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Alguns Exercícios Rituais

Exercícios Práticos – 01
Estes são os básicos dos básicos preparatórios, que são ensinados em
qualquer curso de reiki, chi kung, chakras e na imensa maioria das ordens
iniciáticas. Aleister Crowley dizia que as bases da magia são a Vontade e a
Imaginação. Estes exercícios vão começar a trabalhar com a sua mente para
preparar algo mais elaborado no futuro.

Exercício 1: Concentração (vela)


A base da magia prática é a concentração. É impossível realizar qualquer tipo
de atividade prática sem dominar sua mente objetiva e elevar sua concentração
a um outro nível de consciência.
Você vai precisar de uma vela e de uma sala com pouca luminosidade. Tenha
certeza que não será perturbado (desligue telefones e celulares). Posicione a
vela a cerca de 1,5m de você, mais ou menos na altura dos olhos, de
preferência contra uma parede branca, e acenda a vela. Sente-se com as
costas eretas e fixe o olhar na chama da vela, com a vista relaxada. Mantenha
a respiração calma e relaxada, sem se afobar. O exercício consiste em
permanecer olhando para a vela sem piscar, mantendo a concentração até que
todas as sensações externas sejam eliminadas e as duas únicas coisas que
existam no universo sejam você e a chama da vela.
Caso você não tenha como usar uma vela por algum motivo, você pode fazer
um pequeno ponto preto com 1cm de diâmetro e gruda-lo com durex na
parede, ou focar em um ponto fixo distante.
Mantenha essa concentração (sem piscar) pelo tempo máximo que conseguir.
A razão para isso é que este exercício desenvolve sua visão intuitiva e, quando
você estiver se ajustando a esta visão, sua mente objetiva fará você “piscar”
para reajustar a visão ao plano objetivo. Se estiver fazendo certo, conseguirá
afastar TODOS os pensamentos poluidores da sua mente e ficar no que os
orientais chamam de “estado zen”, absolutamente concentrado na chama da
vela. Os sons e até mesmo as imagens da sala podem desaparecer (é a
sensação de relaxamento do “sonhar acordado”). Quando estiver dominando
este exercício, o relaxamento que você faz da sua mente em 5 minutos neste
estágio equivale a uma soneca de duas horas.
Dificuldades:
1) manter os olhos sem piscar. Muita gente arregala os olhos e força para que
eles fiquem abertos; não é isso. Deixe os olhos semicerrados e relaxados. No
começo é MUITO difícil, você vai tender a piscar ou desconcentrar facilmente,
não chegando a 1 minuto de concentração… mas com treino, é fácil de chegar
a até 20 minutos neste estágio zen.
2) afastar os pensamentos mundanos. Como você perceberá, sua mente
objetiva vai tentar te atrapalhar de todas as maneiras possíveis e é bem
provável que você seja inundado de pensamentos inúteis e caóticos (na
verdade, você faz isso o tempo todo, só não percebe, mas este exercício deixa
isto bem evidente).
Exercício 2: Imaginação e chakras
Pode ser feito de preferência de pé, com as pernas afastadas na largura
dos ombros. Os braços podem ficar relaxados ao lado do corpo, os
dedos abertos, mas sem forçar nada (esta postura chama-se Wu Shi).
Respire de maneira relaxada, pelo nariz, olhos semicerrados, sem nada
prendendo seu corpo (anéis, pulseiras, soutien apertado… ). Pode deixar uma
música bem leve e suave no ambiente se ajudar a relaxar, mas não walk-man/i-
pod. Tenha certeza que não será perturbado.
Comece pelo primeiro chakra (Muladhara). Visualize um disco de luz
vermelha, com cerca de 4cm de raio, com 4 pétalas, girando no sentido horário
sobre a região do cócix.
Quando INSPIRAR, imagine uma energia vindo do centro da terra, subindo
pelas plantas dos seus pés, passando por dentro das suas pernas e
alimentando este círculo. Conte dez respirações lentas até conseguir
VISUALIZAR com o máximo de nitidez possível a energia entrando no seu
corpo e este chakra girando (sentido horário)… sinta a energia subindo e
fazendo este disco de luz girar…
Em seguida, imagine o segundo chakra, laranja (Svadisthana), do mesmo
tamanho, sobre a região do ventre, pulsando e girando no sentido horário, em
sincronia com o primeiro, e um filete de luz branca unindo os dois… permaneça
com os DOIS chakras bem nítidos na sua mente, com as cores vivas, por dez
respirações relaxadas.
Imagine agora o terceiro chakra (Manipura), amarelo, com o mesmo tamanho
que os outros, girando em sincronia e um filete de luz branca unindo os três
discos… mais dez respirações visualizando o conjunto e imagine o quarto
chakra (Anahata), verde, sobre o centro do seu peito, unido aos 3 outros
chakras por filetes de luz… mais dez respirações e vamos para o quinto
chakra(Vishuda), azul, sobre a sua garganta e unido aos outros por esta
corrente de luz.
Mantenha TODO o conjunto nítido girando na sua mente por dez respirações…
a cada respiração, mais um “gole” da energia da terra que faz todo o sistema
permanecer em movimento, sem esquecer de todos os outros discos…
mantenha a ponta da língua no céu da boca… mais dez respirações e o filete
de luz branca chega ao disco índigo localizado alguns centímetros na frente da
sua testa… não esqueça de imaginar TODA a energia subindo do centro da
terra até o sexto chakra… finalmente, mais dez respirações e o filete de luz
imaginário sobe até o topo da sua cabeça, no sétimo chakra, formando uma
“fonte” de energia branca se espalhando pela sala.
Pessoas comuns normalmente não conseguem chegar no terceiro chakra…
sua mente destreinada começa a divagar sobre besteiras, ele perde a
concentração, perde a imaginação, não consegue focar, não consegue
visualizar, se atrapalha todo com a sincronia dos giros e discos, fica ansioso,
com pressa, a mente objetiva o deixa irritado… e ele/ela vai assistir a novela ou
um jogo de futebol… enfim…
Efeitos esperados: formigamento por todo o corpo, especialmente na ponta
dos dedos, devido ao acúmulo e limpeza da energia do corpo. É comum formar
uma “bola” de energia nas palmas das mãos. Relaxamento completo físico e
mental em algumas pessoas… outras experimentam euforia e ficam “ligadas”…
Isso varia de acordo com o seu estado mental e quais chakras estavam mais
ativos ou inativos durante o processo… com o tempo e novos exercícios,
aprenderemos a ESCOLHER os efeitos desejados em nosso corpo.
Altamente recomendado para se fazer quando se está doente (focar
especificamente no 3º chakra) ou com aquelas cólicas de menstruação (neste
caso, dar atenção especial ao segundo chakra – Svadisthana).
Se você conseguir fazer este exercício e ficar bastante relaxado, pode fazer
imediatamente antes de dormir e depois me conta o que aconteceu com os
seus sonhos…
Se puder fazer esse exercício na grama/terra, ao ar livre, com os pés
descalços, o efeito será muito maior.
Exercício 3: manifestação desta energia
Assim que você conseguir dominar o exercício 2, o que deve demorar cerca de
uma semana ou duas (varia absurdamente de pessoa para pessoa – já vi gente
acertar na primeira tentativa, já vi gente demorar um mês para ter algum
efeito), repita o exercício 2 mas com as mãos dispostas à sua frente, como se
estivesse “abraçando uma árvore”, de acordo com a figura abaixo:
Mantenha os dedos semifechados, como se segurasse um delicado balão de ar
entre seus dedos. Quando inspirar, imagine a energia entrando pela sola dos
seus pés e alimentando este circuito. Quando EXPIRAR, imagine esta energia
fluindo deste circuito para a palma das suas mãos. Em alguns minutos, você
deverá sentir uma “bola de energia” entre seus dedos… tente afasta-los ou
aproxima-los BEM DEVAGAR e você irá sentir esta energia Chi. Ela atua nos
planos sutis (Mental, Emocional, Astral e, com outros treinos, no Físico… ) mas
não pode ser detectada por nenhum aparelho de nossa ciência moderna.
Com o tempo, pode fazer experiências como afastar suas mãos devagar até
que esta bola de energia fique com o tamanho máximo que você conseguir, ou
pressionar até sentir uma força física sutil impedindo que suas mãos se
encontrem.
Ok, eu senti o chi… e quais os efeitos práticos disto?
Calma, pequeno gafanhoto… um passo de cada vez… primeiro crie sua bola
de energia, depois vamos passar mais exercícios práticos sobre o que fazer
com ela… de onde você está até entortar uma barra de aço na sua garganta
ainda vão seis anos de treino…
Por enquanto, como disse, esses exercícios são o básico do básico.
O importante, por enquanto, é sentir que esta energia existe e pode ser
detectada pelo ser humano.
Exercícios Práticos – Música e Respirações

