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DOC N°: 705-V-CRG-0006 GERÊNCIA DE

SEGURANÇA DO
REVISÃO: 0 TRABALHO

CESTA AÉREA

EMISSÃO HOMOLOGAÇÃO APROVAÇÃO

Gustavo Silveira Andreazza Luis Carlos Slavutski Walter Pinto


Doc Nº: 705-V-CRG-0006 Revisão: 0 Data: 25/03/2013 Página: 2/9

CESTA AÉREA

ÍNDICE

ITEM DESCRIÇÃO PÁGINA

1.0 OBJETIVO 3
2.0 REFERÊNCIAS 3
3.0 DEFINIÇÕES 3
4.0 RESPONSABILIDADES 3
5.0 DESCRIÇÃO DO PROCESSO 4
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CESTA AÉREA

1. OBJETIVO

Tem a finalidade de definir, sob o aspecto normativo vigente e o da Segurança do Trabalho, as


atividades que poderão ser executadas com cesta aérea para guindauto.

2. REFERÊNCIAS

NBR – 14631/2000 – Cestas Aéreas Isoladas;


NBR – 11370 – Equipamento de Proteção Individual – Cinturão e Talabarte de Segurança;
NAC (Network Access Control) 060110 – Segurança na Manutenção de Redes de Distribuição.

3. DEFINIÇÕES

Grupo Gestor de Saúde e Segurança do Trabalho (GGSST): Equipe formada por representantes do
SESMT da CMPC, da empresa que fará a Gestão de Saúde e Segurança do Projeto e da administração
do Projeto.

Equipe de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho (EGSST): Equipe de segurança do trabalho


definida pela CMPC para implantar, fiscalizar e coordenar a ações relacionadas ao objetivo, escopo e
diretrizes desta Gestão. Esta equipe reportará ao Grupo Gestor de Saúde e Segurança do Trabalho e
poderá receber deste direcionamento para o tratamento de assuntos específicos. A EGSST deverá ter
estrutura com formação e habilitação adequada e dimensionada de acordo com a demanda de serviços
de SST nas diversas etapas do Projeto. A EGSST deverá dispor de instalações, equipamentos e
veículos suficientes para a execução de suas atividades. Deverá ser delegada autoridade a EGSST para
que possa intervir em todas as atividades do Projeto, inclusive paralisar atividades na constatação de
risco iminente de acidente.

APA: Análise Prevencionista da Atividade

Perigo: Uma fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão, doença, dano à
propriedade, dano ao meio ambiente ou uma combinação destes.

Risco: É a combinação da probabilidade de ocorrência e da conseqüência de um determinado evento


perigoso e especificado.

Atividade: É uma seqüência de ações definidas (Atividade elementares), que permitem a conclusão do
trabalho.

S&S: Segurança e Saúde Ocupacional.


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Guindauto: Caminhão equipado de lança de guindaste, utilizado em içamento de cargas, bem como
cesta aérea;
Cesta aérea: São cestas utilizadas em guindautos para içar carga e/ou pessoas em serviços que
envolva altura;
Rigidez dielétrica: Corresponde ao maior valor do campo elétrico aplicado a um isolante sem que ele
se torne um condutor;
Big Jumper: Técnica utilizada para substituição de condutores nus de cobre ou alumínio por cabos
protegidos;
Muflas: É um tipo de estufa para altas temperaturas;
Fiberglass: É um material estrutural composto por resina plástica e reforços de fibras de vidro.

4.0 RESPONSABILIDADES

4.1 CONTRATADA

Garantir de maneira formal que todos os empregados/operadores de equipamentos e veículos


industriais móveis sejam qualificados;

Planejar e executar suas atividades de modo a prevenir incidentes / acidentes de trabalho;

Preservar a saúde de seus empregados e meio ambiente;

Garantir a manutenção dos veículos/equipamentos industriais móveis;

Responsabilizar-se pelos atos e atitudes dos seus empregados ou subcontratados decorrentes das
inobservâncias das normas de segurança e medicina do trabalho e meio ambiente;

Interromper qualquer atividade que esteja representando risco grave e iminente à saúde e ao meio
ambiente;

Divulgar e fazer cumprir todas as leis, normas de SAÚDE E SEGURANÇA - S&S;

Possuir o manual de segurança e operação disponíveis para consulta em língua Pátria.

4.2 EXECUTANTES / OPERADORES:

Operar equipamentos móveis/veículos industriais para os quais esteja habilitado;

Respeitar os limites de velocidade;

Parar e buzinar nos cruzamentos sem condições de visibilidade;


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Utilizar o equipamento móvel/veículo industrial adequado à operação;

Dar preferência aos pedestres;

Manter distância segura de outros equipamentos móveis/veículos industriais em operação;

Zelar pelo veículo/equipamento;

Parar a atividade quando identificar falhas no equipamento que possa por em risco o equipamento e as
pessoas;

Retirar do equipamento / veículo a chave de ignição ao sair do mesmo;

Instalar calços em equipamentos / camionetas quando estacionar os mesmos;

Realizar a inspeção pré-operacional com base no lista de verificação de segurança do equipamento /


veículo.

