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OBJETIVO

Esta Instrução Técnica estabelece as condições mínimas para a formação, treinamento


e reciclagem da brigada de incêndio para atuação em edificações e áreas de risco no Estado de
São Paulo. Fornecer Conhecimentos Teóricos e Práticos e Técnicas de Combate a Incêndio
O objetivo principal deste treinamento e dotar o HNSG de equipes de funcionários aptas para
atuar em situações de emergência, que nos caso de um princípio de incêndio ou em situações
que exijam o abandono do edifício hospitalar, se façam, em condições seguras, evitando-se o
pânico e o descontrole.

Objetivo

Fornecer serviço especializado de Bombeiro Civil.

Ministrar cursos de Brigada de Incêndio, Combate à Incêndio, Primeiros Socorros,


Emergências Químicas, Espaço Confinado, Salvamento em Altura, CIPA, entre outros.

Locação de Centro de Treinamento de Combate a Incêndio.

Elaborar e executar plano de emergência e abandono de área.

Manutenção e testes periódicos em sistemas de incêndio.

Elaboração de todos os programas relacionados à segurança no trabalho.

Elaboração e execução do projeto técnico de sistema de incêndio, além de fornecer


toda assessoria necessária junto ao Corpo de Bombeiro Militar para obtenção e renovação do
AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

TEORIA DO FOGO
Conceito de Fogo

Fogo é um processo químico de transformação. Podemos também defini-lo como o


resultado de uma reação química que desprende luz e calor devido à combustão de materiais
diversos.

Elementos que compõem o fogo

Os elementos que compõem o fogo são:


• Combustível
• Comburente (oxigênio)
• Calor
• Reação em cadeia
Esse quarto elemento, também denominado transformação em cadeia, vai formar o
quadrado ou tetraedro do fogo, substituindo o antigo triângulo do fogo.
Combustível
É todo material que queima.
São sólidos, líquidos e gasosos, sendo que os sólidos e os líquidos se transformam
primeiramente em gás pelo calor e depois inflamam.
Sólidos
Madeira, papel, tecido, algodão, etc.

Líquidos
Voláteis – são os que desprendem gases inflamáveis à temperatura ambiente.
Ex.:álcool, éter, benzina, etc.
Não Voláteis – são os que desprendem gases inflamáveis à temperaturas maiores do
que a do ambiente. Ex.: óleo, graxa, etc.
Gasosos
Butano, propano, etano, etc.

Ponto de Combustão

É a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou


gases inflamáveis que, combinados com o oxigênio do ar e ao entrar em contato com uma
chama, se inflamam, e, mesmo que se retire a chama, o fogo não se apaga, pois essa
temperatura faz gerar, do combustível, vapores ou gases suficientes para manter o fogo ou a
transformação em cadeia.

COMBUSTÃO E SEUS ELEMENTOS

Há fogo quando há combustão. Combustão nada mais é do que uma reação química
das mais elementares, geralmente uma oxigenação

O triângulo do fogo é a representação dos três elementos necessários para iniciar uma
combustão. Esses elementos são o combustível que fornece energia para a queima, o
comburente que é a substância que reage quimicamente com o combustível e o calor que é
necessário para iniciar a reação entre combustível e comburente. Para que se processe esta
reação, obrigatoriamente dois agentes químicos devem estar presentes: Combustível e

Comburente.

Combustível: É tudo que é suscetível de entrar em combustão (madeira, papel, pano,


estopa, tinta, alguns metais, etc.)

Comburente: É todo elemento que, associando-se quimicamente ao combustível, é


capaz de fazê-lo entrar em combustão (o oxigênio é o principal comburente) .

Temperatura de Ignição: Além do combustível e do comburente, é necessária uma


terceira condição para que a combustão possa se processar. Esta condição é a temperatura de
ignição, que é a temperatura acima da qual um combustível pode queimar.

Além do triângulo de fogo, temos também o tetraedro de fogo que, além de incluir
combustível, comburente e calor, também considera a reação em cadeia, pois para o fogo se
manter aceso é necessário que a chama forneça calor suficiente para continuar a queima do
combustível

Como se comportar quando ocorrer um vazamento sem fogo

• Desligar a chave geral da residência, desde que não esteja no ambiente gasado;
• Acionar o Corpo de Bombeiros no telefone 193;
• Abandonar o local;
• Ventilar o máximo possível a área;
• Levar o botijão de gás para um lugar mais ventilado possível;
• Durante a noite, ao constatarmos vazamento (odor) de gás, não devemos nunca
acender a luz. Devemos fechar a válvula do botijão no escuro e em seguida ventilar o
ambiente.

Como se comportar quando ocorrer um vazamento com fogo

• Não extinguir de imediato as chamas, a não ser que haja grandes possibilidades de
propagação;
• Apagar as chamas de outros objetos, se houver, deixando que o fogo continue no
botijão, em segurança;
• Em último caso, procurar extinguir a chama do botijão pelo método de abafamento,
com um pano bem úmido. Para chegar perto do botijão, deve- se procurar ir o mais agachado
possível para não correr o risco de se queimar, e levar o botijão para um local bem ventilado.

TETRAEDRO DO FOGO

Os 4 elementos necessários para que tenha continuidade um fogo se veio a chamar


Tetraedro do fogo. Estes elementos são:

• Combustível
• Comburente
• Calor
• Reacção em corrente

Ante a ausência de qualquer destes elementos o fogo se extingue.

Para que se produza fogo são suficientes três elementos: Combustível, comburente e
energia de ativação (triangulo do fogo). Quando entra na reação o quarto componente (reação
em corrente) o fogo continua. Na reação química há desprendimento de calor, se este é
suficiente, propagar-se-á no combustível.

PROPAGAÇÃO DO FOGO
O fogo pode se propagar:

• Pelo contato da chama em outros combustíveis;


• Através do deslocamento de partículas incandescentes;
• Pela ação do calor.
O calor é uma forma de energia produzida pela combustão ou originada do atrito dos
corpos. Ele se propaga por três processos de transmissão:
CONDUÇÃO

É a forma pela qual se transmite o calor através do próprio material, de molécula a


molécula ou de corpo a corpo.

CONVECÇÃO

É quando o calor se transmite através de uma massa de ar aquecida, que se desloca do


local em chamas, levando para outros locais quantidade de calor suficiente para que os
materiais combustíveis aí existentes atinjam seu ponto de combustão, originando outro foco
de fogo.

IRRADIAÇÃO
É quando o calor se transmite porondas caloríficas através do espaço, sem utilizar
qualquer meio material.

CLASSES DE INCÊNDIO
Os incêndios são classificados de acordo com as características dos seus combustíveis.
Somente com o conhecimento da natureza do material que está se queimando, pode-se
descobrir o melhor método para uma extinção rápida e segura.

CLASSE A
• Caracteriza-se por fogo em materiais sólidos;
• Queimam em superfície e profundidade;
• Após a queima deixam resíduos, brasas e cinzas;
• Esse tipo de incêndio é extinto principalmente pelo método de resfriamento, e as
vezes por abafamento através de jato pulverizado.

CLASSE B
• Caracteriza-se por fogo em combustíveis líquidos inflamáveis;
• Queimam em superfície;
• Após a queima, não deixam resíduos;
• Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento.

CLASSE C
• Caracteriza–se por fogo em materiais/equipamentos energizados (geralmente
equipamentos elétricos);
• A extinção só pode ser realizada com agente extintor não-condutor de eletricidade,
nunca com extintores de água ou espuma;
• O primeiro passo num incêndio de classe C é desligar o quadro de força, pois assim
ele se tornará um incêndio de classe A ou B.

CLASSE D
• Caracteriza-se por fogo em metais pirofóricos (aluminio, antimônio, magnésio, etc.)
• São difíceis de serem apagados;
• Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento;
• Nunca utilizar extintores de água ou espuma para extinção do fogo.

MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO

Partindo do princípio de que, para haver fogo, são necessários o combustível,


comburente e o calor, formando o triângulo do fogo ou, mais modernamente, o quadrado ou
tetraedro do fogo, quando já se admite a ocorrência de uma reação em cadeia, para nós
extinguirmos o fogo, basta retirar um desses elementos.

Com a retirada de um dos elementos do fogo, temos os seguintes métodos de extinção:


extinção por retirada do material, por abafamento, por resfriamento.
RESFRIAMENTO

Esse método consiste em jogarmos água no local em chamas provocando seu


resfriamento e consequentemente eliminando o componente "calor" do triângulo do fogo.