Um outro exemplo da aplicação da música no ocultismo e vice-versa é o Ritual


Gnóstico do Pentagrama. Esta é uma das práticas essenciais e básicas da IOT
(Illuminates of Thanateros) e é uma adaptação dos tão já conhecidos Ritual
Menor do Pentagrama / Ritual do Pilar do Meio (Golden Dawn/OTO)… No RGP
primeiramente a intenção é a libertação de qualquer simbolismo pré-existente,
afim de que o magista possa entrar em contato com o Self e assim obter o
sucesso desejado em qualquer operação mágica.
Ele se inicia com a respiração profunda e mentalização de radiâncias em cinco
centros vitais de nosso corpo (relacionados completamente com os chakras
citados anteriormente). Cada radiância é acompanhada com a vibração de uma
vogal e deve causar uma sensação específica no momento de sua entoação.
As vogais são vibradas como mantras no momento da exalação (técnica
conhecida como pranayama) Conforme descrito em sua concepção “. O corpo
deve ser tocado como um instrumento musical, com cada parte ressonando de
acordo com um tom.”
Realizado tal processo, deve-se traçar em sentido horário um pentagrama para
cada um dos quatro cantos (leste, sul, oeste, norte). Ao concluí-los, deve-se
novamente voltar ao início e entoar novamente as vogais.Segue o
procedimento do ritual:
1) De pé, para qualquer direção que prefira.
2) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “I”, enquanto
visualiza uma energia radiante na região da cabeça.
3) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “E”, enquanto
visualiza uma energia radiante na região da garganta.
4) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “A”, enquanto
visualiza uma energia radiante na região do coração e dos pulmões, que se
espalha para os membros.
5) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “O”, enquanto
visualiza uma energia radiante na região da barriga.
6) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som “U”, enquanto
visualiza uma energia radiante na região entre a genitália e o ânus.
7) Repita o 6). Então o 5), 4), 3), 2), repetindo de trás para frente, até chegar à
cabeça.
8) Inspire profundamente. Exale lentamente, repetindo o mantra IEAOU,
enquanto desenha o pentagrama no ar, com o braço direito. O pentagrama
deve ser visualizado com muita nitidez.
9) Vire para o próximo quadrante e repita o 8), então, desenhe os pentagramas
restantes com os mantras e as visualizações, até chegar ao ponto de partida.
10) Repita os números 2) até o 7), inclusive.

