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M.A.P.A.

Material de Avaliação Prática


da Aprendizagem .

Acadêmico: R.A.:
Curso:
Disciplina:
Valor da atividade: 1.5

Prazo para postagem: de 18/02 até 15/03 às 23h59 – horário de Brasília.

Orientações Gerais:
1. O aluno deverá, obrigatoriamente, utilizar este formulário para realizar a atividade;
2. Esta é uma atividade INDIVIDUAL. Caso identificado plágio de colegas o trabalho
de ambos será zerado.
3. Formatação exigida: Fonte Arial, tamanho 12, espaçamento entre linhas 1,5,
justificado.
4. Critérios de avaliação: conteúdo/características de redação científica gramatical
(desenvolvimento, argumentação, conhecimento do tema, clareza e organização
das ideias, linguagem adequada e correlação dos conteúdos estudados na
disciplina). Normas de apresentação (ABNT - formatação exigida, ortografia,
concordância verbal e nominal).

Texto dissertativo (mínimo de 30 e máximo de 40 linhas)

Seu texto deve ser em formato de texto corrido (não responda em tópicos) e discutir
os seguintes itens:

1. Quais são e como estão sendo realizadas as políticas públicas de combate às


doenças mentais;

2. Expor se elas estão tendo resultados efetivos ou não.

3. Pontuar seu posicionamento sobre tais políticas e ações.

R:

As questões relacionadas à saúde mental se apresentam no contexto político e


social brasileiro como um grande desafio na busca da garantia de direitos de
cidadãos com transtornos mentais. As políticas públicas no Brasil têm sido
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combatidas por meio de diferentes iniciativas, a exemplo, o Movimento dos


Trabalhadores de Saúde Mental (MTSM) e os Centros de Atenção Psicossocial
(CAPS).

O envolvimento social desses movimentos nacionais de saúde mental são


baseados nas políticas do SUS para auxilio psiquiátrico. Estima-se que mais de 11
milhões de brasileiros sofram com a depressão, doença que compromete
drasticamente a qualidade de vida do sujeito acometido. Por mais incrível que possa
parecer, mesmo com tanta informação acessível sobre a doença, ela ainda é vista
como um tabu social, o que dificulta bastante um prognostico positivo ao paciente.
No entanto, diversas políticas públicas de saúde mental têm aparecido para quebrar
esse quadro negativo, com campanhas de apoio ao combate ao suicídio.
O Brasil tem um sistema de saúde mental inovador, centrado nos cuidados na
comunidade, mas ainda enfrentando grandes desafios em sua implementação. Fato
que hipoteticamente pode estar relacionado a má administração ou aos desvios de
verbas públicas à atenção psicossocial.
Há muito se sabe sobre doenças mentais, desde o início de nossa história.
Em cada época, se foi feita uma avaliação em cima deste problema, cada qual com
sua maneira de lidar com a doença. Muitas ações públicas foram criadas a fim de
propor estudos especializados, programas sociais para prevenção, combate e
cuidado com diferentes doenças mentais.
Inicialmente as doenças mentais eram tratadas como ações de contenção, já
que muitos dos pacientes vinham a ter históricos de violência e a estes eram dados
medicamentos, choques e outras intervenções, por vezes, contentivas e não
terapêuticas. Sendo assim, com os passar dos anos, as pesquisas e investimentos
na área da saúde psiquiátrica foram sendo especializadas e muitos estudos foram
adicionados aos órgãos de atendimento público à saúde mental.
Desde o início da criação das organizações clínicas psiquiátricas no Brasil,
uma grande preocupação vem sendo abordada, com criações de lei específicas para
o cuidado mental do cidadão portador de transtornos mentais. Tais objetivos tem
como base a reestruturação do individuo na sociedade e no mercado de trabalho,
nos estudos e na área de lazer e permitindo o convívio com seus familiares. É de
suma importância esse vínculo com a família para um prognostico positivo de
reabilitação mais satisfatório. Não se pode deixar de falar de Nise da Silveira,
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pioneira na reestruturação psiquiátrica no Brasil, tendo como base os ensinamentos


de Carl Jung, Nise, utilizou a arte como maneira de estimulo e interação social e
ressocialização dos doentes mentais. Até hoje, seu nome e suas pesquisas
reverberam nacional e internacionalmente e são base de pesquisas importantes em
relação a saúde mental.
É de extrema importância o desenvolvimento e abertura de novas e
inovadoras políticas e ações para o atendimento à saúde mental pública. O governo
federal deve tratar de forma mais pontual e responsável os investimentos
direcionados a estas políticas. Deve-se assegurar o respeito aos direitos humanos e
civis dos doentes mentais e promover a organização de serviços comunitários de
saúde mental que garantam seu cumprimento.
A conscientização da população para os problemas mentais também é
importante e deve ser visto e tratado com doença. As pesquisas acadêmicas devem
também saber incentivar órgãos e estudos para melhorar este cenário e identificar e
combater as omissões do governo e do sistema único de saúde.