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QUARESMA - CF2019

Suplemento do Jornal O VERBO

ANO 7 - Nº 160 SUPLEMENTO DO JORNAL O VERBO DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

Quaresma e Campanha da Fraternidade 2019

O VERBO - Suplemento QUARESMA - CF 2019 - DIOCESE DE JUNDIAÍ Página 1


Suplemento do Jornal O VERBO

ANIMADOR, ATENÇÃO: Aqui estão os seis encontros referentes à Quaresma e à Campanha


da Fraternidade. Para todos os encontros a “Acolhida”, o “Pedido de Perdão”, a “Oração” e
a “Despedida” são iguais. O Animador deve ler todo o encontro antes, principalmente a di-
nâmica, para saber como proceder. O grupo decide se reza as dez Ave-Marias indicadas no
texto ou apenas uma. O texto pode ser lido por diversas pessoas conforme está indicado: A:
Animador, L1: Leitor 1, L2: Leitor 2, L3: Leitor 3 e T: Todos.

ACOLHIDA PARA TODOS OS ENCONTROS


L1: O ano litúrgico de nossa Igreja Católica inicia A: Sentados, marquemos as Bíblias no Evangelho
com o Tempo do Advento e Natal. indicado no encontro do dia (menos para o sexto
L2: Depois vem o Tempo Comum, que é inter- encontro, quando será feita a Via sacra).
rompido pela Quaresma. (Esperar que todos encontrem a leitura. Não
L3: A Quaresma nos prepara para a grande fes- indicar a página, apenas ajudar a encontrá-la)
ta da Páscoa. Em seguida, retorna-se ao Tempo PEDIDO DE PERDÃO
Comum. A: Quaresma é tempo de conversão. Antes de pe-
L1: Há muitos anos, no Brasil, durante os qua- dir perdão por nossos pecados, vamos fechar os
renta dias da Quaresma, celebramos também a olhos e abaixar a cabeça. Em silêncio, cada um
Campanha da Fraternidade, que neste ano tem pense quais são seus piores pecados.
como tema: “Fraternidade e Políticas Públicas”. (deixar que pensem um pouco)
L2: Política, neste caso, não tem nada a ver com A: Juntos vamos ler (ou cantar o nº 11):
eleições, mas é o cuidado que o poder público T: Confesso a Deus, todo poderoso e a vós, ir-
deve ter com tudo que é do povo. mãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pen-
L3: Políticas Públicas são as ações executadas samentos e palavras, atos e omissões, por minha
pelo poder público, para o bem de todos, princi- culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem
palmente dos mais pobres da sociedade. Maria, aos Anjos e Santos e a vós, irmãos e irmãs,
A: Invoquemos a Santíssima Trindade: que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
T: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito San- (Continuar com o texto próprio
to. Amém. de cada encontro)

ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS


A: Quem desejar pode expressar suas intenções. sejamos construtores de uma sociedade huma-
(incentivar a participação de todos) na e solidária.
A: Pai, acolhei a intercessão de Maria, Mãe de Je- (Rezar um Pai-nosso, a quarta dezena de Ave-
sus e nossa Mãe, por esses pedidos que acabamos -Marias e um Glória)
de fazer e pelas orações que ainda vão ser feitas T: Pai, que o divino Espírito/ acenda em nossa
neste encontro. Igreja a caridade sincera e o amor fraterno;/ a
(Rezar um Pai-nosso, a primeira dezena de Ave- honestidade e o direito resplandeçam em nossa
-Marias e um Glória) sociedade/ e sejamos verdadeiros cidadãos do
A: Vamos rezar a Oração da Campanha da Fra- “novo céu e da nova terra”. Amém.
ternidade 2019 que aqui foi um pouco modifica- (Rezar um Pai-nosso, a quinta dezena de Ave-
da e dividida em pequenos trechos: -Marias, um Glória e a Salve-Rainha)
T: Pai misericordioso e compassivo,/ que go- AVISOS
vernais o mundo com justiça e amor,/ dai-nos A: Não esquecer de trazer a Bíblia para os encon-
um coração sábio/ para reconhecer a presença tros. Menos para o sexto, quando se fará a Via-
do vosso Reino entre nós. -Sacra.
(Rezar um Pai-nosso, a segunda dezena de Ave- (outros avisos)
-Marias e um Glória) DESPEDIDA E ABRAÇO DA PAZ
T: Pai, ensinai-nos a agir como Jesus,/ o Filho A: Pedimos, ó Pai, a vossa benção sobre esta fa-
amado, que habitando entre nós,/ testemunhou mília que nos acolhe, sobre todos nós que aqui
o vosso infinito amor/ e anunciou o Evangelho nos reunimos. Que ela se estenda também sobre
da fraternidade e da paz. os que não vieram, mas um dia haverão de vir.
(Rezar um Pai-nosso, a terceira dezena de Ave- Pai, Filho e Espírito Santo.
-Marias e um Glória) T: Amém.
T: Pai, que o exemplo de Jesus/ nos ensine a A: Peçamos a Maria que nos acompanhe com sua
acolher os pobres e marginalizados,/ nossos ir- benção.
mãos e irmãs/ com políticas públicas justas,/ e (canto nº 9 ou 10 ou outro)

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A vitória sobre o mal!


Encontro para a semana de 4 a 10 de março de 2019
Evangelho de São Lucas, capítulo 4, versículos de 1 a 13. Providenciar um palito de dente
para cada um dos participantes do encontro. Durante a dinâmica vai ser preciso usar uma das
bíblias que estiverem presentes no encontro. Ler tudo antes, principalmente a dinâmica, para
saber como proceder.