Exercícios Práticos – 02
Meditação
Sente em um local qualquer, mantenha as costas eretas, coloque os dois pés
no chão, ligeiramente afastados um do outro, e as palmas das mãos sobre as
coxas. Ou se preferir, sente com as pernas cruzadas e coloque as mãos sobre
os joelhos. Feche os olhos e respire devagar durante alguns minutos.
Agora preste atenção nos seus pensamentos.
Tente assisti-los passivamente, como se
estivesse diante de uma televisão, prestando
atenção na quantidade e qualidade de
pensamentos diferentes que vagam pela sua
mente neste pequeno intervalo de tempo. Tome
consciência destas muitas freqüências que estão
entrando e saindo dos seus pensamentos o
tempo todo… que pensamentos ficam se
repetindo? Analise friamente que tipo de
mensagens você está atraindo, que tipo de
pensamentos estão poluindo a sua cabeça…
Nas primeiras vezes que fizer este exercício,
procure não interferir. Apenas observe friamente
a si mesmo como se fosse um observador
externo e veja o que está acontecendo. Adquira a consciência de separar e
catalogar em que tipos de pensamentos você está imerso.
Em uma segunda etapa, comece a monitorar seus pensamentos, mudando os
pensamentos indesejáveis… Quanto tempo você perde em pensamentos
inúteis, fúteis ou perniciosos?
Quanto da sua mente você desperdiça pensando no que os outros estão
fazendo ao invés de se concentrar no que você quer ou necessita fazer?
Na terceira etapa, comece a destruir estes pensamentos inúteis, afastando-os
do seu campo vibracional. Tente reunir apenas pensamentos voltados para
coisas úteis que você tenha de fazer ou focados para aquilo que você está
almejando.
Exercício 2 – Apenas para mulheres
Este exercício deve ser feito SOMENTE depois que vocês fizerem pelo menos
umas 20 a 30 vezes o Exercício dos Chakras, pois todo o canal pela qual a
energia irá fluir precisa estar limpo e desobstruído, caso contrário, vocês
poderão ter um desequilíbrio nos seus chakras, como dores de cabeça,
náuseas, tonturas ou desequilíbrios emocionais.
Deite em algum lugar calmo, confortável e isolado, coloque uma música suave,
incenso e garanta que não vai ser perturbada. Deite em decúbito dorsal com a
barriga voltada para cima, de preferência totalmente nua. Comece a se
masturbar delicadamente, mas sem imaginar uma contraparte
masculina/feminina ou fantasiar… Concentre-se apenas na sensação, no seu
corpo e no ato em si. Comece a imaginar o chakra básico sendo ativado e o
fluxo de energia começando nas suas pernas e espalhando-se pelo seu corpo.
Quando estiver chegando ao orgasmo, você vai ter de sincronizar os últimos
suspiros com o exercício anterior. Comece imaginando o chakra básico
emanando energia, suspiro, esta energia subindo para o segundo chakra
(Svadisthana), suspiro, subindo para o terceiro chakra (Manipura), suspiro,
subindo para o quarto chakra (Anahata), suspiro, subindo para o quinto chakra
(Vishuda), suspiro, subindo para o sexto chakra (Anja) e orgasmo, quando
você deve imaginar o sétimo chakra (Sahashara) abrindo-se em seu leque de
mil pétalas e espalhando esta energia pelo universo.
Este, apesar de razoavelmente complicado, é considerado ainda um exercício
básico de magia sexual. Vai demorar um bom tempo até você conseguir
sincronizar direito o tempo até o orgasmo com o fluxo de energia com as
respirações…
Mas quando dominar, estará pronta para exercícios futuros sobre o que fazer
com esta energia extra, além de orgasmos maiores, mais demorados e
melhores (fisicamente e astralmente falando). Qualquer dúvidas, deixem seus
emails nos comentários que o povo do Sedentário me repassa e eu respondo
em particular.
Exercício 2 – Apenas para Homens
Assim como o exercício para as mulheres, NÃO tentem fazer este exercício
antes de terem realizado pelo menos 20 a 30 vezes o exercício básico dos
chakras. Este segundo exercício vai aprimorar o controle sobre o
chakra Muladhara (Vermelho), dando mais vitalidade ao homem (sexualmente
falando).
O homem deve assumir a postura conhecida como “Mapu” ou “Cavalo” ou
“Postura do Cavaleiro”, como na figura ao lado. O ângulo das pernas deve
ser o mais próximo possível de 90 graus (para testar, basta colocar uma
carteira e um celular apoiados sobre as coxas e eles devem ficar parado, sem
cair, durante o tempo do exercício).
Nesta postura, o homem deve respirar pausadamente, imaginando, a cada
respiração, que a energia da Terra está sendo absorvida por seus chakras
plantares, subindo através de suas pernas e se unindo no chakra Muladhara,
fazendo-o girar e abrir suas 4 pétalas.
Procure repetir este exercício por cerca de vinte respirações pausadas e lentas.
O tempo de postura neste exercício deve ser de, no mínimo, 1m30 a 2 minutos
no começo. Este também, apesar de ser considerado básico, possui uma
dificuldade razoável, mas você vai me agradecer no futuro…
Cruz Cabalística
Praticamente toda cerimônia esotérica ou ritual
de magia começa com a limpeza do ambiente
onde se vai operar. Da mesma maneira que um
médico não vai fazer uma cirurgia em um local
contaminado, um magista não fará uma
cerimônia em um ambiente astralmente sujo.
Um dos rituais mais importantes de todos, se não
for “O” mais importante de todos, é o chamado
Cruz Cabalística. É este ritual que demarcará no
Plano Físico, espiritual, emocional e mental os
limites do trabalho magístico e da vontade do
mago naquele momento.
A Cruz Cabalística serve como elo de ligação
entre o Magista e o Universo, buscando energias de todas as sephiroth para
abastecer todos os rituais que serão realizados em seguida. Provavelmente
este será o post mais importante que escreverei este ano.

