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ESPECIALIDADE DE CISCLISMO E MANUTENÇÃO DE BICICLETA

Independente de utilizar a bike na cidade, praia ou interior, pouca gente sabe que
existe uma bicicleta específica para cada finalidade. Antes de comprar uma bicicleta, você
precisa pensar sobre como vai utiliza-la.
Por isso, é bom se questionar para saber qual bicicleta atende melhor suas
necessidades. É importante que você se questione e pense sobre perguntas como, por
exemplo:
1. Preciso de uma bike para utilizar como meio de transporte no dia a dia?
2. Quanto tempo, em média, pretendo pedalar?
3. Pretendo andar na cidade, trilha, estrada ou em todo tipo de terreno?
4. Quanto dinheiro pretendo ou posso gastar em uma bicicleta?

Com as respostas a estas questões, fica mais fácil definir e encontrar o tipo de
bicicleta adequado às suas necessidades.

Foi-se o tempo onde era fácil escolher a melhor bicicleta para comprar. A pouco
tempo atrás existiam poucos modelos, poucos tipos e poucas opções para escolher, mas não
é mais o caso. Hoje, para a felicidade de quem é apaixonado pelas bikes, são muitos tipos de
bicicleta e dentro de cada tipo ou categoria são inúmeras opções de modelo. Por isso, como
primeiro passo antes de decidir sobre uma nova compra, é bom entendermos as principais
categorias existentes atualmente no mercado, vamos a elas:

TIPOS DE BICICLETA PARA CADA SITUAÇÃO

a) Urbana: Como o próprio nome diz, são bicicletas são ideais para na cidade, perfeitas para
pedalar nas ruas, ciclovias ou parques. As bicicletas urbanas são confortáveis, podem ter
bagageiro, para-lamas, farol, lanterna e buzina. Uma bike urbana tem pneus mais finos e sem
cravos e isso proporciona melhor eficiência no asfalto. Além disso, seu selim é mais
confortável.
A bike urbana possui uma estrutura simples e comum, porem muito confortável. Sua
durabilidade é pequena pois foi projetada para pequenos passeios e em velocidades baixas.
As urbanas apresentam modelos femininos que vêm equipadas com cestinha no guidão,
espelhos retrovisores e desenho de quadro diferente, apropriado para uso com saia, o que
facilita as mulheres subirem e descerem da bicicleta.
b) Estrada asfaltada: Essas as bikes são mais rápidas e preparadas para este fim.
São leves ergonômicas para o máximo de potencia do ciclista. São conhecidas como speed.
Speed são bicicletas feitas para velocidade, utilizadas em corridas internacionais como Tour
de France e Giro de Itália.

São bikes apropriadas para o asfalto ou estrada, pois, por serem leves, desenvolvem
boa velocidade. Pneus finos com alta pressão diminuem a aderência ao solo, o que exige
maior técnica e prática do ciclista. Não é muito recomendada para iniciantes, uso em pisos
escorregadios ou em área urbana, pois o pneu fino e liso, é mais propício a furos.

c) Estrada de terra batida: São as Montain Bikes, um grande sucesso no gosto popular,
possuem varias marchas e são preparadas para a trilha ou areia. Podem ser leves e
resistentes. As Mountain Bikes ou MTBs – Bicicletas de Montanha são as mais vendidas e
mais populares no Brasil, são usadas para qualquer terreno e condição, por isso, em Portugal,
são conhecidas como BTT – Bicicletas para Todo Terreno.

As MTBs são adequadas para trilhas em terrenos acidentados, estradas de terra, neve
e lama. São equipadas com pneus largos com cravos que oferecerem maior estabilidade em
terrenos irregulares ou lama.

Também podem ter sistema de amortecimento, suspensão dianteira, full suspension


(dianteira e traseira) ou rígida/hardtail (Sem Suspensão).
CONHECENDO AS PEÇAS DE UMA BICICLETA

Nesta seção da especialidade de manutenção, aprenderemos a identificar as peças de


uma bicicleta. Assim, fica mais fácil entender o funcionamento da bike, pesquisar e comprar
peças, além de conversar com outros ciclistas ou com seu mecânico quando for fazer a
manutenção de sua magrela.

Como o Brasil é um país continental, o nome da bicicleta e de suas peças pode mudar
dependendo da região do País. Por isso, utilizaremos a forma mais simples e convencional
para descrevê-las.

