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ANQ - Documento de trabalho

CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS

FAQ’s
1. CANDIDATURAS

As candidaturas técnico-pedagógicas aos cursos EFA podem ser efectuadas em simultâneo com a
candidatura financeira?
Sim, podem. Contudo, apenas terão aprovação financeira após a respectiva aprovação pedagógica.

Qual o período de tempo máximo de análise de uma candidatura pedagógica por parte das Direcções
Regionais de Educação (DRE) ou das Delegações Regionais do IEFP? Existe um prazo formal?
Não existe um prazo formal para as DRE ou das Delegações Regionais do IEFP analisarem as candidaturas.

É possível alterar um curso de dupla certificação (autorizado enquanto tal e que teve já início) para
escolar?
Não. Se o curso foi autorizado num percurso de dupla certificação deverá ser cancelado, devendo ser
submetida nova proposta de curso para um percurso de habilitação escolar.

Quais os procedimentos legais que devem ser atendidos na candidatura pedagógica ao


desenvolvimento de cursos EFA?
As propostas de desenvolvimento de cursos EFA devem ser submetidas por via electrónica, à Direcção
Regional de Educação (DRE) ou à Delegação Regional do IEFP, territorialmente competente, sendo, para o
efeito, necessário seguir os seguintes procedimentos:
- Em primeiro lugar, deverão ser seleccionadas no Catálogo Nacional de Qualificações, as saídas profissionais
para as quais pretendem organizar a formação (sempre que se tratar de cursos de dupla certificação);
- Em seguida deverá ser solicitada ao GEPE (Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação) uma
palavra-passe com vista à inscrição da candidatura pedagógica no SIGO (Sistema de Informação e Gestão da
Oferta Educativa e Formativa);
- Por último, poderá ser apresentada a candidatura ao financiamento através do Programa Operacional
Potencial Humano (POPH) para a realização dos referidos cursos.

Para realizar uma candidatura pedagógica é obrigatório inserir uma lista nominal de formandos?Na fase
de submissão da candidatura não é obrigatório colocar a lista nominal de formandos.

As questões pedagógicas, relacionadas com a planificação de cada um dos cursos EFA, deverão ser
colocadas a que estrutura? Às DRE, à ANQ ou ao POPH?
As questões pedagógicas devem ser colocadas à ANQ. As DRE fazem a análise das candidaturas. O POPH
responde pela candidatura ao financiamento.

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Uma entidade formadora pode inserir 15 formandos (para grupo de percurso completo) e deixar 5 vagas
para os adultos que possam vir assistir a algumas unidades do percurso formativo?
A entidade formadora pode inserir 15 formandos. O número mínimo de formandos para cursos EFA é 10 e o
número máximo é de 25.

Qual o número mínimo de formandos para cursos EFA?


O número mínimo é de formandos para cursos EFA é de 10.

O que se entende por cursos ministrados a tempo integral?


Entende-se por formação a tempo integral aquela que é desenvolvida em período equivalente à duração diária
de trabalho prestado, correspondente para este efeito a 7 horas/dia.

Qual o número de horas de formação em regime pós-laboral?

A formação não pode ultrapassar as quatro horas diárias, nos dias úteis, quando for desenvolvida em regime
pós-laboral.

Um adulto com idade igual ou superior a 18 anos e inferior a 23 anos pode frequentar um curso EFA de
nível secundário em regime diurno ou a tempo integral?
Não. Nesse caso deverá frequentar um curso EFA pós-laboral ou uma outra oferta nomeadamente Cursos e
educação e formação de Jovens, cursos profissionais, etc. Um curso EFA de nível secundário em regime
diurno ou a tempo integral só pode ser frequentado por adultos com idade igual ou superior a 23 anos.

E em regime pós laboral?


Em regime pós laboral pode desde que tenha idade igual ou superior a 18 anos.

2. ENTIDADES PROMOTORAS/FORMADORAS

Quem pode propor a realização de cursos EFA-NS?


As entidades públicas e privadas designadamente, estabelecimentos de ensino, centros de formação
profissional, autarquias, empresas ou associações empresariais, sindicatos e associações de âmbito local,
regional ou nacional.
(art.3º da Portaria EFA e Formações Modulares)

Quem pode desenvolver cursos EFA?


