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A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos da Escola Básica do

2º e 3º Ciclos de Ceira

 A situação actual da BE

As bibliotecas escolares entraram durante o último ano lectivo numa nova era a
nível de organização, gestão e dinamização.

A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos da Escola Básica do 2º e


3º Ciclos de Ceira pertence ao Agrupamento de Escolas de Ceira, e serve os
interesses pedagógicos e científicos da comunidade escolar local (uma escola
EB23, cinco escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico e um Jardim de Infância) e
do próprio concelho - Coimbra. Como tal, obedece a uma estrutura que passa
por ter um Professor Coordenador de Bibliotecas do Agrupamento. No caso
particular deste centro de documentação, a equipa é constituída por um
Professor Bibliotecário, a exercer também as funções de Coordenador, quatro
professores de quatro áreas educativas distintas (Geografia, História, Música e
Educação Visual) e por uma Assistente Operacional.

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Gráfico nº 1 – Número de alunos do 1º Ciclo (por estabelecimento) do
Agrupamento de Escolas de Ceira1

Gráfico nº 2 – Número de alunos do 2º e 3º Ciclo da EB23 de Ceira

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No momento em que este documento foi elaborado ainda não estavam disponíveis o nº de alunos do
Jardim de Infância de Ceira e da Turma PIEF.

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Gráfico nº 3

Convém referir que nas Bibliotecas Escolares de 1º Ciclo há um apoio muito


forte dado pelos Funcionários que colaboram na própria organização, gestão e
dinamização das respectivas bibliotecas e, consequentemente das respectivas
escolas.

O papel da formação da Equipa da Biblioteca Escolar é extremamente


importante, pois a homogeneidade das turmas e das escolas acabou há muito
tempo, e todos nós sabemos como é imperioso a aquisição e a constante
permanência de hábitos de leitura. O fenómeno da implementação da leitura
pode ter um Plano Nacional, mas a especificidade de cada instituição, de cada
aluno e de cada turma conta muito. Começa nas condições físicas das próprias
instituições, no interesse e na vontade de todos (professores, bibliotecários,
pais, os próprios alunos, as autarquias, o Governo) em colaborar. Temos de
começar a pensar num todo, num objectivo comum, abrangente a todos, sem
excepção, partindo do geral para o particular.

O Plano Nacional de Leitura apareceu para diminuir o fenómeno de “iliteracia”


no nosso país, no sentido de alargar os hábitos de leitura e desenvolver as

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competências dos portugueses. Para tal, é conveniente toda a comunidade
envolvente participar activamente. Esta Biblioteca Escolar tem de estar em
sintonia com todos os Departamentos e Serviços do Agrupamento, e
consequentemente, com a Biblioteca Municipal de Coimbra (parcerias já
existentes e contextualizadas na Rede de Bibliotecas de Coimbra). As
instituições de ensino são parceiros inseparáveis e indispensáveis, daí a
necessidade de haver uma sintonia perfeita perante os planos de dinamização
e de articulação com as respectivas entidades.

A Biblioteca Escolar da Sede do Agrupamento de Escolas de Ceira, assim


como as Bibliotecas Escolares de 1º Ciclo de Almalaguês e Vendas de Ceira
segue as directrizes que são referidas no Manifesto da Biblioteca Escolar,
aprovado pela UNESCO, na sua Conferência Geral em Novembro de 1999.
Assim, a missão será a de disponibilizar serviços de aprendizagem, material
impresso e não impresso e recursos que permitam a todos os membros da
comunidade escolar tornarem-se activos críticos e utilizadores permanentes.

Estes serviços de aprendizagem, ainda segundo o referido manifesto, devem


ser disponibilizados “de igual modo a todos os membros da comunidade
escolar, independentemente da idade, raça, sexo, religião, nacionalidade,
língua e estatuto profissional ou social”, sendo que, “aos utilizadores que, por
qualquer razão, não possam utilizar os serviços e materiais comuns da
Biblioteca, devem ser disponibilizados serviços e materiais específicos.”

Neste momento, a Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos de EB23


de Ceira apresenta um catálogo com cerca de cinco mil e cinquenta e oito
documentos já devidamente tratados. O catálogo pose ser consultado no blog
da respectiva instituição em http://becreeb23ceira.blogspot.com e no sítio da
Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação em
http://212.55.143.29/bibliopac/bin/wxis.exe/bibliopac/?IsisScript=bibliopac/bin/bi
bliopac.xic&db=EBCEIRA&lang=P&start=cfg-drec.