Caso você conheça algum termo diferente para as peças da bicicleta dos que
apresentamos, não se preocupe. O importante é você conhecer e saber o funcionamento da
mesma

a) Quadro: É o corpo central da bike, é a base de tudo,


onde todas as peças vão se encaixar para ser uma bike.
Na região superior é fixado o selim e na inferior, câmbio
dianteiro, o movimento central e a pedivela. Na Frente, o
garfo (rígido ou de suspensão) e na traseira, a roda, o
câmbio e o freio traseiro. Os quadros de bicicleta podem
ser fabricados de diversos tipos de materiais como: Aço
carbono, Alumínio e Cromo Molibdênio, fibra de carbono,
etc…

b) Roda: A roda da bicicleta é uma estrutura formada pelo Pneu,


Aro, Raios e Cubo. Pode ter ou não câmara de ar. As rodas são
montadas sobre um aro e um cubo central com raios que ligam
ambos. As rodas fazem o contato com o solo. Esta é composta de um
pneu de borracha, em cujo interior vai uma câmara de ar (também de
borracha) montado sobre um aro, um cubo central e os raios que
ligam ambos.

c) Guidão: Peça tubular fixada à mesa, e por sua vez ao


garfo onde o ciclista se apoia e pode fazer o movimento de
curvas. É a peça destinada a orientar a direção da bicicleta.
No guidão são fixados, além das manoplas, os manetes de
freio e alavancas de câmbio.

d) Selim: O selim também é conhecido como sela, banco


ou coxim é o assento para a acomodação do ciclista. Tem a
função de dar um ponto a mais de contato, além de conforto. O
selim ou banco proporcionam a possibilidade de o ciclista
descansar sem ter que parar a bike.
e) Corrente: A corrente é um conjunto de elos
metálicos e flexíveis que interliga a coroa da pedivela
ao cassete ou catraca da roda traseira, formando
assim, o sistema de tração da bicicleta. Peça de
tração, ela é responsável em levar a força muscular
do ciclista até a roda traseira, fazendo assim com que
a bike ande.

f) Freio: Os freios são uma das partes mais importantes da


bike. É indispensável este equipamento. É considerado de
performance e de segurança. Na grande maioria são dois
freios o dianteiro e o traseiro.

g) Pneu: Parte de borracha que tem a função de permitir o contato


ao solo com aderência e atrito adequados, possibilitando assim o
arranque, a frenagem e a pilotagem.

h) Câmbio dianteiro: Peça responsável pelas mudanças de


marchas da bicicleta, com a passagem da corrente entre as coroas
do pedivela.

i) Câmbio traseiro: Peça responsável pelas mudanças de marchas da


bicicleta, com a passagem da corrente entre os anéis dentados do
cassete ou da catraca.

j) Cassete: Conjunto de catracas dentadas, encaixadas na roda-


livre do cubo da roda traseira. Nas bicicletas mais antigas ou de
baixo custo, existe outro tipo de sistema chamado catraca que é
rosqueada ao cubo da roda traseira. A diferença entre cassete e
catraca é que o cassete se encaixa nas estrias (freehub) do cubo
da roda livre, sendo mais fácil a troca e manutenção, enquanto a
catraca é rosqueada ao cubo de roda, ficando mais difícil sua
retirada.
k) Conduíte flexível ou cabo de aço: Os conduítes
são as capas que recobrem os cabos de aço das
bikes. Eles são fundamentais no acionamento de
freios e câmbios, estando presentes na grande
maioria das bicicletas atuais.

l) Manete do freio: Serve para acionar os freios. Uma bicicleta


possui duas alavancas ou manetes de freio que servem para
acionamento dos freios dianteiro e traseiro da bike.

m) Garfo com amortecedor: É a peça que liga a


roda dianteira do quadro, e proporciona o
movimento de direção da bike. Uma bike pode
possuir 2 tipos de garfos: Rígido (sem
amortecimento) e com suspensão/amortecedor.
Esta peça abriga a roda dianteira, se conecta
com o sistema de direção da bicicleta (guidão e
mesa), passando pelo quadro da bicicleta através
do A-Headset.

n) Manopla: Peças fixadas ao guidão destinadas a


acomodar as mãos do ciclista, normalmente devem
ser macias e confortáveis para evitar o cansaço ou
dores nas mãos. Algumas possuem travas para dar
mais estabilidade ao pedal. Algumas manoplas de
bike são mais finas, outras grossas, ergonômicas,
retrô, com bar end incluso, etc… Existem até
manoplas para bicicletas projetadas com materiais
diferenciados como a madeira e o couro. Seja qual for
o seu tipo de manopla, este acessório tem a finalidade
de proporcionar determinada aderência ao ciclista.

o) Mesa: A mesa ou avanço é o componente onde é afixado o


guidão. A mesa é presa à espiga do garfo (rígido ou de
suspensão) através do A-headset (caixa de direção).

p) Movimento central: Peça instalada no quadro da


bicicleta, onde são fixadas as pedivelas nos lados direito e
esquerdo. Tem a função de suportar os impactos sofridos
entre o ciclista e a bicicleta. É também conhecido como eixo
selado.
q) Pedal: Peça fixada à pedivela que é destinada a
acomodar os pés do ciclista.

r) Pedivela: As pedivelas são duas peças que são


conectadas ao eixo do movimento central. Uma
pedivela tem coroas dentadas e outra não tem coroa é
apenas uma alavanca para acionamento dos pés. As
pedivelas estão deslocadas entre si em 180 graus.

s) Coroa: É a roda motriz da bicicleta.

