abaixo:

Figura 1 – A região escura representa a concentração de partículas (compressão) e


a região clara a rarefração (descompressão). Estas diferenças de
20
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

pressão são provocadas pela vibração do objeto que está produzindo o


som.
A região de compressão (escura), tem pressão mais alta que a
atmosférica, enquanto a descompressão é o inverso. Colocando isto em
um gráfico, teremos algo similar a uma onda.

Figura 2 – O termo “onda sonora” tem sua representação gráfica aqui. A quantidade
de compressões e descompressões que temos em um determinado
período de tempo é chamada freqüência.

4.3 Freqüência

Analisando a figura 2, vemos diversos picos (cristas da onda) e vales. A


distância de um pico de onda ao próximo é chamado de “um ciclo completo”.

Veja a figura a seguir:

21
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Figura 3

A quantidade de ciclos medidos em um segundo é expressa em Hertz, (1


ciclo por segundo = 1 Hertz; 20 ciclos por segundo = 20 Hertz ou simplesmente
20Hz).

É importante compreender o conceito de freqüência, pois é um item


fundamental para a compreensão dos tópicos a seguir.

4.4 Fase

Fase representa um determinado instante de uma onda sonora


comparada a outra. Se ambas começam do zero e se comportam igualmente,
dizemos que estão “em fase”.

Quando utilizamos um alto-falante apenas, não é vital que nos


preocupemos com a fase. A preocupação deve aparecer quando trabalhamos com
mais de um alto-falante, seja mono ou estéreo.

Para entender melhor, olhe a figura a seguir:

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Figura 4

Observe as ondas dos falantes A e B. Enquanto uma está no pico, a outra


está no vale. Dizemos que estão “fora de fase”.

Quando esta situação ocorre, se os alto-falantes estiverem recebendo o


mesmo sinal, teremos uma redução drástica no volume (pressão sonora), pois o pico
de uma será anulado pelo vale do outro. A este fenômeno chamamos
cancelamento.

Fora de Fase

Em Fase

Já o oposto, isto é, quando os alto-falantes estão reproduzindo o mesmo


sinal em fase, o resultado é um aumento no volume, (pressão sonora).

No exemplo anterior (figura 4), dizemos que os alto-falantes estão 180º


fora de fase, pois o pico positivo de um coincide perfeitamente como vale negativo
de outro.

Existem outras situações:

23
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Todo desalinhamento de fase entre alto-falantes que recebem o mesmo


sinal será prejudicial à reprodução do som.

4.5 Eletricidade x Acústica

O funcionamento de qualquer sistema de som se baseia na


transformação de ondas acústicas, como vimos até agora, em ondas elétricas e
vice-versa.

Isto é fácil de compreender quando observamos a onda sonora conhecida


como onda senoidal.

Os picos e vales que representam as compressões e descompressões


são idênticos aos picos e vales que representarão as variações de voltagem em um
sinal de áudio.

Veja o exemplo a seguir:

24
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Figura 5

Essa facilidade de conversão é que permitiu a existência dos aparelhos


de amplificação, gravação e reprodução do som. Quando desejamos amplificar a
voz, por exemplo, falamos em um microfone, que converte a energia acústica
produzida por nós em eletricidade, porém de baixa intensidade. Essa eletricidade é
levada até o amplificador, que a aumenta (amplifica) e a envia até o equipamento
responsável a convertê-lo novamente em energia acústica: o alto-falante, nosso
próximo assunto.

4.6 Alto-falantes

Um alto-falante é basicamente um conversor de energia elétrica em


energia acústica. Conforme a tecnologia que empregam podem ser do tipo dinâmico,
eletrostático ou compressor de ar (também chamados cornetas). Um alto-falante do
tipo “dinâmico”, que representa a maioria dos existentes no mercado, produz som
(vibração do ar) quando uma corrente elétrica alternada passa por sua bobina,
fazendo com que o cone se movimente para frente e para trás. Este movimento
provoca compressões e descompressões no ar a sua volta, que o ouvido humano
percebe como “sons”.

25
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Os alto-falantes são elementos dos mais importantes num sistema de


som e têm a função mais árdua: reproduzir fielmente todos os sons que somos
capazes de ouvir.

O ouvido humano é capaz de reconhecer uma gama muito grande de


freqüências, que variam de 20 vibrações por segundo (20Hz) até 20.000 por
segundo ou (20kHz).

SUB-GRAVE MÉDIO-GRAVE MÉDIO AGUDO

20Hz – 100Hz 100Hz – 275Hz 275Hz – 4kHz 4kHz – 20kHz

As freqüências do sub-grave (20 a 100Hz), exigem as maiores potências


para serem bem reproduzidas, ao passo que as agudas exigem bem menos.
Normalmente, quanto maior o cone do alto-falante melhor sua resposta às
freqüências baixas, por causa do grande volume de ar movimentado pelo cone. Por
outro lado um cone grande é pesado, o que dificulta sua movimentação em altas
freqüências, tornando difícil, se não impossível, que um alto-falante apenas seja
capaz de reproduzir todo o espectro audível.

A solução mais comum é utilizar dois ou mais alto-falantes com divisor de


freqüências entre eles. A função do divisor é enviar ao alto-falante apenas as
freqüências que ele pode reproduzir corretamente, fazendo com que ele trabalhe na
sua faixa ideal.

5. DIVISORES DE FREQÜÊNCIA

5.1 Introdução

26
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Um divisor de freqüência é formado pela combinação de filtros elétricos,


sejam eles ativos ou passivos. Estes filtros podem variar em quatro aspectos: tipo,
corte, atenuação e alinhamento.

Tipo de filtro: - Low-pass (passa-baixa)


- High-pass (passa-alta)
- Band-pass (passa-faixa)

Freqüência de corte: de 20 a 20.000Hz

Atenuação: - 6 dB por oitava


- 12 dB por oitava
- 18 dB por oitava
- 24 dB por oitava

dB: são decibéis, unidade de medição de pressão sonora (intensidade).

Uma oitava eqüivale ao dobro ou metade da freqüência em questão.


Representa a distância entre freqüências.

Exemplo: 1.000Hz

Uma oitava acima = 2.000Hz

Uma oitava abaixo = 500Hz

5.2 Divisores de freqüência passivos – 1ª ordem

Divisores passivos são aqueles colocados entre o alto-falante e o


amplificador, isto é, recebem o sinal amplificado, processam e enviam aos alto-
falantes, sem necessidade de energia externa.

O divisor passivo é um circuito que emprega normalmente bobinas e


capacitores, e é projetado para atuar conectado a um alto-falante de determinada
impedância. A escolha dos componentes que constituirão o divisor depende
diretamente do valor da impedância.

Capacitores: Um capacitor funciona como um filtro de passagem de


freqüências altas (high pass filter). Uma vez escolhida a freqüência de corte, as
freqüências acima deste valor passarão e as abaixo serão gradativamente
reduzidas. Um capacitor em série com o alto-falante formará um filtro High-pass com
atenuação de 6 dB por oitava.

Os valores de um capacitor são expressos em “Farads”.

27
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Bobinas: Bobinas ou indutores funcionam como filtros de passagem de


freqüência baixas (low pass filter). Uma vez escolhida a freqüência de corte, as
freqüências abaixo deste valor passarão e as acima serão gradualmente reduzidas.
Uma bobina em série com um alto-falante formará um filtro Low-pass de 6 dB por
oitava.

Os valores de uma bobina são expressos em “Henrys”.

Filtros de passagem intermediária: Os filtros de passagem


intermediária (band pass filter) são uma combinação de filtros de passagem alta e
baixa. Este tipo de filtro permite que apenas uma determinada faixa de freqüências
chegue ao alto-falante.

A construção de um filtro band pass é simples. Uma vez escolhidas as


freqüências de corte os componentes são colocados em série com alto-falante. O
capacitor bloqueará a freqüência abaixo de um determinado ponto, enquanto a
bobina as bloqueará acima de outro ponto, permitindo que apenas a faixa de
freqüência desejada chegue ao alto-falante. Esta combinação formará um filtro
Band-pass de 6 dB por oitava.

28
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Fórmulas 6 dB/oitava:

C= 1 B= R
6.28 x F x R 6.28 x F

5.3 Divisores de freqüência passivos – 2ª e 3ª ordens

Como já foi visto, um capacitor ou uma bobina colocados em série com


um alto-falante criam divisores com taxa de atenuação de 6 dB/oitava. Esta
atenuação, porém, pode não ser suficiente dependendo da potência que se deseja
aplicar e da qualidade de som que se deseja obter.

Nestes casos podem ser utilizados divisores de freqüência mais


complexos, com atenuações de 12 dB/oitava, 18 dB/oitava e até mesmo 24
dB/oitava. Esta capacidade de atenuação determina a classificação dos divisores,
sendo 6 dB/oitava um divisor de 1ª ordem, 12 dB/oitava um divisor de 2ª ordem e
assim por diante.

Estas atenuações maiores visam oferecer maior proteção aos falantes,


visto que reduzem com mais rapidez a potência enviada ao alto-falante fora da faixa
desejada assim como, se bem projetados, evitam que haja muita informação musical
enviada a alto-falantes distintos com a mesma intensidade.
5.4 Divisores de 12 dB/oitava

Filtros de 12 dB/oitava são conseguidos utilizando-se capacitores e


bobinas em associações série/paralelo. O componente em série promove uma

29
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

atenuação de 6 dB/oitava e o componente em paralelo promove uma atenuação


adicional também de 6 dB/oitava. A soma das atenuações cria o filtro 12 dB/oitava.

High-pass: O filtro High-pass de 12 dB/oitava é constituído por um


capacitor em série e um indutor em paralelo com o falante.

Low-pass: O filtro Low-pass de 12 dB/oitava é constituído por um indutor


em série e um capacitor em paralelo com o falante.

Band-pass: Assim como nos divisores de 6 dB/oitava, a associação de


filtros High-pass 12 dB e Low-pass 12 dB cria um filtro Band-pass de 12 dB/oitava.

