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César Massambani Peres

Luana Gabriela de Melo Zaccaro


Marcelo Delova Montanhini
Rafael Ferreira Ribeiro
Tiago Rodrigues de Assis

Projeto de uma Caldeira

Rondonópolis - MT
26 de outubro de 2018
César Massambani Peres
Luana Gabriela de Melo Zaccaro
Marcelo Delova Montanhini
Rafael Ferreira Ribeiro
Tiago Rodrigues de Assis

Projeto de uma Caldeira

Relatório apresentado como requisito avalia-


tivo da disciplina de Sistemas Térmicos, do
curso de Engenharia Mecânica da Universi-
dade Federal de Mato Grosso, Campus Uni-
versitário de Rondonópolis

Universidade Federal de Mato Grosso - Campus Rondonóplis


Instituto de Ciências Agrárias e Tecnológicas
Curso de Engenharia Mecânica

Rondonópolis - MT
26 de outubro de 2018
2

Sumário

1 PROCEDIMENTOS E MEMORIAL DESCRITIVO DOS CÁLCULOS 3


1.1 Considerações Iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.2 Excesso de ar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.3 Quantidade de ar admitido e de gases de emissão . . . . . . . . . . . 4
1.3.1 Cálculo estequiométrico do óleo diesel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.3.2 Volumes e Massas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.4 Poder calorífico superior e inferior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.5 Consumo de óleo combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.6 Volume mínimo para a câmara de combustão . . . . . . . . . . . . . 7
1.7 Densidade dos gases a 180 o C e do AR a 25 o C . . . . . . . . . . . . 8
1.8 Cálculo da Chaminé . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
1.9 Transferência de calor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
1.10 Dimensionamento do Superaquecedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
1.11 Dimensionamento do Condensador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
1.12 Seleção do Queimador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1.13 Balanço Energético do Ciclo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
1.14 Balanço Energético do Caldeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3

1 Procedimentos e Memorial descritivo dos


cálculos

1.1 Considerações Iniciais


Tabela 1 – Dados iniciais para o dimensionamento da caldeira.

SÍMB. VALOR UND. DESCRIÇÃO


o
𝑇𝑎𝑚𝑏 25 C Temperatura ambiente
𝑊𝑎𝑟 0,014 kg/kg Umidade do ar admitido (ar seco)
o
𝑇𝑠𝑒 170 C Temperatura da água na saída do economizador
𝑃𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 60 bar Pressão de vapor
o
𝑇𝑣𝑠𝑢𝑝 480 C Temperatura do vapor superaquecido
o
𝑇𝑐ℎ𝑎𝑚 180 C Temperatura na chaminé
𝑇𝑐𝑜𝑛𝑑 50o o
C Temperatura do condensador
𝑚˙ 𝑣𝑎𝑝 2 Kg/s Produção de vapor superaquecido
Fonte: O autor

1.2 Excesso de ar
O excesso de ar também pode ser quantificado envolvendo apenas valores medidos
na chaminé. A Tabela 2 demonstra as faixas de de excesso por combustível.

Tabela 2 – Dados iniciais para o dimensionamento da caldeira.

Tipo de Excesso
Combustível
Queima de ar (%)
Gás combustível Suspensão 5 a 20
Carvão pulverizado Suspensão 10 a 25
Óleo combustível Suspensão 10 a 25
Carvão granulado Grelha 30 a 60
Lenha Grelha 30 a 60
Fonte: Bazzo (1995)

Foi adotado o valor de 20% de excesso que é compatível com óleo combustível
com queima por suspensão.
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 4

1.3 Quantidade de ar admitido e de gases de emissão


Em geral, os óleos residuais se compõem de carbono, hidrogênio e enxofre. Para óleo
destinado ao uso em caldeiras, a composição química pode oscilar em torno dos seguintes
valores:
Tabela 3 – Composição química do óleo residual usado em caldeiras.

SÍMB. FRAÇÃO DESCRIÇÃO


c 0,83 Carbono
h 0,10 Hidrogênio
s 0,06 Enxofre
o 0,01 Oxigênio
Fonte: Bazzo (1995)

Conhecendo a composição química, os volumes ou massas de ar e de gases podem


ser obtidos por meio de cálculos estequiométricos.