L1: Jesus permitiu que o diabo o tentasse para re-


velar como é possível vencer o mal.
L2: Ele estava com fome, e sentiu a tentação de
transformar as pedras em pão.
L3: Mas ele recordou um versículo da Bíblia, do
livro do Deuteronômio que diz:
T: “Não só de pão vive o homem”.
A: Podemos entender essa tentação como símbolo
de todas as vezes que queremos satisfazer nossos
desejos.
L1: Algumas vontades são justas e positivas, mas
outras são exageradas e fazem mal.
L2: Exagera-se na comida, na bebida, na quan-
tidade de coisas que adquirimos, na vontade de
possuir! Depois, tudo vai para o esgoto ou para
o lixo.
L3: O melhor limite para nossas loucuras é a Pala-
vra de Deus, a Bíblia. No livro do Deuteronômio,
(iniciar com a “Acolhida” e o “Pedido de Perdão”, a frase completa que Jesus lembrou é assim:
que são iguais para todos os encontros)
T: “Não só de pão vive o homem, mas de toda
REFLEXÃO DO EVANGELHO Palavra que sai da boca de Deus”.
A: Os quarenta dias de preparação para Páscoa L1: Na segunda tentação, Jesus visualiza todas as
é chamado de Quaresma. Mas por que quarenta riquezas do mundo. Ele sabe que para ser muito
dias? rico geralmente é preciso se curvar ao mal.
L1: O número quarenta tem inspiração bíblica: L2: Quanta gente se envolve com o mal por cau-
aparece em várias situações muito importantes sa das riquezas! Fazem do dinheiro um deus. Isso
que duraram quarenta dias e que lembram um pe- gera uma terrível injustiça social: pouca gente
ríodo necessário para conversão. Por exemplo: com muito dinheiro e muita gente com pouco di-
L2: O Dilúvio foi uma chuva que durou quarenta nheiro.
dias e quarenta noites, depois disso começou um L3: Jesus supera a tentação recordando novamen-
mundo novo. O povo de Deus saiu da escravidão te a Bíblia:
do Egito e caminhou quarenta anos no deserto até
T: “Adorar somente ao Senhor Deus e servir so-
a Terra Prometida.
mente a ele”.
L3: O evangelho que vamos ler, inicia dizendo que
L1: Na terceira tentação, Jesus se coloca na parte
Jesus, depois de batizado, foi para o deserto. Ele
mais alta do Templo de Jerusalém.
também ficou ali quarenta dias, foi tentado pelo
diabo, mas venceu. L2: Ali a tentação foi se jogar para baixo, para de-
safiar Deus Pai, obrigando-o a salvá-lo.
A: Vamos ficar em pé e acompanhar o evangelho
de hoje. L3: Pela terceira vez, Jesus vence a tentação lem-
brando a Bíblia:
(um leitor lê, todos o acompanham em silêncio,
cada um em sua Bíblia. Depois da leitura todos se T: “Não tentar o Senhor Deus”.
sentam. Não é preciso nenhuma introdução nem L1: Também somos tentados a querer que Deus
conclusão do Evangelho) faça nossa vontade e não a Dele.
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L2: Rezar, pedir, é necessário, mas, por fim, é pre- vai ser seu representante em nossa dinâmica.
ciso acreditar que a vontade de Deus é a melhor (distribuir os palitos para que cada
para nossa vida. um fique segurando)
L3: Quando teimamos em fazer a nossa vontade, L1: Vamos pensar um pouco e depois partilhar a
corremos o risco de cair no pecado, de nosso cor- resposta para a seguinte pergunta: Qual das três
po adoecer, nossos relacionamentos se estraga- tentações de Jesus no deserto é mais tentadora para
rem, a natureza piorar, nosso mundo agonizar... você?
A: A luta de Jesus contra o mal é também nossa L2: Cada um que responder coloca seu palito so-
luta. A sua arma é a Bíblia! bre a mesa.
T: Estamos aqui Jesus para lutarmos contra o (a cada resposta coloca-se o palito sobre a mesa)
mal. Nossa arma é a sua Palavra!
L3: Agora alguém vai assoprar os palitos para que
CAMPANHA DA FRATERNIDADE rolem livremente e caiam para foram da mesa.
A: O objetivo geral da Campanha da Fraternidade A: Esse sopro simboliza as tentações que muitas
deste ano, vamos ler juntos: vezes movem nossos corações e nossas ações e nos
T: Estimular a participação em Políticas Públi- fazem cair no pecado.
cas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina So- (alguém assopra os palitos)
cial da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem
L1: Mas se a Palavra de Deus estiver bem presente
comum, sinais de fraternidade.
em nossa vida, ela serve como apoio, escudo, for-
L1: Que bom seria se todos se interessassem em taleza.
participar da solução dos problemas públicos.
L2: Para simbolizar isso, vamos pegar uma Bíblia
L2: Pois quando um grupo de pessoas luta para e colocá-la aberta. Em seguida, cada um pegue seu
que o poder público resolva um problema que palito e coloque sobre a mesa, com uma parte dele
prejudica muitas pessoas, pode-se dizer que a so- em baixo da Bíblia e a outra parte fora. Depois al-
lução encontrada tornou-se uma política pública. guém vai assoprar novamente sobre eles.
L3: Conforme o objetivo geral, que acabamos de L3: Logicamente não vai movê-los. Pois estão fir-
ler, a Palavra de Deus e a Doutrina da Igreja ser- mes sob a Bíblia.
vem como uma luz que faz ver a necessidade de
T: A Palavra de Deus, presente em nossa vida, é
lutar contra os males do mundo, participando, de
para nós apoio, escudo, fortaleza.
alguma forma, de políticas públicas, para o bem
de todos. (alguém ajeita a Bíblia e todos colocam uma parte
de seus palitos debaixo dela e depois
T: Isso mesmo! A Bíblia e a Igreja fazem ver
alguém os assopra)
como é preciso lutar contra o mal, para o bem
de todos. A: Vamos conversar sobre a dinâmica, e depois
cantar, prestando atenção no canto que recorda a
A: Jesus também venceu o mal iluminado pela Pa-
situação do povo de Deus no Antigo Testamento,
lavra de Deus na Bíblia.
que ficou quarenta anos no deserto.
L1: Pena que a maioria das pessoas desconhece a
(canto nº 1)
Palavra de Deus.
DEPOIMENTO VERDADEIRO
L2: Nesta Quaresma, com muita firmeza, vamos
nos propor a duas coisas muito importantes: A: O famoso médico Drauzio Varella recorda o se-
guinte fato de seu passado:
L3: A primeira é participar mais de um grupo que
reflita sobre a Palavra de Deus, como este grupo
em que estamos hoje.
A: A segunda é ficar mais atento aos problemas
públicos e se juntar aos grupos que propõem a so-
lução deles, como Associação Amigos de Bairro,
Associação de Pais e Alunos, Sindicatos de Traba-
lho, etc.
T: Jesus, a sua Palavra nos move a não ficarmos
indiferentes ao sofrimento de muitos. Ajude-
-nos!
PARTILHA E DINÃMICA
A: Cada um vai receber um pálido de dente, que
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L1: “Em 1950, um dia, acordei com os olhos in- A: Outra grande vitória é a política pública para
chados. Eu já tinha seis anos de idade e esta foi a o tratamento da Aids, uma referência mundial. O
primeira vez que fui a um médico pediatra”. médico pergunta:
A: O doutor Drauzio reconhece que no passado a L1: “Por que motivo as políticas públicas de vaci-
saúde pública era muito pior que a de hoje: nação e de tratamento da Aids deram certo?”
L1: “O Brasil de hoje é outro. Apesar de tudo, a A: Ele mesmo dá a resposta:
assistência médica se espalhou pelo país. Ainda é L1: “Quando faltam remédios contra a Aids ou va-
precária, mas a maioria das mães consegue levar cinas no Posto de Atendimento, as pessoas gritam
os filhos ao médico desde bebezinhos”. e os jornais noticiam”.
A: Apesar das grandes dificuldades, o médico A: Portanto, não vamos calar diante dos proble-
lembra que políticas públicas como o Programa de mas de saúde pública e diante de todas as outras
Vacinações, por exemplo, é um dos maiores pro- questões sociais. A participação de cada um pode
gramas gratuitos do mundo; cobre a quase totali- ajudar muito na criação e na boa manutenção de
dade de nossas crianças e se torna cada vez mais políticas públicas.
completo.
L1: “Estamos bem perto de vacinar 100% dos que (continuar com a “Oração” e a “Despedida” iguais
nascerem no país”. para todos os encontros)

A esperança da vida nova!


Encontro para a semana de 11 a 17 de março de 2019
Evangelho de São Lucas, capítulo 9, versículos de 28 a 36. Providenciar um recipiente
com pó de café e uma garrafa de café pronto, com copinhos para todos beberem dele
no momento indicado pela dinâmica. Essa garrafa deve ficar fora da vista do grupo até o
momento indicado. Ler tudo antes, principalmente a dinâmica, para saber como proceder.

(Iniciar com a “Acolhida” e o “Pedido de Perdão”,


que são iguais para todos os encontros)
REFLEXÃO DO EVANGELHO
A: No Evangelho que vamos ouvir, Jesus sobe uma
montanha com três discípulos para rezar. Vamos
ficar em pé e acompanhar a proclamação que o
leitor vai fazer.
(um leitor lê, todos o acompanham em silêncio,
cada um em sua Bíblia. Depois da leitura todos se
sentam. Não é preciso nenhuma introdução nem
conclusão do Evangelho)
L1: Enquanto Jesus está rezando, acontece um fato
espetacular: a transfiguração.
L2: A figura de Jesus se reveste de uma beleza
extraordinária.
L3: Seu rosto fica diferente, sua roupa muito
branca e brilhante.
T: Jesus, a sua transfiguração é uma antecipação
de sua ressurreição, um “aperitivo” da Páscoa!
A: Isso mesmo! A mudança de figura de Jesus
para melhor, que chamamos de transfiguração, é
como se fosse um aperitivo da ressurreição que
iria acontecer depois de seu terrível sofrimento e
morte.
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L1: Na cruz também aconteceu uma mudança do família. Mas não vou desistir de lutar e melhorar
aspecto de Jesus. Mas esta foi para pior: de vida. Antes do programa, muitas vezes, dormi
L2: De jovem, bonitão, sadio, ele se transforma: com fome. Pensava que o importante era os meus
seu rosto fica irreconhecível, seu corpo cheio de filhos estarem alimentados”.
feridas e completamente nu. Essa mudança para
pior podemos chamar de desfiguração.
L3: Com a transfiguração, Deus quis preparar o
coração dos discípulos: mostrar para eles como a
ressurreição é linda, feliz, cheia de vida.
A: Assim, quando Jesus ficou desfigurado,
feio, triste e morto na cruz, essa lembrança da
transfiguração garantiu a esperança dos discípulos.
T: Jesus, o Senhor sempre dá um jeito de seus
discípulos não perderem a esperança!
CAMPANHA DA FRATERNIDADE
A: Assim como Maria Elis, milhares de mulheres
E PARTILHA
podem contar com a complementação de renda
L1: São tantos problemas públicos que precisam
dessa política pública e, sobretudo, com melhores
de solução, que chegamos a desanimar!
condições de saúde e educação para seus filhos. Só
L2: Mas, como acabamos de ler, a transfiguração
recebe benefício do Bolsa Família quem mantem
de Jesus é garantia de ressurreição.
os filhos na escola. Maria Elis sabe disso e cobra
L3: E a ressurreição é garantia de esperança que
a frequência regular dos dois filhos que estão na
tudo pode mudar.
escola.
A: Para a criação de políticas públicas como
L1: “Quando minha cunhada morreu, eu peguei os
resposta aos problemas, é necessária muita
dois para criar e agora eles são meus filhos. Quero
negociação entre todos os envolvidos: poder
que todos estudem e tenham uma vida melhor”.
público, conselhos de direito, audiências públicas.
A: Mesmo recebendo o Bolsa Família, Maria Elis
L1: Muito podem influenciar as manifestações
sonha em abrir uma lanchonete. Ela fez o curso
públicas como passeatas, campanhas pela internet,
de salgadeiro do Pronatec, outra política pública
redes sociais, meios de comunicação.
que deu certo, e já vende sua produção na porta
L2: Todos podem e devem participar: indivíduos,
de casa.
grupos, movimentos sociais, partidos políticos,
L1: “Quero que meus filhos trabalhem comigo.
instituições religiosas, organizações públicas e
Quero que todos façam cursos do Pronatec na área
privadas.
de alimentação. Assim, teremos mais variedades
L3: O importante é influenciar as decisões do poder
para vender futuramente na nossa lanchonete”.
público: por meio de pressão, de participação
DINÂMICA
social, de greves, de mobilizações da sociedade.
A: Temos aqui um recipiente com pó de café.
A: Hoje por meio do celular podemos mandar
Vamos passar de mão em mão e cada um sinta o
mensagens para quem pode tomar decisões ou
aroma, o cheirinho gostoso que ele tem.
para um grande número de pessoas e formar uma
(passar de mão em mão o pó de café)
corrente, um grupo bem unido em torno de uma
A: Pois o pó de café serve como símbolo da
ideia.
transfiguração de Jesus, que funcionou como um
T: Sim, Jesus, o importante é não desanimar.
“aperitivo” de sua ressurreição.
Vamos nos mover e assumir nosso papel e
L1: Para o pó de café se tornar a bebida mais
participar de algum modo das políticas públicas.
apreciada no Brasil e no mundo, antes precisa
A: Alguém, presente em nosso grupo, já participou
passar pela água fervendo.
de alguma forma na solução de algum problema
L2: Como Jesus, que para ressuscitar precisou
público? Como foi a sua atuação?
passar pelo fogo da cruz.
(incentivar a participação de todos)
L3: Mas depois veio a ressurreição!
HISTORINHA VERDADEIRA A: Agora vamos trazer o café pronto para que todos
A: A viúva cearense Maria Elis Regina Silva, 41 bebam dele, como um símbolo da ressurreição
anos, carrega no rosto as marcas da luta diária de Jesus. Todos entenderam a dinâmica? Vamos
para criar três filhos e dois netos. Mas é uma conversar sobre ela e depois cantar.
mulher de muita esperança. Emocionada, lembra (Enquanto tomam o café, conversar sobre a
as dificuldades que enfrentou antes de começar a dinâmica e depois cantar o nº 2 ou 6 ou outro)
receber o Bolsa Família. (continuar com a “Oração” e a “Despedida” iguais
L1: “O Bolsa é uma grande ajuda para a minha para todos os encontros)
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A paciência do Bom Agricultor!


