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Coaching

Ericksoniano
Jeffrey K. Zeig
ÍNDICE

JEFFREY K. ZEIG .................................................................................................................. II


ELSEVER INSTITUTE ........................................................................................................ III
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... IV
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE UM MÉTODO ERICKSONIANO ....................................VII
ESCOLAS DE TERAPIA DERIVADAS DE MILTON ERICKSON ..............................VII
O MODELO DE “ESTADOS”........................................................................................... VIII
USANDO “MAPAS” PARA ESTABELECER ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO ....X
SETE SISTEMAS DE COMANDO EMOCIONAL ............................................................ XI
EMBRULHANDO O PRESENTE ......................................................................................XII

i
JEFFREY K. ZEIG

Jeffrey K. Zeig, Ph.D. é o Fundador e Diretor da Milton H. Erickson Foundation,


tendo estudado de forma intermitente com o Dr. Erickson por mais de 6 anos, é
autor de mais de 20 livros, que já foram traduzidos em mais de 12 idiomas.

Dr. Zeig é o idealizador da "The Evolution of Psychotherapy Conferences"


considerada a conferência mais importantes da história da psicoterapia.
Ele também é o organizador de "the Brief Therapy Conferences", " the Couples
Conferences", e o "International Congresses on Ericksonian Approaches to
Hypnosis and Psychotherapy", todos eles realizados no EUA.

Dr. Zeig também faz parte do Conselho Editorial de diversas revistas; sendo
membro da "American Psychological Association" e da "American Society of
Clinical Hypnosis".

Vive em Phoenix, Arizona, e realiza seminários e cursos em mais de 40 países.

ii
ELSEVER INSTITUTE
Quem Somos
Elsever Institute nasceu da vontade de poder reunir os maiores nomes da área de
desenvolvimento humano, com toda a estrutura necessária de cuidado e apoio ao
cliente. De forma que o Trainer possa dar o melhor de si, e os alunos usufruam de
todo o cuidado que necessitam antes, durante e depois do processo de
aprendizagem. Com esse pensamento, nossa equipe se mobilizou para tornar isso
realidade.

Missão
Criar caminhos e possibilidades para que as pessoas possam se tornar mais felizes e
completas.

Diferencial
Elsever Institute é uma empresa focada em excelência em atendimento ao cliente e
gestão de eventos. Tudo isso por meio de uma equipe profissional, e os melhores
Trainers de cada área.

10 Mandamentos
Nossa empresa e nossos colaboradores trabalham sempre com esses 10 pontos em
mente

1- Entregar a excelência através do serviço

2- Aceitar e estimular a mudança

3- Amizade, Carinho e Respeito

4- Construir relações abertas através da comunicação e do bom humor

5- Construir um espírito positivo de equipe

6- Fazer mais com menos

7- Ser apaixonado e determinado

8- Ser humilde

9- Ser diferente e ir além do padrão

10- Criar caminhos para que as pessoas possam se tornar mais felizes e
completes

iii
INTRODUÇÃO
A Criatividade de Milton Erickson
“Gênio” é um espírito que acompanha uma pessoa. Significa também uma
pessoa dotada com uma habilidade e uma inventividade mental quase
transcendentais. A genialidade de Erickson era derivada da conjunção de sua
inteligência, humanidade, inventividade, curiosidade e uma extraordinária
percepção. Também trabalhava diligentemente para desenvolver e aprimorar
suas habilidades.
A genialidade de Erickson revelava-se em quatro áreas: como hipnólogo,
como psicoterapeuta, como professor e como pessoa que transformou suas
deficiências físicas em vantagem. Consideradas em conjunto, suas realizações
nestes quatro campos fazem-no parecer uma pessoa superior.

