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CAPÍTULO

OS SISTEMAS DE IMPRESSÃO,
7 SUAS ORIGENS E SUAS MATRIZES

O tema ‘sistemas de impressão’ é apaixonante, pois remete diretamente à evolu-


ção da humanidade. Estudando a maneira como evoluíram até os sistemas digitais
atuais, entendemos como a criatividade humana construiu mecanismos para atender
à demanda do conhecimento.
Desde nossos ancestrais mais remotos, sempre tivemos uma preocupação muito
grande em registrar nossos feitos e anseios. No início, isso era feito por meio de desenhos,
depois por meio de ícones que os simbolizavam. Os desenhos rupestres são provas incon-
testáveis disso. O mundo começou a transformar-se no que é hoje quando passamos a
nos preocupar em tornar
o conhecimento acessível FIGURA 7.1
Evolução da letra A a partir
ao maior número de pes-
de desenhos rupestres.
soas possível.
A princípio, para reproduzir um texto ou uma imagem, era necessário copiá-lo
manualmente, de modo que cada cópia era na verdade um original. Para tornar esse
processo mais rápido, começou-se a buscar formas de reproduzir os originais.
Um dos primeiros métodos de repro-
dução foi a xilografia — xilo = madeira + Imagem em alto-relevo
glifo (marcar) + ia (ação) —, sistema que
consiste em desenhar a imagem deseja-
da invertida sobre uma prancha lisa de
madeira e depois escavar a madeira, re-
tirando tudo o que não faz parte da área
desenhada, de modo a deixar em relevo a Bloco de madeira
imagem para reprodução gráfica.
Feita a prancha, o artesão coloca-a sobre um plano e, com um rolo, passa sobre
ela a tinta, que se deposita somente nos grafismos em relevo; na seqüência, coloca um
suporte (papel) sobre a prancha ‘entintada’ e pressiona-o, fazendo com que a imagem
seja reproduzida no suporte.

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Esse sistema foi muito usado durante o domínio da Igreja Católica no mundo. Por
ser a grande maioria da população analfabeta, a Igreja usava imagens para difundir
seus pensamentos, daí a enor me produção, na época, de xilogravuras com enorme
qualidade e profusão de detalhes.
Com a xilografia, empresas de impressão começaram a florescer no mundo oci-
dental. Mas o processo ainda era demasiadamente artesanal, pois para cada impresso
era necessário esculpir uma matriz diferente. No Renascimento, um jovem impressor
de Mainz, Alemanha, teve a idéia de esculpir letras separadas, que chamou de tipos
móveis, para que pudessem ser utilizadas e reutilizadas em outras composições. O
invento foi tão bem-sucedido — especialmente depois que ele passou a fundir as letras
em chumbo para torná-las mais resistentes e duráveis — que passou a ser perseguido
pelos escribas da época, que viam em sua impressora a extinção de sua profissão.
Apesar desses problemas iniciais, Johannes Gutenberg (1397–1468) acabou por impor
sua obra ao mundo, tendo produzido em aproximadamente 1455 a primeira impressão
completa da Bíblia.

FIGURA 7.2
Os tipos móveis, criação de Gutenberg.

A Bíblia de Gutenberg foi impressa in-fólio (folha a


folha), no formato 38 cm de largura por 50 cm de altura.
Tinha 1.286 páginas e foi composta em caracteres góti-
cos, em letras grandes — já que na época não existiam
parâmetros para mensurar o corpo da letra —, pagina-
da em duas colunas com 42 linhas cada, impressas em
preto e vermelho, dividida em dois volumes e com uma
tiragem de aproximadamente 180 cópias. Sua perfeição
técnica e estética foi baseada nos melhores manuscritos
produzidos na época e é considerada a maior obra das
artes gráficas.
Para chegar a esse resultado, Gutenberg não inventou
somente os tipos móveis em chumbo, mas criou o molde
FIGURA 7.3
Página da Bíblia de Gutenberg. para fundir letras no metal com a mesma altura, em duas

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Capítulo 7 Os sistemas de impressão, suas origens e suas matrizes 137

partes invertidas que proporcionavam ao impressor uma quantidade ilimitada de letras;


criou uma tinta capaz de aderir ao metal e que lhe permitiu imprimir com seus tipos
móveis, e construiu também a prensa que lhe permitia uma produção de 20 cópias por
hora.
A fundição de letras de Gutenberg alcançava 2.000 peças por dia, e seu método de
composição consistia em distribuir quase 300 caracteres diferentes em caixas cons-
truídas para esse fim. Atualmente, usamos para a composição de textos aproximada-
mente 150 caracteres.

A tipografia avança no tempo e na técnica


A invenção de Gutenberg gerou o que
conhecemos hoje por tipografia. Respei-
tado o princípio básico de reprodução do
conteúdo em alto-relevo, logo se desen-
volveram novas máquinas tipográficas,
à medida que a sociedade em evolução
exigia novas e mais rápidas formas de im-
primir e divulgar o pensamento. Também
na composição surgiram avanços tecno-
lógicos, como as linotipadoras, máquinas
que fundiam quase instantaneamente
linhas inteiras em uma liga maleável de
chumbo, antimônio e estanho, aumen-
tando muito a produtividade dos compo-
nedores.
No entanto, novos conceitos de repro-
dução gráfica, que começaram a ser gera-
dos no século XVIII, mas amadureceram
durante o século XX, acabaram relegan-
do a tipografia à história e dando lugar a
FIGURA 7.4
processos mais modernos e menos onero- Máquina de composição tipográfica a quente. As linotipadoras
sos de reprodução gráfica. compunham em média 1.000 toques por hora.

Da litografia à impressão off-set


A impressão off-set, originária da litografia [litho = pedra + glifo (marcar) + ia
(ação)], teve origem com Johann Alois Senefelder (1771-1834), que em 1796 traduziu
em algo reprodutível graficamente a conhecida repulsão entre corpos gordurosos e não
gordurosos.

