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RELACIONAMENTO

INTERPESSOAL NO AMBIENTE
ESCOLAR

"Todo mundo gostaria de se mudar para um lugar mágico. Mas são


poucos os que têm coragem de tentar."
(Rubem Alves)

Consultora: Daniela Theodoro

1 Fonte da imagem: Disponível em http://agenciarealizandosonhos.blogspot.com.br/


SUMÁRIO

1. A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DOS NOSSOS RELACIONAMENTOS


INTERPESSOAIS NO AMBIENTE ESCOLAR .............................................................03

2. COMO MANTER BONS RELACIONAMENTOS NO AMBIENTE ESCOLAR...........11

3. AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS ENTRE EDUCADOR E ALUNOS....................14

4. COMO EVITAR CONFLITOS ENTRE COLEGAS DE TRABALHO..........................18

CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................... 26

REFERÊNCIAS CONSULTADAS.................................................................................27
CARTA AO EDUCADOR

Prezado(a) Professor(a) do SESI ou Instrutor(a) de Formação Profissional do SENAI,

Seja muito bem-vindo(a) ao nosso curso ―Relacionamento Interpessoal no Ambiente


Escolar”.

Escreveu Fernando Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas


usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos
levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".

Com essas palavras, queremos refletir com você sobre o quanto é importante
promovermos a mudança na qualidade das nossas relações, seja no ambiente escolar ou
em qualquer outro espaço em que estejamos inseridos. É preciso trocar nossas roupas
usadas por novas atitudes e comportamentos que favoreçam os bons relacionamentos, a
resolução de conflitos de maneira harmoniosa, ética, afetiva, democrática e segura.

As relações interpessoais influenciam a nossa vida e, na escola, principalmente, devemos


privilegiar o respeito à diversidade sociocultural de todos os envolvidos no processo
educacional. Para tanto, procuramos aqui lhe apresentar alguns aspectos para um
relacionamento voltado não só para a formação integral do educando, mas também para
a contribuição de todos no ambiente escolar para que esse processo seja efetivo.

Assim, entendemos que o sucesso escolar está diretamente relacionado ao clima


existente nesse ambiente, ou seja: depende muito das relações interpessoais que
escolhemos ter com todos os envolvidos.

Esperamos, neste curso, trocar experiências com você sobre as melhores práticas para
um convívio mais harmonioso e respeitoso.

Daniela Theodoro
Antes de começarmos o nosso curso, gostaríamos de lhe apresentar as
características essenciais de quem escolhe se aperfeiçoar ou qualificar-se
utilizando a metodologia da Educação a Distância.
(Assista também ao nosso vídeo sobre este conteúdo, disponível no
Ambiente Virtual)
CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DO ALUNO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Estudar a distância não é tão simples como as pessoas imaginam. Isso porque você
precisa já possuir todos os atributos necessários para estudar utilizando essa metodologia
de ensino. Confira agora quais são as características essenciais para quem quer estudar
a distância.
Disciplina e organização
O primeiro passo para se estudar a distância é ter disciplina e organização. Você
não terá o professor à disposição e nem colegas de sala para lembrá-lo o tempo todo de
alguma tarefa. Escolha um horário fixo de estudos. É importante que você tenha esse
compromisso, afinal, não é porque faz um curso a distância que sua rotina deve ser
desorganizada. Organize também seu material, seja ele impresso ou virtual. Use uma
agenda ou calendário para cumprir seus prazos e entregar as tarefas com antecedência.
Foco
Estudar no trabalho vai exigir muita concentração. Por isso, para conseguir realizar o
curso a distância com eficiência, é importante manter o foco. Uma boa dica é anotar o
que está lendo ou ouvindo. Dessa forma, será mais fácil gravar o conteúdo. Podem ser
frases ou apenas uma palavra. Outra boa dica é desligar o celular, fechar as redes
sociais e afastar-se ao máximo das principais distrações. Impossível prestar atenção
nos estudos com notificações e mensagens chegando o tempo todo.
Proatividade
Uma pessoa proativa age sempre para sanar suas dúvidas. Entre em um fórum de
discussão com outros participantes, por exemplo. Pesquisar na web também é uma ótima
opção. O importante é não esperar as dúvidas acumularem para tentar resolvê-las.
Facilidade com a internet
Ter pouca intimidade com o universo virtual vai dificultar a sua vida de estudante a
distância. Se você não tem muita prática com computadores, procure o tutorial do
ambiente ou o Help desk para ajudá-lo(a).
3

1. A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DOS NOSSOS


RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS NO AMBIENTE DE
TRABALHO

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Quando o assunto é obter sucesso, ter uma excelente postura profissional e boa
relação com os colegas no ambiente de trabalho são aspectos fundamentais. Por
isso, neste início de curso, convidamos você para refletir conosco sobre a
importância da qualidade dos nossos relacionamentos interpessoais, lendo estes
dois artigos selecionados. Boa leitura!

