em junho de 1998. realizado no Rio de Janeiro. com extensa reflexão no campo da história oral. . ciências sociais e literatura. Os autores são professores e pesquisadores reconhecidos mundialmente nas áreas de história. Sua contribuição traz à tona novas problemáticas e aprofunda antigas questões.Que desafios se apresentam para a história oral no século XXI? Será que ela pode modificar os modos de viver e de pensar no terceiro milênio? Quais os pontos comuns da história oral praticada em diferentes regiões do mundo? Que diferenças aparecem nas abordagens teóricometodológicas? Essas e outras questões estão tratadas nesse conjunto de textos apresentados por conferencistas de diferentes países no X Congresso Internacional de História Oral.

HISTÓRIA ORAL desafios para o século XXI .

Carolina M. Benchimol José da Rocha Carvalheiro Luis David Castiel Luiz Fernando Ferreira Miriam Struchiner Paulo Amarante Paulo Gadelha Paulo Marchiori Buss Vanize Macedo Zigman Brener Coordenador Executivo João Carlos Canossa P Mendes Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz Diretora Nísia Trindade Lima Fundação Getulio Vargas Presidente Carlos Ivan Simonsen Leal Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil/FGV Diretora Marieta de Moraes Ferreira . Comunicação e Informação Maria Cecília de Souza Minayo Editora Fiocruz Coordenadora Maria Cecília de Souza Minayo Coselho Editorial Carlos E.Bori Charles Pessanha HoomanMomen Jaime L.Fundação Oswaldo Cruz Presidente Eloi de Souza Garcia Vice-Presidente de Ambiente. Coimbra Jr. A.

HISTÓRIA ORAL desafios para o século XXI Maneta de Moraes Ferreira Tania Maria Fernandes Verena Alberti (orgs.) .

) CDD-20.302.: (0xx21) 598-2509 e 598-2700 E-mail: editora@fiocruz.RJ Tels.História.ed.Fernandes. I. 1480. 1.Serra da Estrela. — Rio de Janeiro : Editora Fiocruz/Casa de Oswaldo Cruz / CPDOC . / Organizado por Marieta de Moraes Ferreira.Manguinhos 21041 -210 . Copidesque: Maria Cristina Ramos Brito Revisão: Domício Antônio dos Santos e Edna Padrão Supervisão Gráfica: Walter Duarte Catalogação-na-fonte Centro de Informação Científica e Tecnológica Biblioteca Lincoln de Freitas Filho F383h Ferreira.Alberti. Portugal maio de 1999.Fundação Getulio Vargas.2242 2000 EDITORA FIOCRUZ Rua Leopoldo Bulhões. Tania Maria (org. Térreo . Verena (org. 204p. Tania Maria Fernandes e Verena Alberti. 2000. II.).: (0xx21) 598-2701 e 598-2702 Telefax.Copyright©2000 dos autores Todos os direitos desta edição reservados à FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ / EDITORA E FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS/CPDOC ISBN: 85-85676-84-1 Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica: Maura Campello Capa e Tratamento de Imagem: Mauro Campello Foto: TaniaMaria Fernandes ..) História oral: desafios para o século XXI.br . Marieta de Moraes (org.Rio de Janeiro .

Alemanha .OS AUTORES Alessandra Portelli Professor do Departamento de Anglística da Universidade de Roma "La Sapienza" e membro do Conselho da Associação Internacional de História Oral (IOHA) de 1996 a 2000 Alexander von Flato Diretor do Instituto de História e Biografia da Universidade Aberta de Hagen. Inglaterra e membro do Conselho da Associação Internacional de História Oral (IOHA) de 1996 a 2000 Ana Maria Mauad Professora do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense e secretária adjunta da Associação Brasileira de História Oral (ABHO)de l998 a 2000 Anne Kaminsky Pesquisadora no Memorial e Museu de Sachsenhausen. e secretário da Associação Internacional de História Oral (IOHA) de 1996 a 2000 Alicia Rouverol Pesquisadora do Programa de História Oral do Sul dos Estados Unidos. Alemanha. da Universidade da Carolina do Norte em Chapei Hill. EUA Alistair Thomson Professor da Universidade de Sussex. em Oranienburg.