Este método consiste na diminuição da temperatura e eliminação do calor, até que o


combustível não gere mais gases ou vapores e se apague.

ABAFAMENTO

Quando abafamos o fogo, impedimos que o oxigênio participe da reação. Logo, ao


retirarmos esse componente comburente (oxigênio) do triângulo, também extinguimos o
fogo.

Este método consiste na diminuição ou impedimento do contato de oxigênio com o


combustível.

ISOLAMENTO

Separando o combustível dos demais componentes do fogo, isolando-o, como na


abertura de uma trilha (acero) na mata, por exemplo, o fogo não passa, impedindo que se
forme o triângulo.

Esse método consiste em duas técnicas:

• retirada do material que está queimando

• retirada do material que está próximo ao fogo

EXTINÇÃO QUÍMICA
Ocorre quando interrompemos a reação em cadeia.

Este método consiste no seguinte: o combustível, sob ação do calor, gera gases ou vapores
que, ao se combinarem com o comburente, formam uma mistura inflamável,
quando lançamos determinados agentes extintores ao fogo, suas moléculas se dissociam pela
ação do calor e se combinam com a mistura inflamável (gás ou vapor mais comburente),
formando outra mistura não–inflamável.

VENTILAÇÃO
Ventilação aplicada no combate a incêndios é a remoção e dispersão sistemática de
fumaça, gases e vapores quentes de um local confinado, proporcionando a troca dos produtos
da combustão por ar fresco, facilitando, assim, a ação dos bombeiros no ambiente sinistrado
neste manual, chamaremos de produto da combustão a fumaça, os gases e os vapores quentes.

São tipos de ventilação:

• Ventilação natural
• Ventilação forçada

VENTILAÇÃO NATURAL

É o emprego do fluxo normal do ar com o fim de ventilar o ambiente, sendo também


empregado o princípio da convecção com o objetivo de ventilar. Como exemplos citam-se a
abertura de portas, janelas, paredes, bem como a abertura de clarabóias e telhados.Na
ventilação natural, apenas se retiram as obstruções que não permitem o fluxo normal dos
produtos da combustão.

VENTILAÇÃO FORÇADA

É utilizada para retirar produtos da combustão de ambientes em que não é possível


estabelecer o fluxo natural de ar. Neste caso, força-se a renovação do ar através da utilização
de equipamentos e outros métodos.

VANTAGENS DA VENTILAÇÃO

Durante o combate, a ventilação é um auxílio imprescindível na execução destes


objetivos. Quando, para auxiliar no controle de incêndio, é feita ventilação adequada, uma
série de vantagens são obtidas, tais como: visualização do foco, retirado do calor e retirado os
produtos tóxicos da combustão.

TÉCNICA DE VENTILAÇÃO

A decisão de ventilar e a escolha do tipo de ventilação a ser feita no local do sinistro


competem ao Comandante da Operação, cabendo ao pessoal a execução correta. Deve-se,
sempre que possível, utilizar o fluxo natural de ar, ou seja, deve-se observar o princípio da
convecção e a direção do vento.

DIREÇÃO DO VENTO

O bombeiro deve estar alerta à direção do vento para que não seja apanhado pelo fluxo
dos produtos da combustão. Para tanto, deve trabalhar com o vento pelas costas.

JATO D’ÁGUA COMO EXAUSTOR

Para que se obtenha o máximo em efetividade na ventilação e o


mínimo em danos e gasto desnecessário de água, a utilização do jato
chuveiro como exaustor depende de avaliação de como, onde e quando o
jato será aplicado.

Um jato chuveiro dirigido através de abertura de portas ou janelas arrasta consigo grandes
quantidades de calor e fumaça.

AGENTES EXTINTORES

Agente extintor é todo material que, aplicado ao fogo, interfere na sua química,
provocando uma descontinuidade em um ou mais lados do triângulo do fogo, alterando as
condições para que haja fogo.

Os agentes extintores podem ser encontrados nos estados sólidos, líquidos ou gasosos.
Existe uma variedade muito grande de agentes extintores. Os agentes mais empregados na
extinção de incêndios e que possivelmente teremos que utilizar em caso de incêndios são:
água, espuma (química e mecânica), gás carbônico e pó químico seco, agentes alogenados
(Halon), agentes improvisados como areia, cobertor, tampa de vasilhame, etc, que
normalmente extinguem o incêndio por abafamento, ou seja, retiram todo o oxigênio a ser
consumido pelo fogo.

Os aparelhos extintores são os vasilhames fabricados com dispositivo que possibilitam


a aplicação do agente extintor sobre os focos de incêndio. Normalmente os aparelhos
extintores recebem o nome do agente extintor que neles contém. Os aparelhos extintores
destinam-se ao combate imediato de pequenos focos de incêndio, pois, acondicionam
pequenos volumes de agentes extintores para manterem a condição de fácil transporte. São de
grande utilidade, pois podem combater a maioria dos incêndios, cujos princípios são pequenos
focos, desde que, manejados adequadamente e no momento certo.

Todas as instituições, mesmo dotadas de chuveiros automáticos, devem possuir


extintores portáteis a fim de combater o fogo em seu início.

O êxito no emprego dos extintores depende dos seguintes fatores:

a) de uma distribuição adequada destes extintores pela área a ser protegida;

b) de manutenção adequada e eficiente;

c) de pessoal habilitado a manejar aparelhos na extinção de incêndio.

Os extintores podem ser portáteis ou sobre rodas (carretas).

Só devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam às normas brasileiras ou


regulamentos técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade
Industrial - INMETRO.
Cada extintor deve ser inspecionado visualmente a cada mês, examinando-se o aspecto
externo, lacres, manômetros quando for do tipo pressurizado e verificando se o bico e as
válvulas de alívio não estão entupidos.

Devem possuir uma etiqueta de identificação presa ao seu corpo, com data em que foi
carregado, data para recarga e nº de identificação. Esta etiqueta deve ser protegida a fim de
evitar que seus dados se danifiquem.

Os cilindros dos extintores de pressão injetada devem ser pesados semestralmente. Se


a perda de peso for além de 10% do peso original, deverá ser providenciada a sua recarga.

O extintor de espuma deve ser recarregado anualmente.

O QUE SÃO AGENTES EXTINTORES


Um agente extintor é um produto ou mistura de produtos contidos no interior de um
extintor e cuja função é inibir as chamas de um fogo, levando à sua extinção. Os agentes
extintores atuam sobre o processo de combustão, química ou fisicamente e podem ser: água,
espumas físicas, espumas químicas (em desuso), pó químico, dióxido de carbono (CO 2 ),
gases halogenados , gases inertes como o Inergen e Argonite , FE13, FM200, etc ...

Água - É o agente extintor universal, sendo o de mais fácil obtenção, mais baixo custo
e de maior rendimento operacional.

Espuma - É um aglomerado de partículas de solução aquosa de baixa densi_ dade e


atua por abafamento e é indicada para líquidos inflamáveis.

Pó Químico Seco (PQS) - É uma mistura de pós micropulverizados constituídos


basicamente, de bicarbonato de sódio ou bicarbonato de potássio.

O Gás Carbônico (CO2) - É um gás incolor, inodoro (sem cheiro), não tóxico e não
condutor de eletricidade.

EQUIPAMENTO DE COMBATE A INCÊNDIO


OS EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO SÃO:
• Extintores De Incêndio

• Porta Corta-Fogo

• Mangueiras De Combate A Incêndio

• Sinalização De Segurança E Pânico

• Iluminação De Emergência
• Brigada De Incêndio

• Central De Glp

• Controle De Fumaça

EXTINTORES DE INCÊNDIO
Visando facilitar o entendimento do processo de inspeção, manutenção e recarga em
extintores de incêndio apresentaram o fluxograma (confira no link FLUXOGRAMA
EXTINTORES).Nota de esclarecimento: Para verificar se a empresa de manutenção de
extintores de incêndio está regularmente registrada no INMETRO e apta a executar os
serviços em conformidade com as normas técnicas da ABNT e regulamentos técnicos do
INMETRO.

PORTA CORTA-FOGO

Recomenda-se que anualmente seja efetuada uma inspeção e manutenção competente,


tal como: regulagem da pressão da mola das dobradiças, regulagem da maçaneta e
substituições de partes defeituosas ou ausentes permitidas.

Nota: Não é permitido qualquer reparo na folha da porta que interfira com o miolo de
isolação térmica.