O hipnoterapeuta
Se alguém estivesse estudando a história da hipnose, provavelmente
começaria por Mesmer, ilustre médico alemão do século XVIII. E então passaria
por Charcot, Braid, Liébeault e Bernheim, que trabalharam com a hipnose no
século XIX.
E um pouco mais tarde, no século XX, talvez lesse sobre Erickson, que foi o
pai da moderna hipnose médica. Sua habilidade para elaborar novos métodos de
utilização e indução hipnótica era extraordinária. Ele foi coautor de cinco livros
sobre o assunto e publicou mais de 130 artigos, a maioria deles sobre
hipnoterapia. Foi fundador e o primeiro presidente da Sociedade Americana de
Hipnose Clínica para a qual fundou e durante dez anos editou sua publicação
oficial, o Jornal Americano de Hipnose Clínica. Viajou extensamente, em particular
dentro dos Estados Unidos, para ensinar hipnose a profissionais e geralmente
era conhecido como “Sr. Hipnose” (Secter, 1982, p. 453). Erickson legitimou a
hipnose para que ela não fosse mais “a boba-da-corte dos solenes salões da
ortodoxia” (Watzlawick, 1982, p. 148)
Antes de Erickson a hipnose não era considerada uma matéria tão
importante ou uma das principais ferramentas terapêuticas. Contudo, ela tem
sido uma semente importante no desenvolvimento de disciplinas distintas da
psicoterapia. O psicanalista, Sigmund Freud; o gestalt terapeuta, Fritz Perls; o
behaviorista, Joseph Wolpe e o analista transacional, Eric Berne conheciam a
hipnose, mas a rejeitaram em favor do desenvolvimento das abordagens
psicoterápicas que eles criaram e a promoção das suas teorias da personalidade
e mudança. Erickson continuou com a hipnose porque percebeu que ela poderia
influenciar ou promover mudanças no paciente. Ele não criou uma teoria
especial de hipnose, mas distanciou-se radicalmente do seu uso tradicional,
através do qual o operador impõe sugestões a um sujeito passivo. O seu método,
ao contrário, enfatizava e utilizava recursos internos do próprio paciente. (cf.
Hammond, 1984).
A hipnose ericksoniana é usada para obter respostas terapêuticas e a sua
essência é estimular a cooperação do paciente. Os pacientes procuram terapia
por que têm dificuldades para concretizar suas aspirações. É a tarefa do
psicoterapeuta conseguir que o paciente realize os seus próprios desejos tanto
quanto possível e , para este fim, normalmente a hipnose é mais eficaz em

iv
superar impasses. A hipnose faz com que o paciente tenha à sua disposição os
seus próprios potenciais para a autoajuda.
Embora a hipnose formal seja um modelo de influência por excelência
através da comunicação, mais do que usá-la exclusivamente, Erickson introduziu
os métodos naturalistas, isto é, retirou técnicas da hipnose e as aplicou
efetivamente na psicoterapia sem a necessidade de um ritual formal de indução.
Na verdade, ele usou a hipnose formal em apenas um quinto dos casos que tratou
(Beahrs, 1971), mas usava persistentemente técnica hipnótica mesmo quando
não estava “fazendo hipnose”. A abordagem naturalista era a essência da
abordagem estratégica de Erickson para terapia breve, a segunda área da sua
genialidade.

O psicoterapeuta
Com a publicação do livro Terapia não convencional, Jay Haley (1973),
Erickson tornou-se mais conhecido como o pai das abordagens estratégicas
breves para psicoterapia. Como profissional notavelmente bem sucedido nesse
tipo de abordagem, ele acrescentou uma quantidade enorme de novos casos e
métodos à literatura da psicoterapia estratégica breve e muita coisa ainda
continua sendo descoberta nas gravações de antigas palestras.
Haley (1980) escreveu que a terapia é um problema, não uma solução.
Estar em terapia é o problema. A solução é conseguir, o mais rápido possível, que
os pacientes saiam da terapia e vivam suas próprias vidas de forma
independente. Erickson concordava com isto. Sua terapia estratégica era uma
abordagem baseada na acuidade da percepção instantânea do que de mais
simples estivesse acontecendo com o paciente, os mais pequenos detalhes e
manifestações cotidianas. Enquanto superficialmente as suas estratégias
pareciam não-convencionais, na verdade ele tinha uma capacidade incomum
para perceber mensagens profundas através da observação das coisas mais
simples e mais frequentes no comportamento do paciente.
Parecia-lhe estranho colocar um paciente fóbico num divã e pedira a ele
para que fizesse associações livres durante 50 minutos, quando sabemos que as
pessoas fóbicas aprendem a superar suas fobias quando são colocadas numa
situação que gere medo. Desta e de outras formas, Erickson foi um do primeiros
profissionais modernos a tirar a terapia que ele pretendia fazer com seus
pacientes da cabeça de seus próprios pacientes (e a fazer do consultório uma
parte da vida real deles). Sua facilidade em conseguir isto era um aspecto da sua
extraordinária inventividade e criatividade.