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O método de reprodução de Senefelder consiste em usar uma pedra com caracte-


rísticas hidrófilas como base para uma imagem produzida com substrato gorduroso.
Pedras de carbonato de cálcio são representantes desse tipo de material. Preparada
e retificada a pedra, para ter altura homogênea e receber imagens em material gor-
duroso, temos uma matriz na qual as áreas desenhadas são aderentes a produtos
gordurosos, e o que chamamos de contragrafismo são áreas hidrófilas, aderentes à
água. Para se obter a imagem de uma pedra litográfica, basta umedecer a pedra e
depois passar uma tinta que seja à base de gordura. A tinta vai se depositar somente
nas áreas gordurosas, e obteremos um impresso por transferência.

FIGURA 7.6
Pedra litográfica.

Papel

Tinteiro
Processo de umedecimento

Cilindro
Água
de processo

Pedra Platina

O sistema off-set funciona da mesma maneira, com matrizes produzidas com as


mesmas características da litografia e usando chapas de alumínio como meio de gra-
vação e transferência de imagem. O sistema off-set é hoje o mais usado no mundo
na reprodução gráfica de impressos. Tanto para embalagens como para impressos
publicitários e editoriais, é uma excelente opção por permitir flexibilidade de imagens,
agilidade e qualidade final dos impressos. Com máquinas providas de sistemas de
avaliação e regulagem totalmente informatizados, é sem dúvida o melhor sistema
de impressão quando a tiragem (número de cópias) está dentro dos padrões normais de
consumo.

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Capítulo 7 Os sistemas de impressão, suas origens e suas matrizes 139

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FIGURA 7.6
Esquema de conjunto impressor do sistema de impressão off-set.

O sistema off-set dispõe de máquinas que produzem de 4.000 a 15.000 impressos


por hora quando a alimentação de papel é folha a folha e de 30.000 a 45.000 cópias por
hora quando a alimentação é por bobina — neste caso, as impressoras são chamadas
de rotativas. O sistema também é conhecido como planográfico, pois a matriz é plana,
e a reprodução é permitida pela repelência entre a água e a gordura.

A gravura em metal dá origem à rotogravura


A gravura em metal é um método antigo de obtenção e reprodução de imagens em
série. Seu processo consiste em usarmos uma placa de metal maleável, como o cobre, e
desenharmos por meio de traços e pontos as imagens que queremos reproduzir (1). Em
seguida, a placa já desenhada recebe uma camada de verniz sintético (2). Em outra
etapa, com um objeto perfurante e cortante, sulcamos sobre o verniz exatamente nos
traços e pontos que compõem a imagem (3). Em seguida, aplicamos sobre a placa uma
solução ácida conhecida como água-forte, que penetra nos sulcos e rebaixa os traços
feitos no cobre inicialmente, pois sua característica é de ataque ao metal, mas não ao
verniz, tornando a imagem em baixo-relevo (4). No próximo passo, removemos o verniz
com seu diluente e temos a imagem escavada no metal (5). Para obter as imagens, apli-
camos tinta sobre a placa e removemos o excesso (6 e 7). A tinta ficará impregnada nos
sulcos, que por meio de pressão será transferida para o suporte (8 e 9).

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(1) (2) (3) (4) (5)

(9)
(6) (7) (8)

FIGURA 7.7
A seqüência mostra de maneira estilizada como se obtêm gravuras em metal.

O sistema rotográfico, conhecido


Cilindro carregado com cargas positivas
como encavográfico, por ser estrutu-
ralmente baseado em baixo-relevo,
utiliza praticamente o mesmo proces-
so usado para se produzir gravura Solução ácida

em metais. Sobre um cilindro de ferro Placa de cobre carregada com cargas negativas
é aplicada uma camada de cobre por
um meio eletrônico conhecido como
cuprificação. O método consiste em
colocar o cilindro de aço semi-imer- Cilindro recoberto com uma camada de cobre
so em um tanque com solução ácida,
com placas de cobre presas ao fundo.
Quando ligado o sistema, o cilindro
começa a girar com carga eletrônica Cilindro envolvido em camisa de cobre com gravura feita
em baixo-relevo por meio de pontas de diamantes com
positiva e a placa de cobre com carga
profundidades diferentes para seus alvéolos
negativa. Com o ataque do ácido ao
cobre, e este com cargas negativas,
moléculas se desprenderão e se de-
positarão sobre o cilindro por atra- Cilindro envolvido em camisa de cobre com gravura feita
ção de polaridade, formando uma ca- em baixo-relevo quando recebe uma camada de cromo
para aumentar a resistência
mada de cobre.

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Capítulo 7 Os sistemas de impressão, suas origens e suas matrizes 141

Continuando o processo, a retífica e o polimento da camada de cobre prepararão


o cilindro para a gravação. Camadas de níquel e cromo serão adicionadas ao processo
para dar resistência à matriz de reprodução. A gravação atualmente é feita com pontas
de diamante que geram furos de profundidade diferentes, responsáveis pelas diferen-
tes tonalidades da tinta. (Veja essa descrição no quadro da página 140.)
Pronto o cilindro, a má-
Formatura em baixo-relevo
quina impressora rotográfi-
ca possui muitos recursos
de ajuste e sua velocidade
Cilindro porta-imagem
é muito alta, atingindo em em baixo-relevo
média 500 metros de supor-
Lâmina que retira
te por minuto. A vantagem o excesso de tinta
sobre a impressão off-set Cilindro de pressão
está na velocidade e no fato Rolo Suporte para impressão
de imprimir outros tipos de ‘entintador’
Tinta Iíquida
suporte além do papel, sem
necessidade de adaptação FIGURA 7.8
mecânica. Esquema de sistema rotográfico de impressão.

