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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARING A

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CENTRO DE CI ENCIAS EXATAS

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DEPARTAMENTO DE MATEM ATICA

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PROGRAMA DE P OS-GRADUAC¸ AO EM MATEM ATICA

(Mestrado)

Um Estudo Sobre Grafos Divisores de Zero

JULIO CESAR MORAES PEZZOTT

Orientadora: Irene Naomi Nakaoka

Maring´a - PR

2014

Um Estudo Sobre Grafos Divisores de Zero

JULIO CESAR MORAES PEZZOTT

Disserta¸c˜ao apresentada ao Programa de P´os-

Gradua¸c˜ao em Matem´atica do Departamento de

Matem´atica, Centro de Ciˆencias Exatas da Univer-

sidade Estadual de Maring´a, como requisito par-

cial para obten¸c˜ao do t´ıtulo de Mestre em Ma-

tem´atica.

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Area de concentra¸c˜ao:

Algebra

Orientadora: Prof a . Dr a . Irene Naomi Nakaoka

Maring´a - PR

2014

Agradecimentos

Agrade¸co `a minha fam´ılia, que sempre me apoiou. Em especial, a` minha esposa Claudia,

aos meus pais e aos meus irm˜aos.

Agrade¸co a` minha orientadora Prof a . Dr a . Irene Naomi Nakaoka pela paciˆencia, sabedoria

e dedica¸c˜ao na realiza¸c˜ao deste trabalho.

Aos professores do Departamento de Matem´atica da UEM por contribu´ırem com minha

forma¸c˜ao.

Aos meus amigos e colegas de mestrado.

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A Capes, pelo apoio financeiro.

Resumo

Dado um anel comutativo com identidade R, o grafo divisor de zero de R, denotado por Γ(R), ´e o grafo cujos v´ertices s˜ao os divisores de zero n˜ao nulos de R e dois v´ertices distintos x e y s˜ao adjacentes se, e somente se, xy = 0. Nesta disserta¸c˜ao, estudaremos algumas propriedades dos grafos divisores de zero e destacaremos algumas rela¸c˜oes entre R e Γ(R).

Abstract

Given a commutative ring with identity R, the zero-divisor graph of R, denoted by Γ(R), is the graph whose vertices are the nonzero zero-divisors of R and two distinct vertices x and y are adjacent if and only if xy = 0. In this dissertation, we will study some properties of zero-divisors graphs and we will highlight some relations between R and Γ(R).

vi

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Indice de Nota¸c˜oes

conjunto vazio

|X|

 

cardinalidade do conjunto X

X

X \ {0}

X

Y

X ´e um subconjunto pr´oprio de Y

X

Y

X ´e um subconjunto de Y

X

× Y

produto

direto de X por Y

Im(f )

imagem

da fun¸c˜ao f

ker(f )

n´ucleo da fun¸c˜ao f

(x)

 

ideal gerado pelo elemento x

U

(R)

conjunto dos elementos invert´ıveis do anel R conjunto dos divisores de zero do anel R conjunto dos ideais do anel R conjunto dos ideais primos do anel R ideal radical do ideal I

D(R)

Id(R)

Spec(R)

I

N il(R)

{r R

: r n = 0 ,para algum n N} (nilradical de R)

J(R)

V ar(I)

M in(R)

radical de Jacobson do anel R

variedade do ideal I

conjunto dos primos minimais do anel R

ass(I)

conjunto dos primos associados do ideal I

Ass(R)

(I : x)

G

= (V, E)

conjunto dos primos associados do anel R quociente do ideal I por x

Ann(x) Ann(I)

{r R {r R

: rx = 0} (anulador de x) : rI = {0}} (anulador de I)

char(R)

caracter´ıstica do anel R grafo com conjunto de v´ertices V e conjunto de arestas E

Γ(R)

grafo divisor de zero do anel R

deg(u)

grau do v´ertice u

vii

d(u, v)

diam(G)

K m

K m,n

ω(G)

C n

gr(G)

χ(G)

e(v)

rad(G)

Cen(G)

γ(G)

G · e

distˆancia de u a v diˆametro do grafo G grafo completo de ordem m grafo bipartido completo com conjunto de v´ertices V = V 1 V 2 (uni˜ao disjunta) tal que |V 1 | = m e |V 2 | = n cardinalidade do maior clique no grafo G n-ciclo cintura do grafo G n´umero crom´atico por v´ertices de G max{d(v, x) : x V } (excentricidade do v´ertice v) raio do grafo G centro do grafo G n´umero de domina¸c˜ao do grafo G

contra¸c˜ao elementar de G pela aresta e

Sumario´ ´ Indice de Nota¸c˜oes   vi Introdu¸c˜ao ix 1 Preliminares   1 1.1

Sumario´

´

Indice de Nota¸c˜oes

 

vi

Introdu¸c˜ao

ix

1 Preliminares

 

