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HIDROSTÁTICA

AULA 02 – PRESSÃO E EMPUXOS


CONCEITOS
• QUANDO SE CONSIDERA A PRESSÃO, IMPLICITAMENTE RELACIONA-SE UMA FORÇA À UNIDADE
DE ÁREA SOBRE A QUAL ELA ATUA.
• CONSIDERANDO-SE, NO INTERIOR DE CERTA MASSA LÍQUIDA, UMA PORÇÃO DE VOLUME “V”,
LIMITADA PELA SUPERFÍCIE “A” (FIGURA 1.1), SE 𝑑𝑑𝑑𝑑 REPRESENTAR UM ELEMENTO DE ÁREA
NESSA SUPERFÍCIE E 𝑑𝑑𝑑𝑑A FORÇA QUE NELA ATUA (PERPENDICULARMENTE), A PRESSÃO SERÁ:
𝑑𝑑𝑑𝑑
p=
𝑑𝑑𝑑𝑑
Considerando-se toda a área, o efeito da pressão produzirá uma força
resultante que se chama empuxo, sendo, às vezes, chamada de pressão total.
Essa força é dada pelo valor da seguinte integral:
E=∫𝐴𝐴 𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝
Se a pressão for a mesma em toda a área, o empuxo será
E = pA
LEI DE PASCAL
Enuncia-se:
“ Em qualquer ponto no interior de um líquido em repouso, a pressão é
a mesma em todas as direções”
• PARA DEMONSTRÁ-LA, PODE-SE CONSIDERAR, NO INTERIOR DE UM LÍQUIDO, UM PRISMA
INAGINÁRIO DE DIMENSÕES ELE1NENTARES: LARGURA DX, ALTURA DY E COMPRIMENTO
UNITÁRIO. A FIG.1.2 MOSTRA AS PRESSÕES NAS FACES PERPENDICULARES AO PLANO DO
PAPEL.
• O PRISMA ESTANDO EM EQUILÍBRIO, O SOMATÓRIO DAS FORÇAS NA DIREÇÃO DE X DEVE SER
NULO.
• LOGO:
𝑃𝑃𝑃𝑃. 𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝑃𝑃𝑃𝑃. 𝑑𝑑𝑑𝑑. 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝜃𝜃
𝑑𝑑𝑑𝑑
• COMO 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝜃𝜃 = , VEM QUE
𝑑𝑑𝑑𝑑

𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑃𝑃𝑃𝑃. 𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝑃𝑃𝑃𝑃. 𝑑𝑑𝑑𝑑. ,
𝑑𝑑𝑑𝑑

• E, PORTANTO,
𝑃𝑃𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑃𝑃
• PARA A DIREÇÃO Y,

