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UNIVERSIDADE DE FORTALEZA - UNIFOR

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS


CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL

EDUARDO HENRIQUE BARROCAS SOARES

ANÁLISE QUANTITATIVA DOS CUSTOS DECORRENTES DA


PERSONALIZAÇÃO DE UNIDADES HABITACIONAIS

FORTALEZA
2018
EDUARDO HENRIQUE BARROCAS SOARES

ANÁLISE QUANTITATIVA DOS CUSTOS DECORRENTES DA PERSONALIZAÇÃO


DE UNIDADES HABITACIONAIS

Trabalho de conclusão de curso apresentado à


banca examinadora como requisito parcial à
obtenção do título de graduado em Engenharia
Civil.

Orientador: Prof. Marcelo Augusto Farias de


Castro.

FORTALEZA
2018
A Deus e à Nossa Senhora.
Aos meus pais, à minha namorada e ao meu
orientador.
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus e à Nossa Senhora, pelas oportunidades, por me darem saúde
e força para que eu possa seguir meus sonhos e ir em busca dos meus objetivos.
Agradeço ao meu pai, Ricardo Barrocas Soares, meu exemplo de bondade e humildade, que
sempre batalhou duro para me garantir uma educação de qualidade e para me tornar um bom
homem.
Agradeço à minha mãe, Amélia Landim Barrocas, pelo exemplo de sonhadora, sabedoria e
dedicação. Por sempre me ajudar a atingir meus planos, independentemente de quão
duvidosos eles sejam.
À minha namorada, Diane de Castro Bijotti, que eu amo demais, meu exemplo de
companheirismo e carinho, que em todo o tempo se manteve ao meu lado, independentemente
do tipo ou de quão grande fosse a caminhada.
Agradeço ao professor Marcelo Augusto, grande professor e amigo. Sou grato por toda a
ajuda que me deu durante essa caminhada e por ter sido sempre solícito quando precisei.
“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.”
(Jean Cocteau)
RESUMO

Esta pesquisa apresenta uma abordagem relacionada a um estudo comparativo entre a


construção convencional, que utiliza paredes internas em blocos de tijolos furados,
revestimento cerâmico em piso e fundação em baldrame, com a construção que utiliza as
metodologias de paredes em drywall, piso vinílico e fundação em radier. Sobre esta, apresenta
a concepção, as técnicas, insumos utilizados, custos diretos e indiretos, levantamentos de
quantitativos, orçamentos e uma verificação relativa à técnica ou área científica de sua
utilização no país. Além disso, busca mostrar a relevância que os métodos têm para o ramo da
construção civil nacional, enfocando em um empreendimento de 200 unidades unifamiliares
de 50 m² por unidade, localizado no município de Baturité-Ceará. Trata-se de um estudo
comparativo, apresentando as vantagens e facilidades de execução, analisando se esses
métodos construtivos são uma alternativa viável em conjuntos habitacionais. A metodologia
fundamenta-se na pesquisa bibliográfica relativa ao assunto, além da análise de dados
retirados dos orçamentos analíticos da obra, utilizando as composições de preço das tabelas
SINAPI de julho de 2018, SEINFRA 024.1 e TCPO 13. Foram analisadas as composições
analíticas dos serviços necessários para a construção do empreendimento e realizados dois
orçamentos a partir do projeto arquitetônico disponibilizado, um para a construção
convencional e outro para a estrutura alternativa, os quais foram posteriormente comparados.
O custo total para a execução do empreendimento utilizando os métodos construtivos
demonstrou ser inferior ao do sistema convencional, baseando-se nos preços unitários de cada
composição. Ademais, por conta dos maiores índices de produtividade e redução do período
de execução, os métodos construtivos também demonstraram uma redução significativa no
tempo da obra, representando uma alternativa economicamente viável para o mercado da
construção civil.

Palavras-chave: Construção civil. Construção convencional. Drywall. Piso Vinílico. Custo.


Projeto
ABSTRACT

This research presents an approach related to a comparative study between the conventional
construction, which uses internal walls in blocks of perforated bricks, ceramic floor covering
and foundation in grade beam, with the construction that uses the methodologies of walls in
drywall, vinyl floor and foundation in radier. On this, it presents the design, techniques, used
inputs, direct and indirect costs, quantitative surveys, budgets and a verification related to the
technique or scientific area of its use in the country. In addition, it seeks to show the relevance
of the methods to the national construction industry, focusing on an enterprise of 200 single-
family units of 50 m² per unit, located in the municipality of Baturité-Ceará. It is a
comparative study, presenting the advantages and facilities of execution, analyzing if these
constructive methods are a viable alternative in housing complexes. The methodology is
based on the bibliographic research related to the subject, as well as the analysis of data taken
from the analytical budgets of the work, using the price compositions of the SINAPI tables of
July 2018, SEINFRA 024.1 and TCPO 13. The analytical compositions of the services
required for the construction of the project and two budgets were made from the available
architectural project, one for the conventional construction and another for the alternative
structure, which were later compared. The total cost for the execution of the project using the
construction methods proved to be lower than the conventional system, based on the unit
prices of each composition. In addition, due to the higher productivity rates and the reduction
of the execution period, the construction methods also demonstrated a significant reduction in
the construction time, representing an economically viable alternative for the construction
market.

Keywords: Construction. Conventional construction. Drywall. Vinyl floor. Cost. Project.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Gráfico 1 - Consumo de chapas drywall ................................................................ 29


Gráfico 2 - Consumo histórico anual de chapas para drywall no Brasil (milhões
de m2) ................................................................................................... 30
Figura 1 - Fluxograma das etapas para a elaboração de orçamentos .................... 23
Figura 2 - Fases de planejamento para a elaboração de um orçamento ................ 24
Figura 3 - Representação Baldrame (Sapata Corrida) .......................................... 25
Figura 4 - Ilustração de uma fundação em Baldrame ........................................... 25
Figura 5 - Fundação radier após a concretagem ................................................... 26
Figura 6 - Radier protendido ................................................................................ 27
Figura 7 - Radier armado ...................................................................................... 28
Figura 8 - Componentes do drywall ..................................................................... 30
Figura 9 - Estrutura do revestimento vinílico homogêneo ................................... 32
Figura 10 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico desportivo ..................... 33
Figura 11 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico acústico ........................ 33
Figura 12 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico para zonas úmidas ........ 34
Figura 13 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico para trens ...................... 35
Figura 14 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico para aviões ................... 35
Figura 15 - Exigências funcionais de revestimentos de pisos ................................ 35
Figura 16 - Colunas de uma composição de custo unitário .................................... 36
Figura 17 - Composição de custo unitário alvenaria de embasamento em tijolos –
SINAPI .................................................................................................. 37
Figura 18 - Planta de Layout Edificação 50 m² ...................................................... 38
Figura 19 - Composição Piso Vinílico “Paviflex” e=1,6mm – Fornecimento e
Colocação – Tabela SEINFRA 024.1 ................................................... 40
Figura 20 - Piso Vinílico Semi-Flexível em Placas, Padrão Liso, Espessura 3,2
Mm, Fixado - Com Cola. Af_06/2018 .................................................. 40
Figura 21 - Apresentação da região que utilizou a fundação em baldrame no
empreendimento convencional ............................................................. 44
Figura 22 - Composição aberta viga de fundação – Gerador de Preços (CYPE) ... 45
Figura 23 - Consumos da composição Revestimento cerâmico em placa 35x35
cm .......................................................................................................... 46
Coeficientes da composição Alvenaria de vedação com blocos
Figura 24 - cerâmicos 9x19x19 cm .......................................................................... 47
Figura 25 - Coeficientes da composição Chapisco para parede interna ou externa 47
Figura 26 - Coeficientes da composição Emboço para parede interna ................... 47
Figura 27 - Coeficiente da composição pasta de cimento portland, espessura 1
mm ........................................................................................................ 47
Figura 28 - Coeficientes da composição concretagem de blocos de coroamento e
vigas baldrames ..................................................................................... 48
Figura 29 - Coeficientes da composição armadura de aço ca 50/60 – kg ............... 48
Figura 30 - Coeficientes da composição fabricação, montagem e desmontagem
de forma para viga baldrame ................................................................. 49
Figura 31 - Coeficientes da composição concretagem de radier ............................ 57
Figura 32 - Coeficientes da composição fabricação, montagem e desmontagem
de forma para radier .............................................................................. 58
Figura 33 - Coeficientes da composição paredes com placa de gesso acartonado . 58
Figura 34 - Coeficientes da composição placa vinílica 30 cm x 30 cm .................. 58
LISTA DE QUADROS E TABELAS

Quadro 1 - Lista de Serviços Pontuais que Compõem a Construção de Casas


Convencionais ....................................................................................... 41
Quadro 2 - Lista de Serviços Pontuais que Compõem a Construção de Casas
com Métodos Construtivos ................................................................... 53
Tabela 1 - Simulação de duração dos serviços na residência convencional ......... 49
Tabela 2 - Simulação de duração dos serviços na residência com métodos
construtivos ........................................................................................... 59
Tabela 3 - Comparação construção convencional X construção com métodos
construtivos ........................................................................................... 62
Tabela 4 - Substituição de serviços convencionais pelos serviços propostos ........ 66
Tabela 5 - Tabela resumo ao substituir os serviços ................................................ 67
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


BDI Benefícios e Despesas Indiretas
CPU Composição Preço Unitário
CUB Custo Unitário Básico
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
NBR Norma Brasileira Regulamentar
SEINFRA Secretaria da Infraestrutura
SINAPI Sistema Nacional de Preços e Índices para a Construção Civil
TCPO Tabela de Composições e Preços para Orçamentos
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 16
1.1 Justificativa ........................................................................................................... 17
1.2 Objetivos ............................................................................................................... 19
1.2.1 Objetivo geral ............................................................................................... 19
1.2.2 Objetivos específicos ..................................................................................... 19
1.3 Metodologia .......................................................................................................... 19
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................ 21
2.1 Construção Civil ................................................................................................... 21
2.2 Orçamento ............................................................................................................ 22
2.3 Fundação em Viga Baldrame .............................................................................. 24
2.4 Fundação em Radier ............................................................................................ 26
2.4.1 Radier protendido ........................................................................................ 27
2.4.2 Radier armado .............................................................................................. 28
2.4.3 Radier estaqueado ........................................................................................ 28
2.5 Sistema construtivo de fechamento em estrutura de drywall ........................... 29
2.5.1 Sistema Construtivo ..................................................................................... 30
2.6 Revestimento em piso vinílico ............................................................................. 31
2.6.1 Revestimento vinílico homogêneo ............................................................... 32
2.6.2 Revestimento vinílico compacto heterogêneo ............................................ 32
2.6.3 Revestimento vinílico heterogéneo acústico ............................................... 33
2.6.4. Revestimentos vinílicos especiais ............................................................... 34
2.6.4.1 Revestimento vinílico antiestático .......................................................... 34
2.6.4.2 Revestimento vinílico para zonas úmidas ............................................... 34
2.7 Revestimento vinílico que varia para cada meio de transporte........................ 34
2.8 Exigências funcionais ........................................................................................... 35
2.9 Composição de preço unitário ............................................................................. 36
3 ESTUDO DE CASO .................................................................................................. 38
3.1 Descrição ............................................................................................................... 39
3.2 Casas convencionais ............................................................................................. 41
3.2.1 Especificações ................................................................................................ 41
3.2.2 Estudo do orçamento, tempo e custo de execução ..................................... 46
3.3 Casas com métodos construtivos ......................................................................... 53
3.3.1 Especificações ................................................................................................ 53
3.3.2 Estudo do orçamento, tempo e custo de execução ..................................... 56
3.4 Comparação........................................................................................................... 62
4 CONCLUSÃO ............................................................................................................ 66
REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 69
ANEXOS ....................................................................................................................... 74
16

1 INTRODUÇÃO

A construção civil é considerada um dos motores da economia, tendo o poder de gerar


empregos em diversos setores. Ela representa em média 6,2% do PIB Nacional, abrangendo
12,5 milhões de pessoas em toda sua cadeia produtiva. A cada cem reais investidos, 25 reais
voltam aos cofres públicos como impostos, o que demonstra a importância que esse setor
representa para a economia brasileira (CBIC, 2018).
A indústria da construção civil brasileira é reconhecida como preponderantemente
artesanal pelos sistemas construtivos, sendo a alvenaria de blocos cerâmicos, a estrutura de
blocos de concreto e revestimento cerâmico os mais utilizados. Esses sistemas se destacam
principalmente pela baixa produtividade e pelo grande desperdício da matéria-prima.
No entanto, após anos de instabilidade econômica e a crescente competitividade do
mercado, as empresas têm procurado adaptar suas estratégias às variações do ambiente dos
negócios, tornando-se mais flexíveis.
Conforme as imposições do atual mercado, várias empresas têm buscado cada vez mais
incentivar a produtividade e diminuir o seu custo de produção, a fim de se tornarem mais
competitivas. Entretanto, segundo Costa et al. (2014), o ramo da construção civil apresenta
algumas peculiaridades. Entre elas, o alto nível de desperdício de mão de obra, além da falta
de precaução das empresas do setor com a gestão e controle de custos.
Dessa maneira, essa situação necessita ser modificada e a utilização de um novo modelo
organizacional e uso de novas tecnologias são os meios mais adequados para a racionalização
e a industrialização da construção.
Ainda que o maior número dos setores da construção civil brasileira seja relutante à
inovação decorrente da necessidade de se ter um maior planejamento, alguns setores têm
aceitado novas formas de construir, influenciados em grande parte pelas tecnologias externas
e visando aumentar sua eficiência, mesmo que de maneira lenta quando equiparada a outros
setores da economia.
Dentre os existentes métodos construtivos, ganham destaque os sistemas já bastante
consolidados em outros países, como as paredes em Drywall e o revestimento em Piso
Vinílico, nos Estados Unidos. Ambos os sistemas já passaram por vários experimentos e
adaptações até ser tornarem o que são hoje.
Atualmente, eles se destacam principalmente por serem uma alternativa ao método de
construção convencional, aproximando-se da industrialização da construção civil pelo método
17

de fabricação de seus insumos e a utilização da mão de obra que, na maioria das vezes, é
terceirizada.
Vale ressaltar a importância do estudo da utilização desses métodos construtivos no
programa minha casa minha vida, que é responsável por estimular o crescimento no setor e
também fortalecer a economia, ao gerar renda e emprego, colaborando com a arrecadação de
impostos e diminuindo o déficit habitacional. De acordo com um estudo da Câmara Brasileira
da Indústria da Construção – CBIC (2017), o programa já proporcionou moradia digna para
mais de quatro milhões de famílias; além disso, já gerou mais de R$ 158,8 bilhões em
investimentos e produziu mais de 2,8 milhões de empregos no seu auge.
O Programa tem o propósito de reduzir o déficit habitacional nacional de 7,757 milhões
de moradias em 2018, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A principal
inovação é buscar atender as famílias mais pobres, tendo sido elaborado para atender a três
faixas de rendas distintas, com mecanismos de contratação, metas e subvenções econômicas
diferentes. A faixa 1 atende as famílias com renda mensal de até R$ 1.600; a faixa 2 a famílias
com provento mensal entre R$ 1.600,00 e R$ 3.100,00; e a faixa 3 com renda entre R$
3.100,00 e R$ 5.000,00 (Raquel Rolnik et al,2015).

