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FACULDADE DE AMERICANA

CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA


LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA II

PROF. KARINA KLOCK DA COSTA

RELATÓRIO 1

FILTRAÇÃO

GRUPO Nº 10

Leandro da Silva RA: 20152533


Lucas Henrique Killer RA: 20152711
Rodrigo Prado RA: 20150507

Americana
2018
Laboratório de Engenharia Química II – Relatório I

Leandro da Silva RA: 20152533


Lucas Henrique Killer RA: 20152711
Rodrigo Prado RA: 20150507

FILTRAÇÃO

Relatório de prática experimental apresentada


na disciplina de Laboratório de Engenharia
Química II na Faculdade de Americana.

Prof. Karina Klock da Costa

Americana
2018
Laboratório de Engenharia Química II – Relatório I

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 7

2. OBJETIVO ............................................................................................................... 8

3. MATERIAIS ............................................................................................................ 8

4. PROCEDIMENTO................................................................................................... 8

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 9

6. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 12

7. BIBLIOGRAFIA .................................................................................................... 13
Laboratório de Engenharia Química II – Relatório I

1. INTRODUÇÃO
A filtração é uma operação cujo objetivo é remover partículas solidas suspensas em um
fluido gasoso ou liquido, submetido á um meio poroso capaz de reter indiferente de tamanho,
rigidez ou de formato irregular as partículas solidas presentes, esta operação pode ser realizada
fisicamente ou mecanicamente, na indústria existem diferentes tipos de filtração e diversos
equipamentos, sua escolha depende da grande parte da eficiência e também de sua economia.
Neste experimento foi realizado a filtração quantitativa utilizando como meio poroso o
papel filtro de faixa branca que contém uma grande quantidade de alfa- celulose chegando a
quase 100%, estes são utilizados para uma filtração de velocidade moderada, outros tipos de
papeis são fabricados para esta função como o faixa preta para filtrações mais rápidas e o faixa
azul para velocidades mais lentas a escolha do papel filtro depende do material ser filtrado,
ainda há outros meios filtrantes com grande gama de porosidade como placas de vidro ou
porcelana sinterizada.
A passagem do liquido através do meio poroso pode ser realizada de duas maneiras, pela
força da gravidade ou por meio de sucção, sendo a segunda maneira realizada neste trabalho
com o auxílio de uma trompa de borracha e Kitassato, no fundo do funil de Buchner sobre a
superfície plana perfurada do mesmo foi alocado o papel filtrante umedecido e aderido por meio
de sucção, esses equipamentos utilizados em laboratório tem como objetivo acelerar a
velocidade do material a ser filtrado, a primeira solução utilizada foi o CaCo3 onde não houve
resultados positivos devido a algum possível contaminante, sendo assim substituída por uma
solução de farinha de trigo (Triticum) onde ocorreu o acúmulo de fase particulada denominada
torta, todas as variáveis neste trabalho são consideradas como pressão utilizada, tempo e
densidade dos materiais.
Laboratório de Engenharia Química II – Relatório I

2. OBJETIVO
Determinar a formação da torta em suspensão de farinha de trigo pelo processo à vácuo.

3. MATERIAIS

 Becker 500ml
 Baqueta vidro
 Kitassato de 250ml
 Funil de Buncher
 Papel de filtro para funil de Buncher
 Pinça metálica
 Espátula media
 Farinha de trigo (Triticum)
 Trompa à vácuo