� 𝐹𝐹𝐹𝐹 = 0,

𝑦𝑦. 𝑑𝑑𝑑𝑑. 𝑑𝑑𝑑𝑑


𝑝𝑝𝑝𝑝. 𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝑝𝑝𝑝𝑝. 𝑑𝑑𝑑𝑑. 𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝜃𝜃 + 𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝑝𝑝𝑝𝑝. 𝑑𝑑𝑑𝑑. 𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 +
2
• COMO O PRISMA TEM DIMENSÕES ELEMENTARES, O ÚLTIMO TERMO (PESO) SENDO
𝑑𝑑𝑑𝑑
DIFERENCIAL DA SEGUNDA ORDEM, PODE SER DESPREZADO; ASSIM, SENDO 𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝜃𝜃 = ,
𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑝𝑝𝑝𝑝. 𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝑝𝑝𝑝𝑝. 𝑑𝑑𝑑𝑑. = 𝑝𝑝𝑝𝑝. 𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑑𝑑𝑑𝑑
• LOGO,
𝑃𝑃𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑠𝑠 ′
• E, PORTANTO,
𝑃𝑃𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑃𝑃
• A PRENSA HIDRÁULICA, TÃO CONHECIDA, É UMA IMPORTANTE APLICAÇÃO DA TEORIA.
𝐴𝐴2
𝐹𝐹2 = 𝐹𝐹1 . Princípio da prensa hidráulica. O diâmetro
𝐴𝐴1
do êmbolo maior iguala-se a seis vezes o
• ONDE: diâmetro do êmbolo menor. A relação de
áreas é, portanto, 36:1. Se for aplicada
• F1 = ESFORÇO APLICADO uma força F1 = 50 kg, a pressão do fluido
transmitirá ao êmbolo maior uma força F2
• F2 = FORÇA OBTIDA que será 36xF1, isto é 1800kg.
• A1= SEÇÃO DO EMBOLO MENOR
• A2 = SEÇÃO DO EMBOLO MAIOR
• (UEPA) DURANTE UMA AULA SOBRE FLUIDOS, O PROFESSOR ILUSTRA UM IMPORTANTE PRINCÍPIO FÍSICO POR MEIO DE
UM EXPERIMENTO, CONFORME A FIGURA A SEGUIR. NO ÊMBOLO DA SERINGA MAIOR, ESTÁ APOIADO UM BLOCO DE
150 G.
• AO SER PRESSIONADO, O ÊMBOLO DA SERINGA A DESLOCA-SE, MUITO LENTAMENTE, 3 CM, E O ÊMBOLO DA
SERINGA B DESLOCA-SE 2 CM, ELEVANDO O BLOCO. COM RELAÇÃO A ESSA SITUAÇÃO, SÃO FEITAS AS SEGUINTES
AFIRMAÇÕES:
• DADO: ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE = 10 M/S2.
• I. A FORÇA EXERCIDA PELO PROFESSOR NO ÊMBOLO DA SERINGA A É IGUAL A 2/3 DO PESO DO BLOCO.
• II. O TRABALHO REALIZADO PELO PROFESSOR, AO EMPURRAR O ÊMBOLO, É IGUAL A 0,03 J.
• III. A PRESSÃO EXERCIDA PELO BLOCO NO ÊMBOLO DA SERINGA B É MAIOR QUE A PRESSÃO EXERCIDA PELO
PROFESSOR NO ÊMBOLO DA SERINGA A.
• IV. O TRABALHO REALIZADO PELO PROFESSOR NO ÊMBOLO DA SERINGA A É IGUAL A 2/3 DO TRABALHO REALIZADO
PELA FORÇA PESO NO BLOCO.
• A ALTERNATIVA QUE CONTÉM TODAS AS AFIRMATIVAS CORRETAS É:
• A) I E II
• B) I E III
• C) II E III
• D) II E IV
• E) III E IV
• I – CORRETA. POR MEIO DO PRINCÍPIO DE PASCAL, PODEMOS VERIFICAR QUE A FORÇA APLICADA PELO PROFESSOR
CORRESPONDE A 2/3 DO PESO DO BLOCO. O VOLUME DE LÍQUIDO DESLOCADO DE UMA SERINGA PARA A OUTRA É
O MESMO, ASSIM, A ÁREA A SER UTILIZADA É A RAZÃO ENTRE O VOLUME DE LÍQUIDO DESLOCADO E A ALTURA
REFERENTE A CADA SERINGA.

• APLICANDO O PRINCÍPIO DE PASCAL, TEREMOS:


• II – CORRETA. VAMOS DETERMINAR O PESO DO BLOCO:

• A FORÇA FEITA PELO PROFESSOR CORRESPONDE A 2/3 DE 1,5, OU SEJA, 1 N. O TRABALHO


REALIZADO PARA UM DESLOCAMENTO DE 3 CM (0,03 M) SERÁ:

• III – FALSA. DE ACORDO COM O PRINCÍPIO DE PASCAL, A PRESSÃO É INTEGRALMENTE


TRANSMITIDA POR TODOS OS PONTOS DO LÍQUIDO, OU SEJA, AS PRESSÕES SÃO IGUAIS.
• IV – FALSA. OS TRABALHOS REALIZADOS PELO PROFESSOR E PELO PESO DO BLOCO SÃO
IGUAIS.