A flexografia como alternativa de velocidade e flexibilidade


A flexografia nasceu a partir de dois princípios básicos: usar formatura em alto-
relevo, como a tipografia, e usar tinta líquida, como a rotogravura. Essa associação de
princípios resultou em um sistema veloz de obtenção de impressos em suportes com
características flexíveis, como papel, celofane, filmes plásticos etc.
Um sistema que no início do século XX era tido como impressor de produtos de
baixa qualidade, a flexografia foi se sofisticando até chegar aos dias atuais com tecno-
logia e qualidade em condições de competição com outros sistemas de seu porte. Com
velocidade de impressão girando em torno de 500 m de suporte por minuto, tornou-se
opção para embalagens flexíveis.

Suporte impresso com


características maleáveis
Cilindro forma
ou porta-forma

Rolos ‘entintadores’

Matriz em Cilindro de pressão FIGURA 7.9


alto-relevo flexível Esquema de sistema
Tinta líquida flexográfico de
impressão.

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142 Produção gráfica: arte e técnica da mídia impressa

Com uma formatura em alto-relevo produzida em material flexível — inicialmen-


te borracha, hoje fotopolímeros —, a ‘flexo’, como é conhecida no meio gráfico, está
deixando de ser uma alternativa de baixa qualidade e de alta velocidade para se
tornar cada vez mais uma alternativa viável para qualquer trabalho sobre suportes
flexíveis.
Contando cada vez mais com métodos de obtenção de matrizes sofisticadas por
meio de laser, a grande qualidade da flexo está na velocidade e no baixo custo na ob-
tenção de matrizes, se comparado à rotogravura. Problemas de qualidade de textos e
imagens estão diminuindo cada vez mais, impondo ao mercado outra opção quando se
trata de alta tiragem de embalagens flexíveis.

A impressão serigráfica
Sistema de impressão milenar, pois japoneses e chineses já imprimiam seus
tecidos por processo permeográfico, a serigrafia é hoje uma excelente alternativa
para impressos com matéria-prima de estrutura rígida e flexível dos mais variados
materiais.

Tinta pastosa à base Rodo puxador de tinta


de água ou sintética
Tela com imagem gravada
com características
permeográficas

Quadro porta-tela
Suporte de
característica rígida Imagem impressa FIGURA 7.10
ou flexível Esquema de sistema
serigráfico de impressão.

Baseado na permeabilidade, o processo consiste em vedar as tramas de uma rede


fina de nylon, onde não queremos imprimir, e deixar passar tinta nas áreas que que-
remos imprimir.
O grande mérito desse sistema é imprimir sobre suportes irregulares, rígidos ou
flexíveis. Formas rígidas, como vidro e acrílico, ou maleáveis, como tecido, plástico,
adesivos e couro, são matérias-primas que o silk-screen, como também é conhecido,
não rejeita e imprime com muita propriedade.
A velocidade ainda é um entrave no entanto. Apesar de já existirem máquinas
automáticas, a produção da serigrafia ainda é lenta para os parâmetros do mercado
atual.

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Capítulo 7 Os sistemas de impressão, suas origens e suas matrizes 143

Impressão tampográfica
Esse sistema está voltado principalmente para a indústria de brindes. Aliando a
característica da formatura encavográfica, utilizando tinta com a mesma viscosidade
da rotogravura, e uma contraforma produzida em material flexível, como o silicone, a
tampografia também tem a propriedade de se moldar aos objetos imprimíveis, mesmo
de estrutura rígida e irregular (ver Figura 7.11).

Formatura de silicone que se


molda ao objeto imprimível

Aparelho
‘entintador’

Movimento feito pela máquina


para imprimir o objeto

Suporte de característica
rígida e irregular Matriz com características de
baixo-relevo como na rotogravura

FIGURA 7.11
Esquema de sistema tampográfico de impressão.

Sistemas termográficos de impressão


A termografia em impressão consiste em aplicar um reagente ao impresso en-
quanto ele sai da impressora, normalmente off-set, e submeter a tinta do sistema
ainda úmida a uma elevação de temperatura, para que o grafismo impresso fique
em alto-relevo. É um processo usado em impressos de luxo, mas hoje substituído gra-
dativamente por produtos mais eficientes e sofisticados, como a própria impressão
off-set ou a serigrafia.

Computer-to-plate
Um dos entraves na produção gráfica sempre foi a gravação de chapas para a im-
pressão off-set. Com a evolução tecnológica, esse problema foi solucionado com a grava-
ção direta das chapas de off-set, sem a passagem pela etapa do fotolito.

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144 Produção gráfica: arte e técnica da mídia impressa

Por meio de um equipamento que bombardeia com laser matrizes de impressão


previamente preparadas, o recurso gerou um grande avanço nas artes gráficas, no que
tange à maior rapidez de preparação, e permitiu um salto na qualidade, pois a possi-
bilidade de erro gráfico nessa etapa da operação é praticamente nula.

Computer-to-press
Equipamentos de última geração estão surgindo no mercado; eles já permitem
produzir impressos personalizados, únicos, com alta velocidade e impressionante qua-
lidade gráfica. Evolução das impressoras a laser, esses equipamentos abrem novas
possibilidades para fazer customização em massa de impressos publicitários e devem
continuar evoluindo, prometendo maior flexibilidade para quem trabalha com produ-
tos gráficos.