da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidad de Buenos Aires. Inglaterra Mercedes Vilanova Professora do Departamento de História Contemporânea da Universidade de Barcelona e presidente da Associação Internacional de História Oral (IOHA). em Bonn. de 1996 a 2000 Michael Frisch Professor do Departamento de Estudos Americanos da Universidade do Estado de Nova York. de 1996 a 2000 Eugénia Meyer Professora da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Nacional Autônoma do México Friedhelm Boll Pesquisador da Fundação Friedrich Ebert. e membro do Conselho da Associação Internacional de História Oral (IOHA).Dora Schwarzstein Diretora do Programa de História Oral do Instituto de Historia Argentina y Americana "Dr. Alemanha Janaína Amado Professora do Departamento de História da Universidade de Brasília José Carlos Sebe Bom Meihy Professor do Departamento de História da Universidade de São Paulo e diretor da Regional Sudeste da Associação Brasileira de História Oral (ABHO) de 1994a 1998 Mark Roseman Professor de História Moderna na Universidade de Keele. EUA Philippe Joutard Professor da Universidade de Ciências Sociais de Toulouse (Toulouse 1) . Buffalo. Emilio Ravignani".

Indiana.Roberto DaMatta Professor de Antropologia e detentor da Cátedra Reverendo Edmundo Joyce de Antropologia na Universidade de Notre Dame. EUA Selma Leydesdorff Professora do Instituto para Estudos de Gênero Belle van Zuylen da Universidade de Amsterdam. Países Baixos .

31 47 67 73 3. História oral na América Latina Desafios da história oral latino-americana: o caso do Brasil José Carlos Sebe Bom Meihy 85 . Avaliações e tendências da história oral Desafios à história oral do século XXI Philippe Joutard Aos cinquenta anos: uma perspectiva internacional da história oral Alistair Thomson Memória e diálogo: desafios da história oral para a ideologia do século XXI Alessandro Portelli Desafios do transculturalismo Selma Leydesdorff.SUMÁRIO Apresentação 1. Abertura Significado do X Congresso Internacional de História Oral Mercedes Vilanova Brasil dois mil: um exercício de profecia Roberto DaMatta 11 19 23 2.

Desafios da história oral latino-americana Dora Schwarzstein Nós e o espelho Janaína Amado Balanço e novos desafios Eugenia Meyer 4. Identidade da classe trabalhadora e m uma economia global A desindustrialização vista de baixo para cima e de dentro para fora: o desafio de se retratar a classe trabalhadora em palavras e imagens Michael H. Traumas na Alemanha Introdução ao painel "Traumas na Alemanha" Alexander von Plato Memória sobrevivente: verdade e inexatidão nos depoimentos sobre o Holocausto Mark Roseman O fardo de falar sobre a perseguição nazista na Alemanha Friedhelm Boll A integração de conhecimentos históricos na narrativa da própria vida: entrevista com prisioneiros dos campos soviéticos entre 1945 e 1950 na Alemanha Anne Kaminsky Competições entre vítimas Alexander von Plato 5.Rouverol 179 Comentários sobre o painel "Identidade da classe trabalhadora em uma economia global" Ana Maria Mauad 199 . Frisch 99 105 113 119 123 135 143 155 167 Entre texto e fotos: contando a história de Linda Lord e do fechamento da Penobscot Poultry Alicia J.