MANGUEIRAS DE COMBATE A INCÊNDIO

Deve ser realizada inspeção a cada 6 meses e manutenção a cada 12 meses de toda
mangueira em uso.A edificação ou área de risco não pode ficar sem mangueiras durante o
período de inspeção ou manutenção. Para que isso não ocorra recomenda-se a retirada dos
andares pares e dos andares ímpares em datas diferentes para competente manutenção. Para as
garagens onde haja mais de um ponto de hidrante, recomenda-se a manutenção em datas
diferentes.

Nota: Para essa atividade, há empresas com certificação voluntária e por esse motivo
devem ter a preferência do consumidor, embora o essencial seja a emissão de um relatório de
inspeção e manutenção de mangueiras de incêndio, conforme norma ABNT NBR 12779.

Tão ou mais importante que as mangueiras de incêndio é a instalação hidráulica a qual


são conectadas. Nesse sentido, recomenda-se que trimestralmente os abrigos de incêndio que
contém as mangueiras sejam inspecionados e “manutenidos” se necessário for.

Anualmente, é de bom alvitre que os registros de incêndio, que normalmente estão na


parte interna do abrigo, sejam postos a funcionar por pelo menos dois (2) ciclos consecutivos,
ou seja, abrir e fechar abrir e fechar verificando a estanque idade do mesmo. Em seguida
medir a pressão estática da rede naquele ponto, sempre no sentido do último andar para o
térreo ou garagem se houver. Tal procedimento promoverá a limpeza da rede e
simultaneamente evidenciará qualquer defeito, ou seja, registros que abrem e não fecham,
outros que não abrem, e por incrível que pareça não se verifica a presença de água.
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA E PÂNICO
Para esse tipo de produto há uma disparidade de preço e qualidade, e as mais baratas
não cumprem o requisito normativo de desempenho, conforme norma ABNT NBR 13434-3 –
Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 3: requisitos e métodos de ensaio.
Para mitigar a possibilidade de o consumidor adquirir um produto não conforme aos
requisitos normativos, solicite do fornecedor um certificado ou laudo técnico que evidencie a
conformidade do produto com a norma respectiva, visto que não há marca de conformidade
desse componente.

ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Anualmente é necessário verificar as baterias do sistema. Mensalmente acionar o


sistema, por pelo menos 10 (dez) minutos verificando a existência de lâmpadas queimadas ou
mal conectadas providenciando a ação corretiva pertinente. É recomendável contratar empresa
especializada indicada pelo fabricante do sistema para a manutenção anual, solicitando o
competente relatório técnico.

BRIGADA DE INCÊNDIO

É recomendável que anualmente os componentes da brigada de incêndio da edificação


sejam reciclados, ou seja, seja submetido a um treinamento de proteção e combate a incêndio
em campo de treinamento.

CONTROLE DE FUMAÇA

Recomenda-se que o sistema de pressurização de escada seja inspecionado por


empresa especializada indicada pelo fabricante do equipamento, ou por este, a cada 6 (seis)
meses emitindo o competente relatório técnico. Para o sistema que entra em operação no
momento do sinistro, é recomendável que, pelo menos, anualmente seja posto a funcionar.

EQUIPAMENTOS DE DETECÇÃO

A tecnologia transformou a maneira de nos comunicarmos e


fazermos negócios. Hoje em dia, alguns segundos faz uma grande
diferença.

Centrais de Incêndio que se adaptam perfeitamente a qualquer de


ambiente ou aplicação atendendo de forma efetiva às suas necessidades.

SXL
Ideal para proteção de edificações de pequeno porte. Testada em situações reais de
incêndio, oferece um sistema de detecção confiável e seguro para seus usuários.

EQUIPAMENTOS DE DETECÇÃO
CARACTERÍSTICAS

Modelo: convencional

Localização do foco de incêndio: geral – informa em qual área está ocorrendo o


incêndio. Capacidade do sistema: 160 pontos.

Indicação: pequenos empreendimentos

MXL

Sua característica principal é a flexibilidade do sistema. Com funções especiais e


inteligentes, esta série permite s proteção ampla do ambiente, desde pequenos escritórios até
parques industriais.

Características

Modelo: Central Inteligente

Localização do foco do incêndio: além de mensagens de texto é


possível visualizar o foco do incêndio através de uma tela gráfica e acionar
comandos para auxiliar a brigada de incêndio.

Capacidade do sistema: mínimo de 120 pontos e máximo de 3000


pontos. Indicação: médios e grandes empreendimentos

XLS FireFinder

Capacidade de detectar um incêndio em menos de 0,25 segundos

A central XLS FireFinder é a mais moderna central de incêndio do mercado, é capaz


detectar um incêndio e comunicar ao painel em menos de 0,25 segundos. O
operador pode ser informado sobre o evento através de mensagens de texto
detalhadas e localização visual do foco do incêndio através de uma pequena
planta do local e ícones de identificação. Dentro de 3 segundos, os alarmes
podem ser ativados e as operações de controle de emergência interligadas
podem ser acionadas.
Características

Modelo: Central Inteligente

Localização do foco do incêndio: além de mensagens de texto é possível visualizar o


foco do incêndio através de uma tela gráfica e acionar comandos para auxiliar a brigada de
incêndio. Capacidade do sistema: mínimo de 120 pontos e máximo de 3000 pontos.

Indicação: médios e grandes empreendimentos.

Detectores de Fumaça Fire Print

Os sistemas inteligentes de detecção da Siemens, conseguem identificar


antecipadamente sinais de fumaça e calor, evitando o risco de alarmes falsos como cigarros e
exaustores.

Os Detectores de Fumaça Fire Print são configurados para até 11 tipos de ambientes
como: sala de computadores (CPD), dormitórios, hospitais, duto de ar-condicionado, lobby,
escritórios, garagem, cofres, transformadores, armazéns ou depósitos.

Descrição Geral

O detector de fumaça CPD 7051 é utilizado para detectar incêndios em seu estágio
inicial, quando o sinistro ainda é pequeno e com plenas possibilidades de controle. É
apropriado para atuação onde se trabalha com madeira, papel, plásticos, materiais elétricos,
materiais sintéticos, líquidos combustíveis, tecidos e outros materiais que liberam fumaça no
início da combustão.

O detector iônico possui duas camadas, uma de referência e outra de amostragem


externa. A presença de fumaça ou gases nesta câmara causa grande variação na corrente que é
amplificada pelo detector e transmitida, indicando o local do início do sinistro. Suas
características o tornam mais propício para detecção de incêndio no qual as chamas se
afloram muito rapidamente e são caracterizadas por partículas de combustão, de dimensões na
faixa de 0,01 a 0,3 micrômetros.

Ele é mecânica e eletricamente compatível com as séries anteriores de nossos


detectores. Assim, ao ser instalado, não há a necessidade de se refazer a fiação, podendo
também ser mesclado em um único loop. Esta característica é particularmente significativa
tanto para a adaptação de um sistema,como para a sua ampliação e, principalmente, pelo fator
custo.

Detector de fumo
A deflagração de um incêndio em casa durante a noite é particularmente perigosa, pois
o fogo pode alastrar antes que alguém dê por ele.

Num tipo de detector de fumo, uma câmara de ionização é continuamente percorrida


pelo ar ambiente, e as pequenas alterações na composição do ar provocadas pelo fumo são
detectadas, acionando um alarme. Outro tipo, um detector fotoelétrico, possui um alarme que
é acionado quando a luz de um pequeno feixe é dispersa pelas partículas de fumo.

Os detectores são alimentados por uma pilha de longa duração; escolha um detector
que emita um aviso auditivo ou visual quando a pilha precisa de ser substituída. Deverá
também possuir um interruptor de ensaio para que possa experimentar a intervalos regulares o
funcionamento do alarme.

Poderá instalar um detector de fumo em cada divisão da casa, com exceção da


cozinha, pois o seu normal funcionamento faria disparar o alarme. Se tal não for possível,
instale um no vestíbulo principal e outro no patamar. Fixe ao teto com parafusos cada uma
das unidades, tendo o cuidado de aparafusá-las em locais firmes, e não apenas ao estuque ou
ao estafe. É importante que o alarme produza um som suficientemente audível para acordar os
moradores adormecidos — pelo menos 85 decibéis. Numa vivenda de dois pisos, talvez haja
necessidade de manter as portas dos quartos do andar superior entreaberta para que o alarme
se ouça. As salas do andar inferior, especialmente as que dêem para uma escada, devem ficar
fechadas à noite para retardar o alastramento de um eventual incêndio.

