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Eletriseg Engenharia

Material Elaborado por:

• Bruno Cardoso, Engenheiro Eletricista e Engenheiro de Segurança do Trabalho


• Lucas Souza, Engenheiro Eletricista

Instrutor do Curso de Nr 10 Básico:

• Lucas Souza, Engenheiro Eletricista


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A Eletriseg Engenharia foi fundada em Junho de 2014 para atender uma


demanda crescente de serviços na área de engenharia elétrica e de
segurança do trabalho. Em 2018, com apenas 4 anos de fundação, a
empresa atua com respeito e comprometimento em diversas áreas da
engenharia.

Com sede em Santa Catarina, na cidade de Joinville e apoios técnicos nas


cidades de São Bento do Sul, São Francisco do Sul, Barra Velha, Itajaí e
Curitiba. A empresa conquistou clientes e atua em diversas regiões nos
três estados do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Nosso corpo técnico hoje é composto por engenheiros e técnicos


altamente qualificados para atender os clientes com qualidade e ética em
seus serviços prestados. Acreditamos que o trabalho em equipe dentro da
empresa fortalece a troca de conhecimento e experiências garantindo uma
excelente qualidade nos serviços prestados aos clientes.

O Grupo Eletriseg Engenharia hoje conta com engenheiros eletricistas,


engenheiros de segurança do trabalho, engenheiro mecânico, e ngenheiros
ambientais, engenheiro civil, técnicos de segurança do trabalho, técnico
em eletrotécnica, projetistas (elétrico, civil, mecânico, ambiental e
prevencionista), entre outros profissionais.

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Engenharia Elétrica
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Sumário
1. Introdução..................................................................................................................................... 4
2. Objetivo e Campo de Aplicação .................................................................................................... 5
3. Introdução a Segurança com Eletricidade .................................................................................... 5
4. Riscos Elétricos .............................................................................................................................. 7
5. Riscos Adicionais ......................................................................................................................... 10
6. Equipamentos de Proteção Coletiva ........................................................................................... 13
7. Equipamentos de Proteção Individual ........................................................................................ 14
8. Medidas de Controle de Risco .................................................................................................... 15
9. Técnicas de Análise de Risco ....................................................................................................... 23
10. Análise Preliminar de Risco ..................................................................................................... 24
11. Ordem de Serviço.................................................................................................................... 25
12. Dialogo Diário de Segurança ................................................................................................... 26
13. Normas Técnicas Brasileiras.................................................................................................... 26
14. Regulamentação do Ministério do Trabalho .......................................................................... 27
15. Documentações de Instalações Elétricas ................................................................................ 30
16. Rotinas de Trabalho ................................................................................................................ 31
17. Considerações Finais ............................................................................................................... 33

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1. Introdução

Trabalhos com eletricidade são realizados há mais de um século, a forma de realizá-


los foi modificada ao longo dos anos para ser mais ágil e segura. No início, os
cuidados eram poucos causando muitos acidentes.
No Brasil, em 1978 foram criadas 28 normas regulamentadoras, logo se
transformaram em 34 e hoje são 36.
Com passar dos anos o nível de segurança do trabalho com eletricidade vem
evoluindo. Essa evolução é desafiadora visto que a eletricidade não tem cheiro, não
se vê, não tem cor e não se sente, é um inimigo invisível.
Foi necessário desenvolver instrumentos e ferramentas que identificam e
medem a eletricidade.
Além disso, os procedimentos de trabalho com eletricidade evoluíram. Adotar
o procedimento correto é fundamental para garantir a segurança e a integridade dos
profissionais.
Foram desenvolvidos equipamentos de segurança próprios para o trabalho com
eletricidade, cada condição de trabalho requer um equipamento de segurança
apropriado, exemplo pode ser dado para trabalhos em níveis de tensão diferente que
exigem luvas diferentes.
Com ferramentas, equipamentos de segurança, instrumentos apropriados e
seguindo os procedimentos corretos um profissional qualificado pode realizar o
trabalho com segurança.
Para que as atividades sejam executadas com segurança é necessário que as
instalações elétricas estejam em boas condições.
Resumindo, os fatores para se trabalhar com segurança:

Instrumentos/ ferramentas apropriadas;


Procedimentos de trabalho corretos;
Equipamentos de segurança;
Profissionais qualificados;
Condições boas da instalação;

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Assim a NR-10 é a Norma Regulamentadora emitida pelo Ministério do
Trabalho e Emprego do Brasil que tem por objetivo garantir a segurança e a saúde
dos trabalhadores que interagem com instalações e serviços em eletricidade.

2. Objetivo e Campo de Aplicação

Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos e condições


mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas
preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta
ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.

3. Introdução a Segurança com Eletricidade

Neste capítulo, vamos aprender alguns conceitos básicos de eletricidade. A


eletricidade é invisível, sem cheiro e silenciosa, portanto muitas pessoas não
conhecem os seus verdadeiros riscos. A segurança do trabalho deve estar presente
no nosso dia a dia. A NR10 traz em seus itens e subitens como se deve trabalhar
investindo em segurança e saúde tanto para o trabalhador, como para o usuário.

3.1 Elétrica Básica

Tensão (Diferença de Potencial)

Tensão elétrica (denotada por ∆V), também conhecida como diferença de


potencial (DDP), é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos ou a diferença
em energia potencial elétrica por unidade de carga elétricaentre dois pontos. Sua
unidade de medida é o volt – homenagem ao físico italiano Alessandro Volta.

Potencial elétrico
É a capacidade que um corpo energizado tem de realizar trabalho, ou seja, atrair
ou repelir outras cargas elétricas. Com relação a um campo elétrico, interessa-nos
a capacidade de realizar trabalho, associada ao campo em si, independentemente
do valor da carga q colocada num ponto desse campo.

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Corrente Elétrica

Quando unimos corpos com cargas diferentes, se estabelece um fluxo ordenado


de elétrons que chamamos de corrente elétrica. A corrente elétrica só existe se
houver diferença de potencial (Tensão). Unidade Ampére (A). Corrente de água
existe por causa da diferença de potencial gravitacional entre as caixas. Então, a
corrente elétrica existe por causa da diferença de potencial elétrico entre dois pontos.