1.1 Justificativa

Em épocas de crise como a atual, a principal alternativa para que novos


empreendimentos deem retorno adequado é com a redução de custos, já que a velocidade para
a venda está diminuindo bastante e, em paralelo, a demanda de investidores e novos primeiros
donos para imóveis tem caído demasiadamente. Como alternativa para viabilizar, aumentar a
competitividade e reduzir o custo final da obra, é necessário otimizar os gastos com mão de
obra e materiais, sendo o primeiro fator um valor difícil de ser mensurado e o segundo um
fator importante para a qualidade do empreendimento que será entregue.
Os sistemas drywall e o piso vinílico são muito empregados em países como Canadá,
Estados Unidos da América (EUA) e nos continentes Asiático e Europeu. Nesses locais, tem-
se conhecimento amplo referente às vantagens que esses serviços oferecem, tais como
redução de impactos ambientais, velocidade de execução, racionalização de material e
industrialização.
No Brasil, contudo, seu emprego é consideravelmente recente, a utilização da tecnologia
iniciou em 1972 com a fabricação das primeiras placas de gesso, de forma que o número de
18

obras executadas com esses sistemas é ainda significativamente pequeno quando comparado
com outros países, estando grande parte delas concentradas no Sudeste e Sul do país. Por
conseguinte, tem-se um pequeno número de informações acerca da potencialidade de suas
utilizações e dos empecilhos encontrados para sua realização na construção civil brasileira,
fator que fundamenta a verificação da literatura realizada neste trabalho.
Apesar do entendimento das vantagens proporcionadas pelos sistemas empregados fora
do país, tem-se o conhecimento de que as inovações têm de se adequar ao clima, ao local, ser
praticáveis economicamente e serem compatíveis às condições nacionais. Por esse motivo,
este trabalho realiza um estudo comparativo, buscando apresentar informações precisas a
respeito da construção de uma obra de unidades habitacionais com a utilização de fundação
radier e dos sistemas drywall e piso vinílico.
É de conhecimento geral, no ambiente da construção civil, a resistência das construtoras
em usar novos processos construtivos, mesmo com estudos revelando serem mais vantajosos,
pois se tem a visão de que todas as construções devem seguir o mesmo método construtivo
convencional: fundações, pilares, vigas e lajes, todas as alvenarias em tijolos cerâmicos e
revestimento de piso em cerâmico. Dessa forma, a justificativa deste estudo é de apresentar
como alternativa a utilização dos métodos construtivos de fundação radier, paredes internas
em drywall e o revestimento em piso vinílico.
Contudo, a partir desses aspectos, surge um questionamento: a troca dos métodos
construtivos convencionais por fundação radier, paredes internas em drywall e piso vinílico é
uma alternativa rentável que reduz o tempo de execução?
19

1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivo geral

Desenvolver um estudo comparativo entre a construção convencional e a construção


utilizando fundação em radier, paredes internas em drywall e piso vinílico, destacando o
tempo e custo final de execução.

1.2.2 Objetivos específicos

a) Elaborar um orçamento para construção convencional, com fundação em baldrame,


divisórias internas de blocos de tijolo cerâmico e revestimento cerâmico em piso;
b) Elaborar um orçamento para os métodos construtivos, com fundação em radier,
divisórias internas em drywall e piso vinílico;
c) Desenvolver uma análise comparativa dos custos e tempo de execução entre a
construção convencional e a construção e o método construtivo proposto.

1.3 Metodologia

A metodologia na pesquisa científica constitui-se em todas as etapas percorridos para se


chegar a um objetivo desejado. Para Andrade (2003, p.129), “Metodologia é o conjunto de
métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento.”
É por meio dela que se determinam os procedimentos e técnicas que devem ser
utilizados na pesquisa, os critérios de amostragem, os instrumentos para a coleta dos dados o
lócus onde será realizado o estudo empírico, entre outros.
Segundo Gil (2002, p.44), “[...] a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material
já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”.
O percurso metodológico da investigação desse trabalho tomará por base o enfoque
quanti-qualitativo, configurando-se mais especificamente como um estudo de caso, cujos
dados serão coletados por meio de análise documental, a partir de uma pesquisa bibliográfica
em artigos de periódicos, artigos publicados na internet, livros, monografias, teses e
dissertações que possibilitem a fundamentação deste.
20

Este trabalho também se fundamenta por dados retirados a partir da elaboração do


orçamento utilizando composições analíticas, com seus respectivos coeficientes e custos de
mão de obra e insumos retirados das Tabelas do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e
Índices da Construção Civil – SINAPI de julho de 2018 e Secretaria de Estado da
Infraestrutura - SEINFRA Ceará 024.1, bem como os coeficientes da Tabela TCPO 13 da
PINI. Serão realizados 2 orçamentos, apresentados em anexo, a partir do projeto
arquitetônico, desenvolvendo um estudo comparativo entre os orçamentos elaborados, o
tempo de execução e a influência do tempo no custo final, sendo 1 obra da construção
tradicional com fundação em baldrame, divisórias internas em blocos de tijolos cerâmicos e
revestimento de piso cerâmico e outra construção utilizando fundação em radier, paredes
internas em drywall, piso vinílico (fotos do projeto em anexos c ao f).
21

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Com o objetivo de esclarecer as dúvidas que possam surgir relacionadas ao tema do


trabalho, as seguintes subseções apresentam uma revisão geral de literatura. Inicialmente,
serão apresentadas algumas considerações a respeito da construção civil, em seguida serão
descritos os conceitos de orçamentação, fundação em baldrame, fundação em radier,
metodologia e normas vigentes para a utilização de paredes em drywall e, por fim, piso
vinílico.

2.1 Construção Civil

A construção civil é caracterizada como uma área que engloba todas as atividades de
produção de obras. Incluem-se nessa área atividades relacionadas às fundações, execução,
manutenção, planejamento, projeto e reformas de obras em distintos seguimentos, como, por
exemplo: portos, estradas, edifícios, canais de navegação, túneis, instalações elétricas e
hidrossanitárias (COMUNELLO, 2010).
Conforme a Receita Federal em 2016, a construção civil é considerada como a
construção, a demolição, a reforma, a ampliação de edificação ou qualquer outra benfeitoria
agregada ao solo ou ao subsolo (FARIA; CASTRO, 2016).
Por meio desse conceito mais atualizado, pode-se ter uma melhor noção dos efeitos no
processo produtivo, por consequência dos setores da indústria da construção civil, tendo uma
enorme capacidade para receber investimentos, e seu vasto potencial de demandas para
empregos (diretos e indiretos), além de sua influência na balança comercial e níveis de
inflação (MONTEIRO FILHA et al., 2010).
Weydmann e Capaccchi (2014) afirmam que as construtoras são grandes geradoras de
emprego e renda, porém necessitam de uma grande gama de informações gerenciais para
amparar seus processos produtivos. Nesse sentido, Chagas, Padilha e Teixeira (2015)
consideram que o setor da construção civil é considerado atrasado quando comparado a outros
setores industriais, e são apontadas como principais consequências disso a baixa
produtividade, atraso e ausência no controle de qualidade e o grande desperdício de materiais.
Como justificativa para esses fatores, Cockell (2014) considera que o setor é reconhecido pelo
alto índice de instabilidade, uma vasta mão de obra informal, terceirizados ou subcontratados,
22

alta alternância e alto grau de flexibilidade na mão de obra, que muitas vezes está ligada aos
operários que apresentam uma precária condição de trabalho.
A indústria da construção civil vem crescendo gradativamente ao longo dos anos, mas a
grande competitividade em conjunto com a formalização e qualificação da mão de obra
(aumentando o custo) têm provocado limitações nesse crescimento e, consequentemente,
reduzido as margens de lucro das empresas. Por meio do aumento da produtividade, novos
métodos construtivos alteraram esse cenário (EY, 2014).
Os processos construtivos utilizados atualmente nas obras são considerados de baixa
qualidade, produtividade e pouco industrializados, dificultando ainda mais a situação das
empresas. Desse modo, o estudo dos métodos produtivos atuais da construção civil e o
surgimento de novas tecnologias que estão sendo criadas se tornam fundamentais para
compreender como alcançar maiores níveis de produtividade, qualidade e redução de custos,
cada vez maiores e, por conta disso, são considerados uma parcela importante em termos de
investimentos no setor (EY, 2014).

2.2 Orçamento

Fazer um orçamento de uma obra de construção civil, segundo Giamusso (1991), é


prever ou determinar os custos para sua realização, previamente à execução.
Independentemente do tipo de orçamento, sua concepção pressupõe a existência de
padrões, os quais devem estar bem consolidados para novas obras. Fontes como tabelas de
composição SINPI (Estadual) e SEINFRA (Federal), ou mesmo alguns softwares
desenvolvidos para orçamento e planejamento de obras auxiliam na sua execução,
determinando indicadores de consumo de materiais, de equipamentos e de mão de obra. Além
disso, é utilizado o histórico baseado em obras já executadas, que permite criar seu próprio
banco de dados e, consequentemente, sua tabela de composição.
Marchiori e Souza (2004) explicam que a produtividade de cada serviço varia muito
conforme as especificidades de cada obra; o emprego de cada coeficiente médio de
produtividade pode conduzir a imprecisões na elaboração de orçamentos.
Divergindo dos serviços de consultoria na engenharia civil e elaboração de projetos, o
cálculo do custo global está relacionado ao levantamento dos custos diretos que estão ligados
ao valor dos insumos utilizados e à quantidade de horas de utilização de mão-de-obra e de
equipamentos que constituem os custos unitários dos serviços (PINI, 2015).
23

A remuneração que pode ser qualificada como Lucro ou Benefício está geralmente
integrada em um fator utilizado denominado BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) que, ao
acrescentar-se o custo direto, conforme a figura 1, chega ao valor final de venda (PINI, 2015).

Figura 1 - Fluxograma das etapas para a elaboração de orçamentos

Fonte: Jesus (2008).

Tisaka (2011) afirma que, ao elaborar um orçamento, deve-se adicionar todos os


serviços a serem executados na obra, levando em consideração os quantitativos físicos do
projeto e da composição de custo unitário de cada atividade, encargos complementares das
leis sociais e apresentados em planilhas.
O controle da produção e o planejamento na indústria da construção civil são
extremamente importantes por serem considerados um processo que resulta em uma gama de
ações necessárias cujo objetivo é evitar a baixa produtividade, segundo Cardoso (2009).
Conforme Sampaio (1989), por meio do orçamento é possível verificar a viabilidade
econômico-financeira do empreendimento, realizar o levantamento dos materiais que serão
utilizados e dos serviços de mão de obra necessária para cada etapa do serviço, acompanhar
de forma sistemática a aplicação da mão de obra e materiais, e elaborar o cronograma físico e
financeiro.
O principal objetivo para a elaboração de um orçamento é o levantamento dos custos
que serão utilizados no empreendimento, apresentando por meio de um estudo preliminar as
estimativas de valores que presumem o levantamento de quantidade de processos necessários
e materiais para a execução da obra. Isso exige uma pesquisa prévia dos custos dos insumos,
qualificando a composição de custos de uma maneira a disponibilizar o orçamento analítico
24

de forma detalhada, reduzindo assim o grau de incerteza na tomada de decisão para posterior
execução do projeto, conforme descreve Mattos (2006).

Figura 2 - Fases de planejamento para a elaboração de um orçamento

Fonte: De Paula (2015).

O escopo de um orçamento engloba do estudo prévio do projeto que direciona os


serviços a serem executados até a elaboração ou utilização das composições de custo que
compreendem o fechamento do orçamento, figura 2. Os estudos têm o objetivo de estabelecer
as metas para auxiliar na elaboração de um planejamento, e a união dessas funções determina
os resultados do empreendimento que se almejam alcançar.

2.3 Fundação em Viga Baldrame

A fundação viga baldrame caracteriza-se como uma fundação rasa de apoio, executada
em concreto armado e com formato retangular. A viga baldrame destina-se a receber as cargas
distribuídas da edificação, no qual suportam de forma direta uma sequência muito próxima
dos pilares e o peso das alvenarias, figura 3, (FERREIRA, 2013).
25

Figura 3 - Representação Baldrame (Sapata Corrida)

Fonte: Portland (2009).

Comumente, o baldrame é construído com a finalidade de conectar sapatas e melhorar a


distribuição das cargas da construção. Outra característica do baldrame é de travar as vigas e
pilares, os quais normalmente têm o formato retangular e armação de aço com 4 barras.
Em residências menores com solos considerados mais firmes, é possível executar
somente a viga baldrame, figura 4. Nessas situações, os arranques devem ser travados
exatamente na armadura do baldrame antes de ser concretado.
Para a execução dos baldrames ou sapatas corridas, é necessária a abertura de valas na
base com a largura somada com 10 cm de cada lado. O fundo da base deve receber um lastro
de brita compactada ou um lastro de concreto magro.

Figura 4 - Ilustração de uma fundação em Baldrame

Fonte: Sua Obra (2018).


26

O segundo passo é fabricar e montar as formas de madeira. Após isso, deve-se incluir as
armaduras com seus respectivos espaçadores, para despejar o concreto na fundação,
necessitando utilizar um vidrador para evitar nichos e assegurar sua resistência (ARROS,
2013).

2.4 Fundação em Radier

O radier, identificado como uma fundação rasa, aparenta uma laje que engloba toda a
área da edificação, figura 5. É um tipo de laje em concreto armado que fica em contato direto
com o terreno, captando as cargas provenientes das paredes da superestrutura e dos pilares,
distribuindo-se sobre uma extensa região do solo. Esse tipo de fundação é utilizado quando o
terreno é classificado como de baixa resistência e o solo tem a espessura consideravelmente
profunda (AZEREDO, 2015).
O radier é recomendado para edificações onde as áreas das sapatas ocupam cerca de
70% da área coberta da construção ou quando se pretende diminuir os efeitos dos recalques
diferenciais.
Para a execução da fundação em radier, é necessária a aplicação de um lastro de brita,
logo após colocar as formas em madeira, com largura de 10 cm, em toda a lateral, fazendo um
fechamento da área que será concretada. É valido ressaltar que qualquer tubulação elétrica ou
hidrossanitária deve ser instalada sobre o solo e sob o radier, deixando suas esperas, saídas,
através da laje, com o objetivo de evitar futuros rasgos na fundação já executada.

Figura 5 - Fundação radier após a concretagem

Fonte: Escola Engenharia (2018).


27

Após a execução das instalações elétricas e hidrossanitárias, devem-se posicionar as


armações de aço, que podem ser protendidas ou não, e então é aplicado o concreto. Durante
essa aplicação, é necessário analisar através de ensaios se ele está pastoso e homogêneo. Após
o período de secagem, o qual geralmente dura 7 dias, o concreto deve aparentar uma cor
homogênea e não ter furos que possibilitem enxergar as estruturas de aço (DÓRIA, 2007).
O radier pode ser separado em 3 tipos: radier protendido, radier armado e radier
estaqueado.

2.4.1 Radier protendido

Conforme o artigo publicado no site Redação Gestor de Obras (2018, on-line), “o radier
protendido é feito com armadura ativa, um aço de alta resistência utilizado para protender o
concreto, normalmente constituído por uma cordoalha engraxada e plastificada formada por
sete fios”. Além disso:

A fôrma da borda do radier deverá ser posicionada no nível do terreno onde o


serviço será executado. Deverá estar devidamente fixada, de forma que não saia do
local correto na hora da concretagem, e suficientemente estruturada para suportar a
fixação das ancoragens da protensão (REDAÇÃO GESTOR DE OBRAS, 2018, on-
line).

Dessa forma, para esse tipo de cordoalhas, deve-se utilizar cunhas e ancoragens para a
realização da protensão no radier. O emprego do radier com protensão diminui o tempo de
execução e o custo em até 30%, quando comparado com outras fundações e a mão de obra
(PINI,2012).
Figura 6 – Radier Protendido

Fonte: Impacto Protensao (2018).


28

2.4.2 Radier armado

As fundações em radiers armados, figura 7, executados com armaduras passivas,


normalmente são empregados em construções de edifícios e casas baixos, que têm no máximo
cinco pavimentos.

Figura 7 - Radier armado

Fonte: Redação Gestor de Obras (2018).

