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Anatomia I

Letícia Lima Santos


Medicina XXXIII - 2016
Prof. Marcelo Tavares e Luiz Henrique Moraes
Músculos – Aulas práticas

Letícia Lima Santos XXXIII

Membros superiores

Músculos da escápula:
 Trapézio: fibras inferiores abaixam a escápula / fibras médias aduzem a
escápula.
 Supraespinal: abdução de ombro
 Infraespinal: rotação externa (lateral) do ombro
 Redondo menor: rotação externa do ombro
 Redondo maior: rotação interna do ombro
 Deltoide: flexão (parte anterior), abdução (parte lateral) e extensão (parte
posterior) de ombro
 Subescapular: rotação medial
Manguito rotador: ponto de inserção de 4 músculos: supraespinal, infraespinal,
redondo menor, subescapular. Facilmente lesado.

Músculos do braço
 Bíceps braquial: flexão de cotovelo  cabeça longa (abdução) e cabeça curta
(adução). É biarticular.
 Braquial: flexão de cotovelo (sinergista do bíceps)
 Tríceps: cabeça longa (extensão de ombro), cabeça curta (extensão de
cotovelo), cabeça média. É o antagonista do bíceps.
 Coracobraquial: adução, rotação medial e flexão de ombro.

Músculos do antebraço
 Extensores (dorsais):
#Extensor radial longo do carpo: extensão de punho
#Extensor radial curto do carpo: extensão de punho
#Extensor comum dos dedos: extensão dos dedos
#Extensor ulnar do carpo: extensão do punho
 Flexores (palmares):
#Flexor radial do carpo
#Palmar longo (é variação anatômica)
#Flexor superficial dos dedos
#Flexor profundo dos dedos
#Flexor ulnar do carpo
Síndrome do Túnel de Carpo: alguns dos tendões do túnel inflamam e
comprimem o nervo mediano, que conduz o estímulo de dor. Causa dor intensa,
parestesia, edema. Causado por movimentos repetitivos da mão
 Pronador redondo: pronação do carpo (faz parte da loja flexora, mas na
verdade faz extensão)
 Pronador quadrado: pronação do carpo
 Músculos da Tabaqueira Anatômica: abdutor curto, extensor longo do polegar,
abdutor longo do polegar.
 Braquiorradial: faz parte da loja extensora, mas na verdade faz flexão.
Músculos do dorso

 Trapézio: fibras inferiores abaixam a escápula / fibras médias aduzem a


escápula.
 Latíssimo do dorso: adução de ombro, rotação interna de ombro.
 Romboide maior e menor: adução da escápula
 Esplênio da cabeça e do pescoço: unilateral (flexão lateral da cabeça) e
bilateral (extensão e hiperextensão de cabeça e cervical)
 Ilíocostal Unilateral: flexão lateral
 Longuíssimo do tórax Bilateral: extensão de coluna
 Espinal do tórax
 Serrátil anterior: inspiração (eleva as costelas)
 Serrátil posterior superior: inspiração (eleva as costelas)
 Serrátil posterior inferior: expiração (abaixa as costelas)
 Intercostal interno: expiração (abaixa as costelas)
 Intercostal externo: inspiração (eleva as costelas)

Músculos do tronco
 Peitoral maior: adução, flexão e rotação de braço
 Peitoral menor: abdução da escápula
 Diafragma: compressão abdominal e respiração. É parcialmente voluntário.
 Quadrado lombar: flete a coluna, abaixa as costelas e “protege” os rins.
 Oblíquo externo Unilateral: flexão lateral e rotação lateral
 Oblíquo interno Bilateral: flexão de tronco
 Transverso do tórax
 Reto do abdômen: compressão abdominal, expiração forçada, flexão de tronco.
Obs: Linha alba e linha semilunar

Músculos da face

Músculos faciais/mímicos
 Orbicular da boca: fecha a boca
 Orbicular do olho: fecha o olho e comprime o saco lacrimal
 Bucinador: estica os lábios, retrai o ângulo da boca  músculo do sopro
(atravessado por parte do ducto parótido)
 Zigomático maior: movimenta a rima da boca para cima e lateralmente
 Zigomático menor: movimenta a rima da boca lateralmente
 Auriculares: superior (movimenta a orelha para cima e para trás), anterior
(movimenta a orelha para cima e para frene) e posterior (movimenta a orelha
para trás)
 Occipto-frontal: ventre frontal (eleva as sobrancelhas e cria rugas transversais
na testa) e ventre occiptal (desfaz as rugas)
 Corrugador do supercílio: puxa a pele da fronte
 Nasal: movimenta a asa do nariz
 Risório: alarga a rima da boca e forma as covinhas
 Depressor do lábio inferior: abaixa a boca
 Elevador do lábio superior: eleva a boca
 Abaixador do ângulo da boca: abaixa o ângulo da boca
 Levantador do ângulo da boca: eleva o ângulo da boca
 Levantador do lábio superior e da asa do nariz: levanta o lábio superior e
movimenta a asa do nariz
Paralisia de Bell: lesão do VII nervo craniano (nervo facial), causando paralisia dos
músculos de um lado do rosto ou de ambos os lados. Causa flacidez, perda do tônus
muscular do orbicular do olho. Pode ou não ser reversível.

Músculos da mastigação

 Temporal: fecha a boca (eleva a mandíbula), faz protrusão e retrusão


 Masseter: fecha a boca (eleva a mandíbula) e faz protrusão
 Pterigóideo medial: fecha a boca (eleva a mandíbula) e faz protrusão
 Pterigóideo lateral: abre a boca (abaixa a mandíbula) e faz protrusão
 Digástrio: eleva o hióide e abaixa a mandíbula

Músculos do pescoço
 Esternocleidomastoideo: unilateral (rotação de cabeça) e bilateral (flexão de
cabeça). Bicaudado: parte esternal e parte clavicular
 Platisma: forma pregas longitudinais no pescoço e estica a pele do pescoço

Músculos inferiores

Músculos anteriores da coxa


 Psoas + ilíaco  músculo íleopsoas: flexão de quadril
 Sartório: flexão de quadril, flexão de joelho e rotação externa de quadril (cruzar
as pernas). Limita o quadríceps e os adutores
 Quadríceps: Vasto medial
Reto femural
Vasto intermédio Extensão de joelho (“músculo do chute)
Vasto lateral
 Músculo tensor da fáscia lata: flexão de quadril e tensão da fáscia lata
 Adutores: Pectíneo
Adutor longo
Adutor curto Adução
Adutor magno
Músculo grácil
 Músculos posteriores do quadríceps
#Glúteo máximo: extensão de quadril
#Glúteo médio: abdução de quadril
#Glúteo mínimo: rotação lateral de quadril e abdução
 Piriforme (nervo isquiático)
 Gêmeo superior
 Obturador interno Rotadores laterais do quadril
 Gêmeo inferior
 Quadrado femural
Músculos posteriores da coxa (grupamento ísquio-tibial)
 Bíceps femural
 Semitendíneo Flexão de joelho e extensão de quadril
 Semimembranáceo

Músculos posteriores da perna (grupamento trícepssural)


 Gastrocnêmio: porção lateral e medial
 Sóleo Flexão plantar (ponta do pé)
 Plantar

Músculos anteriores da perna

 Tibial anterior: dorsiflexão


 Extensor dos dedos: extensão dos dedos
 Músculos intrínsecos do pe
 Fibular longo Eversão do pé
 Fibular curto

OBS: grupo pata de ganso: sartório, grácil e semitendíneo.


Anatomia I – 4/4/2016 – Prof. Marcelo Tavares
Coração e pericárdio
Letícia Lima Santos XXXIII

O mediastino é divido (na visão do corte sagital, vista medial) em superior e


inferior. Esse último é subdivido em anterior, médio e posterior. O coração está
localizado, precisamente, no mediastino inferior médio. 2/3 do coração estão no
lado esquerdo. Seu sentido é para esquerda, para baixo e para frente.
Pericárdio é a membrana frouxa que reveste o coração:

a) O pericárdio fibroso reveste externamente e está preso ao tórax através dos pontos: 1-
Túnica adventícia dos grandes vasos (aorta, veias cavas superior e inferior, artérias e veias
pulmonares); 2-Ligamento pericárdico frênico; 3-Ligamento esternopericárdico superior e
inferior; 4-Estruturas do mediastino posterior (traqueia, parte da veia cava descendente etc).
b) O pericárdio seroso faz o revestimento interno e é dividido em:

b.1) Lâmina parietal: fina camada de células dentro do pericárdio fibroso.

b.2) Lâmina visceral (epicárdio): fina camada de células ligada ao coração.

Forma-se um espaço virtual (cavidade pericárdica) entre as duas partes do pericárdio


seroso. O tamanho dessa cavidade varia de acordo com a pessoa e possui seios de
importância clínica:

1. Seio transverso do pericárdio: ligação de vasos em cirurgias.


2. Seio Oblíquo do pericárdio
 O coração é dividido em ápice e base. Na inspiração, o diafragma e o ligamento
pericárdico frênico abaixam e o ápice localiza-se ao nível da 8º ou 9º costela e a
base, 5º costela.
 Face pulmonar direita e esquerda.
 Face esternocostal (anterior): tronco pulmonar, parte ascendente da aorta, margem
superior, margem direita, esquerda e inferior. Compreende a maior parte do
ventrículo direito.

 Face diagrafmática (inferior): é menor no biótipo longilíneo (coração em gota) e


maior no brevelíneo (coração em bota). Compreende principalmente o ventrículo
esquerdo.

