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INSTRUÇÃO TÉCNICA IT-11.01.

072
Requisitos para a Conexão de Centrais Geradoras ao Sistema de
Distribuição da CEEE-D
Macroprocesso: Expansão
Processo: Planejamento
Versão: 00
Vigência: 09-08-2018

SUMÁRIO

1. OBJETIVO ............................................................................................................... 1
2. ESCOPO ................................................................................................................. 1
3. REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 2
4. DEFINIÇÕES ........................................................................................................... 3
5. CONDIÇÕES GERAIS ............................................................................................ 7
6. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS .................................................................................. 9
7. VIGÊNCIA E APROVAÇÃO .................................................................................. 26
ANEXO A – DADOS PARA CONSULTA DE ACESSO DE CENTRAIS GERADORAS
(informações do Acessante) ......................................................................................... 28
ANEXO B – DADOS PARA CONSULTA DE ACESSO DE CENTRAIS GERADORAS
(Dados Técnicos – Geradores) ..................................................................................... 29
ANEXO C – DADOS TÉCNICOS DE TRANSFORMADORES ..................................... 30
ANEXO D – DADOS PARA SOLICITAÇÃO DE ACESSO DE CENTRAIS GERADORAS
...................................................................................................................................... 31
ANEXO E – EQUIPAMENTOS E PROTEÇÕES MÍNIMAS PARA CENTRAIS
GERADORAS E PONTOS DE CONEXÃO................................................................... 32
ANEXO F – UNIFILARES DE MEDIÇÃO E PROTEÇÃO MÍNIMAS EXIGIDAS PARA A
CONEXÃO DE CENTRAIS GERADORAS ................................................................... 33
ANEXO G – FLUXOGRAMA ........................................................................................ 36

1. OBJETIVO

Esta Instrução Técnica estabelece as condições de acesso ao sistema de distribuição


da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica - CEEE-D por centrais
geradoras de energia, bem como orienta o acessante quanto aos procedimentos a
serem seguidos para a obtenção do acesso pretendido.

2. ESCOPO

O escopo desta Instrução Técnica engloba os requisitos técnicos e procedimentos para


consulta de acesso e solicitação de acesso para centrais geradoras de energia na área
de concessão da CEEE-D.
Não estão considerados nesta Instrução Técnica os requisitos de acessantes que,
embora possuam geração própria, não injetem potência ativa na rede da CEEE-D, nem
o caso da conexão de micro e minigeração distribuída.
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Os requisitos técnicos de tais acessantes estão considerados nas normas NTD-00.024


– “Paralelismo Momentâneo de Gerador com o Sistema Primário de Distribuição até 69
kV, com Operação em Rampa” e IT-11.01.081– “Acesso de Micro e Mini Geração com
Fontes Renováveis e Cogeração Qualificada ao Sistema de Distribuição”.

3. REFERÊNCIAS

Constituem referências desta Instrução Técnica os seguintes documentos:


a) MTE – NR10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade;
b) ANEEL – Procedimento de Distribuição do Sistema Elétrico Nacional;
c) ONS – Procedimentos de Rede;
d) ONS – Instruções para Realização dos Estudos de Medições Relacionados aos
Novos Acessos em Rede Básica;
e) ANEEL – Resolução Normativa Nº 281, de 01 de outubro de 1999 – Estabelece as
condições gerais de contratação do acesso, compreendendo o uso e a conexão,
aos sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica;
f) ANEEL – Resolução Normativa Nº 390, de 15 de dezembro de 2009 – Estabelece
os requisitos necessários à outorga de autorização para exploração e alteração da
capacidade instalada de usinas termelétricas e de outras fontes alternativas de
energia, os procedimentos para registro de centrais geradoras com capacidade
instalada reduzida e dá outras providências;
g) ANEEL – Resolução Normativa Nº 433, de 23 de agosto de 2003 – Estabelece os
procedimentos e as condições para início da operação em teste e da operação
comercial de empreendimentos de geração de energia elétrica;
h) ANEEL – Resolução Normativa Nº 506, de 04 de setembro de 2012 – Altera a
Resolução º 281 de 01 de outubro de 1999, a Resolução ANEEL nº 371, de 29 de
dezembro de 1999, e a Resolução ANEEL nº 68, de 08 de junho de 2004, e revoga
a Resolução ANEEL nº 400, de 13 de abril de 2010;
i) ABNT – NBR 5422 – Projeto de linhas aéreas de transmissão de energia elétrica;
j) ABNT – NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV;
k) ABNT – NBR 15688 – Redes de distribuição aérea de energia elétrica com
condutores nus – Padronização;
l) ABNT – NBR 15992 – Redes de distribuição aérea de energia elétrica com cabos
cobertos fixados em espaçadores para tensões até 36,2 kV;
m) IEEE – Std 1547-2003 – Standard for Interconnecting Distributed Resources with
Eletric Power Systems;
n) CEEE-D – ETD-00.027 – Sistema de medição para faturamento - Produtores
independentes;
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o) CEEE-D – NTD-00.001 – Elaboração de projetos de redes aéreas de distribuição


urbanas;
p) CEEE-D – IT-81.002 – Elaboração de projetos de redes aéreas de distribuição
rural;
q) CEEE-D – NTD-00.003 – Ocupação ou travessia de faixa de domínio por redes de
distribuição de energia elétrica;
r) CEEE-D – NTD-00.076 – Requisitos mínimos para projetos de subestações
particulares a serem conectados ao sistema elétrico da CEEE-D;
s) CEEE-D – PTD-00.001 – Materiais para redes aéreas de distribuição;
t) CEEE-D – PTD-00.006 – Materiais para redes aéreas de distribuição especiais
para orla marítima;
u) CEEE-D – P-81.003 – Estruturas para Redes de Distribuição Aéreas com
Condutores Nus;
v) CEEE-D – PTD-00.007 – Estruturas para Redes de Distribuição Aérea com Cabos
Cobertos Fixados em Espaçadores;
w) CEEE-D – TD-00.001 Termos relacionados com materiais e construção de linhas e
redes aéreas de distribuição;
x) CEEE-D – TD-00.003 Termos relacionados com materiais e equipamentos
utilizados em linhas e redes aéreas de distribuição;
y) CEEE-D – RIC MT Regulamento de instalações consumidoras - Fornecimento em
média tensão - Rede de distribuição aérea;
z) CEEE-GT – NDOMT-00.001 Utilização de faixas de linhas aéreas de transmissão.

4. DEFINIÇÕES

Para os efeitos desta Instrução Técnica são adotados os termos definidos no Módulo 1
dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional
(PRODIST) e são complementadas pelas seguintes definições:

4.1. ACESSADA

Distribuidora de energia elétrica em cujo sistema elétrico o acessante conecta suas


instalações.

4.2. ACESSANTE

Consumidor, central geradora, distribuidora, agente importador ou exportador de


energia, cujas instalações se conectam ao sistema elétrico de distribuição,
individualmente ou associados. No caso desta instrução, o termo acessante se
restringe a produtores independentes e autoprodutores que injetem potência ativa na
rede elétrica da CEEE-D, em média tensão (MT) ou alta tensão (AT).
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4.3. ACESSO

Disponibilização do sistema elétrico de distribuição para a conexão de instalações de


unidade consumidora, central geradora, distribuidora, ou agente importador ou
exportador de energia, individualmente ou associados, mediante o ressarcimento dos
custos de conexão e, quando aplicável, custos relativos ao uso do sistema.

4.4. ACORDO OPERATIVO

Acordo, celebrado entre acessante e acessada, que descreve e define as atribuições,


responsabilidades e o relacionamento técnico-operacional do ponto de conexão e
instalações de conexão, quando o caso, e estabelece os procedimentos necessários ao
sistema de medição para faturamento - SMF.

4.5. ATO AUTORIZATIVO

Ato emitido pelo poder concedente para as seguintes situações:


a) Implantação, ampliação ou repotencialização de centrais geradoras termelétricas,
eólicas e de outras fontes alternativas de energia, com potência superior a 5 MW;
b) Aproveitamento de potenciais hidráulicos de potência superior a 1 MW e igual ou
inferior a 30 MW, mantidas as características de pequena central hidrelétrica -
PCH;
c) Importação e/ou exportação de energia, bem como a implantação dos respectivos
sistemas de distribuição ou transmissão associados.