As entidades que integram a rede de entidades formadoras do Sistema Nacional de Qualificações,
designadamente: os estabelecimentos de ensino básico e secundário, os centros de formação profissional e de
reabilitação de gestão directa e protocolares, no âmbito dos ministérios responsáveis pelas áreas da formação
profissional e da educação, as entidades formadoras integradas noutros ministérios ou noutras pessoas
colectivas de direito publico, bem como os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com

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paralelismo pedagógico ou reconhecimento de interesse publico, as escolas profissionais e as entidades com


estruturas formativas certificadas do sector privado.
(art.4º da Portaria EFA e Formações Modulares e artigo 16º do DL 396/2007 de 31 de Dezembro que regula o
Sistema Nacional de Qualificações)

As entidades privadas acreditadas podem ministrar apenas a componente base de um curso EFA?
Não. As entidades que podem ministrar apenas a componente base de um curso EFA são exclusivamente os
estabelecimentos de ensino público ou privados ou cooperativos com paralelismo pedagógico e os centros de
formação profissional de gestão directa ou protocolares.

Como se processa a certificação de entidades formadoras?


A certificação das entidades formadoras é da responsabilidade da Direcção-Geral do Emprego e das Relações
de Trabalho (DGERT).

Quais são as competências das entidades promotoras vs entidades formadoras?


As entidades promotoras dos cursos EFA devem garantir todos os procedimentos relativos à autorização de
funcionamento dos cursos, eventuais candidaturas a financiamento, divulgação dos cursos e selecção dos
candidatos à formação.

As entidades formadoras devem assegurar os recursos humanos e físicos, incluindo os equipamentos,


necessários ao desenvolvimento dos cursos, assim como a certificação dos formandos que concluam o
processo formativo com sucesso.

Uma entidade promotora pode ser, simultaneamente, entidade formadora?


Sim, pode desde que pertença à rede de entidades formadoras do Sistema Nacional de Qualificações.

É necessário algum tipo de inscrição para pertencer à rede de entidades formadoras do Sistema
Nacional de Qualificações?
Não. Constituem a rede de entidades formadoras os estabelecimentos de ensino básico e secundário, os
centros de formação profissional e de reabilitação de gestão directa e protocolares, no âmbito dos ministérios
responsáveis pelas áreas da formação profissional e da educação, as entidades formadoras integradas noutros
ministérios ou noutras pessoas colectivas de direito publico, bem como os estabelecimentos de ensino
particular e cooperativo com paralelismo pedagógico ou reconhecimento de interesse publico, as escolas
profissionais, os centros novas oportunidades e as entidades com estruturas formativas certificadas do sector
privado, conforme artigo 16º do DL 396/2007 de 31 de Dezembro que regula o Sistema Nacional de
Qualificações.

3. DIAGNÓSTICO e ENCAMINHAMENTO

Qual a diferença entre um processo de RVC, realizado num Centro Novas Oportunidades, e um
processo de Diagnóstico, realizado no âmbito de um curso EFA?

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Um processo de RVC só pode ser realizado num Centro Novas Oportunidades e não por qualquer entidade
formadora promotora de cursos EFA. Não há qualquer semelhança entre o processo de RVC realizado num
Centro NO e o diagnóstico realizado num Curso EFA. Tratam-se de procedimentos totalmente distintos, nas
suas finalidades, metodologias e resultados.

O Processo de Diagnóstico realizado por uma entidade formadora, no âmbito de um curso EFA, é orientado
para o posicionamento do adulto na oferta EFA que lhe fôr mais adequada (nível de formação, componente de
certificação, etc.) e é desenvolvido pelo mediador, em colaboração com a restante equipa pedagógica do
curso. Neste diagnóstico, é definido se o adulto deverá iniciar um percurso EFA de dupla certificação, EFA
escolar ou componente tecnológica de um EFA (neste último caso, desde que o adulto apresente à entidade
formadora/escola um diploma de conclusão do ensino básico ou do ensino secundário) ou se, pelo contrário,
tem condições para ser encaminhado para um Centro Novas Oportunidades (tendo em conta, por exemplo, a
experiência de vida, a idade, a experiência profissional, etc).