Encontro para a semana de 18 a 24 de março de 2019
Evangelho de São Lucas, capitulo 13, versículos de 1 a 9. Providenciar dois lápis
de cores diferentes: um de cor verde, que vai ser usado na primeira parte da dinâmica
para colorir uma raiz por vez, da planta que está na figura deste encontro. O outro, de cor
vermelha, vai ser usado na segunda parte da dinâmica para colorir um fruto de cada vez.
Se tiver mais gente que o número de raízes, pegar outro encarte e fazer a mesma coisa
que está indicada na dinâmica. Ler tudo antes, principalmente a dinâmica, para saber como
proceder.

(Iniciar com a “Acolhida” e o “Pedido de Perdão”, L3: Jesus responde de forma dura:
que são iguais para todos os encontros) A: “Não pensem que morreram porque eram mais
REFLEXÃO DO EVANGELHO pecadores. De jeito nenhum! Se vocês não se con-
A: No Evangelho de hoje, Jesus recebe notícias de verterem, podem morrer no mesmo modo.”
dois acontecimentos muito tristes. Vamos ficar em T: Jesus, tenha paciência conosco! Nâo nos deixe
pé e acompanhar a proclamação que o leitor vai morrer desse jeito, sem aviso!
fazer.
L1: O modo como essa gente morreu foi de impro-
(um leitor lê, todos o acompanham em silêncio,
viso, sem aviso, sem esperar.
cada um em sua Bíblia. Depois da leitura todos se
sentam. Não é preciso nenhuma introdução nem L2: Feliz de quem, por causa de doença ou idade
conclusão do Evangelho) muito avançada, sabe que a morte está bem próx-
L1: O primeiro acontecimento triste que Jesus fica ima. Se tiver fé, vai poder aguardar a morte bem
sabendo foi provocado por Pilatos, que mandou preparado.
matar pessoas enquanto ofereciam sacrifícios. L3: Pobre de quem morre de improviso, como es-
L2: O segundo, quando uma torre caiu em cima de sas pessoas que o Evangelho cita, sem ter tempo
dezoito pessoas. de se preparar.
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T: Jesus, não nos deixe morrer de improviso! ra mais forte, para cultivar sua vida, de forma que
Tenha paciência e espere que estejamos prepara- ela dê os frutos necessários?
dos! A: Um por vez, vai partilhar com o grupo aquilo
A: Então, Jesus conta uma parábola: que pensou e quando terminar de falar, o Anima-
L1: Um homem foi procurar frutos em sua figuei- dor, com o lápis de cor verde vai colorir uma raiz
ra. Nada encontrou. Então mandou cortá-la. Mas da planta que está na figura.
o empregado disse: L1: Vai simbolizar Jesus cuidando, adubando, a
L2: “Senhor, deixa mais este ano. Vou cuidar dela e planta que representa cada um de nós, para que
quem sabe no futuro dará fruto. Se não der, então dê os frutos necessários para nós mesmos e para
corte-a” o mundo.
L3: Dizem que a figueira é uma árvore muito co- (um por vez fala e o Animador colori de verde uma
mum naquele lugar e que dá muito fruto o ano raiz de cada vez)
todo. A: Nossa dinâmica não terminou! Enquanto can-
A: A figueira tinha tudo para dar fruto. Por que tamos, um por vez vai pegar o outro lápis, de cor
não deu? vermelha, para colorir um fruto da árvore, simbo-
lizando o efeito do carinho e dos bons tratos que
T: Nòs também temos tudo para dar bons fru-
Jesus tem tido por nós.
tos. Por que não damos? Perdoe-nos, Senhor!
(cantar o nº 3 enquanto se executa esta
A: Mas tem quem queria cuidar da figueira: Jesus,
parte da dinâmica)
o Bom Agricultor! Ele veio do céu, com muita
paciência, pronto para cuidar daqueles que não CAMPANHA DA FRATERNIDADE
dão todos os frutos que deveriam dar. L1: Uma forma importante de nos prepararmos
L1: Ele é o servo que, com um esforço enorme, para a vida eterna é a Quaresma.
com a própria vida, com o próprio sangue, cuida L2: É por isso que todo ano, durante a Quaresma,
de nós. Ele, cheio de paciência, diz para Deus Pai: a Igreja insite em que mudemos: hábitos, formas
L2: “Vou cuidar dessa planta e quem sabe dará de se relacionar com familiares, com vizinhos,
fruto? Se não der, então corte-a” com a natureza, com a sociedade.
L3: Qual fruto Jesus espera de nós? L3: A Campanha da Fraternidade vem para ajudar
nisso.
A: Muitos! Mas o mais importante é o coração
amoroso, capaz de amar quem merece e quem A: Todo ano foca uma questão. Neste, como sabe-
achamos que não mereça. mos, são as políticas públicas.
T: Jesus, sabemos que o melhor fruto o Senhor L1: A criação de uma política pública precisa pas-
mesmo deu: o amor. Ajude-nos a amar a todos! sar por várias etapas.
A: Jesus se serve da Igreja, com suas “ferramentas”, L2: Simplificando, o importante é: 1º) ter muitas
para “cultivar” o coração de quem se deixa cuidar: informações sobre o problema a ser resolvido, 2º)
a Palavra de Deus na Bíblia, os sacramentos como a criação de um projeto que resolva o problema e
a Missa ou a Confissão, os serviços para os neces- 3º) a execução do projeto.
sitados, o perdão e a generosidade que ela ensina, L3: Nasce assim uma política pública para um de-
e tantos outros meios. terminado local, município, região, estado ou país.
PARTILHA E DINÂMICA L1: Por exemplo, quando acontece uma epidemia
A: Vamos deixar a figura da árvore, que está no de uma determinada doença. Uma epidemia é um
inícil deste encontro, bem visível sobre a mesa problema muito sério.
(deixar a figura bem visível) L2: Diante desse problema, vários setores se jun-
tam para resolvê-lo, lembrando que vão ser neces-
A: Percebam os detalhes da árvore: galhos, folhas,
sários: muitos recursos financeiros, muitos setores
alguns frutos e raizes.
envolvidos e materiais diversos.
L1: Ela tem frutos, mas poderia ter muito mais.
L3: Daí sim, se estabelece a política pública que
Está precisando de cuidados.
vai ser usada.
L2: Como vimos na reflexão, Jesus é o Bom Agri-
A: Vamos ver mais um exemplo, em forma de uma
cultor que, com paciência, cuida de nós podando,
historinha verdadeira.
adubando para que demos muitos frutos.
L3: Vamos pensar um pouco e depois responder: HISTORINHA VERDADEIRA
Para você, qual das “ferramentas”, que lemos no fi- A: Um agricultor do Estado de Sergipe, que pas-
nal da reflexão, tem sido usada por Jesus, de manei- sava longos períodos em São Paulo trabalhando
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como servente de grandes construtoras, ficava A: Assim foi construída a primeira cisterna de
muito impressionado quando construía uma pis- captação de água de chuva. Algumas organizações
cina. Ele pensava: e entidades viram como essa cisterna funcionava
L1: “Que coisa! Aqui tanta água e na minha terra bem e passaram a incentivar a construção de ou-
aquela secura!” tras. As famílias ficaram muito satisfeitas:
A: Certa vez, quando voltou para sua terra, come- L2: “Parece um milagre! Uma solução tão simples
çou a pensar em desenvolver um reservatório de e tão boa!”
armazenamento de água de chuva. Ele dizia: A: Realmente, em vez de grandes e caríssimos
L1: “Se lá em São Paulo a gente consegue ter água projetos do poder público, as cisternas estavam
armazenada, aqui também vamos conseguir”. respondendo ao problema da seca no nordeste. O
povo agradecia:
L2: “Sim! Graças a Deus! Com a cisterna perto
da gente não perdemos tanto tempo em busca
de água. Nem as crianças perdem dia de aula por
causa de doenças, que antes apareciam por causa
da água estragada que bebiam de uma poça qual-
quer.”
A: Pois essas entidades e organizações propuse-
ram ao poder público que adotasse as cisternas
como política pública contra a seca. Nasceu assim
o Programa das Cisternas: política pública que
deu certo.
(continuar com a “Oração” e a “Despedida” iguais
para todos os encontros)

O perdão do Pai
Encontro para a semana de 25 a 31 de março de 2019

Providenciar as figuras conforme explicação acima, uma jarra transparente cheia de água,
um prato raso e uma vela acesa. Ler tudo antes, principalmente a dinâmica, para saber
como proceder.