1.3.1 Cálculo estequiométrico do óleo diesel


Para 1 kg de óleo:

830g 𝐶 100g 𝐻2 60g 𝑆2 10g 𝑂2


⇓ ⇓ ⇓ ⇓
12𝑔/𝑚𝑜𝑙 2𝑔/𝑚𝑜𝑙 64𝑔/𝑚𝑜𝑙 32𝑔/𝑚𝑜𝑙
⇓ ⇓ ⇓ ⇓
69,17𝑚𝑜𝑙 𝐶 50𝑚𝑜𝑙 𝑆2 0,96𝑚𝑜𝑙 𝐻2 0,31𝑚𝑜𝑙 𝑂2

69,17 C + 69,17 𝑂2 → 69,17 𝐶𝑂2


50 𝐻2 + 25 𝑂2 → 50 𝐻2 𝑂
0,96 𝑆2 + 1,92 𝑂2 → 1,92 𝑆𝑂2

96,1 mol de 𝑂2 estequiométrico

𝐴𝑅
69,17 𝐶 + 50 𝐻2 + 0,96 𝑆2 + 0,31 𝑂2 →
69,17 𝐶𝑂2 + 50 𝐻2 𝑂 + 1,92 𝑆𝑂2 + 360,17 𝑁2

𝑂2 𝑡𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜 = 𝑂2 𝑒𝑠𝑡𝑒𝑞 − 𝑂2 𝑐𝑜𝑚𝑏𝑢𝑠𝑡 = 96,10 mol 𝑂2 − 0,31 mol 𝑂2 = 95,79 mol 𝑂2


Ar → 4,76 moles, sendo 1 mol de 𝑂2 para 3,76 moles de 𝑁2
95,79 mol 𝑂2 + 20% de excesso → 114,95 mol 𝑂2 real
114,95 mol 𝑂2 real × 3,76 moles → 432,2 moles 𝑁2
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 5

1.3.2 Volumes e Massas


Volume de ar estequiométrico:
𝑉𝑎𝑟 * = 22,4 𝐿/𝑚𝑜𝑙 × (95,79 mol 𝑂2 teórico + 360,17 𝑁2 teórico)
𝑉𝑎𝑟 * = 10213,504 L ar esteq. ∼
= 10,21 𝑚3 /𝑘𝑔 𝑐𝑜𝑚𝑏

Volume de ar real:
𝑉𝑎𝑟 = 22,4 𝐿/𝑚𝑜𝑙 × (114,95 mol 𝑂2 𝑟𝑒𝑎𝑙 + 432,2 𝑁2 real)
𝑉𝑎𝑟 = 12256,43 L ar real ∼
= 12,26 𝑚3 /𝑘𝑔 𝑐𝑜𝑚𝑏

Volume de gases real:


𝑉𝑔 = 22,4 𝐿/𝑚𝑜𝑙 (69,17 + 50 + 1,92 + 18,85 + 432,2) mol = 12,82 𝑚3

Massa estequiométrica de ar:


𝑚𝑎𝑟 * = 32 𝑔/𝑚𝑜𝑙 × (95,79 𝑂2 teórico) + 28 𝑔/𝑚𝑜𝑙 × (360,17 𝑁2 teórico)
𝑚𝑎𝑟 * = 13150,04 𝑔 ar esteq. ∼
= 13,15 𝑘𝑔/𝑘𝑔 𝑐𝑜𝑚𝑏

Massa de ar real:
𝑚𝑎𝑟 = 32 𝑔/𝑚𝑜𝑙 × (114,95 𝑂2 real) + 28 𝑔/𝑚𝑜𝑙 × (432,2 𝑁2 real)
𝑚𝑎𝑟 = 15700,00 𝑔 ar real ∼
= 15,70 𝑘𝑔/𝑘𝑔 𝑐𝑜𝑚𝑏

Massa de real dos gases:

69,17×44 + 50×18 + 1,92×64 + 18,85×32 + 432,28×2 ⎫


⇓ ⇓ ⇓ ⇓ ⇓


16,78 kg


3043,48 900 122,88 603,2 12101,6
de gases
⇓ ⇓ ⇓ ⇓ ⇓




18,13% 5,44% 0,73% 3,6% 72,1%

1.4 Poder calorífico superior e inferior


Sendo que para combustíveis sólidos ou líquidos o Poder Calorífico Superior (PCS)
pode ser calculado com boa aproximação pela equação:

𝑜
𝑃𝑐𝑠 = 33900𝑐 + 141800(ℎ − ) + 9200𝑠 (1.1)
8
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 6