t) Cubo da roda: O cubo ou cubo de roda é a peça do meio da roda


que é composto por um eixo com rolamentos ou esferas, possui 2
falanges metálicas onde são conectados os raios. O eixo do cubo é
fixado no garfo através de porcas ou blocagem rápida.

u) Raio: Raios são barras que unem de forma rígida, a zona


central (cubo) à perimetral (aro) formando a roda da
bicicleta.

v) Canote de selim: Peça que se encaixa no quadro da bicicleta e fixa


selim, possibilitando a regulagem de altura do banco.

w) Amortecedor: O amortecedor é uma peça que tem a


finalidade de amortecer os impactos visando proteger o
ciclista e a bicicleta das trepidações em terrenos irregulares. É
instalada em um quadro especialmente fabricado para isso
chamado quadro Full Suspension.
x) Headset, A-Headset ou Caixa de direção: Encaixado ao quadro
da bicicleta recebe o garfo ou suspensão dianteira. Na parte superior
do garfo ou suspensão dianteira é conectada a mesa que é presa por
uma peça que faz parte do headset chamada aranha.

QUAL FREIO ESCOLHER PARA SUA BIKE

Um dos itens mais importantes no conjunto de uma bicicleta é o sistema de freios.


Muitas vezes despercebido pela maioria dos ciclistas, esse item indispensável pode ser a
chave entre segurança e durabilidade.
Os freios têm a função de… frear! Parar a bicicleta, preferencialmente sem jogar o
ciclista por cima do guidão. É aí que mora o detalhe importante: parar bem não é travar a
roda. Um freio que não module, ou seja, que não nos permita controlar a desaceleração da
roda sem travá-la não é um freio eficiente, pois se trava a roda, das duas uma: ou passamos
por cima do guidão, ou perdemos a aderência das rodas ao chão e, nos dois casos, é tombo
feio na certa.
As informações o ajudarão para compreender como funcionam os freios para bike,
seus diferentes modelos e modalidades do ciclismo. Esse texto é uma breve introdução para
lhe ajudar a entender melhor e decidir qual freio usar em sua nova bike.
a) Espora: Também conhecido como freio varão ou inglês - formado por forquilhas em aço e
sapatas de borracha. Não usam cabos de aço flexíveis, mas varas de aço rígidas para puxar
a forquilha e deslocar as sapatas até o aro. É preciso ter força nas mãos para acioná-los. São
pouco eficientes, mas foram a única alternativa durante muitos anos. Muito usado nas
bicicletas mais antigas, por exemplo, monark.

b) Cantilever: Formado por manetes, cabos, hastes de acionamento e sapatas, apresenta


funcionamento simples: quando o manete é acionado, puxa os cabos presos às hastes de
acionamento, que por sua vez fazem com que as sapatas sejam projetadas contra as paredes
laterais do aro, gerando atrito e por sua vez redução de velocidade.

Freio cuja principal característica é o uso de um cabo de aço unindo os dois braços.
Projetado para ser mais simples de fabricar e instalar, acabou se tornando o mais difícil de
regular e modular. Está praticamente em desuso.
c) V-brake: Uma evolução do cantilever, pois usa o ponto de
apoio no quadro na mesma forma de pino, mas tem braços
maiores e funciona puxando um braço e empurrando o outro
com um só cabo. Confortável, leve, de fácil manutenção além
de ter ótima modulação e força.

Com um poder de frenagem maior, mantendo a fácil


manutenção e com um sistema funcionamento parecido, este,
veio para revolucionar o mundo do Mountain Bike. O
funcionamento é basicamente o mesmo: quando o manete é
acionado, puxa os cabos presos às hastes de acionamento,
que projetam as sapatas contra as paredes laterais do aro,
gerando atrito e redução de velocidade.

c) Disco: Como o próprio nome sugere, o sistema de freio à disco não envolve o aro na
frenagem, mas discos (rotores) acoplados à roda. Basicamente os discos são fixados nos
cubos das rodas dianteira e traseira, servindo de base para a frenagem. O acionamento do
freio pode ser mecânico (por cabo) ou hidráulico (por óleo). Vamos analisar os dois tipos:

 Freio à disco mecânico (acionamento por


cabo)
No sistema de freio à disco mecânico, o
acionamento é feito por cabo. Quando o manete é
acionado, puxa o cabo que está preso ao caliper ou
“pinça de freio”, empurrando um pistão que se
encontra no seu interior, que vai empurrar a pastilha
de freio contra o disco, gerando atrito e diminuindo a
velocidade.

 Freio à disco hidráulico (acionamento por óleo)


No sistema de freio à disco hidráulico, o acionamento é
feio por óleo. Quando o manete é acionado, o óleo é
“empurrado” pela mangueira fazendo com que os pistões
presentes no caliper (pinça) empurrem as pastilhas de freio
contra o disco.

