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Educação Musical Ensino

Fundamental

Marta Deckert
Mestre em Educação (UFPR), especialista em Educação Musical e Regência de
Coro Infantojuvenil (Escola de Música e Belas Artes do Paraná - Embap),
bacharel em Música (Embap), Licenciada em Ciências Biológicas (Unoesc). Atua
como professora na área de Educação Musical na Educação Infantil,
Ensino Fundamental e Ensino Superior. Possui publicações de livros e
artigos na área. Ministra palestras, cursos e oficinas para professores
especialistas e não especialistas na área de música.

IBEP
COLEÇÃO EU GOSTO M@IS
Educação Musical - Volume 3
o IBEP, 2013
Diretor superintendente Jorge Yunes
Diretora adjunta editorial Célia de Assis
Assessora pedagógica Valdeci Loch
Editores Kelle Cristine da Silva
Ricardo Soares
Revisão técnica Juliana Gardusi
Hélcio Hirao
José Eduardo Bracco
Revisão Juliana Bassichetti
Lucy Myrian Chá
Karina Danza
Maria L. Favret
Lucia Helena Ferreira
Coordenadora de arte Karina Monteiro
Assistentes de arte Marilia Vilela
Nane Carvalho
Coordenadora de iconografia Maria do Céu Pires Passuello
Ana Claudia Dias
Assistentes de iconografia Adriana Neves
Simone da Costa Silva
Wilson de Castilho
Produção gráfica José Antônio Ferraz
Assistente de produção gráfica Eliane M. M. Ferreira
Projeto gráfico APIS - Design integrado
Diagramação SG-Amarante Editorial
Ilustrações Silmara Takazaki Egg
Cide Gomes
Hettore Santiago
Capa APIS - Design integrado

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO


SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

0348e

Oeckert, Marta
Eu gosto m@is Educação Musical Volume 3 / Marta Oeckert. - 1. ed. -
São Paulo: IBEP, 2013.
48 p. : il. ; 28 cm. (Eu gosto m@is)

ISBN 9788534237093 (mestre) / 9788534237048 (aluno)

1. Música - Instrução e estudo (Ensino Fundamental). 2. Música na


educação. I. Título. 11. Série.

13-04097 COO: 780.7


COU: 78(07)

15/08/2013 16/08/2013

1ª edição - São Paulo - 2013


Todos os direitos reservados

~IBEP
Av. Alexandre Mackenzie, 619 - Jaguaré

São Paulo - SP - 05322-000 - Brasil - Tel.: (11) 2799-7799

www.ibep-nacional.com.br editoras@ibep-nacional.com.br EDITORA AFILlADA.

CTp, Impressão e Acabamento


IBEP Gráfica
",,.,
APRESENTAÇÃO
Querido aluno, querida aluna,

Quando ouvimos o som dos pássaros e o latido de um


cachorro, percebemos que há uma diferença de altura
entre eles. Geralmente os pássaros emitem sons agudos e
os cachorros, sons mais graves.

As diferentes alturas, combinadas com o ritmo, formam a


melodia de uma música. As notas musicais ganham vida
com o nosso cantar e com o nosso tocar.

o presente livro, seu companheiro nesta etapa, irá explorar


o aspecto melódico da música, o estudo da vida e da obra
dos compositores Johann Sebastian Bach e Noel Rosa e a
família à qual pertencem os instrumentos musicais.

Vamos juntos conhecer o mundo dos sons, o mundo da


música ...
Bom trabalho!

A AUTORA
SUMÁRIO

Sons graves e agudos

A família das cordas 9

Johann Sebastian Bach 12

Os diferentes sons e as notas musicais 19

Como surgiu o nome das notas musicais 21

A direção do som 25

Revisando ... 26

Altura dos sons 27

Ritmo e altura 29

Os instrumentos musicais 31

Noel Rosa 38

Intensidade musical 43

Músicas e brincadeiras do folclore infantil 47

Referências 48

Sugestões de leitura 48

"m'a·];'M~·"
Na intenção de dar ao aluno uma noção aproximada e comparativa do tamanho dos instrumentos musicais, as
imagens deles que aparecem juntas em uma atividade estão proporcionais, sempre que possível. Quando isso
não for possível, há a Indicação de a proporção não é exata.
Sons graves e agudos
Veja orientações no Manual do Professor.

Diariamente, ouvimos uma infinidade de sons em diferentes alturas.


Quando falamos em altura nos referimos aos mais variados sons, tanto
graves como agudos.
Quando ouvimos um trovão, por exemplo, ouvimos um som grave.
Quando ouvimos o apito de um guarda de trânsito na rua, ouvimos um
som agudo.

OJ Represente, a seguir, sons que podemos ouvir em nosso dia a dia, em


diferentes alturas:

Resposta pessoal. Suqestão: levar uma caixa com vários objetos para
Professor: depois da leitura do texto que abre esta lição que os alunos possam ouvir os sons que produzem,
discuta com os alunos sobre os diferentes sons e suas tais como: apito, chaves, lápis etc. Peça que as crianças
alturas. Busque exemplos de objetos ou eventos sonoros escolham um objeto e, depois, que cada aluno faça o
que produzam sons bem distintos (graves ou agudos) som para os colegas. A seguir, que diferenciem o som
para que os alunos possam estabelecer e reconhecer como grave ou agudo.
tais diferenças. O objetivo da atividade é explorar o
som de diferentes alturas. Por exemplo, sons agudos
- passarinho, apito; sons graves - trovão, carro etc. Os
alunos podém experimentar e ouvir os sons produzidos
pelos objetos na sala: lápis, carteira, porta, quadro,
armário, parede etc.

~

W Observe as imagens a seguir. Se pudéssemos ouvir os sons presentes
nos lugares retratados, quais ouviríamos? Descreva-os.
Professor: o objetivo da atividade é exercitar a criatividade dos alunos, solicitando que imaginem os sons que eles
poderiam ouvir nas cenas mostradas nas imagens. Proponha que "ouçam" sons do contexto sonoro da cidade e do campo.

Ambiente urbano.

Respostas possíveis: barulho das buzinas,

movimento dos carros, pessoas falando.

Ambiente rural.

Respostas possíveis: canto de passarinhos, movimento

dos insetos, barulhos de outros animais e do vento.

LiÇÃO 1 •
~

Você irá ouvir dois sons de cada vez. Registre os sons graves (G) e os
Professor: o objetivo desta atividade é fazer com que os alunos percebam que há dois sons: um
a g u d os (A) . grave e outro agudo. Para mostrar a diferença de altura utilize um instrumento que produza sons
em diferentes alturas: teclado, piano, flauta, xilofone, jogo de sinos etc. Escolha dois sons de cada
vez. Os alunos ouvirão e farão o registro com a indicação de grave (G) e agudo (A). Escolha sons bem

a) [1
.
'_____
G 12
..
L..-
A
---'
]~s~~~~~;i~~S.
. atividade.
esse início de
d) [ 1
.
~ 12
..
A
]
b) e)
[1 _A 1L....--2 _G ]

c) [1 A 12 A] G

~ Execute o mesmo som na região aguda. Ex.: ré - ré.

Em cada série ouvida, indique o som mais agudo pintando o quadro


Esta atividade tem por objetivo desenvolver a memória auditiva do aluno, princípio da
correspon d ente. percepção musical. Toque uma sequência de quatro sons ou execute as trilhas indicadas do
DVD. Apenas um deles será o mais agudo. O aluno fará uma comparação entre os quatro
sons ouvidos em cada
alternativa. Nessa
primeira atividade,
escolha um som
agudo que seja bem
perceptível, ou seja,
que não esteja muito
próximo dos outros
sons que o aluno irá
ouvir. Com o tempo e
o desenvolvimento da
percepção musical isso
será possível, mas no
primeiro momento é
aconselhável diferenciar
bem os sons.

Você irá ouvir sequências de sons. Pinte, em cada uma, o som grave.
Para realizar esta atividade, siga as orientações da atividade anterior, mas mude para tons graves.

