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SOCIEDADE PELA LITURGIA REFORMADA

MANUAL DO CULTO

ORDEM PARA O CULTO PÚBLICO

RITO I

2010
ORDEM PARA O CULTO PÚBLICO, COM A CELEBRAÇÃO DA
SAGRADA EUCARISTIA, RITO I

SUMÁRIO

RITOS INICIAIS
Acolhida

Soar dos sinos


Saudação Inicial e Avisos Comunitários*
Prelúdio e/ou Intróito
Canto de Entrada e Processional
Saudação Trinitária, Voto e Sentenças Bíblicas
Doxologia
Coleta Introdutória

Penitência

Decálogo ou Sumário da Lei


Kyrie Eleison e/ou Canto Penitencial
Confissão Pública de Pecados
Confissão Individual de Pecados
Absolvição
Gloria in Excelsis e/ou Canto de Louvor
Avisos Comunitários* e Saudação aos Visitantes

LITURGIA DA PALAVRA

Coleta do Dia
Primeira Leitura
Salmo do Dia e Gloria Patri
Seqüência (Canto próprio)
Segunda Leitura
Aclamação e Leitura do Evangelho
Oração por Iluminação
Sermão
Canto próprio e Credo
A Oração dos Fiéis

LITURGIA DOS SACRAMENTOS


Liturgia Eucarística

A Saudação da Paz
Ofertório, Preparação da Mesa e Processional dos Presbíteros
Consagração das Ofertas
A Grande Oração de Ação de Graças
Comunhão
Oração pós-comunhão

RITOS FINAIS
Bênção e Envio

Oração Pastoral de Envio


Bênção
Canto de Envio e Recessional
Poslúdio
INTRODUÇÃO

Por ser o primeiro deste Manual Litúrgico, o Rito I para a celebração


do Culto Público será ao mesmo tempo o mais formal e o mais completo,
descrevendo em minúcias todo o cerimonial pertinente. Os demais ritos reportar-
se-ão a ele, em vez de trazer a repetição dos textos.

A proposta do Rito I é ser teologicamente reformado, ao mesmo


tempo em que resgata a catolicidade estética da Liturgia, empregando formas e
textos históricos, usados por toda a tradição cristã ocidental, adaptados a um
contexto teológico protestante.

As fontes principais deste rito são as formas e textos extraídos de


comunidades reformadas de tradição high church, a exemplo da Reformed
Church of America, a Christian Reformed Church of North America, a
Presbyterian Church (USA) e a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil e,
complementarmente, as ordens de culto históricas e atualmente em uso pelas
variadas denominações luteranas e os diversos Livros de Oração Comum
anglicanos.

Conquanto seja o mais completo deste Manual, o Rito I é, ao mesmo


tempo, o mais versátil, possuindo uma estrutura modular facilmente adaptável a
contextos menos formais e culturalmente mais próximos do cristianismo
evangélico contemporâneo, bastando, para isso, a pesquisa de novos textos e
composições musicais apropriadas a cada ocasião.

Esta Introdução delineará o cerimonial e a forma de execução do rito,


seguindo-se o seu texto completo.

RITOS INICIAIS
ACOLHIDA
Soar dos sinos

Havendo sinos no edifício da Igreja, deverão eles soar por tempo


razoável, preferivelmente entre os quinze e dez minutos antes do horário
estabelecido para o início do Culto Público.

Saudação Inicial

Antes de iniciado o Culto, pode o Ministro, trajando clericais (mas não


a toga), ou um Cerimoniário leigo, fazer uma saudação informal à assembléia que
se está reunindo, saudar os visitantes e fazer, de forma breve, anúncios de
interesse da comunidade.
Prelúdio e/ou Intróito

Pode-se, após a saudação e avisos iniciais, haver um Prelúdio de


música instrumental, preferivelmente de música sacra, que induza os presentes a
uma atitude de contemplação, quietude e reverência no Templo, preparando seus
espíritos para a adequada participação na Liturgia. Pode-se, cumulativa ou
alternativamente, haver um Intróito entoado pelo Coro ou pelo Conjunto. O
Ministro, caso ainda não esteja paramentado, pode usar deste tempo para vestir-
se, preparar-se com suas últimas orações particulares e organizar a comitiva que
entrará em processional, caso não haja um Cerimoniário para fazê-lo.

Canto de Entrada

Terminado o Prelúdio, ou omitido este, uma batida do sino ou outro


sinal de costume da comunidade local será dado para que a Congregação se
coloque de pé para o Canto de Entrada. Devem ser absolutamente evitados,
durante o culto, comandos verbais dados pelos Oficiantes, no tocante às posturas
do povo. Para este efeito, durante o restante da celebração, pode o Coro dar as
deixas quanto às posturas que devem ser adotadas pela Congregação, ou pode o
Oficiante indicá-las por gestos.

O Canto de Entrada deve sempre ser congregacional, podendo


consistir de um Hino ou Cântico. Para a sua escolha deve ser levada em conta a
época do Calendário Litúrgico. É desejável, louvável e apropriado que se trate de
versão musicada de um dos Salmos de Peregrinação.

Processional

Durante o Canto de Entrada, todos os envolvidos na execução da


Liturgia da Palavra, quer auxiliares, quer Oficiantes leigos, quer Ministros,
deverão entrar reverentemente em processional, tomando assim seus lugares.

Durante o Tempo Comum, a Quaresma e o Advento, pode-se


empregar uma entrada breve, com os Oficiantes partindo diretamente da
Sacristia (ou de alguma entrada lateral do Templo) para o Presbitério. Durante as
Festas do Calendário Litúrgico, recomenda-se a entrada processional solene pelo
corredor central do Templo, observada a seguinte ordem de precedência:

1. Portador da Bíblia;
2. Cruciferário (se houver);
3. Portadores das luzes para a Cruz (se houver);
4. Portadores de estandartes (se houver);
5. Regente da Congregação (se houver);
6. Coro (se houver);
7. Regente do coro (se houver);
8. Leitores (se houver);
9. Oficiantes leigos;
10. Diáconos;
11. Presbíteros;
12. Ministros, em ordem crescente pela idade;
13. O Ministro que presidirá a celebração, independentemente de sua idade.