Resistência

São materiais que oferecem oposição à passagem de corrente elétrica. Quando


a corrente elétrica tem dificuldades de percorrer um material, chamamos esta
dificuldade de Resistência. Imagine uma mangueira ligada a uma torneira. Uma certa
quantidade de água vai escorrer pelo interior. Trocando a mangueira por uma com
diâmetro bem menor a água vai escorrer também, mas menos água vai escorrer.
Unidade de medida é Ω (ohm).

Condutores
Os condutores são popularmente denominados nas instalações elétricas de fios.
Destinados a conduzir corrente elétrica. Podem ser:

O fio fase
É aquele em que o condutor apresenta diferença de potencial entre ele próprio e
a Terra. Este fio estará sempre carregado eletricamente. Assim, qualquer pessoa
que encoste nele, sem os devidos equipamentos de proteção, levará choque.

O fio neutro
É aquele que não apresenta diferença de potencial entre ele e a Terra. Ele é usado
para completar o circuito elétrico. O neutro causará choque na pessoa se o circuito
estiver energizado (eletricamente carregado). Caso contrário, não haverá choque
elétrico. A cor do fio neutro é azul claro.

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O fio terra
É aquele que é destinado à proteção, descarregando para à Terra correntes
elétricas indesejáveis. A cor deste fio é verde ou verde e amarelo.

Corrente de Fuga
É o termo utilizado para indicar o fluxo de corrente anormal ou indesejada em um
circuito elétrico devido a uma fuga por isolação mal feita, eletrodoméstico defeituoso,
fios desencapados, fios mal dimensionados.

Sobrecarga
▪ É o termo utilizado quando colocamos vários aparelhos numa só tomada que
suporta uma determinada carga. Cada circuito é calculado para uma
determinada quantidade de energia elétrica. Exemplos:
▪ 1- Colocar muitos adaptadores numa tomada sobrecarrega e pode causar
incêndios.
▪ 2- Aumento da capacidade de disjuntores para mascarar um
dimensionamento de cabos;
▪ 3- Uso de aparelhos de potências elevados em redes elétricas não preparadas
para isto.

4. Riscos Elétricos

4.1 O choque elétrico, mecanismos e efeitos;


Passagem de uma corrente elétrica pelo corpo utilizando-o como condutor. A
passagem de corrente elétrica só ocorre quando o corpo é submetido a uma
diferença de potencial.
Podemos comparar a circulação da corrente elétrica no organismo ao disparo
de uma arma de fogo. O projétil possui um ponto de entrada e outro de saída. Todos
os músculos, órgãos, ossos, são afetados por esse projétil. No choque elétrico o
efeito é semelhante, quanto maior o valor da corrente, maiores as complicações do
choque.

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Os efeitos do choque elétrico são diversos, pode causar susto, formigamento,
queimaduras, contrações musculares e até a morte.
Choque elétrico pode ser dinâmico ou estático.
i. Choque Dinâmico
Ocorre quando se faz contato com um ponto energizado de uma instalação.
Normalmente ocorre de forma não intencional com parte viva de instalação, com
barramentos, condutores.
Choque de maior gravidade devido à permanência do contato do corpo no
ponto energizado.
Pode ser por tensão de passo ou tensão de toque.

1. Choque dinâmico por tensão de passo


Diferença de potencial entre dois membros inferiores da pessoa no
momento da passagem de corrente elétrica pelo solo.

2. Choque dinâmico por tensão de toque


É decorrente da diferença de potencial a que uma pessoa está
submetida ao tocar um ponto energizado quando está circulando energia
elétrica.

ii. Choque Estático


É o choque ocasionado pela descarga de um equipamento ou instalação
com característica capacitiva, por exemplo: máquinas, veículos, refrigeradores.

4.2 Arcos Elétricos, queimaduras e quedas

É o fenômeno que ocorre quando tem passagem de corrente elétrica por um


meio que não é condutor devido ao rompimento de suas características isolantes.
Envolve as partes metálicas que não estão em contato direto.
Vários acidentes decorrentes de arco elétrico são provocados por atitudes
impensadas ou descuido durante a realização das tarefas. Muitas são as situações
em que os trabalhadores executam outras atividades próximas de redes
energizadas, como montagens de antenas e estruturas metálicas.

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Outro fator importante, associado ao ambiente, é a questão da manutenção
preventiva, implica existência de teias de aranha ou sujeiras nas instalações elétricas
que se tornam extremamente condutivas quando da elevação da umidade relativa
do ar. Roedores, gatos, gambás, lagartixas também podem provocar arcos elétricos.
Arco elétrico é um fenômeno de curta duração em que a energia incidente é
transformada em calor, energia acústica, onda de pressão e energia luminosa. É a
maior fonte de calor conhecida na Terra, temperatura pode chegar cerca de
20000ºC.
Vários são os danos e as consequências da exposição ao arco elétrico:
• Queimaduras profundas;
• Traumatismos decorrentes de quedas provocadas pelo deslocamento de ar;
• Danos ao sistema visual;
• Danos ao sistema auditivo;
• Óbito em virtude das consequências das quedas e queimaduras.

4.3 Campos Eletromagnéticos

Os profissionais que atuam em instalações elétricas, ou nas proximidades,


podem estar expostos a elevados valores de tensão danosos ao corpo humano.
Pode estar exposto também aos efeitos provocados pela indução dos campos
eletromagnéticos. Os campos eletromagnéticos são produzidos por linhas de
transmissão, fiação elétrica e também por equipamentos elétricos, constituem linhas
de força invisíveis que envolvem qualquer dispositivo elétrico, material ou ser vivo.
Os campos elétricos são produzidos por tensão e aumentam na medida em que
a intensidade da tensão se eleva.
Os campos magnéticos resultam do fluxo de corrente e aumentam em
intensidade quando essa corrente aumenta.
Campos elétricos e magnéticos podem induzir correntes em materiais
condutores, inclusive em tecidos e fluidos de um ser vivo.
Existem níveis de campo considerados seguros para trabalhadores e público
em geral.
Quando um objeto condutor está imerso em um campo, correntes e tensões
são induzidas nele, quando uma pessoa faz contato entre tal objeto e a terra pode

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receber um choque, que traz desconforto ou riscos. O funcionamento do marca-
passo pode ser prejudicado por determinados níveis de campos.