lGcm0CJ
a

lG0cmCJ
b

lG00CEJ
c

dl[EJ00CJ«~
• LIÇÃO 1
~

Professor: o objetivo das brincadeiras é fazer com que
o aluno perceba a diferença espacial do som. Quanto
mais agudo, mais para cima, longe do chão. Quanto
mais grave, mais perto do chão. Essa compreensão
~~~-.. VAMOS BRINCAR espacial ajudará mais tarde nas atividades de percepção
musical. Dependendo do encaminhamento, realize as
brincadeiras antes das atividades 3, 4 e 5.

W Vamos brincar com os sons agudos e graves?


a) Morto-vivo sonoro

Como brincar: você ouvirá diferentes sons. Quando forem agudos,


ficará em pé; quando ouvir sons graves, ficará agachado. Sai da
brincadeira aquele que errar.

b) Tecido musical

Como brincar: você terá um pedaço de tule ou um tipo de tecido


bem leve.

1. Sopre no tecido e experimente até onde ele pode ir, para cima, para
baixo, para o lado etc.

2. Solte o tecido e, enquanto ele cai, produza alguns sons, escolhendo


uma letra do alfabeto ou sílaba de uma palavra.

3. Solte-o novamente e comece produzindo sons do agudo ao grave


conforme ele cai no chão. Quanto mais perto do chão, mais grave o
som.

CfI)

LIÇÃO 1 •
/

A família das cordas


Veja orientações no Manual do Professor. Professor: no OVO, nas trilhas 9-14, há exemplos de
pessoas falando. Toque-as para os alunos. Se possível,
leve imagens de pessoas adultas, idosas e crianças. Peça
que ouçam uma a uma e identifiquem de quem seriam.
Todos nós pertencemos a uma família: pai, mãe, irmãos, avô, avó,
tios, tias, primos etc. Cada pessoa de nossa família tem características
diferentes umas das outras, um jeito diferente de ser.
Se pensarmos na voz que cada uma possui, perceberemos quanta
diferença há. A voz do seu avô é igual à sua, que ainda é criança?
A voz do seu pai ou tio é parecida com a de um primo? A resposta será:
é diferente. As pessoas têm a voz diferente umas das outras, dependendo
se a voz é de homem ou de mulher, se é de criança ou de adulto, se é de
idoso ou de bebê.
Os instrumentos musicais também foram organizados em famílias
e cada um deles possui "voz". Mas quando falamos dos instrumentos,
dizemos que eles têm um timbre diferente e não uma "voz" diferente.
Há instrumentos que produzem sons mais graves e outros que produzem
sons mais agudos.
Na família das cordas também podemos observar isso.
Há vários instrumentos que servem para tocar tanto música erudita
quanto música popular, dentre eles: violino, viola, violoncelo, contrabaixo,
piano, harpa, violão, viola caipira, guitarra acústica, guitarra elétrica etc.
Vamos estudar quatro desses instrumentos: o violino, a viola, o
violoncelo e o contrabaixo. São instrumentos semelhantes, porém diferem
no tamanho e, como consequência, no som. Também é possível encontrar
a seguinte definição: "pertencem à família dos instrumentos de arco".
Procure ouvir o som de cada um deles.
~

No OVO também aparece o som do piano (13),


da harpa (14) e de toda a família das cordas
tocando junta. Ouça-os.

Violino Viola Violoncelo Contrabaixo

~

Pro ~ __ ~ de instrumentos que sac _ _JS: graves ou agudos. ~xe .~ _
agudos. t auta ;)C~ • olmo, flauta transversal. Graves: contraoaixo, tuba, timpano etc. Temos sons meo.os,
mas nesse primeiro momento não vamos nos referir a eles, para que o aluno estabeleça diferenças entre
graves e agudos. O objetivo é perceber que os instrumentos têm timbres agudos e graves.

Você vai ouvir o som de diferentes instrumentos. Escreva o nome de


cada um e se ele produz sons graves ou agudos.

a) [ acudo 1 Instrumento _f_la_ut_a_tr_a_ns_ve_r_sa_I _

::============:
b) [ 'CO" 1 Instrumento _c_on_tr_a_ba_ix_o ::::::::====- _

c) [ 'CO" 1 Instrumento -=tu::.::.ba=-- ~~~ _

d) [ acudo 1 Instrumento _vi_oli_no ---.::::::::::::::::~ _

e) [ 'CO" 1 Instrumento __..:::==~


....:..tí....:..m.::..pa~n....:..o _

f) [ acudo 1 Instrumento _vi_ola ----.:::::::::::==:... _

Observe os instrumentos a seguir e responda às questões.


o objetivo é fazer com que os alunos percebam que quanto maior ° instrumento, mais grave será seu °
som; quanto menor, mais agudo.
Explore a diferença de tamanho, que irá produzir a diferença de som. Use embalagens
de tamanhos diferentes para demonstrar isso. Produza sons em cada uma delas e,
assim, ajude os alunos a verificar que, quanto maiores, mais grave será o som e,
quanto menores, mais agud

Violoncelo Contrabaixo
Além do quarteto de cordas (violino, viola, violoncelo e contra baixo),
Violino Viola informe aos alunos que há mais dois outros instrumentos da família das
cordas: o piano e a harpa. Toque as trilhas indicadas com os sons desses
instrumentos. Por fim, execute a trilha que reúne todos eles.

a) Qual é a principal diferença que podemos observar entre os quatro


instrumentos?
Eles diferem no tamanho, e isso fará com que o som também seja diferente.

LiÇÃO 2 •
~

b) Qual é a principal semelhança entre eles? Pro~essor:utilizetambémasimag.ensda
atividade 3 para realizar esta atividade.

São instrumentos de cordas, com o mesmo formato e o mesmo número de cordas.

c) Quanto ao som, que diferença há entre eles?


Uns são agudos por serem pequenos e outros são graves por serem grandes.

d) Qual deles tem o som mais grave?


o contrabaixo.

e) Qual deles tem o som mais agudo?


o violino.

Ouça os sons dos instrumentos e numere-os de acordo com a


~. . Os alunos ouvirão quatro instrumentos da família das cordas (a sequência das
sequencla ouvida. faixas do DVD). Eles deverão identificar os sons e associá-I os à imagem de cada
instrumento, numerando a sequência correta.
Lembre os alunos da relação som com o tamanho
do instrumento. Assim, o violino é o mais agudo e Q)
o contrabaixo, o mais grave. Q)

-r:
c

a)O E
rn
-'
Vi
Q)

'o
V>

~
::J

Viola

Violoncelo

C)O d)O

Violino
Contra baixo

• UÇÃ02
~

Veja orientações no Manual do Professor.

Johann Sebastian Bach


Professor: se tiver a oportunidade de acessar sites de busca na internet, procure vídeos que
apresentem algumas obras de Bach. Você pode iniciar com uma música bem conhecida: "Jesus,
alegria dos homens" ou "Minueto em sol maior".

Bach é um dos grandes compositores


da música erudita. Seu nome completo
é Johann Sebastian Bach. Ele nasceu na
Alemanha, em 1685.
Era um tempo em que existiam reis,
princesas, castelos, em Que as mulheres
usavam vestidos enormes e os homens
usavam perucas brancas.

~-------------------------------'E o
u
.~
Bo
u...

Johann Sebastian Bach (detalhe). "'


C
QJ
-.::
<U
Elias Gottlob Haussmann, 1746. U
QJ

@
Óleo sobre tela, 61 em x 78 em.

Naquela época, você


acha que havia CO, TV
ou MP3? Se você disse
"não", acertou! Não existia
nada disso. Quando havia
baile, casamento ou festa, Castelo da dinastia Hohenzolern, Alemanha.
as pessoas chamavam os
músicos para tocar. Algumas
vezes, os castelos mantinham
a sua própria orquestra.

Bach começou a aprender ~


~
c
música quando tinha nove "D
o
.sc
anos. Com o falecimento -:5
:J
o
de seus pais, ele foi morar Vl

com seu irmão mais velho,


Christopher, que o ensinou a
tocar cravo, um instrumento o baile.William Hogarth, 1745. Óleo sobre tela,
bem comum naquela época. 68,5 x 90 em.

~

UJ Numere os fatos de 1 a 5, na sequência em que ocorreram.
Professor: os alunos devem ordenar os fatos na ordem que aconteceram.

8·Com dezoito anos, Bach tornou-se organista.


8 Bach nasceu em 1685, na Alemanha.
O Escreveu várias obras, dentre elas, Concertos de Brandemburgo.

CJ Com nove anos de idade, foi morar com seu irmão Christopher.
O Aprendeu a tocar cravo com seu irmão.

[D Bach escreveu muitas músicas. Localize no caça-palavras alguns estilos


de músicas que ele compôs. Veja no banco de palavras.

cantata tocata suíte fuga minueto


prelúdio fantasia concertos variações

L B T A Z O A Q w R X T
.,..---..
I C A N T A T Al J s A S
P R E R U A O R E U D F
R
r----.
M D
-----
P H S C A I í G H
Á I M R D T A R V T W R
E N F E K U T S A E K L
'---'
P U R L O J A E ( F U G A)
'---'
S E O Ú F T W Y U J K H
S T F D (F A N T A S I A)
J .Q, L I V D R R y J K G
Q E rC O N C E R T O s) D
M K L J B C X D F H y S
F (V A R I A ç Õ E s) F J

LIÇÃO 3 •
~

[IJ Represente com desenhos a parte da história de Bach que você achou
mais interessante.

Resposta pessoal.

Professor: os alunos devem desenhar uma cena da história do compositor.


As atividades 1. 2 e 3 têm como objetivo trabalhar as informações do texto.

[!J O cravo, instrumento que existia na época de Bach, pode ser


considerado o pai do piano moderno. Bartolomeu Cristofori, um
/I /I

construtor de cravo, transformou o modo de produzir som no cravo.


Em vez de as teclas pinçarem as cordas, colocou martelinhos que
batiam nas cordas. Assim, surgiu o primeiro piano.

Com o tempo, os compositores e músicos começaram a escrever suas


obras para piano. Ouça o som produzido por esses dois instrumentos e
compare a diferença.
Resposta pessoal.

Explore a diferença entre os sons do V>


C
cravo e do piano. o
Toque músicas do DVD com os E
E
dois instrumentos. Espera-se o
u
que os alunos percebam a
diferença de timbre dos dois ~c
(;
instrumentos. 19
Na época de Bach não 41
;S
existia piano. Ele C
começou a ser (;
utilizado apenas ~
I
séculos mais V1
c
tarde. Mostre o
E
ao aluno que E
o
o instrumento u
predominante
~o
naquela época
TI
era o cravo. c

t
19

Cravo

• LIÇÃO 3
~

rnJ~ aparecem
Ouça algumas das obras de Bach e marque um X os instrumentos
na música. Professor: toque músicas que faz,:m parte da obra de B.ach
que
e peça aos alunos que pintem os Instrumentos que ouviram.
Respostas·esperadas.

violino viola violoncelo contrabaixo cravo flauta piano coro

~ a)
~
---
<li

'"
c
E
'"
...J
---

b)
x x

c)
IX

d)
x ixl x x x

I
I

~ ~
As imagens dos instrumentos musicais não estão em tamanhos proporcionais.

[!J Na época de Bach, o minueto, que é uma dança, fazia parte de uma
obra maior chamada "suíte". Quando as pessoas iam a um baile,
dançavam minueto, sarabanda, galharda e outras.

~",..' Ouça a música Minueto em sol maior, de Bach. Imagine que você
deverá mostrar a outra pessoa o primeiro trecho da música, utilizando
linhas e traços para fazer o gráfico dos primeiros oito sons.

(g) LIÇÃO 3 •

Professor: nas notas graves, faça movimentos com a mão para baixo, e nas agudas, para cima. No trecho inicial: ré, sol, lá, si, dó,
pense em um gráfico como o desenho de uma escada. Primeiro cante com os alunos e faça o som mostrando com a mão, para
perceberem as diferenças de altura. O objetivo da atividade é fazer a relação da noção espacial com o som de diferentes alturas.

Lembre-se: vamos primeiro cantar e fazer com a mão o movimento dos


sons que "sobem" e dos sons que "descem".

Ouça novamente a melodia inicial e pinte, na sequência de círculos, a


posição em que aparece: Os alu~os devem extrair do trecho .inicial?a música Minueto em
501maior os sons graves e agudos, Identificando-os agora em um
contexto, uma frase musical.

a) a nota mais grave.

00000000
b) a nota mais aguda.

00000000
Veja a partitura da primeira parte da música Minueto em sol maior, de
Bach, que você ouviu anteriormente. Pinte a linha melódica.
Explique o que é uma linha melódica. Chame a atenção para as duas linhas que aparecem juntas. Pergunte aos alunos
quais os instrumentos que poderiam tocá-Ia. Se possível, toque a l' linha (melodia) e a 2· linha (acompanhamento) para
que percebam onde esta a melodia. Peça que pintem a linha melódica
• (a parte destacada na partitura). Solicite que ouçam a música e verifiquem se
Mln ueto conseguem acompanha-Ia na partitura, que identifiquem a localização dos

·1L :::::;;;- .•
sons graves e agudos do trecho inicial, como se escreve na escrita musical etc.

~
40 ~
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1.0'

J. S. Bach

• LIÇÃO 3
~

Bach escreveu músicas para várias ocasiões. Ouça duas obras dele e
represente o local em que as pessoas as ouviram na época de Bach.
Resposta pessoa I.

Professor: selecione apenas duas trilhas com


músicas de Bach. Os alunos devem desenhar para
mostrar se a música ouvida era para ser tocada na
igreja. em baile no castelo etc. Explore o contexto
das músicas no tempo de Bach. Hoje as ouvimos
em CDs e salas de concertos. Será que era assim
na época de Bach? Para que tipo de ocasião ele
compunha música?

Sugestão: Concerto de Brandemburgo - Sugestão: Cantata BWV244-


12 movimento - Allegro Wenn ich einmal 5011scheiden - Coro

Baile em castelo t\~ Igreja

Ouça um trecho do Concerto para piano em lá maior, de Bach.


Concerto é uma" conversa" entre um instrumento e a orquestra.
A seguir, temos duas opções: piano e orquestra. Pinte, na sequência
em que aparecem somente o piano, somente a orquestra ou os dois
juntos. A resposta dependerá do trecho que será selecionado.

( PIANO ) ( PIANO ) ( PIANO ) ( PIANO ) ( PIANO ) ( PIANO)

(ORQUESTRA) (ORQUESTRA) (ORQUESTRA) (ORQUESTRA) (ORQUESTRA) (ORQUESTRA)

O aluno deverá ouvir um trecho do concerto para piano; quando ouvir somente o piano. pintará a palavra
"piano". Quando ouvir a orquestra, pintará a palavra "orquestra". Se os dois tocarem juntos, pintará as duas
palavras. Ele deverá perceber que, quando ouve o som do piano, a orquestra continua tocando, mas em
intensidade "piano". ou seja, em volume bem baixo.
Explore a sequência dos timbres que aparecem na música.

LIÇÃO 3 •
~

Veja orientações no Manual do Professor.

Os diferentes sons
e as notas musicais
A música é formada por diferentes sons, uns graves, outros agudos.
Mas entre esses dois sons temos muitos outros. Ouça a música Minha
canção, do disco e musical infantil Os saltimbancos.

Minha canção

-
Dorme a cidade

-
Resta um coração -
Doce é a música

-
Silenciosa

-
Misterioso
--
Larga meu peito

-
Faz-se uma ilusão Solta-se no espaço

-
Soletra um verso

-
Lavra a melodia
-
Faz-se a certeza

--
Minha canção

--
Singelamente
Dolorosamente
Réstia de luz onde

-
Dorme meu irmão.
Chico Buarque, os saltimbancos, 1977.
Letra de Sérgio Bardotti e música de Luis Enríquez Bacalov.
Intérpretes: Miúcha, Nara Leão, Magro e Ruy.

Professor: estão destacadas no texto acima as notas musicais que são respostas da atividade 2.

UJ Volte à letra da música. Observe as primeiras letras de cada verso.


Pinte-as. Quais nomes que apareceram? Escreva-os a seguir.
dó - ré - mi - fá - sol - lá - si - dó

dó - si - lá - sol- fá - mi - ré - dó

As notas musicais são sete. Professor: observe que é a sequência das sete notas musicais.

I]J Numere a sequência dos nomes das notas.


a) O lá d)
GJ ml g)
O fá
b)
0 sol e) O SI h) O dó

c) 8 ré f) O dó

~

[!J Ouça o som das notas musicais. Imagine que enquanto cantamos
subimos uma escada. Cada verso será um novo degrau. Represente
como ficaria a música se a colocássemos em uma escada: a escada 11

dos sons".

Atividades 1 a 3: ajude os alunos a observarem, na letra da canção de Chico Buarque, que as primeiras letras de
cada verso da música são os nomes das notas. Eles devem perceber que cada nota tem som diferente e, por isso, a
representação é semelhante a uma escada. É importante, antes de qualquer atividade escrita, que os alunos façam
com a mão a representação da altura dos sons, percebendo o deslocamento no espaço relacionado com a altura
deles. Isso os ajudará posteriormente nas atividades de percepção. O objetivo é perceber a mudança de altura dos
sons, do grave para o agudo e do agudo para o grave, sons ascendentes e descendentes.

Imagine a "escada dos sons". Chamamos de ascendente quando os


sons começam no grave e caminham para o agudo, e de descendente
quando começam no agudo e vão para o grave. Veja a seguir.
Trabalhe a percepção dos sons da forma ascendente e descendente. Execute uma sequência
de oito sons (notas da escala), conforme as indicações
ascendente e descendente. Peça que os alunos dó
façam movimentos com as mãos a fim
de perceberem o que acontece
com os sons. Se preferir, use
novamente as trilhas
indicadas do
DVD.

Agora, ouça no OVO a sequência de sons e indique se é ascendente


ou descendente. Use as faixas gravadas no DVDou toque segundo o gabarito proposto.

a) Ascendente

b) Descendente

C) Descendente

d) Ascendente

LIÇÃO 4 •
Como surgiu o nome
das notas musicais
Veja orientações no Manual do Professor.

UT QUEANT LAXIS
Um importante músico do
século XI chamado Guido d'Arezzo RESONARE FIBRIS
foi quem deu nome aos sons MIRA GESTORUM
musicais, às notas. Ele aproveitou
FAMULI TUORUM
a primeira sílaba de cada verso
de um hino cantado a São João SOLVE POLLUTI
Batista por um coral de meninos LABII REATUM
daquela época.
SANCTREIOANNES
Paolo Diacono, século VIII.

As notas musicais ficaram assim: UT, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ e SI. A
sílaba UT era difícil de ser cantada, por isso foi substituída por DÓ. O SI foi
formado da primeira letra de SANCTRE e da primeira de IOANNES.

As notas musicais também podem ser nomeadas usando letras do


alfabeto. Esse sistema teve início no século IX e é bastante utilizado nos
Estados Unidos e em alguns países da Europa. A nomenclatura é:

0000000
0000000
Em algumas músicas populares e em instrumentos como violão,
guitarra e teclado são utilizadas as letras para indicar os acordes.
Observe a seguir a música Boi da cara preta, escrita com cifras para
violão, e responda às questões.

~

G D
Boi, boi, boi, boi da cara preta.

c D G
Pega esse menino que tem medo de careta

Elce Pannain. Evolução da teoria musical.


1ª ed. São Paulo: Ricordi, 1975.

UJ Na música Boi da cara preta, quais os nomes das notas


correspondentes às letras da cifra 7

G sol

o ré

c dó

00 Escreva a letra correspondente ao nome da nota musical:

a) C » dó e) B ~ si

b) F ~ fá f) D ~ ré

, C) G ~ sol g) E ~ mi

d) A » lá

~~ .• VAMOS BRINCAR

Bingo das notas musicais. Temos várias cartelas para jogar bingo.
A cada rodada, escolha uma cartela diferente. O professor irá sortear o
nome das notas e você irá marcar a letra correspondente.
Professor: faça cartões com o nome das notas de dó a sol. Mostre um cartão e a criança deverá marcar a
letra correspondente. Ficará à escolha da criança com qual das três cartelas a seguir ela irá brincar. Vence a
rodada quem completar corretamente uma das cartelas. LIÇÃO 5 •
Cada criança escolhe uma cartela diferente em cada rodada.
Professor: faça variações do jogo - tire uma nota musical e o aluno terá que marcar a nota posterior
à escolhida, uma sequência ascendente. Por exemplo: você tira a cartela dó e ele irá marcar a letra
correspondente a ré. Poderá também marcar a nota descendente etc.
CARTELA 1 Para brincar, oriente os alunos a usarem como marcação bolinhas de papel, botão, tampinhas. Nas
últimas rodadas, eles podem pintar as cartelas.

F A E C
D G B E
CARTELA 2

G C
A D

CARTELA 3

D B F E
G A C A

Organize as notas musicais do som mais grave para o agudo e escreva


o nome da nota e a letra correspondente.
Os alunos devem organizar os sons da escala de dó a dó utilizando as letras e os nomes correspondentes.
Partindo do som grave para o agudo, execute as notas para que eles percebam o som delas.

E
o
u
, ---"I_A-_Iá 1~~
.!!! ~sol .
"O
Õ ] I
~
o 11_F-fá
o
N
o E-mi
o
~o
z
@ ~ ~ I_D-ré .,
r-- -
(-dó

• LIÇÃO 5
~

W Você ouvirá dois sons, um grave e um agudo. Pinte os círculos
~ indicando os sons ouvidos: o círculo de cima corresponde ao som
11 agudo e o círculo de baixo corresponde ao som grave.
Professor: ouça os sons do DVD, ou se preferir toque de acordo com o gabarito sugerido.

a) 1 2 b) 1 2

80 00
08 88
c) 1 2 d) 1 2

08 80