ABANDONO DE ÁREA

Proceder ao abandono da área parcial ou total, quando necesário, conforme


comunicação preestabelecida, transferindo para local seguro, a uma distância mínima de 100
m do local do sinistro, permanecendo até a definição final. O responsável pela ordem de
abandono é o coordenador geral da Brigada de Incêndio e Abandono.

Coordenador geral da Brigada: elabora o plano de prevenção e responsabilisa por


todo abandono.

Coordenador de Incêndio: Fiscaliza e desenvolve o programa de treinamento da


Brigada e Abandono.

Coordenador de abandono: responsável pelo controle de abandono em seu andar.

Puxa-fila: é o 1º. Componente da brigada de abandono de cada pavimento.

Serra-fila: é o último componente da brigada, responsável por ajudar na conferência


do pessoal na fila.

Líder de incêncio: Inspecionar os equipamentos de combate de incêncio do seu setor.


Auxiliar: é o componente da Brigada sem função específica.

Brigadista: Responsável por iniciar o combate ao princípio de incêndio, utilizando os


extintores.

ESTRATÉGIA DE ABANDONO EM CASO DE EMERGÊNCIA OU


SIMULADO:
Plano A - Saídas pelas portas dos prédios, chegando na calçada vire a esquerda e
dirija-se ao ponto já estabelecido.

Plano B - Quando alguma saída principal estiver impossibilitada de uso, descre ao 1º.
Subsolo, sair pela rampa da garagem e dirija-se ao ponto já estabelecido.

Quando chegar à calçada se o sentido da esquerda estiver bloqueado, vire a direita,


sentido Corregedoria da Polícia Civil, contornar o quarteirão até chegar ao ponto de
concentração, já estabelecido.

Observação: Quando chegar ao Térreo observe a sinalização luminosa. Cor verde


saída principal livre, cor vermelha saída principal bloqueada.

EVACUAÇÃO - ABANDONO DE ÁREA

Treinamento pela brigada de incêndio.

Definição data do treinamento de evacuação(ajustar com controle de produção)

• Definição de local que será usado como suposição de incêndio.

• Definição de função de cada um no dia do treinamento.

• Membros que apagarão o fogo(Exibição de como usar hidrante).

• Definição de grupo que carregará suposto acidentado no dia do treinamento.

• Definição de acidentado à ser carregado pela maca.

• Como será comunicado à outros setores?

• Local de evacuação.

• Caminho que cada setor percorrerá.

• Definição de orientador de cada setor, responsável à desligar as máquinas,


responsável à fechar portão para evitar maior incêndio.
Equipamentos necessários no dia do treinamento···

• Microfone para falar em público(Megafone)

• Maca

O R G A N O G R A M A D A B R I G A D A D E I N C Ê N D I O

C O O R D E N A D O R G E R A L D A B R I G A D A
C h e f e d o S e t o r d e S e g u r a n ç a
R a m 8 8a 4 l 7 8o 4 u0 8

C O O R D E N A D O R D EC OI N O C R Ê D N E D N I OA D O R D E A B A N D O N O
T é c n ic o d e S e g . d o T r a T b é a c l nh io c o d e S e g . d o T r a b a l h o
R a m 8 8 a6 9l R a m 8 8 a6 9l

L I D E R D E I N C Ê N D C I OO O R D E N A D O R D O A N D A R

B R I G A D I S B T RA I G A D I S T A P U X A - F I L SA E R R A - F I L A

B R I G A D I S B T RA I G A D I S T A A U X I L I A R A U X I L I A R

ANALISE DE VITIMAS

Qualquer medida de primeiros socorros inicia-se pela avaliação da vítima, com a


finalidade de detectar os problemas que a acometem e prestar os cuidados necessários por
ordem de prioridade.

Entretanto, antes de iniciar a avaliação propriamente dita, recomenda-se afastá-la de


qualquer situação de perigo que possa ser prejudicial a ela ou ao próprio socorreste esta
medida inclui a remoção da vítima do local da ocorrência, caso haja risco, para prestar socorro
com segurança.

Em acidentes com eletricidade, como exemplo, antes de iniciar o atendimento à


vítima, a fonte de eletricidade deverá ser desligada, evitando exposição do socorreste para não
se tornar uma segunda vítima. Nos casos de acidentes automobilísticos, a sinalização do local
é imprescindível para evitar novos acidentes e diminuir os riscos de exposição daqueles que
prestam atendimento, bem como da própria vítima.

Recomenda-se observação minuciosa do local do evento, tentando identificar o


mecanismo envolvido nas possíveis lesões, ou seja, como aconteceu o acidente e quais lesões
poderão ser encontradas.
A descrição do acidente, assim como o mal súbito poderá ser feita pela própria vítima
ou por quem tenha presenciado o evento, facilitando a busca de lesões. Sendo assim,
testemunhas devem ser questionadas quanto a essas informações.

A AVALIAÇÃO DA VÍTIMA É REALIZADA POR MEIO DE DUAS


ETAPAS: AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA.

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA

Trata-se do exame sucinto e sistematizado, que permite detectar situações que


ameaçam a vida.

Para facilitar a memorização e evitar que alguma etapa seja esquecida, é usado um
método mnemônico adotado internacionalmente:

A – Consciência e Vias Aéreas;

B – Respiração;

C – Circulação: Pulso e Hemorragias Externas Abundantes.

Realizar a avaliação primária, seguindo esta seqüência garante a quem presta socorro
que as situações que implicam risco de morte sejam reconhecidas e tratadas precocemente.

Os passos para a realização da avaliação primária são:

1° passo: avaliação do nível de consciência, solicitar ajuda e abertura das vias aéreas.

2° passo: avaliação da respiração.

3° passo: avaliação da circulação e presença de hemorragia externa abundante.

AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA

O nível de consciência poderá ser avaliado chamando a vítima ou dando-lhe um


comando vigoroso, em voz alta, tocando-a pelos ombros com cuidado: “hei você”está
bem?”“, "o que aconteceu?" ou "abra seus olhos!". Se ela responder, emitindo som, gemido,
pronunciando palavras ou obedecendo ao comando, significa que as vias aéreas estão livres, a
respiração e circulação estão presentes.
Caso não responda, evidenciando a inconsciência, é necessário solicitar AJUDA de
um serviço de atendimento móvel de urgência (SAMU) e um Desfibrilador Externo
Automático (DEA).

O momento do pedido de ajuda dependerá do tipo de ocorrência, quando o socorreste


estiver sozinho. Em caso de submersão ou afogamento, trauma, overdose de drogas e parada
respiratória, o socorreste deve iniciar os procedimentos de ressuscitarão durante dois minutos
antes de solicitar ajuda.

Excetuando-se os casos citados acima, o socorrista deve chamar ajuda imediatamente.

O Estado de São Paulo, são utilizados os números de telefone: 193 - Serviço de


Resgate do Corpo de Bombeiros e 192 - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência; a
ligação é gratuita. Sempre que o socorreste estiver acompanhado a ajuda deve ser
providenciada imediatamente.

ABERTURA DAS VIAS AÉREAS


Nas vítimas inconscientes ocorre relaxamento dos músculos que sustentam a língua,
provocando a sua queda em direção à faringe e, conseqüentemente, obstrução à passagem de
ar para os pulmões.

Assim, devem-se proceder à abertura das vias aéreas superiores para realizar as
manobras de abertura das vias aéreas, a vítima deve ser colocada em decúbito dorsal (posição
supina/ deitada de costas), sobre superfície plana e rígida.

Se estiver em decúbito ventral (posição prona/ deitada de bruços), é necessário que seja virada
para a posição supina, rolando-a em bloco, com o cuidado de manter sua cabeça, pescoço,
ombros e dorso alinhados.

A abertura das vias aéreas é feita por uma das seguintes técnicas, de acordo com a
situação:

Vítimas sem história de trauma (quando a coluna cervical pode ser movimentada):

Manobra de inclinação da cabeça e elevação do queixo (head tilt - chin lift):

O socorrista coloca sua mão na testa da vítima, inclinando a cabeça para trás; com os
dedos indicadores e médios da outra mão posicionados abaixo do mento (queixo) eleva a
mandíbula, e com o dedo polegar traciona o mento para baixo, mantendo a boca aberta.

Vítimas com história de trauma (quando há necessidade de manter a coluna cervical


imobilizada):

Manobra de elevação e tração da mandíbula (jaw truste): o socorrista posiciona-se


atrás da cabeça da vítima apóia suas mãos em ambos os lados da face, posicionando seus
dedos indicador, médio e anular abaixo do ângulo da mandíbula, empurrando-a para frente e
para cima sem hiperextender o pescoço; com os polegares promove a abertura da boca.