Seja presidido por Ministro ou leigo, o culto se iniciará com seus


Oficiantes à Mesa. Se houver Ministro presente, deverá ele fazer a Saudação
Trinitária. Em não havendo Ministro, o Oficiante leigo passará diretamente ao
Voto e às Sentenças Bíblicas.

Doxologia

Após a Sentença, pode-se entoar um Cântico, Hino ou Antema coral,


de caráter puramente doxológico, ou alusivo à data própria do Calendário
Litúrgico.

Coleta Introdutória

Após a Doxologia, estando a Congregação de pé, o Oficiante dirá ou


cantará a Coleta por Pureza (ou outra, comum ou extemporânea, desde que com
semelhante teor, em favor do Culto que será prestado). Após a Coleta, a
Congregação pode se assentar.

PENITÊNCIA

Decálogo ou Sumário da Lei

Durante a Quaresma e o Advento, ao menos uma vez, deverá ser lido


ou cantado em litania o Decálogo com Kyrie Eleison, estando todos de joelhos.

Durante o Tempo Comum e as demais estações litúrgicas, podem ser


utilizadas formas penitenciais alternativas ou apenas o Sumário da Lei, estando o
povo sentado. Após o Sumário da Lei, todos quantos forem fisicamente capazes
colocar-se-ão de joelhos; ou ainda, de pé, curvando-se em reverência. O Kyrie
Eleison deverá ser dito ou, preferivelmente, cantado.

Canto Penitencial

Pode-se, então, entoar um Hino, Cântico, Antema ou Salmo de teor


penitencial. Em seguida, o Ministro, ou qualquer pessoa por ele apontada, ou
ainda a Congregação em uníssono, fará uma oração de Confissão de Pecados.

Confissão Pública e Confissão Individual de pecados

Estando ainda todos ajoelhados ou prostrados, deve-se observar um


período de oração silenciosa, longo o suficiente para que todos possam confessar-
se individualmente ao Senhor, e cuja duração ficará a critério do Ministro.
Absolvição

O Ministro, então, dirá ou cantará a Absolvição. Não havendo Ministro


presente, em lugar da Absolvição poderá ser empregado pelo Oficiante leigo um
texto bíblico que assegure os fiéis do perdão dos seus pecados.

Gloria in Excelsis e/ou Canto de Louvor

Aqui, exceto na Quaresma e no Advento, pode ser recitado ou cantado


o Gloria in Excelsis, e/ou algum outro Cântico, Hino ou Antema que ressalte a
divina obra da redenção em Cristo Jesus. Para isto, todos se colocam de pé.

Avisos Comunitários e Saudação aos Visitantes

Dita a Absolvição e/ou entoado o Canto de Louvor, todos tornam a


assentar-se. Caso não os tenha dado antes do início do culto, o Oficiante poderá
agora dar os Avisos Comunitários e saudar os visitantes.

LITURGIA DA PALAVRA

A Coleta do Dia

O Oficiante introduzirá com o Diálogo a Coleta do Dia, a qual também


dirá ou cantará.

Leituras Bíblicas

Passar-se-á, então, às Leituras Bíblicas do dia, conforme determinadas


pelo Lecionário. O Sermão deverá tomar por base ao menos um dos textos do dia,
somente podendo o Ministro esquivar-se a tal regra em caso de grave,
excepcional e imperioso motivo pastoral. Deverão, não obstante, ser feitas as
leituras do Lecionário.

As Leituras do Antigo Testamento, do Salmo e das Epístolas são feitas


do Atril (se houver; do contrário, serão feitas à Mesa). A Leitura do Evangelho se
faz à Mesa ou da Nave, a critério do Ministro, ou do Púlpito, caso se trate do
texto-base do Sermão do dia.

Salmo e Gloria Patri

Após a Primeira Leitura, o povo colocar-se-á novamente de pé e será


lido ou cantado o Salmo do dia, conforme o Lecionário, seguido, exceto nas duas
últimas semanas da Quaresma, do Gloria Patri, que será igualmente lido ou
cantado.
Seqüência (Canto próprio)

Após o Salmo, poderá ainda ser cantado um Hino, Cântico ou Antema


doxológico, relacionado às Leituras do dia. Após, a Congregação novamente
poderá se assentar, passando-se à Leitura da Epístola, que será introduzida e
concluída da mesma forma que a Primeira Leitura.

Aclamação do Evangelho

Após a Leitura da Epístola, poderá ser entoado um Hino ou Cântico de


Aclamação do Evangelho, consistente em, ou seguido de (exceto na Quaresma e
no Advento) um Aleluia cantado. Caso não estejam de pé, todos assim se colocam
para a Aclamação e Leitura do Evangelho.

A Oração por Iluminação

O Pregador designado, então, dirigir-se-á ao Púlpito, se nele já não


estiver. Ele, ou outro Oficiante, fará uma Oração por Iluminação, comum ou
extemporânea, rogando ao Espírito Santo que comunique a Palavra de Deus por
meio do Sermão.

Caso não haja a celebração da Sagrada Eucaristia, do Sagrado Batismo


ou de um dos Ritos Sacramentais, a esta Oração segue-se imediatamente a
Oração do Senhor, feita por toda a Congregação.

O Sermão e a Confissão de Fé

Todos tornam a assentar-se. Após o sermão, pode ser cantado um


Hino, Cântico ou Antema cujo teor esteja relacionado com o tema do Sermão. Em
seguida, estando todos de pé, será lido ou cantado o Credo Niceno (preferível em
festividades e ocasiões solenes), ou, em todo tempo, o Credo Apostólico.

A Oração dos Fiéis

Tendo professado a sua fé, o Povo de Deus é chamado, então, a


interceder pela Igreja universal, seus membros e sua missão, bem como pela
denominação e seus Oficiais; pelo País e suas Autoridades; pela paz e pela
salvação do mundo; pelas preocupações da comunidade local e de seus membros,
seus motivos de gratidão e de súplicas. Podem ser usadas orações extemporâneas
ou formas comuns de intercessão.