(Iniciar com a “Acolhida” e o “Pedido de Perdão”,


que são iguais para todos os encontros)
REFLEXÃO DO EVANGELHO,
DINÂMICA E PARTILHA
A: O Evangelho de hoje inicia com uma notícia
muito bonita. Vamos ficar em pé e acompanhar a
proclamação que o leitor vai fazer.
(um leitor lê, todos o acompanham em silêncio,
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cada um em sua Bíblia. Depois da leitura todos se ma que ela fique chamuscada pelo fogo.
sentam. Não é preciso nenhuma introdução nem A: Representa a raiva, a inveja, a dureza de cora-
conclusão do Evangelho) ção desse filho mais velho.
L1: Jesus acolhia com muito amor os pecadores T: Jesus, a raiva, a inveja, a dureza de coração
que dele se aproximavam, como uma oportunida- queima a alma! É horrível! Perdoe-nos!
de de convertê-los e salvá-los.
(destacar a figura dois e chamuscá-la
L2: Mas os doutores da Lei e os fariseus criticavam na chama da vela)
Jesus por isso.
L1: A historinha é uma forma de acolher os peca-
L3: Então Jesus contou uma historinha, uma pa- dores que queriam ouvir Jesus, conforme escuta-
rábola, esperando a conversão e salvação também mos no início do evangelho. O filho mais novo é
desses homens de coração duro. a figura deles.
T: Jesus, obrigado! Quando nos reunimos em L2: Quer também tocar no coração dos doutores
seu nome, o Senhor também nos acolhe. da Lei e dos fariseus. O filho mais velho é o retrato
A: A parábola que Jesus contou é muito conheci- desses.
da: é a historinha do pai com seus dois filhos. L3: Mas quer tocar também em nosso coração: às
L1: Para representá-los, temos esse recorte de pa- vezes nos portamos como o filho mais novo, às ve-
pel com três figuras. Vamos destacar a de número zes, como o mais velho.
um. T: Deus Pai, assim como a o pai da parábola que
(alguém destaca a figura um, deixando as outras ama os dois, o Senhor quer o bem de todos, quer
duas unidas) nos ver juntos, como irmãos que somos.
L2: Essa primeira figura representa o filho mais L1: Estamos na Quaresma, tempo de conversão.
novo, que deixa tudo de bom que tinha na casa do Se alguém está perdido como o filho mais novo,
pai e sai pelo mundo pensando em gozar a vida. precisa tomar a decisão e voltar para o abraço de
L3: Quando tinha gasto todo o dinheiro que o pai Deus Pai.
lhe deu, veio o aperto, a fome, a solidão. L2: Se alguém está como o filho mais velho, che-
T: O jovem chegou ao fundo do poço. Senhor, gou a hora de perdoar, de acolher, de fazer as pa-
tenha piedade de quem, com seus pecados, che- zes.
ga nesta situação! L3: Vamos pensar e depois partilhar: Hoje, qual si-
A: Para representar a situação desse filho sem juí- tuação está mais presente em sua vida, em seu cora-
zo, vamos mergulhar essa primeira figura na água. ção: a do filho mais velho ou a do filho mais novo?
L1: A água, aqui, simboliza o mundo, que é cheio L1: Depois da partilha, vamos cantar.
de vida, que é capaz de matar a sede dos desejos, (incentivar a participação de todos e depois cantar
mas também pode “afogar” aqueles que nele mer- o nº 4)
gulham sem cuidado. CAMPANHA DA FRATERNIDADE
(mergulhar a figura na água e ficar segurando A: Vamos observar a figura da Campanha da Fra-
pela pontinha da cabeça) ternidade deste ano, que está bem no início deste
L2: Se ficar assim, mergulhada na água, a figura encarte.
vai se desfazer. Pois o filho também percebeu que L1: A grande árvore que se destaca está unida ao
se continuasse naquela situação ele iria morrer. mapa do Brasil. Por qual motivo? O que cada um
L3: Arrependido, resolveu voltar. O pai o acolheu acha?
com muita alegria, perdão e amor. (todos podem falar)
A: Vamos retirar com cuidado a figura da água e L2: A árvore pode ser um símbolo das políticas
colocá-la sobre o prato. públicas que são respostas para os problemas do
(retirar d’água a figura e estendê-la sobre o prato) povo.
L1: A historinha continua: existe um filho mais L3: Várias figuras de pessoas, cada um numa ati-
velho, que nunca saiu de perto do pai. O recorte de tude, representam grupos de pessoas que tiveram
número dois representa esse filho e daqui a pouco suas necessidades atendidas por políticas públicas.
vamos separá-la da figura que representa o pai. A: A silhueta do homem que semeia plantinhas
L2: Quando esse filho fica sabendo da festa, se re- pode estar representando as políticas públicas
volta e fecha o coração. para os problemas do campo, que deram certo. O
L3: Para representar isso, com muito cuidado, va- que cada um pensa a respeito das outras silhuetas?
mos passar o recorte sobre a chama da vela, de for- (incentivar a participação de todos)
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A: Vamos acompanhar uma historia verdadeira de L1: “Eu refiz minha vida e passei a ajudar outras
alguém que conseguiu participar na construção de pessoas que vivem na rua a saírem dessa situação,
uma política pública. como eu consegui”.
HISTORINHA VERDADEIRA A: Depois do conhecimento que adquiriu, conse-
guiu alugar um barracão e foi contratado por uma
empreiteira para trabalhar na duplicação de uma
rodovia na região. Com sua experiência, percebeu
que podia levar propostas aos governantes para
ajudar quem ainda estava na rua. Como esta que
ele conta:
L1: “Quando eu dormia em albergue perdi muitas
oportunidades porque as empresas não contratam
quem não tem endereço fixo. Por isso, considerei
fundamental a criação de políticas públicas que
promovam a geração de empregos para quem ain-
da não tem uma moradia permanente”.
L2: Minas Gerais é o único Estado do país que in-
clui moradores de rua na construção de políticas
públicas.
A: O mineiro Ademilton Gonçalves, da cidade de
L3: E para isso foi criado um Comitê chamado
Ipatinga, Minas Gerais, conta o seguinte:
“Pop Rua”, coordenado pela Secretaria de Direitos
L1: “Eu não cheguei a conhecer meu pai e, aos 12 Humanos, Participação Social e Cidadania de Mi-
anos, fui expulso de casa pela minha mãe, que era nas Gerais.
alcoólatra. Sem ter para onde ir, fui morar na rua
L1: “Estou muito feliz! Tudo isso para mim foi
e, em pouco tempo, comecei a usar drogas”.
uma grande vitória e ainda conheci a Brenda, mi-
A: Durante 15 anos, Ademilton viveu embaixo de nha atual esposa. Agora estamos à espera do nas-
marquises e viadutos. Um dia, ele acordou: come- cimento da nossa primeira filha”.
çou a participar de movimentos que lutam contra
(continuar com a “Oração” e a “Despedida” iguais
a discriminação e a favor da promoção dos mora- para todos os encontros)
dores de rua.

O perdão do Filho
Encontro para a semana de 1º a 7 de abril de 2019
Neste encontro proclamar o Evangelho de São João, capitulo 8, versículos de 1 a 11.
Providenciar um pedaço de papel para cada um dos participantes e canetas. Ler tudo antes,
principalmente a dinâmica para saber como proceder.