O professor
Um outro distanciamento em relação ao tradicional era o método
ericksoniano de ensinar. Em 1980 publiquei um livro chamado A Teaching
Seminar with Milton H. Erickson (1980a), que é uma transcrição de um
seminário de uma semana para profissionais demonstrando seu jeito de ensinar.
Ele contou histórias interessantes, principalmente sobre terapias bem sucedidas
e também sobre sua família, e conduziu demonstrações de hipnoterapia. Ele não
avaliava seus alunos escutando gravações das suas sessões ou observando-os e
interferindo na terapia que eles faziam. (Eu mesmo fui aluno de Erickson
durante seis anos e ele indicou muitos pacientes para mim, sem no entanto
jamais ter me ouvido nem visto fazendo uma indução hipnótica ou uma sessão de
terapia). Ao contrário, ele ensinava usando vários níveis de influência da

v
comunicação para despertar recursos internos. Era desta mesma maneira que
ele fazia psicoterapia e hipnose. Ele acabou com os limites entre “hipnose”,
“ensino” e “psicoterapia”. Em outras palavras: quando ele estava lecionando,
estava fazendo hipnose e quando estava fazendo hipnose, estava fazendo
psicoterapia.
Erickson era um homem consistente, cujo objetivo era comunicar da
forma mais contundente possível a maior parte do tempo; e se comunicava para
obter o máximo possível de um efeito predeterminado em seus objetivos. E ele
sempre tinha um objetivo preestabelecido. Vejamos uma pequena história que
mostra a sua filosofia de ensino. Em resposta ao meu comentário de que uma
gravação das suas antigas palestras de 1950 me parecia uma longa indução
hipnótica, ele disse que não costumava ouvir suas gravações: “Eu normalmente
não oferecia conteúdo; eu ensinava a motivar.”
No conceito Ericksoniano não existe muita diferença entre hipnose,
ensino e psicoterapia, porque em todas essas áreas deve-se acreditar na
aprendizagem inconsciente. O fundamental é que as pessoas já possuam os
recursos que elas precisam para mudar. Por esta razão, psicoterapia, hipnose – e
em larga escala, até mesmo ensino – são processos de aliciação, desenvolvimento
de recursos e de ajuda para que as pessoas combinem estes recursos de uma
maneira nova e mais eficiente.

Erickson como pessoa


Erickson era tão original no jeito de viver quanto era como hipnólogo,
com psicoterapeuta e como professor. Haviam evidências disso a cada instante,
mas sua personalidade era particularmente bem evidenciada pela forma como
ele superava suas dificuldades físicas para poder viver uma vida mais completa.
Os vários problemas físicos de Erickson são bem descritos numa carta
datada de 10 de dezembro de 1934, da sua esposa, Elizabeth Erickson, a um
estudante que também teve poliomielite e que escreveu a ela desejando saber
como que Erickson tinha superado suas próprias dificuldades. Embora seu relato
não tenha essa intenção, as lembranças da senhora Erickson são um eloqüente
testemunho sobre a quarta área da genialidade de Erickson, que eclipsou as três
precedentes.
A força de vontade e a boa disposição de Erickson em face das suas
tremendas dificuldades físicas tiveram um papel fundamental na recuperação
efetiva de seus pacientes. Eles sabiam que seus problemas não poderiam ser
piores do que os dele. Sabiam que havia a esperança de uma vida mais produtiva,
independentemente de quaisquer obstáculos que aparecessem à frente.
Quando os paciente que sofriam de esquizofrenia, insegurança ou dor
recorriam a Erickson, eles entravam no consultório de um terapeuta que não era
hipócrita e não falava de uma terapia hipotética. Eles viam nele um terapeuta
que lutava contra a dor e contra inúmeras limitações, mas que ao mesmo tempo
curtia a vida.
Erickson tinha uma perspectiva positiva sobre sua condição. Ele
costumava dizer que a poliomielite tinha sido a sua melhor professora sobre o
comportamento humano. E acrescentava: “Não me importo com a dor – não
gosto das alternativas.” Além da auto-hipnose, ele usou a técnica do
reenquadramento. Talvez o sucesso obtido com as outras pessoas tenha sido
uma consequência do sucesso conseguido consigo mesmo.