Problema de relacionamento entre funcionários faz


crescer assistência psicossocial em empresas
Mau humor e antipatia estão entre os comportamentos que mais
causam discórdia/ POR KARINE TAVARES
Não importa o tamanho ou área de atuação da empresa. Dificilmente, um ambiente
de trabalho vai estar livre daquele funcionário sério, amarrado, carrancudo. E, seja
qual for o motivo do mau humor, o ―climão‖ criado por ele acaba atingindo toda a
equipe, afetando a produtividade e os resultados da empresa. Não à toa, vem
crescendo o número de companhias que aderem a programas de assistência
psicossocial ou EAPs (Employee Assistance Programs, na sigla em inglês),
prestados geralmente por empresas terceirizadas que ajudam funcionários a
resolverem de questões jurídicas a sociais.

2 Fonte da imagem: Disponível em http://institutohelioavalo.com.br/


4

Mas os problemas de relacionamento respondem por cerca de 45% dos


atendimentos e eles incluem, claro, tanto o mau humor como a antipatia.
— Relacionamento, de qualquer nível, é hoje o maior problema das empresas.
Aquelas que não tiverem equipes pensando junto, em prol de um objetivo, não vão
performar. E não há nada pior para uma equipe do que uma pessoa mal-humorada,
aquele pessimista crônico que só enxerga os problemas e acha que nada vai dar
certo — afirma Rita Passos, diretora da Associação Brasileira de Qualidade de Vida
(ABQV) e da Mind Solutions, empresa que presta esse atendimento acerca de sete
mil pessoas por mês, em 300 empresas.
— A minha sensação é que, com o alto nível de pressão, as pessoas acabam se
contaminando com esse humor negativo. É preciso estimular pessoas bem-
humoradas a se tornarem líderes informais. E a atitude do chefe também conta
muito. Se ele é do tipo que espalha medo, vai ter somente pessoas temerosas em
torno dele. É preciso que o chefe também tenha uma atitude bem-humorada —
alerta Rita.
Diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gestão da Qualidade de Vida no
Trabalho, da USP, a professora Ana Cristina Limongi acredita que, muitas vezes, o
mau humor é usado também como forma de exercer o poder, ou quase como uma
ameaça:
— É como na primeira infância em que a criança emburra e faz birra para chamar
atenção e conseguir o que quer. É uma forma usada por alguns chefes para
conduzir o comportamento do outro. Aquela velha história do ―vamos fazer o que
ele quer, porque hoje o homem está nervoso‖.
Para lidar com esse tipo de comportamento, além dos atendimentos psicossociais,
algumas empresas investem também em políticas de gentileza, que podem
aparecer em campanhas ou até mesmo nos códigos de conduta.
— Em geral, as empresas querem manter um bom clima organizacional e isso
envolve fatores como respeito, educação, domínio emocional — diz Silvio Celestino,
consultor de Recursos Humanos. — E para manter o clima positivo, as empresas
devem dar um feedback a esses indivíduos de que sua atitude não é bem-vinda.
Até porque, lembram os especialistas, tanto o mau humor como a antipatia tendem
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a gerar um círculo vicioso, em que o maior prejudicado é o próprio mal-humorado


ou antipático.
— Em casa e entre amigos, essas pessoas são vistas quase como um carma que
os outros precisam carregar. No trabalho, mesmo os mais bem intencionados
podem até tentar ajudar num primeiro momento, mas depois vão perdendo esse
interesse e também a tolerância para esse tipo de comportamento — explica a
doutora em psicologia Ana Maria Rossi, presidente do International Stress
Management Association do Brasil (Isma-Br). — Com isso, os outros acabam se
afastando, deixando de convidar o mal-humorado ou antipático para seus encontros
ou happy hours. E quanto mais essas pessoas se sentem isoladas, mais ficam de
mau humor.
Se a irritação constante não fosse castigo suficiente, os mal-humorados ainda estão
propensos a uma série de problemas fisiológicos. Levantamento realizado pelo
Isma-Br mostrou que 85% dos mal-humorados sofrem de bruxismo (cerram os
dentes), 42% têm um sono de má qualidade e 12% sofrem de hipertensão. Além
disso, também têm 30% mais chances de se tornarem alcoólatras ou dependentes
químicos.
— São pessoas hostis, insatisfeitas, que tendem a segurar essa raiva nos maxilares
e ombros ficando permanentemente tensas, com dores musculares, enxaquecas. É
um nível de tensão tão intolerável, que muitas delas acabam tendo problemas com
bebidas ou remédios — explica Ana Maria.
Os antipáticos, apesar de também contaminarem o ambiente de trabalho, e por isso
acabarem isolados, não vão sofrer tanto fisicamente. Mas seu sofrimento
psicológico pode ser ainda maior, já que muitas vezes o que é visto como antipatia
esconde, na verdade, questões como timidez e insegurança, como explica Rita
Passos.
— Às vezes, antipatia pode ser arrogância mesmo. Mas essa pessoa também pode
se fechar por uma timidez excessiva, que causa dificuldades de relacionamento ou
uma baixa autoestima que a faz bancar a arrogante.
Fonte: Disponível em http://oglobo.globo.com/economia/emprego/problema-de-relacionamento-
entre-funcionarios-faz-crescer-assistencia-psicossocial-em-empresas-8566571
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Relacionamento Interpessoal: O Poder das Relações no


