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PASTORAL DOS COROINHAS

PARÓQUIA SANT´ANNA E SÃO JOAQUIM


JOÃO PESSOA - PB
ARQUIDIOCESE DA PARAÍVA

FORMAÇÃO DE
COROINHAS

“Ser Coroinha é Consagrar desde cedo sua Vida a Deus”


INDÍCE

Capítulo I
INTRODUÇÃO

1. Contexto histórico
2. Ministério concedido ao coroinha
3. O que se exige de um coroinha?
4. Há uma veste apropriada para o coroinha?
5. O que o coroinha deve conhecer?
6. Orientações práticas
7. O que é liturgia?
8. O Culto (ou a Missa)
9. A história da liturgia
10. Responsabilidades dos coroinhas

Capítulo II
POSIÇÕES DE ENTRADA DA MISSA

Capítulo III
OBJETOS LITÚRGICOS

Capítulo IV
PARAMENTOS LITÚRGICOS

Capítulo V
CORES LITÚRGICAS

Capítulo VI
GESTOS CORPORAIS

Capítulo VII
SÍMBOLOS LITÚRGICOS

Capítulo VIII
SÍMBOLOS LITÚRGICOS LIGADOS A NATUREZA

Capítulo IX
O ESPAÇO DA CELEBRAÇÃO

Capítulo X
A SANTA MISSA

RITOS INICIAIS
LITURGIA DA PALAVRA
LITURGIA EUCARÍSTICA
ORAÇÃO EUCARÍSTICA
RITOS DA COMUNHÃO
RITOS FINAIS

Capítulo XI
TERMOS LITÚRGICOS
Capítulo XII
ANO LITÚRGICO

ADVENTO
NATAL
QUARESMA
TRÍDUO PASCAL
QUINTA-FEIRA SANTA
SEXTA-FEIRA SANTA
SABADO SANTO
PÁSCOA
TEMPO COMUM
SOLENIDADES

Capítulo XIII
SANTO PADROEIRO DOS COROINHAS

Capítulo XIV
ORAÇÕES QUE O COROINHA DEVE SABER

Capítulo XV
A EUCARISTIA

Capítulo XVI
CONDIÇÕES PARA SE PARTICIPAR DA COMUNHÃO

Capítulo XVII
O MILAGRA EUCARÍSTICO DE LANCIANO

Capítulo XVIII
SACRAMENTAIS

Capítulo XIX
OS 7 SACRAMENTOS DA IGREGA

Capítulo XX
OS 7 Dons do Espírito Santo (Crisma)
Capítulo I
INTRODUÇÃO

1. Contexto histórico

No tempo em que os apóstolos eram ainda vivos, as comunidades cristãs se reuniam nas
próprias casas para celebrarem a Eucaristia. O imperador romano perseguia e matava quem se
declarasse seguidor de Jesus, de modo que as celebrações eram realizadas às escondidas (nas
catacumbas).

No ano de 313, um imperador chamado Constantino, tornou-se cristão e o cristianismo se


expandiu sem perseguições. A partir daí começaram a ser construídas grandes igrejas e as
celebrações foram ganhando nova forma, assim como foram surgindo funções e lugares próprios
para cada um na Igreja.

O coro é um local na igreja onde estão localizados os cantores e instrumentalistas e todos


aqueles que tinham uma participação ativa na celebração: coroinhas/acólitos e sacristão.

Os coroinhas surgiram neste ambiente. Eram chamados de “meninos do coro”, donde vem a
palavra coroinha. Quando se rezavam as vésperas (oração da tarde na Igreja), eles recitavam as
orações e acompanhavam o sacerdote nas funções litúrgicas (cantar, servir o altar...).

Os meninos do coro aproveitavam um pouco do tempo para aprender a ler e escrever com os
padres, porque naquele tempo ainda não havia escolas. Aprendiam também música, para poder
acompanhar os cantos. Quando a missa era rezada em latim, o povo não respondia as orações,
apenas o coroinha é que recitava as respostas.

Com o tempo as funções na liturgia mudaram e o ministério do coroinha também evoluiu e


hoje ele seve o altar, canta acompanha o celebrante, reza, participa...

O que é preciso para ser coroinha:


- Ter vontade de ajudar;
- Ser disponível para Deus e sua comunidade;
- Esforçar-se para ser bom, procurando viver o que Jesus viveu.

O bom coroinha é aquele que exerce o serviço no altar com dedicação e piedade, sendo
conhecedor de tudo que envolve o seu ministério. Mas um bom coroinha é também aquele menino
ou menina que procura dar testemunho de vida em sua casa, na rua, na escola, com os amigos,
enfim em todos os lugares onde se encontra. Por isso, podemos afirmar que o coroinha é chamado a
servir no altar e na vida.

Ser coroinha não é privilégio. É um serviço, um ministério!


Algumas atitudes que são necessárias ao coroinha:
- Espírito de disponibilidade: estar sempre pronto para ajudar.
- Espírito sensível: estar atento as necessidades.
- Espírito de equipe: ninguém constrói nada sozinho, muito menos na Igreja e no Reino de
Deus.
Portanto, no grupo de coroinhas não deve haver competição, mas ajuda mútua,
companheirismo e amizade.
- Espírito de fé: a missa é o momento mais forte da vida da comunidade. É ali que todos
celebram suas vidas, suas lutas pela justiça e a fraternidade. Por isso o/a coroinha não está no altar
fazendo um teatro. Ele/a está ali para ajudar a comunidade a rezar. Assim, deve participar da
celebração com atenção e piedade.

O que significa Coroinha? Coroinha vem de coro (coral). Na época, além de cantarem no
coro, os meninos fora chamados a ajudar também nas celebrações litúrgicas, servindo o altar. Daí o
nome Coroinha.

O que significa acólito? Acólito significa aquele que serve. Lembrando que os coroinhas no altar
não são simplesmente um “enfeite”, mas uma presença marcante pelo serviço de fé e amor.

2. Ministério concedido ao coroinha

Quando Jesus fundou sua Igreja, quis instituir diversos ministérios ou serviços para a
comunidade. Na Igreja, todos recebem uma vocação, um chamado. Alguns são chamados a servir
como coroinhas.

O diretório para a Missa com Crianças tem a preocupação de formar as crianças para que
celebrem a Eucaristia com alegria e desembaraço, sugerindo que se procure fazer com que elas
sejam atuantes, ativas, conferindo-lhes diversos ofícios e tarefas. Dessa forma os coroinhas têm a
oportunidade de iniciar e realizar sua caminhada de Igreja, ao encontro do Senhor. A eles
possibilita-se que aceitem essa tarefa, importante para a comunidade. O coroinha não é um enfeite,
mas alguém que, servindo o altar, está fazendo crescer a comunidade.

Juntos, os coroinhas formam um grupo no qual poderão encontrar união, compreensão,


confiança e estima, coisas de que tanto precisam. O pároco deverá, dentro do possível, acompanhar
cada um deles em sua realidade pessoal, tomando o devido cuidado para que não venham a cair no
“oba-oba”, pois ser coroinha exige responsabilidade, para que assumam, todos juntos e cada um em
particular, com amor, este serviço a Cristo e a sua Igreja.

Nos encontros semanais, terão eles a oportunidade de refletir sobre a Palavra de Deus
previamente escolhida.

Tomamos por princípio o que diz a Instrução Geral sobre o Missal Romano – IGMR, 70: “Todas as
funções inferiores às do diácono poderão ser exercidas por leigos do sexo masculino, mesmo que
não tenham sido instituídas para isso (...)”. As prescrições litúrgicas são adaptadas à nossa
realidade, de acordo com os documentos da Igreja.

Quem dirige um grupo de coroinhas deve orientá-los e participar junto com eles, pois o
dirigente, como o líder, está para servir e não para dominar ou impor.

3. O que se exige de um coroinha?

Ao chegar ao templo, o coroinha deve dirigir-se à Capela do Santíssimo Sacramento ou ao


altar em que o sacrário contenha Jesus Sacramentado. Aí, deve fazer uma genuflexão e permanecer
em oração por alguns instantes, numa conversa com Jesus Cristo. Só então ele deve dirigir-se a
sacristia, para iniciar as atividades de arrumação do altar para a celebração.
Do coroinha exige-se piedade, postura, respeito para com os ministérios, respeito para com o
sacerdote, respeito e atenção para com os fiéis da assembleia, respeito para com o templo (desde
cedo ele deve se acostumar a tratar santamente o lugar sagrado).

Há paróquias que possui um corpo de coroinhas bem preparados e se faz ma escala para o
serviço do altar. Noutras, alguns meninos aparecem e ajudam, sem maiores exigências.

Na catequese, surgem sempre alguns meninos que demonstram ao padre seu desejo de ser
coroinha. Compete ao pároco, ou a quem lhe faça às vezes nesta área, escolher aqueles que deverão
preparar-se para o oficio de coroinha.

4. Há uma veste apropriada para o coroinha?

Este aspecto deve ficar sempre a critério do pároco juntamente com o coordenador, isto é, do
padre responsável pela paróquia. Ele pode ser a tradicional batina vermelha com sobrepeliz branca,
uma túnica branca com capuz, uma batina da cor do paramento do padre ou um blusão que tenha o
símbolo litúrgico. O coroinha pode usar sua própria roupa, mas é sempre bom ter uma veste
apropriada para o culto divino.

O código de Direito Canônico fala das vestes usadas pelos acólitos nas celebrações, mas se
refere somente aos acólitos que receberam o ministério. Todavia, opcionalmente, os coroinhas
poderão usar, de acordo com o costume do pároco, uma túnica branca com um cordão branco ou da
cor litúrgica do dia, a tradicional batina vermelha com uma sobrepeliz branca ou então uma roupa
decente.

5. O que o coroinha deve conhecer?

- A santa missa, com todas as suas partes;


- Os lugares na igreja;
- Os livros sagrados;
- Os utensílios utilizados na celebração;
- As vestes litúrgicas (os paramentos).

6. Orientações práticas

Vamos dar-lhe algumas regras práticas que todo(a) coroinha deve procurar observar não por
imposição, mas por amor:
- Ao entrar na igreja, faça uma genuflexão para Jesus que está no sacrário: é um ato de fé na
sua presença;
- Antes de entrar na sacristia, pare e reze um pouquinho;
- Dentro da igreja, caminhe com respeito, sem correr ou brincar;
- Na sacristia, fale baixinho, pois ela também faz parte da igreja;
- Procure não chegar atrasado(a) as cerimônias em que for escalado(a) para participar;
- Vista-se sempre decentemente, sem exageros;
- Antes de fazer seu serviço junto ao altar, lave bem as mãos;
- Fique bastante atento aos objetos que o rodeiam: vasos, estantes, pedestais, arranjos, cabos
de microfone e outros, para evitar acidentes que, certamente, poderão causar constrangimentos,
podendo até tirar a atenção de toda a assembleia;
- No uso de sua veste de coroinha, tome muito cuidado quanto ao comprimento da mesma,
pois, quando muito comprida, poderá “enroscar” em seu calcanhar quando estiver ajoelhado e, ao
levantar-se, poderá provocar-lhe uma queda;
- Tenha uma postura discreta: quando sentado, não cruze as pernas; quando de pé, não cruze
os braços; também nunca masque chicletes ou bala no exercício de suas funções;
- A Santa Missa é algo sagrado. Por isso, não fique rindo ou conversando durante a mesma;
- Ao manusear os objetos litúrgicos, faça-o com bastante atenção: os objetos de vidro, como
as galhetas, podem quebrar ou qualquer acidente ou queda; os objetos de metal, como o cálice, o
cibório etc. podem provocar barulho numa eventual queda e tirar a concentração de toda a
assembleia;
- Manuseie cuidadosamente também os livros, folhetos, etc...
- Faça sempre apenas a sua função;
- Ao terminar as cerimônias, guarde sempre sua roupa de coroinha no lugar apropriado,
procurando não amassá-la; se estiver suja, leve-a para casa para ser lavada e passada ou a entregue
ao responsável pela equipe de coroinhas para providenciar a limpeza;
- Procure não emprestar sua roupa de coroinha a outros jovens; se a pessoa insistir, consulte
antes o padre ou o responsável pelos coroinhas;
- Lembre-se de que a roupa de coroinha não é de sua propriedade, mas você é responsável por
ela: conserve-a, pois, com muito cuidado;
- Antes de começar a missa, verifique se tudo está em ordem: a toalha do altar, que precisa
estar bem limpa; o missal e o lecionário, em seus lugares; as galhetas (jarrinhas de vidro), com
vinho e água; as partículas, em número suficiente para os fiéis; as cadeiras, para o celebrante e para
os coroinhas, que devem estar limpas; as velas do altar, acesas; os folhetos de missa, distribuídos; as
pessoas que farão as leituras, já avisadas; as luzes do altar e da igreja, acesas; e outros detalhes, que
você conhece muito bem;
- Se você prometeu ajudar como coroinha na missa num determinado dia, faça tudo para
cumprir seu dever: É sinal de responsabilidade e maturidade;
- Em geral, as reuniões na igreja para tratar de uma cerimônia especial são feitas com bastante
antecedência; se você for convidado a participar de alguma delas, procure não assumir outros
compromissos para aquele dia e aquela hora e, se realmente for impossível comparecer, mande
avisar ou telefone;
- “Seja fiel no cumprimento de todos os seus deveres. Execute com capricho e amor todas as
tarefas que recebe, embora pareçam insignificantes. Qualquer coisa que esteja fazendo, por menor
que seja, é um passo à frente em seu progresso. Realize suas tarefas todas, como se delas
dependesse – como de fato depende – todo o seu futuro” (Carlos Torres Pastorino, em Minutos de
Sabedoria).
- E, finalmente, nunca se esqueça de que o bom coroinha e a boa coroinha são aqueles que
estão sempre conscientes de dignidade e responsabilidade. Desejamos a você um bom trabalho.
Jesus apreciará sua dedicação ao Reino de Deus!

7. O que é liturgia?

A palavra liturgia vem do grego LEITOURGIA onde LEITON = lugar público e ERGON =
obra. A liturgia é o ato público no qual se expressa o louvor da comunidade, ato composto de gestos
pelos quais buscamos nos aproximar de Deus. A palavra liturgia vem do grego e significa ação do
povo a Deus.

No Antigo Testamento, a palavra liturgia era usada para designar o culto prestado a Deus
pelos Judeus. Porém os primeiros cristãos não tinham o hábito de usar esta palavra, para que não
fossem confundidos com os Hebreus, mas depois esta palavra se tornou comum, e hoje ela é usada
para designar o culto prestado a Deus pela Igreja de Jesus Cristo.
Agora que você já sabe o que significa liturgia, deve saber que um coroinha participa da
liturgia, neste caso participa de um culto.

8. O Culto (ou a Missa)

A Missa é onde ocorre a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas de maneira
incruenta, ou seja, de forma que Jesus não sente dor. É a Atualização da Paixão.

Por ser o mesmo Sacrifício da Cruz as pessoas recebem os mesmos frutos e graças que
recebemos na Cruz há 2000 anos.

Todas as religiões prestam seus cultos, cada religião tem uma forma de cultuar o seu deus,
para nós cristãos a forma de adoração, veneração e de dar graças a Deus é encontrada no culto da
Santa Missa.

Para nós, a liturgia é uma forma de glorificar a Deus e Seu Filho, Jesus Cristo, por meio das
celebrações e orações que fazemos na Igreja.

9. A história da liturgia

No começo da Igreja a liturgia era simples e com espírito bem familiar, onde cada família
fazia a sua fração do pão e ouvia a palavra dos apóstolos. No século IV começaram a escrever o
roteiro e as formas padrões, para darem uma unidade a liturgia cristã. Em meados do século XII, já
estava bastante estruturada a liturgia, com o ano litúrgico, canto oficial (Gregoriano) e lecionários.
Antigamente toda a liturgia era celebrada em um único dia, mas perceberam que isso não era muito
proveitoso, pois nunca se consegui celebrar cada “festa” (Celebração Litúrgica), com a sua direita
atenção, zelo e respeito. Criaram então o Ano Litúrgico. A partir do século XV, com o crescimento
do número de fiéis, começaram a surgir as grandes catedrais e cada vez mais o povo ficava distante
e participava menos. Isso durou até o século XX onde se iniciou o movimento litúrgico que teve seu
auge no Concílio Vaticano II, com a constituição do Sacrossanctum Concilium.

10. Responsabilidades dos coroinhas

1.- Participe das reuniões, missas e demais compromissos assumidos.


2.- Seja pontual. Chegue a tempo para as reuniões e celebrações.
3.- Seja organizado. Esteja sempre limpo, cabelo penteado e presos, calçados e roupas bem
arrumados.
4.-Seja cuidadoso com as coisas da igreja e do altar.
5.-Trate dos paramentos e objetos litúrgicos com respeito como objetos destinados ao culto
divino.
6.-Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado.
7.-Durante os atos litúrgicos evite conversas, risos ou brincadeiras (durante as celebrações
evitar circulações no presbitério).
8.-Cultive o gosto pela oração e leia um trecho da Bíblia cada dia.
9.-Dedique-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor.
10.-Observe o silêncio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração, principalmente
antes de começar o ato litúrgico.
Capítulo II
POSIÇÕES DE ENTRADA DA MISSA

As pessoas e objetos têm uma ordem de entrada: Dos símbolos para as Pessoas, Ordem
hierarquias da Igreja.

a) Turíbulo e naveta (Acólito e Coroinha)


b)Cruz (coroinha)
c)Vela (coroinha)
d)Outros coroinhas
e)Leitores
f)Acólitos (ordenados)
g)Ministros Extraordinários da Eucaristia
h)Seminaristas
i)Diáconos
j)Padre(s)
k)Bispos,Arcebispos e Cardeais
l)Papa

Alguns nomes dados a quem leva:


A Cruz.........................Cruciferário.
As Velas.......................Ceriferários.
O Turíbulo...................Turiférario.
A Naveta......................Naveteiro.
Capítulo III
OBJETOS LITÚRGICOS

AMBULA, CIBÓRIO OU PÍXIDE: É um vaso sagrado parecido com o calice, porém contém
algumas diferenças. Sua copa é mais larga e fechada com uma tampinha acimada de cruzinha.
Como o calice, sua copa deve ser de ouro ou de prata dourada em seu interior. É usado para a
conservação das Sagradas Resarvas Eucarísticas para a ocasião da comunhão dos fieis no santo
sacrificio da missa.

ALFAIAS: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos
litúrgicos.

ALTAR: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.

AMBÃO OU MESA DA PALAVRA: Estante onde é proclamada a palavra de Deus.

ANDOR: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas
procissões.

BACIA E JARRA: A bacia serve para consentrar a água usada pelo sacerdote após ter lavado
suas mãos no rito do lavabo. A jarra contém a água necessária para o rito. Lembra - nos da santidade
e pureza com que se deve oferecer o augusto mistério, segundo exprimem o salmo xxv : " Lavo
minhas mãos em sinal de inocência, para andar em torno de Teu altar ó Senhor." ( Sal XXV - VI )

BÁCULO: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está em lugar do Cristo Pastor.

BATISTÉRIO: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batizados.

BURSA: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.

CÁLICE: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado

CAMDELABRO: Grande castiçal, com várias ramificações, a cada uma das quais
corresponde um foco de luz.

CASTIÇAIS: Suportes para as velas.

CADEIRA DO CELEBRANTE: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de


presidir o culto.

CALDEIRINHA E ASPERSÓRIO: A caldeirinha é um pequeno vaso portatil, usado para se


colocar a água benta para a aspersão. Já o aspersório é uma pequena haste com o qual o sacerdote
aspérge a assembléia ou objetos. Na sagrada liturgia são inseparáveis.

CÍRIO PASCAL: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim)
e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na
Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do
mundo.

COLHERINHA: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no
turíbulo.
CONOPEU: Cortina colocada na frente do sacrário.

CORPORAL: Pano quadrangular que o padre desdobra sobre o altar; sobre ele é colocado o
cálice, a patena e a âmbula para a consagração.

CUSTÓDIA OU LUNETA: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande
dentro do ostensório.

CREDÊNCIA: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.

CRUCIFIXO: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu
Sacrifício Redentor.

CRUZ PROCESSIONAL: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.

CRUZ PEITORAL: Crucifixo dos bispos.

ESTRANTE: Serve para acomodar o Missal; é colocado sobre o Altar para que o sacerdote
acompanhe os ritos das celebrações liturgicas.

EVANGELIÁRIO: É o livro que contém os texto do evangelho para as celebrações


dominicais e para as grandes solenidades.

GALHETAS: Recipientes de vidro onde se coloca a água e o vinho para serem usados na
Celebração Eucarística. Ficam no pratinho.

GENUFLEXÓRIO: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na
hora de ajoelhar-se.

HÓSTIA: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será" sacrificada. A hóstia magna,
maior, é destinada à comunhão do sacerdote. A menor, chamada partícula é destinada a comunhão
dos fiéis.

INCENSO: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as
nossas preces e orações à Deus.

LAMPARINA: É a lâmpada do Santíssimo.

LAVATÓRIO: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o


sacerdote,ministros,coroinhas(Equipe litúrgica) possa lavar as mãos antes e depois da celebração.

LIVROS LITÚRGICOS: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais,
pontifical, gradual, antifonal.

LECIONÁRIOS: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário Semanal, contém as


leituras dos dias de semana, a primeira leitura e o salmo responsorial estão classificados por ano par
e ímpar, o evangelho é sempre o mesmo para os dois anos.Lecionário santoral, contém as leituras
para as celebrações dos santos, nele também constam as leituras para uso na administração de
sacramentos e para diversas circunstâncias. Lecionário dominical contém as leituras do Domingo e
de algumas solenidades e festas.
MANUSTÉRGIO: Toalha com que o sacerdote purifica as mãos, no rito do lavabo, após ter
apresentado e insensado as substâncias liturgicas, pão e vinho, para o santo sacrificio da missa.

MATRACA: Instrumento de madeira firmado por tabuinhas movediças que produz um


barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.

MISSAL: Livro Litúrgico que contém todo o formulário e todas as orações usadas nas
celebrações da missa para todo o ano litúrgico.

NAVETA: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.

OSTENSÓRIO ou CUSTÓDIA: É um objeto de ourivesaria destinado a expor o Santissimo


Sacramento à adoração dos fieis ou para levá-lo em procissão. De grande dimensão e
magnificência; é uma espécie de sol de ouro, cercado de raios em cujo o centro esta em toda Sua
glória e majestade o Santíssimo Senhor Jesus.

PALA: Panosinho sagrado, fixo sobre o papelão, servindo para cobrir o calice durante o santo
sacrifício da missa.