 Epicárdio é a camada muscular externa. Endocárdio, a interna. Miocárdio, o


músculo (é mais espesso no ventrículo esquerdo).
 Câmaras: átrios direito e esquerdo (sangue entra); ventrículos direito e esquerdo
(sangue sai).
 O fluxo do sangue é sempre unilateral, ou seja, dos átrios para os ventrículos. É
crânio-caudal.
 Átrio direito  Aurícula, veia cava superior (recebe sangue da cabeça e dos
membros superiores) e inferior (recebe sangue dos membros inferiores), valva da
veia cava inferior, seio coronário e valva do seio coronário, músculos pectíneos,
septo interatrial, fossa oval, óstio do seio coronário (só existe quando aberto), septo
atrioventricular.
 Ventrículo direito  valva atrioventricular direita = valva tricúspide (3 cúspides),
cordas tendíneas, trabéculas cárneas, músculos papilares, óstio do tronco pulmonar
(valva pulmonar = 3 válvulas semilunares que levam sangue venoso para o pulmão),
septo atrioventricular, septo interventricular, cone arterial.
 Átrio esquerdo  septo interatrial, septo atrioventricular, assoalho da fossa oval,
aurícula, 2 veias pulmonares superiores e 2 inferiores (levam sangue arterial do
pulmão para o coração). OBS: no átrio esquerdo não há músculos pectíneos: eles
estão apenas na aurícula esquerda.
 Ventrículo esquerdo  valva atrioventricular esquerda = válva bicúspide ou mitral
(3 cúspides), cordas tendíneas, músculos papilares, trabéculas cárneas, miocárdio
3x mais espesso e mais potente para bombear sangue para o corpo todo, valva
aorta (3 válvulas semilunares + vestíbulo da aorta) que leva sangue do coração para
o corpo, septo interventricular parte muscular (caudal) e mebranácea (cranial).
 Hipertrofia ventricular concêntrica: miocárdio cresce para dentro e diminui o diâmetro
da cavidade pericárdica, bombeando pouco sangue. Causada por má alimentação.
 Hipertrofia ventricular excêntrica: miocárdio cresce para fora, pode aumentar a
cavidade pericárdica e bombeia muito sangue. Causada por muito exercício (atetlas).
 Sístole: contração  valvas arteriais abertas. Sístole atrial e
 Diástole: relaxamento. diástole ventricular
 Vasos sanguíneos:
-Artéria Coronária esquerda: ramo interventricular anterior e ramo circunflexo.
-Artéria Coronária direita: ramo marginal e ramo interventricular posterior.
-Veia interventricular anterior.
 Os músculos papilares evitam a eversão das valvas atrioventriculares, pois
prendem-se às cordas tendíneas quando contraídos e empurram a valva em
direção ao átrio para que elas se fechem.
 O coração possui atividade auto-rítmica, isto é, possui células que geram
potenciais de ação rítmica e repetitivamente. Elas atuam como marca-passo,
ajustando o ritmo para contração de todo coração, formando o complexo
estimulante do coração.
 O nó sinoatrial fica localizado no átrio direito e faz com que o estimulo propague
pelos dois átrios, por meio das junções comunicantes. Esse é o verdadeiro marca-
passo, pois estabelece o ritmo da contração.
 O nó atrioventricular está localizado no septo interatrial e permite que os átrios
descarreguem sangue nos ventrículos.
 O fascículo atrioventricular (feixe de His) permite que o potencial de ação passe
dos átrios para os ventrículos.
 As fibras de Purkinje permite a contração dos ventrículos.
 O infarto do miocárdio é a morte de uma área tecidual devido à interrupção do
fluxo sanguíneo.
 A aterosclerose é a formação de placas de gordura devido à oxidação e
fagocitação dos LDL e à formação de células espumosas.
 O sistema ázigo é um transporte alternativo para casos de obstrução coronariana:
hemiágizo, hemiázigo acessória e ázigo.
 Circulação pulmonar: lado direito.
 Circulação sistêmica: lado esquerdo.
O sangue oxigenado vai dos pulmões para o átrio esquerdo através das veias
pulmonares. Passa para o ventrículo esquerdo através da valva atrioventricular
esquerda e, através da valva da aorta, se difunde para o corpo. O sangue
dessaturado chega ao átrio direito através da veia cava inferior e superior e do seio
coronário. Passa para o ventrículo direito através da valva atrioventricular direita e,
através da valva do tronco do pulmonar, chega ao tronco pulmonar. De lá, através
das artérias pulmonares, chega ao pulmão para sofrer hematose.
Anatomia – 26/4/2016
Sistema respiratório

Letícia Lima Santos XXXIII

 Divisão estrutural: S. Respiratório Superior (nariz, faringe e estruturas associadas) e S. Respiratório


Inferior (laringe, traqueia, brônquios e pulmões).
 Divisão funcional: Parte condutora (nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos) e parte
respiratória (bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos).
 De modo geral, o sistema respiratório tem como função: estabelecer trocas gasosas; ajudar a
regular o pH do sangue; filtrar o ar inspirado; conter receptores olfativos; produzir sons; excretar
pequenas quantidades de água e calor.

Nariz pag 37 Netter


 Parte externa: arcabouço de sustentação de osso e cartilagem hialina, recoberto por pele e
músculos e revestido por uma túnica mucosa. Parte do dorso, ápice e base.
 O esqueleto ósseo do nariz é formado pelos ossos frontal, nasais e maxila.
 O esqueleto cartilagíneo é composto por cartilagem do septo nasal, cartilagem nasal acessória e
cartilagens alares (maior e menor).
 Na face inferior da parte externa, encontram-se duas aberturas chamadas de narinas, onde existem
vibrissas para filtrar o ar.
 As estruturas interiores do nariz possuem como função: aquecimento, umedecimento e filtração do
ar inalado; detecção dos estímulos olfatórios e modificação das vibrações da fala.
 A cavidade nasal marca o início das vias áreas e tem como função não só aquecer, purificar, filtrar
o ar e propiciar as condições adequadas para que o ar vá para as vias áreas inferiores, mas
também proteger o organismo através de imunoglobulinas, anticorpos IgA e limpeza feita pelos
batimentos das células ciliares. Ela é ricamente enervada e vascularizada.
 A cavidade nasal é a maior cavidade na face anterior do crânio e comunica-se com a faringe por
meio de duas aberturas chamadas coanos. Toda cavidade nasal é formada por parede lateral e
medial, teto e assoalho. A parte anterior da cavidade nasal (dentro das narinas) é chamada de
vestíbulo, onde existem vibrissas para filtragem do ar. O septo nasal divide a cavidade nasal em
lados direito e esquerdo. A parte anterior do septo é formada por cartilagem hialina; todo o restante
é formado por vômer, palatino, lâmina perpendicular do osso etmoide e maxila. O septo nasal forma
regiões virtuais: região vestibular, região olfativa e região respiratória.
 Para fora da parede lateral da cavidade, projetam-se as conchas: nasais superior (função olfativa),
média e inferior. Elas subdividem cada lado da cavidade nasal em “sulcos”, chamados de meatos
nasais superior, inferior e médio. Eles aumentam a área de superfície da cavidade nasal, impedem
a desidratação e são os locais onde os ductos dos seios paranasais se desembocam. Pessoas com
variação anatômica possuem uma concha adicional, chamada de concha nasal suprema, a qual
permite um olfato muito aguçado.
 O epitélio olfatório é uma membrana que reveste as conchas nasais superiores e o septo adjacente.
Inferiormente ao epitélio olfatório, a túnica mucosa contém capilares e epitélio ciliado. À medida que
o ar passa pelas conchas e meatos, é aquecido pelo sangue que circula nos capilares da região.
 O muco secretado pelas células da região umedece o ar e prende as partículas de poeira.

Seios paranasais pag 47-50 Netter


 Nos meatos nasais, abrem-se os seios paranasais e o ducto lacrimonasal.
 Os seios paranasais são cavidades aéreas revestidas por mucosa e localizadas nos ossos
pneumáticos adjacentes à cavidade nasal.
 Existem ao nascimento, mas adquirem forma e tamanho definitivo após a erupção dos dentes
permanentes.
 Rinite é a inflamação da mucosa dos seios, onde as bactérias se proliferam.
 Sinusite: quando ficam preenchidos por secreção.
 São formados pelos seios: frontal, etmoidal, maxilar e esfenoidal.
 Desembocam nos meatos nasais superior, inferior e médio.
 Como ficam muito próximos à cavidade nasal e desembocam-se nos meatos nasais, quando a
pessoa está com sinusite, algumas bactérias podem proliferar e migrar para a concha nasal
superior, fazendo a pessoa “sentir um cheiro ruim”.

Faringe pag 63 Netter


 Localização: posterior às cavidades nasal e oral; superior à laringe; anterior às vértebras cervicais.
 Começa nos coanos e estende-se até o nível da última cartilagem laríngea, medindo
aproximadamente 13 cm.
 Sua parede é formada por músculo esquelético e é revestida por túnica mucosa.
 Função: passagem para o ar e alimento; câmara de ressonância para os sons da fala; aloja as
tonsilas.
 A parte nasal da faringe (parte superior – região nasofaringe) recebe ar proveniente da cavidade
nasal e troca pequenas quantidades de ar com as tubas auditivas para equalizar a pressão de ar.
Possui 5 aberturas e a tonsila faríngea. Existe aqui o turo-tubário (uma elevação formada pelo
revestimento que a membrana faz sobre os músculos locais) e o óstio faríngeo da tuba auditiva
(comunicação da tuba auditiva com a orelha média para equalizar a pressão de ar). Possui
também o recesso faríngeo. O teto da faringe (formado pelos ossos basilar e etmoide) abriga as
tonsilas faríngeas, que, quando inflamadas, chamam-se adenoides.
 A parte oral da faringe (parte intermediária – região orofaríngea) possui função respiratória e
digestória, pois é uma passagem comum para o ar, os alimentos e os líquidos. Possui 1 abertura,
chama de fauce (abertura da boca). Aloja as tonsilas palatinas (entre os arcos palatoglosso e
palatofaríngeo) e linguais. Possui o palato duro e o palato mole, e também a úvula.
 A parte laríngea ou hipofaringe (parte inferior – região laringofaríngea) é comum às vias
respiratória e digestória.

Laringe pag 63 e 77 Netter


 Conecta a parte laríngea da faringe com a traqueia.
 Localização: linha mediana do pescoço, anterior às vértebras C4,C5 e C6.
 Está presa superiormente ao osso hióide e inferiormente às cartilagens.
 Esqueleto ósseo: osso hióide.
 Esqueleto cartilagíneo: tireóidea (maior e mais avantajada nos homens), epiglótica, cricoidea
(última – ponto de referência para traqueotomia), aritenoidea (2-influenciam as posições e tensões
das pregas vocais), cuneiforme (2), cornicularda (2) e tritícea.
 Entre as cartilagens, existem: membrana tireo-hióidea, ligamento tiroepiglótico, ligamento
cricotireóideo, ligamento tireóideo lateral e medial.
 Ádito: “entrada”/parte inicial da laringe.
 Tem função respiratória e fônica.
 A abertura das pregas vocais é chamada de abdução e é feita pelo músculo cricoaritenoide
posterior, quando há respiração.
 O fechamento das pregas vocais é chamado de adução e é feito pelo músculo cricoaritenoide
lateral, quando há vibração das pregas para que haja fonação.
 Músculos extrínsecos (conectando as cartilagens às estruturas): são laterais.
 Músculos intrínsecos (conectando cartilagem à cartilagem): cricotireoideo anterior, lateral e
posterior; tireoioideo.
 Possui células calciformes e basais que secretam um muco para aprisionar a poeira não removida
pelo sistema respiratório superior.
 A glote delimita a região infraglótica e a região vestibular. Superiormente a ela existe a prega
vestibular. Lateralmente a ela existem as pregas vocais. O espaço entre as pregas vocais é
chamado de rima da glote. Entre as pregas vocais e vestibulares há o ventrículo.
 Epiglote: cartilagem elástica que participa da respiração e da deglutição.
#Epiglote fechada = alimento passa para o esôfago.
#Epiglote aberta = ar passa para a laringe e, depois, para a traqueia.
 Edema de glote é uma reação alérgica grave constituída por uma inchação repentina dessa
estrutura anatômica, o que impede a passagem do ar para os pulmões.
 Laringite: inflamação da laringe provocada por infecção respiratória ou por irritantes.

Traqueia pag 202 Netter

 Localização: anterior ao esôfago, estende-se da laringe até a T5, onde bifurca-se.