5.0. DESCRIÇÃO DO PROCESSO

Antes de iniciar as atividades, é necessário verificar o funcionamento das válvulas de segurança.


Deve-se desligar o motor do veículo com as lanças abertas, na posição de trabalho e acionar os
comandos, verificado se há alguma alteração de sua posição (arriar as lanças) se isto acontecer o
sistema hidráulico está com problemas. Neste caso, o veículo não deve exercer as suas atividades e ser
encaminhado à manutenção.
Planejar antecipadamente o trabalho de modo a colocar o veículo em posição tal, que o máximo
número de operações possam ser concluídas sem precisar reposicionar o caminhão.
Os veículos equipados com cesta aérea normalmente são dotados de 2 (duas) sapatas mais
excepcionalmente existem veículos com 4 (quatro) sapatas acionadas hidraulicamente. Deve-se sempre
procurar o nivelamento ideal sem, entretanto, forçar demasiadamente o chassi do veículo para
compensar desníveis acentuados.
Sempre que o trabalho for executado em uma subida ou descida, estacionar o veículo de modo que ele
fique em linha com a subida ou descida. Quando estacionado de modo transversal à subida ou descida,
o trabalho é limitado ao lado de cima e a uma inclinação máxima do veículo de 5º (cinco graus).
A capacidade de carga para a grande maioria dos modelos de cesta aérea preparadas para executar
serviços com redes energizadas é de 136 kg, incluindo o eletricista e algum equipamento ou ferramenta
que se fizer necessário para a execução dos serviços. É importante ressaltar que o içamento de
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estruturas, e outros materiais para montagem de estruturas no alto dos postes, deverão ser levados em
conta para prevenir qualquer possível acidente.
Manter caixas laterais para acondicionamento de ferramentas e guarda de capotões, bastões, mangotes,
calhas isolantes, luvas e mangas devidamente apropriadas, isoladas e secas, protegidas de entrada de
água e fácil acesso.
Para execução de qualquer serviço com linha viva, o veículo deverá estar aterrado através de haste ou
trado de aterramento.
Manter em estoque cestas e lyner para eventuais substituições junto ao almoxarifado.
Nas áreas de trabalho, devem permanecer somente pessoas autorizadas.
É necessária a utilização de todos os equipamentos de proteção EPI e EPC pertinentes com o
desenvolvimento dos serviços em execução.
Sinalizar toda a operação e isolar a área de trabalho através de cones, fitas refletivas (laranja),
cavaletes, grades, placas refletivas de sinalização, cones 75 cm.
Sinalização através de rotativos (tipo giroflex) e sinalizadores na parte traseira tipo setas devem ser
protegidos visando absorver impactos.
Indicar que as cestas aéreas (layner) recebam sua devida proteção quer seja através de tampas ou
plásticos com elásticos, os quais devem ser mantidos “fechados” após sua utilização, evitando-se
acúmulo de água.

5. 1. PARA ATUAÇÕES COM CESTA AÉREA E GUINDAUTOS É NECESSÁRIO QUE OS EQUIPAMENTOS

TENHAM AS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS:

Fixação da cesta na lança do equipamento através de lança auxiliar, em estrutura metálica com no
mínimo 2m de comprimento e compatível com os esforços e que possa ser acoplado às lanças originais
dos equipamentos.
Sistema de freio hidráulico para travamento na posição de trabalho.
Estribo integrado para acesso a cesta, em fiberglass.
Caixa para ferramentas em fiberglass integrada a cesta para acomodação de ferramentas tipo chave de
fenda, alicate, chave de boca, etc.
Pintura da lança auxiliar e cesta: cor laranja.
As cestas aéreas para guindauto devem:
 Ser confeccionadas por fabricante idôneo, que utilize somente material reforçado de fiberglass
ou outro possua boa resistência mecânica e rigidez dielétrica mínima de 1000V.
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 Possuir degrau externo, com superfície antiderrapante, para facilitar o acesso do eletricista.
 Possuir um olhal instalado no braço superior da lança do guindauto, junto à caçamba, e
dimensionado para suportar a capacidade de carga e fixação de cinto de segurança com
talabarte de corda, e deve estar de acordo com a NBR 11370 – Equipamento de Proteção
Individual – Cinturão e Talabarte de Segurança – Especificação e Métodos de Ensaio;
 Ser dotadas de freio de segurança manual, mecanismo que tem por finalidade evitar o balanço;
 Bordas internas com acabamento para evitar danos físicos a quem estiver no interior da cesta;
 Dimensões de altura, largura e profundidade para acomodação de uma pessoa com segurança e
conforto necessários à atividade a que se destina.
É obrigatória a utilização do cinto de segurança tipo paraquedista no interior da cesta aérea do
guindauto.
É terminantemente proibido içar ou transportar materiais pesados, tais como cruzetas, chaves especiais
tipo a óleo ou a gás, luminárias, etc. pela cesta aérea do guindauto.
Somente poderá operar os comandos deste equipamento, o empregado que seja capacitado.
Devem ser evitados, sob qualquer pretexto, todos os tipos de improvisações que venham a
comprometer a segurança das pessoas envolvidas durante a execução dos trabalhos ou no
deslocamento do veículo pelas vias públicas.