Manobra de elevação do queixo (chin-lift): o socorrista apóia os dedos indicador,


médio e anular de uma de suas mãos abaixo do queixo da vítima e com o polegar da mesma
mão posicionado anteriormente ao mento, traciona a mandíbula para frente e para cima,
segurando-a firmemente, mantendo a boca aberta. A outra mão deverá estar sobre a região
frontal (testa),mantendo a cabeça fixa.

Uma vez estabelecida à abertura das vias aéreas, deve-se proceder à inspeção e
limpeza da cavidade oral retirando secreções, vômitos, sangue, próteses dentárias, dentes
soltos e corpos estranhos.

A estabilização da coluna cervical, por intermédio de imobilização manual ou


utilização de um colar cervical deverá ser assegurada durante todo o atendimento em vítimas
com história de trauma.

AVALIAÇÃO DA RESPIRAÇÃO
O socorrista mantém as vias aéreas abertas utilizando a técnica indicada para o caso,
aproxima sua face junto à boca e nariz da vítima e, num período de cinco a 10 segundos,
observa se o tórax se eleva, tenta ouvir ruídos respiratórios e sentir o ar expirado.

Se a respiração estiver ausente ou agônica, o socorrista inicia as manobras de


ventilação artificial, utilizando um dispositivo de barreira (consulte a página: manobra de
ventilação artificial).

AVALIAÇÃO DA CIRCULAÇÃO
Para avaliar a circulação, verifica-se a presença de pulso em grandes artérias por 10
segundos e sinais de circulação (respiração normal, tosse e movimento). Na avaliação
primária recomenda-se a palpação da artéria carótida, pela facilidade de acesso. Para isso,
localiza-se a cartilagem tireóide na região anterior do pescoço, utilizando os dedos
indicadores e médios; deslizando-os lateralmente, para o mesmo lado em que se encontra o
socorrista.

Deve-se exercer leve pressão durante 5 a 10 segundos para perceber a presença ou não
de pulso. O pulso da artéria femoral poderá ser obtido, palpando-se a região inguinal e
pressionando-a levemente.
Se estiver ausente, devem ser instituídas manobras de ressuscitação cardiopulmonar,
que são medidas que mantêm artificialmente a ventilação pulmonar e a circulação sangüínea.
Para tal objetivo são utilizadas a ventilação artificial e a compressão torácica externa.

Se o pulso está presente e a respiração ausente aplica-se apenas as manobras de


ventilação artificial.

ATENÇÃO! Em caso de dúvida quanto à ausência do pulso carotídeo, considere os


sinais de circulação: tosse, respiração e movimentos. Não havendo nenhuns destes sinais,
iniciam-se as manobras de ressuscitação cardiopulmonar.

Para concluir a avaliação da circulação, o socorrista inspeciona rapidamente todo o


corpo da vítima em busca de sinais externos evidentes de grandes perdas sanguíneas na
presença de hemorragia externa abundante aplica-se as manobras de contenção (ver capítulo
de ferimentos e Hemorragia).

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA EM SITUAÇÕES ESPECIAIS

VÍTIMA COM CAPACETE


A retirada do capacete deve ser realizada por dois socorrestes. O primeiro passo é
posicionar a vítima em decúbito dorsal (posição supina), por meio do rolamento em bloco.

Um socorrista posiciona-se atrás da cabeça da vítima, abre a viseira e segura cada lado
do capacete com os dedos estabilizando a mandíbula o outro socorrista mantém a
estabilização da coluna cervical, colocando os dedos polegar no ângulo da mandíbula de um
dos lados e o indicador e médio no outro lado.

A outra mão mantém a imobilização do pescoço, apoiando a região cervical a seguir, o


socorrista que segura o capacete pelas laterais, força a sua abertura liberando as orelhas e
traciona-o delicadamente, enquanto o outro socorrista mantém a estabilização do pescoço para
evitar a inclinação da cabeça após a retirada do capacete, os socorristas devem manter a
imobilização da coluna cervical manualmente até obter dispositivo que o faça.

VÍTIMA PRESA EM FERRAGEM

Em caso de acidente automobilístico com vítima presa entre as ferragens, não


movimente o acidentado, pois isso poderá agravar seu estado. Sinalize o local para evitar
novos acidentes e solicite ajuda imediatamente a um serviço móvel de urgência.

VIAS AÉRIAS
ASPECTOS ANATÔMICOS E FUNCIONAIS
As vias aéreas têm como função principal conduzir o ar entre o meio ambiente e os
pulmões (alvéolos pulmonares), proporcionando a entrada de ar filtrado, aquecido e rico em
oxigênio, assim como a saída de ar rico em dióxido de carbono do aparelho respiratório,
participando assim do processo da respiração dividem-se em vias aéreas superiores e vias
aéreas inferiores:

Vias Aéreas Superiores:

Cavidade nasal (nariz);

Cavidade oral (boca);

Faringe (Nasofaringe, orofaringe e laringo-faringe ou hipofaringe). Destas três, a na


faringe é exclusivamente via aérea, a laringo-faringe é exclusivamente via digestiva e a
orofaringe é um (Caminho comum ao ar e aos alimentos.).

Vias Aéreas Inferiores:

Laringe.

Traquéia;

Brônquios/bronquíolos;

Pulmões/alvéolos pulmonares.

O acesso às vias aéreo superiores é direto e sua visualização é quase completa, exceto
pela nasofaringe região posterior à cavidade nasal e póstero-superior à úvula -"(Campainha”).

As vias aéreas superiores terminam e as inferiores têm início na laringe, com a


epiglote, estrutura que protege a abertura das vias aéreas inferiores, obstruindo-a durante o
reflexo de deglutição e abrindo-a para a passagem do ar. Seu acesso e visualização dependem
de procedimento médico denominado laringoscopia.

OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS


O atendimento pré-hospitalar da vítima de trauma tem por objetivo, após rápida
verificação do mecanismo de trauma e das condições de segurança no local, prestar suporte
básico e avançado de vida, iniciando-se com a avaliação de vias aéreas (A). Esse processo
denominado avaliação primária ou “ABCD” prioriza a abordagem das vias aéreas que, se
estiverem comprometidas, de imediato afetam as funções vitais – respiração (B) e circulação
(C).
Um processo de pensamento organizado e condicionado referente aos passos da
avaliação primária impedirá o socorreste de ter sua atenção voltada para alterações mais
evidentes e menos urgentes, como ferimentos e fraturas, sebento de alterações.

Nas vias aéreas, principalmente em se tratando de vítima inconsciente a avaliação e o


controle das vias aéreas se faz mediante condutas rápidas e simples, não exigindo inicialmente
qualquer equipamento, bastando à aplicação de técnicas manuais de controle e desobstrução,
sem a necessidade de aguardar equipamentos ou pessoal.

Entende-se por obstrução de vias aéreas toda situação que impeça total ou
parcialmente o trânsito do ar ambiente até os alvéolos pulmonares. A restauração e
manutenção da permeabilidade das vias aéreas nas vítimas de trauma são essenciais e devem
ser feitas de maneira rápida e prioritária.A vítima de trauma pode ter as vias aéreas
comprometidas direta ou indiretamente por mecanismos distintos, sendo os principais os
enumerados a seguir:

Inconsciência

A causa mais freqüente de obstrução de vias aéreas em vítimas de trauma é a


inconsciência, provocando o relaxamento da língua que se projeta contra a orofaringe (fundo
da garganta) da vítima em decúbito dorsal, impedindo a passagem de ar das vias aérea
superiores para as inferiores.

Geralmente é causada por trauma cranioencefálico, choque ou situações clínicas. A


inconsciência também favorece o refluxo do conteúdo gástrico seguido de bronca aspiração.

TRAUMA DIRETO SOBRE VIAS AÉREAS


Trauma direto sobre as vias aéreas, causando sangramento em seu interior,
compressão externa por edema e/ou hematomas e fraturas da árvore laringotraqueobrônquica,
e/ou bronco aspiração de dentes fraturados

QUEIMADURAS EM VIAS AÉREAS

Queimaduras em vias aéreas podem produzir inflamação e edema de glote e de vias


aéreas inferiores.

CORPO ESTRANHO EM VIAS AÉREAS

Fragmentos de próteses dentárias, alimentos, balas, chicletes e pequenos objetos


podem causar obstrução de vias aéreas em diferentes níveis obstrução de Vias Aéreas por
Corpo Estranho (OVACE).