2.4.3 Radier estaqueado

Trata-se de uma fundação que se caracteriza por ser composta de dois elementos: um
vertical (as estacas) e um horizontal (o radier). A dissipação das cargas no terreno dá-se 3
formas, “pela base do elemento horizontal, como nas fundações rasas, e também ao longo do
fuste e da ponta do elemento vertical como em fundações profundas”.
Conforme Bezerra (2003) casos em que a opção radier estaqueado é vantajosa:
1) Quando o solo é caracterizado como ruim, tem baixa capacidade de suporte e a laje
conduz a carga para as estacas;
2) E em casos em que a construção alta possui elevadas cargas nas fundações e,
consequentemente, o diâmetro das estacas será grande e o tamanho dos blocos também.
Dessa forma, deve-se fazer uma análise da área total dos blocos e a projeção da
edificação; se esse valor superar 50%, é recomendado utilizar um radier estaqueado.
29

2.5 Sistema construtivo de fechamento em estrutura de drywall

Sabbatini (1998) define vedação vertical como um subsistema de um edifício que


determina e compartimenta os cômodos internos, impossibilitando a ação de agentes
indesejáveis e separando unidades internas da construção.
O sistema de vedação vertical mais utilizado no País é a alvenaria de tijolos cerâmicos,
mas o seu processo executivo é bastante extenso e complexo, porque necessita de vários
profissionais para realizar a atividade. Para a execução de um metro quadrado de alvenaria,
necessita-se em média de 2 serventes, 1 para auxiliar operador de betoneira e outro para
auxiliar o pedreiro, um operador de betoneira, 1 pedreiro e 1 técnico responsável por calcular
o traço de argamassa de assentamento. No entanto, a execução de um metro quadrado de uma
parede em drywall necessita apenas de 1 profissional qualificado e um ajudante, pelo fato de a
alvenaria em tijolo cerâmico ocorrer em um processo mais extenso e com maior número de
etapas, aumentando a probabilidade de ocorrer falhas em relação às alvenarias em drywall
(PINI,2018).
O Brasil teve, nos anos 90, o início da instalação das fábricas de chapa de gesso para
drywall, representando um esforço para trazer a modernização à construção civil. Ocorreu
uma resposta positiva no mercado, comprovada pelos números relativos ao desempenho
comercial da tecnologia drywall no País. No entanto, o Brasil ainda ocupa uma posição
consideravelmente modesta em comparação ao cenário internacional. Os gráficos 1 e 2 a
seguir apresentam a atual situação da utilização do drywall no mundo e sua evolução no
mercado nacional (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DRYWALL, 2013).

Gráfico 1 - Consumo de chapas drywall

Fonte: Associação Brasileira de Drywall (2013).


30

Gráfico 2 - Consumo histórico anual de chapas para drywall no Brasil (milhões de m2)

Fonte: Associação Brasileira de Drywall (2013).

2.5.1 Sistema Construtivo

O sistema construtivo de uma parede em placas de gesso pode ser caracterizado como
uma linha de montagem, onde cada componente desempenha o seu papel para elaborar o
produto final. Uma parede em drywall é constituída basicamente de chapas de gesso, perfis
metálicos, parafusos, fitas e massa para rejunte, de acordo com a figura 8 (PORTAL
METÁLICA, 2015).

Figura 8 - Componentes do drywall

Fonte: Knauf (2018).


31

Conforme PINI (2018) as chapas de gesso acartonado são constituídas por sulfato de
cálcio (CaSO4. 2H2O), denominado de Gipsita, e aditivos. Sua composição faz com que suas
placas possuam elevada resistência ao fogo e, caso ocorra um incêndio, as chamas calcinam o
cartão e a água vai sendo liberada gradativamente em forma de vapor.
- A chapa Standart (ST): é indicada para locais secos, como: paredes, forros,
revestimentos, shafts e mobiliários integrados;
- A chapa resistente ao fogo (RT): é indicada para locais secos que requerem
necessidades específicas de resistência ao fogo em paredes e forros de drywall;
- A Chapa resistente à umidade (RU) é aconselhada para a execução de locais
molháveis, como banheiros, cozinhas e áreas de serviço.
Assim como a parede de vedação em tijolo cerâmico, a execução de uma parede em
drywall deve seguir procedimentos para dimensionar os materiais e tempo de execução.
Conforme a Associação Brasileira de Drywall, para execução de parede em drywall é preciso
seguir os procedimentos de marcação das paredes, instalação das guias de piso, parede e teto,
instalação dos montantes, passagem de instalações hidráulicas e elétricas, instalação do
isolamento acústico e instalação das chapas em drywall (DRYWALL.ORG.BR, 2015).
O sistema de drywall precisa seguir alguns parâmetros de norma de desempenho NBR
15.575, a saber: i) acústico; ii) resistência ao fogo; iii) estrutural (Capacidade de suportar
peças suspensas).

2.6 Revestimento em piso vinílico

A utilização de pisos emborrachados deu-se nos séculos XII e XIII; entretanto, com o
aparecimento dos pavimentos cerâmicos, esses caíram em desuso devido à facilidade de
matéria-prima e fabrico que rapidamente tornaram o seu uso comum. Só no ano de 1860 é que
surgiu um material designado por linóleo (do latim linum, que significa linho e oleum, que
significa óleo), de onde posteriormente evoluiu o revestimento vinílico (RECILIENT FLOOR
COVERING INSTITUTE, 2011).
Esse, por sua vez, foi descoberto por um fabricante de borracha chamado Frederick
Walton. O linóleo era fabricado com óleo de linhaça oxidado, no qual eram inseridos outros
componentes como pigmentos, resina, “farinha” de pinheiro e sementes de linho, os quais
formavam uma mistura consistente nomeada de pasta de linóleo (About.com, linoleum,
2011).
32

Em 1863, Fredrick Walton recebeu a patente britânica por sua invenção, que passou a
ser propagada como revestimento de paredes e pisos nas casas vitorianas, tornando-se muito
popular até ao final da II Guerra Mundial.
Existem algumas exigências e classificações funcionais para o uso do revestimento de
piso vinílico, que serão vistas a seguir.

2.6.1 Revestimento vinílico homogêneo

Formado por uma ou mais camadas de material, figura 9, com a mesma composição e
padrão, por meio da totalidade da sua espessura (EN 649, 2011).

Figura 9 - Estrutura do revestimento vinílico homogêneo

Fonte: Gerflor (2011)

2.6.2 Revestimento vinílico compacto heterogêneo

Composto por uma camada de desgaste e outras camadas que divergem da primeira em
composição e/ou padrão, pode conter um reforço (EN 651, 2011), normalmente em rede de
fibra de vidro, figura 10.
33

Figura 10 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico desportivo

Fonte: Gerflor (2011).

2.6.3 Revestimento vinílico heterogéneo acústico

Formado por uma camada de desgaste e outras camadas que diferem da primeira em
composição e/ou padrão, pode conter um reforço (EN 649, 2011), geralmente em rede de fibra
de vidro, figura 11.

Figura 11 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico acústico

Fonte: Gerflor (2011).


34

2.6.4. Revestimentos vinílicos especiais

2.6.4.1 Revestimento vinílico antiestático

Normalmente designados por dissipativos ou condutivos da eletricidade estática e


internacionalmente conhecidos como pavimentos ESD (RUIZ, 2014).

2.6.4.2 Revestimento vinílico para zonas úmidas

Dispõem, como os restantes tipos de pavimentos, figura 12, de um tratamento de


superfície bacteriológico e antifúngico (GERFLOR, 2011).

Figura 12 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico para zonas úmidas

Fonte: Gerflor (2011).

2.7 Revestimento vinílico que varia para cada meio de transporte

Geralmente, são pisos heterogéneos, figuras 13 e 14, incluindo na camada de superfície


ou desgaste incrustações de material idênticas ou altas ou baixos-relevos, de modo a conceder
propriedades antiderrapantes.
35

Figura 13 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico para trens

Fonte: Adaptada de Gerflortransport.com (2011).

Figura 14 - Estrutura indicativa de revestimento vinílico para aviões

Fonte: Gerflortransport.com (2011).

2.8 Exigências funcionais

Espera-se que os revestimentos vinílicos de pisos tenham uma vida longa e útil, além de
uma boa manutenção. Os pisos vinílicos devem atender as exigências estéticas e funcionais
que garantam o desempenho esperado.

Figura 15 - Exigências funcionais de revestimentos de pisos

Fonte: Adaptado de Nascimento (2007a).


36

2.9 Composição de preço unitário

A composição de preço unitário consiste em tabelas que detalham inúmeros insumos


utilizados para a execução de um certo serviço, apresentando seus coeficientes de utilização e
custos unitários. Todo orçamento deve se basear em uma composição de preço, utilizando
tabelas já existentes, como as da SINAPI ou SEINFRA, ou elaborando tabelas próprias.
A composição é considerada de enorme relevância para o engenheiro orçamentista e
para o engenheiro de campo, pois ele necessita dessa consulta para ter o conhecimento do tipo
de insumo utilizado, analisando a produtividade adotada quando foi elaborada a planilha
orçamentária de preço da obra (PINI, 2018).
A CPU (Composição de Preço Unitária) permite uma visão e um panorama mais
planejado e controlado para que as equipes constatem situações que possibilitem o
cronograma ser seguido mais facilmente. Ademais, ao elaborar o orçamento de um projeto, a
CPU também auxilia a diminuir de forma significativa os erros que são decorrentes de uma
estimativa do valor final obtido (NOVENTA, 2017).
As composições de preços unitários devem ser dividias em duas categorias bem
definidas: composições de insumos e serviços. Os insumos aplicam-se em materiais, mão de
obra e equipamentos, e o serviço consiste na combinação do conjunto de insumos para
disponibilizar um “pacote trabalho” mensurável.
As tabelas de composição geralmente são separadas em colunas compostas por
insumos, unidade, índice, custo unitário e custo total. O índice é obtido por meio do cálculo
da produtividade de mão de obra, consumo de materiais e equipamentos para a execução do
serviço (MAIS CONTROLE ERP, 2017).

Figura 16 - Colunas de uma composição de custo unitário

Fonte: PINI (2018).


37

Ademais, é necessário salientar o passo a passo para a elaboração de uma composição


de preço unitário. Primeiramente, deve-se ter conhecimento geral do serviço para identificar
quais insumos, mão de obra, materiais e equipamentos serão necessários para a sua execução.
Após a identificação, deve-se fazer um levantamento global para calcular o consumo de cada
insumo necessário e encontrar os seus índices respectivos para a realização de um dado
serviço. Ao término do cálculo dos índices, é necessário encontrar os preços unitários e então
multiplicar o preço unitário pelo índice, encontrando o custo total (PINI,2018).
Desse modo, é importante fazer um levantamento dos insumos necessários para a
execução do serviço, levando em consideração as funções de cada profissional, os
equipamentos e materiais, juntamente com seus respectivos custos unitários e unidades de
medidas (PINI,2018).

Figura 17 - Composição de custo unitário alvenaria de embasamento em tijolos - SINAPI

Fonte: Mais Controle ERP (2017).


38

3 ESTUDO DE CASO

O estudo de caso desta pesquisa consiste em estabelecer uma análise comparativa entre
estruturas em Drywall de gesso acartonado, piso vinílico e fundação em radier com alvenaria
de blocos cerâmicos, revestimento de piso cerâmicos e fundação em baldrame, os quais são
largamente utilizados na maior parte dos empreendimentos brasileiros.
O projeto arquitetônico base que foi tomado como referência neste trabalho é um
projeto real, que será executado na cidade de Baturité no estado do Ceará, correspondendo ao
programa federal dos conjuntos habitacionais Minha Casa Minha Vida.
O empreendimento é constituído de 200 edificações unifamiliares, com 50m² por
unidade. O projeto corresponde à edificação residencial unifamiliar que possui 2 dormitórios,
sala conjugada com a cozinha, área de serviço externa, banheiro e calçadas externas. A
implantação não foi apresentada no trabalho, pois o empreendimento ainda não foi definido.
Utilizando os projetos arquitetônicos da Figura 18 e baseando-se nas considerações e
critérios normativos apresentados no capítulo 2 deste trabalho, foram comparados o tempo de
execução dos serviços destacados em estudo deste trabalho e o orçamento da construção
convencional com o orçamento utilizando os métodos construtivos.

Figura 18 - Planta de Layout Edificação 50 m²

Fonte: Castro (2018).


39

3.1 Descrição

O trabalho tem como finalidade comparar os custos e o tempo de execução de uma


mesma obra construída de forma convencional, utilizando fundação em baldrame, blocos de
tijolos cerâmicos nas paredes internas e revestimento em piso cerâmico, e construída com
métodos construtivos, empregando paredes internas em drywall e piso vinílico.
Selecionou-se um empreendimento dos conjuntos habitacionais Minha Casa Minha
Vida. Esse empreendimento tem a proposta de atender as famílias de baixa renda, tendo como
principal ideia atender o meio social. Conforme as especificações mínimas da Portaria
269/2017 do Ministério das Cidades (BRASIL, 2015), a área mínima de casa com dois
dormitórios, sala de estar/refeições, cozinha, banheiro e circulação não pode ser inferior a
36m², se a área de serviço for externa. Tendo em vista a área mínima especificada, o projetista
propôs dimensionar para as 200 unidades uma área útil de 50m² por edificação, com o
objetivo de proporcionar aos seus residentes maior conforto e comodidade, conforme a figura
18.
Ao aumentar a área útil das edificações, é sabido que o custo final para a execução da
obra aumentará proporcionalmente, se não houver modificação dos serviços e materiais
empregados. Como alternativa a essa questão, foi proposto modificar os métodos
construtivos.
Com o intuito de alcançar o planejamento, foi tomado como estratégia utilizar no
empreendimento alguns serviços industrializados, os quais passam por um processo de pré-
fabricação anterior à obra e reduzem a necessidade da mão de obra na sua cadeia construtiva.
Esses serviços são caracterizados como metodologias de execução rápida, limpa, sem
desperdícios, acabamentos perfeitos sem muitos cuidados, necessitando de fundações e
estruturas mais leves, bem como maior espaçamento entre os pilares (KNAUF, 2018).
Conforme o proposto no trabalho, foram elaborados dois orçamentos comparativos. O
primeiro orçamento composto por fundações em vigas baldrames, alvenarias estruturais,
divisórias internas em tijolo cerâmico e piso com revestimento cerâmico branco; o segundo
orçamento constituído de fundação em radier, alvenarias estruturais, divisórias internas em
drywall e piso revestido em piso vinílico. Ademais, além da elaboração dos orçamentos,
foram comparados o tempo de execução dos serviços e o prazo final da entrega da obra
correspondente a ambos os orçamentos, no âmbito de analisar a viabilidade técnica e
econômica.
40

Os coeficientes da tabela TCPO 13 foram utilizados a partir do fundamento de que a


tabela SEINFRA utilizada neste trabalho não apresentava de forma descritiva o índice de
material e mão de obra da atividade piso vinílico (figura 19). Ademais, ao analisar os
orçamentos que serão retratados nos capítulos posteriores, é possível verificar que o
orçamento da construção convencional apresenta 95% dos seus serviços retirados da tabela
SINAPI e 5% retirados da tabela SEINFRA, e o orçamento com os métodos construtivos
apresenta 92% dos seus serviços retirados da tabela SINAPI e 8% retirados da tabela
SEINFRA. Essa heterogeneidade de ambos os orçamentos é justificada pela falta de projeto
estrutural do empreendimento, motivo pelo qual foi utilizado o aço ca-50 da SEINFRA, já que
no orçamento não houve diferenciação da bitola do aço. Assim, houve a necessidade de se
construir um barracão, serviço previsto somente na tabela SEINFRA. Além disso, o piso
vinílico presente na tabela SINAPI não configura o piso tradicional orçado para ser aplicado
(Figura 20).

Figura 19 - Composição Piso Vinílico “Paviflex” e=1,6mm – Fornecimento e Colocação –


Tabela SEINFRA 024.1

Fonte: Tabela Seinfra 024.1 (2018).

Figura 20 - Piso Vinílico Semi-Flexível em Placas, Padrão Liso, Espessura 3,2 Mm, Fixado
Com Cola. Af_06/2018

Fonte: SINAPI (2018).


41

Com o intuito de fazer uma análise comparativa do custo baseado no tempo, este estudo
de caso simula o custo por hora dos serviços abordados, baseando-se na utilização dos índices
da TCPO para o piso vinílico e dos preços e índices da SINAPI e SEINFRA para os demais
serviços. Dessa forma, foi necessário deduzir que os coeficientes da SEINFRA e SINAPI
seriam iguais aos da PINI para o piso vinílico, como forma de atribuir valores aos insumos
empregados na tabela TCPO e possibilitar a verificação do custo pelo tempo entre os dois
métodos construtivos. Ao fazer essa análise, é possível comparar de forma quantitativa qual
sistema é mais vantajoso economicamente.