vi
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE UM
MÉTODO ERICKSONIANO
• Utilização
• Tratamento individualizado
• Orientado em Direção ao que se quer
• Precisão: Comunicar para obter efeito
• Tratamento experiencial: Uso do drama
• Expectativa positiva
• Evocação de recursos – os forças e aspectos positivos têm precedência
sobre a patologia
• Sem teorias
• “Embrulhar para presente”
• Responsividade
• Orientado para o objetivo
• Associações que guiam

ESCOLAS DE TERAPIA DERIVADAS


DE MILTON ERICKSON

• Terapia Estratégica (Haley & Madanes)


• Terapia Interativa (Watzlawick, Weakland, Fisch, Nardone etc.)
• PNL - Programação Neurolingüística (Bandler, Grinder, Dilts,
Andreas, Gordon etc.)
• Terapia Mente-Corpo (Rossi)
• Terapia Focada na Solução (DeShazer, Berg, O’Hanlon, Weiner-
Davis etc.)
• Self-Relations (Gilligan)
• Neo-Ericksonianos (Zeig, Lankton, Betty Alice Erickson, Dolan etc.)
• Outcome Informed (Miller, Yapko)

Mais: Muitos experts reconhecem abertamente a influência de Erickson


na sua abordagem, incluindo Nick Cummings, Donald
Meichenbaum, R. Reis Wilson e Peggy Papp.

Terapia de Família “especialmente através de Haley, Madanes, mas também


reconhecida por Minuchin e pelo Instituto Ackerman).

vii
viii
O MODELO DE “ESTADOS”

DEPRESSÃO FELICIDADE

Interno Externo
No passado Presente
Inativo Ativo
Negativo Positivo
Sem esperança – sem objetivos Orientado pela esperança
Intra-punitivo Equilíbrio: Intra-punitivo x Extra-punitivo
Retraído socialmente Engajado
Tátil Visual
Visão limitada Com escopo e profundo
Crítico Aberto
Nega/desconta conquistas Reconhece conquistas
Absorve energia social Emite energia social
“Se pelo menos...” vocabulário Vocabulário “Sim e...”
Fisiologicamente sem vigor Desperto
Posição Existencial: “Eu não sou ok” Posição Existencial: “Nós somos ok”
Vítima Vitorioso

HIPNOSE TERAPEUTA

Guia atenção Experiencial


--Interna & focada Dramatizador
Altera intensidade Ativo
--mais ou menos vívido “Guia turístico” – no comando
Cria dissociação Flexível
--“Simplesmente aconteceu” & “separado de” Metafórico – “orienta em direção a”
(“just happen” & “apart from”) Expressivo
Modifica responsividade Expectativa Positiva
--dicas mínimas & busca por sentido Sistêmico

ix
USANDO “MAPAS” PARA ESTABELECER
ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO

MAPA ESTRATÉGIA
Fenomenologia “Vire ao contrário”
Fisiologia Densensibilização
Introceptiva
Processo Quebrar padrões
Padrão de Interação Solução Interacional

Versus
Historia Meta comentar
Biologia Medicação
Fraquezas Ensinar

x
SETE SISTEMAS DE COMANDO EMOCIONAL

xi
EMBRULHANDO O PRESENTE

xii
Ericksonian Coaching

by
Jeffrey K. Zeig, Ph.D.
www.jeffreyzeig.com

Codes of Impact!