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No que diz respeito às Bibliotecas Escolares de 1º Ciclo, os respectivos
catálogos podem ser vistos em http://www.cm-
coimbra.pt/biblioteca/b_pesquisa.htm.

Esta Biblioteca Escolar não é um centro de documentação isolado, pois a ideia


de existir uma rede de bibliotecas escolares é excelente para promover a livre
circulação de documentos entre alunos, professores, e a restante comunidade
escolar. Para isso acontecer, os processos de Classificação/Indexação são
fundamentais, pois determinam as opções de pesquisa por parte dos
respectivos utilizadores. E não podemos esquecer que os utilizadores, na sua
maioria, são jovens adolescentes com as idades compreendidas entre os dez e
os quinze anos de idade, uma das faixas etárias mais difíceis de motivar para a
leitura e escrita.

A Biblioteca Escolar/Centro
de Recursos Educativos de
Ceira está dividida em seis
(6) zonas funcionais:

 Zona de Atendimento, zona onde se procede a requisições, inscrições


e todo o tipo de esclarecimentos;
 Zona de Leitura Informal, local específico para a consulta das
publicações periódicas (jornais, revistas, …);
 Zona de Leitura de Leitura Individual, local onde estão arrumadas as
publicações impressas (obras de referência e monografias) divididas por
assuntos.
 Zona Áudio e Vídeo, posto específico para o visionamento e arrumação
de filmes em formato VHS e DVD;
 Zona Multimédia e Internet, computadores com ligação à Internet que
permite aos alunos realizarem actividades de pesquisa/consulta,
actividades pedagógicas, com o recurso de CD-ROM interactivos, e
transcrição de trabalhos escritos;

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 Zona de Dinâmica de Grupo, conjuntos de mesas com a finalidade de
juntar um grupo de discussão para a realização de trabalhos, pesquisas,
ou até reuniões.

Nesta biblioteca todos os utilizadores (alunos, professores, auxiliares, pais) têm


livre acesso a todos os serviços (requisição e devolução de documentos,
pesquisa de informação através da Internet, ajuda na realização de trabalhos
escolares).

Em relação ao «serviço de empréstimo» todos os utilizadores podem levar


duas publicações impressas, excepto publicações periódicas (jornais, revistas)
e obras de referência (dicionários, enciclopédias) durante dez (10) dias úteis.

No que diz respeito à utilização do material não livro todos os utilizadores


podem utilizar os CD-ROM para realizarem actividades interactivas no
computador. Em relação aos vídeos, estes podem ser requisitados para
utilização na sala de aula ou em qualquer actividade programada pelos
professores, ou pela equipa de dinamização da própria biblioteca. Ainda não há
empréstimo domiciliário para este tipo de documento.

O espaço da BE deve ser apenas utilizado para as seguintes actividades:

 Actualização constante do seu acervo documental;


 Organização adequada e constante do acervo documental;
 Apoio aos alunos individualmente ou em grupo, ao nível da consulta e
pesquisa da informação;
 Promoção de actividades que estimulem o prazer de ler, de escrever e
de aprender;
 Organização de exposições, encontros, sessões de leitura e outras
actividades de animação cultural;
 Promoção de actividades de cooperação com outras bibliotecas e
organismos culturais;
 Apoio a professores na planificação das suas actividades de ensino e
diversificação de estratégias da aprendizagem.

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No que concerne ao horário de funcionamento, a BE está aberta a partir das
oito horas e trinta minutos da manhã, fechando por volta das dezassete horas
da tarde.

Toda a comunidade educativa deve participar na dinamização da Biblioteca.

Existem quatro modos de aquisição do acervo documental: compra, oferta,


permuta e doação. A Biblioteca Escolar apresenta uma série de publicações
impressas e publicações não impressas. São documentos constituídos por
colecções de histórias (Literatura infantil e juvenil), livros temáticos que servem
de apoio para as suas aulas (arrumados por áreas de conhecimento) e
algumas obras de carácter enciclopédico que oferecem aos leitores um vasto
leque de conhecimentos genéricos e variados (obras de referência).