1

1.1 An´eis comutativos

 

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1

1.1.1 An´eis Artinianos e an´eis Noetherianos

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4

1.1.2 Decomposi¸c˜ao prim´aria de um ideal .

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6

1.1.3 Sobre os divisores de zero de um anel

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8

1.2 Grafos

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13

1.2.1

Grafos planares

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18

2 Grafos divisores de zero

 

22

2.1 O grafo divisor de zero

 

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22

2.2 Colora¸c˜oes de Beck

 

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29

2.3 Quando Γ(R) possui um v´ertice adjacente aos demais v´ertices

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38

2.4 Grafos completos e grafos estrela

 

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40

2.5 Grafos divisores de zero r-partidos completos

 

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44

2.6 Ciclos e cintura

 

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57

2.7 Raio, centro e n´umero de domina¸c˜ao

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61

2.8 Sobre a Planaridade de Γ(R)

 

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69

Referˆencias

78

Introduc¸ao˜ O conceito de grafo divisor de zero surgiu na literatura matem´atica com o artigo

Introduc¸ao˜

O conceito de grafo divisor de zero surgiu na literatura matem´atica com o artigo “Coloring of commutative rings” [11], publicado por Istvan Beck em 1988. O autor definiu um grafo tomando como v´ertices os elementos de um anel comutativo e colocando que dois v´ertices distintos seriam adjacentes se o produto entre eles resultasse no elemento neutro da adi¸c˜ao. Beck estudou colora¸c˜oes de v´ertices desse grafo. Mais resultados sobre esse tema foram obtidos por D. D. Anderson e M. Nasser e publicados, em 1993, no artigo “ Beck’s Coloring of Commutative Rings ” [4].

Em 1999, no artigo “ The zero-divisor graph of a commutative ring ”[6], D. F. Anderson e P. S. Livingston apresentaram uma defini¸c˜ao de grafo divisor de zero um pouco diferente da defini¸c˜ao de Beck. Tais autores mantiveram a condi¸c˜ao dada por Beck para que dois v´ertices fossem adjacentes; no entanto, passaram a considerar como v´ertices apenas os divisores de zero n˜ao nulos do anel. A partir desse artigo, a maioria dos matem´aticos que trataram do tema assumiram a defini¸c˜ao de D.F. Anderson e P.S. Livingston como a defini¸c˜ao de grafo divisor de zero.

Nos trˆes artigos acima citados, algumas rela¸c˜oes entre um anel e seu grafo divisor de zero foram explicitadas e alguns resultados mostraram que propriedades acerca dos an´eis poderiam ser deduzidas a partir do seu grafo divisor de zero. Desse modo, o grafo divisor de zero se apresentava como uma ferramenta auxiliar para o estudo das propriedades alg´ebricas dos an´eis.

Diante disso, alguns matem´aticos se interessaram pelo assunto e v´arios artigos sobre o tema foram publicados. No artigo de 1999, Anderson e Livingston exploraram temas como co- nexidade, diˆametro, cintura e automorfismos de grafos. Em [5], podemos ver resultados sobre cliques e planaridade, bem como algumas rela¸c˜oes entre isomorfismos de grafos e isomorfis-

Introdu¸c˜ao

xi

mos de an´eis. Tais rela¸c˜oes tamb´em foram estudadas por S. Akbari e A. Mohammadian em [2]. Neste mesmo artigo, estes autores apresentaram um estudo sobre colora¸c˜oes de arestas. Cintura, planaridade e grafos divisores de zero r-partidos completos s˜ao temas abordados por S. Akbari, H. R. Maiamani e S. Yassemi em [1]. Em [20], s˜ao explicitadas algumas rela¸c˜oes entre o conjunto dos divisores de zero e o grafo divisor de zero de um anel. T. G. Lucas, em [19], estudou quest˜oes referentes ao diˆametro de um grafo divisor de zero. Raio, centro e n´umero de domina¸c˜ao s˜ao temas tratados por S. P. Redmond em [22]. Este ultimo´ autor introduziu ainda, em [23], o conceito de grafos divisores de zero de an´eis n˜ao comutativos, tema esse que n˜ao ser´a explorado aqui.

