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A CONTABILIDADE COMO ASSISTENTE NA TOMADA DE

DECISÃO

RESUMO

Este artigo procura mostrar, que devido a sua relevância para um Administrador
(porém nem sempre para um planejador), a contabilidade tem sido imprescindível
para o Planejamento Financeiro visto que, como a contabilidade registra de modo
sistemático, o valor das transações que alteram a posição patrimonial da empresa,
fica evidenciada a formação do resultado econômico (lucro ou prejuízo). Diante
desses fatos, a questão que norteia o estudo é esta: De que modo os gestores das
percebem as informações contábeis como um recurso gerencial para suporte à
gestão de seus negócios? O objetivo desse artigo é discorrer sobre a importância
das informações contábeis e como elas estão ligadas ás questões que envolvem
as tomadas de decisões, e automaticamente como isso afeta na administração das
empresas. Como objetivos específicos, busca-se avaliar o papel do contador e aos
serviços contábeis; e verificar se os serviços contábeis prestados às empresas
garantem um suporte adequado ao processo decisório. Este artigo foi realizado
através de pesquisas bibliográficas em livros, revistas e artigos contábeis e
pretende fornecer aos leitores uma visão compreensiva da importância da
contabilidade gerencial, não foi possível esgotar esse assunto em um breve artigo,
a intenção foi de contribuir com dados que evidencie sua influência nos processos
de tomada de decisão para os administradores e gestores dos mais diversos tipos
de empresas. O estudo está estruturado em duas seções, além desta introdução.
Inicialmente, apresenta-se na primeira seção: tomada de decisão. Após, são
apresentados na seção seguinte: contabilidade e o seu papel, focando os estudos
semelhantes e uma sucinta contextualização sobre, quem é o profissional contábil
e análise correta das demonstrações contábeis e, por fim serão tecidas as
considerações finais.

Palavras-chave: Contabilidade, Tomada de Decisão, Contador, Demonstrações


contábeis.

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INTRODUÇÃO

A visão dos negócios se ampliou na era tecnológica e aumentou a


responsabilidade da contabilidade, anexo a isto tem-se a crescente expansão dos
negócios e a elevada diversificação têm mudado radicalmente a visão de controle
empresarial.
A tendência natural de gestores e dos grupos empresariais é
ampliar a visão de seus negócios para obterem um entendimento que satisfaça o
gerenciamento próprio e o entendimento do complexo mundo empresarial em que
estão ligados.
Devido a sua relevância para um Administrador (porém nem
sempre para um planejador), a contabilidade tem sido imprescindível para o
Planejamento Financeiro visto que, como a contabilidade registra de modo
sistemático, o valor das transações que alteram a posição patrimonial da empresa,
fica evidenciada a formação do resultado econômico (lucro ou prejuízo).
Diante desses fatos, a questão que norteia o estudo é esta: De que
modo os gestores das percebem as informações contábeis como um recurso
gerencial para suporte à gestão de seus negócios? O objetivo desse artigo é
discorrer sobre a importância das informações contábeis e como elas estão ligadas
ás questões que envolvem as tomadas de decisões, e automaticamente como isso
afeta na administração das empresas. Como objetivos específicos, busca-se avaliar
o papel do contador e aos serviços contábeis; e verificar se os serviços contábeis
prestados às empresas garantem um suporte adequado ao processo decisório.
Este artigo foi realizado através de pesquisas bibliográficas em livros, revistas e
artigos contábeis e pretende fornecer aos leitores uma visão compreensiva da
importância da contabilidade gerencial, não foi possível esgotar esse assunto em
um breve artigo, a intenção foi de contribuir com dados que evidencie sua influência
nos processos de tomada de decisão para os administradores e gestores dos mais
diversos tipos de empresas.
O estudo está estruturado em duas seções, além desta introdução.
Inicialmente, apresenta-se na primeira seção: tomada de decisão. Após, são
apresentados na seção seguinte: contabilidade e o seu papel, focando os estudos

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semelhantes e uma sucinta contextualização sobre, quem é o profissional contábil
e analise correta das demonstrações contábeis e, por fim serão tecidas as
considerações finais.