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GLOSSÁRIO

ACABAMENTO Etapa final de um traba- mento e ajuste da tipologia no documento


lho, como envernizamento, encadernação, produzido.
corte, dobra, escanteamento, refile, perfu- BENDAY Recurso gráfico usado para pro-
ração etc. duzir fundos por meio de pontos de formato
AGÊNCIA DE PROPAGANDA Empresa e porcentagens fixos; também conhecido
prestadora de serviços que tem por finali- como ‘retícula de ponto duro’.
dade analisar e propor ações de marketing BITMAP Menor parte de uma imagem
ao cliente, criando e veiculando as peças gráfica transformada em pontos.
mais adequadas para cada público, meio ou
BLACK / BOLD / NEGRITO Termos em-
veículo.
pregados para determinar a tonalidade es-
ALINHAMENTO Disposição perfeita de le- cura das hastes das letras, qualquer que
tras ou tipos nas linhas e/ou colunas, de seja a cor em que estão impressas. Tipos ou
modo a torná-los vertical ou horizontalmen- caracteres tipográficos representados por
te alinhados. traços fortes, mais grossos do que os tipos
ALVURA/BRANCURA Quantidade de al- comuns.
vejante e conseqüente resultado no reflexo BLOCO Bases de ferro, alumínio ou ma-
da luz no papel de um impresso. deira utilizadas na montagem dos clichês,
ANÚNCIO Em jornal ou outro periódico, estereotipias planas para a impressão tipo-
publicação que se faz com o objetivo de gráfica.
promover um produto, serviço, organiza- BOX Termo em inglês habitualmente usa-
ção ou idéia, recorrendo em geral a layouts do para denominar um bloco de texto cer-
com fontes e ilustrações que despertem a cado por filetes ou destacado com fundo em
atenção do leitor por sua originalidade e benday.
destaque.
BREAK ou QUEBRAR Passar para a li-
ARTE FINAL Execução prática de uma nha seguinte parte de uma palavra, frase
idéia ou projeto gráfico, na disposição esté- ou título que não cabe todo na medida ou
tica do texto e das ilustrações previamente esteticamente não forma um conjunto agra-
programadas; trabalho pronto para ser re- dável.
produzido, fotografado ou impresso.
BRIEFING Instruções e diretrizes forneci-
ARTE Qualquer original preparado por das aos responsáveis pela realização de um
um artista, fotógrafo ou qualquer meio me- determinado trabalho tanto na área publi-
cânico. Livremente falando, qualquer origi- citária como em marketing, embalagens ou
nal a ser reproduzido. outras formas de criação.
ARTIGO Trabalho literário publicado em BROCHURA Livro de acabamento popu-
jornais e revistas. lar, costurado ou fresado, que recebe capa
BACKGROUND / FUNDO Fundo de cor de papel cartão de alta gramatura colada
sobre o qual o texto ou arte em meio-tom diretamente no dorso.
será superposto em cor mais escura ou em CABEÇALHO Informação que identifica
preto. um periódico permanentemente, compreen-
BASELINE Base composta por linhas dendo o nome, a data de publicação, o ano,
que servem de orientação para alinha- o número etc.

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CADERNO Folha impressa que leva em seu COLUNAS DE TEXTO O preenchimento


conteúdo várias páginas impressas do livro das áreas reservadas verticalmente para a
na frente e no verso, que, quando dobrada, disposição do texto.
forma uma seqüência linear de numeração COMPOSIÇÃO Conjunto de linhas, carac-
de páginas. Normalmente é composto em teres, fios, vinhetas e imagens que se arti-
número de páginas múltiplo de quatro; 4, 8, culam para a formação do layout da página
16, 32 ou mais. impressa.
CAMPO VISÍVEL Conjunto de pontos do COMPRIMENTO DE ONDA Medida da
espaço que o olho humano imóvel consegue distância de uma crista de onda a outra,
ver de uma só vez. que determina a capacidade de vibração
CAPA DURA Capa de livro ou revista com- da mesma e conseqüente velocidade para
posta de papelão de alta gramatura reves- chegar ao cérebro, quando capturada pelos
tido com material de alta resistência para olhos.
maior conservação de seu miolo, prolongan- CONTRACAPA Lados internos das capas
do dessa maneira a longevidade do livro. de livros e revistas.
CAPA FLEXÍVEL Capa de livro que imita CONTRA-GRAFISMO Área que não rece-
a capa dura em sua produção, mas que é be impressão de elementos decodificáveis
composta de cartão dobrado. Tem resistên- em um layout (fundo).
cia maior que a da encadernação brochura,
mas menor que a da capa dura. CONTRASTES SIMULTÂNEOS Justapo-
sição de cores contrastantes ou complemen-
CARACTERES Letras individuais, núme- tares no círculo cromático.
ros, sinais de pontuação etc. do alfabeto de
determinada fonte. COR Na composição, o tom ou a densidade
da composição em uma página.
CARTAZ Meio publicitário de informação
visual, normalmente impresso em grande CORES ESPECIAIS Cores formuladas,
formato por necessitar de muita visibilidade diferentes das quatro cores CMYK. Normal-
para atingir seu objetivo de comunicação. mente são escolhidas na escala Pantone.
O cartaz de rua de 32 folhas é denominado CORES SUBTRATIVAS Cores pertencen-
outdoor. tes à escala CMYK, ou cian, magenta, ama-
CARTAZETE Meio publicitário de infor- relo e preto.
mação visual, normalmente impresso em CORPO Em tipologia, a medida da distân-
formato suficiente para destacar um produ- cia da extremidade de uma haste ascenden-
to em uma gôndola de supermercado, por te à extremidade de uma haste descendente
exemplo. de uma fonte.
CENTRO GEOMÉTRICO O ponto visual CRISTAS Ponto mais extremo da curva
de um formato limitado que se encontra no representativa de uma onda eletromagné-
cruzamento de duas diagonais e determina tica.
a divisão de massas visuais que configura a CROMALIM Processo de produção de pro-
diagramação simétrica. vas de um material impresso que utiliza
CENTRO ÓPTICO O ponto visual de um pigmentos coloridos na mesma tonalidade
formato limitado que se encontra acima do das tintas de impressão off-set, sendo por-
cruzamento de duas diagonais e determina tanto uma boa referência de qualidade.
a divisão de massas visuais que configura a CUCHÊ (OU COUCHÉ) Tipo de papel que
diagramação assimétrica. recebe uma camada de gesso, indicado para
CLARIDADE Quantidade de branco que impressos de boa qualidade.
uma matiz carrega em sua composição. DENSIDADE Na fotografia, áreas de maior
COLUNAGEM Divisão da página em mó- ou menor concentração de tons e, conse-
dulos verticais que norteiam a disposição qüentemente, de maior ou menor formação
do texto nesse sentido. de pontos de retícula.