CAUSAS DE OVACE EM ADULTOS:


Embora a perda de consciência seja a causa mais freqüente de obstrução de vias
aéreas, a obstrução por corpos estranhos pode ser causa de perda de consciência e parada
cardiopulmonar.
A eventualidade de corpos estranhos obstruírem vias aéreas em pessoa consciente
ocorre mais freqüentemente durante as refeições, sendo a carne a causa mais comum. Outras
causas de obstrução: próteses dentárias deslocadas, fragmentos, dentários, chicletes e balas.

A obstrução de vias aéreas pelo conteúdo regurgitado do estômago pode ocorrer


durante a parada cardiopulmonar ou nas manobras de reanimação cardiopulmonar. Pessoas
com nível de consciência alterado também correm risco de obstrução de vias aéreas pela
aspiração de material vomitado.

CAUSAS DE OVACE EM CRIANÇAS


Em crianças a principais causas de obstrução de vias aéreas é a aspiração de leite
regurgitado ou de pequenos objetos. Outras causas freqüentes são alimentos (balas, chicletes,
etc.) e causas infecciosas (epiglote).

Neste último caso, a presença do médico ou o transporte imediato para o hospital se


faz imperiosos os lactentes (até 1 ano de idade) são as principais vítimas de morte por
aspiração de corpo estranho na faixa etária pediátrica

Reconhecimento

O reconhecimento precoce da obstrução de vias aéreas é indispensável para o sucesso


no atendimento o socorreste deve estar atento, pois a obstrução de vias aéreas e conseqüente
parada respiratória rapidamente evolui para parada cardiopulmonar.

A obstrução das vias aéreas pode ser parcial (leve) ou total (grave). Na parcial, a
vítima pode ser capaz de manter boa troca gasosa, caso em que poderá tossir fortemente,
apesar dos sibilos entre as tossidas.

Enquanto permanecer uma troca gasosa satisfatória, encorajar a vítima a persistir na


tosse espontânea e nos esforços respiratórios, sem interferir nas tentativas para expelir o corpo
estranho.

A troca insuficiente de ar é indicada pela presença de tosse ineficaz e fraca, ruídos


respiratórios estridentes ou gementes, dificuldade respiratória acentuada e, possivelmente,
cianose. Neste ponto, iniciar o manejo da obstrução parcial como se houvesse obstrução total.

Em adultos, a obstrução por corpo estranho deve ser suspeitada em toda vítima que
subitamente pare de respirar, tornando-se cianótica e inconsciente, sem razão aparente.

Deve-se tomar cuidado na diferenciação de OVACE e parada cardiorespiratíria


(Específica – Receptação Cardiopulmonar).Em crianças a OVACE deve ser suspeitada nos
seguintes casos: dificuldade respiratória de início súbito acompanhada de tosse, respiração
ruidosa, chiado e náusea. Se essa obstrução se tornar completa, ocorre agravamento da
dificuldade respiratória, cianose e perda de consciência.
RECONHECIMENTO DE OVACE EM VÍTIMA CONSCIENTE
A obstrução total das vias aéreas é reconhecidaquando a vítima está se alimentando ou
acabou de comer e, repentinamente, fica incapaz de falar ou tossir pode demonstrar sinais de
asfixia, agarrando o pescoço, apresentando cianose e esforço respiratório exagerado.

O movimento de ar pode estar ausente ou não ser detectável a pronta ação é urgente,
preferencialmente enquanto a vítima ainda está consciente.Em pouco tempo o oxigênio
disponível nos pulmões será utilizado e, como a obstrução de vias aéreas impede a renovação
de ar, ocorrerá à perda de consciência e, rapidamente, a morte.

RECONHECIMENTO DE OVACE EM VÍTIMA INCONSCIENTE


Quando um adulto for encontrado inconsciente por causa desconhecida, suspeitar de
parada cardiopulmonar por infarto, acidente vascular ou epóxi secundário à obstrução de via
aérea ele será avaliado pensando-se em parada cardiopulmonar, deixando para fazer o manejo
de desobstrução de vias aéreas apenas se o fato se evidenciar tratando-se de criança, devemos
suspeitar imediatamente de OVACE.

DESOBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS

Os métodos de desobstrução de vias aéreas dividem-se em dois tipos, conforme a


natureza da obstrução: obstrução por líquido (rolamento de 90º e aspiração) ou obstrução por
sólido (remoção manual e manobras de desobstrução).

Obstrução por Líquido

Rolamento de 90º esta manobra consiste em lateralizar a vítima em monobloco,


trazendo-a do decúbito dorsal para o lateral, com o intuito de remover secreções e sangue das
vias aéreas superiores.

Estando a vítima na cena do acidente, ainda sem intervenção do socorreste, ou seja,


sem qualquer imobilização (colar cervical e tábua), havendo a necessidade da manobra, esta
deverá ser realizada com controle cervical manual.Estando a vítima já imobilizada em tábua
proceder à manobra mediante a lateralização da própria tábua.

Aspiração

A aspiração de secreções e sangue pode ser realizada ainda na cena do acidente,


mediante uso de aspiradores portáteis, ou no interior da ambulância, pelo uso de aspiradores
fixos. Os aspiradores devem promover vácuos e fluxo adequado para sucção efetiva da
faringe, através de sondas de aspiração de vários diâmetros.

A unidade de sucção fixa instalada deve ter potência suficiente para um fluxo de 30
litros por minuto na extremidade final do tubo de entrada e um vácuo acima de 300 mm de
mercúrio quando o tubo é fechado controlar a pressão de sucção em crianças e vítimas
encubadas para a sucção traqueal, utilizar um tubo em "V" ou ''T', com abertura lateral para
controlar a aspiração intermitente.

Quando aspirando a boca ou a faringe, mover o cateter de sucção de tal modo que
atinja todas as áreas acessíveis, evitando que se fixe na mucosa e perca sua eficácia.

A inserção pode ser continuada lentamente, com movimentos rotatórios do cateter,


enquanto houver material a ser aspirado. Cuidado ao utilizar cateteres duros, para evitar
trauma da laringe, aplicar a sucção por períodos de no máximo 05 segundos de cada vez,
alternando-a com o suporte ventila tório.

Obstrução por Sólido

Remoção manual durante a avaliação das vias aéreas o socorrista pode visualizar
corpos estranhos, passíveis de remoção digital, somente remover o material que cause
obstrução se for visível.

É difícil o uso dos dedos para remover corpos estranhos das vias aéreas. Em muitos
casos é impossível abrir a boca da vítima e inserir os dedos para esse propósito, a menos que a
vítima esteja inconsciente.

Em alguns casos, especialmente envolvendo crianças e lactentes, um dedo adulto pode


aprofundar o corpo estranho, causando a obstrução completa. A técnica de remoção manual
consiste em abrir a boca da vítima utilizando a manobra de tração da mandíbula ou a de
elevação do mento (abordadas à frente) e retirar o corpo estranho com o indicador “em
gancho”, deslocar e retirar o corpo estranho.

Estando o corpo estranho mais aprofundado existe a alternativa de utilizar os dedos


indicadores e médios “em pinça”. Em recém-nato e lactente, utilizar o dedo mínimo em
virtude das dimensões reduzidas das vias aéreas. Somente tentar a remoção se o corpo
estranho estiver visível; se não, está contra-indicada a procura do material com os dedos.

Manobras de Desobstrução de Vias Aéreas em Adultos

São manobras realizadas manualmente para desobstruir vias aéreas de sólidos que lhe
ficarem entalados. Para vítimas inconscientes deve ser aplicada a manobra de receptação
cardiopulmonar, pois as compressões torácicas forçam a expedição do corpo estranho e
mantém a circulação sangüínea, aproveitando o oxigênio ainda presente no ar dos pulmões.

Compressão Abdominal

Também chamada manobra de Heimlich,consiste numa série de quatro compressões


sobre a região superior do abdômen, entre o apêndice xifóide e a cicatriz umbilical.

Vítima em pé ou sentada:

1) Posicionar-se atrás da vítima, abraçando-a em torno do abdômen;


2) Segurar o punho da sua outra mão e aplicar compressão contra o abdômen, entre o
apêndice xifóide e a cicatriz umbilical no sentido superior (tórax), por quatro vezes;

3) Estando a vítima em pé, ampliar sua base de sustentação, afastando as pernas, e


posicionar uma entre as pernas da vítima, para evitar-lhe a queda caso fique inconsciente.