80 08
e) 1 2 f) 1 2

88 o8,
00 G8 O
t Por exemplo,
o primeiro som foi grave,
o segundo foi agudo.

E
8
.~

~
<Xl
o
o
N
o
o
.><
Õ
Z
e

LIÇÃO 5 •
~

A direção do som
Veja orientações no Manual do Professor.
Professor: para executar as atividades propostas nesta lição, caso não queira usar os sons do DVD,
tenha uma flauta de êmbolo, encontrada à venda em lojas de instrumentos musicais.

Ouça os sons e veja a representação que podemos fazer usando


traços ou linhas.

[
Do grave para o agudo. Do agudo para o grave. Manter-se no mesmo som.

Ouça os sons e escreva-os utilizando a grafia acima.

a) [ ~. ] b) [ ~ ] c) [ ~.]

d)[ ]e)[~']ij[~]
9)[~]h)[ ]i)[~]
Podemos combinar a direção dos sons e registrá-Ios utilizando dois ou
~ ,Professor: faça a combinação de três sons. Exemplo:
tres traços. Vamos tentar com diferentes sons. do grave para o agudo e do agudo para o grave.
A representação ficará com um traço ascendente, depois um descendente. Os traços devem ser unidos para fazer uma única grafia

~"~"[
~1] ['--2] [~3]
W
("4] Ouça os diferentes sons e registre-os.
[~5] [,---------
~

a)[~] b)[~] c)[~]


d) [ ~.] e)[ ~ ] ij [ ~ ]
g) [ ~.] h) ( ~ ] i) [ ~ ]
Execute os sons, e os alunos devem regi~rá-Ios. Utilize três ou mais sons. Execute-os seguidos e ligados para ~
exercitar a memória auditiva do aluno. E importante, antes de fazer a revisão do registro, ma a a somente de ~
jogos com as notas musicais: semínimas, colcheias e semicolcheias. Faça cartelas e orga e os rítmicos para ~
que os alunos executem. Peça a cada aluno que modifique o trecho trocando por o ra -. ize copos
para representar as figuras rítmicas. A seguir, passe às atividades 1 e 2. •
Revisando ...
Veja orientações no Manual do Professor.

UJ Execute os seguintes trechos rítmicos.


Professor: o objetivo é explorar a notação rítmica da música.

a).J JJ .F.fJJ JJ
b).J .F.fJJ JJ JJ
C).F.fJJ JJ .J .F.fJJ E
o
u
.~
o
~
00
o
o
N

JJ .J .F.fJJ .J
o
o
d) ""o
z
©

e).J .F.fJJ .J .F.fJJ


f) JJ .J JJ .F.fJJ

[]J Dita~o de trechos rítmicos. Ouça os trechos rítmicos e registre-os a


seg u I r. Execute os trechos rítmicos conforme o gabarito sugerido.
a) .J JJ .F.fJJ .J
b) JJ .J .F.fJJ .J
c) .F.fJJ JJ .J JJ
d) JJ .F.fJJ JJ .J
e) .J .F.fJJ JJ JJ
~

Veja orientações no Manual do Professor.

Altura dos sons


Professor: nos conteúdos anteriores foi trabalhada a identificação dos sons graves e agudos.
Agora, trabalharemos com eles em uma sequência de quatro sons. Execute a música
"Serra, serra, serrador". Enquanto os alunos a ouvem, faça movimentos com a mão na frente do
peito (agudo) e na frente da barriga (grave). Eles ouvirão sequências de dois sons agudos e dois graves. ---.

Nós já trabalhamos os sons graves e agudos, a direção do som,


sons ascendentes e descendentes. Agora vamos trabalhar dois sons
de alturas diferentes. Numere o trecho melódico de acordo com a
~ . ~ ., . ---. Discuta como podemos registrar os sons graves e
sequenCla que voce Ira ouvir. agudos. Ajude-os a entender que o registro será sons
agudos com imagens em cima e sons graves com imagens
mais para baixo, seguindo a analogia do som.

[Ja) YYYY ~ o' [Jb) YYYy


. Ouça duas vezes os sons dos trechos melódicos do OVO. Conforme o som, faça com as mãos o movimento de agudo e
grave. A seguir, solicite aos alunos que procurem a imagem que corresponde ao som que ouviram. Lembre que em cada
trecho musical os sons agudos são registrado em cima e os graves, embaixo.

Para ajudar na exemplificação, utilize o recurso do "quadro de pregas".


Veja orientações no Manual.

Escolha uma forma para representar os sons que você irá ouvir. Pode
ser um desenho, uma letra, ou outro sinal qualquer. Registre-os
Toque para que os alunos ouçam duas notas - uma grave e outra aguda. Podem-se
seg unod a sua aura.
It ditar os trechos melódicos usando as mesmas notas da atividade 1, ou usar outras.
Perceba o desenvolvimento da percepção da sua turma.

'--.-===
a) b)

c) d)

'----"-== e) --.= f)

~

Ouça as músicas e represente graficamente o trecho melódico
solicitado. Profe~sor: cante e represente com a mã? o som da música.
DepOIS, peça aos alunos que façam a atividade.

a) Serra, serra, serrador ,. e 2· compassos.

00 o o
00 o
SER-RA, SER-RA, SER-RA-DOR

b) Unídunítê Compassos 1 a 4.

00 O OO O
O O O O
U-NI-DU-NI-TÊ, SA-LA-MÊ MIN-GUÊ

Você ouvirá trechos melódicos. Verifique se estão corretos (C)


ou errados (E) Toque os trec~os melódicos indicados no DVD para que os alunos verifiquem se estão
. corretos ou nao. Se preferir, escolha duas notas, uma para som grave e outra para agudo
e siga o gabarito proposto. Neste momento já se pode trabalhar o intervalo de 3aM
(mi-sol).

LIÇÃO 8 •
~

Ritmo e altura
Veja orientações no Manual do Professor.

Podemos combinar os sons de alturas diferentes com as figuras


rítmicas. Observe o exemplo a seguir.
Professor: exemplifique a combinação das figuras rítmicas com sons agudos e graves tocando instrumentos como agogô,
xilofone, teclado, flauta etc. Se preferir, toque as trilhas do DVD.

GJJj G jj

CD Numere a sequência que você ouviu. Execute as sequências de acordo com o gabarito a seguir
para que os alunos possam numerar as alternativas.
Observe que a alternativa a) é composta por sons
médios (uma nota entre o grave e o agudo).
~
11 a) 8 b) GJ
jj jj JJJJj JJJJj

c)D d)G]
JJjJJj JJj
JJjJJj JJj
e)Q f) O
JJJJ
JJJJ
~

~ Escreva as células rítmicas de acordo com as indicações sons graves e
Professor: conforme o gabarito a seguir, execute uma célula rítmica para cada alternativa, a
~ ag u dOS.
li .
seguir o aluno deverá registrá-Ia. Se preferir, toque as trilhas do DVD.
Os traços nos quadros indicam que se for em cima é som agudo, se for embaixo é som grave.

_,~a) .I JJ b) JJ JJ
jJJ JJJJ
l=:======-- __ ----J

c)
JJj JJj d) ff.EI j
ff.EI j

e)
JJjJJj f)
j j
JJjJJj j j

Os alunos deverão escrever sozinhos os seguintes trechos musicais.

a) b)
j j JJj
j j JJj
c) d)

ff.EI j ff.EI j
ff.ElJJ
ff.ElJJ
e) f)
jJJj j j j
rn, j j j

LIÇÃO 9 •
~

Os instrumentos musicais
Veja orientações no Manual do Professor.

Como já vimos, os instrumentos musicais


são divididos em grupos chamados famílias.
E
O tambor, por exemplo, pertence à família 8
.~
o
da percussão. Já o violino, o violão e o piano Õ
~
o
são da família das cordas. O trompete faz o
N
o
o
-'"
parte da família dos metais, e a flauta é da z
Õ
< @
família dos instrumentos de madeira. E todos
compõem a grande família dos instrumentos
musicais!
Os instrumentos musicais também se
agrupam de diferentes formas para tocar em
diferentes gêneros de música. Por exemplo:
em um grupo de rock, geralmente temos instrumentos como guitarra,
contrabaixo, bateria e um vocalista. Em um grupo de choro podemos
ter violão, violão de sete cordas, bandolim, pandeiro, flauta transversal
ou clarinete. Na música erudita vemos ou ouvimos uma orquestra com
violinos, violas, violoncelo, contrabaixo, flauta, clarinete, oboé, fagote, tuba,
trombone, trompete, trompa, tímpanos, carrilhão, piano e muitos outros
instrumentos. Cada gênero de música tem as suas características próprias
e usa combinações diferentes de instrumentos.

• Ouça músicas de diferentes gêneros e descubra os instrumentos


• . Professor: reúna músicas de diferentes gêneros e solicite também aos
musicais que nelas aparecem: alunos que escolham e tragam uma música da sua escolha. Ouçam-nas.

a) Gê nero: R_es-,-po_st_a
_co_nf_or_m_e
a_ce_rv_o_do_p_ro_fe_ss_or_e_m_ús_ica_s
_tra_zi_da_s
_pe_lo_sa_lu_no_s: _

Instru mentos: sertaneja, rap, MPB. samba etc. Veja orientações no Manual do Professor.

b) Gênero: _

Instrumentos: _

~

c) Gênero: _

Instrumentos: _

d) Gênero: _

Instrumentos: _

,
1. FAMILIA DAS CORDAS
Nós já estudamos a família das cordas. Vamos
revisar algumas coisas? Você gosta de instrumentos de
cordas? Que tal uma guitarra ou um violão? Todos os
instrumentos dessa família possuem cordas. As cordas
produzem som das seguintes maneiras: friccionadas
por um arco, como é o caso do violino e do violoncelo;
pinçadas com os dedos ou com uma palheta, como a
Guitarra
guitarra e o violão; ou marteladas, como no caso do
piano - quando uma tecla é pressionada, um pequeno
martelo bate na corda, emitindo som.
Veja alguns exemplos de instrumentos da família
das cordas: guitarra, baixo, violão, violino, violoncelo,
contrabaixo, piano, cravo, harpa, banjo, violão de sete
cordas etc.
Violão

Piano
Harpa

UÇÃ010.
2. FAMILIA DAS MADEIRAS
Você já ouviu passarinhos cantando? Os instrumentos
da família das madeiras produzem sons suaves que
parecem até passarinhos cantando. Os instrumentos dessa
família são instrumentos de sopro e produzem o som pela
vibração de uma coluna de ar. No entanto, o timbre do
instrumento (som que irá produzir) dependerá de como
foi produzido o som. Apenas uma coluna de ar não irá
produzir vibração necessária para produzir um som. É
preciso então que o ar encontre uma borda ou uma palheta
para que ela vibre e produza sons - as notas musicais.
Flauta doce
O som pode ser produzido por meio de palheta
simples (uma) ou dupla (duas), que é acoplada na
boquilha (boca) do instrumento, onde o instrumentista
irá "soprar" o ar, ou seja tocar, fazendo que a palheta
vibre. Exemplos de instrumentos com palhetas: clarinete,
'"co saxofone, oboé, fagote etc.
E
E
o
u Outro modo de produzir som é a vibração do ar
~ contra uma aresta, por exemplo, a flauta doce, a flauta
~:J transversal etc.
I
I
.sc
u
.8
A maioria dos instrumentos dessa família é feita
~
II de madeira, entretanto, alguns instrumentos podem
:J
s:
~ro ser feitos de ebonite (flauta doce), de metal (flauta
Vi

s
lU transversal), de marfim ou outros materiais. Então,
:;;!
'"c como instrumentos feitos de metal podem fazer parte da

<li
s:
~ família das madeiras? É porque com o passar do tempo a
madeira foi substituída por outros materiais.
Oboé Podemos ver os instrumentos da família das madeiras
na orquestra, mas também encontramos em grupos de
choro, por exemplo, a flauta transversal ou o clarinete.
Na música popular, também não é difícil encontrar grupos
que usam flauta transversal.
Instrumentos: flauta doce,
flauta transversal, clarinete, oboé,
Flauta transversal
fagote, saxofone.

• LIÇÃO 10 As imagens dos instrumentos musicais não estão em tamanhos proporcionais..

-

3. FAMILIA DOS METAIS
Os instrumentos dessa família são feitos de
metal. Antigamente eram feitos de cobre, hoje
são feitos de latão (uma liga de cobre e zinco),
podendo ser prateados ou dourados.
Quem já viu uma banda conhece bem os E
o
sons desses instrumentos, que emitem sons "
.'!!
(5
alegres e vibrantes. Õ
~
u.J

Para tocar um instrumento de metal o 2:


@
I
músico precisa fazer os seus lábios vibrarem E
s
no bocal do instrumento. Parece fácil, não é? .'!!
(5
~
Mas é preciso muito treino e disciplina. Ê
t B
Veja alguns exemplos de instrumentos
da família dos metais: trompete, trombone,
trompa, tuba, corneta. Trompete

, - E
4. FAMILIA DA PERCUSSAO o

]
"
.'!!

o
Os instrumentos de percussão são fáceis e ~QJ
:2
divertidos de tocar, basta balançar ou bater com u
'C

@
as mãos ou baquetas. Você se lembra de algum I

Xilofone E
o
u
instrumento dessa família? Pensou em tambor, .~

~
triângulos ou chocalho? Acertou! O prato também u..
~ QJ
,':J
faz parte dela, basta bater um contra o outro para 'lU
~
..c:
u
fazer um barulho e tanto. Triângulo
V1

c
ru
QJ

Esses instrumentos são muito antigos. Eram Lü


@
I

utilizados em rituais religiosos, em festividades, c


o
.",n:J
como meios de comunicação, para estimular os
I
o
U
o
u
trabalhos nos campos e em outras atividades. V>
QJ
Ol
n:J
A música e a dança são as manifestações artísticas E
-~
'(i
mais antigas da humanidade, afinal de contas, ~
m
Tambor o
quem não gosta de cantar e dançar uma boa música? o
N
@

Veja alguns exemplos de instrumentos da família E


o
I

u
da percussão: pandeiro, tambor, xilofone, triângulo, .~
(5
õ
bateria, pratos, chocalho, tímpano etc. ~c
:::;
»,
Fonte de pesquisa: < http://www.smartkids.com.br/especiais/ Pandeiro ".@
V1

instrurnentos-rnusicais.htrnl > . Acesso em: 21 out. 2013.

@) As imagens dos instrumentos musicais não estão em tamanhos proporcionais .


LiÇÃO 10 •

Ouça os sons dos instrumentos e numere-os na sequência que ouviu.
A seguir, escolha quatro cores, uma para cada família de instrumentos,
e circule-os com essa respectiva cor.
8 Família das cordas. Professor: escolha uma sequência, conforme as imagens das famílias.
Nessa atividade os alunos terão duas tarefas a fazer:

8 Família das madeiras.


1) ouvir os sons e numerá-Ias na sequência que ouviram. A resposta
dependerá da sequência escolhida;
2) escolher quatro cores - uma para cada família - e pintar o

8 Família dos metais.


instrumento com a cor da família a que pertence.

8 Família da percussão.

o 0-= L

Z
c
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'>,
''''ro
'"
"-o
Ol

'c"
'';::;

Vl'"
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N
lJ)
QJ
COR 2 COR 4 ~-- COR 4 J~ ~
Oboé Triângulo Piano Tambor ~

o r-==----------~ §

COR 3

Trompa Harpa Flauta doce Trombone

o o o
..i!§,.'" " ,

COR4 COR2 COR 2

Pratos Clarinete Fagote Contrabaixo

o o
COR4 COR4 COR 1 COR 3

Pandeiro Xilofone Violino Trompete

As imagens dos instrumentos musicais não estão em tamanhos proporcionais,


LIÇÃO 10 •
~

Observe o nome dos instrumentos na tabela. Você irá ouvir o som de
cada um deles. Registre o nome segundo a propriedade do som: grave
Professor: toque as faixas do DVD correspondentes aos instrumentos do quadro a seguir; se for
OU agu d O. necessário informe o nome dos instrumentos. Depois de ouvir a sequência, o aluno deverá escrever o
nome dos instrumentos na coluna correspondente ao som grave ou agudo.

flauta transversal clarinete trompa violino contrabaixo


oboé fagote tuba violoncelo triângulo

Grave Agudo
fagote flauta transversal

trompa oboé

tuba clarinete

violoncelo violino

contra baixo triângulo

[ZJ Observe o nome dos instrumentos no quadro e classifique-os segundo


a sua família.

flauta doce fagote contrabaixo xilofone


viola harpa piano trompete
oboé tuba
prato violino tímpano triângulo
clarinete violoncelo bumbo trompa

Cordas Madeiras Metais Percussão


viola flauta trompa prato

harpa oboé tuba triângulo

violino clarinete trompete tímpano

violoncelo fagote bumbo

contra baixo xilofone

piano

• UÇÃ010
~

Noel Rosa
Veja orientações no Manual do Professor.

o compositor
e músico Noel
de Medeiros Rosa nasceu em
11 de dezembro de 1910 e morreu
em 4 de maio de 1937. Seu pai
se chamava Manoel Garcia de
Medeiros Rosa e sua mãe, Marta.
Nasceu na rua Teodoro da Silva,
número 30, no bairro de Vila
Isabel, no Rio de Janeiro.
Por ser um bebê grande, teve
problemas no seu nascimento,
e isso resultou numa fratura da
Capa do disco Noe/ por Noe/, mandíbula. Noel Rosa ficou com o
lançado em 1971.
queixo torto, o que lhe dificultava a
mastigação, e sempre o constrangia em situações sociais como em festas,
por exemplo.
Aprendeu a tocar violão muito cedo, assim como a ler e escrever com
sua mãe, que era professora. A 3ª e a 4ª séries estudou na Escola Pública
Cesário Motta, em Vila Isabel. Depois continuou seus estudos no Colégio
São Bento. Fez vestibular e foi aprovado para o curso de Medicina. Como
já era músico atuando no grupo chamado "Os Tangarás", Noel desistiu do
curso e passou a se dedicar somente à música, para desencanto da sua
família, que queria ve-Io médico como o bisavô, o avô e o tio.
Em 1929, Noel escreveu as suas primeiras composições, Minha viola e
Toada do céu, que foram gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o
sucesso chegou, com o lançamento da música Com que roupa?, um samba
que virou um clássico da música brasileira.
Noel é considerado um compositor que fazia músicas com grande
senso de humor. Abraçou o samba como estilo musical da maioria de
suas músicas. Escreveu mais de trezentas músicas: Com que roupa?, Bom
elemento, Mulato bamba, Palpite infeliz, Feitio de oração, Feitiço da Vila,
Conversa de botequim, Pra que mentir? e muitas outras ...

~

Tanto em seus dias quanto hoje, Noel Rosa é considerado um
compositor brilhante, que soube cantar com humor os acontecimentos do
dia a dia. Podemos encontrar livros, COs e filmes que falam sobre a sua
vida e obra.
Fontes de pesquisa:
jaíro Severiano. Uma história da música popular brasileira. São Paulo: Editora 34, 2008.
Simone Cito História da música popular brasileira para crianças.
Curitiba: Edição da Autora, 2006.

Marque as informações de acordo com o texto, utilizando V para


verdadei ra e F pa ra fa Isa. o objetivo é explorar as informações do texto sobre Noel Rosa.
a) 0 O compositor e músico Noel Rosa faleceu ainda jovem, com 26
anos de idade.

b) 0 Ele nasceu no ano de 1910 e faleceu no ano de 1947.


c) 0 Noel Rosa teve problemas no seu nascimento. Por isso ficou
com o queixo torto, o que lhe dificultava a mastigação.

d) 0 Aprendeu a tocar violino desde muito cedo com sua vizinha,


D. Ana, que era professora de música.

e) 0 Desde cedo foi para a escola. Fez a 1ª e a 4ª séries na Escola


Pública Cesário Motta, em Vila Isabel.

f) 0 Fez vestibular e foi aprovado para o curso de Medicina, mas


logo o abandonou para se dedicar à música.
g) 0 Em 1931, Noel escreveu as suas primeiras composições, Minha
viola e Toada do céu, que foram gravadas por ele mesmo.
h) 0 Foi somente em 1935 que o sucesso chegou,
com o lançamento da música Com que roupa?

i) 0 Noel é considerado um compositor bem-


-humorado, que fazia músicas, principalmente
samba, com grande senso de humor.

j) 0 Escreveu mais de trezentas músicas: Com que


roupa?, Bom elemento, Mulato bamba, Palpite
infeliz, Feitio de oração, Feitiço da Vila, Conversa
de botequim, Pra que mentir? e muitas outras ...

~

W Marque a sequência correta das respostas:
Professor: os alunos devem marcar a sequência correta das respostas da questão 1.

a) O' V V F V F V F F V F
b) 0 V F V F FV F FV V
c) O FV FV F FV V F F
d) O F FV V FV FV FV
[!] Complete as frases:

a) O primeiro instrumento que Noel Rosa estudou foi _v_io_lãO _

b) Noel Rosa escreveu mais de trezentas músicas, principalmente


sambas

Pesquise sobre o samba e os instrumentos nele utilizados. Se possível, leve um ou mais desses instrumentos para os alunos
conhecerem.

Noel Rosa escreveu muitos


sambas. Você sabe como surgiu Tantã
Violão
o samba e quais os instrumentos ~

utilizados nesse gênero de música? ~; '-\~'


.
".:"\
.. \
'"
o
'"
c c
E
E E
o
,

E o
3u
O samba se originou de danças e
ritmos de origem africana e hoje
r
.... ~
Trompete
.~
~ c
c-'!!
<i' I,
'.><

é considerado o ritmo nacional. Cuíca E


o
U
o
~~
ro Q)
=-=
O samba é tocado com +-'
+-'
o+-'
:::J
O.s:::.
------
u, Vl
=> ~
instrumentos de percussão e UJ

L ~
Q)

@~
acompanhado por instrumentos Pandeiro .><.><
U U
, UJ

o .-
de corda e, algumas vezes, de 1;;~
~
Q)"-
:::o '
ro

/' :::J-"<
sopro: pandeiro, surdo, tamborim, • Surdo
..eU
Vl o
:-::::,1;;
o.~
- Q)

tantã, cuíca, cavaquinho, violão e


Q)+-'
\él~
,..e
c
"'Vl _

trompete. o c
E o
ES
0-'
u e
~.e

Cavaquinho c
Tamborim <i'

As imagens dos instrumentos musicais não estão em tamanhos proporcionais.


LIÇÃO 11 •
Professor: explore a lei a a agem: Onde as pessoas est o? O q _ e o faze do? Que instrumentos aparecem na
imagem?

4 Observe a imagem a seguir e responda às questões.

Roda de samba, Mara D. Toledo. 2005. Óleo sobre tela, 50 em x 70 em.

a) Qual o tema dessa obra de Mara Toledo?


Uma roda de samba.