3.2 Casas convencionais

3.2.1 Especificações

A construção das casas populares da Minha Casa Minha Vida é dada a partir das
especificações da Caixa Econômica Federal, de forma que sejam aceitas para o programa de
financiamento do comprador.
O estudo e elaboração do orçamento das casas convencionais deste trabalho foram
baseados no projeto de layout arquitetônico do empreendimento, de modo que se considerou
uma casa de 50 m², simulando serviços pontuais, totalizando 38 serviços, os quais fazem parte
da edificação em estudo neste tópico. Os serviços estão listados no quadro 1 abaixo:

Quadro 1 - Lista de Serviços Pontuais que Compõem a Construção de Casas Convencionais


1 BARRACÃO ABERTO - M2
LIMPEZA MECANIZADA DE TERRENO COM REMOCAO DE CAMADA VEGETAL,
2
UTILIZANDO MOTONIVELADORA
LOCACAO CONVENCIONAL DE OBRA, ATRAVÉS DE GABARITO DE TABUAS CORRIDAS
3
PONTALETADAS, COM REAPROVEITAMENTO DE 10 VEZES.
4 PLACA DE OBRA EM CHAPA DE ACO GALVANIZADO
ESCAVAÇÃO VERTICAL A CÉU ABERTO, INCLUINDO CARGA, DESCARGA E
TRANSPORTE, EM SOLO DE 1ª CATEGORIA COM ESCAVADEIRA HIDRÁULICA
5
(CAÇAMBA: 0,8 M³ / 111 HP), FROTA DE 4 CAMINHÕES BASCULANTES DE 14 M³, DMT DE 2
KM E VELOCIDADE MÉDIA 20 KM/H. AF_02/2018
42

Quadro 1 - Lista de Serviços Pontuais que Compõem a Construção de Casas Convencionais


(continuação)

REATERRO MECANIZADO DE VALA COM RETROESCAVADEIRA (CAPACIDADE DA


CAÇAMBA DA RETRO: 0,26 M³ / POTÊNCIA: 88 HP), LARGURA DE 0,8 A 1,5 M,
6
PROFUNDIDADE ATÉ 1,5 M, COM SOLO (SEM SUBSTITUIÇÃO) DE 1ª CATEGORIA EM
LOCAIS COM BAIXO NÍVEL DE INTERFERÊNCIA. AF_04/2016
CONCRETAGEM DE BLOCOS DE COROAMENTO E VIGAS BALDRAMES, FCK 30 MPA, COM
7
USO DE BOMBA – LANÇAMENTO, ADENSAMENTO E ACABAMENTO. AF_06/2017
8 ARMADURA DE AÇO CA 50/60 - KG
FABRICAÇÃO, MONTAGEM E DESMONTAGEM DE FÔRMA PARA VIGA BALDRAME, EM
9
MADEIRA SERRADA, E=25 MM, 4 UTILIZAÇÕES. AF_06/2017
ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE
10 11,5X19X19CM (ESPESSURA 11,5CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA MENOR QUE 6M²
SEM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO EM BETONEIRA.
ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE
9X19X19CM (ESPESSURA 9CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA MAIOR OU IGUAL A 6M²
11
SEM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO EM BETONEIRA.
AF_06/2014
12 VERGA PRÉ-MOLDADA PARA PORTAS COM ATÉ 1,5 M DE VÃO AF_03/2016
13 CONTRAVERGA PRÉ-MOLDADA PARA VÃOS DE ATÉ 1,5 M DE COMPRIMENTO AF_03/2016
LASTRO DE CONCRETO, PREPARO MECÂNICO, INCLUSOS ADITIVO
14
IMPERMEABILIZANTE, LANÇAMENTO E ADENSAMENTO
CONTRAPISO EM ARGAMASSA TRAÇO 1:4 (CIMENTO E AREIA), PREPARO MECÂNICO
15 COM BETONEIRA 400 L, APLICADO EM ÁREAS SECAS SOBRE LAJE, ADERIDO, ESPESSURA
2CM AF_06/2014
CHAPISCO APLICADO EM ALVENARIAS E ESTRUTURAS DE CONCRETO INTERNAS, COM
16
COLHER DE PEDREIRO, ARGAMASSA TRAÇO 1:3 COM PREPARO MANUAL AF_06/2014
EMBOÇO OU MASSA ÚNICA EM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8, PREPARO MECÂNICO COM
17 BETONEIRA 400 L, APLICADA MANUALMENTE EM PANOS CEGOS DE FACHADA (SEM
PRESENÇA DE VÃOS), ESPESSURA DE 25 MM AF_06/2014
18 PASTA DE CIMENTO PORTLAND, ESPESSURA 1MM
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PISO COM PLACAS TIPO ESMALTADA PADRÃO
19 POPULAR DE DIMENSÕES 35X35 CM APLICADA EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR QUE 10
M2 AF_06/2014
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PAREDES INTERNAS COM PLACAS TIPO ESMALTADA
20 PADRÃO POPULAR DE DIMENSÕES 20X20 CM APLICADAS EM AMBIENTES DE ÁREA
MAIOR QUE 5 M2 NA ALTURA INTEIRA DAS PAREDES. AF_06/2014
43

Quadro 1 - Lista de Serviços Pontuais que Compõem a Construção de Casas Convencionais


(continuação)
LAJE PRE-MOLD BETA 11 P/1KN/M2 VAOS 4,40M/INCL VIGOTAS TIJOLOS ARMADURA
21 NEGATIVA CAPEAMENTO 3CM CONCRETO 20MPA ESCORAMENTO MATERIAL E MÃO DE
OBRA
TRAMA DE MADEIRA COMPOSTA POR RIPAS, CAIBROS E TERÇAS PARA TELHADOS DE
22 ATÉ 2 ÁGUAS PARA TELHA DE ENCAIXE DE CERÂMICA OU DE CONCRETO, INCLUSO
TRANSPORTE VERTICAL AF_12/2015
RUFO EM CHAPA DE AÇO GALVANIZADO NÚMERO 24, CORTE DE 25 CM, INCLUSO
23
TRANSPORTE VERTICAL AF_06/2016
TELHAMENTO COM TELHA CERÂMICA CAPA-CANAL, TIPO COLONIAL, COM ATÉ 2
24
ÁGUAS, INCLUSO TRANSPORTE VERTICAL AF_06/2016
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA, SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO
POPULAR, 60X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM, ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS,
25
MONTAGEM E INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM EXECUÇÃO DO FURO -
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO AF_08/2015
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA, SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO
POPULAR, 70X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM, ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS,
26
MONTAGEM E INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM EXECUÇÃO DO FURO -
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO AF_08/2015
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA, SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO
POPULAR, 80X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM, ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS,
27
MONTAGEM E INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM EXECUÇÃO DO FURO -
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO AF_08/2015
JANELA DE MADEIRA TIPO VENEZIANA, DE ABRIR, INCLUSAS GUARNIÇÕES E
28
FERRAGENS
29 APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR LÁTEX PVA EM PAREDES, UMA DEMÃO AF_06/2014
30 APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR LÁTEX PVA EM TETO, UMA DEMÃO AF_06/2014
31 APLICAÇÃO E LIXAMENTO DE MASSA LÁTEX EM PAREDES, DUAS DEMÃOS AF_06/2014
32 APLICAÇÃO E LIXAMENTO DE MASSA LÁTEX EM TETO, DUAS DEMÃOS AF_06/2014
APLICAÇÃO MANUAL DE FUNDO SELADOR ACRÍLICO EM PAREDES EXTERNAS DE
33
CASAS AF_06/2014
APLICAÇÃO MANUAL DE MASSA ACRÍLICA EM PAREDES EXTERNAS DE CASAS, UMA
34
DEMÃO AF_05/2017
APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM TINTA LÁTEX PVA EM PAREDES, DUAS
35
DEMÃOS AF_06/2014
APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM TINTA LÁTEX PVA EM TETO, DUAS DEMÃOS
36
AF_06/2014
44

Quadro 1 - Lista de Serviços Pontuais que Compõem a Construção de Casas Convencionais


(continuação)
37 TEXTURA ACRÍLICA, APLICAÇÃO MANUAL EM PAREDE, UMA DEMÃO AF_09/2016
38 PINTURA ESMALTE ACETINADO EM MADEIRA, DUAS DEMÃOS
Fonte: Próprio autor.

A fundação escolhida para as casas convencionais foi o baldrame (sapata corrida). Os


cálculos dos quantitativos utilizados no orçamento de volume, quilo de aço e área da forma
em madeira foram feitos por meio de deduções baseadas em pesquisas e materiais
disponíveis, já que o empreendimento não dispõe de projeto estrutural. O cálculo do volume
de concreto foi feito por meio da fórmula de volume, multiplicando a largura pela altura e
comprimento do baldrame. O comprimento do baldrame foi determinado como a extensão das
paredes da edificação, conforme a figura 21 apresenta (as áreas vermelhas representam o
baldrame).

Figura 21 - Apresentação da região que utilizou a fundação em baldrame no empreendimento


convencional

Fonte: Próprio autor.

A largura do baldrame foi definida como a largura da alvenaria, tijolos mais chapisco e
reboco, somada mais 10 cm em cada lado, totalizando 30 cm de largura.
A profundidade da vala (altura) foi considerada 45 cm, sendo 5 cm de base em concreto
magro e 40 cm do baldrame em concreto. A quantidade de quilo de aço necessário para a
fundação foi calculada por meio da multiplicação do metro cúbico de concreto pelo
rendimento de 63 kg/m3, retirado da tabela Gerador de Preços Brasil da CYPE (CYPE, 2018).
45

Figura 22 - Composição aberta viga de fundação – Gerador de Preços (CYPE)

Fonte: CYPE (2018)

A área da forma foi dimensionada pela profundidade e largura da vala, sendo calculada
pela multiplicação das áreas da superfície da vala pelo comprimento da sapata.
Além disso, a estrutura do empreendimento em estudo foi dimensionada em alvenaria
de bloco cerâmico de 11,5x19x19 cm, e a utilização de alvenaria em bloco cerâmico com 11,5
cm de espessura apresenta vantagens quando comparada ao método de viga, pilar e laje de
concreto.
As divisórias internas escolhidas para serem utilizadas na edificação convencional
foram de alvenaria de tijolo cerâmico furado de dimensões 9x19x19 cm. Contudo, ao
construir uma alvenaria de tijolo furado é necessário ter serviços de regularização da
superfície, para poder receber o acabamento posteriormente, em pintura ou revestimento. O
serviço de regularização é composto no orçamento em pesquisa por chapisco, camada de
argamassa fina, que torna a base áspera e aderente, e emboço ou massa única, camada que
corrige irregularidades pequenas, melhorando o acabamento da alvenaria e protegendo-a de
intempéries (PINI, 2018).
No empreendimento, também foi considerada a laje pré-moldada com vigotas e tijolos
cerâmicos. A laje pré-moldada se sobressai em relação a outros tipos de laje, por esse tipo de
construção ser rápida e de baixo custo (UFRGS, 2012). O revestimento de piso e paredes
empregado foi de cerâmica com placas tipo esmaltada, utilizado no piso da varanda, área de
serviço, sala, cozinha, quartos e banheiro; as paredes do banheiro e parede da cozinha
correspondentes à bancada também receberam o revestimento cerâmico branco.
Ademais, estrutura da coberta escolhida para a edificação é composta por estruturas em
madeira, ripas, caibros e terças, e as telhas do tipo cerâmica capa-canal. As esquadrias orçadas
são todas em madeira, sendo portas do tipo semi-oca e janelas venezianas, ambas bastante
utilizadas e difundidas nos projetos Minha Casa, Minha Vida.
46

3.2.2 Estudo do orçamento, tempo e custo de execução

Para a elaboração do orçamento, foram quantificados apenas serviços específicos para


possibilitar o estudo comparativo. Custos como os de administração da obra, aprovação de
projetos, habite-se, instalações, ligações provisórias de água e energia não foram
consideradas, por exemplo.
O orçamento, em anexo, foi elaborado utilizando as tabelas SINAPI e SEINFRA como
referência de custos; já os coeficientes de produção e rendimento foram retirados da tabela
TCPO.
Como pode ser verificado no orçamento disponibilizado no anexo a, o custo simulado
para a execução dos serviços listados de um empreendimento foi de R$ 57.395,21, e para as
200 casas de R$ R$ 11.479.041,81. Dessa forma, o custo por metro quadrado para a execução
das atividades foi de R$ R$ 1.147,90 /m². No entanto, o CUB do Estado do Ceará de setembro
de 2018 para construção de projetos residenciais de padrão baixo (R1-B) foi de R$
1.114,49/m2 (CBIC, 2018), representando um valor de R$ 33,41/m2 acima do CUB estadual,
não considerando os demais serviços não orçados. Todavia, por se tratar de um estudo de caso
comparativo baseando-se apenas em projeto arquitetônico do empreendimento cedido, o custo
para a construção da residência será utilizado para possibilitar a simulação.
Os serviços que serão apresentados neste tópico para estudo são a fundação em
baldrame, paredes internas em blocos de tijolo cerâmico furado, chapisco, emboços,
revestimento cerâmico em piso e emassamento. Será analisado o coeficiente de cada
composição, analisando a produtividade, rendimento, tempo de execução e custo por hora,
conforme as figuras 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29 e 30.

Figura 23 - Consumos da composição Revestimento cerâmico em placa 35x35 cm

Fonte: SINAPI (2018).


47

Figura 24 - Coeficientes da composição Alvenaria de vedação com blocos cerâmicos 9x19x19


cm

Fonte: SINAPI (2018).

Figura 25 - Coeficientes da composição Chapisco para parede interna ou externa

Fonte: SINAPI (2018).

Figura 26 - Coeficientes da composição Emboço para parede interna

Fonte: SINAPI (2018).

Figura 27 - Coeficientes da composição pasta de cimento Portland, espessura 1mm

Fonte: SINAPI (2018).


48

Figura 28 - Coeficientes da composição concretagem de blocos de coroamento e vigas


baldrames

Fonte: SINAPI (2018)

Figura 29 - Coeficientes da composição armadura de aço ca 50/60 - kg

Fonte: SEINFRA (2018).


49

Figura 30 - Coeficientes da composição fabricação, montagem e desmontagem de forma para


viga baldrame

Fonte: SINAPI (2018).

Tabela 1 - Simulação de duração dos serviços na residência convencional


SIMULAÇÃO DE DURAÇÃO DOS SERVIÇOS NA RESIDÊNCIA CONVENCIONAL
TEMPO
QUANTITATIVO UNIDADE COEFICIENTE
DESCRIÇÃO TOTAL (H)
CONCRETAGEM DE BLOCOS DE
COROAMENTO E VIGAS
BALDRAMES, FCK 30 MPA, COM
7,46 M3
USO DE BOMBA–LANÇAMENTO,
ADENSAMENTO E ACABAMENTO
AF_06/2017 0,544 4,058784
ARMADURA DE AÇO CA 50/60 - KG 470,04 KG 0,08 37,60344
FABRICAÇÃO, MONTAGEM E
DESMONTAGEM DE FORMA PARA
VIGA BALDRAME, EM MADEIRA 49,74 M2
SERRADA, E=25 MM, 4
UTILIZAÇÕES AF_06/2017 1,145 56,9523
ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE
BLOCOS CERÂMICOS FURADOS NA
HORIZONTAL DE 9X19X19CM
(ESPESSURA 9CM) DE PAREDES
COM ÁREA LÍQUIDA MAIOR OU 36,88 M2
IGUAL A 6M² SEM VÃOS E
ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO
COM PREPARO EM BETONEIRA.
AF_06/2014 1,37 50,52012
50

Tabela 1 - Simulação de duração dos serviços na residência convencional (continuação)


CHAPISCO APLICADO EM
ALVENARIAS E ESTRUTURAS DE
CONCRETO INTERNAS, COM
COLHER DE PEDREIRO
ARGAMASSA TRAÇO 1:3 COM
PREPARO MANUAL. AF_06/2014 73,752 m2 0,07 5,16264
EMBOÇO OU MASSA ÚNICA EM
ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8,
PREPARO MECÂNICO COM
BETONEIRA 400 L, APLICADA
MANUALMENTE EM PANOS CEGOS
DE FACHADA (SEM PRESENÇA DE
VÃOS), ESPESSURA DE 25 MM
AF_06/2014 73,752 m2 0,27 19,91304

PASTA DE CIMENTO PORTLAND,


ESPESSURA 1MM 73,752 m2 0,01 0,73752
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA
PISO COM PLACAS TIPO
ESMALTADA PADRÃO POPULAR DE
DIMENSÕES 35X35 CM APLICADA
EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR
QUE 10 M2. AF_06/2014 64,09 m2 0,24 15,3816

TOTAL (H) 188,979


DIAS 23
HORAS 4
MINUTOS 58,74
Fonte: Próprio autor.