MANUTENÇÃO DOS CABOS

Os cabos de aço cumprem um papel fundamental no funcionamento da bike: a partir deles


acionamos marchas e freios. Por isso, mantê-los em bom estado garante uma troca de
marchas precisa e, principalmente, garante que os freios estarão lá quando você precisar!
O sistema pede manutenção para funcionar de forma eficaz, principalmente em casos de
emergência.
Manutenção em dia contribui para frenagens mais eficientes, principalmente em
emergências.
Para limpeza e lubrificação, você precisará de um pano e óleo (o mesmo da corrente).
A lubrificação é muito importante na bike, seja na montagem ou no uso, eliminando a
fricção e o desgaste prematuro, e cada parte da bike utiliza um tipo de produto, e tem até gel
que funciona como freio, sua função é aumentar o atrito entre as peças.
Na corrente você coloca o óleo certo, desenvolvido para bicicletas, tem o tipo úmido
(aquele mais comum), para ambientes com água e lama, e o tipo seco, os teflonados, para
ambientes com poeira, poluição, é uma ótima opção pra quem pedala na cidades, desde que
não esteja chovendo. Esse tipo de lubrificação é mais limpa.
Se você pedala uma bike sem marcha, coloque 2 ou 3 gotas do óleo da corrente em
cada lado da catraca, mas lembre que esse componente também pode ser lubrificado com
graxa fina, pois utiliza esferas soltas.

POR DENTRO DOS AROS DAS BIKES

Na hora de escolher qual dos vários aros de bike é o ideal para você pedalar melhor, é
mais do que necessário saber sobre o que cada um deles oferece. Seja para encarar single
tracks ou pedalar pela cidade, acertar na escolha do par de aros vai fazer toda a diferença
para você encarar qualquer desafio na bike.
Vamos conhecer e entender quais as características e vantagens de cada tipo de
material usado nos aros. Os principais tipos de materiais dos aros de bike são aço, alumínio e
fibra de carbono.

 AÇO
O aço carbono dominou o mercado de aros por muitas décadas e ainda é encontrado
em bikes de entrada. Feito com uma liga de aço carbono e outros metais, esse material é o
mais o pesado que os outros e é usado na maioria das bikes de aro 26 de baixo custo.

FORMATO
Aros de aço carbono, são em sua maioria, feitos com folha simples e em formato
quadrado, próprios para uso em bikes com freios v-brake, em que as sapatas devem pegar
nas laterais do aro.

USO E CUIDADOS
Seu uso é indicado para passeios em rotas urbanas, o que não o impede de encarar
uma trilha de terra batida bem leve (mas bem leve). O ponto alto do aro feito com aço carbono
é seu baixo custo. No entanto, tenha em mente que ele é o mais frágil em relação a impactos
e peso do ciclista que os outros. Também possui potencial foco de ferrugem. Então, já sabe,
se decidir por esse material, fique longe de buracos e pedras, mantenha a dieta e fuja da
chuva. Se eles pegarem água, seque-os logo!

 ALUMÍNIO

O aro de alumínio é feito de uma liga específica, às vezes misturada ao aço e outros
metais, para dar leveza e muita resistência. Combinado a isso está o uso da folha dupla, em
que a segunda camada fica dentro do aro. Isso garante a segurança de um pedal mais forte
na cidade e em trilhas com terrenos ‘casca grossa’. Ainda existem aros de alumínio em folha
simples, resistentes também, mas nem tanto como os de folha dupla.

Outro ponto importante desse aro é que em alguns modelos intermediários e tops de linha,
ele vem com o ilhós, que é uma espécie de rebite no furo em que o raio e o seu
respectivo niple – aquela peça minúscula que prende o raio no aro – é colocado. O ilhós
reforça o apoio ao raio e garante mais rigidez para o conjunto da roda, ideal para fortes
impactos. De quebra, há opções de ilhós colorido, para dar aquele toque especial na sua bike.
FORMATOS
Eles podem ser aero, em que a base é larga e seu perfil é fino, o que traz boa
aerodinâmica para cortar o vento e ganhar velocidade. Nesse formato são mais voltados aos
freios v-brake, cantilever ou as ferraduras, usados nas road bikes e em algumas BMX ou bike
trial. Aros de bike em alumínio também podem ter a forma arredondada, sem pistas de freio,
neste caso, para freios a disco.
USOS E CUIDADOS
O aro de alumínio ocupa a maioria das modalidades, então é indicado para passeios
longos e trilhas leves, moderadas e pesadas, ciclo viagens etc. O alumínio ainda é muito
resistente à corrosão e tem custo relativamente baixo em modelos de entrada, sem perder a
segurança e rendimento. Sua manutenção também traz essa característica, servindo desde
os usos recreativo e entusiasta ao amador e profissional.
O aro de alumínio com pistas para sapatas de freio deve ser alinhado com
periodicidade. Já que qualquer ondulação em sua parede pode bater na sapata e segurar a
roda, ou pior, travá-la! Na chuva, as sapatas demoram para frear, já que o aro está molhado,
então tome cuidado! Já os aros para freios a disco não têm esse problema.
 FIBRA DE CARBONO
Este é o material dos aficionados por gramas a menos em suas bikes. Feito com
tramas de minúsculas fibras de carbono misturadas à resina e outras substâncias, o carbono
figura sempre nas peças de topo de linha do mundo das bikes.