4.6. AUTOPRODUTOR

Pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão


ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo, podendo,
mediante autorização da ANEEL, comercializar seus excedentes de energia.

4.7. BD

Barramento de subestação na configuração barra dupla.

4.8. BPT

Barramento de subestação na configuração barra principal e transferência.

4.9. CENTRAL GERADORA (CG)

Agente concessionário, autorizado ou registrado de geração de energia elétrica, e que


pode deter instalações de interesse restrito. Incluem-se, neste conceito,
autoprodutores, cogeradores e produtores independentes.

4.10. COMISSIONAMENTO

Ato de submeter equipamentos, instalações e sistemas a testes e ensaios


especificados, antes de sua entrada em operação.
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4.11. CONCESSÃO DE GERAÇÃO

Aplica-se a aproveitamento de potencial hidráulico de potência superior a 1 MW e a


central termelétrica de potência superior a 5 MW, podendo ser outorgada para
prestação de serviço público ou para uso do bem público, neste caso sob os regimes
de autoprodução ou de produção independente.

4.12. CONTRATO DE CONEXÃO ÀS INSTALAÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO (CCD)

Contrato celebrado entre o acessante e a distribuidora acessada, que estabelece


termos e condições para conexão de instalações do acessante às instalações de
distribuição, definindo, também, os direitos e obrigações das partes.

4.13. CONTRATO DE USO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO (CUSD)

Contrato celebrado entre o acessante e a distribuidora, que estabelece os termos e


condições para o uso do sistema de distribuição e os correspondentes direitos,
obrigações e exigências operacionais das partes.

4.14. DFIG

Geradores de indução duplamente alimentados.

4.15. ILHAMENTO

Operação em que a central geradora supre uma porção eletricamente isolada do


sistema de distribuição da acessada. O mesmo que operação ilhada.

4.16. INSTALAÇÕES DE INTERESSE RESTRITO

Denominadas também de instalações de uso exclusivo, correspondem àquelas


instalações de propriedade do acessante com a finalidade de interligar suas instalações
até o ponto de conexão.

4.17. MÓDULO DE INFRAESTRUTURAL GERAL

Conjunto de equipamentos, materiais e serviços de infraestrutura comuns à


subestação, tais como terreno, cercas, terraplenagem, drenagem, grama,
embritamento, pavimentação, arruamento, iluminação do pátio, proteção contra
incêndio, abastecimento de água, redes de esgoto, malha de terra e cabos para-raios,
canaletas principais, edificações, serviço auxiliar, área industrial e caixa separadora de
óleo.

4.18. MÓDULO DE MANOBRA

Conjunto de equipamentos, materiais e serviços necessários à implantação dos setores


de manobra, tais como entrada de linha, conexão de transformador ou
autotransformador, interligação de barramentos, conexão de banco de capacitores
paralelo ou série, conexão de reatores de linha ou de barra, conexão de transformador
de aterramento, conexão de compensador.
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4.19. MONTANTE DE USO DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO (MUSD)

Potência ativa média calculada em intervalos de 15 (quinze) minutos, injetada ou


requerida pelo sistema elétrico de distribuição pela geração ou carga, em kW.

4.20. OPERADOR NACIONAL DO SISTEMA ELÉTRICO (ONS)

Entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da
ANEEL, responsável pelas atividades de coordenação e controle da operação da
geração e da transmissão de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN).

4.21. PARALELISMO

Operação dos geradores das centrais geradoras em paralelo com o sistema elétrico da
distribuidora.

4.22. PONTO DE CONEXÃO

Conjunto de equipamentos que se destina a estabelecer a conexão na fronteira entre


as instalações da acessada e do acessante, comumente caracterizado por módulo de
manobra necessário à conexão das instalações de propriedade do acessante, não
contemplando o seu SMF.

4.23. POTÊNCIA INSTALADA EM CENTRAL GERADORA (Pinst)

Potência instalada em uma central geradora é definida pelo somatório das potências
elétricas ativas nominais das suas unidades geradoras.

4.24. PRODUTOR INDEPENDENTE DE ENERGIA (PIE)

Pessoa jurídica ou consórcio de empresas que recebe concessão ou autorização para


explorar aproveitamento hidroelétrico ou central geradora termoelétrica e respectivo
sistema de transmissão associado e para comercializar, no todo ou em parte, a energia
produzida por sua conta e risco.

4.25. REGISTRO DE GERAÇÃO

Comunicado a ANEEL, para fins de registro, da implantação, alteração de capacidade


de centrais geradoras termelétricas, eólicas e de outras fontes alternativas de energia,
com potência igual ou inferior a 5 MW e aproveitamentos hidrelétricos com potência
menor ou igual a 1 MW.

4.26. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

Conjunto de instalações e equipamentos elétricos existentes na área de atuação de


uma distribuidora.

4.27. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ALTA TENSÃO (SDAT)

Conjunto de linhas e subestações que conectam as barras da rede básica ou de


centrais geradoras às subestações de distribuição em tensões típicas iguais ou
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superiores a 69 kV e inferiores a 230 kV, ou instalações em tensão igual ou superior a


230 kV quando especificamente definidas pela ANEEL.

4.28. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MÉDIA TENSÃO (SDMT)

Conjunto de linhas de distribuição e de equipamentos associados em tensões típicas


superiores a 1 kV e inferiores a 69 kV, na maioria das vezes com função primordial de
atendimento a unidades consumidoras, podendo conter geração distribuída.

4.29. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE BAIXA TENSÃO (SDBT)

Conjunto de linhas de distribuição e de equipamentos associados em tensões nominais


inferiores ou iguais a 1 kV.

4.30. SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO (SMF)

Sistema composto pelos medidores principal e retaguarda, pelos transformadores de


instrumentos – TI (transformadores de potencial – TP e de corrente – TC), pelos canais
de comunicação entre os Agentes e a CCEE, e pelos sistemas de coleta de dados de
medição para faturamento.

5. CONDIÇÕES GERAIS

O procedimento de acesso ao sistema de distribuição é regrado pelo módulo 3 do


PRODIST. Neste módulo são definidas as etapas opcionais e obrigatórias para cada
tipo de acessante sob a abrangência do mesmo. Os prazos a serem observados tanto
pelo acessante quanto pela acessada também estão definidos neste módulo.
A Tabela 1 resume as etapas para consulta e solicitação de acesso por tipo de
acessante.
Tabela 1 – Etapas para consulta de acesso e solicitação de acesso.

Fonte: PRODIST módulo 3 - revisão 7.


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O acessante deve consultar o módulo 3 do PRODIST na sua versão vigente para


identificar os procedimentos, prazos e documentação necessários para cada etapa
dentro do seu enquadramento.
Adicionalmente ao disposto no módulo 3 do PRODIST, o acessante deverá apresentar
à distribuidora a documentação descrita nesta Instrução Técnica. Todos os
documentos devem ser encaminhados para a Divisão de Gestão Comercial para o
endereço abaixo (via física) e para o e-mail grupoa@ceee.com.br (via eletrônica).
Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica – CEEE-D
Divisão de Gestão Comercial
Depto. de Faturamento e Gestão de Clientes Especiais
Av. Joaquim Porto Villanova, 201
CEP 91410-400

5.1. CONSULTA DE ACESSO

Na etapa de consulta de acesso, adicionalmente às documentações estabelecidas no


módulo 3 do PRODIST, o acessante deverá preencher as informações do ANEXO A,
ANEXO B e ANEXO C desta Instrução Técnica.

5.2. SOLICITAÇÃO DE DAL

Quando da solicitação de documento para acesso para leilão, adicionalmente às


documentações estabelecidas no módulo 3 do PRODIST, o acessante deverá fornecer:
a) As informações do ANEXO A, ANEXO B e ANEXO C;
b) Referência ao leilão específico no qual tem interesse em cadastramento.

