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Como administrar uma Sorveteria

http://www.spartansite.com.br/curso/ostiposdenegocio.htm

Ficha técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Comércio
Tipo de Negócio: Comércio de Sorvete
Investimento: R$17 a R$50 mil

Histórico
Afirmar com certeza quem inventou o sorvete não é tarefa simples. Mas, ao que tudo
indica, foram os italianos que, no início do século XVII, inventaram o que chamamos
hoje de sorvete. Era um creme de leite, adoçado e temperado com purê de frutas ou
geléias, que depois era colocado em recipientes para gelo, feitos de lata e
mergulhados em baldes forrados de palha e cheios de gelo, sal e salitre.

Algumas décadas depois, os sorvetes chegaram à corte de Versalhes e dali se


espalharam para as outras cortes européias. As receitas foram se sofisticando:
musses congeladas, cremes gelados e sorvetes de frutas. Na França, as misturas
eram congeladas em fôrmas chamadas sorbetières, que eram giradas até o conteúdo
congelar.

No final do século XVIII, os sorvetes cremosos entraram na moda nos Estados Unidos.
Mas, até a invenção da sorveteira a manivela, em 1846, os sorvetes continuavam
sendo difíceis de fazer. Depois disso as vendas aumentaram rapidamente, e os
Estados Unidos dispuseram-se a liderar mundialmente a fabricação de sorvetes.

Mercado
Ainda longe dos índices registrados nos Estados Unidos e em alguns países da Europa,
o consumo de sorvete no Brasil cresce a cada ano. Este tipo de negócio concentra sua
atividade no verão. Por isso, o empresário deve observar e estar atento para conjugar
a sorveteria com atividades ou produtos não sazonais. A idéia é obter bons resultados
durante todo o ano.

Alternativa
Para vencer neste mercado é necessário se diversificar, buscando principalmente
novas formas de trabalho como a venda no atacado, fornecimento para restaurantes,
redes de carrinho de distribuição ou até mesmo disque-sorvete. Mas também vale
tudo na criação de sabores exóticos (flores, frutas, bebidas, frutos do mar, vegetais,
sorvetes assados), pois isso é importantíssimo para garantir o marketing e a
freqüência na baixa estação.
Porém, é interessante que o futuro empreendedor comece com uma loja de venda
direta ao consumidor, pois a quantidade de equipamentos e o capital inicial necessário
são menores neste caso.

Matéria-prima
Um fator importante para ser bem-sucedido nesse ramo, e que deve merecer toda a
atenção e cuidados do empreendedor, é a origem da matéria-prima.
Um exemplo interessante de obtenção de matéria-prima é o de trazer ao Brasil a
maioria desses produtos sob a forma de pó, o que significa economia tanto no
transporte, quanto na armazenagem.

Fornecedores
Buscar no mercado fornecedores de renome, com capacidade de oferecer diversos
produtos e os mais variados sabores para atender aos gostos e manias dos futuros
clientes, é uma prática fundamental para o bom andamento do empreendimento.

Espaço físico
Para começar é necessário uma área mínima de 50 metros quadrados de área útil
(depósito, área de preparo e refrigeração, loja) e de preferência em bairro residencial,
com escolas próximas.

Equipamentos
- Máquinas de massa
- Máquinas de picolé
- Freezers
- Balcões refrigerados
- Louças para produção etc.

Investimento
Varia entre R$17 mil a R$50 mil, de acordo com o tamanho do empreendimento.

Mão-de-obra
O número mínimo é de seis funcionários. Três na produção e três no atendimento.

Legislação Específica
Para abrir o empreendimento é necessário observar as seguintes providencias:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS
- Registro no Sindicato Patronal

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua
sorveteria para obter informações relativas às instalações físicas da empresa
(localização) e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações
do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990), e o Código
Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas) no qual a fiscalização
federal cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Em estados e municípios a
fiscalização cabe, respectivamente, às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

Bibliografia
Revista: Sorveteria Brasileira – setembro/outubro de 1999
Jornal: O Estado de São Paulo, Painel de Negócios – 17/02/1998
Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios – nº 129 outubro/1999

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