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ABNT/CB-003

PROJETO ABNT NBR 16612


MAR 2017

Cabos de potência para sistemas fotovoltaicos, não halogenados,


isolados, com cobertura, para tensão de até 1,8 kV C.C. entre
condutores ― Requisitos de desempenho
Projeto em Consulta Nacional

APRESENTAÇÃO
1) Este Projeto foi elaborado pela Comissão de Estudo de Cabos isolados (CE-003:020.003) do
Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), com número de Texto-Base 003:020.003-036,
nas reuniões de:

28.06.2012 18.03.2015 15.04.2015

13.05.2015 24.06.2015 12.08.2015

16.09.2015 18.11.2015 16.12.2015

17.02.2016 16.03.2016 13.04.2016

17.05.2016 14.06.2016 05.07.2016

16.08.2016 13.09.2016

a) Não tem valor normativo.

2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

3) Tomaram parte na sua elaboração:

Participante Representante

ALUBAR Anderson Prata


BELDEN Daniel Castro
COBRECOM Mauro Soares
COBREMACK Demístocles Santana Empke
CONDUMAX Marcos Poli
CONDUSPAR Claudia Freitas
CONSTRUFIOS Fissato Fujii

© ABNT 2017
Todos os direitos reservados. Salvo disposição em contrário, nenhuma parte desta publicação pode ser modificada
ou utilizada de outra forma que altere seu conteúdo. Esta publicação não é um documento normativo e tem
apenas a incumbência de permitir uma consulta prévia ao assunto tratado. Não é autorizado postar na internet
ou intranet sem prévia permissão por escrito. A permissão pode ser solicitada aos meios de comunicação da ABNT.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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PROJETO ABNT NBR 16612
MAR 2017

DACARTO Alfredo Mazzaro


DOW Márcio T. Alves
GENERAL CABLE João J. Alves de Paula
IFC/COBRECOM Rosevaldo Toalida
Projeto em Consulta Nacional

INDUSCABOS Willian Albino


ITEN José Aparecido Seixas
LABSYSTEM Carlos Jose
LABSYSTEM Carlos José dos Santos
LAMESA Shigue Y. Iseri
NEXANS João Marcondes de O. Neto
NEXANS Mario Cesar Alonso
PETROBRÁS Michael da Fonseca Pinheiro
PHELPS DODGE Juarez S. M. Ribeiro
PRYSMIAN Rodnei Ancilotto
PRYSMIAN Rodrigo Oliveira
PRYSMIAN Flavio Orbiteli
SIL Nelson Volyk
UL DO BRASIL Rodrigo Teles Maciel
WIREX Harri Giuliano Falanga

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


ABNT/CB-003
PROJETO ABNT NBR 16612
MAR 2017

Cabos de potência para sistemas fotovoltaicos, não halogenados,


isolados, com cobertura, para tensão de até 1,8 kV C.C. entre
condutores ― Requisitos de desempenh
Projeto em Consulta Nacional

Power cables for photovoltaic systems, halogen free, insulated, with coverage, for rated
voltage up to and including DC 1,8 kV between conductors ― Performance requirements

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização.


As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB),
dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais
(ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas
no tema objeto da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais
direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados
à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos.
Nestes casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas
para exigência dos requisitos desta Norma.

A ABNT NBR 16612 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), pela Comissão
de Estudo de Cabos isolados (CE-003:020.003). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme
Edital nº XX, de XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX.

O Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte:

Scope
This Standard specifies the minimum requirements on qualification and acceptance of insulated and
sheathed single-core cables for use at the DC-side of photovoltaic (PV) installations with a maximum
permissible DC voltage of 1,8 kV (conductor/conductor, non earthed system, circuit not under load).

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Cabos de potência para sistemas fotovoltaicos, não halogenados,


isolados, com cobertura, para tensão de até 1,8 kV C.C. entre
condutores ― Requisitos de desempenh
Projeto em Consulta Nacional

1 Escopo
Esta Norma especifica os requisitos mínimos para a qualificação e aceitação de cabos singelos de
condutor flexível para uso em corrente contínua em instalações de energia fotovoltaica, com tensão
contínua máxima de 1,8 kV C.C. entre condutores (sistema a dois fios, não aterrado e não sob carga).

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento.
Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5426, Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos

ABNT NBR 5456, Eletricidade geral – Terminologia

ABNT NBR 5471, Condutores elétricos

ABNT NBR 6251, Cabos de potência com isolação extrudada para tensões de 1 kV a 35 kV – Requisitos
construtivos

ABNT NBR 6813, Fios e cabos elétricos – Ensaio de resistência de isolamento

ABNT NBR 6814, Fios e cabos elétricos – Ensaio de resistência elétrica

ABNT NBR 6881, Fios e cabos elétricos de potência, controle e instrumentação – Ensaio de tensão
elétrica

ABNT NBR 7312, Rolos de fios de cabos elétricos – Características dimensionais

ABNT NBR 9511, Cabos elétricos – Raios mínimos de curvatura para instalação e diâmetros mínimos
de núcleos de carretéis para acondicionamento

ABNT NBR 10495, Fios e cabos elétricos – Determinação da quantidade de gás ácido halogenado
emitida durante a combustão de materiais poliméricos

ABNT NBR 11137, Carretel de madeira para o acondicionamento de fios e cabos elétricos – Dimensões
e estruturas

ABNT NBR 11300, Fios e cabos elétricos – Determinação da densidade de fumaça emitida em
condições definidas de queima – Método de ensaio

ABNT NBR 11633, Fios e cabos elétricos – Ensaio de determinação do grau de acidez de gases
desenvolvidos durante a combustão de componentes – Método de ensaio

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ABNT NBR 13248:2014, Cabos de potência e condutores isolados sem cobertura, não halogenados e
com baixa emissão de fumaça, para tensões até 1 kV – Requisitos de desempenho

ABNT NBR NM 244, Condutores de cabos isolados – Ensaio de centelhamento

ABNT NBR NM 280, Condutores de cabos isolados (IEC 60228, MOD)


Projeto em Consulta Nacional

ABNT NBR NM IEC 60332-1, Métodos de ensaios em cabos elétricos sob condições de fogo – Parte 1:
Ensaio em um único condutor ou cabo isolado na posição vertical

ABNT NBR NM IEC 60811-1-1:2001, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e
de cobertura de cabos elétricos – Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 1: Medição de
espessuras e dimensões externas – Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas

ABNT NBR NM IEC 60811-1-2, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de
cobertura de cabos elétricos – Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 2: Métodos de
envelhecimento térmico

ABNT NBR NM IEC 60811-1-3, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de
cobertura de cabos elétricos – Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 3: Métodos para
determinação da densidade de massa – Ensaios de absorção de água – Ensaios de retração.

ABNT NBR NM IEC 60811-1-4:2003, Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de
cobertura de cabos elétricos e ópticos – Parte1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 4: Ensaios
a baixas temperaturas

ABNT NBR NM IEC 60811-2-1, Métodos de ensaios comuns para materiais de isolação e de cobertura
de cabos elétricos e ópticos – Parte 2: Métodos específicos para materiais elastoméricos – Capítulo 1:
Ensaios de resistência ao ozônio, de alongamento a quente e de imersão em óleo mineral

IEC 60068-2-78, Environmental testing – Part 2-78: Tests – Test Cab: Damp heat, steady state

IEC 60216-1, Electrical insulating materials – Thermal endurance properties – Part 1: Ageing procedures
and evaluation of test results

IEC 60216-3, Electrical insulating materials – Thermal endurance properties – Part 3: Instructions for
calculating thermal endurance characteristics

IEC 60216-4-1, Electrical insulating materials – Thermal endurance properties – Part 4-1: Ageing ovens –
Single chamber ovens

ASTM G155:2013, Practice for operating xenon arc light apparatus for exposure of non-metallic materials

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições das ABNT NBR 5456,
ABNT NBR 6251 e ABNT NBR 5471, e os seguintes.

3.1
comprimento nominal
quantidade-padrão de fabricação e/ou quantidade que conste na ordem de compra, para cada unidade
de expedição

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3.2
índice de temperatura
IT
valor numérico da temperatura, em graus Celsius, derivado da relação da resistência térmica com o
tempo de 20 000 h
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3.3
intervalo de divisão por dois
IDC
valor numérico do intervalo de temperatura, em kelvins, que exprime a divisão por dois do tempo para
atingir o valor-limite da propriedade correspondente, tomado a partir do índice IT

3.4
lance
unidade de expedição de comprimento contínuo

3.5
unidade de expedição
unidade constituída por um rolo, uma bobina ou outra forma de acondicionamento

4 Requisitos
4.1 Designação

Os cabos de potência previstos nesta Norma devem ser designados pela:

 a) seção nominal do condutor, em milímetros quadrados;

 b) tensão máxima do cabo (Um): 1,8 kV em corrente contínua.

4.2 Condições de instalação e serviço

4.2.1 Instalação

Estes cabos foram previstos para serem instalados entre a célula fotovoltaica e os terminais de corrente
contínua do inversor fotovoltaico.

4.2.2 Condições ambientais

Estes cabos devem ser adequados para operar em temperatura ambiente de –15 °C até 90 °C.

4.2.3 Condições de operação

A temperatura do condutor em regime permanente não pode ultrapassar 90 °C. Por um período
máximo de 20 000 h, é permitida uma temperatura máxima de operação no condutor de 120 °C em
uma temperatura ambiente máxima de 90 °C.