Jeffrey Zeig, PhD


Director and Founder,
The Milton H Erickson Foundation

Beethoven and Erickson

1
“Art demands that we shall not
stand still.”
Ludwig Van Beethoven

Psychotherapy demands that we


shall not stand still.
Milton H. Erickson, MD

Erickson and Beethoven


Both worked assiduously to elicit
impact.
There are decided similarities in the
codes that they used to have an effect.

2
Erickson and Beethoven

Music has a codified grammar.


The grammar of Erickson’s hypnotic
impact is strikingly similar to the
grammar of music

Codes of Impact across divergent


disciplines:

We Will Investigate Implicit Codes of


Impact in the music of Beethoven
Music will be our primary metaphor for
studying impact.
Music will be examined in terms of the
implicit structure that elicits emotional
effects, not in terms of the overt themes.

3
We Will Investigate Implicit Codes of
Impact in Erickson's Hypnotic Method

We will examine the implicit structure of


impact in Erickson's hypnotic approach.
We will not look at the overt content.

Comparing Beethoven and Erickson

Influence Codes in Music and


Trance Induction

The Purposes of this


Presentation:
1. To have another model to understand,
replicate, and advance Milton Erickson’s
accomplishments.
2. To understand something fundamental about
hypnosis that has not been adequately
explored: Hypnotic impact is implicitly
embedded in the structure of the induction. It
is the complex weave of unexamined
elaborations that alter “states.”

4
Where the story began…

Modeling Milton Erickson

Meeting Milton Erickson in 1973


and trying to understand his work.

Where the story is currently…

Modeling Art

5
Where the story is currently…

www.emotional-impact.com

www.emotional-impact.com

To understand interpersonal impact


we can study codes in the Arts that
elicit changes in “state.”

What is the Best Way to


Understand One’s Field?
Answer: In the context of another.

6
Bridging from other disciplines as a
way to understand Erickson
• Bateson and Mead: Anthropology
• Haley: Communications
• Watzlawick: Constructivism
• Rossi: Neurobiology
• Bandler and Grinder: Linguistics
• Zeig: Art

Understanding Erickson

Using tools from other disciplines.

Art is about Expressive Impact

Take for example, Joan Miro

7
Mutation and Metamorphosis

Joan Miro and Jan Steen

Jan Steen

Joan Miro

8
Dutch Interiors

We will center on
Instrumental Music
One of the Arts

“When words leave off, music


begins"
Heinrich Heine

9
The effect of music
Music affects “state.”
To enhance interpersonal impact we
can harness the codes that make
music effective.

Music is about Expressive Impact

How do composers elicit responses?


Answer: They do it through
implication.

Beethoven

10
Joke

Ha-Ha-Ha-Haaa.
Beethoven is talking to his housekeeper,
congratulating him for being such a
positive influence.
Astounded the housekeeper replies: “Me,
influence you!?__________.

The Impact of Music is effected through


the complex weave of its implicit
structure.
Structural mechanisms of composition
elicit emotion and changes in “state.”
We can examine those elements in the
work of Beethoven.

11
Beethoven Portrait 1804

We Will Examine Implicit Codes of


Influence Contained
in the Fifth Symphony
Then We Will Examine Implicit
Codes in Hypnotic Induction

Beethoven’s Fifth

12
Coversheet: Beethoven’s Fifth 1804

Beethoven’s Fifth: Visual Structure


Ludwig van Beethoven

Fifth Symphony
First movement, Allegro com brio

What is the effect on you?