5.3. SOLICITAÇÃO DE ACESSO

Na etapa da solicitação de acesso, adicionalmente às documentações estabelecidas no


módulo 3 do PRODIST, o acessante deverá fornecer:
a) As informações do ANEXO A, ANEXO B, ANEXO C e ANEXO D;
b) Estudos de conexão, conforme descritos na seção 6.9 desta Instrução Técnica;
c) Contrato de concessão ou permissão, ato autorizativo ou de outorga e parecer do
ONS, a depender do enquadramento do acessante.
d) Memorial descritivo do empreendimento contendo as etapas de construção, modo
de operação e esquema de proteção e controle com os seguintes anexos:
I. Cronograma de implantação e expansão;
II. Diagrama unifilar completo do empreendimento com posicionamento de
equipamentos de proteção e medição (em CAD);
III. Projeto do sistema de medição para faturamento, conforme padrões
estabelecidos no submódulo 12.2 dos Procedimentos de Rede do ONS e na
especificação ETD-00.027 – Sistema de Medição para Faturamento –
Produtores Independentes.
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5.4. FORMAS DE CONEXÃO

O ponto de conexão é definido pela CEEE-D considerando o critério de mínimo custo


global e que:
a) A conexão da central geradora não pode acarretar em redução da flexibilidade
operativa e do desempenho da rede acessada;
b) Durante restrições operativas da rede da CEEE-D, não é permitida a transferência
de acessantes de geração de um alimentador para outro.
Os montantes máximos de geração são definidos em análises específicas,
considerando máxima variação de tensão, limites de carregamento e superação da
capacidade dos equipamentos, caso a caso.

5.4.1. Acesso ao Sistema de Distribuição de Média Tensão

No acesso ao SDMT, a conexão da central geradora pode ocorrer por uma das formas
a seguir:
a) Unidade consumidora que pretende se tornar autoprodutor, com venda de
excedente de energia gerada;
b) Acessante em alimentador existente;
c) Acessante em subestação existente, através de alimentador exclusivo.

5.4.2. Acesso ao Sistema de Distribuição e Alta Tensão

No acesso ao SDAT, a conexão da central geradora pode ocorrer por uma das formas
a seguir:
a) Acessante em conexão direta ao barramento da SE através de elemento de linha;
b) Acessante com seccionamento de linha de transmissão com módulos de entrada e
saída.

6. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

A conexão de central geradora ao sistema elétrico da CEEE-D só é permitida se não


resultar em problemas técnicos ou de segurança para outros consumidores em geral,
ao próprio sistema elétrico e ao pessoal de operação e manutenção.
A conexão de central geradora não deve ocasionar sobretensões aos componentes do
sistema de distribuição ou causar descoordenação nos sistemas de proteção.
A CEEE-D se reserva o direito de solicitar a inclusão de equipamentos adicionais aos
recomendados nestes requisitos técnicos em função de características particulares do
sistema elétrico da instalação ou do próprio sistema elétrico da CEEE-D.
O acessante é o responsável pela sincronização do(s) gerador(es) com o sistema
elétrico da CEEE-D, após a obtenção de permissão e sempre com a linha da
concessionária em operação (energizada).
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É de responsabilidade do acessante a instalação, operação e manutenção dos seus


equipamentos, permitindo o estabelecimento de condições de sincronismo por ocasião
de cada manobra de execução do paralelismo.
A proteção do gerador ou geradores do acessante, bem como de suas instalações
elétricas particulares, é de responsabilidade do próprio acessante, de tal maneira que
falhas, surtos atmosféricos ou outras perturbações no sistema elétrico da CEEE-D não
causem danos às suas instalações. A proteção do gerador contra correntes de
sequência negativa excessivas, possíveis diante de certas condições do sistema, é de
responsabilidade do acessante.
As proteções do ponto de conexão devem estar instaladas em painel específico, com
réguas de teste, e com possibilidade de lacre dos elementos de desconexão, instalados
próximo ao elemento de interrupção.
A adequação dos sistemas de telecomunicação, proteção, comando e controle dos
módulos de alimentador, módulo de conexão ou de linhas adjacentes ao ponto de
conexão são de responsabilidade do acessante, inclusive o fornecimento e a instalação
de equipamentos acessórios adicionais necessários a nova configuração.
Quando a implantação das instalações de responsabilidade do acessante, incluindo
suas instalações de interesse restrito, gerar a necessidade de remanejamento de
instalações existentes de propriedade da acessada ou de terceiros, o acessante é
responsável pelos custos associados a tal remanejamento.
A CEEE-D pode suspender o paralelismo da central geradora em condições de
emergência ou condições operacionais ou de segurança inadequadas do gerador.
A CEEE-D não permite o acesso de central geradora em áreas atendidas por redes de
distribuição subterrâneas não radiais.

6.1. CRITÉRIOS E PADRÕES ESPECÍFICOS PARA A CONEXÃO AO SDMT

6.1.1. Tipo de Conexão do Transformador de Acoplamento

Todos os geradores da central geradora devem estar acoplados ao sistema de


distribuição através de um transformador de potência na configuração delta-estrela ou
estrela-delta-estrela.
A conexão deverá isolar o circuito de sequência zero da geração do circuito de
sequência zero da rede da concessionária. O lado da central geradora deve
preferencialmente ser conectado em delta.
O lado da CEEE-D deve manter o sistema com característica efetivamente aterrada
(X_0<3X_1 e R_0<X_1), sendo preferencialmente conectado em estrela-aterrada.
Na impossibilidade da conexão estrela-aterrada, deve ser instalado um transformador
de aterramento com ligação zig-zag. Esse transformador deve ser parte integrante do
transformador de acoplamento, ou seja, não é permitida a operação sem que ambos
estejam em funcionamento.
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6.1.2. Unidade Consumidora que Pretende se Tornar Autoprodutor, com Venda


de Excedente de Energia Gerada

O consumidor deve realizar adequações de proteção, medição e automação, conforme


descrito nos itens 6.3 a 6.9.
Deve ser instalado um religador telecomandado, conforme os padrões técnicos da
concessionária, no ponto de conexão ou em outro ponto definido pela CEEE-D de
acordo com conveniência técnica. Este equipamento deve ser transferido sem ônus
para a CEEE-D, que se torna responsável pela manutenção e operação do religador.
O sistema de medição deve ser instalado no lado de média tensão, conforme
Procedimentos de Rede – Submódulo 12.2 e na ETD-00.027 – Sistema de Medição
para Faturamento – Produtores Independentes.

6.1.3. Acessante Conectado a um Alimentador Existente

O acessante é responsável pelo projeto, construção, operação e manutenção do trecho


de rede entre as suas instalações e o alimentador existente, observando os padrões
técnicos da CEEE-D.
Deve ser instalado um religador telecomandado, conforme os padrões técnicos da
concessionária, no ponto de conexão ou em outro ponto definido pela CEEE-D de
acordo com conveniência técnica. Este equipamento deve ser transferido sem ônus
para a CEEE-D, que se torna responsável pela manutenção e operação do religador.
O sistema de medição deve ser instalado no lado de média tensão, conforme
Procedimentos de Rede – Submódulo 12.2 e na ETD-00.027 – Sistema de Medição
para Faturamento – Produtores Independentes.