4.2.4 Condições de operação em regime de curto-circuito

A temperatura no condutor, em regime de curto-circuito, não pode ultrapassar 250 °C. A duração neste
regime não pode ultrapassar 5 s.

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4.3 Condutor

4.3.1 O condutor deve ser de cobre estanhado e têmpera mole, e estar conforme a ABNT NBR NM 280
na classe 5 de encordoamento.

4.3.2 A superfície dos fios componentes do condutor encordoado não pode apresentar fissuras,
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escamas, rebarbas, aspereza, estrias ou inclusões. O condutor pronto não pode apresentar falhas
de encordoamento.

4.3.3 Os fios componentes do condutor encordoado, antes de serem submetidos a fases posteriores
de fabricação, devem atender aos requisitos da ABNT NBR NM 280.

4.4 Separador

Sobre o condutor pode ser aplicado um separador, a critério do fabricante, a fim de facilitar a remoção
da isolação e evitar a aderência desta, e este separador deve estar de acordo com a ABNT NBR 6251.

4.5 Isolação

4.5.1 A isolação deve ser constituída por uma ou mais camadas extrudadas de composto não
halogenado termofixo, com requisitos conforme a Tabela 1.

Tabela 1 – Características físicas dos compostos da isolação


Método
Seção Característica Unidade Requisito
de ensaio
Ensaio de tração
1 ABNT NBR NM Sem envelhecimento
1.1 IEC 60811-1-1 —— resistência à tração, mínima MPa 8,0
—— alongamento à ruptura, mínimo % 125
Após envelhecimento em estufa a ar
—— temperatura °C 150 ± 2
ABNT NBR NM
1.2 —— duração h 168
IEC 60811-1-2
—— variação máxima da resistência à tração e % – 30 b
do alongamento à ruptura a
—— Alongamento a quente
—— temperatura °C 200 ± 3
ABNT NBR NM —— tempo sob carga min 15
2
IEC 60811-2-1 —— solicitação mecânica MPa 0,2
—— máximo alongamento sob carga % 175
—— máximo alongamento após resfriamento % 15
Resistência térmica
3 Anexo A —— índice de temperatura °C 120
—— alongamento à ruptura, mínimo % 50
Alongamento a frio (para diâmetro> 12,5 mm)
ABNT NBR NM
4 —— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C – 15
IEC 60811-1-4
—— alongamento mínimo % 30

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Tabela 1 (continuação)
Método
Seção Característica Unidade Requisito
de ensaio

ABNT NBR NM Dobramento a frio (para diâmetro ≤ 12,5 mm)


5
IEC 60811-1-4 —— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C – 15
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Resistência ao ozônio
ABNT NM IEC —— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C 25
6
60811-2-1 —— concentração (em volume) % 0,025 a 0,030
—— duração sem fissuração h 24
Envelhecimento em estufa a ar com o condutor
—— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C 135
ABNT NBR NM
7 —— duração h 168
IEC 60811-1-2
—— variação máxima da resistência à tração e % ± 30
do alongamento à ruptura a
ABNT NBR
Análise qualitativa para determinação da
8 13248:2014 – – –
presença de halogênios, nitrogênio e enxofre
Anexo B
Grau de acidez
ABNT NBR
9 —— pH – ≥ 4,3
11633
—— condutividade µS/mm ≤ 20
ABNT NBR
10 Quantidade de gás ácido mg/g ≤5
10495
a Variação: diferença entre o valor mediano da resistência à tração e alongamento à ruptura, obtido após envelhecimento,
e o valor mediano obtido sem envelhecimento, expressa como porcentagem deste último.
b É permitido qualquer valor positivo para esta variação.

4.5.2 A isolação deve ser contínua e uniforme ao longo de todo o seu comprimento.

4.5.3 A isolação dos cabos, quando não houver separador sobre o condutor, deve estar justaposta
ao condutor, porém facilmente removível e não aderente a ele.

4.5.4 A espessura nominal da isolação deve estar de acordo com a Tabela 2.

4.5.5 A espessura média da isolação não pode ser inferior ao valor nominal especificado.

4.5.6 A espessura mínima da isolação em um ponto qualquer de uma seção transversal pode ser inferior
ao valor nominal, contanto que a diferença não exceda 0,1 mm + 10 % do valor nominal especificado.

4.5.7 A espessura de um eventual separador aplicado sobre o condutor não pode ser considerada
parte da espessura da isolação.

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Tabela 2 – Dimensional
Número e seção Espessura nominal Espessura nominal Diâmetro externo
nominal dos condutores da isolação da cobertura máximoa
mm2 mm mm mm

1 × 1,5 0,7 0,8 5,4


Projeto em Consulta Nacional

1 × 2,5 0,7 0,8 5,9

1×4 0,7 0,8 6,6

1×6 0,7 0,8 7,4

1 × 10 0,7 0,8 8,8

1 × 16 0,7 0,9 10,1

1 × 25 0,9 1,0 12,5

1 × 35 0,9 1,1 14,0

1 × 50 1,0 1,2 16,3

1 × 70 1,1 1,2 18,7

1 × 95 1,1 1,3 20,8

1 × 120 1,2 1,3 23,0

1 × 150 1,4 1,4 25,7

1 × 185 1,6 1,6 28,7

1 × 240 1,7 1,7 32,3

1 × 300 1,8 1,8 35,6

1 × 400 2,0 2,0 40,6


a Valor informativo.

4.6 Separador

Sobre a isolação pode ser aplicado um separador, a critério do fabricante, e este separador deve estar
de acordo com a ABNT NBR 6251.

4.7 Cobertura

4.7.1 A cobertura deve ser constituída por uma ou mais camadas extrudadas de composto não
halogenado termofixo, com requisitos conforme a Tabela 3.

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Tabela 3 – Características físicas dos compostos de cobertura


Método
Seção Característica Unidade Requisito
de ensaio
Ensaio de tração
1 ABNT NBR NM Sem envelhecimento
Projeto em Consulta Nacional

1.1 IEC 60811-1-1 —— resistência à tração, mínima MPa 8,0


—— alongamento à ruptura, mínimo % 125
Após envelhecimento em estufa a ar
—— temperatura
ABNT NBR NM °C 150 ± 2
1.2 —— duração
IEC 60811-1-2 h 168
—— variação máxima da resistência à tração e
% – 30 b
do alongamento à ruptura a
Alongamento a quente
—— temperatura °C 200 ± 3
ABNT NBR NM —— tempo sob carga min 15
2
IEC 60811-2-1 —— solicitação mecânica MPa 0,2
—— máximo alongamento sob carga % 175
—— máximo alongamento após resfriamento % 15
Resistência térmica
3 Anexo A —— índice de temperatura °C 120
—— alongamento à ruptura, mínimo % 50
Retração
—— temperatura (tolerância + 2 °C) °C 120
ABNT NBR NM
4 —— duração h 1
IEC 60811-1-3
—— comprimento da amostra mm 300
—— variação máxima permissível % 2
Alongamento a frio (para diâmetro> 12,5 mm)
ABNT NBR NM
5 —— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C – 15
IEC 60811-1-4
—— alongamento mínimo % 30

ABNT NBR NM Dobramento a frio (para diâmetro ≤ 12,5 mm)


6
IEC 60811-1-4 —— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C – 15

Envelhecimento em estufa a ar com o condutor


—— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C 135
ABNT NBR NM
7 —— duração h 168
IEC 60811-1-2
—— variação máxima da resistência à tração e % – 30 b
do alongamento à ruptura a

Ensaio de resistência a temperatura e umidade


—— temperatura °C 90
—— duração h 1 000
8 IEC 60068-2-78 —— umidade relativa, mínimo % 85
—— período de recondicionamento h 16 a 24
—— variação máxima da resistência à tração e % – 30 b
do alongamento à ruptura a

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Tabela 3 (continuação)
Método
Seção Característica Unidade Requisito
de ensaio
Resistência a ácidos e álcalis
—— base ácida: solução N-oxálica ácida c
Projeto em Consulta Nacional

ABNT NBR NM —— base alcalina: solução N-hidróxido de sódio c


9 IEC 60811-2-1 —— temperatura do banho (tolerância ± 2 °C) °C 23
Seção 10 —— duração h 168
—— variação máxima a (resistência à tração) % ± 30
—— alongamento à ruptura, mínimo % 100
Resistência ao ozônio
ABNT NM IEC —— temperatura (tolerância ± 2 °C) °C 25
10
60811-2-1 —— concentração (em volume) % 0,025 a 0,030
—— duração sem fissuração h 24
ABNT NBR
Análise qualitativa para determinação da
11 13248:2014 – –
presença de halogênios, nitrogênio e enxofre
Anexo E
Grau de acidez
ABNT NBR
12 —— pH – ≥ 4,3
11633
—— condutividade Ω.S/mm ≤ 20
ABNT NBR
13 Quantidade de gás ácido mg/g ≤5
10495
a) Variação: diferença entre o valor mediano da resistência à tração e alongamento à ruptura, obtido após envelhecimen-
to, e o valor mediano obtido sem envelhecimento, expressa como porcentagem deste último.
b) É permitido qualquer valor positivo para esta variação.
c) N significa concentração de 1 Normal.