Todos os adultos que têm condições para integrar um processo RVCC devem ser encaminhados para Centros
Novas Oportunidades.
Os adultos que se enquadrem nas condições previstas do DL nº 357 de 29 de Outubro de 2007, sobre a
conclusão do secundário, devem ser encaminhados para estabelecimentos de ensino publico, privado ou
cooperativo com oferta de ensino secundário ou Centros Novas Oportunidades inseridos em estabelecimentos
de ensino publico, privado ou cooperativo que disponham de ensino secundário.
O diagnóstico realizado num Centro Novas Oportunidades é orientado para o encaminhamento do adulto
(RVCC, formações modulares, Cursos EFA, …) e é realizado pelo técnico superior responsável pela condução
das etapas de diagnóstico/triagem e encaminhamento.

Quanto tempo, em média, dura um processo de diagnóstico, realizado no âmbito de um curso EFA?
A duração de um processo de diagnóstico é variável, consoante o perfil do adulto, o qual resulta
necessariamente do seu percurso de vida académico, profissional e pessoal. Tratam-se de sessões que
permitem aferir o tipo de percurso formativo que mais se adequa a cada indivíduo, e é esse o resultado que
deve ser obtido. Não se trata de balanços de competências ou de histórias de vida, tal como nos processos
RVCC.

Quando acaba o trabalho da equipa técnico pedagógica do Centro Novas Oportunidades e começa o
trabalho da equipa técnico-pedagógico do curso EFA – NS?
A equipa de um Centro Novas Oportunidades é uma equipa técnico-pedagógica e não uma equipa formativa, e
o seu trabalho termina quando o adulto acaba o processo de RVC, com um total de créditos inferior a 44,
distribuidos por todas as Unidades de Competência do Referencial de nível secundário, ou quando não
consegue a validação de todas as Unidades de Competência do Referencial de nível básico – as 50 horas de
formação complementar não são suficientes para adquirir a certificação – necessitando assim de
encaminhamento para módulos de formação de Cursos EFA de nível básico ou secundário.

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É importante referir que num processo RVCC de nível secundário obtém-se a certificação com um mínimo de
44 competências, mas distribuídas por todas as Unidades de Competência (UC). Para o adulto obter esta
certificação tem de percorrer todas as UC e obter pelo menos 2 competências validadas em cada UC.
Por isso, o completar de um percurso de qualificação de nível secundário num curso EFA, mesmo com a
realização de um RVC prévio, tem de ser estruturado para a totalidade das 22 UC que compõem o RCC-NS,
ou seja, pelas 88 competências das 22 UC.

Os Centros Novas Oportunidades certificam as competências validadas no processo de RVCC e identificam a


formação necessária para a obtenção da qualificação pretendida.

O trabalho da equipa pedagógica do curso EFA inicia-se quando o adulto chega, vindo do Centro Novas
Oportunidades com um Plano Pessoal de Qualificação onde são identificadas as UC em falta, ou quando o
adulto inicia um curso EFA sem ter passado por um processo de RVCC.

Todo o adulto que inicia um processo formativo EFA é obrigado a fazer um mínimo de 100h?
Sim. A duração mínima de um curso EFA flexível é de 100 horas.
(Ver anexos 1, 3 e 4 da Portaria EFA e Formação Modular)

É possível que um adulto que não tendo passado por um Centro Novas Oportunidades e não tendo
feito um processo RVC, possa frequentar apenas a componente tecnológica de um curso EFA, de
acordo com o processo de diagnóstico feito no âmbito do curso EFA?
Sim. Desde que o adulto, no processo de diagnóstico na entidade formadora, apresente à entidade formadora,
o comprovativo da conclusão do ensino básico ou do ensino secundário, poderá frequentar apenas a
componente tecnológica de um curso EFA de dupla certificação.

Uma escola que não tenha um Centro Novas Oportunidades, mas que esteja situada numa localidade
onde exista um Centro Novas Oportunidades, deve preferencialmente avançar com um processo de
diagnóstico, com vista ao posicionamento no curso EFA ou deve encaminhar os adultos que estejam
em condições de fazer um processo RVC para o Centro Novas Oportunidades da localidade?
Neste diagnóstico, é definido se o adulto deverá iniciar um percurso EFA completo, escolar ou componente
tecnológica de um EFA (desde que o adulto apresente à entidade formadora/escola um diploma de conclusão
do ensino básico ou do ensino secundário) ou se, pelo contrário, tem condições para ser encaminhado para um
Centro Novas Oportunidades (tendo em conta, por exemplo, a experiência de vida, a idade, a experiência
profissional, etc). Todos os adultos que têm condições para integrar um processo RVCC devem ser
encaminhados para os Centros Novas Oportunidades.
Os adultos que se enquadrem nas condições previstas do DL nº 357 de 29 de Outubro de 2007 sobre a
conclusão do secundário, devem ser encaminhados para Centros Novas Oportunidades (caso tenham
condições para integrar um processo de RVCC) ou para estabelecimentos públicos, privados ou cooperativos
com oferta de ensino secundário ou Centros Novas Oportunidades inseridos em estabelecimentos públicos,
privados ou cooperativos que disponham de ensino secundário.
Este diagnóstico da entidade formadora é fundamental para definir o local onde cada adulto irá desenvolver o
seu percurso de qualificação.