• LETRA “A”
• (UNICAMP)
• A FIGURA A SEGUIR MOSTRA, DE FORMA SIMPLIFICADA, O SISTEMA DE FREIOS A DISCO DE UM
AUTOMÓVEL. AO PRESSIONAR O PEDAL DO FREIO, ESTE EMPURRA O ÊMBOLO DE UM
PRIMEIRO PISTÃO, QUE, POR SUA VEZ, POR MEIO DO ÓLEO DO CIRCUITO HIDRÁULICO,
EMPURRA UM SEGUNDO PISTÃO. O SEGUNDO PISTÃO PRESSIONA UMA PASTILHA DE FREIO
CONTRA UM DISCO METÁLICO PRESO À RODA, FAZENDO COM QUE ELA DIMINUA SUA
VELOCIDADE ANGULAR.
• CONSIDERANDO O DIÂMETRO D2 DO SEGUNDO PISTÃO DUAS VEZES MAIOR QUE O
DIÂMETRO D1 DO PRIMEIRO, QUAL A RAZÃO ENTRE A FORÇA APLICADA AO PEDAL DE FREIO
PELO PÉ DO MOTORISTA E A FORÇA APLICADA À PASTILHA DE FREIO?
• A) 1/4.
• B) 1/2.
• C) 2.
• D) 4.
• LETRA A
• POR INTERMÉDIO DO PRINCÍPIO DE PASCAL E SABENDO QUE A RELAÇÃO ENTRE OS RAIOS É
IGUAL À RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE OS DIÂMETROS DOS PISTÕES, TEREMOS:
• UMA PRENSA HIDRÁULICA POSSUI ÊMBOLOS DE ÁREAS A E 2A. SE UM OBJETO
DE 1000 N FOR COLOCADO SOBRE O ÊMBOLO MAIOR, QUAL DEVERÁ SER A
FORÇA APLICADA SOBRE O ÊMBOLO MENOR PARA ELEVAR O OBJETO?
• A) 500 N
• B) 450 N
• C) 300 N
• D) 250 N
• E) 950 N
• LETRA A
• POR MEIO DO PRINCÍPIO DE PASCAL, TEREMOS:
• (UERJ) OBSERVE, NA FIGURA A SEGUIR, A REPRESENTAÇÃO DE UMA PRENSA HIDRÁULICA, NA QUAL
AS FORÇAS F1 E F2 ATUAM, RESPECTIVAMENTE, SOBRE OS ÊMBOLOS DOS CILINDROS I E II.

• ADMITA QUE OS CILINDROS ESTEJAM TOTALMENTE PREENCHIDOS POR UM LÍQUIDO. O VOLUME


DO CILINDRO II É IGUAL A QUATRO VEZES O VOLUME DO CILINDRO I, CUJA ALTURA É O TRIPLO DA
ALTURA DO CILINDRO II. A RAZÃO ENTRE AS INTENSIDADES DAS FORÇAS F2E F1, QUANDO O
SISTEMA ESTÁ EM EQUILÍBRIO, CORRESPONDE A:
• A) 12
• B) 6
• C) 3
• D) 2
• LETRA “A”
• SABENDO QUE O VOLUME DE UM SÓLIDO GEOMÉTRICO É DEFINIDO COMO SENDO O
PRODUTO DA ÁREA DA BASE PELA ALTURA, TEMOS:
V2 = 4.V1
A2 H = 4.A1 3.H
A2 = 12 . A1
• APLICANDO O PRINCÍPIO DE PASCAL, TEMOS:
F1/A1 = F2/A2
F1/A1 = F2/12.A1
F1 = F2/12
F2/F1 = 12
• (ESPCEX) UM ELEVADOR HIDRÁULICO DE UM POSTO DE GASOLINA É ACIONADO POR UM
PEQUENO ÊMBOLO DE ÁREA IGUAL A 4 X 10 – 4 M2. O AUTOMÓVEL A SER ELEVADO TEM PESO
DE 2 X 10 4 N E ESTÁ SOBRE O ÊMBOLO MAIOR, DE ÁREA 0,16 M2. A INTENSIDADE MÍNIMA DA
FORÇA QUE DEVE SER APLICADA AO ÊMBOLO MENOR PARA CONSEGUIR ELEVAR O
AUTOMÓVEL É DE:
• A) 20 N
• B) 40 N
• C) 50 N
• D) 80 N
• E) 120 N
• APLICANDO O PRINCÍPIO DE PASCAL, TEMOS:
FAPLICADA/AMENOR = PESO/ AMAIOR
F/ 4 X 10 – 4 = 2 X 10 4/0,16
F/ 4 X 10 – 4 = 12,5 X 10 4
F = 4 X 10 – 4 . 12,5 X 10 4
F = 50 N
• UMA PRENSA HIDRÁULICA É COMPOSTA POR DOIS CILINDROS DE ÁREAS A1 E A2. UM OBJETO
DE 1000 KG FOI COLOCADO SOBRE A MAIOR ÁREA. DETERMINE A FORÇA MÍNIMA
NECESSÁRIA QUE DEVE SER APLICADA SOBRE A MENOR ÁREA PARA QUE O OBJETO SEJA
LEVANTADO. A ÁREA A2 É O QUÍNTUPLO DA ÁREA A1.
• DADO: ADOTE G = 10 M/S2
• A) 2000 N
• B) 4000 N
• C) 5000 N
• D) 800 N
• E) 1200 N
• LETRA “A”
• APLICANDO O PRINCÍPIO DE PASCAL, TEMOS: F1/A1 = F2/A2
• A FORÇA 2 CORRESPONDE AO PESO DO OBJETO, LOGO:
F2 = M.G
F2 = 1000. 10
F2 = 10000 N
• SABENDO QUE A2 = 5.A1, TEMOS:
F1/A1 = 10000/5A1
F1 = 10000/5
F1 = 2000 N
LEI DE STEVIN: PRESSÃO DEVIDA A UMA COLUNA
LÍQUIDA
• IMAGINANDO-SE, NO INTERIOR DE UM LÍQUIDO EM REPOUSO, UM PRISMA IDEAL E CONSI-
DERANDO-SE TODAS AS FORÇAS QUE ATUAM NESSE PRISMA SEGUNDO A VERTICAL, DEVE-SE
TER:

� 𝐹𝐹𝐹𝐹 = 0

"A diferença de pressões entre dois


• E, PORTANTO, 𝑝𝑝𝑝. 𝐴𝐴𝐴 + 𝛾𝛾𝛾𝛾𝛾 − 𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 = 0
pontos da massa de um líquido em
𝑝𝑝𝑝 − 𝑝𝑝𝑝𝑝 = 𝛾𝛾𝛾 equilíbrio é igual à diferença de
profundidade multiplicada pelo peso
LEI QUE SE ENUNCIA: específico do líquido."

Para a água, y = 1 kg*/ dm³ ≅ 104 N/m³

Portanto o número de decímetros da diferença de profundidades equivale ao


número de quilogramas força por decímetro quadrado da diferença de pressões.
INFLUÊNCIA DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA
• A PRESSÃO NA SUPERFÍCIE DE UM LÍQUIDO É EXERCIDA PELOS GASES QUE SE ENCONTRAM ACIMA,
GERALMENTE À PRESSÃO ATMOSFÉRICA.
• LEVANDO-SE EM CONTA A PRESSÃO ATMOSFÉRICA, TEM-SE (FIG.01)
𝑝𝑝1 = 𝑝𝑝𝑝𝑝 + 𝛾𝛾𝛾
𝑝𝑝2 = 𝑝𝑝1 + 𝛾𝛾ℎ′ = 𝑝𝑝𝑝𝑝 + 𝛾𝛾. (ℎ + ℎ′ )

(fig. 01)
• A PRESSÃO ATMOSFÉRICA VARIA COM A ALTITUDE, CORRESPONDENDO, AO NÍVEL DO MAR, A
UMA COLUNA DE ÁGUA DE 10,33 M. A COLUNA DE MERCÚRIO SERIA 13,6 VEZES MENOR, OU
SEJA, 0,760 M. (FIG.02)

(Fig.02)
• EM MUITOS PROBLEMAS RELATIVOS ÀS PRESSÕES NOS LÍQUIDOS, O QUE GERALMENTE
INTERESSA CONHECER É A DIFERENÇA DE PRESSÕES. A PRESSÃO ATMOSFÉRICA, AGINDO
IGUALMENTE EM TODOS OS PONTOS, MUITAS VEZES NÃO PRECISA SER CONSIDERADA. SEJA,
POR EXEMPLO, O CASO MOSTRADO (FIG.03) O QUAL SE DESEJA CONHECER A PRESSÃO
EXERCIDA PELO LÍQUIDO NA PAREDE DE UM RESERVATÓRIO.
• DE AMBOS OS LADOS DA PAREDE, ATUA A PRESSÃO ATMOSFÉRICA, ANULANDO-SE NO
PONTO A. NESSAS CONDIÇÕES, NÃO SERÁ NECESSÁRIO CONSIDERAR A PRESSÃO
ATMOSFÉRICA PARA A SOLUÇÃO DO PROBLEMA.
• ENTRETANTO É IMPORTANTE LEMBRAR QUE, NOS PROBLEMAS QUE ENVOLVEM O ESTUDO DE
GASES, A PRESSÃO ATMOSFÉRICA SEMPRE DEVE SER CONSIDERADA.