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Glossário 147

DESENHO A arte de representar os obje- ESCALA DE CORES Escala que contém


tos por meio de linhas e sombras, traçadas inúmeras combinações possíveis de tona-
no papel ou em outra superfície. lidades a serem utilizadas na impressão
DESIGNER / DESENHISTA Planejador, colorida.
projetista. Quem pratica a arte do desenho ESCALA DE GRIS Escala de densidade
ou do design gráfico. das variações de preto, iniciando-se por
DENSITÔMETRO Instrumento com célu- seu valor mínimo (branco), passando pelos
la fotoelétrica que mede a densidade. Usado tons de cinza até chegar ao valor máximo
pelo fotógrafo para obter a exposição corre- do preto.
ta ao fotografar um original e pelo impres- ESCALA RGB Escala que representa as
sor para controlar a qualidade do trabalho cores aditivas verde, vermelho e azul-vio-
impresso. Há dois tipos de densitômetro: de leta.
reflexão e de transmissão. ESPECTRO VISÍVEL Campo detectado
DIAGRAMAÇÃO Arte de dispor grafismos pela visão humana na transformação de
e contra-grafismos como fundos, textos, le- ondas eletromagnéticas em cor.
tras e imagens que compõem a estética de EXEMPLAR Unidade de impresso edito-
um layout. rial.
DIDOT (FRANCISCO AMBROSIO DIDOT) FACAS ESPECIAIS Lâminas cortantes
Entre outras coisas, definiu o sistema de em aço utilizadas para cortes especiais,
medidas tipográficas em pontos Didot, in- abrir janelas no suporte e outras operações
troduziu a fabricação do papel vitela na cartotécnicas.
França, inventou novas prensas e criou os
FASCÍCULOS Unidades editoriais seg-
tipos de letra que estabelecem a fronteira
mentadas que, depois de colecionadas e en-
entre o romano antigo e o romano moderno.
cadernadas, formam um exemplar.
DISPLAY VISUAL Representação visual
FIBRAS No papel, são os filamentos de
do output de computador.
celulose que, entrelaçando-se, constituem
DISPLAY Exposição; ostentação; realce; a folha.
composição gráfica feita com tipos maiores
FOLHETO Publicação não encadernada
para destacar palavras ou frases de um
impressa sem periodicidade, com um nú-
texto.
mero máximo de 48 páginas, geralmente
DOBRA Operação cartotécnica de vinco. grampeadas, freqüentemente usadas em
Sobreposição de uma parte de suporte (pa- manuais de instrução e literatura promo-
pel) sobre outra. cional.
ELEMENTO ÚNICO Tipo de disposição de FONTE Coleção de caracteres identificada
layout de periódico, como tablóides, house onomasticamente por seus criadores com
organs e standards, que utiliza um só ele- os próprios nomes, locais de origem ou sim-
mento como manchete de capa. plesmente homenagens a um fato relevante.
ENCADERNAÇÃO Acabamento e ordena- Garamond, Baskerville, Helvetia etc.
ção das folhas impressas na forma de ca- FORMATO ABERTO Tamanho do impres-
dernos que são colecionados e costurados so quando recebe um acabamento cartotéc-
para depois receber uma capa. nico (dobrado) e é aberto para que se tenha
ENTRELINHA O espaço existente entre real dimensão do papel utilizado.
uma linha de texto e outra, mensurado no FORMATO FECHADO Tamanho do im-
sistema em uso no software. presso quando recebe o acabamento carto-
ESBOÇO Desenho de tipo no qual apenas técnico (dobrado).
as linhas exteriores são definidas. Outline. FORMATO HORIZONTAL Formato em
ESCALA CMYK Escala que representa as que a dimensão do comprimento é maior
cores subtrativas cian, magenta, amarelo e que o da altura. Também denominado ‘pai-
preto. sagem’.

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148 Produção gráfica: arte e técnica da mídia impressa

FORMATO VERTICAL Formato em que a LÂMINAS O mesmo que filmes ou fotolitos.