b) O que as pessoas estão fazendo?


Cantando, dançando e tocando samba.

c) Onde elas estão?


Resposta possível: parece ser um bar em uma cidade, alvez o io de Janeiro.

d) Quais OS instrumentos que aparecem na imagem?


Respostas possíveis: pandeiro, tanta, violão, triângulo e banjo.

e) Que gênero de música é possível imaginar que elas estão tocando?


Samba.

• LlÇÃ011
~

Professor: toque as músicas Com que roupa e Feitiço da Vila (trilhas indicadas do DVD) e discuta com os alunos o gênero
das músicas, os instrumentos que aparecem, por que a gravação é do jeito que ouvimos (época), os temas das músicas
etc. Peça aos alunos que pesquisem se hoje ouvimos alguma regravação das músicas de Noel Rosa.

Ouça a música Com que roupa?, de Noel Rosa, e responda:

a) Quais os instrumentos que aparecem na música?


Clarinete, violão, pandeiro e cavaquinho.

b) Podemos ouvir um instrumento solista? Qual?


Clarinete.

c) Qual o gênero da música?


Samba.

[§J Ouça a música Feitiço da vila e responda:

li a) Quais os instrumentos que aparecem na música?


Cavaquinho, violão, pandeiro, trompete etc.

b) Há instrumentos solistas? Quais?


Trompete, cavaquinho e clarinete.

c) Qual o gênero da música?


Samba.

LIÇÃO 11 •
~

Intensidade musical
Veja orientações no Manual do Professor.

A música, arte que lida com o som, tem quatro propriedades:

1. Duração: quando estudamos as figuras rítmicas, como, por


exemplo, a semínima, a colcheia e a semicolcheia, estamos falando
da duração do som.

2. Altura: quando estudamos sons graves, agudos, diferentes notas,


sons ascendentes, descendentes, estamos falando da altura do som.

3. Timbre: quando estudamos os instrumentos musicais e os sons


produzidos por eles, estamos falando do timbre.

4. Intensidade: é o que vamos estudar agora e se refere à propriedade


de o som ser mais fraco ou mais forte. Vamos ver um exemplo.

Quando ouvimos rádio ou qualquer


aparelho de som que tenha volume,
podemos mudar a "intensidade" da
música conforme o nosso gosto, ou seja,
podemos mudar o "volume" do som.
Em certos momentos gostamos de ouvir
~o música em som bem baixinho, em outros,
U 11- --1 em volume alto.

No entanto, quando falamos em "intensidade musical" estamos nos


referindo à intensidade sonora (volume) com que, por exemplo, um
compositor quer que seja executada uma nota ou um trecho musical. Mas
na música não chamamos de "volume alto ou baixo", mas sim de piano e
forte.
Há graduações de intensidade, e elas são indicadas pelo compositor
com palavras italianas, mas as mais utilizadas são piano (p) e forte (~. Veja
as indicações a seguir.

~

ppp - malta pianíssimo mf - mezzo-forte
pp - píaníssímo f - forte
p - piano ff - fortíssímo
mp - mezzo-plano fff - malta fortíssímo

Podemos utilizar sinais gráficos para indicar a intensidade (sinais de


dinâmica):

< Crescendo - indica que devemos aumentar a intensidade sonora.

> Diminuendo - indica que devemos diminuir a intensidade sonora.

[jJ Observe os desenhos a seguir. Os maiores representam o som forte e


os menores, o som piano. Vamos executá-Ias musicalmente, usando
diferentes partes do nosso corpo: palmas, palmas nas pernas, estalos
de língua, estalos de dedos etc.
Professor: execute movimentos com as mãos nas pernas, por exemplo.
As imagens grandes significam sons fortes e as pequenas, sons fracos.

forte plano

a)UUUtJtJU Resposta pessoa I.

b)UUUUUU E
o
u
.~
(5

tJtJtJUU tJ
c)
õ
~
o
o
N
o
o
-""
Õ
z
e

d)UUtJtJUU
tJtJU U tJtJ
e)

LIÇÃO 12 •
Ouça os sons e indique a intensidade piano ou forte.
Professor: execute as sequências propostas com

UU UU
a)
{;J {;J {;J palmas, batendo nas pernas. Siga o gabarito
sugerido.

bl~U~U
CI~~~~UU
dIUU~~
el~UU~
[]J Vamos executar os sons conforme o indicado na "partitura" a seguir.
O professor será o regente. Observe as instruções,
Execução da partitura. Cada aluno deverá tocar o som que desejar, mas na sequência e com a dinâmica indicada (intensidade).

a) A turma deverá ser dividida em grupos. Cada grupo tocará um


, Toque primeiramente sem observar a dinâmica, mas somente para os alunos perceberem
instru mento. como será a sequência dos sons. Depois, explore a dinâmica. Se perceber que eles têm
dificuldade em executar segundo a dinâmica, trabalhe a execução de cada instrumento

b) O grupo escolhe entre os instrumentos disponíveis: clavas,


' para que ouçam e sintam como fica o som. Entendemos que dinâmica é o
C hoca Ihos, ganza etc. conjunto de diferentes intensidades em uma música.

c) O grupo deve executar conforme a indicação da "partitura".


Quando aparecer a estrela no seu instrumento, isto significa que
deverá tocar conforme a sequência indicada.

d) A intensidade, que também chamamos de dinâmica musical, deve


ser observada.

e) Se for necessário, pinte quando o seu grupo irá tocar.

INSTRUMENTO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
INTENSIDADE P P P f f p p p f p
~ i:I ~ i:I
~ i:I i:I ~ i:I
~ ~ i:I ~ i:I ~

~ ~ i:I i:I
• UÇÃ012 ~

Professor: organize grupos com quatro alunos. Pode-se deixar que todos trabalhem ao mesmo tempo, ou que cada
grupo se apresente e os outros ouçam como ficou a sua execução.

Dividam-se em grupos de quatro alunos. Cada aluno terá um


instrumento musical. Escreva e execute a partitura, conforme as
indicações de instrumento e de intensidade. Resposta pessoal.

INSTRUMENTO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
INTENSIDADE

Na história da música, é possível encontrar vários compositores que


utilizaram diferentes intensidades em suas composições. Mas, em cada
período, a intensidade era utilizada de maneira diferente. Às vezes,
apresentava grandes diferenças entre piano e forte, como nas músicas
de Beethoven, por exemplo, e, outras vezes, poucas diferenças, como
nas músicas de Bach. Ouça os trechos das músicas indicadas a seguir e
perceba como os compositores trabalharam a intensidade.
Explore músicas eruditas que trabalhem a intensidade.

a) Sinfonia nº 3, Heroica, de Ludwig Van Beethoven. ~

b) Concerto de Brandemburgo nº 3, de Johann Sebastian Bach.

(I1 Ouça algumas músicas e registre seu gênero e como a intensidade


Selecione músicas de sua preferência e toque para os alunos. Eles devem ouvir as obras musicais e
acon t ece. descrever o gênero e a dinâmica.

"
a) G enero: _
Resposta pessoal.

Intensidade:

b) Gênero: _

Intensidade: _

c) Gênero: _

Intensidade:

LIÇÃO 12 •
~

Veja orientações no Manual do Professor.

Músicas e brincadeiras
do folclore infantil
Todas as crianças gostam de brincar. Há vários tipos de músicas e
brincadeiras que são ensinadas de pais para filhos, às quais damos o
nome de músicas e brincadeiras folclóricas.
Folclore é um saber que vem do povo, é um saber passado de geração
em geração. A comida, a dança, a música, a brincadeira, as festas típicas
fazem parte do folclore de um povo. Vamos falar um pouco sobre o folclore
musical infantil, isto é, sobre as músicas que as crianças cantam.
Em diferentes partes do Brasil (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e
Nordeste) as crianças brincam com músicas que fazem parte do folclore
musical do seu estado ou da sua região. Peça auxílio aos mais velhos e
registre quais as músicas e as brincadeiras de quando eles eram crianças.

Músicas:
D Resposta pessoal.

B--------------------
Brincadeiras:
D Resposta pessoal.

B--------------------

[jJ Vamos descobrir algumas músicas e brincadeiras do seu estado ou da


sua região. Pesquise e registre.
Resposta pessoal.

~

Referências

CII, Simone. História da música popular para crianças. Curitiba: Edição da Autora, 2006.

PANNAIN, Elce. Evolução da teoria musical. 1 ed. São Paulo: Ricordi, 1975.

SEVERIANO,Jairo. Uma história da música popular brasileira. São Paulo: Ed. 34, 2008.

Síte:
Educação Infantil- Smartkids. Disponível em: <http://www.smartkids.com.br/especiais/
instrumentos-musicais.html>. Acesso em: 21 out. 2013.

Sugestões de leitura

Coleção crianças famosas: Bach, Handel, Mozart, Chopin, Villa-Lobos, Hayden, Brahms,
Schubert, Schumann e Tchaikovsky. Susan Hellard, Ann Rachlin. São Paulo: Callis, 1993-2010.

Coleção mestres da música: Beethoven, Tchaikovsky, Bach, Mozart. Mike Venezia.


São Paulo: Moderna, 1999.

Coleção mestres da música no Brasil: Chiquinha Gonzaga, Caetano Veloso, Pixinguinha,


Gilberto Gil, Chico Buarque, Villa-Lobos. Vários autores. São Paulo: Moderna, 2002-2006.

História da música em quadrinho. Michael Sadler, Denys Lemery e Bernard Deyries. São Paulo:
Martins Fontes, 2010.

História da música popular brasileira para crianças. Simone Cit. Curitiba: Edição da Autora,
2006.

A orquestra tintim por tintim. Liane Hentschke, Susana Ester Kruger, Luciana Dei Ben,
Elisa da Silva e Cunha. São Paulo: Moderna, 2005.

@)

Manual do Professor

Ensino
Fundamental
Sumário

~J)r~!)~r1tCl~~()
...............•..................•..•...•...................
~

~ Educação Musical no Ensino Fundamental 4

OVO de áudio - Volume 3 8

'Encaminhamento metodológico 11

Volume 3

Conteúdos 11
Músicas e brincadeiras do folclore infantil 11
Objetivos 13
Lição 1 - Sons graves e agudos 14
Lição 2 - A família das cordas 18
Lição 3 - Johann Sebastian Bach 22
Lição 4 - Os diferentes sons e as notas musicais 23
Lição 5 - Como surgiu o nome das notas musicais 24
Lição 6 - A direção do som 24
Lição 7 - Revisando 24
Lição 8 - Altura dos sons 27
Lição 9 - Ritmo e altura 29
Lição 10 - Os instrumentos musicais 30
Lição 11 - Noel Rosa 31
Lição 12 - Intensidade musical 31
Lição 13 - Músicas e brincadeiras do Folclore Infantil 32

Termos e expressões musicais 33

3~
~E!fE!rÉ!f1(:iél!)•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

Manual do Professor
Apresentação

Caro professor,

Foi inesquecível a primeira vez que assisti a um concerto de música, a apresenta-


ção de uma orquestra. Lembro que a sensação era como se aquele som grandioso
preenchesse todos os lugares à minha volta. Tudo o que havia estudado, agora sim,
ganhava significado: emoção, sentimento, sensação, imaginação.
Muito tem se falado sobre a volta do ensino de música nas escolas e os
benefícios que a mesma traz ao desenvolvimento da criança, incluindo aptidões
complementares inseridas no fazer musical, tais como: capacidade de ouvir com
atenção, de integrar-se ao grupo, de autoafirmar-se, de cooperar, de respeitar as
opiniões e propostas do outro, de ser solidário e cooperativo em vez de compe-
titivo, de expressar-se por meio do seu corpo, de transformar e descobrir formas
próprias de expressão, de produzir ideias e ações próprias.
No entanto, acima de qualquer outro objetivo, a Educação Musical deve preo-
cupar-se com a construção e o uso da linguagem musical através dos seus elemen-
tos: ritmo, melodia, timbre, dinâmica, harmonia e forma.
A presente obra, visando à construção do conhecimento musical, prioriza a ex-
ploração e apreciação do universo sonoro que nos cerca, o ritmo, a altura, o timbre,
a intensidade, bem como trabalha conteúdos que fazem parte da literatura e cultura
musical como a vida e obra de alguns compositores da música popular brasileira e
do contexto erudito ocidental.
Assim, assistir a um concerto e conseguir encontrar diferentes significados para
a música é fazer uso da linguagem musical para suscitar diferentes emoções, senti-
mentos, imaginação e sensações. Com certeza, se em nosso papel de educadores
musicais conseguirmos contribuir para isso, então musicalizar vale a pena e não é
uma tarefa perdida .
..
Bom trabalho!

A autora

Manual do Professor
A Educação Musical
no Ensino Fundamental
A Lei 11.769, aprovada em 18 de agosto de 2008, diz que "a música deverá ser
conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o 2º pa-
rágrafo desse artigo". O artigo 26 ao qual se refere trata dos conteúdos que fazem parte
do currículo, incluindo o ensino da música.
Mas, em que deve se basear o ensino da música? A música, assim como a dança, o
teatro, as artes visuais, a matemática, a língua portuguesa, possui linguagem e represen-
tação próprias. Se na matemática usamos números, quantidades, tamanho, espessuras,
somas, subtrações, na música nos referimos ao ritmo, à melodia, ao timbre, à intensidade
e à harmonia. Esses são os elementos formadores da linguagem musical.
Observe a partitura a seguir:

Flauta doce
Teresinha de Jesus

~tMê~T~nh d J ~d d fi'
e - re - SI - a e e - sus, e uma que - a 01 ao

chão. A - cu - di - ram três ca-va -lhei - ros. To - dos três de cha-péu na

mão.
Folclore infantil. Domínio público.

O ritmo refere-se à duração do som que vamos cantar ou executar (tocar). Por
exemplo, observe as notas que estão em cima das sílabas "Te-re" na primeira linha, pri-
meiro compasso. Os sons são mais curtos do que os das sílabas "si-nha" no segundo
compasso. A representação do ritmo é feita pelas figuras .I (semínima) e (colcheias). IJ
A altura são os sons que irão formar, em nossa música, a melodia. Observe que as
notas musicais estão posicionadas em diferentes linhas da pauta. Essa é a representação
da altura: notas inferiores, sons graves; notas superiores, sons agudos.
O timbre refere-se ao instrumento que irá executá-to - em nosso exemplo, é a flauta
doce. Em uma partitura para orquestra, é possível observar que o compositor indica o
nome do instrumento colocando-o no início de cada pauta. Assim, cada músico sabe
exatamente que pauta deve ler.

~ Manual do Professor


A intensidade diz respeito à dinâmica com que o músico irá tocar, que pode variar
do pianíssimo ao fortíssimo, ou sela, do som fraco ao forte. O compositor pode fazer
indicações no início da música, em trechos ou notas específicas.
A harmonia são as notas tocadas juntas, ao mesmo tempo; são o soar do som
simultaneamente.
Assim, segundo BRITO, 1998 (apud JOLY, 2003), o processo de musicalizar presente
na Educação Musical deve acontecer por meio de um conjunto de atividades lúdicas, em
que as noções básicas de ritmo, melodia, compasso, métrica, som, tonalidade, leitura e es-
crita musicais são apresentadas à criança por meio de canções, jogos, pequenas danças,
exercícios de movimentos, relaxamento e prática em pequenos conjuntos instrumentais.
A Educação Musical, enquanto conteúdo curricular, deve proporcionar à criança a
construção do conhecimento musical, a ampliação da capacidade de reflexão e o uso
da linguagem musical.
Como trabalhar os elementos da linguagem musical no contexto educacional?
Educadores musicais, como Kodály, Dalcroze, Orff e Suzuky, nos deixaram exemplos
e propostas metodológicas que podem ser aplicadas em sala de aula. Eis alguns pres-
supostos:
1. Antes da representação musical utilizando a grafia, a criança deve ter a oportuni-
dade de vivenciar, experimentar, sentir a música através do movimento, da dança,
do canto, das brincadeiras. A sala de aula deve ser o lugar em que a criança pode
participar de todo tipo de experiência com a música. O ato motor, o movimento,
visando à produção sonora e à produção musical, é uma atividade importante nas
aulas de Educação Musical. A grafia é um recurso que deve ser usado apenas
partindo dessa experiência musical. Portanto, na presente coleção de livros com
atividades musicais, há propostas no encaminhamento metodológico de inicial-
mente brincar, experimentar e sentir o som, a música a ser trabalhada.
2. O canto deve estar presente nas nossas aulas. Os educadores musicais citados
anteriormente basearam as suas propostas metodológicas nas músicas folclóri-
cas do seu país. Villa-Lobos aqui no Brasil, através do canto orfeônico, fez vários
arranjos de músicas do nosso folclore infantil para crianças. Na música popular
brasileira há uma série de compositores que fizeram boas músicas, que retratam
o universo infantil e com o qual as crianças se identificam.
3. A música em sala de aula deve proporcionar uma experiência prazerosa. Os vín-
culos que a criança constrói com a música serão levados por toda a sua vida.
4. Partindo da experiência com o som, podemos propor um registro, seja por meio
do desenho, de traços, de linhas ou da notação musical. Foi através da represen-
tação usando diferentes grafias que, séculos atrás, a escrita musical começou a
se desenvolver como a conhecemos hoje. Registrar sem compreender a relação
que essa grafia tem com o som não tem função nenhuma no desenvolvimento da
criança. Assim como relacionamos a palavra "bola" com o objeto que bríncerros
a criança deve estabelecer a grafia com o respectivo som.

Manual do Professor
Sendo assim, a presente coleção de livros abarca a sequinte proposta:

Volume 1
o volume 1, início do Ensino Fundamental, é o momento de começar a sistematiza-
ção musical utilizando diferentes modos de registro dos sons e dos elementos musicais.
Assim, trabalha-se a percepção e escrita de sons longos e curtos, graves e agudos,
fortes e fracos e com instrumentos musicais. Tais conceitos fazem parte dos princípios
musicais de duração (ritmo), melodia (altura), intensidade e timbre. Também está incluída
a história do compositor brasileiro Villa-Lobos e a sua música O trenzinho do caipira, e de
Pixinguinha, um dos maiores compositores do gênero musical choro. O encaminhamento
para o professor apresenta sugestões de muitas brincadeiras e atividades práticas, antes
de passar ao registro da atividade no livro.

Volume 2
No desenvolvimento musical, assim como no trabalho de vários educadores da área,
o aspecto ritmo musical é o primeiro a ser trabalhado com o aluno, pois trata da sua
vivência cotidiana: a respiração, o andar, o falar, a batida do coração. Enfim, pode ser
facilmente percebido pelos alunos através da observação dos ritmos do corpo, do relógio
etc. Assim, a proposta para o volume 2 é tratar o elemento musical "ritmo", no qual está
inserido o pulso, o andamento e a representação das figuras rítmicas. Inclui também um
compositor da cultura musical ocidental (Mozart), uma compositora brasileira (Chiquinha
Gonzaga) e músicas e brincadeiras do folclore infantil.

Volume 3
Nessa etapa do desenvolvimento musical, a proposta é trabalhar com a construção
da noção da altura (aspecto melódico): grave e agudo, sons de diferentes alturas, direção
do som, incluindo o aspecto ritmo, estudado no volume anterior. Também inclui um com-
positor da cultura musical ocidental - Bach; um compositor brasileiro - Noel Rosa; além
dos temas timbre, família dos instrumentos, músicas e brincadeiras do folclore infantil.

Volume 4
Nessa etapa da alfabetização musical, em que já se trabalharam com as noções
de duração (ritmo) e altura (melodia), passa-se então à escrita musical convencional e
ao estudo da história da música popular brasileira (do período colonial até os nossos
dias). Os dois temas intercalam-se em diferentes atividades. O estudo da escrita musical
convencionada irá preparar os alunos para o estudo do instrumento (flauta doce) e para
a leitura musical que acontecerá na próxima etapa, volume 5. As atividades propostas
mostram-se bastante desafiadoras para o aluno.

Manual do Professor
~

Volume 5
o volume 5 irá contemplar o estudo de vários aspectos da teoria musical: altura, ritmo,
timbre e dinâmica. O aluno também terá oportunidade de conhecer uma breve história
da música ocidental desde o período medieval, passando pelo renascimento, barroco,
clássico, romântico e chegando aos nossos dias, à música contemporânea.
O Manual do Professor também apresenta uma "Seção complementar", cujo objetivo