FORMATOS
É mais resistente do que o alumínio, extremamente leve e, consequentemente, com
custo elevado. Como este material pode ser manipulado de várias formas na sua fabricação,
os aros de bike em fibra de carbono podem ser em formato aero, arredondado, achatado e
também ser totalmente fechado (neste caso, com o cubo já instalado e sem raios). Há ainda
alguns aros desse tipo que combinam alumínio em suas pistas de freio.
USOS E CUIDADOS
Um aro de fibra de carbono é mais procurado por ciclistas exigentes e também por
profissionais, já que seu peso influencia diretamente a performance. Pode ser usado em
trilhas moderadas e de alto nível, e em competições nas mountain bikes, ou em treinos e
provas nas road bikes.
As sapatas de freio para aros de bike inteiramente de fibra de carbono devem ser
obrigatoriamente para fibras de carbono. Se você usar outras, além de não frear, elas vão
danificar o aro.
Mesmo sendo muito resistente, o aro de fibra de carbono pode rachar se bater contra
alguma coisa com muita força. E, definitivamente, ele não tem conserto. Seu alto custo
também o torna um produto mais procurado por competidores e atletas.

AMORTECEDORES E SUSPENSÕES
O objetivo principal do conjunto suspensão é absorver e dissipar a energia de
impactos, mantendo a roda no chão e aumentando o controle sobre a bicicleta. Impactos vem
de irregularidades e obstáculos na trilha (raízes, pedras, buracos).
Antes de tudo, é bom saber que suspensão e amortecedor são conceitos diferentes.
Suspensão é o sistema construído para amenizar as irregularidades do solo. Amortecedor é o
conjunto de elementos que permitem esse funcionamento. No caso da suspensão dianteira
das bikes, suspensão é o conjunto completo e amortecedor é o cartucho de ar / hidráulico,
molas e elastômeros.
Essa distinção é muito importante de ser entendida. A suspensão é todo o sistema de
tubos e alavancas que tornam possível o movimento da roda traseira para absorver os
impactos. Já o amortecedor é o elemento que absorve a força desses impactos.
Diferente das suspensões dianteiras, o amortecedor traseiro deve ter regulagens
internas e tamanhos diferentes para cada tipo de quadro. Isso acontece porque os quadros
podem ter um sistema de suspensão e tamanhos diferentes e isso faz com que a força a ser
absorvida seja menor, maior ou tenha uma curva de progressividade diferente. Atualmente, a
regulagem desses amortecedores está cada vez mais precisa para cada quadro, sendo
necessárias mudanças internas para que se tire maior aproveitamento do sistema.
Enquanto que a suspensão dianteira é mais fácil de entender e é composta
exclusivamente do garfo, a traseira já apresenta alguns aspectos que merecem mais detalhe.
A suspensão traseira depende não apenas do elemento amortecedor, mas também da forma
como este é atuado, o que depende diretamente da configuração da balança.
Funcionamento
Nas suspensões dianteiras e dianteiras, existem dois movimentos principais para
funcionamento: compressão e retorno. O primeiro é quando o amortecedor é comprimido pelo
impacto com o obstáculo, através dos elementos de compressão. Já o retorno é quando ele
volta para a posição original, através dos elementos de retorno.
Elementos de Compressão
 Elastômeros: São pedaços de borracha bem rígidos usados para amortecer os
impactos. Não possuem uma grande eficiência e quase não são usados em
amortecedores traseiros.
 Molas: São comprimidas para absorver os impactos e depois voltam ao tamanho
original. Hoje em dia, devido ao peso, as molas são usadas apenas em amortecedores
de downhill. Em modelos mais caros são usadas molas de titânio para diminuir o peso
e também por possuírem maior vida útil.
 Ar: Possui o mesmo princípio da mola, tendo a vantagem de não ter peso. Hoje em dia
é a tecnologia mais usada para amortecedores traseiros.
 Óleo: Costuma ser mais usado para o retorno e em válvulas especiais. A vantagem é
que mantêm o funcionamento mais constante, porém, pesa mais que os outros
elementos.

Elementos de Retorno
Normalmente o elemento de retorno é o ar ou óleo, que ficam em câmaras separadas.
Esses elementos na função de retorno, ao invés de ajudarem a amortecer o movimento,
servem para controlar a velocidade que a suspensão volta para a posição original.

Amortecedor dianteiro

Amortecedores traseiros
LUBRIFICANTES

Quando o ciclista pedala a corrente que está em contato com o cassete e coroas
provoca uma fricção ou atrito, que este gera calor e causa o desgaste das peças da bike. O
lubrificante é uma substância viscosa que é colocado entre essas peças, para quando
estiverem em movimento, reduzirem o atrito, proporcionando um funcionamento mais suave,
diminuindo os ruídos e desgaste das peças.

Tipos de lubrificantes para bikes


Escolher o lubrificante ideal para sua bicicleta proporciona uma pedalada mais suave,
trocas de marcha mais precisas e evita o desgaste prematuro da corrente, coroas e cassete .
Existem algumas condições a considerar ou Bike de estrada, incluindo as condições
climáticas, o terreno e o uso da bike.