B
30
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Fórmulas 12 dB/oitava:

C= 0.1125 B= 0.2251 x R
RxF F

5.5 Divisores de 18 dB/oitava

Os filtros passivos de 18 dB/oitava empregam, como se poderia supor, 3


componentes em associações série/paralelo/série. Como no divisor de 12 dB/oitava,
a associação das 3 atenuações individuais de 6 dB/oitava por componente cria a
atenuação total de 18 dB/oitava. As alterações na fase também são somadas,
totalizando + 135º no filtro High-pass e – 135º no filtro Low-pass.

High-pass: O filtro High-pass de 18 dB/oitava é constituído por dois


capacitores (de valores diferentes) em série como falante, e um indutor em paralelo
entre os dois.

B3

Fórmulas 18 dB/oitava:

C1 = 0.1061 C2 = 0.3183 B3 = 0.1194 x R


RxF RxF F

31
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

5.6 Filtros Band-pass de banda estreita

Existem várias situações onde filtros Band-pass podem e devem ser


utilizados. Em alguns casos porém, quando a faixa de passagem é muito estreita,
menor que um decênio (um decênio é igual a 10 vezes a freqüência mais baixa.
Uma faixa de 100 a 1000Hz, é um decênio pois 10 x 100 = 1000. Uma faixa de 100 a
500, é menor que um decênio), há uma interação indesejável entre os componentes
que acaba provocando distorção e mudanças nas freqüências de corte. Para corrigir
este efeito, fórmulas específicas e esquemas de ligação diferentes são utilizados.

Band-pass de banda estreita 1ª ordem – 6dB/oitava:

B1

Fórmulas BP.BE – 1ª ordem:

B1 = R
(F2 – F1) x 6.283

1
C1 =
39.472 x B1 x (F1 – F2)

Band-pass de banda estreita – 2ª ordem – 12 dB/oitava:

B2

B1 32
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Fórmulas BP.BE – 2ª ordem:

C1 = 0.707
R x 6.283 x (F2 – F1)

1
B2 =
C1 x (6.283 x (F1 – F2))2

C2 = 1
39.472 x B2 x (F1 x F2)

1
B1 =
39.472 x C1 x (F1 x F2)

Circuitos compensadores de impedância: Divisores passivos são


projetados tendo-se como base uma resistência/impedância estática (não-variável).
Infelizmente a impedância apresentada por um alto-falante é dinâmica, isto é, varia
conforme a freqüência.

Se um alto-falante apresentar um aumento de impedância significativo


próximo à freqüência de corte do crossover, o filtro pode se tornar ineficaz e causar
distorção. Um filtro Band-pass de 200 a 4000Hz pode não funcionar em sua parte
Low-pass devido a alteração na impedância que um midrange apresenta em
freqüências altas. Um filtro pode ser utilizado para estabilizar esta impedância: o
Zobel.

33
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

5.7 Zobel Network

Um filtro Zobel tem como finalidade compensar o aumento de impedância


causado pelas interações indutivas da bobina do alto falante. Isto melhora o
desempenho dos divisores Low-pass e reduz a “aspereza” de tweeters, ao mesmo
tempo que fornece uma impedância estável para utilização de circuitos de
atenuação. Para sua construção são utilizados um capacitor e um resistor em série,
colocados em paralelo com o alto-falante.

Fórmula Zobel:

Rc = 1.25 x Re Re = Resistência DC do alto-falante

C= Le Le = Indutância da bobina do alto-falante


Rc2 Em Henrys (não mH)

Circuitos de atenuação: Circuitos de atenuação são utilizados para


reduzir a potência enviada a um alto-falante ou conjunto de alto-falantes, como por
exemplo tweeters, pequenos midranges, canal central e rear fill. A simples colocação
de um resistor em série com um alto-falante já seria o suficiente, porém com a
desvantagem de aumentar a impedância do circuito, fazendo com que os cálculos
para divisores de freqüência tenham que ser feitos baseados na nova impedância, e
exigindo resistores com wattagem suficiente para suportar a potência por eles
absorvida. Outra opção para circuito de atenuação são os L PADS.

5.8 L PADS

Os circuitos L PADS são uma combinação de resistores em série/paralelo


que reduzem a potência aplicada ao falante sem alterar a impedância do circuito.

34
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Tabela de componentes L PADS:

Resist. AF ohms
Red.
em dB 3 4 6 8

R1 R2 R1 R2 R1 R2 R1 R2
1 0.3 25 0.4 33 0.7 49 0.9 66
2 0.6 12 0.8 15 1.2 23 1.6 31
3 0.9 7 1.2 10 1.8 15 2.3 19
4 1.1 5 1.5 7 2.2 10 3 14
5 1.3 4 1.8 5 2.6 8 3.5 10
6 1.5 3 2 4 3 6 4 8

5.9 Alinhamentos

Conforme os ganhos ou perdas a que induzem, os diversos são


separados em quatro categorias principais, chamados alinhamentos:

1) Butterworth – resposta plana para alto-falantes montados na mesma


superfície e alinhados com posição de audição.
2) Linkwitz – Riley – suas características ajudam a melhorar a resposta
de alto-falantes montados na mesma superfície, mas desalinhados
com a posição de audição.
3) Bessel – ideal para alto-falantes montados desalinhados um relação
ao outro, por exemplo: médio na porta/tweeter no painel.
4) ChebyChev – aumenta a resposta do alto-falante em uma
determinada freqüência (normalmente usados com woofers).

Há ainda recursos que podem ser incorporados aos divisores no intuito de


corrigir ou compensar as deficiências dos alto-falantes:

1) Zobel Nerwork – circuito que compensa o aumento da indutância da


bobina do alto-falante em determinada freqüência.
35
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

2) Series Notch Filter – circuito utilizado para limitar o pico na curva de


impedância do alto falante (normalmente usado com tweeters).
3) Optical compression circuit – promove uma limitação “suave” na
potência aplicada ao tweeter, para evitar sua queima.

Mudanças de fase e cancelamento

Os divisores passivos apresentam uma característica que deve ser


observada e entendida: a alteração na fase. Fase é a relação de tempo entre dois
sinais, e podemos observá-la comparando gráficos de onda. Os indutores ou low
pass filters, tendem a atrasar a fase e os capacitores tendem a adiantar.

Um ciclo completo representa 360º e a alteração de fase é medida


frações desse ciclo. A alteração na fase varia com a atenuação e o alinhamento do
filtro. Veja o exemplo em filtros do tipo butterworth:

High pass Low pass


6 dB/oitava = + 45º - 45º
12 dB/oitava = + 90º - 90º
18 dB/oitava = + 135º - 135º
24 dB/oitava = + 180º - 180º

5.10 Cancelamentos

Cancelamento é o fenômeno que ocorre quando o cone de um alto-


falante se move para frente enquanto o cone de outro falante se move para trás. Ao
invés de produzirem som, os alto-falantes apenas empurram o ar para frente e para
trás. (Isto é o que acontece quando dois alto-falantes são ligados invertidos um em
relação ao outro).

Em geral, a acústica do automóvel e as diferentes posições dos alto-


falantes podem causar vários cancelamentos inesperados. Quando possível, deve-
se experimentar reverter fases, procurando encontrar a melhor combinação possível.

36
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

5.11 Divisores de freqüência ativos

Um divisor ativo ou eletrônico é um componente projetado para operar no


sinal não amplificado (line). É colocado entre a fonte de sinal (CD, Rádio, etc.) e o
amplificador, e necessita de energia para funcionar.

Um divisor ativo de duas vias (isto é, high pass e low pass) irá necessitar
de 2 amplificadores, um para cada faixa de freqüências. Um divisor de 3 vias (high,
low and band pass) precisará de 3 amplificadores e assim por diante. O seu
funcionamento é similar ao dos passivos, porém os ativos empregam circuitos
integrados ao invés de grandes bobinas e capacitores, e a sua freqüência de corte
não depende da impedância dos alto-falantes, como no passivo.

5.11 Tabela de componentes

Tabela de componentes 6 dB/oitava:

Impedância do Alto-falante

37
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Freqüência
Hertz 2 Ohms 4 Ohms 8 Ohms

B C B C B C
80 4.1mH 1000μF 8.2mH 500μF 16mH 250μF
100 3.1mH 800μF 6.2mH 400μF 12mH 200μF
130 2.4mH 600μF 4.7mH 300μF 10mH 150μF
200 1.6mH 400μF 3.3mH 200μF 6.8mH 100μF
260 1.2mH 300μF 2.4mH 150μF 4.7mH 75μF
400 .8mH 200μF 1.6mH 100μF 3.3mH 50μF
600 .5mH 136μF 1.0mH 68μF 2.0mH 33μF
800 .41mH 100μF 0.82mH 50μF 1.6mH 26μF
1000 .31mH 78μF .62mH 39μF 1.2mH 20μF
1200 .25mH 66μF .51mH 33μF 1.0mH 16μF
1800 .16mH 44μF .33mH 22μF .68mH 10μF
4000 .08mH 20μF .16mH 10μF .33mH 5μF
6000 .51μH 14μF .10mH 6.8μF .20mH 3.3μF
9000 .34μH 9.5μF 68μH 4.7μF .15mH 2.2μF
12000 .25μH 6.6μF 51μH 3.3μF 100μH 1.6μF

Tabela de componentes 12 dB/oitava:

Impedância do Alto-falante
Freqüência
Hertz 2 Ohms 4 Ohms 8 Ohms

B C B C B C
80 5.6mH 700μF 11mH 330μF 22mH 180μF
100 4.5mH 500μF 9.1mH 270μF 18mH 150μF
130 3.5mH 470μF 6.8mH 200μF 15mH 100μF
200 2.3mH 330μF 4.7mH 150μF 9.1mH 75μF
260 1.7mH 220μF 3.6mH 100μF 6.8mH 50μF
400 1.1mH 140μF 2.2mH 68μF 4.7mH 33μF
600 .75mH 100μF 1.5mH 47μF 3.0mH 26μF
800 .56mH 68μF 1.0mH 33μF 2.0mH 15μF
1000 .45mH 55μF .91mH 27μF 1.8mH 13μF
1200 .38mH 47μF .75mH 22μF 1.5mH 11μF
1800 .25mH 33μF .50mH 15μF 1.0mH 6.8μF
4000 .11mH 14μF .22mH 6.8μF .47mH 3.3μF
6000 .75μH 10μF .15mH 4.7μF .33mH 2.2μF
9000 .50μH 6μF .10mH 3.3μF .20mH 1.5μF
12000 .38μH 4.7μF 75μH 2.2μF .15mH 1.0μF