 Formada por semianeis cartilagíneos. Não são completos para não obstruírem a passagem do
alimento nem causarem desconforto no mecanismo de deglutição. Os semianeis são ligados entre
si por ligamentos anulares.
 O ponto de bifurcação da traqueia nos brônquios principais direito e esquerdo é chamado de
carina.
 É revestida pelas túnicas mucosa (formada por uma lâmina epitelial, que fornece proteção contra
poeira) e adventícia e pela cartilagem hialina.
 Revestida pela membrana traqueal.
 Possui músculos traqueais (fibras musculares lisas transversas).
 Traqueotomia: procedimento de inserção de um tubo abaixo da cartilagem cricóidea. É necessária
quando os anéis de cartilagem da traqueia colapsam.
 Causas de fechamento de traqueia: vômito, aspiração de corpo estranho, tumor cancerígeno,
esmagamento de tórax.

Brônquios pag 202/203 Netter


 Quando a traqueia se bifurca (ponto carina), ela forma os brônquios principais direito e esquerdo.
Cada um deles forma brônquios lobares, que são chamados de: b. lobar superior direito, b. lobar
inferior direito, b. lobar médio direito, b. lobar inferior esquerdo e b. lobar superior esquerdo.
 Os brônquios lobares vão se ramificando em brônquios segmentares e brônquios
subsegmentares, os quais seguem os segmentos dos pulmões.
 O b. principal direito é mais calibroso, mais vertical e mais curto.
 A árvore brônquica/via área tem como função filtrar, umidificar e aquecer o ar inalado.
 Existem 23 gerações de via área até chegar nos bronquíolos. Lá, não há mais suporte de
cartilagem e conjunto de bronquíolos é chamado de pequena via aérea. Existem bronquíolos
respiratórios (fazem a ligação entre a via área e as estruturas de troca gasosa no pulmão) e
terminais.

Pulmões pag 199 Netter

 Órgão intratorácico e pareado.


 Localização: estendem-se desde o diafragma até ligeiramente acima das clavículas.
 Possui uma face costal, diafragmática, mediastinal e ápice.
 É revestido por uma fina membrana lubrificada (líquido virtual) – chamada pleura – que permite
o deslizamento suave e sem resistência dos pulmões. Ela possui a face visceral (contida no
parênquima pulmonar) e a face parietal (contida na parede torácica e ricamente enervada).
Entre as faces da pleura existe uma membrana serosa – chamada cavidade pleural. O tecido
pulmonar é formado por: árvore brônquica, setor alveoloductal, vasos pulmonares e
musculatura lisa.
 No espaço entre os pulmões, existe o mediastino, em cuja região ântero-superior há a traqueia
e em cuja região posterior há o esôfago.
 O pulmão direito possui 3 lobos: superior, médio e inferior. Ele possui a fissura oblíqua
(separando os lobos superior e inferior) e a fissura horizontal (separando os lobos superior e
médio). Possui a impressão esofágica.
 O pulmão esquerdo é ligeiramente menor, pois possui apenas os lobos superior e inferior, que
são divididos pela fissura oblíqua. A parte ântero-inferior do lobo inferior do pulmão esquerdo é
chamada de língula (parte remanescente do lobo médio esquerdo). Possui as impressão
cardíaca e incisura cardíaca, onde o coração repousa levemente; impressão esofágica;
impressão da aorta (arco e parte descendente).
 Ambos os pulmões apresentam, na face mediastinal, uma região chamada de hilo. Lá, o local
em que se inserem veia e artéria pulmonar e brônquios, existe a raiz pulmonar. No pulmão
direito, a sequência é brônquio – artéria – veia. No pulmão esquerdo, a sequência é artéria –
brônquio – veia.
 Generalizadamente, a artéria é superior e medial; a veia, inferior e anterior; o brônquio,
posterior e caudal.
 Ligamento pulmonar: permite flexibilidade de movimento sem lesão.
 Na inspiração, que é um processo ativo, o diafragma contrai-se e abaixa-se, abaixando as
vísceras abdominais e alargando a caixa torácica. N expiração, que é um processo passivo, o
diafragma relaxa, sobe, eleva as vísceras abdominais e volta a caixa torácica ao tamanho
normal.
 Pneumotórax: cavidade pleural preenchida por ar. Em todos os casos, deve-se drenar
 Hemotórax: cavidade pleural preenchida por sangue. esse conteúdo. Eles podem provocar
 Derrame pleural: cavidade pleural preenchida por líquido. atelectasia (colapso dos pulmões)
 Pneumonia: antígenos vencem as barreiras de proteção, a imunização ativa e a imunização
passiva, chegando ao pulmão. Na maioria das vezes, a causa é a bactéria GRAM+
Streptococcus pneumoniae. Ela se acumula no pulmão e pode obstruir as vias aéreas e a
cavidade pleural.
 Asma: inflamação crônica da via aerífera, hipersensibilidade e obstrução. Pode ser decorrente
de espasmos do músculo liso, edema da túnica mucosa, aumento da secreção de muco e dano
ao epitélio. Causa dificuldade de respirar, tosse, taquicardia e fadiga.
 Enfisema pulmonar: destruição da parede dos alvéolos, produzindo espaços aeríferos que
permanecem cheios de ar durante a respiração. Causado por inflamação prolongada, fumaça
de cigarro e poluição do ar.
 A obstrução das vias aéreas aumenta o muco secretado pelas células, diminui o calibre dos
vasos, hipertrofia os músculos lisos, aumenta a vasoconstrição dos brônquios e pode causar
colapso dos pulmões. Pode ser causada por:
#Asma brônquica
#Enfisema pulmonar
#Inflamações das vias aéreas
#Respiração bucal, pois nesses casos o mecanismo de defesa da cavidade nasal não é
usado e microrganismos podem chegar às vias aéreas.
Anatomia – 2/5/2016 – Prof. Marcelo e Luiz Henrique
Sistema digestório

Letícia Lima Santos XXXIII

 Sistema Respiratório e Digestório ficam em contato direto com substâncias externas.


 Possui 9m de comprimento.
 Trato gastrointestinal: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e grosso.
 Intestino delgado: duodeno, jejuno e íleo.
 Intestino grosso: ceco, cólon, reto e ânus.
 Órgãos acessórios: dentes, glândulas salivares, fígado e pâncreas, língua.
 Funções: ingestão, secreção, mistura e propulsão, digestão, absorção e defecação.

Boca pag 51 Netter


 Vestíbulo: espaço entre dentes e lábios; dente e bochecha.
 Os lábios são unidos pela comissura.
-Quando fechados, o local em que encontram é chamado de rima da boca.
-Da comissura à asa do nariz, há o sulco nasolabial.
-Do lábio inferior à região mentual, há o sulco mentual.
-Mediano e superior: sulco filtro.
 Delimitada:
-Inferiormente: assoalho (músculo milo-hióide) e processo alveolares da mandíbula.
-Superiormente: teto (palato duro e palato mole) e processos alveolares da maxila.
-Lateralmente: bochechas.
-Anteriormente: rima da boca.
-Posteriormente: hístmo das fauces (arco palatoglosso, epiglote e palato mole).
 Pele externa contínua ao lábio.
 Pele interna em contato com a mucosa, a qual fica aderida a gengiva.
 Frênulos do lábio inferior e do lábio superior. São centrais aos incisivos. Quando hipertrofiado, separa os
dentes (diastema) e deve ser retirado.
 Recebe secreção salivar das glândulas menores (localizadas no palato duro e na mucosa) e glândulas
maiores (parótida, sublingual e submandibular).
 Glândula parótida: posterior ao masseter. Seu ducto atravessa o músculo bucinador para levar a saliva
recebida da glândula para o óstio no 2º molar superior (na região vestibular). Quando inflamada, ocasiona
a caxumba.
 Glândula submandibular: seu ducto está localizado no assoalho da língua, lateral ao frênulo. Seu óstio
está na carúncula sublingual.
 Glândula sublingual: seus óstios estão na prega lingual.
 Músculos da mastigação: temporal, pterigoide medial (ângulo da mandíbula) e lateral (cabeça da
mandíbula), digástrico (ventre anterior) e masseter.
 Enzimas que fazem a digestão na boca: amilase salivar (inicia a decomposição do amido), lipase lingual
(digere triglicerídeos)

Dentes pag 56 e 57 Netter


 20 decíduos (4 incisivos, 2 caninos e 4 molares).
 32 permanentes (4 incisivos, 2 caninos, 4 pré-molares e 6 molares).
 Constituição:
-Coroa: parte superior externa, que fica em contato com o alimento.
-Raiz: maior parte do dente; fica introduzida no osso.
-Osso.
 Não é osso.
 Formado por dentina, esmalte (recobre a coroa) e cavidade pulplar (parte viva do dente, onde ficam
vasos e nervos).

Língua pag 58-61 Netter


 Ápice, dorso e bordas laterais.
 Está presa ao osso hióide, à epiglote, ao palato mole e à faringe.
 Sulco terminal: posterior às papilas. Termina no forame cego.
 Sulco mediano.
 Na raiz, há a tonsila lingual.
 Papilas:
-Circunvaladas: gustação e sensação tátil
-Filiformes: dá à língua a característica áspera
-Fungiformes: gustação
-Folhadas: sensação tátil
 Músculos intrínsecos da língua: longitudinal superior, longitudinal inferior e transverso  alarga,
afunila e dobra a língua.
 Músculos extrínsecos da língua: milohoide, gêniohioide e gênioglosso  protusão e retração.
 Correlaciona-se com a laringe: na região entre raiz e epiglote, há as pregas glossoepiglóticas lateral e
medial e as valéculas epiglóticas. Se o alimento ficar preso nessas valéculas, a pessoa engasga.
 Arco palatoglosso e arco palatofaríngeo fazem elevação da língua e depressão do palato mole. Na
fossa entre os dois arcos, há a tonsila palatina, que pode inflamar e causar amidalite.
 Possui artéria, veia e nervo lingual.
 Na face inferior, possui o frênulo lingual  língua presa: anciloglossia.

Faringe pag 63 e 64 Netter


 Comunica-se com a cavidade oral através da orofaringe.
 A epiglote fecha o ádito para que o alimento passe pela laringe, desça pelo recesso piriforme e entre no
esôfago.
 Possui músculos constritores, que têm um diâmetro maior para o alimento passar.
 Não é presa à coluna para poder se movimentar durante a deglutição.

Esôfago pag 233-236 Netter


 É um tubo mucoso não queratinizado, formado por mucosas e músculos longitudinais e circulares.
 Localizado anteriormente da 6º a 11º vértebra torácica e posterior à traqueia.
 Começa na laringe e termina no óstio cárdico do estômago.
 Atravessa o diafragma no hiato esofágico.
 Parte proximal formada por músculos esqueléticos estriados; parte central, miscelânea de músculos
estriados e lisos; parte distal, músculos lisos.
 Quando o músculo relaxa, o bolo alimentar desce.
 Secreta muco e transporta alimento para o estômago.
 O alimento sai da cavidade oral e vai para o esôfago através do recesso piriforme.
 O alimento é empurrado através do esôfago por uma progressão de contrações e relaxamentos
coordenados e involuntários = peristalse.
 Possui as partes cervical, torácica e abdominal (abaixo do diafragma).
 Possui três constrições:
-Constrição cricoesofágica: possui o esfíncter esofágico superior (EES).
-Constrição bronquioaórtica: localizada “perto” do brônquio principal esquerdo.
-Constrição diafragmática: localizada no hiato esofágico; possui o esfíncter esofágico inferior (EEI)
ou esfíncter cárdico.
 Refluxo esofágico: se o esfíncter esofágico inferior não se fecha adequadamente após a entrada do
alimento no estômago, os conteúdos do estômago refluem para a parte inferior do esôfago.