5. Riscos Adicionais

Neste capítulo vamos conhecer os riscos adicionais, ou seja, além do choque,


queimaduras, arcos, campos eletromagnéticos existem outros riscos que devemos
conhecer como: altura, ambientes confinados, área classificada, umidade e
condições atmosféricas.

5.1 Trabalho em Altura

O Trabalho de Altura é uma área profissional destinada a trabalhos no alto, acima


de 2 metros, onde existem riscos de queda. Este trabalho só poderá ser exercido
depois de treinamento, testes e supervisão, com equipamentos próprios e termos de
responsabilidade. O Risco de queda:
▪ Causa lesões e traumas
▪ Pode se evitar utilizando cinto de segurança tipo paraquedista,
capacete com jugular fixa e ajustada, trava quedas.

É uma das principais causas de acidentes no setor elétrico. Característico de


diversos ramos de atividades, muito representativo nas atividades de construção e
manutenção do setor de distribuição de energia elétrica.

O uso de escada:

A escolha da escada e sua posição são itens importantes para o trabalho em


altura com escadas, pois se abrirmos demais a escada ela pode cair e se abrirmos
de menos também.

Vejamos o que fazer:


▪ A escada deve sempre ser verificada antes da execução de um trabalho;
▪ Verifique se a escada tem rachaduras e se está em bom estado;

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▪ A abertura da base da escada portátil deverá ser de ¼ do tamanho do seu
comprimento;
▪ É proibido colocar a escada nas proximidades de portas e áreas de
circulação sem sinalização e medidas de segurança adequadas ao trabalho
a ser executado.

5.2 Ambientes Confinados

Espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana


contínua e que possua meios limitados de entrada e saída. Sua ventilação é
insuficiente, além de ser um local de grande perigo de explosões pelos gases que
se encontram nesta área. O espaço confinado não foi feito para a ocupação
humana e sim para se fazer reparos e manutenção. Assim temos:

▪ O trabalho em espaço confinado exige certificação em NR 33.


▪ Somente pessoas autorizadas e certificadas podem adentrar neste lugar.
Caso o trabalhador não tenha feito o curso de NR 33, ele pode utilizar o
direito de recusa por ser de alto risco trabalhar num lugar sem conhecer os
riscos e sem estar certificado. (item 10.14 da NR10).

Riscos nesses ambientes:

▪ Nestes ambientes podem ocorrer a presença de gases asfixiantes e/ou


explosivos;
▪ Estes contaminantes são originados pela formação de gases orgânicos
oriundos de reações químicas nos esgotos e presença de agentes biológicos
de putrefação existentes;
▪ Vazamentos de combustíveis dos tanques subterrâneos dos postos de
abastecimento e da canalização de gás combustível;
▪ Podem ocorrer quedas no espaço confinado e o resgate fica bem
complicado;
▪ Além destes riscos, estes trabalhos realizados na rede de distribuição de
energia elétrica subterrânea, devido a proximidade com as redes de esgoto

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e locais encharcados, existe a possibilidade de contaminação por agentes
biológicos;

5.3 Áreas Classificadas

Nas áreas de atmosfera explosiva exigem certos cuidados para se trabalhar devido
à presença de: gases, vapores, inflamáveis, poeiras, e fibras combustíveis.
▪ Local com potencial de ocorrência de atmosfera explosiva
▪ Análise preliminar de risco;
▪ Permissão de trabalho.
▪ Se espaço for considerado confinado, trabalhador deverá possui
treinamento de NR 33.
▪ Materiais, peças e equipamentos elétricos devem ter avaliação e
certificação de entidades certificadoras reconhecidas. (INMETRO) – À
prova de explosão.
Os serviços nestas áreas somente podem ser executados mediante análise
preliminar de risco e permissão de trabalho, em que devem constar os riscos
presentes, as medidas de controle, EPI e EPC necessários e monitoramento de
gases. Esta permissão deve fazer parte da documentação.
Os profissionais devem ter conhecimento do risco e possuir autorização, se o
espaço for considerado espaço confinado o trabalhador deve ter treinamento da
NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhadores em Espaço Confinado.
A norma classifica em três zonas:
o Zona 0: mistura ar/gás, potencialmente explosiva, está presente
continuamente ou por grandes períodos de tempo;
o Zona 1: mistura ar/gás, potencialmente explosiva, pode estar presente
durante o funcionamento normal do processo.
o Zona 2: mistura ar/gás, potencialmente explosiva, não está
normalmente presente, caso esteja, será por curtos períodos.
Os materiais, peças e equipamentos elétricos devem ter avaliação e
certificação de entidades certificadoras reconhecidas pelo Instituto Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), conhecidos como
“à prova de explosão”.

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Os projetos de instalações elétricas em áreas classificadas devem prever
equipamentos de seccionamento automático, prevenindo assim sobretensões,
sobrecorrentes, falha de isolamento, aquecimento e acúmulo de eletricidade
estática. Deve dispor de sistema de alarme com o objetivo de alertar sobre
anomalias.

5.4 Condições Atmosféricas

▪ Todo trabalho com equipamentos energizados só deve ser iniciado com boas
condições meteorológicas. Não é permitido trabalhos sob chuva, neblina
densa e ventos, pois são muito arriscados para o trabalhador.

Umidade

▪ Uma área com umidade é muito perigosa para instalações elétricas, porque a
presença de água solicita uma adequação de medidas para que o trabalhador
não corra o risco de choque, visto que a pele molhada baixa a resistência do
corpo humano.

Ventos, Neblina e Chuva


▪ Os ventos também são um grande perigo, pois podem causar estragos e
acidentes muitas vezes fatais. O trabalho não pode ser feito quando a
velocidade do vento estiver superior a 7 m/s e sob intempéries, ou seja:
tempestade com raios, granizo, chuva, que possa afetar a segurança dos
trabalhadores.