B
38
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Tabela de componentes 18 dB/oitava HP:

Impedância do Alto-falante
Freqüência
Hertz 4 Ohms 8 Ohms

C1 B3 C2 C1 B3 C2
80 330μF 6.0mH 1000μF 160μF 12mH 500μF
100 270μF 4.7mH 800μF 150μF 10mH 400μF
130 200μF 3.9mH 600μF 100μF 7.5mH 300μF
200 130μF 2.4mH 400μF 68μF 5.4mH 200μF
260 100μF 1.8mH 300μF 50μF 3.3mH 150μF
400 68μF 1.2mH 200μF 33μF 2.4mH 100μF
600 47μF .80mH 130μF 97μF 1.6mH 68μF
800 33μF .60mH 100μF 16μF 1.2mH 50μF
1000 27μF .47mH 75μF 13μF .90mH 39μF
1200 22μF .39mH 68μF 11μF .80mH 33μF
1800 15μF .27mH 47μF 7.5μF .50mH 22μF
2000 13μF .24mH 40μF 6.8μF .47mH 20μF
3000 8.8μF .16mH 27μF 4.7μF .33mH 14μF
4000 6.8μF .12mH 20μF 3.3μF .24mH 10μF
6000 4.7μF 82μH 13μF 2.2μF .27mH 6.8μF
8000 3.3μF 60μH 20μF 1.5μF .12mH 5.0μF
10000 2.7μF 47μH 8.2μF 1.3μF .10mH 3.9μF
12000 2.2μF 39μH 6.8μF 1.1μF .82μH 3.3μF

B3 39
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Tabela de componentes BPBE 1ª ordem - 6 dB/oitava:

Impedância do Alto-falante
Faixa
2 Ohms 4 Ohms 8 Ohms
Hertz
C1 B1 C1 B1 C1 B1
70-200 739 2.5 370 4.9 188 9.79
70-300 872 1.38 436 2.77 218 5.54
70-400 938 0.96 468 1.93 234 3.86
80-200 597 2.65 298 5.3 149 10.6
80-300 730 1.5 365 2.89 182 5.79
80-400 796 0.99 398 1.99 199 3.98
85-200 538 2.77 265 5.6 133 11.07
85-300 671 1.5 331 3 165 6
85-400 737 1.06 369 2.1 188 4.04
100-250 478 2.1 234 4.2 119 8.4
100-300 531 1.59 265 3.2 133 6.4
100-400 597 1.06 298 2.1 149 4.2
100-500 637 0.8 318 1.59 159 3.2

B1

Tabela de componentes BPBE 2ª ordem - 12 dB/oitava

Impedância do Alto-falante
Faixa
2 Ohms 4 Ohms
Hertz

40
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

C1 B1 C2 B2 C1 B1 C2 B2
70-200 433 4.2 523 3.46 216 8.4 265 6.93
70-300 245 5.1 616 1.96 122 9.86 308 3.92
70-400 170 5.3 663 1.36 85 10.6 331 2.73
80-200 469 3.38 422 3.75 234 6.75 211 7.5
80-300 256 4.2 516 2.1 128 8.26 258 4.09
80-400 176 4.5 563 1.41 88 9.01 281 2.81
85-200 489 3 381 3.92 245 6 190 7.83
85-300 265 3.8 474 2.1 133 7.5 234 4.2
85-400 521 1.43 179 4.2 89 8.4 265 2.86
100-250 375 2.7 338 3 188 5.4 169 6
100-300 281 3 375 2.25 141 6 188 4.5
100-400 188 3.38 422 1.5 94 6.75 211 3
100-500 141 3.6 450 1.13 70 7.2 225 2.25

B2

B1

6. AUDIÇÃO E SISTEMA ELÉTRICO

6.1 Mecanismo auditivo

41
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

O sistema auditivo humano é complexo na sua estrutura e formidável em


sua função. Ele não apenas responde a uma larga faixa de estímulos, como
identifica precisamente o timbre e até a direção da onda sonora.

A faixa de estímulos a que o ouvido responde representa uma variação de


mais de um milhão de vezes. A energia contida em um som extremamente alto é
mais ou menos 1 bilhão de vezes maior do que a energia contida no mais fraco som
que se pode ouvir.

O ouvido é relativamente insensível a sons de baixa freqüência. Por


exemplo: sua sensibilidade a 100Hz é em torno de 100 vezes menor que a de
1.000Hz. Outra características comum é a perda de sensibilidade a altas freqüências
como passar dos anos. Um adulto pode ter dificuldade de identificar sons entre 10 e
12kHz.

Estas características tornam cada ouvinte uma pessoa em particular.


Devido a essas variações, um sistema de som pode soar diferente de pessoa a
pessoa, fazendo com que ajustes individuais sejam sempre necessários.

Devemos considerar outro ponto também: a capacidade de localização da


fonte sonora. Sons vindos de um lado soam mais alto em um ouvido do que no
outro, fazendo com que identifiquemos sua direção. Isto porém é mais efetivo em
freqüências altas do que baixas. A 10kHz, a diferença percebida pelo ouvido chega
a ser de 30dB, enquanto que a 100kHz a diferença é de apenas 8dB. Em
freqüências baixas o ouvido utiliza outro mecanismo para localizar a fonte sonora.
O som vindo de um lado atinge um ouvido antes do outro, portanto um pouco fora de
fase, permitindo sua localização.

Experiências realizadas demonstraram que, para freqüências até 1kHz, a


diferença de fase é utilizada para localizar sons constantes, enquanto que a
diferença nos tempos de chegada é utilizada para sons rápidos (estalos). Acima de
4kHz, a localização é feita através da diferença e volume (intensidade) entre os dois
ouvidos. Entre 1kHz e 4kHz, a precisão na localização cai sensivelmente,
demonstrando que a transição entre os dois sistemas não é a ideal. Acima de 5kHz,
a orelha desempenha papel importante na localização de sons vindos da frente ou
de trás do ouvinte, devido ao seu formato.

Entendendo como o ouvido humano processa os sons, temos mais


elementos para tentar recriar um ambiente auditivo perfeito.

6.2 Sistema elétrico e ruídos

Quando lidamos com áudio ou qualquer outro sistema elétrico no


automóvel, estamos lidando com valores e grandezas que necessitam ser bem
compreendidas para que possamos extrair o máximo do sistema, com toda
segurança possível. Procuraremos descrever as principais:
42
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Volts Voltagem (v): Tecnicamente é descrita como “diferença de


potencial entre dois pontos (ddp)”. Na prática isto significa que só existe voltagem
quando comparamos dois pontos que não tem a mesma carga elétrica. Por exemplo:

+ 12v

+ -

Bateria

A voltagem existente (+ 12v) é a diferença de carga que existe entre o


polo positivo e o polo negativo da bateria. A voltagem não existe em apenas um
polo, são necessários dois para que se possa compará-los.

Normalmente os elementos que possuem voltagem são chamados


geradores.

Ampères (A): Ampère é a unidade utilizada para expressar a quantidade


de eletricidade (carga, elétrons) que está sendo transferida de um polo para outro do
gerador. Normalmente chamamos este efeito de CORRENTE.

Resistência (R): como o próprio nome já diz, é a resistência (ou


dificuldade) que as cargas encontram para passar de um polo ao outro. Quanto
maior a resistência, menor a corrente que conseguirá passar.

Potência (P): Quantidade de energia necessária para realizar um


trabalho, seja mecânico, acústico ou elétrico, em um determinado tempo.

6.3 Relações e fórmulas

V
IR
I
43
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

2
P V
I P

P
PR 2
V R I
I P 2
V V
R R

P
I2R
V
VI
P/R

6.4 Lei de Ohm

Quando lidamos com alto-falantes, utilizamos freqüentemente dois


valores: potência máxima suportável (em watts) e impedância ou resistência (em
Ohms). Quando ligamos dois alto-falantes em conjunto, dependendo da forma de
ligação, provocamos alterações na impedância que vão influir no funcionamento dos
amplificadores e divisores passivos. Podemos calcular essas alterações usando
fórmulas.

6.5 Ligações em paralelo

FÓRMULA PARA LIGAÇÕES EM PARALELO

R1 x R2 = IMPEDÂNCIA RESULTANTE Exemplo: 4 Ohms x 8 Ohms = 32 = 2.67 Ohms


R1 + R2 4 Ohms + 8 Ohms 12

44
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

6.6 Ligações em série

FÓRMULA PARA LIGAÇÕES EM SÉRIE

R1 + R2 = IMPEDÂNCIA RESULTANTE

6.7 Fontes de ruído

Um dos problemas mais comuns relacionados com o áudio automotivo é


o aparecimento de ruídos vindos do sistema de carga (alternador) ou ignição
(bobinas e cabos de vela). Outros componentes eletro-eletrônicos do veículo
também são responsáveis por ruídos, (como computadores de bordo), mas 90% dos
ruídos emanam dessas duas fontes citadas. Os ruídos vindos do sistema de ignição
há muito deixaram de constituir problema, dado o largo emprego atualmente de
cabos de vela supressivos (resistivos) e ignições eletrônicas (sem platinado).

O ruído proveniente do funcionamento do alternador, no entanto, até hoje


constitui problemas seja em instalações simples ou complexas.

Conhecendo o funcionamento de um alternador, podemos entender


melhor a origem do ruído.

45
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

6.8 Alternador

Um alternador, como o próprio nome já diz, é um gerador de corrente


alternada, ou seja, em um mesmo polo teremos alternância entre + e - várias vezes
por segundo. Esta forma de eletricidade não é do mesmo tipo que encontramos em
acumuladores (baterias), nos quais um polo é sempre ( + ) e o outro é sempre ( - ).
Este tipo de energia produzida pelo alternador precisa, portanto, ser retificada, de
forma a passá-la para corrente contínua (DC). Essa tarefa é responsabilidade de um
componente chamado “trio de diodos” ou “ponte de diodos”.