Ambiente de Trabalho
Por Ronaldo Cruz da Silva
Como está o seu relacionamento com os pares na empresa onde você
trabalha?
Acredito que boa parte das pessoas ainda convive com esse tipo de problema
na organização onde atua; seria injusto generalizar e falar que todas as
empresas têm algum tipo de conflito interno, causado pelos indivíduos que
interagem diariamente no ambiente de trabalho, mas o fato é que no mundo
empresarial eles existem e podem prejudicar o desempenho da equipe, assim
como os resultados esperados pelas empresas, impactando inclusive no clima
organizacional. Às vezes, os problemas de relacionamento não são visíveis,
ficam mascarados e embutidos intrinsecamente em cada um, onde só podemos
percebê-los por meio de ações, do comportamento e no modo de agir com os
outros membros da equipe.

A necessidade de trocar informações sobre o trabalho e de cooperar com a


equipe permite o relacionamento entre os indivíduos, o que acaba sendo
imprescindível para a organização, pois elas valorizam cada vez mais tal
capacidade; o relacionamento interpessoal é, sem sombra de dúvida, um dos
fatores que influenciam no dia a dia e no desempenho de um grupo, cujo
resultado depende de parcerias internas para obter melhores ganhos.
No ambiente organizacional, é importante saber conviver com as pessoas, até
mesmo por ser um cenário muito dinâmico e que obriga uma intensa interação
com os outros, inclusive com as mudanças que ocorrem no entorno, seja de
processos, cultura ou até mesmo diante de troca de lideranças.
A contribuição dos pares e a forma como eles são tratados ajudam o
colaborador atingir suas metas e desenvolver suas atribuições de maneira
eficaz. Para isso, é necessário saber lidar com a diversidade existente na
empresa, respeitando as diferenças e as particularidades de cada um; com isso,
7

é possível conquistar o apoio dos demais e fazer um bom trabalho, afinal,


ninguém trabalha sozinho.

O papel do gestor nesse processo é de extrema importância, pois é de sua


responsabilidade administrar os conflitos existentes entre as pessoas do time, e
fazer com que o clima interno seja agradável, permitindo um ambiente sinérgico
e que prevaleça a união e a cooperação entre todos.
Essa forma de conduta está relacionada ao estilo de gestão que se aplica e
suas ações, e pode influenciar no desempenho dos liderados; esse gestor terá
que dar o exemplo para os demais, saber como falar com seus colaboradores,
pois a maneira como irá tratá-los poderá refletir no relacionamento entre chefias
e colaboradores e, consequentemente, nas metas e objetivos da empresa.

No entanto, sabemos que tem gente que não consegue lidar com pessoas
adversas e com opiniões diferentes da sua, e deixam se levar por uma
impressão negativa sem ao menos procurar compreendê-las e conhecê-las
mais detalhadamente.
Outro vilão que pode prejudicar o relacionamento entre os membros de uma
equipe é o mau humor; o que faz com que essas pessoas (mal humoradas)
criem uma espécie de escudo e fiquem isoladas das demais. Isso impede que
seus colegas se aproximem para pedir algum tipo de ajuda, ou até mesmo para
bater um papo.

Essa dificuldade de relacionamento acaba impactando no desempenho de uma


pessoa em relação às tarefas que desenvolve na organização, pois ela irá evitar
a sua exposição e nem sempre poderá contar com alguém para auxiliá-la, e
devido a isso acaba fazendo, na maioria das vezes, seu trabalho de maneira
individualizada.
Deixa-se, também, de ouvir opiniões diferentes e de compartilhar escolhas e
alternativas com os demais, o que pode causar certo risco dependendo da
decisão tomada. Em outras palavras, o mau humor certamente causará
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prejuízos ao trabalho em equipe e, por tabela, aos resultados em geral.

Quando a empresa enfrenta problemas de relacionamento, é necessário


identificar as causas para minimizar o efeito que esse fator pode gerar, assim
como sensibilizar os colaboradores para que eles não deixem que essa variável
prejudique o desenvolvimento das tarefas, pois os clientes interno e externo
podem não ser atendidos com prontidão e eficácia, resultando em queda na
qualidade do atendimento e na produtividade.