5.2. ATERRAMENTO DE CESTA AÉREA

Equipamentos e/ou materiais necessários:

 Haste de aterramento;

 Cabo n.2 flexível, para aterramento, isolamento 600 V, com grampos de torção ou garra de linha
viva, instaladas em suas extremidades;

 Haste metálica soldada num ponto do veículo que faça parte do chassis.

5.2.1. PROCEDIMENTO

Instalar uma haste de aterramento aproximadamente 1m de profundidade dentro da área isolada para os
trabalhos.

Conectar o cabo de aterramento na haste soldada no veículo e na haste de aterramento.


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5.3. TESTE DIELÉTRICO PARA CESTA AÉREA

Os veículos equipados com cesta aérea utilizada em serviços com redes energizadas, quando recebidos
deverão ter sido submetidos à Teste Dielétrico e à cada 6 meses para obtenção de um novo Atestado de
Ensaios Elétricos.

Deverá então ser emitido um Atestado de Ensaios Dielétrico, seguindo-se os critérios estabelecidos nas
normas vigentes, mostrando os valores encontrados e os valores admissíveis, discriminando as
características do veículo (placa, modelo, ano de fabricação, tipo do equipamento, etc.), certificando
que em (data da execução do Teste Dielétrico) o mesmo está APROVADO para uso em redes
energizadas e que deverá ser submetido a um no teste em (data para nova execução do Teste
Dielétrico).

A periodicidade para execução dos testes nos veículos equipados com cesta aérea normalmente é de no
mínimo a cada 6 meses, ou de acordo com as necessidades observadas pelo Técnico Supervisor.

Manter uma cópia deste atestado de ensaios elétricos dentro do veículo.

O responsável pela frota dos guindautos deve programar o teste dielétrico.

A programação da manutenção preventiva deverá ser rigorosamente cumprida, para que obtenha
melhor rendimento e eficiência na operação do equipamento e mais uma longa em serviço.

5.4. TAREFAS LIBERADAS PARA SEREM EXECUTADAS COM O AUXÍLIO DE CESTA AÉREA PARA

GUINDAUTO EM REDES DESERNEGIZADAS

 Montagem e desmontagem de cruzamento aéreo em baixa tensão e alta tensão compacta e


convencional;
 Instalação e retirada de espaçadores (ninja) na rede compacta de alta tensão;
 Instalação e retirada de luminárias especiais;
 Instalação e retirada de cruzetas;
 Retensionamento de cabos;
 Travessia de cabos sobre rodovias e ruas;
 Instalação de chaves;
 Instalação de conjunto de aterramento sela em estruturas com difícil acesso;
 Emendas de cabo;
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 Instalação de Big Jumper;


 Podas preventivas de árvores. A poda preventiva planejada, deverá ser executada quando o
crescimento das árvores estiverem se projetando em direção à rede.
 Retirada de objetos estranhos;
 Instalação de muflas.

5.5. TAREFAS LIBERADAS PARA SEREM EXECUTADAS POR ELETRICISTAS AUTORIZADOS COM O

AUXÍLIO DE CESTA AÉREA PARA GUINDAUTO EM REDES DE BAIXA TENSÃO ENERGIZADAS

 Instalação de espaçadores é liberada desde que se utilizem lençóis isolantes e coberturas


apropriadas;
 Poda de galhos de árvores próximos ou tocando a rede de baixa tensão energizada poderá ser
executada desde que sejam utilizadas ferramentas de cabo isolado e os galhos não venham a
causar avarias na rede, em veículos e terceiros. O eletricista podador deverá estar vestido com seu
uniforme completo;
 Execução de serviços de manutenção, construção e ligação de consumidores em redes de baixa
tensão isoladas, desde que sejam utilizadas ferramentas de cabo isolado.

5.6. TAREFAS LIBERADAS PARA SEREM EXECUTADAS POR ELETRICISTAS AUTORIZADOS COM O

AUXÍLIO DE CESTA AÉREA PARA GUINDAUTO EM REDES DE ALTA TENSÃO ENERGIZADAS

 Retirada de pequenos objetos de redes convencionais e compactas, não metálicos, pelo método à
distância, após preenchimento da APA (Análise Prevencionista da Atividade), tais como ramos de
árvores, pipas, sapatos e tênis.
Observação: É obrigatório utilizar luva isolante de borracha classe 2 e vara de manobra com no
mínimo 3 gomos.

4.7. PERIODICIDADE DE PREENCHIMENTO DA LISTA DE VERIFICAÇÃO DE PRÉ-USO


O operador deve preencher antes do uso a Lista de Verificação de Pré-Uso para garantir a segurança na
operação do equipamento.