Desse modo, ao obter os coeficientes de produção e os custos, é possível simular o


tempo necessário para executar o serviço e o total gasto de mão de obra e material. Para o
dimensionamento do período de construção da fundação em viga baldrame, devem ser
considerados os serviços de fabricação, montagem e desmontagem de forma em madeira
(figura 30), armadura de aço ca 50/60 (figura 29) e concretagem de blocos de coroamento
(figura 28). O cálculo do tempo de fabricação, montagem e desmontagem da forma é feito por
meio do produto do coeficiente de produtividade do carpinteiro pela área total das faces da
viga baldrame.
51

Nesse sentido, a área total de forma a ser utilizada em uma unidade residencial
corresponde a 49,74 m² e o coeficiente do carpinteiro é 1,145 h/m². Realizando o produto
entre os dois valores, são encontradas 56,95 horas. Ademais, a duração para a finalização da
etapa armadura de aço é calculada por meio do produto da quantidade de quilos de aço
necessários, o que corresponde a 470,04 kg, pela quantidade de horas necessárias do ferreiro
para a finalização do serviço, que é de 0,08 h/kg, totalizando o valor de 37,60 horas.
Somando-se ao tempo de execução dos serviços da forma em madeira e aço, tem-se a
atividade de concretagem do baldrame. A duração de concretagem é feita em metro cúbico,
cujo valor correspondente é de 7,46 m³; já o índice de produtividade do pedreiro é de 0,363
h/m³. Por meio do metro cúbico necessário e do coeficiente do servente, é encontrada uma
duração total de 2,70 horas.
Dessa forma, para simular o tempo total necessário para a execução completa do serviço
de fundação em vigas baldrames, é feita a soma da duração para a finalização das etapas de
fabricação, montagem e desmontagem de forma em madeira, armadura de aço ca 50/60 e
concretagem de blocos de coroamento, respectivamente os valores de 56,95 horas, 37,60344
horas e 4,05 horas, totalizando 97,26 horas ou 12 dias, 1 hora e 15 minutos, considerando uma
média de 8 horas de trabalho por dia.
O custo total para o serviço de fundação em viga baldrame, conforme o orçamento
elaborado foi de R$ 7.894,41, correspondendo a 13,71% do custo total da obra e
representando um custo por metro quadrado construído de R$ 157,88/m².
O cálculo do tempo necessário para a execução da composição de revestimento
cerâmico esmaltado para piso do empreendimento se deu por meio da multiplicação do
coeficiente de produção da mão de obra do azulejista de 0,24 horas/m², conforme a figura 23,
pela quantidade em metros quadrados que serão assentados no empreendimento. A unidade
modelo de 50 m² apresenta 48,51 m² de área interna para assentamento de revestimento
cerâmico, área que corresponde à área de serviço, sala, cozinha, circulação, quartos e área
molhável do banheiro. O tempo necessário total para o assentamento do serviço por residência
é igual a 11,64 horas, equivalente a 1 dia de trabalho, 3 horas e 38,54 minutos. O valor orçado
para a execução do serviço de revestimento de piso foi de R$ R$ 1.733,26, representando
2,96% do total da obra e custo por metro quadrado construído de R$ 35,73/m².
Para o cálculo do período de execução das divisórias internas das edificações retratadas,
devem ser consideradas as atividades de alvenaria em bloco de tijolo cerâmico furado,
chapisco, emboço e reboco. A fórmula para o cálculo do tempo de construção da alvenaria em
bloco de tijolo cerâmico furado é semelhante à do revestimento de piso, mas diferencia-se por
52

utilizar a área de alvenaria a ser construída e o coeficiente de mão de obra do pedreiro. A


residência em estudo apresenta a área total de 36,88 m² de alvenaria de vedação de blocos
cerâmicos furados na horizontal e o pedreiro produz 1,37 h/m², conforme a figura 24,
totalizando 50,52 horas para a conclusão da atividade.
A área onde serão aplicados o chapisco, emboço e reboco geralmente representa o dobro
do dimensionamento da alvenaria, visto que o chapisco é empregado em ambos os lados da
divisória. Vale ressaltar que, em orçamento, a área total onde serão aplicados o chapisco e o
emboço é de 183,04 m², mas, como o trabalho tem como uma das propostas de estudo as
paredes internas da edificação, a área utilizada foi de 73,76 m², correspondente ao dobro da
área de alvenaria de blocos de tijolo furado, para o chapisco a ser aplicado, e o coeficiente de
produtividade do pedreiro é de 0,07 h/m² (figura 25), resultando 5,16 horas.
A execução do emboço, calculado por meio da multiplicação da área onde será aplicado
e que é de 73,76 m², pelo coeficiente do pedreiro (figura 24), de 0,27 h/m², totalizando 19,91
horas, somando-se a isso a área de aplicação do reboco é a mesma do chapisco e emboço, no
qual foi utilizado o coeficiente do servente de 0,01 h/m², figura 27, totalizando 0,73 horas.
Dessa forma, para a finalização da etapa das divisórias internas, é necessário o tempo
total, conforme a simulação de 76,33 horas, calculado pela soma da duração da parede em
alvenaria, chapisco e emboço, representando 9 dias, 4 horas e 19 minutos por edificação.
Ademais, o custo total para a execução desses serviços é de R$ 3.800,07, tendo um gasto por
metro quadrado de R$ 103,04/m² e equivalente a 6,62% do orçamento.
Portanto, para a execução completa dos serviços em estudo indicados neste tópico para
a edificação construída de forma tradicional de 50 m², seriam necessárias 188,979 horas por
unidade unifamiliar, correspondendo a 23 dias de trabalho, 4 horas e 58 minutos. Já o custo
total para a execução dos serviços indicados para uma unidade residencial é de R$14.387,61.
Ampliando para as 200 unidades, tem-se o valor orçado de R$ 2.877.521,74, com um custo
por metros quadrados de R$ 287,75, equivalendo a 25,07% do orçamento elaborado.
Por meio da tabela Obra com Encargos Sociais Desonerados, disponibilizada pelo
CUB/m² do estado do Ceará de setembro (CBIC, 2018), a porcentagem de incidência da mão
de obra no custo total de uma residência de baixo padrão (R1-B) é de 49,22%. Ao multiplicar
a porcentagem do CUB pelo custo global orçado em estudo, tem-se o valor correspondente de
R$ 7.081,58 em operários, tendo um custo por hora de mão de obra de R$ 37,47/h.
É importante salientar que essa simulação considera que as atividades sejam feitas de
forma interrupta, sem que haja outros serviços anteriormente, posteriormente ou durante que
afetem de forma direta e indireta o período de finalização da tarefa.
53

3.3 Casas com métodos construtivos

3.3.1 Especificações

O processo de elaboração e estudo do orçamento, do tempo de execução e dos custos


das casas com métodos construtivos foram feitos por meio de uma análise seguindo as tabelas
SINAPI, SEINFRA e TCPO, baseando-se no projeto da casa modelo de 50 m², no qual foram
simulados alguns serviços considerados essenciais, totalizando 39 serviços. Os serviços estão
listados no quadro 2 abaixo:

Quadro 2 - Lista de Serviços Pontuais que Compõem a Construção de Casas com


Métodos Construtivos
1 BARRACÃO ABERTO - M2
LIMPEZA MECANIZADA DE TERRENO COM REMOÇÃO DE CAMADA VEGETAL, UTILIZANDO
2 MOTONIVELADORA
LOCAÇÃO CONVENCIONAL DE OBRA, ATRAVÉS DE GABARITO DE TÁBUAS CORRIDAS
3 PONTALETADAS, COM REAPROVEITAMENTO DE 10 VEZES
4 PLACA DE OBRA EM CHAPA DE AÇO GALVANIZADO
ESCAVAÇÃO VERTICAL A CÉU ABERTO, INCLUINDO CARGA, DESCARGA E TRANSPORTE,
EM SOLO DE 1ª CATEGORIA COM ESCAVADEIRA HIDRÁULICA (CAÇAMBA: 0,8 M³ / 111 HP),
FROTA DE 4 CAMINHÕES BASCULANTES DE 14 M³, DMT DE 2 KM E VELOCIDADE MÉDIA 20
5 KM/H AF_02/2018
REATERRO MECANIZADO DE VALA COM RETROESCAVADEIRA (CAPACIDADE DA
CAÇAMBA DA RETRO: 0,26 M³ / POTÊNCIA: 88 HP), LARGURA DE 0,8 A 1,5 M,
PROFUNDIDADE ATÉ 1,5 M, COM SOLO (SEM SUBSTITUIÇÃO) DE 1ª CATEGORIA EM LOCAIS
6 COM BAIXO NÍVEL DE INTERFERÊNCIA AF_04/2016
CONCRETAGEM DE RADIER, PISO OU LAJE SOBRE SOLO, FCK 30 MPA, PARA ESPESSURA DE
7 10 CM - LANÇAMENTO, ADENSAMENTO E ACABAMENTO AF_09/2017
FABRICAÇÃO, MONTAGEM E DESMONTAGEM DE FORMA PARA RADIER, EM MADEIRA
8 SERRADA, 4 UTILIZAÇÕES AF_09/2017
9 ARMADURA DE AÇO CA 50/60 - KG
ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE
11,5X19X19CM (ESPESSURA 11,5CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA MENOR QUE 6M²
10 SEM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO EM BETONEIRA AF_06/2014
PAREDE COM PLACAS DE GESSO ACARTONADO (DRYWALL), PARA USO INTERNO, COM
DUAS FACES SIMPLES E ESTRUTURA METÁLICA COM GUIAS SIMPLES, COM VÃOS
11 AF_06/2017_P
54

Quadro 2 - Lista de Serviços Pontuais que Compõem a Construção de Casas com Métodos
Construtivos (continuação)
12 VERGA PRÉ-MOLDADA PARA PORTAS COM ATÉ 1,5 M DE VÃO AF_03/2016
13 CONTRAVERGA PRÉ-MOLDADA PARA VÃOS DE ATÉ 1,5 M DE COMPRIMENTO AF_03/2016
LASTRO DE CONCRETO, PREPARO MECÂNICO, INCLUSOS ADITIVO IMPERMEABILIZANTE,
14 LANÇAMENTO E ADENSAMENTO
CONTRAPISO EM ARGAMASSA TRAÇO 1:4 (CIMENTO E AREIA), PREPARO MECÂNICO COM
BETONEIRA 400 L, APLICADO EM ÁREAS SECAS SOBRE LAJE, ADERIDO, ESPESSURA 2CM.
15 AF_06/2014
CHAPISCO APLICADO EM ALVENARIAS E ESTRUTURAS DE CONCRETO INTERNAS, COM
16 COLHER DE PEDREIRO, ARGAMASSA TRAÇO 1:3 COM PREPARO MANUAL AF_06/2014
EMBOÇO OU MASSA ÚNICA EM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8, PREPARO MECÂNICO COM
BETONEIRA 400 L, APLICADA MANUALMENTE EM PANOS CEGOS DE FACHADA (SEM
17 PRESENÇA DE VÃOS), ESPESSURA DE 25 MM AF_06/2014

18 PASTA DE CIMENTO PORTLAND, ESPESSURA 1MM


REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PISO COM PLACAS TIPO ESMALTADA PADRÃO POPULAR
19 DE DIMENSÕES 35X35 CM APLICADA EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR QUE 10 M2
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PAREDES INTERNAS COM PLACAS TIPO ESMALTADA
PADRÃO POPULAR DE DIMENSÕES 20X20 CM APLICADAS EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR
20 QUE 5 M2 NA ALTURA INTEIRA DAS PAREDES AF_06/2014
21 PISO VINÍLICO TIPO “PAVIFLEX”, e=1,6mm - FORNECIMENTO E COLOCAÇÃO - M2
LAJE PRE-MOLD BETA 11 P/1KN/M2 VAOS 4,40M/INCL VIGOTAS TIJOLOS ARMADURA
NEGATIVA CAPEAMENTO 3CM CONCRETO 20MPA ESCORAMENTO MATERIAL E MAO DE
22 OBRA
TRAMA DE MADEIRA COMPOSTA POR RIPAS, CAIBROS E TERÇAS PARA TELHADOS DE ATÉ
2 ÁGUAS PARA TELHA DE ENCAIXE DE CERÂMICA OU DE CONCRETO, INCLUSO
23 TRANSPORTE VERTICAL AF_12/2015
RUFO EM CHAPA DE AÇO GALVANIZADO NÚMERO 24, CORTE DE 25 CM, INCLUSO
24 TRANSPORTE VERTICAL AF_06/2016
TELHAMENTO COM TELHA CERÂMICA CAPA-CANAL, TIPO COLONIAL, COM ATÉ 2 ÁGUAS,
25 INCLUSO TRANSPORTE VERTICAL AF_06/2016
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA, SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO
POPULAR, 60X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM, ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS, MONTAGEM E
INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM EXECUÇÃO DO FURO - FORNECIMENTO E
26 INSTALAÇÃO AF_08/2015
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA, SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO
POPULAR, 70X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM, ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS, MONTAGEM E
INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM EXECUÇÃO DO FURO - FORNECIMENTO E
27 INSTALAÇÃO AF_08/2015
55

Quadro 2 - Lista de Serviços Pontuais que Compõem a Construção de Casas com Métodos
Construtivos (continuação)
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA, SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO
POPULAR, 80X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM, ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS, MONTAGEM E
INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM EXECUÇÃO DO FURO - FORNECIMENTO E
28 INSTALAÇÃO AF_08/2015
29 JANELA DE MADEIRA TIPO VENEZIANA DE ABRIR, INCLUSAS GUARNIÇÕES E FERRAGENS
30 APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR LÁTEX PVA EM PAREDES, UMA DEMÃO AF_06/2014
31 APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR LÁTEX PVA EM TETO, UMA DEMÃO AF_06/2014
32 APLICAÇÃO E LIXAMENTO DE MASSA LÁTEX EM PAREDES, DUAS DEMÃOS AF_06/2014
33 APLICAÇÃO E LIXAMENTO DE MASSA LÁTEX EM TETO, DUAS DEMÃOS AF_06/2014
APLICAÇÃO MANUAL DE FUNDO SELADOR ACRÍLICO EM PAREDES EXTERNAS DE CASAS
34 AF_06/2014
APLICAÇÃO MANUAL DE MASSA ACRÍLICA EM PAREDES EXTERNAS DE CASAS, UMA
35 DEMÃO AF_05/2017
APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM TINTA LÁTEX PVA EM PAREDES, DUAS DEMÃOS
36 AF_06/2014
APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM TINTA LÁTEX PVA EM TETO, DUAS DEMÃOS
37 AF_06/2014
38 TEXTURA ACRÍLICA, APLICAÇÃO MANUAL EM PAREDE, UMA DEMÃO AF_09/2016
39 PINTURA ESMALTE ACETINADO EM MADEIRA, DUAS DEMÃOS
Fonte: Próprio autor.