PALIUM: Cobertura com franja, apoiada em quatro varas, que cobre o ministro que leva o
ostensório com a hóstia consagrada.

PATENA: Prato onde são colocadas as hóstias para a consagração.

PRATINHO: Recipiente que sustenta as galhetas.

PRESBITÉRIO: Espaço reservado ao sacerdote e aos ministros do altar , fica ao redor do


altar, geralmente um pouco mais elevado, onde se realizam os sacramentos da santa igreja de Cristo
Deus.

RELICÁRIO: Onde são guardadas as relíquias dos santos.

RITUAIS: É o livro utilizado para orientar os sacerdotes nos rituais de celebração dos
sacramentos (batismo, crisma, penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimônio).

SACRÁRIO OU TABERNÁCULO: È uma espécie de armário, colocado no altar, no qual se


conservam as âmbulas com o Santissimo Corpo de Nosso Deus Sacramentado. Coberto com seu
devido conopéu.

SANGUÍNEO, SANGUINHO OU PURIFICATÓRIO: Pequeno pano de forma retangular


utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.

SANTA RESERVA: Eucaristia guardada no sacrário.

SINETA: Conjunto de sinos em um mesmo objeto, utilizado nas celebrações para marcar
momentos importantes da missa, principalmente aquele correspondente à consagração do pão e do
vinho, que se transformam no corpo e sangue de Jesus.

TECA: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir à


Missa.
TURÍBULO: É um vaso de metal suspenso de correntes delgadas empregadas para se queimar
e oferecer incenso nas celebrações liturgicas.

VÉU DA AMBULA: Capinha de seda branca que cobre a âmbula quando esta contém a hóstia
consagrada. É sinal de respeito para com a Eucaristia.

VÉU DO CÁLICE: Pano utilizado para cobrir o cálice.


Capítulo IV
PARAMENTOS LITÚRGICOS

ALVA: É uma tunica de linho ampla, caindo sobre os calcanhares como a batina e adornada
com bordados mais ou menos ricos. Essa parte do vestuário é simbolo da "inocência".

AMITO: É um pano quadrado, servindo para cobrir o pescoço e os ombros. O amicto é uma
proteção e simboliza o "capacete da salvação".

BATINA OU HÁBITO: Veste talar dos abades, padres e religiosos, cujo uso diário é
aconselhado pelo Vaticano. Alguns sacerdotes fazem o uso do Clerical como meio de identificação,
sendo esta uma peça única de vestuário, ou seja, um colarinho circular que envolve o pescoço
com uma pequena faixa branca central.

CASULA: É a último paramento que o sacerdote usa, por cima de todas as outras. Tem,
geralmente, atrás, uma grande Cruz ou o simbolo IHS. Casula, em latim, significa "pequena casa".
Recorda a túnica inconsútil de Nosso Senhor, tecida, segundo a tradição, por Nossa Senhora. No
Calvário, os soldados não quiseram retalhá-la, mas sortearam-na entre si. Simboliza o "suave
jugo da Lei de Deus" que devemos levar, e que se torna leve para as almas generosas. Ao vesti-la,
o sacerdote reza: "Ó Senhor, que dissestes: ' o meu jugo é suave e o meu fardo é leve' (Mt 11, 30);
fazei que eu possa levar a minha cruz de tal modo que possa merecer a vossa graça".

CAPA OU PLUVIAL: Capa longa, que o sacerdote usa ao dar a bênção do Santíssimo
Sacramento ou ao conduzí-lo nas procissões eucaristicas.

CÍNGULO: É um cordão branco ou da cor dos paramentos, com que o sacerdote se cinge à
cintura. Os antigos o usavam para maior comodidade, a fim de que a alva, comprida, não os
estorvasse nos trabalhos ou nas longas caminhadas. Recorda as cordas com que Jesus foi atado
pelos algozes. Ao cingir-se com o cíngulo, o sacerdote reza: "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da
pureza e extingui em meu coração o fogo da concupiscência, para que floresça em meu coração a
virtude da caridade". É sinal de castidade.

DALMÁTICA:Veste própia do Diácono.É colocada sobre a alva e a estola.

ESTOLA: A estola ( do latim stola, vestuário ). Desde o século IV, tornou-se adorno que se
põe nos ombros, caindo na frente, em duas partes semelhantes. A estola é feita do mesmo tecido da
casula

MITRA: Espécie de chapéu alto com duas pontas na parte superior e duas tiras da mesma tela
que caem sobre os ombros, utilizada pelo bispo.

OPA: Roupa usada pelos ministros extraordinários da eucaristia.

SOLIDÉU: Peça de tela em forma arredondada e côncava que cobre a coroa da cabeça do
bispo.

TÚNICA: O mesmo que alva, com uma diferença, tem o colar mais apertado, conforme o
pescoço do ministro.
VÉU UMERAL OU VÉU DE OMBRO: Manto retangular, de cor dourada, usado pelo
sacerdote na bênção solene do Santíssimo Sacramento. Usada sobre a capa.
Capítulo V
CORES LITÚRGICAS

BRANCO : É a cor da ressurreição, da alegria do tempo Pascal e do nascimento, das festas


do Senhor, de Maria e dos Santos não martirizados.

VERMELHO : É a cor da Paixão da Sexta-Feira Santa, do fogo do amor de Pentecostes, das


festas dos Mártires...que “alvejaram as vestes no sangue do cordeiro”(Ap.7,14).

VERDE : Usa-se no Tempo Comum. Com o verde, caminhamos na esperança de nossa plena
comunhão com Deus.

ROXO : Simboliza a penitência. Usa-se no Tempo do Advento, da Quaresma e em funerais.


No Advento: convoca a preparação da vinda do senhor, na Quaresma: mudança de vida e nos
funerais: nos faz pensar na fragilidade da vida (Exéquias).

ROSA : Simboliza também a alegria. Pode ser usado no 3º Domingo do Advento, chamado
"Guaudetie", e no 4º Domingo da Quaresma, chamado aqui "Laetairae", ambos domingos da
alegria.

PRETO :Sinal de luto e tristeza é pouco usado nas liturgias; é mais usado quando pessoas
importantes da igreja morrem, como PAPA, Cardeais, ETC.

AZUL:Usa-se ou não na Solenidade da Imaculada Conceição; representa o manto azul de


Nossa Senhora. Ainda não é usado por muitos padres. (Aqui vale lembrar que o azul é usado como
cor devocional e não obrigatoriamente como cor litúrgica – exceto na Espanha que é
obrigatoriamente cor litúrgica mariana.)
Capítulo VI
GESTOS CORPORAIS

AS MÃOS JUNTAS: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé súplica, confiança e


entrega da vida.

SENTADOS: Durante o tempo que se permanece sentado as mãos dos acólitos devem estar
sempre sobre o colo e com o tronco bem reto. Esta posição simboliza escuta, diálogo, de quem
medita e reflete. Na liturgia, esta posição cabe principalmente ao se ouvir as leituras (salvo a leitura
do Evangelho), na hora da homilia e quando a pessoa está concentrada, meditando.

A VÊNIA: É uma inclinação. Feita sempre diante do sacrário e de autoridades eclesiásticas. É


uma demonstração de respeito, reverência. Faz-se a vênia também durante alguns momentos da
celebração da Santa Missa quando se é proclamado o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, da
Virgem Maria, do Espírito Santo ou da Santíssima Trindade e após a Proclamação do Evangelho,
quando se é erguida a Palavra.

A GENUFLEXÃO: Faz-se dobrando o joelho direito até o solo. Significa adoração. Feita
sempre diante do Santíssimo Sacramento. Deve ser feita também ao entrar na igreja.

PROSTAÇÃO: Significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de indignidade,


humildade, e também de súplica. Gesto previsto na Sexta-feira santa, no início da celebração da
Paixão. Também os que vão ser ordenados diáconos e presbíteros se prostram.

DE JOELHOS: De início, o cristão ajoelhava-se somente nas orações particulares. Depois


toda a comunidade passou a ajoelhar-se em tempo de penitência. Agora essa posição é comum
diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho. Significa adoração a
Deus.

DE PÉ: É a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de quem está pronto para obedecer, pronto
para partir. Demonstra prontidão para por em prática os ensinamentos de Jesus.

BATER NO PEITO: é expressão de dor e arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na
oração Confesso a Deus todo poderoso...

SILÊNCIO: atitude indispensável nas celebrações litúrgicas. Indica respeito, atenção,


meditação, desejo de ouvir e aprofundar a palavra de Deus. Na celebração eucarística, se prevê um
instante de silêncio no ato penitencial e após o convite à oração inicial, após uma leitura ou após a
homilia. Depois da comunhão, todos são convidados a observar o silêncio sagrado.

CAMINHAR EM PROCISSÃO: é atitude de quem não tem moradia fixa neste mundo, não se
acomoda, mas se sente peregrino e caminha na direção dos irmãos e irmãs, principalmente mais
empobrecidos e marginalizados. Existem algumas procissões que se realizam fora da Igreja, por
exemplo, na solenidade de Corpus Christi e no Domingo de Ramos, na festa do padroeiro e outras
pequenas procissões que se fazem no interior da igreja: a procissão de entrada, a das ofertas e a da
comunhão. A procissão do Evangelho é muito significativa e se usa geralmente nas celebrações
mais solenes.
Capítulo VII
SÍMBOLOS LITÚRGICOS

ALFA E ÔMEGA:(A W ) Primeira e última letra do alfabeto grego. No Cristianismo aplicam-


se a Cristo, princípio e fim de todas as coisas.

IHS: Iniciais das palavras latinas Iesus Hominum Salvator, que significam: Jesus Salvador dos
homens. Empregam-se sempre em paramentos litúrgicos, em portas de sacrário e nas hóstias. No
Final da Idade média, IHS se converteu em um símbolo, assim como o chi-rho durante o período
constantino. IHS se converteu em característica iconográfica adaptada por São Vicente Ferrer e por
São Bernardino de Siena, Santo missionário, que ao final de seus sermões acostumava exibir
devotamente este monograma em sua audiência.

INRI: São as iniciais das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudaerum, que querem dizer:
Jesus Nazareno Rei dos Judeus, mandadas colocar por Pilatos na crucifixão de Jesus.

TRIANGULO: Com seus três ângulos iguais (equilátero), o triângulo simboliza a Santíssima
Trindade. É um símbolo não muito conhecido.

XP: Estas letras, do alfabeto grego, correspondem em português a C e R. Unidas, formam as


iniciais da palavra CRISTÓS (Cristo). Esta significação simbólica é, porém, ignorada por muitos.

Pax: Pax é o termo em latim para “paz” que está muitas vezes associado com a história do
Natal.

IX: Este é um monograma antigo, raramente visto nas igrejas de hoje. Ele é formado por duas
letras gregas. A letra “I”, primeira letra do nome Jesus (IHCOYC), e o “X”, a primeira letra no
nome Cristo (XPICTOC).

Ecce Agnus Dei: Expressão em língua latina que significa “eis o Cordeiro de Deus”. Esta
frase foi dita por João Batista ao avistar a Jesus enquanto estava batizando do outro lado do Jordão.
Ela é usada para marcar a Epifania, ou seja, a manifestação de Jesus como o Messias. Jo 1.29-31
Capítulo VIII
SÍMBOLOS LITÚRGICOS LIGADOS A NATUREZA

A ÁGUA: A água simboliza a vida (remete-nos sobretudo ao nosso batismo, onde renascemos
para uma vida nova). Pode simbolizar também a morte (enquanto por ela morremos para o pecado).
Ela supõe e cria o banho lustral, de purificação, como nos ritos do Batismo, do "lavabo" e do
"asperges", este em sentido duplo: na missa, como rito penitencial, e na Vigília do Sábado Santo,
como memória pascal de nosso Batismo.

O FOGO: O fogo ora queima, ora aquece, ora brilha, ora purifica. Está presente na liturgia da
Vigília Pascal do Sábado Santo e nas incensações, como as brasas nos turíbulos. O fogo pode
multiplicar-se indefinidamente. Daí, sua forte expressão simbólica. É símbolo sobretudo da ação do
Espírito Santo e do próprio Deus, como fogo devorador.

A LUZ: A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano natural é necessária à vida,
como a luz do sol. Ela mostra o caminho ao peregrino errante. A luz produz harmonia e projeta a
paz. Como o fogo, pode multiplicar-se indefinidamente. Uma pequenina chama pode estender-se a
um número infinito de chamas e destruir, assim, a mais espessa nuvem de trevas. É o símbolo mais
expressivo do Cristo Vivo, como no Círio Pascal. A luz e, pois, a expressão mais viva da
ressurreição.

O PÃO E O VINHO: Símbolos do alimento humano. Trigo moído e uva espremida, sinais do
sacrifício da natureza, em favor dos homens. Elementos tomados por Cristo para significarem o seu
próprio sacrifício redentor.

O ÓLEO: Temos na liturgia os óleos dos Catecúmenos, do Crisma e dos Enfermos, usados
liturgicamente nos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Nos três
sacramentos, trata-se do gesto litúrgico da unção. Aqui vemos que o objeto além de ele próprio ser
um símbolo, faz nascer uma ação, isto é, o gesto simbólico de ungir. A unção com o óleo atravessa
toda a história do Antigo Testamento, na consagração de reis, profetas e sacerdotes, e culmina no
Novo Testamento, com a unção misteriosa de Cristo, o verdadeiro Ungido de Deus (Cf. Is 61,1; Lc
4,18). A palavra Cristo significa, pois, ungido. No caso, o Ungido, por excelência.

AS CINZAS: As cinzas, principalmente na celebração da Quarta-Feira de Cinzas, são para


nós sinal de penitência, de humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal. Mas estas
mesmas cinzas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal. Não nos esqueçamos de que elas são
fruto das palmas do Domingo de Ramos do ano anterior, geralmente queimada na Quaresma, para o
rito quaresmal das cinzas.
Capítulo IX
O ESPAÇO DA CELEBRAÇÃO

ALTAR: mesa fixa ou móvel destinada á celebração eucarística.

AMBÃO OU MESA DA PALAVRA: estante de onde proclama a palavra de Deus.

PIA BATISMAL: lugar reservado para a celebração do batismo.

CREDÊNCIA: mesinha onde se colocam os objetos litúrgicos que serão utilizados na


celebração.

NAVE DA IGREJA: espaço reservado para os fiéis.

PRESBITÉRIO: espaço ao redor do altar, geralmente um pouco elevado, onde se realizam os


ritos sagrados.

SACRISTIA: sala anexa á igreja onde se guardam as vestes dos ministros e os objetos
destinados às celebrações; também o lugar onde os ministros se paramentam.
Capítulo X
A SANTA MISSA

Na Missa ou Ceia do Senhor, o povo de Deus é convocado e reunido, sob a presidência do


sacerdote que representa a pessoa de Cristo, para celebrar a memória do Senhor ou sacrifício
eucarístico. Por isso, a esta reunião local da santa Igreja aplica-se, de modo eminente, a promessa de
Cristo: "Onde dois ou três estão reunidos no meu nome, eu estou no meio deles" (Mt 18, 20). Pois,
na celebração da Missa, em que se perpetua o sacrifício da cruz, Cristo está realmente presente tanto
na assembléia reunida em seu nome, como na pessoa do ministro, na sua palavra, e também, de
modo substancial e permanente, sob as espécies eucarísticas.

RITOS INICIAIS

PROCIÇÃO E CANTO DE ENTRADA: O canto deve expressar a alegria de quem vai


participar da Eucaristia. De preferência se faz à procissão pelo corredor central da igreja. Os
coroinhas vão à frente do presidente da celebração. Quando se utiliza o insenso o padre insensa o
altar.

SAUDAÇÃO: O presidente da celebração começa fazendo o sinal-da-cruz, pronunciando (ou


cantando) as palavras Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Significa que todos estão ali
reunidos em nome da Santíssima Trindade.

ATO PENITENCIAL: Os membros da assembléia, pelo ato penitencial, expressam sua


franqueza, fazem um ato de humildade e invocam o perdão e a ajuda de Deus, a fim de poder ouvir
com maior proveito sua Palavra e comungar mais dignamente o Corpo e Sangue de Cristo. Durante
o ato penitencial pode haver aspersão em recordação do batismo.

GLÓRIA: O Glória é um hino antiqüíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no


Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro. É um cântico transbordante de alegria,
confiança, humildade, e que dá ao inicio da Eucaristia um tom de festividade: o olhar da
comunidade está posto na glória de Deus. Por isso, para ser cantado deve-se respeitar seu conteúdo
original, ou seja, o aspecto trinitário. É cantado ou recitado em todas as celebrações exceto no
tempo do Advento e da Quaresma.

ORAÇÃO DO DIA: O sacerdote diz a oração que se costuma chamar "coleta", pela qual se
exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a
Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo e por uma conclusão trinitária, “Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

LITURGIA DA PALAVRA

AS LEITURAS: As leituras previstas para a celebração dominical são três, mais o salmo
responsorial. A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da Liturgia da Palavra, por isso
sua proclamação é cercada de gestos de apreço, como a aclamação, e nas celebrações solenes, a
procissão com o evangeliário, o uso de tochas e o incenso. A primeira leitura é uma passagem tirada
do Antigo Testamento, o salmo responsorial é um canto que nos ajuda a entender melhor a
mensagem da primeira leitura, já a segunda leitura é uma passagem tirada do Novo Testamento, de
uma das cartas (epístolas) dos Apóstolos. Nas celebrações semanais acontecem apenas duas leituras
mais o salmo responsorial.
A HOMILIA: A homilia é uma parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo
indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das
leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto do Ordinário, levando em conta tanto o mistério
celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes.

PROFISSÃO DE FÉ (CREDO): É a adesão dos fieis à Palavra de Deus ouvida nas leituras e
na homilia. O Creio é um conjunto estruturado de artigos de fé, uma espécie de resumo da fé crista.
Existem dois textos: um mais longo chamado niceno-constatinonopolitano, porque foi fruto dos
concílios de Nicéia e Constantinopla. O outro, mais breve e mais utilizado de redação simples e
popular, é conhecido como Símbolo dos Apóstolos. Assim, nós recordamos e professamos os
grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.

ORAÇÃO DOS FIÉIS (OU ORAÇÃO UNIVERSAL): Assim é chamada por incluir os
grandes temas da oração cristã de pedido: pelas necessidades da igreja, pelos governantes, pela
salvação do mundo, pelos oprimidos e pela comunidade local.

LITURGIA EUCARÍSTICA

APRESENTAÇÃO E PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS: Os dons apresentados, pão, vinho


e água são: “frutos da terra e do trabalho humano”, que vão se tornar o corpo e o sangue de Cristo.
Desde os primeiros tempos da Igreja se costumava misturar um pouco de água com o vinho.
Simboliza a incorporação (união) da humanidade a Jesus. Nesse momento, a assembléia
normalmente realiza a coleta do dinheiro e outros donativos e os leva em procissão até o altar,
juntamente com o pão e o vinho. Esse gesto deve ser a expressão sincera de comunhão e
solidariedade das pessoas que põem em comum o que possuem para partilhar, conforme a
necessidade dos irmãos e para atender as necessidades da própria comunidade. O presidente da
celebração, após a apresentação das oferendas e incensação, quando houver, lava as mãos. A esse
rito dá-se o nome de lavabo e tem finalidade simbólica. Exprime, para o sacerdote, o desejo de estar
totalmente purificado antes de iniciar a oração eucarística, que é o ponto culminante de toda a
celebração.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS: Depositadas as oferendas sobre o altar e terminados os


ritos que as acompanham, conclui-se a preparação dos dons e prepara-se a Oração Eucarística com a
oração sobre as oferendas.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA

PREFÁCIO: É um canto de agradecimento e louvor a Deus por toda a obra da salvação ou por
um de seus aspectos. Conclui-se com o canto do Santo.

INVOCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO (EPICLESE): O padre estende as mãos sobre os dons


e pede ao Pai que santifique as ofertas “derramando sobre elas o vosso Espírito a fim de que tornem
para nós o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso” (Oração Eucarística II).

NARRATIVA DA INSTITUIÇÃO: O padre repete as palavras que Jesus pronunciou na última


ceia, ao instituir a Eucaristia, ao oferecer o seu Corpo e Sangue sob as espécies de pão e vinho, e
entregá-los aos apóstolos como comida e bebida dando-lhes a ordem de perpetuar este mistério.
OFERECIMENTO DA IGREJA E INOVAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO: a Igreja oferece ao
Pai, em ação de graças “o pão da vida e o cálice da salvação” (Oração Eucarística II) e pede que
“sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito”
(Oração Eucarística III).

INTERCESSÕES: Por meio delas se exprimem que a Eucaristia é celebrada em comunhão


com toda a Igreja, tanto celeste como a terrestre, os santos, a Virgem Maria, os apóstolos e mártires,
o papa, o bispo diocesano, e os demais bispos, ministros e todo o povo de Deus e, se recordam os
irmãos e irmãs falecidos.

DOXOLOGIA: O sacerdote eleva o pão e o vinho consagrados, corpo e o sangue do Senhor,


por quem sobe ao Pai, na unidade do Espírito Santo, o louvor de toda a humanidade, enquanto
pronuncia as palavras Por Cristo, com Cristo e em Cristo...

RITOS DA COMUNHÃO

PAI-NOSSO: É uma oração de passagem para a comunhão. Ensinada por Jesus, esta oração
resume os anseios mais profundos do ser humano, tanto em sua dimensão espiritual, quanto
material.

GESTO DA PAZ: Segue-se o rito da paz no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si
mesma e para toda a família humana e os fiéis se exprimem à comunhão eclesial e a mútua
caridade, antes de comungar do Sacramento. Mediante um aperto de mão ou abraço, expressamos
nosso desejo da comunhão com os irmãos e irmãs e ao mesmo tempo incluímos um compromisso
de lutar pela paz e a unidade no mundo inteiro.

FRAÇÃO DO PÃO: O sacerdote, reproduzindo a ação de Cristo na última ceia, partiu o pão
em vários pedaços. Este gesto significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida, que é
o Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo (1Cor 10, 17). Durante
a fração do pão, a assembléia canta ou recita Cordeiro de Deus. Ao partir o pão, o sacerdote coloca
um pedacinho no cálice para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da
salvação, ou seja, do Corpo vivente e glorioso de Cristo Jesus.

COMUNHÃO: É o momento em que cada membro da assembléia estabelece intima união


com Jesus. Alimenta-se do corpo e do sangue do Senhor. Após a comunhão há um instante de
silêncio, a fim de que cada comungante se entretenha no diálogo com Jesus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Nela o sacerdote implora os frutos da celebração


eucarística e o povo confirma, respondendo amém.

RITOS FINAIS

AVISOS: São importantes para alimentar a vida da comunidade. Se houver homenagens como
aniversários, matrimoniais, festividades entre outros acontecem nesse momento.