6.1.4. Acessante em Subestação Existente, Conectado via Alimentador Exclusivo

No caso de conexão de central geradora através de alimentador exclusivo, devem ser


seguidas as características de projeto, equipamentos e instalações da subestação na
qual for realizado o acesso, observando os padrões técnicos da CEEE-D.
O sistema de medição deve ser instalado no lado de média tensão da subestação da
CEEE-D, sendo os requisitos de projeto, manutenção e operação das instalações
associadas à conexão dentro da subestação definidos conforme Procedimentos de
Rede – Submódulo 12.2 e na ETD-00.027 – Sistema de Medição para Faturamento –
Produtores Independentes.
A conexão do alimentador exclusivo na SE deve seguir o padrão da subestação
acessada, ou seja, deve ser implementada na configuração barramento principal e
transferência, sempre que a SE apresentar esta configuração. Devem ser
contempladas as adequações necessárias para utilização do módulo de transferência
em caso de indisponibilidade do módulo de conexão.
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6.2. CRITÉRIOS E PADRÕES ESPECÍFICOS PARA A CONEXÃO AO SDAT

6.2.1. Tipo de Conexão do Transformador de Acoplamento

Todos os geradores da central geradora devem estar acoplados ao sistema de


distribuição através de um transformador de potência na configuração delta-estrela ou
estrela-delta-estrela.
A conexão deverá isolar o circuito de sequência zero da geração do circuito de
sequência zero da rede da concessionária. O lado da central geradora deve
preferencialmente ser conectado em delta.
O lado da CEEE-D deve manter o sistema com característica efetivamente aterrada
(X_0<3X_1 e R_0<X_1).
Na impossibilidade da conexão estrela-aterrada deve ser instalado um transformador
de aterramento, com ligação zig-zag. Esse transformador deve ser parte integrante do
transformador de acoplamento, ou seja, não é permitida a operação sem que ambos
estejam em funcionamento.

6.2.2. Acessante em Conexão Direta ao Barramento da SE Através de Elemento


de Linha

Devem ser seguidas as características de projeto, equipamentos e instalações da


subestação na qual for realizado o acesso, observando os padrões técnicos da CEEE-
D.
O sistema de medição deve ser instalado no módulo de linha da conexão à subestação
da CEEE-D, sendo os requisitos de projeto, manutenção e operação das instalações
associadas definidos conforme Procedimentos de Rede – Submódulo 12.2 e na ETD-
00.027 Sistema de medição para faturamento - Produtores independentes.
A conexão do elemento de linha exclusivo do acessante na SE deve seguir o padrão da
subestação acessada, ou seja, deve ser implementada na configuração BPT ou BD,
sempre que a SE apresentar estas configurações. Devem ser contempladas as
adequações necessárias para utilização do módulo de transferência em caso de
indisponibilidade do módulo de conexão.

6.2.3. Acessante com Seccionamento de Linha de Transmissão com Módulos de


Entrada e Saída

A configuração dos módulos de linha deve ser do tipo BPT ou de arranjo que tenha
confiabilidade igual ou superior.
Os módulos de entrada e saída devem ser transferidos sem ônus para a CEEE-D, que
se torna responsável pela manutenção e operação dos mesmos.
Devem ser seguidas as características de projeto, equipamentos e instalações de
subestação e linhas de transmissão, observando os padrões técnicos da CEEE-D.
O sistema de medição deve ser instalado no lado de alta tensão da subestação do
acessante, sendo os requisitos de projeto, manutenção e operação das instalações
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associadas definidos conforme Procedimentos de Rede – Submódulo 12.2. e na ETD-


00.027 – Sistema de Medição para Faturamento – Produtores Independentes.

6.3. REQUISITOS DE PROTEÇÃO

O módulo de conexão deve ser acionado por relé secundário que remova e bloqueie o
paralelismo sempre que ocorrer uma anomalia (curto-circuito, queda de tensão, falta de
fase, entre outros) na rede da CEEE-D ou na própria instalação do Acessante.
Não é permitido que a central geradora energize um circuito desenergizado da
concessionária.
Todos os ajustes dos relés e dos equipamentos auxiliares necessários ao paralelismo
deverão ser submetidos para análise e aprovação da concessionária, bem como
demais documentos adiante listados nestes requisitos técnicos. A implantação e os
testes dos mesmos devem ser realizados, com acompanhamento da CEEE-D, por
empresa especializada idônea, com responsabilidades técnica e financeira do
acessante.
O esquema de proteção do acessante deve garantir a eliminação da contribuição de
sua planta para todos os tipos de faltas na rede da CEEE-D, bem como a eliminação
da contribuição da rede da CEEE-D para faltas em sua planta.
Os ajustes dos relés de proteção que atuam sobre o módulo de conexão e todos os
equipamentos de proteção envolvidos devem ser definidos pelo acessante e aprovados
pela CEEE-D, observando-se as conclusões dos estudos de proteção e estabilidade
transitória a serem entregues pelo acessante.
O acessante deve prever em seu esquema de proteção a desconexão da central
geradora no caso de perda do sistema da CEEE-D. Ressalta-se que os religamentos
automáticos existentes no SDMT e SDAT devem ser mantidos e considerados nos
estudos de proteção e estabilidade transitória.
Os disjuntores envolvidos no paralelismo das unidades geradoras, sem supervisão do
relé de check de sincronismo, devem possuir intertravamento para impedir energização
fora de sincronismo.
Para a sincronização da unidade geradora a função de sincronismo deve atender
variações máximas de ângulo e tensão de acordo com o sugerido na norma IEEE 1547
ou práticas consensadas no setor elétrico.
Deve ser instalada proteção de retaguarda, composta por relés para detecção de faltas
entre fases e entre fases e terra, atuando na abertura do paralelismo.
O tempo máximo recomendado para a operação ilhada da central geradora é de
2(dois) segundos sem haver prejuízo para as condições de religamento e qualidade do
sistema elétrico da CEEE-D.
Não é permitido o religamento do módulo de conexão da central geradora ao sistema
elétrico de distribuição e deve ser previsto um tempo mínimo de 2(dois) minutos para
reconexão da central geradora.
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As funções mínimas de proteção de acordo com a potência instalada devem ser


aquelas definidas no Módulo 3 do PRODIST.
Nos ajustes de proteção de frequência, considerar os critérios recomendados no
Módulo 8 do PRODIST, seção 8.1, item 8.
O Anexo E apresenta os esquemas de proteção de acordo com o tipo de conexão.
NOTA: O acessante deve consultar a acessada a respeito dos requisitos técnicos
específicos do sistema de proteção.

6.4. REQUISITOS DO SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO

O Sistema de Medição para fins de Faturamento – SMF a ser implantado pela central
geradora deve atender aos requisitos estabelecidos no Módulo 12 dos Procedimentos
de Rede – Medição para Faturamento, REN ANEEL nº 506 de 4 de setembro de 2012
e “Especificação Técnica das Medições para Faturamento”, constante no Anexo 1 do
Submódulo 12.2.
A responsabilidade técnica e financeira pela implantação, manutenção e adequação
dos referidos SMFs é do acessante, nos termos do item 4.4 do submódulo 12.2 dos
Procedimentos de Rede, estando nela incluídas, dentre outras, a elaboração dos
projetos, a aquisição dos equipamentos, a instalação e o comissionamento dos SMFs.
A implantação dos canais de comunicação desses sistemas de medição com a Câmara
de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE é de responsabilidade do acessante.
A central geradora deve enviar, para a aprovação da CEEE-D, os projetos do sistema
de medição de faturamento e o relatório de comissionamento. Recebendo a aprovação
dos referidos documentos por parte da CEEE-D, os mesmos são enviados para a
aprovação final do ONS. O comissionamento do SMF deve ser acompanhado pela
CEEE-D, que tem a responsabilidade de lacrar os pontos de selagem.
A central geradora deve disponibilizar à CEEE-D canal de acesso ao SMF para leitura
dos medidores com fins de faturamento.
O Sistema de Medição de Faturamento deve possibilitar a comunicação remota direta
com os medidores, viabilizando os procedimentos de leitura, verificações contínuas dos
valores registrados e memória de massa, através da aquisição de leituras em tempo
integral. Conforme exigência do ONS, a estrutura de comunicação deverá permitir o
acesso simultâneo da CCEE e da CEEE-D sem que um prejudique o acesso do outro
para ambos os medidores.
Para o circuito de comunicação de dados, o acessante deve disponibilizar um ponto de
rede para conexão do(s) medidor(es) com a CCEE e a CEEE-D configurado(s) através
de um túnel VPN exclusivo com a CCEE e outro túnel VPN exclusivo com a CEEE-D,
ambos os túneis monitorados pelo cliente, a fim de que possa realizar a manutenção da
rede de comunicação em caso de falha e evitar penalidades por ausência de coleta de
dados e inspeção lógica previstas no módulo 6 dos Procedimentos de Comercialização
(PdC) da CCEE. Este ponto de rede deve ser disponibilizado no padrão Ethernet na
caixa de medição e o canal de comunicação utilizado deve permitir a transferência dos
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dados numa taxa mínima compatível com a transmissão dos pacotes de dados do
medidor garantindo assim, uma comunicação estável.

