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MIP – RESUMO GERAL TOXOLOGIA

Aula 1
Tuberculose Latente (utilizações de imunobiológicos)
Especificidade de Anticorpos
 Monoclonal: este tipo de anticorpo provém de somente um linfócito B,selecionado artificialmente e
replicado diversas vezes como um clone. Desta forma,este anticorpo liga somente a um epítopo de uma
única forma.
 É importante considerar que: ao iniciar tratamento usando um anticorpo monoclonal anti-TNF alfa é
importante investigar TB latente no paciente.

Aspectos Gerais da infecção por Tuberculose


 Apenas 5-10% dos infectados desenvolve a doença
 1/3 da população está infectada
 Causada pela Microbacterium Tuberculosis ou bacilo de Koch.
 BK é aeróbio obrigatório.
 Transmissão de TB: via aérea por gotículas.

Resposta imune ao M. Tuberculosis / Tuberculose primária


 Ao ser inalado, o bacilo é reconhecido pelos receptores “toll” que ativam os APCs (dendríticas e macrófagos)
 APCs produzem citocinas pró-inflamatórias (IL-1,IL6 e TNF-alfa). O TNFalfa:
 Recruta neutrófilos e monócitos para o local de penetração do patógeno e aumenta a produção de
INF gama pelas NK (então a NK recruta mais macrófagos).
 Estimula a produção de radicais livres (bactericidas) que combatem internamente o BK
 É primordial no controle e manutenção do granuloma por regular a concentração de quimiocinas
nesse garantindo o recrutamento das células do SI
 IL12 produzida por APCs induz LTCD4 a produção de TH1
 IL2: induz proliferação de lTCD4 e CD8 (levando a linfodenomegalia)
 antígenos microbiano são apresentado aos LTCD8 por CDs pelo mecanismo de apresentação cruzada
 Pode ocorrer a apresentação cruzada do BK por MHC de classe I e classe II.
 LTCD8 ativados secretam INF gama além de destruir célula infectadas. Eles lisam macrófagos infectados
levando a formação de reação granulomatosa com necrose caseosa(reação de hipersensibilidade tardia tipo
IV)  ambiente anerobiose dificulta proliferação do patógeno.
 Em pacientes com bom estado imunológico a regressão desta lesão leva a cicatrização da área comprometida
com calcificação posterior
 O bacilo permanece inerte por anos na área cicatrizada dentro de macrófagos, podendo progredir para
formas disseminas graves em casos de comprometimento do SI.

Reação Granulomatosa
 Persistência do patógeno (resistência a destruição) ou partículas de difícil destruição
 Presença de célula gigantes de Langhans e células epitelióides, podendo conter necrose
 Circundado por Linfócitos T ativos e macrófagos
M. Tuberculosis e resistência
 Alta resistência
 Vários mecanismos de escape: produção de moléculas ESAT-6/CEP-10 (inibe IL12 e INFgama)
 Ele bloqueia a maturação e a fusão lisossômica com o fagossomo do macrófago. Controla também o pH, limitando a ação
das enzimas.
 Inibe a produção de radicais livres.

Prova Tuberculínica (PT ou PPD)


 Ajuda a identificar pessoas infectadas pelo MB e que não tenham sintomas (TB latente), porém serve para
outras micobactérias
 NÃO É USADA COMO DIAGNÓSTICO!
 É uma resposta de memória à antígenos do M. tuberculosis
 Inoculação intradérmica 44de uma proteína (tuberculina) no antebraço esquerdo, que gerará dentro de 24-
72 horas uma resposta imune derivada da memória imunológica (principalmente resposta de linfócitos B).
Não indica doença ativa e sim que em algum momento o indivíduo foi infectado e entrou em contado com o
antígeno de BK. Acima de 5mm é reagente (positivo), acima de 10mm é reagente forte.

 Células T de memória são recrutadas para a inflamação inicial e liberam TNF que causa: vasodilatação e
permeabilidade do vaso; aumento da expressão de moléculas de adesão no endotélio.
 Baixa especificidade  falsos positivos. PPD é obtido de cultura onde cresceram M. tuberculosis que contém
+ de 200 antígenos em comum com a vacina BCG e com micobactérias não tuberculosas. Ou seja, identifica
outras micobactérias.
 Baixa sensibilidade em casos de tuberculose latente falsos negativos
 Resultado:
 0-4mm – não reator
 5-9- reator fraco
 >10mm – reator forte

A recomendação é que a PT seja utilizada como critério para tratamento da tuberculose de infecção latente em
que:
 >5mm: HIV positivos, contatos recente de TB ativa vacinado mais de 2 anos, alterações fibróticas na
radiografia compatível com TB prévia não tratada, transplantados ou em uso de terapia imunossupressora
(ADALIMUMAN – anticorpo monoclonal,anti-INF para tratamento de artrite reumatóide)
 >10mm: contatos recentes (2 anos) de TB pulmonar vacinados com BCG há 2 anos ou menos, usuarios de
drogas injetáveis, pcte com depressão da imunidade por DM, silicose, linfomas,neoplasia de cabeça,pescoço
e pulmão.