BENÇÃO: saudação e bênção do sacerdote, que em certos dias e ocasiões é enriquecida e


expressa pela oração sobre o povo, ou por outra fórmula mais solene.
Capítulo XI
TERMOS LITÚRGICOS

ALELUIA: Palavra hebraica - Louvai o Senhor. É uma expressão de alegria que se usa
principalmente na aclamação ao Evangelho: abundantemente no tempo pascal. Não se usa no tempo
da quaresma.

AMÉM: Palavra hebraica que alguns traduzem por assim seja. O Apocalipse (3.14) chama
Jesus de o Amém, e a II Carta aos Coríntios (1.20) afirma que é em Jesus que dizemos Amém.
Santo Agostinho diz que o nosso Amém é a nossa assinatura, o nosso compromisso.

ANTÍFONA: Texto curto antes e depois de cada salmo da Liturgia das Horas, que exprime
sua idéia principal.

CÂNON DA MISSA: Oração eucarística da missa.

CATECUMENATO: Tempo de iniciação á vida cristã e preparação para o batismo.

CONCELEBRAÇÃO: Celebração simultânea demais de um sacerdote á mesma missa.

CRUCIFERÁRIO: Aquele responsável por vela a Cruz nas procissões.

DOXOLOGIA: Fórmula de louvor que geralmente se usa em honra a Santíssima Trindade. Na


liturgia recebem o nome doxologia o “Glória ao Pai...”, “Glória a Deus nas alturas” e o “Por Cristo,
com Cristo em Cristo...”, no final da oração eucarística.

EPICLESE: Oração da missa com a qual se invoca a descida do Espírito Santo, antes da
consagração, santifique as oferendas e após a consagração.

EPÍSTOLA: Na antiguidade, comunicação escrita de qualquer tipo. O Novo Testamento


contém vinte e uma epístolas ou cartas. As epístolas normalmente tratam de temas gerais e são
dirigidas não a uma pessoa em particular, mas ao público em geral.

EXÉQUIAS: Ritos em favor dos fieis falecidos.

HOSANA: Palavra de origem hebraica que significa salva-nos! Foi proclamada pelas
multidões que foram ao encontro de Jesus em sua entrada solene a Jerusalém, pra indicar sua rela
dignidade messiânica (cf. Mateus 21.9). Esta palavra aparece após o prefácio, na aclamação: Santo,
Santo, Santo...

KYRIE ELEISON: Expressão grega que significa Senhor, piedade, é uma invocação antiga
mediante a qual os fiéis imploram a misericórdia do Senhor.

LAVABO: Ato de lavar as mãos.Na missa,olavabo se dá após a apresentação das ofertas.Além


dísso, o lavado ocorre quando o sacerdote tem necessidade de lavar as mãos,por ocasião do lava-
pés,imposição das cinzas,unção das mãos do neo-sacerdote.

MEMENTO: Parte da oração eucarística em que se recordam os vivos e os falecidos.

OITAVA: Solenidade de Natal e Páscoa,que se celebram por 8 dias.


RUBRICAS: Regras ou explcações em vermelho - rubro significa vermelho - para o reto
desenrolar das ações litúrgicas.

SACRAMENTÁRIO: Livro que engloba os diversos Rituais dos Sacramentos.

VIÁTICO: Comunhão que se leva aos que se encontram gravemente enfermos.


Capítulo XII
ANO LITÚRGICO

O Ano Litúrgico é o “Calendário religioso”. É a celebração da vida de Jesus Cristo ao longo


de um ano. Não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia
31 de dezembro. O Ano Litúrgico começa e termina quatro semanas antes do Natal. Tem como base
as fases da lua. Compõe-se de dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa. São como dois polos em
torno dos quais gira todo o Ano Litúrgico.
Pode ser dividido de duas formas:
POR CICLOS: Que é o período que acontecem fatos importantes a partir de um
acontecimento. O ciclo do Natal, formado por: Natal, Sagrada Família, festa da Mãe de Deus,
Epifania e Batismo. O ciclo da Páscoa, formado por: Quaresma, Semana Santa, Tríduo Pascal,
Páscoa, Domingos da Páscoa (ascensão) e Pentecostes.
POR TEMPOS: Tempo do Advento (quatro domingos antes do Natal), Tempo do Natal (até o
Batismo do Senhor), Tempo da Quaresma (cinco domingos mais Semana Santa), Tempo da Páscoa
(da Páscoa até Pentecostes) e Tempo Comum (34 domingos assim distribuídos: da festa do Batismo
do Senhor até o início de Pentecostes; de Pentecostes até o 34º Domingo do Tempo Comum).

ADVENTO: O período do Advento abre o ano litúrgico. Advento significa vinda, chegada. É
o tempo em que se espera o nascimento de Jesus, a vinda de Cristo. Tem início no fim de novembro
ou começo de dezembro. Os quatro domingos que antecedem o Natal chamam-se domingos do
Advento. O tempo do Advento não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação
para receber Jesus. Costuma-se fazer a coroa do Advento (quatro velas dispostas numa coroa de
folhas natural, que devem ser acesas uma a uma, nos quatro domingos). É durante o Advento, no dia
8 de dezembro celebra a festa de Nossa Senhora, a Imaculada Conceição.

NATAL: O tempo litúrgico do Natal inicia-se dia 24 de dezembro e termina com a festa do
Batismo do Senhor. Neste período, celebram-se duas grandes solenidades: o Natal e a Epifania. E
ainda duas festas muito importantes: Sagrada Família e Santa Maria Mãe de Deus. No Natal (25 de
dezembro) comemora-se a vinda do Filho de Deus ao mundo, Jesus Cristo, para a salvação dos
seres humanos. O Natal é um tempo de grande alegria para a Igreja e para todos os cristãos.

QUARESMA: É um tempo muito especial para todos os cristãos. É um tempo de renovação


espiritual, de arrependimento, de penitência, de perdão, de muita oração e principalmente da
fraternidade. Por isso, no Brasil, desde 1964, durante a Quaresma, a Igreja convida os cristãos a
viverem a Campanha da Fraternidade, que cada ano apresenta um tema especifico. Não se diz
"Aleluia", nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se
canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor. Com o Domingo de
Ramos inicia-se a Semana Santa.

TRÍDUO PASCAL: As celebrações mais importantes de todo ano litúrgico são as do Tríduo
Pascal. Inicia-se na Quinta-feira Santa e termina no Sábado Santo, com a Vigília Pascal.

QUINTA-FEIRA SANTA: Na tarde desse dia, comemora-se a último dia de Jesus, ocasião em
que ele tomou o pão e o vinho, abençoou-os e deu-os aos seus discípulos, dizendo tratar-se de seu
corpo e de seu sangue: assim ele instituiu o sacramento da Eucaristia, estabelecendo com o povo
uma Nova Aliança, por meio do seu sacrifício. Foi também durante a última ceia que Jesus lavou os
pés dos discípulos, demonstrando humildade, serviço e amor ao próximo.
SEXTA-FEIRA SANTA: Nesse dia a Igreja relembra a Paixão e Morte de Jesus Cristo, numa
celebração muito especial á tarde, pois foi por volta das 15 horas que Jesus morreu. Na Sexta-feira
Santa não há missas apenas celebração da palavra.

SABADO SANTO: Este é um dia de recolhimento, reflexão e muito silêncio: é o dia em que
Jesus permaneceu em seu sepulcro. Na noite do Sábado Santo, renova-se a memória do
acontecimento mais importante de nossa fé cristã: a Ressurreição. Há então, em todas as igrejas,
uma celebração muito significativa, a mais importante de toda a liturgia, que é a Vigília Pascal.

PÁSCOA: Em hebraico, que é a língua que foram escritas as primeiras versões Bíblia, Páscoa
significa “passagem”, rememorando a passagem de Moisés, com todo o povo hebreu, ao retirar do
Egito e libertar-se da escravidão. Também Jesus, ao ressuscitar, “passou” da morte para a vida, da
escuridão para á luz. E nós, na Páscoa, somos convidados a realizar essa mesma passagem, isto é, a
ressuscitar com Jesus para o amor e a serviço ao próximo. A Páscoa é um longo período litúrgico:
além da oitava da Páscoa, prolonga-se por mais seis domingos. O tempo pascal termina com duas
importantes solenidades a festa da Ascensão de Jesus ao céu e a festa de Pentecostes que relembra a
decida do Espírito Santo sobre os apóstolos.

TEMPO COMUM: A vida de Jesus foi cheia de acontecimentos, é claro que houve momentos
muito especiais, mas houve também muitos episódios na vida de Jesus que a Igreja faz questão de
recordar. E isso é feito durante o Tempo Comum. O Tempo Comum abrange quase todo o ano
inteiro. São 34 domingos, divididos em duas partes a primeira compreende de seis a nove
domingos, iniciando-se depois do Tempo do Natal e terminando na Quaresma e o segundo começa
após o Tempo Pascal e vai até o fim de novembro, mais precisamente até a festa de Cristo Rei, que
encerra também o ano litúrgico. A segunda parte do Tempo Comum abre-se com a solenidade da
Santíssima Trindade. E, poucos dias depois, há a festa de Corpus Christi. O Tempo Comum, ao
longo de todos seus domingos, mostra-nos a própria vida de Cristo, com seus ensinamentos, seus
milagres, suas orações. Com Jesus e seus exemplos, aprendemos a viver na verdadeira vida cristã,
uma vida a serviço, respeito e amor e a todas as coisas criadas por Deus. Cada um desses domingos
é um novo encontro com Jesus, que nos leva cada vez mais para perto do Pai.

SOLENIDADES: Durante o ano, a Igreja não comemora apenas festas litúrgicas. Há muitas
outras datas celebradas para louvar o Senhor, para homenagear a Virgem Maria, para venerar os
santos, agradecendo a Deus por suas virtudes. Dentre essa celebrações, as mais importantes são as
solenidades, como por exemplo, a do Sagrado Coração de Jesus, a Anunciação do Senhor, a
Assunção de Maria, Todos os Santos, São José, São Pedro e São Paulo e outras. Há também as
chamadas festas, como por exemplo, a dos arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel, a natividade de Nossa
Senhora, a Conversão de São Paulo e outras. E, finalmente, a Igreja celebra também a memória, isto
é, lembrança de alguns santos que se distinguiram por sua vida e seu exemplo, como São Francisco,
nosso padroeiro.
Capítulo XIII
SANTO PADROEIRO DOS COROINHAS

SÃO TARCÍSIO
Viveu por volta do ano de 258 da era cristã, Tarcísio era acólito, acompanhando o próprio
Papa na celebração Eucarística. Durante a terrível perseguição de Valeriano, muitos cristãos foram
presos e condenados à morte. Nas tristes prisões, os cristãos desejavam ardentemente poder
fortalecer-se com Cristo Eucarístico. Às vésperas de numerosas execuções de mártires, o Papa Sixto
II não sabia como levar o Pão dos Fortes àquelas heróicas testemunhas de Cristo que estavam na
cadeia. Foi então que Tarcísio, com cerca de 12 anos de idade, se ofereceu dizendo-se pronto para
essa piedosa tarefa, Tarcísio afirmou que se sentia forte, disposto antes a morrer que a entregar as
Sagradas Hóstias aos pagãos. Comovido por essa coragem, entregou numa caixinha de prata as
Hóstias que deviam ser distribuídas como viático aos próximos mártires. Tarcísio passando pela Via
Apia, foi notado por alguns rapazes pela sua estranha compostura e começaram a fazer perguntas do
que levava. Ele, porém, julgando ser coisa indigna de entregar, negou-se terminantemente a fazê-lo.
Foi então por eles torturado, batido e apedrejado. Após sua morte, revistaram-lhe o corpo e nem a
caixinha nem o Sacramento de Cristo foram encontrados. Seu corpo foi recolhido por um soldado
ocultamente cristão que o levou ás catacumbas, onde recebeu honorífica sepultura. Tarcisio foi
declarado padroeiro dos Coroinhas, porque servem ao Altar e como exemplo de São Tarcisio,
guardam a Sagrada Eucaristia com sua própria vida.
Capítulo XIV
ORAÇÕES QUE O COROINHA DEVE SABER

SINAL DA CRUZ:
Pelo sinal da santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

*PAI-NOSSO:
Pai que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha o vosso Reino, seja feita a vossa
vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai as nossas
ofensas assim na terra como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não n os deixeis cai em
tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

*AVE-MARIA:
Ave Maria, cheia de graça o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, bendito é
o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora
de nossa morte. Amém.

GLÓRIA AO PAI:
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

SALVE-RAINHA:
Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos, os
degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois,
advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois desse desterro, mostrai-
nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Rogai
por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

SANTO ANJO DA GUARDA:


Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me
rege, guarda, governa, ilumina. Amém.

*ORAÇÃO A SÃO TARCÍSIO:


Ó glorioso São Tarcísio, que agora no céu estais gozando o prêmio do vosso amor verdadeiro
a Deus, de fidelidade e proteção constante à Santa Eucaristia. Abençoai nossas famílias e os
devotos, que buscam em Ti o Amor e a Coragem de lutar por Jesus Cristo. Quero, neste dia, seguir
sua bravura, sentindo em meu coração a Santa Eucaristia, seguindo a Jesus Cristo, amando e
respeitando o serviço de sua Igreja, o Magistério de nossa Fé. Livrai-me da maldade e de tudo o que
pode me separar de Deus, do próximo e da salvação eterna. Concedei-me a graça que desejo
alcançar (Pedido). Graças e louvores se dê a cada momento, ao Santíssimo e Diviníssimo
Sacramento.

*ORAÇÃO DOS COROINHAS:


Senhor Jesus Cristo, que me chamastes ao ministério de coroinha dá-me coragem para atender
o seu chamado. Abençoa meu serviço dentro da comunidade quero exercê-lo com respeito e alegria,
testemunhando a todos o teu amor. Abençoa também minha família, meus amigos e minha vocação.
Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, preserva-me de todas as distrações nesta oferta a teu filho sobre o
altar. Santo Anjo da Guarda, protege-me. São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas, rogai por nós.
Amém.
ORAÇÃO DE SÃO BENTO:
A Cruz Sagrada seja minha luz. Não seja o Dragão meu guia. Retira-te Satanás. Nunca me
aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo do teu veneno.

ORAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO:


Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso
amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos! Ó
Deus, que instituístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que
apreciemos retamente todas aS coisAS, segundo o meSmo Espírito e gozemos sempre de suas
consolações. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

ORAÇÃO NOSSA SENHORA DO LORETO:


Ó Maria, Virgem Imaculada e Mãe nossa Santíssima, prostrados em espírito junto de vossa
Santa Casa, que os Anjos transportaram sobre a ditosa colina de Loreto, Cheios de confiança em
vós, Mãe Santíssima, humildemente elevamos a nossa prece: Entre aquelas santas paredes vós
fostes concebida sem pecado e mais bela que a Aurora viestes à luz; na oração e no amor o mais
sublime, passastes os dias de vossa infância e juventude; aí fostes saudada pelo Anjo “Bendita entre
as mulheres” e vos tornastes Mãe de Deus ; por tudo isso, ó Maria, os olhos misericordiosos a nós
volvei, humildes filhos vossos, peregrinos neste vale de lágrimas e concedei-nos todas as graças que
vos pedimos; abençoe nossas famílias, consolai nossos doentes, dirigi os nossos passos para a bem-
a venturança eterna onde possamos vos saudar como o Anjo: “AVE MARIA”! (Virgem Lauretana,
rogai por nós)

ORAÇÃO A SÃO LUIZ ORIONE:


Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, nós vos adoramos e vos damos graças pela
imensa caridade que infundistes no coração de São Luis Orione e, por ter-nos dado nele o apóstolo
da caridade, o pai dos pobres, o benfeitor da humanidade sofredora e abandonada. Concedei-nos
imitar o amor ardente e generoso que São Luis Orione tinha para convosco, à Santíssima Virgem, à
Igreja, ao Papa e a todos os aflitos. Pelos seus méritos e sua intercessão, concedei-nos a graça que
vos pedimos para experimentar a vossa Divina Providência. Amém

*ORAÇÃO DA MANHÃ:
Senhor, no silencio deste dia que amanhece,venho pedir-te saúde, força, paz e sabedoria.
Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor, ser paciente, compreensivo, manso e
prudente.Ver, além das aparências, teus filhos como Tu mesmo os vês, e assim não ver senão o bem
em cada um. Cerra meus ouvidos a toda calúnia. Guarda minha língua de toda maldade. Que só de
bênçãos se encha meu espírito. Que eu seja tão bondoso e alegre, que todos quantos se achegarem a
mim, sintam a tua presença. Senhor, reveste-me de tua beleza.E que, no decurso deste dia, eu te
revele a todos. Amém.

*ORAÇÃO PARA ANTES DAS REFEIÇÕES:


Obrigado, Senhor, por estes alimentos que vamos tomar agora. Eles nos sustentarão dando ao
nosso corpo a saúde e a resistência para o trabalho diário.Que eles sirvam também para nos dar
disposição em servir aos mais fracos, aos que não têm saúde, aos que precisam de ajuda. Alimentai,
Senhor, o nosso espírito para que saibamos usar bem o nosso corpo e, vivendo em comunhão
constante com os irmãos e convosco, cheguemos a participar do banquete celeste, preparado por
Cristo, nosso Senhor! Amém.

*ORAÇÃO PARA DEPOIS DAS REFEIÇÕES:


Ó Deus, nosso Pai, nós vos damos graças pelo alimento que generosamente nos ofereceis,
aqui reunidos em família; concedei que nós também saibamos levar espontaneamente aos irmãos os
vosso dons e favores, e possamos tomar parte no banquete eterno. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
*ORAÇÃO DA NOITE:
Termina o dia e a ti entrego meu cansaço.
Obrigado por tudo e... perdão.
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos
Obrigado pela alegria que vi no rosto das crianças
Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão
Obrigado também por isso que me fez sofrer...
Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que tu és meu Pai
Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida,
pelo meu desejo de superação...
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe!
Perdão, também, Senhor!
Perdão por meu rosto carrancudo
Perdão porque não me lembrei que não sou filho único,
mas irmão de muitos
Perdão, Pai, pela falta de colaboração e serviço
e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto
Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor
Perdão por não ter sabido hoje
entregar-me e dizer: "sim", como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem.
Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã
Que ao despertar, me invada novo entusiasmo
Que o dia de amanhã seja um
ininterrupto "sim" vivido conscientemente. Amém.
Boa noite Pai. Até amanhã.
Capítulo XV
A EUCARISTIA

Eucaristia, que quer dizer ação de graças, é o sacramento do amor, pois é o encontro pessoal
de Cisto com o homem. A Eucaristia é o ágape (a festa, o banquete) da memória: “Façam isso para
celebrar a minha memória”.

É sacramento porque é sinal de Deus, e nos compromete com Ele, com seu plano, com a
comunidade e com a recriação do mundo. A Eucaristia é o grande mistério da nossa igreja, só aceito
pelo povo crente pela fé. Eucaristia é mistério da fé. É o ponto alto, o ponto central da missa. Por
esta razão, a missa deve ser sempre o centro da vida do cristão, pois Cristo é o centro da celebração
da missa na Eucaristia.

O pão e o vinho, fruto da videira e do trabalho do homem, consagrados no altar,


transubstanciam-se, trocam de substância, após a consagração, para corpo e sangue de nosso Senhor
Jesus Cristo.

A Eucaristia não significa nem tampouco representa o corpo e Jesus. O vinho consagrado não
significa o sangue, mas É o precioso sangue de Cristo.(Mt 26, 26-29; Mc 14, 22s; Lc 22,14-30; ICor
11,23-29)

Então, sob as aparecias de pão e vinho, temos Jesus com seu corpo e com seu sangue a espera
de nós, hoje e sempre. Essa é a mais amorosa forma que ele escolheu para estar sempre conosco
Cristo está presente em cada uma das espécies e inteiro em cada uma das partes delas, de maneira
que a fração do pão não divide o Cristo.

No sacrário, Jesus está sempre a nossa disposição. Podemos recebê-lo fisicamente na missa,
na eucaristia, ou podemos ir ao templo e orar a Ele, conversar com Ele, adorá-Lo, contar-Lhes
coisas de nossa vida, de nossas alegrias, nossos projetos e decepções. O sacrário é a casa onde
Cristo se encontra pessoalmente.

A comunhão aumente nossa união com Cristo. Receber a Eucaristia na comunhão traz como
fruto principal a união íntima com Cristo Jesus. Pois o senhor diz: “Quem come a minha Carne e
bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56). A vida em Cristo tem seu fundamento no
banquete eucarístico: “Assim como o Pai, eu vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele
que de mim se alimenta viverá por mim” (Jo 6,57). O que o alimento mterial produz em nossa vida
corporal, a comunhão o realiza de maneira admirável em nossa vida espiritual.

A comunhão separa-nos do pecado. Por isso a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem
purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros.

A Eucaristia faz a Igreja. Os que recebem a Eucaristia estão unidos mais intimamente a Cristo.
Por isso mesmo, Cristo os une a todos os fiéis em um só corpo, a Igreja. A comunhão renova,
fortalece, aprofunda esta incorporação à Igreja, já realizada no batismo.
Capítulo 9 - CONDIÇÕES PARA SE PARTICIPAR DA COMUNHÃO

- Ser batizado;
- Ter-se preparado e feito sua primeira eucaristia;
- Estar em estado de graça, isto é, sem pecado;
- Estar em jejum eucarístico de uma hora;
- Ter fé que sob as aparências do pão e do vinho estão Jesus;
- Estar disposto a assumir os compromissos de comunhão decorrentes da eucaristia.
Capítulo XVII
O MILAGRA EUCARÍSTICO DE LANCIANO

Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e
habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma
maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo – "Ave verum corpus, natum de Maria Virgine"
canta a Igreja diante do Santíssimo Sacramento: "Salve verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria,
corpo que sofreu verdadeiramente e foi verdadeiramente imolado pela salvação dos homens".

Um milagre bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os
milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. Hoje em dia, um certo
número de cristãos querem admitir, a exemplo dos protestantes, apenas uma presença espiritual do
Cristo na alma daquele que comunga, os sinais sacramentais do pão e do vinho consagrados seriam
puros símbolos, tal como a água do batismo, que não é e não permanece senão simples água, ainda
que significando e realizando pela palavra que a acompanha – a purificação da alma.. É uma falta
de fé profunda na presença real, e portanto, na palavra onipotente do Cristo: "Isto é meu Corpo! Isto
é meu sangue!". Em uma igrejinha da cidade de Lanciano, igreja dedicada a São Legoziano (que se
identifica como o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século,
um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do
pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do
Salvador. Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do padre, a hóstia se tornou um
pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em
cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes. Conservaram se esta carne e este
sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas.
Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os
Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a
autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas
de doze séculos. As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, por dois professores.
Em 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de
ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida.