Caso a acessante opte por utilizar equipamentos distintos dos especificados pela
CEEE-D, os eventuais custos para permitir a leitura remota pelo sistema de coleta de
dados CEEE-D devem ser arcados pela acessante.

6.5. REQUISITOS DE TELECOMUNICAÇÃO

Deve ser disponibilizado um canal de comunicação atendendo as características


técnicas definidas pela acessada, interligando o ponto de conexão ao Centro de
Operação da Distribuição, viabilizando em tempo real:
a) Supervisão, controle, comando e medição;
b) Aquisição de oscilografia e dados de medição para análise de ocorrências;
c) Transferência de disparo entre subestação-fonte e elemento de
desconexão/interrupção, se comprovada a necessidade através de estudos
proteção.
NOTA: O acessante deve consultar a acessada a respeito dos requisitos técnicos
específicos do sistema de comunicação.

6.6. REQUISITOS TÉCNICOS PARA GERADORES SÍNCRONOS E DFIG

Para evitar que seja afetada a qualidade do atendimento aos demais consumidores
atendidos pelo sistema de distribuição, o acessante de geração com máquina síncrona
ou DFIG deve observar os requisitos descritos a seguir:
a) Conforme recomendado no PRODIST, toda central geradora com potência nominal
superior a 300 kW deve possuir controle de tensão e frequência.
b) A tensão de referência para o regulador de tensão da máquina deve ser ajustada
de acordo com os resultados dos estudos de regime permanente, levando em
conta o fator de potência do ponto de conexão e os níveis de tensão adequados
conforme o Módulo 8 do PRODIST.
c) O sistema de controle de tensão das máquinas deve permitir a regulação da tensão
no ponto de conexão ou a operação com fator de potência constante. O modo de
operação mais adequado deve ser indicado nos estudos de regime permanente.
d) Os sistemas de excitação e controle de tensão das máquinas deverão ser
especificados considerando-se uma faixa de operação em condição normal de 95%
a 105% para a tensão nominal. O regulador de tensão deverá ser especificado de
forma a admitir até 110% da tensão nominal.
e) As faixas de tensão de operação permitidas no caso de unidade geradora
operando no modo regulação de tensão são estabelecidas em acordo operativo.
f) A fim de permitir a coordenação entre o controle de tensão por equipamentos
instalados na rede de distribuição e o controle de tensão das máquinas, deve ser
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admitido um tempo morto (time delay) ajustável na faixa de 0 a 180 segundos. O


tempo morto é especificado pela CEEE-D e deve constar no Parecer de Acesso.
g) Os limitadores deverão estar ajustados de forma a permitir uma excursão da
tensão da geração na faixa de 90% a 105% da nominal. O objetivo é evitar
desligamentos indevidos causados por variações momentâneas de tensão na rede,
distantes do ponto de conexão.
h) O sistema de excitação, que inclui o transformador de excitação, a excitatriz/ponte
de tiristores, o regulador automático de tensão e os limitadores de excitação e de
potência reativa, deve possuir limitadores de sobrexcitação e subexcitação.
i) O regulador de tensão deve admitir modo de controle pela tensão terminal da
máquina e pela corrente de campo, este atuando como back-up. O sistema de
excitação deve ser dotado de uma malha de compensação da corrente reativa.
j) Deve ser avaliada nos estudos de estabilidade transitória a necessidade de
instalação do estabilizador de sistema de potência (PSS).
k) Os ajustes do sistema de excitação são realizados pelo acessante, que deve enviá-
los para a CEEE-D para avaliação, considerando a rapidez de resposta e
amortecimento adequado para pequenas oscilações. O “overshoot” da tensão
terminal deve ser limitado a 10%. O tempo de resposta da tensão de campo deve
ser no máximo de 0,1 s e o tempo de estabilização deve ser no máximo 2 s. Deve
ser avaliada a existência de amortecimento adequado na faixa de 0,2 a 3 Hz.
l) Se a conexão de uma central geradora ocorrer em um alimentador ou linha de
transmissão onde já exista outro acessante de geração conectado, recomenda-se
que os ajustes dos parâmetros da malha de controle de tensão e PSS dos
geradores existentes sejam reavaliados pelo novo acessante, de forma a manter
um amortecimento adequado para as oscilações da rede.
m) Oscilações de potência das centrais geradoras podem ocasionar variações na
potência injetada e na tensão da rede de distribuição. A malha de controle de
velocidade das máquinas síncronas deve ser dotada de amortecimento, de forma a
evitar variações de tensão prejudiciais ao funcionamento de outros consumidores
conectados à rede.
n) Durante o comissionamento das instalações de conexão devem ser realizados
ensaios de desempenho dos sistemas de controle de cada máquina, e os
resultados devem ser enviados à CEEE-D para posterior liberação para operação
comercial.

6.7. REQUISITOS TÉCNICOS PARA GERADORES ASSÍNCRONOS

Para conexão de geradores assíncronos conectados à rede sem inversor de frequência


devem ser observados os seguintes requisitos:
a) A potência máxima dos geradores assíncronos que podem ser interligados ao
sistema de média tensão da CEEE-D é de 500 kW. A variação de tensão admitida
no momento da conexão é de no máximo 5% da tensão no ponto de conexão. O
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paralelismo pode ocorrer com o rotor da máquina girando no mínimo a 95% da


velocidade síncrona, após ser acelerado mecanicamente pelas turbinas.
b) O fator de potência mínimo verificado no ponto de conexão deve ser de 0,95
indutivo. O acessante deve instalar o montante de bancos de capacitores
necessário para o fornecimento de potência reativa com o fator de potência
solicitado.
c) Os bancos de capacitores só podem ser ligados após 1 minuto da entrada em
funcionamento do gerador assíncrono. No caso de falta de tensão na rede da
CEEE-D, os bancos de capacitores devem ser automaticamente desligados, para
evitar a ocorrência de autoexcitação dos geradores.
d) Este tipo de gerador não pode funcionar como um motor de indução. Para tanto,
deve ser instalado relé de proteção direcional de potência (função 32).
e) As máquinas assíncronas devem ser projetadas para suportarem a distorção
harmônica, flutuações e desequilíbrio de tensão globais admitidos no sistema de
distribuição, conforme limites estabelecidos no Módulo 8 do PRODIST.
f) As máquinas assíncronas conectadas à rede de 60 Hz devem suportar tensões de
até 105% da nominal no ponto de conexão, sem que ocorra a saturação do circuito
magnético, de forma a evitar a forte componente de terceira harmônica de corrente
que pode ocorrer na saturação.

6.8. REQUISITOS DE QUALIDADE DE ENERGIA

O acessante não pode, com a operação de seus processos industriais ou de produção


de energia, causar a degradação dos níveis de qualidade do sistema de distribuição
onde está conectado.
Devem ser realizadas campanhas de medição, complementares aos estudos de
conexão, com o objetivo de avaliar o desempenho das instalações do acessante.
Na conexão de unidades geradoras diretamente à rede da CEEE-D, ou seja, sem
utilizar conversores/inversores eletrônicos, deverá ser relatado e justificado pelo
acessante o baixo impacto da conexão com relação aos índices de qualidade de
energia, não sendo necessária a simulação/previsão do impacto do acréscimo da nova
instalação.

6.8.1. Tensão em Regime Permanente

A tensão no ponto de conexão deve ser mantida dentro de valores admissíveis,


conforme Módulo 8 do PRODIST, observando a tensão nominal no ponto de conexão.
As condições de conexão devem ser definidas visando obter níveis adequados de
tensão no ponto de conexão.
As variações de tensão provocadas pela desconexão e/ou conexão da central geradora
não devem exceder 5% do valor de operação antes do chaveamento.
Nas análises de variação de tensão devem ser considerados cenários de carga
mínima, média e máxima, e geração mínima, média e máxima. No caso de
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autoprodutores, deve ser considerada a carga de emergência na análise de perda de


geração.
Com o objetivo de possibilitar a adequação do fator de potência do ponto de conexão
às necessidades operativas de cada ponto do sistema elétrico, recomenda-se que os
geradores tenham capacidade de operar dentro da faixa de fator de potência entre 0,95
capacitivo e 0,95 indutivo.