Nesta disserta¸c˜ao, apresentaremos um estudo sobre grafos divisores de zero de an´eis co- mutativos. Veremos quais informa¸c˜oes acerca de um anel podem ser obtidas a partir de seu grafo divisor de zero e destacaremos algumas propriedades desse grafo no que diz res- peito aos seguintes temas: conexidade, diˆametro, raio, centro, tamanho, cintura, n´umero de domina¸c˜ao, colora¸c˜oes de v´ertices e forma (grafos completos e grafos r-partidos completos).

Dividimos o texto em dois cap´ıtulos. No primeiro, colocamos os pr´e-requisitos para a leitura do cap´ıtulo 2. Tais pr´e-requisitos abrangem conceitos e resultados da Teoria de An´eis Comutativos e da Teoria de Grafos. No cap´ıtulo 2, apresentamos o estudo sobre grafos divisores de zero de an´eis comutativos.

Cap´ıtulo 1 Preliminares Neste cap´ıtulo, apresentaremos alguns conceitos e resultados da Teoria de An´eis Comu-

Cap´ıtulo 1

Cap´ıtulo 1 Preliminares Neste cap´ıtulo, apresentaremos alguns conceitos e resultados da Teoria de An´eis Comu-

Preliminares

Neste cap´ıtulo, apresentaremos alguns conceitos e resultados da Teoria de An´eis Comu-

tativos e da Teoria de Grafos necess´arios ao estudo que faremos no pr´oximo cap´ıtulo. N˜ao

demonstraremos aqui todos os resultados enunciados. No entanto, para cada resultado n˜ao

demonstrado, indicaremos um texto no qual sua demonstra¸c˜ao pode ser encontrada. Os pr´e-

requisitos para leitura desta disserta¸c˜ao s˜ao os t´opicos b´asicos de Grupos, An´eis e M´odulos.

1.1 An´eis comutativos

Iniciamos este t´opico com algumas nota¸c˜oes e conven¸c˜oes. Dados os conjuntos X e Y ,

escrevemos X Y se X ´e um subconjunto de Y . Se X ´e um subconjunto pr´oprio de Y ,

escrevemos X Y . Se X ´e um conjunto finito, denotamos a cardinalidade de X por |X|.

Em todo o texto, os an´eis ser˜ao an´eis comutativos com identidade. A identidade do anel

Quando X for um

ser´a denotada por 1 e o elemento neutro da adi¸c˜ao por 0, com 1

subconjunto de um anel, denotamos o conjunto X \ {0} por X .

= 0.

Dado um anel R, indicamos o conjunto de todos os ideais desse anel por Id(R). Dados

Id(R) e a R, escrevemos a para indicar o elemento a + I do anel quociente R/I. O

I

conjunto dos elementos invert´ıveis de R ´e representado por U (R).

A interse¸c˜ao de todos os ideais maximais de um anel R ´e um ideal chamado Radical de

Jacobson, o qual denotamos por J(R). O Radical de Jacobson pode ser caracterizado pelo

seguinte resultado:

Proposi¸c˜ao 1.1. ([24], p´ag.

a R, o elemento 1 ar U (R).

42) Em um anel R, r J(R) se, e somente se, para todo

1.1 An´eis comutativos

2

Um anel R ´e local quando possui um unico´ ideal maximal M . Neste caso, R/M ´e um

corpo, chamado de corpo residual de R. O seguinte resultado nos d´a condi¸c˜oes para que um

anel seja local.

Proposi¸c˜ao 1.2. ([7], p´ag. 4) Sejam R um anel e M Id(R) \ {R}.

(i)

Se R \ M = U (R), ent˜ao R ´e um anel local e M

´e seu unico´

ideal maximal;

(ii)

Se R \ U (R) ´e um ideal, ent˜ao R ´e um anel local com ideal maximal R \ U (R);

(iii)

Se M ´e um ideal maximal e 1 + m U (R) para todo m M , ent˜ao R ´e local.

Denotamos o conjunto dos ideais primos de R por Spec(R).

seguinte resultado envolvendo ideais primos.

Usaremos neste texto o

Proposi¸c˜ao 1.3. ([7], p´ag.8)

Sejam P, P 1 ,

, P n Spec(R) e I, I 1 ,

, I r Id(R).

(i)

(ii)

n

Se I i=1

P i , ent˜ao I P i para algum i ∈ {1,

r

Se j=1 I j P , ent˜ao I j P , para algum j ∈ {1,

, n};

, r}, .

Dado I Id(R) \ {R}, o conjunto V ar(I) = {P Spec(R)

:

I

P } ´e chamado de

variedade do ideal I. O seguinte teorema caracteriza esse subconjunto do Spec(R).

Teorema 1.4. ([24], p´ag. 53) Dado I Id(R) \ {R}, V ar(I) ´e n˜ao vazio e admite elemento

minimal em rela¸c˜ao `a inclus˜ao de conjuntos.

