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A TECNOLOGIA

Crônica de Nacélio Simoa, 8º ano SGA-CEProfessor Maurício Araújo

Acordei cedo. Sem o que fazer naquela manhã, resolvi ir à praça


da minha localidade. Antes, um espaço sem construção, cavalos
amarrados nas estacas esperando seus donos que assistiam à missa.
Hoje, observava o pouco movimento da comunidade, alguns poucos
carros, motos e os pássaros que insistiam em alegrar aquela manhã nos
pés de cajueiros.
Com o vento lambendo meu rosto e um calor de mil graus em plena manhã, percebi um casal de idosos que acabara
de sentar naquele banco quase quebrado. Acho que esperavam algum transporte para ir à cidade, já que precisamos
nos deslocar do nosso pacato lugar para resolvermos nossos problemas.
Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava. Aproximei-me sem despertar sua atenção, descobri que falava
de internet. Não era bem essa palavra que ele fazia uso, mas desvendei que esse era o assunto. Ele dizia para aquela
senhora que ouvia suas inquietações:
- Esse povo de hoje só vive nesse tal de facebook.
-Verdade. A minha neta ganhou de presente um celular e agora não faz outra coisa, senão cutucar aquele troço.
Não gosto disso! Falou aquela senhora.
Entre tantas conversas naquele banco da praça, o senhor então resolveu amenizar o tom do diálogo:
-Me recordo da dona Toinha que comprou uma televisão e resolvi ir a sua casa para vê-la depois de tantas
conversas na vizinhança sobre a novidade. Saí correndo desesperado tropeçando os pés no batente da porta da casa
quando a vi funcionar.
-É o ônibus!
-Vamos então.
-O importante é valorizar e respeitar esta nova tecnologia, afinal, não podemos fazer nada para detê-la, apesar
dela tanto nos ajudar.
-Cuidado com o batente, não vá bater o pé de novo!
-Claro que não!
Aquela cena chamou minha atenção, pois percebi como a tecnologia influencia diretamente na vida das pessoas,
jovens ou idosos. E se você leitor, gostou do meu texto e se interessou por ele, posso te enviar pelo e-mail, afinal, hoje
tudo depende apenas de um clique.

1ª) Em relação às características do texto, escreva:

a) Gênero:
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b) Tipo discursivo ou tipologia (expositivo, argumentativo, narrativo, descritivo, injuntivo...):


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c) narrador (personagem, observador ou onisciente):


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d) Domínio discursivo (literário, jornalístico, religioso, acadêmico...):


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e) Tipo de discurso (direto ou indireto):


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2ª) Qual o assunto do texto?


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3ª) O que alegrava a manhã daquela comunidade?


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4ª) No trecho: Com o vento lambendo meu rosto e um calor de mil graus em plena manhã...” as figuras de linguagem
presentes no trecho, são, respectivamente,
a) ironia e eufemismo.
b) personificação e hipérbole.
c) metáfora e hipérbole.
d) catacrese e metonímia.

5ª) No trecho: “Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava. Os termos destacados indica que o homem estava
a) entristecido e com raiva.
b) indignado e angustiado.
c) com raiva e desconsolado.
d) triste e incomodado.

6ª) “Me recordo da dona Toinha que comprou uma televisão...”, neste trecho, percebemos o uso da linguagem
a) formal.
b) informal.
c) técnica.
d) gíria.

7ª) “Saí correndo desesperado tropeçando os pés no batente da porta da casa quando a vi funcionar.” A palavra em
destaque se refere a
a) porta.
b) batente.
c) televisão.
d) casa.

8ª) Segundo o texto, o homem se aproximou para ouvir a conversa. Que diálogo de um dos personagens abaixo revela
o assunto da conversa entre os moradores?
a) “-Verdade. A minha neta ganhou de presente um celular...”
b) “-Vamos então.”
c) “-Me recordo da dona Toinha que comprou uma televisão...”
d) “- Esse povo de hoje só vive nesse tal de facebook...”

9ª) Na fala da personagem: “... senão cutucar aquele troço.”, o que podemos compreender sobre o cotidiano vivido por
aquela senhora?
a) Ela faz uso das tecnologias apesar de não gostar.
b) Ela demonstra repúdio com o uso de algumas tecnologias.
c) Apesar de detestar a tecnologia, ela apoia claramente o seu uso por familiares.
d) Aborrece quem faz uso das tecnologias.