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No caso em que a escola encaminha os adultos para o Centro Novas Oportunidades (pois os adultos
apresentam condições para integrar um processo de RVCC) da localidade e este não apresenta
capacidade de resposta a curto prazo, como proceder?
Em primeiro lugar deve explicar ao adulto que se trata de opções de qualificação diferentes. Embora o Centro
Novas Oportunidades possa ter uma incapacidade de resposta a curto prazo é importante indicar-lhe que se
trata de uma resposta mais adequada ao seu perfil e que esperar 3 meses pode compensar (por ser uma
possibilidade mais ajustada). A escola deve também identificar outros Centros Novas Oportunidades de maior
proximidade à zona de residência ou de trabalho do adulto, independentemente da sua tipologia. Prevê-se que,
com o alargamento da rede de Centros, esta situação possa ficar atenuada em breve.

Qual o encaminhamento a adoptar para os formandos, com idade inferior a 23 anos, que concluíram ou
estão a concluir um curso EFA B3, nível II de qualificação, e que gostariam de continuar a aumentar os
respectivos níveis de qualificação, no mesmo itinerário de qualificação e no mesmo modelo?
Os formandos poderão ser encaminhados para frequência de cursos EFA em horário pós-laboral ou para
outras ofertas, nomeadamente cursos de educação e formação de jovens, cursos profissionais, etc. Esta
hipótese de encaminhamento aplica-se para o nível Básico e para o nível Secundário.

Um adulto com idade inferior a 23 anos, encaminhado por um Centro Novas Oportunidades, com
validação parcial (NS), pode integrar um curso EFA NS diurno, para efeitos de conclusão da respectiva
certificação?
Pode, pois vem encaminhado de um Centro Novas Oportunidades.

4. AVALIAÇÃO

A equipa pedagógica deve criar/definir um sistema de avaliação uniforme (critérios,


grelhas, nomenclatura específica - Bom, Suficiente, etc.) ou devem ser criados critérios “à medida”
para cada Área de Competência Chave?
A equipa pedagógica deve criar/definir um sistema de avaliação uniforme para todas as Unidades de
Competência.

Como se avaliam as UC/UFCD?


Na componente de formação de base de cursos EFA de nível básico e cursos EFA de nível básico e nível 2 de
formação é obrigatória a validação de 4 competências por cada UC.

Na componente de formação tecnológica de cursos EFA de nível básico e nível 2 de formação) é obrigatório ter
aproveitamento em todas as UFCD da componente tecnológica.

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Na componente de formação de base de cursos EFA de nível secundário – habilitação escolar é obrigatória a
validação de 2 competências por cada UC.

Na componente de formação de base de cursos EFA de nível secundário e nível 3 de formação é obrigatória a
validação de 4 competências por cada UC.

Na componente de formação tecnológica de cursos EFA de nível secundário e nível 3 de formação é


obrigatório ter aproveitamento em todas as UFCD da componente tecnológica

A avaliação final é quantitativa, podendo os alunos ingressar no


ensino superior, ou é traduzida no número de competências que o adulto adquiriu e isso depois terá
uma equivalência para o acesso?
A avaliação final é de carácter qualitativo. Os adultos que concluírem o ensino básico ou o ensino secundário
através de cursos EFA que pretendam prosseguir estudos estão sujeitos aos respectivos requisitos de acesso
das diferentes modalidades.

5. CERTIFICAÇÃO

Qual é a entidade que certifica um adulto que se tenha dirigido a um Centro Novas Oportunidades e
realizado o processo de RVC e sido encaminhado para um curso EFA?
A entidade certificadora é sempre aquela onde o adulto termina o seu percurso. Neste caso seria a entidade
formadora que ministrou o curso EFA.