intitulado "História Oral: Desafios para o Século XXI". representou um marco importante no movimento da história oral. Como já é sabido. Como acentuou Mercedes Vilanova. Entre essas temáticas. que contou com mais de trezentos congressistas provenientes de 25 países. esse deslocamento geográfico promoveu uma maior participação dos grupos de pesquisa até então pouco articulados com o debate internacional. regiões que sempre sediaram os encontros internacionais. com a criação da Associação Internacional de História Oral (IOHA . O Congresso de 1998 representou a consolidação dessa nova tendência. que contribuíram para o desenvolvimento e a divulgação de novas temáticas. ao integrar um número expressivo de pesquisadores da América Latina. na Suécia. em especial o Movimento dos Sem-Terra. articuladas aos problemas e desafios sociais existentes na região. podemos citar: a questão agrária. Os textos ora divulgados. a questão étnica e a mestiçagem. presidente da IOHA. a história oral desenvolveu-se inicialmente de forma significativa nos países da Europa Ocidental e nos Estados Unidos. não incluídos nos anais do congresso. os contrastes .International Oral History Association) em Gotemburgo. e a opção por privilegiar a realização das conferências fora do eixo Europa-Estados Unidos abriram um imenso espaço de renovação e de democratização deste campo de trabalho. E A realização do X Congresso Internacional de História Oral. em sua palestra de abertura aqui publicada (parte 1). permitem que o leitor tenha acesso às discussões mais recentes sobre o panorama e as perspectivas da história oral no mundo. limitando assim a participação de pesquisadores da Ásia. Uma maior institucionalização do movimento da história oral.APRESENTAÇÃO ste livro reúne as conferências proferidas durante o X Congresso Internacional de História Oral. realizado no Rio de Janeiro em junho de 1998. da África e da América Latina. em 1996.

novas manifestações religiosas. No seu entender. assim. ao também enfocar os desafios para o século XXI. ao mapearem os desafios da história oral no século XXI. a imigração. além de conjunturas históricas especialmente investigadas através da história oral. hoje nossa mestiçagem tornou-se uma vantagem perante os países que não conseguem conciliar o nacional com o étnico. estrangeiro. as questões metodológicas. que seja reconhecida a necessidade de um aporte externo. Procurando instigar os debates de todo o Congresso. o eixo central escolhido por DaMatta tem relação com o próprio campo da história oral. como é o caso da Segunda Guerra Mundial. o extrativismo e a problemática amazônica. um campo multidisciplinar e miscigenado por excelência. a história oral pode ajudar a introduzir elementos de mestiçagem e de diversidade. do contrário. a vinculação estreita entre história oral e identidade apresenta-se como um desafio perigoso e sua proposta é que a supervalorização das identidades seja objeto de atenção e cuidado. isto é. Alistair Thomson. além de outras. as comunidades indígenas. como. especialmente pelos autores dos textos reunidos na parte 2. A palestra inaugural de Roberto DaMatta (parte 1) compara a situação do Brasil no mundo em dois momentos: na entrada do século XX e na entrada do século XXI. de maneira a impedir um fechamento das identidades em si mesmas. é necessário que elas se misturem. que deve embasar a metodologia da história oral. pois. Enquanto há cem anos as características híbridas da sociedade brasileira não eram bem-vistas pelos intelectuais impregnados dos valores de "pureza" e "compartimentalização" do mundo civilizado. em que diferentes tendências e abordagens se tornam possíveis. por exemplo. é claro. a subjetividade e a eloquência do silêncio. A questão da miscigenação acabou sendo retomada por vários conferencistas. Mas. é fundamental garantir o envolvimento da história oral com propostas comunitárias que possam mapear a realidade e fornecer instrumentos de ação para . as problemáticas de gênero. as identidades podem tornar-se mortíferas. o evento permitiu o aprimoramento de temas já clássicos. Os textos aqui publicados exploram e discutem uma gama variada de questões. direciona suas reflexões para a compatibilização entre o aperfeiçoamento teórico. além da inserção de novas questões e abordagens ao campo da história oral. as ditaduras militares e o problema dos desaparecidos políticos. No seu entender. e seu compromisso de atuar como um instrumento de ação social.urbanos e a situação dos meninos de rua. Para Philippe Joutard.