6. Equipamentos de Proteção Coletiva

Nos serviços em instalações elétricas e em suas proximidades devem ser


previstos e adotados equipamentos de proteção coletiva (EPC). O EPC é todo
dispositivo, sistema ou meio, fixo ou móvel de abrangência coletiva, destinado a
proteger a integridade física e a saúde dos trabalhadores usuário e terceiros.
Segue uma lista de EPCs:

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• Cone de sinalização: sinalizar área de trabalho e obras em vias públicas ou


rodovias.
• Fita de sinalização: Delimitar, isolando a área de trabalho.
• Grade metálica dobrável: Isolamento e sinalização de áreas de trabalho,
poços de inspeção, entrada de galerias subterrâneas e situações
semelhantes.
• Sinalizador STROBO: identificação de serviços, obras e acidentes.
• Tapete de borracha isolante: Utilizados em equipamentos e instalações que
envolvam manobras de desligamentos e religamentos. São constituídos de
materiais específicos, submetidos a ensaios, não são apenas um pedaço de
borracha no chão.
• Aterramento temporário: é composto de quatro garras interligadas por um
cabo. Função de equipotencializar as três fases e o aterramento de uma
instalação durante a realização de um serviço de manutenção.
• Placas de sinalização: Utilizadas no procedimento padronizado destinado a
orientar, alertar, avisar e advertir as pessoas quanto a riscos ou condições de
perigo existentes.

7. Equipamentos de Proteção Individual

Nos trabalhos que envolvem instalações elétricas, quando as medidas de


proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis para controlar os riscos, devemos
adotar equipamentos de proteção individual em atendimento a NR 6 que é a norma
que fala sobre o uso de EPIs.
Os EPIs só podem ser postos a venda ou utilizados com uma indicação do
Certificado de Aprovação (CA), expedido pelo órgão nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
A Empresa é obrigada a fornecer gratuitamente aos empregados, EPI adequado
ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento.
A seguir são apresentados os EPIs de uso mais frequente:
• Capacete de proteção: Pode ser com aba frontal ou aba total, com ou sem
proteção de viseira, depende do serviço.

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• Óculos de segurança: Utilizado para proteção dos olhos contra impactos
mecânicos, projeção de particular e raios ultravioleta.
• Luva isolante de borracha: Proteção contra choques elétricos. Existem várias
classes de luvas:
o Classe 00: tensão máxima de uso 500 V;
o Classe 0: tensão máxima de uso 1.000 V;
o Classe 1: tensão máxima de uso 7.500 V;
o Classe 2: tensão máxima de uso 17.000 V;
o Classe 3: tensão máxima de uso 26.500 V;
o Classe 4: tensão máxima de uso 36.000 V;
O tamanho da luva está associado às dimensões das mãos do trabalhador
e é medida em polegadas.
• Luva de cobertura para proteção da luva isolante de borracha: não possui
função isolante, utilização é exclusivamente para proteção mecânica da luva
isolante. Não utilizar a luva de cobertura para outras atividades, pode alterar
as características da luva isolante.
• Manga isolante: Utilizado para proteção dos braços e antebraço do
profissional contra choque elétrico em caso de trabalhos em circuitos
energizados.
• Calçado de segurança: Botina do tipo de couro, com ensaios periódicos em
dia.

8. Medidas de Controle de Risco

8.1 Desenergização

É a medida mais eficiente contra risco elétrico. Para iniciar uma tarefa em
instalações elétricas a primeira medida de proteção deve ser a desenergização.
Esta é a primeira medida de proteção coletiva.
Um dos capítulos da NR 10 é direcionado totalmente ao processo de
desenergização.

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Serão considerados desenergizados as instalações que obedecem à
sequência abaixo:
• Seccionamento;
É o desligamento da alimentação elétrica e dos dispositivos que fazem
fronteira (evitar o chamado “retorno”) com a região onde será feito o serviço,
isolando a área.
• Impedimento de reenergização;
Nada mais é do que um bloqueio feito por cadeado, chave ou outro
dispositivo, este bloqueio é realizado para evitar que o sistema onde está
sendo feita a manutenção seja energizado.
• Constatação da ausência de tensão;
Consiste em realizar um teste na instalação elétrica, certificando-se que
não há mais tensão elétrica. Utiliza-se um multímetro ou detector de tensão.
• Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos
condutores dos circuitos;
É um conjunto com 4 garras interligadas entre si que vão curto-circuitar
as três fases junto com um ponto de aterramento, equipotencializando os
condutores. Caso haja uma energização acidental as três fases vão estar
curto-circuitadas evitando assim o acidente. Vale lembrar que na instalação a
sequencia correta é instalar primeiro o ponto de aterramento, depois as fases
e na retirada fazer as fases e depois o aterramento. Para que o profissional
execute a tarefa com mais segurança, é necessário que o trabalhador esteja
entre aterramentos, ou seja, devem existir pontos de aterramento em todos
os pontos da rede que fazem fronteira com o local de trabalho.
• Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada;
Se após o seccionamento do circuito houver algum ponto energizado a
uma distância delimitada como zona controlada, deve ser instalado algum tipo
de proteção, caso não haja nenhum elemento energizado na zona controlada
este item deixa de ser aplicável.

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Delimitação da zona controlada

Tabela das medidas dos raios em virtude da tensão no ponto energizado

• Instalação da sinalização de impedimento de reenergização;


Deve ser instalada uma sinalização indicando que o dispositivo foi
desligado e bloqueado para realização de serviços e assim deve ficar até o
término do serviço.

8.2 Aterramento funcional (TN, TT, IT); de proteção; temporário

A NBR-5410, que trata de instalações elétricas em baixa tensão, define três


aterramentos básicos que são classificados em função do aterramento da fonte
de alimentação e das massas da instalação.

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• Primeira letra diz como a fonte de alimentação está em relação à terra.
T = ponto de alimentação está ligado à terra;
I = nenhum ponto de alimentação está ligado à terra.
• Segunda letra diz como estão as massas da instalação em relação à terra.
T = massas estão ligadas à terra;
N = massas estão ligadas ao ponto de alimentação aterrado (neutro).
• Outras letras indicam a forma de aterramento da massa, utilizando o
aterramento da fonte.
S = separado, o aterramento da massa é feito por um condutor PE, diferente
do neutro;
C = comum, o aterramento da massa é feito com o condutor PEN.
É evidente a importância do aterramento de proteção, na ocorrência de uma
falha na isolação de um equipamento aterrado, há circulação de corrente pela
terra, caso não estivesse aterrado, circularia pelo corpo, fazendo com que o
profissional sofresse um choque elétrico.
o Esquema de aterramento TT
Neste tipo de aterramento, o neutro da fonte é aterrado em um eletroduto
e as massas ligadas a um eletroduto separado. Caso ocorra um curto circuito
será entre fase-terra, e este apresenta pequenos valores, logo os dispositivos
de proteção contra sobrecorrentes não atuam, para garantir o seccionamento
automático é necessário um dispositivo de corrente diferencial residual (DR).
o Esquema de aterramento TN
Neste esquema a corrente de falta é equivalente ao curto-circuito fase
neutro. O percurso da corrente de falta fase-massa é composto por elementos
de baixa impedância logo a corrente de curto-circuito é muito alta. Esta
corrente de curto circuito não depende do valor do aterramento da fonte,
somente das impedâncias dos condutores do sistema. Assim os dispositivos
de proteção contra sobrecorrente atuam quando da ocorrência de um curto-
circuito fase-neutro ou fase-terra.
Os sistemas TN são subdivididos em:
▪ TN-S: O neutro (N) e proteção (PE) são ligados na origem da instalação
e depois seguem deparados em condutores distintos. Sempre vai ter
uma ddp entre N e PE, pois o N conduz a corrente de retorno.