Figura 6 – Retificação de corrente alternada

Aqui encontramos uma das fontes de ruído no automóvel. A onda


retificada de um alternador não é de 100% perfeita.

Os pequenos desvios vistos na figura anterior nada mais são do que o


resíduo de corrente alternada que é enviado à bateria. Estes resíduos, quando
chegam juntamente com a voltagem DC a um amplificador, podem se transformar
em ruído audível. A solução é relativamente simples: filtrar essas oscilações, não
permitindo que cheguem ao amplificador.

A maioria dos componentes de boa qualidade já possuem esses filtros


internamente. Poderíamos, no entanto, ser tentados a adicionar mais componentes
(chamados “filtros de linha”) para reduzir ao mínimo o ruído. Não devemos, porém.
Os filtros de linha, além de sua função principal, tem um indesejável efeito colateral:
sua resistência interna causa uma queda de voltagem significante (em torno de 2
volts até), o que é crítico para o funcionamento dos amplificadores.

São portanto, uma solução extrema, de último caso, útil apenas se o filtro
interno do aparelho for de má qualidade, ou simplesmente não existir.

6.9 Radiação eletromagnética

46
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Outra fonte de ruído, que exige soluções bastante diferentes, é a radiação


eletromagnética ou REM.

Toda vez que uma corrente flui através de um fio ou condutor, um campo
magnético é gerado. Quanto maior a corrente, maior o campo gerado. Este tipo de
ruído não precisa de material para se propagar e pode causar indução de corrente
nos fios que cruzarem seu campo ou equipamentos também eletromagnéticos
(cabeçotes por exemplo).

Existem duas maneiras de se lidar com a REM:

1) Afastando o componente que está sendo afetado do condutor produtor


de REM. O campo magnético diminui quando nos afastamos da fonte.
2) Bloqueando a REM na sua fonte ou ao chegar ao componente que
queremos proteger.

Um exemplo da situação 1 acontece quando passamos os cabos de sinal


juntamente com os cabos + 12v. o campo magnético gerado pelo cabo + 12v pode
causar indução de voltagem nos cabos de sinal. Mover os cabos de sinal para longe
dos cabos + 12v deverá minimizar em muito o problema.

Já a situação 2 é necessária quando não podemos mover nem a fonte de


ruído nem o componente afetado. A solução então é blindar um dos dois (ou os dois)
e aterrar a blindagem, pois a REM é facilmente capturada por uma superfície
condutora de eletricidade e/ou magnética.

6.10 Capacitores reforçados

Capacitores são basicamente reservatórios de eletricidade DC. Seus


valores (em “Farads”) expressam sua capacidade de armazenamento. Em alguns
sistemas de potências elevadas, a demanda de corrente durante os picos da música
(geralmente de baixa freqüência) pode ser maior do que a capacidade instantânea
de fornecimento da bateria. Neste determinado instante, a resistência interna da
bateria impede que toda a corrente necessária flua através de seus pólos, embora
esteja disponível.

Este “excesso de demanda” provoca queda na tensão (voltagem)


disponível, impedindo o amplificador de reproduzir aquele musical corretamente.
Se adicionarmos um ou mais capacitores de valores determinados ao
sistema, a sua capacidade de armazenamento será usada para fornecer a energia
necessária a estes breves instantes de pico musical, fazendo com que a reprodução
do som seja menos afetada.

47
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

6.11 Cálculo de espessura dos cabos

Um item freqüentemente negligenciado pelos profissionais de som


automotivo é a queda de voltagem causada pelos cabos e terminais. Quando
utilizamos cabos de tamanho razoável (do capuz ao porta-malas, por exemplo), sua
resistência interna é suficiente para causar quedas de até 3 volts na tensão enviada
aos aparelhos neles conectados.

O quadro abaixo serve como referência para determinação da espessura


adequada dos cabos, tomando-se por base a amperagem total do sistema.

Espessura dos Cabos


Amperagem Maior 1,2 m 2,10 m 3,00 m 3,9 m 4,8 m 5,7 m 6,6 m
Total do que a a a a a a a
Sistema 1,2 m 2,10 m 3,00 m 3,9 m 4,8 m 5,7 m 6,6 m 8,40 m
0-20 14 12 12 10 10 8 8 8
20-35 12 10 8 8 6 6 6 4
35-50 10 8 8 6 4 4 4 4
50-65 8 8 6 4 4 4 4 2
65-85 6 6 4 4 2 2 2 0
85-105 6 6 4 2 2 2 2 0
105-125 4 4 4 2 0 0 0 0
125-150 2 2 2 0 0 0 0 0

7. AMPLIFICADORES

7.1 Introdução

48
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Um amplificador musical automotivo nada mais é do que um produtor de


corrente alternada, controlado por um sinal (RCA, saída de baixa impedância, etc.) e
alimentado por um gerador externo (bateria/alternador). Partindo deste princípio,
podemos supor que um amplificador não deve provocar qualquer alteração no sinal
musical: deve apenas torná-lo MAIOR.

Existem vários tipos diferentes de amplificadores, sendo os de fonte


chaveada PWM (Pulse Width Modulation) os mais comuns. Basicamente, os
componentes principais de um amplificador são: FONTE, PRÉ-AMPLIFICADOR
(front stage ou input stage) e SAÍDA (output stage). Veja o esquema a seguir.

Conexão: A conexão de um amplificador não apresenta segredos, desde


que observemos o básico:

 Alimentação suficiente (+ 12v);


 Aterramento adequado;
 Ventilação apropriada;
 AJUSTE DE NÍVEL CORRETO (GANHO).

7.2 Ajuste de nível (ganho)

O ajuste de ganho de entrada existe para permitir a compatibilização


entre o amplificador e os diferentes tipos de unidades fonte, pois as variações entre
as marcas e modelos são enormes. Esta regulagem visa fazer com que todos os

49
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

equipamentos atinjam seu “limite” ao mesmo tempo, isto é, que se possa extrair o
máximo de cada equipamento antes de o mesmo entrar em distorção.

7.3 Distorção

Distorção é como conhecemos qualquer alteração no sinal musical


enviado a um componente. Normalmente, o tipo mais comum de distorção em
sistemas de som automotivo é a distorção por “clipagem” ou “onda quadrada”. Isto
ocorre quando um determinado componente (CD player, equalizador, amplificador,
etc.) excede sua capacidade (voltagem), sendo impedido de recriar o sinal musical
em sua amplitude total. O resultado é uma onda “achatada” nos picos, ao invés da
senóide perfeita, como pode ser visto na figura:

Distorção por “clipagem”

Onda “quadrada” Onda perfeita

Para se ajustar o ganho de entrada (ou de saída) de um aparelho,


precisamos utilizar um tom puro como referência (uma só freqüência). Normalmente
os aparelhos são calibrados utilizando-se 1kHz, mas outras freqüências podem ser
utilizadas.

Procedimentos para o ajuste de ganho:

 Desconecte todos os alto-falantes.


 Selecione a faixa desejada (1kHz/0 dB).
 Começando pela unidade principal, vá ajustando todos os aparelhos
que trabalham com sinal de baixa voltagem (RCA).
 Para ajustar o amplificador, utilize a faixa – 10 dB ou – 15 dB,
dependendo da necessidade.

50
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Nível Resultado Utilização


0 dB Melhor relação sinal/ruído, porém Avaliações muito criteriosas e
com nível sonoro (SPL) reduzido. ambiente COMPLETAMENTE livres
de ruídos.
- 10 dB Boa relação sinal/ruído, bom nível 90% dos ouvintes.
sonoro.
- 15 dB Relação sinal/ruído abaixo do ideal. Ocasiões onde o volume (SPL) é
Bom nível sonoro. mais importante.

7.4 Sistema elétrico

Quando lidamos com áudio ou qualquer outro sistema elétrico no


automóvel, estamos lidando com valores e grandezas que necessitam ser bem
compreendidas para que possamos extrair o máximo do sistema, com toda
segurança possível. Procuraremos descrever as principais:

Volts Voltagem (v): Tecnicamente é descrita como “diferença de


potencial entre dois pontos (ddp)”. Na prática isto significa que só existe voltagem
quando comparamos dois pontos que não tem a mesma carga elétrica.

Ampères (A): Ampère é a unidade utilizada para expressar a quantidade


de eletricidade (carga, elétrons) que está sendo transferida de um polo para outro do
gerador. Normalmente chamamos este efeito de CORRENTE.

7.5 Cálculo de espessura dos cabos

Um item freqüentemente negligenciado pelos profissionais de som


automotivo é a queda de voltagem causada pelos cabos e terminais. Quando
51
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

utilizamos cabos de tamanho razoável (do capuz ao porta-malas, por exemplo), sua
resistência interna é suficiente para causar quedas de até 3 volts na tensão enviada
aos aparelhos neles conectados.

Espessura dos Cabos


Amperagem Maior 1,2 m 2,1 m 3,0 m 3,9 m 4,8 m 5,7 m 6,6 m
Total do que a a a a a a a
Sistema 1,2 m 2,1 m 3,0 m 3,9 m 4,8 m 5,7 m 6,6 m ac.
0-20 14 12 12 10 10 8 8 8
20-35 12 10 8 8 6 6 6 4
35-50 10 8 8 6 4 4 4 4
50-65 8 8 6 4 4 4 4 2
65-85 6 6 4 4 2 2 2 0
85-105 6 6 4 2 2 2 2 0
105-125 4 4 4 2 0 0 0 0
125-150 2 2 2 0 0 0 0 0

8. PROJETANDO SISTEMA

8.1 Palco
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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Para criar um ambiente de audição fiel, primeiro deve se ter uma noção
básica do que se deseja conseguir.

Normalmente, a meta deve ser reproduzir o som exatamente da maneira


como foi gravado, simulando uma apresentação ao vivo. Para isso, você terá que
recriar o efeito tridimensional do som, isto é, largura, altura, e profundidade. A
“predominância frontal” é recomendada, pois no ambiente ideal a fonte principal
de som está na frente do ouvinte. Isto também é chamado “palco frontal”.

