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Adsorção de compostos orgânicos em resíduos

Alvaro et al, 2017 investigaram a adsorção de compostos orgânicos em resíduos como casca de
palmeira, de laranja, de banana, de maracujá e casca de noz (adsorvente comercial). Os testes
com foram realizados com água produzida sintética (3% de gasolina, 10 % de ácido oleico, 2
% de óleo lubrificante de motor e 85 % de água destilada), sendo a remoção analisada através
da demanda química de oxigênio (DQO). Os resíduos foram secos (100 °C, 24 h), sendo então
triturados e peneirados para atingirem um tamanho de partícula entre 0,3 e 1,18 mm A
concentração inicial de adsorvente utilizada foi de 100 g/L e experimentos em batelada foram
conduzidos para determinar o equilíbrio. Com essas condições experimentais, apenas a casca
de nós, a caca de palmeira e a serragem apresentaram capacidades de remoção dos compostos
orgânicos, sendo que a isoterma de Langmuir melhor descreve os dados experimentais para
esses 3 adsorventes. A maior capacidade de remoção dos compostos orgânicos foi atingida para
a serragem (33 mg/L), seguida pela casca de palmeira (5,6 mg/g) e pela casca de noz (4,9 mg/L).
Os resultados cinéticos mostram que o modelo de pseudo-primeira ordem melhor ajustou os
resultados para a casca de noz e de casca de palmeira. A curva de ruptura da coluna demostrou
que a casca de palmeira satura antes que a casca de noz.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2213343717303561

Niasar at al estudaram a modificação através de aminação da superfície de carvão ativado


granular comercial e do carvão ativado derivado do coque de petróleo (PAC) para a remoção
de compostos naftênicos (2-naphthoic acid, diphenylacetic acid, 1,4-cyclohexanedicarboxylic
acid) e tratamento de água real produzida na extração de betumen. Com isso, foi primeiramente
produzido o PAC, através de ativação química (KOH) e térmica (700 °C por 3 horas). Em
seguida, foram avaliados os processos de aminação de superfície por (i) injeção de gás de
amônia direto sobre a superfície; e (ii) nitração seguida de redução. Os experimentos de
adsorção foram realizados a temperatura de 23 °C e agitação de 170 rpm, sendo o equilíbrio
atingido em até 48 h. Para cada NA foi utilizada uma concentração de 40 mg/L e para a mistura
de NAs foram utilizados uma concentração de 40 m/L de cada NA. Como resultados, tem-se
que a ativação do coque de petróleo aumentou a área superficial desse adsorvente,
possibilitando uma remoção superior de ANs individuais (entre 200 e 776 mg/g em pH 4). O
processo de ativação por meio de nitração seguida de redução reduziu em cerca de 33% a área
superficial dos dois carvões ativados, sendo o tratamento com gás o mais eficiente para ambos
os adsorventes na adsorção multicomponente em pH 8. Para todos os adsorventes testados as
remoções mais significativas ocorrem em pH ácido (~4). Considerando as isotermas de
adsorção, os Langmuir e Freundlich apresentaram os melhores ajustes para a maioria dos casos,
enquanto que a cinética de adsorção foi melhor descrita para a maioria dos casos pelo modelo
de pseudo-segunda ordem. Já, a aplicação em água real produzida indica que é possível remover
99 % do TOC em pH 3,5 e conforme aumento do pH, ocorre uma diminução a capacidade de
remoção do TOC.
Niasar 2016