“A equipa da Biblioteca Escolar, deverá assegurar um conjunto de


procedimentos com o objectivo de estabelecer e aplicar os princípios da política
documental adequados à instituição escolar.

Neste contexto deverá:

 Proceder à avaliação da colecção existente e verificar a sua coerência,


de acordo com os interesses e necessidades dos utilizadores, anotando
os pontos fortes e fracos;
 Estabelecer critérios de ajuste ao acervo documental: selecção,
aquisição, reposição, doações e desbastes, tendo sempre como base o
perfil e as necessidades dos utilizadores;
 Recolher pedidos e sugestões para a aquisição de documentos, junto da
comunidade escolar, quer direccionado para o desenvolvimento dos
currículos (pesquisa em diferentes suportes), quer de estímulo de
competências (leitura informal, jogos didáctico-pedagógicos…),
sugerindo aos interlocutores um estabelecimento de prioridades. Este
procedimento deve ser alvo de registo, em ficha própria;
 Elaborar um orçamento anual que tenha em atenção as premissas
anteriores;

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 Proceder ao restauro e conservação das obras, sempre que se
justifique.
 Produzir materiais no âmbito das actividades da Escola que contribuam
para a realização de projectos e/ou actividades assim como para a
construção da identidade da Escola.”

O acervo documental da Biblioteca Escolar necessita de um tratamento técnico


específico, com a finalidade de facilitar a pesquisa para satisfazer os pedidos
dos utilizadores. Este deve ser uniforme, sem esquecer os pressupostos
exigidos pelas normas a que está obrigado, como as “Regras Portuguesas de
Catalogação” e outros documentos associados.

Antes da confirmação da aquisição, a instituição deve avaliar a pertinência ou


não da existência do documento no respectivo centro de documentação, bem
como o seu estado de conservação.

Depois de adquiridos, existe toda uma série de procedimentos no tratamento


dos documentos:

a) Registo – operação administrativa que tem como objectivo a


inventariação de todo o tipo de documentos que constituem o fundo
documental de qualquer centro de documentação.
b) Carimbagem – marca de propriedade, que se coloca em toda a
documentação, para que se saiba a quem pertence. Em todos os
documentos, carimbo deve ser colocado numa zona que não impeça o
leitor de chegar às informações da publicação em questão.
c) Catalogação – operação que consiste na descrição dos dados
bibliográficos associados a um documento (análise externa). A
metodologia a seguir, com base nas “Regras Portuguesas de
Catalogação”, pressupõe o seguimento rigoroso dos princípios e critérios
estabelecidos por estas e o conhecimento das fontes de informação de
onde se retiram os elementos de descrição bibliográfica.

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d) Indexação e Classificação – procedimentos que constam em identificar
os assuntos ou temas de que trata o documento, através do auxílio da
“Classificação Decimal Universal”.
e) Cotação – procedimento administrativo que indica a localização de um
documento no centro de documentação.
f) Etiquetagem e Arrumação - colocação, no fundo da lombada do
documento, de uma etiqueta que tem de conter a cota de arrumação
respectiva para arrumação do documento e sua posterior recuperação
nas estantes da Biblioteca.

Os documentos existentes nesta biblioteca estão arrumados em estantes e


identificados por Assuntos.

As publicações estão arrumadas, tendo um “separador” a identificar o assunto:


Generalidades, Religião, Ciências Sociais, Ciências Naturais, Ciências
Aplicadas, Arte e Desporto, Linguística e Literatura e História, Biografia e
Geografia.

O material não livro fica arrumado numa estante própria para o efeito. Os
utilizadores têm acesso directo às caixas que contém toda a informação
necessária do documento, ficando os discos originais num suporte próprio.

As publicações periódicas estão à disposição dos utilizadores na Zona de


Leitura Informal.

Os manuais escolares estão numa estante à margem da biblioteca em si,


podendo ser consultados por todos os utilizadores.

Qualquer actividade relacionada com a sistematização da aprendizagem da


leitura e da escrita passa por um conhecimento prévio do espaço/instituição
onde vão desenrolar-se as actividades; isto é, não se consegue motivar um
aluno para uma prática sistemática de leitura/escrita sem o mesmo entender o
porquê dessa prática, ou quais os benefícios de tais aprendizagens. Os alunos

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são, actualmente, mais exigentes com as novas actividades que as instituições
de ensino lhes proporcionam.