Vítima deitada:

1) Posicionar a vítima em decúbito dorsal;

2) Ajoelhar-se ao lado da vítima, ou a cavaleiro sobre ela no nível de suas coxas, com
seus joelhos tocando-lhe lateralmente o corpo;

3) Posicionar a palma da mão (regiãoTênar) sobre o abdômen da vítima, entre o


apêndice xifóide e a cicatriz umbilical, mantendo as mãos sobrepostas;

4) Aplicar quatro compressões abdominais no sentido do tórax.

Compressão Torácica

A compressão torácica é utilizada quando a compressão abdominal é inviável ou


contra-indicada, como nos casos de obesidade com circunferência abdominal muito larga e
gestação próxima do termo consciente em uma série de quatro compressões torácicas sobre o
terço inferior do esterno, logo acima do apêndice xifóide.

Vítima em pé ou sentada:

1) Posicionar-se atrás da vítima, abraçando-a em torno do tórax;

2) Segurar o punho da sua outra mão e aplicar compressão contra o esterno, acima do
apêndice xifóide, por quatro vezes;

3) Estando a vítima em pé, ampliar sua base de sustentação, afastando as pernas, e


posicionar uma entre as pernas da vítima, para evitar-lhe a queda caso fique inconsciente.

Vítima deitada:

1) Posicionar a vítima em decúbito dorsal;

2) Ajoelhar-se ao lado da vítima;

3) Aplicar quatro compressões torácicas como na manobra de receptação


cardiopulmonar - RCP;

Manobras de Desobstrução de Vias Aéreas em Crianças

A remoção manual de material que provoque obstrução sem ser visualizado não é
recomendada para crianças maiores de um ano, aplicar a manobra de Heimlich, de forma
semelhante á do adulto; nos lactentes, uma combinação de palmada nas costas (face da
criança voltada para baixo) e compressões torácicas (face voltada para cima), sempre
apoiando a vítima no seu antebraço; mantenha-o com a cabeça mais baixa que o tronco,
próximo o seu corpo.

Técnica:

1) Utilizar a região hipotênar das mãos para aplicar até 05 palmadas no dorso do
lactente (entre as escápulas);

2) Virar o lactente segurando firmemente entre suas mãos e braços (em bloco);

3) Aplicar 05 compressões torácicas, como na técnica de reanimação cardiopulmonar


(comprima o tórax com 02 dedos sobre o esterno, logo abaixo da linha mamilar).

Os passos da manobra de Heimlich para crianças maiores e os da combinação de


palmada nas costas com compressões torácicas para lactentes devem ser repetidos até que o
corpo estranho seja expelido ou a vítima fique inconsciente. Neste caso, proceder as manobras
de abertura de vias aéreas, repetir os passos de desobstrução iniciar manobrasde RCP.

Métodos de Controle de Vias Aéreas

Os métodos de controle de vias aéreas são de três tipos: manual, mecânico e cirúrgico,
sendo que o método mecânico se subdivide em básicos, avançados e alternativos. A causa
mais comum de obstrução de vias aéreas é a inconsciência de qualquer natureza e, na grande
maioria dos casos, os métodos manuais conseguem promover e manter a permeabilidade das
vias aéreas

Métodos Manuais

Manobra de Tração de Mandíbula (Jaw-Thrust) essa técnica tem como vantagem o


fato de não mobilizar a coluna cervical, visto que promove a desobstrução das vias aéreas por
projetar a mandíbula anteriormente, deslocando também a língua como desvantagem, é
tecnicamente mais difícil de executar, se comparada à manobra de inclinação da cabeça e
elevação do mento, além de não permitir que o socorresse (estando sozinho) continue a
avaliação da vítima, visto que estará com as duas mãos envolvidas na manutenção da manobra
executar da seguinte forma:

1) Apoiar a região tênar da mão sobre a região zigomática da vítima, bilateralmente,


estando posicionado na sua "cabeceira";

2) Colocar a ponta dos dedos indicador e médio atrás do ângulo da mandíbula,


bilateralmente, exercendo força suficiente para deslocá-Ia anteriormente;

3) Apoiar os polegares na região mentoniana, imediatamente abaixo do lábio inferior,


e promover a abertura da boca.

Manobra de Inclinação da Cabeça

E Elevação do Mento (Caem Lift) essa técnica tem como vantagem ser tecnicamente
mais fácil de executar se comparada à manobra de tração de mandíbula e o socorreste mesmo
sozinho, consegue manter a manobra sem perder o controle cervical executar da seguinte
forma:

1) Manter o controle cervical com uma das mãos posicionada sobre a região frontal da
vítima;

2) Posicionar o polegar da outra mão no queixo e o indicador na face inferior do corpo


da mandíbula;

3) Pinçar e tracionar anteriormentea mandíbula, promovendo movimento discreto de


extensão da cabeça, o suficiente para liberar as vias aéreas.

Após a realização de qualquer das manobras manuais, o socorreste deve observar a


cavidade oral e, somente caso visualize qualquer corpo estranho este deve ser removido em
caso de corpos líquidos deve ser executado o rolamento de 90º ou a aspiração.

MÉTODOS MECÂNICOS BÁSICOS

Cânula Orofaríngea

Também conhecida como cânula de guedes é um dispositivo destinado a manter fervia


a via aérea superior em vítimas inconscientes introduzida em vítima consciente ou em
estupor, pode produzir vômito ou laringoespasmo.

É necessário cuidado na colocação da cânula, porque a inserção incorreta pode


empurrar a língua para trás, na faringe, e produzir obstrução de via aérea, manifestada por
troca insuficiente de ar, indicada por tosse ineficaz e fraca, ruídos respiratórios estridentes,
dificuldade respiratória acentuada e até mesmo cianose (cor azulada de pele, unhas e lábios).

A cânula orofaríngea está disponível em medidas para recém-natos, crianças e adultos.


O melhor modo de identificar o tamanho adequado da cânula é seguraria ao lado da face da
vítima, com a extremidade inferior tocando o ângulo da mandíbula, logo abaixo do lóbulo da
orelha e estender a outra extremidade até a comissura labial inserir a cânula com a
concavidade para cima, dirigindo sua extremidade para o palato duro ("céu da boca"), logo
atrás dos dentes incisivos superiores.

Não permitir que a cânula toque o palato, aplicando um movimento de rotação


helicoidal de 180º (em parafuso) sobre ela mesma, posicionando-a sobre a língua. Um
abaixador de língua pode ser útil para impedir que a cânula empurre a língua para trás durante
sua inserção. Em crianças pequenas, a cânula de Guedes é inserida diretamente sobre a língua,
com a concavidade para baixo, sem a rotação de 180º. Dessa forma evitam-se traumatizar
dentes e palato.

Cânula Nasofaringe

É um dispositivo confeccionado em látex, mais flexível e de menor diâmetro que a


cânula orofaríngea, em virtude de sua inserção através da cavidade nasal bem lubrificada,
introduzi-Ia numa das narinas (naquela que aparentemente não esteja obstruída) e,
delicadamente, introduzi-la até a orofaringe.

A cânula nasofaringe é preferível à orofaríngea na vítima consciente, por ser mais bem
tolerada e menos propensa a induzir vômitos durante a inserção, encontrando obstáculo na
progressão da cânula, interromper imediatamente o procedimento, tentando a seguir introduzi-
la através da outra narina.

Avançado

Encubação Endotraqueal procedimento médico que se define como via aérea


definitiva, através da inserção de cânula endotraqueal por via oral ou nasal. É o meio mais
efetivo de proteção de vias aéreas contra aspiração e permite uma ventilação pulmonar
adequada.

Esse procedimento está indicado quando não se consegue manter via aérea permeável
por outros métodos ou se pretendem proteger as vias aérea inferior contra a aspiração de
sangue ou vômito dessa forma consegue-se manter uma melhor ventilação da vítima
utilizando balão auto-inflável (ambos) ou respirador para manter ventilação artificial
enriquecida com oxigênio. O socorreste deve conhecer o material necessário para a encubação
traqueal, objetivando.

Obturador Esofágico

É um dispositivo composto de uma máscara facial que cobre boca e nariz adaptados a
um tubo com balonete na extremidade oposta. O tubo é passado por via oral e se localizará no
esôfago, o qual será obliterado pela insuflação do balonete. A vitima será ventilada através da
máscara que deve estar bem adaptada à sua face.