"A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e
sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são
de uma pessoa viva. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue humano que tenha sido
retirado de um corpo humano naquele dia mesmo. A Carne é constituída de tecido muscular do
coração (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e
expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno
extraordinário". Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e
precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo
oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte
telegrama: “Et Verbum caro factum est" (E "o Verbo se fez carne”). Outro detalhe inexplicável:
pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas
tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Jesus o prometeu: "Eis que estou
convosco até a consumação dos séculos”.
Capítulo XVIII
SACRAMENTAIS

As ações sacramentais, ou simplesmente os sacramentais, não são os sacramentos. São ações


litúrgicas que têm como finalidade lembrar os sacramentos e santificar alguns momentos de nossa
vida. Os mais importantes sacramentais são os seguintes: sinal da cruz com água benta, genuflexão
diante o Santíssimo Sacramento, adoração eucarística, aspersão com água benta, benção e procissão
com velas, benção de objetos, imposição das cinzas, lava-pés, reza comunitária do terço, procissões
do círio e das festas, entre outros.
Capítulo XIX
OS 7 SACRAMENTOS DA IGREGA

1. O Batismo,
2. A Crisma,
3. A Eucaristia,
4. A Confissão,
5. A Unção dos Enfermos,
6. A Ordem,
7. O Matrimônio.
Capítulo XX
OS 7 Dons do Espírito Santo (Crisma)

1. SABEDORIA - para escolher fazer o bem e não o mal.


2. ENTENDIMENTO (INTELIGÊNCIA ou DISCERNIMENTO - para conhecer as coisas
como são e não como aparecem.
3. CIÊNCIA (CONHECIMENTO DE JAVÉ) - para conhecer sempre o que se deve fazer.
4. CONSELHO - para conhecer como agradar a deus.
5. FORTALEZA (VALENTIA) - para vencer toda tentação e todo mal.
6. PIEDADE * (A PRÁTICA DA JUSTIÇA) - para se comportar com justiça com todos.
7. TEMOR DE DEUS (FAZ SEMPRE A VONTADE DE DEUS) - para conhecer como
agradar a deus.

Fim !!!

Mais não é aqui que acaba,pelo contrário agora que começa,pega tudo o que você aprendeu
aqui e coloca em pratica, e com certeza você será um ótimo Coroinha ou Acolito.Deus vos
recompensareis.Grande Abraço!

"Por mais árdua que seja a luta, por mais distante que um ideal se apresente, por mais difícil
que seja a caminhada, existe sempre uma maneira de vencer: A Nossa Fé."

"Diante de alguma dificuldade, se você estiver para desanimar, aqueça os sentidos, revigore a
fé, e ouvirá a voz da consciência Dizer: " Persevere e vencerá "

"O entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o e nunca te faltará poder para conseguir o
que desejas."

COORDENAÇÃO.

________________________________________________________
Pe.HILÁRIO JOSÉ FERREIRA
Presidente

_______________________________________________________
JOÃO ANTÔNIO DOS SANTOS FERRÂO
Coordenador

________________________________________________________
ANDRESSA CRISTINA DOS SANTOS
Vice-Coordenadora
Paróquia Nossa Senhora do Loreto
Rua Pe. Barone , Nº 470 , Centro
Morada Nova de Minas - MG
Fone: (38) 3755-1285
Capítulo 1 - Responsabilidade dos Coroinhas

1. Participe das reuniões, missas e demais compromissos assumidos.


2. Seja pontual. Chegue a tempo para as reuniões e celebrações.
3. Seja organizado. Esteja sempre limpo, cabelo penteado e presos, calçados e roupas bem
arrumados.
4. Seja cuidadoso com as coisas da igreja e do altar.
5. Trate dos paramentos e objetos litúrgicos com respeito como objetos destinados ao culto
divino.
6. Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado.
7. Durante os atos litúrgicos evite conversas, risos ou brincadeiras (durante as celebrações
evitar circulações no presbitério).
8. Cultive o gosto pela oração e leia um trecho da Bíblia cada dia.
9. Dedique-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor.
10. Observe o silêncio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração, principalmente
antes de começar o ato litúrgico.

Atividade 1
Para o próximo encontro, partilhar com os colegas: dentre as várias responsabilidades dos
coroinhas, escolha duas que você tem mais facilidade de praticar, e uma na qual você propõe a
melhorar.
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“E nós vos suplicamos que, participando do corpo


e sangue de Cristo,Sejamos reunidos pelo
Espírito Santo num só corpo “.

Capítulo 02 - Liturgia e Celebrações Litúrgicas.

O Que é Liturgia?
Liturgia é, antes de tudo, AÇÃO. Ação supõe movimento. A liturgia se expressa mediante
palavras e gestos. Por isso, dizemos que a Liturgia e feita de sinais sensíveis, ou seja, sinais que
chegam aos nossos sentidos (audição, tato, olfato, paladar, visão).
Antigamente, fora do campo religioso, Liturgia queria dizer Ação do Povo. A igreja passou a
aplicar este termo para indicar ação do povo Reunido para expressar sua Fé em Deus.

 O que é celebrar?
Celebrar tem vários significados: festejar em massa, solenizar, honrar, exaltar, cercar de
cuidado e de estima.
O ser humano é naturalmente celebrativo. As pessoas facilmente se reúnem para celebrar
aniversários, vitórias esportivas, formaturas, batizados, casamentos, funerais, etc.

 Celebrações Litúrgicas
O que são celebrações litúrgicas? São encontros de Deus com o seu povo reunido. Esses
encontros se realizam mediante algumas condições que chamamos Elementos Constitutivos da
celebração litúrgica.
Os principais elementos que constituem uma celebração litúrgica são seguintes:
1. Assembleia: São pessoas batizadas que se reúnem para celebrar.

2. Ministros: Há Ministros ordenados –Bispo, Padres, Diáconos e os Ministros Instituídos –


Leitores e Acólitos. Há inúmeros outros ministros não ordenados, nem instituídos: ministros
extraordinários da eucaristia, ministros da palavra, ministros do batismo...e ministros para os vários
serviços da celebração litúrgica

3. Proclamação da Palavra de Deus: Leitura de um trecho da Bíblia, escolhido para a


celebração.

4. Palavra da Igreja (Sermão Pastorial): Explicação da palavra proclamada, homilia, e


orações.

5. Ações Simbólicas: Ritos e símbolos mediantes os quais os fiéis entram em comunhão com
Deus.

6. Cantos: Indispensável na celebração, os cantos expressam harmonia dos cristãos, unida pela
mesma fé.

7. Espaço: Local da celebração, mas significa também ocasião para se reforçar os laços de
fraternidade, momento da organização e luta por melhores condições de vida, e ambiente da festa
humana.

8. Tempo: É a sucessão de horas do dia e da noite, e também o instante da graça de Deus: são
momentos em que Deus, desde toda a eternidade, vai realizando seu plano de salvação na história
humana.

Atividade 2
Complete as frases:
a)O ser humano é naturalmente ___________ .
b)Celebrar é um ato ______________(reunião de pessoas).
c) Celebrar depende de ___________.São gestos que se repetem.
d)Celebrar supõe ___________.Um lugar onde as pessoas se reúnem.
e)_____________ é um grupo de pessoas batizadas que se reúnem para celebrar.

“O Senhor é meu Pastor


nada me faltará”
Salmo 22

Capítulo 3 – Símbolos e Gestos Simbólicos.

Costumam dizer que a bandeira nacional é um símbolo da pátria. Isto quer dizer que quando
você vê ou toca a bandeira, logo seu pensamento voa até o país que ela representa, por exemplo, o
Brasil. Então, através da bandeira do Brasil você passa a considerar tudo o que pertence ao Brasil,
sua extensão, as matas, os rios, as riquezas, o povo, enfim tudo o que faz parte do Brasil. Esse
alguém ofender a bandeira, mexe com o sentimento patriótico.

Então o símbolo (objeto) nos transporta para outra realidade que está além do símbolo e tem
relação com símbolo. Vamos dar um exemplo, tirado do mundo cristão: o crucifixo. Todo cristão
reconhece no crucificado a pessoa de Jesus Cristo, que redimiu do pecado e nos salvou. Portanto,
aquele objeto de metal, madeira, ou de outro material, simboliza nosso Redentor, Jesus Cristo. Por
isso tratamos com respeito o crucifixo.
Gestos simbólicos são ações que têm a mesma função do símbolo, isto é, nos transportam para
outra dimensão, outra realidade, que, porém tem relação com o gesto simbólico. Por exemplo, no
início e no fim, da missa o padre traça sobre si o sinal-da-cruz, enquanto diz as palavras “Em nome
do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. E um gesto simbólico, que nos remete à Santíssima
Trindade a que invocamos nesses momentos.
A seguir vamos explicar brevemente alguns sinais ou símbolos cristãos utilizados com
frequência na liturgia.

AQ: São a primeira e as últimas letras do alfabeto grego (Alfa e Omega).São aplicadas a
Cristo, principio e fim de todas as coisas. Em geral aparecem no círio pascal, mas também nos
paramentos litúrgicos, no ambão e no tabernáculos.

XP: Este sinal é formado por duas letras do alfabeto grego (X-P) e correspondem ao C e R da
língua portuguesa. Ajustando as duas, formavam-se as inicias da palavra Cristos: Cristo. Com
frequência este sinal aparece nos paramentos dos padres, no ambão, na porta do sacrário e na hóstia.

IHS: São inicias das palavras latinas Iesus Hominum Salvator, que significa: Jesus Salvador
dos Homens.Geralmente são empregadas nas portas dos tabernáculos e nas hóstias.

PEIXE: Símbolos de Cristo. No inicio do cristianismo, em tempos de perseguição, o peixe era


o sinal que os cristãos usavam para representar o Salvador. E que as inicias da palavra peixe na
língua grega –IXTYS- explicavam que era Jesus: Iesus Cristos Teós Yós Sotér: Jesus Cristo, Filho
de Deus Salvador.

As letras INRI são as inicias das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudocorum, que
significaram: Jesus Rei dos Judeus. O Evangelho de João nos informa que estas palavras estavam
escritas em três línguas (hebraico, latim, grego) sobre a cruz de Jesus (cf, João. 19,19).

Triângulo: com três ângulos iguais (equilátero) representa a Santíssima Trindade (Pai, Filho e
Espírito Santo).

Conclusão

Os símbolos falam por si e têm grande poder de comunicação. Podemos escolher os símbolos
para as celebrações, mas não devemos explicá-los, porque, à medida que explicamos,
empobrecemos seus significados e encurtamos os seus alcance. Cada pessoa será atingida pelo
símbolo conforme sua compreensão, sua história de vida, sua situação no momento atual.
Um símbolo bem aproveitado nas celebrações poderá ser suficiente para atingir os objetivos
desejados pela equipe da liturgia. Por isso, sou do parecer que, numa mesma celebração litúrgica,
não se devem acumular símbolos. Símbolos amontoados soam símbolos de símbolos desperdiçados.

Atividade 3
Para o próximo encontro, trazer algo que simbolize sua vida e contar aos colegas por que você
escolheria esse símbolo.

Capítulo 4 – Posições Durante as Celebrações.

Nas celebrações litúrgicas, as diversas posturas ou atitudes são expressões corporais


simbólicas que expressão uma relação com Deus.

O coroinha deve conhecer as posições em que ficará durante a celebração da santa missa.

As igrejas mais atualizadas contam com recepcionistas e orientadoras que indicam as posições
dos participantes da assembleia. No entanto, o coroinha deve conhecê-las para não quando não
houver esses servidores da comunidade.

A seguir você ira aprender as principais posturas:

Estar em pé: é a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de quem está pronto para obedecer,
pronto para partir. Indica também a atitude de quem acolhe em sua casa. Estar de pé demonstra
prontidão para pôr em prática os ensinamentos de Jesus.

Estar sentado: é a posição se esculta, de diálogo, de quem medita e reflete. Na liturgia, esta
posição cabe principalmente ao se ouvir as leituras (Salmo, 1ª e 2ª Leitura), na hora da homilia e
quando a pessoa está concentrada e meditando.

Estar ajoelhado: é a posição de quem se põe em oração profunda, confiante. “Jesus se afastou
deles à distância de um tiro de pedra, ajoelhou-se e suplicava ao Pai...”
(Lucas,22,41).Lembremos dos leprosos que, de joelhos, suplicava que Jesus o livre da lepra
(cf. Marcos 1,40).

Fazer genuflexão: faz-se dobrando o joelho direito ao solo. Significa adoração, pelo que é
reservada ao Santíssimo Sacramento, quer exposto, quer guardado no sacrário.
Não fazem genuflexão profunda aqueles que transportam objetos que se usam nas
celebrações, por exemplo, a cruz, os castiçais, o livro dos evangelhos.

Prostar-se: significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de indignidade,


humildade, e também de súplica. Este gesto está previsto na Sexta-feira santa, no início da
celebração da Paixão. Também os que ser ordenados diáconos e presbíteros se prostram. Em
algumas ordens ou congregações religiosas se prevê a prostração na celebração da profissão dos
votos religiosos.

Inclinar o corpo: é uma atitude intermediária entre estar de pé e ajoelhar-se. Sinal de


reverência e honra que se presta às pessoas ou às imagens. Faz-se inclinação diante a cru, no início
e no fim da celebração; ao receber a benção; quando, durante o ato litúrgico, há necessidade de
passar diante do sacrário; antes e depois da incensação, e todas as vezes em que vier expressamente
indicadas nos diversos livros litúrgicos.

Erguer as mãos: é um gesto de súplica ou de oferta o coração a Deus. Geralmente se usa


durante a recitação do pai-nosso e nos cantos de louvor.

Bater no peito: é expressão de dor de arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na
oração Confesso a Deus todo poderoso...

Caminhar em procissão: é atitude de quem não tem moradia fixa neste mundo: não se
acomoda, mas se sente peregrino e caminha na direção dos irmãos e irmãs, principalmente mais
empobrecidos e marginalizados.

Existem algumas procissões que se realizam fora da Igreja, por exemplo, na solenidade de
Corpus Christi e no Domingo de Ramos, na festa do padroeiro..., e outras pequenas procissões que
se fazem no interior da igreja: a procissão de entrada, a das ofertas e a da comunhão. A procissão do
Evangelho é muito significativa e se usa geralmente nas celebrações mais solenes.

Silêncio: é atitude indispensável nas celebrações litúrgicas. Indica respeito, atenção,


meditação, desejo de ouvir e aprofundar na palavra de Deus. Na celebração eucarística, de prevê um
instante de silêncio no ato penitencial e após o convite à oração inicial, após uma leitura ou após a
homilia. Depois da comunhão, todos são convidados a observar o silêncio sagrado. O silêncio
litúrgico, porém, previsto nas celebrações, não pode ser confundido com o silêncio ocasionado por
alguém que deixou de realizar sua função, o que causa inquietação na assembleia.

A celebração litúrgica é feita de gestos, palavras, cantos e também de instante de silêncio.


Tudo isso confere ritmo e dá harmonia ao conjunto da celebração.

Atividade 4
Para o próximo encontro: aprender o significado de cada gesto. O coordenador pedirá que
você realize diante dos seus colegas mímicas referentes a uma dessas posturas. O grupo
deverá descobrir o significado do gesto.

Capítulo 5 – Cores Litúrgicas

A respeito das cores litúrgicas, seguimos as orientações do Missal Romano (cf. Instrução
Geral sobre o Missal Romano 308-310)

Branco: simboliza a vitória, a paz, a alegria. É usado nos ofícios e missas do tempo pascal e
no Natal: nas festas e memória do Senhor, exceto as da Paixão; nas festas e memória da Bem-
aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não mártires, na festa de Todos os Santos,
são João Batista. Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo.

Vermelho: simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usada no domingo da


Paixão (= domingo de Ramos) e na Sexta-feira santa: domingo de Pentecostes, nas celebrações da
Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos mártires.

Verde: é a cor da esperança. É usado nos ofícios e missas do tempo comum.

Roxo: simboliza a penitência. É usado no tempo do advento e na quaresma. Pode também ser
usado nos ofícios e missas pelos mortos.

Preto: é símbolo de luto. Pode ser usado nas missas pelos mortos.

Rosa: simboliza a alegria. Pode ser usado no III domingo do Advento e no IV domingo da
Quaresma.
Capítulo 6 - Ano Litúrgico

Você já deve ter aprendido, na escola ou em casa, que há vários tipos de “anos”: o ano escolar
(período do ano que você vai à escola); ano civil (o ano oficial que começa em janeiro e termina em
dezembro); o ano solar (período em que ocorrem os movimentos da Terra em torno do Sol) e outros.

Também a Igreja cristã tem seu “ano”: o ano litúrgico.

Vamos explicar melhor o que ele significa: todos os ano, a Igreja relembra em suas
celebrações os principais acontecimentos da vida de Cristo.

Jesus nasceu, viveu e morreu como ira acontecer com todos nós. Quando criança, ele teve a
vida de qual quer criança de seu tempo. Depois cresceu, tornou-se adulto e, percorrendo a

Palestina com seus amigos, começou a ensinar e a pregar o Reino de Deus e fazer milagres
em nome de seu Pai. Um dia, foi preso, julgado e condenado a morrer na cruz. Logo depois
ressuscitou, apareceu aos seus amigos (os discípulos) e subiu ao céu, onde viverá para sempre com
a humanidade.

Pois são todos esses acontecimentos da vida de Jesus que são relembrados nas celebrações
litúrgicas da Igreja ao longo do ano. E, como sabemos, pela fé, que Jesus está vivo ao nosso lado, as
cerimônias litúrgicas não são apenas lembranças, mas memória, isto é, são celebrações de uma
realidade!

As etapas do ano litúrgico são, assim, a memória das passagens mais importantes da vida de
Cristo. E na vida cristã está o próprio mistério de Jesus: ele foi crucificado, ressuscitou e continua
vivo nas palavras do Evangelho, estando presente no altar, durante a missa, e entre as pessoas
reunidas em nome Dele.

Todos esses sinais são muito importantes para os cristãos e para você, coroinha, que
participará ativamente das celebrações.
O ano litúrgico inicia-se com o Primeiro Domingo do Advento e termina com a festa de Cristo
Rei. Os períodos os anos litúrgicos, Seguintes pelas Igrejas de todo mundo são:

Advento, Natal, Quaresma, Tríduo Pascal, Páscoa e Tempo Comum. Há ainda, além desses
períodos, outras ocasiões durante o ano em que a Igreja comemora e homenageiam Jesus, Maria,
sua mãe, e outros santos: são as solenidades, festas e memórias.

E, finalmente, valso repetir que, assim como o coroinha veste roupas especiais durante as
celebrações que participa, também os sacerdotes, ao longo dos vários períodos do ano litúrgico,
usam roupas especiais, de cores diferentes conforme as épocas, chamadas de paramentos.

Advento: O período do Advento abre o ano litúrgico. Advento significa vinda, chegada. E o
tempo em que se espera o nascimento de Jesus, a vinda de Cristo. Tem início no fim de novembro
ou começo de dezembro. Os quatro domingos que antecedem o Natal chama-se domingo do
Advento.

No Advento celebra-se, pois, o mistério da vinda do Senhor, não apenas seu nascimento na
gruta de Belém, mas também sua vinda entre nós hoje, por meio dos sacramentos, e sua futura
vinda, no fim dos tempos.
O tempo do Advento é vivido, portanto pelos cristãos com alegria, com fé e com empenho.
Além das orações próprias desse período, costuma-se fazer a coroa do Advento (quatro velinhas
dispostas numa coroa de folhas natural ou artificiais, que devem ser acesas uma a uma, nos quatro
domingos).

Durante o Advento várias leituras importantes da Bíblia (do Antigo e do Novo Testamento)
são feitas na igreja. Você também poderá ler trechos do Evangelho bem interessantes, nos quais
certamente aprenderá muitas coisas, como os que falam de João Batista e de Maria: poderá ler ainda
as profecias de Isaías, no Antigo Testamento.

É durante o Advento, no dia 8 de dezembro celebra a festa de Nossa Senhora, a Imaculada


Conceição.

Natal: O tempo litúrgico do Natal inicia-se dia 24 de dezembro e termina com a festa do
Batismo do Senhor, uma data móvel, isto é, que varia anos.

Neste período, celebra-se duas grandes solenidades: o Natal e a Epifania.E ainda duas festas
muito importantes:

Sagrada Família e Santa Maria Mãe de Deus.

No Natal (25 de dezembro) comemora-se a vinda do Filho de Deus ao mundo, Jesus Cristo,
para a salvação dos seres humanos. Na solenidade da Epifania, lembra-se como essa salvação,
foram manifestados a todos os seres humanos, representados pelos santos-reis.

Como a celebração do Natal dura oito dias, costuma-se falar em “oitava da páscoa” a festa da
Sagrada Família convida as famílias cristã a viverem no amor e respeito, com Jesus, Maria e José e
a festa da Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro, que também e o dia Mundial da Paz) relembra a
maternidade de Maria. Encerrando o tempo litúrgico do Natal, celebra-se o Batismo de Jesus,
evocando o dia em que Jesus foi batizado no rio Jordão por João Batista.

O Natal é um tempo de grande alegria para a Igreja e para todos os cristãos. Procure, então,
coroinha festejar o Natal pensando no verdadeiro significado dessa festa o aniversario de Jesus. É O
Menino Jesus que deve ser, portanto, o centro de toda festa não e a figura do Papai Noel, ou a
preocupação com presentes, enfeites e outras coisas que às vezes deturpam o sentido do Natal.
Aproveite também para faze, antes do Natal, uma novena em casa ou na igreja, com sua
família e seus amigos, pedindo ao Menino Jesus a graça de um novo ano cheio de saúde, paz e um
bom trabalho para você na comunidade.

Quaresma: Na Bíblia, o número quarenta é citado várias vezes, como, por exemplo, nos
quarenta anos que os hebreus permaneceram no deserto, nos quarenta dias em que Elias caminhou e
nos quarenta dias em que Jesus jejuou.

A Quaresma é um tempo muito especial para os cristãos. É um tempo muito especial para
todos os cristãos. É um tempo de renovação espiritual, de arrependimento, de penitência, de perdão,
de muita oração e principalmente da fraternidade. Por isso, no Brasil, desde 1964, durante a
Quaresma, a Igreja convida os cristãos a viverem a Campanha da Fraternidade, que cada ano
apresenta um tema especifico.