2. TOMADA DE DECISÃO
Tomar decisão vai além de um simples veto ou aprovação, é
necessário que o tomador de decisão tenha conhecimento suficiente de todos dos
processos que resultam o acontecimento em questão, para MARION (2011 p.16)
“a contabilidade é importante no processo de tomada de decisão porque coleta
todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e
sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados”.
Segundo Almeida et al, apud (2010 p. 7)
“A arte de tomar decisões é fundamental na área da Administração
das organizações. Segundo Chiavenato (2004, p. 254) tomar decisões é identificar
e selecionar um curso de ação para lidar com um problema específico ou extrair
vantagens em uma oportunidade”.
Para Padoveze (2012 p. 30), “o processo da tomada de decisão
consiste em três grandes etapas: o exame ou análise do problema, o
desenvolvimento ou desenho de curso de ação e a implementação da decisão”.
Após a identificação do problema, o contador gerencial através dos
dados levantados e dos relatórios de apoio, realizará uma análise para mensurar o
grau de risco encontrado para que através desse estudo possa orientar a gestão
qual melhor forma de eliminar ou corrigir os erros, mediante o processo de tomada
de decisão, para que assim a instituição possa alcançar os objetivos previamente
traçados, É necessário que os relatórios atendam de maneira clareza e precisa as
necessidades dos gestores, como relata Padoveze (2012 p. 31), “o modelo de
decisão deve ser significativo para o tomador de decisão a atender ao seu processo
lógico e específico para cada natureza do evento ou problema a ser resolvido”.
Todas as decisões realizadas em uma empresa por seus gestores
refletem nos ambientes internos e externos ligados à organização, “o processo
decisório não restringe apenas aos limites da empresa, pois também está ligado

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aos investidores, aos fornecedores de bens e serviços a crédito, aos bancos, ao
governo etc. (MARION 2011 p. 16)”.
A tomada de decisão envolve uma parte muito importante que é a
gestão estratégica, pois, bem se sabe que toda e qualquer decisão desencadeia
um conflito de escolhas, as quais possuem consequências das ações. De acordo,
com Ansoff (2009), a decisão estratégica tem como preocupação principal os
problemas externos e com a organização e ambiente em que a mesma está
inserida.
O ponto principal para alcançar o objetivo geral é saber gerenciar,
ter habilidades para estabelecer o equilíbrio das áreas e identificar as principais
necessidades de cada área (OLIVEIRA, 2012).
Desta forma, quando falamos Gestão estratégica, falamos da visão
global da empresa, ou seja a tomada de decisão deve ser como base nos objetivos
da empresa, tais quais trarão benefícios para a organização, e claro com a
contabilidade gerencial o retorno é de grande relevância.

3. CONTABILIDADE E O SEU PAPEL

O Ambiente empresarial está cada vez mais exigente e rigoroso


com as organizações. Não há mais espaço para as empresas que seguem modelos
de gestão antiquados. As mesmas precisam adequar-se as necessidades
humanas, de certa forma integrada, sejam elas clientes, proprietários,
fornecedores, colaboradores, dirigentes e entre outras. O equilíbrio dinâmico entre
todas as áreas de empresa e do ambiente passa a ser fundamental, pois as
mudanças estão, mas rápidas, constantes e significativas.
De forma pragmática, é a ciência que estuda e pratica as funções
de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração
econômica, servindo como ferramenta para o gerenciamento da evolução do
patrimônio de uma entidade e, principalmente, para a prestação de contas entre os
sócios e demais usuários, entre os quais se destacam as autoridades responsáveis
pela a arrecadação dos tributos de uma nação ou região.
Pode-se dizer que a missão da contabilidade se encerra com a
preparação das demonstrações formais destinadas à divulgação externa, como

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Balanço Patrimonial, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido,
Demonstração do Resultado e Demonstração das Origens e Aplicações de
Recursos. Também são elaborados diversos relatórios para utilização interna,
contendo informações gerenciais detalhadas, sendo emitidos, diariamente,
semanalmente, mensalmente, etc. (SANTOS.2011. p.33)..
A Ciência Contábil consiste em controlar todos os aspectos
temporais, ou seja, passado, presente e futuro, e como ciência social estabelece
um canal de comunicação entre os entes envolvidos. Sendo que a sua relação com
a controladoria é preconizada no momento em que há implantação,
desenvolvimento, aplicação e coordenação de todos os mecanismos inerentes à
ciência contábil, no contexto Inter organizacional (PADOVEZE, 2013).
A Contabilidade é uma ciência social que estuda e controla o
patrimônio das entidades através dos registros das operações administrativas e
econômicas, em face das ações humanas (MARION, 2012b).
Conforme Iudícibus et al. (2010), é uma ciência de natureza social
quanto às finalidades, pois possibilita um conhecimento das configurações de
rentabilidade e financeiras, assim como auxilia o aumento da riqueza da empresa.
É parcialmente social, como metodologia, em seus critérios valorativos, que
descendem do ambiente econômico e social pela qual a empresa se encontra. E
quantitativa, em sua forma de materialização na equação patrimonial básica: Ativo
= Passivo.
Francisco D’Auria, por sua vez, assim à define:
“... a ciência que estuda, registra e controla o patrimônio e as
mutações que nele operam os atos e fatos administrativos, demonstrando no final
de cada exercício social o resultado obtido e a situação econômico-financeira da
entidade”.
Do sumo desses conceitos, pode-se afirmar que a contabilidade
tradicional é um sistema de informações e avaliação, destinado a prover seus
usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira física e
de produtividade, decorrentes dos fatos e atos jurídicos praticados pela empresa.