dimensão do comprimento é menor que o da É gerada uma para cada cor a ser impressa.
altura. Também denominado ‘retrato’. LAYOUT ASSIMÉTRICO Configuração
FOTOLITOS Filme no qual será reprodu- gráfica dos elementos de um layout assen-
zido o trabalho gráfico que deve ser impres- tados em relação ao centro óptico de um
so. A partir do fotolito, gravam-se as matri- formato.
zes para impressão. LAYOUT SIMÉTRICO Configuração gráfi-
FREE-LANCER Profissional que trabalha ca dos elementos de um layout assentados
em produção visual e gráfica e é remunera- em relação ao centro geométrico de uma
do por tarefa. forma.
FREQÜÊNCIA É a medida em Hertz que LAYOUT Configuração gráfica dos ele-
mensura a vibração em determinado com- mentos de grafismo e contra-grafismo que
primento de onda em um segundo. compõem uma peça visual impressa.
GRAFISMO Área do impresso ou layout LEGIBILIDADE Qualidade do texto, de
em que elementos representativos se fazem seu espaçamento e composição, que afeta a
presentes, como letras, fios, vinhetas, ima- velocidade da percepção: quanto mais rápi-
gens etc. da, fácil e acurada a percepção, mais legível
será o texto.
GRAMATURA Peso do papel, medido em
gramas por metro quadrado. É considera- LEGÍVEL Que se pode ler normalmente,
da uma medida de espessura, pois quanto sem auxílio de qualquer instrumento de
mais espesso o papel, mais pesado será um ampliação; que está escrito ou impresso em
metro quadrado do mesmo. caracteres nítidos e que não apresenta bor-
rões nem falta de tintagem.
GUARDA Folhas que são responsáveis
pelo acoplamento das capas duras ao miolo LINHAS ÓRFÃS O mesmo que linhas de
dos livros. forca ou viúvas; linha incompleta ou final
de período que passa para o alto da página
HASTES ASCENDENTES Letras cujas
seguinte.
hastes se estendem acima do miolo central
do tipo, como o ‘f’, o ‘d’ e o ‘l’. LOGOTIPO Representação da identidade
gráfica visual de uma empresa por meio de
HASTES DESCENDENTES Letras cujas
letras, ícones ou símbolos.
hastes se estendem abaixo do miolo central
do tipo, como o ‘g’, o ‘q’ e o ‘ç’. MARGEM Espaço em branco que fica em
volta de uma página impressa ou manuscri-
HOT STAMPING Processo de impressão ta. Linha que serve para indicar os limites
que utiliza o calor para transferência de da área a ser impressa.
imagem para o suporte a ser impresso.
MATRIZES Originais preparados para re-
ÍCONES Imagens representativas usadas produção gráfica e geração de impressos em
em desenho gráfico. série. Pode ser um fotolito ou uma chapa
INDICATIVIDADE Forma de indução in- de off-set.
consciente que o designer impõe aos ele- MATUTINOS Jornais que estão à venda
mentos do layout para atingir visibilidade e em bancas a partir das cinco horas da ma-
legibilidade hierárquicas e que sejam tam- nhã. O design de suas páginas se caracteri-
bém satisfatórias. za por elementos sóbrios, poucas imagens,
ISAAC NEWTON Físico inglês que elabo- títulos sem exageros e muita valorização do
rou cientificamente a teoria das cores. texto.
ISBN International Standard Book Num- MEIO DE COMUNICAÇÃO Meios genéri-
ber. Código de abrangência internacional cos pelos quais se pode fazer chegar infor-
destinado a facilitar a identificação e a lo- mação ao receptor: jornal, revista, televisão
calização de livros impressos em qualquer etc. Em conjunto, constituem o que se cha-
lugar do mundo. ma de ‘mídia’. Ver veículos.

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Glossário 149

MERCHANSING Atividade de propaganda PIRÂMIDES Disposição de classificados


que procura a maneira mais adequada de em jornais em formato piramidal.
lançar ou mostrar um produto de acordo PODER DE ATRAÇÃO Capacidade de al-
com a ocasião. O aparecimento do produto, guns elementos do layout de atrair o leitor
serviço ou marca de maneira não ostensiva por sua posição, contraste ou harmonia em
mas contundente. relação à hierarquia projetada pelo desig-
MÍDIA IMPRESSA Todo meio que se uti- ner.
liza de produtos impressos para divulgação PRIMEIRA CAPA A capa principal de uma
de idéias, pensamentos ou produtos. revista; no verso dela fica a segunda capa. A
MIOLO Parte central do conteúdo físico de terceira capa fica no verso da quarta capa,
um livro. que é a que se vê quando a capa está virada
NEWSLETTER Periódico impresso cons- para baixo.
tituído de notícias dirigidas a um público PRISMAGEM Destaque de um detalhe de
restrito. uma imagem dentro do seu contexto total.
OFF-SET Sistema de impressão planográ- REFILE Operação cartotécnica de fina-
fica (a área da imagem e a de não-imagem lizar um impresso aparando-se o excesso
estão no mesmo plano na chapa de impres- de material (papel) pré-programado na im-
são). Baseia-se na repulsão entre a água e pressão.
a gordura.
RETÍCULA Conversão de uma imagem
ONDAS ELETROMAGNÉTICAS Forma contínua em pontos para possibilitar a re-
de propagação de cores e outras formas de produção gráfica.
energia na natureza.
SANGRIA Espaço reservado à colocação
ORELHAS Apêndices da capa de um livro
de imagens e fundos para fora do formato,
que normalmente trazem informações so-
de modo a serem cortados no acabamento
bre o autor e a obra.
final, deixando a imagem ou fundo ‘sangra-
P&B Classificação dada a originais em dos’, rentes ao formato.
preto e branco.
SCANNERS Equipamento para digitaliza-
PÁGINA DE CRÉDITOS Espaço nos livros ção de imagens e seu armazenamento na
reservado aos detentores dos direitos auto- forma de informações eletrônicas.
rais do livro e aos responsáveis pela publi-
cação e produção do mesmo. SEPARAÇÃO DE CORES Método utilizado
para separar as cores primárias de impres-
PÁGINA DE ROSTO É a página em que são (cian, amarelo, magenta e preto) por
devem constar o título da obra, o nome do meio de filtros de cores complementares.
autor e da editora; é sempre impressa em
página ímpar. SISTEMA DE IMPRESSÃO Princípio que
norteia a forma de obter impressos de acor-
PÁGINA-MESTRA Recurso dos softwares
do com a origem de sua formatura, que pode
de diagramação gráfica em que colocamos
ser off-set, tipográfica, rotográfica, serigrá-
elementos comuns em todas as páginas,
fica, tampográfica ou ainda digital.
como títulos correntes, numeração, fundos,
logos etc. STAFF Os profissionais envolvidos na exe-
PANTONE® Escala de cores especiais pro- cução de um periódico.
duzida pela empresa Pantone, que é refe- STANDARD Formato padrão de jornais,
rência mundial em tintas para impressão. em torno de 32 x 56 cm, muito utilizado no
PAUTA Conjunto de assuntos a serem tra- mundo inteiro.
tados por um periódico em uma determina- TABLÓIDES Jornal diferenciado do stan-
da edição. dard pelo formato, com uma configuração
PERIÓDICOS Veículos de mídia impressa, mais livre das matérias, maior número de
como jornais, revistas, newsletters, house imagens e textos mais resumidos.
organs etc. TIPO Desenho de um caractere ou letra.