Abdômen
 Diafragma: separa as cavidades torácica e abdominal. É transpassado no hiato esofágico pelo
esôfago, pela veia cava inferior e pela parte descendente da aorta. É em formado de cúpula e no seu
centro há o centro tendíneo. Nesse centro, há o óstio da veia cava inferior.

 Peritônio: membrana serosa que reveste todas as vísceras abdominais (exceto a face anterior do
estômago). Possui duas faces, as quais são unidas pela fáscia serosa: face parietal (aderida a parede da
cavidade) e face visceral (aderida à viscera). A cavidade peritoneal é a maior cavidade do corpo. Possui
o omento maior (camada de gordura) e o omento menor (entre fígado e estômago). Lá existem também
os forames epiplóicos (pequenas camadas de gorduras). Órgãos retroperitoneais são aqueles recobertos
por peritônio apenas nas faces anteriores (rins e pâncreas).

Estômago pag 275-277 Netter


 Localizado no epigástrio e hipocôndrio esquerdo ou no quadrante superior esquerdo.
 Varia de acordo com biótipos.
 Possui 3 regiões/partes: fundo, corpo, parte pilórica (antro piloro e canal pilóricol).
 Região cárdia.
 O corpo do estômago é a região que mais tem pregas gástricas.
 Possui também a incisura cárdia, as curvaturas menor e maior e a incisura angular.
 Na junção gastroesofágica, existe o esfíncter cárdio.
 Na parte pilórica, existe o esfíncter pilórico.
 Canal gástrico: por onde a água passa.
 Possui uma túnica mucosa e 3 túnicas musculares (oblíqua – indo do fundo para o corpo, é a mais
interna; circular – indo lateralmente; longitudinal – seguindo a curvatura menor). De mais interna para
mais externa: oblíqua, circular e longitudinal.
 Na mucosa existem pregas para aumentar a absorção e a distensão.
 O baço fica perto do estômago para liberar cerca de 200ml de sangue durante a digestão, facilitando
esse processo.
 No estômago, o bolo alimentar é transformado em quimo (na região do fundo do estômago) e a digestão
enzimática começa pela ação das enzimas pepsina, lipase e renina.
 Quando há irritação e distensão do estômago ou outros estímulos fortes, ocorre o vômito (expulsão
forçada do conteúdo do trato gastrointestinal superior).

Intestino delgado pag 278-280 Netter


 Possui 7m.
 Possui pregas circulares.
 Começa no esfíncter pilórico e termina na junção íleo-cecal.
 Duodeno: é a porção inicial do delgado. Possui as partes superior (flexura superior), descendente,
horizontal e ascendente (flexura e ligamento duodeno-jejunal). Possui papila duodenal maior (onde o
ducto colédoco e o ducto pancreático principal desembocam – ampola hepatopancreática) e papila
duodenal menor (onde o ducto pancreático acessório desemboca). Não possui pregas na região inicial.
Não possui mesentério. A parte mais dilatada da parte superior é chamada de ampola duodenal.
 Jejuno: região onde ocorre a maior absorção de nutrientes, pois possui microvilosidades; possui mais
pregas na camada mucosa = é rugoso; fica mais do lardo esquerdo que o íleo; possui alça bem maior;
possui mais mesentério e é mais vermelho (+ irrigado).
 Íleo: é a parte final do delgado. Possui a camada mucosa lisa. Termina na região ilíaca direita. Maior
absorção de vitaminas. Mais rosa, pois é menos irrigado.
Jejuno Íleo
Mais vermelho (mais irrigado) Mais rosa (menos irrigado)
Alça maior Alça maior
Mais mesentério Menos mesentério
Mais esquerdo Mais direito
Maior absorção de nutrientes Maior absorção de vitaminas
Pregas em todo seu comprimento Não possui pregas na região final

 Ligamento mesentério: prende o jejuno e o íleo à parede abdominal posterior.


 Funções: conclusão da digestão de carboidratos, proteínas e lipídeos; produção de suco intestinal para
absorção do quimo.
 O intestino delgado possui pregas circulares.

Intestino grosso pag 281-284 Netter


 Começa na junção íleo-cecal e termina no ânus.
 Óstio íleo-cecal ou ileal = lábio inferior (ileocecal) e lábio superior (ileocólico) + frênulo do óstio ileal.
 Óstio do apêndice vermiforme.
 Possui pregas semilunares dividindo o intestino o cólon em sacolações.
 Possui apêndices epiplóicos (bolsas de gordura).
 Possui tênias: livres (em todo o intestino grosso), omental e cólica.
 É subdividido em ceco, cólon (ascendente – flexura cólica direita/hepática, transverso – flexura cólica
esquerda/esplênica, descendente, sigmoide – flexura cólica sigmóide), ampola retal, reto e canal anal.
 Apêndice vermiforme: função linfática e de armazenamento.
 Ligamento mesocolo: prende o colo transverso e o colo sigmoide à parede abdominal posterior.

Fígado pag 287,288 Netter


 Maior glândula do corpo.
 Localizado no hipocôndrio direito, epigástrio e algumas vezes no hipocôndrio esquerdo.
 É sólido, maciço, friável e muito vascularizado.
 É o principal órgão metabolizador.
 Produz a bile, um emulsificador de gorduras.
 Face diafragmática (porção ventral, superior, dorsal e direita), face visceral (lobos direito, esquerdo,
caudado e quadrado).
 Área nua: parte ligada ao diafragma.
 Ligamento redondo: resquício da veia umbilical.
 Ligamento falciforme: entre os lobos direito e esquerdo.
 Ligamentos coronário: liga o fígado ao duodeno.
 Ligamento triangular direito e triangular esquerdo.
 Ducto hepático comum + ducto cístico = ducto colédoco.
 Veia porta hepática: leva sangue do intestino e estômago derivado dos nutrientes.
 Veia cava inferior.
 Artéria hepática própria.
 Pedículo hepático: artéria hepática própria, veia porta e ducto colédoco.
 Icterícia é uma coloração amarelada da esclera, da pele e das túnicas mucosas, causada pelo acúmulo
de bilirrubina.
 Funções: produção de bile e sais biliares; metabolismo de lipídeos, carboidratos e proteínas;
processamento de fármacos e hormônios, excreção de bilirrubina; armazenamento de glicogênio,
vitaminas e minerais; fagocitose; ativação da vitamina D.
 Impressões do fígado: gástrica (lobo esquerdo), renal (lobo direito), cólica (lobo direito), veia cava
inferior.

Pâncreas pag 298 Netter


 Epigástrica e hipocôndrica esquerda.
 Órgão retroperitoneal.
 Divisão: cabeça (envolta por duodeno), colo, corpo e cauda (encostada no baço).
 Ducto pancreático acessório desemboca na papila duodenal menor  não existe em
algumas pessoas.
 Ducto pancreático principal desemboca na papila duodenal maior e, juntamente com o
ducto colédoco, forma a ampola hepatopancreática.
 Glândula anfícrina.
 Produz o suco pancreático, que contem enzimas: amilase pancreática (dissolve carboidratos),
tripsina, quiomtripsina, carboxipeptidase e elastase (dissolvem proteínas), lipase pancreática
(dissolve triglicerídeos) e ribonuclease e desoxirribonulease (dissolvem ácidos nucleicos).
 A inflamação do pâncreas é chamada de pancreatite.

Vesícula biliar pag 294 Netter


 Saco piriforme, localizado na face anterior do fígado.
 Fundo, corpo, cabeça.
 Ducto cístico.
 Armazena bile.
Anatomia – 9/5/2016 – Prof. Marcelo e Luiz Henrique
Sistema Urinário

Letícia Lima Santos XXXIII

 Órgãos uropoiéticos: rim, bexiga, ureteres e uretra.


 Funções: regulação do volume e da composição de urina; auxílio à regulação do pH do sangue;
regulação da pressão arterial, pois secretam a enzima renina; contribuição para o metabolismo,
pois sintetizam moléculas de glicose por gliconeogênese, secretam eritropoietina (hormônio que
estimula a produção de eritrócitos), participam da síntese de vitamina D; transporte,
armazenamento e excreção de urina.

Rins pag. 329-335 Netter


 Filtra o sangue e produz urina.
 Órgão retroperitoneal: só é recoberto por peritônio em sua face anterior.
 Tem formato de feijão.
 Situam-se na parte posterior do abdômen e são ladeados pela coluna.
 O rim direito é um pouco mais baixo, devido ao tamanho do lobo direito do fígado.
 São recobertos por peritônio e uma camada de gordura.
 Ambos ficam anteriores ao nível de T12 e L3.
 Anteriormente aos rins estão o cólon ascendente (lado direito) e cólon descendente (lado
esquerdo).
 Face anterior: convexa.
 Face anterior direita: glândula supra-renal, impressão hepática, áreas duodenal e cólica.
 Face anterior esquerda: glândula supra-renal, área gástrica, área esplênica, área jejunal e área
cólica.
 Face posterior: nível da 12º costela (no esquerdo, 12º e 11º), área músculos psoas maior, área
do músculo quadrado lombar, área do músculo transverso do abdômen e área diafragmática.
 Margem lateral (convexa) e margem medial (côncava no centro e convexa em ambas as
extremidades).
 A margem medial está voltada para a coluna.
 Parte central da margem medial: hilo  artéria, veia e pelve (VAP).
 Extremidade superior e inferior.
 Tecidos:
a) Peritônio: recobrindo.
b) Fáscia renal: é a camada mais superficial; é uma fina camada de tecido conjuntivo
denso não modelado que ancora o rim às estruturas adjacentes e à parede abdominal.
c) Cápsula fibrosa: lâmina de tecido conjuntivo denso não modelado, transparente e
lisa, que serve como barreira contra traumas e ajuda a manter o formato do rim.
d) Cápsula adiposa: massa de tecido adiposo que envolve a cápsula fibrosa, protegendo
o rim contra traumas e mantendo-o firmemente no lugar.
 Estruturas do rim:
a) Córtex: região mais externa, onde ficam os néfrons. É a área de textura lisa que se
estende da cápsula fibrosa até as bases das pirâmides e nos espaços entre elas.
b) Seio renal: contém parte da pelve renal, os cálices renais e os ramos de nervos e
vasos sanguíneos do rim.
c) Colunas renais: invaginações entre as pirâmides, a nível medular, porém fazem parte
do córtex.
d) Pirâmides: base e ápice. O ápice é chamado de papila renal (parte coletora do
néfron), que goteja urina no cálice menor.
e) Lobo renal: uma pirâmide renal + área sobrejacente do córtex renal + metade de cada
coluna renal adjacente.
f) Cálice menor
g) Cálice maior: formado por 2 cálices menores.
h) Pelve renal: formado por vários cálices maiores. Ela afunila e forma os ureteres.
i) Ureter
 Possui artéria e veia renais, artéria e veia segmentadas, artéria e veia lobulares e artéria e veia
arqueadas, artérias interlobuladas.
 O rim direito é diferente do esquerdo, pois sua face anterior é mais rugosa, sua face posterior é
mais lisa e devido à posição do ureter no hilo.