Por outro lado, cabe aos professores/dinamizadores das bibliotecas escolares


manifestarem, desde logo, as regras e as políticas de intervenção aos seus
alunos, nunca descorando a “liberdade de escolhas e de movimentos” por parte
dos mesmos. Deste modo, impede-se qualquer desentendimento entre os
professores e os alunos. É a formação de utilizadores.

Os alunos necessitam obrigatoriamente de conhecer o espaço onde irão


desempenhar as suas actividades. Os alunos têm de conhecer o espaço,
reconhecer os diferentes tipos de bibliotecas, saber como funcionam
(minimamente):
- Identificar os livros que não podem levar para casa;
- Respeitar o tempo de permanência dos documentos emprestados;
- Identificar os documentos por assunto;
- Respeitar as regras de funcionamento da biblioteca…)

A caminho da adolescência, as referências literárias são obtidas a partir de


”obrigações” impostas pelos professores/encarregados de educação. Um dos
principais objectivos do Plano Nacional de Leitura consiste precisamente na
obtenção desses automatismos de modo a que as nossas crianças possam
melhorar os seus conhecimentos, bem como enriquecer o seu vocabulário
permitindo que a língua de Camões evolua e seja cada vez mais rica.

A Internet permite a partilha de informação e a realização de intercâmbios com


outras escolas, não só do distrito, mas também do resto do País. Neste ponto,
os alunos sentem-se motivados para apresentar os seus trabalhos a outros
colegas/amigos. A certificação dos alunos com o Diploma de Competências
Básicas em Tecnologias da Informação e da Comunicação é uma excelente
iniciativa motivadora, não só para os alunos que transitam de ano/ciclo, mas
também para os restantes. Obviamente, a certificação passa por uma formação

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específica enquadrada na dinamização da própria Biblioteca Escolar, que
também passa por elaborar/dinamizar uma «página web» ou «blog».

Também é importante, os alunos terem um contacto com documentos mais


elaborados de forma a estabelecerem as naturais diferenças entre os mesmos.
Neste ponto em particular, a Biblioteca Municipal tem um papel fundamental.

Também não faz sentido, depois de uma leitura/análise de um determinado


documento não haver uma reflexão do mesmo. Qualquer sujeito,
independentemente da sua idade tem capacidade para comentar nem que seja
para dizer se gostou ou não. É claramente outro grande objectivo do Plano
Nacional de Leitura: a manifestação, por parte dos alunos, da compreensão (ou
não) do documento, da sua mensagem, da lição que podem retirar, os
valores…

Numa escala mais reduzida também faz sentido os alunos saberem distinguir
os principais elementos do documento: identificar o autor, o tipo de obra (banda
desenhada, histórias infantis, contos tradicionais, livros de aventuras…), as
personagens, a evolução da própria história…

A BE também recebe trabalhos oferecidos pelos alunos que são colocados em


destaque em dossiers temáticos, ordenados pela 3ª edição da Classificação
Decimal Universal, e divulga outras actividades que não tem intervenção
directa ou indirecta, mas que conta com a participação dos alunos do
agrupamento, como é o caso das provas do Desporto Escolar e de visitas de
Estudo.

Como já foi referido anteriormente, a Biblioteca Escolar/Centro de Recursos


Educativos de EB23 de Ceira pertence ao Agrupamento de Escolas de Ceira, e
como tal, é parceiro dos vários Departamentos, Associação de Pais, COJ),
através do seu Projecto Educativo.

A prova deste envolvimento está na dinâmica notada e reconhecida por todos


na participação na 2ª edição do concurso do Plano Nacional de Leitura “Inês de

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Castro”. Todo o agrupamento envolveu-se e foram apresentados trabalhos das
várias disciplinas com destaque para o filme “Pedro & Inês” protagonizado
prelos alunos do 3º ciclo do agrupamento, com textos adaptados pelos próprios
professores que contou ainda com a colaboração do Agrupamento de Escolas
de Penacova e da Escola Superior de Coimbra na produção e realização do
filme.

