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EMPREENDEDORISMO

CAPÍTULO 1: CONCEITOS CENTRAIS


PROF: Msc. FÁBIO GOLDNER
2017/2
O “VELHO” MODELO ECONÔMICO
(A ERA DA MANUFATURA)
Dirigido pelos modelos clássicos

Recursos escassos eram materiais raros

Força de trabalho (poder dos músculos)

Retornos pequenos

Economias de escala

Barreiras de entrada

Ativos físicos

Sobrevivência dos maiores

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O “NOVO” MODELO ECONÔMICO
(A ERA DA INOVAÇÃO EMPREENDEDORA)

Dirigido por novos modelos de negócios

Recursos escassos são imaginação e conhecimento

Retornos maiores

Baixas barreiras de entrada

Ativos intelectuais

Poder do conhecimento

Sobrevivência dos mais rápidos

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O QUE É EMPREENDEDORISMO?
 Segundo Ângelo, apud Dornelas (2008), “é a criação de valor por pessoas e
organizações trabalhando juntas para implementar uma ideia por meio da
aplicação da criatividade, capacidade de transformação e o desejo de tomar
aquilo que comumente se chamaria de risco”.

 É a capacidade de antever necessidades e satisfazer além das expectativas.

 O empreendedor e a empresa empreendedora necessitam de um alto grau de


criatividade, domínio das tendências do cenário para sair na frente.

 A ousadia é a marca dessa atitude.

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O QUE É EMPREENDEDORISMO?
 É a habilidade de buscar e capturar oportunidades rentáveis de negócios
com disposição de correr riscos calculados para atingir os objetivos
pessoais ou da organização.
 Um profissional que demonstra essa competência:

 Identifica e aproveita oportunidades rentáveis de negócios;


 Conhece profundamente o negócio, setor e mercado que possam
revelar oportunidades no mercado;
 Demonstração disposição em assumir riscos calculados para atingir
resultados;
 Busca maximização da relação custo X benefícios para clientes,
fornecedores e parceiros;
 Estimula e dá apoio ao comportamento empreendedor de outras
pessoas.

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O QUE É O EMPREENDEDOR?
 Existem várias definições acerca do que é o empreendedor. É necessário o
conhecimento de algumas dessas definições para que tenhamos uma
compreensão ampla e real dos desafios e perspectivas.
Shapero (1977), apud Uriarte et al (2007) descreveu o empreendedor como
sendo alguém que toma a iniciativa de reunir recursos de uma maneira
nova ou para reorganizar recursos de maneira a gerar uma organização
relativamente independente, cujo sucesso é incerto”.
“O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente
através da introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas
formas de organização, ou pela exploração de novos recursos e
materiais”. Joseph Schumpeter (1949) apud Dornellas (2008).

 Joseph Alois Schumpeter (1883-1950),


economista austríaco, criador do
conceito de “Criação Destrutiva”, um
dos percussores da inovação e do
empreendedorismo.
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O QUE É O EMPREENDEDOR?
 Bruce (1976), apud Uriarte et al (2007) propôs uma maior extensão da palavra
“empreendedor” para incluir indivíduos envolvidos em organizações já
existentes, ao descrever o empreendedor como sendo qualquer pessoa cujas
decisões determinam diretamente o destino da empresa, quer essa pessoa
assuma todo o controle ou todo o risco.

 Em qualquer definição de empreendedorismo encontram-se, pelo menos, os


seguintes aspectos referentes ao empreendedor:
Iniciativa para criar/inovar e paixão pelo o que faz.

 Utiliza os recursos disponíveis de forma criativa transformando o ambiente


social e econômico onde vive.

 Aceita assumir os riscos (Calculados) e a possibilidade de fracassar.

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OS 9 TIPOS DE EMPREENDEDORES
MAIS COMUNS NO BRASIL
 Do normal ao franqueado veja os perfis mais encontrados no empreendedorismo
brasileiro.

 Informal, visionário, franqueado ou social. Com mais de 5 milhões de pequenas


empresas, não poderiam faltar vários tipos de empreendedores. José Dornelas,
especialista em empreendedorismo, classifica os empreendedores em seu livro
Empreendedorismo para Visionários. “O que eu tento mostrar é que o
comportamento empreendedor pode existir em várias pessoas, independente da
atividade dela”, conta Dornelas.

 Como cada um tem seus motivos para empreender, as variações são grandes.
Há dois grandes grupos: os empreendedores por necessidade, que só
empreendem para sobreviver, e os empreendedores por oportunidade, que
identificam um nicho com potencial de crescimento.