(Iniciar com a “Acolhida” e o “Pedido de Perdão”, que


são iguais para todos os encontros)
REFLEXÃO DO EVANGELHO
A:  Jesus está ensinando o povo. Chegam doutores
da Lei e fariseus trazendo uma mulher que tinha
sido pega cometendo adultério. Vamos ficar em pé
e acompanhar a proclamação que o leitor vai fazer.
(um leitor lê, todos o acompanham em silêncio, cada
um em sua Bíblia. Depois da leitura todos se sentam.
Não é preciso nenhuma introdução nem conclusão
do Evangelho)
L1:  Dá para imaginar o sofrimento da mulher,
ainda mais naquele tempo, numa sociedade super
machista.
L2: Os homens que trazem a mulher não têm piedade
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dela e ainda querem colocar Jesus numa situação melhor modo de pensar sobre eles é juntá-los em
difícil, porque perguntam qual é a opinião dele sobre grupos.
o caso. Eles dizem: L2: O grupo de problemas mais conhecidos são
L3:  “A Lei de Moisés manda apedrejar mulheres os sociais, como os da saúde, educação, habitação,
desse tipo. E você, Jesus, o que diz? ” previdência social, etc. Para esses, a solução são as
A: Ele não diz nada, se abaixa e começa escrever no Políticas Públicas Sociais.
chão. L3: Existem as Políticas Públicas Econômicas,
T: Jesus, que o seu coração misericordioso perdoe Administrativas, do Meio Ambiente, da Cultura,
todos os adúlteros, homens e mulheres! Agrárias, Direitos Humanos, das Mulheres, dos
A:  Mas os fariseus insistiram com Jesus, e Negros, dos Jovens, entre tantas outras.
continuaram perguntando. A: Vamos ler uma historia verdadeira, belo exemplo
L1: Jesus responde: “Quem não tiver pecado, atire a de política pública da área da educação:
primeira pedra na mulher”. HISTORINHA VERDADEIRA
L2: Em seguida, ele voltou a escrever no chão. A: Paulo Francisco Ferreira, de 57 anos, não teve
L3: Os homens entenderam bem o recado de Jesus chance de estudar. Um dia, precisou pegar um ônibus
e foram saindo um a um, começando pelos mais sozinho para ir ao médico e, por ser analfabeto, não
velhos, que certamente tinham mais pecados. conseguiu. Então tomou uma decisão:
A: Para mulher Jesus diz: “Ninguém condenou você? L1: “Vou procurar uma escola para aprender a ler
Eu também não lhe condeno. Pode ir, e não peque e escrever. Foi bem acolhido, principalmente pela
mais”. professora Edna Pereira”.
T: Jesus, pedimos humildemente, que o Senhor
perdoe também a nós, por nossos pecados!
A: O que será que Jesus escrevia no chão, enquanto
falava com eles?
L1: Não temos como saber, mas podemos imaginar
muita coisa.
L2: Talvez ele escrevesse frases de perdão. Ou quem
sabe ele escrevesse nomes de pecados.
L3: Não sabemos! Mas certamente escreveu alguma
coisa relacionada àquela situação de pecado da
mulher e rejeição das pessoas.
PARTILHA E DINÂMICA
A: Todos nós vivemos situações que nos irritam, que
nos tiram do sério e, às vezes, geram até ódio, como
aqueles homens que queriam matar a mulher. A: No final do ano, já sabia ler devagarzinho e
L1: Vamos pensar um pouco: “Qual situação deixa escrever um pouquinho. Quando retornou às aulas,
você assim: irritado ou com ódio?” no ano seguinte, soube que teria que mudar de
(dar tempo para pensarem) professora. Foi embora triste e até com raiva e disse
L2: Mas Jesus, manso e humilde de coração, por meio para a esposa:
deste Evangelho quer nos ensinar a agir diferente. L1: “Não vou mais voltar. A professora não me quer
L3: Para não esquecermos isso, vamos imaginar que mais com ela”.
o pedaço de papel que cada um vai receber seja como A: Quando ela soube, telefonou para ele e disse:
o chão onde Jesus escreveu. L2: “Seu Paulo, o que aconteceu? Volte para a escola!
A: Cada um pegue uma caneta e escreva uma palavra Venha, porque agora eu quero que o senhor me
ou uma frase no seu pedaço de papel, que poderia ajude a ensinar os outros”.
ser aquilo que Jesus escreveria na terra para que você A: O apelo deu certo! Paulo voltou! Edna gosta
lesse num momento de raiva ou de ódio. muito de alfabetizar adultos. Ela diz:
(Cada um pensa, depois escreve sua palavra ou frase. L2: “Trabalhar na Educação para Jovens e Adultos,
Quem não sabe escrever pede para outro escrever) o chamado EJA é uma dádiva divina. É gratificante
A: Vamos conversar sobre o que cada um escreveu e partilhar e fazer histórias com os alunos. A aprendi-
depois cantar. zagem é lenta e nem sempre acontece para alguns,
(conversar e depois cantar o nº 5) porém, a convivência escolar é muito prazerosa”.
A: Paulo faz parte do programa Brasil Alfabetizado,
CAMPANHA DA FRATERNIDADE política pública realizada pelo Ministério da Edu-
A: A Política Pública pode ser definida, de forma cação (MEC) desde 2003, como combate contra o
bem simples: política pública é a “solução de um analfabetismo.
problema público”. (continuar com a “Oração” e a “Despedida” iguais
L1: Mas são tantos os problemas públicos que o para todos os encontros)
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VIA SACRA
Encontro para a semana de 8 a 14 de abril de 2019