4.7.2 A cobertura deve ser contínua e uniforme ao longo de todo o seu comprimento.

4.7.3 A espessura nominal da cobertura deve estar de acordo com a Tabela 2.

4.7.4 A espessura média da cobertura não pode ser inferior ao valor nominal especificado.

4.7.5 A espessura mínima da cobertura em um ponto qualquer de uma seção transversal pode
ser inferior ao valor nominal, contanto que a diferença não exceda 0,1 mm + 15 % do valor nominal
especificado.

4.7.6 A cobertura deve ser nas cores preta ou vermelha.

4.8 Marcação

4.8.1 A superfície externa da cobertura do cabo deve ser marcada a intervalos regulares de até
500 mm, com caracteres de durabilidade, dimensões e legibilidade adequadas.

4.8.2 A durabilidade da gravação deve ser verificada ao tentar removê-la, esfregando-a levemente
com um pano úmido, por 10 vezes; isto não pode alterar a gravação.

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4.8.3 A marcação na cobertura deve conter no mínimo as seguintes informações:

 a) marca de origem (nome, marca ou logotipo do fabricante);

 b) seção nominal do condutor, expressa em milímetros quadrados (mm2);


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 c) inscrição: “USO EM SISTEMA FOTOVOLTAICO”;

 d) ano de fabricação;

 e) número desta Norma.

NOTA É facultado ao fabricante ou fornecedor responsável incluir a marca comercial do produto, prefe-
rencialmente após a marca de origem.

5 Inspeção e amostragem
5.1 Condições gerais de inspeção

5.1.1 Os ensaios previstos por esta Norma são classificados em:

 a) ensaios de recebimento (R e E);

 b) ensaios de tipo (T);

 c) ensaios de controle.

5.1.2 Antes de qualquer ensaio, deve ser realizada uma inspeção visual sobre todas as unidades
de expedição, para verificação das condições estabelecidas em 4.8 e na Seção 8.

5.2 Ensaios de recebimento (R e E)

5.2.1 Os ensaios de recebimento constituem-se em:

 a) ensaios de rotina (R);

 b) ensaios especiais (E).

5.2.2 Os ensaios de rotina (R) solicitados por esta Norma são:

 a) ensaio de resistência elétrica do condutor, conforme 7.1;

 b) ensaio de tensão elétrica, conforme 7.2;

 c) ensaio de centelhamento, conforme 7.3;

 d) ensaio de resistência de isolamento à temperatura ambiente, conforme 7.4.

5.2.3 Os ensaios de rotina (R) são feitos nas unidades de expedição conforme critério de amos-
tragem estabelecido em 5.6.1 e 5.6.2, com a finalidade de demonstrar a integridade do cabo.

5.2.4 As verificações e os ensaios especiais (E) solicitados por esta Norma são:

 a) verificação da construção do cabo, conforme 4.3 a 4.8;

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 b) ensaios de tração na isolação, antes e após o envelhecimento, conforme 7.8;

 c) ensaios de tração na cobertura, antes e após o envelhecimento, conforme 7.8;

 d) ensaio de alongamento a quente na isolação e na cobertura, conforme 7.8.


Projeto em Consulta Nacional

5.2.5 Os ensaios especiais (E) são feitos em amostras de cabo completo, ou em componentes reti-
rados das amostras, conforme critério de amostragem estabelecido em 5.6.3 a 5.6.5, com a finalidade
de verificar se o cabo atende às especificações do projeto.

5.3 Ensaios de tipo (T)

5.3.1 Os ensaios de tipo (T) elétricos solicitados por esta Norma são:

 a) ensaio de resistência elétrica do condutor, conforme 7.1;

 b) ensaio de tensão elétrica, conforme 7.2;

 c) ensaio de resistência de isolamento à temperatura ambiente, conforme 7.4;

 d) ensaio de resistência de isolamento a 90 °C, conforme 7.5;

 e) ensaio de tensão contínua de longa duração, conforme 7.6;

 f) ensaio de resistência elétrica superficial da cobertura, conforme 7.7.

5.3.2 O corpo de prova deve ser constituído por um comprimento de cabo completo, de no mínimo
5 m. A seção recomendada do condutor é 6 mm2.

5.3.3 As verificações e os ensaios de tipo (T) não elétricos solicitados por esta Norma são:

 a) verificação da construção do cabo, conforme 4.3 a 4.8;

 b) ensaios das características físicas do(s) composto(s) da isolação, conforme 7.8;

 c) ensaios das características físicas do(s) composto(s) de cobertura, conforme 7.8;

 d) ensaio de resistência à chama, conforme 7.9;

 e) ensaios mecânicos do material da cobertura antes e após envelhecimento artificial em câmara UV,
conforme 7.10;

 f) ensaio de determinação da densidade de fumaça, conforme 7.11;

 g) ensaio de resistência ao impacto a frio, conforme 7.12;

 h) ensaio de penetração dinâmica, conforme 7.13.

5.3.4 Deve-se utilizar um comprimento suficiente de cabo completo, retirado previamente da amostra
colhida para os ensaios de tipo elétricos. A seção recomendada do condutor é 6 mm2.

5.3.5 Os ensaios de tipo devem ser realizados, de modo geral, uma única vez, com a finalidade
de demonstrar o comportamento satisfatório do projeto do cabo, para atender à aplicação prevista.
São, por isso mesmo, de natureza tal, que não precisam ser repetidos, independentemente do material
do condutor, a menos que haja modificação do projeto do cabo que possa alterar o desempenho deste.

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5.3.6 Entende-se por modificação do projeto do cabo, para os objetivos desta Norma, qualquer
variação construtiva ou de tecnologia que possa influir diretamente no desempenho elétrico e/ou
mecânico do cabo.

5.4 Ensaio de tipo (T) complementar


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O ensaio de tipo complementar previsto por esta Norma é o ensaio para determinação do coeficiente
por grau Celsius, para correção da resistência de isolamento. Este ensaio deve ser previamente rea-
lizado pelo fabricante, conforme 7.14.

5.5 Ensaios de controle

Todos os ensaios elétricos e não elétricos previstos por esta Norma compreendem o elenco de
ensaios de controle disponíveis ao fabricante que, a seu critério e necessidade, os utiliza para determi-
nada ordem de compra ou lote de produção, com objetivo de assegurar que os materiais e processos
utilizados atendam aos requisitos desta Norma.

5.6 Critérios de amostragem

5.6.1 Todas as unidades de expedição, exceto as acondicionadas em rolos, devem ser submetidas
a todos os ensaios de rotina.

5.6.2 Para as unidades de expedição acondicionadas em rolos, adota-se o critério de amostragem


conforme a ABNT NBR 5426, com NI = II (nível de inspeção) e NQA = 2,5 % (nível de qualidade
aceitável), desde que seja comprovado que nas bobinas de origem tenham sido realizados os ensaios
de rotina, previstos em 5.2.2-a) a d).

5.6.3 Os ensaios especiais devem ser feitos para ordens de compra que excedam 4 km de cabo,
de mesmo tipo, seção e construção. Para ordens de compra com vários itens de mesma construção
e os mesmos materiais componentes, apenas com seções diferentes, os ensaios especiais podem
ser realizados em um único item, preferencialmente o de maior comprimento. Para ordens de compra
com comprimentos de cabo inferiores aos anteriormente estabelecidos, o fabricante deve fornecer,
se solicitado, um certificado onde conste que o cabo cumpre os requisitos dos ensaios especiais
desta Norma.

5.6.4 A quantidade de amostras requerida deve estar conforme a Tabela 4.

Tabela 4 – Determinação do número de amostras


Comprimento do cabo
km
Superior a Inferior ou igual a Número de amostras
4 20 1
20 40 2
40 60 3
60 80 4
80 100 5
NOTA 1 O número de amostras é a quantidade de unidades de
expedição retiradas do lote sob inspeção.
NOTA 2 Para ordens de compra com comprimentos de cabos
superiores, tomar uma amostra a cada 20 km de cabo.

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5.6.5 A amostra deve ser constituída por um comprimento suficiente de cabo, retirado de uma das
extremidades de unidades quaisquer de expedição, após ter sido eliminada, se necessário, qualquer
porção do cabo que tenha sofrido danos.

6 Aceitação e rejeição
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6.1 Inspeção visual

Podem ser rejeitadas, de forma individual, a critério do comprador, as unidades de expedição que não
cumpram as condições estabelecidas em 4.8 e na Seção 8.

6.2 Ensaios de rotina

Podem ser rejeitadas, de forma individual, as unidades de expedição que não cumpram os requisitos
especificados.

6.3 Ensaios especiais

6.3.1 Sobre as amostras obtidas conforme critério estabelecido em 5.6.3, devem ser aplicados os
ensaios especiais estabelecidos em 5.2.4. Devem ser aceitos os lotes que satisfizerem os requisitos
especificados.

6.3.2 Se nos ensaios especiais, com exceção do previsto em 5.2.4-a), resultarem valores que não
satisfaçam os requisitos especificados, o lote do qual foi retirada a amostra pode ser rejeitado, a critério
do comprador.

6.3.3 Nos ensaios de verificação da construção do cabo, previstos em 5.2.4-a), se resultarem valores
que não satisfaçam os requisitos especificados, dois novos comprimentos suficientes de cabo devem
ser retirados das mesmas unidades de expedição e novamente efetuados os ensaios para os quais
a amostra precedente foi insatisfatória. Os requisitos devem resultar satisfatórios, em ambos os com-
primentos de cabo; caso contrário, o lote do qual foi retirada a amostra pode ser rejeitado, a critério
do comprador.