(Fig.03)
MEDIDA DAS PRESSÕES
• O DISPOSITIVO MIS SIMPLES PARA MEDIR PRESSÕES É O TUBO PIEZOMÉTRICO OU,
SIMPLESMENTE, PIEZÔMETRO. CONSISTE NA INSERÇÃO DE UM TUBO TRANSPARENTE NA
CANALIZAÇÃO OU RECIPIENTE ONDE SE QUER MEDIR A PRESSÃO.
• O LÍQUIDO SUBIRÁ NO TUBO PIEZOMÉTRICO A UMA ALTURA H, CORRESPONDENTE À
PRESSÃO INTERNA (FIG.04)
• OS PIEZÔMETROS COM MAIS DE 1 CM DE DIÂMETRO, OS EFEITOS DA CAPILARIDADE SÃO
DESPREZÍVEIS.
• UM OUTRO DISPOSITIVO É O TUBO DE U, APLICADO, VANTAJOSAMENTE, PARA MEDIR
PRESSÕES MUITO PEQUENAS OU DEMASIADAMENTE GRANDES PARA OS PIEZÔMETROS
(FIG.05).
• PARA MEDIR PEQUENAS PRESSÕES, GERALMENTE SE EMPREGAM A ÁGUA, TETRACLORETO DE
CARBONO, TETRABROMETO DE ACETILENO E BENZINA COMO LÍQUIDOS INDICADORES, AO
PASSO QUE O MERCÚRIO É USADO, DE PREFERÊNCIA, NO CASO DE PRESSÕES ELEVADAS.
Fig.05
Fig.04

• O EXEMPLO INDICADO (FIG.05), AS PRESSÕES ABSOLUTAS SERIAM:


• EM A , 𝑃𝑃𝑃𝑃
• EM B, 𝑃𝑃𝑃𝑃 + 𝛾𝛾 ′ . ℎ
• EM C 𝑃𝑃𝑃𝑃 + 𝛾𝛾 ′ . ℎ
• EM D 𝑃𝑃𝑃𝑃 + 𝛾𝛾 ′ . ℎ − 𝛾𝛾. 𝑧𝑧
• ONDE:
• 𝛾𝛾 = PESO ESPECÍFICO DO LÍQUIDO EM D;
• 𝛾𝛾 ′ = PESO ESPECÍFICO DO MERCÚRIO OU DO LIQUIDO INDICADOR.
• PARA A DETERMINAÇÃO DA DIFERENÇA DE PRESSÃO, EMPREGAM-SE MANÔMETROS
DIFERENCIAIS (FIG.06)

Fig.06

𝑃𝑃𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑃𝑃 + ℎ1𝛾𝛾1 + ℎ3𝛾𝛾3 = 𝑃𝑃𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑃𝑃 + ℎ2𝛾𝛾2


∴ 𝑃𝑃𝐸𝐸 − 𝑃𝑃𝑃𝑃 = ℎ1𝛾𝛾1 + ℎ3𝛾𝛾3 − ℎ2𝛾𝛾2
• PARA A MEDIDA DE PRESSÕES PEQUENAS PODE-SE EMPREGAR O MANÔMETRO DE TUBO
INCLINADO, NO QUAL SE OBTÉM UMA ESCALA AMPLIADA DE LEITURA (FIG.07)

Fig.07
• NA PRÁTICA, EMPREGAM-SE, FREQÜENTEMENTE MANÔMETROS METÁLICOS (BOURDON) PARA
A VERIFICAÇÃO E CONTROLE DE PRESSÕES. AS PRESSÕES INDICADAS, GERALMENTE SÃO AS
LOCAIS E SE DENOMINAM MANOMÉTRICAS.
• NÃO SE DEVE ESQUECER ESSA CONDIÇÃO, ISTO É, QUE OS MANÔMETROS INDICAM VALORES
RELATIVOS, REFERIDOS À PRESSÃO ATMOSFÉRICA DO LUGAR ONDE SÃO UTILIZADOS
(PRESSÕES MANOMÉTRICAS).
• ASSIM, POR EXEMPLO, SEJA O CASO DE UMA CANALIZAÇÃO, EM CUJO PONTO 1(FIG.08) A
PRESSÃO MEDIDA IGUALA 15 M DE COLUNA DE ÁGUA (VALOR POSITIVO), EM RELAÇÃO À
PRESSÃO ATMOSFÉRICA AMBIENTE. SE A PRESSÃO ATMOSFÉRICA NO LOCAL CORRESPONDER
A 9 MCA, A PRESSÃO ABSOLUTA NAQUELA SEÇÃO DA CANALIZAÇÃO SERÁ DE 24 MCA.