Começando
– Fique de pé, no centro do local onde você irá traçar o círculo, voltado para o
LESTE.
– Feche os olhos, respire fundo e devagar por três vezes, sentindo todo o seu
corpo e o ambiente ao seu redor.
– Com a mão direita fechada, os dedos indicador e médio estendidos e o
dedão sobre o anular e mindinho, formando a chamada “posição de Athame”
(ou, se você estiver responsável pela abertura do círculo, pode ser o próprio
athame mesmo).
– Visualize um raio de luz intenso, descendo do topo da Árvore da Vida,
descendo do alto do macrocosmos sobre você. esta luz tem de ser tão forte
que ilumine o local onde você estiver, fazendo sombra nas paredes ao redor e
banhando totalmente o magista.
– Toque o Ajna Chakra (frontal, terceiro olho, etc…) com a ponta dos dedos e
pronuncie de maneira vibrante “ATAH” (“para ti”).
Visualize agora este raio de luz atravessando o chão, formando um pilar de luz
que passa através do corpo do magista, até o centro da Terra.
Este pilar, assim formado, ficará encarregado de trazer a energia que for
necessária de Keter para o ritual, e ao mesmo tempo dissipar qualquer excesso
negativo em Malkuth.
– Enquanto imagina este pilar de luz descendo, desça também com a mão da
testa até o ventre/genitais, posicionando a mão na forma de uma figa e vibre
“Mal-kuth” (“O Reino”).
Visualize agora, um dos braços da cruz (no mesmo formato da imagem que eu
coloquei ao lado), expandindo-se para a direita enquanto o magista desloca a
mão direita para ombro direito, formando um dos braços da cruz (a cruz
dourada luminosa deve ter a altura aproximada do magista, e seus braços o
mesmo tamanho dos braços abertos).
– Toque o ombro direito e vocalize “Ve-Geburah” (“O Poder”).
Visualize o outro braço da cruz luminosa, traçando a trave de luz enquanto
desloca a mão direita do ombro direito para o ombro esquerdo.
– Toque o ombro esquerdo e vocalize “Ve-Gedulah” (“e a Glória”). Neste
momento, visualize a cruz cabalistica completa, brilhante em um dourado
quase branco, iluminando toda a sala onde você estiver. Sinta a sombra que
esta fonte de luz faz nos objetos ao seu redor.
– Abra os dois braços até formar por um segundo a cruz com o seu corpo,
depois junte as duas mãos sobre o chakra cardíaco em posição de prece. Este
movimento é acompanhado da vocalização “LE OLAM” (“Para todo o mundo”).
O timing é importante nesta parte do ritual. Enquanto você abre os braços,
vocalize o “LEeeeee” até esticá-los. Então começe a vocalizar “OLAaaaammm”
enquanto junta as mãos em prece sobre o chakra cardíaco.
Com a cruz dourada brilhando sobre o magista, é o momento de se fazer a
conexão com as egrégoras que irão trabalhar. Os iniciados na senda rosacruz
podem visualizar a rosa vermelha no centro da cruz, os maçons visualizam o
esquadro e compasso aberto no grau em que estão (como disposto sobre o L:.
L:.), os membros de ordens martinistas visualizam a cruz Patté e assim por
diante. Todas as egrégoras nas quais você foi iniciado podem ser invocadas
para que estas energias protejam o ambiente e façam a esterilização astral do
recinto em conjunto com o magista. Esta visualização dura aproximadamente
um ou dois segundos, seguindo o timing.
– Por fim, junte seus dedos polegar, indicador e médio da mão direita no
kubera mudra, como se estivesse segurando um “giz invisível” e trace o seu
sigilo pessoal na sua frente, na altura do chakra cardíaco, na cor verde
esmeralda (a mão esquerda permanece na posição de prece). Não esqueça de
fazer as respirações de acordo com o traçado!
– Junte novamente as duas mãos em prece e vocalize “AMEM”.
Parece complicado, mas não é. A parte difícil é fazer a vocalização (tem de
sentir o som vibrando na garganta) e o timing da visualização e desenho da
cruz no formato certo… Com a prática, você vai memorizar tudo em menos de
uma semana.
Este ritual é a origem do famoso “sinal da cruz” dos cristãos, que seria uma
versão bem mais simples e reduzida de poder deste ritual de proteção e
invocação de energias. A Cruz começa e termina qualquer trabalho dentro da
Árvore da Vida, inclusive os rituais do pentagrama, hexagrama, rubi estrela e
safira, além do exercício do pilar central e outras meditações.
Quem for fazer o Sefirat ha Omer, pode fazer a cruz cabalística Antes e Depois
da meditação noturna, para abrir e fechar os trabalhos na egrégora.

Exercício das Sephiroth


Desenhe uma Árvore Sefirótica. Carregue-a com concentração e paciência, ou
seja, trabalhe-a utilizando os conhecimentos e energias rudimentares que
obteve até agora. É oportuno dizer que os símbolos “despertam” quando se os
começa a invocar, e que as energias latentes neles começam a se revelar em
nós na medida em que estamos construindo uma via entre nosso ser e as
realidades que eles expressam. Por outra parte o símbolo, como expressão da
Idéia arquetípica, tem uma realidade própria, revelada àqueles que puderam
compreendê-lo, que por sua vez carregam a este símbolo com a própria
vivência. A vivificação do símbolo tem também uma leitura terapêutica em cada
um dos níveis em que se expressa: físico, psíquico e intelectual-espiritual.

Exercício de Respiração

O estudo dos ciclos predispõe a mente a uma forma de conceber o tempo de


maneira diferente, não linear, senão circular, engrandecendo assim nossa
percepção, nosso espaço consciente, universalizando-o. O ciclo binário, e sua
potencialidade criativa (4 = 2*2), é o que conforma qualquer ciclo quaternário
de ida e retorno e a ele trataremos de adequar nossa respiração.
EXERCÍCIO RESPIRATÓRIO:
a) Sente-se cômoda e corretamente. Faça-o à oriental (com as pernas
cruzadas debaixo das cadeirinhas; posicão de lótus), ou à ocidental (retamente
numa cadeira), é muito importante conservar a vertical.
b) Uma vez relaxado, feche seus olhos e imagine um círculo, com seu ponto
central destacado e sua circunferência. Melhor ainda, se possível, construa
previamente esta figura em papel, cartão ou outro material e a observe fixa e
atenciosamente durante alguns minutos. Logo, com os olhos fechados, projete-
a sobre um fundo imaginário. Concentre-se alternativamente sobre o ponto
central e a circunferência. Sinta pouco a pouco o fluir de sua respiração.
c) Figure-se que é você o ponto central de uma circunferência gigantesca. Esse
círculo é uma esfera, e você é o centro e o eixo dela. Com sua respiração ela
se contrai e se dilata, desce e ascende a energia, e se escurece e clareia essa
esfera ao ritmo respiratório.
Isto é tudo por agora. Tomem-se entre 15 e 30 minutos ao todo para efetuá-los.
Não é conveniente fatigar-se. Não se ponha demasiado eufórico ou se
desanime pelos resultados obtidos. A persistência diária é necessária e o
melhoramento neste treinamento é progressivo.

Exercício de Respiração – parte II


Volte a repetir os três exercícios a, b, e c do Post Anterior de respirações.
Adicionaremos um exercício respiratório a esta sucessão.