7 Ensaios
7.1 Resistência elétrica do condutor (R e T)

7.1.1 A resistência elétrica dos condutores, referida a 20 °C e a um comprimento de 1 km, não pode
ser superior aos valores estabelecidos na ABNT NBR NM 280.

7.1.2 O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR 6814.

7.2 Tensão elétrica na isolação (R e T)


7.2.1 O cabo deve ser submetido à tensão elétrica alternada de 6 500 V, de frequência 48 Hz a 62 Hz.

7.2.2 O tempo de aplicação da tensão elétrica deve ser de 5 min.

7.2.3 Como alternativa, o ensaio de tensão elétrica pode ser efetuado com tensão elétrica contínua,
de valor igual a 15 000 V.

7.2.4 O cabo deve ser ensaiado conforme a ABNT NBR 6881.

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7.3 Ensaio de centelhamento (R)

7.3.1 O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR NM 244.

7.3.2 O ensaio de centelhamento deve ser realizado durante o processo de extrusão da veia. Quando
não for possível realizar este ensaio sobre a isolação, o ensaio deve ser realizado no cabo completo.
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7.3.3 Os valores da tensão de ensaio, em CA ou CC, são dados na ABNT NBR NM 244 e devem ser
determinados em função da espessura nominal da isolação.

7.4 Resistência de isolamento à temperatura ambiente (R e T)

7.4.1 A resistência de isolamento do cabo, referida a 20 °C e a um comprimento de 1 km, não pode


ser inferior ao valor calculado com a equação a seguir:

D
Ri = Ki ⋅ log  
d

onde

Ri é a resistência de isolamento, expressa em megaohms.quilômetro (MΩ.km);

Ki é a constante de isolamento, igual a 3 700 MΩ.km;

D é o diâmetro nominal sobre a isolação, expresso em milímetros (mm);

d é o diâmetro nominal sob a isolação, expresso em milímetros (mm).

7.4.2 A medição da resistência de isolamento deve ser feita com tensão elétrica contínua, de valor
300 V a 500 V, aplicada por tempo mínimo de 1 min e máximo de 5 min.

7.4.3 As conexões do cabo ao instrumento de medição devem ser realizadas de acordo com o indi-
cado para ensaio de tensão elétrica (ver 7.2), conforme o tipo de construção do cabo.

7.4.4 O ensaio de resistência de isolamento deve ser realizado após o ensaio de tensão elétrica,
conforme 7.2. No caso de o ensaio de 7.2 ter sido realizado com a tensão elétrica contínua, a medição
da resistência de isolamento deve ser feita 24 h após os condutores terem sido curto-circuitados com
a terra.

7.4.5 Quando a medição da resistência de isolamento for realizada em temperatura do meio diferente
de 20 °C, o valor obtido deve ser referido a esta temperatura, utilizando-se os fatores de correção
dados na Tabela A.2. O fabricante deve fornecer previamente o coeficiente por graus Celsius a ser
utilizado (ver 7.14). Este coeficiente deve ser determinado em corpo de prova específico e ensaiado
conforme a ABNT NBR 6813. Certos compostos apresentam elevada constante de isolamento, o que
pode dificultar a determinação do coeficiente por graus Celsius. Nestes casos, deve ser aceito o menor
coeficiente dado na Tabela B.1.

7.4.6 O ensaio de resistência de isolamento deve ser realizado conforme a ABNT NBR 6813.

7.4.7 Quando este ensaio for realizado como ensaio de tipo, a medição da resistência de isolamento
deve ser feita com o corpo de prova, constituído por veia de comprimento mínimo de 5 m, imerso em
água, por pelo menos 1 h antes do ensaio, tendo sido retirada a cobertura.

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7.5 Ensaio de resistência de isolamento a 90 °C (T)


7.5.1 A resistência de isolamento da veia a 90 °C + 2 °C, referida ao comprimento de 1 km, não pode
ser inferior ao valor calculado com a equação dada em 7.4.1, tomando-se a constante de isolamento
Ki = 3,7 MΩ × km.

7.5.2 A temperatura no condutor deve ser obtida pela imersão do corpo de prova em água, após
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ter sido removida a cobertura. O corpo de prova deve ser mantido na água por pelo menos 2 h,
na temperatura especificada, antes de efetuar-se a medição.

7.5.3 A medição da resistência de isolamento deve ser feita com tensão elétrica contínua de valor
300 V a 500 V, aplicada por um tempo mínimo de 1 min e máximo de 5 min.

7.5.4 O comprimento mínimo do corpo de prova é de 5 m.

7.5.5 O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR 6813.

7.6 Ensaio de tensão contínua de longa duração (T)


7.6.1 Uma amostra de cabo completo de comprimento mínimo de 5 m deve ser imersa em água
contendo 3 % de NaCl. As extremidades devem ficar fora da água, sendo que uma delas deve ter um
comprimento mínimo de 300 mm, a fim de facilitar conexão.

7.6.2 A água salgada deve ser mantida por (240 ± 2) h à temperatura de (85 ± 2) °C.

7.6.3 Uma tensão contínua de 1,8 kV deve ser aplicada entre o condutor e a água, estando o condutor
conectado ao terminal positivo da fonte de tensão.

7.6.4 Depois de decorrido o tempo prescrito, com as amostras na temperatura e sob a tensão
especificadas, elas devem ser retiradas da água salgada e ensaiadas com tensão alternada de 1 kV,
conforme 7.2.

7.6.5 Não pode haver perfuração nem durante o tempo que a amostra fica em água salgada, nem
no ensaio com tensão alternada.

7.7 Ensaio de resistência elétrica superficial da cobertura (T)


7.7.1 Este ensaio deve ser realizado em uma amostra composta por três corpos de prova de cabo
completo. Cada amostra deve ter um comprimento aproximado de 250 mm.

7.7.2 A superfície da cobertura de cada corpo de prova deve ser limpa com álcool isopropílico, sendo
então enrolados fios de cobre, de diâmetro entre 0,2 mm e 0,6 mm, em torno dos corpos de prova,
em dois pontos equidistantes das extremidades e separados entre si por uma distância de (100 + 2) mm,
que devem ser usados como eletrodos. Após aplicação dos eletrodos a superfície da cobertura entre
os eletrodos, deve ser novamente limpa.

7.7.3 Antes da realização do ensaio, os corpos de prova devem ser condicionados em uma câmara
a uma temperatura de (20 ± 2) °C e umidade relativa de (65 ± 5) % por 24 h.

7.7.4 Imediatamente após a remoção dos corpos de prova da câmara, deve ser aplicada uma
tensão C.C. entre 100 V e 500 V entre os eletrodos. A resistência elétrica deve ser medida após 1 min.

7.7.5 O valor de resistência elétrica, em ohms, de cada corpo de prova medido conforme 7.7.4 deve
ser multiplicado por a/100, onde a é o perímetro da circunferência da cobertura do corpo de prova em
milímetros.

7.7.6 A mediana dos valores obtidos em 7.7.5 não pode ser menor que 109 Ω.

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7.8 Ensaios físicos nos componentes do cabo (E e T)

7.8.1 Os ensaios físicos nos componentes são os indicados nas Tabelas 1 e 3, com os respectivos
métodos de ensaio e requisitos.

7.8.2 Para os ensaios especiais, considerar somente os ensaios de tração, alongamento e alonga-
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mento a quente.

7.8.3 Para o ensaio de resistência à temperatura e umidade, deve ser selecionada uma amostra de
cabo suficiente para a retirada de corpos de prova para ensaio de propriedades mecânicas, conforme
a ABNT NBR NM IEC 60811-1-1.

7.8.4 O ensaio de resistência térmica para os compostos da isolação e cobertura deve ser realizado
conforme previsto no Anexo A.

7.9 Ensaio de resistência à chama (T)

7.9.1 As amostras devem ser construídas por comprimentos suficientes de cabo completo, devendo
atender aos requisitos estabelecidos na ABNT NBR NM IEC 60332-1.

7.9.2 O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR NM IEC 60332-1.

7.10 Ensaios mecânicos do material da cobertura antes e após envelhecimento artificial


em câmara UV (T)

7.10.1 Ao menos dez corpos de prova da cobertura devem ser preparados conforme a
ABNT NBR NM IEC 60811-1-1:2001, 9.2.3. Todos os corpos de prova devem ser tomados da mesma
amostra, extraída de um mesmo lote de produção.

7.10.2 Cinco corpos de prova devem ser mantidos para os ensaios de tração e alongamento originais,
guardados em local seco e protegido de qualquer incidência de luz, à temperatura ambiente.

7.10.3 Os outros cinco corpos de prova devem ser expostos ao envelhecimento artificial em câmara
UV durante 720 h, em 360 ciclos de 120 min. Os ciclos de 120 min dividem-se em 102 min de ensaio
a seco, com as amostras expostas à radiação UV, a uma temperatura de 60 °C e umidade relativa
de 50 %, seguidos de 18 min de exposição à pulverização de água, sem radiação, na temperatura
de 50 °C e sem controle da umidade relativa.

7.10.4 A câmara UV e os detalhes do ensaio devem ser conforme a ASTM G155:2013, método A,
sendo a câmara equipada com:

—— lâmpadas de arco de xenônio com filtros de borossilicato, de forma que a irradiância típica seja
de 43 W/m2 ± 15 %, com o espectro entre 300 nm e 400 nm;

—— meios para controlar automaticamente a temperatura, umidade e ciclos;

—— gerador de água deionizada com condutividade não superior a 5 µS/cm; a taxa de fluxo deve ser
suficiente para garantir que todos os corpos de prova sejam atingidos pela água;

—— meios para controlar a irradiância, de forma a produzir 43 W/m2 em 340 nm.