A critério do Ministro, as intercessões poderão ser feitas estando o


povo assentado, de pé, prostrado ou de joelhos, conforme o caráter pastoral,
grave, solene ou festivo dos motivos de intercessão. Pode-se, então, cantar um
Hino, Cântico ou Antema com temática voltada à fé, intercessão, gratidão,
esperança ou confiança em Deus, conforme a ênfase dos motivos do dia.
LITURGIA DOS SACRAMENTOS
RITOS ECLESIÁSTICOS E/OU PASTORAIS

Neste ponto, pode-se inserir, conforme necessário, os seguintes Ritos


Eclesiásticos e/ou Pastorais, observada a seguinte ordem:

1. Ministração do Sagrado Batismo a crianças;


2. Pública Profissão de Fé e ministração do Sagrado Batismo a adultos;
3. Confirmação de adultos já batizados;
4. Recepção Pública de membros por Transferência ou Jurisdição;
5. Posse e Investidura de Diretorias de Sociedades Internas e Nomeação de
lideranças leigas;
6. Comissionamento de Evangelistas e Missionários;
7. Ordenação e/ou Investidura de Oficiais e Ministros da Igreja;

LITURGIA EUCARÍSTICA
A Saudação da Paz

Passa-se, então, à Saudação da Paz, que inaugura a Liturgia


Eucarística, na qual todos quantos professam a fé descrita no Credo Apostólico
têm a oportunidade de reconhecer e comungar com seus irmãos na Fé Cristã. Por
ser dada antes do Ofertório, ela é, também, uma oportunidade de reconciliação
entre os irmãos, atendendo ao mandamento bíblico. A Paz pode ser dada durante
a execução de um Cântico ou Hino que ressalte a importância da comunhão entre
os irmãos.

O Ofertório

Em seguida, o Oficiante convida os presentes ao Ofertório, como


testemunho de fé e gratidão a Deus. Cânticos, Hinos ou Antemas de ação de
graças podem ser cantados, enquanto os Diáconos trazem à frente as Ofertas de
Pão e Vinho para a Eucaristia e preparam a Mesa do Senhor para a celebração
deste Sacramento, dispondo os Elementos e Utensílios conforme o costume local
e a orientação do Ministro.

Feita a preparação da Mesa, ato contínuo, procede-se à entrega das


Ofertas do povo, de dinheiro e alimentos. Conforme o costume local e as
dimensões do Templo e da Congregação, elas podem ser entregues em um
gazofilácio, em sacolas, urnas ou salvas em locais fixos (aos quais se dirigem os
ofertantes), ou carregadas pelos Diáconos através da Nave, conforme o costume
local.

Ao mesmo tempo, os Presbíteros, se não tiverem iniciado o Culto já no


Presbitério, deixarão seus lugares na Congregação, organizar-se-ão à entrada da
Nave e, finda a movimentação do Ofertório, seguirão em processional até a Mesa
do Senhor, onde tomarão seus lugares, aguardando de pé.
Um dos Diáconos consagrará as Ofertas de dinheiro e alimentos ao
serviço do Senhor, tomando com as mãos e elevando a caixa, salva ou sacola,
enquanto faz a respectiva oração.

Após, retiram-se os Diáconos todos em recessional, levando consigo as


Ofertas. Caso os Hinos, Cânticos ou Antemas selecionados não sejam longos o
suficiente para a realização de todos os atos descritos neste subtítulo, é lícita a
utilização de Interlúdios instrumentais, ressaltando e induzindo à necessária
reverência e serenidade necessárias para a celebração da Sagrada Eucaristia, que
se procede a seguir.

Convite à Mesa

O Ministro poderá, a seu critério, fazer uma breve explanação sobre a


teologia que circunda o Sacramento da Eucaristia, quem dele deve tomar parte e
quem deve dele se abster. Poderá, para este efeito, ler trechos pertinentes da
Confissão de Fé e dos Catecismos da Igreja.

A Grande Ação de Graças

Passará, então, à Grande Ação de Graças, que principia pelo Diálogo


histórico, seguido do Prefácio Eucarístico próprio, no qual dá-se graças a Deus
pela divina obra da salvação, bem como por motivos alusivos ao Calendário
Litúrgico, estando todos de pé.

Então, todos dirão ou cantarão o Sanctus, de pé, de joelhos ou


prostrados, conforme o costume local. O Ministro prossegue com a Anamnese, na
qual rememora o sacrifício vicário do Senhor Jesus Cristo em nosso favor.

Procede-se à Consagração e Fração do Pão e à Consagração do Cálice


durante a recitação das Palavras da Instituição, sejam as presentes nos
Evangelhos, seja a presente na Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios.

E, ainda, à Epíclese correspondente, na qual suplica-se a Deus Pai que,


por amor de seu Filho, envie o Espírito Santo sobre a Igreja, de modo que esta, ao
partilhar do Pão e do Cálice, esteja participando, na verdade, do Corpo e do
Sangue do Senhor Jesus Cristo.

Em seguida, Ministro e Congregação proclamam, responsivamente, o


Mistério da Fé: a morte e a ressurreição do Senhor Jesus, e a esperança de sua
vinda em glória. Após, todos em uníssono oram como o Senhor Jesus ensinou a
seus discípulos.

A Grande Ação de Graças é encerrada com uma Doxologia final, na


qual celebra-se a triunidade divina e a unidade mística da Igreja em Cristo.
Segue-se, por responso, um Amém cantado por todos.
Comunhão

O Ministro toma primeiro da Comunhão e então a ministra aos


Presbíteros. Aos Presbíteros, dará a Comunhão do Sangue de Cristo a partir do
Cálice comum, o que pode também ser estendido à Congregação.

Os Presbíteros passam, então, a distribuir a Comunhão. Podem fazê-lo


a partir da Mesa, à qual se achega o Povo, ou servida a este, que a receberá em
seus lugares, de joelhos ou de pé, conforme o costume local e a maior ou menor
solenidade da ocasião.

