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PLANO DE AULA

EEFM Cora Coralina


Curso: 3ºs anos do ensino médio Data da Aula:
Disciplina: Filosofia Turma:
Professor: Everaldo Barreto Moura
Tema: Dever e liberdade

Objetivos

- Intercalar as noções teóricas de liberdade e dever com as situações reais do cotidiano.

- Esclarecer o papel do sujeito quanto à sua liberdade frente às normas morais sociais.

- Discorrer sobre as definições de liberdade e dever de acordo com os filósofos modernos

Conteúdos
 A Liberdade é o elemento condicionante para a manutenção da moral: A
moral depende da livre e consciente aceitação das normas para que o indivíduo não viva
o conflito do seu ser com o ser social e tenha que ver a moral como regras que deve
obedecer para evitar sanções. Contudo a aceitação não pode ser do indivíduo que na
relação social só vê seu próprio interesse. A adesão voluntária cria o “dever ser” resultado
da consciência da obrigação moral.
 O agir ético enquanto um dever implica diretamente em um compromisso
moral: Para ser moral o ato deve ser livre, consciente, intencional e solidário e por isso
responsável e consequente. Contudo podemos desobedecer a essa norma que nós
mesmos escolhemos obedecer e consideraremos nosso ato imoral. A moral sempre será
decidida com a bússola e a balança. A bússola indica a direção e a balança mede o dever.
As vezes a bússola indica um caminho e a nossa balança põe um motivo (peso) para
seguirmos outro (exemplo do emprego do indicado pelo amigo)
 Os valores morais podem ser tanto absolutos quanto relativos, depende do
sujeito que os pratica: Pode ocorrer de filósofos defenderem o aspecto absoluto dos
valores morais como sendo “máximas morais”, dogmas e doutrinas irredutíveis em si
mesmos; Por outro lado, a relativização dos valores não implica em extinguí-los, mas
criar tais exceções.
 Livre Arbítrio x Determinismo: Presume-se que o Livre Arbítrio seja uma
disposição pessoal da qual o sujeito age pela força de sua vontade, independentemente
dos constrangimentos que sofre. Agostinho e Tomás de Aquino são seus maiores
defensores; Já no Determinismo (oposto ao Livre Arbítrio) presume-se ser uma disposição
impessoal em que leva em conta a subordinação do sujeito às relações de causa e efeito,
ou seja, tudo é determinado porque tem de ser assim e o ser humano não tem “escolhas”
(como no Livre Arbítrio).
 Platão: Metafísica; Os valores são absolutos porque a ideia do Belo, do Bom e do
Verdadeiro existem por si mesmos. Aristóteles: Segue Platão porém no lado relacional
das pessoas e negava o Mundo das Ideias; Considera a transformação do ato em potência
nos seres - São absolutos pois o homem está sempre se atualizando o que são em
potência, ou seja, realizando-se em virtudes.
 Já David Hume na Idade Moderna conclui que são as paixões que definem a ação
moral e por isso ela é relativa ao indivíduo, No Século XVIII, Immanuel Kant, principal
representante do iluminismo ao admitir que não podemos conhecer o ser mas somente
seus fenômenos tornando o sujeito capaz de autonomia de julgar e fazer e nunca se
mostrar utilizando variadas máscaras.
Metodologia de ensino

As aulas serão expositivas e dialogadas com os alunos utilizando os exemplos da realidade


como modo de melhor assimilação das teorias apresentadas.

Atividades
- Apresentação e explicação do tema
- Apresentação dos pensadores.
- Debate transversal contextualizando a teoria com base no cotidiano.

Recursos a serem utilizados

Sala com quadro branco e pincel

Avaliação da Aprendizagem

Aplicação de um questionário via arguição oral com as seguintes perguntas:

1) Ser livre implica dizer que estou isento de qualquer dever? Justifique.
2) Podem os valores morais serem absolutos e irredutíveis em si? Por quê?
3) Qual a diferença entre o Livre Arbítrio e o Determinismo?
4) O que é preciso para um indivíduo ser um sujeito moral?
5) Como que a moral pode ser definida como uma bússola e como uma balança?

Referência

ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Filosofando: introdução à Filosofia. 5. ed. – São Paulo:
Moderna, 2013

COTRIM, Gilberto.; FERNANDES, Mirna.; Fundamentos de filosofia. 4. ed. – São Paulo:


Saraiva, 2016

CHAUI, Marilena. Iniciação à Filosofia. – 2.ed. – 2.imp. – São Paulo: Ática, 2015