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ETAPA 5 - Aquisição e plano de inspeção de recebi-

mento dos equipamentos


-

perdas, perdas de e também com o objetivo prático de tomar ou propor medidas que
impeçam a produção de novos produtos inadequados.

A inspeção se antecipa aos possíveis problemas em campo, mas quando repetidas, al-

mais adiante.

Condições de referência

As grandezas de influência aplicáveis, exceto aquela submetida ao ensaio, devem ser


mantidas nos valores listados na tabela 8 (OIML, 2006).

Tabela 33: Valores de grandezas de influência durante os ensaios

Durante cada ensaio, a temperatura e a umidade relativa não devem variar mais do que
5°C ou 10%, respectivamente, dentro da faixa de referência.

Erros (de indicação)

Para a aprovação de modelos, os erros (de indicação) do medidor - na medição do


volume escoado - devem ser determinados, no mínimo, nas vazões abaixo, medidos
duas vezes em cada uma das vazões (OIML, 2006):

a) entre Q1 e 1,1 Q1;


b) entre 0,5 (Q1 + Q2) e 0,55 (Q1 + Q2) - para Q2/Q1 > 1,6;
c) entre Q2 e 1,1 Q2;
d) entre 0,33 (Q2 + Q3) e 0,37 (Q2 + Q3);
e) entre 0,67 (Q2 + Q3) e 0,74 (Q2 + Q3);
f) entre 0,9 Q3 e Q3;
g) entre 0,95 Q4 e Q4;
h) entre 0,85 Qx1 e 0.95 Qx1
i) entre 1,05 Qx2 e 1,15 Qx2

E para medidores compostos:

alternativas na portaria de aprovação do modelo, os erros - de indicação - são medidos


nas seguintes vazões:

a) entre Q1 e 1,1 Q1;


b) entre Q2 e 1,1 Q2;
c) entre 0,9 Q3 e Q3;
d) nos medidores compostos, entre 1,05 Qx2 e 1,15 Qx2.

Critérios de aceitação

Na aprovação de modelo, os erros (de indicação) apurados em cada uma das vazões
acima não devem exceder os erros máximos admissíveis.

Se o erro (de indicação) observado em um ou mais medidores for superior ao erro


máximo admissível em uma única vazão, deve-se repetir o ensaio nesta vazão. O en-
saio é considerado satisfatório se dois, entre três resultados, situarem-se dentro da
faixa dos erros máximos admissíveis, e a média aritmética dos resultados dos três
ensaios naquela vazão for inferior ou igual ao erro máximo admissível.

Se todos os erros (de indicação) do medidor tiverem o mesmo sinal, pelo menos um
dos erros não deve exceder à metade do erro máximo admissível.

Se o medidor possuir marcações que informem a sua posição de funcionamento, deve


ser ensaiado nessa posição. Na ausência de tais marcações, o medidor deve ser en-
saiado, pelo menos, em três posições.
-
dicação) dos medidores não devem exceder o dobro dos EMAs estabelecidos para a

Incertezas em métodos de ensaios

Quando se relata o resultado da medição de uma grandeza física, é obrigatório que


seja dada alguma indicação quantitativa da qualidade do resultado, de forma tal que,
-
tados da medição não podem ser comparados, seja entre eles mesmos ou com valo-

que haja um procedimento prontamente implementado, facilmente compreendido e de


aceitação geral para caracterizar a qualidade de um resultado de uma medição, isto é,
para avaliar e expressar sua incerteza. (ABNT, INMETRO, 2003).

A incerteza do resultado de uma medição, geralmente, consiste de vários componen-


tes que podem ser agrupados em duas categorias, de acordo com o método utilizado
para estimar seu valor numérico:

•aqueles que são avaliados com o auxílio de métodos estatísticos;


•aqueles que são avaliados por outros meios.

Toda descrição detalhada da incerteza deve consistir em uma lista completa de seus
componentes e indicar, para cada uma, o método ou tipo da incerteza utilizado para lhe
atribuir um valor numérico.

resultado de uma medição com a qual se espera abranger uma grande fração da dis-
tribuição dos valores que possam ser, razoavelmente, atribuídos ao mensurando, no
caso, o volume efetivo que atravessa o hidrômetro.

Desta forma, quando se se realiza um ensaio, a incerteza expandida na determinação


do volume efetivo que escoa através do medidor, não deve exceder um quinto do erro
máximo admissível aplicável para a aprovação do modelo e um terço do erro máximo

A incerteza expandida deve ser estimada de acordo com o guia para a expressão da
incerteza de medição (ABNT, INMETRO, 2003) com um fator de abrangência, k = 2.
Deve ser observado, quando se realiza um ensaio, que o erro decorrente da resolução
do medidor não deve exceder os valores de 0,25% e 0,5% do volume escoado, durante
1h30m à vazão mínima Q1 nos medidores de classe de exatidão 1 e classe de exatidão
2, respectivamente (OIML, 2006).