O Pão deve ser único, na medida do possível. É lícito ministrar-se a


Comunhão ao povo a partir do Cálice comum, do qual os Presbíteros sempre
participam, ou a partir de Cálices individuais. Deve, no entanto, ser utilizado,
sempre, Vinho de boa qualidade. É lícito empregar-se Cálices individuais com
suco de uva, excepcionalmente, somente para a Comunhão dos indivíduos que,
por motivos médicos, não possam consumir Vinho.

Durante a Comunhão, podem ser entoados Hinos, Cânticos ou


Antemas de conteúdo eucarístico, ou executado um Interlúdio, cuja música deve
ser, a uma só, condizente com a festividade e com a solenidade da Sagrada
Eucaristia. É apropriado que se cante, neste momento, o Agnus Dei.

Pós-comunhão

Tendo todos, pois, recebido a Comunhão, o Ministro designará um


Presbítero para dirigir a Deus uma Oração de Ação de Graças pelo Sacramento
que foi recebido pelo povo.

Pode ser entoado um Salmo, Hino, Cântico ou Antema.

RITOS FINAIS
Bênção e Envio

Estando todos de pé, o Ministro ou alguém por ele apontado lerá ou


fará extemporaneamente uma Oração final, rogando a Deus bênçãos e
encorajamento a seu povo na semana que se inicia. Após esta Oração, o Ministro
impetrará a Bênção, à qual todos responderão com um Amém, dito ou,
preferivelmente, cantado. Pode ser, então, recitado ou cantado o Nunc Dimittis
e/ou outro Hino ou Cântico de despedida, ou ainda executado um Poslúdio,
enquanto os Oficiantes novamente se organizam e deixam o Templo, saindo em
Recessional pelo corredor central da Nave, observada a seguinte ordem:
1. Portador da Bíblia;
2. Cruciferário;
3. Portadores das velas para a Cruz;
4. Portadores dos Elementos e Utensílios eucarísticos;
5. Ministro celebrante;
6. Demais Ministros, em ordem decrescente pela idade;
7. Presbíteros;
8. Oficiantes leigos;
9. Leitores;
10. Regente do Coro;
11. Regente da Congregação;
12. Coralistas;

Após as saídas, um Oficiante, da Nave, despedirá o povo.

Tendo se retirado a Recessional, o Povo poderá se assentar, ou se


retirar silenciosamente. É conveniente que a confraternização seja deixada para o
Salão Social, devendo ser respeitado o silêncio no Templo para as orações
individuais dos que as desejarem fazer após o culto.
ORDEM PARA O CULTO PÚBLICO, RITO I

RITOS INICIAIS
ACOLHIDA

Soar dos sinos

Saudação Inicial e Monição Introdutória

Um Cerimoniário ou Oficiante leigo, ou o próprio Ministro, saúda os presentes e introduz o tema do


dia, dando instruções sobre o andamento da Liturgia, caso necessário.

Prelúdio instrumental ou Intróito cantado

Sentados.

Canto de Entrada e Processional

De pé.

Saudação Trinitária e Voto Mt. 28.19; Sl. 121.1; Sl. 124.8

Oficiante: † Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


Povo: Amém.
Oficiante: Elevo meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro?
Povo: O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador dos céus e
da terra.

Sentenças Bíblicas

Ao Voto são acrescidas as seguintes Sentenças. Durante o Advento (Fl. 4.4, 5; Ap. 22.20):

Oficiante: Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Perto


está o Senhor!
Povo: Amém. Vem, Senhor Jesus!

Durante o Natal (I Jo. 4.9; Jo. 1.14):

Oficiante: Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus


enviado o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
Povo: O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de
verdade. E vimos sua glória, glória como do Unigênito do Pai.

Na Epifania (Is. 60.3; Is. 49.6b):

Oficiante: As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o


resplendor que te nasceu.
Povo: Também te dei como luz para os gentios, para serdes a minha
salvação até a extremidade da terra.
Durante a Quaresma (Sl. 51.2; Sl. 51.12):

Oficiante: Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do


meu pecado.
Povo: Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um
espírito voluntário.

Durante a Semana Santa (Mt. 16.24; Lc. 9.24):

Oficiante: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua
cruz e siga-me.
Povo: Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; quem perder a
vida por minha causa, esse a salvará.

Na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo (Rm. 5.8-9):

Oficiante: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de
ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.
Povo: Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue,
seremos por ele salvos da ira.

Durante a Páscoa (I Pe. 1.3; I Co. 15.57):

Oficiante: Aleluia! Cristo ressuscitou!


Povo: Verdadeiramente, o Senhor ressuscitou. Aleluia!
Oficiante: Bendito o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo
a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante
a ressurreição de Jesus Cristo.
Povo: Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de Cristo
Jesus!

Na Ascensão do Senhor (Fp. 2.9-11):

Oficiante: Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima
de todo nome.
Povo: Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus e na
terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é
Senhor, para glória de Deus Pai.

No Pentecostes (Rm. 5.5; Rm. 8.14):

Oficiante: O amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito


Santo, que nos foi outorgado.
Povo: Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos
de Deus.
Na Santíssima Trindade (Rm. 11.33):

Oficiante: Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do


conhecimento de Deus!
Povo: Quão insondáveis teus juízos, e quão inescrutáveis os seus
caminhos!

Na Reforma Protestante (Ef. 2.8-9):

Oficiante: Pois pela graça somos salvos, mediante a fé.


Povo: E isto não vem de nós, é dom de Deus, não de obras, para que
ninguém se glorie.

No Dia de Ação de Graças, ou em outros dias festivos (Sl. 105.1-2):

Oficiante: Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos,


entre os povos, os seus feitos.
Povo: Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas!

Doxologia

Coleta Introdutória

Aqui, insere-se uma oração em favor do culto que será prestado, para que Deus o tenha por
aceitável. Pode ser extemporânea, comum ou, tradicionalmente, a Coleta por Pureza:

Oficiante: Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações


estão abertos, todos os desejos conhecidos e para quem nada está em
segredo; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração de teu
Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente
engrandecer teu nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Povo: Amém.