0,01
𝑃𝑐𝑠 = 33900 × 0, 83 + 141800(0, 10 − 8
) + 9200 × 0, 06 = 42691,75 𝑘𝐽/𝑘𝑔

onde
𝑃𝑐𝑠 = Poder calorífico superior(kj/kg)
𝑐 = Fração de carbono no óleo residua(kg carbono/kg comb)
ℎ = Fração de hidrogênio no óleo residual(kg hidrog/kg comb)
𝑠 = Fração de enxofre no óleo residual(kg enxofre/kg comb)
𝑜 = Fração de oxigênio no óleo residual(kg oxigênio/kg comb)

O cálculo do Poder Calorífico Inferior dependerá unicamente da presença de água


nos gases de combustão e do calor latente de evaporação, sendo:

𝑃𝑐𝑖 = 𝑃𝑐𝑠 − 2440.(9ℎ + 𝑤) (1.2)

𝑃𝑐𝑖 = 42691, 75 − 2440.(9 × 0, 10 + 0, 014) = 40461,59 𝑘𝐽/𝑘𝑔

onde
𝑃𝑐𝑖 = Poder calorífico inferior (kj/kg)
𝑃𝑐𝑠 = Poder calorífico superior (kj/kg)
ℎ = Fração de hidrogênio no óleo residual (kg hidrog/kg comb)
𝑤 = Teor de umidade (kg umid/kg comb)

1.5 Consumo de óleo combustível


Em posse do poder calorífico inferior e admitindo-se o rendimento térmico da ordem
dos 91%, pode-se estimar o consumo de combustível aplicando-se a equação:

˙ 𝑣𝑎𝑝 .(ℎ𝑣 − ℎ𝑎 )
𝑚
˙ 𝑐𝑏 =
𝑚 (1.3)
𝑃𝑐𝑖 .𝜂
2(3373,976−722,226)
˙ 𝑐𝑏 =
𝑚 40461,59×0,91
= 0,144038 kg/s = 518,538 kg/h

onde
𝑚˙ 𝑐𝑏 = Vazão mássica de óleo combustível (kg/kg comb)
𝑚˙ 𝑣𝑎𝑝 = Produção de vapor superaquecido (kg/kg comb)
𝑃𝑐𝑖 = Poder calorífico inferior (kj/kg)
𝜂 = Rendimento térmico (%)
ℎ𝑣 = Entalpia do vapor superaquecido (kj/kg)
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 7

ℎ𝑎 = Entalpia da água a 6 bar (kj/kg)

As entalpias podem ser facilmente encontradas por meio de interpolação de tabelas


termodinâmicas. Admitindo o ℎ𝑣 como vapor superaquecido a 480 o C e o ℎ𝑎 como líquido
comprimido a 6 bar.

1.6 Volume mínimo para a câmara de combustão


Figura 1 – Cargas térmicas volumétricas indicadas por algumas fornalhas em operação e
adaptadas com paredes d’água (𝑘𝑊/𝑚3 ).

Fonte: Bazzo (1995)

De acordo com Bazzo (1995), a câmara de combustão deve ser dimensionada


de forma a considerar diversos fatores envolvidos no processo. Para o caso de caldeiras
aquotubulares, informações complementares indicam cargas térmicas inferiores a 400
𝑘𝑊/𝑚3 . Tal carga também pode ser mensurada por meio da tabela da Figura 3. Nessas
condições, o volume da câmara de combustão pode ser estimado, conforme a Equação 1.4.

˙ 𝑐𝑏 .𝑃𝑐𝑖
𝑚
𝑉𝑐𝑐 > (1.4)
𝑞¯

𝑉𝑐𝑐 > 518,538×40461,59


400
= 14,57 𝑚3 ∼
= 15 𝑚3

Considera-se então que a câmara de combustão possua a base com largura de 2 m,


comprimento de 1,5 m e sua altura seja de 5 m.
onde
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 8

𝑉𝑐𝑐 = Volume da câmara de combustão (𝑚3 )


𝑚˙ 𝑐𝑏 = Vazão mássica de combustível (kg/h)
𝑃𝑐𝑖 = Poder calorífico inferior (kj/kg)
𝑞¯ = Carga térmica volumétrica (𝑘𝑊 /𝑚3 )

1.7 Densidade dos gases a 180 oC e do AR a 25 oC

𝑁2 = 0,7556 x 72,11% → 0,5448


𝑂2 = 0,8632 x 3,6% → 0,0311
𝐶𝑂2 = 1,1872 x 18,13% → 0,2152
𝐻2 𝑂 = 0,4856 x 5,44% → 0,0264
𝑆𝑂2 = Insignif. x 0,73% → 0
TOTAL 0,8176 𝑘𝑔/𝑚3

AR = 1,184 kg/𝑚3

1.8 Cálculo da Chaminé


A perda de carga na chaminé é aproximada pela bibliografia de 18mm CA a 24mm
CA. Onde 18 mm CA corresponde a 176,4 Pa e 24 mm CA corresponde a 235,2 Pa e para
os cálculos assumiu-se 176,4 Pa.
A velocidade para tiragem natural segundo a bibliografia, varia de 4 a 8 m/s.
Assumiu-se então a velocidade de 4 m/s para os cálculos.