 Veja a seguir os principais tipos propostos por Dornelas (2014) e descubra qual o
seu perfil.

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OS 9 TIPOS DE EMPREENDEDORES
MAIS COMUNS NO BRASIL
1. O Informal: Este tipo ganha dinheiro porque precisa sobreviver. “O informal está
muito ligado a necessidades. A pessoa não tem visão de longo prazo, quer
atender necessidade de agora”, diz Dornelas. O empreendedor deste perfil
trabalha para garantir o suficiente para viver, tem um risco relativamente baixo e
não tem muitos planos para o futuro. “Esse tipo tem diminuído bastante com
iniciativas como o Microeemprendedor Individual (MEI)”, opina.

2. O Cooperado: Este tipo costuma empreender ligado a cooperativas, como


artesãos. Por isso, trabalho em equipe é primordial. Sua meta é crescer até
poder ser independente. “Empreende de maneira muito intuitiva”, explica
Dornelas. Geralmente, estes empreendedores dispõem de poucos recursos e
tem um baixo risco.

3. O Individual: Este é o empreendedor informal que se formalizou através do MEI


e começa a estruturar de fato uma empresa. “Por mais que esteja formalizado,
ele não está pensando em crescer muito”, diz Dornelas. Este perfil ainda está
muito ligado à necessidade de sobrevivência e geralmente trabalha sozinho ou
com mais um funcionário apenas.
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OS 9 TIPOS DE EMPREENDEDORES
MAIS COMUNS NO BRASIL
4. O Franqueado e o Franqueador: Muitos desconsideram o franqueado como
empreendedor, mas a iniciativa de comandar o negócio, mesmo que uma
franquia, deve ser levada em conta. Geralmente, procuram uma renda mensal
média e o retorno do investimento. Do outro lado, está o franqueador,
responsável por construir uma rede através de sua marca. “Costumam ser
exemplos de empreendedorismo”, afirma.

5. O Social: A vontade de fazer algo bom pelo mundo aliada a ganhar dinheiro
move este empreendedor. “Este tipo tem crescido muito, principalmente entre
os jovens que, ainda na faculdade, têm aberto o próprio negócio para resolver
problemas que a área pública não consegue”, diz Dornelas.Nesta categoria,
trabalho em equipe é primordial e o objetivo é mudar o mundo e inspirar outras
pessoas a fazerem o mesmo.

6. O Corporativo: É o intraempreendedor, ou seja, o funcionário que empreende


novos projetos na empresa que trabalha. “O dilema das empresas hoje é
aumentar a quantidade de pessoas com esse perfil”, explica. Seu principal
objetivo é crescer na carreira, com promoções e bônus.

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OS 9 TIPOS DE EMPREENDEDORES
MAIS COMUNS NO BRASIL
7. O Público: O empreendedor público é uma variação do corporativo para o setor
governamental. Para Dornelas, ainda existem muitos funcionários públicos
preocupados em utilizar melhor recursos e inovar nos serviços básicos. Sua
motivação está ligada ao fato de conseguir provar que seu trabalho é nobre e
tem valor para a sociedade.

8. O do Conhecimento: Este empreendedor usa um profundo conhecimento em


determinada área para conseguir faturar. É como um atleta que se prepara e
ganha medalhas importantes. “Eles sabem capitalizar para empreender e fazer
acontecer, como escritores e artistas”, explica. Eles buscam realização
profissional e reconhecimento com isso.

9. O do Negócio Próprio: Este é o mais comum e costuma abrir um negócio


próprio por estilo de vida ou porque pensa grande. “Este é o mais se aproxima
do visionário”, define Dornelas. Dentro deste perfil, encontramos subtipos: o
empreendedor nato, o serial e o “normal”.

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OS 9 TIPOS DE EMPREENDEDORES
MAIS COMUNS NO BRASIL
 O empreendedor nato costuma ser tido como genial, com trajetória de negócio
exemplar, como Bill Gates.
 Já o serial é aquele que cria negócios em sequência. Ele não se apaixona pela
empresa em si, mas pelo ato de empreender.

 Por fim, o “normal” é o empreendedor que planeja para minimizar os riscos e


segue o plano estabelecido.

 No fundo, todos procuram satisfação pessoal, autonomia financeira e querem


deixar um legado. “Esses modelos não são estáticos. Ele pode evoluir e mudar
para outro tipo no decorrer da sua vida”, explica Dornelas.