Ureteres pag 340 Netter


 São dois tubos que conduzem urina do rim para bexiga através de contrações peristálticas
musculares dos ureteres, da gravidade e da pressão hidrostática.
 Originam-se no cálice renal/pelve renal.
 Descem medialmente e para baixo, adentrando a cavidade pélvica.
 Abrem-se abaixo da bexiga  fundo da bexiga.
 Parte abdominal e parte pélvica.
 São formados por 3 túnicas:
a) Túnica mucosa: é a mais interna; o muco secretado por ela impede que as células das
paredes do ureter entrem em contato com a urina; possui epitélio de transição (capaz de
estiramento) e lâmina própria.
b) Túnica muscular: composta por fibras circulares externas e longitudinais internas. Sua
principal função é a perisltase.
c) Túnica adventícia: é a mais superficial; contem vasos e nervos que suprem as duas
outras túnicas.
 Na mulher, abrem-se na fossa ovariana.
 São órgãos retroperitoneais.
 Formados por túnica adventícia, mucosa e muscular.
 Possuem artéria renal (na parte superior), artéria ilíaca interna, artéria testicular ou ovárica e
vesical inferior.
 Constrições do ureter: 1º - uretropélvica (ou pielouretral); 2º - ilíaca; 3º - vesical (ou
intramural).

Bexiga pag. 365-367 Netter


 Saco músculo-membranoso, oco e elástico.
 Posterior à sínfise púbica.
 Função: armazenar urina.
 Quando vazia, possui fundo, ápice.
 Quando distendida, possui fundo, ápice, face superior, ântero-inferior e póstero-superior.
 Úraco: ligamento da bexiga ao umbigo, localizado no ápice da bexiga de crianças. Nos adultos,
ele é obliterado para formar o ligamento umbilical médio.
 Prega vesical.
 Dentro da bexiga, há o trígono vesical (2 óstios dos ureteres e 1 óstio da uretra), toro-uretérico,
uvúla vesical e pregas uteréricas.
 No homem, há canal deferente e vesícula seminal. Ao lado da bexiga masculina, há a próstata.
 Formada por túnica submucosa (possui pregas de armazenamento para evitar o pH ácido da
urina), mucosa, muscular (músculo detrusor) e adventícia.
 Músculo esfíncter interno da uretra: involuntário. Localizado na parede vesical (músculo liso)
 Músculo esfíncter externo da uretra: voluntário. Localizado na região membranácea
(músculo esquelético).
 Ligamento intrauretérico: localizado entre os óstios dos ureteres para manter o ureter no lugar
adequado quando a bexiga está distendida.
 Possui artéria vesical superior, média e inferior. As veias provenientes da bexiga drenam para a
veia ilíaca interna.

Uretra feminina pag 365 Netter


 Vai da bexiga ao orifício externo do vestíbulo.
 Fica à frente da abertura vaginal, dorsalmente à glande do clitóris.
 Possui camadas.
 Possui pequenas glândulas para evitar infecção. A maior delas é chamada de glândula
parauretral.
 É mais curta (4 cm), o que causa mais infecção.
 Irrigação: artérias vesicais interiores e pudenda interna; veias vesicais e vaginal.

Uretra masculina pag 384 e 385 Netter


 Vai do óstio interno da bexiga até o óstio externo (localizado na fossa navicular).
 É longa, o que evita infecções.
 Possui as partes: prostática, membranácea (com músculo esfíncter da uretra) e esponjosa
(dividida em parte bulbar e parte pendular).
 A parte prostática contem as aberturas dos ductos que transportam as secreções a partir da
próstata; das vesículas seminais e dos ductos deferentes, que descarregam espermatozoides na
uretra e fornecem secreções que neutralizam a acidez do trato genital feminino interno e
contribuem para a motilidade e viabilidade dos espermatozoides; dos ductos das glândulas
bulbouretrais.
 Na glande, a uretra se alarga devido à fossa navicular, responsável por permitir a ejaculação e a
saída de urina.
 É linear, expande-se e fecha.

Questões clínicas
 Envelhecimento: os rins encolhem, diminuem o fluxo sanguíneo, a filtração, a reabsorção e a
secreção diminuem. Surgem inflamações crônicas e agudas, cálculos renais, poliúria, nictúria,
aumento na frequência da micção, disúria, retenção urinária ou incontinência e hematúria.
 Cálculos renais (litíase): formada nos cálices renais. É causada por baixa ingestão de água,
alimentação errada, atividade excessiva das glândulas paratireóideas e fatores genéticos.
 Infecções do trato urinário: é mais comum nas mulheres, devido ao tamanho mais curto da
uretra. Geralmente é causada pela bactéria E.coli. Caracteriza-se por micção dolorosa, micção
urgente, dor na região lombar e enurese noturna.
 Glomerulonefrite: inflamação dos rins que compromete os glomérulos. Uma das causas mais
comuns é a reação alérgica às toxinas produzidas pelas bactérias estreptocócicas. Os
glomérulos podem ficar permanentemente danificados, causando insuficiência renal crônica.
 Insuficiência renal: diminuição ou cessação da filtração glomerular.
Anatomia – 24/5/2016
Sistema Linfático
Letícia Lima Santos XXXIII

Funções
1. Drenagem de excesso de líquido intersticial para os espaços intersticiais, retornando-o para o sangue.
2. Transporte de lipídeos dietéticos do intestino para o sangue.
3. Condução das respostas imunes através das células T e B.

Órgãos linfáticos
Os órgãos linfáticos primários são os locais nos quais as células-tronco se dividem e se tornam
imunocompetentes, ou seja, capazes de executar uma resposta autoimune. Os órgãos linfáticos primários são
a medula óssea vermelha e o timo.
Os órgãos linfáticos secundários são os locais nos quais as respostas imunes ocorrem. Estes locais
incluem os linfonodos, tonsilas, apêndice e o baço.

1. Linfonodos
Os linfonodos, também conhecidos como gânglios linfáticos, são órgãos encapsulados formados por
tecido linfoide, encontrados espalhados por todo o corpo, sempre no trajeto dos vasos linfáticos. Estão
presentes na axila, virilha (região inguinal), ao longo do pescoço (região cervical) e em grande número no
tórax e abdômen (em especial no mesentério). Estes órgãos desempenham papel na defesa do organismo,
sintetizando anticorpos.
Estas estruturas, no geral, apresentam formato de rim, possuindo um lado convexo e outro com
reentrância, denominado hilo, pelo qual penetram as artérias encarregadas de nutrir o linfonodo. Seu
tamanho varia, apresentando desde 1mm, até 2 cm de comprimento.
A linfa circula pelos linfonodos de modo unidirecional. Ela atravessa estes pequenos órgãos entrando
pelos vasos linfáticos que desembocam na borda convexa do linfonodo, saindo pelos vasos linfáticos
situados no hilo (vasos eferentes).
A cápsula responsável por envolver os linfonodos emite trabéculas para o seu interior, repartindo seu
parênquima em compartimentos incompletos (córtex superficial e uma medula profunda). No córtex externo,
estão agregados de células B ovais, chamados de nódulos linfáticos, constituído principalmente de nódulo
linfático primário e células B, em resposta a um antígeno, os nódulos primários se toram secundários. O
parênquima desta estrutura possui a região cortical, localizada logo abaixo da cápsula, ausente somente no
hilo, e a região medular, localizada no centro do órgão e o seu hilo. Entre essas duas regiões, encontra-se a
região cortical profunda, também chamada de região paracortical.
Os linfonodos funcionam como “filtro” da linfa, retirando dela partículas estranhas antes da linfa
retornar ao sistema circulatório sanguíneo. Já que os linfonodos são encontrados em todo o organismo, a
linfa passa por pelo menos um linfonodo antes de retornar ao sangue.
Entre estas partículas estranhas que o linfonodo é responsável por remover, encontram-se células
neoplásicas e agentes patogênicos (como vírus e bactérias). Quando estas invadem o linfonodo, inicia-se um
mecanismo de defesa, impedindo que a partícula estranha continue seu trajeto. Para que a defesa seja
incrementada, ocorre liberação de substâncias quimiotáxicas, responsáveis por atrair linfócitos e macrófagos
para o local em questão, resultando em um gânglio linfático infartado e doloroso (linfonodomegalia).
2. Timo
O timo é um órgão bilobado, localizado no mediastino, entre o esterno e a aorta. Uma lâmina de tecido
conjuntivo mantém os dois lobos justapostos e uma cápsula de tecido conjuntivo envolve cada lobo
isoladamente. As extensões dessa cápsula são chamadas de trabéculas e elas dividem os lobos em lóbulos,
sendo que cada um deles é formado por córtex e medula.
Nos recém-nascidos, o timo é bem grande. Porém, após a puberdade, ele começa a diminuir. Na
velhice, ele já reduziu-se quase por inteiro. Apesar disso, algumas células T continuam a se proliferar no
timo durante toda a vida do paciente.
É onde ocorre a maturação das células pré-T.

3. Baço
O baço é a maior massa individual do tecido linfático do corpo. Está localizado na região do
hipocôndrio direito. Ele é circundado por uma cápsula de tecido conjuntivo. Ele possui duas regiões
principais. A polpa branca é tecido linfático formado principalmente por linfócitos e macrófagos. A polpa
branca é o local de ação imunológica, visto que lá estão células B e T. A polpa vermelha consiste em seios
venosos cheios de sangue.

4. Nódulos linfáticos
Os nódulos linfáticos são massas ovais de tecido linfático que não são envolvidos por cápsula.
.
5. Tonsilas
A tonsila palatina está localizada entre o arco palatoglosso e o arco palatofaríngeo, na região da
orofaringe. Ela é popularmente chamada de amídalas e quando inflama causa amidalite.
A tonsila faríngea está localizada no teto da faringe, da região da nasofaringe. Ela é popularmente
chamada de adenoide e quando inflama causa adenoidite.
A tonsila lingual está localizada na raiz da língua.

6. Medula óssea vermelha


É o local onde as células-tronco pluripotentes originam as células B imunopotentes maduras e as
células pré-T (também chamadas de células T imaturas), que migram para o timo para se tornarem células T
imunocompetentes.

7. Apêndice vermiforme
O apêndice está localizado na região inguinal direita, próximo ao ceco. Ele tem como função armazenar
substâncias e também produzir respostas imunes.