O fluxo previsto de gases é dado pela pela equação 1.5.

𝑚 ˙ 𝑐𝑏 × 𝑚𝑔
˙𝑔=𝑚 (1.5)

˙ 𝑔 = 0, 144038 × 16, 78
𝑚 ˙ 𝑔 = 2,41𝐾𝑔/𝑠
𝑚

onde
˙ 𝑔 = Fluxo de gases (kg/s)
𝑚
˙ 𝑐𝑏 = Vazão mássica de óleo combustível (kg/s)
𝑚
𝑚𝑔 = Massa dos gases (kg)
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 9

O diâmetro no topo da chaminé é encontrado por meio da equação 1.6.

[︃ ]︃1/2
4𝑚˙𝑔
𝑑= (1.6)
𝜋𝜌𝑔 𝑉
d∼
= 1,00 m

onde
d = Diâmetro do topo da chaminé
𝑚˙ 𝑔 = Fluxo de gases (kg/s)
𝜌𝑔 = Densidade dos gases (kg/𝑚3 )
𝑉 = Velocidade para tiragem natural (m/s)

A altura da chaminé é obtida pela Equação 1.7.

Δ𝑃
𝐻𝑢 = (1.7)
(𝜌𝑎𝑟 𝜌𝑔 )𝑔
Hu ∼
= 50 m

onde
Hu = Altura da chaminé (m)
ΔP = Perda de carga (Pa)
𝜌𝑎𝑟 = Densidade do ar (kg/𝑚3 )
𝜌𝑔 = Densidade dos gases (kg/𝑚3 )
𝑔 = Aceleração da gravidade (m/𝑠2 )

É recomendado pela literatura (1) que o diâmetro da boca da chaminé com relação
ao diâmetro da base da chaminé tenha um ângulo de inclinação de Θ = 0,5o a 1o . Optou-se
por um ângulo de 1o , ficando desta forma:

𝐵∼
= 𝑡𝑔Θ × 𝐻𝑢 × 2 (1.8)

𝐵∼
= 1,75 𝑚
onde
Hu = Altura da chaminé (m)
d = Diâmetro do topo da chaminé (m)
B = Diâmetro na base da chaminé (m)
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 10

1.9 Transferência de calor


Considerando a temperatura na saída da câmara de combustão e temperatura ambiente
T = 1373 K
𝑇𝑎𝑚𝑏 = 298 K

Calor específico dos gases com 𝑃𝑎𝑡𝑚 = 101, 325 𝑃 𝑎 e 𝑇𝑟𝑒𝑓 = 0 o 𝐶 na temperatura de saída
dos gases da caldeira.

𝐶𝑝𝐶𝑂2 1,147 J/kg.K


𝐶𝑝𝑆𝑂2 0,7457 J/kg.K
𝐶𝑝𝑁2 1,0931 J/kg.K
𝐶𝑝𝑂2 1,0425 J/kg.K
𝐶𝑝𝐻2 𝑂 2,1799 J/kg.K
𝐶𝑝𝑚𝑒𝑑 1,157636 J/kg.K

Entalpia específica do ar e dos gases de combustão na temperatura de saída com 𝑃𝑎𝑡𝑚 =


101, 325 𝑃 𝑎.

ℎ𝐶𝑂2 1233,03
ℎ𝑆𝑂2 801,63
ℎ𝑁2 1175,08
ℎ𝑎𝑟 281,22
ℎ𝐻2 𝑂 2343,39
ℎ𝑂2 1120,69

ℎ𝑐𝑏 1244,46 kJ/kg

Energia disponível na fornalha:

𝑞𝑑 = 𝑃𝑐𝑖 + Δℎ𝑐𝑏 + 𝑚𝑎𝑟 .(Δℎ𝑎𝑟 + 𝑤𝑎𝑟 .Δℎ𝑣𝑝 ) (1.9)