Na Via Sacra não é necessário usar a Bíblia, mas é preciso decidir: 1º) se vai ser realizada por
grupo ou por comunidade; 2º) se com todos os grupos reunidos, nas ruas ou na Igreja; 3º) se for nas
ruas, combinar antes onde serão as paradas. A Via Sacra pode ser feita sem os sinais indicados em
vermelho, a seguir. Neste caso, não se preocupar com essas indicações em vermelho.
Quem for realizar a Via Sacra com os sinais lembrar que não se trata de teatro, mas apenas
símbolos, como as dinâmicas dos encontros. Em cada estação, todos param, observam os sinais
e acompanham a leitura. Depois, caminham cantando até a estação seguinte. Vão ser necessárias
algumas pessoas e poucos objetos. Essas pessoas nunca dizem nada, devem trajar roupa comum
e ficar no meio do povo. Só devem vir à frente nos momentos indicados.
As pessoas e objetos são os seguintes: 1º) um homem representa Jesus e está segurando um
pano grande dobrado (pode ser um lençol, sem estampas); 2º) outro homem representa um guarda
e segura uma cordinha; 3º) outro homem representa outro guarda e segura uma cruz (de preferên-
cia bem rústica, feita de dois pedaços de pau ou galhos de árvore, um com mais ou menos 50 cm um
e o outro com 150 cm, amarrados em forma de cruz); 4º) outro homem representa Simão Cireneu;
5º) uma mulher representa a Mãe de Jesus; 6º) outra mulher representa Verônica e segura uma to-
alha de rosto; 7º) duas mulheres representam as mães que choram. Estes trechos na cor vermelha
não devem ser lidos em voz alta.
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INÍCIO 2ª ESTAÇÃO
A: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito A: Segunda estação: Jesus carrega a cruz.
Santo. L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi-
T: Amém. zemos.
A: Estamos no Tempo da Quaresma, quando, T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o
em todo o Brasil, se celebra a Campanha da mundo!
Fraternidade. O outro guarda vai até Jesus e entrega a cruz para
L1: A Campanha deste ano de 2019 tem como ele. Jesus não a coloca sobre os ombros, mas fica
tema “Fraternidade e políticas públicas”. segurando com as duas mãos, como se fosse uma
L2: Seguindo os passos de Jesus nesta Via Sa- bandeira. Os dois guardas ficam um de cada lado
de Jesus. Os três ficam parados, de frente
cra, queremos refletir sobre a Campanha da
para o povo.
Fraternidade e contemplar o imenso esforço
de Jesus pela nossa salvação. Empenho vito- L2: “Pilatos lavou as mãos diante da multidão
rioso, pois das trevas brotou a luz; da morte, que gritava ‘seja crucificado!’. Pilatos disse:
a ressurreição. ‘Sou inocente do sangue deste homem, a res-
L3: Nossa esperança é que também o Brasil, ponsabilidade é de vocês’. (...) Mandou, então,
por meio das políticas públicas, alcance a li- que flagelassem Jesus.” (Mt 27,24-26).
bertação de todos os males que nos impedem L3: Muitas vezes o poder público também
“lava as mãos” diante do sofrimento do povo.
de ter vida e vida em plenitude.
Mas não podemos calar! Precisamos exigir
1ª ESTAÇÃO que políticas públicas venham em socorro dos
A: Nesta primeira estação, Jesus é preso e con- mais sofridos.
denado à morte. T: Senhor, guiai os governantes com sabe-
L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi- doria,/ para que encontrem soluções/ diante
zemos. do sofrimento de grande parte da popula-
T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o ção,/ especialmente dos mais pobres.
mundo! Jesus e os dois guardas caminham à frente do povo
até a terceira estação. Lá vão ficar em pé, de frente
O homem que representa Jesus se coloca à frente para o povo.
de todos, abre o pano dobrado e o enrola em torno
do próprio corpo. Fica em pé, parado e de cabeça
A: Cantemos e continuemos nossa Via Sacra:
baixa. O homem que representa o primeiro guarda T: A morrer crucificado/ teu Jesus é conde-
vai até Jesus, puxa as mãos dele para frente e as nado/ por teus crimes pecador (bis). Pela
amarra com a cordinha. Depois, fica ao lado de Virgem dolorosa, vossa Mãe tão piedosa,
Jesus segurando seu braço. Os dois ficam parados, perdoai-me, meu Jesus. (bis)
de frente para o povo. 3ª ESTAÇÃO
L2: Jesus foi para o Horto das Oliveiras e dis- A: Nesta terceira estação, Jesus cai pela pri-
se: “Vocês saíram com espadas e paus para me meira vez.
prender, como se eu fosse um bandido?” (Mt L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi-
26,55). zemos.
L3: O sistema prisional do Brasil é um dos se- T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o
tores mais carentes de políticas públicas. Em mundo!
2016 tinha quase 730 mil detentos, a terceira Jesus se ajoelha e deixa a cruz cair no chão.
Fica assim. Os dois soldados continuam para-
maior população carcerária do mundo.
dos, em pé, ao seu lado.
T: Senhor, estamos rezando para que nesta
L2: “Ele que tinha a condição divina, não se
Campanha da Fraternidade,/ surjam políti-
apegou a ser igual a Deus. Pelo contrário, es-
cas publicas/ que façam das prisões lugares
vaziou-se a si
que não só punam,/ mas principalmente re-
mesmo, assumindo a condição de servo e tor-
cuperem os que erraram.
Jesus e o guarda caminham à frente do povo até a nando-se semelhante aos homens. (...) humi-
próxima estação. Lá vão ficar em pé, de frente para lhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até
o povo. a morte, e morte de cruz!”. (Fl 2,6-8).
A: Caminhemos para a próxima estação, can- L3: Os motivos que levam as pessoas a deixar
tando: seus lares para se tornarem moradores de rua
T: A morrer crucificado/ teu Jesus é conde- são muitos, entre eles: uso de drogas, álcool,
nado/ por teus crimes pecador (bis). Pela problemas mentais, abandono da família e
Virgem dolorosa, vossa Mãe tão piedosa, problemas financeiros.
perdoai-me, meu Jesus. (bis) T: Como sofrem os moradores de rua! Se-
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nhor, que as políticas públicas nas áreas de de Jesus. Este pega a cruz das mãos de Jesus e fica
habitação,/ da saúde e do emprego,/ se jun- segurando. Um guarda fica segurando o braço de
tem para devolver-lhes a dignidade. Jesus e outro fica ao lado de Simeão. Todos ficam
Jesus pega a cruz e caminha à frente do povo até parados de frente para o povo.
a quarta estação. Os guardas caminham ao lado L2: No Evangelho de Marcos lemos: “Os sol-
dele. Lá vão ficar em pé, de frente para o povo. dados obrigaram Simão de Cirene a carregar a
A: Vamos cantar e caminhar para a outra es- cruz.” (15,21).
tação. L3: Simeão foi um socorro para o exausto
T: Pela cruz tão oprimido/ cai Jesus desfa- Jesus. Os imigrantes e todas as pessoas que
lecido/ pela tua salvação. (bis) Pela Virgem vieram para o Brasil em busca de uma vida
dolorosa/ vossa Mãe tão piedosa/ perdoai- melhor também precisam de nós e do socorro
-me, meu Jesus. (bis) do poder público. Muitos são explorados, tra-
4ª ESTAÇÃO tados com desrespeito e ódio.
A: Nesta quarta estação, Jesus se encontra T: Senhor, que tenhamos um coração aberto
com sua mãe. para os estrangeiros/ e todos os que buscam
L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi- socorro no Brasil,/ pois também com eles
zemos. o Senhor se identifica quando diz:/ “era es-
T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o trangeiro e me acolhestes”.
mundo! Os quatro caminham à frente do povo. Na próxima
A mulher que representa Maria vai até Jesus e o estação ficam parados, de frente para o povo.
abraça. Depois cai de joelhos à sua frente e fica A: Cantemos.
assim. Os dois guardas continuam ao lado dele. T: Em extremo, desmaiado,/ deve auxílio
L2: Quando Jesus ainda era menino, um ho- tão cansado/ receber do Cireneu. (bis) Pela
mem santo, Simeão, profetizou para Maria Virgem dolorosa/ vossa Mãe tão piedosa/
dizendo: “Este menino vai ser causa de queda perdoai-me, meu Jesus. (bis)
e elevação de muitos em Israel. Quanto a você, 6ª ESTAÇÃO
Maria, uma espada vai atravessar-lhe a alma.” A: Sexta estação: Verônica enxuga o rosto de
(Lc 2,34-35). Jesus.
L3: A profecia de Simeão se cumpre: a mãe de L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi-
Jesus está com a alma ferida ao ver a violên- zemos.
cia da qual seu filho é vítima. Calcula-se que T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o
todos os dias, mais de três mil mães precisam mundo!
enfrentar a morte de seus filhos jovens e ado- A mulher que representa Verônica vai até Jesus
lescentes. e com a tolha de rosto cobre totalmente a face
dele. Ao retirar a toalha, finge ver a face de Cristo
T: Senhor! Por intercessão de sua mãe,/
estampada nela, mas não mostra para o povo, e
pedimos que os governantes,/ por meio de em seguida, aperta a toalha junto ao peito e fica
políticas públicas,/ venham em socorro dos assim parada. Um guarda tira a cruz de Simeão
jovens e adolescentes. e devolve para Jesus. Todos ficam de pé, de frente
Maria se levanta e vai para junto do povo cami- para o povo.
nhar com as pessoas para a próxima estação. Jesus L2: No livro do profeta Isaías está escrito: “Ele
e os guardas caminham à frente de todos para a não tinha aparência nem beleza para atrair
próxima estação. Lá vão ficar em pé, de frente
para o povo.
nosso olhar. Desprezado e rejeitado pelos ho-
A: Cantando, continuemos a Via Sacra. mens. (...) Ele carregava nossos pecados e leva-
T: De Maria lacrimosa/ no encontro lasti- va nos ombros as nossas dores”. (53,2-4).
moso/ vê a viva compaixão. (bis) Pela Vir- L3: Jesus é desprezado e rejeitado pelos ho-
gem dolorosa/ vossa Mãe tão piedosa/ per- mens, mas Verônica é o símbolo daqueles que,
doai-me, meu Jesus. (bis) por meio de políticas públicas, conseguem en-
5ª ESTAÇÃO xugar as lágrimas dos desprezados pela socie-
A: Nesta quinta estação, Simão, o Cireneu, dade, como os índios e os negros, que ainda
ajuda Jesus a carregar a cruz. hoje sofrem violência e discriminação.
L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi- T: Perdoe-nos, Senhor, pelo racismo,/ pela
zemos. intolerância e pela violência contra índios,/
T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o negros e seus descendentes.
Verônica e Simeão voltam para junto do povo. Os
mundo! dois guardas e Jesus, segurando a cruz, vão à frente
Um dos guardas vai até o povo, segura o braço do do povo para a próxima estação. Lá vão ficar em
homem que representa Simeão e o traz para perto pé, de frente para o povo.
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A: Continuemos nossa Via Sacra: (Lc 23,28).