6.8.2. Variação de Frequência

Em condições normais de operação, em regime permanente, a frequência no ponto de


conexão deve situar-se entre 59,9 Hz e 60,1 Hz;
Na ocorrência de perturbações no sistema elétrico, havendo disponibilidade de geração
para permitir a recuperação do equilíbrio carga-geração, a frequência deve retornar
para a faixa de 59,5 Hz a 60,5 Hz dentro de 30 segundos após a frequência ter saído
dessa faixa;
Na ocorrência de perturbações e havendo necessidade de corte de geração ou de
carga para permitir a recuperação do equilíbrio carga-geração a frequência:
a) Não pode exceder 66 Hz ou ser inferior a 56,5 Hz em condições extremas no
sistema elétrico;
b) Pode permanecer acima de 62 Hz por no máximo 30 segundos e acima de 63,5 Hz
por no máximo 10 segundos;
c) Pode permanecer abaixo de 58,5 Hz por no máximo 10 segundos e abaixo de 57,5
Hz por no máximo 5 segundos.
No caso de ilhamento não intencional é permitido manter a geração para o sistema de
distribuição por um tempo máximo de 2(dois) segundos, sem que cause danos aos
demais componentes do sistema de distribuição.

6.8.3. Flutuação de Tensão

Os limites de flutuação de tensão (“Flicker”) a serem observados pelo acessante estão


descritos no Módulo 8 do PRODIST.
Os níveis de flutuação de tensão (“Flicker”) devem ser avaliados através de campanhas
de medição ou através de medidor de faturamento e qualidade de energia de forma
ininterrupta, quando as características dos equipamentos e instalações do acessante
justificarem a necessidade de avaliação, ou se necessário avaliar os níveis de
desequilíbrio de tensão no ponto de conexão.

6.8.4. Variações de Tensão de Curta Duração (VTCD)

Entende-se por variação de tensão de curta duração um desvio significativo da


amplitude da tensão por um curto intervalo de tempo, conforme estabelecido no
PRODIST.
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Recomenda-se que os ajustes das proteções de subtensão e sobretensão sejam


ajustados de forma a evitar desligamentos desnecessários das máquinas devido à
ocorrência de VTCD na rede de distribuição.
Os ajustes estabelecidos para a proteção de subtensão e sobretensão devem ser
considerados nos estudos dinâmicos para definição dos parâmetros do regulador de
tensão e de velocidade das máquinas. As malhas de controle devem ter seus
parâmetros ajustados de forma a possibilitar uma resposta rápida e um amortecimento
adequado das oscilações decorrentes de afundamentos de tensão ocorridos em
componentes remotos da rede.

6.8.5. Distorção Harmônica de Tensão

Os limites de distorções harmônicas de tensão que se aplicam ao sistema de


distribuição estão definidos no Módulo 8 do PRODIST, os quais devem ser
considerados pelo acessante na especificação dos seus equipamentos.
Os limites para as correntes harmônicas, estabelecidos em percentuais da corrente
total da carga injetada na rede, considerados nesta norma são derivados dos valores
recomendados na norma 519 do IEEE. Estes valores são calculados tomando por base
a relação entre a corrente de curto-circuito do sistema de distribuição e as correntes
harmônicas injetadas.

6.8.6. Distorção Harmônica de Corrente

Os limites individuais e totais de distorções harmônicas de corrente a serem


observados estão descritos na Norma IEEE 1547-2003 e estão transcritos na Tabela 2.
Tabela 2 – Limites de distorção de correntes harmônicas em percentual de corrente IL.

Máxima Distorção de Corrente Harmônica (% IL) para ordens ímpares


Ordem h<11 11≤h<17 17≤h<23 23≤h<35 35≤h TDD
harmônica
(%) 4,0% 2,0% 1,5% 0,6% 0,3% 5,0%

Onde:
IL: maior corrente de carga, na frequência fundamental, em condições normais de
operação;
Nota: Correntes harmônicas de ordem par são limitadas a 25% das correntes
harmônicas ímpares da tabela 2.

6.9. ESTUDOS DE CONEXÃO

O objetivo dos estudos de conexão é definir as características do ponto de conexão,


avaliar o desempenho das instalações de uso exclusivo do acessante e analisar o
impacto do empreendimento no sistema elétrico, identificando eventuais necessidades
de ampliações, reforços e melhorias para a viabilização técnica da conexão.
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O acessante deve apresentar os arquivos com a modelagem dos casos utilizados nas
simulações (arquivos principais, modelos dos controladores e bibliotecas para
simulação das funções de proteção) para demonstração do atendimento aos requisitos
mínimos de desempenho, conforme as normativas da concessionária, o PRODIST e,
quando necessário, dos Procedimentos de Rede, e para possibilitar à CEEE-D a
reprodução total dos casos simulados.
O acessante deve apresentar as Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) dos
estudos de conexão.
O acessante deve solicitar à CEEE-D os casos base de fluxo de potência, necessários
para a realização dos estudos de regime permanente e estabilidade transitória e a
modelagem da rede para a realização do estudo de proteção.
Os programas computacionais utilizados nas simulações são aqueles adotados pelo
ONS, EPE e por todas as empresas do setor elétrico, conforme Módulo 18, Submódulo
18.2 dos Procedimentos de Rede – Relação dos Sistemas e Modelos Computacionais.
Os estudos necessários são definidos conforme segue, sendo que dependendo da
conexão podem ser necessárias avaliações além das definidas nesta instrução técnica.

6.9.1. Regime Permanente (Fluxo de Potência)

Os estudos de regime permanente devem avaliar os itens descritos a seguir.


a) Carregamento das linhas e equipamentos.
b) Níveis de tensão para os seguintes cenários: patamares de carga leve, média e
pesada com geração máxima, média e mínima.
c) Modo de operação do controle indicado no caso de máquinas síncronas, se fator
de potência fixo ou regulação de tensão.
d) Em caso de o sistema acessado possuir equipamentos para o controle de tensão
local, como reguladores de tensão, avaliar a coordenação entre estes
equipamentos e o controle de tensão realizado pela unidade geradora, se for o
caso.
e) Apresentar em formato de tabelas os valores de variação de tensão em caso de
desconexão da usina, comparando as tensões nas barras sem a usina conectada
(situação atual do sistema) e com a usina conectada e com geração máxima e
média, para os três patamares de carga.

6.9.2. Estabilidade Transitória

Trata-se da avaliação do comportamento dinâmico do sistema, focando nos itens


descritos a seguir:
a) Manutenção da estabilidade dinâmica do(s) gerador(es);
b) Estudo dos impactos de perturbações no sistema CEEE-D com a inserção da
central geradora;
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c) Aplicação de faltas em barras relevantes da rede de distribuição/subtransmissão,


com o objetivo de verificar o impacto da eventual saída de serviço das instalações
da central geradora na sequência de operação das proteções e manobras
operacionais;
d) Estudo sobre a possibilidade de ilhamento: simulação de condições que levem ao
ilhamento, apresentando os gráficos de ângulo, potências ativa, reativa e
acelerante e frequência, com o objetivo de subsidiar os ajustes do sistema de
proteção anti-ilhamento;
e) Estudo dos impactos de contingências críticas de primeira ordem nas linhas de
transmissão/subtransmissão próximas da subestação que atende o alimentador
acessado;
f) Estudo dos impactos de curto-circuito no alimentador, seguido da perda de carga
por atuação da proteção;
g) Estudo dos impactos, principalmente com relação às variações de tensão, devido à
perda parcial e total da central geradora. No caso de mais de uma unidade
geradora, deve ser avaliada a perda de cada uma delas, em sequência,
apresentando o resultado de variação de tensão máxima.
h) No caso de Centrais Geradoras Eólicas e Solares:
I. Aplicação de faltas com o objetivo de avaliar a capacidade do gerador eólico
em manter-se em operação durante perturbações, atendendo ao requisito de
“fault ride through capability”;
II. Avaliação da estabilidade do sistema, face a variação brusca de potência da
central eólica ou solar, ou seja, considerando a desconexão completa da
central, de um de seus alimentadores ou das centrais eólicas ou solares
existentes em uma mesma conexão com a rede elétrica.
i) Para cada evento simulado devem ser apresentados os gráficos com o
comportamento das tensões nas barras próximas e do sistema envolvido, bem
como os gráficos do comportamento dinâmico das seguintes variáveis:
I. Frequência no ponto de conexão;
II. Potência ativa da(s) da(s) unidade(s) geradora(s);
III. Potência reativa da(s) unidade(s) geradora(s);
IV. Potência acelerante da(s) unidade(s) geradora(s);
V. Ângulo da(s) unidade(s) geradora(s) com relação à referência do sistema.