Lubrificante Úmido (Wet Lube)


São lubrificantes que se mantém úmidos ao toque até que seja removido. É
bastante oleoso, o que o torna a prova d’água e ideal para dias chuvosos. No
entanto, atrai muita sujeira em condições de clima seco, portanto, limpe qualquer
excesso da corrente antes de pedalar.

Lubrificante com Cera (Wax Lube)


Lubrificantes com Cera são extremamente secos e cerosos. Alem de lubrificar,
mantém sua corrente mais limpa e a grande razão disso é a quantidade de vezes
que você deve aplicar. Este tipo de lubrificante deve ser removido ou irá esfarelar
com o tempo. Em condições de chuva ou muita lama não duram muito, mas
também são os que deixam a menor quantidade de resíduo.

Lubrificante seco (Dry Lube)


São lubrificantes úmidos na aplicação, mas que devem secar antes de pedalar. São
feitos de teflon ou politetrafluoretileno, que aplicados na forma líquida penetram nos
elos da corrente e nos vãos das partes móveis, deixando uma película de proteção
seca, que não atrai partículas como os lubrificantes úmidos. Por estas razões são
ideais para terrenos secos onde sua bike terá bastante contato com areia, poeira e
sujeira. Só observe que lubrificantes secos se desgastam mais rapidamente,
necessitando aplicação mais frequente.

Longa Distância
Para pedalar por longas distâncias, é recomendável o uso de lubrificantes
úmidos, que vão durar mais, mas também vão exigir que você limpe o
sistema de transmissão com certa frequência e se o terreno tiver muita
poeira e areia, ainda é recomendado o uso de lubrificante seco.

Graxas
Na bicicleta existem muitas peças que não podem ser lubrificadas com óleos
(spray), pois necessitam de uma viscosidade, aderência e resistência ao
calor que os sprays não conseguem oferecer, para isso existem vários
modelos de graxas que lubrificam os rolamentos de cubos, pedivelas, caixas
de direção, rolamentos e buchas da suspensão traseira (Shock), ou até como
anti-corrosivo em peças como parafusos, blocagens e canote.
Desengraxantes
Um desengraxante de qualidade deve remover a graxa, óleo e sujeira da
relação sem danificar componentes como pastilhas de freio, pintura do
quadro, peças em carbono e outros. Geralmente são utilizados sem
diluir na corrente, cassete, pedivela e no restante da bicicleta
recomenda-se que dilua conforme instruções do fabricante para que não
ocorra desgaste da pintura ou remova a graxa dos rolamentos.

PEDIVELA

É uma peça da bicicleta onde se encontra a coroa frontal, que por sua vez fica
acoplada ao movimento central. Existem dois tipos de pedivela: a que já vem acompanhada
de coroa e a que não acompanha coroa. Possui vários tipos de tamanho, marcas e materiais.
Cada uma das rodas denteadas (coroas) contém uma quantidade específica de dentes que
facilitam na hora da pedalada, tanto na subida, quanto nas descidas e retas.
COMO A MESA PRENDE O GUIDÃO AO GARFO?

Introduza o canote do guidão no tubo de direção. Em seguida, aperte levemente o


parafuso expander, observando o limite mínimo de inserção gravado no suporte do guidão,
ajuste a altura e faça aperto final. O guidão não pode balançar em relação ao quadro e garfo,
durante o movimento circular da direção faça um teste simples prendendo a roda dianteira
entre as pernas e tentando girar o guidão para os lados.

GUIDÃO

Ao observarmos as mountain bikes notamos diversos tipos de guidões e avanços, com


alturas e ângulos diversos, curtos, longos, negativos e positivos, mas afinal porque existem
tantos tipos de avanços e guidões?

As diferenças físicas entre as pessoas contribuem para a existência da grande


quantidade de medidas e ângulos desses componentes, pois é fácil notar o gradativo
aumento do avanço nas bikes de um mesmo modelo mas com tamanhos de quadros entre o
15 e o 21 polegadas. A pesar disso, o correto é fazer o Bike Fit, avaliação e ajustes da
postura do ciclista na bicicleta, já que ciclistas da mesma altura podem ter pernas e braços de
tamanhos diferentes, exigindo diferentes acertos de postura na bicicleta.

No bike fit é avaliada a postura, tamanho do tronco e dos membros, tipo de pilotagem
(no caso dos profissionais), distância entre os ísquios, ossos que constituem a zona inferior
da pélvis (quadril) e que apoia o corpo quando estamos sentados, posição e altura do selim,
etc, corrigindo e modificando tudo o que é possível para que o ciclista tenha mais conforto ao
pedalar, eliminando dores e danos sofridos por pedalar bikes de tamanho errado ou sem o
“ajuste fino” proporcionado por ele.

O guidão da bicicleta está diretamente relacionado ao conforto e performance do


ciclista – qualquer milímetro de comprimento ou graus de inclinação a mais podem fazer a
diferença no desempenho final.