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150 Produção gráfica: arte e técnica da mídia impressa

TIPOGRAFIA Arte de compor e imprimir dar mais vida ao impresso. O verniz nor-
com tipos gravados em relevo. malmente é aplicado sobre imagens e áre-
TIPOLOGIA Estudo dos tipos e símbolos as que necessitam de destaque.
e seu comportamento na mídia impressa. VERNIZ Elemento à base de resina que
TIRAGEM Número de exemplares im- confere brilho e maior resistência ao im-
pressos de um determinado produto grá- presso ou a partes dele.
fico. VESPERTINOS Nome dado a jornais que
TOM CONTÍNUO Originais para artes saem nas bancas depois da metade do dia.
gráficas com nuanças de tons variando Sua diagramação dá ênfase a fotos e tí-
de 0 a 100% em seus tons. Só podem ser tulos maiores e textos mais enxutos com
impressos depois de convertidos em retí- corpos maiores.
culas. VINCO Dobra, ruga, prega, vinco efetua-
TONALIDADE Matiz de uma cor. dos nas capas dos livros por meio de ope-
rações cartotécnicas.
TOQUE Nome dado a cada avanço do
computador quando acionada uma tecla, VINHETA Ornamento tipográfico repre-
quer inclua um sinal gráfico ou um es- sentado por linhas geralmente geométri-
paço. cas de flores, folhagens, arabescos etc.,
empregados como enfeites ou cercaduras
TORRE A disposição de classificados em
de páginas, anúncios, programas e outros
uma ou mais colunas de texto um sobre
trabalhos gráficos.
o outro, normalmente nas laterais das
páginas. VIÚVA Em tipografia, é a denominação
da linha quebrada ou de linha curta de fim
TRAÇO Originais para artes gráficas de parágrafo que passa para o alto da pá-
sem nuanças de tons (as únicas opções gina seguinte. Também denominada ‘órfã’.
são 0 ou 100%).
ZONAS MORTAS Áreas visuais dos jor-
VEÍCULO Se o meio é o genérico, o veícu- nais periódicos e layouts em que o olho hu-
lo é o específico. Na televisão, é cada canal; mano não é estimulado naturalmente, ne-
no meio revista, é cada título, e assim por cessitando de um procedimento indicativo
diante. do designer para ser vista e lida. Normal-
VERNIZ COM RESERVA Aplicação de mente trata-se do canto superior direito e
verniz em áreas pré-estabelecidas para do canto inferior esquerdo de uma página.

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ÍNDICE REMISSIVO

A Cor, 2, 15-30, 15, 16, 19, 20, 23, 24, 25,


Acabamento, 31, 54, 67, 68, 69, 70, 72, 73, 26, 27, 28, 29, 30, 53, 63, 69, 70, 73, 92,
91, 119, 122, 123, 124, 127, 128, 129, 93, 94, 98, 110, 115, 119, 123, 125
130, 131, 132, 133, 134 como vemos a, 17-25
de livros e revistas, 132-134 e a temperatura, 29
editorial, 127-131 e os sentidos, 29
e cartotécnico, 127-134 em relação
Artes, 2, 32 à cultura, 16
aplicadas, 2 à idade, 16
belas,2, 4 ao clima, 17
composição em, gráficas, 1-2 ao gosto pessoal, 17
gráficas, 32, 114, 136, 144 ao sexo, 16
Assimetria, 40, 45 feminina, 16
funções da, 17
B masculina, 16
Briefing, 45, 50 o poder de atração da, 28
Cores, 15, 16, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25,
C 26, 27, 28, 29, 30, 31, 40, 41, 45, 51, 54,
Caixa 55, 56, 58, 63, 70, 75, 77, 90, 91, 92, 93,
alta, 13, 14, 59, 84 94, 122, 123, 127
alta e baixa, 13,14, 59 básicas, 15
baixa, 13, 33, 84 comportamento das, 26
Capas, 41, 41, 42, 67, 69, 70, 71, 73, 133 de escala, 24
Caracteres, 6, 7, 8, 9, 13, 57, 101, 137 especiais, 22, 24, 25
egípcios, 5 o que significa as, 26-28
góticos, 4, 136 psicologia das, 25-30
lapidários, 5, 8 processamento mecânico das, 22-24
Categorias literárias, 68-69 separação de, 22, 24
Círculo cromático, 20 teoria das, 19
Classificação por série, 12-14
Colunas, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 44, D
55, 56, 57, 64, 106, 112, 113, 136 Designer, 16, 31, 32, 33, 34, 36, 37, 40,
e resultado, 32 41, 42, 43, 44, 45, 46, 48, 49, 52, 53, 54,
em diagramas, 32 55, 59,60, 64, 71, 72, 73, 75, 77, 83, 87,
Composição solta, 100-101 90, 97, 98, 99, 101, 103, 106, 107, 110,
Computer-to-plate, 127, 143-147 112,127, 134
Computer-to-press,144 Destaques prioritários, 50-51
Comunicação social, 9, 15 Diagramação, 39, 45, 56, 57, 61, 87, 89, 91,
Cones, 21, 29, 43, 58, 83, 88, 90, 94, 112, 93, 97, 99, 100, 101, 13, 105, 107, 109,
135 111, 113, 115, 117
Contornos e preenchimento, 90-96 de tablóides, 60
Contraste figura-fundo, 26 horizontal, 56, 61