Os primos

minimais do ideal nulo {0} s˜ao chamados tamb´em de primos minimais de R. Desse modo,

temos que P Spec(R) ´e um primo minimal de R se, e somente se, n˜ao existe outro ideal

primo contido propriamente em P .

Os elementos minimais de V ar(I) s˜ao chamados de primos minimais de I.

O conjunto dos primos minimais de R ´e representado por M in(R).

Na hip´otese da

pr´oxima proposi¸c˜ao, temos um anel R com M in(R) finito.

Proposi¸c˜ao 1.5. Seja R um anel tal que M in(R) ´e finito, digamos M in(R) = {P 1 ,

Ent˜ao, para cada j ∈ {1,

, k}, existe um elemento y j (

k

i=1

i

=j

P i ) \ P j .

, P k }.

1.1 An´eis comutativos

3

Demonstra¸c˜ao: Dado P j M in(R), temos que P i P j , para todo i ∈ {1,

Desse modo, para cada i

, k} \ {j}.

= j, podemos escolher x i P i \ P j . Assim, podemos considerar

y j = x 1

x j1 x j+1

x k . Do fato de P j ser um ideal primo segue que y j (

k

i=1

i

=j

P i ) \ P j .

Dado I Id(R), o conjunto I

= {r R

:

existe n Z + tal que r n I} ´e um ideal,

chamado de ideal radical de I. Claramente vemos que I I.

ideal {0} = {r R : existe n Z + tal que r n = 0} ´e denotado por N il(R) e chamado

de nilradical de R. Um elemento r N il(R) recebe o nome de nilpotente e o menor inteiro

positivo n tal que r n = 0 ´e chamado de ´ındice de nilpotˆencia de r. Um anel R ´e dito reduzido

se N il(R) = {0}. Caso contr´ario, R ´e n˜ao reduzido.

O

A pr´oxima proposi¸c˜ao nos d´a uma rela¸c˜ao entre o nilradical, os ideais primos e os primos

minimais de um anel R:

Proposi¸c˜ao 1.6. ([24], p´ag. 52 e p´ag. 54) Em um anel R, s˜ao verdadeiras as seguintes

igualdades: N il(R) =

P =

P.

P Spec(R)

P M in(R)

Um elemento a R ´e idempotente quando a 2 = a.

resultados envolvendo elementos deste tipo.

Encerramos esta se¸c˜ao com dois

Lema 1.7. Seja R um anel. Se a R ´e idempotente, ent˜ao R = Ra R(1 a).

Demonstra¸c˜ao: Dado r R, podemos escrever r = r + ra ra = ra + r(1 a). Assim,

R = Ra + R(1 a). Agora, tomemos x Ra R(1 a). Ent˜ao existem r, s R tais que

igualdade e

usando o fato que a ´e idempotente, obtemos x = ra = ra 2 = (ra)a = (s sa)a = sa sa 2 =

Ra R(1 a) = {0}. Portanto, R = Ra R(1 a).

sa sa = 0, donde

x = ra = s(1 a) = s sa. Multiplicando por a em ambos os lados dessa ultima´

Lema 1.8. Se R ´e um anel local, ent˜ao seus unicos´

elementos idempotentes s˜ao 0 e 1.

Demonstra¸c˜ao: Seja R um anel local com ideal maximal M e seja a R tal que a 2 = a.

Neste caso, temos que 1 = ab = a 2 b =

a(ab) = a. Se a / U (R), ent˜ao devemos ter a M , pois todo elemento n˜ao invert´ıvel de

Se a U (R), ent˜ao existe b R tal que ab = 1.

1.1 An´eis comutativos

4

um anel pertence a algum ideal maximal.

= x 2 (1 a) 2

U (R).

Logo,

Segue da Pro- Assim, como

= x 2 (1 2a + a 2 ) = x 2 (1 2a + a) = x 2 (1 a) = x[x(1 a)] = x,

Mas notemos que M = J(R).

R

tal que x(1 a)

=

1.

posi¸c˜ao 1.1 que 1 a

1 = 1 2

obtemos que 1 a = 1, donde vem que a = 0.

existe x

1.1.1 An´eis Artinianos e an´eis Noetherianos

Nesta se¸c˜ao, apresentaremos as defini¸c˜oes de an´eis Artinianos e an´eis Noetherianos e alguns resultados b´asicos envolvendo tais an´eis. Come¸camos com a seguinte defini¸c˜ao:

Defini¸c˜ao 1.9. Seja C um conjunto parcialmente ordenado por uma rela¸c˜ao (respectiva- mente, ).

