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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE - UNI-BH

RELATÓRIO DE QUÍMICA GERAL


DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE E DO TEOR DE ÁLCOOL NA GASOLINA
COMERCIAL
ORIENTADORA: Liliani Salum Alves

Fábio Marcelino dos Santos


Evelyn Cristina de Souza

Belo Horizonte
03/10/2018

1. INTRODUÇÃO 3

2. OBJETIVO 3

3. PARTE EXPERIMENTAL 4
3.1 MATERIAIS UTILIZADOS 4
3.2 MÉTODOS 5

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5

5. CONCLUSÃO 7

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 8
1. INTRODUÇÃO

Para obter calor nas experiências realizadas em um laboratório normalmente é


utilizado um aparelho denominado bico de Bunsen. Neste aparelho, é possível realizar uma
mistura gás-ar, que posteriormente é queimada no tubo. Para uma melhor eficiência e
segura desse aparelho deve-se necessariamente fechar a entrada de ar; logo depois um
fósforo deverá ser acesso próximo ao ponto mais alto da câmara de mistura e pôr fim a
válvula de gás pode ser aberta, dando origem a uma chama grande e amarela, chama esta
que não tem uma temperatura suficiente para o aquecimento da substância desejada,
sendo assim é necessário uma chama mais “quente”, e isso é possível ser realizado abrindo
a entrada de ar, vagarosamente até que a se consiga uma chama azul.
No bico de gás é possível realizar combustões com diversos reagentes, como por
exemplo propano e butano (presentes no gás de cozinha). As chamas citadas no parágrafo
anterior podem ser classificadas como combustões completas, quando há maior absorção
de oxigênio e liberação de CO2 ou C (grafite). As combustões completas são as de uso
mais frequentes em laboratório, pois elas liberam mais energia, já as incompletas, não são
indicadas, pois além de liberar fuligem, elas podem também gerar monóxido de carbono
deixando o laboratório perigoso.
No presente relatório será apresentado um experimento que consiste em
aquecimento da água por meio da combustão completa e observar a temperatura até o
ponto de ebulição da mesma, que é a temperatura na qual uma substância passa do seu
estado líquido para o estado gasoso, essa temperatura para a água, em condições normais
de pressão (1 atm) é 100°C, mas dependendo da altitude da região, essa pressão pode
sofrer alteração, causando uma alteração do ponto de ebulição da água.
À medida que a água é aquecida, suas moléculas adquirem mais energia,
aumentando a rapidez dos seus movimentos, até que ela entre em equilíbrio térmico e a
temperatura permaneça constante. Assim, o termômetro será usado para auxiliar qual a
variação de temperatura marcada até a água entrar em ebulição.

2. OBJETIVO

Citar os procedimentos necessários para se aquecer um material, por meio de uma


combustão completo, observar a ebulição da água através do seu aquecimento e mostrar
por meio de um gráfico que a temperatura permanece constante a partir do seu ponto de
ebulição.
3. PARTE EXPERIMENTAL

3.1 MATERIAIS UTILIZADOS

● Água Destilada
● Béquer
● Proveta
● Bico de Bunsen
● Tela de Amianto
● Suporte
● Pérolas de Vidro
● Termômetro

● Água Destilada:​ Líquido utilizado no experimento para aquecimento.

● Béquer: Recipiente como formato cilíndrico, graduado (pouca precisão) utilizado


para colocar a líquida a ser aquecida.

● Proveta: Instrumento no formato tubo cilíndrico, com escala mais precisa do que a
do béquer, utilizado para fazer a medida do líquido a ser utilizado para aquecimento.

● Bico de Bunsen: ​Trata-se de um bico de gás conectado a uma base, onde essa
possui um registro para regulagem do fluxo de gás. Acima do registro possuí uma
passagem de ar, com opção de abertura e fechamento, com função de dosar a
quantidade de ar a ser consumido na queima do gás.