TIPOS DE GUIDÃO DE BICICLETA

Guidão Reto Flat

Muito popular entre os ciclistas de mountain-bike devido à sua versatilidade, o guidão


reto flat nada mais é do que uma barra direta, e boa opção para quem costuma
encarar subidas íngremes.
Por ter essa simplicidade no formato, a direção se torna mais previsível e precisa.
Segundo especialistas no assunto, a escolha da largura do guidão depende tanto do tamanho
do atleta como da intensidade das trilhas e obstáculos enfrentados.

Prós:
 Versátil e simples.
 Melhor para espaços apertados.
 Mais leve e barato.
 Menor pressão na região lombar.
Contras:
 Não indicado para terrenos extremamente íngremes e trilhas muitos velozes.
 Não indicado para modalidades extremas de mountain bike, como downhill e enduro.

Guidão Riser Curvo


Ao contrário do modelo anterior, o guidão riser curvo é indicado para pilotos
de mountain bike extremo, pois permite uma posição mais vertical do corpo nas descidas.

Eles são muito parecidos com os guidões retos, mas costumam ser um pouco mais
largos. A maioria dos ciclistas que escolhe este tipo de componente pretende enfrentar trilhas
íngremes e em maior velocidade.

Prós:
 Mais controle em descidas.
 Mais confortável para os punhos, pois a maior parte do peso se distribui para trás.
 Muitos atletas usam a curvatura para baixo para oferecer uma melhor posição para
subidas, apesar de não ser tão confortável nessa hora.
Contras:
 Mais caros e pesados do que os guidões retos.
 Por serem muitas vezes mais largos, podem ser difíceis de manejar em trechos estreitos.
 Não são boas escolhas para subidas.
 Não têm boa aerodinâmica.

Bullhorn Bars
São essencialmente guidões retos que dão a opção de guiar a bike com a posição
ainda mais abaixada, melhorando a aerodinâmica em um pedal mais agressivo. São muito
usados em bikes fixas, por serem considerados estilosos.

Prós:
 Boa aerodinâmica.
 Muito bons para subidas.
Contras:
 São normalmente mais estreitos na região central, o que torna a direção mais instável
devido à alta alavancagem.
 Não são indicados para uso cotidiano, por serem perigosos em casos de colisão com
obstáculos inesperados (ou com outra pessoa!).

Drop Bars (guidão de ciclismo de estrada)


São muito populares entre os amantes do ciclismo de estrada, por sua versatilidade
(oferecem diferentes pegadas) e boa aparência. Os Drop Bars conseguem ser guiados com
menor alavancagem, o que os torna muito precisos.

Prós:
 Ótima aerodinâmica.
 Alta versatilidade.
 Garante boa posição para pedalar forte.
 Boa alavancagem aliada à boa aparência.
Contras:
 Não indicados para quem prefere um pedal mais “relaxado”, por serem pensados para uma
pedalada mais agressiva.
Cruiser Bars (também conhecido como “guidão caiçara”):
Esse tipo de guidão normalmente é utilizado para passeio, na beira da praia ou na
ciclovia. Ele garante uma posição confortável e relaxada para pedalar sentado.

Prós:
 Conforto absoluto.
 Bons para uso de cestinha para carregar objetos.
Contras:
 Você precisará de um selim mais confortável.
 Péssimo para subidas e descidas.
 Não indicado para mountain bike nem ciclismo de estrada.

BIKE FIT

O bike fit nada mais é do que o ajuste e/ou adequação da bicicleta para o ciclista; em
qualquer nível, modalidade e tipo de bicicleta. Portanto, às vezes é trocar ou ajustar a posição
de componentes como mesa, pedivela, ou o que for necessário para que o ciclista esteja na
melhor posição para pedalar.
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Bike Fit não é método, fórmula, regra. É ciência que ajusta a bike ao corpo do ciclista e
não o corpo do ciclista à bike. E o corpo é dinâmico, sofre alterações em relação à
capacidade motora, flexibilidade, peso, condição física, distribuição antropométrica, sendo
necessário acompanhamento e orientação profissional.

QUAL É A BIKE IDEAL PARA A SUA ALTURA

A bicicleta é um bem material que, para algumas pessoas pode parecer genérico, para
outras, não. Ter uma bike compatível com a altura do ciclista pode favorecer bastante o
desempenho durante a pedalada, além de evitar dores e problemas na saúde. Por isso, é
importante escolher o modelo certo, que se adapte ao seu corpo.

O tamanho do quadro da bicicleta deve ser compatível com a altura do ciclista. Por
exemplo: uma pessoa que tem entre 1,50m a 1,60m de altura deve utilizar uma mountain bike
(MTB) com quadro de 15 polegadas. Agora, se ela utiliza uma bike de estrada (speed), o
tamanho ideal do quadro é de 48 centímetros.