(a)

Dizemos que C satisfaz a condi¸c˜ao de cadeia descendente (c.c.d.) (respect., condi¸c˜ao de

cadeia ascendente (c.c.a.)) se, para cada fam´ılia (S i ) iN de elementos de C que satisfaz

S 0 S 1 S 2

S i

(respect.,

S 0 S 1 S 2

S i

.), existir k N

tal que S k = S k+i , para todo i N. Neste caso, dizemos que a cadeia estaciona.

(b)

Dizemos que C satisfaz a` condi¸c˜ao minimal (respect., condi¸c˜ao maximal ) se todo sub- conjunto n˜ao vazio de C admite um elemento minimal (respect., maximal), com respeito a` (respect., ).

O pr´oximo resultado nos diz que as condi¸c˜oes (a) e (b) dadas na defini¸c˜ao anterior s˜ao equivalentes.

Proposi¸c˜ao 1.10. ([24], p´ag. 47) Seja C um conjunto parcialmente ordenado por (respect., por ). Ent˜ao C satisfaz a c.c.d (respect., c.c.a) se, e somente se, C satisfaz a condi¸c˜ao minimal (respect., condi¸c˜ao maximal).

Apresentamos a seguir as defini¸c˜oes de anel Artiniano e anel Noetheriano. Estamos assumindo aqui que o leitor est´a familiarizado com a defini¸c˜ao de R-m´odulo, que pode ser vista em ([24], p´ag. 102).

1.1 An´eis comutativos

5

Defini¸c˜ao 1.11. Seja M um R-m´odulo. Dizemos que M ´e Artiniano (respect., Noetheriano) se o conjunto de seus subm´odulos, ordenado por (respect., ), satisfaz a` condi¸c˜ao de ca- deia descendente (respect., condi¸c˜ao de cadeia ascendente) ou, equivalentemente, a` condi¸c˜ao minimal (respect., condi¸c˜ao maximal).

Um anel R ´e Artiniano (respect., Noetheriano) se R, visto como um R-m´odulo, ´e Artiniano (respect., Noetheriano), isto ´e, se o conjunto de seus ideais Id(R), ordenado por (respect., ), satisfaz a` condi¸c˜ao de cadeia descendente (resp., condi¸c˜ao de cadeia ascendente) ou, equivalentemente, `a condi¸c˜ao minimal (respect., condi¸c˜ao maximal).

O resultado a seguir destaca uma propriedade dos an´eis Noetherianos.

Proposi¸c˜ao 1.12. ([24], p´ag. 146) Sejam R um anel Noetheriano e I Id(R). Ent˜ao, R/I ´e um anel Noetheriano.

Antes de

enunci´a-la, precisamos saber que um ideal I ´e dito nilpotente quando existe um inteiro positivo n tal que I n = {0}.

A pr´oxima proposi¸c˜ao apresenta v´arias propriedades de um anel Artiniano.

Proposi¸c˜ao 1.13. ([7], p´ag. 163 e 164) Sejam R um anel Artiniano e I Id(R). Ent˜ao:

(i) Todo ideal primo de R ´e maximal;

(ii) N il(R) = J(R);

(iii) R tem somente um n´umero finito de ideais maximais;

(iv)

N il(R) ´e nilpotente.

O

teorema a seguir descreve a estrutura dos an´eis Artinianos.

Teorema 1.14. (Estrutura de An´eis Artinianos) ([7], p´ag.

R ´e de maneira unica´ Artinianos.

90) Um anel Artiniano

(a menos de isomorfismo) um produto direto finito de an´eis locais

O teorema que encerra este t´opico estabelece uma rela¸c˜ao entre an´eis Artinianos e No-

etherianos.

1.1 An´eis comutativos

6

Teorema 1.15. ([24], p´ag. 166) Um anel R ´e Artiniano se, e somente se, R ´e Noetheriano

e todo ideal primo de R ´e maximal.

1.1.2 Decomposi¸c˜ao prim´aria de um ideal

Nesta se¸c˜ao, definiremos o que ´e uma decomposi¸c˜ao prim´aria minimal de um ideal e

apresentaremos alguns conceitos e resultados relacionados ao assunto. Para isso, precisamos

da seguinte defini¸c˜ao:

Defini¸c˜ao 1.16. Seja Q Id(R) \ {R}. Dizemos que Q ´e um ideal prim´ario se dado ab Q,

tivermos a Q ou b Q.

Se Q ´e um ideal prim´ario de R, ent˜ao Q = P ´e um ideal primo ([24], p´ag. 63). Mais

ainda: qualquer outro ideal primo que cont´em Q deve conter P , ou seja, P ´e o unico´ elemento

minimal de V ar(Q). Neste caso, dizemos que Q ´e um ideal P -prim´ario.