Aproveite, portanto, esse tempo de graça e renovação e prepare-se o melhor possível para
celebração da Páscoa. Procure fazer tudo o que puder para ajudar as pessoas, principalmente as
mais necessitadas.
Com o Domingo de Ramos inicia-se a Semana Santa.

Tríduo Pascal: As celebrações mais importantes de todo ano litúrgicos, sem dúvida, são as do
Tríduo Pascal. Tríduo Pascal quer dizer “três dias” e pascal significa “da Páscoa”.Inicia-se na
Quinta-feira Santa e termina e termina no Sábado Santo, com a Vigília Pascal.

Quinta-feira Santa: Na tarde desse dia, comemora-se a último dia de Jesus, ocasião em que ele
tomou o pão e o vinho,abençoou-os e deu-os aos seus discípulos, dizendo tratar-se de meu corpo e
de meu sangue:assim ele instituiu o sacramento da Eucaristia, estabelecendo com o povo uma Nova
Aliança, por meio do seu sacrifício. Foi também durante a última ceia que Jesus lavou os pés dos
discípulos, demonstrando humildade, serviço e amor ao próximo. A celebração na igreja é feita
geralmente á noite.

Sexta-feira Santa: Nesse dia a Igreja relembra a Paixão e Morte de Jesus Cristo, numa
celebração muito especial á tarde, pois foi por volta das 15 horas que Jesus morreu. Na Sexta-feira
Santa não há celebração de missas.

Sábado Santo:Este é um dia de recolhimento, reflexão e muito silêncio: é o dia em que Jesus
permaneceu em seu sepulcro. Na noite do Sábado Santo, renova-se a memória do acontecimento
mais importante de nossa fé cristã: a Ressurreição. Há então em todas as igrejas uma celebração
muito significativa, a mais importante de toda a liturgia, que é a Vigília Pascal.

Reunidos nas igrejas, os cristãos de todo o mundo comemoram


a ressurreição de Jesus Cristo, triunfando sobre a morte. A
cerimônia divide-se em quatro partes:

a)Liturgia da Luz: acende-se uma grossa vela, chamada círio pascal, que simboliza a luz de
Cristo que vence as trevas da morte;

b)Liturgia da Palavra: as pessoas relembram, por meio de leituras bíblicas, os fatos


importantes realizados por Deus ao longo da História;

c)Liturgia Batismal: recordando que Batismo é a nossa Páscoa, ou seja, nossa “passagem”
para a vida cristã, renovamos nessa noite as promessas feitas em nosso batismo confirmando nossa
vida em Cristo;

d)Liturgia Eucarística: celebra-se finalmente o sacrifício de Cristo, mas com grande alegria,
porque Jesus esta vivo e nos salvou.

É bom que você, coroinha compareça a todas as celebrações do Tríduo Pascal sempre com
muito respeito e muito empenho de realizar suas tarefas junto ao altar. E, ao terminar a Vigília
Pascal, cumprimente sua família, seus amigos, as pessoas que estiverem na igreja e os sacerdotes,
manifestando sua alegria de cristão nessa alegre e grandiosa manifestação.

Páscoa: Você sabe o quer dizer “Páscoa”? Em hebraico que é a língua que foram escritas as
primeiras versões Bíblia, Páscoa significa “passagem”, rememorando a passagem de Moisés, com
todo o povo hebreu, ao retirar do Egito e libertar-se da escravidão. Também Jesus, ao ressuscitar,
“passou” da morte para a vida, da escuridão para á luz. E nós, na Páscoa, somos convidados a
realizar essa mesma passagem, isto é, a ressuscitar com Jesus para o amor e a serviço ao próximo.
A Páscoa é um longo período litúrgico: além dos oito dias (a oitava da Páscoa), prolonga-se
por mais de seis domingos.
O tempo pascal termina com duas importantes solenidades a festa da Ascensão de Jesus ao
céu e a festa de Pentecostes que relembra a decida do Espírito Santo sobre os apóstolos, que foi o
início da Igreja.

Tempo Comum: Como já dissemos, a vida de Jesus foi cheia de acontecimentos, assim como
é hoje a nossa vida. É claro que houve momentos muito especiais, como o seu nascimento, a
ressurreição, a ascensão. Mas houve também muitos episódios na nossa vida de Jesus que a Igreja
fez questão de recordar. E isso é feito durante o Tempo Comum.
O Tempo Comum abrange quase todo o ano inteiro. São 34 domingos, divididos em duas
partes a primeira compreende de seis a nove domingos, iniciando-se depois do Tempo do Natal e
terminando na Quaresma e o segundo começa após o Tempo Pascal e vai até o fim de novembro,
mais precisamente até a festa de Cristo Rei, que encerra também o ano litúrgico.

A segunda parte do Tempo Comum abre-se com uma festa muito bonita: a solenidade da
Santíssima Trindade. E, poucos dias depois, há uma outra festa Corpus Christi, quer dizer Corpo de
Cristo. Em geral nesta última data, as igrejas fazem belas procissões.

O Tempo Comum, ao longo de todos seus domingos, mostra-nos a própria vida de Cristo, com
seus ensinamentos, seus milagres, suas orações. Com Jesus e seus exemplos, aprendemos a viver na
verdadeira vida cristã, uma vida a serviço, respeito e amor e a todas as coisas criadas por Deus.
Cada um desses domingos é um novo encontro com Jesus, que nos leva cada vez mais para perto do
Pai.
No último domingo do Tempo Comum, com já dissemos, celebra-se a festa de Cristo Rei.
Jesus não foi um rei como alguns que já tivemos ao longo da História, dominadores e autoritários.
Jesus é rei porque tem o poder divino sobre todas as coisas do mundo se torne uma família, um
único Pai: Deus.

Solenidades, festas, memória: Durante o ano, a Igreja não comemora apenas festas litúrgicas.
Há muitas outras datas celebradas para louvar o Senhor, para homenagear Maria, a mãe de Jesus,
para venerar os santos (alguns destes, mártires), agradecendo a Deus por suas belas virtudes.

Dentre essas celebrações, as mais importantes são as solenidades, como por exemplo, a do
Sagrado Coração de Jesus, a Anunciação do Senhor, a Assunção de Maria, Todos os Santos, São
José, São Pedro e São Paulo e outras.

Há também as chamadas festas, como por exemplo, de Santo Estevão, a dos arcanjos Miguel,
Rafael e Gabriel a natividade de Nossa Senhora a Conversão de São Paulo e outras.

E, finalmente, a Igreja celebra também a memória, isto é, lembrança de alguns santos que se
distinguiram por sua vida e seu exemplo. Todos os santos do calendário romano têm seu dia de
memória. Os santos são padroeiros das pessoas, comunidades e cidades que têm nome.

Você já tinha pensado nisso? Veja então se encontra o dia do santo que tem seu nome.E, nesse
dia, comemore com seus amigos, fazendo também uma aração especial e esse santo, pedindo-lhe
paz e saúde.

Queríamos dizer ainda a você, coroinha, que, para viver bem o ano litúrgico, além de ir á
igreja aos domingos e dias santos, é preciso também comportar-se com muito respeito e
consideração em relação á sua família, seus amigos e seus colegas. Tenha sempre muita fé e
esperança em Jesus e procure fazer tudo o que puder para ajudar os que precisam de você.

Capítulo 7 – O Espaço da Celebração e as Vestes Litúrgicas


Espaço da Celebração

Presbitério: espaço ao redor do altar, geralmente um pouco elevado, onde se realizam os ritos
sagrados.
Altar: mesa fixa ou móvel destinada á celebração eucarística.
Ambão ou Mesa da Palavra: estante de onde proclama a palavra de Deus.
Credencia: mesinha onde se colocam os objetos litúrgicos que serão utilizados na celebração.
Púlpito: nas igrejas mais antigas, lugar de onde o sacerdote dirige a pregação.
Sacrário ou Tabernáculo: espécie de pequena urna onde se guarda o Santíssimo Sacramento.
Batistério: lugar reservado para a celebração do batismo. Em substituição ao verdadeiro
batistério, usa-se a pia batismal.
Sacristia: sala anexa á igreja onde se guardam as vestes dos ministros e os objetos destinados
às celebrações; também o lugar onde os ministros se paramentam.
Nave da Igreja: espaço reservado para os fieis Vestes Litúrgicas ou Paramentos
Alva ou Túnica: veste longa, de cor branca, comum aos ministros de qualquer grau.
Amito: pano que o padre coloca no pescoço antes de vestir outros paramentos (pouco usado).
Casula: veste própria do sacerdote que preside a celebração. Espécies de manto que se veste
sobre a alva ou estola. A casula acompanha a cor litúrgica do dia.
Capa Pluvial: capa longa que o sacerdote usa ao dar benção com o Santíssimo, ou ao conduzi-
lo nas procissões, e ao aspergir a assembleia.
Cíngulo: cordão no qual se prende a alva ao redor da cintura.
Dalmática: veste própria do Diácono. É colocada sobre a alva e a estola.
Estola: veste litúrgica dos ministros ordenados. O Bispo e o presbítero a colocam sobre os
ombros de modo que caia pela frente em forma de duas tiras, acompanhando a comprimento da alva
ou túnica. Os Diáconos usam a estola a tiracolo sobre os ombros esquerdo, prendendo-a do lado
direito.
Véu do Cálice: pano quadrado com qual se cobre o cálice (quase não se usa mais).
Véu Umeral ou Véu de Ombro: manto retangular que o sacerdote usa sobre os ombros, ao dar
a bênção com o Santíssimo ou transportar o ostensório com o Santíssimo Sacramento.

As Insígnias do Bispo
Mitra: espécie de chapéu alto com duas pontas na parte superior e duas tiras da mesma tela
que caem sobre os ombros.
Báculo: cajado que o bispo utiliza para as celebrações. Simboliza que o bispo é o pastor.
Solidéu: peça de tela em forma arredondada e côncava que cobre a coroa da cabeça.
Anel: simboliza a união do bispo com os fieis de sua diocese e de maneira mais abrangente, a
união do bispo com toda a Igreja.
Cruz Peitoral: cruz que os bispos levam sobre o peito.

Atividade 5
Coloque o nome das vestes litúrgicas como se pede e pinte-a :
Para o próximo encontro: formar em pequenos grupos, conforme o número de participantes.
Cada grupo receberá uma tarefa de desenhar alguma parte do espaço da celebração (altar,
ambão, sacrário, etc)

Capítulo 8 – Fiéis que Participam da Celebração

Durante a celebração alguns fieis podem participar do altar, mas a participação deles não é
imprescindível para que haja a celebração. Esses participantes poder ser: Ministros Extraordinários
para a Comunhão Eucarística: eles assistem o celebrante e auxiliam na distribuição do pão
eucarístico, na celebração e levam Eucaristia aos enfermos, presidiários ou pessoas idosas que não
podem ir à igreja.

Comentarista: é um sacerdote ou um leigo bem preparado que orienta os movimentos e as


orações dos fieis, durante a missa. Dialoga com a comunidade, fazendo breves comentários
introdutórios sobre as leituras, indica as posições e, em alguns lugares, dá avisos aos fieis.

Leitores: exercer uma função da alta dignidade, pois anunciam a Palavra de Deus para toda a
assembleia. Eles devem saber ler desembaraçadamente, a fim de poder transmitir aquilo que
proclamam com o testemunho da vida.

Acólitos: assistem e ajudam o presidente da assembleia, prestando-lhe todos os serviços


necessários.
Cantores: eles devem fazer a assembleia rezar por meio do canto com todo o entusiasmo.
Queremos lembrar que os instrumentos...................... .

“ Comece fazendo o que é


necessário,
Depois o que é possível,
Breve estarás fazendo o
impossível ”
(São Francisco de Assis)

Capítulo 9- Objetos e Paramentos Litúrgicos

Objetos Litúrgicos: não são apenas coisas concretas, são sinais, por isso transmitem
mensagem, não só pela presença deles, mas pelo modo como são utilizados ou conservados. A
beleza da patena, do cálice e âmbulas, o formato e o acabamento das velas, as flores naturais e sua
conservação do memorial da páscoa de Cristo.

Âmbula: Recipiente para a conservação e distribuição da Eucaristia.


Cálice: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.
Patena: Prato onde são colocadas as hóstias para a consagração.
Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice,
a patena e a âmbula para a consagração.
Pala: Cobertura quadrangular para o cálice.
Galhetas: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração
Eucarística
Crucifixo: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu
Sacrifício Redentor.
Lecionários: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário Ferial (leituras da semana);
Lecionário Santoral (leitura dos santos), Lecionário Dominical (leituras do Domingo).
Manustérgio: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.
Missal: Livro que contém o ritual da missa, menos as leituras.
Sanguíneo: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do
cálice, após a consagração.
Ostensório ou Custódia: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em
procissão.
Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir à
Missa.
Ambão ou Mesa da Palavra: Estante onde é proclamada a palavra de Deus.
Incenso: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as
nossas preces e orações a Deus.
Naveta: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.
Turíbulo: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.
Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos
litúrgicos.
Aliança: Anel utilizado pelos noivos para significar seu compromisso de amor selado no
matrimônio.
Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas
procissões.
Asperges: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de
aspergil ou aspersório.
Bacia: Usada como jarro para as purificações litúrgicas.
Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está em lugar do Cristo Pastor.
Batistério: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batizados.
Bursa: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
Caldeirinha: Vasilha de água-benta.
Campainha: Sininhos tocados pelo acólito no momento da consagração.
Candelabro: Grande castiçal com ramificações, a casa uma das quais corresponde um foco de
luz.
Castiçais: Suportes para as velas.
Cadeira do Celebrante: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o
culto.
Cibório: O mesmo que Âmbula.
Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o
ano em curso.Têm grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília
Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
Colherinha: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.
Conomeu: Cortina colocada na frente do sacrário.
Credência : Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
Cruz Processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
Cruz Peitoral: Crucifixo dos bispos.
Esculturas: Exitem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é
ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.
Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de
ajoelhar-se.
Hóstia: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será" sacrificada.
Hóstia Grande: É utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para
que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
Jarro: Usado durante a purificação.
Lavatório: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as
mãos antes e depois da celebração.
Livros Litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais,
pontifical, gradual, antifonal.
Luneta: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do
ostensório.
Matraca: Instrumento de madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a
semana santa.
Píxide: O mesmo que Âmbula.
Purificatório: O mesmo que Sanguinho.
Relicário: Onde são guardadas as relíquias dos santos.
Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como
Tabernáculo.
Santa Reserva: Eucaristia guardada no Sacrário.
Tabernáculo: O mesmo que Sacrário.
Véu do Cálice: Pano utilizado para cobrir o cálice.
Véu do Cibório: Capinha de seda branca que cobre a âmbula. É sinal de respeito para com a
Eucaristia.

Atividade 6
Qual é a diferença entre Paramentos Litúrgicos e Objetos Litúrgicos ?
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Capítulo 10 - Eucaristia: Significados e Consequências

Ação de Graças

A palavra Eucaristia vem da língua grega e significa: agradecimento, ação de graças,


reconhecimento. É a resposta que brota espontânea do ser humano diante das manifestações de
Deus na criação e na história humana.

Quando ganhamos um presente, é natural expressarmos nossa gratidão a quem nos presenteia.
Para isso usamos a criatividade; um “obrigado”, um “Deus lhe pague”, um abraço, um sorriso, um
telefonema, uma lembrançinha, etc.

Viver em ação implica ao Pai, por Cristo, as coisas criadas e a própria pessoa. É o Jesus
realiza de modo ritual na Última Ceia, e de modo real na cruz: entrega ao Pai sua vida em sacrifício
infinito pela salvação de toda humanidade.

Para nós, o que significa tomar parte no banquete eucarístico ? Significa render graças a Deus
por tudo e com tudo.

Por tudo: a vida, a religião, nossa família, a fé em Deus, o ar que respiramos, o sol, a chuva,
os alimentos que nos sustentam, as flores, os animais, etc.Na celebração eucarística, o pão e o
vinho, frutos da terra e do trabalho de humano, simbolizam, todos os bens da criação.

Com tudo: o que somos e temo, isto é, nossas habilidades pessoais, dons, saúde, disposição,
etc. Deus não precisa de coisas materiais. Ele espera a oferta do nosso ser.

Jesus entregou ao Pai o que possuía de mais precioso, a sua própria vida. Também nós
devemos fazer oferta de nossa vida ao Pai, por Cristo, com Cristo, em Cristo.

Memorial (fazer memória)


Ao celebrar a Última Ceia com seus discípulos, Jesus tomou o pão e o vinho, rendeu graças e
disse que aqueles eram seu corpo e seu sangue, oferecidos em favor do povo. Em seguida
acrescentou: “Façam isso em Memória de Mim”
Fazer memória da Páscoa de Cristo significa Tornar Presente o ato salvador de Cristo.
Revivemos na fé o acontecimento de sua paixão, morte e ressurreição, atualizando-o e tornando-nos
participantes dele.

Ao celebrar a Eucaristia, não comemoramos algo perdido no passado, ou um fato que ficou
apenas na lembrança, mas, proclamamos, aqui e agora, a salvação de Deus aplicada à história
presente e futura: “Todas que se com desse pão e bebeis deste cálice, anunciais a morte do Senhor
até que ele venha” (1Corintios 11,26)
Por tanto, par nós, assim como para os judeus, o memorial têm três direções: olha para o
passado, mas projetando-o para o futuro, com a espera do fim dos tempos, e sentindo que o
acontecimento histórico (passado) e o futuro se concentraram no hoje da celebração.

Aplicando, mais uma vez, esse conceito à Eucaristia, temos o seguinte: a Eucaristia é um fato
passado (morte e ressurreição de Jesus), que se torna presente par nós , aqui e agora (celebração
eucarística) e nos projeta para o futuro (o Reino de Deus não está concluído, mas vai se construindo
até que todos cheguem à plena comunhão com Deus e com irmãos).

Atividade 7
Aprenda agradecer a Deus todos os dias, por tudo o que você é e tem. Pra o próximo
encontro, prepare e traga uma breve oração de agradecimento.
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Eucaristia é sacrifício

Na Última Ceia, Jesus tomou o pão, redeu graças e o deu a seus discípulos como seu corpo
oferecido em sacrifício, pra que dele comesse. E pegando uma taça de vinho disse-lhes: “Bebei dele
todos, pois Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que será derramado por muitos pra remissão
dos” pecados “(Mateus 26.28)”.

Esses gestos tinham clara intenção de substituir o cordeiro da páscoa dos judeus.

O sacrifício de Jesus não é algo que se reduz aos seus últimos momentos de vida terrena, ou
seja, sua paixão e morte. Toda a sua vida foi imolação constante. Jesus não buscou seus próprios
interesses, mas procurou sempre fazer a vontade do Pai.

Sua vida foi uma continua doação em favor do povo, principalmente das pessoas necessitadas.
Sua vida total culmina com a morte na cruz. Sua paixão e morte são o coroamento de toda a sua
vida doada: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13.1)

Eucaristia é assembleia

É no seio da Igreja que o sacrifício de Cristo se torna presente, Igreja e palavra de origem
grega, que significa assembleia, comunidade do povo, convocada e reunida por Deus.
Desde o inicio da Igreja os escritos do Novo Testamento falam da Eucaristia como reunião da
comunidade (assembleia)

A assembleia cristã, portanto, é uma comunidade que celebra e no meio da qual desde o
primeiro momento está presente Cristo, o Senhor.

Quem faz parte da assembleia? Todos os fiéis que se reúnem para celebrar em nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo, o povo e os ministros, incluindo-se o ministro ordenado a quem cabe
presidir a Eucaristia.

Eucaristia é refeição

A missa é uma refeição, um banquete, uma festa. Quem faz o convite é Deus Pai. A
convocação é dirigida a nós, filhos e filhas, com a finalidade de nos alimentar com sua palavra e
com o corpo e sangue do seu Filho Jesus.

O banquete eucarístico supõe, portanto, a presença de convidados (assembleia) e alimento


(pão e vinho, corpo e sangue do Senhor). Sendo o banquete eucarístico uma festa, há também a
necessidade da participação externa e da participação interna da assembleia.

Constituem elementos da participação externa os movimentos, as palavras, as aclamações, os


cantos, as orações, o toque, os sinais, o abraço da paz, etc. Ao passo que a participação é a
predisposição de cada membro da assembleia, sua vontade de estar ali com os irmãos, consciente do
que vai celebrar. A participação interna começa antes que a pessoa entre na igreja para a celebração.

Atividade 8
Encontro, nos evangelhos, dois gestos de Jesus em favor do povo sofrido.
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Eucaristia é comunhão

Comunhão que dizer comunicação. Mas significa intimidade Quando vamos receber a
comunhão (Eucaristia) estabelecemos uma comunhão com Jesus e com os irmãos e irmãs. Portanto,
receber a comunhão não é simplesmente receber e ingerir um pedaço de pão consagrado (corpo de
Cristo). Esse gesto significa que o fiel está em comunhão com o corpo de Cristo. Ora, o corpo de
Cristo é a Igreja.Em outras palavras, somos nós. Portanto, comungar o corpo de Cristo é estar em
harmonia e paz, não só com Jesus, mas também com todos os filhos e filhas de Deus. Quem tem
ódio contra alguém deverá reconciliar-se antes de comungar. Ódio e comunhão não combinam.

Eucaristia é compromisso social

A celebração eucarística não é um ato fechado em si mesmo. Ela é aberta para fora, para a
realidade do mundo que nos cerca. Por isso a missa se expande, se prolonga pr além da própria
missa. A missa não pode estar fora da realidade que envolve o povo. Alias, cada pessoas, ao
participar da missa, leva consigo sua realidade (sua situação familiar e pessoal , a situação do povo,
suas dificuldades, alegrias e angustias...).

Levamos a realidade para a celebração, e levamos a força da celebração para a realidade.


Deste modo, fazemos a união da fé com a vida.

Portanto, enquanto houver irmãos passando fome, nós cristãos não podemos cruzar os braços,
não podemos celebrar e ficar acomodados. Justamente porque a celebração nos empurra para a
ação. Ação transformadora na sociedade. Nesse sentido dizemos que a celebração é um
compromisso social.

Eucaristia é gratuidade

Gratuidade vem da palavra latina grátis, de graça. A Eucaristia pede que sejamos gratuitos,
generosos, acolhedores, sem preconceito. Essa gratuidade se manifesta na celebração e além da
celebração. Por isso, quando vamos participar da Eucaristia , não convém ficarmos controlando o
relógio, achando que tudo está pesado, cansativo, sem interesse. Se isto for verdade, alguma coisa
esta errada e é necessário corrigir.

E verdade que por vezes nossas celebrações ainda são feitas com muito palavreado. Vamos
dar espaço para a Palavra de Deus e diminuir nossas palavras ! Vamos dar preferência por externar
nossa fé através do canto e dos gestos simbólicos e manter as palavras indispensáveis pra bem
celebrarmos. E uma saída para se evitar que a celebração seja enjoativa.