A partir disso, a fundação escolhida para esse tipo de construção foi o radier, o qual se
caracteriza como um tipo de fundação rasa que se assemelha a uma laje, abrangendo toda a
área da construção (ESCOLA ENGENHARIA, 2018). A carga total utilizando os métodos
construtivos geralmente é inferior à convencional; assim, por consequência, a carga aplicada
verticalmente é menor e a fundação a ser executada geralmente é mais econômica
financeiramente.
No empreendimento com métodos construtivos foram utilizadas as alvenarias de blocos
cerâmicos de 11,5x19x19 cm nas paredes externas.
A laje escolhida para ser utilizada nesse tipo de construção foi a laje pré-moldada, a
mesma utilizada na construção convencional.
As divisórias em drywall foram escolhidas nas divisórias internas para substituir as
alvenarias de tijolos cerâmicos furados, diferenciando-se seu tipo conforme o ambiente a ser
utilizado. Em ambientes de área molhada como o banheiro, é necessário utilizar placas de
gesso hidrofugantes, as quais são resistentes à água. No entanto, a Tabela SINAPI não
56

apresenta em suas composições o serviço parede com placas de gesso acartonado (drywall)
feitas com o aditivo hidrofugante e, por esse motivo, foram orçadas placas tradicionais.
As etapas de chapisco, emboço e reboco da superfície das divisórias internas tiveram
uma área útil de aplicação menor quando comparadas às da casa anterior, cujas paredes em
gesso necessitam apenas serem emassadas para receber a pintura.
Os revestimentos das paredes foram executados em tinta látex e, para as áreas
molhadas, foram utilizados os revestimentos cerâmicos. Entretanto, no piso foi utilizado o
revestimento vinílico, com exceção do box do banheiro, por ser uma área molhada.
As esquadrias utilizadas no estudo são iguais às da construção convencional, as quais
são portas e janelas em madeira.
Vale ressaltar que a aplicação de selador e emassamento foram consideradas em todas
as divisórias da casa, tanto internas como externas, assim se igualando à área da construção
anterior.
A estrutura da coberta foi toda em madeira e suas telhas tipo capa-canal colonial, as
mesmas utilizadas no método construtivo convencional.

3.3.2 Estudo do orçamento, tempo e custo de execução

Para o desenvolvimento do estudo orçamentário, tempo de execução e custo das


edificações com métodos construtivos, foi elaborado um orçamento baseando-se no
orçamento das casas convencionais, fazendo alterações em serviços pontuais para possibilitar
uma análise comparativa entre os dois modelos de edificação.
A gradual migração para a industrialização da construção civil ainda possui muitas
barreiras, mas gradativamente vem se difundido em todo o território nacional. Nesse sentido,
a utilização de divisórias em drywall e piso vinílico se destacam principalmente pela
capacidade de execução em um tempo inferior ao convencional, menor produção de resíduos
e maior trabalhabilidade (BARROS; FLAIN; SABBATINI, 1993).
No processo de elaboração do orçamento em anexo B, a fundação em baldrame foi
substituída por radier, as paredes internas de tijolos cerâmicos 9x19x19 por drywall e piso
cerâmico por vinílico. A substituição desses serviços em específico pode proporcionar a
interferência de forma positiva ou negativa nas demais atividades. Como citado no tópico
anterior, ao utilizar tecnologias mais leves, o dimensionamento da fundação pode ser
reduzido, assim diminuindo o tempo de execução e custo final. Soma-se a isso a utilização de
57

paredes em placas de gesso, eliminando a necessidade dos serviços de chapisco, emboço e


reboco. Assim, reduz-se o tempo de construção da edificação, pois reduz a metragem
quadrada total da atividade, diminui o custo.
Ademais, a substituição do piso em cerâmica esmaltada pelo piso vinílico, dependendo
da área de aplicação, proporciona de forma considerável a redução no prazo de execução final
da obra.
O orçamento global, em anexo B, foi elaborado tendo como referência os custos e
coeficientes das tabelas SINAPI e SEINFRA, diferenciando-se apenas o serviço de piso
vinílico que teve como base os coeficientes da tabela TCPO da PINI. O valor total para a
construção de uma edificação foi de R$ 53.955,59 que, ao ampliar para 200 unidades, alcança
o valor total de R$ 10.791.117,90. O custo por metro quadrado para a execução do
empreendimento é de R$ , considerando-se o CUB do Estado do Ceará de setembro de 2018
para construção de projetos residenciais de padrão baixo (R1-B), que é de R$ 1.114,49/m2
(CBIC, 2018), demonstrando um custo por metro quadrado orçado de R$ 35,38/m² inferior ao
CUB. Todavia, vale ressaltar que o orçamento não engloba todas as atividades a serem
executadas.
Desse modo, foi feito um estudo comparativo de serviços específicos, analisando o
rendimento, a produtividade, custo por hora e tempo de execução, conforme as figuras a
seguir:

Figura 31 - Coeficientes da composição concretagem de radier

Fonte: SINAPI (2018).


58

Figura 32 - Coeficientes da composição fabricação, montagem e desmontagem de forma para


radier

Fonte: SINAPI (2018).

Figura 33 - Coeficientes da composição paredes com placa de gesso acartonado

Fonte: SINAPI (2018).

Figura 34 - Coeficientes da composição placa vinílica 30 cm x 30 cm

Fonte: TCPO (2010).


59

Tabela 2 - Simulação de duração dos serviços na residência com métodos construtivos


SIMULAÇÃO DE DURAÇÃO DOS SERVIÇOS NA RESIDÊNCIA COM MÉTODOS CONSTRUTIVOS
TEMPO
QUANTITATIVO UNIDADE COEFICIENTE
DESCRIÇÃO TOTAL (H)
CONCRETAGEM DE RADIER, PISO
OU LAJE SOBRE SOLO, FCK 30
MPA, PARA ESPESSURA DE 10 CM 5,60 M3 0,504 2,820888
- LANÇAMENTO, ADENSAMENTO
E ACABAMENTO. AF_09/2017
ARMADURA DE AÇO CA 50/60 -
499,53 kg 0,08 39,96258
KG
FABRICAÇÃO, MONTAGEM E
DESMONTAGEM DE FORMA
PARA RADIER, EM MADEIRA 9,06 m2 2,357 21,35442
SERRADA, 4 UTILIZAÇÕES.
AF_09/2017
PAREDE COM PLACAS DE GESSO
ACARTONADO (DRYWALL), PARA
USO INTERNO, COM DUAS FACES
36,88 m2 0,628 23,158128
SIMPLES E ESTRUTURA
METÁLICA COM GUIAS SIMPLES,
COM VÃOS AF_06/2017_P
CHAPISCO APLICADO EM
ALVENARIAS E ESTRUTURAS DE
CONCRETO INTERNAS, COM
0 m2 0,07 0
COLHER DE PEDREIRO.
ARGAMASSA TRAÇO 1:3 COM
PREPARO MANUAL. AF_06/2014
EMBOÇO OU MASSA ÚNICA EM
ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8,
PREPARO MECÂNICO COM
BETONEIRA 400 L, APLICADA
MANUALMENTE EM PANOS 0 m2 0,27 0
CEGOS DE FACHADA (SEM
PRESENÇA DE VÃOS),
ESPESSURA DE 25 MM.
AF_06/2014

PASTA DE CIMENTO PORTLAND,


0 m2 0,70 0
ESPESSURA 1MM
60

Tabela 2 - Simulação de duração dos serviços na residência com métodos construtivos


(continuação)
REVESTIMENTO CERÂMICO
PARA PISO COM PLACAS TIPO
ESMALTADA PADRÃO POPULAR
DE DIMENSÕES 35X35 CM 15,29 m2 0,24 3,6696
APLICADA EM AMBIENTES DE
ÁREA MAIOR QUE 10 M2.
AF_06/2014
PISO VINÍLICO TIPO "PAVIFLEX",
e=1,6mm - FORNECIMENTO E 48,51 m2 0,17 8,2467
COLOCAÇÃO - M2
TOTAL (H) 99,21
DIAS 12
HORAS 3
MINUTOS 12,73
Fonte: Próprio autor.

O tipo de fundação escolhida para as casas com métodos construtivos foi o radier. As
composições de fabricação, montagem e desmontagem de forma (figura 32), concretagem
(figura 31) e armadura de aço ca 50/60 (figura 29) são serviços que englobam a execução da
fundação em radier. Para possibilitar o estudo quantitativo do período de execução da
fundação em radier, é necessário considerar os coeficientes de cada composição, assim como
o quantitativo da tarefa a ser executada. A simulação do tempo de fabricação, montagem e
desmontagem da forma é realizada através do produto do coeficiente de produtividade do
carpinteiro pela área lateral da fundação em contato com o solo. Dessa forma, a área total de
forma a ser utilizada em uma unidade residencial corresponde a 9,06 m² e o coeficiente do
carpinteiro é 2,357 h/m². Realizando o produto entre os dois coeficientes, chega-se ao valor de
21,35 horas. O período para a finalização da etapa armadura de aço é calculado por meio da
multiplicação da quantidade de quilos de aço necessários que é de 499,53 kg pela quantidade
de horas necessárias do ferreiro de 0,08 h/kg, totalizando o valor de 39,96 horas.
Soma-se a isso o tempo de execução da concretagem do radier, que é calculado por
meio da metragem em metro cúbico de concreto e a produção do pedreiro. Por meio dos
cálculos, a quantidade de concreto necessário é de 5,60 m3 e o índice de produtividade do
profissional é de 0,504 h/m³, totalizando em horas 2,82 horas.
61

Desse modo, somando o tempo necessário para a execução dos serviços de fabricação,
montagem e desmontagem de forma, armadura de aço e concretagem, encontra-se o período
total para a finalização do serviço de fundação em radier. A quantidade de horas para a
execução do radier para uma unidade familiar foi de 64,13 horas ou 8 dias e 7 minutos,
considerando uma média de 8 horas por dia, representando um custo total para o orçamento
de R$ 6.093,93, o qual corresponde a 11,39% do custo total da obra e tendo um custo por
metro quadrado para a edificação de R$ 121,87. Vale ressaltar que o cálculo do tempo de
execução desses serviços foi dimensionado considerando apenas 1 equipe de funcionários por
tarefa.
Para o cálculo do tempo de execução das paredes internas da edificação em placas de
gesso acartonado, é necessário dispor da área quadrada a ser construída e do coeficiente do
montador. Conforme o projeto, serão construídos 36,88 m² de paredes em drywall e o
montador produz (figura 33) 0,628 h/m². Ao calcular o produto entre os valores, chega-se ao
tempo necessário de serviço que é de 23,15 horas, equivalendo a 2 dias, 7 horas e 9 minutos.
O valor total para a execução dessa tarefa é de R$ 2.828,39, equivalendo a 5,29% do
orçamento global, o qual tem um custo por metro quadrado de R$ 76,70.
O revestimento de piso interno da edificação com métodos construtivos orçados foi o
piso vinílico, dimensionado para ser aplicado nas áreas internas da residência, com exceção da
área correspondente ao box do banheiro. A determinação da quantidade de horas necessárias
para a execução do serviço foi elaborada por meio do produto da área do revestimento a ser
aplicado e o índice do aplicador de revestimento (figura 34). A tabela utilizada como fonte
para o estudo foi a tabela TCPO 13 da PINI, com o propósito de possibilitar os estudos
comparativos, já que os índices das tabelas SINAPI e SEINFRA não poderiam ser utilizadas,
conforme explicado no tópico 3.1.
A área correspondente à aplicação do piso vinílico é de 48,52 m² e o coeficiente de
produtividade do aplicador é 0,17 h/m². Ao realizar o produto entre a área e a produtividade,
calcula-se a duração do serviço que é de 8,24 horas, ou 1 dia e 14 minutos. O custo orçado
para a execução do serviço foi de R$ 2.134,44, representando 3,99% do custo global do
orçamento e o metro quadrado a R$ 44,00/m².
Portanto, para a execução dos serviços em estudo neste tópico, para uma residência com
métodos construtivos de 50 m², é necessário um período de 99,21 horas, o qual equivale a 12
dias de trabalho, 3 horas e 12 minutos, com um custo para a execução de uma unidade
residencial de R$ 11.603,07. Contemplando as 200 unidades residenciais, tem um custo total
de R$ 2.320.614,00, representando em metros quadrados R$ 232,06 e equivalendo a 21,29%
62

do orçamento total elaborado. Assim, por meio da tabela CUB/m² do estado do Ceará (CBIC,
2018), a porcentagem incidência da mão de obra no custo total de uma residência de baixo
padrão (R1-B) é de 49,22%; ao multiplicar a porcentagem do CUB pelo custo dos serviços em
estudo, tem-se o valor correspondente de R$ 5.711,03 em operários, com um gasto por hora
em mão de obra de R$ 57,56.
No entanto, é importante destacar que a simulação considera que todas as atividades
sejam executadas de forma contínua, sem considerar outros serviços anteriores, posteriores ou
que ocorram durante a execução dos serviços, os quais possam influenciar de forma direta ou
indireta a duração das tarefas.

3.4 Comparação

Foi verificado o custo total e o tempo de execução dos dois métodos construtivos e
após essa análise foi feito um estudo comparativo de forma individual dos serviços em estudo
conforme pode ser verificado na tabela 3.

Tabela 3 – Comparação construção convencional x construção com métodos construtivos

Comparação construção convencional x construção com métodos


construtivos
Construção com métodos
Construção Convencional
construtivos
Descrição
Tempo de Tempo de
Valor (R$) Valor (R$)
Execução (h) Execução (h)
1 unidade
Residencial R$ 57.395,21 188,979 R$ 53.955,59 99,212
Custo por metro
quadrado (R$/m²) R$ 1.147,90 R$ 1.079,11
200 unidades R$ 11.479.041,81 R$ 10.791.117,90
Fundação R$ 7.894,41 97,264 R$ 6.093,93 64,138
Divisórias internas R$ 3.800,07 76,333 R$ 2.828,39 23,158
Revestimento de
piso R$ 1.762,85 11,642 R$ 2.134,44 8,247
Fonte: Próprio autor.

As atividades assinaladas na construção convencional apresentaram um custo maior e


necessitam de um maior tempo de execução. O serviço de fundação em baldrame da
construção convencional, o qual contempla a fabricação, montagem e desmontagem de
forma, armadura de aço ca 50/60 e concretagem de blocos de coroamento, apresentou um
63

valor total de R$ 7.894,41, tendo um custo por metro quadrado de R$ 157,88/m², e uma
duração total de 97,26 horas por unidade.
A fundação em radier da construção, utilizando os métodos construtivos, contempla as
etapas de fabricação, montagem e desmontagem de forma, armadura de aço ca 50/60 e
concretagem, apresentando um montante de R$ 6.093,93, representando em metros
quadrados um valor de R$ 121,87/m² e uma duração de 64,13 horas por unidade. Ao fazer
uma comparação entre os dois tipos de fundação, constatou-se que, ao construir uma casa de
50m² utilizando a fundação em radier, tem-se uma economia de R$ 1.800,48 por residência e
uma redução de tempo em 34,47 horas, equivalendo a 4 dias, 2 horas e 28 minutos. Apresenta
ainda uma redução por metro quadrado de R$ 36,01/m². Ao considerar as 200 unidades
unifamiliares, têm-se uma economia total de R$ 360.000,00.
Para melhor entendimento da redução de tempo e custo ao utilizar a fundação em radier,
é necessário fazer análise comparativa individual de cada composição integrante das
fundações e quantificar as causas que diferenciam o tempo de execução e o custo final para
cada tipo de fundação. Para a fundação em radier, são necessários 1,86 m³ a menos de
concreto, 29,49 kg de aço a mais e 40,68 m² de forma a menos. Como pode ser analisado,
apenas a quantidade de quilos em aço é superior para a fundação radier; já a quantidade de
concreto e de forma em madeira é superior no baldrame, justificando assim o menor custo e
tempo para a execução da fundação em radier.
Para a execução completa das divisórias internas das residências convencionais, é
necessária a execução dos serviços de alvenarias em tijolos cerâmicos furados, chapisco,
emboço e reboco, enquanto as residências com o método construtivo necessitam somente da
execução do serviço de paredes em drywall. Comparando o custo, as divisórias internas da
construção convencional custa R$ 3.800,07, equivalendo em metros quadrados a R$
103,04/m² por unidade habitacional, enquanto o segundo tem valor de R$ 2.828,39,
equivalendo em metros quadrados a R$ 76,70/m², custando o drywall R$ 971,68 a menos por
unidade, representando uma redução por metro quadrado de R$ 26,35/m². Quando se amplia
para as 200 unidades, há uma redução global de R$ 194.336,52 no orçamento.
Além da comparação do valor construído e valor por metro quadrado, a análise de
tempo para a finalização dos serviços de divisórias internas representa uma variável ainda
mais relevante. Ao utilizar as divisórias em placas de gesso acartonado, tem-se uma redução
em horas de 53,18 h, ou 6 dias, 5 horas e 10 minutos.
Ao fazer uma análise para a execução dos revestimentos de piso para a área
correspondente a troca dos revestimentos, 48,51 m², os revestimentos cerâmicos esmaltados
64

em piso apresentam um valor de R$ 1.762,85, tendo um custo por metro quadrado de R$