● Tela de Amianto: ​Material colocado em um suporte com o objetivo de permitir a


distribuição uniforme do calor das chamas do bico de Bunsen por toda a superfície
do recipiente do material aquecido.

● Suporte: Foram utilizados dois tipos de suporte; um para alocar a tela de amianto e
outro utilizado como base para colocar o termômetro numa posição fixa e facilitar a
medida e leitura da temperatura.

● Pérolas de Vidro: Colocadas no interior do recipiente contendo o líquido a ser


aquecido. São utilizadas para que, no momento em que se formam as bolhas de
vapor, elas se movimentam, movendo as pérolas de vidro, possibilitando a mistura
das partes mais quentes do líquido com as partes frias, permitindo a
homogeneização da temperatura em todas as partes do líquido.

● Termômetro: Instrumento utilizado para medir a temperatura e a variação da


temperatura do líquido ao longo do tempo.

3.2 MÉTODOS

● Houve a verificação das medidas graduadas do termômetro, como temperatura


máxima medida e a menor medida especificada, assim como o desvio avaliado.
● Foram medidos 200 ml de água destilada com uma proveta e colocadas
posteriormente em um béquer adequado para dar continuidade ao procedimento.
● Será medida a temperatura inicial da água destilada, posicionando o termômetro
dentro do béquer, auxiliado por um suporte de metal e um anel de borracha,
possibilitando uma posição fixa do mesmo, facilitando a medida da temperatura da
água.
● Posteriormente, foram seguidos os passos para ligar as chamas do bico de
Bunsen. Foram abertos o registro geral de gás da sala, os registros abaixo e acima
da mesa e o registro do bico de Bunsen. Com isso foi iniciada a combustão
utilizando um palito de fósforo aceso, assim possibilitando o aquecimento da água
destilada, verificando periodicamente a temperatura da mesma (a cada 30
segundos).
● Por último, ao constatar a temperatura de ebulição da água, foi monitorado por 3
minutos a temperatura da mesma.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

O procedimento inicial foi constatar no termômetro as medidas de capacidade,


menor unidade de medida e o desvio avaliado, conforme descritos no quadro 1.

Quadro 1: ​Quadro de monitoramento dos procedimentos e critérios avaliados em laboratório.

Instrumento Capacidade Menor Unidade Desvio avaliado

Termômetro 150 °C 1 °C 0,5 °C


Logo depois, foi efetuada a medição da temperatura inicial da água destilada, e foi
obtido o valor de
H​2​O → [26 ± 0,5] °C

Com o bico de Bunsen aceso, posicionado logo abaixo da tela de amianto, foi
iniciado o processo de aquecimento da água. Durante o aquecimento foram feitas medições
periódicas a o longo do tempo, sempre a cada 30 segundos.
Houve uma constatação da importância do uso da tela de amianto e das pérolas de
vidro, onde foi possível aproximar o máximo possível da homogeneização da temperatura
em todos os pontos do líquido. Isso porque no momento em que a pressão de vapor supera
a pressão atmosférica, a uma imersão de vapores para a superfície e o uso da tela de
amianto possibilita um aquecimento uniforme da água e as pérolas de vidro possibilitam
uma movimentação da água, seria como se pegasse uma colher e fosse efetuado
movimentos circulares dentro da água para que o líquido de maior temperatura se
misturasse com o de menor temperatura.
O quadro com a relação tempo (s) x temperatura (°C) segue logo abaixo.
Quadro 2: ​Os dados mencionados a seguir seguem o padrão de temperatura (°C) em relação a o
tempo (seg).