𝑞𝑑 = 60604,445 kJ/kg comb

onde
𝑞𝑑 = Energia disponível na fornalha ( kJ/kg comb)
𝑃𝑐𝑖 = Poder calorífico inferior do combustível (kJ/kg)
Δℎ𝑐𝑏 = Entalpia do combustível (kJ/kg)
𝑚𝑎𝑟 = Massa de ar real (kg/kg comb)
Δℎ𝑎𝑟 = Entalpia do ar de combustão (kJ/kg)
𝑤𝑎𝑟 = Umidade do ar (kg/kg ar seco)
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 11

Δℎ𝑣𝑝 = Entalpia da umidade do ar (kJ/kg)

Temperatura adiabática dos gases:


𝑞𝑑
𝑇𝑎𝑑 = 𝑇𝑎𝑚𝑏 + ¯𝑔 (1.10)
𝑚𝑔 .𝐶𝑝

𝑇𝑎𝑑 = 2703,24198 K

onde
𝑇𝑎𝑑 = Temperatura adiabática dos gases (K)
𝑇𝑎𝑚𝑏 = Temperatura ambiente (K)
𝑞𝑑 = Energia disponível na fornalha (kJ/kg comb)
𝑚𝑔 = Massa de real dos gases(kg/kg comb)
¯ 𝑔 = Calor específico médio dos gases (kJ/kg K)
𝐶𝑝

Calor trocado por radiação:

𝑞˙𝑟 ∼
[︁ ]︁
= 𝜎.𝜖.𝑆𝑖 𝑇 4 − 𝑇 𝑝4 (1.11)

𝑞˙𝑟 = - 84392 (W)

onde
𝑞˙𝑟 = Calor trocado por radiação (W)
𝜎 = Constante de Stefan-Boltzmann (5.67 × 10−8 𝑊/𝑚2 𝐾 4 )(𝐾)
𝜖 = Emissividade combinada
𝑆𝑖 = Superfície irradiada (𝑚2 )
𝑇 = Temperatura média dos gases (K)
𝑇𝑝 = Temperatura de parede (K)

Assumindo
𝜖 = 0.9
𝑆𝑖 = 55 𝑚2
Onde ”𝑆𝑖” é a área de transferência de calor, considerando que todas as paredes
da caldeira são compostas por tubos sem espaçamento entre eles:
onde

𝑃 𝜋𝐷𝐿
𝑆𝑖 = (1.12)
𝐷 2
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 12

onde
𝑆𝑖 = Superfície irradiada (𝑚2 )
𝑃 = Perímetro (m)
𝐷 = Diâmetro dos tubos (m)
𝐿 = Comprimento dos tubos (m)

Temperatura real de saída dos gases:

𝑞˙𝑟
𝑞𝑑 − 𝑚
˙ 𝑐𝑏
𝑇𝑟 = 𝑇𝑎𝑚𝑏 + ¯𝑔 (1.13)
𝑚𝑔 𝐶𝑝

𝑇𝑟 = 1406,4 K

onde
𝑇𝑟 = Temperatura real de saída dos gases (K)
𝑇𝑎𝑚𝑏 = Temperatura ambiente (K)
𝑞𝑑 = Energia disponível na fornalha (kJ/kg comb)
𝑞˙𝑟 = Calor trocado por radiação com a água (kW)
𝑚˙ 𝑐𝑏 = Consumo ed combustível (kg/s)
𝑚𝑔 = Massa de real dos gases(kg/kg comb)
𝐶𝑝¯ 𝑔 = Calor específico médio dos gases (kJ/kg K)

Temperatura da parede d’água:


Considerando
𝑇𝑣 = 548 K
L=5m
𝑑𝑖 = 70,7 mm
𝑑𝑒 = 76,2 mm
𝑘𝑡 = 372 W/𝑚2 K

[︃ ]︃
𝑞˙𝑟 1 𝑑𝑒 𝐿
𝑇𝑝 = 𝑇𝑣 + 𝑙𝑛 + (1.14)
2𝜋𝐿 𝑘𝑡 𝑑𝑖 ℎ𝑖 .𝑑𝑖

𝑇𝑝 = 2408 K

onde
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 13

𝑇𝑝 = Temperatura de parede (K)


𝑇𝑣 = Temperatura de vapor (K)
𝑞˙𝑟 = Calor trocado por radiação com a água (kW)
𝐿 = Comprimento total dos tubos (m)
𝑘𝑡 = Coeficiente de condutividade térmica dos tubos(𝑊/𝑚𝐾)
ℎ𝑖 = Coeficiente interno de transferência de calor (𝑊/𝑚2 𝐾)
𝑑𝑒 = Diâmetro externo dos tubos (m)
𝑑𝑖 = Diâmetro interno dos tubos (m)

Calculo da velocidade do vapor dentro dos tubos na parede de água:

Considerando
𝑚˙ 𝑣 = 2 𝑘𝑔/𝑠
𝜌𝑣 = 30.497 𝑘𝑔/𝑚3
𝑑𝑖 = 70.7 mm

4𝑚 ˙𝑣
𝑉𝑣 = (𝜌𝑣 𝜋𝑑𝑖 2 )
𝑉𝑣 = 16.7238 m/s

onde
𝑉𝑣 = Velocidade do vapor (m/s)
𝑚˙ 𝑣𝑎𝑝 = Massa de vapor (kg/s)
𝜌𝑣 = densidade do vapor (kg/𝑚3 )
𝑑𝑖 = Diâmetro interno dos tubos (m)

Calculo do Reynolds dentro do tubo

𝑉𝑣 𝑑 𝑖
𝑅𝑒 = 𝜈
= Re = 36790

onde
Re = Número de Reynolds 𝑉𝑣 = Velocidade do vapor (m/s)
𝜈 = Viscosidade cinemática (𝑚2 /𝑠)
𝑑𝑖 = Diâmetro interno dos tubos (m)

Calculo do Nusselt
Considerando
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 14

Pr = 0.6992

𝑁 𝑢 = 0.023𝑅𝑒0.8 𝑃 𝑟0.4 Nu = 89,5683

onde
Pr = Número de Prandt
Re = Número de Reynolds

Coeficiente interno de transferência de calor

𝑘𝑡 𝑁 𝑢
ℎ𝑖 = 𝑑𝑖
ℎ𝑖 = 471550 𝑊/𝑚2 K
onde
hi = Coeficiente interno de transferência de calor 𝑊/𝑚2 K
𝑁 𝑢 = Número de Nusselt
𝑘𝑡 = Coeficiente de condutividade térmica dos tubos(𝑊/𝑚𝐾)
𝑑𝑖 = Diâmetro interno dos tubos (m)

1.10 Dimensionamento do Superaquecedor


Dados iniciais

𝑑𝑒 = 76,2 mm 𝑓𝑙 = 0,85
𝑑𝑖 = 70,7 mm 𝐶𝑝𝑣 = 1850 J/kgK
𝑑𝑒𝑡 = 1m 𝑇𝑓 𝑠 = 753 K
𝜌𝑣 = 18,44 𝑘𝑔/𝑚3 𝑇𝑓 𝑒 = 548 K
𝑚˙𝑣 = 2 kg/s 𝑇𝑞𝑒 = 1406,4 K
𝜈 = 0,00003212 𝑚2 /𝑠 𝑇𝑞𝑠 = 683 K (Chute)
Pr = 0,6992

Calculo da velocidade do vapor dentro dos tubos no superaquecedor

4𝑚 ˙𝑣
𝑉𝑣 = = 27,654 𝑚/𝑠 (1.15)
(𝜌𝑣 𝜋𝑑𝑖 2 )
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 15

Calculo do Reynolds dentro do tubo

𝑉𝑣 𝑑𝑖
𝑅𝑒 = = 60835 (1.16)
𝜈

Calculo do Nusselt

𝑁 𝑢 = 0, 023𝑅𝑒0,8 𝑃 𝑟0,4 = 133,93 (1.17)

Coeficiente interno de transferência de calor

𝑘𝑡 𝑁 𝑢
ℎ𝑖 = = 705110 𝑊/𝑚2 𝐾 (1.18)
𝑑𝑖

Calculo da velocidade dos gases fora dos tubos no superaquecedor

4𝑚˙𝑔
𝑉𝑣 = = 3,7580 𝑚/𝑠 (1.19)
(𝜌𝑔 𝜋𝑑𝑒𝑡 2 )

Calculo do Reynolds fora do tubo

𝑉𝑣 𝑑𝑖
𝑅𝑒 = = 8915 (1.20)
𝜈

Calculo do Nusselt considerando os tubos em série

𝑁 𝑢 = 0, 27𝑓 𝑙(𝑅𝑒0.63 )(𝑃 𝑟0.36 ) = 62,2916 (1.21)

Coeficiente externo de transferência de calor

𝑘𝑡 𝑁 𝑢
ℎ𝑒 = = 304101 𝑊/𝑚2 𝐾 (1.22)
𝑑𝑖
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 16

Coeficiente global de transferência de calor

1
𝑈= 1 1 = 212467,62 𝑊/𝑚2 𝐾 (1.23)
ℎ𝑖
+ ℎ𝑒

Taxa de transferência de calor

˙ 𝑣 𝐶𝑝𝑣 (𝑇𝑓 𝑠 − 𝑇𝑓 𝑒 ) = 767520 𝑊


𝑞=𝑚 (1.24)