36,34/m², enquanto o piso vinílico tem um custo de R$ 2.134,44, equivalendo em metros
quadrados a R$ 44,00/m². Assim, tem-se uma despesa maior de R$ 371,59 e em metros
quadrados R$ 7,66/m² para o vinílico, demonstrando um aumento para o piso vinílico de R$
74.318,00 quando se consideram as 200 unidades.
Contudo, ao fazer uma análise do tempo de execução, o piso vinílico demonstra uma
redução de tempo de 3,39 horas por residência. Nesse sentido, apesar do custo por metro
quadrado do piso vinílico ser superior, deve-se considerar a economia ao reduzir o tempo
para finalização, que se torna ainda mais significativo quando se consideram as 200 unidades
habitacionais.
Ao ampliar para as 200, unidades têm-se uma redução de tempo total em 678 horas, ou
84 dias e 6 horas.
Todavia, por meio dos orçamentos elaborados e disponibilizados em anexo, nota-se que
o custo para a construção das casas com métodos construtivos é inferior ao das casas
construídas de forma convencional. A economia ao utilizar os métodos construtivos por
unidade corresponde em reais a R$ 3.439,62 e em porcentagem 5,99%, reduzindo também o
tempo de execução dos serviços estudados em 89,76 horas ou 12 dias, 3 horas e 12 minutos,
considerando uma média de 8 horas por dia, equivalendo a uma redução de tempo dos
serviços substituídos em 47,50%. Pode-se ter, então, os valores comparativos de: R$
1.079,11/m² para a construção com métodos construtivos e R$ 1.147,90/m² para a construção
convencional, representando uma economia de R$ 68,79/m² por metro construído. Ao
abranger para as 200 residências com 50m² cada unidade, a economia total seria de R$
687.923,91.
O custo por hora da mão de obra dos serviços das residências com métodos construtivos
é R$ 21,09/h superior quando comparado ao convencional, ou seja, a hora do segundo tipo
construtivo é mais cara. Vale ressaltar que, por meio do valor da mão de obra dos serviços, é
possível simular qual custo hora do empreendimento. Assim, mesmo tendo um maior custo
hora com os métodos construtivos, é possível reduzir o orçamento final ao diminuir a duração
da obra. Por meio do produto da diferença entre os dois tipos construtivos de 89,77 horas
pelo custo hora de mão de obra do primeiro método construtivo dos serviços em estudo de R$
36,52/h, encontra-se uma economia em reais de R$ 3.278,28 por unidade habitacional, o
qual, estendendo-se às 200 unidades, chega-se a uma economia total de R$ 655.655,86.
Dessa forma, ao substituir a fundação em baldrame, divisórias internas em tijolo furado
e revestimento cerâmico em piso por fundação em radier, divisórias internas em drywall e
65

piso vinílico, há uma economia em relação a custo de execução para as 200 unidades
unifamiliares de 50 m² de R$ 687.923,91 e uma economia ao diminuir o tempo de obra em
R$ 655.655,86, totalizando uma redução orçamentária de R$ 1.343.579,77, representando
uma economia de 11,70% do custo total do empreendimento.
66

4 CONCLUSÃO

Ao longo deste trabalho, buscou-se responder o questionamento apresentado na sua


justificativa, a saber: a troca dos métodos construtivos convencionais por fundação em radier,
paredes internas em drywall e piso vinílico é uma alternativa rentável que reduz o tempo de
execução? Assim, para verificar se o questionamento foi atingido, é necessário retornar aos
objetivos.
Este trabalho cumpriu com os objetivos propostos, elaborando 1 orçamento para a
construção convencional, 1 orçamento para os métodos construtivos e desenvolvendo uma
análise comparativa de custo e tempo entre os dois tipos de construção.
Em relação ao primeiro objetivo, de elaborar um orçamento com fundação em
baldrame, divisórias internas de blocos de tijolo cerâmico e revestimento cerâmico em piso, o
orçamento foi elaborado, disponível no anexo a. Nesse sentido, ao elaborar o orçamento da
construção convencional o custo total de execução dos serviços indicados para uma unidade
residencial foi de R$ 57.395,21, com um custo por metro quadrado de R$ 1.079,11/m². Ao
contemplar as 200 unidades, unifamiliares seria necessário um aporte total de R$
11.479.041,81.
O segundo objetivo foi de elaborar um orçamento substituindo determinados serviços da
construção convencional pelos métodos construtivos propostos, os quais são a fundação em
radier, divisórias internas em drywall e piso vinílico, disponível no anexo b. O orçamento
executado é composto por 39 serviços em sua totalidade, representando 36 serviços da
SINAPI e 3 da SEINFRA. O custo total para a execução de uma residência foi de R$
53.955,59, com um custo por metro quadrado de R$ 1.090,10/m². Para a construção das 200
unidades, foi dimensionado um valor total de R$ 10.791.117,90.
O terceiro objetivo específico e o objetivo geral foram contemplados ao comparar custo,
tempo de execução e custo tempo dos dois métodos construtivos, como resumo a análise
comparativa é apresentada nas tabelas 4 e 5 a seguir:

Tabela 4 – Substituição dos serviços convencionais pelos serviços propostos


Ao substituir os serviços convencionais pelos serviços propostos:
Tempo de
Valor (R$)
Descrição Execução (h)
1 unidade Residencial R$ 3.439,62 89,767
Custo metro quadrado R$ 68,79
200 unidades R$ 687.923,91
Fundação (1 unidade residencial) R$ 1.800,48 33,126
67

Tabela 4 – Substituição dos serviços convencionais pelos serviços propostos


(continuação)
Fundação (200 unidades residenciais) R$ 360.095,49
Divisórias internas (1 unidade residencial) R$ 971,68 53,175
Divisórias internas (200 unidades residenciais) R$ 194.336,52
Revestimento de piso (1 unidade residencial) -R$ 371,59 3,396
Revestimento de piso (200 unidades residenciais) -R$ 74.317,32
Custo tempo 1 Unidade R$ 3.278,28
Custo tempo 200 Unidades R$ 655.655,86
Fonte: Próprio autor.

Tabela 5 – Tabela resumo ao substituir os serviços


Tabela resumo ao substituir os serviços
Descrição Valor (R$)
Redução total de custo (custo + tempo) R$ 1.343.579,77
Porcentagem de redução de tempo dos serviços em estudo 47,50%
Porcentagem de redução do orçamento global 5,99%
Porcentagem de redução do custo total (custo+tempo) 11,70%
Fonte: Próprio autor.

Conforme pode ser analisado nas tabelas anteriores 4 e 5, ao substituir a fundação


baldrame, divisórias internas em blocos de tijolos cerâmicos furados 9x19x19 e revestimento
de piso cerâmico por fundação em radier, divisórias internas em drywall e piso vinílico houve
uma redução no orçamento global por unidade de R$ 3.439,62, reduziu o tempo de
construção em 89,767 horas e o custo do metro quadrado reduziu em R$ 68,79/m².
Nesse sentido, ao fazer um estudo comparativo de forma individual de cada serviços é
possível verificar que a execução da fundação reduziu em custo R$ 1.800,48 e em tempo
33,126 horas por unidade, ao ampliar para as 200 unidades teve uma economia de R$
360.095,49, para divisórias internas teve uma redução de custo em R$ 971,68 e em tempo de
53,175 horas por unidade, ao considerar as 200 unidades teve uma economia de R$
194.336,52 e por último o revestimento de piso teve um aumento no custo por unidade de R$
371,59, ao considerar as 200 unidades teve um acréscimo de R$ 74.317,32, mas ao analisar a
execução teve uma redução de tempo por unidade residencial de 3,396 horas.
Contudo, ao fazer uma análise global do empreendimento e considerando as 200
unidades unifamiliares, a substituição dos serviços convencionais pelos propostos há uma
redução expressiva, houve uma redução total no orçamento de R$ 687.923,91 e uma redução
de custo ao reduzir o tempo de R$ 655.655,86, totalizando uma redução de custo mais tempo
de R$ 1.343.579,77.
68

Dessa forma, ao verificar o percentual dos dados coletados é possível mensurar que o
tempo de execução dos serviços em estudo reduziu em 47,50%, ocorreu uma economia no
orçamento de 5,99% e ao considerar a redução de custo mais tempo foi reduzido o valor final
em 11,70% em relação ao custo total de execução das 200 unidades.
É importante salientar que, por meio das simulações efetuadas, o período de construção
das residências com métodos construtivos é consideravelmente mais curto que o
convencional. Nesse sentido, o desprendimento do capital nos empreendimentos com
métodos construtivos é feito em um espaço de tempo menor se comparado à construção
convencional. Todavia, por ser de execução mais acelerada, ele é disponibilizado para venda
em um tempo menor e, consequentemente, traz um retorno mais rápido de venda.
Sugere-se, para trabalhos futuros, apontar:
• Análise da viabilidade técnica e econômica de diferentes sistemas construtivos
aplicados às habitações de interesse social;
•Análise de custos: construção convencional x estrutura pré-moldada;
•Estudo de viabilidade técnica e econômica do método construtivo light steel framing
em unidades habitacionais.
69

REFERÊNCIAS

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Engineering and Construction. v. 1, nº 4, p. 199-212. dez., 2012.
74

ANEXOS

ANEXO A – ORÇAMENTO CONSTRUÇÃO CONVENCIONAL


Planilha Orçamentária

CONSTRUÇÃO
CONVENCIONAL 50 M²

TOTAL (R$) 57.395,21


Item Código Tabela Descrição Quant. Unid Custo Total (R$)
Un.

1 Serviços Preliminares 7.879,79


1.1 C0369 SEINFRA BARRACÃO ABERTO - M2 60,00 m2 93,45 5.607,00
LIMPEZA MECANIZADA DE TERRENO COM
73822/ 150,0
1.2 SINAPI REMOCAO DE CAMADA VEGETAL, UTILIZANDO m2 0,47 70,50
2 0
MOTONIVELADORA
LOCACAO CONVENCIONAL DE OBRA, ATRAVÉS
74077/ DE GABARITO DE TABUAS CORRIDAS
1.3 SINAPI PONTALETADAS, COM 55,97 m2 3,83 214,37
2
REAPROVEITAMENTO DE 10 VEZES.
74209/ PLACA DE OBRA EM CHAPA DE ACO
1.4 SINAPI 2,00 m2 335,03 670,06
1 GALVANIZADO

2 Movimento de Terra / Fundação 8.078,27


ESCAVAÇÃO VERTICAL A CÉU ABERTO,
INCLUINDO CARGA, DESCARGA E
TRANSPORTE, EM SOLO DE 1ª CATEGORIA COM
ESCAVADEIRA HIDRÁULICA (CAÇAMBA: 0,8 M³ /
2.1 98116 SINAPI 11,82 m3 11,76 139,00
111 HP), FROTA DE 4 CAMINHÕES BASCULANTES
DE 14 M³, DMT DE 2 KM E VELOCIDADE MÉDIA 20
KM/H. AF_02/2018
REATERRO MECANIZADO DE VALA COM
RETROESCAVADEIRA (CAPACIDADE DA
CAÇAMBA DA RETRO: 0,26 M³ / POTÊNCIA: 88
HP), LARGURA DE 0,8 A 1,5 M, PROFUNDIDADE
2.3 93379 SINAPI 3,53 m3 12,70 44,87
ATÉ 1,5 M, COM SOLO (SEM SUBSTITUIÇÃO) DE
1ª CATEGORIA EM LOCAIS COM
BAIXO NÍVEL DE INTERFERÊNCIA. AF_04/2016
CONCRETAGEM DE BLOCOS DE COROAMENTO E
VIGAS BALDRAMES, FCK 30 MPA, COM USO DE
2.4 96557 SINAPI BOMBA LANÇAMENTO, 7,46 m3 321,06 2.395,43
ADENSAMENTO E ACABAMENTO. AF_06/2017
470,0
2.5 C4151 SEINFRA ARMADURA DE AÇO CA 50/60 - KG kg 7,21 3.389,01
4
FABRICAÇÃO, MONTAGEM E DESMONTAGEM DE
2.7 96536 SINAPI FÔRMA PARA VIGA BALDRAME, EM MADEIRA 49,74 m2 42,42 2.109,97
SERRADA, E=25 MM, 4 UTILIZAÇÕES. AF_06/2017

3 Estrutura / Paredes e Painéis 8.309,16


ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS
CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE
11,5X19X19CM (ESPESSURA 11,5CM) DE PAREDES
114,8
3.1 87497 SINAPI COM ÁREA LÍQUIDA MENOR QUE 6M² SEM VÃOS E m2 54,15 6.220,05
7
ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO
EM BETONEIRA. AF_06/2014
ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS
CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE
3.2 87503 SINAPI 36,88 m2 48,17 1.776,32
9X19X19CM (ESPESSURA 9CM) DE PAREDES COM
75

ÁREA LÍQUIDA MAIOR OU IGUAL A 6M² SEM


VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM
PREPARO EM BETONEIRA.
AF_06/2014
VERGA PRÉ-MOLDADA PARA PORTAS COM ATÉ
3.4 93184 SINAPI 9,20 m 14,92 137,26
1,5 M DE VÃO. AF_03/2016
CONTRAVERGA PRÉ-MOLDADA PARA VÃOS DE
3.5 93194 SINAPI 9,20 m 19,08 175,54
ATÉ 1,5 M DE COMPRIMENTO. AF_03/2016

4 Revestimento 10.362,54
LASTRO DE CONCRETO, PREPARO MECÂNICO,
434,1
4.1 83534 SINAPI INCLUSOS ADITIVO IMPERMEABILIZANTE, 3,20 M3 1.391,23
5
LANÇAMENTO E ADENSAMENTO
CONTRAPISO EM ARGAMASSA TRAÇO 1:4
(CIMENTO E AREIA), PREPARO MECÂNICO COM
4.2 87620 SINAPI BETONEIRA 400 L, APLICADO EM 64,09 m2 21,48 1.376,65
ÁREAS SECAS SOBRE LAJE, ADERIDO,
ESPESSURA 2CM. AF_06/2014
CHAPISCO APLICADO EM ALVENARIAS E
ESTRUTURAS DE CONCRETO INTERNAS, COM
COLHER DE PEDREIRO. ARGAMASSA 183,0
4.5 87878 SINAPI m2 2,91 532,65
TRAÇO 1:3 COM PREPARO MANUAL. 4
AF_06/2014
EMBOÇO OU MASSA ÚNICA EM ARGAMASSA
TRAÇO 1:2:8, PREPARO MECÂNICO COM
BETONEIRA 400 L, APLICADA 183,0
4.6 87792 SINAPI MANUALMENTE EM PANOS CEGOS DE m2 23,83 4.361,87
4
FACHADA (SEM PRESENÇA DE VÃOS),
ESPESSURA DE 25 MM. AF_06/2014
PASTA DE CIMENTO PORTLAND, ESPESSURA 183,0
4.7 5998 SINAPI 1MM m2 0,70 128,13
4
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PISO COM
PLACAS TIPO ESMALTADA PADRÃO POPULAR
4.8 93391 SINAPI DE DIMENSÕES 35X35 CM APLICADA 64,09 m2 35,73 2.289,94
EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR QUE 10 M2.
AF_06/2014
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PAREDES
INTERNAS COM PLACAS TIPO ESMALTADA
PADRÃO POPULAR DE DIMENSÕES 20X20 CM
4.9 93393 SINAPI APLICADAS EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR 11,29 m2 36,34 410,21
QUE 5 M2 NA ALTURA INTEIRA DAS PAREDES.
AF_06/2014