A Biblioteca Municipal de Coimbra também é um parceiro indispensável, pois é


responsável pelo Tratamento Documental realizado nas bibliotecas escolares
de 1º ciclo e por realizar diversas actividades de promoção da leitura como é o
caso de encontros com escritores, exposições de trabalhos realizados nas
escolas do concelho, entre outras.

 Problemáticas identificadas

A qualidade dos trabalhos realizados pelos alunos deixa algo a desejar. A


verdade é que a maior parte dos alunos sabem estar na BE, utilizam os
recursos da mesma, quer para trabalhos, quer para actividades lúdicas, mas os
resultados dos mesmos não são os que deveriam ser, em relação às condições
que a BE fornece, sobretudo, no que à reutilização da informação diz respeito.
Para uma melhoria considerável destes dados, só os alunos o poderão fazer,
dado que não podem ser os professores a fazer os trabalhos dos mesmos.

Há uma necessidade de “melhorar os mecanismos de promoção e marketing


da BE, valorizando e divulgando junto da comunidade educativa e local o seu
programa de animação cultural. Solicitar o envolvimento e colaboração dos
pais e da comunidade na organização e financiamento dos eventos.

Os alunos nunca estão satisfeitos, exigindo sempre mais material, sobretudo


no que ao número de computadores diz respeito. Deve haver uma política de
desenvolvimento do acervo documental depois de uma profunda análise do
mesmo.

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As parcerias evidenciadas não mostram mais coesão por falta de meios,
sobretudo no que aos pedidos de transportes diz respeito. Também deve-se
constatar as limitações físicas dos espaços que condicionam a resolução de
actividades e por vezes, põem em causa as próprias parcerias. O Agrupamento
de Escolas de Ceira, como qualquer outro agrupamento preocupa-se com os
seus alunos, querendo o melhor para eles. As parcerias devem servir para o
bem-estar da comunidade e não para o contrário.

Não há registos de empréstimos de documentos entre bibliotecas fora do


mesmo agrupamento, contudo poderá existir essa possibilidade, mediante a
formalização de um regulamento a nível do concelho sobre esta matéria.

O envolvimento dos pais nestas actividades é o “calcanhar de Aquiles” desta


biblioteca.

 Acções a implementar

O Tratamento Documental – tratamento técnico específico, com a finalidade de


facilitar a pesquisa/procura, satisfazendo os pedidos dos utilizadores (alunos,
professores, auxiliares de educação, pais, ex-alunos) tendo obrigatoriamente
de ser o mais claro e explícito possível, deve ser contínuo e uniforme. O horário
de funcionamento deve contemplar todo o período lectivo, mas deve também
ter um “tempo” para o tratamento mais técnico, sobretudo, porque há sempre
novos documentos para dar o devido tratamento. Por isto memo, a equipa de
gestão, organização e dinamização deve ser multifacetada e ter uma formação
contínua e especializada nesta área do conhecimento (Biblioteca e
Documentação) sempre com o apoio da rede concelhia.

Para este ano lectivo está previsto uma presença mais permanente do
professor bibliotecário nas escolas do 1º ciclo, com ou sem biblioteca escolar, e
do Jardim de Infância a fim de promover actividades de leitura, escrita criativa,
concursos, interactividade, comunicação entre escolas do mesmo
agrupamento, comunicação entre escolas de outros agrupamentos com

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“chats”, comemoração de efemérides, como por exemplo o “Dia da Biblioteca
Escolar” a celebrar em Outubro.

Estas actividades também serão propostas para as turmas do 2º e 3º ciclos,


mas sempre adaptadas ao seu nível de conhecimentos e/ou competências.

Os novos alunos do 5º ano vão ser convidados a visitar a Biblioteca Escolar da


escola Sede de Agrupamento e vão ser os colegas do 3º ciclo a explicar e
apresentar as regras de funcionamento do espaço e do seu enquadramento.
Para isso os alunos do 7º ano vão representar a dinamização que realizaram
no ano lectivo anterior.

Em relação ao 1º ciclo, serão também os mais velhos a apresentarem a


biblioteca aos novos colegas. Os alunos do 1º ciclo sem biblioteca escolar
serão convidados (havendo a possibilidade de transporte) a visitar as
bibliotecas escolares do agrupamento, ao longo do ano lectivo.

O Regimento Interno da BE será actualizado, mas não terá grandes mudanças.