Todos os formandos têm que obter 88 créditos para que possam ser certificados?
Não. Num processo RVCC de nível secundário, tal como num curso EFA de nível secundário de habilitação
escolar (Percurso S – Tipo A), obtém-se a certificação com um mínimo de 44 competências, mas distribuídas
por todas as Unidades de Competência (UC). Para o adulto obter esta certificação tem de percorrer todas as
UC e obter pelo menos 2 competências validadas em cada UC.

No caso dos EFA de percurso completo (percurso S – Tipo A), os créditos necessários para a
certificação continuam a ser 44 (somatório 16 CP, 14 STC e 14 CLC)?
Sim, continuam a ser os 44.

Também é obrigatório nos EFA (componente escolar) evidenciar/adquirir pelo menos duas
competências por cada UC?
Existem 2 situações distintas:

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1.1.Na componente de formação de base de cursos EFA de nível básico e cursos EFA de nível básico e nível 2
de formação é obrigatória a validação de todas as UC das que constituem cada área de competência-
chave.

1.2.Na componente de formação de base de cursos EFA de nível secundário e nível 3 de formação é
obrigatória a validação de 4 competências por cada UC.

2. Na componente de formação de base de cursos EFA de nível secundário – habilitação escolar é obrigatória
a validação de 2 competências por cada UC.

E como fazer num percurso descontínuo (adultos encaminhamos para percursos EFA flexíveis a partir
de processos RVCC)?
Por exemplo: Um adulto que consegue validar 16 UC* 2 competências, ou seja, 32 competências, num
processo RVCC, necessita de ser encaminhado para um percurso EFA. Nesse caso, o adulto terá de percorrer
as outras 6 UC em formação (300 horas). Isso dar-lhe-ia 32+12=44 competências, ou seja 44 créditos (o
mínimo para a certificação).

No caso das UC onde também só conseguiram uma competência validada em RVC, têm de fazê-las em
formação, para que possa ser validada.

Esta é a lógica de operacionalização do sistema de créditos no RCC - Nível secundário.

Num EFA aplicam-se os critérios para evidenciar competências associadas ao sistema de créditos igual
ao dos Centros Novas Oportunidades?
Sim. Uma competência evidenciada com, pelo menos um 1 nível de complexidade de tipo III, corresponde a um
crédito (todos os outros critérios de evidência têm também que estar contemplados, podem é ser de tipo 1 ou
2).

Se uma entidade com estrutura formativa certificada do sector privado, optar, para efeitos de
autorização de funcionamento dos cursos EFA, por submeter a sua candidatura a uma DRE, esta pode,
para efeitos de homologação dos seus certificados e diplomas, estabelecer um protocolo com um
centro de formação do IEFP?
Sim, pode.

Se uma entidade com estrutura formativa certificada do sector privado tiver várias delegações pelo
País, necessita de estabelecer um protocolo para homologação dos certificados e diplomas com
escolas ou centros de formação por região?
Não. Basta a entidade estabelecer um protocolo com pelo menos um centro/escola.

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As entidades certificadoras podem alterar o modelo de protocolo disponível no SIGO?


Não.

É necessário estabelecer protocolos entre Centros Novas Oportunidades e as entidades formadoras


para garantir o encaminhamento de formandos?
O encaminhamento de formandos dos Centros NO para entidades que ministrem cursos EFA não obriga ao
estabelecimento de protocolos (de nenhum tipo).

Uma entidade formadora privada tem competências de certificação?


Não. Só tem competências para a emissão dos certificados e diplomas. Estes são emitidos pelo responsável
máximo da entidade formadora dos cursos EFA e seguidamente homologados por uma das seguintes
entidades que promove esta modalidade de formação:
a) Estabelecimento de ensino público e estabelecimento de ensino particular ou cooperativo com
autonomia pedagógica;
b) Centro de formação profissional de gestão directa ou protocolar.

6. EQUIPA PEDAGÓGICA

Com que frequência deve reunir a equipa pedagógica de um curso EFA – NS?
As reuniões da equipa pedagógica devem ter uma frequência mensal e devem estar definidas no cronograma
do curso EFA – NS.

No entanto, e por questões de operacionalização dos horários dos docentes, estas reuniões podem ter uma
frequência bi-mensal, para que em articulação com as horas dedicadas à Área de PRA, os formadores possam
ter um horário semanal.