As divergências e as ―brigas‖ internas podem ser resolvidas com um bom


treinamento e atividades grupais, procurando valorizar a integração e focar a
importância de se ter um excelente relacionamento com os membros da equipe.
O gestor também terá que fazer o seu papel, dando apoio, feedbacks e fazendo
coaching com seus colaboradores, evitando, assim, qualquer tipo de atrito que
possa ocorrer futuramente no time.
Contudo, isso não depende somente do gestor: todos terão que estar envolvidos
nesse processo. Os funcionários também têm um papel importante para a
construção de um ambiente saudável, pois depende de suas condutas e
atitudes para acabar com problemas desse tipo.
Para manter um clima agradável e sem manifestação de atritos, é necessário
que as pessoas deixem de agir de forma individualizada e passem a interagir
como uma equipe, promovendo relações amigáveis e fazendo com que cada um
procure cooperar com o outro, mas, para isso, é preciso que cada um faça a sua
parte, pois se todos não estiverem dispostos a contribuir, não iremos chegar a
lugar algum.
Pense nisso!
Fonte: Disponível em
http://www.catho.com.br/cursos/index.php?p=artigo&id_artigo=1112&acao=exibir. Acesso em
25/02/15.
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Ao ler esses dois artigos, podemos destacar alguns pontos importantes para a
nossa reflexão quanto aos relacionamentos interpessoais no ambiente de trabalho.
Segundo os artigos:

a) O maior problema hoje nas organizações é a má qualidade dos


relacionamentos interpessoais
De acordo com a pesquisa, a maioria dos profissionais tem comportamento
individualista, não pensando em conjunto, em prol de um objetivo em comum.

b) Uma pessoa mal-humorada atinge todo o grupo de trabalho,


afetando a produtividade e os resultados organizacionais
Todo o grupo acaba se contaminando com esse humor negativo.
O que fazer? Estimular pessoas bem-humoradas a se tornarem líderes informais. A
atitude de quem ocupa o cargo de liderança conta muito, pois é um modelo, um
exemplo a ser seguido por todos.

c) O mau humor pode ser usado como forma de exercer poder, como
uma ameaça
Para lidar com esse comportamento, as empresas devem investir em políticas de
gentileza, que podem aparecer em campanhas ou até mesmo em código de
conduta.

d) Respeito, educação e domínio emocional são características


fundamentais para manter um bom clima no trabalho
Para manter um clima positivo, os gestores devem dar o feedback a esses
indivíduos mal-humorados, indicando que a atitude deles não é bem-vinda. Tanto o
mau humor, como a antipatia, gera um círculo vicioso dentro da organização. Por
isso, atitudes de respeito, educação e domínio emocional devem ser as principais
virtudes/qualidades a serem buscadas em um profissional.
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e) Os mal-humorados estão propensos a ter uma série de problemas


de saúde
Conforme pesquisa da Isma-Br, 85% dos mal-humorados sofrem de bruxismo; 42%
tem um sono de má qualidade e 12% sofrem de hipertensão. Eles têm 30% mais
chances de se tornarem alcóolatras ou dependentes químicos.

f) A melhor atitude para os relacionamentos interpessoais é saber


respeitar as diferenças e as particularidades de cada um
É preciso lidar com a diversidade no ambiente de trabalho, principalmente nas
escolas, onde esses valores devem ser divulgados e enfatizados para todos os
envolvidos.

g) O papel do gestor é de extrema importância para lidar com os


conflitos no ambiente de trabalho
O gestor tem como responsabilidade administrar conflitos entre os seus
colaboradores e fazer com que o clima interno seja agradável, prevalecendo a
união e a cooperação entre todos.

h) As divergências e brigas no ambiente de trabalho podem ser


resolvidas com bons treinamentos e atividades grupais
Esses treinamentos e atividades devem ser utilizados como estratégias facilitadoras
para valorizar a integração do grupo e focar na importância de se ter um excelente
relacionamento entre os membros da equipe.
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Como pudemos perceber até aqui, independentemente de ser uma escola ou uma
empresa, os relacionamentos interpessoais são fundamentais para o bom
andamento dos processos e da conquista dos objetivos traçados.

Na escola, o educador precisa estar atento à boa qualidade de seus


relacionamentos com alunos e família, com seus superiores (coordenação,
supervisão, diretoria) e colegas de trabalho.

Educação, gentileza, respeito às diferenças e domínio emocional são virtudes


importantíssimas para que você conquiste não só qualidade de vida profissional,
mas também pessoal.

2. COMO MANTER BONS RELACIONAMENTOS NO AMBIENTE


ESCOLAR
“Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a
solidez do músculo, mas o colo que acolhe”.
(Rubem Alves)

A escola é uma instituição ou comunidade social onde existem relações diversas


entre diferentes personagens: professores/instrutores, alunos, familiares,

3 Fonte da imagem: Disponível em http://acolhei.blogspot.com.br/2012/01/acolher-pra-que.html


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funcionários, superiores. Entretanto, como em qualquer outro ambiente, nem


sempre esse relacionamento é harmonioso, respeitoso e agradável.