Um complemento a este efeito é a reverberação que ocorre devido a


reflexão do som em outras superfícies antes de voltar ao ouvinte.

Um bom palco frontal com simulação de reverberação é uma das coisas


mais difíceis de se conseguir em um automóvel. Entretanto, posicionando-se
corretamente os alto-falantes e projetando-se as distribuições de freqüências e
potências adequadamente, é possível conseguir que o som sempre emane da frente
do ouvinte. Alguns problemas, no entanto, devem ser considerados: o ambiente
automotivo reflete as ondas sonoras de forma não linear e imprevisível, bem como
os alto-falantes tendem a ser montados onde se encaixam, ao invés de onde teriam
melhor rendimento. Essas e outras variáveis tornam o trabalho de sonorização
automotiva bastante complexo, exigindo conhecimento e experiência daquele que o
projeta e o executa.

Figura 7 – Exemplo do efeito “palco”


8.2 Exemplos de projeto

Os projetos apresentados a seguir, são esquemas básicos que visam


reproduzir o efeito do “palco frontal”. Sua arquitetura visa permitir sua expansão sem
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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

que o consumidor tenha que se desfazer dos produtos já adquiridos e possa fazê-lo
passo a passo.

Exemplo 1 – Palco frontal com subwoofer

 Midrange e tweeter em estéreo com divisores.


 Subwoofer em bridge (mono) com divisor.

Exemplo 2 – Palco frontal com ambiência e subwoofer

 Frente – mid e tweeter 4 Ohms com divisores.


 Trás – mid e tweeter 8 Ohms com divisores.
 Subwoofer em bridge (mono) com divisor.
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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Exemplo 3 – Palco frontal com ambiência médio grave e subwoofer

 Frente – midbass, midrange e tweeter com divisores.


 Trás – midrange e tweeter com divisores.
 Subwoofer em bridge (mono) com divisor.
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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Exemplo 4 – Sistema bi-amplificado

 Amplificador com 4 canais:


2 canais para dianteira (dir. e esq.)
2 canais para traseira (dir. e esq.)
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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

 Amplificador com 2 canais:


Em bridge para subwoofer (divisor ativo)

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

1. MÓDULO de treinamento. São Paulo : Bravox Indústria e Comércio Eletrônico,


[19--] 36p. il.

2. TOP GUN TREINAMENTO TÉCNICO. Divisores de freqüência. São Paulo, [19--]


22p. il.

3. TOP GUN TREINAMENTO TÉCNICO. Amplificadores. São Paulo, [19--] 5p. il.

GLOSSÁRIO

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Termos técnicos de áudio:

Abafamento/Damping – Perda de energia em um sistema que o desacelera ou


conduz a uma redução na amplitude.

Absorção acústica/Acoustic Absorption – A características de qualquer


substância de enfraquecer – absorvendo – o som. A unidade de referência da
absorção é um Sabine, que é igual ao som “absorvido” por uma abertura de um pé
quadrado através do qual o som passa (furo aberto).

Achatamento de pico/Peak clipping – A limitação da amplitude da forma de onda


tal que os picos na forma de onda são eliminados; isto distorce a forma de onda.

Acústica/Acoustics – A ciência que trata da produção, efeitos e transmissão das


ondas sonoras através de vários meios. Estão incluídos os efeitos da refração,
difração, absorção e interferência.

Aerodinâmica/Aerodinamics – Relativo ao fluxo de ar e sua interação com outros


corpos.

Alto-falante/Loudspeaker – Transdutor eletroacústico que converte sinais elétricos


de áudio na entrada, em ondas sonoras audíveis na saída. O mesmo que “falante”.
Em sistema de múltiplos alto-falantes, o termo “alto-falante” pode referir-se a um
dado componente ou ao sistema inteiro, incluindo todos os alto-falantes, rede de
“crossover” e caixa.

Altura/Pitch – Atributo do sentido de audição pelo qual sons podem ser ordenados
de baixo a alto.

Ambiência/Ambience – São as características acústicas que distinguem um dado


espaço.

Amplificação/Amplification – Incremento no nível, amplitude ou magnitude do


sinal.

Amplificador/Amplifier – Um dispositivo para aumento no nível do sinal (por


aumento da tensão ou corrente). Alguns amplificadores são usados para isolar ou
controlar um sinal, e podem não aumentar – e podem até mesmo diminuir o nível
(conversor de saída, amplificador de fone de ouvido).

Amplitude/Amplitude – A magnitude instantânea de uma quantidade oscilatória tal


como a pressão do som. A amplitude de pico é o valor máximo.

Analisador de espectro/Spectrum analyzer – Instrumento para medir e,


geralmente, gravar o espectro do sinal.

Analógico/Analog – Um sinal elétrico cuja freqüência e nível variam continuamente


proporcionalmente às ondas sonoras originais. “Analógico” pode referir-se também,
59
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

ao controle ou circuito que muda continuamente o nível de um sinal


proporcionalmente ao ajuste de um controle.

Anecóica/Anecchoic – Livre de eco; uma sala “anecóica” é aquela cujas paredes,


teto e chão são forrados com material que absorve o som, geralmente na forma de
cunha.

Ataque/Attack – O começo de um som; o transiente inicial de uma nota musical.

Atenuador/Attenuator – Um dispositivo, geralmente uma resistência variável,


usado para controlar o nível de um sinal elétrico.

Atenuar/Attenuate – Reduzir o nível de um sinal elétrico ou acústico.

Atraso de tempo digital/Digital time delay – Este componente atrasa


eletronicamente os sinais de áudio em milisegundos, resultando em um efeito muito
parecido com que se sente numa apresentação em um auditório.

Audio-freqüência/Audio-frequency – Veja “Freqüência de áudio”.

Auto Loud (controle de loudness)/Auto Loud (loudness control) – Reforçar


automaticamente as baixas freqüências para ouvir a baixos volumes (tipicamente +
6dB de aumento).

Bi-Amplificação/Bi-Amplification – Um sistema estéreo, ou amplificador, que é “bi-


amplificado” usa amplificadores de potência separados para “woofers” e para os
“médios/tweeters” num sistema de alto-falantes. Para um sistema bi-amplificado, o
sinal de áudio do rádio ou toca-fitas é passado para um crossover eletrônico que
divide o sinal em sinais graves e médios/agudos. Cada um desses sinais é enviado
para seu respectivo amplificador e alto-falante independentes.
A bi-amplificação oferece a vantagem de se ter mais som com menos
Watts, e menor erro de fase devido à eliminação do crossover passivo. Dois
amplificadores de 5 Watts podem tocar mais alto com menos distorção do que um
amplificador simples de 10 Watts, usado convencionalmente e, uma vez em cada
amplificador tem somente parte da música para controlar, ele pode fazer seu
trabalho com menor distorção.
A bi-amplificação também dá a você mais precisão no controle de graves
e tons.

Bias/Bias – Aquilo que é adicionado ao sinal desejado para produzir um composto.


No caso de gravação de fita magnética, por exemplo, o “bias” pode ser também um
campo magnético constante ou um campo que varia em freqüências altas.

Bobina/Voice coil – Uma bobina de fio enrolado no tubo (forma de mola) ligada ao
cone do alto-falante ou diafragma. A bobina torna-se um eletroímã quando um sinal
de áudio é aplicado; isto interage com o ímã permanente e faz o cone ou diafragma
vibrarem.

60
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Caixa com suspensão a ar/Air-suspension enclosure – Um alto-falante montado


na frente de uma caixa hermeticamente vedada de modo que a pressão do ar retido
fornece a maior parte da força que devolve o cone do alto-falante para sua posição
de equilíbrio.

Caixa bass-reflex/Bass-reflex enclosure – Uma caixa acústica na qual a onda


traseira do alto-falante é irradiada através de uma abertura ou duto na frente.

Campo livre/Free field – Aquela parte do campo sonoro onde o nível de som é
reduzido com 6 dB para cada duplicação da distância.

Campo próximo/Near field – Aquela parte do campo sonoro onde o nível de som
varia a partir do ponto por causa do padrão e radiação da fonte.

Camuflagem/Masking – O montante (ou o processo) pelo qual o limiar da audição


para um som é levantado pela presença de outro som (camuflagem).

Capacitor/Capacitor – Um componente elétrico que passa corrente alternada mas


bloqueia corrente contínua. Também chamado de condensador, ele é capaz de
armazenar energia elétrica.

Capacidade de suportar potência/Power handling capability – Nos sistemas de


alto-falantes, o valor máximo de potência que pode ser acomodada sem danos. A
capacidade de administrar potência variará dependendo da freqüência e da duração
do tempo em que o sinal é aplicado.

Casamento de impedância/Impedance matching – A potência máxima é


transferida de m circuito para outro quando a impedância de saída e um está casada
com a impedância de entrada do outro. Transferir a potência máxima pode ser
menos importante em muitos circuitos eletrônicos, do que baixo ruído ou ganho de
tensão.

Ceifamento/Clipping – Ocorre quando a capacidade pico a pico contínua (limites)


de um amplificador são excedidas. O resultado é uma distorção bem audível,
também visível em um osciloscópio.

Cesta/Basket – Esta é a moldura rígida do alto-falante, ela suporta todos os


componentes do alto-falante: cone, imã, bobina de voz, terminais, tela e furos de
montagem. A maior parte das cestas são de aço, novas cestas de plástico têm sido
recentemente introduzidas.

Chave remota liga/desliga (automática)/Remote power on swith (automatic) –


Esta chave dá a você a opção de colocar o amplificador escondido no porta-malas
ou num compartimento. Quando você ligar seu rádio, o amplificador de potência
ligará automaticamente. Quando o rádio está desligado, o amplificador também
estará.

61
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Coaxial/Coaxial – Um alto-falante coaxial tem um grande cone para a faixa de


graves, e um pequeno “tweeter” para o espectro agudo. Existe uma rede de
“crossover” a qual divide e distribui o sinal para o “driver” correto.