Diagnostico de TB:
- Teste de BAAR (baciloscopia direta): possui alta especificidade, já diagnóstica a tuberculose. É feito a pesquisa do
bacilo álcool-ácido resistente – BAAR, pelo método de Ziehl-Nielsen, em uma amostra de escarro.

- Cultura da micobactéria:
Aula 2
Dermatoses Ocupacionais e Testes de Contato
Dermatose ocupacional (DO): é qualquer alteração da pele, mucosa e anexos, direta ou indiretamente causada,
condicionada, mantida ou agravada por agentes presentes na atividade ocupacional ou no trabalho.
 Não há notificação obrigatória e o subdiagnóstico é alto,pois não há muito procura de serv de saúde
 Os agentes químicos são as causas mais relevantes e frequentes de DO e a dermatite de contato irritativa
(DCI) é mais comum que a dermatite de contato alérgica (DCA)
 DO é causada por agente químicos,físicos ou biológicos

O que pode ocorrer nas dermatoses?


- Substância “queima/irrita” a pele e destrói a barreira.
- Substância libera haptenos que penetram a pele e ocorre a reação.

Causas mais comuns: cosméticos, sais metálicos (níquel, cromo, cobalto, mercúrio), eras venenosas, resinas, aditivos
de borracha, detergentes.

Dermatite de contato irritativa (DCI) – 80% das dermatites


 Precisa de uma quantidade maior de agentes.
 Não precisa de sensibilização prévia.
 Não imunológico

Dermatite de contato alérgica (DCA) – 20% das dermatites


 HIPERSENSSIBILIDADE DO TIPO 4 (TARDIA) – lenta
 Precisa de sensibilidade prévia, mas de menos concentração desse agente nas exposições seguintes
 Reação inflamatória cutânea mediada por células T, decorrente de contatos repetidos da pele com
substâncias químicas não protéicas, denominados haptenos(pequenas estruturas que atravessam a barreira
física –pele,mucosas- e se ligam a proteínas próprias alterando o metabolismo dessas).
 Manifestações clínicas: edema, eritema, prurido e endurecimento devido a infiltração maciça de leucócitos
no tecido
 É feita pelo contato tópico de haptenos sensibilizantes na epiderme
 Duas fases que ocorrem em tempos diferentes são necessárias para atingir uma reação hiperssibilidade
máxima:
 sensibilização (aferente – 1º contato): não causa reações. Ativação inicial de IL-1B que ativa
queratinócitos a produzir TNF alfa(pró-inflamatória); e IL2 que ativa LTCD4 e LTCD8 nos linfonodos
que vão para a pele, onde o LTCD8(principal célula efetora) causará lesão. O haptenos lipofílicos
podem penetrar nas células de Langerhans e se ligar a componente citoplasmáticos dessas células
que são processados pelos proteossomos e se ligam ao MHC CLASSE I para serem apresentados aos
LTCD8, ou seja os haptenos ativam CD8
 indução (eferente – 2º contato): inicia 2 horas após um novo contado da pele com o mesmo
hapteno, atingindo o pico máximo 24-48horas (que é quando apresentará a clínica). LTCD8
ativadores da epiderme produzem citocinas do tipo 1(TNFalfa,INFgama), que leva a queratinócitos
entrarem em apoptose ocorrendo a clivagem de caderinas e perda da coesão celular e formação de
vesículas. As perforinas também participam da destruição celular. E também são recrutadas mais
células inflamatórias.

Testes de Contato ou Patch Teste


 para dermatites de contato alérgico
 é realizado com uma bateria padrão de 30 substâncias adaptadas
 os testes são fitas adesivas contando pequenas câmaras onde serão colocadas as subtâncias a serem
testadas. Cada fita contem 10 câmaras,sendo colocadas 3 fitas
 os testes são colados sobre a pele do dorso do pcte e permanece por 48 horas,e após este período o pcte
retorna e as fitas são retiradas
 a última leitura (avaliação da reação)ocorre em 72 horas, quando pcte faz seu 3º retorno
 pode tomar banho mas sem molhar o dorso durante o teste,e não deve tormar nenhuma medicação anti-
alérgica pois pode mascarar os resultados
 composicção da bateria padrão: medicamentos,borracha, metais, cosméticos,resinas e outros
 o teste de contato + só tem relevância quando há nexo causal entre as subtâncias + e a DC, podendo ser
sensibilização pregressa ou relacionada ao quadro atual e a atividade do pcte, para caracterizar dermatose
ocupacional
 falsos negativo são encontrados com técnica inadequada,baixa concentração, uso de corticóides
 falsos positivos: reações à fita adesiva,impurezas e concentração aumentada da substância
 O TESTE DE CONTATO INDICA APENAS QUE O PACIENTE ESTÁ SENSIBILIZADO COM DETERMINADA
SUBSTÂNCIA E NÃO QUE ELA É A CAUSA DA DERMATOSE.
 Não confunda comPrickTest/ATOPIAS