3.1 O Profissional Contábil

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Nos dias de hoje, o mercado exige um profissional pronto,
capacitado para exercer suas funções e principalmente assumir novas
responsabilidades, além disso, estamos em uma era de alta tecnologia, onde as
informações se cruzam praticamente em tempo real, portanto faz-se necessário
que o profissional consiga através dessas informações divulga-las e usa-las de
forma consciente, facilitando a tomada de decisões de seus empresários e visando
sempre alcançar o lucro empresarial.
O profissional contábil é responsável por diversas informações
relativas a execução da contabilidade gerencial, financeira, geral e de custos, seja
na área comercial, bancária, publica, etc., para isso é essencial que ele cumpra
algumas funções que são exclusivas do contador, por exemplo, a de auditor (interno
ou externo), analista das demonstrações e de balanços e até mesmo a de perito
contábil.
Para Marion (2009):
O contador deve apresentar-se como um tradutor, e não
simplesmente como um apurador de dados. Não basta elaborar os relatórios
contábeis/financeiros, mas fazer com que os gestores consigam entender o que
esses relatórios estão informando. Sob esse aspecto, um tradutor é aquele que
consegue interpretar as informações e adequá-las à com eficiência e rapidez. O
profissional contábil, nesse contexto, deve estar mais preocupado com a utilidade,
transparência, clareza e objetividade das demonstrações contábeis para o usuário
do que com a beleza intrínseca dessas demonstrações (JOSÉ CARLOS MARION,
2009, p.33)
Nesse sentido, tem importante função para o controle de quanto
uma empresa arrecada, o quanto ela gasta e também oferece elementos para o
cálculo dos lucros possíveis. Sua formação exige conhecimentos que passam por
campos de ciências jurídicas, da área comercial e administrativa.
O profissional de contabilidade, além dos conhecimentos técnicos
necessários ao desempenho da atividade, deve conhecer o ambiente interno e
externo das organizações, e suas relações de comportamento humano, social e
econômico devem ser conscientes e responsáveis, pois as informações emanadas
pela contabilidade impactam profundamente a vida econômica e social do país,

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haja vista as novas formas de expressão da informação contábil, como o Balanço
Social e o Passivo Ambiental (FIGUEIREDO; PEDRO E. FABRI, 2010, p.24)
Sendo responsável por suas opiniões expostas e por todas as
informações geradas, o profissional deve ter noções concretas do Código de Ética
Profissional, onde cada conhecimento irá qualificar e diferenciar cada profissional.
Não só para o profissional da contabilidade, mas de maneira geral,
para todos profissionais o conceito de comprometimento ético respalda eficiência e
satisfação profissional e fundamenta sua legitimidade perante a sociedade. O
desconhecimento do Código de Ética Profissional gera atitudes que dão origem ao
descrédito e estimulam a desvalorização da profissão (FIGUEIREDO; PEDRO,
2010, p.30)
Além disso, o profissional contábil deve estar sempre em busca de
se tornar um gerente de informações, pois com a exigência do mercado em obter
profissionais capacitados, ele precisa destacar-se nos diversos ramos da
contabilidade, seja para verificação de custos e lucros, fiscalização de tributos e
taxas, inserção no mercado de investimentos entre outros.
Para isto o Contabilista precisa estar preparado para adaptar-se a
esse movimento globalizado que se encontra atualmente. À medida que a
tecnologia da informação tem avançado e a pressão competitiva tem forçado
inovações dentro das organizações, as maneiras habituais dos profissionais de
propiciar informações aos seus gestores, têm se tornando cada vez mais
insuficientes para as necessidades de decisão.