Coeficiente de absorção/Absorption coefficient – A fração de energia do som


que é absorvida em qualquer superfície. Ele tem um valor entre 0 e 1 e varia com
freqüência e com ângulo de incidência do som.

Coloração/Coloration – A distorção de um sinal detectável pelo ouvido.

Compensação A/A-Weighting – O ajuste da resposta em freqüência de um


medidor de nível de som que faz com que sua leitura se ajuste, aproximadamente, à
resposta do ouvido humano.

Compressão/Compression – Redução da faixa dinâmica de um sinal por um


circuito elétrico que reduz o nível das altas passagens.

Comprimento de onda/Wavelength – Distância que uma onda sonora percorre no


tempo perfazendo um ciclo completo.

Cone/Cone – O formato mais comum para a superfície de irradiação de um alto-


falante. Freqüentemente usado para se referir àquela parte do alto-falante que
realmente movimenta o ar.

Conectores DIN/DIN connectors – DIN (Deutsche Industrie Normem) são normas


industriais alemãs, e são usadas como um padrão em muitos países da Europa. Em
áudio, DIN são plugues, soquetes, etc. alemães. Este conector singular na verdade
desempenha a função de dois conectores, simplifica a instalação e permite uma
desconexão rápida.

Compliância do alto-falante/Loudspeaker compliance – Ela é acusticamente e


mecanicamente equivalente à capacitância. Determina quão facilmente um alto-
falante cone/bobina de voz montado, moverá quando um sinal elétrico é aplicado
nele.

Contorno de loudness/Loudness contour – O ouvido humano não houve bem


baixas freqüências com nível de volume baixo. Portanto, o controle do “loudness” se
eleva, ou enriquece o som dos graves quando o volume é abaixado. Não deveria ser
usado ao ouvir níveis altos de volume.

Controle de ganho com atraso de tempo digital/Digital time delay gain control –
Este controle permite-lhe selecionar o quanto do todo de seu sinal você deseja
processar ou tratar com atraso de tempo digital.

Controle de sensibilidade de entrada/Input sensitivity control – Corrige a


potência de entrada (apresentada em milivolts ou volts) para reduzir a distorção.
Conversor digital-analógico/Analog-digital converter (ADC) – Um circuito que
converte números da representação analógica para uma representação digital.

62
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Conversor digital-analógico/Digital-analog converter (DAC) – Um circuito que


converte números da representação digital para a analógica.

Crosstalk (separação de canais)/Crosstalk (channel separation) – “Crosstalk” é


a quantidade de sinais que escapam de um canal estéreo em direção ao outro. De
canal para canal o “crosstalk” deveria ser no mínimo de 30 dB, sendo muito bom o
valor de 40 dB.

dB/dB – O “dB” (Decibel) é uma unidade de medida para relações ou níveis de som,
potência, tensão, e outras quantidades. O dB é somente significativo quando se
refere a algum valor verdadeiro (isto é, saída do alto-falante: 93 dB a um metro com
1 Watt de potência de entrada).

dB SPL/dB SPL – SPL é o nível de pressão do som (isto é, uma medida acústica).
Um dB SPL é a menor diferença audível no nível sonoro. O dB SPL é 0,0002
dynas/cm2 ou 20μPascal. Ele é também o limiar da sensibilidade humana a 1kHz (o
limiar da dor está entre 120 e 130 dB SPL).

Decibel/Decibel – O ouvido humano responde logaritmicamente e é conveniente


trabalhar em unidades logarítmicas em um sistema de áudio. O bel é o logaritmo da
razão de duas forças, e o Decibel é um décimo do bel.

Defasagem/Out of phase – Diferença de ângulo ou tempo entre dois sinais


relacionados.

Defletor/Baffle – Um ajuste que reduz a interferência entre o som irradiado pela


frente e por trás de um alto-falante através do aumento da distância da frente em
relação à parte traseira.

Defletor infinito/Infinite baffle – Um grande defletor ou um invólucro que previne


interferência entre som irradiado da frente e de trás do cone do alto-falante.

Deslocamento de fase/Phase shift – Tempo ou diferença angular entre dois sinais.


O mesmo que defasagem.

Difusor/Diffusor – Um dispositivo patenteado para a difusão do som por meio de


gradeamento de reflexão de fase.

Difração/Diffraction – A distorção da forma de onda causada pela presença de um


obstáculo no campo do som.

Direcionalidade/Directionality – Alto-falantes irradiam seus sons em um ângulo


que vai sendo diminuído na medida em que a freqüência do som aumenta. Portanto,
o “tweeter” é muito direcional e o “woofer” dos graves é bastante não direcional.

Dispersão/Dispersion – Dispersão é outra palavra para distribuição de som. Os


tons graves do alto-falante são basicamente não direcionais e, no carro, preenchem
o espaço. Sons agudos ou altos são bem direcionais.

63
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Distorção/Distortion – O som que é modificado ou trocado de alguma forma é


chamado distorção. Ela pode ser causada por um equipamento que não reproduz
fielmente o sinal original de entrada. A porcentagem de distorção é a medida da
porcentagem de troca de sinal por um componente.
Qualquer bom amplificador traduz sua potência em termos de RMS (“Root Mean
Square” – Valor eficaz) ou potência contínua. Isto é, quanto de potência ele produz
continuamente com o mínimo de ruído indesejável, ou distorção harmônica total
(“THD – total harmonic distortion”). Muitos amplificadores mencionam sua potência
em termos de picos, ou quanta potência o amplificador terá na saída em um pico,
mas não mantida continuamente. Tais amplificadores geralmente têm um gráfico de
alta distorção, se mostrado no todo.
No alto-falante, a distorção é produzida por várias causas, a maioria relacionada à
montagem ruim. Por exemplo, alinhamento ruim da bobina de voz no gap magnético
pode causar vibrações incontroláveis do cone. Bobina de voz atritando é a causa
mais comum de distorção do alto-falante, geralmente causada por “sinal excessivo”.

Distorção de amplitude/Amplitude distortion – É a distorção da forma de onda do


sinal.

Distorção harmônica/Distortion harmonic – Mudança do conteúdo harmônico de


um sinal pela passagem através de um dispositivo não-linear.

Distorção por intermodulação (nos alto-falantes)/Intermodulation distortion (in


loudspeakers) – É gerado por alto-falante de cone único quando o cone está
reproduzindo alta e baixa freqüência simultaneamente. Se a baixa freqüência é
distorcida em qualquer parte, ele distorcerá altas freqüências por achatamento dos
picos.

Driver/Driver – Outro nome para o alto-falante, geralmente o termo é usado quando


o alto-falante é ligado a uma corneta para acoplamento acústico e dispersão
controlada do som.

Driver de alta freqüência/High frequency driver – Alto-falante projetado


especificamente para reproduzir os agudos, comprimentos de onda de alta
freqüência. O driver de alta freqüência tem tipicamente uma curva de resposta muito
estreita.

Driver ou componente dos médios/Midrange driver or component – O alto-


falante especificamente projetado para reproduzir as freqüências médias, no meio
da faixa audível. A maior parte da energia musical está no meio da faixa. O “driver”
dos médios está tipicamente entre 3 e 8 polegadas de diâmetro.

Efeito Doppler/Doppler effect – A mudança em uma freqüência aparente quando a


fonte ou o observador está em movimento.

Eficiência/Efficiency – De modo geral, eficiência é a relação entre energia total de


saída e a energia total de entrada, indicada por uma porcentagem. Nos sistemas de
alto-falantes, eficiência refere-se à relação da energia acústica total irradiada em
Watts e a entrada da energia elétrica total em Watts.
64
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Sistemas de alto-falantes domésticos de 1% a 3% de eficiência são típicos,


enquanto alto-falantes com reforços de cornetas de som algumas vezes alcançam
10% de eficiência ou mais. Eficiência não deveria ser confundida com sensibilidade,
a qual mede somente o nível de pressão do som sobre eixos em relação à entrada
de potência elétrica.

Em fase/In phase – Duas ondas periódicas alcançando picos e passando através


do zero no mesmo instante são ditas estarem “em fase”.

Equalização/Equalization – O processo de correção da resposta de freqüência de


um dispositivo ou sistema para alcançar uma curva plana ou outra resposta
desejada.

Equalizador/Equalizer – Um dispositivo para correção da resposta de freqüência de


um outro dispositivo ou sistema.

Erro de tracking/Tracking error – O ângulo entre o eixo do cabeçote e a tangente


da trilha.

Escala linear/Linear scale – Escala em que, movendo-se uma dada distância para
a direita ou para a esquerda, adiciona-se ou subtrai-se um dado incremento.

Espectro/Spectrum – Relatório do movimento vibratório (ou som) que especifica


amplitudes relativas das faixas de freqüências.

Estrondo/Boomy – Geralmente refere-se à excessiva resposta de graves, ou a um


pico na resposta de graves de uma gravação, “playback” ou sistema de reforço de
som. Quando uma tal condição existe, pode parecer que tudo que você ouve é o
“Boom, Boom, Boom” de instrumentos musicais tocando nesta faixa de baixa
freqüência dominante.

Estrutura magnética/Magnetic structure – Aquela parte do alto-falante


compreendendo o ímã, parte do pólo, lâmina superior e inferior.

Fader do pré-amplificador/Pré-amp fader – Este circuito permite um controle


eficiente de nível entre dois amplificadores, interno e externo e sem perdas de
potência.

Faixa dinâmica/Dinamic range – A diferença, em decibéis, entre a porção mais alta


e as partes mais tranqüilas de uma performance musical (ou entre o nível máximo
de sinal e o ruído intrínseco do equipamento eletrônico).

Fase/Phase – Fase descreve a posição relativa de duas ondas de som, geralmente


medida em graus. Um ciclo completo da onda senoidal é de 360º, ½ ciclo = 180º etc.

Fator Q/Q-factor – Fator de qualidade. Medida das perdas num sistema de


ressonância. Quanto mais exata a curva de sintonia, maior será Q.

65
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Fidelidade/Fidelity – Termo usado para descrever a exatidão na gravação,


reprodução ou qualidade geral do processamento de áudio.