d) Sincronize a respiração com as pulsações sanguíneas, que podem ser


percebidas nos pulsos, ou na garganta (na jugular). Conte 4, 6 ou 8 pulsações
–o lapso no qual se sinta mais cômodo– e aspire nesse mesmo ritmo. Logo,
expire num intervalo semelhante, assim tenha você tomado como protótipo
qualquer número de pulsações, a sua eleição (4, 6 ou 8, etc.). Acomode-se,
aspire e expire nesse ritmo constante durante 5 a 10 minutos, tratando de que
seja com naturalidade. Siga conscientemente o ciclo respiratório sem
abandonar os exercícios de visualização precedentes. Trata-se de conjugá-los.
Deixe-se fluir. Você está relaxado, sentado comodamente, com seus braços e
mãos descansados. Suas preocupações o abandonam e o mesmo vão fazendo
seus pensamentos, e você com eles. Permita-se que brote, ainda que seja
incipientemente, pouco a pouco, seu manancial interno. Nada, em verdade,
salvo os fantasmas de sua mente, pode impedir seus propósitos.
Realize-os durante 15 a 30 minutos diários.
Queremos dizer algumas palavras sobre o aspecto cerimonial de nossos
estudos e trabalhos, pois estamos acostumados a viver num mundo que não
faz distinções entre o sagrado e o profano, e que, portanto, desconhece as
hierarquias espirituais internas.
Não é raro que o velho homem que coexiste conosco negue toda possibilidade
de salvação de maneira inconsciente, ou trate de “consumir” o conteúdo deste
programa. Há um tempo e um espaço sagrados, que se correspondem com os
aspectos mais altos do ser, cada vez mais livre de seus inumeráveis egos e
paixões que tratam de subjugá-lo. É sumamente conveniente fomentar a
realização desse espaço e tempo diferentes e para esse efeito o rito e a
invocação, e o respeito pelo sagrado, devem se modificar, desde o princípio,
em nossa vida diária. Para o caso destes trabalhos e práticas, aconselha-se
uma hora determinada –que bem pode ser noturna, quando as vibrações do
meio se calam– e um lugar para as realizar –localizado de preferência olhando
para o norte ou para o oriente– por pequeno que seja. Desta Forma,
sublinhamos o conveniente de ter um lugar especial relacionado com o material
de Agartha. Isto se deve à necessidade de distinguir, em qualquer nível, a
diferença que existe entre duas visões, ou leituras absolutamente distintas da
realidade. A do homem ordinário, ou profana, e a do aspirante ao
Conhecimento, ou sagrada. Fazendo-se a escusa de que o sagrado, ou
metafísico, não é o que hoje em dia se entende por “religioso”, ou “piedoso”, e
que o profano não é aquilo que o “moralismo” possa condenar como tal. O
sagrado, ou metafísico, excede amplamente o fenômeno “religioso”, ou o
“devoto”, ou a superstição. E a ética supera as “moralidades” locais,
geralmente motivadas para impor seus interesses e pontos de vista, tão
passageiros quanto às modas ou às mutações dos usos, costumes e gostos
das personalidades.

Exercício de Respiração – parte III


Nas mesmas condições em que efetuamos os
exercícios anteriores e os que seguirão,
realizaremos agora uma prática nova: você já se
familiarizou com uma respiração simples de duas
fases (aspiração-expiração). Agora
subdividiremos este ciclo em quatro. Desta
forma, você se acostumou a produzir tanto a
aspiração como a expiração num determinado lapso igual de tempo (4, 6 ou 8
pulsações, etc.). Trate de fazer este exercício que damos na continuidade,
outorgando a cada uma das quatro fases o mesmo número de pulsações já
eleitas.

Aspire em 1, retenha o ar em 2, expire-o completamente em 3 e fique com os


pulmões totalmente vazios em 4, até que tenha necessariamente que voltar a
aspirar em 1. Mantenha o ritmo durante 15 ou 20 minutos. O segredo deste
exercício é expulsar todo o ar sem que nos fique nada nos pulmões. Esta
respiração é a que sugerimos para os próximos exercícios, pelo que seria
muito prático poder realizá-la.
Nota: É provável que tenha algumas dificuldades porque agora o exercício se
pratica em quatro fases. Se for assim, pode-se diminuir o número de pulsações
de cada fase para efetuá-lo.
Se quiser, você pode seguir praticando os exercícios preparatórios.
Posteriormente daremos outros novos.

Exercício de Respiração – parte IV


É importante que se habitue a este exercício, ao que inclusive se lhe deve dar
um caráter ritual. Pode ser que as distintas fases respiratórias não possam ser
realizadas exatamente de acordo com o mesmo número de pulsações. Por
exemplo: que a aspiração e a retenção precisem tempos diferentes, bem como
a expiração e o vazio subseqüente. No entanto, tanto os movimentos número 1
(aspiração), como o número 3 (expiração), devem ser feitos em tempos iguais.
Assim, a retenção e o vazio (fases números 2 e 4) devem se efetuar em igual
tempo. A saber, que se a aspiração é realizada em seis pulsações, a expiração
deve corresponder a esse mesmo número. Igualmente, se a retenção se faz
em quatro pulsações, o vazio se efetuará no mesmo tempo.

Seria muito conveniente que esta respiração começasse a ser para você como
uma forma ritual, à qual pudesse recorrer em qualquer momento, distinguindo
nitidamente do mundo da respiração ordinária este outro espaço, no qual você
efetua seu exercício. Ao se acostumar a fazê-lo à vontade, começa o
organismo a reconhecer outra possibilidade de si mesmo. Se no princípio teve
alguma dificuldade, não abandone. E reitere os esforços para consegui-lo.
Lembre-se de que o segredo desta prática radica em expulsar totalmente o ar
que possa ter em seus pulmões, na fase número 4, produzindo-se assim uma
morte simbólica, à qual necessariamente tem de seguir um renascimento
marcado por uma nova respiração. Lembre também que os exercícios têm de
se efetuar aspirando o ar pelo nariz e expulsando-o pela boca. Se você
consegue com estas práticas uma certa perfeição, poderá ampliar um pouco os
minutos do dia para lhe dedicar, e inclusive exercitar-se nela em distintas
ocasiões de sua jornada, e não só em seu gabinete de trabalho e em postura
ritual. Se você consegue incorporar esta nova respiração a momentos
determinados de seus horários ordinários, adquirirá uma certa mecanicidade
em sua prática e execução. Isto tem valor, já que você está controlando à
vontade sua recepção e entrega de energias, e sua respiração já não é algo
inconsciente, arbitrário e casual, senão algo consciente, ordenado e efetivo.
Ainda que não o tenhamos percebido, demos um pequeno grande passo para
a concentração de nossos esforços na busca e reedificação de outras
realidades adormecidas. Reitere e habitue-se a estes exercícios, que facilitarão
outras muitas potências latentes em seu interior. Por certo, antes de se
entregar a estas práticas, tem de ter um mínimo de relaxamento e tranqüilidade
indispensáveis.