7. MEDIADOR

Como se elabora o horário do mediador de um curso EFA – NS? E concretamente como se


operacionaliza a carga horária semanal da área de PRA no horário do Mediador, sendo esta uma área
com uma carga horária de 3 horas de frequência quinzenal (horario laboral)?

SUGESTÃO:
Um mediador pode ter o seu horário semanal organizado do seguinte modo:
um bloco de 90 minutos para desenvolvimento da Área de PRA (Componente lectiva, coincidente
com as horas dos formadores dedicadas à implementação desta área)
2 tempos para a mediação, na componente lectiva (cf. Despacho nº 17342 / 2006);
1 tempo para reuniões com a restante equipa pedagógica, na componente não lectiva, comum a
todos os elementos da equipa. (Este tempo é utilizado em alternância para reuniões da equipa
pedagógica sobre o desenvolvimento geral do curso e para a implementação da Área de PRA que
também deverá ter uma frequência bi – mensal de preferência)

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O mediador de um curso EFA pode ser, simultaneamente, formador de outros cursos EFA onde não
exerça as funções de mediador?
Sim, pode. O mediador para além de não poder ter mais do que 3 mediações, salvo raras excepções, não
poderá exercer, em simultâneo, as funções de formador e mediador, no mesmo curso. (cf. art.25º da Portaria
EFA e Formação Modular).

Pode ser Mediador nos cursos de uma entidade e Formador nos cursos de outra entidade?
Sim, pode.

8. FORMADORES

Como se contabilizam as horas dos formadores, utilizadas na área de PRA, em articulação com o
mediador?
Cada formador deve ter 10 horas na carga horária (componente não lectiva) para a implementação da Área de
PRA, de preferência com uma regularidade quinzenal.

SUGESTÃO:
Cada formador pode ter no seu horário uma hora semanal, coincidente com o mediador para a implementação
da Área de PRA que será utilizada para este fim até esgotar as 10 horas previstas no normativo. As horas
remanescentes poderão, por exemplo, ser utilizadas para reuniões da equipa pedagógica EFA.

Como se procede no caso dos formandos que frequentam o curso em regime descontínuo, no que diz
respeito à área de PRA?
No caso dos formandos que frequentam o curso EFA em regime descontínuo, o cálculo deve ser feito tendo em
conta sessões de 3 horas a cada 2 semanas de formação.
Por questões de operacionalização, e tendo em conta a elaboração dos horários, as sessões da Área de PRA
poderão ter uma frequência semanal, com a duração de 90 minutos.

Quantos formadores devem / podem assegurar cada área de Competências-chave, num curso EFA –
NS?
Pela natureza interdisciplinar e integrada das áreas de competências-chave, considera-se que cada uma delas,
só pode ter um desenvolvimento adequado através de um regime de co-docência em pelo menos 50% da
carga horária de cada Unidade de Competência do curso em questão.

Cada Área de Competências-Chave deve ser assegurada por um mínimo de 2 formadores de grupos de
recrutamento diferentes. (cf. Despacho nº 11203 / 2007, ponto 10).

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9. HABILITAÇÕES DOS DOCENTES

Têm de se restringir aos grupos referidos como habilitação ou podem adaptar a casos concretos de
acordo com os temas específicos?
Sim. Têm de se restringir aos grupos específicos. Os temas não definem formações académicas, mas sim o
contrário.

Nas habilitações dos docentes os grupos de língua estrangeira não estão previstos. Como resolver?
As habilitações para a docência que enquadram os professores de línguas são as do código 300. Os
professores previstos neste código podem possuir competências em língua estrangeira. Exemplo: Os
professores a recrutar deverão possuir como habilitação de base uma licenciatura com as vertentes:
português/inglês, português-francês,…

A orientação técnica nº 5, disponível no site da ANQ, relativa aos formadores de TIC pode aplicar-se aos
cursos EFA de nível secundário?
Não, não pode.

Que áreas de competência do referencial de competências-chave – Nível Secundário os formadores


licenciados em Sociologia podem ministrar?
A área de Cidadania e Profissionalidade – Economia e Contabilidade (código 430)
A área de Sociedade Tecnologia e Ciência (CLC) - Economia e Contabilidade (código 430)

10. CO-DOCÊNCIA

Como se processa o regime de co-docência num curso EFA – NS?