Formação e fluxo da linfa


A maioria dos componentes do plasma infiltra-se pelas paredes dos capilares para formar o líquido
intersticial. Ele possui apenas uma pequena quantidade de proteínas, pois elas são muito grandes para
deixarem os vasos sanguíneos. Apesar do tamanho, elas movem-se facilmente pelos capilares linfáticos mais
permeáveis dentro da linfa. Porém, aquelas que deixam os vasos retornam para o sangue diretamente por
difusão. Assim, uma das funções dos vasos linfáticos é levar as proteínas plasmáticas perdidas de volta para
corrente sanguínea. O excesso de líquido filtrado é drenado para os vasos linfáticos e torna-se linfa.
Como as veias, os vasos linfáticos contêm válvulas que asseguram o movimento unilateral da
linfa. Ela é drenada para o sangue venoso por meio do ducto linfático direito e do ducto torácico, na junção
das veias subclávia e jugular interna.

Caminho da linfa nos linfodos


Vasos linfáticos aferentes  seios  seio subescapular  seios trabeculares  seios medulares  vasos
linfáticos eferentes  sangue

A relação entre sistema circulatório e linfático é: capilares sanguíneos (sangue) – espaços


intersticiais (líquido intersticial) - capilares linfáticos (linfa) – vasos linfáticos (linfa) – ductos linfáticos (linfa) –
junção das veias subclávia e jugular interna (sangue).
Doença de Hodgkin
É um tipo de linfoma caracterizado pela presença de células neoplásicas de morfologia variada,
as quais são chamadas de Reed-Sternberg. Vários fatores estão associados a essa doença, sendo um
deles o vírus Episten-Barr na forma latente, que causa um descontrole proliferativo dos linfonodos.
Além disso, estudos têm mostrado predisposição genética.
Os principais sintomas são calafrios, fadiga, febre, perda de apetite, suor noturno, linfonodos
aumentados e perda de peso.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o LH pode ocorrer em qualquer faixa etária; no entanto, é
mais comum no adulto jovem, dos 15 aos 40 anos, atingindo maior frequência entre 25 a 30 anos.
Geralmente acomete a região do mediastino.
O diagnóstico é feito com base na alteração do tamanho dos linfonodos. Os exames realizados
são exames laboratoriais, biópsia do gânglio linfático acometido, radiografia do tórax, tomografia
computadorizada do abdome e pelve, biópsia da medula óssea, laparoscopia para casos especiais em que
permanece a dúvida de presença da doença dentro do abdome.
As chances de cura são cerca de 75% e o não tratamento da doença é fatal. De acordo com dados da
OMS, a incidência dos casos de LH em 2014 foi estimada para o sexo masculino em 1.300 novos casos e
800 para o feminino. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, em 213 houve 291 mortes homens de homens
acometidos por LH e 245 mulheres.

Vasos linfáticos e circulação linfática


Os vasos linfáticos começam como capilares linfáticos, os quais são fechados em uma extremidade e
localizados nos espaços entre as células. Assim como os capilares sanguíneos, eles convergem para formar
os vasos linfáticos maiores. Em intervalos ao longo dos vasos linfáticos, a linfa flui pelos linfonodos (massas
encapsuladas de células B e T).
Quando a pressão é maior no líquido intersticial do que na linfa, as células separam-se e o líquido
intersticial entra nos capilares linfáticos. Quando a pressão é maior dentro do capilar, as células ficam
mais justapostas e a linfa não flui de volta para o líquido intersticial.
Quando o excesso de líquido intersticial se acumula e produz edema tecidual, as aberturas entre as
células são muito grandes, de forma que mais líquido possa fluir para o capilar linfático.
Na pele, os vasos linfáticos situam-se no tecido subcutâneo e acompanham as veias. Os vasos
linfáticos das vísceras acompanham as artérias, formando plexos em torno delas. Os tecidos que não
possuem capilares linfáticos incluem os tecidos avasculares (cartilagem, epiderme e córnea), a parte
central do sistema nervoso, partes do baço e a medula óssea vermelha.
No intestino delgado, os capilares linfáticos especializados são chamados de lácteos e eles levam
lipídeos dietéticos para os vasos linfáticos e sanguíneos. A presença desses lipídeos faz com que a linfa
drenada no intestino tenha uma aparência mais leitosa e seja chamada de quilo.

Ductos e troncos linfáticos


A linfa passa dos capilares linfáticos para os vasos linfáticos e, em seguida, pelos linfonodos.
Os vasos linfáticos que deixam os linfonodos passam em direção a outro linfonodo dentro do mesmo grupo ou
para um outro grupo. A partir do grupo mais proximal da cadeia de linofonodos, os vasos que saem se unem
para formar os troncos linfáticos. Os principais são os troncos jugular, subclávio, broncomediastinal,
intestinal e lombar. A linfa passa dos troncos linfáticos para dois canais principais – ducto torácico e ducto
linfático direito – e em seguida drena para o sangue venoso.
Capilares – vasos – linfonodos – troncos – ductos torácico e linfático direito – sangue venoso

A cisterna do quilo é uma dilatação anterior à segunda vértebra lombar, que recebe a linfa drenada de
dois troncos:
1. Lombar: drena a linfa dos membros inferiores, paredes e vísceras pélvicas, rins, glândulas supre-
renais e parede abdominal.
2. Intestinal: estômago, intestinos, pâncreas, baço e parte do fígado.

O ducto torácico surge a partir da cisterna do quilo. Esse é o principal ducto de retorno da linfa para o
sangue.. Ele drena a linfa para o sangue venoso na junção das veias subclávia esquerda e jugular
interna esquerda. Três troncos drenam para o ducto torácico:
1. Tronco jugular esquerdo: drena a linfa proveniente do lado esquerdo da cabeça e do pescoço.
2. Tronco subclávio esquerdo: drena a linfa vinda do membro superior esquerdo.
3. Tronco broncomediastinal esquerdo: drena a linfa vinda do lado esquerdo das partes mais
profundas da parede torácica anterior, da parte superior da parede abdominal anterior, da parte
anterior do diafragma, do pulmão esquerdo e do lado esquerdo do coração.

O ducto linfático direito drena a linfa vinda do lado direito do corpo para o sangue venoso, na
junção das veias subclávia direita e jugular interna direita. Três troncos linfáticos drenam para o ducto
linfático direito:
1- Tronco jugular direito: drena o lado direito de cabeça e pescoço.
2- Tronco subclávio direito: drena membro superior direito.
3- Tronco broncomediastinal direito: drena lado direito do tórax, pulmão direito, lado direito do
coração e parte do fígado.

OBS: Edema é um acúmulo de líquido intersticial nos espaços teciduais, que pode ser provocado por
obstrução do fluxo da linfa, causada por um linfonodo infectado ou por um vaso linfático bloqueado. O edema
também pode resultar de um aumento da pressão sanguínea capilar, que leva à formação rápida de excesso
de líquido, excedendo a capacidade de passagem para os vasos linfáticos ou de reabsorção dos capilares.

OBS: A metástase (propagação de uma doença pelo corpo) ocorre através dos vasos linfáticos.
Anatomia – 18/5/2016 – Prof. Marcelo e Luiz
Sistema genital

Letícia Lima Santos XXXIII

É um conjunto de órgãos responsáveis pela reprodução, ou seja, produção de seres semelhantes aos pais.
Este sistema é muito importante porque ele é o responsável pela perpetuação da espécie.

Masculino

Testículos
 São as gônadas masculinas.
 Localizados no saco escrotal e suspensos pelo funículo espermático. A extremidade superior é direcionada
para frente e desviada lateralmente. A extremidade inferior deslocada para trás medialmente.
 Possui 2 túnicas: a fibrosa (albugínea) é a mais interna; a vaginal, é mais externa e possui dois folhetos –
parietal e visceral (ao lado da túnica fibrosa).
 O testículo esquerdo é mais baixo que o direito.
 É uma glândula mista. Sua função endócrina é produzir testosterona e a exócrina, produzir
espermatozoide nos túbulos seminíferos.
 São formados na cavidade abdominal e descem até o 8º mês de vida intra-uterina, devido à atrofia dos
gubernáculos. Terminam seu desenvolvimento até a puberdade.
 Lobos testiculares: invaginação da túnica albugínea, formando septos que dividem cada um dos testículos
em uma série de compartimentos internos chamados de lóbulos.

Epidídimo
 Superior e anterior aos testículos.
 Cabeça (onde os túbulos eferentes vindos do testículo se alojam), corpo e cauda.
 Ele é responsável por armazenar os espermatozoides em seu ducto até que esses estejam maduros, ou
seja, providos de motilidade e capacidade de fertilizar um oócito.
 É importante para que ocorra a maturação dos espermatozoides, ou seja, para ocorrerem as alterações
morfológicas e funcionais
 Localiza-se justaposto à parede posterior e ao polo superior do testículo.
 Septúolos testiculares e lóbulos testiculares.

Escroto
 Bolsa que aloja os testículos.
 Localizado inferior e posteriormente ao pênis, partindo da sua raiz.
 É recoberto externamente por pele e folículos pilosos e interiormente por dartos (músculos lisos).
 Músculo cremaster.
 São medialmente separados pelo septo fibroso escrotal (rafe do escroto).
 Armazena os testículos e faz termorregulação.

Funículo espermático
 Estrutura de sustentação do sistema genital masculino, que sobe por fora do escroto.
 Seu conteúdo consiste em artérias + veias (plexo pampiniforme), linfonodos, nervos e ducto deferente.
 É revestido pelo músculo cremaster.
Ducto deferente
 Surge a partir do ponto em que o ducto do epidídimo se alarga.
 Localizado no interior do funículo espermático.
 O ducto deferente armazena espermatozoides e os transporta do epidídimo para uretra através de
contrações peristálticas.
 É dividido em regiões: testicular, funicular, inguinal e pélvica.
 Sua parte terminal é dilatada e é chamada de ampola.
 Possui de 30 a 45 cm.
 Aprofunda-se na parte posterior da bexiga, dilata-se e chega à próstata.
 Na próstata, une-se ao ducto da vesícula seminal para formar o ducto ejaculatório.

Ducto ejaculatório
 Formado pela união do ducto deferente (parte da ampola) com o ducto da vesícula seminal.
 Localiza-se na próstata.
 Termina no óstio do ducto ejaculatório.
 Desemboca seu conteúdo (espermatozoides e secreções da glândula seminal) na parte prostática da uretra,
mais especificamente no colículo seminal.

Uretra
 No sistema reprodutor masculino, tem função urinária e ejaculatória.
 Tem início no óstio interno da uretra e término no óstio externo da uretra.
 Possui 3 partes: prostática (desde o colículo seminal), membranácea e esponjosa (fossa navicular).

Pênis
 Órgão da cópula.
 Localiza-se no plano sagital mediano, na região pudenda inferior e anterior á sínfise púbica, superior e
anteriormente ao escroto.
 Suas estruturas eréteis são 2 corpos cavernosos (superiores e presos aos ramos púbicos direito e
esquerdo) e 1 corpo esponjoso (inferior e preso ao diafragma pélvico).
 É dividido em raiz – bulbo - e corpo.
 A glande é dividia em cabeça, coroa e corpo.
 Prepúcio: envoltório da glande, inserido ao óstio externo da uretra pelo frênulo do prepúcio.
 Ereção: acúmulo de sangue nos corpos cavernosos e no corpo esponjoso. As veias dorsais são
estranguladas e não há retorno venoso.