13
Making the implicit, explicit

The difference between


Heaven and Hell

Implicit Patterns of Impact


1. Jump powerfully into action
2. Increase tension initially
3. Story-telling
4. Modulate tension throughout
5. Hard/soft contrast
6. Redundancy
7. Recursions: Theme and Variation
(mutation and metamorphosis)
8. Strategic Development (the “fate
motiv” is evolved and cloned
9. Seeding/Foreshadowing
10. Destabilization/Disharmony/
deception/dissonance/instability
11. Novelty
12. Multi-level presentation
13. Attunement

Implicit Codes of Impact


1. Story telling 14. Elicitation model: Show don’t tell;
Discovery not information
2. Jump into action (Powerful
opening) 15. Metaphor
3. Increase tension initially 16. Precision
4. Modulate tension throughout 17. Drama-contrasting elements
5. Hard/soft contrast 18. Ambiguity; indirect—not being
obvious
6. Redundancy
19. Symmetry (the crescendo in both
7. Recursions: Theme and Variation sections)
(mutation and metamorphosis)
20. Deletion (deconstructing the horn)
8. Strategic Development: The fate
motiv is evolved and cloned. 21. Overlapping
9. Seeding/Foreshadowing 22. Continuity—lack of punctuation—
linkage
10. Destabilization/Disharmony/
23. Alterations in emphasis
deception/dissonance/instability
24. Paradox/incongruence
11. Novelty
25. Changes in tempo; fermata…a pause
12. Multi-level presentation
26. Sense of compression
13. Attunement
27. Unified sensibility
28. etc. e.g., musical inversions

14
Implicit Codes of Impact
1. Story telling 14. Elicitation model: Show don’t tell;
Discovery not information
2. Jump into action (Powerful
opening) 15. Metaphor
3. Increase tension initially 16. Precision
4. Modulate tension throughout 17. Drama-contrasting elements
5. Hard/soft contrast 18. Ambiguity; indirect—not being
obvious
6. Redundancy
19. Symmetry (the crescendo in both
7. Recursions: Theme and Variation sections)
(mutation and metamorphosis)
20. Deletion (deconstructing the horn)
8. Strategic Development: The fate
motiv is evolved and cloned. 21. Overlapping
9. Seeding/Foreshadowing 22. Continuity—lack of punctuation—
linkage
10. Destabilization/Disharmony/
23. Alterations in emphasis
deception/dissonance/instability
24. Paradox/incongruence
11. Novelty
25. Changes in tempo; fermata…a pause
12. Multi-level presentation
26. Sense of compression
13. Attunement
27. Unified sensibility
28. etc. e.g., musical inversions

Let’s return to Beethoven

With an understanding of the


structures that he used.

Beethoven

15
What is the effect on you?

How to relate Beethoven and


Erickson?
Evocative Impact!
Similar codes are used to change
“states.”

Thesis: The Impact of Hypnosis is


effected through the evocative aspects of
language.
Paraverbal and nonverbal mechanisms in
tightly and strategically structured language
forms elicit emotion and changes in “state.”
This is the lesson we learn from Milton
Erickson.

16
Milton H. Erickson, MD
Portrait 1978

Erickson Example

Hypnotic Induction

Implicit Aesthetics of Impact

17
Demonstration

Subject needed for an induction only


to demonstrate technique.

Implicit Patterns of Impact that are


Applicable in Hypnosis
1. Attunement 7. Seeding/Foreshadowing
2. Jump into action 8. Destabilization/Disharmony
3. Increase tension initially 9. Multi-level Presentation
4. Modulate tension 10. Precision
throughout 11. Ambiguity
5. Hard/soft contrast 12. Strategic Development
6. Recursions: Theme and 13. Continuity—lack of
Variation (mutation and punctuation—Linkage
metamorphosis) 14. Innuendo—Implication

Implicit Patterns of Impact that are


Applicable in Hypnosis
1. Attunement 7. Seeding/Foreshadowing
2. Jump into action 8. Destabilization/Disharmony
3. Increase tension initially 9. Multi-level Presentation
4. Modulate tension 10. Precision
throughout 11. Ambiguity
5. Hard/soft contrast 12. Strategic Development
6. Recursions: Theme and 13. Continuity—lack of
Variation (mutation and punctuation—Linkage
metamorphosis) 14. Innuendo—Implication

18
Perspectives

Implicit Influence

Implicit influence is needed to elicit


changes in “states.”

About Influence

While the recipient of the art


experiences the effect implicitly, the
creator of the art can structure impact
explicitly.

19
Responsive Behavior

Implicit responsiveness is central to


hypnosis.

Erickson was an artist who explored


human responsiveness.