Penitência
Chamada à Penitência

Ao menos uma vez durante a Quaresma e o Advento (bem como em outras ocasiões penitenciais),
deverá ser lido ou cantado em litania o Decálogo com Kyrie Eleison, estando todos de joelhos:

O Decálogo

Oficiante: Deus falou estas palavras e disse: Eu sou o Senhor, teu Deus; não
terás outros deuses diante de mim.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.
Oficiante: Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma
do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo
da terra; não as adorarás, nem lhes darás culto; pois, eu sou o Senhor, teu
Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e
quarta geração daqueles que me aborrecem; e faço misericórdia até mil
gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.
Oficiante: Não tomarás o Nome do Senhor, teu Deus, em vão; porque o
Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.
Oficiante: Lembra-te do dia do descanso, para o santificar. Seis dias
trabalharás e farás toda a tua obra; mas o sétimo dia é o descanso do
Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem
a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o
forasteiro das tuas portas para dentro. Porque em seis dias fez o Senhor os
céus e a terra, o mar, e tudo o que neles há, e, ao sétimo dia, descansou; por
isso o Senhor abençoou o dia do descanso, e o santificou.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.
Oficiante: Honrarás a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus
dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.
Oficiante: Não matarás.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.
Oficiante: Não adulterarás.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.
Oficiante: Não furtarás.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.
Oficiante: Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.
Oficiante: Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçaras a mulher do
teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem seu boi, nem o seu
jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós, e inclina os nossos corações
a guardar tua lei.

O Sumário da Lei

Após o Decálogo, o Ministro lerá o Sumário da Lei. Durante o Tempo Comum e as demais estações
litúrgicas, ele pode ser utilizado sozinho em lugar do Decálogo, estando a Congregação assentada.

Oficiante: Escutai o que diz nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor
teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu
entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo,
semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois
mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.
Quando empregado sem o Decálogo, após lido o Sumário da Lei, A Congregação colocar-se-á de
joelhos, ou se curvará em reverência. O Kyrie Eleison deverá ser dito ou cantado:

Oficiante: Senhor, tem misericórdia de nós.


Povo: Cristo, tem misericórdia de nós.
Todos: Senhor, tem misericórdia de nós.

O Oficiante pode, em seguida, fazer uma Chamada própria à Confissão de Pecados.

Canto Penitencial

Pode-se, então, entoar um Hino, Cântico, Antema ou Salmo de teor penitencial.

Confissão Pública de Pecados

O Ministro, ou qualquer pessoa por ele apontada, ou ainda a Congregação em uníssono, fará a
seguinte Oração de Confissão, ou outra comum ou extemporânea, lida, dita ou cantada:

Confessamos a ti, ó Deus Todo-Poderoso, perante vós, nossos irmãos, e toda a


companhia dos céus, que temos pecado excessivamente, contra ti, contra nosso
próximo e contra nós mesmos, por nossas ações, por nossa omissão, em nossas
palavras e em nossos pensamentos; por nossa culpa, nossa própria culpa, nossa
tão grande culpa. Rogamos-te, ó Deus, que nos conceda verdadeiro
arrependimento e, por amor de teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, perdoa-
nos os pecados e dá-nos a graça de te servirmos com alegria, para a honra e
glória de teu santo nome, amém.

Ou esta:

Santo Deus e Pai de toda misericórdia, nós reconhecemos perante ti nossa


natureza pecaminosa, sempre pronta para fazer o mal, e tardia em fazer o bem.
Nós confessamos as nossas faltas e as nossas ofensas. Só tu sabes o quanto nós
temos pecado; nos desviando de teus caminhos, escondendo ou esbanjando os
teus talentos, esquecendo-nos de teu amor. Tem, no entanto, misericórdia, ó
Senhor, pois deploramos e nos arrependemos de tudo aquilo em que te temos
desagradado. Ensina-nos a abominar nossos erros, purifica-nos das faltas que
nos são ocultas e perdoa os nossos pecados, por amor de teu Filho, e ajuda-nos,
nós te imploramos, ó Deus de toda a santidade, a vivermos em tua luz e a
caminharmos trilhando os teus caminhos, de acordo com os mandamentos de
Cristo Jesus, Nosso Senhor, amém. [João Calvino]

Confissão Individual Silenciosa

Estando ainda todos ajoelhados, deve-se observar um período de oração silenciosa, longo o
suficiente para que todos possam confessar-se individualmente ao Senhor.
Absolvição

O Ministro pode empregar versos bíblicos que assegurem os fiéis do perdão de seus pecados pelo
Senhor Jesus Cristo. Após, dirá ou cantará a seguinte Absolvição, ou outra própria:

Ministro: Nosso Deus de bondade e de misericórdia, que entregou o seu


Filho para o perdão dos nossos pecados, promete-o aos que os confessarem
com arrependimento e fé. Assim sendo, † que o Senhor tenha misericórdia
de vós, perdoe os vossos pecados e vos conduza no caminho para a vida
eterna.
Povo: Amém.

Canto de redenção

Aqui, exceto na Quaresma e no Advento, pode ser recitado ou cantado o Gloria in Excelsis, e/ou
algum outro Cântico, Hino ou Antema que ressalte a divina obra da redenção em Cristo Jesus.
De pé.

Glória a Deus nas alturas e, na terra, paz e boa vontade aos homens.
Ó Senhor Deus, Rei Celeste, Pai Onipotente,
Louvamos-te, bendizemos-te, adoramos-te,
Glorificamos-te por tua imensa glória.

Ó Senhor, Filho Unigênito, Jesus Cristo,


Ó Senhor, Cordeiro de Deus, Filho do Eterno Pai,
Que tiras os pecados do mundo,
Tem misericórdia de nós.

Tu, que tiras os pecados do mundo,


Recebe a nossa oração.
Tu, que estás à destra de Deus Pai,
Tem misericórdia de nós.

Pois só tu és Santo,
Só tu és o Senhor,
Só tu, ó Cristo, com o Espírito Santo,
És altíssimo na glória de Deus Pai. Amém.