Augusto Cury
Bill Gates
Alberto Saraiva
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EMPREENDEDOR X EMPRESÁRIO
 Segundo Cunha (1997), apud Uriarte (2007), ser empreendedor não é a mesma
coisa que ser empresário. Empresário é aquele que chegou, por uma razão
qualquer, à posição de dono da empresa, e tira dela seus lucros.

 Apenas uma parcela dos empresários é constituída por legítimos empreendedores,


aqueles que realmente disputam o jogo competitivo.

 O que distingue os empreendedores de meros participantes são dois tipos de


virtudes: as de apoio e as superiores.

 As virtudes de apoio são importantes e necessárias, mas as virtudes superiores


são privativas apenas aos grandes empreendedores.

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VIRTUDES DE APOIO
 As virtudes de apoio são comuns a outros grupos, como os bons
administradores. São elas: Visão, energia, comprometimento, liderança,
obstinação e capacidade de decisão/concentração.

 VISÃO: jornada mental que liga o hoje ao amanhã, ou seja, o conhecido


ao desconhecido, estabelecendo assim seu rumo a longo prazo. Com base
na visão, o empreendedor busca ideias e conceitos que possibilitem
caminhar segundo uma direção preestabelecida, e convence pessoas a
adotar a visão e a procurar maneiras para desenvolvê-las.

 ENERGIA: empreendedores são carregados de energia, estão sempre


buscando algo para fazer, não gostam de perder tempo. Para ter sucesso,
o empreendedor deve ter energia e estar disposto a se sacrificar para
atingir seus objetivos, caso seja necessário.

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VIRTUDES DE APOIO
 COMPROMETIMENTO: os empreendedores estão sempre dispostos a
se sacrificar ou despender esforço pessoal fora do comum para
concretizar um projeto. Além disso sabem que para conduzir um grupo de
pessoas por caminhos nem sempre fáceis é necessário tratá-las da
maneira mais correta possível. Se for preciso, o empreendedor se junta
aos funcionários para terminar uma tarefa.

 LIDERANÇA: o empreendedor possui forte capacidade de liderança. Ele


é capaz de agregar pessoas em torno de si e movê-las em direção aos
objetivos por ele determinados. Como líder autêntico possui ideais e
objetivos. Para realizá-los, emprega estratégias conscientes e
inconscientes, buscando influenciar ou persuadir os outros.

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VIRTUDES DE APOIO
 OBSTINAÇÃO: o empreendedor é um guerreiro obstinado. Ele gosta de
competir. Quando entra em uma disputa por uma causa ou ideal, tenta sair
como vencedor. Não conseguindo vencer da primeira vez, não desiste,
volta com carga total assim que for possível. Nesta caso, usa estratégias
alternativas a fim de enfrentar os desafios e superar os obstáculos.

 CAPACIDADE DE DECISÃO/CONCENTRAÇÃO: o empreendedor não


se perde no emaranhado de oportunidades. Ele tem um senso apurado
de prioridade e concentra-se naquilo que é realmente importante.

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VIRTUDES SUPERIORES
 Virtudes superiores são privativas apenas aos grandes empreendedores.
É através destas virtudes que se pode ver a diferença entre
empreendedores e “simples mortais”. É através delas que o
empreendedor consegue construir empresas fortes e dinamizar a
economia: São elas: Criatividade, independência e entusiasmo/paixão.

 CRIATIVIDADE: com esta virtude, o empreendedor cria novos produtos,


novos métodos de produção, desbrava novos mercados. O
empreendedor é uma personalidade criativa que está sempre buscando
novas formas de satisfazer os clientes e, muitas vezes, criando novas
necessidades.

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VIRTUDES SUPERIORES
 INDEPENDÊNCIA: o empreendedor é um ser independente. Não gosta
de seguir normas e estar sob o controle dos outros. A autonomia é um
dos seus grandes objetivos. Na busca deste e de outros objetivos, ele se
apresenta sempre autoconfiante. Mantém seu ponto de vista mesmo
diante da oposição ou de resultados desanimadores. Expressa confiança
na sua própria capacidade de realizar tarefas difíceis e de enfrentar
grande desafios.
 ENTUSIASMO / PAIXÃO: além de serem comprometidos e obstinados,
os empreendedores dever ser entusiasmados, apaixonados por aquilo
que fazem. Eles dedicam suas vidas a uma ideia que, em determinado
momento, se torna um ideal. E o mais importante, ele inspira outras
pessoas para que aceitem seus sonhos.