Considerando um trocador contra corrente

Δ𝑇 1 = 𝑇 𝑞𝑒 − 𝑇 𝑓 𝑠 (1.25)

Δ𝑇 2 = 𝑇 𝑞𝑠 − 𝑇 𝑓 𝑒 (1.26)

(Δ𝑇 1 − Δ𝑇 2)
Δ𝑇 𝑚𝑙 = Δ𝑇 1
= 328.74 (1.27)
(𝑙𝑛( Δ𝑇 2
))

Comprimento total dos tubos no trocador

𝑞
𝐿= = 263.6 𝑚 (1.28)
𝑈 𝜋𝑑𝑖 Δ𝑇 𝑚𝑙

O tubo pode fazer 20 passes no casco, tendo cada passe cerca de 14 metros, podendo ser
perfilado 4 tubos em 5 fileiras.

1.11 Dimensionamento do Condensador


Dados iniciais
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 17

𝑑𝑒 = 76,2 mm 𝐶𝑝𝑔 = 4120 J/kgK


𝑑𝑖 = 70,7 mm 𝑇𝑓 𝑠 = 50 K
𝑑𝑒𝑡 = 0,5 m 𝑇𝑓 𝑒 = 50 K
𝜌𝑞 = 998,2055 𝑘𝑔/𝑚3 𝑇𝑞𝑒 = 20 K
𝑚˙𝑣 = 2 kg/s 𝑇𝑞𝑠 = 35 K (Chute)
𝜐 = 0,00103 𝑃 𝑎.𝑠 h2 = 2184,6 kJ/kg
Pr = 0,7 h3 = 209,31 kJ/kg
𝑓𝑙 = 0,85

Calculo da velocidade dos gases fora dos tubos no condensador

4𝑚 ˙𝑣
𝑉 = = 0,2041 𝑚/𝑠 (1.29)
(𝜌𝑔 𝜋𝑑𝑒2𝑡 )

Calculo do Reynolds fora do tubo

𝑉 𝑑𝑒𝑡
𝑅𝑒 = = 101554 (1.30)
𝜈

Calculo do Nusselt considerando os tubos em série

𝑁 𝑢 = 0, 27𝑓𝑙 (𝑅𝑒0,63 )(𝑃 𝑟0,36 ) = 287,8979 (1.31)

Coeficiente externo de transferência de calor

𝑘𝑡 𝑁 𝑢
ℎ𝑒 = = 214196 𝑊/𝑚2 𝐾 (1.32)
𝑑𝑖

Coeficiente global de transferência de calor

1
𝑈= 1 = 214196 𝑊/𝑚2 𝐾 (1.33)
ℎ𝑒
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 18

Taxa de transferência de calor

˙ 𝑣 (ℎ2 − ℎ3) = -3950580 𝑊


𝑞=𝑚 (1.34)

Considerando um trocador contra corrente

Δ𝑇 1 = 𝑇 𝑞𝑒 − 𝑇 𝑓 𝑠 (1.35)

Δ𝑇 2 = 𝑇 𝑞𝑠 − 𝑇 𝑓 𝑒 (1.36)

(Δ𝑇 1 − Δ𝑇 2)
Δ𝑇 𝑚𝑙 = = 21,6404 (1.37)
(𝑙𝑛( Δ𝑇 1
Δ𝑇 2
))

Comprimento total dos tubos no trocador

𝑞
𝐿= = 88,6𝑚 (1.38)
𝑈 𝜋𝑑𝑖 Δ𝑇 𝑚𝑙

O tubo pode fazer 10 passes no casco, tendo cada passe cerca de 9 metros, podendo ser
perfilado 5 tubos em 2 fileiras

1.12 Seleção do Queimador

𝑃 𝑡 = 𝑃𝑐𝑖 × 𝑚
˙ 𝑐𝑏 = 5828006,5 𝑊 (1.39)

onde
𝑃 𝑡 = Potência térmica (W)
𝑃𝑐𝑖 = Poder calorífico inferior (kJ/kg)
˙ 𝑐𝑏 = Consumo de óleo combustível (kg/s)
𝑚
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 19

Figura 2 – Queimador Selecionado

Fonte: Catálogo da Ecostar Combustion Systems

1.13 Balanço Energético do Ciclo


Figura 3 – Esquema de ciclo termodinâmico da caldeira

Considerando:
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 20

Turbina e bomba com eficiência de 100 %


Sistema fechado (𝑚
˙ á𝑔𝑢𝑎 = 𝑚˙ 𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 )
Produção de vapor 𝑚 ˙ 𝑣 = 2 𝑘𝑔/𝑠