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▪ TN-C: Interligação das massas com o condutor neutro. O neutro é
chamado de PEN (PE+N), é chamado assim porque tem as duas
funções (Função do neutro= Condutor de corrente de desequilíbrio,
função de proteção=Conduz a corrente de fuga à terra. Caso haja
ruptura do neutro, massas ficam sujeitas ao potencial da fase,
colocando em risco a segurança humana.
▪ TN-C-S: É semelhante ao TN-C, mais econômico, reduz um condutor.
Colocar o esquema TN-S dividindo o condutor PEN em dois separados
(PE+N), a separação pode ocorrer no quadro de distribuição. A partir
do ponto em que os condutores são separados a NBR-5410 não
permite juntar mais.
o Esquema de aterramento IT
Este esquema pode ser implantado com neutro isolado ou aterrado por
meio de uma impedância com valor elevado para que a corrente de falta não
seja maior do que a tensão de contato limite. Não é obrigatória a interrupção
na primeira falta. Vale lembrar que quando ocorre à primeira falta em uma das
fases, a tensão fase-terra das outras fases é igual à tensão fase-fase, logo os
equipamentos ligados entre fase e terra devem possuir a tensão nominal e as
isolações básicas dos equipamentos dimensionadas para tensão igual à
tensão fase-fase.
o Aterramento Temporário
Permite ações seguras de manutenção quando as partes, sob tensão são
colocadas fora de serviço para este fim. Chamado também de aterramento
provisório. É a interligação de todos os condutores da instalação, após
desligamento e constatação da ausência de tensão, a um ponto de terra
eficiente e confiável. Caso a instalação seja indevidamente energizada, o
aterramento temporário promoverá um curto circuito que fará com que a
proteção atue, desligando o circuito sem provocar acidente.

8.3 Equipotencialização

As instalações elétricas e as edificações possuem componentes metálicos


que eventualmente podem se tornar energizados acidentalmente, desta forma

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todos os componentes metálicos não destinados à condução de corrente devem
estar aterrados. Todos os componentes devem estar interligados, incluindo pontos
de proteção contra descargas atmosféricas, evitando diferenças de potencial entre
os aterramentos.

8.4 Seccionamento automático da alimentação

É um dispositivo que desliga a instalação ou equipamento protegido sempre


que circular uma corrente de falta entre parte viva e massa ou entre parte viva e
condutor de proteção.
Evita que uma tensão de contato mantenha-se por muito tempo e resulte em
perigo para as pessoas. O seccionamento automático deve ocorrer mesmo que
nenhuma pessoa esteja submetida ao choque elétrico.

8.5 Dispositivos de corrente de fuga

São conhecidos como dispositivos de corrente diferencial residual ou DR.


Deve monitorar todos os condutores vivos da instalação, fases e neutro, não deve
ser ligado o condutor de proteção. Em instalações do tipo TN-C não podem ser
aplicados os DRs.
Eles atendem o requisito de seccionamento automático da alimentação. Além
de desligar o circuito, o DR limita o tempo de exposição à corrente elétrica e seus
efeitos.

8.6 Extrabaixa tensão


É uma medida de controle que não utiliza condutores de proteção, logo, não
tem como ocorrer o seccionamento automático da alimentação. A principal
característica compreende a utilização de tensões, que mesmo durante o contato
com as partes energizadas, não circulem correntes elétricas danosas.
A NBR-5410 estabelece algumas tensões máximas de contato em função da
pele:
Tabela 1: Máximas tensões de contato em função do estado da pele do
indivíduo.

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Natureza da corrente Pele seca Pele com suor, corrente
de uma mão para pé
Alternada 15Hz – 50V 25V
1000Hz
Contínua, sem 120V 60V
ondulação

8.7 Barreiras e invólucros

São destinados a impedir o contato (intencional ou acidental) com as partes


vivas da instalação elétrica ou equipamentos. Estas barreiras só podem ser
retiradas com um uso de chave ou ferramenta apropriada, quando a
desenergização já estiver sido realizada impedindo a religação, ou quando existir
uma segunda barreira que possa ser retirada sem chave ou ferramenta.

8.8 Bloqueios e impedimentos

São utilizados para impedir o acionamento ou religamento de dispositivos de


manobra e seccionamento. Mantém por meios físicos o dispositivo de manobra
fixo em uma posição, visando impedir uma ação não autorizada.

8.9 Obstáculos e anteparos

Destinados a impedir o contato involuntário com as partes vivas, mas não o


contato que pode resultar de uma ação deliberada de ignorar ou contornar o
obstáculo.
Impede uma aproximação física não intencional das partes vivas, podem ser
removíveis sem auxílio de ferramentas, mas devem ser fixados de forma a impedir
qualquer remoção involuntária. Ex: Grades de ferro que protegem uma
subestação.

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8.10 Isolamento das partes vivas

As partes condutoras expostas dos componentes da instalação elétrica são


separadas das partes vivas pela isolação básica, uma falha nessa isolação torna
essas partes viva. A isolação das partes vivas consiste em recobrir elas por uma
isolação que só pode ser removida se destruída. A proteção deve ser capaz de
suportar forças mecânicas, elétricas, químicas e térmicas.