7.10.5 Após o envelhecimento, os corpos de prova devem ser removidos da câmara UV e mantidos
à temperatura ambiente por ao menos 16 h.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 15/35


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7.10.6 Os valores de tração na ruptura e alongamento à ruptura dos cinco corpos de prova envelhe-
cidos e dos cinco corpos de prova não envelhecidos devem ser medidos separada e sucessivamente.

7.10.7 Devem ser calculadas as medianas:

T1 = mediana da carga de ruptura dos cinco corpos de prova não envelhecidos


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E1 = mediana do alongamento na ruptura dos cinco corpos de prova não envelhecidos

T2 = mediana da carga de ruptura dos cinco corpos de prova envelhecidos

E2 = mediana do alongamento na ruptura dos cinco corpos de prova envelhecidos

7.10.8 Os resultados de T2/T1 e de E2/E1 devem ser maiores ou iguais a 0,7.

7.11 Ensaio de determinação da densidade de fumaça (T)

7.11.1 Este ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR 11300.

7.11.2 O valor de transmitância obtido deve ser pelo menos de 60 %.

7.12 Ensaio de resistência ao impacto a frio (T)

7.12.1 Este ensaio deve ser feito a (– 15 ± 2) °C, conforme a ABNT NBR IEC 60811-1-4:2003, 8.5,
porém a massa da peça intermediária de aço deve ser alterada de 100 g para 200 g e a massa
do martelo e a altura devem ser alteradas de acordo com a Tabela 5.

Tabela 5 – Parâmetros para o ensaio de resistência ao impacto a frio


Diâmetro do cabo (D) Massa do martelo Altura
mm g mm
D ≤ 15 1 000 100
15 < D ≤ 25 1 500 150
D > 25 2 000 200

7.12.2 O cabo deve ser examinado sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, e nenhuma fissura
deve ser observada.

7.13 Ensaio de penetração dinâmica (T)

7.13.1 Este ensaio permite avaliar a resistência do cabo a cortes quando este é submetido a uma
pressão pontual sobre a cobertura ou isolação.

7.13.2 O aparelho para o ensaio é o utilizado para o ensaio de compressão. Na extremidade do


aparelho, uma lâmina de aço-mola de (0,45 ± 0,01) mm de espessura e extremidade arredondada
deve ser instalada. A largura da lâmina deve ser maior que o diâmetro do cabo a ser ensaiado
(ver Figura 1).

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(0,45 ± 0,01) mm
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Lâmina

Amostra

a) Corte ao longo do b) Corte no plano


comprimento da amostra transversal do cabo

Figura 1 – Aparelhagem para o ensaio de penetração dinâmica

7.13.3 O aparelho deve ser equipado com um instrumento de medida capaz de avaliar a força de
penetração da lâmina sobre a cobertura ou isolação do cabo.

7.13.4 Um circuito de baixa tensão deve ser instalado de modo a determinar o momento em que
a lâmina penetra a cobertura ou a isolação estabelece contato com o condutor, momento este onde
a força de penetração é registrada e o ensaio finalizado.

7.13.5 O ensaio deve ser realizado à temperatura ambiente.

7.13.6 A força aplicada da lâmina sobre a amostra deve ser incrementada continuamente a 1 N/s até
que o contato com o condutor seja estabelecido.

7.13.7 O valor da força de penetração no momento em que o contato é estabelecido deve ser regis-
trado para cada ensaio.

7.13.8 No final de cada ensaio, a amostra deve ser deslocada de 25 mm e girada de um ângulo de
90° com relação ao eixo do condutor, de modo que o ensaio seguinte seja efetuado sobre outro ponto
de penetração.

7.13.9 O ensaio deve ser repetido quatro vezes para cada amostra.

7.13.10 Para cada amostra deve-se calcular o valor médio dos resultados, e este não pode ser infe-
rior ao valor apresentado na Tabela 6.

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Tabela 6 – Força mínima de penetração


Seção nominal Força mínima Seção nominal Força mínima
do condutor de penetração a do condutor de penetração a
mm2 N mm2 N
1,5 184 70 497
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2,5 209 95 530


4 237 120 565
6 260 150 596
10 296 185 627
16 335 240 672
25 379 300 712
35 416 400 762
50 455 – –
a Valores de força mínima de penetração foram obtidas conforme IEC 62930

7.14 Ensaio para determinação do fator de correção da resistência de isolamento (T)

7.14.1 Este ensaio pode ser realizado, desde que previamente requerido como requisito adicional.

7.14.2 A amostra deve ser preparada e ensaiada conforme a ABNT NBR 6813, e o fator para correção
da resistência de isolamento deve ser aproximadamente igual ao previamente fornecido pelo fabricante.

7.14.3 Certos compostos apresentam constante de isolamento elevada, o que pode dificultar a deter-
minação do coeficiente por grau Celsius. Nestes casos, deve ser aceito o menor coeficiente dado na
Tabela B.1.

8 Marcação, rotulagem e embalagem


8.1 Acondicionamento e fornecimento

8.1.1 Os cabos devem ser acondicionados de maneira que fiquem protegidos durante o manuseio,
transporte e armazenagem. O acondicionamento deve ser em rolo ou carretel, que deve ter resistência
adequada e ser isento de defeitos que possam danificar o produto.

8.1.2 Para cada unidade de expedição, a incerteza máxima requerida na quantidade efetiva é de
± 1 % em comprimento.

8.1.3 Os cabos devem ser fornecidos em lances normais de fabricação, sobre os quais é permitida
uma tolerância de ± 3 % no comprimento. Adicionalmente, pode-se admitir que até 5 % dos lances
de um lote de expedição tenham um comprimento diferente do lance normal de fabricação, com um
mínimo de 50 % do comprimento do referido lance.

8.1.4 Os carretéis devem possuir dimensões conforme a ABNT NBR 11137, devendo ser respei-
tados os limites de curvatura previstos na ABNT NBR 9511, e os rolos devem ter dimensões conforme
a ABNT NBR 7312.

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8.1.5 As extremidades dos cabos acondicionados em carretéis devem ser convenientemente seladas
com capuzes de vedação ou com fita autoaglomerante, resistentes às intempéries, a fim de evitar a
penetração de umidade durante manuseio, transporte e armazenagem.

8.2 Marcação
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8.2.1 Externamente, os carretéis devem ser marcados, nas duas faces laterais, diretamente sobre o
disco e/ou por meio de etiquetas, com caracteres legíveis e indeléveis, com no mínimo as seguintes
indicações:

 a) nome do fabricante, CNPJ e país de origem;

 b) tensão máxima de utilização (1,8 kV – CC);

 c) seção nominal, em milímetros quadrados;

 d) número desta Norma;

 e) massa bruta aproximada, em quilogramas (kg);

 f) comprimento do lance, em metros (m);

 g) seta no sentido de rotação para desenrolar;

 h) identificação para fins de rastreabilidade.

Quando o ano de fabricação for marcado em fita colocada no interior do cabo, esta indicação deve
também constar como requisito de marcação no carretel.

8.2.2 Os rolos devem conter uma etiqueta com as indicações de 8.2.1, com exceção da alínea g).
Para a alínea e), deve-se indicar a massa líquida mínima no lugar da massa bruta.

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Anexo A
(normativo)

Ensaio de resistência térmica


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A.1 Método de ensaio

A.1.1 Resumo dos procedimentos

 a) preparar corpos de prova apropriados aos ensaios de medição do alongamento à ruptura;

 b) expor os grupos de corpos de prova ao envelhecimento acelerado, a vários níveis de temperatura


durante diferentes períodos de tempo;

 c) ao final de cada tempo de exposição, submeter os corpos de prova ao ensaio de alongamento


à ruptura;

 d) dar prosseguimento ao envelhecimento dos corpos de prova até que os ensaios indiquem que
o ponto crítico da propriedade tenha sido atingido;

 e) avaliar os dados numericamente e apresentá-los graficamente;

 f) determinar o índice de temperatura IT e o intervalo de divisão por dois IDC.

A.1.2 Aparelhagem

A.1.2.1 Durante todo o período de envelhecimento, as estufas devem manter a temperatura de


envelhecimento, obedecendo às tolerâncias previstas na IEC 60216-4-1.

A.1.2.2 A circulação do ar no interior da estufa e troca de ar deve ser suficiente para garantir que
a taxa de degradação térmica não seja influenciada pelo acúmulo de produtos de decomposição
ou pelo esgotamento de oxigênio.

NOTA Devido ao fato de que os corpos de prova são envelhecidos a diferentes temperaturas, é reco-
mendado que se tenha mais de uma estufa para que os envelhecimentos a diferentes níveis de temperatura
sejam feitos simultaneamente, reduzindo assim o tempo total do ensaio.

A.1.2.3 Estampos para corpos de prova tipo borboleta, em aço, devem ser executados de maneira tal
que possam produzir corpos de prova com dimensões indicadas na ABNT NBR NM IEC 60811-1-1:2001,
Figuras 12 e 13.

A.1.2.4 Instrumentos de medição da espessura conforme a ABNT NBR NM IEC 60811-1-1:2001,


8.1.2.