é oferecer subsídios para o estudo e a execução da flauta doce. Este estudo não faz parte
das atividades do livro do aluno, serve apenas de apoio ao professor para o estudo da
música a partir da compreensão da escrita convencionada. Essa seção apresenta diversas
músicas que fazem parte do repertório erudito do flautista e todas estão gravadas no OVO
de áudio que acompanha a coleção.

Nos manuais específicos, e também ao longo das lições no livro do aluno, apresenta-
mos o encaminhamento planejado para a condução dos temas e das atividades.
Em todos os manuais da coleção existe a seção Termos e expressões musicais,
que reúne diversas informações úteis para o ensino de Educação Musical.

Manual do Professor
OVO de áudio - Volume 3
A coleção vem acompanhada de um OVO de áudio para a realização das atividades
indicadas com o ícone . O conteúdo deste volume encontra-se no diretório Volume 3
do OVO.

Lição 1 - Sons graves e agudos


1. Série A1 (flauta transversal)
2. Série A2 (violino)
3. Série A3 (piano)
4. Série A4 (clarinete)
5. Série 61 (oboé, tuba, violo, triângulo)
6. Série 62 (flauta transversal, clavas, tímpano, agogô)
7. Série 63 (viola, oboé, triângulo, contrabaixo)
8. Série 64 (fagote, viola, clavas, oboé)
Lição 2 - A família das cordas
9. Voz de menino 15. Violino 21 . Família das cordas
10. Voz de menina 16. Viola 22. Flauta transversal
11.Voz de homem 17. Violoncelo 23. Tuba
12. Voz de mulher 18. Contrabaixo 24. Tímpano
13. Voz de homem idoso 19. Piano
14. Voz de mulher idosa 20. Harpa

Lição 3 - Johann Sebastian Bach


25. Invenção nQ 1 -Invenções para cravo
26. Concerto para piano em lá maior BWV 1055 - 1Q movimento - Allegro Moderato
27. Concerto de Brandemburgo - 1Q movimento - Allegro
28. Concerto de Brandemburgo - 2Q movimento - Adagio
29. Cantata BWV 244 - Wenn ich einmal soll scheiden - Coro
30. Minueto em sol maior

Lição 4 - Os diferentes sons e as notas musicais


31. Minha canção - Chico 6uarque de Hollanda
32. Notas musicais em ordem ascendente
33. Notas musicais em ordem descendente
34. Notas musicais em ordem ascendente - contrabaixo
35. Notas musicais em ordem descendente - piano
36. Notas musicais em ordem descendente - flauta transversal
37. Notas musicais em ordem ascendente - tuba

Lição 5 - Como surgiu o nome das notas musicais


38. Notas musicais - agudo-grave - instrumento 1
39. Notas musicais - grave-grave - instrumento 2
40. Notas musicais - grave-agudo - instrumento 3

Manual do Professor

~

41 . Notas musicais - agudo-grave - instrumento 4
42. Notas musicais - agudo-agudo - instrumento 5
43. Notas musicais - grave-agudo - instrumento 6

Lição 6 - A direção do som


44. Flauta de êmbolo - som do agudo para o grave
45. Flauta de êmbolo - som do grave para o agudo
46. Flauta de êmbolo - som do agudo para o grave
47. Flauta de êmbolo - mesmo som
48. Flauta de êmbolo - som do agudo para o grave
49. Flauta de êmbolo - som do grave para o agudo
50. Flauta de êmbolo - som do grave para o agudo
51 . Flauta de êmbolo - mesmo som
52. Flauta de êmbolo - som do grave para o agudo
53. Flauta de êmbolo - som do grave para o agudo e do agudo para o grave
54. Flauta de êmbolo - som do agudo para o grave e mesmo som
55. Flauta de êmbolo - som do agudo para o grave e do grave para o agudo
56. Flauta de êmbolo - som do grave para o agudo, mesmo som e do grave para o agudo
57. Flauta de êmbolo - som do agudo para o grave e do grave para o agudo
58. Flauta de êmbolo - mesmo som e do grave para o agudo
59. Flauta de êmbolo - som do agudo para o grave, mesmo som e do agudo para o grave
60. Flauta de êmbolo - som do agudo para o grave e mesmo som
61. Flauta de êmbolo - som do grave para o agudo e do agudo para o grave

Lição 8 - Altura dos sons


62.Se~a, se~a, se~ador 71. Trecho melódico C2 78. Trecho melódico C-
63. Trecho melódico A1 72. Trecho melódico 02 errado
64. Trecho melódico 81 73. Trecho melódico E2 79. Trecho melódico 0-
65. Trecho melódico C1 74. Trecho melódico F2 certo
66. Trecho melódico 01 75. Unídunítê 80. Trecho melódico E-
67. Trecho melódico E1 76. Trecho melódico A - errado
68. Trecho melódico F1 certo 81 .Trecho melódico F -
69. Trecho melódico A2 77. Trecho melódico 8 - certo
70. Trecho melódico 82 errado

Lição 9 - Ritmo e altura


82. Sons de altura diferente - exemplo 1 92. Célula rítmica C1
83. Sons de altura diferente - exemplo 2 93. Célula rítmica 01
84. Som de flauta - A 94. Célula rítmica E1
85. Som de flauta - 8 95. Célula rítmica F1
86. Som de flauta - C 96. Célula rítmica A2
87. Som de flauta - O 97. Célula rítmica 82
88. Som de flauta - E 98. Célula rítmica C2
89. Som de flauta - F 99. Célula rítmica 02
90. Célula rítmica A1 100. Célula rítmica E2
91. Célula rítmica 81 101.Célula rítmica F2

Manual do Professor
Lição 10 - Os instrumentos musicais
Família das cordas
102. Violino
103. Viola
104. Violoncelo
105. Contrabaixo
106. Piano
107. Harpa
Família das madeiras
108. Flauta doce
109. Flauta transversal
110.0boé
111 .Clarinete
112. Fagote
Família dos metais
113.Trompa
114. Trompete
115. Trombone
116.Tuba
Família da percussão
117. Tímpano
118. Xilofone
119. Triângulo
120. Pratos
121 . Pandeiro
122.Bumbo
123.Tambor

Lição 11 - Noel Rosa


124. Com que roupa?
125. Feitiço da Vila

Lição 12 - Intensidade musical


126. Sinfonia nQ 3 op. 55 "Heroica" - 1Q movimento - A/Iegro com brio - Ludwig van Beethoven
127. Concerto de Brandemburgo nQ 3 - 1Q movimento - A/Iegro - J. S. Bach

Manual do Professor
~

Encaminhamento metodológico

Volume 3

Conteúdos:
• Elementos que formam o som: timbre, altura, duração e intensidade.
• Elementos musicais: timbre, melodia, ritmo e dinâmica.
• Percepção musical de sons graves e agudos.
• Percepção musical de diferentes alturas.
• Percepção musical de acordo com a direção do som: ascendente, descendente ou
a mesma altura.
• Percepção de trechos musicais com figuras da semínima, duas colcheias e quatro
semicolcheias.
• Registro de trechos musicais com figuras da semínima, duas colcheias e quatro
semicolcheias.
• Criação de trechos musicais com figuras da semínima, duas colcheias e quatro
semicolcheias.
• Compositor erudito Johann Sebastian Bach.
• Compositor da música popular brasileira Noel Rosa.
• Apreciação de obras do repertório popular, folclórico e erudito.
• Músicas e brincadeiras do folclore infantil.
• Uso da voz com técnica adequada à produção vocal infantil.

Músicas e brincadeiras do folclore infantil


Para introduzir o assunto, converse sobre o que é folclore: saber que vem do povo,
comidas, festas, músicas, danças de um povo ou de uma região. Podem-se pesquisar
manifestações do folclore da sua cidade ou região.
Leia o texto com os alunos e, depois, peça que eles pesquisem com os pais as mú-
sicas e as brincadeiras da época de infância.
Brinque com as músicas propostas. Procure saber se há mais versões para brincar
e cantar tais músicas.
Observe e estude as partituras. Cante com os alunos, mostrando as notas na partitura.
Mostre que as nossas brincadeiras também possuem uma escrita musical e que todo e
qualquer som pode ser representado.

Manual do Professor
~

I- Percepção • Identificação e diferenciação de sons com alturas diferentes em
nosso cotidiano.
sonora:
• Identificação e diferenciação de sons graves e agudos.
Diferentes
• Identificação e diferenciação de sons musicais com diferentes
alturas no dia a
alturas.
dia
• Identificação e diferenciação de sons musicais de acordo com a
direção do som: ascendente, descendente ou a mesma altura.
• Identificação de sons com diferentes intensidades.
• Criação e execução de trechos musicais utilizando sons com
diferentes alturas.
• Criação musical utilizando ritmos com figuras da semínima e
colcheia.
11 - Literatura • História do compositor Johann Sebastian Bach.
musical
• História do compositor Noel Rosa.
• Instrumentos da família das cordas: violino, viola, violoncelo,
contrabaixo, piano, harpa e cravo.
• Instrumentos da família das madeiras: flauta, clarinete, fagote e
oboé.
• Instrumentos da família dos metais: trompete, trompa,
trombone e tuba.
• Instrumentos utilizados no samba: violão, bandolim,
cavaquinho, pandeiro, surdo, tamborim, flauta e clarinete.
11I - Percepção • Apreciação de obras do compositor Johann Sebastian Bach.
• Apreciação de obras do compositor Noel Rosa.
e apreciação
• Apreciação de obras eruditas e populares com diferentes
musical
intensidades.
IV - Canto! • Canções utilizando diferentes alturas.
• Pequenas músicas com diferentes direções do som.
execução
• Pequenas músicas com figuras rítmicas da semínima e duas
colcheias.
• Execução de trechos musicais com diferentes intensidades.
V - Registro • Registro de sons do cotidiano que apresentam diferentes alturas.
gráfico
• Registro de sons graves e agudos.
• Registro de sons musicais com diferentes alturas.
• Registro de sons musicais de acordo com a direção do som:
ascendente, descendente ou a mesma altura.
• Registro de criações utilizando sons com diferentes alturas.
• Registro de criações utilizando diferentes intensidades sonoras.
• Registro de criações musicais utilizando sons musicais de
acordo com a direção do som: ascendente, descendente ou a
mesma altura.
• Registro sobre a história e as obras dos compositores Johann
Sebastian Bach e Noel Rosa.
• Registro do timbre dos instrumentos da família das cordas,
madeiras, metais e percussão.
• Reoísíro do timbre dos instrumentos utilizados no samba.

Manual do Professor
~

Objetivos:
• Identificar e diferenciar sons com diferentes alturas em nosso cotidiano.
• Identificar e diferenciar sons graves e agudos.
• Identificar e diferenciar sons musicais com diferentes alturas.
• Identificar e diferenciar sons musicais de acordo com a direção do som:
ascendente, descendente ou a mesma altura.
• Identificar sons com diferentes intensidades.
• Criar e executar trechos musicais utilizando sons com diferentes alturas.
• Criar e executar ritmos que utilizem a semínima e duas colcheias.
• Conhecer a vida e a obra do compositor Johann Sebastian Bach.
• Conhecer a vida e a obra do compositor Noel Rosa.
• Reconhecer a música de Bach como acervo do patrimônio cultural da humanidade.
• Reconhecer a música de Noel Rosa como acervo do patrimônio cultural brasileiro.
• Identificar a interferência social presente na obra de Bach e Noel Rosa.
• Conhecer alguns instrumentos da família das cordas: violino, viola, violoncelo e
contrabaixo, piano, harpa e cravo.
• Conhecer alguns instrumentos da família das madeiras: flauta, clarinete, fagote e
oboé.
• Conhecer alguns instrumentos da família dos metais: trompete, trompa, trombone e
tuba.
• Conhecer alguns instrumentos utilizados no samba: violão, bandolim, cavaquinho,
pandeiro, surdo, tamborim, flauta e clarinete.
• Ouvir ativamente obras do compositor Johann Sebastian Bach.
• Ouvir ativamente obras do compositor Noel Rosa.
• Apreciar obras eruditas e populares com diferentes intensidades.
• Cantar canções apropriadas à voz infantil que utilizam diferentes alturas musicais.
• Cantar e/ou executar canções e trechos musicais com diferentes direções do som.
• Cantar e/ou executar pequenas músicas com figuras rítmicas da semínima e duas
colcheias.
• Cantar músicas do folclore infantil.
• txecutar trechos musicais com diferentes intensidades.
• Registrar, utilizando diferentes expressões gráficas, sons do cotidiano que
apresentam diferentes alturas.
• Registrar sons graves e agudos utilizando diferentes expressões gráficas.
• Registrar trechos musicais de acordo com a direção do som: ascendente,
descendente ou a mesma altura.
• Registrar criações utilizando diferentes intensidades sonoras.
• Registrar criações musicais utilizando sons com diferentes alturas, com diferentes
expressões gráficas.
• Registrar criações musicais utilizando sons de acordo com a direção deles:
ascendente, descendente ou a mesma altura.
• Registrar, utilizando diferentes expressões gráficas, a história e as obras dos
compositores Johann Sebastian Bach e Noel Rosa.

Manual do Professor
~

• Registrar, através de diferentes expressões gráficas, o timbre dos instrumentos da
família das cordas, madeiras, metais e percussão.
• Registro do timbre dos instrumentos utilizados no samba.

Lição 1 - Sons graves e agudos


Na música, a melodia é formada pela combinação de diferentes alturas do som.
A altura é a qualidade que nos permite diferenciar se os sons são agudos, médios ou
graves. No dia a dia, percebemos esses sons vindos de várias fontes sonoras: dos carros,
dos ônibus, dos pássaros, do cachorro, do gato, do vento, da chuva, da máquina de lavar,
do liquidificador etc. Cada um desses sons apresenta uma qualidade sonora quanto à
altura. Por exemplo, sons de caminhão, de trovão, do latido de um cachorro grande são
sons graves, enquanto o canto do passarinho, o apito do guarda de trânsito, os gritos
de crianças são sons agudos.
As notas musicais, bem como a sua representação em uma partitura, representam
as diferentes alturas dos sons. Por exemplo, no piano temos oitenta e oito teclas. Se
tocarmos uma a uma ouviremos sons diferentes, e cada uma com uma altura diferente.
Assim, podemos afirmar que o piano possui oitenta e oito alturas de sons diferentes.
E cada uma dessas alturas é representada por uma nota musical. O mesmo ocorre com
todos os instrumentos, no entanto, a maioria deles tem um número menor de alturas.
O piano é um dos instrumentos musicais com maior número de alturas (notas).
Assim, cada altura do som recebe um nome, que são os nomes das notas musicais:
dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Conforme a sua altura, elas possuem uma localização na pauta.
Pauta ou pentagrama é o conjunto de linhas onde se escrevem as notas musicais.
É formado por cinco linhas e quatro espaços.

Na escrita musical, as notas localizam-se na pauta em diferentes lugares. As notas


localizadas nas primeiras linhas do pentagrama e abaixo delas representam os sons gra-
ves; já nas linhas superiores ou acima delas representam os sons mais agudos. Assim, a
escala dos sons inicia no grave, seguindo em direção ao agudo.

l &


o


o

nu
()


o

sol
n


o

SI
()


I
Sons graves ~ ~ Sons agudos

Observe a partitura da música Capelinha de melão. A melodia é formada pelas di-


ferentes alturas, representadas pelas notas musicais, conforme a localização delas na
pauta. Experimente cantá-Ia.

Manual do Professor
Capelinha de melão

~i Ca - pe- -li -nha de me - lão, é de São


~
Jo -

~~
ão. É de cra-vo é de ro-sa/é de man - je - - - ri -

~§EJ,-El_1
cão.
Folclore infantil. Domínio público.

No processo de musicalização, é importante saber como diferenciar os sons gra-


ves dos agudos, e os fundamentos da física e da acústica podem nos auxiliar. O som é
causado por vibrações. Quando um percussionista toca um som no tambor, por exem-
plo, com o movimento das baquetas ele gera vibrações na pele e no corpo do tambor,
produzindo assim os sons musicais. O mesmo acontece no piano: o pianista aciona as
teclas, que por sua vez irão bater nas cordas, vibrando-as e gerando os sons das notas
musicais acionadas. Essas vibrações geram ondas sonoras que se espalham em várias
direções, chegando ao nosso ouvido. Por sua vez, o nosso ouvido possui mecanismos
para perceber essas ondas sonoras, levando-as à parte do cérebro responsável pelo
processamento auditivo, que as decodifica.
A qualidade do som de ser agudo ou grave depende da velocidade da onda sonora,
que é medida em hertz (ciclos por segundo). Ondas sonoras com velocidades menores
geram sons graves, ondas sonoras com velocidades maiores geram sons agudos. Assim,
quando ouvir a expressão "tocar um lá 440", a nota musical utilizada em uma orquestra
para afinar os instrumentos, isso significa que você estará ouvindo uma nota que tem
uma velocidade (das ondas sonoras) de 440 ciclos por segundo.

\-+-1--'--\0--'--'---' som grave

B +-< som agudo

Fonte: <www.explicatorium.com/CFQ8/Som_Caracteristicas_ou_atributos_do_som.php>. Acesso em: 14 out. 2013.

Então, qual a nossa tarefa como educadores musicais? Primeiramente, é levar o


aluno a perceber que os sons à nossa volta possuem propriedades musicais quanto à
altura (sons agudos e graves; podemos acrescentar também os sons médios). A história
da evolução da música nos mostra que as primeiras manifestações musicais do homem

Manual do Pro tesso , q



foram tentativas de imitar os sons à sua volta. Flautas, tambores tinham o objetivo de
imitar os sons da natureza, os sons com que o homem convivia em seu tempo. Assim, a
música surgi.u a partir de sons que o homem ouvia em seu entorno. Por isso, o conteúdo
referente à altura parte da percepção dos sons do cotidiano.
Após a percepção, isto é, "existem sons e eles podem ser graves ou agudos",
passamos a identificá-Ios: quais sons possuem propriedades que os tornam agudos,
quais são graves. Começamos, então, o processo de análise e seleção dos sons.
A partir do momento em que o aluno identifica a qualidade do som quanto à altura
(grave ou agudo), pode-se partir para sons bem específicos, sons agudos e graves pro-
duzidos pelas notas musicais.
Nos livros serão encontradas atividades com o seguinte desenvolvimento:
• Reconhecimento de sons graves e agudos do dia a dia.
• Reconhecimento de sons graves e agudos, percebendo-os quando são produzidos
por um instrumento.

I]J Você irá ouvir dois sons de cada vez. Registre os sons graves (G)
e os agudos (A).

a) ( 1 G
1
2 A ) d) ( 1 G 2 A )
b) ( 1 A
1
2 G ) e) ( 1 G 2 G )
c) ( 1 A
1
2 A ) f) ( 1 A 2 G )
• Reconhecimento da direção do som: do grave para o agudo e do agudo para o
grave.

~ Imagine a "escada dos sons". Chamamos de ascendente


quando os sons começam no grave e caminham para o
agudo e de descendente quando começam no agudo e vão
para o grave. Veja a seguir.

Manual do Professor
Podemos combinar a direção dos sons e registrá-Ios utilizando
dois <?utrês traços. Vamos tentar com diferentes sons.

• Registro dos sons graves e agudos.

UJ Nós já trabalhamos os sons graves e agudos, a direção do som,


sons ascendentes e descendentes. Agora vamos trabalhar dois
sons de alturas diferentes. Numere o trecho melódico de acordo
com a sequência que você irá ouvir.

• Registro dos sons graves e agudos com os ritmos musicais, usando a notação
musical.

Podemos combinar os sons de alturas diferentes com as


figuras rítmicas. Observe o exemplo a seguir.

A A

G G

A percepção da altura não se forma "do nada", como muitas vezes ouvimos dizer. O
aluno tem o "dom" para a música. O fato é que, quanto maior o contato que ele tiver com
o mundo sonoro, ampliando as suas vivências e percepções dos sons, maiores serão os
subsídios que lhe darão condições de construir esquemas mentais que o tornarão capaz
de perceber, analisar, classificar, comparar os sons ouvidos.
Assim, o objetivo das atividades propostas para esse volume é dar subsídios ao aluno
para que possa perceber os diferentes sons em uma melodia, sem obrigatoriamente ler

Manual do Professor
~

ou escrever usando a escrita musical. O importante é construir esquemas mentais que
o tornarão capaz de perceber, identificando os sons que ouve à sua volta, tanto sons do
ambiente quanto sons musicais.
Conteúdos como: "Os diferentes sons e as notas musicais" (lição 4), "A direção do
som" (lição 6), "Altura dos sons" (lição 8), "Ritmo e altura" (lição 9) se referem ao que foi
tratado anteriormente, no entanto, são ampliados com o nome das notas, a direção que