5 Cobertura 10.964,47
LAJE PRE-MOLD BETA 11 P/1KN/M2 VAOS
4,40M/INCL VIGOTAS TIJOLOS ARMADURA
74202/ NEGATIVA CAPEAMENTO 3CM CONCRETO
5.1 SINAPI 55,97 m2 66,40 3.716,41
1 20MPA ESCORAMENTO MATERIAL E MAO DE
OBRA.
TRAMA DE MADEIRA COMPOSTA POR RIPAS,
CAIBROS E TERÇAS PARA TELHADOS DE ATÉ 2
5.1 92539 SINAPI ÁGUAS PARA TELHA DE ENCAIXE 88,70 m2 52,55 4.661,19
DE CERÂMICA OU DE CONCRETO, INCLUSO
TRANSPORTE VERTICAL. AF_12/2015
RUFO EM CHAPA DE AÇO GALVANIZADO
5.2 94231 SINAPI NÚMERO 24, CORTE DE 25 CM, INCLUSO 19,55 m 26,38 515,73
TRANSPORTE VERTICAL. AF_06/2016
TELHAMENTO COM TELHA CERÂMICA CAPA-
CANAL, TIPO COLONIAL, COM ATÉ 2 ÁGUAS,
5.3 94201 SINAPI INCLUSO TRANSPORTE VERTICAL. 88,70 m2 23,35 2.071,15
AF_06/2016

6 Esquadrias 5.698,77
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA,
76

6.1 91312 SINAPI SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO 1,00 un 634,32 634,32
POPULAR, 60X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM,
ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS, MONTAGEM E
INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM
EXECUÇÃO DO FURO -
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. AF_08/2015
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA,
SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO
POPULAR, 70X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM,
ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS, MONTAGEM E
6.2 91313 SINAPI 3,00 un 676,00 2.028,00
INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM
EXECUÇÃO DO FURO -
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. AF_08/2015
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA,
SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO POPULAR,
80X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM,
ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS,
6.3 91314 SINAPI MONTAGEM E INSTALAÇÃO DO BATENTE, 1,00 un 696,02 696,02
FECHADURA COM EXECUÇÃO DO FURO -
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_08/2015
JANELA DE MADEIRA TIPO VENEZIANA. DE 341,1
6.6 84845 SINAPI 6,86 m2 2.340,43
ABRIR, INCLUSAS GUARNICOES E FERRAGENS 7

7 Pintura 7.291,94
APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR LÁTEX PVA EM 151,2
7.1 88483 SINAPI m2 2,51 379,67
PAREDES, UMA DEMÃO. AF_06/2014 6
APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR LÁTEX PVA EM
7.2 88482 SINAPI 50,91 m2 2,70 137,46
TETO, UMA DEMÃO. AF_06/2014
APLICAÇÃO E LIXAMENTO DE MASSA LÁTEX 151,2
7.3 88497 SINAPI m2 8,63 1.305,40
EM PAREDES, DUAS DEMÃOS. AF_06/2014 6
APLICAÇÃO E LIXAMENTO DE MASSA LÁTEX
7.4 88496 SINAPI 50,91 m2 16,55 842,56
EM TETO, DUAS DEMÃOS. AF_06/2014
APLICAÇÃO MANUAL DE FUNDO SELADOR
114,8
7.5 88415 SINAPI ACRÍLICO EM PAREDES EXTERNAS DE CASAS. m2 2,11 242,37
7
AF_06/2014
APLICAÇÃO MANUAL DE MASSA ACRÍLICA EM
114,8
7.6 96130 SINAPI PAREDES EXTERNAS DE CASAS, UMA DEMÃO. m2 11,13 1.278,47
7
AF_05/2017
APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM TINTA
151,2
7.7 88487 SINAPI LÁTEX PVA EM PAREDES, DUAS DEMÃOS. m2 7,68 1.161,70
6
AF_06/2014
APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM TINTA
7.8 88486 SINAPI 50,91 m2 8,55 435,28
LÁTEX PVA EM TETO, DUAS DEMÃOS. AF_06/2014
TEXTURA ACRÍLICA, APLICAÇÃO MANUAL EM 114,8
7.9 95305 SINAPI m2 10,07 1.156,71
PAREDE, UMA DEMÃO. AF_09/2016 7
73739/ PINTURA ESMALTE ACETINADO EM MADEIRA,
7.10 SINAPI 26,04 m2 13,53 352,32
1 DUAS DEMAOS
77

ANEXO B – ORÇAMENTO CONSTRUÇÃO COM MÉTODOS CONSTRUTIVOS


Planilha Orçamentária

CONSTRUÇÃO COM

MÉTODOS CONSTRUTIVOS 50 M²

TOTAL (R$): 53.955,59


Item Código Tabela Descrição Quant Unid Custo Total (R$)
. Un.

1 Serviços Preliminares 7.879,79


1.1 C0369 SEINFR BARRACÃO ABERTO - M2 60,00 m2 93,45 5.607,00
A
1.2 73822/ SINAPI LIMPEZA MECANIZADA DE TERRENO COM 150,0 m2 0,47 70,50
2 REMOCAO DE CAMADA VEGETAL, UTILIZANDO 0
MOTONIVELADORA
1.3 74077/ SINAPI LOCACAO CONVENCIONAL DE OBRA, ATRAVÉS 55,97 m2 3,83 214,37
2 DE GABARITO DE TABUAS CORRIDAS
PONTALETADAS, COM REAPROVEITAMENTO
DE 10 VEZES.
1.4 74209/ SINAPI PLACA DE OBRA EM CHAPA DE ACO 2,00 m2 335,0 670,06
1 GALVANIZADO 3

2 Movimento de Terra / Radier / Fundação 6.392,65


ESCAVAÇÃO VERTICAL A CÉU ABERTO,
2.1 98116 SINAPI INCLUINDO CARGA, DESCARGA E TRANSPORTE, 18,14 m3 11,76 213,37
EM SOLO DE 1ª CATEGORIA COM ESCAVADEIRA
HIDRÁULICA (CAÇAMBA: 0,8 M³ / 111 HP), FROTA
DE 4 CAMINHÕES BASCULANTES DE 14 M³, DMT
DE 2 KM E
VELOCIDADE MÉDIA 20 KM/H. AF_02/2018
REATERRO MECANIZADO DE VALA COM
2.2 93379 SINAPI RETROESCAVADEIRA (CAPACIDADE DA 6,72 m3 12,70 85,34
CAÇAMBA DA RETRO: 0,26 M³ / POTÊNCIA: 88
HP), LARGURA DE 0,8 A 1,5 M, PROFUNDIDADE
ATÉ 1,5 M, COM SOLO (SEM SUBSTITUIÇÃO) DE
1ª CATEGORIA EM LOCAIS COM BAIXO
NÍVEL DE INTERFERÊNCIA. AF_04/2016
2.3 97094 SINAPI CONCRETAGEM DE RADIER, PISO OU LAJE 5,60 m3 326,4 1.827,03
SOBRE SOLO, FCK 30 MPA, PARA ESPESSURA 3
DE 10 CM - LANÇAMENTO,
ADENSAMENTO E ACABAMENTO. AF_09/2017
2.4 97086 SINAPI FABRICAÇÃO, MONTAGEM E DESMONTAGEM 9,06 m2 73,43 665,28
DE FORMA PARA RADIER, EM MADEIRA
SERRADA, 4 UTILIZAÇÕES. AF_09/2017
2.5 C4151 SEINFR ARMADURA DE AÇO CA 50/60 - KG 499,5 kg 7,21 3.601,63
A 3

3 Estrutura / Paredes e Painéis 9.293,24


ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS
3.1 89300 SINAPI CERÂMICOS FURADOS NA HORIZONTAL DE 114,8 m2 6.220,05
11,5X19X19CM (ESPESSURA 11,5CM) DE PAREDES 7
54,15
COM ÁREA LÍQUIDA MENOR QUE 6M² SEM VÃOS
E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM
PREPARO EM BETONEIRA. AF_06/2014
3.2 96359 SINAPI PAREDE COM PLACAS DE GESSO 36,88 m2 76,70 2.828,39
ACARTONADO (DRYWALL), PARA USO
INTERNO, COM DUAS FACES SIMPLES E
ESTRUTURA
78

METÁLICA COM GUIAS SIMPLES, COM VÃOS


AF_06/2017_P
3.4 93184 SINAPI VERGA PRÉ-MOLDADA PARA PORTAS COM ATÉ 7,20 m 14,92 107,42
1,5 M DE VÃO. AF_03/2016
3.5 93194 SINAPI CONTRAVERGA PRÉ-MOLDADA PARA VÃOS 7,20 m 19,08 137,38
DE ATÉ 1,5 M DE COMPRIMENTO. AF_03/2016

4 Revestimento 7.676,10
4.1 83534 SINAPI LASTRO DE CONCRETO, PREPARO MECÂNICO, 0,66 M3 434,1 286,10
INCLUSOS ADITIVO IMPERMEABILIZANTE, 5
LANÇAMENTO E ADENSAMENTO
4.2 87620 SINAPI CONTRAPISO EM ARGAMASSA TRAÇO 1:4 64,09 m2 21,48 1.376,65
(CIMENTO E AREIA), PREPARO MECÂNICO
COM BETONEIRA 400 L, APLICADO EM ÁREAS
SECAS SOBRE LAJE, ADERIDO, ESPESSURA
2CM. AF_06/2014
4.5 87878 SINAPI CHAPISCO APLICADO EM ALVENARIAS E 109,2 m2 2,91 318,03
ESTRUTURAS DE CONCRETO INTERNAS, COM 9
COLHER DE PEDREIRO. ARGAMASSA
TRAÇO 1:3 COM PREPARO MANUAL.
AF_06/2014
4.6 87792 SINAPI EMBOÇO OU MASSA ÚNICA EM ARGAMASSA 109,2 m2 23,83 2.604,36
TRAÇO 1:2:8, PREPARO MECÂNICO COM 9
BETONEIRA 400 L, APLICADA
MANUALMENTE EM PANOS CEGOS DE
FACHADA (SEM PRESENÇA DE VÃOS),
ESPESSURA DE 25 MM. AF_06/2014
4.7 109,29 SINAPI PASTA DE CIMENTO PORTLAND, ESPESSURA 109,2 m2 0,7 76,50
1MM 9
4.8 93391 SINAPI REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PISO COM 15,29 m2 35,73 546,31
PLACAS TIPO ESMALTADA PADRÃO POPULAR
DE DIMENSÕES 35X35 CM APLICADA
EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR QUE 10 M2.
AF_06/2014
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PAREDES
4.9 93393 SINAPI INTERNAS COM PLACAS TIPO ESMALTADA 11,29 m2 36,34 410,21
PADRÃO POPULAR DE DIMENSÕES 20X20 CM
APLICADAS EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR
QUE 5 M2 NA ALTURA INTEIRA DAS PAREDES.
AF_06/2014
4.10 C4503 SEINFR PISO VINÍLICO TIPO "PAVIFLEX", e=1,6mm - 48,51 m2 44,00 2.134,44
A FORNECIMENTO E COLOCAÇÃO - M2

5 Cobertura 10.964,4
7
5.1 74202/ SINAPI LAJE PRE-MOLD BETA 11 P/1KN/M2 VAOS 55,97 m2 66,40 3.716,41
1 4,40M/INCL VIGOTAS TIJOLOS ARMADURA
NEGATIVA CAPEAMENTO 3CM CONCRETO
20MPA ESCORAMENTO MATERIAL E MAO DE
OBRA.
5.1 92539 SINAPI TRAMA DE MADEIRA COMPOSTA POR RIPAS, 88,70 m2 52,55 4.661,19
CAIBROS E TERÇAS PARA TELHADOS DE ATÉ 2
ÁGUAS PARA TELHA DE ENCAIXE DE
CERÂMICA OU DE CONCRETO, INCLUSO
TRANSPORTE VERTICAL. AF_12/2015
5.2 94231 SINAPI RUFO EM CHAPA DE AÇO GALVANIZADO 19,55 m 26,38 515,73
NÚMERO 24, CORTE DE 25 CM, INCLUSO
TRANSPORTE VERTICAL. AF_06/2016
5.3 94201 SINAPI TELHAMENTO COM TELHA CERÂMICA CAPA- 88,70 m2 23,35 2.071,15
CANAL, TIPO COLONIAL, COM ATÉ 2 ÁGUAS,
INCLUSO TRANSPORTE VERTICAL.
AF_06/2016

6 Esquadrias 5.698,77
79

KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA,


6.1 91312 SINAPI SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO 1,00 un 634,3 634,32
POPULAR, 60X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM, 2
ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS, MONTAGEM E
INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM
EXECUÇÃO DO FURO -
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. AF_08/2015
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA,
6.2 91313 SINAPI SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO 3,00 un 676,0 2.028,00
POPULAR, 70X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM, 0
ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS, MONTAGEM E
INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM
EXECUÇÃO DO FURO -
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. AF_08/2015
KIT DE PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA,
6.3 91314 SINAPI SEMI-OCA (LEVE OU MÉDIA), PADRÃO POPULAR, 1,00 un 696,0 696,02
80X210CM, ESPESSURA DE 3,5CM, 2
ITENS INCLUSOS: DOBRADIÇAS, MONTAGEM E
INSTALAÇÃO DO BATENTE, FECHADURA COM
EXECUÇÃO DO FURO - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_08/2015
6.6 84845 SINAPI JANELA DE MADEIRA TIPO VENEZIANA. DE 6,86 m2 341,1 2.340,43
ABRIR, INCLUSAS GUARNICOES E FERRAGENS 7

7 Pintura 6.600,05
7.1 88483 SINAPI APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR LÁTEX PVA 151,2 m2 2,51 379,67
EM PAREDES, UMA DEMÃO. AF_06/2014 6
7.2 88482 SINAPI APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR LÁTEX PVA 50,91 m2 2,70 137,46
EM TETO, UMA DEMÃO. AF_06/2014
7.3 88497 SINAPI APLICAÇÃO E LIXAMENTO DE MASSA LÁTEX 71,09 m2 8,63 613,51
EM PAREDES, DUAS DEMÃOS. AF_06/2014
7.4 88496 SINAPI APLICAÇÃO E LIXAMENTO DE MASSA LÁTEX 50,91 m2 16,55 842,56
EM TETO, DUAS DEMÃOS. AF_06/2014
7.5 88415 SINAPI APLICAÇÃO MANUAL DE FUNDO SELADOR 114,8 m2 2,11 242,37
ACRÍLICO EM PAREDES EXTERNAS DE CASAS. 7
AF_06/2014
7.6 96130 SINAPI APLICAÇÃO MANUAL DE MASSA ACRÍLICA 114,8 m2 11,13 1.278,47
EM PAREDES EXTERNAS DE CASAS, UMA 7
DEMÃO. AF_05/2017
7.7 88487 SINAPI APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM TINTA 151,2 m2 7,68 1.161,70
LÁTEX PVA EM PAREDES, DUAS DEMÃOS. 6
AF_06/2014
7.8 88486 SINAPI APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM TINTA 50,91 m2 8,55 435,28
LÁTEX PVA EM TETO, DUAS DEMÃOS.
AF_06/2014
7.9 95305 SINAPI TEXTURA ACRÍLICA, APLICAÇÃO MANUAL EM 114,8 m2 10,07 1.156,71
PAREDE, UMA DEMÃO. AF_09/2016 7
7.10 73739/ SINAPI PINTURA ESMALTE ACETINADO EM MADEIRA, 26,04 m2 13,53 352,32
1 DUAS DEMAOS
7.11 73445 SINAPI CAIACAO INT OU EXT SOBRE REVESTIMENTO 0,00 m2 7,12 0,00
LISO C/ADOCAO DE FIXADOR COM COM DUAS
DEMAOS
80

ANEXO C – VISTAS DO PROJETO

ANEXO D – LAYOUT DO PROJETO


81

ANEXO E – CORTES DO PROJETO

ANEXO F – PAGINAÇÃO DO PROJETO

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