Ser gratuito, durante a celebração, é deixar-se embalar pelo Espírito Santo, o litúrgico
(celebrante) por excelência. E seguir as inspirações que nos vêm da Palavra, dos símbolos, dos
gestos simbólicos. Ser gratuito na celebração é fazer bom proveito de algum fato novo, que não
estava previsto no roteiro, mas nos ajuda a celebrar melhor.

Conclusão

A partir dessas breves noções a respeito da Eucaristia, cada um de nós é convidado a ser
Eucaristia viva nas estradas do mundo. Que quer dizer Eucaristia viva ? é a pessoa que tem um
coração aberto, generoso, compassivo, cheio de bondade e misericordioso, igual ao Jesus. É a
pessoa que se preocupa com os irmãos e irmãs principalmente as mais necessitadas de socorro
material e espiritual.

Ser Eucaristia viva é ser o próprio Jesus presente e dinâmico, hoje, no meio da humanidade.

Atividade 9
Assinale as palavras que significam Eucaristia:
( ) Memorial ( ) Banquete ( )Sacrifício
( ) Raiva ( ) Gratuidade ( ) Assembleia
( ) Comunhão ( ) Discussão ( ) Discórdia

Capítulo 11 – Eucaristia: Fundamentos Bíblicos e Teológicos

Origem

A celebração eucarística tem sua origem na última ceia de Jesus. No contexto da ceia pascal
dos judeus, Jesus antecipa o dom total de si mesmo em sacrifício de redenção e institui o memorial
da Nova Aliança. Jesus realiza ritualmente, isto é, por meio de rito, o que vai realizar na realidade
(morte na cruz).
A ceia pascal dos judeus recordava o acontecimento mais importante do Antigo Testamento,
ou seja à saída do povo da escravidão do Egito e a entrada na terra prometida. Essa recordação se
fazia por meio de um banquete (ceia pascal) no qual de consumiam ervas amargas, pão e cordeiro, e
se bebia vinho.

A instituição
Jesus convida seus discípulos para a ceia pascal e introduz aí um elemento novo: ele toma o
pão, dá graças a Deus, parte o pão e o entrega aos seus discípulos, dizendo “ISTO É O MEU
CORPO QUE SERÁ ENTREGUE POR VOCÊS. Façam isto em memória de mim”. Depois, toma o
cálice com vinho, dá graças a Deus e entrega aos seus discípulos dizendo: “ESTE É A NOVA
ALIANÇA NO MEU SANGUE. Todas as vezes que beberem dele, façam isto em memória de
mim”.

Analisando a instituição da eucaristia, quatro verbos que Jesus utiliza e que constituem hoje a
estrutura fundamental da celebração eucarística: Tomar, Dar Graças a Deus, Partir e Dar.

Tomar: apresentação das oferendas.


Dar Graças: oração eucarística.
Partir: fração do pão.
Dar: comunhão.
Este é o núcleo fundamental da celebração eucarística, desde sua origem.

Duas Mesas

No Evangelho segundo Lucas, encontra o episódio dos discípulos de Emaús (cf 24.13-
33).Nesse relato é possível perceber que ao lado da mesa eucarística já havia a mesa da palavra.
Temos portanto, os traços principais da atual celebração eucarística:

1ª Parte: Lucas 24.25: Jesus cita e explica as Escrituras (mesa da palavra).


2ª Parte: Lucas 24.30: Jesus toma o pão e abençoa, depois parte e distribui a eles (mesa da
eucaristia)

Uma passagem dos Atos dos Apóstolos mostra como no tempo doa apóstolos já se abria
espaço para a palavra de Deus, ao lado da fração do pão. Podemos dizer que são os rudimentos do
que chamamos atualmente a mesa da palavra.

“No primeiro dia da semana (domingo), estávamos reunidos para a fração do pão. Paulo,
devia partir no dia seguinte, dirigia a palavra aos fieis, e prolongou o discurso até meia-noite. Havia
muitas lâmpadas na sala superior, onde estávamos reunidos (...) Depois subiu novamente, partiu o
pão e comeu. Ficou conversando com eles até de madrugada, e depois partiu” (Cf.Atos 20,7-8.11).

Passagens que relatam a instituição da eucaristia:

1Corintios 11.23-26; Lucas 22.14-26; Marcos 14.20-25; Mateus 26.26-29.

Nomes da Eucaristia

Ceia do Senhor: Este é considerado o temo mais antigo para designar a Eucaristia. Encontra-
se em 1Corointios 11.20

Fração do pão: Este termo encontra-se nas seguintes passagens do Novo Testamento: Lucas
24.35; Atos 2,42.46; 20,7.11; 27,35

Eucaristia: Este nome aparece na Didaqué 9-10.14.A Didaqué é um dos testemunhos mais
antigos, provavelmente do fim do século I, sobre a vida da Igreja e a Eucaristia.

Sacrifício: Termo utilizado a partir do século III, que adquiriu grande importância na Idade
Media.

Liturgia: (A partir do século IX): Antes significava o conjunto das ações litúrgicas ou o Oficio
Divino.

Missa: Com o sentido de despedir, dispensar: o que se refere a uma parte (o final da
celebração) passou a designar toda a celebração.

Atividades 10 e 11
Encenar a última ceia, a partir dos relatos da instituição da Eucaristia.

Encenar o episódio dos discípulos de Emaús (cf. Lucas 24.13-33)

Capítulo 12- Outros Termos Litúrgicos

Aleluia: Palavra hebraica - Louvai o Senhor. É uma expressão de alegria que se usa
principalmente na aclamação ao Evangelho: no oficio, muitas vezes; abundantemente no tempo
pascal. Não se usa no tempo da quaresma.

Amém: Pala hebraica que alguns traduzem por assim seja, aconteça. Está palavra não se
traduz. O Apocalipse (3.14) chama Jesus de o Amém, e a 2ª Carta aos Coríntios (1.20) afirma que é
em Jesus que dizemos Amém. Santo Agostinho diz que o nosso Amém é a nossa assinatura, o nosso
compromisso.
Antífona: Texto curto antes e depois de cada salmo da Liturgia das Horas, que exprime sua
idéia principal.
Cânon da Missa: Oração eucarística da missa.
Catecumenato: Tempo de iniciação á vida cristã e preparação para o batismo.
Concelebração: Celebração simultânea de mais de um sacerdote à mesma missa.
Doxologia: Fórmula de louvor que geralmente se usa em honra a Santíssima Trindade. Na
liturgia recebem o nome doxologia o “Glória ao Pai ...”, “Glória a Deus nas alturas” e o “Por Cristo,
com Cristo em Cristo...., no final da oração eucarística.
Cruxiferario: Aquele que leva a cruz nas procissões.
Epiclese: Oração da missa com a qual se invoca a descida do Espírito Santo para que ele,
antes da consagração, santifique as oferendas, e após a consagração santifique e associe a
assembleia dos fieis à vida de Cristo.
Epístola: Na antiguidade, comunicação escrita se qualquer tipo. O Novo Testamento contém
vinte e uma epístolas ou cartas. As epístolas normalmente tratam de temas gerais e são dirigidas não
a uma pessoa em particular, mas ao público em geral.
Exéquias: Ritos em favor dos fieis falecidos.
Hosana: Palavra de origem hebraica que significa salva-nos, por favor !. Foi proclamada pelas
multidões que foram ao encontro de Jesus em sua entrada solene a Jerusalém, pra indicar sua rela
dignidade messiânica (cf. Mateus 21.9). Esta palavra aparece após o prefacio, na aclamação: Santo,
Santo, Santo...
Kyrie Eleison: Expressão grega que significa Senhor, piedade, é uma invocação antiga
mediante a qual os fieis imploram a misericórdia do Senhor.
Lavabo: Ato de lavar as mãos. Na missa, o lavabo se dá após a apresentação das ofertas. Além
disso, o lavabo ocorre quando o sacerdote tem necessidade de lavar as mãos, por ocasião do lava-
pés, imposição das cinzas, unção das mãos do neo-sacerdote.
Memento: Parte da oração eucarística em que se recordam os vivos e os falecidos.
Oitava: Solenidade de Natal e Páscoa, que se celebram por 8 dias.
Santa Reserva: Eucaristia, guardada no sacrário.
Rubricas: Regras ou explicações em vermelho – rubro significa vermelho – para o reto
desenrolar das ações litúrgicas.
Sacramentais: São sinais sagrados e ações litúrgicas não instituídas por Cristo, mas
introduzidas pela Igreja, pra proveito espiritual dos fiéis. São sacramentais, entre outros, as diversas
bênçãos e os objetos benzidos, assim como a dedicação se uma igreja e a consagração de objetos e
paramento s destinados ao culto.
Sacramentário: Livro que engloba os diversos Rituais dos Sacramentos.
Turiferário: Pessoa que leva o turíbulo.
Viático: Comunhão que se leva aos que se encontram gravemente enfermos.

Atividade 12
Para o próximo encontro, escolha breve trecho de uma Epístola e leve-a pra todo o grupo.
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Capítulo 13 – Livros Sagrados

São livros que contém os ritos e os textos para diversas celebrações. É importante que sejam
tratados com cuidado e respeito, pois é deles que se proclama a Palavra de Deus e se profere a
oração da Igreja.
Missal: É um livro grande que contém todo o formulário e todas as orações usadas nas
celebrações da missa para todo o ano litúrgico. Fitas marcadoras indicam as diversas partes da
celebração e pequenas orelhas nas páginas mais usadas auxiliam o ministro a virá-las. O Missal
contém:

Rito da Missa (partes fixas):


Próprio do tempo: advento, natal, quaresma, tempo comum, etc;
Próprio dos santos;
Vasta coleção de prefácios;
Varias orações eucarísticas;
Missas rituais: Batismo, confirmação, profissão religiosa, etc;
Missas e orações para diversas necessidades: pelo papa, pelos bispos, pelos governantes, pela
conservação da paz e da justiça, etc;
Missas votivas: Santíssima Trindade, Espírito Santo, Nossa Senhora, etc;
Missas dos fieis defuntos.
No início, o Missal apresenta longa e preciosa introdução contendo a Instrução Geral sobre
o Missal Romano e as Normas Universais para o Ano Litúrgico e o Calendário
Lecionário: É o livro que contém todos os textos bíblicos que devem ser proclamados na
missa, durante todo o ano litúrgico. São quatro livros:
Lecionário Dominical: compreende as leituras para as missas dos domingos e de algumas
solenidades e festas. Toda missa dominical apresenta três leituras, mas o salmo responsorial: a
primeira leitura do Antigo Testamento (salvo no tempo pascal em que se lê Atos dos Apóstolos); a
segunda leitura, da Carta dos Apóstolos ou Apocalipse; a terceira leitura é o Evangelho. Para que
haja uma leitura variada e abundante da Sagrada Escritura, A Igreja propõe, para os domingos e
festas,um ciclo A, B, C. Ao Ano A, corresponde as leituras de São Mateus; ao Ano B, corresponde
as leituras de São Marcos e de São João; ao Ano C correspondem a leituras de São Lucas. O
Evangelho de São João é geralmente proclamada nos tempos especiais (advento, quaresma, tempo
pascal) e nas grandes festas.
Lecionário Semanal: contém as leituras para os dias da semana de todo o Ano Litúrgico. A
primeira leitura o salmo responsorial de casa dia estão classificadas por ano par e ano ímpar. O
Evangelho é o mesmo para os dois anos.
Lecionário Santoral: contém as leituras pra solenidades e festas dos santos. Estão aí incluídas
também as leituras para o uso na administração dos sacramentos e para diversas circunstâncias.
Lecionário do Pontifical Romano: contém as leituras que acompanham o Pontifical Romano.
O Pontifical Romano É um livro que agrupa diversos livros litúrgicos usados nas celebrações
presididas pelo bispo, por exemplo, crisma, ordenações, instituição de ministros,etc...
Rituais: Além dos dois livros apresentados acima existem os Rituais, que são utilizados na
celebração dos diversos Sacramentos. São eles O Ritual do Batismo, O Ritual da Crisma, O Ritual
da Unção dos Enfermos, O Ritual da Penitência (Sacramento da Confissão), O Ritual do
Matrimonio, além do Ritual das Bênçãos, que o sacerdote usa nas diversas bênçãos.
O cerimonial dos bispos e o rito das ordenações: São reservados aos Senhores Bispos, e por
isso quase sempre não são encontrados nas paróquias. Quando os Bispos fazem a Visita Pastoral ou
quando celebram as ordenações, costumam trazer consigo os referidos livros.
Liturgia das Horas : designação dada à oração de louvor da Igreja, que tem por objetivo
estender às diversas horas do dia a glorificação de Deus, que encontra seu ponto mais elevado da
oração eucarística. Compreende quatro volumes;

 Volume I – Tempo do advento, natal e epifania


 Volume II – Tempo da quaresma, tríduo pascal e tempo pascal
 Volume III –Tempo comum ( da 1ª a 17ª semana)
 Volume IV – Tempo comum (da 18ª a 34ª semana)

Atividade 13
Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:
(1) Lecionário Dominical
(2) Missal Romano
(3) Lecionário Semanal
(4) Lecionário Dominical
(5) Liturgia das Horas

( ) Rito da Missa ( ) Volume I – Tempo do Advento


( ) Contém leitura da semana ( )Contém leituras para festas dos santos
( )Orações eucarísticas ( ) Volume II – Tempo da Quaresma
( ) Contém leituras dos domingos ( ) Contém prefácios
( ) Volume IV -- Tempo Comum

Capítulo 14 – O Que Fazer Após a Missa ?


Terminada a Santa Missa, o coroinha deverá auxiliar o sacerdote ou ministros a retirar os
paramentos sagrados, e só então cuidar de apagar as velas, guardar os livros e vasos sagrados
sempre com muito respeito diante do altar.

Ao deixar o Templo

Ao retirar –se do templo, o coroinha, como qualquer fiel, devera ir à Capela do Santíssimo
Sacramento, com o fez ao chegar, para despedir do Senhor Sacramentado com um pequeno gesto de
adoração. Deve-se evitar conversar e correr no templo, como se, por não haver função, o local
tivesse perdido sua sacralidade.

Capítulo 15 – Quem é o Santo Padroeiro dos Coroinhas?

Tarcísio pertencia à comunidade cristã de Roma, era acólito, isto é, coroinha na igreja. No
decorrer da terrível perseguição do imperador Valeriano, muitos cristãos estavam sendo presos e
condenados à morte. Nas tristes prisões à espera do martírio, os cristãos desejavam ardentemente
poder fortalecer-se com Cristo Eucarístico. O difícil era conseguir entrar nas cadeias para levar a
comunhão.

Nas vésperas de numerosas execuções de mártires, o Papa Sisto II não sabia como levar o Pão
dos Fortes à cadeia. Foi então que o acólito Tarcísio, com cerca de 12 anos de idade, ofereceu-se
dizendo estar pronto para esta piedosa tarefa. Relativamente ao perigo, Tarcísio afirmava que se
sentia forte, disposto antes morrer que entregar as Sagradas Hóstias aos pagãos.

Comovido com esta coragem, o papa entregou numa caixinha de prata as Hóstias que deviam
servir como conforto aos próximos mártires. Mas, passando Tarcísio pela via Ápia, uns rapazes
notaram seu estranho comportamento e começaram a indagar o que trazia, já suspeitando de algum
segredo dos cristãos. Ele, porém, negou-se a responder, negou terminantemente. Bateram nele e o
apedrejaram. Depois de morto, revistaram-lhe o corpo, nada achando com referência ao Sacramento
de Cristo. Seu corpo foi recolhido por um soldado, ocultamente cristão, que o levou às catacumbas,
onde recebeu honorifica sepultura.

Ainda se conservam nas catacumbas de São Calisto inscrições e restos arqueológicos que
atestavam a veneração que Tarcísio granjeou na Igreja Romana. Tarcísio foi declarado padroeiro dos
coroinhas ou acólitos, que servem ao altar. Mais uma vez encontramos a importância da Eucaristia
na vida do cristão e vemos que os santos existem não para serem adorados, mas para nos lembrar
que eles também tiveram fé em Deus. Eles são um exemplo de fé e esperança que deve permanecer
sempre com as pessoas. Então, a exemplo de São Tarcísio, estejamos sempre dispostos a ajudar, a
servir. Se cada um fizer a sua parte realmente nos tornaremos um só em Cristo.

São Tarcísio, Padroeiro dos Coroinhas, Rogai Por Nós !!!!

Capítulo 16 – Os Sacramentos

Os sacramentos da Nova Lei foram instituídos por Cristo e são em números de sete, a saber: o
Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o
Matrimônio. Os sete sacramentos têm a ver com todas as fases e momentos importantes da vida do
cristão: conferem nascimento e crescimento, cura e missão à fé dos cristãos. Existe uma certa
semelhança entre as fases da vida natural e as da vida espiritual. (CIC, 1210)

(…) A Eucaristia ocupa um lugar único, como «sacramento dos sacramentos»: " Todos os
outros sacramentos estão ordenados para este, como para o seu fim". (S. Tomás de Aq., ib., 3, 65,
3). (CIC, 1211)

Batismo

Os momentos da celebração do sacramento do Batismo são os seguintes:


 Ritos e introdução, com o sinal da cruz;
 Liturgia da palavra e preces da comunidade;
 Unção com o óleo dos catecúmenos;
 Benção da água;
 Profissão de fé e promessas;
 Batismo propriamente dito;
 Unção com o óleo da Crisma;
 Entrega da vela e ritos finais.

Penitência ou Reconciliação

Durante sua vida, Jesus, em sua bondade e misericórdia, perdoou muitos pecados, por ser
Deus, oferecendo a quem caia no erro a possibilidade de reconciliar-se com o Pai e de voltar à
amizade de Deus.
A Penitência ou Reconciliação é a cura da doença do pecado. É Deus e a comunidade que nos
perdoam. Para alcançar o perdão dos pecados, é preciso, em primeiro lugar, arrepender-se das faltas
cometidas: depois, confessá-las ao sacerdote que, em nome de Deus, pode conceder-nos o perdão, a
reconciliação com Deus e com os irmãos, sugerindo-nos fazer algumas orações.

Assim, são cindo os principais momentos da reconciliação:


 Exame de Consciência: necessário para verificar o que houve de errado depois da última
confissão;
 Arrependimento ou dor pelos pecados, pois ofendemos o Pai que tanto nos quer;
 Firme propósito de não repetir os mesmos erros, com boa vontade e com a ajuda de Deus;
 Confissão dos pecados ao representante de Jesus, com humildade e confiança;
 Penitência, isto é, algumas orações que o padre nos sugere fazer para nossa reconciliação
com Deus.

Todos os fieis devem confessar-se com certa frequência. Mas os coroinhas, que servem Jesus
mais de perto, precisam guardar seu coração sempre limpo, reconciliando-se todas as vezes que
necessitarem do perdão de Deus.
Seria bom que você, coroinha, tivesse um diretor espiritual, quer dizer, alguém a quem pedir
conselhos em caso de duvidas, mesmo fora da confissão.

Eucaristia (Missa)

Considera-se a Eucaristia s celebração central de toda a liturgia, porque relembra a Páscoa de


Cristo, tomando-a presente entre nós. E na Eucaristia que Jesus se dá a nós em alimento na forma de
pão e vinho, simbolizando a própria alimentação da vida cristã.
Durante esta celebração litúrgica, o coroinha presta seu serviço devoto a atento de modo
especial. E claro que a missa é muito importante para todos os cristãos, mas o coroinha deve sentir-
se privilegiado nessa celebração, porque participa de forma especial.
Jesus, que está sempre no meio de nós, torna-se presente de modo real na missa quando:
 A comunidade de fieis se reúne em seu nome sob a presidência do sacerdote;
 É proclamada e ouvida a Palavra de Deus;
 O pão e o vinho se tornam o Corpo e Sangue de Cristo;

Você pode perceber agora como é importante a celebração da missa e como é indispensável
participar dela pelo menos nos domingos, pois nos comunicamos diretamente com Jesus.

Da missa todos tornam parte ativamente:


 O Sacerdote dirige a comunidade dos fiéis;
 O coroinha serve Jesus ao redor do altar;
 O coral canta músicas apropriadas para a ocasião;
 Os leitores proclamam a Palavra de Deus;
 O povo presta atenção ao que dizem o sacerdote e os leitores, acompanha e participa das
orações – fazendo sua ação de graças e seus pedidos -- e cantam.

Pra que você compreenda melhor todo o ritual da missa, vamos dividi-la em 5 partes, que
serão explicadas a seguir:
 Ritos de introdução;
 Liturgia da palavra;
 Liturgia eucarística;
 Ritos de comunhão;
 Ritos de conclusão.

Ritos de Introdução

A finalidade dos ritos de introdução é fazer com que os fieis se sintam unidos para formar
uma só comunidade, uma só assembleia, dispondo seu coração a sua mente para receber a Palavra
de Deus e celebrar dignamente a Santa Eucaristia.
Enquanto o povo canta o “canto de entrada” uma pequena procissão sai da sacristia ou do
fundo da nave da igreja e vai para presbitério (altar). Tomam parte dela os coroinhas e o padre (há
missas rezadas por mais de um padre).
Diante da mesa do altar, o celebrante venera a cruz, que é o símbolo de Cristo, com uma
reverência e um beijo sobre a mesa a mesa. E, diante do sacrário, todos fazem genuflexão, adorando
Jesus na Eucaristia.
Para encerrar a introdução, o sacerdote, apresenta a Deus as intenções e pedidos do povo, com
as orações do Missal. A comunidade presente responde Amém , que significa: sim, estamos de
acordo, assim seja, é isso que estamos pedindo.

Liturgia da Palavra

Durante a liturgia da palavra, os fieis, sentados, em silêncio, ouvem com atenção a


proclamação da Palavra de Deus. É por meio das leituras que Deus fala ao nosso coração.
Aos domingos, são feitas duas leituras, em geral uma do Antigo e outra do Novo Testamento.
Há domingos em que são feitas duas leituras do Novo Testamento, conforme o tempo litúrgico. O
livro que se usa na missa e que contém as leituras chama-se Lecionário.
Continuando a liturgia da palavra, o sacerdote lê o Evangelho referente àquele dia e todas as
pessoas ficam em pé, em sinal de respeito à Palavra de Deus. As páginas das Sagradas Escrituras
contam as várias etapas da Historia da Salvação, revivendo as maravilhas operadas por Deus em seu
povo. As leituras e o Evangelho constituem uma verdadeira “memória” que nos faz reviver o
pensamento e o ensinamento de Deus, alimentando-nos e fortalecendo-nos espiritualmente.
Por isso, os leitores devem ler antes os textos, para entenderem bem o seu sentido e poderem
“proclamar” com clareza a Palavra de Deus.
Após as leituras, o sacerdote faz a homilia, isto é o comentário oral dos textos lidos, para que
o povo possa compreender melhor as mensagens ali contidas.
Encerrando a liturgia da palavra, nos domingos e festas o povo “responde” à Palavra de Deus
recitando o Credo, que é a nossa profissão de fé, ou seja, uma afirmação de tudo aquilo que cremos.
E, finalmente, vem a oração dos fiéis são breves invocações preparadas ou espontâneas, para
pedir a Deus em favor da Igreja, do mundo da comunidade e de cada um em particular.