Fig.08
• A PRESSÃO ATMOSFÉRICA NORMAL, AO NÍVEL DO MAR, EQUIVALE A 10,33 MCA, SENDO
MENOR NOS LOCAIS MAIS ELEVADOS. NA CIDADE DE SÃO PAULO, POR EXEMPLO, A PRESSÃO
ATMOSFÉRICA LOCAL É APROXIMADAMENTE IGUAL A 9,5 MCA (800 M DE ALTITUDE).
• O PONTO 2 (FIG. 08), SITUADO NO INTERIOR DE UM CILINDRO, ESTÁ SOB VÁCUO PARCIAL. A
PRESSÃO RELATIVA É INFERIOR À ATMOSFÉRICA LOCAL E A INDICAÇÃO MANOMÉTRICA SERIA
NEGATIVA. ENTRETANTO, NESSE PONTO, A PRESSÃO ABSOLUTA É POSITIVA,
CORRESPONDENDO A ALGUNS METROS DE COLUNA DE ÁGUA.
• AS UNIDADES USUAIS DE PRESSÃO SÃO AS SEGUINTES:
1 ATM ≅ 10,33 MCA ≅ 1 KGF/CM2 ≅ 9,8.104 N/M2 ≅ 0,098 MPA
1 ATM ≅ 105 N/M² ≅ 0,1 MPA
EXERCICIOS

• A ÁGUA DE UM LAGO LOCALIZADO EM UMA REGIÃO MONTANHOSA APRESENTA UMA


PROFUNDIDADE MÁXIMA DE 40 M. SE A PRESSÃO BAROMÉTRICA LOCAL É 598 MMHG,
DETERMINE A PRESSÃO ABSOLUTA NA REGIÃO MAIS PROFUNDA (𝛾𝛾HG = 133 KN/M³ ).
RESPOSTA