T: O seu rosto ensanguentado/ por Verônica L3: Sim, Jesus! As mulheres têm muito que
enxugado/ contemplemos com amor. (bis) chorar por si mesmas. A violência contra elas
Pela Virgem dolorosa/ vossa Mãe tão piedo- é uma prática que tem raízes profundas e difí-
sa/ perdoai-me, meu Jesus. (bis) cil de ser combatida.
7ª ESTAÇÃO T: Senhor, ajude-nos a não desistir de lutar
A: Na sétima estação, Jesus cai pela segunda em favor de políticas públicas/ que mudem
vez. a realidade de violência contra as mulhe-
L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi- res./ Agressões que muitas vezes acabam
zemos. por matá-las.
T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o As duas mulheres voltam para junto do povo.
mundo! Jesus e os dois guardas vão à frente do povo para a
Jesus se ajoelha e, de novo, deixa a cruz cair no próxima estação. Lá vão ficar em pé, de frente para
chão. Fica assim, com os dois soldados parados, em o povo.
pé, ao seu lado. A: Vamos caminhar, cantando:
L2: No caminho para a cruz, Jesus cai pela se- T: Das mulheres piedosas/ de Sião filhas
gunda vez. O sofrimento acompanhou Jesus chorosas/ é Jesus consolador. (bis) Pela Vir-
durante toda sua vida. Certa vez, em Nazaré gem dolorosa/ vossa Mãe tão piedosa/ per-
sua cidade natal, dentro da Sinagoga, por in- doai-me, meu Jesus. (bis)
veja, quiseram matá-lo: “levaram até o alto do 9ª ESTAÇÃO
monte, sobre o qual a cidade estava construí- A: Nesta nona estação, Jesus cai pela terceira
da, com intenção de lançá-lo no precipício. Mas vez.
Jesus, passando pelo meio deles, continuou seu L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi-
caminho.” (Lc 4,29-30). zemos.
L3: Nosso povo, vítima da cobiça dos grandes, T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o
por dinheiro, por lucro, sofre e morre. Como mundo!
ocorreu com a população de Mariana e Bru- Jesus se ajoelha e, de novo, deixa a cruz cair no
chão. Fica assim, com os dois soldados parados,
madinho, cidades arrasadas pela lama das
barragens de rejeitos de minério. em pé, ao seu lado.
T: Jesus, diante de desastres humanos e am- L2: Jesus está sofrendo, triste e angustiado por
bientais tão grandes,/ pedimos perdão!/ pensar na cruz. Mas aceitando a vontade do
Que as autoridades despertem para a neces- Pai ele diz: “Pai, meu Pai, se é possível, afaste
sidade de políticas públicas/ que protejam de mim este cálice de sofrimento! Porém, que
nosso povo e a natureza/ dos interesses me- não seja feita a minha vontade, mas a sua”.
ramente econômicos dos ricos. (Mt 26,39).
Jesus pega a cruz e fica em pé. Os guardas e Jesus L3: Jesus sofria, caía, mas se levanta-
caminham à frente do povo até a próxima estação. va. A saúde pública do país está caída.
Lá vão ficar em pé, de frente para o povo. Mas ela é um direito fundamental do ser
A: Caminhemos cantando. humano, devendo o Estado dar condi-
T: Outra vez desfalecido/ pelas dores abati- ções indispensáveis para que ela aconteça.
do/ cai por terra o Salvador. (bis) Pela Vir- T: Ó Deus, que nossos governantes,/ por
gem dolorosa/ vossa Mãe tão piedosa/ per- meio de políticas públicas, consigam redu-
doai-me, meu Jesus. (bis) zir o risco de doenças,/ assegurem o acesso
8ª ESTAÇÃO de todos à saúde,/ a sua promoção, proteção
A: Oitava estação: Jesus consola as mulheres. e recuperação.
L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi- Jesus pega a cruz e fica em pé. Os guardas e Jesus
zemos. caminham à frente do povo até a próxima estação.
T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o Lá vão ficar em pé, de frente para o povo.
mundo! A: Caminhemos, cantando:
T: Cai terceira vez prostrado/ pelo peso re-
As duas mulheres que representam as mães que
choram vêm até Jesus e se ajoelham diante dele. dobrado/ dos pecados e da cruz. (bis) Pela
Jesus se volta para elas, mas não diz nada. Os Virgem dolorosa/ vossa Mãe tão piedosa/
guardas continuam ao lado de Jesus. perdoai-me, meu Jesus. (bis)
L2: Algumas mulheres choram ao ver o so- 10ª ESTAÇÃO
frimento de Jesus. Ele, olhando para elas, diz: A: Na décima estação, Jesus é despido de suas
“Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim! vestes.
Chorem por vocês mesmas e por seus filhos!” L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
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T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o a segurança em nosso país vai melhorar.
mundo! Os três caminham para a próxima estação. Lá vão
Um guarda pega a cruz das mãos de Jesus enquan- ficar em pé, de frente para o povo.
to o outro tira o pano de Jesus, deixando-o cair no
chão. Os três ficam assim, em pé, de frente A: Continuemos nossa caminhada:
para o povo. T: Sois por mim na cruz pregado/ insultado,
L2: “Os soldados repartiram as roupas de Je- blasfemado/ com cegueira e com furor. (bis)
sus em quatro partes. Uma parte para cada Pela Virgem dolorosa/ vossa Mãe tão piedo-
soldado. Assim se cumpriu a Escritura que diz: sa/ perdoai-me, meu Jesus. (bis)
‘Repartiram minha roupa e sortearam minha 12ª ESTAÇÃO
túnica’.” (Jo 19,23). A: Décima segunda estação: Jesus morre na
L3: Arrancaram tudo de Jesus, até suas rou- cruz.
pas! Nossa população está mais pobre. Pas- L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi-
sando necessidade financeira, não consegue zemos.
ter boa alimentação, saúde, educação, mora- T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o
dia, segurança. mundo!
T: Ai, Jesus!/ Os pobres são as maiores víti- Jesus sem soltar as mãos da cruz, solta a cabeça,
mas da crise financeira de nosso país./ Te- deixando-a pender para baixo. Um soldado con-
nha misericórdia de nós/ e nos ajude, por tinua segurando a cruz e o outro ao lado de Jesus.
meio de políticas públicas,/ a alcançar a jus- Ficam assim, parados, de frente para o povo.
tiça social. L2: “Então Jesus deu um forte grito: ‘Pai, em
Os três caminham para a próxima estação. Lá vão tuas mãos entrego o meu espírito’. Dizendo
ficar em pé, de frente para o povo. A cruz continua isso, espirou”. (Lc 23,46).
na mão de um dos guardas. Maria vem, pega o L3: Façamos um momento de silêncio diante
pano que estava caído no chão, o dobra e o leva da morte de Jesus. (silencio por alguns segun-
consigo para junto do povo. dos). As vítimas de assassinatos são, na maio-
A: Vamos continuar caminhando e cantando: ria, homens. Porém, o assassinato de mulheres
T: Das suas vestes despojado/ por algozes cresceu demais, principalmente de mulheres
maltratado/ eu vos vejo meu Jesus. (bis) Pela negras. Perguntamos: Será que a posse de ar-
Virgem dolorosa/ vossa Mãe tão piedosa/ mas de fogo pela população civil vai melhorar
perdoai-me, meu Jesus. (bis) esse quadro?
11ª ESTAÇÃO T: Senhor, que a morte violenta de um pa-
A: Nesta décima primeira estação, Jesus é pre- rente ou amigo/ não nos deixe cegos para
gado na cruz. verdade:/ não se vence a violência com mais
L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi- a violência./ Só o amor vence!
zemos. Os três caminham como estão para a próxima
T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o estação. Lá vão ficar em pé, de frente para o povo.
mundo! A: Cantemos e caminhemos:
Um guarda fica segurando a cruz de frente para o T: Por meus crimes padecestes/ meu Jesus
povo. O outro coloca Jesus com os braços abertos por mim morrestes/ oh, qual grande é mi-
encostado na cruz e depois fica em pé ao seu lado. nha dor. (bis) Pela Virgem dolorosa/ vossa
Jesus, nesta posição, põem as mãos para trás e fica Mãe tão piedosa/ perdoai-me, meu Jesus.
apoiado na cruz, com a ajuda do soldado. Os três (bis)
ficam assim, parados de frente para o povo. 13ª ESTAÇÃO
L2: “Quando chegaram a um lugar chamado A: Nesta décima terceira estação, Jesus é des-
Gólgota, que quer dizer ‘lugar da caveira’, de- cido da cruz.
ram vinho misturado com fel para Jesus beber. L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi-
Ele provou, mas não quis beber. Depois o cruci- zemos.
ficaram”. (Mt 27,33-35). T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o
L3: Os soldados maltrataram Jesus e o crucifi- mundo!
caram. Em nosso mundo violento atual, até a Um guarda vai por trás de Jesus e fica segurando a
cruz, enquanto Jesus, além da cabeça, deixa cair os
polícia, que deveria reprimir a violência, par- braços para baixo, mas continua em pé. Sua mãe
ticipa dela. vem com o pano grande e com ele envolve todo o
T: Jesus, precisamos de políticas públicas/ corpo de Jesus, e fica ajoelhada diante dele. Os dois
voltadas para a formação dos agentes de se- guardas levam a cruz e ficam misturados com o
gurança,/ melhoria de condições de traba- povo. Jesus e Maria ficam parados,
lho/ e promoção de seus direitos./ Só assim de frente para o povo.
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L2: “José de Arimateia pediu a Pilatos para re- tudo esperam/ do mistério da paixão. (bis)
tirar o corpo de Jesus da cruz. Pilatos permitiu Pela Virgem dolorosa/ vossa Mãe tão piedo-
e então José veio e retirou o corpo”. (Jo 19,38). sa/ perdoai-me, meu Jesus. (bis)
L3: José de Arimateia é um exemplo de quem 15ª ESTAÇÃO
vem em socorro dos maltratados, sofridos e A: Nesta décima quinta e última estação, Jesus
mortos. ressuscita.
T: Jesus, o Senhor veio em socorro da hu- L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi-
manidade/ e morreu pelos nossos pecados./ zemos.
Também nós queremos aprender a nos doar
pelos sofredores/ e por todos,/ como José de T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o
Arimateia,/ como o Senhor. mundo!
Desta vez, deixar que o povo vá à frente. Depois, Jesus sai do povo e vai até a mulher sentada ao
Jesus tira o pano com ajuda de Maria e os dois vão, lado do pano. Ele sorri para ela, e faz gesto com a
misturados ao povo, para a próxima estação. mão indicando para ela ir em direção ao povo. Ela
se levanta e vai até o povo e diz bem alto algumas
A: Vamos caminhar para a penúltima estação, vezes: “Ele ressuscitou!” e fica junto com o povo.
cantando. Jesus fica onde está, de frente para o povo até o
T: Do madeiro vos tiraram/ e à Mãe vos en- início do canto.
tregaram/ com que dor e compaixão. (bis) L2: Jesus ressuscitado aparece para Maria Ma-
Pela Virgem dolorosa/ vossa Mãe tão piedo- dalena e lhe diz: “Vai a meus irmãos e dize-
sa/ perdoai-me, meu Jesus. (bis) -lhes que subo a meu Pai e vosso Pai; a meu
14ª ESTAÇÃO Deus e vosso Deus. Maria Madalena foi anun-
ciar aos discípulos que tinha visto o Senhor”.
A: Décima quarta estação: Jesus é sepultado. (Jo 20,17s).
L1: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendi- L3: Vamos dar uma salva de palmas para Je-
zemos. sus ressuscitado, vitorioso sobre a morte. To-
T: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o dos nós somos capazes de colaborar para que
mundo! a fraternidade e as políticas públicas tragam
vida para todos.
Nenhum personagem aparece nesta cena.
A: Rezemos a Oração que Jesus nos ensinou:
L2: “Havia um jardim, no lugar onde ele tinha
sido crucificado e, nesse jardim um sepulcro (todos rezam juntos o Pai-nosso).
novo, no qual ninguém tinha ainda sido sepul- A: Vamos cantar (o nº 7 ou outro)
tado. Foi ai que depositaram Jesus.” (Jo 19,41s).
AVISO
L3: Muitas vezes a violência nasce quando a
sociedade dá as costas para alguns segmentos, L1: Com o Domingo de Ramos, dia 15 de abril,
fazendo de conta que estão mortos, como os inicia a Semana Santa. Essa semana é muito
pobres, os dependentes de drogas, os morado- importante e o grupo não deve se encontrar
res de rua, os prisioneiros... a lista é enorme! nas casas e sim na Igreja, para as celebrações.
L2: Na quinta-feira santa, celebra-se a última
T: Senhor, que os encontros desta Quaresma
ceia e o lava-pés, quando Jesus institui a Eu-
e esta Via-Sacra/ nos ajudem a “desenterrar”
caristia.
aqueles que fazemos de conta que não exis-
tem./ Que os governantes, por meio de polí- L3: Na sexta-feira santa, a morte de Jesus na
ticas públicas,/ também recuperem a digni- cruz e no sábado e domingo a páscoa, ou seja,
dade e a vida dos esquecidos da sociedade. a passagem de Jesus da morte para a vida.
Uma das mulheres que representou as mães que A: Pedimos, ó Pai, a vossa benção sobre nossas
choram, vai antes de todos para a última estação famílias e amigos, sobre todos nós que aqui
e coloca o pano dobrado no chão. Quando o povo nos reunimos. Que ela se estenda também so-
chegar, ela vai estar sentada ao lado do pano. Os bre os que não vieram, mas um dia haverão de
outros caminham com o povo para vir. Pai, Filho e Espírito Santo.
a última estação. T: Amém.
A: Vamos caminhar para a última estação, A: Peçamos a Maria que nos acompanhe com
cantando. sua benção.
T: No sepulcro vos puseram/ mas os homens (canto nº 9 ou 10)
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CANTOS
1- O POVO DE DEUS Também sou teu povo senhor Caneta e papel na sua mão
O povo de Deus e estou nesta estrada Tarefa escolar para cumprir
no deserto andava cada dia mais perto E perguntou
mas a sua frente da terra esperada. no meio de um sorriso 
alguém caminhava O que é preciso
O povo de Deus 2- ANTES DA MORTE para ser feliz?
era rico de nada E RESSUREIÇÃO
só tinha esperança Antes da morte Amar como Jesus amou
e o pó da estrada e ressurreição de Jesus Sonhar como
Ele, na Ceia, Jesus sonhou 
Também sou teu povo Senhor quis se entregar: Pensar como
estou nessa estrada Deu-se em comida Jesus pensou
Somente a Tua graça e bebida pra nos salvar Viver como Jesus viveu
me basta e mais nada Sentir o que Jesus sentia 
E quando amanhecer Sorrir como Jesus sorria
O povo de Deus O dia eterno, a plena visão E ao chegar ao fim do dia 
também vacilava Ressurgiremos por crer Eu sei que dormiria muito
as vezes custava Nesta vida escondida mais feliz
a crer no amor no pão
O povo de Deus Ouvindo o que eu falei
chorando rezava Para lembrarmos a morte, a ela me olhou
pedia perdão e recomeçava cruz do Senhor E disse que era lindo
Nós repetimos, como Ele fez: o que eu falei
Também sou Gestos, palavras, até que Pediu que eu repetisse,
Teu povo Senhor volte outra vez por favor
estou nessa estrada Mas não dissesse
Perdoa se as vezes Este banquete alimenta o tudo de uma vez
não creio em mais nada amor dos irmãos E perguntou de novo
E nos prepara pra num sorriso 
O povo de Deus Glória do céu O que é preciso
também teve fome Ele é força na caminhada para ser feliz?
e Tu me mandaste pra Deus
o pão lá do céu Depois que eu terminei
O povo de Deus Eis o pão vivo mandado a de repetir
cantado deu graças nós por Deus pai Seus olhos não saíram
Provou Teu amor Quem o recebe, não morrerá do papel
Teu amor que não passa No último dia, Toquei no seu rostinho
vai ressurgir, viverá e a sorrir
Também sou teu povo Senhor Pedi que ao transmitir
estou nessa estrada Cristo está vivo, fosse fiel
Tu és alimento ressuscitou para nós E ela deu-me
na longa jornada. Esta verdade vai anunciar um beijo demorado
A toda terra, E ao meu lado
O povo de Deus com alegria, cantar foi dizendo assim
ao longe avistou
a terra querida 3- AMAR COMO 4- ESTE PRANTO
que o amor preparou JESUS AMOU Muito alegre eu te pedi o que
O povo de Deus Um dia uma criança era meu partir, um sonho tão
corria e cantava me parou normal. Dissipei meus bens
e nos seus louvores Olhou-me nos meus olhos e o coração também no fim
o poder proclamava a sorrir meu mundo era irreal.