Há ainda uma outra forma para saber o quadro ideal para a sua bicicleta: é medindo a
altura do cavalo. A nomenclatura pode parecer um pouco estranha, mas a medição é bem
simples, meninas! Para isso, basta ficar descalço e de costas para uma parede com os pés
um pouco afastados. Depois, faça uma marca com um lápis na altura máxima que conseguir
chegar entre as suas pernas, bem próximo à virilha. A distância entre o risco e o chão é a
medida do seu cavalo (CV). Fácil, né?

Agora, para saber o tamanho do quadro ideal de uma “speed”, multiplique o número da
medida do seu cavalo por 0,65 (Fórmula: CV x 0,65 = tamanho ideal da “speed”). Por
exemplo, para uma pessoa com 80 cm de CV, o quadro ideal de uma bike de estrada será de
52 cm.

Já para quem utiliza mountain bike, a fórmula para saber o tamanho ideal do quadro é
a seguinte: CV/2,54 - 14. A mesma menina do exemplo acima quer agora uma MTB. Por
tanto, o quadro ideal para ela é o de 17 polegadas (80/2,54 = 31,4 - 14 = 17,4).
Geralmente o tamanho do quadro da bicicleta é expressado em polegadas ou
centímetros. No caso do modelos para Mountain Bike, esta medida é encontrada pela
distância do eixo do movimento central (onde é preso o pedivela) ao final do tubo vertical
onde é inserido o canote/selim. O mais comum é encontrar estas medidas numéricas em
polegadas. São elas: 15″, 16″, 17″, 18″, 19″, 21″.

É preciso lembrar que as medidas de quadro de bicicletas de Mountain Bike e Speed


(ciclismo de estrada) são diferentes, portanto, as combinações são diferentes.
Para as bicicletas de Mountain Bike, considerar:

 Altura do ciclista: 1,65 até 1,71m – Tamanho de quadro 15″ ou 16″ (S);
 Altura do ciclista: 1,72 até 1,76m – Tamanho de quadro 17″ ou 18″ (M);
 Altura do ciclista: 1,77 até 1,82m – Tamanho de quadro 19″ (L);
 Altura do ciclista: 1,83 até 1,90 ou mais – Tamanho de quadro 21″ (XL).

Veja a imagem abaixo:

Deve-se considerar também a compatibilidade do quadro com seus outros


componentes, como garfo e rodas. Isso não quer dizer que um quadro 19″ vai suportar uma
roda aro 29 e um quadro 15″ não, mas é preciso conferir se estes foram desenvolvidos para
uso com determinados equipamentos.
Veja qual o tamanho ideal das bicicletas

Infantil:
Idade(anos) Peso(kg) Altura(cm) Bicicleta
3a4 12 a 19 89 a 107 Aro 12"
4a6 14 a 25 96 a 123 Aro 16"
6a9 16 a 38 109 a 142 Aro 20"
10 a 14 39 a 85 126 a 152 Aro 24"
Adulto (Aro 26"):
Mountain Bike Bike de Estrada
Altura média(m)
Tamanho do Quadro (pol.) Tamanho do Quadro (cm)
1,50 a 1,60 14 48
1,60 a 1,70 16 50, 52, 54
1,70 a 1,80 17 ou 18 54, 55, 56
1,80 a 1,90 19 ou 20 57, 58
1,90 21 ou 22 60, 62

COMO DETERMINAR A ALTURA CORRETA DO GUIDÃO

Este ajuste que costuma ser ignorado pela maioria dos ciclistas, possui um papel
determinante na hora das descidas e subidas com a bike.

Enquanto a altura do selim costuma receber seus devidos cuidados, geralmente o


ajuste da altura do guidão obedece mais aspectos estéticos e de conforto do que pela
performance em si. Na verdade trata-se de um ajuste importante, já que ele determina como o
peso do ciclista é distribuído sobre a bicicleta: quanto mais alto o guidão em relação ao selim,
menos peso suportam as mãos. E isto tem relação direta com a questão do controle da
bicicleta nas subidas e descidas.

Um guidão mais alto em relação ao selim terá como resultado uma bicicleta mais
manobrável nas descidas, pois já haverá menos peso sobre a roda dianteira. Por outro lado,
esta mesma configuração trará problemas nas subidas, já que sem peso sobre a roda da
frente teremos uma bicicleta nervosa e com pouca estabilidade, com tendência a empinar.

Já um guidão baixo em relação ao selim fará com que mais peso seja aplicado às
mãos do ciclista, tornado a bicicleta pouco manobrável nas descidas e com melhor tração nas
subidas.

O lógico seria mantermos um meio termo entre os dois extremos, já que nem só de
subidas ou descidas são feitas nossas trilhas.

ALTURA DO CICLISTA DIFERENÇA DE ALTURA ENTRE SELIM E GUIDÃO


160-170 cm Entre 2 e -2 cm
170-180 cm Entre -2 e -5 cm
Mais de 180 cm Entre -5 e -8 cm
Agora que você conhece quase tudo sobre a “magrela”, vamos pedalar? Então prepare
sua bike, porque...
MAPA DO PERCURSO
TRAJETO 1
TRAJETO 2