os sons podem seguir, relacionados com a duração de cada som etc. O principio básico
é que o aluno possa identificar as diferentes alturas sonoras e musicais.
Trabalhe a palavra "altura" para iniciar a discussão a respeito dos seus vários e possí-
veis significados. Explore o termo em diferentes contextos. Por exemplo: o que é altura de
um prédio, de uma pessoa, de uma árvore. A seguir, introduza o tema na área da música,
com os seguintes questionamentos: na música, quando falamos em altura, o que isso
significa? O que quer dizer? Nós não vemos o som, como podemos "ver" ou saber que
houve uma mudança na altura? Que sentido do nosso corpo usamos para perceber as
mudanças de altura sonora? Leve para a classe um instrumento musical como teclado,
xilofone, metalofone, flauta doce etc. Toque sons com diferentes alturas. Explique que
isso é altura. A seguir, faça o seguinte questionamento: nós podemos perceber diferentes
alturas nos objetos do nosso dia a dia? Leve para a classe alguns objetos, como apito,
colheres, panela, potes de vidro ou qualquer outro disponível, e toque-os de forma que
produzam som. Pergunte: que tipos de sons fazem? São sons iguais? Nesse momento,
refira-se ao som grave (que muitas vezes chamamos de "grosso") e ao som agudo (que
alguns denominam de "fino"). Use os termos grave e agudo, pois são as maneiras corretas
de qualificar os sons.
Criação musical: os alunos devem fazer uma composição musical utilizando sons do
cotidiano. Eles podem escolher um tema, por exemplo, a música do sítio ou a música da
cidade e selecionar todos os sons que podemos ouvir. A seguir, devem contar somente
com sons uma história do lugar escolhido. Proponha o seguinte: hoje vamos contar uma
história sem palavras, somente com sons, e desenvolver a atividade proposta.
Passe então para as atividades 1 a 6.
As atividades 4 e 5 possuem trilhas gravadas no OVO. Oecida se é melhor tocar para
o aluno ou ouvir as trilhas com a gravação dos sons das atividades.
Antes de começar a atividade de registro dos sons graves ou agudos, faça a brinca-
deira "Crianças musicais". Forme uma fileira, de frente para a turma, que tenha de oito
a dez alunos, com uma sequência deles em pé e agachados. A turma deverá cantar a
sequência de sons: agudo - alunos em pé; grave - alunos agachados. A cada execução,
mude a sequência de alunos em pé e agachados. No livro do aluno, na atividade 6, tem
duas brincadeiras: "Morto-vivo sonoro" e "Tecido musical".
Faça essas brincadeiras no início de cada aula.

Lição 2 - A família das cordas ~ . .


Para introduzir o tema, leve figuras de pessoas de várias idades, sozinhas ou com a
família. Converse sobre as diferenças que há entre elas, qual o som que as pessoas mais
produzem durante o dia (palmas, passos, voz, respiração etc). Elas têm vozes iguais?
Use as trilhas indicadas do OVO e mostre as diferenças entre as vozes.

Manual do Professor
Vamos brincar para ver. Brincadeira do "gato mia": a classe sentada em círculo; um
aluno vai para o canto da sala e fecha os olhos. Outro aluno do círculo será escolhido
para ser o gato. Pode-se cantar alguma música e no final se diz "mia gato". O escolhido
deverá fazer o som do gato e o aluno de fora do círculo deverá adivinhar quem fez o som.
Se ele acertar, escolherá o próximo colega.
Depois de os alunos identificarem a voz dos colegas, explique que os instrumentos
também têm voz, que chamamos de timbre. Eles, assim, como as pessoas, têm timbres
diferentes: grave, agudo, brilhante, forte etc. Peça que ouçam o som da família das cordas.
Na atividade 1, o objetivo é que os alunos percebam que há instrumentos que possuem
timbre com qualidade sonora grave e outros, aguda. Ouça os sons sugeridos no OVO.
Na atividade 2, o objetivo é que os alunos percebam que as diferenças de sons dos
instrumentos têm relação com o tamanho deles.
Mas como analisar tais parâmetros visto, que os instrumentos podem produzir tanto
sons graves como sons agudos?
Os instrumentos musicais são divididos em tamíllas ou naipes: das cordas, das
madeiras, dos metais e da percussão. Cada um dos naipes tem um modo característico
de produzir sons.
Na famnia das cordas, em uma orquestra (violino, viola, violoncelo e contrabaixo),
o som é produzido quando o músico fricciona o arco nas cordas. Por sua vez, esses
instrumentos possuem um princípio básico de construção, que irá determinar se os seus
sons serão graves ou agudos, com base nos seguintes aspectos:
• o tamanho do instrumento;
• o comprimento da corda;
• a espessura da corda;
• a tensão aplicada na corda - mais frouxa ou mais tensa.
Observe a imagem dos instrumentos da família das cordas, organizados segundo o
tamanho, a espessura e o comprimento das cordas.

Violino Viola Violoncelo Contrabaixo


O contrabaixo e o violoncelo são os instrumentos que produzem sons mais graves,
e a viola e o violino são os que produzem sons mais agudos.
Além do violino, da viola, do violoncelo e do contrabaixo, o piano, a harpa e o cravo
(instrumento que aparece na lição sobre Johann Sebastian Bach), o violão, a guitarra etc.
fazem parte da família das cordas.

Manual do Professor
~

o violão, a guitarra e o baixo elétrico, também da família das cordas, produzem sons
graves e agudos, segundo a espessura de suas cordas. É possível observar que as cordas
de espessura mais fina produzem sons agudos e as cordas de espessura mais grossa,
sons graves. Então, nas atividades, como classificar se o som do violão é agudo ou gra-
ve? O primeiro passo é ouvir a gravação sugerida no OVO que acompanha a coleção, e
tanto poderá ser grave como agudo, basta classificar o que se ouvir naquele momento.
O piano também é um instrumento da família das cordas, pois a produção do som é
feita da seguinte forma: o músico toca a tecla, que aciona pequenos martelos que irão
tocar as cordas dentro do piano e produzir os sons, as notas musicais. Essas cordas
seguem o mesmo princípio descri-
to anteriormente na família das cor-
das; a espessura e o comprimento
irão definir se os sons são agudos
ou graves. Quanto maior e mais
grossa a corda, mais grave será o
som; quanto mais fina e curta a
corda, mais agudo será o som.
Então, nesse caso, não é o tama-
nho em si do instrumento que o
define como instrumento que pro-
duz sons graves e agudos, mas o
comprimento e a espessura das
cordas, onde se produz o som. Mecanismo de um piano
Na família dos sopros dos metais (trompa, trompete, trombone e tuba) e das ma-
deiras (flauta transversal, clarinete, oboé, flauta doce e fagote), os sons são produzidos
pela vibração de uma coluna de ar dentro do instrumento. E a sua afinação, a produção
de sons graves ou agudos dependem do tamanho e da espessura do tubo pelo qual irá
passar o ar. Quanto menor e mais fino, mais agudo o som; quanto maior e mais grosso,
mais grave. Observe a espessura e o comprimento dos tubos que formam a tuba. Se os
desenrolássemos, com certeza teríamos vários metros de comprimento; a flauta, por sua
vez, não passa de alguns centímetros. A característica da tuba é produzir sons graves e
a da'flauta transversal produzir sons agudos.

Tuba Flauta transversal


O termo família dos metais ou das madeiras refere-se à forma como é executado o
som, e não aos material com que é produzido. Assim, na família das madeiras temos
instrumentos construídos com madeira, metal, ebonite (material das flautas doces comu-

Manual do Professor
~

mente encontrado), marfim, entre outros materiais. Assim, o que define se o instrumento
é da família dos metais ou das madeiras é o seu timbre, o som característico que cada
instrumento produz.
O timbre é caracterizado por dois elementos: o comprimento dos tubos e a sua
conicidade (formato cênico). Assim, instrumentos da família dos metais apresentam um
comprimento de tubos maior e uma alta conicidade. A família das madeiras, por sua vez,
possui comprimento de tubos menor e baixa conicidade. E isso definirá se os instrumentos
serão da família das madeiras ou dos metais.
A família da percussão é formada por instrumentos cujo som é produzido quando
percutimos (batemos), agitamos ou raspamos nos instrumentos, com ou sem auxílio o
de baquetas (pequenos bastões, geralmente com uma das extremidades arredondada,
para percutir diversos instrumentos musicais). É a família que tem a maior variedade de
instrumentos. Muitos destes instrumentos possuem um único som definido, uma única
altura, como é o caso de tambores e pandeiros, ou podem ter uma gama reduzida de
sons, como o xilofone e o metalofone. O princípio da relação tamanho do instrumento
com os sons também se aplica nesse caso, acrescentando-se também a forma com que
é tensionada a pele dos tambores, por exemplo.
Veja a seguir, os instrumentos que pertencem às seguintes famílias.

Cordas Madeiras Metais Percussão


Violino Flauta Trompa Xilofone
Viola Clarinete Trompete Vibrafone
Violoncelo Oboé Trombone Metalofone
Contrabaixo Flautim Tuba Carrilhão
Piano Flauta doce Bombardino Tímpanos
Harpa Fagote Clarim Tam-tam
Cravo Contrafagote Pratos
Violão Flauta de pã Bumbo
Cavaquinho Clarone Agogê
Guitarra Ocarina Triângulo
Baixo elétrico Pandeiro
Viola caipira Afoxé
Alaúde Bloco sonoro
Berimbau Caxixi
Ganzá
Cuíca
Chocalho

Na atividade 3, o objetivo é que os alunos identifiquem os instrumentos: violino, viola,


violoncelo e contrabaixo.

Manual do Professor
~

Lição 3 - Johann Sebastian 8ach ~

Para introduzir a história do compositor, ilustre a aula com desenho ou fotografia de um


castelo. Converse com os alunos sobre como era a vida das pessoas naquela época, o que
faziam, se tinham luz, água em casa, automóveis, aparelhos de som, MP3, televisão etc.
Para introduzir a história do compositor Bach, leia o texto do livro e, se quiser ampliar
o tema, obtenha mais informações no livro Bach, de Ann Richlin, da coleção Crianças
Famosas, Editora Callis. Em seguida, os alunos poderão ouvir músicas de Bach no OVO.
As atividades 1,2 e 3 trabalham as informações do texto de estudo do livro do aluno.
Nas atividades 4 e 5, o objetivo é que os alunos conheçam o instrumento que Bach e
outros músicos tocavam em sua época. Ainda não existia o piano, o instrumento principal
era o cravo.
As atividades 6,7 e 8 são baseadas no Minueto em sol maior de Bach, peça bem
conhecida de alguns alunos. Explore cantando bem devagar para os alunos "sentirem" a
altura das notas musicais, quando são graves ou agudas.
Na atividade 9, os alunos ouvirão duas composições de Bach e deverão, por meio
de desenho, descrever o tipo de local em que essas músicas poderiam tocar. Toque as
trilhas indicadas do OVO.
Para saber mais sobre o tema, pesquise nos seguintes sites:
Biografias
• <http://educacao.uol.com.br/biografias/johann-sebastian-bach.jhtm>.
• <http://pt. wikipedia.org/wiki/ Johann_Sebastian_Bach>.

Documentários
• <http://www.youtube.com/watch?v=P6b_M12h9Ag>. Johann Sebastian Bach
Grandes Compositores (em espanhol) - apresenta muitos exemplos musicais, de
fácil compreensão; é um dos mais importantes documentários sobre Bach.

Repertório - obras
• <http://www.youtube.com/watch?v=CYulbgRVA04> Música para coro
• <http://www.youtube.com/watch?v=on100SLdOOo>. Minueto em sol maior
• <http://www.youtube.com/watch?v=k05Hrzqbx7Y>. Jesus Alegria dos Homens -
orquestra
• <http://www.youtube.com/watch?v=d9EN27Zh_vg>. Jesus Alegria dos Homens-
com imagens de lugares da Alemanha onde Bach viveu.

Para saber mais a respeito do cravo, pesquise nos seguintes sites:


• <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cravojinstrumento_musical) - história do cravo>.
• <http://www.youtube.com/watch?v=GMPIMUuE7yl- música para cravo>.
(Sites acessados em: 14 out. 2013).

Para fazer a atividade 10, os alunos ouvirão Concerto para piano em lá maior (música
no OVO). Concerto é uma composição musical para um ou mais instrumentos solistas
acompanhados pela orquestra. Podemos imaginar o concerto como uma "conversa"
entre o instrumento solista, em nosso caso, o piano e a orquestra. Há momentos em que
ouvimos mais o solo do piano, outros em que os dois tocam juntos.

Manual do Professor
Lição 4 - Os diferentes sons e as notas musicais
Nessa lição são trabalhados os sons em ordem crescente e decrescente.
A oitava é uma sequência musical de oito notas. Assim, quando se ouve o termo "tocar
uma oitava": significa que você ouvirá uma sequência de oito sons, que pode começar
com qualquer uma notas musicais.
Exemplos: dó - ré - mi - fá - sol - lá - si - dó (na nota que começa, termina)
ré - mi - fá - sol - lá - si - dó - ré
mi - fá - sol - lá - si - dó - ré - mi etc.
Com relação ao piano, os sons são produzidos quando tocamos uma nota depois da
outra, na sequência das teclas.
Veja a seguir:

r-.-- .-- - -

Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó

I
Oitava
Fonte: http://www.academiamusical.com.ptlmostrar.php?idd=93

Assim, os sons não são tocados de modo aleatório, mas um em seguida ao outro,
iniciando no grave e indo para o agudo - escala ascendente (sons "sobem") ou iniciando
no agudo e indo para o grave - escala descendente ("sons descem").
No entanto, considere o seguinte aspecto: temos sete notas musicais.
dó - ré - mi - fá - sol - lá - si
As escalas são formadas pela sequência de oito sons, sendo que a primeira nota
se repete para fechar o ciclo de uma oitava.
dó - ré - mi - fá - sol - lá - si - dó
Leia a letra da música Minha canção, do musical infantil Os saltimbancos, de Chico
Buarque. Converse com os alunos sobre as letras iniciais de cada palavra; que formam o
nome das notas musicais. Ouça com os alunos, no OVO, a sequência dos sons das notas
musicais ascendente (dó, ré, mi, fá, ..) e descendente (dó, si, lá, sol, ...). Cante-as com eles.
Para trabalhar a música proposta, cante-a, primeiramente, várias vezes com os alunos.
Ouçam as diferentes versões dela que existem. Depois, cante novamente fazendo com
as mãos os gestos dos sons. Inicie o dó com movimento da mão na altura da barriga,
subindo até acima da cabeça (1ª parte), e com movimento contrário na segunda parte.
Nesse momento os alunos devem perceber que há sons crescentes (ascendentes) e
decrescentes (descendentes).
O objetivo das atividades 1 e 2 é o reconhecimento das notas e seu sequenciamento.
Nas atividades 3 e 4 serão trabalhadas sequências de sons em ordem crescente e de-
crescente. Faça que o aluno perceba a direção do som: do grave para o agudo e do
agudo para o grave.

Manual do Professor
~

Lição 5 - Como surgiu o nome das notas musicais
Introduza o assunto da seguinte forma: faça um cartaz com os versos do hino a São
João Batista; mostre as sílabas iniciais; pergunte aos alunos o que significam tais sílabas
e se as conhecem; explore palavras que podemos escrever com elas etc. A seguir, passe
ao texto - a parte inicial dos nomes das notas.
Leve para a aula uma música com cifras para violão ou teclado, converse sobre o
significado das letras. Depois, passe ao estudo do texto.
Cifras são a representação (harmonia) de acordes tocados por instrumentos como vio-
lão, guitarra, teclado etc. Os acordes são representados por letras. Se fizéssemos a escrita
musical de cada acorde, veríamos que são compostos por três notas: C = dó, mi e sol;
G = sol, si e ré.
Estimule os alunos a pesquisarem na internet partituras usando o nome das notas
com as letras.
O objetivo das atividades propostas para essa lição é o aluno conhecer as notas
musicais, a sua sequência, bem como as letras correspondentes a cada nota musical.
A atividade 5 é uma atividade de revisão da percepção dos sons graves e agudos no
timbre de um instrumento musical.
No OVO, há diversas gravações de apoio às atividades.

Lição 6 - A direção do som ., .


Para introduzir o tema, caso não queira usar os áudios gravados no OVO, use uma
flauta de êmbolo para fazer sons do grave para o agudo, do agudo para o grave e o mesmo
som. Solicite aos alunos que representem os sons ouvidos usando as mãos. É importante
que eles percebam a direção do som: som subindo, som descendo etc. Represente os
sons utilizando traços e linhas.
Flauta de êmbolo é uma flauta que não possui orifícios, como acontece com a flauta
doce, mas tem um êmbolo (como uma seringa) que, conforme se toca e se puxa para
baixo ou para cima, modifica o som para agudo ou grave, de forma que ele fica contínuo,
ligado.
Use quatro cartelas com o mesmo desenho em cada uma delas. Execute um trecho
melódico somente com notas agudas. Represente-o colando no quadro uma figura ao
lado da outra. A seguir, toque uma sequência de sons com agudo, grave, agudo, grave.
Discuta com os alunos como ficaria a representação do som. Quando fazemos com a
mão, o som grave fica embaixo. Assim, para representá-Io, usamos o desenho embaixo
também. Explore vários exemplos antes de realizar as atividades da lição.
No OVO, há diversas gravações de apoio às atividades.

Lição 7 - Revisando ...


o ritmo na música: sons longos e curtos/as figuras rítmicas - os sons longos e
curtos soam com durações de tempo diferentes. O som longo é quando produzimos um
som por mais tempo, e o som curto quando produzimos vários sons em menor espaço de
tempo. A proporção que vamos usar é a seguinte: um som longo é igual a dois sons curtos.

Manual do Professor
Som longo ~ aaaaaaaa ~
Som curto ~ a a ~
Acima apresentamos o som como soa e sua representação usando uma linha, depois
essa representação passará a imagens e posteriormente a notação musical.
Observe o seguinte: o que muda é apenas a representação, o modo como escrevemos
ou registramos um som ouvido, mas o som é sempre o mesmo (curto e longo).

uma imagem grande


j
~
semínima

duas imagens pequenas ~


JJ
colcheias

Uma imagem representa um som longo, que na música se escreve usando a semíni-
ma. Dois sons curtos são representados por duas imagens, que na música escrevem-se
usando as colcheias.

Um som longo = dois sons curtos


j JJ
semínima colcheias

o ritmo na música: semicolcheia - no caso da figura da semicolcheia podemos


dizer que são os sons "curtíssimos". A proporção é sempre um som maior para dois
menores.

Sons longos:

Sons curtos:

Sons curtíssimos:

Para executar, comece marcando com o pé um pulso: bata com o pé no chão e


marque o pulso. A seguir, com palmas, execute os ritmos da seguinte forma:
• um pulso = um som longo
• um pulso = dois sons curtos
• um pulso = quatro sons curtíssimos
Observe que, para ouvirmos os quatro sons curtíssimos em um único pulso, é preciso
que sejam executados bem rápido.

Manual do Professor
~

A sequência das figuras musicais é:

semínima
Um som longo ~

colcheias ou separadas são escritas


Dois sons curtos ~
IJ
semicolcheias ou separadas são escritas
Quatro sons curtíssimos ~

É importante, antes de fazer a revisão, uma aula somente de jogo de notas musicais:
semínimas, colcheias e semicolcheias. Faça cartelas e organize os trechos rítmicos para
que os alunos executem. Peça para que cada aluno modifique o trecho trocando por
outras figuras rítmicas etc.
Outra opção: leve copos de três tamanhos diferentes: um grande (que será a semíni-
ma), dois médios (que serão as duas colcheias) e quatro pequenos (que serão as semicol-
cheias). Use folhas de papel sulfite para indicar o pulso, ou o tempo. Você poderá colocar
um copo grande, ou dois copos médios, ou quatro pequenos em cima de uma folha.
Execute os ritmos de acordo com a quantidade de copos. A seguir, troque por cartelas
com as figuras rítmicas. Cada cartela deverá ter semínima, ou colcheias, ou semicolcheias.