A.1.2.5 Máquina para o ensaio de tração que atenda à ABNT NBR NM IEC 60811-1-1:2001, 9.1.7 b).

A.1.3 Condições ambientais

O envelhecimento deve ser feito nas estufas funcionando na atmosfera normal do laboratório.

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A.1.4 Amostras

A.1.4.1 Preparar 210 corpos de prova a partir de amostras do cabo conforme especificado espe-
cificadas na ABNT NBR NM IEC 60811-1-1:2001, 9.1.3 a) e 9.1.3 b). É importante que os corpos de
prova constituam uma amostragem aleatória da população estudada e que eles sejam preparados
uniformemente. As amostras retidas da veia ensaiada devem ser em quantidade suficiente para for-
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necer o número de corpos de prova requerido, levando-se em conta que são necessários 100 mm de
comprimento para cada corpo de prova.

A.1.4.2 Pode ser necessária a preparação de mais 49 corpos de prova para a execução do ensaio,
conforme previsto em A.1.5.2.2, de modo que se tenham amostras adicionais disponíveis para a
confecção destes.

A.1.4.3 A espessura dos corpos de prova deve ser medida conforme especificado na
ABNT NBR NM IEC 60811-1-1:2001, Seção 8, e seu valor médio anotado no relatório de ensaio.

NOTA Algumas propriedades físicas são sensíveis até mesmo para pequenas variações de espessura da
amostra. A espessura é também importante, porque a taxa de envelhecimento pode variar com a espessura.
Envelhecimento de materiais com diferentes espessuras nem sempre é comparável.

A.1.5 Procedimento de ensaio

A.1.5.1 Determinação do valor do alongamento à ruptura sem envelhecimento

A.1.5.1.1 Escolher aleatoriamente 14 corpos de prova dentre os 210 preparados. Condicioná-los


durante dois dias (48 ± 6) h à temperatura de 140 °C. Em seguida, submetê-los ao ensaio de alonga-
mento à ruptura conforme ABNT NBR NM IEC 60811-1-1:2001, 9.1.7. O valor medido para cada corpo
de prova deve ser registrado.

A.1.5.1.2 Calcular e registrar o valor da média aritmética dos valores obtidos nos ensaios.

A.1.5.2 Envelhecimento

A.1.5.2.1 O envelhecimento deve ser realizado em quatro temperaturas distintas. A Tabela A.1 apre-
senta valores de temperatura e duração recomendados para o envelhecimento.

A.1.5.2.2 A menor temperatura a ser ensaiada deve corresponder a um tempo mínimo de envelhe-
cimento de 5 000 h.

A.1.5.2.3 Para IT de 120 °C, a menor temperatura de envelhecimento não pode exceder 145 °C
(IT + 25 °C).

A.1.5.2.4 Os 196 corpos de prova restantes devem ser divididos em 28 grupos, com cada grupo
contendo sete corpos de prova. Cada grupo deve ser envelhecido durante um determinado período
de tempo e a uma dada temperatura, em um total de quatro temperaturas, cujos valores são dados
na Tabela A.1. Os corpos de prova devem ser suspensos verticalmente na parte central da estufa,
distanciados uns dos outros em pelo menos 20 mm.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 21/35


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Tabela A.1 – Temperaturas e tempos de exposição


Temperatura
°C
Grupo de
140 150 160 170 180 190 200
amostras
Duração
Projeto em Consulta Nacional

dias
1 35 18 9 5 3 1 1
2 70 36 18 10 6 2 2
3 105 54 27 15 9 3 3
4 140 72 36 20 12 4 4
5 175 90 45 25 15 5 5
6 210 108 54 30 18 6 6
7 245 126 63 35 21 7 7

A.1.5.2.5 Os ensaios a diferentes temperaturas não podem ser iniciados todos simultaneamente.
Deve-se começar pelos grupos que serão expostos à temperatura mais elevada. Após o envelhecimento,
os corpos de prova deste grupo devem ser submetidos ao ensaio de alongamento à ruptura, sendo
o valor medido para cada corpo de prova, expresso como porcentagem do valor médio obtido sem
envelhecimento (calculado em A.1.5.1.2), deve ser registrado; a média desses valores é calculada.
Entre os sete valores médios calculados, determinar qual deles é inferior a 50 % com o menor tempo
de exposição. Se esse tempo de exposição for menor que três dias ou maior que seis dias, todas as
temperaturas escolhidas inicialmente devem ser corrigidas, somando-se a parcela correspondente
da Tabela A.2; outros 49 devem ser produzidos para substituir aqueles utilizados no ensaio a 200 °C,
e o procedimento deve ser reiniciando de A.1.5.2 em diante.
Tabela A.2 – Fator de correção das temperaturas
Tempo de exposição Parcela a adicionar
dias °C
1 -20
2 -10
7 10
(1) 20
NOTA Se todos os valores médios calculados forem
maiores que 50 %.

A.1.5.2.6 Caso não seja necessário fazer a correção das temperaturas, os ensaios a temperaturas
menores devem ser iniciados. Após o envelhecimento, os corpos de prova de cada grupo devem ser
submetidos ao ensaio de alongamento à ruptura e o valor medido para cada corpo de prova, expresso
como porcentagem do valor médio obtido sem envelhecimento, deve ser registrado.

A.2 Definição do índice de temperatura


O índice de temperatura deve ser definido conforme descrito nas IEC 60216-1 e IEC 60216-3.

22/35 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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Anexo B
(normativo)

Tabela de fatores para correção da resistência de isolamento


Projeto em Consulta Nacional

Tabela B.1 – Fatores para correção da resistência de isolamento em função da temperatura


Coeficiente
Temperatura °C
°C
1,06 1,07 1,08 1,09 1,10 1,11 1,12 1,13 1,14
5 0,42 0,36 0,32 0,27 0,24 0,21 0,18 0,16 0,14
6 0,44 0,39 0,34 0,30 0,26 0,23 0,20 0,18 0,16
7 0,47 0,41 0,37 0,33 0,29 0,26 0,23 0,20 0,18
8 0,50 0,44 0,40 0,36 0,32 0,29 0,26 0,23 0,21
9 0,53 0,48 0,43 0,39 0,35 0,32 0,29 0,26 0,24
10 0,56 0,51 0,46 0,42 0,39 0,35 0,32 0,29 0,27
11 0,59 0,54 0,50 0,46 0,42 0,39 0,36 0,33 0,31
12 0,63 0,58 0,54 0,50 0,47 0,43 0,40 0,38 0,35
13 0,67 0,62 0,58 0,55 0,51 0,48 0,45 0,43 0,40
14 0,70 0,67 0,63 0,60 0,56 0,53 0,51 0,48 0,46
15 0,75 0,71 0,68 0,65 0,62 0,59 0,57 0,54 0,52
16 0,79 0,76 0,74 0,71 0,68 0,66 0,64 0,61 0,59
17 0,84 0,82 0,79 0,77 0,75 0,73 0,71 0,69 0,67
18 0,89 0,87 0,86 0,84 0,83 0,81 0,80 0,78 0,77
19 0,94 0,93 0,93 0,92 0,91 0,90 0,89 0,88 0,88
20 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00
21 1,06 1,07 1,08 1,09 1,10 1,11 1,12 1,13 1,14
22 1,12 1,14 1,17 1,19 1,21 1,23 1,25 1,28 1,30
23 1,19 1,23 1,26 1,30 1,33 1,37 1,40 1,44 1,48
24 1,26 1,31 1,36 1,41 1,46 1,52 1,57 1,63 1,69
25 1,34 1,40 1,47 1,54 1,61 1,69 1,76 1,84 1,93
26 1,42 1,50 1,59 1,68 1,77 1,87 1,97 2,08 2,19
27 1,50 1,61 1,71 1,83 1,95 2,08 2,21 2,35 2,50
28 1,59 1,72 1,85 1,99 2,14 2,30 2,48 2,66 2,85
29 1,69 1,84 2,00 2,17 2,36 2,56 2,77 3,00 3,25
30 1,79 1,97 2,16 2,37 2,59 2,84 3,11 3,39 3,71
31 1,90 2,10 2,33 2,58 2,85 3,15 3,48 3,84 4,23
32 2,01 2,25 2,52 2,81 3,14 3,50 3,90 4,33 4,82
33 2,13 2,41 2,72 3,07 3,45 3,88 4,36 4,90 5,49
34 2,26 2,58 2,94 3,34 3,80 4,31 4,89 5,53 6,26
35 2,40 2,76 3,17 3,64 4,18 4,78 5,47 6,25 7,14
36 2,54 2,95 3,43 3,97 4,59 5,31 6,13 7,07 8,14
37 2,69 3,16 3,70 4,33 5,05 5,90 6,87 7,99 9,28
38 2,85 3,38 4,00 4,72 5,56 6,54 7,69 9,02 10,58
39 3,03 3,62 4,32 5,14 6,12 7,26 8,61 10,20 12,06
40 3,21 3,87 4,66 5,60 6,73 8,06 9,65 11,52 13,74

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 23/35


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MAR 2017

Tabela B.1 (continuação)


Coeficiente
Temperatura °C
°C
1,15 1,16 1,17 1,18 1,19 1,20 1,21 1,22 1,23
5 0,12 0,11 0,09 0,08 0,07 0,06 0,06 0,05 0,04
Projeto em Consulta Nacional