8.11 Isolação dupla ou reforçada

A norma NBR-6151 classifica os equipamentos elétricos quanto à proteção


contra choques elétricos em 5 classes, 0, 0I, I, II, III.
• Classe 0: Proteção somente com isolação básica;
• Classe 0I: Possuem isolação básica em todas as partes vivas e são
dotados de terminais para aterramento das massas;
• Classe I: Proteção não é apenas pela isolação básica, tem um condutor de
proteção independente no cabo de alimentação que se presta à ligação
das massas ao condutor de proteção da instalação. Aparelhos
eletrodomésticos de maior potência.
• Classe II: Possui isolação dupla ou reforçada em todas as suas partes
vivas, sem previsão para aterramento. Pode ser de 3 tipos:
o Composto por carcaça isolante durável que envolve todas as partes
metálicas as quais devem ser isoladas das partes vivas de forma pelo
menos equivalente à isolação reforçada. Exemplo: Aspiradores de pó
e alguns chuveiros elétricos.
o Com carcaça metálica com isolação dupla em todas as partes, exceto
onde é impraticável a aplicação de isolação dupla, nestes locais tem
isolação reforçada. Exemplo: Ferramentas elétricas portáteis.
o Com carcaça mista, combina as características.
• Classe III: A proteção é assegurada pela alimentação em extrabaixa
tensão. Exemplo: Equipamentos para uso subaquático (iluminação de
piscinas).

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8.12 Colocação fora de alcance

Esta proteção é uma proteção parcial, destina-se a impedir contatos


acidentais com partes vivas. A NBR-5410 apresenta orientações visando atender
algumas medidas preventivas.
Se o componente da instalação é acessível, não pode ser perigoso e se é
perigoso, não pode ser acessível, deve ser colocado fora de alcance.

8.13 Separação elétrica

Para existir corrente elétrica em um circuito é necessário ter uma diferença de


potencial e um caminho fechado que permita passagem de corrente. Se uma das
condições anteriores não existir, não tem corrente elétrica.
Este é o principio da proteção por separação elétrica, ela elimina o caminho
de circulação da corrente elétrica para a terra, caso uma pessoa entre em contato
com uma massa energizada.
É implementada com a instalação de um transformador de separação no qual
tanto o circuito primário como o secundário não são interligados à terra. Sendo
assim, não há nenhum caminho elétrico que permita a passagem de corrente
elétrica de fuga que possa causar o choque elétrico.

9. Técnicas de Análise de Risco

Em qualquer atividade, principalmente nos trabalhos em serviços com energia


elétrica, deve-se afastar qualquer possibilidade de acidente, mas a possibilidade de
acontecer um acidente deve ser considerada, portanto devem-se fazer esforços para
evitar.
O maior risco para quem trabalha com energia elétrica é o choque, mas fica fácil
de perceber que o trabalhador da área elétrica está exposto a outros riscos, os
chamados riscos adicionais, que são:
• Trabalho em altura;
• Umidade;

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• Poeira;
• Espaço Confinado;
• Fauna, riscos de insetos;
• Flora, riscos biológicos, bactérias, fungos;
• Riscos Ergonômicos;
Diversas são as causas que podem conduzir a um acidente, devem-se adotar
algumas providências para evitar o acidente.
Existe então a necessidade de elaborar a Análise de Riscos que é a metodologia
empregada para identificar possíveis acidentes na atividade que vai ser
desenvolvida.
Após a identificação dos riscos devem ser adotadas medidas de controle e
prevenção.
Não existe uma receita do que se deve fazer para evitar o acidente, cada empresa,
cada funcionário deve eleger quais os riscos que tem em determinada atividade e
adotar as melhores providências para evitar o acidente.
A Análise de Riscos além de ser adotada para prevenção pode ser utilizada para
elaboração dos procedimentos de trabalho. A primeira etapa para o preenchimento
da Análise de Riscos é o passo a passo, a sequencia que serão realizadas as
atividades, obedecendo a uma ordem cronológica.
Os imprevistos durante a execução da atividade não são descartados, existe uma
possibilidade de ocorrer, logo devem ser listados e considerados.

10. Análise Preliminar de Risco

Dentre as técnicas adotadas, a Análise Preliminar de Riscos (APR) é a técnica


de análise quantitativa e qualitativa mais utilizada. Consiste na identificação,
quantificação e proposição de medidas de controle de riscos em qualquer atividade,
revelando aspectos que poderiam passar desapercebidos durante a execução da
tarefa. Após a análise deve-se adotar medidas de prevenção. É um passo a passo
do trabalho, importante pois ali o funcionário vai fazer o serviço mentalmente e vai
encontrar os possíveis acidentes que podem ocorrer. Imprevistos devem ser listados
e considerados.

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Assim hoje com a NR10, a Análise Preliminar de Riscos (APR) tornou-se
fundamental, pois sem ela não se pode começar nenhum trabalho. As técnicas de
análise de risco ajudam a evitar acidentes.

11. Ordem de Serviço

No ambiente corporativo, a boa comunicação é essencial para o sucesso das


diferentes atividades que garantem o sucesso de todas as operações. É nesse
contexto que a ordem de serviço está inserida, tendo em vista que é preciso a
compreensão dos envolvidos. Assim, é necessária a colaboração dos demais
funcionários e não apenas do gestor.

Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço


especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a
data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados.

A ordem de serviço é um documento com a função de comunicar ao funcionário


qual tarefa ele deverá realizar, os procedimentos a serem adotados e as condições
para sua realização.

Geralmente é emitida pelo gestor, gerente ou diretor, em que é formalizado um


trabalho ou atividades que serão desempenhadas dentro da companhia, garantindo
as boas condições da SST (Saúde e Segurança no Trabalho).

O documento tem como objetivo conscientizar o trabalhador dos riscos do


ambiente de trabalho, além de orientar acerca das medidas adotadas pela
companhia em favor da segurança do trabalhador.

Sua importância se dá não somente devido a sua função prevencionista, mas


também devido a seu caráter documental. Se você não puder comprovar que foram
adotadas as medidas, para os fins legais elas não aconteceram.