As boas interações interpessoais é responsabilidade de todos inseridos nessa


comunidade e não somente do gestor, que, claro, tem um papel fundamental nesse
processo. Mas vamos falar do que podemos fazer, como professor/instrutor, para
melhorar as nossas relações no contexto escolar.

Sabemos, por exemplo, o quanto precisamos desenvolver todos os dias as nossas


habilidades de trabalhar em equipe. Para isso, vamos destacar algumas
competências primordiais que se relacionam diretamente com essa habilidade:

 SABER COOPERAR
Como profissionais, só conseguimos ser bem-sucedidos no trabalho devido aos
resultados da nossa ação como grupo ou equipe, ou seja, da nossa ação
cooperativa.

 SABER OUVIR
Saber ouvir é tentar compreender o ponto de vista dos colegas, escutar as
propostas, conciliá-las com as suas opiniões e procurar um consenso.

 ENTENDER A RELAÇÃO ENTRE O SEU TRABALHO E A ESCOLA COMO UM


TODO
Cada membro da comunidade escolar deve interessar-se pelo bom funcionamento
da escola, pois seu trabalho está integrado a um sistema maior, que almeja um
objetivo comum.

 SABER MOTIVAR OS ALUNOS


Na sala de aula, para que o relacionamento aconteça com êxito, é necessário
desenvolver habilidades para motivar os alunos, mobilizar a atenção deles,
favorecendo o processo de ensino-aprendizagem.
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 SER MOVIDO(A) POR AFETO


O afeto dentro da sala de aula é fundamental para a construção e o
desenvolvimento de diferentes habilidades, pois cria um clima de respeito,
segurança, promovendo situações para o surgimento de múltiplas inteligências que
alicerçam a capacidade de conviver, dialogar e interagir.

 SER MODELO/EXEMPLO PARA SEUS ALUNOS


A postura do educador, seus valores, referências, gestos e movimentos podem ser
decisivos para garantir a vontade e o desejo de aprender, pois motivar é muito mais
do que um contato físico, é uma manifestação de respeito, afeto e carinho.

 PERCEBER AS NECESSIDADES DE APRENDIZAGENS DE SEUS ALUNOS


Sabemos que as turmas são heterogêneas e que devemos procurar dar atenção a
todos por igual, acompanhar de forma coletiva e individual os avanços e limitações
de nossos alunos. É preciso olhar atentamente aqueles que apresentam mais
dificuldades e oferecer-lhes apoio. Para isso, precisamos de boa vontade e tempo
para que possamos conhecer os nossos alunos e planejar ações efetivas e eficazes
para ajudá-los em seu aprendizado.

 SABER LIDAR COM CONFLITOS


A escola é um espaço democrático. Dessa forma, nela surgem constantemente
conflitos e tensões. A sala de aula deve ser um lugar onde se possa refletir sobre
situações diversas, discutir e solucionar os problemas de cada aluno. Opiniões
diferentes são bem-vindas e devem ser incentivadas pelo professor, pois o debate
de ideias promove articulação, defesa, reflexão, consenso.

Portanto, percebemos que todas essas competências deverão ser buscadas e


trabalhadas todos os dias por nós para que possamos cumprir com o nosso
propósito maior, que é educar para a cidadania.
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3. AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS ENTRE EDUCADOR E ALUNOS

Educar para a cidadania significa educar pessoas capazes de conviver, comunicar


e dialogar num mundo interativo, dentro da perspectiva de que as pessoas
reconhecem a interdependência dos processos individuais e coletivos.

No ambiente escolar, devemos procurar realizar atividades de comunicação,


situações que promovam a reflexão dos alunos, despertando neles o interesse e a
curiosidade, incentivando-os a colocarem em prática valores humanos,
desenvolverem iniciativas e atitudes próprias para o bom relacionamento e
convivência harmoniosa com todos.

Isso também vale para nós, educadores. Nosso papel consiste em construir um
ambiente favorável à formação, ao desenvolvimento, ou mesmo à
transformação do mundo que almejamos. Considerando a escola um ambiente
de relações, percebemos que nela o trabalho se pauta pelo contato e troca mútua
entre todos, construindo vínculos. Por isso, a qualidade desses relacionamentos é o
segredo para o bom andamento do nosso trabalho.

Devemos compreender que a base de todo o trabalho docente consiste no afetivo,


no emocional. Baseia-se em emoções, em afetos, na capacidade não somente de

4 Fonte da imagem: disponível em http://gestaoescolar.abril.com.br/formacao/rotatividade-professores-


483054.shtml
15

pensar nos alunos, mais igualmente de perceber e sentir suas emoções, suas
alegrias, seus próprios bloqueios afetivos.

Cientes da importância da qualidade dos relacionamentos interpessoais,


entendemos que cada indivíduo aprende a lidar com o meio social, desenvolvendo
a percepção das diferenças e da tolerância, ser respeitado e respeitar a todos,
independentemente de qualquer diversidade.