Estamos agora em condi¸c˜oes de definir o que ´e um ideal decompon´ıvel e o que ´e uma

decomposi¸c˜ao prim´aria minimal de um ideal.

Defini¸c˜ao 1.17. Dizemos que I Id(R) \ {R} admite uma decomposi¸c˜ao prim´aria se I

pode ser escrito como uma interse¸c˜ao finita de ideais prim´arios. Neste caso, dizemos que I ´e

um ideal decompon´ıvel .

Q i uma decomposi¸c˜ao

, n}. Dizemos que tal decomposi¸c˜ao ´e uma

decomposi¸c˜ao prim´aria minimal de I quando as condi¸c˜oes (a) e (b) dadas a seguir s˜ao satis-

feitas:

Defini¸c˜ao 1.18. Seja I um ideal decompon´ıvel e seja I

n

i=1

=

prim´aria de I, com Q i = P i , para i ∈ {1,

(a)

P i = P j , se i

= j;

 

(b)

Para todo j ∈ {1,

, n},

n

i=1

=j

i

Q i Q j .

69).

Tamb´em sabemos que h´a casos em que um ideal decompon´ıvel admite duas decomposi¸c˜oes

Todo ideal decompon´ıvel admite uma decomposi¸c˜ao prim´aria minimal ([24], p´ag.

1.1 An´eis comutativos

7

prim´arias minimais distintas.

posi¸c˜oes prim´arias minimais de um ideal I, com T i / {Q 1 ,

entanto, se I ´e um ideal decompon´ıvel, podemos garantir a seguinte unicidade:

n

Ou seja, podemos ter i=1

Q i

= i=1 m T i duas decom-

=

I

, Q n } ([24], p´ag. 74). No

Teorema 1.19. (Unicidade da Decomposi¸c˜ao Prim´aria) ([24], p´ag. 70)

Sejam n

i=1 Q i

=

I

= i=1 m T i duas decomposi¸c˜oes prim´arias minimais de I tais que

Q i = P i e T i = U i . Ent˜ao, n = m e {P 1 ,

,

P n } = {U 1 ,

,

U m }.

Sejam I um ideal decompon´ıvel e I = i=1

n

Q i uma decomposi¸c˜ao prim´aria minimal de I,

, P n n˜ao dependem

, P n s˜ao chamados de

com Q i = P i , para i ∈ {1,

da escolha da decomposi¸c˜ao prim´aria minimal de I. Estes ideais P 1 ,

primos associados de I e o conjunto formado por eles ´e denotado por ass(I).

, n}. Pelo Teorema 1.19, os ideais P 1 ,

A pr´oxima proposi¸c˜ao afirma que os primos minimais de um ideal decompon´ıvel I coin-

cidem com os elementos minimais do conjunto ass(I).

Proposi¸c˜ao 1.20. ([24], p´ag. 72) Seja I Id(R) \ {R} um ideal decompon´ıvel de R e

seja P Spec(R). Ent˜ao P ´e um primo minimal de I se, e somente se, P ´e um elemento

minimal de ass(I). Como ass(I) ´e finito, temos que V ar(I) admite apenas um n´umero finito

de elementos minimais.

Existem an´eis que possuem ideais pr´oprios n˜ao decompon´ıveis (temos um exemplo em

([24], p´ag. 76)). O pr´oximo teorema destaca o fato de que em an´eis Noetherianos, todos os

ideais distintos do pr´oprio anel s˜ao decompon´ıveis.

Teorema 1.21. ([24], p´ag. 78) Se R ´e um anel Noetheriano, ent˜ao todo ideal I Id(R)\{R}

´e decompon´ıvel.

Por este ultimo´ teorema, temos que se R ´e um anel Noetheriano, ent˜ao o ideal nulo {0} de

R ´e decompon´ıvel. Logo, M in(R) ´e finito, pois pelo Teorema 1.20, V ar({0}) possui apenas

um n´umero finito de elementos minimais. Provamos assim a seguinte proposi¸c˜ao:

Proposi¸c˜ao 1.22. Se R ´e um anel Noetheriano, ent˜ao R possui apenas um n´umero finito

de primos minimais.

1.1 An´eis comutativos

8

1.1.3 Sobre os divisores de zero de um anel

Nesta se¸c˜ao, destacaremos alguns resultados sobre o conjunto de divisores de zero de um

anel. Em um primeiro momento, apresentaremos resultados v´alidos para an´eis quaisquer.

Ao final da se¸c˜ao, restringiremos nosso estudo aos an´eis Noetherianos e aos an´eis finitos.