Filtro/Filter – Elemento acústico que permite certas freqüências serem transmitidas


enquanto outras são atenuadas. O filtro passa-alta permite todos os componentes
acima da freqüência de corte serem transmitidos; o filtro passa-faixa permite
freqüências dentro de uma certa faixa passarem.

Filtro passa-alta/High-pass filter – Rede de elementos que atenua todas as


freqüências abaixo de uma freqüência pré-determinada selecionada pelo projetista.
Freqüências acima da freqüência de corte passam sem qualquer alteração.

Filtro passa-baixa/Low-pass filter – Rede de elementos que atenua todas as


freqüências acima da freqüência pré-determinada selecionada pelo projetista.
Freqüências abaixo da freqüência de corte passam sem qualquer alteração.

Filtro passa-faixa/Bandpass filter – Um filtro que atenua sinais tanto abaixo quanto
acima da faixa passante desejada.

Freqüência/Frequency – A rapidez de mudança na corrente ou tensão em um


circuito elétrico ou de pressão do ar em um sinal acústico (som). Freqüência é
medida em ciclos por segundo: 1 ciclo por segundo (cps) é 1 Hertz (Hz). Quanto
maior a nota na escala musical, tanto maior é a freqüência.

Freqüência de áudio/Audio frequency – Um sinal acústico ou elétrico de uma


freqüência que está compreendida na faixa audível do ouvido humano, normalmente
abrangida entre 20Hz e 20kHz.

Freqüência de corte/Cutoff frequency – A freqüência acima da qual um


instrumento irradia tão eficientemente que as ondas mantidas dentro do instrumento
são fracas. Nos instrumentos de metal a freqüência de corte é determinada
principalmente pelo formato do bocal.

Freqüências de crossover/Crossover frequencies – As freqüências nas quais a


rede passiva ou eletrônica dividem os sinais de áudio – os quais são distribuídos
para os alto-falantes (“drivers) apropriados. Freqüências de “crossover” são
expressas em Hertz (Hz).

Freqüência fundamental/Fundamental frequency – O componente principal de


uma forma de onda complexa e que tem a freqüência mínima.

Freqüência de ressonância/Resonant frequency – Num sistema ou dispositivo de


áudio é a freqüência na qual existe o pico de resposta. (Ocorre devido à específica
interação da indutância e circuito capacitivo).

Freqüência harmônica/Harmonic frequency – Veja “Harmônicas”.


Ganho/Gain – O aumento do nível de potência de um sinal produzido por um
amplificador.

66
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Graves/Bass – A faixa de baixas freqüências, normalmente está abaixo de 500Hz.

Harmônicas/Harmonics – Múltiplos inteiros da freqüência fundamental. A primeira


harmônica é a fundamental, e a segunda é duas vezes a freqüência da fundamental,
etc.

Hertz/Hertz – Abreviatura “Hz”, a unidade de medida para freqüência: 1Hz é igual a


um ciclo por segundo (cps).

Impedância/Impedance – Oposição total ao fluxo de corrente alternada em um


circuito elétrico. A impedância é medida em ohms.

Impedância acústica/Acoustic impedance – Medida da dificuldade de gerar fluxo


(em tudo, por exemplo); ela é a relação entre a pressão do som e a velocidade
volumétrica devida à onda sonora.

Indução eletromagnética/Eletromagnetic induction – Geração de uma tensão


elétrica em um fio condutor que atravessa o campo magnético.

Indutância/Inductance – Uma característica elétrica dos circuitos, especialmente de


bobinas, que introduz atraso inercial por causa da presença do campo magnético.
Medida em henrys.

Intensidade/Intensity – Intensidade acústica é o fluxo de energia sonora por


unidade de área. É a razão média da energia sonora transmitida através da unidade
de área perpendicularmente à direção da transmissão do som. Também é um termo
subjetivo que define a sensação da magnitude do som (“loudness”).

Interferência/Interference – A interação de duas ou mais ondas idênticas, que


podem reforçar (interferência construtiva) ou cancelar (interferência destrutiva) uma
a outra.

kHz/kHz – Abreviatura de kilohertz, ou mil ciclos por segundos. Antigamente


chamado kilociclos (kc).

Laço de terra/Ground loop – Ocorre quando são usados múltiplos pontos de terra
em um sistema de vários componentes. A maior parte das correntes elétricas
perdidas são conduzidas através do chassis do carro, sendo resultado do
aterramento de diferentes componentes elétricos no carro. Se as terminações da
blindagem trançada são aterradas, ou se sistemas de vários componentes são
aterrados independentemente, as correntes elétricas nas proximidades das
conexões do terra seguirão o caminho de menor resistência para o outro lado, que
está pouco acima da blindagem (ou cabos de áudio), do que através da alta
resistência do terra. Quando uma corrente elétrica flui através de um condutor (a
blindagem trançada ou cabos de áudio neste caso), forças magnéticas aumentam e
diminuem em volta do condutor. Esta é a condição que existe quando múltiplos
pontos de terra são usados. Esta corrente induzida é a que causa o ruído no sistema
(geralmente visto como oscilações de alta freqüência no osciloscópio).

67
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Largura de faixa/Bandwidth – Refere-se ao “espaço” na resposta de freqüência de


um dispositivo através do qual os sinais de áudio podem passar (entre os limites de
freqüência mínimo e máximo, onde o nível do sinal tiver descido 3 dB).

Limiar da dor (em relação a dB)/Threshold of pain (in relation to dB) – O limiar
da dor é o valor mínimo da pressão do som de uma dada freqüência que causará
desconforto ou dor ao ouvinte em 50% do tempo. O desconforto começa com nível
de som de 188 dB. Se a freqüência se encontra na faixa de 200 a 10.000Hz. A dor
real começa por volta de 140 dB na mesma faixa de freqüência.
(Nota: o nível de som de uma libra por pé ao quadrado é igual a 147,4 dB).

Localização/Localization – Capacidade para determinar a posição ou direção de


uma fonte sonora.

Loudness/Loudness – Veja “Auto Loud”.

Massa/Mass – Medida da resistência a mudança no movimento; igual à força


dividida pela aceleração.

Montagem em pólo/Pole mount – O projeto freqüentemente usado nos alto-


falantes automotivos nos quais o “driver” de alta freqüência é montado no pólo
central. Embora tal montagem coloque o “driver” no ponto certo, leva também a
problemas mecânicos, uma vez que o pó e a sujeira em movimento podem entrar no
conjunto móvel pela base do pólo.

Não-linear/Nonlinear – O dispositivo ou circuito é não-linear se o sinal, passado


através dele, é distorcido.

Ohm/Ohm – Unidade de medida de resistência elétrica ou impedância.

Oitava/Octave – A unidade básica na maioria das escalas musicais. Notas


percebidas uma oitava acima, têm freqüências na razão 2:1.

Onda/Wave – Variação regular de um sinal elétrico ou de uma pressão acústica.

Onda estacionária/Stading wave – Quando um tom constante é emitido num


recinto (sala, carro, caixa do alto-falante) de paredes paralelas, uma série de ondas
estacionárias é estabelecida. Ondas estacionárias são criadas quando suas séries
de ondas, movimentando em direções opostas, interferem entre si. Quando a onda
refletida reforça a diminuição da forma de onda original, as ondas sonoras reforçam
a si mesmas e assim aumentam a amplitude. Devido à limitação de tamanho, os
interiores de carro não sustentam ondas estacionárias no espectro de baixa
freqüência.

Onda senoidal/Sine wave – A forma de onda que é características do tom puro


(isto é, um tom sem harmônicas ou sobretons) e do também movimento de
harmônica simples.

68
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Onda transversal/Transverse wave – A onda na qual as vibrações estão em


ângulos retos em relação à direção de propagação da onda; por exemplo: ondas
numa corda.

Osciloscópio/Oscilloscope – Instrumento indicativo de sinais elétricos que utiliza


tubo de raios catódicos.

Peso do ímã/Magnet weight – Como regra geral, quanto maior o ímã, maiores os
outros componentes devem ser: isto é, cone, bobina de voz, aranha. Alto-falantes
eficientes têm o peso do imã na proporção dos outros componentes. Suspeite de
ímãs enormes em relação ao tamanho da cesta, tal como: alto-falante de 1 kg e 5 ¼”
de aro. Ímãs enormes podem reduzir a atuação do cone.

Polaridade/Polarity – É a posição relativa do fio positivo ( + ) e negativo ( - ) dos


cabos do sistema de áudio.

Potência/Power – Relação do trabalho que está sendo executado; igual a trabalho


ou energia dividido pelo tempo.

Pré-amplificador/Pré-amp – O pré-amplificador inclui todos os controles para


ajustar tom, volume e balanço de canal. E uma unidade de circuito que toma um
sinal pequeno e amplifica-o suficientemente para passar ao amplificador de potência
para posterior amplificação.

Razão de atenuação/Decay rate – É uma medida de atenuação de sinais de


acústica, representada como inclinação em dB/segundo.

Realimentação/Feedback – É o uso de um sinal de saída para controlar ou


influenciar a entrada. Quando a realimentação positiva for grande, pode iniciar um
sistema oscilante.

Re-alimentação acústica/Acoustic feedback – O som de um alto-falante captado


por um microfone (o campo direto ou campo reverberante) e re-amplificado.

Reatância/Reactance – É a oposição ao fluxo elétrico causada pelos capacitores e


indutores.

Rede de crossover/Crossover Network – Uma unidade que divide o espectro de


áudio em duas ou mais faixas de freqüências (veja “freqüências de crossover”).

Rede de crossover de nível baixo/Low level crossover network – Rede de


“crossover” projetada para trabalhar nos níveis de linha e que está situada antes
do(s) amplificador(es) de potência; usada em sistemas de alto-falante bi ou tri-
amplificados. Pode ser “crossever” eletrônico.

Rede de crossover de nível alto (passiva)/High level crossover network


(passive) – Uma rede de “crossover” projetada para operar em níveis altos e que
está situada entre o amplificador de potência e os alto-falantes (o tipo de “crossever”
normalmente feito nos sistemas de alto-falantes).
69
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Reflexão/Reflection – Ocorre em grandes superfícies comparadas ao comprimento


de onda sonora colidente; o som é refletido de forma semelhante à luz, com o
ângulo de incidência igualando o ângulo de reflexão.