Ilirl
.J JJ
Discuta e explore o termo ritmo: onde os alunos ouvem, expressões em que é utilizado,
o que significa, procurar a palavra no dicionário etc. Peça que eles sintam o batimento
cardíaco, a respiração etc. A seguir, passe para a atividade de pesquisa do livro.
Você também pode começar a aula cantando uma música, a seguir fazendo com
as palmas a letra da música. Por exemplo: se cantar Marcha soldado, para cada sílaba
falada bata uma palma.Os alunos perceberão o ritmo da música com palmas. Depois
você poderá apenas bater palmas. Converse com os alunos sobre o ritmo que ouviram.
Faça um trecho rítmico para que os alunos ouçam. Por exemplo:

mar - cha sol - da do


longo - curtos - longo - longo

Manual do Professor
~

Peça aos alunos para que tentem adivinhar de qual música é o trecho ouvido. A seguir,
que cantem e batam palmas, depois só batam palmas várias vezes. Discuta com a classe
como são os sons: São todos iguais? Alguns demoram mais? Há outros mais rápidos?
Cante e faça a marcação da duração do som no quadro:

Use a nomenclatura longo e curto.

Lição 8 - Altura dos sons


Para iniciar o estudo sobre a altura dos sons, comece com a brincadeira da música
Unidunitê, que aparece na partitura abaixo. A música está gravada no OVO. Primeiro,
apresente a letra da música; ela é uma brincadeira de palmas que foi adaptada para
uma música com melodia para flauta doce. Cantem a música várias vezes, explique aos
alunos que a música possui duas alturas de sons e o objetivo é que percebam que sons
são esses. Converse a respeito disso, pois, por ser uma música simples, muitas vezes
apresentam resistência em cantá-Ia.
A seguir, cante fazendo os seguintes gestos: sons agudos bater com as mãos na ca-
beça, sons graves bater com as mãos na barriga, ou se estiverem sentados, nas pernas.

Unidunitê

=riU~d ! --nl - U - - - DI - - - -
r
te, ~lsa - a - me:
~ r.-
mm - - gue.

Um sor -ve - te (O -
A
Io - - re. ~Ua ~
- - DI -
.
U - - - - DI - - - -
F.-
te.

Folclore infantil. Domínio público.

Pode variar a brincadeira suprimindo sons: com os gestos descritos anteriormente,


cantar os sons agudos e nos sons graves fazer apenas o movimento, sem cantar.
Depois de cantar e brincar com a música, cante-a com os movimentos de forma bem
lenta de modo que os alunos possam sentir exatamente onde são os sons graves e onde
são os sons agudos.
Converse sobre a seguinte situação: Vocês cantaram a música nessa aula e querem
lembrá-Ia para a próxima aula? Como poderiam fazer para registrar a sequência de sons
agudos e graves que cantaram? Anteriormente os alunos já usaram nomenclatura de A
para agudo e G para grave, incentive-os a pensarem em formas de registro utilizando
imagens, traços, etc. Peça que em dupla tentem fazer um registro. Compartilhem com
os colegas como cada dupla pensou em fazer o registro.

Manual do Professor
~

A seguir, mostre o registro utilizado na atividade 1. Faça com que os alunos percebam
que os sons agudos são registrados em cima e os graves em baixo.
Na atividade 3, antes de fazer o registro, cante com os alunos as músicas e façam os
movimentos das mãos, assim como fizeram com a música Unídunítê. Criem movimentos
diferentes, mas com o mesmo objetivo. Se desejar pode tocar a música com flauta, piano,
xilofone, etc., extraída do livro Vamos tocar flauta doce, de Helle Tirler (São Leopoldo:
Sinodal, 2006.), ou ouvir a gravação do OVO.

Serra madeira

- Ser-ra ser - ra ser - ra - dor. Quan-tas tá - buas já ser - rou.

_~~~m
Já ser - rei vin - te e qua-tro. Um dois três quatro.
Folclore infantil. Domínio público.

Os sons agudos e graves devem ser representados da seguinte maneira: sons agudos,
em cima; sons graves, embaixo.
agudos

graves

Essa representação mostra que quando ouvimos os sons agudos temos a sensação
de ouvir sons que se localizam espacialmente "em cima" e os sons graves, "embaixo".
Na notação musical convencionada, na pauta, os sons agudos se localizam na parte de
cima do pentagrama e os sons graves, na parte de baixo.

o
()

agudos graves

Execute as trilhas do OVO para realizar as atividades 1 e 2 e as trilhas das músicas


Serra, serra, serrador e Unídunítê para a atividade 3. Para a atividade 4 também existem
trilhas no OVO.
Para trabalhar muitas das atividades indicadas no livro é importante ter um "quadro
de pregas". É um recurso didático versátil, de fácil confecção, pouco dispendioso e que
poderá ser muito usado nas aulas. Serve como suporte de informações, permitindo
apresentá-Ias de maneira progressiva e dinâmica.

Manual do Professor
~

Como fazer:
A base pode ser uma superfície retangular de cartão ou cartolina (duas
folhas. grampeadas) ou mesmo de madeira. Sobre essa superfície, prenda
outra folha de papel pardo, todo pregueado no sentido horizontal. Para fazer
as pregas, marque a folha de papel de 3,5 cm e 7 cm, até terminar o papel.
Dobre fazendo pregas, depois use um grampeador para prender a folha já
pregueada nas extremidades da base do quadro. Para arrematar as laterais,
use fita adesiva, ou cole tiras coloridas para emoldurar o quadro.

7 em ---..~ 'lA:i-' --------------.L,

3,5 em ---..,'u/;---------------L,

As tarjetas que serão utilizadas no quadro de pregas podem ser feitas com
pedaços de cartolina ou papel-cartão. Nelas poderão ser aplicadas as notas
musicais ou ilustrações. Prenda no verso das tarjetas palitos de sorvete que,
depois, serão encaixados nas pregas do cartaz ou quadro de pregas .
.•••
----120 em ----.~

1
S :::::::::::::~~:~~r~~~~::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

I ·p'' :~~I:'DEPREG~:_:
I I

~ Parte que fiea .

Lição 9 - Ritmo e altura « : ,


Nessa lição são trabalhadas a duração (ritmo) e a altura (melodia) dos sons.
O modo como registramos os sons é similar ao registro em uma partitura musical (escri-
ta musical usando as notas musicais). Cada nota registrada apresenta duas propriedades.
Uma delas é indicar ao executante quanto tempo durará a nota, quanto tempo deverá
soar. E essa mesma nota também indicará a altura do som que deverá ser executado
pelo músico. Observe a partitura a seguir.

Manual do Professor
~

Observe a localização da nota na
linha: ela é posicionada na 3a linha
e indicará a altura que irá soar. 2Q espaço 2· linha (contamos as linhas de baixo para cima)

'+ 7
r~~I~F~F~J~J~§~~j~J~J~
Aqui temos notas em semínima (sons longos). Significa que cada nota irá soar por mais tempo.

r_~J~j~jª1
Aqui temos colcheias (escritas de quatro em
quatro, em vez de duas em duas). Significa
que as notas soam em tempo mais curto.

Na lição, vamos trabalhar a altura indicando sons graves e agudos, Pode ser qualquer
som grave e qualquer som agudo, e não sons com alturas exatas, como acontece em
uma partitura musical (exemplo acima).
No OVO, há gravações de apoio às atividades.

Lição 10 - Os instrumentos musicais ~ ,


Nessa lição são trabalhados os sons e a qualidade sonora dos instrumentos musicais.
Na introdução, fala-se em "gêneros musicais". Gêneros são categorias que contêm
sons musicais que compartilham elementos em comum. Por exemplo: as músicas de rock
compartilham o uso dos mesmos tipos de instrumentos, técnicas de composição simi-
lares etc. O mesmo acontece se analisamos a música sertaneja, o samba, o chorinho, a
bossa-nova, o jazz, o blues, o rap etc. Por isso, aparecem muitos conteúdos nesta cole-
ção que trabalham os instrumentos musicais de determinado gênero de música. Além da
instrumentação, há todo um método de composição que os identifica como tais.
Um gênero pode ser definido pela sua região geográfica, por exemplo: o fado de
Portugal, o flamenco da Espanha, o samba do Brasil etc. Também pode ser definido
cronologicamente (por datas), como os períodos na música erudita ocidental: barroco,
clássico, romântico etc.
Timbre é a característica sonora de cada instrumento musical. Se tocarmos uma
mesma nota no piano e no violino, as notas soarão na mesma altura, mas com timbres
diferentes. As pessoas têm timbres de voz diferentes umas das outras. Por isso, ao tele-
fone, se a pessoa nos é conhecida, reconhecemos com quem estamos falando, mesmo
que ela não se identifique pelo nome. A voz é como uma impressão digital. Toda pessoa
tem uma "impressão sonora", um timbre diferente de voz que a caracteriza.
Veja maiores informações sobre os instrumentos musicais na lição 2 deste Manual.
Solicite que os alunos escolham e tragam uma música para essa aula. A classe poderá
sortear e ouvir algumas delas. Peça para que escolham músicas de que eles ou que as
pessoas da família gostem. Acrescente outros gêneros de música que tiver disponível.
Leve também para a aula COs de sua coleção pessoal ou da escola, com vários tipos
de músicas (diferentes gêneros musicais) Toque algumas delas e faça perguntas sobre os

Manual do Professor
~

instrumentos: que instrumentos aparecem, se em todos os gêneros de música usamos
os mesmos instrumentos musicais etc.
Leia o texto com os alunos. Para realizar as atividades, toque as trilhas indicadas do
OVO com os sons dos instrumentos.
É possível usar como referência o livro A orquestra tintim por tintim, Editora Moderna.

Lição 11 - Noel Rosa


Use na aula o que puder encontrar sobre Noel Rosa: COs, imagens do bairro de Vila
Isabel (Rio de Janeiro), onde ele morava, de sua casa, de carros e de objetos de sua
época etc. Você, pode pesquisar na internet sobre o tema. Introduza o assunto falando
quem foi Noel Rosa, que tipo de música compôs etc.
Depois de introduzir o tema, passe à leitura e ao estudo do texto. Peça aos alunos
que pesquisem o significado das palavras que não compreenderam, que ouçam trechos
das músicas citadas no texto etc.
O objetivo dessa lição é conhecer a vida e obra do compositor Noel Rosa, bem como
trabalhar o gênero "samba". Para realizar as atividades iniciais, os alunos devem ler aten-
ciosamente o texto de abertura da lição.
Na atividade 4, os alunos devem analisar a tela Roda de samba, de Mara D. Toledo.
No DVD há gravações de músicas do compositor, que auxiliarão especialmente nas
atividades 5 e 6.
Para saber mais sobre o compositor, pesquise nas seguintes fontes:
Livro:
Uma história da música popular brasileira. Jairo Severiano. São Paulo: Editora 34,2008.
Sites:
• <http://pt. wikipedia. org/wiki/NoeLRosa>.
• <http://www.e-biografias.net/noel_rosal> .
Vídeos
• <http://www.youtube.com/watch?v=rETSGoLBjjk>. Gravação original da música
Com que roupa?
• <http://www.youtube.com/watch?v=xLVIIJmYaS8>. Gravação original da música
Feitiço da vila
(Sites acessados em: 14 out. 2013).

Lição 12 - Intensidade musical


Intensidade musical diz respeito à qualidade da música chamada dinâmica. O com-
positor expressa como quer que um trecho musical seja executado. Sons em "volume
baixo" são chamados de piano e sons em "volume alto" são os fortes.
Os compositores usam palavras em italiano para designar a intensidade.

Manual do Professor
~

ppp - molto píaníssímo mp - mezzo-píano ff - fortíssímo
pp - pianíssimo mf - mezzo-forte fff - molto fortíssimo
p -piano f - forte

Há também outras formas para indicar a variação de intensidade (dinâmica da música).


Elas são indicadas por símbolos gráficos na partitura ou através de textos:

Sforzando - Esta marca, colocada abaixo de uma nota na partitura,


sfz denota um aumento súbito de intensidade ao longo de uma única
nota.
Crescendo - Um crescimento gradual do volume. Essa marca, co-
locada sob a pauta, pode ser estendida ao longo de muitas notas
< para indicar que o volume cresce gradualmente ao longo da frase
musical.
Oiminuendo - Uma diminuição gradual do volume. Essa marca,
> colocada sob a pauta, pode ser estendida por várias notas, como
o crescendo.

Para introduzir o tema proposto, leve para a sala de aula um aparelho de som e mude
a intensidade: partes da música devem ser ouvidos em som bem baixinho (piano) e outra
parte em som bem alto (forte).
A seguir, passe ao estudo do texto. A lição apresenta uma revisão das propriedades
musicais já estudasda. Converse com os alunos e verifiquem o que já foi visto. Passe ao
estudo da intensidade.
No OVO, há gravações de apoio às atividades.

Lição 13 - Músicas e brincadeiras do folclore infantil


Para introduzir o assunto, os alunos poderão pesquisar e conversar sobre o que é
folclore: saber que vem do povo, que os avós ensinam aos pais, que ensinam aos filhos;
saber passado de geração em geração; comidas, danças, músicas, brincadeiras e festas
típicas fazem parte do folclore de um povo.
Peça que perguntem aos seus pais quais as músicas e brincadeiras de que gostavam.
A classe poderá pesquisar músicas da sua região ou estado, e ouvi-Ias.

Manual do Professor
~

Termos e expressões musicais
Acidente: sinal de notação que indica alteração de uma nota estranha à tonalidade indicada pela armação
da clave. São o bemol que baixa meio tom, o sustenido que sobe meio tom e o bequadro que anula o
efeito do sustenido ou bemol.
Acorde: grupo de três ou mais sons simultâneos identificáveis como um conjunto (dó, mi, sol, por exemplo,
com duas terceiras sobrepostas). Podem ser consonantes (harmoniosos) - notas que concordam umas
com as outras; podem ser dissonantes (destoantes) - notas que dissonam em maior ou menor grau.
Adagio (itaL): literalmente, "à vontade"; designa um andamento lento, de caráter sério. Na sinfonia, o adágio
é, muitas vezes, o segundo andamento.
Agudo (som agudo): som de altura elevada; som fino em linguagem popular; som com elevado número
de vibrações por segundo.
Allegro (itaL): significa caráter "alegre". Designa um andamento rápido.
Altura: qualidade dos sons que os torna mais graves ou mais agudos e que tem a ver com a frequência
mais ou menos elevada, com o número maior ou menor de vibrações por segundo.
Andamento: grau de velocidade ou movimento, mais lento ou mais rápido, de uma música.
Andante (itaL): palavra que apareceu em finais do século XVII e significa "andando". Designou um andamento
moderado, entre o adagio e o allegro; com o romantismo, aproximou-se do adagio. A sua velocidade está
entre 76 e 108 semínimas por minuto.
Arco: parte de madeira e pelo de crina de cavalo com que normalmente os violinistas, violistas e violonce-
listas friccionam as cordas do instrumento. Na partitura, a palavra indica ao violinista que ele deve retomar
o arco, após um pizzicato.
Ária: melodia cantável, ou trecho incluído numa ópera, por exemplo, cantado a solo com acompanhamento
instrumental. Na música instrumental na francesa, sobretudo, designa uma peça com caráter melódico.
Arranjador: aquele que cria arranjos.
Arranjo: transcrição de uma música para um instrumento ou instrumentos diferentes daqueles para que
foi composta. É a preparação de uma obra musical para ser gravada ou apresentada ao público, com a
definição dos instrumentos que irão tocar, em que tom irão tocar, eventualmente quem irá cantar, enfim,
qual será a forma final da música.
Altura: é por meio da altura que se pode distinguir um som agudo (fininho, alto) de um grave (grosso, bai-
xo). A altura de um som musical depende do número de vibrações. As vibrações rápidas produzem sons
agudos e as lentas, sons graves. São essas vibrações que definem cada uma das notas musicais: dó, ré,
mi, fá, sol, lá, si.
Baixo: voz com tonalidade mais grave, atingindo certas vezes tons muito abaixo dos tenores ou até mesmo
dos barítonos.
Banda de música: conjunto instrumental constituído basicamente por sopros (metais e madeiras) e per-
cussão, frequentemente associado a atuações em coretos.
Baqueta: bastão de madeira usado para tocar alguns instrumentos de percussão.
Barítono: voz intermediária entre o tenor e o baixo.
Barra: linha vertical que divide os compassos; chama-se simples, e pode também ser dupla ou final.
Barroco: estilo muito ornamentado nascido na Itália com a monodia (canto a uma só voz) acompanhada
e a invenção do baixo contínuo. No período de um século e meio (1600-1750), entre a Renascença e o
Classicismo, surgem a ópera, a cantata, o oratório e desenvolvem-se a sonata, o concerto e a música
para teclado, especialmente para órgão. Entre os grandes compositores desse período contam-se Johann
Sebastian Bach, Antonio Vivaldi, Giovanni Gabrieli, Claudio Monteverdi, Domenico Scarlatti, George Fre-
derick Haendel.
Batuque: ritmo criado por instrumentos de percussão. Música ou dança de origem afro-brasileira, acom-
panhada por percussão.

Manual do Professor
~

Bemol (~ ): sinal usado na notação musical para baixar meio tom, sem que a nota mude de nome. O duplo
bemol baixa dois meios-tons.
Bequadro ( ~): sinal que anula o efeito dos sustenidos e dos bemóis.
Binário: compasso ou ritmo dividido em dois tempos, sendo forte o primeiro tempo e fraco o segundo.
Breve ( 101 ):nome da nota musical que tem duração equivalente ao dobro da semibreve. Unidade funda-
mental de duração na métrica antiga que se manteve nos solfejos até meados do século XX. Essa nota foi
utilizada até a Idade Média, sobretudo no canto gregoriano.
Cantata: obra para coro e/ou vozes solistas, com acompanhamento instrumental.
Célula rítmica: junção de duas ou mais notas que formam uma pequena partícula musical.
Choro (chorinho): gênero de música popular e instrumental brasileira. O músico ligado ao choro é chamado
de chorão. Uma marca do choro é o virtuosismo dos seus instrumentistas e a sua capacidade de impro-
visação. Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha.
Cifra: símbolo usado na música para designar um acorde e a sua composição.
Ciranda: ritmo quaternário composto, lento, com o compasso bem marcado por um toque forte de za-
bumba (ou bumbo), e acompanhado pelo tarol, o ganzá, as maracas. É coreografado pelo movimento
dos cirandeiros. São utilizados basicamente instrumentos de percussão. A dança de roda infantil ou adul-
ta, acompanhada de trovas cantadas, é originária de Portugal e muito difundida no Nordeste brasileiro.
Caracteriza-se pela formação de uma grande roda, geralmente nas praias ou praças, onde os integrantes
dançam ao som de ritmo lento e repetido.
Clave: símbolo colocado logo no princípio da pauta ou pentagrama para indicar o nome das notas musicais.
Há três claves: sol (~), fá (?:) e dó (I~), em diferentes linhas da pauta.
Colcheia ( )l ): nome da nota musical com duração de tempo correspondente à oitava parte da semibreve
ou metade da semínima.
Compasso: divisão métrica de um texto musical, em que há uma regularidade de tempos fortes e fracos.
Concerto: obra para um ou mais instrumentos e orquestra.
Contralto: a voz feminina mais grave.
Coro (coral): grupo de cantores que executam obras musicais a uma ou várias vozes diferentes, masculinas,
femininas ou mistas, juvenis ou adultas.
Corpo: caixa de ressonância de um instrumento musical.
Curto (som curto): som de curta duração, de pequena sustentação.
Dança: movimento sequencial ritmado do corpo, ao som de uma música. A dança pode existir como
manifestação artística ou como forma de divertimento. Como arte, se expressa através dos movimentos,
com ou sem ligação musical, para um determinado público.
Densidade sonora: qualidade que estabelece um maior ou menor número de sons simultâneos. Quando se
ouve um grande conjunto de timbres simultaneamente, diz-se que a música em questão tem uma grande
densidade sonora.
Dó: nome de uma nota musical, correspondente à letra C do sistema alfabético. Em geral, considera-se