Defini¸c˜ao 1.23. Seja R um anel. Dado a R, dizemos que a ´e um divisor de zero quando

existe b R tal que ab = 0. Denotamos o conjunto dos divisores de zero do anel R por

D(R).

Conv´em enfatizarmos aqui alguns fatos conhecidos acerca dos divisores de zero:

(1) Por defini¸c˜ao, 0 D(R);

(2) Sabemos que nem sempre D(R) ´e um ideal; por exemplo, D(Z 6 ) = {0, 2, 3, 4}, mas

2 + 3 = 5 / D(R);

(3)

Dado a D(R), seja b R tal que ab = 0; ent˜ao, ar D(R), para todo r R, pois

(ra)b = r(ab) = 0;

(4) Pelos itens (2) e (3), temos que se D(R) n˜ao ´e ideal, ent˜ao existem a, b D(R) tais

que a + b / D(R).

Veremos, ainda nesta se¸c˜ao, casos em que D(R) ´e um ideal. A pr´oxima proposi¸c˜ao nos

garante que, em tais casos, D(R) deve ser necessariamente um ideal primo.

Proposi¸c˜ao 1.24. Em um anel R, se D(R) ´e um ideal, ent˜ao D(R) ´e ideal primo.

Demonstra¸c˜ao: Suponhamos que D(R) Id(R). Como 1 / D(R), temos que D(R)

= R.

Tomemos ab D(R). Ent˜ao existe c R tal que (ab)c = 0. Se bc

bc = 0, ent˜ao b D(R). Logo, D(R) ´e um ideal primo de R.

= 0, ent˜ao a D(R). Se

O pr´oximo resultado nos d´a uma caracteriza¸c˜ao do conjunto dos divisores de zero e nos

mostra uma importante rela¸c˜ao entre este conjunto e o conjunto dos primos minimais.

Proposi¸c˜ao 1.25. ([18], p´ag. 3 e p´ag. 57) Seja R um anel. Ent˜ao:

1.1 An´eis comutativos

9

(i) D(R) ´e uma uni˜ao de ideais primos de R;

(ii) P M in(R) P D(R).

Analisemos agora a rela¸c˜ao entre D(R) e N il(R). Facilmente podemos mostrar que a

inclus˜ao N il(R) D(R) ´e verdadeira, qualquer que seja o anel R. Em alguns casos, ocorre

a igualdade N il(R) = D(R) (por exemplo, se R = Z 8 ). Por´em, n˜ao podemos garantir que

tal igualdade ´e verdadeira para qualquer anel R. Por exemplo, para R = Z 2 × Z 2 , temos

D(R) = {(0, 0), (1, 0), (0, 1)} e N il(R) = {(0, 0)}. Os dois pr´oximos resultados apresentam

algumas condi¸c˜oes sob as quais a igualdade D(R) = N il(R) ocorre.

Proposi¸c˜ao 1.26. Em um anel R, se {0} ´e um ideal prim´ario, ent˜ao D(R) = N il(R).

Demonstra¸c˜ao: Dado a D(R), existe b R tal que ab = 0 ∈ {0}. Como {0} ´e prim´ario,

devemos ter a N il(R) ou b ∈ {0}.

igualdade D(R) = N il(R).

= 0, temos que a N il(R), donde segue a

Como b

Proposi¸c˜ao 1.27. Seja R um anel tal que todo ideal primo ´e maximal. Ent˜ao, temos que

D(R) = N il(R) se, e somente se, D(R) ´e um ideal (primo).

Demonstra¸c˜ao: Se D(R) = N il(R), ent˜ao D(R) Spec(R), pela Proposi¸c˜ao 1.24. Reci-

procamente, suponhamos que D(R) Spec(R). Dado Q M in(R), segue da Proposi¸c˜ao

1.25 que Q D(R). Como todo ideal primo de R ´e maximal, devemos ter D(R) = Q, para

todo Q M in(R). Da proposi¸c˜ao 1.6 vem que N il(R) = QM in(R) Q = D(R).

A pr´oxima proposi¸c˜ao caracteriza o conjunto dos divisores de zero de um anel reduzido.

Proposi¸c˜ao 1.28. Seja R um anel reduzido.

(i) Ent˜ao, P M in(R) P = D(R);

(ii) Se R n˜ao ´e dom´ınio de integridade, ent˜ao R tem pelo menos dois primos minimais.

1.1 An´eis comutativos

10

Demonstra¸c˜ao: (i) Pela Proposi¸c˜ao 1.25, j´a temos que P M in(R) P D(R).

posi¸c˜ao 1.6 e do fato de R ser reduzido, obtemos as igualdades:

Da Pro-

P =

P M in(R)

P Spec(R)

P = N il(R) = {0}.