Vesículas seminais
 São glândulas anexas.
 Localizadas entre o fundo da bexiga e o reto.
 Produzem grande parte do líquido seminal.
 O ducto da vesícula seminal se une na região prostática ao ducto deferente para formar o ducto ejaculatório.

Próstata
 Glândula anexa responsável pela produção do líquido prostático, que dá odor característico ao sêmen.
 Localizada inferiormente à bexiga e anteriormente ao reto.
 É o local de desembocadura do ducto ejaculatório (colículo seminal), de passagem da uretra (parte
prostática) e dos dúctulos prostáticos.
Glândula bulbouretral
 Glândula anexa localizada lateralmente à uretra membranácea, no diafragma pélvico, e inferiormente à
próstata.
 Desemboca na uretra esponjosa.
 Seu líquido equilibra o pH da uretra para permitir a sobrevivência dos espermatozoides.
 Secreta um muco que lubrifica a extremidade do pênis e o revestimento da uretra.

Sêmen
 Mistura de espermatozoides e líquido seminal (secreções dos túbulos seminíferos, das glândulas seminais, da
próstata e das glândulas bulbouretrais).
 Esse líquido proporciona ao espermatozoide um meio de transporte e nutrientes, além de neutralizar o
ambiente acidífero da uretra masculina e da vagina.

 Escavação retovesical.

Feminino
 Órgãos gametógenos (gônadas): ovários.
 Órgãos gametóforos: tubas uterinas.
 Órgão que abriga um novo ser: útero.
 Órgão da cópula: vagina.
 Órgãos internos: ovários, tubas uterinas, útero e vagina.
 Órgãos externos: pudendo feminino = monte púbico, lábios maiores e menores do pudendo, clitóris, bulbo do
vestíbulo e glândulas vestibulares.
 São órgãos subperitoneais, pois são recobertos superiormente pelo peritônio.

Ovários
 Localizados na fossa ovárica, na parede póstero-lateral da pelve.
 Glândula mista: produz hormônios (estrógeno e progesterona) e gametas.
 Formato ovoide.
 Posterior ao útero.
 Depois da ovulação, a superfície que era lisa e rosa torna-se rugosa e cinza.
 Bordas ventral e lateral.
 Extremidades cranial e caudal.
 Faces lateral e medial.

Tubas uterinas
 Permitem a passagem do óvulo do ovário para o útero e a passagem dos espermatozoides no sentido do
útero para o ovário.
 Estendem-se lateralmente a partir do útero.
 Partes: infundíbulo (fimbrias), ampola, istmo, uterina.
 A fertilização geralmente ocorre na ampola uterina.
 Óstio abdominal da tuba.

Útero
 Posterior à bexiga e anterior ao reto.
 Função: parte da via para o espermatozoide vindo da vagina alcançar as tubas uterinas; fonte do fluxo
menstrual; local de implantação do óvulo fertilizado; local de abrigo e desenvolvimento do feto.
 O interior do útero é chamado de cavidade uterina.
 Pregas palmadas.
 Recoberto por três camadas:
-Endométrio: faz proliferação de células e é modificado durante a gravidez. Quando não há fecundação,
ele descama e causa a menstruação.
-Miométrio: camada de músculo liso.
-Perimétrio: camada de peritônio.
 Dividido em fundo (onde ficam os óstios uterinos da tuba), istmo (óstio interno/histológico do útero) e
colo (óstio externodo útero, colo terminal do útero e fórnice).
 Faces anterior e posterior.
 Bordas direita, esquerda e superior.
 Fórnice: recesso entre colo do útero e vagina. O fórnice posterior é mais profundo.
 Preso à cavidade por ligamentos:
-Ligamento redondo, da parede supero-lateral até o lábio maior.
-Ligamento largo: divide em compartimentos anterior e posterior, sendo que os ovários ficam no
compartimento posterior. Prende o útero à parede póstero-lateral.
-Ligamento útero-ovárico
-Ligamento meso-ovário: na raiz do ovário.
-Ligamento suspensório do ovário.
-Ligamento mesosalpinge.
 Escavações retouterina e vesicouterina; espaço retropúbico.

Vagina
 Órgão da cópula.
 Localizada inferiormente ao útero, posteriormente ao reto e anteriormente à bexiga.
 Início: colo do útero.
 Término: vestíbulo da vagina.
 Possui a parede posterior com rugosidades (rugas vaginais).
 O rompimento do hímen deixa alguns resquícios, chamados de carúnculas himenais.
 Lábios maiores, localizados caudalmente ao monte púbico e formados por tecido semelhante ao dartos. O
espaço entre eles é chamado de rima do pudendo. Anteriormente, os 2 lábios maiores se encontram
formando a comissura anterior dos lábios. Posteriormente eles também se unem formando a comissura
posterior dos lábios.
 Possui também lábios menores. O espaço entre eles é chamado de vestíbulo, o qual contém os óstios
externos da vagina e da uretra, o clitóris e os óstios glandulares.
 Monte púbico (elevação produzida pelo acúmulo de tecido adiposo abaixo do tegumento) com folículos
pilosos. Localiza-se plano sagital mediano, ventralmente à sínfise púbica.
 O bulbo do vestíbulo é homólogo ao corpo esponjoso masculino.

Clitóris
 Juntamente com o bulbo do vestíbulo, é uma estrutura erétil.
 Localizado anteriormente ao vestíbulo da vagina e inferiormente à sínfise púbica.
 Possui 2 corpos cavernosos (homólogos aos masculinos) que se projetam e formam a glande e corpo do
clitóris, os quais são revestidos internamente pelo frênulo do prepúcio e externamente pelo prepúcio do
clitóris.
 A ereção do clitóris é causada pelo ingurgitamento de sangue e dilatação.

Glândulas vestibulares
 Estão localizadas na região do vestíbulo da vagina.
 A função destas glândulas é produzir um muco, que vai lubrificar a parte inferior da vagina, preparando-a para
o coito.
 As glândulas vestibulares maiores são duas e correspondem à glândula bulbo-uretral masculina. Elas estão
localizadas lateralmente no vestíbulo da vagina.
 As glândulas vestibulares menores são microscópicas, em grande quantidade e estão localizadas na parte
superior ou anterior do vestíbulo da vagina (entre os óstio da uretra e da vagina).

Mama
 Órgão anexo.
 Localizado na caixa torácica, anterior ao músculo peitoral maior.
 Papila mamária: desembocadura dos pequenos ductos.
 Auréola contém glândulas para formar muco e hidratar a papila.

Órgãos homólogos
Ováriotestículo
Óvuloespermatozoide
Lábios maioresescroto
Lábios menoresparte esponjosa da uretra
Glândulas uretraispróstata
Glândulas vestibulares maioresglândula bulbouretral
Bulbo do vestíbulobulbo do pênis e corpo esponjoso
Clitórisglande do pênis e corpos carvenosos

Correlações clínicas
 Criptorquidia: os testículos não descem da cavidade abdominal.
 Monorquidia: falta de um testículo na bolsa escrotal.
 Anorquidia: ausência congênita de ambos os testículos.
 Ectopia testicular: anomalia congênita que se caracteriza pelo posicionamento anormal de um
testículo. Ela se situa no exterior da bolsa e, às vezes, no abdômen.
 Hérnia: ruptura ou separação de uma parte da área inguinal da parede abdominal, resultando em
protusão de parte do intestino delgado. Pode ocorrer em homens e mulheres.
 Vasectomia: remoção de parte do ducto deferente para se fazer a esterilização. A produção de
espermatozoides continua, porém não conseguem mais alcançar o exterior, então eles são
degenerados e fagocitados. A testosterona e a capacidade de ereção permanecem as mesmas.
 Hiperplasia de próstata: aumento da próstata que pode ser benigno ou maligno. O fluxo urinário
pode ser fraco ou intermitente. Em alguns casos, pode causar infecção, pedras na bexiga e função
reduzida dos rins.
 Endometriose: presença de fragmentos do endométrio fora de sua localização normal.
 Histerectomia: remoção cirúrgica do útero.
Anatomia – 1/6/2016 – Prof. Marcelo e Luiz Henrique
Sistema auditivo

Letícia Lima Santos XXXIII

Orelha externa
 Composta por pavilhão auditivo, canal auditivo, membrana timpânica e meato acústico
externo, escafa e fossa triangular.
OBS: Alguns autores são separam pavilhão auditivo de meato acústico externo (consideram
como uma estrutura só).
 O pavilhão auditivo é constituído por hélice, antihélice, trago, antitrago, concha e lóbulo.
 O canal aditivo é formado por uma parte cartilagínea e por uma óssea, sendo revestido por
pele. É o canal de condução do som do pavilhão auditivo até a orelha média. A região
correspondente à entrada óssea é chamada de poro auditivo. O cerume é produzido na
região média do canal auditivo.
 A membrana timpânica separa a orelha externa da orelha média. Ela é localizada na região
final do canal auditivo. Sua face lateral é côncava e face medial é convexa, graças à ponta do
martelo. Ela está disposta em sentido oblíquo, sendo que o lado inferior tem menor ângulo. Ela
é fixada ao osso por uma membrana cartilaginosa. Sua parte superior é mais flácida, pois não
possui fibras radiadas como a região inferior. Ela é divida em 4 quadrantes: inferior lateral e
medial, superior lateral e medial. O cone de luz formado pelo uso do otoscópio indica que a
membrana está saudável.

Orelha média
 É posterior à membrana timpânica, em cuja face está localizado o martelo.
 É uma cavidade pequena e cheia de ar, situada no osso temporal, revestida por epitélio.
 É separada da orelha externa pela membrana timpânica.
 É separada da orelha interna por uma fina divisão óssea, que contém duas pequenas aberturas
revestidas por membrana: janela do vestíbulo e janela da cóclea.
 Lá estão os ossículos da audição, que são conectados por articulações sinoviais. O cabo do
martelo fixa-se á face interna da membrana timpânica e sua cabeça articula-se com o corpo da
bigorna, a qual articula-se com a cabeça do estribo. A base do estribo encaixa-se na janela do
vestíbulo.
 Além de ligamentos, dois músculos esqueléticos muito pequenos fixam-se aos ossículos:
músculo tensor do tímpano (ligado ao martelo) e músculo estapédio (ligado ao estribo).
Eles amortecem grandes vibrações do estribo decorrentes de sons muito altos, protegendo a
janela do vestíbulo e diminuindo a sensibilidade da audição. Além disso, protegem a orelha
interna de sons altos prolongados, como trovões, mas não de sons breves, como disparo de
armas de fogo.
 A parte anterior da orelha média contém uma abertura que leva diretamente à tuba auditiva. A
tuba auditiva constitui-se de osso e cartilagem hialina e conecta a orelha média com a
nasofaringe (óstio faríngeo da tuba auditiva). Os músculos que existem na tuba auditiva são
o salpingofaríngeo e o salpingopalatino, que abrem e fecham a comunicação com a
nasofaringe.
 Na parede medial, existe uma elevação chamada de recesso epitimpânico/auditivo, onde a
cabeça do martelo e a parte superior da bigorna se encaixam. É uma câmara de ressonância
para a vibração dos ossículos.
 Antromastoide: abertura na parede posterior para comunicar com as células mastoideas.
Infecções na orelha média podem se instalar nas células mastoideas através dessa via de
comunicação.
 A orelha média é atravessada pelo nervo corda do tímpano (originado do nervo facial) que vai
para língua (faz sensibilidade) e para glândula submandibular (dá motricidade).
 No assoalho, passam a artéria carótida interna, o processo estiloide, o processo mastoide, o
nervo facial e veia jugular. Assim, a pulsação da carótida sobre a orelha média faz o retorno de
som.