Avisos comunitários e Saudação aos visitantes

Caso não os tenha dado antes do início do culto, o Oficiante poderá agora dar os avisos
comunitários e saudar os visitantes. Para tanto, todos podem se assentar após o Canto de Redenção.
LITURGIA DA PALAVRA

Coleta do Dia

O Diálogo introdutório e a Coleta do Dia podem ser ditos ou cantados.


De pé.

Oficiante: O Senhor esteja convosco.


Povo: Seja também contigo.
Oficiante: Oremos. [...]
Povo: Amém.

Primeira Leitura
Sentados.

Leitor: A Palavra do Senhor conforme o livro N., capítulo x, versos y a z.

Após a leitura, dir-se-á:

Leitor: Palavra do Senhor.


Povo: Graças a Deus.

Salmo

O Salmo do Dia, conforme apontado pelo Lecionário, poderá ser lido em uníssono ou
responsivamente, ou, preferivelmente, cantado.

Gloria Patri

Imediatamente em seguida ao Salmo, o Gloria Patri será dito ou cantado.


De pé.

Leitor: Glória seja ao † Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Povo: Como era no princípio, é hoje e será pelas eras sem fim, amém.

Seqüência

Após o Salmo e o Gloria Patri, poderá ainda ser cantado um Hino, Cântico ou Antema doxológico,
relacionado às leituras do dia.

Segunda Leitura

Sentados.

Leitor: A Palavra do Senhor conforme o livro N., capítulo x, versos y a z.

Após a leitura, dir-se-á:

Leitor: Palavra do Senhor.


Povo: Graças a Deus.
Aclamação do Evangelho
De pé.
Canta-se a Aclamação do Evangelho e, em seguida, faz-se o anúncio de sua Leitura:

Leitor: O ‡ Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o relato


de N.
Povo: Glória ao Senhor, agora e para sempre!

Leitura do Evangelho

Procede-se à leitura do Evangelho, a qual é assim concluída (Rm. 1.16):

Leitor: O Evangelho é o poder de Deus para a salvação.


Povo: Glória a ti, Senhor!

Oração por iluminação

O Pregador então dirigir-se-á ao púlpito, se nele já não estiver, e fará a seguinte Oração:

Oficiante: Oremos. Deus de toda graça, nosso Pai celestial, em quem


habita a plenitude de toda luz e de toda sabedoria; ilumina as nossas mentes
por teu Santo Espírito, nós te suplicamos, no entendimento de tua Palavra.
Dá-nos a graça de que a recebamos com reverência e humildade sinceras.
Que ela nos leve a colocar nossa confiança em ti somente, a te servir e te
amar, e a edificar nosso próximo com o nosso testemunho. E por ter-te
aprouvido contar-nos entre os teus, ajuda-nos a tributarmos a ti o amor e
devoção que te são devidos, como filhos do Pai e servos do Senhor. Assim o
pedimos pelo amor de nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo. [João Calvino]
Povo: Amém.

Ou esta:

Ministro: Oremos. Ó inefável Criador, verdadeira fonte de toda luz e


sabedoria; derrama o brilho da tua luz sobre as trevas de nosso
entendimento; concede-nos a compreensão da tua Palavra que lemos, a
capacidade para lembrá-la, a prontidão para aprendê-la, a sutileza para
interpretá-la e a clareza para expressá-la. Põe ordem ao início desta obra,
dirige o seu progresso e conduz-na à sua completude. Por Cristo, nosso
Senhor. [S. Tomás de Aquino]
Todos: Amém.

Ou esta:

Oficiante: Oremos. Guia-nos, ó Senhor, nosso Deus, pela tua Palavra e pelo
teu Santo Espírito, de modo que em tua luz, possamos ver a luz; na tua
verdade, encontrar libertação; e, na tua vontade, encontrar a paz. Por Jesus
Cristo, Nosso Senhor.
Povo: Amém.
Ou outra, comum ou extemporânea. Caso não haja a celebração da Sagrada Eucaristia, do Sagrado
Batismo ou de um dos ritos sacramentais, a esta oração segue-se imediatamente a Oração do
Senhor, feita por toda a Congregação e assim introduzida:

Oficiante: ... Jesus Cristo, que nos ensinou a orar, dizendo:


Todos: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no
céu. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas,
assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes
cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a
glória para sempre, amém.

Sermão

Sentados.

Canto próprio

De pé.

Confissão de Fé

Em celebrações solenes, será empregado o Credo Niceno. Nas demais, empregar-se-á o Credo
Apostólico, conforme abaixo:

Credo Niceno

Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de


todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do


Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de
Deus verdadeiro; gerado, não criado; da mesma substância do Pai. Por ele,
todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para nossa salvação,
desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem
Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos,
padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras,
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em
sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai e do
Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele, que falou pelos
Profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo


para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do
mundo que há de vir. Amém.
Credo Apostólico

Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso Criador do Céu e da terra.

E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, o qual foi concebido por
obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de
Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades;
ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu e está sentado à direita
de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os
mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja universal; na comunhão dos santos;


na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

A Oração dos Fiéis

Tendo professado a sua fé, o povo de Deus é chamado, a interceder pela Igreja universal, seus
membros e sua missão; pela denominação e seus oficiais; pelo País e suas autoridades; pela paz e
pela salvação do mundo; pelas preocupações da comunidade local e de seus membros, seus motivos
de gratidão e de súplicas.

LITURGIA DOS SACRAMENTOS


LITURGIA BATISMAL
RITOS PASTORAIS OU ECLESIÁSTICOS

Caso sejam ministrados estes ritos, o Oficiante anunciará a respectiva página do Manual, caso a
liturgia não seja impressa em boletim próprio.

LITURGIA EUCARÍSTICA

A Saudação da Paz

De pé.

Oficiante: A paz do Senhor seja sempre convosco!


Povo: Seja também contigo.
Oficiante: Saudemo-nos com a paz do Senhor.

Os presentes saúdam-se com a paz do Senhor, dando-se a destra de comunhão.


A seguir, todos se assentam.

Convite à Ação de Graças

Um Oficiante convida os presentes a manifestarem sua gratidão a Deus ofertando para a


manutenção da Igreja, de seus ministérios e para o alívio dos necessitados.