Combitube

O Combitube é um tubo de duplo limem com 02 balonetes (proximal Orofaríngeo e


distal) um lime se assemelha ao obturador esofágico, com fundo cego e perfurações laterais na
altura da faringe. O outro limem apresenta a extremidade distal aberta similar ao um tubo
traqueal convencional o combitube é introduzido às cegas e permite adequada ventilação
independentemente de sua posição ser esofágica ou traqueal.

Máscara Laríngea

A Máscara Laríngea é um tubo semicurvo, que se inicia em um conector padrão e


termina em uma pequena máscara com um suporte periférico inflável, que forma uma
vedação à volta da entrada da laringe. Sua inserção é muito rápida e dispensa a laringoscopia.

REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR
VENTILAÇÃO ARTIFICIAL
Reanimação (Ressucitação)

O que deve fazer:

Perante uma pessoa inerte, em estado de morte aparente, deve:

- Procurar descobrir e eliminar a causa da situação.

- Verificar se respira.

- verificar se o coração bate.

Se a vitima respira:

- Desapertar a roupa.

- Colocar a vitima na posição lateral de segurança.

- Mantê-la confortavelmente aquecida.

Se a vitima não respira:

- Deve certificar-se de que as vias respiratórias se encontram desobstruídas e, se assim


não for, desobstruí-las.

- Iniciar ventilação artificial até que a vitima respire por si.

- Se o coração não bater após três insuflações rápidas de ar, associar a ventilação
artificial à compressão cardíaca externa (massagem cardíaca).

- Transportar rapidamente a vitima para o Hospital, não parando nunca de fazer a


ventilação.

COMPRESSÃO CARDÍACA EXTERNA


NO BEBÊ:

Ventilação por 5 massagens, 100 a 120 vezes por minuto.

Com o bebê deitado de costas sobre uma superfície dura, o socorrista deve colocar os
seus dois dedos polegares sobreposto sobre a ponta do esterno pressionando-o a um ritmo de
cerca de 100 vezes por minuto. Essa posição permite também a respiração boca-a-boca ou
boca-nariz.

NA CRIANÇA:
Ventilação por 5 massagens, 100 vezes por minuto.

Com a criança deitada de costas sobre uma superfície dura, o socorrista deve apoiar a
palma da mão cerca de 3 cm acima da ponta do esterno e colocar a outra mão sobreposta
pressionando o esterno a um ritmo de cerca de 80 vezes por minuto. Se utilizar as duas mãos
deverá sobrepor à ponta dos dedos.

NO JOVEM ADULTO:

Ventilações por 15 massagens de 80 a 100 vezes por minuto.

Com a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura, o socorrista deve apoiar a
palma da mão cerca de 3 cm acima da ponta do esterno e colocar a outra mão sobreposta
pressionando o esterno a um ritmo de cerca de 80 vezes por minuto.Manter entretanto a
ventilação artificial.

Atenção:

Se o socorrista puder dispor de ajuda de outra pessoa torna-se mais fácil sem
interrupção a compressão cardíaca, o outro executa a ventilação boca-a-boca: uma insuflação
de ar de 5 em 5 compressões cardíacas. Se o socorrista estiver só, terá de ser ele a executar
ambas as manobras: 2 insuflações de ar, 15 compressões cardíacas, 2 insuflações de ar, e
assim sucessivamente.

Quando o coração começar a bater suspender a compressão cardíaca mas manter a


ventilação até a vítima respirar por si. Logo que a vítima respire normalmente, colocá-la em
Posição Lateral de Segurança e mantê-la confortavelmente aquecida, em qualquer situação,
mesmo de aparente recuperação total, a vítima deverá ser enviada para o Hospital.

HEMORRAGIA
Hemorragia é a ruptura de vasos sanguíneos, com extravasamento de sangue.A
gravidade da hemorragia se mede pela quantidade e rapidez de sangue extravasado.A perda de
sangue pode ocasionar o estado de choque e levar a vítima à morte.

HEMORRAGIA INTERNA E EXTERNA.

HEMORRAGIA INTERNA
As hemorragias internas são mais difíceis de serem reconhecidas porque o sangue se
acumula nas cavidades do corpo, tais como: estômago, pulmões, bexiga, cavidades craniana,
torácica, abdominal e etc.

Sintomas

• Fraqueza;
• Sede;
• Frio;
• Ansiedade ou indiferença.

Sinais

• Alteração do nível de consciência ou inconsciência;


• Agressividade ou passividade;
• Tremores e arrepios do corpo;
• Pulso rápido e fraco;
• Respiração rápida e artificial;
• Pele pálida, fria e úmida;
• Sudorese; e
• Pupilas dilatadas.

Identificação

Além dos sinais e sintomas clínicos, suspeita-se que haja hemorragia interna quando houver:

• Acidente por desaceleração (acidente automobilístico);


• Ferimento por projétil de arma de fogo, faca ou estilete, principalmente no tórax
ou abdome;
• Acidente em que o corpo suportou grande pressão (soterramento, queda).

Se houver perda de sangue pela boca, nariz e ouvido existem suspeita de uma
hemorragia no cérebro se a vítima apresentar escarros sanguinolentos, provavelmente a
hemorragia será no pulmão; se vomitar sangue será no estômago; se evacuar sangue, será nos
intestinos (úlceras profundas); e se houver perda de sangue pela vagina, poderá estar
ocorrendo um processo abortivo.

Normalmente, estas hemorragias se dão (se não forem por doenças especiais) logo
após acidentes violentos, nos quais o corpo suporta pressões muito fortes (colisões,
soterramentos, etc.).

HEMORRAGIA EXTERNA

As hemorragias externas dividem-se em: arterial, venosa e capilar.

Nas hemorragias arteriais, o sangue é vermelho vivo, rico em oxigênio, e a perda é


pulsátil, obedecendo às contrações sistólicas do coração. Esse tipo de hemorragia é
particularmente grave pela rapidez com que a perda de sangue se processa.
As hemorragias venosas são reconhecidas pelo sangue
vermelho escuro, pobre em oxigênio, e a perda é de forma contínua e
com pouca pressão. São menos graves que as hemorragias arteriais,
porém, a demora no tratamento pode ocasionar sérias complicações.

As hemorragias capilares são pequenas perdas de sangue, em


vasos de pequeno calibre que recobrem a superfície do corpo.

Métodos Para Detenção De Hemorragias

• Elevação da região acidentada: pequenas hemorragias nos membros e outras partes


do corpo podem ser diminuídas, ou mesmo estancadas, elevando-se a parte
atingida e, conseqüentemente, dificultando a chegada do fluxo sanguíneo. Não
elevar o segmento ferido se isto produzir dor ou se houver suspeita de lesões
internas.

• Tamponamento: pequenas, médias e grandes hemorragias podem ser detidas pela


obstrução do fluxo sanguíneo, com as mãos ou, preferencialmente, com um pano
limpo ou gaze esterilizada, fazendo um curativo compressivo. É o melhor método
de estancar uma hemorragia.

• Compressão arterial: se os métodos anteriores não forem suficientes para estancar


a hemorragia, ou se não for possível comprimir diretamente o ferimento, deve-se
comprimir as grandes artérias para diminuir o fluxo sanguíneo.

• Torniquete: é uma medida extrema que só deve ser adotada em último caso e se
todos os outros métodos falharem. Consiste em uma faixa de constrição que se
aplica a um membro, acima do ferimento, de maneira tal que se possa apertar até
deter a passagem do sangue arterial. O material a ser utilizado poderá ser o que
houver à mão (gravata, lenço, toalha, suspensório, etc.), não devendo ser inferior à
2,5 cm de largura para não afetar os tecidos. Deve-se usar um pequeno rolo de
gaze sobre a artéria para ajudar a compressão. Uma vez realizado o torniquete não
se deve mais afrouxá-lo. A parte do corpo que ficou sem receber sangue libera
grande quantidade de toxinas e, se o torniquete for afrouxado, estas toxinas vão
sobrecarregar os rins, podendo causar maiores danos à vítima.

O torniquete só poderá ser retirado no hospital, quando medidas médicas forem


tomadas.

Tratamento Da Hemorragia Interna

• Deitar o acidentado e elevar os membros inferiores.


• Prevenir o estado de choque.
• Providenciar transporte urgente, pois só em hospital se pode estancar a hemorragia
interna.

Tratamento da Hemorragia Externa


• Deitar a vítima; o repouso da parte ferida ajuda a formação de um coágulo.
• Se o ferimento estiver coberto pela roupa, descobri-lo (evitar, porém, o
resfriamento do acidentado).
• Deter a hemorragia.
• Evitar o estado de choque.