De acordo com o regime de co-docência, cada Unidade de Competência (50 horas) deve ser assegurada no
mínimo por dois formadores, em pelo menos 50% da carga horária, ou seja em pelo menos 25 horas.

Por Unidade de Formação de Curta Duração/Unidade de Competência, e em pelo menos, 50% da carga
horária, deverão estar, em simultâneo (no mesmo espaço físico e no mesmo horário), pelo menos, dois
formadores da mesma Área de Competência-chave mas com formações distintas, como se prevê na
constituição da equipa técnica-pedagógica dos Centros Novas Oportunidades para o RCC-NS.

Como se elaboram os horários dos professores / formadores que estão em regime de co-docência?
SUGESTÃO:
Cada escola / entidade deverá ter em conta alguns aspectos na elaboração dos horários dos formadores,
nomeadamente:
o regime de funcionamento do curso (laboral, pós-laboral ou misto);
o regime de co-docência;
a duração do curso, a qual poderá deverá ser organizada em função da carga horária máxima, a fim de
poder receber todos os adultos, com diferentes perfis (a definir pela entidade)

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as horas dedicadas à Área de PRA (90 minutos) para trabalho com os adultos em articulação com o
mediador do curso (a frequência poderá ser definida pela entidade)
as horas para reuniões com toda a equipa pedagógica, incluindo o mediador (a frequência poderá ser
definida pela entidade)

Esta metodologia de co-docência também se aplica à Área de Cidadania e Profissionalidade?


Esta metodologia aplica-se a todas as UFCD/UC das diferentes áreas de competência-chave da formação de
base, logo também à área CP.

Num curso EFA – NS que seja previsto para 2 anos, pode-se organizar a carga horária de forma a que
só haja regime de co-docência no segundo ano do curso?
Não. Como já referimos nas questões anteriores, a co-docência aplica-se no desenvolvimento de cada uma
das UFCD/UC da componente da formação de base.

11. LINGUA ESTRANGEIRA

Qual o número mínimo de créditos que o formando tem de obter na língua estrangeira? Um é
suficiente?
Não. Existe um conjunto de competências que têm que ser demonstradas em língua estrangeira. O crédito só é
atribuído se a competência em CLC, for evidenciada em português e em língua estrangeira. Não há créditos
específicos para a língua estrangeira.

Em termos metodológicos é possível introduzir esta vertente da língua estrangeira nos vários Núcleos
Geradores dos Referenciais de Competências?
A língua estrangeira está presente em algumas das competências da área CLC. Nessas competências e
quando se trata de alguém que já tem alguns conhecimentos de língua estrangeira mas que não validou todas
as UFCD/UC de CLC, tem de completar as aprendizagens nas competências específicas associadas à língua
estrangeira.
Para quem nunca teve aprendizagens de uma língua estrangeira, o Catálogo Nacional de Qualificações dispõe
de dois módulos de língua estrangeira para o nível secundário, à semelhança do que acontece para o nível
básico, os quais acrescem à carga horária definida no plano de formação.

Num mesmo percurso EFA-NS podem haver 2 línguas estrangeiras distintas?


Não. No mesmo percurso só pode haver uma língua estrangeira.

12. AREA de Portefólio Reflexivo de Aprendizagens (PRA)

Relativamente à área de PRA, quando a equipa pedagógica de um curso EFA tem pela frente um adulto
com “muitas” competências tem obrigatoriamente de estar 10h com esse adulto para organização da
Área do PRA?

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Sim, tem de se respeitar a duração mínima da Área de PRA, pois ela implica a demonstração e evidenciação
das competências adquiridas na formação no Portefólio Reflexivo de Aprendizagens.
(cf. Anexos 3 e 4 da Portaria EFA e Formação Modular).

No caso de um adulto com “muitas competências”, este deve vir de um processo RVC com as competências
validadas e certificadas, e as que completar em percurso EFA, têm de ser integradas no seu Portefólio, o que
deverá fazer na área de PRA.

A Área de PRA (em cursos EFA diurnos) terá de ser obrigatoriamente trabalhada 3 horas de 15 em 15
dias?
Não. Pode ser trabalhada, por exemplo, semanalmente (1,5h por semana).

O PRA tem que ser obrigatoriamente em suporte papel?


Não. O PRA pode ser apresentado em diversos formatos: papel, digital, Mas tem de respeitar as orientações
metodológicas definidas para o RCC-NS no Guia de Operacionalização disponível em http://www.anq.gov.pt.