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154 Produção gráfica: arte e técnica da mídia impressa

modular, 57, 61 I
vertical, 55, 56, 61 Imagem,21, 22, 23, 24, 40, 41, 42, 45, 50,
51, 52, 54, 55, 58, 60, 61, 72, 106, 114,
E 115, 135, 138, 139, 141, 142
Elementos gráficos de impressão, 51-53 Imagens, 1, 2, 4, 8, 16, 19, 22, 33, 35, 36,
Escala, 41, 42, 46, 47, 52, 54, 55, 60, 64, 69, 70,
CMYK, 20, 22, 25 73, 85, 88, 89, 90, 97, 109, 113, 114, 119,
RGB, 19, 20, 25 127, 136, 138, 139, 142
Estética, 2, 4, 8, 59, 67, 70, 71, 73, 76, 87, Impressão off-set, 54, 70, 82, 115, 119, 121,
116, 127 132, 134, 138, 139, 143
arquitetônica, 3 Impressão
gráfica, 4 serigráfica, 142
influência dos estilos na, 4-9 tampográfica, 143
Estilo, 3, 4, 8, 31, 45, 52, 55, 61, 72, 85 Indesign, 87-118, 88, 89, 90, 91, 92, 93, 96,
Bauhaus, 3 97, 98, 99, 100, 101, 102,103, 104, 105,
bizantino, 3 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113,
clássico, 3 114, 115, 116, 117
floreal, 7 como produzir um documento no, 113-
góticos, 6 114
renascentista, 3 ferramenta de diagramação,87-118
romanticista, 6 recursos de texto do, 97-114
romântico, 3, 5 Indústria
editorial, 67, 68, 69
F gráfica, 22, 67, 127
Família, 5, 9, 10, 11, 53, 72
cursiva, 11 J
egípcia, 10 Jornais, 31, 52, 54, 56, 60, 61, 62, 63
lapidária ou bastão, 11, 54 standard, 52, 60, 61, 62, 63, 64, 119
romana, 10
antiga, 9 L
moderna, 10 Layout, 26, 35, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43,
Ferramentas de desenho, 106-107 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 53, 54, 59, 68,
lápis, 106 70, 75, 78, 81, 92, 112
traço, 107 Legibilidade, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 11, 12, 14,
Figuras geométricas regulares e irregula- 33, 36, 37, 38, 39, 58, 59, 72, 87
res, 107-114 Letras, 1, 2, 3, 4, 7, 8, 9, 11, 12, 13, 30, 32,
Flexografia, 141-142 37, 41, 44, 45, 54, 58, 60, 64, 72, 84, 90,
Fluxograma de produção editorial, 85 92, 94, 97, 101, 103, 111, 114, 118, 136,
Forma e o seu poder de concentração, 28 137
Formatação de texto, 101-106 com cara de produto, 1-14
condensadas, 12
G critérios para a escolha de, 9-11
Gradiente(s), 93, 94, 110 desenho das, 2, 4, 44
coloridos, 94 expandidas, 12
em letras, 94-96 egípcias, 10
Gravura em metal, 139-141 grifos, 12
itálicos, 12
H médias, 12
Hot stamping, 70, 72, 132 redondos, 12
House organs, 52, 54, 58, 59 Litografia, 137, 138
Livro, 1, 5, 8, 25, 40, 60, 67-86, 87, 113,
119, 121, 123, 124, 133

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Índice remissivo 155

anatomia, 69 aditiva, 19
o que é um, 67-68 subtrativa, 19, 20
por dentro, 73-76 Sistema
quanto à sua forma, 68 de impressão, 22, 54, 70, 132, 138,
Logotipos, 40 139, 142
milenar, 142
M Din, 78, 79,81
Mídia impressa, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, rotográfico, 140, 141
18 termográfico de impressão, 143
Mídia visual, 115 Staff, 53

N T
Newsletter, 52, 55, 56, 60, 61, 112 Texto, 1, 4, 10, 13, 14, 32, 33, 34, 35, 36,
Normalização DIN, 125 37, 38, 40, 41, 2, 44, 49, 50, 54, 55, 58,
59, 71, 73, 75, 77, 78, 80, 83, 85, 87, 90,
O 92, 94, 7, 98, 99, 100, 101, 102, 103, 104,
Obturador, 21, 105, 106, 110, 111, 115, 117, 118, 119,
135
P Tipografia, 4, 7, 137, 141
Páginas internas, 43 atual, 8
Papel, clássica, 8, 9
cálculo de consumo de, 122-125 elementar, 7, 8
em bobina,125 funcional, 8
em escala industria, 120 manual, 13
Peça editorial, 36, 83 nova, 8
Percepção dos tons, 30 Tipologia, 3, 4,6, 30, 31, 40, 41, 51, 52, 53,
Peso, 25, 26, 29, 30, 40, 119, 121, 122 54, 56, 60, 69, 70, 75, 77,101
Preferências e suas razões, 16-17 Tipometria, 114
Primeiras páginas, 45 Tiragem, 54, 55, 68, 85, 120, 122, 123,
Processos gráficos, 22 124, 136, 138, 142
Produção visual, 15-30, 31-66 Tonalidade, 12, 13, 15, 21, 54, 59
Projeto gráfico,, 8, 31, 68, 69
Propaganda, 8, 9, 11, 14, 45, 53, 60, 63 V
Publicidade, 8 53, 60, 63 Vermículos, 27
Verniz, 27, 70, 132, 139
R Versaletes, 13, 59, 101, 114
Revistas, 31-66, 31, 32, 33, 34, 39, 40, 45, Versal-versalete, 13, 14
55, 119, 130, 132, 133 Visibilidade, 8, 11, 29, 30, 41, 58, 87
estrutura física, 40
X
S Xilografia, 135, 136
Setas, 88, 94, 111
Simetria, 8, 28, 40, 45, 51 Z
Síntese, Zonas ópticas, 49

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Produção gráfica – arte e técnica da mídia impressa
Antonio Celso Collaro

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