3.2 Análise correta das demonstrações contábeis


Segundo Marion (2009, p.23), não percebemos, mas
frequentemente estamos tomando diversas decisões: que corte de cabelo usar, que
programa assistir, o que fazer no final de semana, enfim, elas partem desde o mais
simples até o mais importante, como a compra de veículo próprio. E se na vida
pessoal é assim, a profissional não foge muito dessa realidade, pois as empresas
precisam tomar decisões todos os dias, e elas variam no grau de importância, no
prazo e também no departamento a que pertencem.
Frequentemente os responsáveis pela administração estão
tomando decisões, quase todas importantes, vitais para o sucesso do negócio. Por

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isso há necessidade de dados, de informações corretas, de subsídios que
contribuam para uma boa tomada de decisão. Decisões tais como comprar ou
alugar uma máquina ou contrair uma dívida a longo ou curto prazo (MARION,
SÉRGIO DE IUDÍCIBUS, 2008, p.1)
Para os profissionais que necessitam tomar essas decisões todos
os dias nada melhor que ter os instrumentos adequados e necessários, a começar
pelos relatórios que trazem as demonstrações e que são a peça inicial para
qualquer tipo de tomada de decisão.
Em algumas situações, o gestor sentirá a necessidade de ter uma
fundamentação teórica que os auxilie em suas decisões, ou seja, ele precisa
analisar a saúde de sua empresa para saber a melhor forma de agir.
Nesse sentido, falar-se-á da importância da análise correta das
demonstrações contábeis da empresa e de que maneira elas podem auxiliar, afinal
o método de análise e controle dos números de uma empresa, ou de uma atividade
comercial sempre foi muito utilizado e tem sido cada vez mais exigido e difundido.
Silva (2011, p.71) acrescenta que as Demonstrações Contábeis se
constituem como um meio de comunicação, um canal pelo qual a empresa
apresenta informações e dados aos diferentes usuários internos e externos
caracterizando assim transparência em suas operações, atingindo assim uma
dimensão que transpassa o contexto fiscal e compreende a dimensão ética.
Segundo o autor uma empresa consciente de suas funções para com seus
fornecedores, clientes, acionistas, investidores e funcionários têm estabelecido
informações cada vez mais precisas de sua real funcionalidade.
Portanto, para que haja sucesso nas ações realizadas pela
empresa, é essencial que o empresário perceba a importância do trabalho do
contador como um auxiliar em suas tomadas de decisões, pois sua análise é
precisa e direcionada aos pontos de maior necessidade da empresa, ou seja, é
através das demonstrações contábeis que o contador terá condições de dar o seu
parecer sobre a real situação da empresa, e dessa forma analisar juntamente com
o sócio-empreendedor quais os pontos ideais em que eles podem buscar
rendimentos no mercado externo.
Todas as movimentações possíveis de mensuração monetária são
registradas pela contabilidade, que, em seguida, resume os dados registrados em

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forma de relatórios e os entrega aos interessados em conhecer a situação da
empresa. Esses interessados, através de relatórios contábeis, recordam os fatos
acontecidos, analisam os resultados obtidos, as causas que levaram aqueles
resultados e tomam decisões em relação ao futuro (MARION, 2008, p.26)
O processo de análise das demonstrações contábeis é bem
complexo e envolve muita atenção e precisão do contador e gestor, que juntos vão
conseguir tomar a decisão adequada para cada situação, para tanto todas as
demonstrações devem ser analisadas minuciosamente, pois cada uma delas é
importante para verificar a situação financeira da empresa, mas pode-se dar ênfase
maior ao balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício, pois eles
demonstram de uma maneira bastante objetiva qual é essa real situação, de
maneira a esclarecê-la para seus futuros investidores e deixar transparecer todas
as informações necessárias ao mercado de investimentos, e também para demais
decisões que são vitais para a empresa. Essas demonstrações são a base para
qualquer análise e tomada de decisão, como é retratado a seguir:
As demonstrações contábeis são uma representação monetária
estruturada da posição patrimonial e financeira em determinada data e das
transações realizadas por uma entidade no período findo nessa data. O objetivo
das demonstrações contábeis de uso geral é fornecer informações sobre a posição
patrimonial e financeira, o resultado e o fluxo financeiro de uma entidade, que são
úteis para uma ampla variedade de usuários na tomada de decisões. As
demonstrações contábeis também mostram os resultados do gerenciamento, pela
Administração, dos recursos que lhe são confiados (Instituto Brasileiro de
Contabilidade - IBRACON através da NPC 27).
Para que esta análise seja feita com fidedignidade a situação da
empresa, é necessário que a elaboração destes relatórios seja feita com ética e
transparência pelos profissionais que as elaboram, além de que é importante saber
identificar a credibilidade das demonstrações, sejam elas incluídas ou não o
parecer do auditor, segundo Marion (2012, p.22), “uma demonstração que contenha
um parecer transmite maior confiabilidade para quem analisa, e caso não exista o
parecer o analista deverá redobrar sua atenção”
Ressaltamos também que o contador não deve emitir seus
relatórios pensando somente nas exigências do governo, mas que deve