Um formando que conclua o seu Portefólio Reflexivo de Aprendizagem antes dos anos lectivos pode
pedir a sua avaliação?
Não. O PRA acompanha a formação, normalmente com 3 horas de quinze em quinze dias, para que se possa
fazer a evidenciação das competências adquiridas ao longo do percurso formativo, independentemente dos
anos lectivos. Não há qualquer correspondência entre as modalidades do RVCC nos Centros Novas
Oportunidades e os Cursos EFA, e o calendário do ano lectivo.

Nas horas destinadas ao PRA, os formandos deverão estar presentes ainda que estejam na fase de
elaboração dos trabalhos?
Os formandos têm de estar presentes na área de PRA e não se trata de elaboração de trabalhos. Ver Guia de
Operacionalização do RCC-NS sobre orientações para a construção de um PRA (pág. 36 a 40).

13. CONSTITUIÇÃO DE TURMAS

O adulto nas condições de um plano de formação não contínuo pode entrar a qualquer momento,
mesmo que o curso já tenha desenvolvido as unidades que esse formando pretende realizar?
O adulto deve aguardar que seja desenvolvido um curso EFA onde ainda não tenham sido ministradas as
UFCD/UC que necessita fazer em formação (as UC que o Plano Pessoal de Qualificação identifica em falta
para o adulto terminar a sua qualificação), ou pode fazer essas UFCD/UC em módulos autónomos de formação
com base no CNQ, numa qualquer entidade formadora.

14. ASSIDUIDADE
Se por razões pessoais (nascimento de um filho, cirurgias, …) ou profissionais (turnos, deslocações,…)
um adulto não puder realizar um curso EFA de forma contínua, pode capitalizar créditos das UFCD/UC
concluídas e retomar posteriormente o percurso.

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ANQ - Documento de trabalho

Sim, pode.

Nesta situação, como se coloca a questão da assiduidade? A contagem de 90% de presenças é feita em
relação a cada UFCD/UC frequentada ou para a totalidade do percurso formativo no seu conjunto?
A contagem dos 90% das presenças é relativa à totalidade do percurso formativo.

Há alguma possibilidade de os formandos, ao abrigo do estatuto de trabalhador-estudante,


beneficiarem de maior flexibilidade no que se refere à assiduidade?
Os cursos EFA têm uma disposição semelhante a outras ofertas de educação-formação quanto ao estatuto de
trabalhador-estudante, mas isso não tem implicações na assiduidade nas sessões de formação, mas sim, no
desempenho da actividade profissional e na relação com a entidade patronal (dias para exames, faltas
justificadas, etc.)

Um formando apresenta à entidade formadora uma declaração da Igreja Adventista do 7º dia, ao abrigo
do art.º 1º do Despacho 127/79 da Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário, em como não
pode frequentar o curso às Sextas-feiras a partir do pôr-do-sol. Como podemos resolver esta situação
face aos limites de faltas impostos? Pode enquadrar-se nas situações da alínea a) ou seja trabalhar em
regime de flexibilidade de horário?
De acordo com o art. 14º da Lei da Liberdade Religiosa (Lei nº 16/2001, de 22 de Junho), são dispensados da
frequência das aulas nos dias de semana consagrados ao repouso e culto pelas respectivas confissões
religiosas os alunos do ensino público e privado que as professam, ressalvadas as condições de normal
aproveitamento escolar, desde que cumpridas as condições descritas na referida Lei.

14. PROTOCOLO

Existe um modelo de protocolo a celebrar entre escolas/centros de formação do IEFP e as entidades


formadoras privadas e certificadas, para as questões da homologação dos certificados e diplomas?
Sim. Existe um modelo de protocolo de certificação (a realizar entre a entidade formadora certificada e um
centro de formação de gestão directa ou participada do IEFP /estabelecimento de ensino público, particular ou
cooperativo) disponível no SIGO

É necessário dar conhecimento do estabelecimento de protocolos a alguma entidade?


A entidade formadora deve notificar a celebração do protocolo à Direcção Regional de Educação ou à
Delegação Regional do IEFP, consoante seja uma ou outra a entidade competente para a homologação. Não é
necessário notificar a ANQ.

15. OUTRAS
Os adultos que frequentam cursos EFA têm direito à campanha de portáteis e.escola?
Sim, têm.

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