Tempo (Seg) T Tempo (Seg) T Tempo (Seg) T

30 [26 ± 0,5] °C 390 [56 ± 0,5] °C 750 [87 ± 0,5] °C

60 [29 ± 0,5] °C 420 [59 ± 0,5] °C 780 [89 ± 0,5] °C

90 [30 ± 0,5] °C 450 [62 ± 0,5] °C 810 [90 ± 0,5]°C

120 [33 ± 0,5] °C 480 [65 ± 0,5] °C 840 [91 ± 0,5] °C

150 [35 ± 0,5] °C 510 [68 ± 0,5] °C 870 [92 ± 0,5] °C

180 [37 ± 0,5] °C 540 [72 ± 0,5] °C 900 [92 ± 0,5] °C

210 [39 ± 0,5] °C 570 [75 ± 0,5] °C 930 [92 ± 0,5] °C

240 [42 ± 0,5] °C 600 [77 ± 0,5] °C 960 [92± 0,5] °C

270 [44 ± 0,5] °C 630 [79 ± 0,5] °C 990 [92 ± 0,5] °C

300 [47 ± 0,5] °C 660 [82 ± 0,5] °C 1020 [92 ± 0,5] °C

330 [50 ± 0,5] °C 690 [83 ± 0,5] °C 1050 [92 ± 0,5] °C

360 [53 ± 0,5] °C 720 [85 ± 0,5] °C


Ao longo do procedimento, foi notado que na temperatura de [50 ± 0,5] °C, a água
começou a expelir pequenas bolhas devido ao aumento de temperatura, bolhas essas que
são gases que estavam dissolvidos na água e com o aumento da temperatura da mesma,
ocorre a diminuição da solubilidade, possibilitando o desprendimento dos gases, não sendo
este ainda o ponto de ebulição da água.
No momento em que a temperatura da água destilada se aproximou de [92 ± 0,5]
°C, no tempo de 870 segundos (14,5 minutos) notou-se que a água entrou em ebulição,
diante disso, uma estabilização da temperatura, monitorada por 3 minutos para
confirmação. A temperatura de ebulição da água em um determinado lugar com pressão
atmosférica de 1 atm é normalmente de 100,0 °C. A diferença que ocorreu entre o valor
obtido no experimento e o valor esperado de 100,0 °C é explicada em decorrência da
pressão atmosférica no local onde o experimento foi realizado sendo menor do que a
pressão atmosférica a nível do mar, ou seja, possui uma altitude acima do mar, logo se
espera que a temperatura de ebulição seja menor.

5. CONCLUSÃO

Pode se concluir com esse trabalho que, é de extrema importância para o


conhecimento de todos os procedimentos corretos para aquecimento de um determinado
material, visto que sendo um procedimento corriqueiro em um laboratório, o conhecimento
de tais atividades se torna mais seguro para o estudante efetuar o experimento.

Conclui-se também que o ponto de ebulição é a temperatura no qual a substância


passa do seu estado líquido para o estado gasoso, numa condição normal de pressão, onde
o ponto de ebulição tèm-se a temperatura constante naquele ponto e isso pode ser notado
no gráfico 1 em anexo.

Por fim, em determinadas condições ambientais, climáticas, geográficas, entre


outras, podem haver alguma modificação nos resultados obtidos, se tornando uma extrema
importância o conhecimento dos fatores que causam essa interferência.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lula, I.S.; Pádua, A.P.​ “Aulas Práticas de Química Geral; Instituto de Engenharia e
Tecnologia”​ – UNIBH, Belo Horizonte, 2015.

Pinheiro, Victor, L. F. ​“Técnicas de Aquecimento em Laboratório”​ - Universidade


Ferderal do Maranhão/UFMA; São Luís - MA, 2016.

Fillizola, Gabriel; ​Relatório Experimento 06​ “​Aquecimento e Medida de Temperatura​”.


Centro Universitário de Belo Horizonte/UNIBH; Belo Horizonte-MG, 2017.

Bandeira, D.; Hendrios, H.; Karoline, S.; França, T.; Brunes, T. ​“Relatório de Aquecimento
e Medidas de Temperatura”. ​Centro Universitário de Belo Horizonte/UNIBH; Belo
Horizonte-MG, 2015.