Dr. Erickson and Art

Dr. Erickson was not musically inclined, but


I think he used Art as a model, primarily
literature, to understand the structure (codes)
of responsive behavior.

20
Nightmare Alley
Foreshadowing
Opening page of Nightmare Alley by William Lindsay Gresham, Rinehart & Company, New York, © 1946.
Card I The Fool who walks in motley, with his eyes closed, over a precipice at the end of the world.
Stan Carlisle stood well back from the entrance of the canvas enclosure, under the blaze of a naked light
bulb, and watched the geek.
This geek was a thin man who wore a suit of long underwear dyed chocolate brown. The wig was black
and looked like a mop, and the brown greasepaint on the emaciated face was streaked and smeared
with the heat and rubbed off around the mouth.
At present the geek was leaning against the wall of the pen, while around him a few —pathetically few
— snakes lay in loose coils, feeling the hot summer night and sullenly uneasy in the glare. One slim little
king snake was trying to climb up the wall of the enclosure and was falling back.
Stan liked snakes; the disgust he felt was for them, at their having to be penned up with such a
specimen of man. Outside the talker was working up to his climax. Stan turned his neat blond head
toward the entrance.
“… where did he come from? God only knows. He was found on an uninhabited island five hundred
miles off the coast of Florida. My friends, in this enclosure you will see one of the unexplained mysteries
of the universe. Is he man or is he beast? …”

The Arts Share Codes of Implicit


Impact
Foreshadowing
An Overture
Seeding

21
Implicit impact is essential to
human nature
Part of our evolutionary heritage

“States” and Elaborations

Complex elaborations that are


invisible to the recipient are the royal
road to changing "states."

Understanding “States”

Emotions
Moods
“States”

22
“States”

“States” are a complex of interactions,


emotions, and moods. They are syndromes,
not entities; “states” are titles for groupings
that are experienced as singularities.

Positive and Negative "States"


Connected Disengaged
Clear Confused
Industrious Lazy
Trustworthy Deceptive
Constructive Critical/Contemptuous
Open-minded Prejudiced
Responsible Irresponsible
Coping Falling apart
Alert Deadened
Present Absent
Focused Diffuse
Cooperative Oppositional
Social Withdrawn
Creative Prosaic
Positive Negative
Believing Doubting
Respectful Disrespectful

How to be a patient?

Get lost in a negative "state."

23
How to help a patient?

Implicitly use elaborations to elicit


more functional "states.“
Reference Experiences

Elaborations

Implicit elaborations elicit changes in


"states," not information.

Fundamental Thesis

Client’s want to change “States.”


(Or they want others to change
theirs)

24
Changing “states” requires a
hypnotic technology
Using codes from hypnosis that are
unrecognized but felt.

Some simple examples from


movies
Cuts
Framing a shot asymmetrically

Imagine this Diagram is a Car.


How to create influence traditionally:

Thinking Behavior

Affect
Sensation Physiology
”State”

25
Imagine this Diagram is a Car
How to create influence systemically:

Thinking Behavior

Context

Affect
Sensation Physiology
”State”

Experiential Impact uses unconscious


processes

Thinking Behavior

Affect
Sensation Physiology
”State”

Thesis
• Impact should address sub cortical
(subconscious) regions of the brain– I am
sure.
• Animals communicate experientially
• So do artists including movie makers, poets,
novelists, artists, and composers.

26
The Structure of Language

Dual Function

Language has both Evocative and


Informative aspects and functions
It is the evocative function that has
emotional impact.

Music only has evocative


(aesthetic) function
And composers have mined (and
codified) the evocative function in
order to have impact.

27
The Underlying Theme

Emotional impact is implicit.


If it is explicit, it is information.

Beethoven’s Fifth Revisited


A Different Interpretation

Beethoven’s Fifth
Revisited

28
With thanks and a tip of the hat to
Composer, Robert Greenberg, who will
keynote Brief Therapy 2012

Jeffrey K. Zeig, Ph.D.

www.erickson-foundation.org
www.jeffreyzeig.com
Copyright 2010

Handout:
www.brieftherapyconference.com

29