Reforço de graves/Bass boost – O aumento do nível na faixa de baixas


freqüências, geralmente obtidas por circuitos elétricos.

Refração/Refraction – Mudança na inclinação das ondas quando a velocidade de


propagação muda, tanto abruptamente (por causa da mudança de meio) como
gradualmente (por exemplo, ondas sonoras em vento com velocidade variada).

Rejeição de sinais secundários/Image rejection – Freqüentemente o mesmo sinal


pode ser recebido por dois ou mais pontos no mostrador dos quais somente um sinal
é o verdadeiro da estação. Os outros falsos sinais, são chamados de sinais
secundários. Eqüivalem aos “fantasmas” de TV. Rádios que não podem rejeitas
estes falsos sinais secundários dão a você sons com interferências. A rejeição de
sinais secundários é apresentada em decibéis, e quanto maior o valor, melhor. Um
valor bom estaria na faixa de 55 a 60 dB.

Relação sinal/Ruído (S/N)/Signal-to-noise ratio (S/N) – Esta figura específica, em


decibéis quão quieto e sem chiado o fundo será em relação à musica, com um bom
sinal. A relação de 60 dB, por exemplo, significa que o sinal é 1000 vezes mais forte
do que o ruído. Quanto maior, melhor.
A tabela seguinte combina a relação dB comumente usada e o número de vezes em
que o sinal é maior que o ruído:

Sinal/Ruído Vezes que o sinal é


Relação maior que o ruído
10,0 3,20
20,0 10,00
30,0 32,00
40,0 100,00
50,0 316,00
60,0 1.000,00
70,0 3.162,00
80,0 10.000,00

Resistência/Resistance – Oposição ao fluxo de tensão CC na corrente elétrica,


medida em ohms.

Resposta de freqüência/Frequency response – Faixa de freqüências que um


dispositivo ou sistema de áudio deixará passar. “Resposta de freqüência” não tem
sentido sem tolerância especificada: isto é, de ... Hz a ... kHz e, o mais importante, ...
dB.
Resposta de transiente/Transient response – A capacidade do amplificador, do
microfone, ou do alto-falante etc., seguir mudanças repentinas no nível de áudio.

70
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Resposta plana de freqüência/Flat frequency response – Termo geralmente


aceito para o circuito ou sistema de áudio que passará sinais de áudio que variam ±
1dB ou menos no intervalo de 20 Hz a 20 kHz. A resposta pode ser também “plana”
(± 1dB) em outras faixas de freqüências diferentes de 20 Hz a 20 kHz, quando assim
especificadas.

Ressonador Helmholtz/Helmholtz resonator – Aquele que absorve o som reativo,


sintonizado. Uma garrafa funciona como um ressonador. Eles podem empregar uma
tampa perfurada ou uma fenda sobre uma cavidade.

Ressonância/Resonance – A parte inferior do espectro de resposta de freqüência


(tons graves) é influenciado fortemente pela ressonância (altura) do alto-falante. Se
você apertar o couro do tambor sua ressonância tende a ficar mais aguda. Este
mesmo efeito é obtido no alto-falante pelo endurecimento da suspensão do seu
cone.
O alto-falante com boa ressonância caracteriza-se pela boa resposta dos graves
sem bater no fundo (“estourando graves” ou vibrando).

Reverberação/Reverberation – Persistência de um som, num recinto limitado, por


causa das múltiplas reflexões nas paredes.

RMS/RMS (root mean square) – Valor eficaz.

Ruído/Noise – Som randônico composto de várias freqüências diferentes não


relacionadas harmonicamente.

Ruído branco/White noise – Ruído cuja amplitude é constante através da faixa de


freqüência audível.

Ruído rosa/Pink noise – Som que contém todas as freqüências perceptíveis pelo
ouvido humano. É usado na equalização de sistemas.

Sensibilidade (sensibilidade do alto-falante)/Sensitivity (loudspeaker


sensitivity) – É o nível da pressão do som do alto-falante produzida quando
alimentado por uma dada potência de entrada, medida a uma distância especificada
em uma direção (diretamente na frente do alto-falante). Geralmente especificada em
dB SPL a 1m, 4 pés ou 30 pés, e com 1 Watt ou miliwatt de sinal de entrada.

Separação de canais/Channel separation – Veja “Crosstalk”.

Sobretom/Overtone – Modo de vibração (ou componente de um som) com a


freqüência maior do que a freqüência fundamental.

Som/Sound – É a propagação de onda sonora no meio elástico (ar) produzindo uma


sensação de audição no ouvido pela mudança de pressão no ouvido.

Som direto/Direct sound – Som que alcança o ouvinte sem ser refletido.

71
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Som inicial/Early sound – Som que alcança o ouvinte em um tempo curto (cerca
de 50ms) depois do som direto.

SPL (nível de pressão do som)/SPL (Sound Pressure Level) – Medida acústica


de energia, geralmente medida em dB SPL (veja “dB SPL”). Não é o mesmo que
“intensidade”, a qual envolve medidas subjetivas baseadas na diferença de
sensibilidade do ouvido humano referente a diferentes freqüências e níveis.

Sub-harmônica/Subharmonic – Sub-harmônicas são obtidas matematicamente


pela divisão da freqüência fundamental pelo número de harmônicas desejadas.
Como exemplo, a sub-harmônica de 500Hz é 250Hz.

Sub-woofer/Sub-woofer – É o alto-falante feito especialmente para reproduzir a


faixa mais baixa de freqüências de áudio, aproximadamente entre 25Hz e 125Hz.

Superamostragem/Ovesampling – Método para aumento da relação das amostras


digitais para o DAC (conversor digital-analógico) a fim de eliminar a necessidade de
um filtro analógico com corte abrupto.

Super tweeter de titânio/Titanium-dome super tweeter – Titânio é um material


conhecido por sua capacidade para resistir à umidade e ao calor.

Tamanho DIN/DIN size – Tamanho DIN refere-se aos tamanhos dos componentes
do sistema que se ajustam à maioria dos carros europeus e estão em conformidade
com as normas DIN (Norma Industrial Alemã).

Transdutor/Transducer – Dispositivo para a conversão de sinais elétrico para


acústicos ou vice-versa, tal como microfone ou o alto-falante.

Terra flutuante/Floating ground – Alto-falantes devem ser aterrados na unidade, e


não aterrado no carro (alto-falantes não têm ponto de terra comum).

Timbre/Timbre – A qualidade de um som em relação à sua estrutura harmônica.

Tom/Tone – O tom resulta numa sensação auditiva de altura sonora.

Tweeter/Tweeter – Alto-falante usado em sistemas de alto-falantes de duas ou mais


vias (canais) para reproduzir somente os agudos ou altas freqüências do espectro
audível (veja “Driver de alta freqüência”).

Tweeter piezoelétrico/Piezo eletric tweeter – Muito eficiente, altamente sensível e


altamente direcional, o qual opera sem o ímã ou “crossover”.

Unidade Sabine/Sabine unit – Unidade de absorção, equivalente à absorção de


toda energia incidente por 1 pé quadrado (aprox. 30 cm x 30 cm) de superfície
absorvedora.

Watt/Watt – Unidade de medida para potência elétrica ou acústica.

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Woofer/Woofer – Alto-falante ou “driver” de um sistema de alto-falantes de 2 ou


mais vias (canais) que é usado para reproduzir somente os graves ou a parte baixa
do espectro audível.

Wow/Wow – Lentas variações periódicas na velocidade do prato ou do disco ou do


eixo de tração da fita.

Wow e flutter/Wow and flutter – Elas são inconsistências na velocidade da fita e


podem causar variação na altura e sons trêmulos. Elas são apresentadas em
porcentagem, com diferentes valores para cada velocidade de fita. O valor de 0,25%
é bom, de forma que quanto menor o valor, melhor.

MINI-DICIONÁRIO

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Termos técnicos de áudio:

Absorption coefficient – Coeficiente de Absorção

Acoustics – Acústica

Acoustics absorption – Absorção acústica

Acoustics feedback – Re-alimentação acústica

Acoustics impedance – Impedância acústica

Aerodynamic – Aerodinâmica

Air-suspension enclosure – Caixa de suspensão a ar

Ambience – Ambiência

Amplification – Amplificação

Amplifier – Amplificador

Amplitude – Amplitude

Amplitude distortion – Distorção de amplitude

Analog – Analógico

Analog-digital converter (ADC) – Conversor analógico-digital

Anecchoic – Anecóica

Attack – Ataque

Attenuate – Atenuar

Attenuator – Atenuador

Audio frequency – Freqüência de áudio

Auto loud (loudness control) – Auto loud (controle de loudness)

A-weighting – Compensação A

Baffle – Defletor

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SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Bandpass filter – Filtro passa-fixa

Bandwidth – Largura de faixa

Basket – Corpo do alto-falante

Bass – Graves

Bass boost – reforços de graves

Bass-reflex enclosure – Caixa bass-reflex

Bi-amplification – Bi-amplificação

Bias – Bias

Boomy – Graves descontrolados

Capacitor – Capacitor

Clipping – Ceifamento

Channel separation – Separação de canais

Coaxial – Coaxial

Coloration – Coloração

Compression – Compressão

Cone – Cone

Crossover frequencies – Freqüências de crossover

Crossover network – Rede de crossover

Crosstalk (channel separation) – Crosstalk (separação de canais)

Cutoff frequency – Freqüência de corte

Damping – Abafamento

dB – dB (decibel)

dB SPL – dB SPL

Decay rate – Razão de atenuação


Decibel – Decibel

75
SISTEMA DE SOM AUTOMOTIVO

Diffraction – Difração

Diffusor – Difusor

Digital time delay – Atraso de tempo digital

Digital time delay gain control – Controle de ganho com atraso de tempo digital

Digital-analog converter (DAC) – Conversor digital-analógico

DIN connectors – Conectores DIN

DIN size – Tamanho do DIN

Directionality – Direcionalidade

Direct sound – Som direto

Dispersion – Dispersão

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