Ofertório, Preparação da Mesa e Processional dos Presbíteros

Durante o Canto de Ação de Graças, aqueles que assim o desejarem poderão ofertar ao Senhor.
Os Diáconos preparam a Mesa da Comunhão, enquanto os Ministros e Presbíteros tomam seus
lugares. Após, os Diáconos passam a receber as Ofertas do Povo.
Consagração das ofertas

Um Diácono eleva o recipiente das Ofertas e faz uma Oração, consagrando-as ao serviço do Senhor.

Convite à Mesa do Senhor

O Ministro convida os presentes à participação do Sacramento da Eucaristia, examinando-se cada


um a si mesmo para que participe adequadamente da Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo.

A Grande Oração de Ação de Graças


(Oração Eucarística I)

A Grande Ação de Graças poderá ser dita ou cantada. Pode ser empregada, em todo tempo, esta
Oração Eucarística, outra autorizada, ou as próprias do Calendário Litúrgico.
De pé.

Diálogo e Sursum Corda

Ministro: O Senhor esteja convosco.


Povo: E também contigo.
Ministro: Elevemos os corações.
Povo: Ao Senhor os elevamos.
Ministro: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Povo: Pois fazê-lo é justo e digno.

Prefácio Eucarístico

Ministro: É verdadeiramente justo e digno e nossa maior alegria, que


rendamos, sempre e em todo lugar, glórias, honras e louvores a ti, ó Senhor,
Pai Santo, Deus Eterno e Todo-Poderoso,

Aqui, inserem-se, caso aplicáveis, os Prefácios próprios de cada estação litúrgica.


No Advento:

Ministro: Pois, pelas palavras dos Profetas, tu prometeste ao teu povo o


Redentor, e deste a esperança pelo dia em que a justiça virá como as águas,
e a retidão como um rio perene. Nós nos regozijamos pois, em Jesus Crsto,
teu Filho, Nosso Senhor, veio a nós o Salvador, e novamente virá, em seu
poder e glória para tornar novas todas as coisas.

No Natal:

Ministro: Pois tu entregaste teu único Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor,
para se encarnar por nós; o qual, pela obra do Espírito Santo, tornou-se
verdadeiramente homem, nascido da virgem Maria, livre da mácula do
pecado para que nos pudesse livrar do nosso próprio pecado.
Na Epifania:

Ministro: Por meio de Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual, na substância de


nossa carne mortal, manifestou sua glória divinal, de modo que nos trouxe
das trevas para a sua maravilhosa luz.

No Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo:

Ministro: Pois, ao ser batizado por João nas águas do Rio Jordão, Nosso
Senhor Jesus Cristo tomou lugar entre os pecadores, e tua voz o proclamou
como teu Filho. Como pomba, teu Santo Espírito desceu sobre ele, ungindo-
o teu Cristo, para trazer boas novas aos pobres, proclamar libertação aos
cativos, restaurar a vista aos cegos e libertar os oprimidos.

Na Transfiguração do Senhor:

Ministro: Pois, no mistério do teu Verbo Eterno feito em carne, tu fizeste


nova luz brilhar em nossos corações, para que conhecêssemos a tua glória
na pessoa de teu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Na Quaresma:

Ministro: Pois não precisamos nos ocultar de ti, a cuja justiça ninguém é
capaz de resistir, visto que tua misericórdia foi proclamada pelos Profetas e
pelos Apóstolos e revelada na pessoa de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

No Domingo de Ramos:

Ministro: Pois teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, cumpriu as
palavras dos Profetas e adentrou a cidade santa de Jerusalém, onde foi
alçado sobre a Cruz. Por sua Paixão e Morte, ele derrotou o poder da morte,
tornando-se fonte da vida eternal, convertendo o madeiro de opróbrio e de
derrota em monumento de vitória, de onde emana vida, e vida em
abundância.

Na Quinta-Feira da Paixão:

Ministro: Pois teu santo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, veio como servo,
nos lavar de nosso orgulho e nos alimentar com o Pão da Vida e com o
Cálice da Salvação, de modo que todos participemos de sua Mesa como
membros de uma só família.

Na Páscoa:

Ministro: E, sobretudo, é nosso dever e nossa salvação louvarmos-te pela


gloriosa Ressurreição de teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor; pois ele, que
é o verdadeiro Cordeiro Pascal, foi oferecido por nós, e levou sobre si o
pecado do mundo; por cuja Morte a própria morte foi destruída, e por cujo
retorno à vida somos restaurados para a Vida Eterna.
Na Ascensão do Senhor:

Ministro: Por teu amado Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual, após sua
gloriosa Ressurreição, manifestou-se aparecendo a todos os seus Apóstolos,
à vista dos quais gloriosamente ascendeu aos céus, para preparar-nos
morada, de modo que possamos nós ascender também ao teu reino, e com
ele, contigo e o Espírito Santo, reinar em glória pela eternidade.

No Pentecostes:

Ministro: Por Jesus Cristo, Nosso Senhor, por cuja fidelíssima promessa, o
Espírito Santo é derramado por ti dos céus, iluminando os teus discípulos
para que tu os instruas e os guie a toda a verdade, concedendo-lhes
intrepidez e fervor para a pregação de teu santo Evangelho para todas as
nações, e pelo qual somos trazidos das trevas da ignorância para a
maravilhosa luz do conhecimento da tua Palavra.

No Domingo da Santíssima Trindade:

Ministro: Que, com teu Filho unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo, e o
Espírito Santo, em Trindade de pessoas e unidade de substância, iguais em
majestade e indivisas em esplendor, constituis um só Deus e Senhor, a ser
adorado e glorificado em tua glória eterna.

Na Reforma Protestante:

Ministro: Pois assim como tu guiaste teu povo de Israel nos tempos da
Antiga Aliança, tu ainda hoje diriges teu povo escolhido, tua Santa Igreja,
guiando-a pela verdade das Sagradas Escrituras.