Exercício de Respiração – parte V


Devemos repetir nossa prática respiratória assinalada nos dois capítulos
anteriores, à qual adicionaremos agora uma visualização singela, mas não
menos efetiva. Com os olhos fechados, trate de imaginar que a habitação, ou
espaço, no qual nos dispomos a efetuar este exercício, vai se enchendo de
uma fumaça de cor vermelha brilhante que emana suavemente de algum ponto
dela. Colocamo-nos, pois, em nossa postura costumeira, e enquanto
relaxamos, começamos lentamente a perceber que esta fumaça, ou este ar
vermelho brilhante, vem nos rodeando lentamente, e começamos a aspirá-lo,
retê-lo, expulsá-lo e a ficarmos sem ele, à medida que vamos ritualizando as
fases do exercício.
Em 1 absorvemos lentamente pelo nariz esta fumaça brilhante no tempo de
pulsações que elegemos para nossa comodidade. Em 2 o retemos e nos
inunda por completo. Em 3 o exalamos lenta e suavemente. E finalmente em 4,
ficamos totalmente vazios, até que por imperiosa necessidade voltemos a
tomá-lo com suavidade e doçura, ao ritmo que nos impusemos.

Exercício Respiratório – parte VI


Situe-se exatamente no centro da habitação em que realiza suas práticas
respiratórias. Observe atenciosamente as coordenadas que formam o espaço
onde se acha e coloque-se no eixo onde todas elas coincidam. Imagine que
você está localizado na sefirah Kether. Feche os olhos e comece a regular o
ritmo de sua respiração, aspirando pelo nariz e expirando pela boca, segundo o
modelo que estamos praticando. A fumaça ou gás vermelho brilhante é
emanado desse ponto e você o aspira suavemente. Sincronize as distintas
práticas que simultaneamente está praticando. De En Sof, do Nada infinito,
surge uma débil esfumatura que você aspira e com a qual se alimenta. Ao
expirá-la, esta vai lentamente inundando toda a habitação com seu resplendor
claro e luminoso. Você é Kether e se alimenta da luz não manifestada. Você é
o começo dessa luz que exala e expande toda a Árvore da Vida, a Criação
Universal. Por seu intermédio se vai conformando Hokhmah e este dá lugar a
Binah, para voltar finalmente a você, visualizados como uma triunidade de
Princípios. Aspire e exale a fumaça vermelha brilhante e, ao se identificar com
as sefiroth, às que visualiza, retorne a si mesmo, sendo um com a totalidade do
Cosmo.
Exemplo: Ao aspirar à realidade de En Sof, possibilidade de tudo o que é
existente, você se constitui em Kether, princípio da luz da manifestação
universal. Ao expelir, você se conforma a Hokhmah, princípio ativo do Cosmo.
Ao inalar novamente, você é esse Hokhmah, ao que se conforma, e ao voltar a
exalar, está criando Binah, receptáculo, ou princípio de toda possibilidade.
Finalmente você é Binah e aspira a energia de Kether, e ao exalar seu ar,
devolve a Kether essa possibilidade para que tudo possa novamente voltar a
começar.

Exercício Respiratório – VI
Seguindo com nossa série de práticas respiratórias, trataremos de ir
interiorizando em forma inconsciente, o segundo plano cabalístico. Sente-se
novamente no centro de sua habitação. Agora você imagina que é Hesed, a
sefirah N° 4. Em verdade você é tal qual uma árvore, neste caso a Árvore da
Vida, que extrai seu corpo do alimento que o ar lhe brinda. Aspira, pois, do
plano dos Princípios Eternos, seu nutriente vital, e conforma com ele seu
próprio corpo, ou seja, o de Hesed. Quando exala sua energia, passa a
Gueburah, conformando-o. Logo você mesmo é Gueburah, que inala a força de
Hesed, a retém e a expele para Tifereth, dando-lhe existência dessa maneira.
Agora você é Tifereth, a síntese de toda a luz incriada da Árvore da Vida e
conjuga toda a possibilidade da manifestação Você e a fumaça vermelha
esplendente são uma mesma e única coisa. Ao inalar a energia sucessiva do
plano ou mundo de Atsiluth, você concentra toda a energia do plano da Criação
arquetípica, o que tem de sustentar a ordem em que se produzem as formas
invisíveis.

Exercício de Respiração – VII


Como nas duas lições anteriores, referentes aos exercícios respiratórios do
plano ou mundo de Atsiluth e do de Beriyah, respectivamente, começamos
tomando os cuidados convenientes para nossa prática. Agora tomemos nosso
alento diretamente da fonte da luz e do calor: Tifereth, o Sol. Este, por sua vez
a toma do espaço infinito e a emana diretamente para nós. Agora estamos
localizados em Netsah, a sefirah N° 7, e aspiramos essa energia que nos
inunda e se faz evidente na zona baixa de nosso plexo solar. Começamos a
expirá-la suavemente para Hod, a sefirah N° 8, percebendo que o vermelho
brilhante se faz mais intenso, bem como a sensação de “corporalidade” em
todo o exercício. Retemos toda essa força e a exalamos para Yesod, a sefirah
N° 9, e notamos como desce e se vai coagulando, até ficar estática, sinal de
que a transmissão se efetuou. A copa ficou prenhe de frutos, e a receptividade
de Yesod passa agora a cumprir um papel generativo e fecundador. Expelimos
então nosso alento para o plano ou mundo de Asiyah, para a Concreção
material, fruto e manifestação sensível das emanações, e efetivização das
energias de toda a Árvore da Vida cabalística.
Templo Astral

O Templo Astral é uma das primeiras coisas que um estudioso de ocultismo


aprende a fazer, em praticamente qualquer Ordem ou Fraternidade que
ingresse. Ele é chamado de Oficina Astral, Sanctum, Templo, Local de
Descanso, Santuário e muitos outros nomes.
Trata-se de uma construção no Plano Mental e Astral de um refúgio onde o
magista pode descansar a mente, preparar uma viagem astral e guardar suas
ferramentas. Trata-se de um local onde ele pode até mesmo realizar rituais se
não dispor de espaço físico no Plano Material para tal.