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CANTOS
Confiei no Teu amor 6- GLÓRIA, GLÓRIA, 9- VEM, MARIA, VEM
e voltei ALELUIA Vem, Maria, vem,
Sim, aqui é meu lugar Glória, Glória, aleluia (3x) vem nos ajudar
Eu gastei Teus bens, neste caminhar tão difícil,
oh Pai, Na beleza do que vemos, rumo ao Pai. (bis)
E te dou este pranto em Deus nos fala ao coração, Vem, querida Mãe, nos
minhas mãos. Tudo canta: Deus é grande, ensinar a ser testemunhas
Deus é bom e Deus é Pai, do amor que fez do teu
Mil amigos conheci, É seu Filho Jesus Cristo, corpo sua morada que
disseram adeus quem nos une pelo amor, se abriu pra receber o
Caiu a solidão em mim Louvemos o Senhor! Salvador.
Um patrão cruel
Nós queremos, ó Mãe,
levou-me a refletir: Deus nos fez comunidade
responder ao amor do
Meu pai não trata pra vivermos como irmãos, Cristo Salvador, cheios
um servo assim Braços dados, todos juntos, de ternura colocamos
caminhamos sem parar, confiantes em tuas mãos
Nem deixaste-me Jesus Cristo vai conosco, Ele esta oração.
falar da ingratidão, é homem como nós,
Morreu no abraço o mal Louvemos o Senhor! 10- DAI-NOS A BENÇÃO
que eu fiz Dai-nos a bênção,
oh mãe querida,
Festa, roupa nova, anel, Jesus Cristo é alegria, Jesus
Nossa Senhora Aparecida.
sandália aos pés Cristo é o Senhor. Dai-nos a bênção,
Voltei à vida, sou feliz Da vitória sobre a morte deu oh mãe querida,
a todos o penhor. Nossa Senhora Aparecida.
Venceremos a tristeza,
5- PERDÃO SENHOR venceremos o temor. Sobre esse manto azul do
Louvemos o Senhor! céu, Guardai-nos sempre
Perdão, Senhor, tantos
no amor de Deus.
erros cometi. Eu me consagro ao vosso
Perdão, Senhor, tantas 7- VITÓRIA, TU REINARÁS
Vitória, tu reinarás, amor, Oh mãe querida, do
vezes me omiti. Salvador.
Perdão, Senhor, pelos ó Cruz, tu nos salvarás!
Sois nossa vida, sois nossa
males que causei, Brilhando sobre o mundo, luz, Oh mãe querida, do
pelas coisas que falei, que vive sem tua luz, meu Jesus.
pelo irmão que eu julguei. Tu és um sol fecundo, de
amor e de paz, ó Cruz! 11- EU CONFESSO A DEUS
Piedade, Senhor Eu confesso a Deus e a
vós irmãos. Tantas vezes
Tem piedade, Senhor 8- FOI NO CALVÁRIO pequei, não fui fiel.
Meu pecado vem lavar Há momentos Pensamentos e palavras,
com teu amor Que as palavras não atitudes e omissões.
Piedade, Senhor resolvem Por minha culpa, tão
Tem piedade, Senhor Mas o gesto de Jesus grande culpa.
e liberta minha alma Demonstra amor por nós.
para o amor. Senhor piedade, Cristo
Foi no calvário piedade, tem piedade ó
Perdão, Senhor, porque sou Que ele sem falar Senhor (bis)
tão pecador. Mostrou ao mundo inteiro
Peço à Virgem Maria, nossa
Perdão, Senhor, sou O que é o amar mãe, E a vós meus irmãos,
pequeno e sem valor. rogueis por mim.
Mas mesmo assim, tu me Aqui no mundo A Deus pai que nos perdoa
amas, quero então As desilusões são tantas e nos sustenta em suas
Te entregar meu coração, Mas existe uma esperança mão Por seu amor, tão
suplicar o teu perdão. É que ele vai voltar. grande amor.
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