No Domingo de Cristo, o Rei do Universo:

Ministro: Pois tu exaltaste o Cristo ressurreto sobremaneira acima de toda


a Criação, dando-lhe o nome pelo qual todo joelho há de se dobrar, e ao
qual toda língua há de confessar como Rei e Senhor.

EM TODOS OS CASOS, O PREFÁCIO É ASSIM CONCLUÍDO:

Ministro: Portanto, com os Anjos e os Arcanjos, com os Patriarcas e os


Profetas, com os Santos Apóstolos, os Mártires e os Doutores da Igreja, e
com os teus eleitos de todas as eras e lugares, unimos nossas vozes ao coro
celestial, que não cessa de louvar teu nome, cantando:

Sanctus
O Sanctus é dito, ou, preferivelmente, cantado.

Todos: Santo, santo, santo é o Senhor, Deus dos Exércitos; toda a terra
está cheia da sua glória.
Ministro: Hosana nas alturas!
Povo: Bendito o que vem em nome do Senhor!
Todos: Hosana nas maiores alturas!
Anamnese

Ministro: Toda a glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, Deus
Todo-Poderoso, pois tu, em tua terna misericórdia, enviaste teu único Filho,
Jesus Cristo, Nosso Senhor, para sofrer a morte sobre a Cruz para a nossa
redenção, oferecendo, de uma vez por todas, sacrifício perfeito e suficiente
para o perdão dos pecados de toda a humanidade. Graças te damos ainda
pois, estando à véspera de se entregar para a nossa salvação, o Senhor
instituiu o Sacramento do Pão e do Vinho, para que celebrássemos a
comunhão de seu Corpo e Sangue, em memória de seu sacrifício, o qual
agora nos achegamos à tua Santa Mesa para celebrar.

A Instituição, a Fração do Pão e a Consagração do Cálice

Ministro: Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o


Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou do pão* e, tendo dado
graças, o partiu* e disse: isto* é o meu corpo, que é partido por vós; fazei
isto em memória de mim.

De joelhos.
Nos pontos assinalados, o Ministro toma do pão, parte-o e eleva-o à vista da Congregação.
Um breve momento de meditação silenciosa é observado.

Ministro: Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou* também o


cálice, dizendo: Este* cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas
as vezes que o beberdes, em memória de mim.

Nos pontos assinalados, o Ministro toma do cálice e eleva-o à vista da Congregação. Novamente,
um breve momento de meditação silenciosa é observado.

A Epíclese

O Ministro, impondo suas mãos sobre os elementos, prossegue:

Ministro: Envia sobre nós, ó Senhor, o teu Santo Espírito, e santifica estas
ofertas de pão e de vinho, de modo que ao participarmos da tua Santa Ceia,
cumpra-se a tua bendita Palavra, e partilhemos verdadeiramente da
comunhão do † Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Mistério da Fé

De pé.

Ministro: Pois nisto consiste o mistério da nossa fé, o motivo da nossa


esperança:
Todos: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste
cálice, anunciamos a morte e a ressurreição do Senhor, até que ele
venha.
A Oração do Senhor

Ministro: E confiados nesta fé, nós oramos como Nosso Senhor nos ensinou,
dizendo:
Todos: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha
o teu reino; seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão
nosso de cada dia, dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como
nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.

Doxologia Final e Amém

O Ministro diz ou canta a seguinte doxologia:

Ministro: Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a ti, Deus Pai Todo-Poderoso, na
unidade do Espírito Santo, sejam dadas toda honra e toda a glória, agora e para
sempre.
Povo: Amém.

A Comunhão do Pão e do Cálice I Co 10.16

O Ministro come do pão e bebe do cálice, e os serve aos Presbíteros, que então servem aos demais
Oficiantes e à Congregação. Na ministração do Pão, diz-se:

Ministro ou Presbítero: O pão que partimos é a comunhão do Corpo de


Cristo.
Comungante: Amém.

Na ministração do Cálice, diz-se:

Ministro ou Presbítero: O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue


de Cristo.
Comungante: Amém.

Após receber a Comunhão, todos podem se assentar.

Cantos Eucarísticos

Ação de Graças pela Comunhão

Todos se colocam de pé para a oração. O Ministro ou um dos Presbíteros, faz a seguinte oração,
dando graças pelo Sacramento da Eucaristia, ou outra extemporânea de semelhante teor:

Ministro ou Presbítero: Graças te rendemos de todo o coração, ó Senhor,


nosso Deus, pela comunhão do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus
Cristo, que tu comunicas a nós pelo Sacramento da Eucaristia, que é a Santa
Ceia do Senhor. Por tua grande misericórdia, preserva-nos na comunhão dos
teus santos eleitos, de modo que possamos perseverar nas boas obras as quais
tu preparaste para que andássemos nelas e, ao final de nossos dias terrenos,
alcancemos com eles a glória que tu tens preparadas para os teus. Por Cristo
Jesus, Nosso Senhor.
Povo: Amém.
RITOS FINAIS

Canto de Envio

Oração de Envio

A Oração de Envio pode ser comum ou extemporânea, feita pelo Ministro ou por qualquer presente
apontado por ele.

A Bênção

Impetrar a Bênção é prerrogativa do Ministro, sendo ela omitida em sua ausência. Pode ser dita ou
cantada uma bênção própria ou extemporânea, ou, em todo tempo nos cultos solenes, a Bênção
Aaraônica (Nm. 6.24-26):

Ministro: O Senhor vos abençoe e vos guarde. O Senhor faça resplandecer


o rosto sobre vós e tenha misericórdia de vós. O Senhor sobre vós levante o
rosto e vos dê a paz. Em nome do † Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Povo: Amém.

Ou em quaisquer ocasiões, a Bênção Apostólica (2 Co. 13.13):

Ministro: A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão


do Espírito Santo sejam com todos vós. E assim abençoe-vos o Deus Todo-
Poderoso, † Pai, Filho e Espírito Santo, hoje e por todo o sempre.
Povo: Amém.

Poslúdio e Recessional

Após a recessional, um Oficiante despede o povo, dizendo:

Oficiante: Ide em paz, para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o


Senhor vos abençoe e vos acompanhe.
Povo: Graças a Deus!