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12. Dialogo Diário de Segurança

O DDS – Dialogo Diário de Segurança é destinado a despertar no colaborador a


conscientização envolvendo suas atividades diárias, essa em respeito a sua
segurança, meio ambiente, saúde e qualidade. Tem como Objetivos:

▪ Redução de custo com assistência médica

▪ Redução de acidentes no trabalho

▪ Melhoria na produtividade e ambiente de trabalho

▪ Aumento do comprometimento dos trabalhadores

Aumento do nível de satisfação e segurança dos colaboradores

13. Normas Técnicas Brasileiras

Para qualquer atividade em uma instalação elétrica devem ser seguidas as


respectivas normas. As principais normas elaboradas pela Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT), referentes às instalações elétricas são:
• NBR 5410
Esta norma aplica-se as instalações elétricas de baixa-tensão, garantindo a
segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a
conservação dos bens.
A norma é aplicada para circuitos elétricos alimentados com tensão nominal
igual ou inferior a 1.000V em corrente alternada com frequências inferiores a 400
Hz , ou a 1.500 V em corrente contínua.
Alguns itens principais da norma:
▪ Dimensionamento de cabos, fase, neutro e proteção elétrica;
▪ Corrente máxima admissível para cada bitola de cabo, dependendo do
material da isolação e do seu modo de instalação;
▪ Tipos de configurações de aterramentos existentes;
▪ Ocupação máxima dos eletrodutos;
▪ Queda de tensão admissível entre a entrada de energia e o ponto de
consumo;

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• NBR 14039
Esta norma aplica-se a projeto e execução de instalações elétricas de média
tensão, com tensão nominal de 1KV a 36,2 KV, de modo a garantir a segurança
e continuidade de serviço.
É uma norma bem similar a NBR 5410, geralmente se trata da subestação de
energia, conhecida como cabine primária. Alguns dos principais itens definidos
na norma:
▪ Dimensionamento de cabos, fase, neutro e proteção elétrica;
▪ Corrente máxima admissível para cada bitola de cabo, dependendo do
material da isolação e do seu modo de instalação;
▪ Tipos de configuração do aterramento funcional existentes;
▪ Equipamentos de proteção e suas funções que devem ser instaladas de
acordo com a potência do transformador existente;

• NBR 5419
Esta norma aplica-se ao projeto, instalações e manutenções de sistemas de
proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas, de pessoas e de
instalações dentro do volume protegido.
Os principais itens são:
▪ Características dos captores, condutores de descida, aterramento,
conexões e materiais;
▪ Condições e requisitos para a realização da inspeção no sistema de
proteção contra descarga atmosférica;
▪ Características dos eletrodos de aterramento;

14. Regulamentação do Ministério do Trabalho

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é um instrumento que determina como


deve ser a relação entre empregados e empregadores, instituída em 1943 por
Getúlio Vargas.

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O capítulo V tratava da Higiene e Segurança do Trabalho estabelecendo os
critérios de segurança que deveriam ser seguidos. A seção IX era sobre
instalações elétricas.
Em 1977 foi publicada uma lei que alterava o capítulo V da CLT passando a se
chamar Da Segurança e Medicina do Trabalho, a secção IX continuou abordando
questões sobre às instalações elétricas, apresentadas em 3 artigos.
O artigo 179 refere-se à regulamentação que criou em 1978 as 28 primeiras
normas regulamentadoras. A NR 10 trata de Segurança em Instalações e Serviços
em Eletricidade.
Com o passar dos anos, foram criadas outras normas regulamentadoras e hoje
são 36. Mesmo tendo uma norma específica para área elétrica, o número de
acidentes de trabalho envolvendo energia elétrica era muito grande. Em 2004 a
NR 10 foi atualizada.
Dentre as NRs, para a área elétrica são de extrema importância as:
▪ NR 4: Serviços especializados em Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho.
▪ NR 6: Equipamentos de Proteção Individual.
▪ NR 10: Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.
▪ NR 16: Atividades e Operações Perigosas.
▪ NR 26: Sinalização de Segurança;
▪ NR 33: Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaço Confinado.
▪ NR 35: Trabalho em Altura;

A nr 10 é a principal norma para o setor elétrico, aplica-se as fases de geração,


transmissão, distribuição e consumo, incluindo etapas de projeto, construção,
montagem, operação e manutenção das instalações elétricas e quaisquer
trabalhos realizados nas suas proximidades.
Esta norma estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a
implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a
garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente,
interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade.

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14.1 Qualificação, habilitação, capacitação e autorização.


• Qualificado: É aquele trabalhador que comprovar conclusão de curso
específico na área elétrica, reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.
Exemplo: Engenheiro Eletricista – UFSC
• Habilitado: Para ser habilitado o trabalhador necessita estar primeiro
qualificado, ou seja, ter concluído um curso específico na área elétrica e dispor
de um registro em seu conselho de classe. Exemplo: Engenheiro Eletricista –
UFSC e registrado do CREA.
• Capacitado: O trabalhador capacitado necessita atender a duas condições,
ser capacitado sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e
autorizado e trabalhar sob-responsabilidade de profissional habilitado e
autorizado. Exemplo: Eletricista que recebeu curso do Engenheiro Eletricista
Habilitado, o Engenheiro assina como responsável pelo trabalhador ao fazer
o serviço.
• Autorizado: Para ser um trabalhador autorizado, o profissional deve ser
qualificado, ou habilitado, ou capacitado e atender aos seguintes requisitos:
o Ter autorização formal da empresa: documento adicional ao registro,
autorizando executar determinadas atividades.
o Ter sistema de identificação dessa autorização: Utilizar um destaque
no crachá ou no uniforme.
o Autorização deve estar no sistema de registro da empresa (prontuário).
o Trabalhador deve ser submetido a exame de saúde compatível com a
atividade: A relação dos exames deve ser definida por um médico do
trabalho.
o Ter realizado treinamento sobre os riscos da eletricidade: Conforme diz
na NR-10. Treinamento básico é de 40h e o trabalhador deve ter
aproveitamento satisfatório no treinamento, a norma não diz o que é
satisfatório, cada empresa de treinamento define métodos de avaliar.

Treinamento tem validade de 2 anos e antes de vencer este prazo o


trabalhador deve realizar um curso de reciclagem. Caso o trabalhador execute

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atividades em áreas sujeitas a risco de explosão, deve realizar um treinamento
específico, alertando sobre os riscos inerentes a sua atividade.