6.9.3. Qualidade de Energia

Este item apresenta as diretrizes e os critérios para os estudos de qualidade de energia


elétrica (QEE) a serem apresentados pelo acessante de geração para apurar os
índices de desempenho de QEE no PAC e compara-los com os indicadores
regulatórios vigentes. Em função dos resultados obtidos pelos estudos, poderão ser
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solicitadas, ao acessante de geração, medições de QEE para validar os dados


apresentados no estudo.
Ainda com base nos resultados dos estudos de QEE, poderá ser solicitada, ao
acessante de geração, a apresentação de medidas para mitigação dos impactos na
qualidade de energia elétrica, a fim de manter os índices de desempenho em
conformidade com a regulação vigente.
Basicamente, os estudos tratam das avaliações de desempenho quanto à distorção
harmônica e flutuação de tensão, a serem realizados para centrais de produção de
energia eólica ou usinas solares fotovoltaicas.
Nos estudos de qualidade de energia devem ser observados os requisitos e limites
regulatórios estabelecidos no PRODIST, Procedimentos de Rede da ONS e IEEE
1547-2003.

6.9.3.1. Estudos de Comportamento Harmônico

Os estudos de comportamento harmônico objetivam determinar a distribuição das


tensões harmônicas no PAC, bem como as distorções individuais e totais nos
barramentos especificados.

6.9.3.2. Conteúdo Básico do Relatório de Estudo de Comportamento Harmônico

Os requisitos de estudos podem ser alterados mediante consulta prévia à


concessionária de acordo com as características específicas do empreendimento:
potência, nível de tensão, entre outros.
a) Diagrama Unifilar de conexão da carga especial ao sistema elétrico de forma a
identificar as contingências consideradas aproximadamente até a terceira
vizinhança da barra do PAC para as conexões no sistema elétrico com tensão
nominal igual ou superior a 69 kV;
b) Realização de contingências (critério N-1) para as linhas (circuitos), equipamentos
(transformadores, bancos shunt de capacitores e reatores, bancos série,
compensadores estáticos) presentes aproximadamente até a terceira vizinhança da
barra PAC e que devem constar no diagrama unifilar que identifica a carga especial
na Rede Básica;
c) Utilização dos níveis de carga leve, média e pesada para todos os cenários de
análise definidos para os três anos mais próximos da entrada dos
empreendimentos de acordo com o PAR (Plano de Ampliações e Reforços - Casos
de Referência) e obtidos pela página eletrônica do ONS;
d) Tabela de distorção máxima de tensão no PAC para os casos base e as (N-1)
contingências (sem e com filtro proposto);
e) Descrição das soluções empregadas para a alocação/otimização da compensação
reativa, individual ou global, e mitigação de harmônicos;
f) Tabela com os parâmetros do filtro e a sua dessintonia nos cálculos da distorção
harmônica de tensão;
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g) Diagrama Unifilar simplificado da rede interna para parques eólicos/solares


identificando sua conexão ao complexo eólico/solar a que pertence e a quantidade
de aerogeradores/células fotovoltaicas de cada parque com as suas respectivas
interligações;
h) Dados da rede interna da instalação, incluindo sua topologia e parâmetros elétricos
dos cabos, transformadores, filtros, banco de capacitores, etc;
i) Valores das impedâncias/admitâncias harmônicas da rede interna (Zih/Yih)
consideradas na simulação do circuito;
j) Valores das correntes harmônicas consideradas para cada fonte de corrente
harmônica da instalação, valores estes medidos em campo ou fornecidos pelo
fabricante (correntes certificadas);
k) Valores das correntes harmônicas (Ih) consideradas na simulação do circuito
(valores das correntes da rede interna - correntes de Norton no PAC);
l) Informação dos dados técnicos garantidos dos aerogeradores, células fotovoltaicas
(certificado do fabricante) e que incluem as medições de qualidade de energia
(correntes harmônicas) realizadas conforme a IEC61400-21;

6.9.3.3. Estudos do Efeito de Flutuação de Tensão

Os estudos de flutuação de tensão objetivam determinar valores de nível de severidade


de cintilação de curta duração (Pst) no ponto de conexão com o sistema elétrico a partir
de parâmetros elétricos da instalação e do sistema elétrico.
A avaliação dos efeitos da flutuação de tensão pode ser omitida para centrais de
produção de energia solar fotovoltaica, por não haver ainda um equacionamento real e
aprovado por entidades competentes de estudos, sejam estas nacionais ou
internacionais.
No caso de parque eólicos deverá ser utilizada a metodologia recomendada pela IEC
61400-21. Neste caso os indicadores Plt e Pst, definidos nesta referência, são
determinados a partir de dados fornecidos pelo fabricante e consideram a operação
contínua nas condições de velocidade média do vento e para conexão da máquina com
velocidade mínima (“cut in”) e velocidade nominal.

6.9.3.4. Conteúdo Básico do Relatório de Estudo de Flutuação de Tensão

a) Valores de potência de curto-circuito “vista” do PAC (SccPAC), indicando o ano


correspondente ao horizonte do estudo, patamar de carga (leve ou pesada) e
condição N-1 considerada;
b) Valor do fator de severidade adotado no estudo;
c) Tabela de dados para avaliação dos níveis de flicker para cada tipo de aerogerador
utilizado;
d) Valores de Pst95%PACcalc, para cada condição das configurações do sistema
consideradas no estudo;
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Metodologia básica para previsão da severidade de cintilação de um parque eólico:

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 =  ,   ×

Onde:
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6.9.4. Estudos de Proteção

Apresentação detalhada do sistema em estudo e sua abrangência para fins de


elaboração do estudo de coordenação e seletividade dos sistemas de proteção a fim de
manter a disponibilidade, desempenho e integridade da rede tanto para condições
operacionais ou acesso físico a rede de energia elétrica:
a) Avaliações do nível de curto-circuito e superação de equipamentos com a presença
da central geradora;
b) Avaliação da capacidade de disjuntores, barramentos, TC’s e malha de terra;
c) Avaliação dos sistemas de proteção existentes relacionados ao ponto de conexão e
dos circuitos adjacentes (primeira vizinhança) envolvidos com a integração do
gerador ao sistema elétrico de potência;
d) Adicionalmente, quando tratar-se de central geradora eólica ou de central que
utiliza tecnologia de inversores de potência ou similares, deve ser apresentada a
modelagem dos geradores para transitórios eletromagnéticos (curto-circuito) nos
ambientes de simulação para os softwares Anafas ou Aspen Onliner, utilizados
pela concessionária CEEE-D;
e) Avaliação dos serviços auxiliares da instalação, os quais devem ser projetados de
forma a garantir a confiabilidade da instalação geradora. Os serviços auxiliares, em
corrente contínua e alternada, devem ser especificados de modo a garantir o
suprimento aos aparatos essenciais, com o objetivo de manter em funcionamento a
unidade geradora durante a ocorrência de distúrbios que causem variações
extremas de tensão e de frequência.
f) É desejável, mas não obrigatório, que seja implementado a função de transferência
de disparo (DTT) para minimizar ilhamentos não intencionais.
g) Os casos de simulação devem apresentar no mínimo o que segue:
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I. Apresentação dos ajustes e os critérios e filosofias adotados para as funções


mínimas exigidas, conforme detalhado nos unifilares constantes nos anexos E
e F, e demais funções que por ventura sejam vislumbradas como necessárias
para que não haja degradação no desempenho do sistema elétrico de potência
em estudo;
II. As conclusões dos resultados demonstrados com os gráficos de
coordenograma e relatórios de desempenho;
III. Simulação de casos orientados pelo estudo de estabilidade para todas as
barras e linhas relacionadas para curto-circuito franco e de alta impedância,
levando-se em consideração gerações mínima e máxima.