A individualidade de cada aluno dificulta a comunicação interpessoal e com ela todo


o processo de relações humanas, que envolve o desafio do conviver. Essa
particularidade humana está presente em qualquer espaço e, naturalmente, em
toda sala de aula.

As diferenças e particularidades de cada aluno exigem de nós um olhar mais


cuidadoso, traçando estratégias e métodos para que possamos conviver em
harmonia em sala de aula. As trocas são necessárias para não só aprendermos
com o outro, diferente de nós, como, simultaneamente, confirmarmos a nossa
individualidade e singularidade.

Assim, nosso propósito, como educador, não pode ser apenas transmitir
informações e conhecimentos, a partir de conteúdos e planos sistemáticos.
Devemos assumir nosso papel educativo e, assim, transformar o ser humano, com
sensibilidade, capacitando-o para a vida.

Dessa forma, as relações interpessoais ganham uma dimensão imprescindível,


ampliando a função docente quanto aos aspectos da mediação entre
conhecimento, interações, trocas e convivência por meio do respeito e da
afetividade.

No convívio de sala de aula, todos são influenciados pelas relações que se


estabelecem uns com os outros. As relações que envolvem alunos e professores,
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são marcadas pelo imprevisível e, sendo assim, é importante refletirmos sobre essa
situação.

Para isso, é essencial que nós estejamos preparados para perceber o oportunismo
do momento e tenhamos domínio das estratégias de execução. Podemos trabalhar
os conflitos de convivência por meio de projetos que propiciem ao aluno o pensar e
repensar sobre seu comportamento e atitudes perante o outro.

Logo, devemos procurar conduzir a construção das nossas relações, na


consciência de que o ser humano não é autossuficiente, sozinho, mas que todos
nós contribuímos e influímos um na vida do outro.

Portanto, devemos educar indivíduos para o mundo tecnológico, virtual, globalizado,


desenvolvendo não só o seu intelectual mais o lado humano, excluindo
comportamentos egocêntricos, individualistas. Devemos buscar em nós e em
nossos alunos o equilíbrio e a capacidade para que possamos lidar com conflitos e
vencê-los, mantendo o bom senso e o controle acima de tudo. Resumindo: viver e
conviver em sociedade com respeito, fraternidade e cidadania.

Pensando nessa prática cidadã, algumas ações simples dentro da sala de aula
podem fazer a diferença:

1. Faça da sala de aula um ambiente de diálogo e trocas

Um comportamento inadequado, mas muito comum em sala, é quando o aluno faz


uma pergunta sobre uma dúvida específica e o professor acaba fazendo piada da
pergunta, humilhando e constrangendo esse aluno.

Por isso, para criar laços de confiança, o professor deve assegurar que os alunos
tenham interesse em aprender, e não estimule o medo.
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Uma boa dica para deixar o aluno confortável é perguntar se ele entendeu o que foi
exposto e se ele precisa de ajuda, incentivando o diálogo entre alunos e
professores.

2. Promova o Trabalho em grupo

Trabalhos em grupo é uma excelente oportunidade de integrar os alunos em sala


de aula, pois eles têm a chance de se conhecerem melhor e aprenderem
a respeitar a opinião de seus colegas. Nesse caso, o papel do professor é ajudá-
los a concluírem os trabalhos da melhor maneira possível e guiá-los para que
saibam expressar suas ideias.

3. Estimule a pesquisa fora do espaço escolar e as experiências


vivenciadas pelos alunos

Ao trabalhar um conteúdo, abra espaço para que os alunos tragam informações


complementares de casa e narrem experiências vividas. Essas trocas são
importantes não só para enriquecer o trabalho, mas também para que eles se
sintam importantes e valorizados.

4. Valorize a ação do feedback

É importante que os educadores construam uma relação baseada no diálogo. Os


alunos também têm direito de dizer o que pensam sobre as aulas. Para desenvolver
esse diálogo, o professor pode fazer avaliações em cada etapa, perguntando-
lhes o que eles consideram que pode ser mudado para melhoria da aprendizagem.
18

5. COMO EVITAR CONFLITOS ENTRE COLEGAS DE TRABALHO

Os conflitos na escola, como em qualquer outro lugar, são muito comuns. Em


alguns casos, são os grandes causadores de discórdias, discussão e
desentendimentos entre colegas e superiores. Assim, é preciso saber administrar
os conflitos de forma equilibrada e, para isso, precisamos ter muita paciência,
dedicação, flexibilidade e força de vontade.