15. Documentações de Instalações Elétricas

A NR 10 indica uma grande quantidade de documentos que devem ser


elaborados e mantidos à disposição dos trabalhadores e autoridades competentes.
Primeiramente a norma indica a necessidade de manter os diagramas unifilares
com as especificações do sistema de aterramento e dispositivo de proteção das
instalações elétricas.
A norma instituiu o Prontuário de Instalações Elétricas que é um resumo dos
principais documentos relacionados à instalação elétrica. Para saber se a instalação
precisa ter o prontuário, o requisito é que se a carga instalada for superior a 75KW
deve constituir o prontuário.
O Prontuário é diferente para empresas integrantes e não integrantes do Sistema
Elétrico de Potência (SEP), para as empresas que não são integrantes do SEP, o
prontuário deve conter:
• Diagramas unifilares atualizados;
• Procedimentos de segurança relacionados à NR 10 com descrição das
medidas de controle existentes;
• Laudo do sistema de proteção contra descarga atmosférica e do sistema de
aterramento elétrico.
• Especificação dos EPIs, EPCs e ferramental aplicável;
• Certificados e documentos comprovando a qualificação, habilitação,
capacitação e autorização dos trabalhadores;
• Laudo dos ensaios dos EPIs e EPCs;
• Certificações dos equipamentos e materiais elétricos que estejam instalados
em áreas com risco de explosão.
• Relatório técnico com as inspeções atualizadas dos itens anteriores.
Para empresas que fazem parte do SEP o prontuário deve conter mais dois
documentos:
• Descrição dos procedimentos para emergência;
• Certificação dos EPIs e EPCs;

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Para empresas que não atuam no SEP, mas em suas proximidades, devem
possuir no seu prontuário:
• Procedimentos de segurança relacionados à NR 10 com descrição das
medidas de controle existentes;
• Especificação dos EPIs, EPCs e ferramental aplicável;
• Certificados e documentos comprovando a qualificação, habilitação,
capacitação e autorização dos trabalhadores;
• Laudo dos ensaios dos EPIs e EPCs;
• Descrição dos procedimentos para emergência;
• Certificação dos EPIs e EPCs;
A norma define que um profissional formalmente indicado pela empresa é quem
deve elaborar, organizar e mantê-lo atualizado.
O projeto das instalações elétricas faz parte da documentação exigida, o projeto
não está no prontuário, mas deve ser mantido atualizado e à disposição para
consulta.
As ordens de serviço são documentos exigidos pela NR 10 e tem como função
documentar a execução de determinado serviço.
A NR 10 determina a necessidade de elaboração de procedimentos de trabalhos.
O Plano de emergência da empresa deve conter ações a serem tomadas na
ocorrência de uma emergência.

16. Rotinas de Trabalho

Para realização do trabalho, o profissional respeita uma rotina com sequência de


atividades para atingir um objetivo, pode ser feito de várias maneiras.
Estas diversas maneiras de se realizar um trabalho podem ser executadas com
ou sem segurança, algumas questões tratadas a seguir são estabelecidas na NR 10
para que a atividade seja realizada com segurança.

Instalações desenergizadas;
Para executar serviços com a rede desenergizada é necessário ter a
autorização de serviço e executar a sequencia de tarefas:
• Utilização de EPIs;

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• Utilização de ferramental específico para cada tarefa;
• Sinalizar o local;
• Isolar o local;
• Testar se existe energia elétrica;
• Aterrar o local;
• Executar o trabalho com muita atenção;
Após o serviço, deve ser realizado o inverso, retirar o aterramento, retirar a
isolação, retirar a sinalização e em seguida energizar o local.

Liberação para serviços;


O trabalhador é liberado para o serviço quando possui todos os cursos
solicitados, tais como, eletricidade básica, NR 10, trabalho em altura (caso
trabalhe nestas condições), curso de primeiros socorros entre outros.
Além destes cursos o trabalhador precisa passar por uma série de exames
médicos e ser liberado pelo médico do trabalho para executar a tarefa específica.
A empresa através do engenheiro de segurança do trabalho ou do engenheiro
eletricista precisa emitir uma autorização de trabalho indicando o que o
trabalhador pode e o que não pode fazer.
Só após a autorização do engenheiro, com a autorização do médico do trabalho
e com os cursos específicos, o trabalhador pode executar as tarefas autorizadas.

Sinalização;
Sinalizar o local de trabalho é de extrema importância. É um método visual de
fazer as pessoas olharem a sua volta, mostrando que tem pessoas trabalhando
no local e é necessário atenção. O procedimento é fácil:
• Analisar o local de trabalho: risco de atropelamento, presença de
animais, insetos, existência de obstáculos fixos ou móveis;
• Sinalizar a área de trabalho: utilizar cones, bandeirolas, placas;
• Isolar área de trabalho: utilizar fita de sinalização;
Para retirada da sinalização, deve-se observar o fluxo de veículos, a presença
de pessoas ao redor da área de trabalho, retirar a fita de sinalização e em seguida
retirar os cones, as bandeirolas e as placas.

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Inspeções de áreas, serviços, ferramental e equipamento;
Todo serviço na área elétrica é perigoso, pode ter perigo alto ou pequeno. Além
de todos os cursos exigidos para trabalhar nesta área é necessário que o
trabalhador domine o que está fazendo, caso não domine, deve solicitar que outro
faça.
O trabalhador deve sempre inspecionar a área de serviço antes de começar a
realizar o trabalho, verificar os perigos que vai ter pela frente, verificar se não
existem insetos no local, a limpeza do local, condições das instalações, se as
conexões estão corretas entre outros. Realizar a APR é um método de verificar a
área de trabalho.
Inspecionar o ferramental e o equipamento é a primeira coisa a se fazer todos
os dias. Os EPIs devem estar em boas condições de uso e limpos. As ferramentas
devem ser isoladas para o serviço específico, devem estar com o isolamento em
perfeito estado, sem cortes, sem quebrados. Qualquer problema que tenha deve
ser avisado na empresa para que providenciem a troca.
Inspecionar o serviço deve ser função da empresa, como o serviço em
eletricidade sempre deve ser executado em duas pessoas, uma deve inspecionar
o serviço da outra, não é uma cobrança, mas sim uma inspeção para evitar
acidentes. Cabe a todos a segurança nos serviços, avistando um problema deve
ser comunicado imediatamente.

17. Considerações Finais

▪ Principal norma para setor elétrico;


▪ Aplica-se nas fases de geração, transmissão, distribuição e consumo;
▪ Etapas de projeto, construção, montagem, operação e manutenção
das instalações Elétricas;
▪ Estabelece requisitos e condições mínimas para garantir segurança e
saúde dos trabalhadores.

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