politicas de saúde. O desafio da história oral nesse sentido é mostrar. mas isso não conduz obrigatoriamente à afirmação do transculturalismo. a história oral é a metodologia que pode recuperar para o século XXI a visão de que o século XX produziu uma série de lutas importantes pela defesa da igualdade social. Um ponto negativo relativo à história oral na América Latina consiste. Como as formas complexas de relações culturais são um campo privilegiado para a metodologia da história oral. a autora sugere. dedicada à história oral na América Latina. e sim no aprofundamento das pesquisas nos países latino-americanos. A parte 3. na excessiva dependência aos pensamentos europeu e norte-americano. O reforço das identidades locais ou regionais contrapõe-se à rápida globalização de uma comunidade mundial de pessoas que criam cultura e mudam culturas . Selma Leydesdorff analisa os desafios do transculturalismo e chama atenção para o fato de o transculturalismo não ser igual ao transnacionalismo. Pessoas podem ser transnacionais. como agenda para a IOHA e para os próximos congressos. educação e assistência social. o desafio de estimular a montagem de pesquisas transnacionais que melhor elucidem a complexidade das relações transculturais. mitológica e não confiável. estão empenhadas em retratar o século XX como o século dos horrores. mas isso não significa que sejam transculturais. mas sim um instrumento de luta para conquistar a igualdade social e garantir o direito às identidades. diferentemente do que costuma ser consagrado. no campo da historiografia como um todo. No seu entender. Dora Schwarzstein e Janaína Amado são unânimes em defender o aprofundamento das bases teóricas para a pesquisa. atualmen¬ te. inicia-se com o texto de José Carlos Sebe Bom Meihy. levando a uma espécie de colonialismo cultural que tem ofuscado o livre reconhecimento do sentido público e social da história oral entre nós. para Dora Schwarzstein. Seu texto proporciona ainda um painel de diferentes programas de história oral que cobrem essas áreas de trabalho e as possibilidades e riquezas daí resultantes. lançando os problemas com os quais a história oral se vê envolvida hoje. A alternativa. segundo ele. Traçando um panorama da história oral na Argentina. não está na busca da elaboração de marcos teóricos necessariamente distintos e "nacionais". ela chama atenção para . que a memória não é apenas ideológica. que ressalta a aproximação entre o advento da história oral na região e as conjunturas políticas de redefinição democrática que se seguiram às ditaduras militares. Alessandro Portelli enfatiza a importância da história oral como uma ferramenta baseada na memória para questionar interpretações que.uma comunidade que se tornou transnacional -.

Na parte 4. porque não acreditava que pudesse ser compreendido. Partindo desse ponto. ora entendida como metodologia.as diferentes realidades e experiências empreendidas nos países da região. o grande desafio é encontrar alternativas para superar a imensa desigualdade social que separa os povos latino-americanos e recuperar os silêncios e os esquecimentos impostos pelas ditaduras do século XX. como técnica ou como disciplina. no caso da biografia de uma sobrevivente do Holocausto radicada na Inglaterra. ou ainda por profissionais de outras áreas. incluindo a própria utilização da história oral.cujas dificuldades podem ser superadas quando abandonamos a dicotomia entre tentar ser o outro (o europeu) e escandalizar-se com a imagem deformada de nós mesmos. o que aconteceu. até a enorme culpa . a linha de argumentação de Eugenia Meyer. bifurcada e problemática3/4. como uma espécie de "distância psicológica" que os entrevistados colocam entre si próprios e a insuportável realidade. a possibilidade de confrontar o depoimento de Marianne Ellenbogen com registros de época mostrou que as "falhas de memória" são. ora aplicada a pesquisas na universidade. Assim. defendendo a existência não de uma. ao refletir sobre a história oral na América Latina. ora utilizada por historiadores. O texto de Friedhelm Boll examina de modo bastante pungente diferentes razões do silêncio de um sobrevivente do Holocausto que se recusava descrever sua experiência: desde a impossibilidade mesma de comunicação. defende que é preciso reconhecer a necessidade de seguir caminhos próprios com meios próprios. tentativas de manter um controle sobre o passado. surgidas nos casos concretos estudados pelos autores. mas de várias vozes da história oral na América Latina. Articulada com os textos anteriores. Para ela. na verdade. de maneira a evitar a reprodução de modelos inadequados à nossa realidade. que o impedia de contar. Janaína Amado relaciona a discussão com características próprias da construção da identidade latino-americana3/4partida. em linguagem cotidiana. o grupo de artigos sobre depoimentos de sobreviventes do Holocausto e prisioneiros em campos soviéticos da antiga Alemanha Oriental trata de questões clássicas da história oral. Mark Roseman discute as diferenças entre depoimentos de história oral e documentos de época. é a de chamar atenção para a nossa originalidade. como cartas e diários. a especificidade da produção latino-americana repousa na variedade não só temática como teórica. dada pelo fato de povos latino-america¬ nos serem produtos de múltiplas mestiçagens étnicas e culturais. Para ele. como um instrumento para garantir a marcha de consolidação democrática.