Vamos analisar algumas atitudes simples que podem evitar que esses conflitos
aconteçam ou que gerem brigas e desentendimentos no ambiente escolar.

a) CUMPRIMENTE AS PESSOAS

5 Fonte da imagem: disponível em http://news.cmconsultoria.com.br/vis_impressao.php?dados=14/02/2009


6 Fonte da imagem: disponível em http://www.ebah.com.br/content/ABAAABihYAE/3073328-apostila-
atendimento-ao-cliente?part=3
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Seja sempre cordial. Ao chegar à escola, dê um sorriso aberto e um sonoro ―bom


dia!‖ a todos. Essa atitude já faz toda diferença nos relacionamentos interpessoais.
Cumprimente-as com energia, mantendo o caminho aberto para o contato e o
diálogo. Não cumprimentá-las, além de demonstrar falta de educação, significa que
aquelas pessoas não são importantes para você, e isso fecha qualquer tentativa de
contato.

b) TENHA SEMPRE BOM HUMOR

7
Tenho certeza de que você concorda comigo: é sempre bom trabalhar com pessoas
bem-humoradas, porque estão sempre sorrindo, são mais leves e mais otimistas. O
sorriso é um cartão de visitas muito eficiente, pois mostra que você está
disposto(a) e aberto(a) ao contato humano. Pessoas mal-humoradas afastam os
outros naturalmente. Muitas vezes, o trabalho e as preocupações fazem com que
nos esqueçamos de sorrir, e, sem perceber, acabamos ―contaminando‖ o ambiente
com nosso mau humor.

7 Fonte da imagem: disponível em


20

c) EVITE FALAR DE ASSUNTOS MUITO PESSOAIS

Evite levar problemas pessoais para o trabalho. Seja discreto(a). A vida íntima de
cada um deve ficar fora do âmbito do trabalho. Por isso, não se comprometa com
assuntos que não se relacionam com as suas atividades profissionais.

d) ACEITE AS DIFERENÇAS

9
A grande causa dos problemas de relacionamentos que temos reside na dificuldade
de aceitarmos as diferenças. É difícil aceitar pessoas que pensam e se comportam
diferentes de nós. Dessa forma, procure aceitá-las como são, porque elas possuem
histórias de vida, valores e culturas diferentes de você e, por isso, podem enxergar
o mundo de outro jeito.

8 Fonte da imagem: disponível em http://news.cmconsultoria.com.br/vis_impressao.php?dados=14/02/2009


9 Fonte da imagem: disponível em http://revistaescola.abril.com.br/formacao/diversidade-etnico-racial-ensino-
varias-cores-cultura-afro-brasileira-825700.shtml
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e) COLOQUE-SE NO LUGAR DO OUTRO

10
Compreender o outro significa não julgá-lo e aceitá-lo, mesmo quando ele não
concorda com o seu ponto de vista. Coloque-se no lugar do outro e tente entender
por que ele pensa ou age daquela maneira.

f) NÃO APONTE O COLEGA

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Evite apontar o colega que deixou de cumprir sua obrigação. Devemos ser
responsáveis pelas nossas próprias atividades.

10 Fonte da imagem: disponível em http://www.espacoairuma.com/2014/06/comunicacao.html


11 Fonte da imagem: disponível em http://escritoseafins.blogspot.com.br/2008_06_01_archive.html
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g) RESPEITE O ESPAÇO E OS PERTENCES DO COLEGA

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Evite mexer na mesa, nos pertences e documentos de trabalho de colegas e de seu


superior. Se pedir emprestado algum objeto, devolva-o e agradeça-lhe a gentileza
pessoalmente ou com um bilhete.

h) SEJA COOPERATIVO

13

Aja com os outros da mesma maneira como você gostaria que as pessoas agissem
com você. Se perceber que um colega está com dificuldade e você pode ajudá-lo,
não pense duas vezes! Ofereça ajuda! É muito bom poder construir um ambiente de
trabalho em que as pessoas colaboram umas com as outras.

12 Fonte da imagem: disponível em https://www.google.com.br/search?q=mesa+de+trabalho&rlz


13 Fonte da imagem: disponível em http://xbyx.sherc.net/web/XBYX/91001.htm
23

i) FUJA DAS FOFOCAS

14
A fofoca quase sempre contamina o ambiente profissional. Não faça parte de
conversas que fazem comentários maldosos em relação a colegas de trabalho.
Caso alguma informação chegue até você, pare e pense: ―se você passar essa
informação adiante, as consequências serão positivas ou negativas?‖, ―isso
melhorará ou piorará o ambiente de trabalho?‖. Se a informação não for ajudar,
então não a passe adiante.

j) EVITE BRINCADEIRAS QUE POSSAM OFENDER O COLEGA

15

Bom humor sim. Brincadeira sem graça, não. Pessoas que brincam o tempo todo,
fazem piada de tudo não são agradáveis e podem ofender os outros, deixando-os
pouco à vontade diante de todos. Se algum colega veio com uma roupa, penteado,
bolsa diferente, que chama a atenção por algum motivo negativo, evite ser
inconveniente. Caso seja um vestuário que não condiz com a função, cabe ao
superior conversar com a pessoa e explicar-lhe a inadequação.

