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22.03.

2019
Art. 243
Na obrigação de dar coisa incerta, ela será definida no gênero e na quantidade, mas não
na qualidade. A única coisa incerta é a qualidade.
Ex.: comprei 10 sacas de café futuras
Art. 244
Escolha significa concentração da prestação, e ela cabe ao devedor no silêncio do
contrato. Caso combinado entre as partes, o credor pode escolher. O devedor não pode
escolher o pior, nem precisa escolher o melhor, pode ser de qualidade média.
Ex.: separar, escolher as sacas de café
Art. 245
Cientificado o credor da escolha, depois de colhida e separada, trata-se de coisa certa.
Aplicam-se as regras que estudamos aula passada.
Art. 246
Princípio de “o gênero não perece”.
O devedor, ANTES DA ESCOLHA, não pode alegar perda ou deterioração da coisa,
mesmo que por força maior, pois o gênero não perece.
Ex.: se o devedor perder todas as sacas de café, ainda há café no mundo. O
devedor ainda deverá, de alguma forma, cumpri sua obrigação.
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Art. 247
Obrigação de fazer pode ser fungível e infungível.
A obrigação de fazer fungível é substituível, enquanto a infungível é substituível ou
personalíssima.
Art. 248
Se a prestação de fazer for impossível, sem culpa do devedor, a obrigação se resolve;
Ex.: O arquiteto que contratei sofre um AVC.
Se ocorrer com culpa do devedor, responderá por perdas e danos. Isso cabe apenas para
obrigações infungíveis.
Ex.: O arquiteto que contratei mudou de cidade, e não pode mais trabalhar para
mim, então ele indeniza.
Art. 249
Se puder ser executado por terceiro, pode o credor da obrigação mandar executar às
custas do devedor da obrigação.
Ex.: paguei o João para pintar a parede, mas no dia aparece o Pedro. Quem paga
é João.
Parágrafo único: em casos de urgências, o credor pode cobrar custas do devedor mesmo
sem aviso prévio ao devedor, ou autorização judicial – autotutela (exceção à regra).
Quando a obrigação não é mais útil ao credor (Art. 395 CC).
Art. 247
Paga perdas e danos o devedor que se recusar a prestar a obrigação a ele só imposta, ou
personalíssima.
Ex.: arquiteto que, sem aviso prévio, já deveria ter começado o projeto que iniciou,
resolveu viajar por 1 ano e não cumpriria mais sua obrigação.
Art. 497 CPC
Tutela inibitória ou ação de fazer ou não fazer tem como função inibir o ato ilícito, sendo
esse em sua prática ou perpetuação. A citação se dá como coação a pena de multa
(ASTREINTE = multa processual), a qual é cumulável à indenização. Cabe ao juiz
identificar a periodicidade e o valor desta multa. O objetivo da ação de fazer ou não fazer
é a coercibilidade.
Ex.: transmissão de um jogo de futebol por dois canais, e só um tem autorização
para transmiti-lo. O juiz pode coagir a emissora sem autorização a pagar, 1 milhão de
reais por minuto transmitido.