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principalmente se preocupar em tornar os seus relatórios uteis para que possam
auxiliar as pessoas a tomarem suas decisões.
A análise das demonstrações contábeis se tornou peça chave para
o sucesso dentro de uma empresa, com esta ferramenta é possível verificar qual a
real situação tendo uma visão de como ela se desenvolverá no mercado nos
próximos anos, e são justamente os relatórios contábeis das demonstrações os
instrumentos essenciais, pois eles auxiliam em diversos fatores, como por exemplo,
para atender seus gestores para que ele esteja preparado para quaisquer
julgamentos e imprevistos, na elaboracão do planejamento orçamentário da
empresa ou até mesmo de traçar planos e objetivos para alcançar as metas.
A análise de balanços visa relatar, com base nas informações
contábeis relatadas pelas empresas, a posição econômico-financeira atual, as
causas que determinaram a evolução apresentada e as tendências futuras. Em
outras palavras, pela análise de balanços extraem-se informações sobre a posição
passada, presente e futura da empresa (ALEXANDRE ASSAF NETO, São Paulo,
2012).
Segundo Marion (2012b), o relatório contábil é a exposição
resumida e ordenada de dados colhidos pela contabilidade com o objetivo de relatar
aos usuários os principais fatos registrados pela contabilidade em determinado
período.
Conforme a Lei das Sociedades por Ações, a Lei nº 6.404 de 1976,
alterada pela Lei nº 11.638 de 2007, as demonstrações obrigatórias são:
• Balanço Patrimonial;
• Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados;
• Demonstração do Resultado do Exercício;
• Demonstração dos Fluxos de Caixa, para empresas com
patrimônio líquido superior a R$2.000.000,00 na data do balanço; e
• Demonstração do Valor adicionado, se a companhia for aberta.
Ainda de acordo com a Lei 6.404/76, as demonstrações deverão
ser acompanhadas de notas explicativas e elaboradas no final de cada exercício
social. Pode-se dizer que os métodos de análise das demonstrações contábeis são
meios de interpretação de dados, que resultam em informações relevantes que

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auxiliam na gestão financeira de uma organização, possibilitando aos
administradores projeções mais precisas e eficientes para as tomadas de decisões.
Diante disso, o gestor terá ainda assertividade para direcionar sua
empresa por novos caminhos e empreendimentos, já que a economia atual oferece
diversos ramos de investimentos e evolução do capital.

CONCLUSÃO

A Contabilidade deve servir não apenas como controle patrimonial,


mas como ferramenta gerencial nas empresas. Apesar de algumas limitações por
ser feito com base em fatos já ocorridos, tais informações proporcionam
comparativos entre períodos, preferencialmente no menor período possível, mês a
mês, já que algumas informações contábeis são apropriadas mensalmente.
Segundo os fatos ocorridos torna possível projetar os fatos futuros, avaliando os
ocorridos e os projetados ou orçados.
Deste modo, a análise elaborada com o maior número possível de
informações é de grande valia para a tomada de decisões. Não havendo um modelo
padrão ou um modelo ideal para elaborar uma análise, e sim quanto maior a
quantidade e a qualidade das informações maiores serão os subsídios para os
gestores avaliar, comparar, projetar e tomar decisão.
Nesse contexto, o contador não deve ser encarado como um mero
"registrador de fatos", como infelizmente, ainda acontece, mas sim como o
profissional responsável pela depuração dos fatos econômicos ocorridos na
empresa, bem como pela gerência tributária.
Entretanto, se isso não lhe for possível, por várias razões, tem ele
o dever de se esmerar na atualidade, veracidade e confiabilidade dos dados
extraídos da contabilidade por ele gerida, que servirão de modelo para que outros
profissionais ou empresas especializadas possam desenvolver um planejamento
tributário capaz de proporcionar à empresa uma efetiva redução no desembolso
com tributos.
Conclui-se, ao longo desse artigo que a contabilidade é uma
grande aliada no Processo de Tomada de decisão. Nesse sentido, observou-se que

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ela está diretamente ligada ao planejamento e controle de uma organização, ambos
como instrumentos de administração para os gestores, visando ajudar uma
empresa a ficar sob controle, identificar quando o processo está fora do controle e
dar suporte à aprendizagem da empresa, com o objetivo de melhorar a qualidade
das operações, reduzir os custos operacionais e aumentar a adequação das
operações às necessidades dos clientes.

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