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ATITUDES EMPREENDEDORAS
 VISÃO SISTÊMICA: No desenvolvimento de um plano de ação ou de um projeto é
essencial entender cada ação estabelecida e principalmente se ela se relaciona com
o objetivo final.
É como se estivesse a cada dia finalizando uma parte do todo.

A visão sistêmica é um conjunto de conhecimentos e instrumentos desenvolvidos


que têm como objetivo tornar mais claro todo o conjunto e nos mostrar as
modificações necessárias para melhorá-lo.

Questões como processos, estratégia, fluxo de informações e processos de


trabalho devem ser gerenciadas para produzir output (saída) e input (entrada) de
forma eficaz.

Aponta um direcionamento claro, facilitando decisões e propiciando o


desenvolvimento de pessoas. É uma das principais características do empreendedor.

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ATITUDES EMPREENDEDORAS
PROATIVIDADE: É a força propulsora da atitude empreendedora.

Mas para a prática desta, é necessária muita leitura, bom relacionamento,


atenção às necessidades e trabalhar bastante com a intuição e a empatia.

Pro atividade é gerar oportunidades e aproveitá-las, ou seja, antecipar-se


aos fatos.

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ATITUDES EMPREENDEDORAS
APRENDER A APRENDER: Aprender a aprender é verbo/ação da nossa
Era. Estamos em constante interação com o meio e este em profundas
mudanças. O que tem valor hoje pode não ter mais
amanhã e vice-versa.

Consequentemente precisamos reavaliar nossas atitudes e valores para


nos adaptarmos aos acontecimentos e darmos segmento aos processos, e o
conhecimento é a chave para o desenvolvimento desta atitude.

Saber ouvir significa estar aberto a novos aprendizados, demonstrando


assim flexibilidade de comportamento. É imprescindível valorizar a aquisição
do conhecimento e ter foco nas ações, tomando cuidados com a dispersão
(perda de tempo).

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PERFIL DO EMPREENDEDOR NA
ERA DO CONHECIMENTO
Para implementar e administrar o seu plano de ação, os empreendedores
corporativo e externo, necessitam de ações positivas e orientadas ao
Autodesenvolvimento.

Confiar em si e vender ideias reais. Ao identificar pontos fracos, você já


está buscando o caminho do autodesenvolvimento e autocrítica.

Ao questionar, você levanta a possibilidade de recriar.

Uma pessoa antenada aos acontecimentos do cenário com vontade de


vencer os obstáculos.

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PERFIL DO EMPREENDEDOR NA
ERA DO CONHECIMENTO
 Características:

 É autoconfiante e proativo;
 Aceita e reconhece erros;
 Faz “networking”;
 Questiona o existente;
 É curioso, criativo, perseverante, otimista e ousado;
 Identifica e avalia oportunidades;
 Quebra paradigmas;
 Elabora Plano de Ações;
 Lida com imprevistos;
 Agiliza o processo decisório

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REFERÊNCIAS
CIEE EDUCAÇÃO. Atitude Empreendedora. Disponível em:
http://stoa.usp.br/fjcapeletto/files/696/3597/AtitudeEmpreendedora.pdf Acesso em: 09 de
Julho de 2011.
 DORNELAS, José Carlos. Empreendedorismo, transformando ideias em negócios. 3ª
edição. São Paulo: Campus, 2008.

 ____________. Os 9 tipos de empreendedores mais comuns no Brasil. Entrevista


concedida à Priscila Zuini, em 25/03/2014. Disponível em: http://exame.abril.com.br/pme/os-
9-tipos-de-empreendedores-mais-comuns-no-brasil/ Acesso em: 13 de Julho de 2017.

 LACRUZ, Adonai José. Plano de Negócios passo a passo: Transformando sonhos em


negócios. 1ª edição. São Paulo: Qualitymark, 2008.

URIARTE, Luiz Ricardo; LAPOLLI, Édis Mafra; BARCIA, Ricardo Miranda; BASTOS, Lia
Caetano. O Empreendedor. ENE – Escola de novos empreendedores – UFSC. Florianópolis:
2007.

URIARTE, Luiz Ricardo; LAPOLLI, Édis Mafra; BARCIA, Ricardo Miranda; DALMAU,
Marcos Baptista Lopes. Características Empreendedoras Necessárias para sobrevivência no
mundo dos negócios. ENE – Escola de novos empreendedores – UFSC. Florianópolis: 2007.

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