6 0,14 0,13 0,11 0,10 0,09 0,08 0,07 0,06 0,06


7 0,16 0,15 0,13 0,12 0,10 0,09 0,08 0,08 0,07
8 0,19 0,17 0,15 0,14 0,12 0,11 0,10 0,09 0,08
9 0,21 0,20 0,18 0,16 0,15 0,13 0,12 0,11 0,10
10 0,25 0,23 0,21 0,19 0,18 0,16 0,15 0,14 0,13
11 0,28 0,26 0,24 0,23 0,21 0,19 0,18 0,17 0,16
12 0,33 0,31 0,28 0,27 0,25 0,23 0,22 0,20 0,19
13 0,38 0,35 0,33 0,31 0,30 0,28 0,26 0,25 0,23
14 0,43 0,41 0,39 0,37 0,35 0,33 0,32 0,30 0,29
15 0,50 0,48 0,46 0,44 0,42 0,40 0,39 0,37 0,36
16 0,57 0,55 0,53 0,52 0,50 0,48 0,47 0,45 0,44
17 0,66 0,64 0,62 0,61 0,59 0,58 0,56 0,55 0,54
18 0,76 0,74 0,73 0,72 0,71 0,69 0,68 0,67 0,66
19 0,87 0,86 0,85 0,85 0,84 0,83 0,83 0,82 0,81
20 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00
21 1,15 1,16 1,17 1,18 1,19 1,20 1,21 1,22 1,23
22 1,32 1,35 1,37 1,39 1,42 1,44 1,46 1,49 1,51
23 1,52 1,56 1,60 1,64 1,69 1,73 1,77 1,82 1,86
24 1,75 1,81 1,87 1,94 2,01 2,07 2,14 2,22 2,29
25 2,01 2,10 2,19 2,29 2,39 2,49 2,59 2,70 2,82
26 2,31 2,44 2,57 2,70 2,84 2,99 3,14 3,30 3,46
27 2,66 2,83 3,00 3,19 3,38 3,58 3,80 4,02 4,26
28 3,06 3,28 3,51 3,76 4,02 4,30 4,59 4,91 5,24
29 3,52 3,80 4,11 4,44 4,79 5,16 5,56 5,99 6,44
30 4,05 4,41 4,81 5,23 5,69 6,19 6,73 7,30 7,93
31 4,65 5,12 5,62 6,18 6,78 7,43 8,14 8,91 9,75
32 5,35 5,94 6,58 7,29 8,06 8,92 9,85 10,87 11,99
33 6,15 6,89 7,70 8,60 9,60 10,70 11,92 13,26 14,75
34 7,08 7,99 9,01 10,15 11,42 12,84 14,42 16,18 18,14
35 8,14 9,27 10,54 11,97 13,59 15,41 17,45 19,74 22,31
36 9,36 10,75 12,33 14,13 16,17 18,49 21,11 24,09 27,45
37 10,76 12,47 14,43 16,67 19,24 22,19 25,55 29,38 33,76
38 12,38 14,46 16,88 19,67 22,90 26,62 30,91 35,85 41,52
39 14,23 16,78 19,75 23,21 27,25 31,95 37,40 43,74 51,07
40 16,37 19,46 23,11 27,39 32,43 38,34 45,26 53,36 62,82

24/35 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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Anexo C
(informativo)

Capacidade de condução de corrente para sistemas fotovoltaicos –


Informações de engenharia
Projeto em Consulta Nacional

O critério de cálculo da capacidade de condução de corrente e os valores apresentados nas


Tabelas C.1 a C.10 foram calculados para as condições básicas indicadas em C.1 à C.5.

C.1 Cabo instalado ao ar livre


 a) dois cabos unipolares encostados um ao outro, na horizontal

 b) dois cabos unipolares encostados um ao outro, na vertical


≥ 0,75 De
 c) dois cabos unipolares espaçados em, pelo menos 0,75 × diâmetro externo, na horizontal

 d) dois cabos unipolares espaçados em, pelo menos um diâmetro externo, na vertical ≥ De

onde

De é o diâmetro externo do cabo resistência de isolamento, expresso em milímetros (mm).

Todos os cabos devem estar a uma distância equivalente a pelo menos meio diâmetro externo do
cabo, de superfícies como paredes, tetos, muros e similares. No caso dos cabos expostos ao sol,
foi considerada uma intensidade de radiação de 1 000 W/m2.

Tabela C.1 – Capacidade de condução de corrente para cabos instalados em temperatura


ambiente de 20 °C e temperatura no condutor em regime permanente de 90 °C
Instalação ao ar livre protegida do sol Instalação ao ar livre exposta ao sol
Seção
Modo de instalação Modo de instalação
mm2 1 2 3 4 1 2 3 4
1,5 29 28 33 29 26 25 30 26
2,5 39 38 44 39 35 34 41 35
4 51 51 58 52 46 45 54 46
6 65 65 74 66 58 57 69 59
10 91 90 104 93 80 80 95 82
16 120 120 137 124 106 106 125 110
25 160 161 182 166 139 140 165 146
35 199 201 226 208 172 174 205 183
50 251 254 285 264 215 219 256 231

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 25/35


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Tabela C.1 (continuação)


Instalação ao ar livre protegida do sol Instalação ao ar livre exposta ao sol
Seção
Modo de instalação Modo de instalação
mm2 1 2 3 4 1 2 3 4
Projeto em Consulta Nacional

70 313 318 356 330 267 273 319 288


95 376 383 428 399 319 327 382 347
120 441 450 502 470 373 383 447 408
150 508 518 577 543 426 440 512 470
185 580 592 657 621 483 499 580 535
240 694 710 787 746 575 595 692 641
300 802 821 910 864 662 685 797 741
400 965 987 1093 1042 790 819 953 890

Tabela C.2 – Capacidade de condução de corrente para cabos instalados em temperatura


ambiente de 30 °C e temperatura no condutor em regime permanente de 90 °C
Instalação ao ar livre protegida do sol Instalação ao ar livre exposta ao sol
Seção
Modo de instalação Modo de instalação
mm2 1 2 3 4 1 2 3 4
1,5 26 26 30 26 23 22 27 23
2,5 35 35 40 35 31 30 36 31
4 47 46 53 47 41 40 48 41
6 60 59 68 60 51 51 61 52
10 83 82 95 84 71 71 85 73
16 110 110 125 113 93 93 112 97
25 146 147 166 151 123 124 147 129
35 181 183 207 189 151 153 182 161
50 229 232 260 240 189 193 228 204
70 285 290 325 301 234 239 283 254
95 343 349 390 364 279 287 339 306
120 402 410 458 428 325 335 396 359
150 463 473 527 495 371 384 453 413
185 528 540 600 566 420 435 513 470
240 633 647 719 681 499 518 612 563
300 732 749 831 789 573 596 705 650
400 880 901 998 952 682 710 842 780

26/35 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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Tabela C.3 – Capacidade de condução de corrente para cabos instalados em temperatura


ambiente de 40 °C e temperatura no condutor em regime permanente de 90 °C
Instalação ao ar livre protegida do sol Instalação ao ar livre exposta ao sol
Seção
Modo de instalação Modo de instalação
mm2 1 2 3 4 1 2 3 4
Projeto em Consulta Nacional

1,5 24 23 27 23 20 19 24 20
2,5 32 31 36 32 26 26 32 26
4 42 41 48 42 35 34 42 35
6 53 53 61 54 44 43 53 45
10 74 74 85 76 61 60 74 62
16 98 98 112 101 79 79 97 83
25 131 131 149 136 104 105 127 110
35 163 164 185 170 128 130 157 137
50 205 208 233 215 159 163 197 173
70 255 259 291 270 196 201 244 216
95 307 313 350 326 233 241 291 259
120 360 367 411 384 271 281 340 304
150 415 424 473 444 308 321 388 349
185 474 484 539 508 347 363 439 397
240 568 581 645 611 411 431 523 475
300 656 671 746 708 471 494 601 547
400 790 808 897 854 558 586 716 656

Tabela C.4 – Capacidade de condução de corrente para cabos instalados em temperatura


ambiente de 50 °C e temperatura no condutor em regime permanente de 90 °C
Instalação ao ar livre protegida do sol Instalação ao ar livre exposta ao sol
Seção
Modo de instalação Modo de instalação
mm2 1 2 3 4 1 2 3 4
1,5 21 20 23 20 16 16 20 16
2,5 28 27 32 28 22 21 27 21
4 37 36 42 37 28 27 35 28
6 47 46 53 47 36 35 44 36
10 65 64 74 66 49 48 61 50
16 86 86 98 88 63 63 80 67
25 114 115 130 118 82 83 105 88

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 27/35


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MAR 2017

Tabela C.4 (continuação)


Instalação ao ar livre protegida do sol Instalação ao ar livre exposta ao sol
Seção
Modo de instalação Modo de instalação
mm2 1 2 3 4 1 2 3 4
Projeto em Consulta Nacional

35 142 143 162 148 100 102 129 109


50 179 181 204 188 123 127 160 137
70 223 227 255 236 151 156 198 171
95 268 273 307 285 178 186 236 205
120 315 321 360 336 205 216 274 239
150 363 371 414 389 232 245 313 274
185 414 424 472 445 259 275 352 310
240 497 508 565 535 303 324 418 370
300 574 588 654 620 344 369 479 425
400 691 708 786 749 402 433 568 506

Tabela C.5 – Capacidade de condução de corrente para cabos instalados em temperatura


ambiente de 60 °C e temperatura no condutor de 120 °C por um período máximo de 20 000 h
Instalação ao ar livre protegida do sol Instalação ao ar livre exposta ao sol
Seção
Modo de instalação Modo de instalação
mm2 1 2 3 4 1 2 3 4
1,5 25 25 28 25 22 21 26 22
2,5 34 33 38 34 29 29 35 29
4 45 44 51 45 39 38 46 39
6 57 56 65 58 49 49 59 50
10 79 79 90 81 68 67 81 70
16 105 105 120 108 89 89 107 93
25 140 140 159 145 117 118 141 124
35 174 175 198 181 145 147 174 154
50 219 222 249 230 181 184 218 195
70 273 277 311 288 224 229 271 243
95 328 334 374 348 267 274 324 293
120 385 392 438 410 311 321 379 343
150 443 452 504 474 355 367 434 395
185 506 516 574 542 402 416 491 450
240 606 619 688 651 477 496 586 539
300 700 716 795 755 548 570 674 622
400 842 862 955 910 652 680 805 746

28/35 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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C.2 Cabo diretamente enterrado


Dois cabos em paralelo enterrados na profundidade indicada. Resistividade térmica do terreno igual
a 2,5 K.m/W.