PFUNDO = PO + 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻𝐻 ℎ 𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙
• ONDE, PO = 𝛾𝛾𝐻𝐻𝑔𝑔 ℎ 𝐻𝐻𝐻𝐻 … É A PRESSÃO NA SUPERFÍCIE DO LAGO
• PFUNDO = 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻 . ℎ𝐻𝐻𝐻𝐻 + 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻𝐻 . ℎ𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙 → 133 (𝐾𝐾𝐾𝐾/𝑚𝑚𝑚) 𝑥𝑥 0,598 (𝑚𝑚) + 9,8 (𝐾𝐾𝐾𝐾/𝑚𝑚𝑚) 𝑥𝑥 40 (𝑚𝑚)
• 𝑃𝑃 = 472 𝐾𝐾𝐾𝐾/𝑚𝑚𝑚 = 472 𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾 ( 𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎 )
• UM TANQUE FECHADO CONTÉM AR COMPRIMIDO E UM ÓLEO QUE APRESENTA DENSIDADE
(𝑑𝑑Ó𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙 = 0,9). O FLUIDO UTILIZADO NO MANÔMETRO EM “U” CONECTADO AO TANQUE É
MERCÚRIO (DENSIDADE 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 = 13,6 ). SE H1 = 914 MM, H2 = 152 MM E H3 = 229 MM,
DETERMINE A LEITURA DO MANÔMETRO LOCALIZADO NO TOPO DO TANQUE.
RESPOSTA
• 𝑃𝑃1 = 𝑃𝑃𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎 + 𝛾𝛾Ó𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙 . (ℎ1 + ℎ2)
• 𝑃𝑃2 = 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻 . ℎ3
• 𝑃𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑃
• 𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 + 𝛾𝛾Ó𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙 . (ℎ1 + ℎ2 ) = �𝐻𝐻𝐻𝐻 . ℎ3
• 𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 = 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻 . ℎ3 − 𝛾𝛾Ó𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙 . (ℎ1 + ℎ2 )
• 𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 = 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 . 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻𝐻 . ℎ3 − 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 . 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻𝐻 . (ℎ1 + ℎ2 )
• 𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 = 13,6 ∗ 9800 ∗ 0,229 − 0,9 ∗ 9800 ∗ (0,914 + 0,152 )
• 𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 = 21.119 𝑁𝑁/𝑚𝑚𝑚 = 21,119 𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾
• PORTANTO, A LEITURA NO MANÔMETRO É A PRESSÃO DO AR COMPRIMIDO, OU
SEJA, (21,119 KPA)
𝐾𝐾𝑔𝑔𝑔𝑔 𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾
• NO PIEZÔMETRO INCLINADO DA FIGURA, TEMOS 𝛾𝛾1 = 800 , 𝛾𝛾2 = 1700 , 𝐿𝐿𝐿 =
𝑚𝑚3 𝑚𝑚3
20 𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑒𝑒 𝐿𝐿𝐿 = 15 𝑐𝑐𝑐𝑐 , 𝛼𝛼 = 30° . QUAL É A PRESSÃO EM P1 ?
RESPOSTA
• ℎ1 = 𝐿𝐿𝐿 . 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝛼𝛼
• ℎ2 = 𝐿𝐿2 . 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝛼𝛼
• 𝑃𝑃𝑃 = ℎ1 . 𝛾𝛾1 + ℎ2 . 𝛾𝛾2 = 𝐿𝐿𝐿 . 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠 𝛼𝛼 . 𝛾𝛾1 + 𝐿𝐿2 . 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝛼𝛼 . 𝛾𝛾2
• 𝑃𝑃𝑃 = 0,20 ∗ 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠 30° ∗ 800 + 0,15 ∗ 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠 30° ∗ 1700
• 𝑃𝑃𝑃 = 207,5 𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾/𝑚𝑚𝑚
• CALCULAR “P” PARA QUE HAJA EQUILÍBRIO NO SISTEMA
RESPOSTA

• EQUILIBRAR OS MOMENTOS NO EIXO DA ALAVANCA PARA O CALCULO DE FB:


• 𝐹𝐹𝐹𝐹 ∗ 𝑙𝑙𝑙𝑙 = 𝐹𝐹𝐹𝐹 ∗ 𝑙𝑙𝑙𝑙
• 20 ∗ 20 = 𝐹𝐹𝐹𝐹 ∗ 10 => 𝐹𝐹𝐹𝐹 = (20 ∗ 20) / 10 => 𝐹𝐹𝐹𝐹 = 40 𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾
• 𝐹𝐹𝐹𝐹/𝐴𝐴𝐴 = 𝑃𝑃/𝐴𝐴𝐴 => 𝑃𝑃 = 𝐹𝐹𝐹𝐹 ∗ (𝐴𝐴𝐴 / 𝐴𝐴𝐴)
252
• 𝑃𝑃 = 40 ∗ [ (𝜋𝜋 ∗ )/ 𝜋𝜋 ∗ 52 /4 ] = 1.000 𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾
4

• 𝑃𝑃 = 1.000 𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾
• A FIGURA MOSTRA UM TANQUE DE GASOLINA COM INFILTRAÇÃO DE ÁGUA. SE A DENSIDADE
DA GASOLINA É 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑. = 0,68 DETERMINE A PRESSÃO NO FUNDO DO TANQUE (𝛾𝛾ℎ20 =
9.800 N/M³ ).
RESPOSTA

• 𝑃𝑃 = 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻𝐻 ∗ ℎ1 + 𝛾𝛾𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔 ∗ ℎ2
• 𝑃𝑃 = 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻𝐻 ∗ ℎ1 + 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑎𝑎𝑠𝑠 ∗ 𝛾𝛾𝐻𝐻𝐻𝐻𝐻 ∗ ℎ2
• 𝑃𝑃 = 9800 𝑥𝑥 1 + 0,68 𝑥𝑥 9800 𝑥𝑥 5
𝑁𝑁
• 𝑃𝑃 = 43.120 = 43,12 𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾𝐾 ~ 4,4 𝑚𝑚. 𝑐𝑐. 𝑎𝑎
𝑚𝑚2