10ª) “-Cuidado com o batente, não vá bater o pé de novo!” Que fato este diálogo retoma?
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11ª) Apesar da inquietude por parte dos personagens sobre o uso de algumas tecnologias, que frase revela o apoio
a tecnologia de um dos personagens?
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12ª) A frase que revela uma opinião é


a) “Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava.”
b) “... a tecnologia influencia diretamente na vida das pessoas...”
c) “O importante é valorizar e respeitar esta nova tecnologia...”
d) “Não era bem essa palavra que ele fazia uso, mas desvendei que esse era o assunto...”

13ª) Na frase: “Não era bem essa palavra que ele fazia uso, mas desvendei que esse era o assunto.” A palavra em
destaque introduz uma
a) conclusão.
b) explicação.
c) oposição.
c) adição.

14ª) Percebe-se no final que o autor Nacélio Simoa dialoga com o leitor quando escreve: “E se você leitor, gostou do
meu texto e se interessou por ele, posso te enviar pelo e-mail, afinal, hoje tudo depende apenas de um clique.” no termo
em destaque, ele faz uso de uma figura de linguagem conhecida como

a) metáfora.
b) ironia.
c) catacrese.
d) hipérbole.

GABARITO
1. a) Crônica b)Narrativo c)Personagem d)Literário e)Direto
2. Tecnologia
3. Os pássaros
4. b
5. b
6. b
7. c
8. d
9. b
10. Retoma a história contada pelo velho anteriormente quando viu a televisão pela primeira vez.
11. “O importante é valorizar e respeitar esta nova tecnologia, afinal, não podemos fazer nada para detê-la, apesar dela
tanto nos ajudar.”
12. c
13. c
14. d

ESCOLA: DATA:

PROF: TURMA:

NOME:

Martha Medeiros: A pessoa certa


Algumas frases se propagam sem que saibamos quem é o verdadeiro autor. É o caso
de Enquanto não surge o homem certo, vou me divertindo com os errados, que eu ouvi
pela primeira vez num programa da Marília Gabriela ou será que li numa camiseta? Que
a frase é espirituosa, nem se discute, mas é uma cilada: acreditar que existe a pessoa
certa é a razão dos nossos problemas de relacionamento. Por que a gente insiste em
acreditar em lendas?
Essa entidade abstrata ─ a pessoa certa ─ é aquela que vai entender todas as suas
manias, vai adivinhar quando você quiser ficar em silêncio, terá o corpo e a rosto que
você idealizou em seus delírios românticos e a sua mãe ─ a sua, não dela ─ vai aprovar
sua escolha assim que abrir a porta da sala de visita. Bastará uma rastreada com o olhar
e logo ela piscará pra você como quem diz: agora sim.
Agora sim o quê? Agora você pensa que encontrou alguém com quem não irá brigar
jamais e que vai se encaixar com perfeição na sua ambiciosa procura pela pessoa certa,
esta que (atenção, spoiler) não existe.
A pessoa certa pra você é a errada. Lembra da pessoa errada?
Morava no cafundó do Judas. Ria alto. Não entendia muito os filmes de que você
gostava, mas fazia comentários deliciosos a respeito. Era muito mais velha que você. Ou
muito mais jovem que você. Não parava em emprego algum e sua coleção de ex era
preocupante. Que saudade da pessoa errada.
Nunca acertou um único presente ─ mas lembrava de todas as datas. Depois de uma
hora e meia ao telefone, queria falar um pouco mais e ficava triste se você sugeria que
desligassem. Como amava você a pessoa errada.
Não conhecia nenhum de seus amigos. Nem você os dela. Fumava demais. Ou bebia
demais. Ou ambos. Mas nunca teve passagem pela polícia. A fissura por previsões
astrológicas era meio exagerada, e já estava na hora de aprender a arrumar a bagunça
que era seu apartamento, mas nunca deixou de sair do banho perfumada. E molhando
o chão do quarto, claro. Era a incorreção mais bem-vinda para aquele seu momento de
entressafra, não era?
Até que surgiu a pessoa certa. Toda a família comemorou e os amigos respiraram
aliviados: agora sim, você tinha alguém a sua altura, agora sim, você não precisaria
mais passar por altos e baixos, agora sim, nunca mais um barraco, nenhuma surpresa.
Agora sim, um casal padrão.
Quase posso ver você, daqui a uns meses, usando uma camiseta que diz: “Enquanto
não surge a pessoa errada, vou me entediando com as certinhas”.
(Adaptado de http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/martha-medeiros-pessoa-
certa/)
Responda
1) A autora do texto Martha Medeiros acredita que:
a) sempre existe a pessoa certa sem defeitos para começar um namoro.
b) existe uma pessoa certa para cada pessoa.
c) é possível namorar alguém sem brigar.
d) a pessoa certa é apenas uma idealização.
e) a pessoa errada jamais brigará com você.