(1.1)

Dado x D(R), existe y R tal que xy

minimal P . Ent˜ao, para cada P M in(R), x P ou y P . Se para todo primo minimal

Assim, xy = 0 P , para todo primo

=

0.

P , tiv´essemos x / P , ter´ıamos y P , para todo P M in(R), donde ter´ıamos que y

P M in(R) P , o que contradiz (1.1). Logo, existe pelo menos um primo minimal P tal que

x P . Temos assim a inclus˜ao D(R) P M in(R) P e o resultado est´a provado.

(ii) Sabemos por (i) que P M in(R) P = D(R). Assim, supondo que R possui um unico´

primo minimal P , de (1.1) obtemos D(R) = P = N il(R) = {0}, o que contradiz o fato de R

n˜ao ser um dom´ınio de integridade.

rx I} ´e um ideal de R,

chamado de ideal quociente de I por x. O ideal {r R : rI = {0}} ´e denotado por Ann(I)

e chamado de anulador de I. J´a o ideal {r R : ra = 0} ´e chamado de anulador de a e

denotado por Ann(a).

Dados x R e I

Id(R), o conjunto (I

: x) = {r R

:

Proposi¸c˜ao 1.29. ([18], p´ag. 4) Sejam R um anel e C = {Ann(a) : a R }. Se C admite

um elemento maximal I, ent˜ao I ´e um ideal primo de R.

Demonstra¸c˜ao: Seja I = Ann(a), a R . Dado bc I, vamos supor que b / I. Ent˜ao

= 0. Notemos que I = Ann(a) Ann(ab). Por hip´otese, I ´e um elemento de C. Ent˜ao

ab

I

= Ann(a) = Ann(ab). Como bc Ann(a), temos 0 = a(bc) = (ab)c, donde obtemos que

c

Ann(ab). Assim, c Ann(a) = I

e, portanto, I ´e um ideal primo.

Vejamos agora duas proposi¸c˜oes acerca do conjunto dos divisores de zero de um anel

Noetheriano. A primeira considera o caso em que tal conjunto ´e um ideal. A segunda

relaciona os divisores de zero com os primos associados do ideal nulo.

Proposi¸c˜ao 1.30. ([17], p´ag. 8) Sejam R um anel Noetheriano. Se D(R) ´e um ideal, ent˜ao

existe a R tal que D(R) = Ann(a).

1.1 An´eis comutativos

11

Proposi¸c˜ao 1.31. ([24], p´ag. 155 e p´ag. 156) Sejam R um anel Noetheriano. Ent˜ao:

(i)

(ii)

D(R) = P ass({0}) P;

Dado P Spec(R), temos que P ass({0}) se, e somente se, existe a R tal que P = Ann(a).

Definiremos agora o que ´e um ideal primo associado de um anel qualquer R. Na sequˆencia, mostraremos uma rela¸c˜ao entre tais ideais e o conjunto dos divisores de zero em um anel Noetheriano.

Defini¸c˜ao 1.32. Seja R um anel qualquer. Dizemos que P Spec(R) ´e um primo associado de R quando existe a R tal que P = Ann(a). O conjunto dos primos associados de R ´e denotado por Ass(R).

Observa¸c˜ao 1.33. Se R ´e um anel Noetheriano, do item (ii) da Proposi¸c˜ao 1.31 vem que ass({0}) = Ass(R). Pelo item (i) deste mesmo resultado, obtemos que D(R) = P Ass(R) P.

A pr´oxima proposi¸c˜ao trata do conjunto dos divisores de zero em um anel Artiniano local.

Proposi¸c˜ao 1.34. Seja R um anel local Artiniano que n˜ao ´e um dom´ınio. Ent˜ao:

(i)

todo elemento de R ´e invert´ıvel ou nilpotente;

(ii)

D(R) ´e o unico´

ideal maximal de R.

Demonstra¸c˜ao: (i) Seja M o unico´ um unico´ ideal maximal de R. Sendo R Artiniano, todo ideal primo de R ´e maximal. Assim, M ´e tamb´em o unico´ ideal primo de R. Da Proposi¸c˜ao 1.6 segue que N il(R) = P Spec(R) P = M . Sabemos que, em um anel qualquer, todo elemento n˜ao invert´ıvel pertence a algum ideal maximal. Desse modo, dado r / U (R), devemos ter r M , donde obtemos que todo elemento de R ´e invert´ıvel ou nilpotente.

ideal maximal de R. Dado x D(R),

como x / U (R), segue que x M = N il(R), donde vem que D(R) N il(R). Como sempre

(ii) Pelo item (