Liturgia eucarística

A palavra “Eucaristia” significa agradecimento. De fato, na missa manifestamos nossa


gratidão ao Pai que nos concedeu a salvação por meio do sacrifício de Jesus.
A liturgia inicia-se com a apresentação das oferendas por parte dos fiéis ou dos coroinhas.
O pão e o vinho são levados ao altar e, em algumas igrejas, também outras ofertas
simbólicas , como flores, ramos de trigo, velas. A comunidade pode entoar um canto.
O coroinha deve ter cuidado de preparar todas as coisas necessárias para esse momento; nada
pode faltar e tudo deve estar à mão.
Nesse momento, todo o cristão deve “colocar” sobre o altar sua própria vida, com alegrias e
sofrimentos, para que se uma à vida do próprio Cristo sacrificado. Com toda a assembleia em pé,
em sinal de atenção e respeitosa participação, segue-se a oração sobre as oferendas e, logo depois, a
oração eucarística, com seu prefácio. Esta oração é um longo hino de agradecimento a Deus, que
termina o “Santo”.
A assembleia ajoelha-se em sinal de respeito e veneração e fica em profundo silêncio ou
expressa louvor.
A longa oração eucarística, depois de pedir pela Igreja, pelos vivos e pelos defuntos, encerra-
se com um louvor a Deus Pai, a Jesus Cristo e ao Espírito Santo (Por Cristo, com Cristo,em
Cristo...). E todos respondem: Amém!

Comunhão

A oração do pai-nosso inicia o rito da comunhão. A assembleia, com os braços erguidos ou


dando-se as mãos, em sinal de súplica e agradecimento, manifesta ao Pai, com as mesmas palavras
de Jesus, seus desejos e suas necessidades.
Às pessoas que estiverem mais próximos de nós, damos o abraço da paz, podendo deixar para
o final, de acordo com o celebrante.
Finalmente, no solene momento da comunhão – que significa “comum união”, isto é , uma
união íntima com Deus – o, sacerdote mostra-nos a Eucaristia, que é o próprio Cristo Redentor.
Com amor e respeito, estendemos a mão ou a colocamos no peito, próximo do coração, para receber
o corpo de Cristo, o alimento de nossa vida.
Nesse momento, coroinha concentra-se e permaneça em silêncio. Se estiver auxiliando o
padre a dar comunhão aos fieis, fique bastante atento, numa atitude de profundo respeito.
Terminada a comunhão em geral reservam-se alguns momentos de silêncio para medição,
oração, agradecimentos e pedidos particulares.

Ritos de Conclusão

Os ritos de conclusão da missa são muito breves: após uma pequena oração, o sacerdote dá a
benção final que, em algumas solenidades e festas, pode ser particularmente solene.
“Benzer” quer dizer desejar coisas boas dizer as melhores palavras que somente Deus pode
falar a seus filhos.
A benção não é dada somente na missa. Ela pode ser pedida e dada em qualquer circunstância,
especialmente quando se tem necessidade particular da proteção de Deus.
Na última frase da missa, o sacerdote diz: “Vamos em paz e que o Senhor vós acompanhe”.
Essa é uma frase muito significativa, na qual nem sempre prestamos atenção, mas que quer
dizer que Jesus não fica só na igreja, aguardando nossa volta. E lê acompanha-nos sempre em nossa
vida: em casa, no estudo, no trabalho, na escola, na rua, quando estamos alegres ou tristes, quando
somos bons e maus.
Depois dessa despedida o sacerdote e os coroinhas reverenciam o altar e a cruz e retornam
para a sacristia. O povo canta um canto de despedida e só então retira-se também da igreja.
E assim termina a liturgia da missa ou Eucaristia, mas a tarefa e o compromisso do coroinha
não terminam ai. É bom que ele se comporte em casa como um bom filho e com irmão. Só assim
viverá sempre sua intensa amizade com Jesus.

Confirmação ou Crisma

Este sacramento, ministrado aos jovens com mais de catorze anos, é chamado de Confirmação
porque “confirma” os dons recebidos no Batismo, tornando o jovem capaz de professar sua fé com
coragem, perseverança e firmeza.
Com esse sacramento, que é o compromisso adulto de construir, com a força do Espírito
Santo, o Reino de Deus, vivendo como Jesus viveu, o jovem torna-se consciente de sua dignidade e
de sua vocação de “testemunha” de Cristo.
O Espírito Santo infunde no jovem crismando seus sete dons: sabedoria, entendimento,
conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus.

Os momentos do sacramento da Confirmação são os seguintes:


 Renovação das promessas do Batismo: o “sim” agora é consciente, dado pelo próprio
crismando (e não pelo padrinho, como no Batismo), confirmando que deseja tornar-se um
verdadeiro discípulo e testemunha de Cristo;
 Imposição das mãos: ocorre por parte do bispo e dos presbíteros concelebrantes, invocando
o Espírito Santo;
 Unção com o óleo do crisma: o bispo (que é quem ministra esse sacramento) unge a testa
dos crismandos, fazendo com o santo óleo um sinal em forma de cruz.

Como já dissemos, o rito da Crisma é celebrado pelo bispo no contexto da missa. E os


coroinhas dela participam, levando ao bispo, depois da homilia e da invocação do Espírito Santo, os
santos óleos, a mitra e o livro pontifical.
Terminado o rito da Crisma , a missa continua até seu final.
A presença da comunidade é muito importante. É ela que acolhe o bispo e crismandos. E toda
a assembleia celebra, participando também da graça do Espírito Santo dado aos confirmados.

Ordem

Já dissemos que, durante a Última Ceia de Jesus, na tarde da Quinta-feira Santa, véspera de
sua morte , ele instituiu a Eucaristia dizendo: “Façam isto em memória de mim”.
Mas quem deveria renovar para sempre esta memória ? Naquele momento, evidentemente os
primeiros discípulos, que poderiam então ensinar, santificar e guiar os adeptos ao Cristianismo,
ministrando os sacramentos.
E depois dos primeiros discípulos? Todos os homens que quisessem ser “ordenados”
presbíteros, consagrando-se para o culto a Deus e para o serviço religioso do povo.
Assim, os bispos e os padres são hoje os sucessores dos apóstolos e representam Cristo, o
Bom Pastor, para perpetuar sua obra no mundo.

A Ordem se divide em:


 Diaconato: Diácono significa “servidor”. É aquele que ajuda o bispo e o sacerdote na
celebração eucarística; proclama o Evangelho; distribui a Eucaristia; e com a permissão do bispo
pode ministrar alguns sacramentos.
 Presbítero: Presbítero é o sacerdote, o padre. Este celebra a missa; perdoa os pecados;
administra os sacramentos do Batismo e da Unção dos Enfermos; e tem responsabilidade de dirigir
e formar o “rebanho” de fiéis que lhe foi confiado.
 Episcopado: O bispo, sucessor dos apóstolos, é um sacerdote em sentido pleno: ministra
todos os sacramentos, em particular a Confirmação ou Crisma e a Ordem. O bispo é sempre o
“pastor” de um rebanho maior, que se chama diocese.

O presbítero (padre) é sacerdote para sempre, por toda a eternidade, assim, como a pessoa que
é batizada e crismada.

Matrimônio (Casamento)

A vida dos seres humanos, é a sua continuidade e preservação é um dom tão precioso que
Deus quis confiá-lo em particular a dois seres: um homem e uma mulher.
Assim, o matrimônio é a união do homem e da mulher que se amam. E a consagração do seu
amor dentro de um lar, responsabilizando-se ambos, consciente e livremente, pela vida que devem
guardar e desenvolver. Por isso, a instituição do casamento é sagrada, estável e indissolúvel. E o
amor que une o homem e a mulher que se casam expressa o amor criador de Deus.
Desse modo, o homem e mulher casados tornam-se os maiores colaboradores da obra criadora
de Deus, assumindo a tarefa de educar os filhos na fé, que são frutos de sua união e de seu amor.
Marido e mulher são, pois, os ministros, isto é, responsáveis diretos pelo casamento,
aceitando-se por toda a vida. Eles realizam, por assim dizer, o “contato” que lhes conforme a graça
do sacramento. Quem preside o rito do sacramento não precisa de ser um padre. Ele participa do
rito como uma testemunha qualificada e oficial, que recebe o acordo dos noivos e abençoa a união.
Assim como a Ordem, o casamento também é um sacramento indissolúvel, quer dizer,
permanece por toda a vida até a morte. O sacramento do matrimônio dá ao homem e a mulher ajuda
espiritual par viverem juntos santamente, educando seus filhos na fé e comprometendo-se a
caminhar juntos pela vida.

Unção dos Enfermos

A dor e a doença são experiências que todos podem compreender, mesmo que por elas não
tenham passado.
Jesus, quando veio ao mundo, ficou com muita pena de todos as misérias humanas e por isso,
curou e confortou um número incalculável de enfermos. A respeito de Cristo, São Paulo escreveu:
“Ele carregou sobre seus ombros as nossas enfermidades”.
Quando, pois, uma pessoa tem qualquer tipo de sofrimento, isso não significa que Deus a
tenha abandonando. Ele está presente também na pessoa que sofre.
O sacramento da Unção dos Enfermos com os santos óleos é a união de nossos sofrimentos
redentores de Cristo uma comunhão profunda, dando-lhe novo conforto.
Quando o sacerdote unge as mãos e a testa do enfermo, ele reza para que o Senhor lhe
conceda a cura da alma e, se for da sua vontade , também a cura do corpo, dando-lhe esperança,
paciência e confiança na aceitação da vontade do Pai.
A Unção dos Enfermos, tanto quanto a confissão, cancela os pecados de quem estiver
impossibilitado de confessar-se por motivo de doença

São os seguintes momentos da Unção dos Enfermos:


 Imposição das mãos feitas pelo sacerdote , que reza pelo enfermo;
 Unção com o óleo dos enfermos: o sacerdote faz uma cruz na testa e na palma das mãos do
doente. A testa e a palma das mãos representam toda a pessoa humana, que pensa e trabalha.
Atividade 14
Escreva em poucas palavras o que você entendeu de cada sacramento:
Batismo
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Penitência
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Eucaristia
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Confirmação
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Ordem
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Matrimônio
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Unção dos Enfermos
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

Capítulo 17 – Sacramentais

As ações sacramentais, ou simplesmente os sacramentais , ao são os sacramentos, como os


sete eu acabamos de enunciar. São ações litúrgicas que têm como finalidade lembrar os sacramentos
e santificar alguns momentos de nossa vida.

Os mais importantes sacramentais são os seguintes:


 Sinal da cruz com água benta;
 Genuflexão diante o Santíssimo Sacramento;
 Adoração eucarística;
 Aspersão com água benta;
 Benção e procissão com velas;
 Benção de objetos: imagens, terços, casas....
 Imposição das cinzas;
 Lava-pés;
 Reza comunitária do terço;
 Procissões do círio e das festas.

Capítulo 18 -- Celebração Eucarística parte por parte

Parte 1
Ritos Inicias
Quando os fiéis estiveram reunidos, uma pessoa devidamente preparada (comentarista) acolhe
os participantes, dá-lhes as boas-vindas e diz, em breves palavras o motivo da celebração.
Procissão e Canto de Entrada: o canto deve expressar a alegria de quem vai participar da
Eucaristia, e precisa levar em conta as características dos tempos litúrgicos (advento, natal,
quaresma, etc.), e o tipo de assembleia (há significativa diferença entre uma missa com adultos, às
7:00 horas da manhã, e uma missa com crianças às 10:00 horas!). De preferência se faça a procissão
pelo corredor central da igreja. Os coroinhas vão à frente do presidente da celebração.
Quando se utiliza o incenso, o padre incensa o altar e a cruz (cf. 8º encontro) Saudação do
Presidente da Celebração: o presidente da celebração começa a fazendo o sinal-da-cruz,
pronunciando (ou cantando) as palavras Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. É
importante que quem preside de ênfase a esta saudação a fim de que as palavras expressem, o que
na realidade contêm, ou seja, que todos estão ali reunidos em nome da Trindade.

Ato Penitencial: os membros da assembleia, pelo ato penitencial, expressam sua franqueza,
fazem um ato de humildade e invocam o perdão e a ajuda de Deus, a fim de poder ouvir com maior
proveito sua Palavra e comungar mais dignamente o Corpo e Sangue de Cristo.
Glória: é um antiquíssimo e venerável hino com que a Igreja, congrega no Espírito Santo,
glorifica a Deus Pai e o Cordeiro e lhes apresenta suas súplicas. E um cântico completo, no qual há
louvor, entusiasmo, “ um cântico transbordante de alegria, confiança, humildade, e que dá ao inicio
da Eucaristia um tom de festividade: o olhar da comunidade está posto na glória de Deus” (Dionísio
Borobio. A Celebração na Igreja – 2. Os Sacramentos). Por isso, os novos tempos para ser cantados
devem respeitar seu conteúdo original, ou seja, o aspecto trinitário. Não é porque um canto contém
a palavra “Glória” que serve para o Hino de Louvor !
Oração Inicial: é a primeira oração, que se recolhe, sintetiza, reúne (coleta) as motivações, os
sentimentos da assembleia. Sua função é dar sentido as celebração do dia.
Terminada a oração da coleta , o (a) comentarista convida a assembleia a sentar-se para ouvir
para ouvir a Palavra de Deus.

Parte 2
Liturgia da Palavra
As Leituras: as leituras previstas para a celebração dominical são três (exceto missas com
crianças), mais o salmo responsorial . A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da
liturgia da Palavra, por isso sua proclamação é cercada de gestos de apreço, como a aclamação, e
nas celebrações solenes, a procissão com o evangeliário, o uso de velas acesas e o incenso.

Algumas Observações Práticas

1.As pessoas convidadas a proclamar as leituras tenham o cuidado de preparar bem a leitura
(treinar antes), para evitar o inconveniente de palavras mal pronunciadas ou trocadas, prejudicando
assim o sentido do texto. Os leitores saibam que são porta-vozes de Deus, daí a necessidade de
aplicar todo o empenho a fim de caprichar na proclamação. Deus expressa seus sentimentos através
dos nossos.
2. Os leitores apresentam-se com roupas convenientes e, durante a proclamação, mantenham
postura normal, nem rígido, nem relaxado. Leiam devagar, em, tom suficiente alto, pronunciando
bem as palavras.
3. No final da primeira e da segunda leitura, quem lê conclui, dizendo simplesmente Palavra
do Senhor (no singular e não no plural “Palavras do Senhor” ou “Está é a palavra do Senhor”). A
mesma observação vale para o final da proclamação do Evangelho: Palavra da Salvação.
4. Por vezes aparecem membros da equipe da liturgia perguntando se podem substituir alguma
leitura (ou o salmo responsorial) por outro texto que não seja da Bíblia . Os textos oficiais da Igreja
e o bom senso pedem que a palavra de Deus não seja substituída por outras leituras, em por textos
de concílios, sínodos ou assembleias episcopais (cf. 3ª Instrução. Nº 2.)
5. Pra a proclamação da Palavra sejam utilizados os livros litúrgicos apropriados: Lecionários,
Evangeliário ou a Bíblia.
Parte 3
Homilia: é uma conversa familiar com a finalidade de aplicar a mensagem de Deus à
realidade da assembleia. Ao mesmo tempo que mostra Deus agindo em nossa vida, oferecendo sua
salvação, a homilia, nos convida a converter-nos, a voltar-nos cada vez mais para os caminhos de
Deus.
O Documento de Puebla afirma que a “homilia é ocasião privilegiada para se expor o
ministério de Cristo no aqui e agora da comunidade, partindo dos textos sagrados, relacionando-os
com o sacramento (Eucaristia) e aplicando-os à vida concreta” (nº 930)
Profissão de Fé: é a adesão dos fieis à Palavra de Deus ouvida nas leituras e na homilia. O
Creio é um conjunto estruturado de artigos de fé, uma espécie de resumo da fé crista.

Existem dois textos: um, mais longo chamado niceno-constatinonopolitano, porque foi fruto
dos concílios de Nicéia (ano 325) e Constantinopla (ano 381). O outro, mais breve e mais utilizado
de redação simples e popular, é conhecido como Símbolo dos Apóstolos.
Oração dos Fieis: (ou oração universal), assim é chamada por incluir os grandes temas da
oração cristã de pedido: pelas necessidades da igreja, pelos governantes e a salvação do mundo;
pelos oprimidos, pela comunidade local.
“A comunidade cristã reunida em assembleia sagrada, exercendo de maneira relevante seu
sacerdócio batismal, pede a Deus que a salvação que se acaba de proclamada se torne realidade na
Igreja, no mundo, nos que sofrem e nessa mesma assembleia” (CELAN, A Celebração da
Eucaristia).
Com a oração dos fieis termina a liturgia da palavra e começa a liturgia eucarística.

Parte 4
Liturgia Eucarística
Há um vinculo muito estreito entre a Liturgia da palavra e a Liturgia eucarística: as duas
partes, ou melhor,, as duas mesas formam uma unidade, que é a celebração eucarística.
Santo Agostinho afirmava: “Bebe-se o Cristo do cálice das Escrituras como o cálice da
Eucaristia”. É O Cristo-palavra que se faz Eucaristia.
Preparação e apresentação das oferendas: os dons apresentados, pão, vinho e água são: “frutos
da terra e do trabalho humano”, que vão se tornar o corpo e o sangue de Cristo.
Desde os primeiros tempos da Igreja se costumava misturar um pouco de água com o vinho.
Simboliza a incorporação (união) da humanidade a Jesus.
Nesse momento, a assembleia normalmente realiza a coleta do dinheiro e outros donativos e
os leva em procissão até o altar, juntamente com o pão e o vinho. Esse gesto deve ser a expressão
sincera de comunhão e solidariedade das pessoas que põem em comum o que possuem para
partilhar, conforme a necessidade dos irmãos e para atender as necessidades da própria comunidade.
O presidente da celebração, após a apresentação das oferendas (incensação, quando houver)
lava as mãos. A esse rito dá-se o nome de lavabo e tem finalidade simbólica. Exprime, para o
sacerdote, o desejo de estar totalmente purificado antes de iniciar a oração eucarística, que é o ponto
culminante de toda a celebração. Recomenda-se utilizar um belo recipiente e água abundante na
qual o sacerdote mergulha as mãos , e uma toalha decente. Afinal, é importante salientar os sinais.

Oração eucarística

É o ponto central e parte culminante de toda a celebração. Destacam-se os seguintes pontos:


Prefácio: é um canto de agradecimento e louvor a Deus por toda a obra da salvação ou por um
de seus aspectos. Conclui-se com o canto do Santo.
Invocação do Espírito Santo: (epiclese). O padre estende as mãos sobre os dons e pede ao Pai
que santifique as ofertas “derramando sobre elas o vosso Espírito a fim de que tornem para nós o
Corpo e Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso” (2 ª Oração Eucarística).
Narrativa da Instituição: o padre repete as palavras que Jesus pronunciou na ultima ceia, ao
instituir a Eucaristia (“Estando para ser entregue, e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão,
deu graças e o partiu e deu a seus discípulos...”) Depois consagra o vinho. Ao dizer o pão, o padre
não deve partir o pão (a hóstia), que é um gesto próprio da fração do pão, reservado portanto para
imediatamente antes da comunhão.
Observação: Quando o padre ergue, a Eucaristia e depois o cálice, não está prevista nenhuma
aclamação: os fiéis acompanham em silêncio. Só após a consagração, quando o padre diz: “Eis o
mistério da fé”, e que a assembleia aclama (ou canta), utilizando uma das fórmulas do Missal
Romano.
Oferecimento da Igreja e inovação do Espírito Santo: a Igreja oferece ao Pai, em ação de
graças “o pão da vida e o cálice da salvação” (2ª Oração Eucarística) e pede que “sejamos repletos
do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito” (3ª Oração Eucarística).
Intercessões: por meio delas se exprimem que a Eucaristia é celebrada em comunhão com
toda a Igreja, tanto celeste como a terrestre (os santos, a Virgem Maria, os apóstolos e mártires..., o
papa, o bispo diocesano, e os demais bispos, ministros e todo o povo de Deus), e se recordam os
irmãos e irmãs falecidos.
Doxologia: (louvor final), o sacerdote eleva o pão e o vinho consagrados, corpo e o sangue do
Senhor, por quem sobe ao Pai, na unidade do Espírito Santo , o louvor de toda a humanidade,
enquanto pronuncia as palavras Por Cristo, com Cristo e em Cristo... A assembleia aclama com
solene Amém, de preferência cantado.

Parte 5
Pai-nosso: é uma oração de passagem parara a comunhão. Ensinada por Jesus, esta oração
resume os anseios mais profundos do ser humano, tanto em sua dimensão espiritual , quanto
material. Quando se canta , tenha-se o cuidado de conservar a letra desta oração bíblica.
Gesto de Paz: mediante um aperto de mão, ou abraço ou beijo, expressamos nosso desejo da
comunhão com os irmãos e irmãs e ao mesmo tempo incluímos um compromisso de lutar pela paz e
a unidade no mundo inteiro. Cada um cumprimente os que estão ao seu redor.
Fração do pão: o sacerdote, reproduzindo a ação de Cristo na última ceia, partiu o pão em
vários pedaços. Este gesto significa que nós, sendo muitos, ela comunhão do único pão da vida, que
é Cristo, formando um único corpo. Durante a fração do pão, a assembleia canta ou recita Cordeiro
de Deus. Ao partir o pão, o sacerdote coloca um pedacinho no cálice. A explicação mais simples
para esse gesto é as duas espécies – pão e vinho (corpo e sangue de Cristo) – Forma uma unidade e
fazem parte da mesma realidade: a pessoa de Jesus Cristo.
Comunhão: é o momento em que cada membro da assembleia estabelece intima união com
Jesus. Alimenta-se do corpo e do sangue do Senhor. Vejo com alegria aumentar o numero de
comunidades que distribuem a Eucaristia sob as espécies do pão e do vinho. Desse modo, fica mais
claro o sinal do banquete eucarístico. Após a comunhão, haja um instante de silêncio, a fim de que
cada comungante se entretenha no dialogo com Jesus e pende nos compromissos que brotam da
celebração.
Oração após a comunhão: o sacerdote implora os frutos da celebração eucarística e o povo
confirma, respondendo amém.
Com esta oração, conclui-se a liturgia eucarística e se passa para os ritos finais.

