Você está na página 1de 4

Propedêutica por imagem da mama

Câncer de mama: é a principal causa de morte por câncer não-previnível nas


mulheres, sendo o risco de desenvolvimento aumentando de forma constante com a
idade, especialmente após os 40 anos.

Triagem de rotina para o câncer de mama é feita através da mamografia e exame


clínico da mama

Mamografia com raios X

Mamografia é uma ferramenta de detecção precoce, detectando os canceres antes


mesmo que sejam detectados pela palpação, contudo ela pode detectar um câncer
mas não exclui-lo ou seja a mamografia pode não revelar alguns canceres pois estão
localizados em porções da mama difíceis de visualizar

Qual a importância disso?  canceres detectados primeiramente pelo autoexame ou


palpação do médico geralmente se encontram em estados mais tardio de crescimento

Principais indicações:

 rastreamento de mulheres com risco habitual para o câncer de mama , contudo


essas mulheres são assintomáticas.(mamografia de rastreamento)
 classificação quanto ao risco de malignidade (BI-RADS) das lesões
identificadas no rastreamento ou pela palpação (mamografia diagnóstica)

Recomendação da mamografia:

 Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)  acima dos 40 anos fazer


anualmente
 Ministério da Saúde  as mulheres com risco de mama habitual devem ser
rastreadas pela mamografia a cada 2 anos (bienal) entre os 50 e os 69 anos.

2- Técnica do exame

A mamografia é realizada em um aparelho de raio-x desenvolvido especificamente


para a exposição das mamas: o mamógrafo

Posicionamento mamográfico: avisar que exame não é doloroso mas é desconfortável

Na modadlidade de rastreamento: o exame é realizada em 2 incidências ortogonais


em cada mama: a incidências mediolateral-oblíqua (MLO) e a incidência craniocaudal
(CC). A incidência MLO é responsável pela exposição da maior parte do parênquima
fibroglandular, incluíndo os quadrantes laterais, onde está a maior parte das neoplasia
malignas das mamas. Os principais objetivos para a inclusão da incidência
craniocaudal na rotina do rastreamento mamográfico são:

 confirmar ou descartar achados da incidência MLO. Alterações que se repetem


em duas incidências ortogonais costumam ser mais relevantes
 caracterizar os achados da incidência MLO como laterais ou mediais. Através
da incidência MLO só é possível determinar se as lesões são superiores ou
inferiores.
 expor adequadamente os quadrantes mediais, que podem não ser
adequadamente expostos na incidência MLO.

Para que a mamografia detecte lesões iniciais é fundamental que o posicionamento


das mamas no mamógrafo seja realizado da maneira recomendada. As lesões
mamárias não podem ser diagnosticadas se elas não forem expostas durante o
exame.

Técnica radiológica : A identificação de lesões mamárias em estágio inicial depende do


contraste entre a lesão e o plano de fundo. O alto contraste necessário na mamografia
é obtido pela técnica de baixa kilovoltagem (Kv) e alta miliamperagem (mA).

A mamografia deve fornecer imagens com alto contraste. Em outras aplicações, como
o raio-X de tórax, os exames são realizados com técnicas de baixo contraste, a qual
fornece imagens em múltiplos tons de cinza.

Identificando o câncer

Na mamografia os canceres tipicamente aparecem como massas estreladas e bordos


espiculados e também podem aparecer como cachos de microcalcificações

Sensibilidade: O câncer de mama apresenta densidade radiográfica semelhante ao


parênquima fibroglandular, o que dificulta o diagnóstico em mulheres com predomínio
do parênquima fibroglandular, sendo mais sensível em mulheres com predomínio de
tecido adiposo.

Mamografia é interpretada duplamente (por duas pessoas) para aumentar a taxa de


detecção dos cânceres

Ultrassonografia mamária

As principais indicações da ultrassonografia mamária são:

 rastreamento complementar em mulheres com mama densa e alto risco para


câncer de mama
 avaliação de nódulos palpáveis em mulheres fora da idade do rastreamento
mamográfico
 análise de imagens duvidosas à mamografia.
 guiar procedimentos invasivos como a biópsia percutânea de fragmento (core)
e a marcação

técnica: O exame é realizado com a paciente posicionada em decúbito dorsal, com as


mãos atrás da cabeça. Deve ser utilizado o transdutor linear, que ao trabalhar com
ondas de alta frequência e baixa amplitude fornece imagens das estruturas superficiais
com alta resolução.

O câncer de mama apresenta ecotextura hipoecoica (cinza) , enquanto o parênquima


fibroglandular habitualmente é ecogênico (cinza claro). Dessa maneira, diferente da
mamografia, o diagnóstico do câncer mamário por meio da ultrassonografia não é
prejudicado em mulheres com predomínio do parênquima fibroglandular.

O tecido estromal / fibroso intelobar se mostram hiperecóicos. Por outro lado, o tecido
glandular (lóbulos) e os elementos ductais ficam hipoecóicos.

A maior parte dos ductos e das unidades funcionais da mama, incluindo as unidades
ducto-lobulares terminais, encontram-se na zona glandular (também chamada de zona
mamária), que é envelopada pelas fáscias pré e pós glandulares.

A maior parte dos nódulos mamários são identificados na zona glandular.

Ressonância Magnética mamária

As principais indicações da ressonância magnética das mamas são:

 Rastreamento complementar de mulheres com alto risco para câncer de mama


 Estadiamento locoregional para definição cirúrgica de pacientes com
diagnóstico carcinoma lobular invasivo.
 Carcinoma oculto da mama: diagnóstico de metástase linfonodal axilar sem
tumor conhecido na mama.
 Avaliação de implantes de silicone mamário quando houver dúvida clínica,
mamográfica ou ultrassonográfica sobre a integridade do implante.

Técnica

O exame é realizado com a paciente em decúbito ventral. Devido ao intenso campo


magnético o exame é contraindicado em algumas situações:

 marcapasso ou desfibriladores cardíacos implantados


 clipes cerebrais
 implantes cocleares
 fragmentos metálicos no globo ocular

Na interpretação do exame de ressonância magnética mamária é fundamental a


avaliação da sequência com subtração pós contraste., na qual as imagens com
hipersinal (brancas) correspondem às estruturas que captaram o contraste
paramagnético. Na ressonância mamária a captação homogênea do contraste está
relacionada à benignidade. O realce heterogêo e periférico é considerado suspeito.

RM tem baixa especificidade, além de alto custo, e sua utilização nesse contexto
requer aparelhos dedicados e profissionais qualificados para a avaliação. Algumas
situações também podem aumentar o risco de falso-positivo, a exemplo de fase do
ciclo menstrual, uso de TRH, pós-operatório recente e pós-radioterapia
Referências:

Título: ANATOMIA ULTRASSONOGRÁFICA DA MAMA. Dr.Pixel. Campinas. 2016.


Disponível em: https://www.fcm.unicamp.br/drpixel/pt-br/metodos-de-
imagem/anatomia-ultrassonogr%C3%A1fica-da-mama. Acesso em: 07 Abr. 2019

Título: FUNDAMENTOS DA PROPEDÊUTICA POR IMAGEM DA MAMA. Dr.Pixel.


Campinas. 2016. Disponível em:
https://www.fcm.unicamp.br/drpixel/conteudo/fundamentos-da-propedeutica-por-
imagem-da-mama. Acesso em: 07 Abr. 2019

NOVELLINE, Robert A. Fundamentos de radiologia de squire. 5 ed. [S.L.]: Artmed,


2003.