que o dó é a primeira nota musical, pois é a nota base da escala diatônica de dó maior, a única que não
possui acidentes e, portanto, é considerada a base do sistema tonal.
Duração: é o tempo que o som permanece em nossos ouvidos, isto é, se é curto ou longo.
Escala: série de sons que serve de base a uma composição musical e que dá a uma peça o seu estilo de
música. Escala musical é uma sequência de notas organizadas de acordo com suas frequências. É como
um menu de notas dispostas em ordem crescente, da mais grave à mais aguda. As escalas têm a função
de organizar os sons musicais, pois assim fica mais fácil tocar essas notas e usá-Ias da forma que se quer.
Estilo: termo amplamente usado na música e com diferentes significados, associado a diversos adjetivos:
estilo monódico, estilo polifônico, estilo galante, estilo clássico, estilo New Orleans Ijazz). Estilo musical é
a maneira pela qual compositores de épocas e países diferentes combinam simultaneamente os diversos
elementos musicais importantes, que são chamados de componentes básicos da música.

Manual do Professor
~

Fá: nome de uma nota musical, correspondente à letra F do sistema alfabético. É a quarta nota da escala
diatônica de dó maior.
Família da percussão: nome dado a uma famnia de instrumentos que são normalmente tocados batendo,
raspando, agitando, sacudindo. A função básica dos instrumentos de percussão é ajudar a manter o ritmo
das obras musicais. Essa família é poderosa em termos de volume de som e, por esta razão, fica alojada no
fundo do palco de uma orquestra. É formada por: tímpanos, tambor, bumbo, caixa clara, xilofone, triângulo,
pratos e carrilhão, entre outros.
Família das cordas: base das orquestras, pois constitui mais da metade dos instrumentos dela. Por de-
sempenhar um papel importante, é colocada à frente da orquestra. O som é produzido quando as cordas
são vibradas, e esse modo de vibração as classifica em alguns grupos: cordas friccionadas (tocadas por
meio de um arco, como o violino, o violoncelo etc.); cordas dedilhadas (tocadas por meio de uma palheta
ou pelos próprios dedos do instrumentista, como a harpa, o alaúde e a guitarra); cordas percutidas (tocadas
por meio de um martelo que é acionado por um teclado, como o piano). É formada por violinos, violas,
violoncelos, contrabaixos e harpas.
Família das madeiras: instrumentos de sopro que funcionam através da vibração de palhetas. Esses
instrumentos ficam localizados no centro do palco, de frente para o regente. Em uma orquestra esses
instrumentos são os responsáveis pela maioria dos solos dos sopros e fazem a ligação entre as cordas
e os metais, bem como ajudam a manter a afinação de todo o conjunto. A família é formada por flautas,
flautins ou piccolos, oboés, corne inglês, clarinetas, clarinetas baixo ou clarones, fagotes e contrafagotes.
Família dos metais: como o próprio nome sugere, os instrumentos são construídos com uma liga de
metais, e cada um consiste em um tubo dobrado ou enrolado no qual é colocado um bocal em uma das
extremidades, na qual o músico sopra. A outra extremidade se alarga formando uma campânula - ou
campana - onde o som se projeta. É formada por: trompas, trompetes, trombones e tuba.
Fantasia: composição musical totalmente livre que não apresenta características especiais no ritmo ou
na forma.
Figuras (figuras de valor): símbolos que indicam a duração dos sons (semibreve, mínima, semínima,
colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa, que vão desde os 4 tempos até 1/16 tempo) e suas respectivas
pausas (silêncio).
Forma: estrutura ou organização de uma obra musical.
Forte (som forte): propriedade do som que permite ao ouvinte distinguir se o som é de alta intensidade e
está relacionada à energia de vibração da fonte que emite as ondas sonoras.
Fraco (som fraco): propriedade do som que permite ao ouvinte distinguir se o som é de baixa intensidade
e está relacionada à energia de vibração da fonte que emite as ondas sonoras.
Fuga: obra contrapontística em três ou mais partes com a mesma importância, que entram sucessiva-
mente, imitando a outra. O que constitui essencialmente a fuga é a imitação. As diversas partes (vocais
ou instrumentais) respondem-se e, parecem, assim, se perseguir, daí o nome "fuga". Um tema, chamado
"sujeito", é exposto por cada voz, e depois retomado em diferentes intervalos. Essas técnicas estilísticas
são típicas de várias peças de J. S. Bach.
Fusa: nome da nota musical cuja duração é de 1/32 de uma semibreve ou metade de uma semicolcheia.
Grave (som grave): som de altura reduzida, de baixa frequência que, por analogia, popularmente se diz
"grosso" (alguém tem uma "voz grossa").
Gregoriano (canto gregoriano): canto coral monofônico sacro, a capella (música vocal sem acompanha-
mento instrumental), que a tradição da Igreja Católica associou ao papa Gregório I.
Harmonia: combinação dos sons ouvidos simultaneamente; é o agrupamento agradável de sons. É a ci-
ência dos acordes com a sua sonoridade global e os seus encadeamentos. Ocorre quando duas ou mais
notas de diferentes sons são ouvidas ao mesmo tempo, produzindo um acorde.
Hino: canto musicado de adoração, especialmente religioso, ou de exaltação de uma nação, de um partido,
de uma instituição pública ou instituto particular, agremiação e semelhantes.
Improviso: criação de uma música no momento, designadamente no jazz e no órgão de tubos.

Manual do Professor
~

Intensidade: força do som, também chamada de "sonoridade". É uma propriedade do som que permite
ao ouvinte distinguir se o som é fraco (baixa intensidade) ou se o som é forte (alta intensidade) e está rela-
cionada à energia de vibração da fonte que emite as ondas sonoras.
Intervalo: diferença entre duas notas musicais no que se refere à altura.
Invenção: pequena composição musical, usualmente para o teclado. Ficaram célebres as invenções para
cravo de Johann Sebastian Bach a duas e três vozes.
Lá: nome de uma nota musical, correspondente à letra A do sistema alfabético. É a sexta nota da escala
diatônica de dó maior.
Linha suplementar: linha que, em caso de necessidade, se acrescenta por cima (suplementar superior) ou
por baixo da pauta (suplementar inferior), permitindo escrever notas num âmbito mais alargado.
Longo (som longo): som de longa duração, de grande sustentação.
Madrigal: gênero musical popular, cultivado na Europa, principalmente no século XVI (período renascen-
tista). O madrigal é uma forma de composição que possui uma música para cada frase do texto, usando
o contraponto e a imitação. Aborda assuntos heroicos, pastoris e até libertinos.
Maestrina: feminino de maestro. Diretora de um coro ou de uma orquestra, que é também, por vezes, na
música barroca, uma das instrumentistas.
Maestro: diretor de um coro ou de uma orquestra, que é também, por vezes, na música barroca, um dos
instrumentistas.
Manossolfa: sistema de sinais pelos quais se transmite uma melodia representada pela posição dos dedos
e das mãos.
Marcha (no carnaval é conhecida como "marchinha"): gênero de música popular que foi predominante
nos carnavais dos anos 20 aos anos 60 do século XX. A marchinha é um estilo musical importado para
o Brasil; descende diretamente das marchas populares portuguesas, partilhando com elas o compasso
das marchas militares, embora mais acelerado, melodias simples e vivas e letras picantes, cheias de duplo
sentido. A marcha originariamente servia para o acompanhamento de uma procissão ou exército. Há várias
tipos de marchas: marcha fúnebre, marcha nupcial, encontrando-se exemplares em Mozart, Beethoven,
entre outros.
Melodia: sequência de notas de alturas diferentes e de diferentes sons, organizadas numa determinada
forma, de modo a fazer "sentido musical" para quem escuta.
Métrica: divisão de uma linha musical em compassos marcados por tempos fortes e fracos, representada
na notação musical ocidental por um símbolo chamado de "fórmula de compasso".
Mezzo-soprano (ital.): soprano que possui um tom de voz levemente mais grave que as demais.
Metrônomo: aparelho mecânico ou digital usado para regular o andamento da execução musical. Ele produz
pulsos de duração regular e pode ser utilizado para fins de estudo ou interpretação musical. O metrônomo
dá ao compositor a possibilidade de escrever o andamento exato que pretende para a sua obra.
Mi: nome de uma nota musical, correspondente à letra E do sistema alfabético. É a terceira nota da escala
diatônica de dó maior.
Mínima ( J): nome da figura musical cuja duração é metade de uma semibreve.
Minueto: antiga dança francesa, elegante e graciosa, surgida no século XVII. Música em compasso ternário
que acompanhava essa dança.
Moderato (ital.): andamento moderado, entre 108 e 120 batimentos por minuto.
Neuma: sinal da notação musical medieval eclesiástica colocado sobre as sílabas para representar subida
ou descida da melodia.
Notação musical: conjunto de sinais convencionais utilizados para representar graficamente a duração,
altura, ritmo e outros aspectos de uma obra musical.
Notas musicais: sinais que representam a altura do som musical. Apesar da diversidade dos sons em-
pregados na música, bastam apenas sete notas para representá-Ios: DÓ - RÉ - MI - FÁ - SOL - LÁ - SI.
Esses monossílabos indicadores da altura do som foram introduzidos no século XI por Guido d'Arezzo. As
notas musicais também podem ser nomeadas com letras do alfabeto. Esse sistema teve início no século

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IX e é bastante utilizado nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. A nomenclatura é: A - B -
C - D - E - F - G. A correspondência com as notas é a seguinte: DÓ (C) - RÉ (D) - MI (E) - FÁ (F) - SOL
(G) - LÁ (A) - SI (B).
Ópera: obra musical composta sobre um argumento, cantada com acompanhamento instrumental e en-
cenada à semelhança do teatro.
Orquestra: grande conjunto de músicos e seus respectivos instrumentos, agrupados em seções homogê-
neas, por famílias que, sob a direção de um regente, executam música sinfônica, operística ou de câmera.
Ostinato (ital.): conjunto de notas (trecho rítmico) que se repetem com insistência num trecho musical.
Partitura: representação escrita de música, padronizada mundialmente. Tal como qualquer outro sistema
de escrita, dispõe de símbolos próprios (notas musicais) que se associam a sons. Representa graficamente
o conjunto dos sons e silêncios de uma obra, suas partes instrumentais ou vocais.
Pausa: intervalo de silêncio em uma peça de música, que pode durar mais ou menos tempo e é represen-
tado por um símbolo numa partitura.
Pauta (pentagrama): grupo de cinco linhas retas paralelas e equidistantes com quatro espaços entre elas
onde se escrevem as notas musicais.
Pentagrama: ver Pauta.
Percussão: efeito de percutir; produção de sons e de música através de batimento ou entrechoque.
Percutir: produzir sons e música através de batimento ou entrechoque.
Pizzicato (ital.): indicação, nos instrumentos de arco, de que o intérprete deve tocar as cordas com os
dedos e não com o arco.
Polifonia: combinação simultânea de várias notas e melodias independentes.
Prelúdio: peça musical, dotada de certa autonomia formal, que serve como introdução a uma obra, cena
ou ato. Pode também ser executada isoladamente. Na época de Johann Sebastian Bach, o nome "prelú-
dio" também era usado para a introdução de uma fuga ou tocata. O compositor Chopin também escreveu
vários prelúdios, mas eram apenas peças para piano e não introduziam outra obra maior.
Pulso (pulsação): marcação regular de uma música ou canção que pode não se ouvir, mas se sente por
trás do ritmo.
Quaternário: compasso ou ritmo de quatro tempos.
Ré: nome de uma nota musical, correspondente à letra D do sistema alfabético. É a segunda nota da escala
diatônica de dó maior.
Regente: ver Maestro.
Renascimento: palavra que designa a época da história, das artes e da música, entre a Idade Média e
antes do barroco, entre os séculos Y0Je Y0J11. A música do período não apresenta quebras abruptas de
continuidade e foi marcada pela lenta transformação do universo modal para o tonal, da polifonia horizontal
para a harmonia vertical. Os instrumentos renascentistas eram o alaúde, as violas, o cromorne, o cervelato,
a sacabuxa e o trompete. Entre os compositores da época devem referir-se Giovanni Pierluigi da Palestrina,
Orlando di Lassus, William Byrd, Orlando Gibbons, Tomás Luis de Victoria.
Requiem (Iat.): missa dos defuntos. Na liturgia católica, parte do ofício dos mortos que principia com a
palavra latina requiem aeternam (repouso eterno). Réquiem é a música para esse ofício.
Ritmo: componente fundamental da música, tem a ver com a organização dos sons e dos silêncios e sua
respectiva duração.
Sacra (música sacra): música do tipo religioso, que se canta nas igrejas, podendo ser diferenciada em
função das religiões praticadas. É o oposto de música profana.
Samba: música e dança de roda cantada, de origem africana, em compasso binário e acompanhamento
sincopado, difundida pelo Brasil no início do século XX, com variantes coreográficas.
Semibreve ( o ): nome de nota musical que representa a unidade de tempo na notação tradicional. Equivale
a duas mínimas, quatro semínimas ou oito colcheias. A sua duração é igual a um compasso de quatro
tempos. Possui a maior duração e é utilizada atualmente como padrão e referência para o compasso.

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Semicolcheia ( ]I ): nome da nota musical cuja duração é de 1/16 de uma semibreve ou metade de uma
colcheia.
Semínima (j); nome da nota musical cuja duração é de 1/4 de uma semibreve ou metade de uma mínima.
Serenata: composição musical simples e melodiosa. É um tipo de música com trechos musicais de pequena
duração, normalmente cantados, tocados à noite debaixo de uma janela e dedicados a uma donzela. É
famosa a "Pequena serenata noturna" de Mozart.
Si: nome de uma nota musical, correspondente à letra B do sistema alfabético. É a sétima nota da escala
diatônica de dó maior.
Sinfonia: composição orquestral de certa grandiosidade, normalmente de longa duração e em vários an-
damentos, que tomou forma a partir da sonata e é executada por orquestras sinfônicas.
Sol: nome de uma nota musical, correspondente à letra G do sistema alfabético. É a quinta nota da escala
diatônica de dó maior.
Solfejar: cantar através de música (vocalizar), ou seja, da partitura, lendo as notas musicais com seu valor
e sua altura (afinação) exata para o aprendizado de uma melodia.
Solista: um só intérprete que executa uma seção de um trecho musical (solo).
Som: resultado das vibrações de uma fonte sonora que se transmitem em forma de onda. O som musical
é constituído por quatro elementos: timbre, intensidade, altura e duração.
Sonata: obra instrumental em três ou quatro andamentos para um ou mais intérpretes.
Soprano: a mais aguda das vozes femininas.
Suíte: peça instrumental em vários andamentos.
Sustenido ( # ): alteração ascendente que sobe meio tom de uma determinada nota.
Tenor: a voz mais aguda das vozes masculinas.
Ternário: compasso ou ritmo de três tempos.
Tessitura: aspecto da música. Algumas apresentam uma sonoridade bem densa, fluem com facilidade, e
outras mostram-se com os sons mais rarefeitos e esparsos, produzindo um efeito penetrante e agressivo.
Timbre: característica de som de cada instrumento ou voz; mesmo quando dá notas da mesma altura, o
que pode ser chamado de "a cor do som". A sonoridade característica de um instrumento é que nos faz
reconhecê-Io imediatamente.
Tocata: composição instrumental livre, de caráter brilhante e vivo, normalmente para órgão ou cravo.
Trecho rítmico: sequência de algumas notas rítmicas; pode ser um compasso ou mais. Pequena parte
da música.
Trovador: na lírica medieval, era o artista existente em vários países da Europa que, geralmente acompa-
nhado de instrumentos musicais, como o alaúde ou a cistre, compunha e entoava cantigas. Era uma música
leve, lírica, de caráter mais ou menos popular.
Variação: forma musical em que um tema é transformado através de vários recursos próprios da compo-
sição. Até se tornar uma forma complexa, partiu de um princípio muito simples e comum, o de acrescentar
a uma composição novos elementos musicais e ornamentos.
Virtuosismo: superior domínio de técnica vocal ou instrumental que permite ao executante não só uma
grande perfeição, como também tirar proveito de todos os recursos da voz ou do instrumento.
Voz: instrumento musical privilegiado e universal. Pode executar música a solo ou em grupo, com acom-
panhamento de um instrumento ou de uma orquestra.

Fontes de pesquisa:
Meloteca (www.meloteca.com). Wikipedia (pt.wikipedia.org),
Almanaque Folha (almanaque.folha.uol.com.br), InfoEscola (www.infoescola.com).
Concertino - Portal de Música Clássica (www.concertino.com.br).
Dicionário Cravo Albin (www.dicionariompb.com.br/busca/index).
Sítes acessados em: 13 out. 2013.

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Referências
ÁVILA, Marli Batista. Aprendendo a ler música com base no Método Kodály. Repertório
2. São Paulo: Musici, 1996.
GROUT, D. J.; PALlSCA, C. v. História da música ocidental. Tradução de Ana Luísa Faria.
Lisboa: Gradiva, 1994.
HENTSCHKE, Liane; KRUGER, Susana Ester; DEL Bem, Luciana; SILVA E CUNHA, Elisa
da. A orquestra tintim por tintim. São Paulo: Moderna, 2005.
JOLY, IIzaZenker Leme. Educação e educação musical: conhecimentos para compreender
a criança e suas relações com a música. In: HENTSCHKE, Liane; DEL BEN, Luciana
(Org.). Ensino de música: propostas para pensar e agir em sala de aula. São Paulo:
Moderna, 2003.
PANNAIN, Elce. Evolução da teoria musical. São Paulo: Ricordi, 1975.
RACHLlN, Ann; HELLARD, Susan. Bach. São Paulo: Callis Editora, 1993. (Coleção Crianças
Famosas).
SADIE, S. (Ed.). Dicionário Grave de música. Tradução de Eduardo Francisco Alves. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO/CONSERVATÓRIO BRASILEIRO DE MÚSICA.
Música na escola: jogos e brincadeiras musicais. Rio de Janeiro, 2002.
TIRLER, Helle. Vamos tocar flauta doce. São Leopoldo: Sinodal, 2006.
VENEZIA, Mike. Johann Sebastian Bach. São Paulo: Moderna, 1999. (Coleção Mestres
da Música no Brasil).

Sites:
Almanaque Folha. Disponível em: <almanaque.folha.uol.com.br>. Acesso em:13 out. 2013.
Concertino - Portal de música clássica. Disponível em: «www.concertino.com.br>. Acesso
em: 13 out. 2013.
Dicionário Cravo Albin da música popular brasileira. Disponível em: <www.dicionariompb.
com.br/buscalindex>. Acesso em: 13 out. 2013.
InfoEscola. Disponível em: <www.infoescola.com>. Acesso em: 13 out. 2013.
Meloteca. Disponível em: <www.meloteca.com>. Acesso em: 13 out. 2013.
Wikipedia. Disponível em: <pt.wikipedia.org>. Acesso em: 13 out. 2013.

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Anotações

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à criança a construção do conhecimento musical, a ampliação da
capacidade de reflexão e o uso da linguagem musical.

A coleção foi planejada com temas e atividades adequados


à faixa etária do Ensino Fundamental do 1Q ao 5Q anos, para
trabalhar elementos musicais como ritmo, melodia, timbre,
dinâmica, harmonia e forma.
Textos da literatura e da cultura musical, como a vida e a obra
de alguns compositores da música popular brasileira
e do contexto erudito ocidental, ampliam as
possibilidades de construção do conhecimento
musical do aluno.

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