Em primeiro lugar, sente-se em um local confortável, mantenha os pés


paralelos, a coluna ereta e as mãos relaxadas sobre as coxas. Relaxe e respire
bem devagar e profundamente. Mantenha a Respiração 4-4-4 (significa
inspirações de 4 tempos, retenção do ar por 4 tempos e expiração em 4
tempos… por exemplo, se você demora 10 segundos para inspirar, segure o ar
10 segundos e expire o ar em 10 segundos… se demora 6 segundos, segure o
ar por 6 segundos e assim por diante) e os olhos fechados.
Quando sentir que está bem relaxado, comece a contar lentamente de dez até
zero enquanto visualiza os números no ar. Comece a contar bem devagar
enquanto relaxa ainda mais o corpo e a mente.
10… relaxe o couro cabeludo. Imagine sua cabeça ficando mais leve, como se
estivesse se dissolvendo em uma névoa azulada. Sinta as terminações
nervosas desligando e toda a sua cabeça se soltando
9… faça o mesmo para o pescoço. Relaxe todos os músculos do pescoço,
externos e internos. Deixe o pescoço completamente relaxado.
8… relaxe os ombros… solte os ombros e deixe-os caírem. Não exerça
nenhuma força sobre eles.
7… relaxe o braço esquerdo. Sinta ele se dissolver e deligar-se
6… faça o mesmo com o braço direito.
5… relaxe o abdômen e a barriga. Neste momento, você deve estar com o
torso completamente relaxado de desligado, talvez sinta um leve formigamento
ou escute um pequeno zumbido. Sensação de calor no corpo também é
razoavelmente comum.
4… relaxe completamente sua perna esquerda.
3… relaxe agora a perna direita.
2… relaxe o pé esquerdo. Sinta todos os ossos do pé desligarem e se fundirem
ao cósmico.
1… faça o mesmo com o pé direito.
Zero… relaxe os dedos dos dois pés…
Todo este processo deve demorar aproximadamente um ou dois minutos. Em
seguida, você deve imaginar o que seria o seu “Templo Astral”, ou seja, sua
base de operações no Astral. Lembre-se que ela pode ser QUALQUER COISA:
seu quarto de dormir, uma cabana na floresta, uma sala de um castelo, uma
ilha, um quarto de Hogwarts, um hotel, um escritório, uma cobertura com vista
para a praia, Stonehenge, uma Pirâmide, uma igreja, um templo maçônico, um
campo florido, uma mansão vitoriana, um laboratório, um submarino de pedra,
uma fortaleza voadora… enfim, QUALQUER COISA que você idealizar. Não há
limites para a sua imaginação. Basta que seja um local onde você se sinta
bem.
Comece pequeno. Imagine primeiro apenas uma parte deste local, como por
exemplo, um quarto. Com o tempo, ele irá ficando maior e mais detalhado em
sua mente. Este local só precisa possuir a princípio quatro objetos: Uma cama,
uma escrivaninha, uma tela mental (um painel, prancha, quadro branco, lousa
ou qualquer outro lugar que você possa projetar imagens) e um local onde você
possa beber um pouco de água.
Visualize você mesmo entrando neste Santuário através de um portal. Pelos
próximos minutos, imagine você mesmo passeando por este lugar, explore
todos os seus sentidos. Imagine o cheiro do local, a textura das paredes, os
sons que você escutaria neste lugar, as cores, o movimento. Quanto mais
vívido e colorido você conseguir imaginar, melhor. Quanto mais detalhes
colocar, melhor; quanto mais você excitar seus sentidos, melhor.
Quando você sentir que explorou o suficiente ou sentir que sua concentração
está começando a entrar em devaneios, imagine a si mesmo tomando um copo
de água dentro deste local e deite-se na cama que você projetou. Imagine você
mesmo relaxando e se preparando para sair deste Templo. Conte lentamente
de zero até cinco enquanto acelera a mente. Quando chegar ao número cinco,
abra os olhos e retorne ao Plano Material.
Bom… você acaba de criar uma construção astral. Por enquanto, ela será tão
efêmera quanto você pensar nela, com a tendência a se dissolver em pouco
tempo. Este exercício é repetido pelo número de vezes que você achar
necessário. Se souber desenhar ou pintar, faça imagens ou esboços deste
local em papel, descreva os objetos que você encontrou lá, os cheiros, as
cores…
Se você já é iniciado e possui ferramentas de trabalho mágicas, você pode
“leva-las” consigo em sua próxima jornada, criando (ou descobrindo) a forma
astral dela dentro do seu Templo. Se souber quais são os seus animais de
poder, pode deixa-los no Templo Astral para que patrulhem e protejam sua
criação. Quanto mais vezes você fizer e mais você exercitar sua Visualização,
mais rápido esta Construção Astral se cristalizará.
É comum que, nas primeiras vezes que vocês façam este exercício, o Templo
Astral fique se modificando ou que você não consiga manter uma imagem
nítida ou ainda que algumas coisas aconteçam nele sem o seu consentimento
(como se ele tivesse uma vontade própria). Isto acontecerá até que você esteja
plenamente satisfeito e comece a cristalizar a estrutura, formando um local que
mais tarde servirá de base para futuros experimentos e exercícios. Em pouco
tempo ele adquirirá uma forma mais estável e “sólida”.
Com o tempo, você levará objetos para lá (espadas, cálices, taças,
candelabros, caldeirões, velas, incensários, adagas, pentáculos) e estes
objetos permanecerão no astral
Existe um filme chamado “Amor além da Vida” (What Dreams may Come) com
o Robin Willians e Anabella Sciorra que trata bem deste assunto. A construção
Astral que vocês acabaram de fazer neste exercício é exatamente o mesmo
tipo de construção que os Personagens deste filme criam quando morrem, com
a diferença que você estará criando seu refúgio a partir de agora.

Ritual Menor do Pentagrama


O Ritual menor do pentagrama foi criado pela
“Golden Dawn”, uma ordem de estilo
Maçônica/Rosacruciana com graus e iniciações.
Esta Ordem foi devotada ao estudo da magia
cerimonial ocidental e ao estudo do oculto,
passando por estudos de Kabbalah, de Tarot,
Tattwas (símbolos que representam os cinco
elementos), viagem nos planos, entre outros.
Apesar de não ter tido uma vida muito longa, esta
ordem foi a base para a maioria das ordens
mágicas conhecidas hoje, e teve entre seus
membros os maiores expoentes da magia da
época, S.L. MacGregor Mathers, Aleister
Crowley, Austim Osman Spare, Israel Regardie,
Dion Fortune, W.B. Yeats, entre outros tantos. Este ritual era o primeiro a ser
ensinado a seus membros, ainda neófitos. Isto porque ele o introduzia a
invocação, e servia como meditação, centralização e proteção. Este ritual é
utilizado por várias ordens hoje em dia, e possui grande número de variações.