4. PROCEDIMENTO
Preparou-se três soluções com concentrações de 250 ml de H2O com 7,5 g de farinha de
trigo, homogeneizou-se as soluções com auxílio de uma baqueta de vidro por 1 minuto, para
cada solução utilizou-se um filtro de papel previamente pesado, filtrou-se as soluções com três
diferentes tipos de pressões, 150mmHg, 200mmHg e 250mmHg.
Preparou-se três soluções com concentrações de 250 ml de H2O com 12,5 g de farinha de
trigo, homogeneizou-se as soluções com auxílio de uma baqueta de vidro por 1 minuto, para
cada solução utilizou-se um filtro de papel previamente pesado, filtrou-se as soluções com três
diferentes tipos de pressões, 150mmHg, 200mmHg e 250mmHg.
Limpou-se o Kitassato e posicionou-se o funil de Buncher, o filtro de papel foi alocado
na parte plana do funil de maneira que não houvesse dobras, umedeceu-se o filtro com água
para garantir uma melhor aderência no funil, dobrou-se a trompa de borracha e ligou-se a bomba
de vácuo.
Ajustou-se até a primeira pressão desejada, simultaneamente desobstrui-se a trompa de
borracha adicionando a primeira solução, ajustou-se a pressão sempre que necessário para que
não houvesse oscilações, realizou-se as medidas de tempo a cada 20 ml de suspenção filtrada,
após o término da solução retirou-se o filtro de papel contendo a massa particulada, mediu-se a
Laboratório de Engenharia Química II – Relatório I

altura da torta e logo em seguida pesou-se o material obtido. Realizou-se este procedimento
para cada solução preparada com suas respectivas pressões.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Ao realizarmos o experimento, para fins de cálculo usamos a viscosidade da agua a 20°c
(1,002 Cp) no lugar da viscosidade da farinha de trigo como orientado pela professora e
densidade da farinha (0,77 g/cm3) como pesquisada.
Ao observarmos os resultados obtidos foram constatados que quanto maior a pressão
utilizada maior foi o valor da resistividade media e da resistência do meio filtrante encontrados
Figura 1, Figura 3, Figura 4, Figura 5 e Figura 6, com exceção apenas da pressão de 150
mmHg no experimento com solução a 30 g/ l Figura 2, onde seus valores ficaram mais
dispersos linearmente no gráfico. Esse fato pode ter ocorrido devido a algum erro presente na
realização do ensaio, já que todos os outros seguiram a mesma linha de resultados.
Em relação ao tempo de filtragem, quanto maior a pressão exercida na filtração, menor
será o tempo necessário para a filtragem (a mesma exceção ocorreu ao experimento mencionado
anteriormente).
Em ambas as concentrações a altura do lodo final diminuiu conforme o aumento de
pressão, em relação aos pesos finais, ficou difícil de avaliar, pois o papel quando foi pesado
ainda apresentava muita umidade.

Figura 1
Laboratório de Engenharia Química II – Relatório I

Figura 2

Figura 3

Figura 4
Laboratório de Engenharia Química II – Relatório I

Figura 5

Figura 6
Laboratório de Engenharia Química II – Relatório I

6. CONCLUSÃO
Ao termino do relatório foi possível constatar como a diferença da pressão exercida na
filtração pode influenciar no nosso tempo de filtração e no lodo gerado, constatamos que quanto
maior a pressão, menor será o tempo e a altura do lodo gerado no final da filtração.
O gráfico não apresentou uma maior linearidade devido a desvios que podem ter ocorrido
na uniformidade da amostra, e também na manipulação do cronometro e no volume inserido no
filtro. Nos resultados de altura e peso, podem ter ocorrido percas oriundas de espaços gerados
entre o filtro e a parede do funil, não sendo conclusiva a parte do peso devido a umidade do
mesmo.
Com exceção da concentração de 30 g/l a 150mmHg, todos os outros resultados geraram
a mesma perspectiva.
Com isso concluímos que a pressão na filtração é uma parte muito importante para se
mensurar em um sistema industrial, para que o resultado final do seu produto seja atingido num
menor tempo.
Laboratório de Engenharia Química II – Relatório I

7. BIBLIOGRAFIA
CREMASCO, M. A. (2012). Operações Unitárias em sistemas particulados e fluidomecânicos.
(2° ed.). São Paulo: Blucher.
http://www.maxlabor.com.br/blog/quais-os-tipos-de-papel-de-filtro-em-laboratorios. (s.d.).

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