6.10. COMISSIONAMENTO E ACEITE FINAL

O acessante deve agendar com a CEEE-D a(s) data(s) para a realização do


comissionamento dos equipamentos, com um prazo de 15 (quinze) dias de
antecedência da data desejada.
O comissionamento do ponto de conexão e das instalações de conexão deve ser
realizado pelo acessante com acompanhamento da CEEE-D.
A CEEE-D deve fornecer ao acessante todos os procedimentos de ensaios de
comissionamento de equipamentos, cabendo a esse providenciar a execução dos
mesmos.
No caso de conexão de gerador(es) síncrono(s), quando do comissionamento das
instalações de conexão, devem ser realizados ensaios de desempenho dos sistemas
que compõem o controle de tensão e potência reativa da(s) máquina(s), sendo os
resultados fornecidos à CEEE-D.
O acessante deve fornecer os relatórios de aferição, calibração e ensaios funcionais
das proteções, comando, etc., quando do comissionamento.
A CEEE-D deve fornecer declaração para início da operação em teste da central
geradora quando atendidos todos os requisitos do Parecer de Acesso e dos
Procedimentos de Distribuição.
Após a conclusão da operação em teste, o acessante deve solicitar à CEEE-D
declaração quanto à aceitação técnica da unidade geradora, em consonância com o
Parecer de Acesso e os Procedimentos de Distribuição, para fins de liberação para
início da operação comercial.
O acessante deve programar juntamente com a área de operação da CEEE-D a
entrada em operação em testes e a entrada em operação comercial da central
geradora.
A distribuidora reserva-se ao direito de verificar a qualquer momento, por meio de
notificação prévia, a calibração e operação de todos os equipamentos necessários à
conexão.
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6.11. RELAÇÕES CONTRATUAIS

Após a emissão do Parecer de Acesso, o acessante e a acessada devem assinar os


seguintes contratos:
a) Contrato de Conexão à Distribuidora (CCD);
b) Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD);
c) Acordo Operativo.
As unidades produtoras de energia conectadas ao sistema de distribuição e
despachadas de forma centralizada, além do CCD e CUSD, devem firmar o Contrato
de Uso do Sistema de Transmissão (CUST) com o ONS.
Os contratos somente podem ser celebrados após a definição do ponto de conexão
para as instalações do acessante e a emissão do parecer de acesso. Nenhuma obra
pode ser iniciada sem a celebração dos contratos, CCD, CUST e liberação formal da
CEEE-D para o início da obra.

7. VIGÊNCIA E APROVAÇÃO

Esta Instrução Técnica entra em vigor a partir de 09/08/2018.

A partir da sua vigência, esta Instrução substitui a NTD-00.072.

Responsáveis pela elaboração da Instrução:

Nome Órgão
Bolivar Tondolo DED/DPES
Rui Cesar Cambraia Machado DED/DPES
Rodrigo Moraes DED/DPES
Matheus Martins DED/DPES
Luciano Meurer DED/DMD
Sandro Jungblut Coracini DM/DMSD
Marcos Roberto de Melo DO/DEOS
Rodrigo Zanella DO/DPT
Abílio da Silva Lima DGMP/DM

Esta Instrução é aprovada por:


IT-11.01.072 – Versão 00

Adilson Luiz Zambiasi Sérgio Fabbrin Appel


BPO de Macroprocesso Gestor de UO

Em: 09/08/2018
Documento original junto ao Órgão de origem.
Arquivo eletrônico contido na Nota EI nº 100001035481
Controle de revisões
Versão Revisão Vigência Código Alterações
00 00 NTD-00.072 Versão Inicial
00 00 09/08/2018 IT-11.01.072 Revisão Geral
IT-11.01.072 – Versão 00

ANEXO A – DADOS PARA CONSULTA DE ACESSO DE CENTRAIS GERADORAS


(informações do Acessante)
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ANEXO B – DADOS PARA CONSULTA DE ACESSO DE CENTRAIS GERADORAS


(Dados Técnicos – Geradores)
IT-11.01.072 – Versão 00

ANEXO C – DADOS TÉCNICOS DE TRANSFORMADORES


IT-11.01.072 – Versão 00

ANEXO D – DADOS PARA SOLICITAÇÃO DE ACESSO DE CENTRAIS


GERADORAS
IT-11.01.072 – Versão 00

ANEXO E – EQUIPAMENTOS E PROTEÇÕES MÍNIMAS PARA CENTRAIS


GERADORAS E PONTOS DE CONEXÃO

CENTRAL PONTO DE
EQUIPAMENTOS E PROTEÇÕES MÍNIMOS PARA GERADORA CONEXÃO
CENTRAIS GERADORAS E PONTOS DE CONEXÃO Potência instalada Potência instalada
(kW) ¹ (kW) ¹
Requisitos e proteções 10 a 10 a
Objetivo <10 >500 <10 >500
ANSI mínimos 500 500

Elemento de desconexão isolar a GD do SD Sim Sim Sim Sim Sim Sim

Elemento de interrupção desconectar a GD do SD Sim Sim Sim Sim Sim Sim


Transformador de harmônicos e correntes
Não Sim Sim NA ² NA ² NA ²
acoplamento de sequencia zero
Sincronismo (25) sincronização Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Subtensão/sobretensão (27, proteção e qualidade do
Sim Sim Sim Sim Sim Sim
59, 59N) fornec.
Desbalanço de corrente (46 desbalanço de carga e
Não Não * Não Não Sim
ou 51Q) condutor aberto
Desbalanço de tensão (47) desbalanço de tensão Não Não * Não Não Sim
Sobrecorrente de fase (50 e
curto-circuito entre fases Sim Sim Sim Sim Sim Sim
51)
Sobrecorrente restrição melhoria na sensibilidade
Não Não * Não Não Sim
tensão (51V) dos sobrecorrentes
Recomposição
Religamento(79) Não Não Não Sim Sim Sim
automática
Falha disjuntor e bloqueio evitar energização com
Não Não Sim Sim Sim Sim
(50BF e 86) defeito
Sobrecorrente de neutro (50N
curto-circuito fase à terra Sim Sim Sim Sim Sim Sim
e 51N)
Direcional de corrente (67 e coordenação com
Não Não * Não Não Sim
67N) proteções adjacentes
Subfrequencia e
proteção de retaguarda Sim Sim Sim Sim Sim Sim
sobrefrequencia (81)
Variação de frequencia (81
anti-ilhamento * * * Não Não Não
df/dt)
Salto vetor (78) anti-ilhamento * * * Não Não Não
Residual de corrente ( 50G e
proteção transformador NA ² Sim Não NA ² NA ² NA ²
51G)
Proteção diferencial (87) proteção transformador * * Sim NA ² NA ² NA ²
Transferência de disparo acelerar a discriminação
Não Não * * * *
direto (DTT) da falta
Notas:
1- somatório das potências das unidades geradoras;
2 - não aplicável;
*- item não obrigatório, mas recomendável.
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ANEXO F – UNIFILARES DE MEDIÇÃO E PROTEÇÃO MÍNIMAS EXIGIDAS PARA A


CONEXÃO DE CENTRAIS GERADORAS

As conexões possíveis no sistema de distribuição da concessionária:


1. No SDMT com conexão na barra da subestação da concessionária –
Alimentador exclusivo;
2. No SDMT com ligação em derivação na rede de distribuição;
3. No SDAT com seccionamento de LT e com módulos de entrada/saída na
subestação do acessante;
4. No SDAT com LT exclusiva e com conexão na barra da subestação da
concessionária.
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ANEXO G – FLUXOGRAMA