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No Direito Constitucional, há a jusfundamentalização do Direito,

fenômeno pelo qual as diferentes normas de um ordenamento


Centralidade
jurídico formatam-se à luz dos direitos fundamentais (epicentro
axiológico do ordenamento jurídico)

É a atribuição desses direitos


Universalidade Marco: DUDH - 1948
a todos os seres humanos

É a qualidade de pertencimento
Declaração de Teerão - 1968
Inerência desses direitos a todos os
membros da espécie humana,
Declaração de Viena - 1993
sem qualquer distinção

Consiste no reconhecimento dos direito humanos onde


Transnacionalidade
quer que o indivíduo esteja

Os direitos humanos possuem a mesma proteção jurídica

Reconhecimento de que o direito protegido


apresenta uma unidade incindível entre sí
Duas facetas
Assegura que não é possível proteger apenas
alguns dos DH reconhecidos
Indivisibilidade
Exigir que o Estado também
invista nos direitos sociais,
zelando pelo mínimo
existêncial
Objetivo do reconhecimento
da indivisibilidade
Exibir o combate às violações
dos direitos e primeira tanto
quanto dos de segunda
geração

Reconhecimento de que todos os direitos humanos


contribuem para a realização da dignidade humana, o que
Interdependência
exige a atenção integral a todos os direitos humanos,
sem exclusão

Reconhecimento de que os direitos humanos formam uma


Unidade unidade de direitos tida como indivisível, interdependente e
inter-relacionada

Possibilidadede expansão
do rol do direitos
necessários a uma vida digna

Abertura e não exaustividade aumento do rol de direitos


art. 5º, § 2º, da CF Internacional protegidos oriundos do
DIDH

Trabalho de interpretação
ampliada realizado pelo
Nacional
Poder Constituinte Derivado e
pelos tribunais nacionais

Previstos em normas constitucionais e em


Formal
tratados de direitos humanos
Fundamentalidade
Reconhecimento da indispensabilidade de
Material determinado direito para a promoção da
dignidade humana
• Declaração de Teerã - 1968
• Decl.sobre o Direito ao Reconhecimento de que os direitos humanos não
Desenvolvimento - 1986 Imprescritibilidade
se perdem pela passagem do tempo
• Declaração de Viena - 1993

Impossibilidade de se atribuir dimensão pecuniária


Inalienabilidade
aos direitos humanos

Indisponibilidade Impossibilidade do próprio ser humano abrir mão de sua


condição humana e permitir a violação desses direitos

DIREITOS HUMANOS
ESPECIFICIDADES

Efeito cliquet Proíbe eliminação de


Princípio do não concretização já
retorno da alcançada. Permitido apenas
concretização aprimoramentos e
acréscimos

Preservação do mínimo
Entrincheiramento já concretizado dos DF,
impedindo o retrocesso

Proteção contra
É proibido por ofensa ao
efeitos retroativos
ato jurídico perfeito, à coisa
julgada e ao direito adquirido.
Difere da proibição de
retrocesso

Estado Democrático
de Direito
Proibição de retrocesso
Dignidade da pessoa humana

Aplicabilidade imediata das


normas definidoras de direitos
fundamentais
Fundamentos da
CF/1988
Proteção da confiança e da
segurança jurídica (a lei não
prejudicará o direito adquirido,
o ato jurídico perfeito e a
coisa julgada

Cláusula pétrea prevista no


art. 60, § 4º, IV

Que haja justificativa


também de estatura
Condições para que julsfundamental
eventual diminuição
Que tal diminuição
na proteção normativa
supere o crivo da
ou fática de um
proporcionalidade
direito fundamental
seja permitida
Que seja preservado
o núcleo essencial
do direito envolvido

A proibição de retrocesso não representa vedação


absoluta a qualquer medida de alteração da
proteção de direito específico

Proteção das facetas


sociais de direitos
civis e políticos, por
exemplo, a promoção
do direito à saúde por
seu vínculo à proteção
do direito à vida

Modo indireto de Crítica: baixa


proteção dos DESCAs visibilidade e dúvida
sobre a força vinculante
dos direitos sociais,
que dependeriam dos
direitos civis e políticos
Exige que os direitos
difusos ou coletivos
Justiciabilidade dos direitos sejam traduzidos como
econômicos, sociais, culturais direitos individuais
e ambientais (DESCA)
Exigência de
proteção do direito
social de modo
autônomo, em face
do dever do Estado
de assegurar
todos os direitos
Modo direto de
humanos
proteção dos DESCAs

Crítica: leva à intervenção


judicial na implementação
de políticas públicas, o
que não seria atribuição do
Poder Judiciário