Aula 3
Acidentes Ocupacionais
Exposição a materiais biológicos
O risco de contaminação por HIV pós exposição ocupacional com o sangue contaminado é de aproximadamente 0,3%.
No caso de exposição ocupacional ao vius da hepatite B, o risco de infecção varia de 6-30%, dependendo do estado do
pcte-fonte, entre outros fatores.
Quando ao vírus da hepatite C o risco de contaminação ocupacional após um acidente percutâneo com paciente-fonte
HCV positivo é de aproximadamente 1,8% a 10%.

Material biológico COM risco ocupacional de transmissão de HIV: sangue, sêmen, secreção vaginal, líquor, tecidos
exsudatos inflamatórios, cultura de células, líquidos pleural, pericárdico, peritoneal, articula e amniótico.
Materiais biológicos SEM risco ocupacional de transmissão do HIV: suor,urina, fezes, escarro/secreções nasais,
vômitos, lagrima e saliva (a presença de sangue nesses torna os materiais de risco)

Rede de atendimento primário


 Testes rápidos para HIV, acesso ao laboratório para coleta de exames do paciente-fonte e do acidentado.
 Fonte: HBsAg, anti-HBs, anti-HBc, Anti-HCV, anti-HI.
 Acidentado: HBsAg; Anti-HBs; Anti-HBc; Anti-HCV; Anti-HIV; TGP/ALT-quando indicação de PPE coletar
também hemograma + plaquetas, uréia, creatinina, TGO(AST)/TGP(ALT), bilirrubina, glicemia, EQU).
Melhores gerações para localização do anticorpo HIV:
 HIV teste de 3° geração possui anticorpo GP41-HIV1 e GP36-HIV 2
 4° geração anticorpo GP41 E GP36 além de antígeno
 anti quer dizer que o paciente possui anticorpos contra a doença, então ele pode ser um portador da
doença, ou já possui a contaminação prévia

Condutas Testagem HIV


 Embora os testes rápidos e imunoensaios sejam sensíveis e específicos, resultados falso-positivos podem
ocorrer, assim, os testes complementares são nescessários para definição do diagnóstico
 Dois ou mais testes combinados, formando um fluoxograma, tem o objetivo de aumentar o valor preditivo
positivo de um resultado reagente no teste inicial.
 O resultado não reagente é liberado com base em um único teste. Entretando, caso persista a suspeita de
infecção pelo HIV, uma nova amostra deve ser coletada 30 dias após a data da coleta da 1ª amostra.
 TESTE CONFIRMATÓRIO DE HIV-1 : WESTERN BLOT (gp160,gp120,gp41,p55,p31,p24)
PEP - PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO AO HIV:

Conduta com o pcte-fonte desconhecido


Acompanhamento laboratorial do profissional de saúde após exposições ocupacionais a materiais biológico
(JANELA IMUNOLÓGICA):
 Acompanhamento HIV:
 Anti-HIV (momento do acidente; entre 4-6semanas; 3 meses ; 6 meses; 12 meses)
 ELISA (momento do acidente; entre 4-6semanas; 3 meses ; 6 meses; 12 meses)

 Acompanhamento HCV
 Anti-HCV (momento do acidente, 3 meses após, 6 meses, 12 meses)
 Elisa (momento do acidente, 6 meses, 12 meses)
 ALT/TGP (momento do acidente,entre 4-6semanas e 6 meses após o acidente)
 Todos os ensaios imunizados com resultado POSITIVOS devem ser confirmados com RIBA ou
pesquisa de RNA viral por biologia molecular

 Acompanhamento HBV
 Vacinados: anti-HBs (momento do acidente e 6 meses)
 Não vacinado: anti-HBs, anti-HBc total, HbsAg (momento do acidente e 6 meses)
 HbsAg: é o antígeno presente no organismo (positivo), não presente (negativo)
 Anti-HBs: presença de anticorpos contra o patógeno, podendo o pcte estar imune
 Anti-HBc/ IgM: fase aguda da doença
 Anti-HBc/IgG: fase crônica da doença