2) A autora escreve sobre a pessoa que é supostamente concebida mentalmente pela


imaginação, e outra pessoa que realmente existe na vida real em outro momento do
texto. Marque os trechos que representam a pessoa certa de acordo com a autora:
I – Por que a gente insiste em acreditar em lendas? (linha 5)
II – Essa entidade abstrata ─ a pessoa certa ─ é aquela que vai entender todas as suas
manias (…) (linha 6-7)
III – Não parava em emprego algum e sua coleção de ex era preocupante (…) (linha
17-18)
a) I, II e III
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) III.

3) Quando a autora escreve que “A pessoa certa pra você é a errada”, significa, no
presente contexto, que:
a) nos envolvemos com pessoas diferentes daquelas que imaginamos.
b) a pessoa certa aparecerá em sua vida a qualquer momento.
c) a pessoa errada tem mais defeitos do que você.
d) todo namoro não começa bem.
e) devemos nos envolver com pessoas imperfeitas como nós.

4) A partir da leitura do último parágrafo do texto, pode-se concluir que:


a) a frase da camiseta estimula a ficar coma pessoa certa.
b) namorar pessoas certas nos alegram.
c) namorar pessoas erradas nos entediam.
d) a pessoa que usa a camiseta namora a pessoa errada.
e) a frase de camiseta estimula a pessoa a ficar com a pessoa errada.

1. Analise as frases seguintes e identifique as que também são orações:

a) Parabéns por tudo.


b) Que comportamento agressivo!
c) Será que ele vem hoje?
d) Eu quero!
e) Agora, por favor!
f) Nem pense nisso.

c) Será que ele vem hoje?


d) Eu quero!
f) Nem pense nisso.

2. Indique por quantas orações são formados os seguintes períodos:


a) Eu li e reli, mas mesmo assim não entendi.
b) Na semana passada fomos ver o filme do Batman.
c) A professora pediu atenção e os alunos ouviram em silêncio.
d) A minha vizinha me emprestou esse livro.
e) Desejo que você concretize todos os seus desejos e seja feliz para sempre.

1. Leia a tirinha a seguir:

a) Copie dois advérbios que aparecem na tirinha e classifique-os de acordo com o seu valor semântico.
b) Reescreva a fala da Mônica acrescentando um advérbio de intensidade.

2. Relacione as colunas de acordo com a classificação dos advérbios e locuções adverbiais em destaque.
(A) Tempo ( ) O garoto atendeu o cliente educadamente.
(B) Modo ( ) Ontem meu primo viajou.
(C) Lugar ( ) Meu cachorro estava no meio da rua.
(D) Intensidade ( ) Certamente você será recompensado.
(E) Negação ( ) Talvez não haja aula amanhã.
(F) Afirmação ( ) Não dê importância ao que os outros dizem.
(G) Dúvida ( ) Os alunos estavam bastante interessados na aula de hoje.

3. Reescreva a oração abaixo, acrescentando um advérbio, de acordo com as orientações abaixo:

Gosto de sorvete.
a) Advérbio de negação
b) Advérbio de afirmação
c) Advérbio de intensidade

4. Reescreva a passagem: “Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei...”, substituindo o
advérbio por uma locução adverbial correspondente.

5. Assinale a alternativa em que a palavra BEM seja um advérbio de intensidade:

a) Faça o bem sem olhar a quem.


b) O filme mostra a luta entre o bem e o mal.
c) Dona Diná cozinha bem.
d) A torcida gritava bem alto.

e) “Meu bem, você me dá água na boca...” (Rita Lee)

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