Ritos Finais

Avisos: são importantes para alimentar a vida da comunidade. Evita-se, porem, a leitura de
longa lista de comunicados : as pessoas se cansam e se desligam. Também é conveniente que
somente uma pessoa (em geral o comentarista) se encarrega de dar os avisos. Se houver
homenagens (aniversários, bodas matrimoniais, dia das mães, etc..) é bom que sejam prestadas
nesse momento.
Compromisso: o documento da CNBB. Animação da vida litúrgica no Brasil, vê utilidade em
uma mensagem “na qual se exorta a comunidade a testemunhar no dia a dia a realidade celebrada”.
Para isso, pode-se utilizar algum cartaz ilustrativo, ou uma frase resumindo a mensagem central da
celebração, ou breve leitura de algum trecho com o tema do dia... (cf.n. 43)
Bênção: simples ou solene. O Missal Romano traz muitas bênçãos solenes para os vários
tempos litúrgicos e festas dos santos.
Despedida: é conveniente que as pessoas saiam da celebração cheias de esperança, animadas e
decididas a dar testemunho do amor de Deus no meio da sociedade.
Após a despedida o presidente da celebração, não deveria haver preocupação em segurar as
pessoas para o “canto final”. Considere interessante que os instrumentais e o grupo de cantores
sustentem o canto, enquanto a assembléia se reúne cantando.

Atividades (15 a 20)

Parte 1 - Para o próximo encontro, alguns participantes do grupo preparem a acolhida aos
colegas. Para isso usem sua criatividade: música, uma lembrançinha, uma saudação. Outros
preparam pedidos de perdão para rezar durante o encontro. Outros ainda podem preparativos de
louvor e agradecimentos. Pode-se encerrar com um canto.
Parte 2 – Prepare, em casa, uma passagem bíblica (Novo Testamento) e no próximo encontro
o dirigente escolherá alguns participantes para a proclamar a Palavra, enquanto os demais vão
prestar atenção para verificar se foram seguidas as “observações praticas”.

(Próximo encontro trazer sua Bíblia)


Passagem bíblica:_____________________________________
O que você entendeu?
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

Parte 3 – Preste atenção à homilia do padre. Verifique se ela é “uma mensagem familiar
com finalidade de aplicar a mensagem de Deus à realidade da assembleia”. Justifique.
(Resposta Oral)

Parte 4 – Pesquise o nome completo, a nacionalidade e data de aniversário e de ordenação


do papa, do bispo, do pároco e do diácono.
Nacionalidade Nome Completo Aniversário Ordenação
Papa
Bispo
Pároco
Diácono

Parte 5 – Cada grupo receberá uma parte do Pai-nosso para ser ilustrado.E no próximo
encontro haverá uma avaliação, para vermos o rendimento do formando a coroinhas
Ó Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de
Maria, abençoai-nos e protegei-nos. Amém

Capítulo 19- A oração: Estabelecimento de um Diálogo de um Homem com Deus .

Jesus, durante toda sua vida, sempre fez muitas orações. Ele retirava-se para lugares
silenciosos, isolados, para melhor comunicar-se com seu Pai. Com o tempo, seus discípulos
perceberam que orar era algo muito importante e pediram a Jesus que lhes ensinasse a rezas. Foi
então que lhes falou do pai-nosso.
Depois da morte de Jesus, os primeiros cristãos iam todos os dias ao templo para rezar,
salmos, hinos e cânticos. E assim continuou a Igreja através dos séculos, sempre dando muita
importância á oração.
Como você já deve ter percebido, caro (ou cara) coroinha, toda a liturgia é uma oração,
porque nela ocorre um diálogo com Deus que, como dissemos, também se comunica com as
pessoas por meio da oração.
Por isso, o bom (ou a boa) coroinha, que deseja servir a Deus com dedicação e respeito, deve
saber rezar, conversar com o Pai. Não se pode imaginar um coroinha quem ajudando padre na
igreja, sirva a Deus e não saiba rezar, você não acha ?
Mas... O que devo rezar ? é claro que você já deve conhecer muitas orações:o pai-nosso, a
ave- Maria, o glória, o creio e outras. Porém, uma oração dirigida a Deus com sinceridade não
precisa ser, obrigatoriamente, uma oração conhecia, famosa, rezada por muita gente.
Você pode “Criar” a sua oração para agradecer, louvar, ou pedir alguma coisa a Deus. Para
rezar, não é preciso dizer palavra difíceis, complicadas. Deus sabe qual é sua intenção. Por isso
basta dirigir-se a ele com a expressão simples, como por exemplo: “Obrigado, meu Deus, por tudo o
que eu tenho”. “Minha mãe do céu, dê-me sua bênção”.
É claro que há ocasiões em que queremos ter uma “conversa” mais demorada com Deus, para
fazer um desabafo, um pedido, um agradecimento. Também nesses casos, use palavras espontâneas
expressando aquilo que realmente está em seu coração, como se estivesse falando com sua mãe, seu
pai ou um amigo em quem você confia muito.
Agora você poderá pergunta: mas Quando se deve rezar? Jesus responde essa pergunta
“Sempre”. Seria bom que você, coroinha, rezasse pelo menos de manhã, ao levantar-se à noite, ao
deitar-se. E também em todos os momentos alegres de sua vida, para agradecê-los, e nos períodos
difíceis, para que Deus lhe dê força para superá-los, de acordo com a vontade dele. E ainda quando
se entra na igreja, “a Casa de Deus”, que é um lugar especial de oração.
E a quem deve rezar?
Antes, de tudo, devemos rezar Deus. Mas, segundo as nossas necessidades ou devoções,
podemos também rezar, isto é, “Conversar” com Nossa Senhora, com os santos e com o anjo da
guarda. Deus, em qualquer caso, sempre ouve os nossos pedidos !!!!
E para quem deve rezar?
Para nós mesmos, para os familiares, os amigos, os colega, as pessoas necessitadas, os que
sofrem e também aos nossos inimigos, conforme nos recomendou Jesus.

Capítulo 20- Algumas Orações que o Coroinha deve Saber.

Sinal da Cruz: Pelo sinal da santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Pai- Nosso: Pai que estais no céus, santificado seja o vosso nome, venha o vosso Reino, seja
feita a vossa vontade assim na terra como no céus. O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai as
nossas ofensas assim na terra como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não os deixeis cai
em tentação, mas livrai-nos de todo mal. Amém.

Ave-Maria: Ave Maria, cheia de graça o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as
mulheres, bendito fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores,
agora e na nossa morte. Amém.

Glória ao Pai: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e
sempre. Amém.
Salve-Rainha: Salve Rainha, Mãe de Misericórdia vida, doçura e esperança nossa, salve!

A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste
vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e
depois desse desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre ò clemente, ó piedosa, ó
Doce Sempre Virgem Maria. Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das
promessas de Cristo.
Diante do Santíssimo Sacramento: Nós vós adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo , e vós
bendizemos, aqui e em todas as igrejas do mundo, porque vossa santa cruz remistes o mundo.
Graças e louvores se deem a todo o momento ao Santíssimo e diviníssimo Sacramento.
Ao Santo Anjo da Guarda: Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a
piedade divina, sempre me guarde, governa e ilumina. Amém.

Oração á São Tarcísio: Ó glorioso São Tarcísio, que agora no céu estais a gozando o prêmio
do vosso amor verdadeiro a Deus, de fidelidade e proteção constante à Santa Eucaristia. Abençoai
nossas famílias e os devotos, que buscam em Ti o Amor e a Coragem de lutar por Jesus Cristo.
Quero, neste dia, seguir sua bravura, sentindo em meu coração a Santa Eucaristia, seguindo a Jesus
Cristo, amando e respeitando o serviço de sua Igreja, o Magistério de nossa Fé. Livrai-me da
maldade e de tudo o que pode me separar de Deus, do próximo e da salvação eterna. Concedei-me a
graça que desejo alcançar (Pedido). Graças e louvores se dê a cada momento, ao Digníssimo
Santíssimo Sacramento.

Oração dos Coroinhas: Senhor Jesus Cristo, que me chamastes ao ministério de coroinha, dá-
me coragem para atender o seu chamado. Abençoa meu serviço dentro da comunidade quero
exercê-lo com respeito e alegria, testemunhando a todos o teu amor. Abençoa também minha
família, meus amigos e minha vocação. Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, preserva-me de todas as
distrações nesta oferta a teu filho sobre o altar. Santo Anjo da Guarda, protege-me. São Tarcísio,
padroeiro dos coroinhas, rogai por nós. Amém.
Oração de São Francisco de Assis: Senhor, fazei-nos um instrumento de vosso amor. Dai-nos
a capacidade e a força para amar o dom de perdoa r consolar, a alegria da esperança e da fé, o doar-
se pela união e pela paz. Daí, Senhor, que nos afeiçoemos ás coisas modestas, que carreguemos os
fados uns dos outros, que não nos cansemos de semear o bem, que não desfalecemos no meio das
dificuldades de cada dia que em tudo saibamos dar graças. Pela vossa presença na Igreja, pela força
do Espírito Santo que renova a vida dos cristãos, pela presença que sois em cada um de nós, pelos
dons que diariamente recebemos, nós vos agradecemos, Senhor. Dá-nos tua, bênção, Senhor, e aos
frutos que v~em de tuas mãos; pedimos também para saciar aos pobres que passam sem pão.
Oração de São Bento: Cruz sagrada seja minha Luz. Não seja o Dragão meu guia Retira-te
Satanás. Nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces Bebe tu mesmo do teu
veneno. Rogai por nós bem aventurado São Bento Para que sejamos dignos das promessas de
Cristo.
Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que
nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa proteção, implorado o vosso
auxilio e reclamado o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado eu, pois, com igual
confiança, a vós, Virgem das virgens, como a mãe recorro, em vós me acolho e, gemendo sob o
peso dos meus pecados,me prostro aos vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do
Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo.
Amém.

Oração do Espírito Santo: Vinde, Espírito Santo enchei os corações de vossos fiéis e acendei
neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito e tudo será criado E renovareis a face
da terra. Oremos:Ó Deus, que iluminais os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo,
concedei-nos que, no mesmo Espírito, saibamos o que é reto e gozemos sempre de suas
consolações. Por nosso Senhor Jesus Cristo,na unidade do Espírito Santo. Amém.

“A Oração nos ajuda a termos uma relação


estrema com Deus !!!!”

Capítulo 21-Observações gerais

Posições de entrada
1-a)Turíbulo e naveta (Acólito e coroinha)
b)Cruz (coroinha)

2-Velas(coroinhas)
3-Outros coroinhas
4-Leitores
5-Acólitos
6-Ministros Extraordinários da Eucaristia
7-a)Seminaristas
b)Diáconos
c)Padre(s)
d)Bispos e Cardeais
e)Papa

Alguns nomes dados a quem leva:

a)A cruz- cruxiferario.


b)As velas- ceriferários
c)O turíbulo- tuférario ou turibátario
d)A naveta- naveteiro
60

Capítulo 22 – As Sagradas Escrituras

O que é a Bíblia?

É a coleção de livros, proclamados pela Igreja como escritos sob à inspiração do Espírito
Santo, que contém a Palavra de Deus. É uma biblioteca de 73 livros de épocas, autores e escritos
diferentes. Muito embora a Bíblia tenha sido inspirada pelo Espírito Santo, foi escrita por homens
escolhidos por Deus que, com sua cultura, sua época e sua fé, colaboraram para que Deus se
revelasse à humanidade.
Todas as narrações bíblicas foram primeiramente vividas e oralmente transmitidas e só
posteriormente escritas. Este período durou aproximadamente 900 anos e tem o nome de Tradição
Oral.

História da Bíblia

A Bíblia nasceu no meio de um povo do Oriente Médio que morava perto do Mar
Mediterrâneo. No tempo de Abraão se chamava Terra de Canaã por causa dos canancus que já
moravam naquela terra. No tempo da formação do povo se chamou terra de Israel. Bem mais tarde
toda essa região recebeu o nome de Palestina.
A Bíblia começou a ser escrita durante o reinado de Salomão, por volta do ano 950 a.C. O
Antigo Testamento (AT) ficou pronto por volta do ano 50 a.C. O Novo Testamento ficou pronto no
final do 1º século. Portanto, a Tradição Escrita durou aproximadamente outros 900 anos.
Nenhum Livro da Bíblia foi escrito com os capítulos numerados. Quem teve a ideia de dividir
a Bíblia em capítulos foi Estevan Langton arcebispo de Cantuária, professor na Universidade de
Paris, em 1214 d.C. Em 1551 Robert Etiene. redator e editor em Paris, fez a experiência dividindo o
NT da língua grega em versículos.

O Cânon - A divisão da Bíblia

A Bíblia é dividida em duas partes, o Antigo Testamento contendo os livros que narram a
história do Povo de Deus e foram escritos antes de Cristo (a.C). Correspondem a Primeira Aliança e
o Novo Testamento contendo os livros que narram a vida de Jesus e das primeiras comunidades
cristãs. Contam a história do novo Povo de Deus e foram escritos depois de Cristo (d.C.).
Correspondem à Nova Aliança.
O Antigo Testamento contém 46 Livros e o Novo Testamento contém 27 Livros.

Livros do Antigo Testamento

O Pentateuco

São os cinco primeiro livros. Eles contém a LEI DA PRIMEIRA ALIANÇA. São também
chamados de TORÁ que quer dizer LEI.
São eles: Gênesis, Êxodo, Levitico, Números e Deuteronômio.
Os Livros Históricos: São 16 livros históricos e narram à história da FORMAÇÃO DO
POVO, com a vida, os nomes, as lutas e a fé de seus heróis e do próprio povo.
São eles: Josué - Juizes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas – II
Crônicas - I Esdras - II Esdras ou Meemias - Tobias - Judite - Éster - I Macabeus e II Macabeus.

Os Livros Sapienciais:

São 7 livros sapienciais. Nestes livros encontramos reflexões e expressões de sabedoria,


poesias, cantos, orações, hinos e provérbios, nos quais o povo registra seus sentimentos e expressa
sua sabedoria tirada da experiência da vida.
São eles: Jó - Salmos - Provérbios - Eclesiastes - Cântico dos Cânticos - Sabedoria -
Eclesiástico.

Os Livros Proféticos:

São 18 livros proféticos. Estes livros trazem a mensagem, a ação e alguns dados sobre a vida
dos profetas.
São eles: lsaías - Jeremias - Lamentações - Báruc - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Amós -
Abdias - Jonas - Miquéias - Naun - Habacuc – Sofonias - Ageu - Zacarias e Malaquias

Livros do Novo Testamento

O Evangelho:

Evangelho é uma palavra da língua grega que significa BOA NOVA ou BOA NOTICIA.
São eles: Mateus - Marcos - Lucas - João.
Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são também chamados de EVANGELHOS
SONÓTICOS porque, colocados em colunas paralelas pode-se perceber muita semelhança entre
eles Mc. 3,14, Mt.10,5, Lc.6,13. Já o estilo evangelho de João difere destes.

Os Atos dos Apóstolos:

Este livro narra, sobretudo a reflexão de Lucas sobre os Apóstolos, mas especialmente de
Pedro e Paulo. Descreve, também, um pouco da organização e das dificuldades de algumas das
primeiras comunidades cristãs e reflete sobre isso com o olhar de Deus.

As Cartas:

São também chamadas de epístolas.


São elas: I Romanos - II Romanos - I Coríntios - II Coríntios - Gálatas - Filipenses -
Colossenses - I Tessalonicenses - lI Tessalonicenses - I Timóteo - II Timóteo - Tito - Filêmon -
Hebreus - Tiago - I Pedro - II Pedro - I João - II João - III João - Judas e Apocalipse.

As Sete Chaves para ler, conhecer e viver a Palavra de Deus.


Primeiro passo para conhecer a Bíblia é ler a própria Bíblia. Você tem Sete Chaves que abrem
o seu coração para ler a Bíblia de forma libertadora, agradável e correta. Estas chaves são fáceis de
encontrar, pois elas estão simbolizadas em seu próprio corpo.
Com as "Sete Chaves" você encontra a Palavra de Deus que está na Bíblia e na vida e
entenderá melhor o sentido escondido atrás das palavras.

1) Pés: Bem plantados na realidade.


Para ler bem a Bíblia é preciso ler bem a vida, conhecer a realidade pessoal, familiar e
comunitária do país e do mundo. É preciso conhecer também a realidade na qual viveu o Povo da
Bíblia. A Bíblia não caiu do céu prontinha. Ela nasceu das lutas, das alegrias, da esperança e da fé
de um povo (Ex 3,7).

2) Olhos: Bem abertos.


Um olho deve estar sobre o texto da Bíblia e o outro sobre o texto da vida. O que fala o texto
da Bíblia? O que fala o texto da vida? A Palavra de Deus está na Bíblia e está na vida.
Precisamos ter olhos para enxergá-la.

3) Ouvidos: Atentos, em alerta.


Um ouvido deve escutar o chamado de Deus e o outro escutar o seu irmão.

4) Coração: Livre para amar.


Ler a Bíblia com sentimento, com a emoção que o texto provoca. Só quem ama a Deus e ao
próximo pode entender o que Deus fala na Bíblia e na vida. Coração pronto para viver em
conversão.

5) Boca: Para anunciar e denunciar.


Aquilo que os olhos viram, os ouvidos ouviram e o coração sentiu sobre a palavra de Deus e a
vida.

6) Cabeça: Para pensar.


Usar a inteligência para meditar, estudar e buscar respostas para nossas dúvidas. Ler a Bíblia e
ler também outros livros que nos expliquem a Bíblia.

7) Joelhos: Dobrados em oração.


Só com muita fé e oração dá para entender a Bíblia e a vida. Pedir o dom da sabedoria ao
Espírito Santo para entender a Bíblia.

Regras de Ouro para ler a Bíblia


1) Leia-a todos os dias.
Quando tiver vontade e quando não tiver também. É como um remédio, com ou sem vontade
tomamos porque é necessário.

2) Tenha uma hora marcada para a leitura.


Descobrir o melhor período do dia para você e fazer dele há sua hora com Deus.

3) Marque a duração da leitura.


O ideal é que seja de 30 a 40 minutos, no mínimo, por dia.

4) Escolha um bom lugar.


É bom que se leia no mesmo lugar todos os dias. Deve ser um lugar tranquilo, silencioso que
facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração. Se, num determinado dia, não se
puder fazer o trabalho na hora marcada e no lugar escolhido, não faz mal. Em qualquer lugar e em
qualquer hora devemos ler. O importante é que leia todos os dias.

5) Leia com lápis ou caneta na mão.


Sublinhe na sua Bíblia e anote no seu caderno as passagens mais importantes, tudo o que
chamar a sua atenção, as coisas que Deus falou ao seu coração de modo especial. Isto facilita
encontrar as passagens quando precisar delas.

6) Faça tudo em espírito de oração.


Quando se lê a Bíblia faz-se um diálogo com Deus; você escuta você se sensibiliza você
chora. É um encontro entre duas pessoas que se amam.
"Quando oramos falamos a Deus. Quando lemos as Sagradas Escrituras é Deus que nos fala”.

Capítulo 23 – Especialmente para Você, Coroinha !!!.

E assim chegamos ao fim deste livro. Esperamos tê-lo ajudando a conhecer melhor muitas
coisas sobre seu trabalho na igreja, que é um serviço dedicado a Deus e, portanto, um verdadeiro
privilégio.
Servir na liturgia é sem dúvida servir ao próprio Deus, que deve merecer todo o nosso respeito
e consideração.

Para encerrar, vamos dar-lhe algumas Regras Práticas que todo coroinha deve procurar
observar não por imposição, mas por amor:
 Ao entrar na igreja, faça uma genuflexão para Jesus que está no sacrário: é um ato de fé na
sua presença;
 Antes de entrar na sacristia, pare e reze um pouquinho;
 Dentro da igreja, caminhe com respeito, sem correr ou brincar;
 Na sacristia, fale baixinho, pois ela também faz parte da igreja;
 Vista-se sempre decentemente, sem exageros;
 Antes de fazer seu serviço junto ao altar, lave bem as mãos;
 Ao terminar as celebrações, guarde sempre seu vestimento no lugar apropriado, procurando
não amassá-la; e se estiver suja, lave-a e passe-a;
 Procure não emprestar a outros jovens sua túnica; se a pessoa insistir, consulte antes o
padre ou coordenador;
 Lembre-se de que a túnica não é de sua propriedade, mas você é responsável por
ela:conserve-a, pois, com muito cuidado;
 Antes de começar a missa, verifique se tudo está em ordem: a toalha do altar, que precisa
estar bem limpa; o missal e o lecionário, em seus lugares; as galhetas, com vinho e água; as hóstias,
em número suficientes para os fieis; as cadeiras, para o celebrante e para os coroinhas, devem estar
limpas; as velas do altar, acesas; os cânticos, distribuídos; as pessoas, já avisadas; as luzes do altar e
da igreja, acesas; e outros detalhes, que só você conhece muito bem. (Mas na nossa Paróquia essas
atividades são feitas pelos acólitos ou Diácono que estão encarregados da santa missa).
 Se você prometeu ajudar a rezar a missa num determinado dia, faça tudo cumprir seu dever:
é sinal de responsabilidade e maturidade;
 Quando não puder comparecer na celebração no dia que você foi destinado avise outro para
ir no seu lugar e ao seu coordenador.

E, finalmente, nunca se esqueça de que o bom coroinha são aqueles conscientes de sua
dignidade e responsabilidade. Desejamos a você um bom trabalho. Jesus apreciará sua dedicação ao
Reino de Deus!!!!!!

Atividade 21
Escreva uma pequena redação sobre o que você aprendeu durante o curso de coroinhas e
também o que ira levar para sempre em seu coração sobre o que refletimos nos encontros.
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“Eu dormia e sonhava que a vida era alegria.
Acordei e verifiquei que a vida era servir.
Servi e descobri que servir era a alegria .”
(R. Tagore)

Capítulo 24- Bibliografia.

 Formação para Coroinha, Padre Luiz Miguel, Paulus, Edição 1


 O Coroinha e a Liturgia, Padre João de Deus Góis, Loyola, Edição 1
 Manual do Coroinha: “Servindo o Senhor com alegria”, Padre Siro Brunello, Paulinas, Edição 1

“A Nós o Trabalho, a Jesus o Sucesso !!!!!!!”