Tabela C.6 – Capacidade de condução de corrente para cabos instalados em temperatura


Projeto em Consulta Nacional

ambiente de 20 °C e temperatura no condutor em regime permanente de 90 °C


Profundidade
Seção
0,5 m 0,6 m 0,7 m 0,8 m 0,9 m 1m
Capacidade de condução de corrente
mm2
A
1,5 35 35 35 34 34 34
2,5 47 46 46 45 45 45
4 61 60 60 59 59 58
6 76 75 74 74 73 73
10 103 102 101 100 99 98
16 132 131 129 128 127 126
25 169 166 164 163 161 160
35 204 201 198 196 194 193
50 249 245 242 239 237 235
70 302 297 293 290 287 284
95 353 347 342 338 335 332
120 405 398 392 388 384 380
150 456 448 442 436 432 428
185 509 500 493 487 481 477
240 595 584 575 568 561 556
300 674 661 650 642 635 628
400 788 772 760 750 741 733

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 29/35


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Tabela C.7 – Capacidade de condução de corrente para cabos instalados em temperatura


ambiente de 30 °C e temperatura no condutor em regime permanente de 90 °C
Profundidade
Seção
0,5 m 0,6 m 0,7 m 0,8 m 0,9 m 1m
Capacidade de condução de corrente
Projeto em Consulta Nacional

mm2
A
1,5 33 32 32 32 31 31
2,5 43 43 42 42 42 41
4 56 56 55 55 54 54
6 71 70 69 68 68 67
10 96 94 93 92 92 91
16 123 121 120 118 117 116
25 156 154 152 150 149 148
35 189 186 184 182 180 179
50 230 227 224 221 219 218
70 280 275 271 268 266 263
95 327 321 317 313 310 307
120 375 369 363 359 355 352
150 422 415 409 404 400 396
185 471 463 456 450 446 441
240 551 541 532 525 520 515
300 624 612 602 594 588 582
400 729 715 703 694 686 679

Tabela C.8 – Capacidade de condução de corrente para cabos instalados em temperatura


ambiente de 40 °C e temperatura no condutor em regime permanente de 90 °C
Profundidade
Seção
0,5 m 0,6 m 0,7 m 0,8 m 0,9 m 1m
Capacidade de condução de corrente
mm2
A
1,5 30 29 29 29 29 29
2,5 39 39 39 38 38 38
4 51 51 50 50 50 49
6 64 64 63 62 62 61
10 87 86 85 84 84 83
16 112 110 109 108 107 106

30/35 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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PROJETO ABNT NBR 16612
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Tabela C.8 (continuação)


Profundidade
Seção
0,5 m 0,6 m 0,7 m 0,8 m 0,9 m 1m
Capacidade de condução de corrente
mm2
A
Projeto em Consulta Nacional

25 143 140 139 137 136 135


35 172 170 168 166 164 163
50 210 207 204 202 200 199
70 255 251 248 245 242 240
95 298 293 289 286 283 281
120 342 336 332 328 324 321
150 386 379 373 369 365 361
185 430 423 416 411 407 403
240 503 493 486 480 474 470
300 569 558 550 543 536 531
400 666 653 642 633 626 620

C.3 Cabo em eletroduto diretamente enterrado


Dois cabos em paralelo em um eletroduto enterrado na profundidade de 1,0 m. Resistividade térmica
do terreno igual a 2,5 K.m/W, resistividade térmica do eletroduto igual a 6,0 K.m/W.

Tabela C.9 – Capacidade de condução de corrente para, temperatura


no condutor em regime permanente de 90 °C
Capacidade de condução de corrente
Seção A
mm2
20 °C 30 °C 40 °C
1,5 21 20 18
2,5 28 26 23
4 36 33 30
6 44 41 37
10 60 56 51
16 77 71 65
25 98 91 83
35 120 111 102
50 145 135 123
70 179 166 152

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 31/35


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PROJETO ABNT NBR 16612
MAR 2017

Tabela C.9 (continuação)


Capacidade de condução de corrente
Seção A
mm2
20 °C 30 °C 40 °C
95 209 194 177
Projeto em Consulta Nacional

120 241 224 205


150 278 258 236
185 310 287 263
240 367 341 311
300 414 384 351
400 485 449 411

C.4 Cabos em eletroduto não metálico em parede


Dois cabos em paralelo em eletroduto não metálico embutido em parede.

Tabela C.10 – Capacidade de condução de corrente para temperatura


no condutor em regime permanente de 90 °C
Capacidade de condução de corrente
Seção A
mm2
20 °C 30 °C 40 °C
1,5 25 22 19
2,5 32 29 24
4 42 37 32
6 52 46 39
10 73 64 55
16 93 83 71
25 121 107 92
35 150 133 114
50 184 163 140

C.5 Agrupamento de circuitos


Em caso de agrupamento de circuitos, devem ser utilizados os fatores de agrupamento dados na
ABNT NBR 5410.

32/35 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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Anexo D
(informativo)

Recomendações complementares
Projeto em Consulta Nacional

D.1 Objetivo
Este Anexo apresenta algumas informações complementares a esta Norma para ensaios, inspeção
e garantias.

D.2 Ensaios especiais para cabos com comprimento inferior ao estabelecido


em 5.6.3
Recomenda-se que, para fornecimento de cabos com comprimento inferior ao estabelecido em 5.6.3,
o fabricante forneça um certificado onde conste que o cabo cumpre os requisitos desta Norma.

D.3 Ensaios de tipo


D.3.1 Os ensaios de tipo, efetuados para os cabos de tensão máxima de isolamento produzida
pelo fabricante e/ou utilizada pelo comprador, são válidos para os cabos de tensões inferiores,
desde que o fabricante assegure que são empregados a mesma construção e os mesmos materiais.
É facultado ao comprador solicitar os ensaios de tipo para cada nível de tensão de isolamento dos
cabos adquiridos por ele.

D.3.2 Após a realização dos ensaios de tipo, recomenda-se que seja emitido um certificado pelo
fabricante ou por entidade reconhecida pelo fabricante e comprador.

NOTA Recomenda-se que a validade do certificado seja condicionada à sua aprovação com a emissão
de um documento de aprovação por parte do comprador.

D.4 Ensaios de controle


D.4.1 Estes ensaios são realizados normalmente pelo fabricante, com periodicidade adequada,
em matéria-prima e semimanufaturados, bem como durante a produção do cabo e após a sua fabricação.

D.4.2 Após a realização dos ensaios de controle, convém que os resultados sejam registrados
adequadamente pelo fabricante. Recomenda-se que estes registros estejam disponíveis ao comprador.

NOTA Caso o fabricante possua um sistema de gestão da qualidade, recomenda-se que os registros de
C.4.2 façam parte integrante da documentação.

D.4.3 Os ensaios de controle podem substituir os ensaios de recebimento, desde que seja previa-
mente acordado entre o fornecedor e o comprador.

NOTA Caso o fornecedor possua um sistema de gestão da qualidade, este pode ser certificado pelo
comprador ou por um organismo de certificação credenciado.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 33/35


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D.5 Recuperação de lotes para inspeção


O fabricante pode recompor um novo lote, submetendo-o a uma nova inspeção, após terem sido elimi-
nadas as unidades de expedição defeituosas. Em caso de nova rejeição, são aplicáveis as cláusulas
contratuais pertinentes.
Projeto em Consulta Nacional

D.6 Garantias
D.6.1 Convém que o período de garantia seja estabelecido em comum acordo entre comprador
e fabricante, para o produto considerado defeituoso, devido a eventuais deficiências de projeto,
matérias-primas ou fabricação.

D.6.2 As condições são válidas para cabos instalados segundo ABNT NBR 5410, por pessoa quali-
ficada e utilizados em condições normais ao cabo.

34/35 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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Bibliografia

[1]  ABNT NBR 5410, Instalações elétricas de baixa tensão


Projeto em Consulta Nacional

[2]  ABNT NBR NM IEC 60811-3-1, Métodos de ensaios comuns para materiais de isolação e de
cobertura de cabos elétricos e ópticos – Parte 3: Métodos específicos para os compostos de
PVC – Capítulo 1: Ensaio de pressão a altas temperaturas – Ensaios de resistência à fissuração

[3]  IEC 62930 (Committee Draft), Electrical cables for photovoltaic systems

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 35/35