ℎ1 = 3374 kJ/kg S1 = 6,8158 kJ/kg.K


ℎ2𝑣 = 2592,06 kJ/kg S2=S1 = 6,8158 kJ/kg.K
ℎ2𝑙 = 209,31 kJ/kg 𝑆2𝑙 = 0,7073 kJ/kg.K
𝑆2𝑙 = 8,0762 kJ/kg.K

𝑆2 − 𝑆2𝑙
𝑥= (1.40)
𝑆2𝑣 − 𝑆2𝑙
6,8158−0,7073
𝑥= 8,0762−0,7073
= 82,9 %

ℎ2 − ℎ2𝑙
𝑥= (1.41)
ℎ2𝑣 − ℎ2𝑙
ℎ2 = 0, 829(2592, 06 − 209, 31) + 209, 31 = 2184,6 𝑘𝐽/𝑘𝑔

h3 = h2 = 209,31 kJ/kg

ℎ4 = ℎ3 + 𝜈(𝑃4 − 𝑃3 ) (1.42)

𝜈 = 0, 001012 𝑚3 /𝑘𝑔
h4 = 209,31 + 0,0001012(6000-12,35) = 215,37 kJ/kg

Trabalho da turbina

˙ 𝑣 (ℎ1 − ℎ2)
𝑊𝑡 = 𝑚 (1.43)

𝑊𝑡 = 2(3374 − 2187, 6) = 2378,8 𝑘𝐽/𝑠

Trabalho da Bomba

˙ 𝑣 (ℎ4 − ℎ3)
𝑊𝑏 = 𝑚 (1.44)

𝑊𝑏 = 2(215, 37 − 209, 31) = 12,12 𝑘𝐽/𝑠


Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 21

Trabalho Líquido

𝑊𝐿𝑖𝑞 = 𝑊𝑡 − 𝑊𝑏 (1.45)

𝑊𝐿𝑖𝑞 = 2378, 8 − 12, 12 = 2366,68 𝑘𝐽/𝑠

Energia total

˙ 𝑣 (ℎ1 − ℎ4)
𝑄=𝑚 (1.46)

𝑄 = 2(3374 − 215, 37) = 6317,26 𝑘𝑗/𝑠

Rendimento da caldeira
𝑊𝐿𝑖𝑞
𝜂= (1.47)
𝑄
2366,68
𝜂= 6317,26
= 0,3746

1.14 Balanço Energético do Caldeira


Energia total fornecida ao equipamento

𝑞˙𝑓 = 𝑚
˙ 𝑐𝑏 (𝑃𝑐𝑠 + Δℎ𝑐𝑏 ) + 𝑚
˙ 𝑎𝑟 (Δℎ𝑎𝑟 + 𝑤𝑎𝑟 Δℎ𝑣𝑝 ) (1.48)

𝑞˙𝑓 = 7040,15 𝑘𝑊

Energia disponível

𝑞˙𝑑 = 𝑚
˙ 𝑐𝑏 (𝑃𝑐𝑖 + Δℎ𝑐𝑏 ) + 𝑚
˙ 𝑎𝑟 (Δℎ𝑎𝑟 + 𝑤𝑎𝑟 Δℎ𝑣𝑝 ) (1.49)

𝑞˙𝑑 = 6719,26 𝑘𝑊

Energia útil

˙ 𝑣 (ℎ𝑣 − ℎ𝑎)
𝑞˙𝑢 = 𝑚 (1.50)

𝑞˙𝑢 = 5303,5 𝑘𝑊
Capítulo 1. Procedimentos e Memorial descritivo dos cálculos 22

Energia perdida

𝑞˙𝑝 = 𝑞˙𝑓 − 𝑞˙𝑢 (1.51)

𝑞˙𝑝 = 1736,65 𝑘𝑊

Rendimento térmico

𝑞˙𝑢
𝜂 = 100 (1.52)
𝑞˙𝑑

𝜂 = 78,93 %
Taxa de evaporação

˙𝑣
𝑚
𝑚𝑣 = (1.53)
˙ 𝑐𝑏
𝑚
𝑚𝑣 = 13,9
23

Referências

1 BAZZO, Edson. Geração de Vapor. 2. ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1995. 216 p.
Citado na página 9.

2 PERA, Hildo. Geradores de vapor. 2. ed. São Paulo: Editora Fama, 1990