Suas preocupações voltam-se para a imagem de operários do setor siderúrgico de Buffalo. a seus olhos. De outro lado. refugiados. englobando as "duas" Alemanhas: o trauma das mortes e da destruição causadas pelos regimes nazista e soviético. Percebe-se que os entrevistados mesclavam a seu depoimento informações obtidas a posteriori. e com os aprisionados depois de 1945 e transformados em vítimas do comunismo? Kaminsky discute a tomada de depoimentos em uma instituição destinada a guardar a memória de um campo de concentração que serviu posteriormente de campo de prisioneiros de guerra na zona soviética da ex-Alemanha Oriental. ou após a reunificação alemã. a associação da história oral à imagem fotográfica. Michael Frisch detém-se ainda sobre a resistência de editores quanto à publicação de trabalhos em que imagens de trabalhadores estão associadas a narrativas dos próprios trabalhadores. Alicia Rouverol discute. constituindo-se num dos fardos mais pesados que carregam ao se defrontar com seu destino. Como lidar com isso . O texto de Michael Frisch centra suas reflexões no trabalho do fotógrafo Milton Rogovin. comum aos entrevistados que sobreviveram ao Holocausto. com significados variados conforme o período . traçando um paralelo entre sua produção e a do brasileiro Sebastião Salgado. diante dos novos problemas que a economia globalizada e reestruturada lhes impõe. aquela que repousa sobre a sociedade alemã como um todo. sem família. procurando influenciar os entrevistadores. a globalização da economia. que.de ter sobrevivido. Essa "competição entre memórias" (Michael Pollak fala de "memórias em disputa") também está na base do texto de von Plato.no imediato pós-guerra. que destaca a rivalidade que se estabeleceu na Alemanha entre as vítimas do nazismo e as vítimas do regime soviético. Já os textos de Anne Kaminsky e Alexander von Plato tratam de outra dimensão da culpa. eram os detentores da memória oficial. A parte 5 traz para a discussão dois temas bastante atuais. aliás. Essa culpa é. De um lado. além daqueles que se apresentam ao uso de cada uma das fontes em separado. a partir da relação entre texto e imagem. que lança novos desafios. o declínio industrial e o impacto deste sobre as classes populares. tomando como . Nos dois textos fica claro que o uso da metodologia de história oral como recurso para elaborar (ou "digerir") o passado recente alemão exige todo cuidado da parte do intérprete e leitor das entrevistas.com os milhares de mortos. aqui analisada observandose seu reflexo sobre a (re)construção da identidade da classe trabalhadora. durante a guerra fria. a partir da combinação entre história oral e fotografia. durante a guerra.

CPDOC-FGV/Fiocruz. Esperamos que a leitura dos textos que se seguem torne possível traçar um perfil de parte da discussão que vem sendo travada nos últimos anos na área da história oral. Rio de Janeiro. O ponto de vista de suas reflexões é o da experiência de determinada operária. optamos por. proferida no painel "Desafios da história oral na América Latina".exemplo u m a indústria avícola fechada em u m c o n t e x t o de desindustrialização. seja servindo-lhe de legenda. seja ilustrando-a. à exceção da palestra de Devra Weber. por opção da própria autora. Xth International Oral History Confercnce. 10:1998: Rio de Janeiro. distribuídos por ocasião do evento. proccedings. após um rigoroso tratamento editorial. 3 v. As organizadoras 1 Conferência Internacional de História Oral. estão aqui publicadas todas as conferências feitas em plenário. 1998. Dada a qualidade e importância do material aqui reunido. Comentando os textos de Michael Frisch e Alicia Rouverol. Oral History: Chalknges for the 21 st Cenlury. como "ancorada à palavra". Assim. e considera fundamental a intertextualidade para uma "compreensão integral da comunicação humana". . incluída no processo de construção da pesquisa através de sua própria narrativa. transformá-lo em livro. Ana Maria Mauad denuncia o papel durante muito tempo ocupado pela imagem. Linda Lord. Demais comunicações apresentadas em grupos de trabalho já foram publicadas nos anais do congresso1.

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