14 Fonte da imagem: disponível em http://gestaoescolar.abril.com.br/equipe/fofoca-nunca-mais-relacoes-


escola-intriga-equipe-779734.shtml?page=2
15 Fonte da imagem: disponível em http://www.featurepics.com/online/Happy-People-1852954.aspx
24

k) TENHA UMA POSTURA MADURA

16

É muito ruim trabalhar com pessoas emocionalmente imaturas, por isso evite ficar
na posição de vítima. Caso tenha que enfrentar algum problema, faça-o de forma
madura, sem chiliques, sem choro, sem apontar culpados. Baseie-se na realidade e
foque na resolução dos problemas.

l) SAIBA RECEBER E DAR FEEDBACKS

17

16 Fonte da imagem: disponível em http://revistaescola.abril.com.br/formacao/caminhos-levam-aprendizado-


melhor-636186.shtml
17 Fonte da imagem: disponível em http://orasystems.com.br/home/a-escada-do-feedback-positivo/
25

Para construir relacionamentos baseados em confiança, é preciso ouvir, ser


humilde, fazer alguns ajustes, saber se posicionar. Por isso, precisamos
desenvolver uma habilidade fundamental: dar e receber feedbacks.
Para a maioria pessoas, receber feedbacks é muito difícil porque, de uma maneira
geral, todos nós não queremos ser criticados. Assim, essa ação se torna um grande
desafio. Reconhecer com humildade que é preciso melhorar em alguns aspectos é
crescer como profissional e como ser humano.
Saber dar feedbacks também é uma habilidade difícil, pois poucos sabem como
fazê-lo de forma assertiva e objetiva, de modo a promover o crescimento das
pessoas. Mas a confiança advinda do hábito do feedback é base forte para bons
relacionamentos e parcerias de trabalho.

m) SEJA GRATO(A)

18
Todos nós gostamos de ser apreciados, reconhecidos, por isso agradeça todos os
colegas pelas contribuições e ajuda, mesmo quando isso for apenas uma obrigação
deles. Criar uma cultura de gratidão faz com que os colegas queiram lhe retribuir no
futuro.

18 Fonte da imagem: disponível em http://www.lingerieofceara.com.br/2010_10_26_archive.html


26

CONSIDERAÇÕES FINAIS

“Com o coração se pede. Com o coração se procura. Com o coração se bate e é com
o coração que a porta se abre”.
(Santo Agostinho)

Neste curso, vimos que, em toda e qualquer instituição, seja ela escolar ou não, os
relacionamento interpessoais são a base para que alcancemos os nossos
propósitos. Dessa forma, os processos devem ser conduzidos com afeto,
tranquilidade e naturalidade, minimizando, ao máximo, os conflitos negativos.

Dificuldades de convivência, brigas e desentendimentos podem acontecer com


alunos, colegas e superiores. Para evitar que isso aconteça, precisamos ter
autocontrole e procurar buscar sempre o diálogo, sem apontar culpados.
Humildade, para reconhecer que o argumento do outro também é válido.

Quando nos propusemos a agir de maneira diferente, com equilíbrio emocional,


discernimento, afetividade, sabendo ouvir e respeitar o outro, conseguimos mudar
esse ambiente de conflito para um espaço de convívio de trocas, vínculos e
aprendizagens.

As relações interpessoais entre professor/instrutor e alunos devem favorecer a


comunicação e as interações entre eles, estabelecendo laços sólidos de parceria,
cooperação e afetividade.

O gestor escolar também desempenha um papel importantíssimo, que é ser


mediador e apaziguador de situações, solucionando os conflitos de maneira
equilibrada e sem que isso impacte negativamente o contexto escolar. É
fundamental aprendermos a lidar com as diferenças e respeitar as pessoas como
elas são, tentando compreendê-las.
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REFERÊNCIAS CONSULTADAS

SANTOS, Clóvis Roberto dos. Ética, Moral e Competência dos Profissionais da


– São Paulo: Avercamp, 2004.

MARTINS, José do Prado. Administração Escolar: uma abordagem crítica do


processo administrativo em educação. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1999.

VALERIEN, J. Gestão da escola fundamental. Tradução e adaptação José


Augusto Dias. Brasília: MEC, Unesco , 1993.

MEC.INEP. Em aberto, vol. 17, nª 72. Gestão escolar e formação de gestores,


jun.2000. 195p.

ABREU, Maria Vasques de. Progestão: como desenvolver a gestão dos servidores
na escola?, módulo VIII / Mariza Vasques de Abreu, Esmeralda Moura;coordenação
geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. Brasília: CONSED – Conselho Nacional
de Secretários de Educação, 2001.

NETO, Armando Correa de Siqueira. Um novo paradigma para a motivação.


Revista Linha Direta, Ano 11. fev.2008. p56

ARAÚJO, Andréia. O fortalecimento da gestão educacional. Revista Linha Direta,


Ano 11. mar.2008. p14
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