O RMP é o mais eficaz método de “desinfetar” um ambiente astral e é


recomendado antes de qualquer consagração ou operação mágica. Versões
modificadas (e mais fracas) dele são usadas na Wicca, OTO, Maçonaria e
Rosacruz, além de trocentos filhotes destas ordens. Porém, antes de você
começar a praticá-lo, tem uma série de exercícios, que eu já passei no blog,
que deverão ser dominados:
– Cruz Cabalística.
– Exercício de Visualização dos 4 Pentagramas.
É importante que você não “imagine” toda a estrutura do RMP,
mas VISUALIZE toda a estrutura. Há uma grande (e vital) diferença entre estes
dois verbos… quando eu falo em visualizar, significa ter a CERTEZA de que
tudo aquilo que você traçou está realmente ali; que a luz emanada pelas
chamas está iluminando e dando um tom azulado ao local, só ofuscado pela
luminescência da cruz sobre o altar; que o seu sigilo pessoal está flamejante no
centro de cada um dos quatro pentagramas e que os Anjos estão dispostos ao
lado de fora do local, de espadas em punho.
VISUALIZAR significa que estas construções estarão firmes e cristalizadas no
Astral. Com o tempo e a repetição, você tornará aquele recinto impenetrável a
qualquer entidade com Força de Vontade menor que a sua (e eis o por quê os
magos devem dominar TODAS as esferas da Árvore… Yesod para a
visualização, Hod para a Vontade e Netzach para a cristalização). Pode-se
utilizar uma vela no altar (que será acesa logo na finalização do ritual) para
ajudar o inconsciente nestas visualizações (enquanto a vela estiver acesa,
estará atrelada ao ritual).
O Ritual
Parte 1 – A Cruz Cabalística (ou Rosa Cruz)
Deve ser feita diante do altar onde ficará o Livro da Lei, o Coração do Templo,
voltado para o Leste (Oriente). Visualizar a cruz projetada sobre o altar.
Traçado com os dedos indicador e médio estendidos e os outros dedos
fechados.
1 – Toque a testa e diga “ATEH” (dedo indicador e médio estendidos, os
outros fechados)
Visualize a luz divina descendo do alto de Keter até o magista e o altar.
2 – Toque o sexo e diga “MALKUTH” (com a mão na posição de “figa” –
Imagine a energia vinda do cósmico fecundando a mãe-terra a seus pés e
fincando as bases da cruz luminosa que protegerá o ambiente). Neste
momento, deverá estar visualizado um pilar de luz no centro do templo.
3 – Toque o ombro direito e diga “VE – GEBURAH” (dedo indicador e médio
estendidos, os outros fechados)
4 – Toque o ombro esquerdo e diga “VE – GEDULAH” (dedo indicador e
médio estendidos, os outros fechados)
Conforme for traçando os braços da cruz, imagine que esta energia luminosa
se espalha pelos lados do Rigor e Misericórdia, formando a estrutura da Cruz
no centro do templo/altar.
5 – Trace o seu Sigilo Pessoal (se tiver) no centro da cruz.
Imagine o traço em dourado brilhante (Tiferet).
6 – Junte as mãos no peito e diga “LE – OLAHM AMEN”
Visualize a energia divina projetando-se para dentro do Templo, iluminando
toda a Sala Capitular/Templo e afastando qualquer interferência ruim do mundo
profano.
Parte 2 – Os Pentagramas
1 – De frente para o Leste (o Oriente), com as mãos na forma do Kubera-
Mudra (dedos polegar, indicador e médio unidos, como se estivesse segurando
um giz invisível) desenhe um pentagrama visualizando-o em chamas azuladas
muito fortes.
Comece a traçar o Pentagrama de acordo com a
figura ao lado.
No centro visualize o primeiro nome de Deus,
IHVH e inspirando-o, sentindo passar pelo peito
até os pés e sentindo-o à sua volta; trace o Sigilo
Pessoal com os dedos no centro do pentagrama, e depois toque o símbolo,
espalhando a energia pelo pentagrama, ao mesmo tempo em que vibra o nome
(pronuncia-se “Iod Rê Vav Rê”) com energia, visualizando toda a estrutura
flamejante. Trace com os dedos o Círculo de Proteção, no sentido horário, do
Leste para o Sul, circundando o meridiano do Templo.
2 – De frente para o Sul, repita o processo anterior trocando o nome por
“ADONAI”. Continue o Círculo para o Oeste
3 – De frente para o Oeste, repita o processo anterior trocando o nome por
“EHEIEH” (pronuncia-se “É-Ré-Iée”. Continue o Círculo para o Norte
4 – De frente para o Norte, repita o processo anterior trocando o nome por
“AGLA”. Continue o Círculo para o Leste, fechando todo o conjunto.
Parte 3 – Invocação dos Arcanjos
1 – Na posição de Cruz (os braços abertos e os pés juntos), o estudante
repetirá:
“A minha frente RAPHAEL” (vibre todos os nomes)
2 – “Atrás de mim GABRIEL”
3 – “A minha direita MICHAEL”
4 – “A minha esquerda AURIEL”
5 – “Pois ao meu redor flamejam os Pentagramas”
Sempre imaginando os Arcanjos nas suas respectivas posições, fora do
Templo, guardando-o e protegendo-o, e os pentagramas em chamas. Cada um
está relacionado a um elemento: Raphael (Ar), Michael (Fogo), Gabriel(Água) e
Auriel (Terra), na seqüência. Como os elementos são 4, o magista, ao centro,
será a 5ª parte do pentagrama, o espírito.
6 – “E na coluna do meio, brilha a estrela de seis raios”.
Que o estudante visualize dois Hexagramas, um em cima e o outro projetado
embaixo, com uma faixa de luz estendendo-se na vertical, envolvendo-o e
formando uma espécie de “grade” ao redor do local.
Parte 4 – Repita a Cruz Cabalística
Quando terminar, os Pentagramas e a proteção ficarão por ali tanto tempo
quanto sua vontade for capaz de manter a Visualização.
UPDATE: este vídeo no Youtube tem uma boa base para as pronúncias
corretas:
http://www.youtube.com/watch?v=qQWsnAUCcmw