Orelha interna
 Também chamada de labirinto.
 Estruturalmente, possui um labirinto ósseo externo, que circunda um labirinto membranáceo
interno.
 O labirinto ósseo é uma série de cavidades divididas em canais semicirculares, vestíbulos e
cóclea. Por ele circunda a perilinfa, que circunda o labirinto membranáceo.
 O labirinto membranáceo é revestido por epitélio e por ele circula a endolinfa.
 Tanto a perilinfa quanto a endolinfa são semelhantes ao líquido cérebro-espinhal. São elas que
se movimentam durante a vibração para formarem ondas hidráulicas.
 O vestíbulo é a parte central oval do labirinto ósseo. O labirinto membranáceo, no vestíbulo,
consiste em dois sacos (utrículo e sáculo) revestidos por um epitélio chamado de mácula,
que recebe pressão da endo e da perilinfa. Projetando-se superior e posteriormente ao
vestíbulo, estão os canais semicirculares anterior, posterior e lateral. Dentro desses canais, as
partes do labirinto membranáceo são chamadas de ductos semicirculares.
 O líquido dos canais semicirculares pressiona as células sensoriais quando a pessoa
movimenta a cabeça e o nervo vestibular conduz as sensações = equilíbrio e localização
espacial.
 Anteriormente ao vestíbulo está a cóclea. Ela dá três voltas em torno de um centro ósseo
chamado modíolo. Existem dois canais: rampa vestibular (superior) e rampa timpânica
(inferior), ambas percorridas por perilinfa e endolinfa, cada qual no seu labirinto. As ondas
hidráulicas formadas dão cerca de 2,5 voltas e, quando chegam ao helicotrema, voltam pela
rampa vestibular. A membrana tectórica provoca pressão nas células sensitivas quando as
ondas estão subindo e o nervo coclear conduz as sensações. Quando estão descendo, porém,
elas não causam estímulo.
 No término da rampa vestibular, existe a membrana vestibular, que permite a passagem das
ondas.
 No meato acústico interno, passam os ramos dos nervos coclear e vestibular, que se unem
para formar o nervo vestíbulo-coclear (8º par de nervo craniano).
 De maneira geral, cóclea=audição; vestíbulo e canais semicirculares=equilíbrio.
Orelha externa
Separada da orelha média pela membrana timpânica.
Orelha: capta as ondas sonoras
Meato acústico externo: direciona as ondas para a membrana timpânica.
Membrana timpânica: vibra e faz o martelo vibrar.

Orelha média
Ossículos da audição: transmitem e amplificam as vibrações
Tuba auditiva: equaliza a pressão de ar.
Separada da orelha interna pela janela do vestíbulo e pela janela da cóclea
Orelha interna
Cóclea: órgão da audição
Aparelho vestibular: ductos semilunares + utrículo + sáculo; geram impulsos
nervosos.
Ductos semilunares: equilíbrio dinâmico
Utrículo: contém a mácula; participa do equilíbrio dinâmico
Sáculo: contém a mácula: participa do equilíbrio dinâmico e estático.

Mecanismo de audição
 A orelha externa direciona as ondas sonoras para o meato acústico externo.
 Quando as ondas atingem a membrana timpânica, ela vibra e faz o martelo vibrar junto. Essa
vibração é transmitida do martelo para bigorna e, em seguida, para o estribo.
 À medida que o estribo se movimenta, ele empurra a membrana da janela do vestíbulo. Esse
movimento produz ondas de compressão hidrostática na perilinfa da cóclea. À media que a
janela do vestíbulo se curva para dentro, ela empurra a perilinfa para rampa vestibular.
 Ondas de compressão passam da rampa vestibular para rampa timpânica e para janela da
cóclea.
 Ondas de compressão hidrostática são formadas sobre a endolinfa, no interior do ducto
coclear.
 As ondas de compressão da endolinfa movimentam as células ciliadas da cóclea contra a
membrana tectórica, formando impulsos nervosos.

Prática
 Hélice, antihélice, trago, antitrago, concha, lóbulo.
 Poro auditivo.
 Martelo, bigorna, estribo + membrana timpânica.
 Recesso auditivo.
 Tuba auditiva.
 Labirinto: canais semicirculares (anterior, posterior e lateral), vestíbulo e cóclea.
 Músculos: estapédio, tensor do tímpano e auricular superior.
 Nervos: coclear, vestibular e vestíbulo-coclear.

OBS: Otite média: leite ou qualquer outro líquido aspirado vai da faringe para tuba auditiva e
torna-se meio de cultura para bactérias. Deve-se amamentar o bebê com a cabeça mais
elevada.
Anatomia – 6/6/2016 – Prof. Marcelo e Luiz Henrique
Olho
Letícia Lima Santos XXXIII
Pags 81-85 e 87-89 Netter
 Olho é chamado de globo ocular.
 Visão biocular: direito e esquerdo são complementares.
 Função: visão (sensibilidade à luz).
 Enxergamos de 400 a 700 nm.
 A maioria dos receptores sensitivos do corpo está na retina.
 Principal meio de localização do corpo.
 Recebe suporte do SNC.
 Localizado na órbita, anterior à cabeça.
 Bulbo do olho: túnicas, lente e câmaras (espaços).
 Estruturas oculares acessórias: pálpebras, aparelho lacrimal, músculos e conjuntiva.

Túnica fibrosa
 Mais externa.
 Dividida em:
-Esclera: vascularizada na parte externa; espessa; opaca; látero-posterior; esférica; branca. Dá forma
ao bulbo do olho, tornando-o mais rígido.
-Córnea: cônica; convexa; delgada; transparente; anterior; avascular. Não enxergamos a córnea,
apenas a íris (que está posterior à córnea).

Túnica vascular/média
 Ponto de maior vascularização do olho.
 Dividida em:
-Corioide: delgada, vascularizada e pigmentada.
-Corpo ciliar/coroa radiata: dilatação radiada da corioide.
-Íris: disco visível, pigmentado e perfurado pela pupila. Contrai/miose (músculo esfíncter da pupila) e
relaxa/midríase (músculo dilatador).

Túnica nervosa/sensitiva
 Mais interna.
 Dividida em:
-Retina: 2/3 finais do olho (posteriores); mácula lútea/densa (ponto lateral ao disco ópitco com maior
concentração de receptores); cones e bastonetes. Toda imagem que passa pela pupila e lente termina na
mácula densa. A superfície da retina é o único local do corpo onde os vasos sanguíneos podem ser
observados diretamente e examinados em busca de alterações patológicas.
-Nervo óptico: passam pelo canal do nervo óptico artérias e veias centrais da retina. O canal do nervo
ótico diminui de tamanho com o avanço da idade e vai sendo calcificado.

Lente
 Posterior à pupila e à íris, interior à cavidade do bulbo do olho.
 Biconvexa.
 Transparente e sem vasos sanguíneos.
 Ajuda a focalizar as imagens na retina para facilitar a visão nítida.
Câmaras
 Anterior: espaço entre córnea e íris. Preenchida por humor aquoso (semelhante ao líquido sinovial).
 Posterior: espeço entre íris e lente. Preenchida por humor aquoso.
 Póstrema/Corpo vítreo: espaço posterior à lente. Preenchida por humor vítreo (material coloidal
transparente permanente, pois não sofre renovação constante como o humor aquoso).

Pálpebra
 Pregas móveis de estrutura diversa.
 Protegem os olhos de luz excessiva e objetos estranhos e espalham secreções lubrificantes sobre os bulbos
dos olhos.
 Músculo orbicular do olho.
 Glândulas tarsais, mais profundas. Lubrificam o olho e impedem que as pálpebras se prendam umas as
outras. Se obstruídas, causam tumores.
 Zonas ciliares e glândulas sebáceas.
 Rima (abertura) e comissuras (fechamento) lateral e medial das pálpebras.

Túnica conjuntiva
 Bolsa que se adere à esclera.
 Delgada e mucosa.
 Rica em vasos e nervos.

Aparelho lacrimal
 Glândula lacrimal: subpalpebral e súpero-lateral.
 As glândulas lacrimais secretam lágrimas para os ductúlos lacrimais excretores e elas escorrem de súper-
lateral para medial. Entram na bolsa conjuntiva através canais coletores de lágrima superior e inferior.
Através dos canalículos lacrimais, as lágrimas entram no saco lacrimal e de lá vão para o ducto
lacrimonasal.
 Ducto lacrimonasal: conduz a lágrima para o meato nasal inferior.
 As lágrimas contêm uma solução aquosa contendo sais, muco e lisozima (enzima bactericida).

Músculos extrínsecos do olho


 Os músculos se agrupam para fazer a movimentação do olho e proteger o nervo óptico.
 Retos superior (abaixo do músculo levantador), inferior, medial e lateral (muito próximo ao reto superior).
 Oblíquos superior (tende para medial) e inferior (tende para lateral).
 Levantador da pálpebra superior, logo abaixo da glândula lacrimal.
 Corpo periocular: gordura.

Alterações de visão
 Distorções no corpo vítreo, no humor aquoso, na íris ou na lente fazem a imagem não chegar à macula
lútea.
-Miopia: “olho alongado”, imagem formada antes da mácula, visão de longe alterada.
-Hipermetropia: “olho curto”, imagem formada depois da mácula, visão de perto alterada.
-Astigmatismo: alteração da lente, imagem de longe e de perto alterada.
 Estrabismo: contração errada dos músculos.
 Daltonismo: não tem boa recepção nos cones e bastonetes e causa alteração das cores vistas.
 Presbiopia: enrijecimento do cristalino.
 Conjuntivite: química, física (queimadura por raios solares) e patógena.
 Pterígio: crescimento da conjuntiva obstruindo a córnea.
 Glaucoma: calcificação do nervo óptico. Acontece aumento da pressão no bulbo do olho, devido ao aumento
do humor vítreo em decorrência da compressão das artérias e veias. O estímulo não é conduzido
corretamente.
 Catarata: opacidade do cristalino. Fibras que seguram a lente são cortadas durante a cirurgia de catarata.
Insere-se uma nova lente.
 Terçol: entupimento das glândulas sebáceas.
Vermelhidão os olhos: dilatação e congestão dos vasos sanguíneos da túnica conjuntiva