Simplesmente será proposto o dia 03 de Junho como o último dia para a
entrega de documentos requisitados pelos alunos, professores, funcionários e
restante comunidade educativa, a fim de evitar alguns constrangimentos no
final do ano lectivo. (Proposta a apresentar no próximo Conselho Pedagógico).

Convém referir que qualquer instituição ligada à biblioteca (Associação de Pais,


a Câmara Municipal de Coimbra) pode realizar actividades fora do horário de
funcionamento da biblioteca, se forem devidamente programadas e aprovadas
pelos órgãos de gestão do agrupamento. (Proposta a apresentar no próximo
Conselho Pedagógico).

Ainda em relação ao serviço de empréstimos, importa informar que o


Agrupamento de Escolas de Ceira tem vários conjuntos de documentos que
compõem o catálogo colectivo do agrupamento:

 O acervo documental da Biblioteca da Escola Sede;


 O acervo documental da BE de Almalaguês;

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 O acervo documental da BE de Vendas de Ceira;
 O denominado “grupo móvel”, constituído por documentos do PNL para
o 1º Ciclo;
 O grupo de documentos pertencente à EB1 de Pereiros, recentemente
encerrada.
 O grupo de documentos pertencente às respectivas escolas de Castelo
Viegas, Torres do Mondego, Torre de Bera e Jardim-de-infância.

Nas três bibliotecas escolares do Agrupamento, todas as normas de


funcionamento estão nos respectivos regimentos, já anteriormente aprovados,
mas é necessário criar um regulamento para o serviço de empréstimo entre
escolas para o “grupo móvel” e proceder à inventariação (segundo o modelo já
existente em formato Access) e ao tratamento adequado dos documentos que
pertenciam à escola EB1 dos Pereiros, recentemente encerrada. (Não
esquecer durante o Tratamento Documental mencionar a proveniência dos
mesmos, assinalando no campo correspondente à sigla da instituição a
seguinte designação EBPER.)2

Na Escola Sede é fundamental iniciar o serviço de empréstimos automatizado.


O tratamento da informação existente foi melhorado, simplificado, actualizado e
colocado online no sítio da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da
Educação. O processo não está terminado. Também pode ser visto no blog da
BE da EB23 de Ceira.

Num futuro próximo, torna-se também primordial a junção do material não


impresso no respectivo catálogo.

Na BE de Almalaguês é necessário proceder à selecção de vários documentos


existentes a fim de poderem ou não ser também acrescentados ao respectivo
acervo documental já existente.

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Deve-se proceder da mesma forma para as EB1 de Castelo Viegas, EB1 Torres do Mondego e EB1
Torre de Bera.

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Em relação à dinamização propriamente dita, importa referir que as condições
físicas e humanas dos espaços condicionam em parte o seu funcionamento.
No entanto é preciso estabelecer um ponto de intervenção diário, pois é nos
intervalos, ou “tempos mortos” que os alunos manifestam livremente os seus
gostos literários…

Vai ser, por isso, proposto um horário para cada turma efectuar as suas
requisições e respectivas devoluções, à semelhança do que já foi realizado em
anos anteriores. No caso particular da BE de Vendas de Ceira, o número de
alunos existente e as condições físicas da biblioteca implicam uma maior
coordenação entre as estruturas específicas da instituição, sempre
supervisionadas pela Direcção do Agrupamento. É preciso existir um vasto
leque de actividades lúdico-pedagógicas nos intervalos da manhã e do almoço
para que o espaço seja frequentado por todos, remetendo a responsabilidade
da manutenção do espaço para o pessoal docente e não docente das
instituições que frequentam a respectiva biblioteca durante o seu
funcionamento, tal como refere o respectivo regimento.

Vai ser proposto a realização de três feiras do livro (datas ainda por definir):
uma para professores, outra para alunos e uma que se pretende ser rotativa
entre as escolas do 1º ciclo do Agrupamento, e um projecto directamente
virado para o conceito da Web 2.0 que ao ser aprovado será um óptimo reforço
para as competências TIC de toda a comunidade educativa deste
agrupamento.

Os pais/encarregados de educação, como elementos fundamentais para a


dinâmica da BE vão ser convidados a juntarem-se ao grupo de utilizadores da
mesma, uma vez que podem visualizar o catálogo disponível para empréstimo
na Internet.

Gonçalo Silva

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