Bancadas de ensaios metrológicos

Para a realização de qualquer ensaio de medidores de vazão devem ser observados os


valores estabelecidos no regulamento metrológico para as condições de referência das
seguintes grandezas de influência, quando presentes: vazão, temperatura e pressão
da água, umidade relativa e pressão atmosférica do ambiente, tensão e frequência de
alimentação.

Determinação dos erros (de indicação)

O método utilizado para determinar os erros (de indicação) do medidor é o da “coleta”


no qual, a quantidade de água escoada pelo medidor, é coletada em um ou mais re
cipientes e determinada volumetricamente ou gravimetricamente. Podem-se utilizar

regulamento metrológico (OIML, 2006).

volume fornecidas pelo medidor, sob condições de referência e por um dispositivo de


referência calibrado.

O medidor deve ser ensaiado sem seus dispositivos complementares temporários (se
houver).

A bancada de ensaio consiste, tipicamente, em:

a. abastecimento de água (tanque não pressurizado, tanque pressuriza-


do, bomba etc.);
b. tubulação com seção de ensaio para instalação do(s) medidor(es) e
meios para estabelecer e determinar a vazão;
c. dispositivo de referência calibrado (tanque volumétrico calibrado, sis-
tema de pesagem, medidor de referência etc.);
d. meios de medição do tempo do ensaio;
e. dispositivos para automação dos ensaios (se necessário);
f. meios para medição da temperatura da água;
g. meios para medição da pressão da água.

Método de coleta com partida e parada estacionárias

Neste método, as leituras no início e no término do ensaio são realizadas com o me-
didor parado.

O escoamento é estabelecido através da abertura de uma válvula situada, de preferên-


cia, a jusante do medidor e é interrompido pelo fechamento desta mesma válvula. Lê-
se o medidor quando o registro está estacionário.

O tempo é medido entre o início do movimento de abertura e o término do movimento


de fechamento da válvula.

Enquanto o escoamento se inicia e durante o período de operação a uma vazão especí-

na vazão (curva do erro de medição).

Enquanto o escoamento é interrompido, a combinação da inércia das peças móveis


do medidor e do movimento rotacional da água, no seu interior, pode causar um erro

Nesse caso, não é possível determinar uma regra empírica simples que forneça as

Em caso de dúvida, recomenda-se:

1.Aumentar o volume e duração do ensaio;


2.Comparar os resultados com aqueles obtidos por um ou mais métodos
e, em especial, pelo método de escoamento estável, que elimina as cau-
sas de incerteza citadas anteriormente.

Em alguns tipos de medidores eletrônicos com saídas de pulso utilizados para ensaio,
a resposta do medidor às alterações na vazão, pode ser tal que os pulsos válidos são
emitidos após o fechamento da válvula. Nesse caso, devem-se providenciar meios
para contar esses pulsos adicionais.
o volume indicado pela contagem de pulsos corresponde ao volume exibido no dispo-
sitivo indicador.

Método de coleta com partida e parada dinâmicas

Neste método, as leituras do medidor são obtidas sob condições de escoamento está-
vel e desvio de escoamento (ISO 8316:1997).

A medição é realizada quando as condições de escoamento estão estabilizadas. Uma


chave, denominada diversor, desvia o escoamento para o interior de um recipiente ca-

O medidor é lido em funcionamento e a leitura é sincronizada com o movimento do


diversor. O volume coletado no recipiente é efetivamente escoado.

se os tempos de deslocamento do diversor, em cada sentido, apresentar uma diferença


inferior a 5% e, se este tempo, for inferior a 1/50 do tempo total do ensaio.

Devido ao seu elevado potencial de exatidão, este método é frequentemente utilizado


como método primário para calibração de outros métodos ou dispositivos de medição
de vazão volumétrica ou de vazão mássica.

Principais fatores que afetam a medição dos erros (de in-


dicação)

As variações na pressão, vazão e temperatura na bancada de ensaio, bem como as in-


certezas na exatidão da medição dessas quantidades físicas são os principais fatores
que afetam a medição dos erros (de indicação) dos medidores (OIML, 2006).

Pressão de abastecimento

A pressão de abastecimento deve ser mantida em um valor constante durante todo o


ensaio na vazão escolhida. Em ensaio de medidores aos quais é atribuída a vazão Q3 ≤
16 m3/h, em vazões de ensaio ≤ 0,1 Q3, obtém-se a constância da pressão na entrada
do medidor (ou na entrada do primeiro medidor de um grupo sob ensaio) se a bancada
for abastecida por tubo proveniente de um tanque de nível constante. Isso garante um
escoamento sem perturbação.

Podem-se usar quaisquer outros métodos de abastecimento que demonstrem não ex-
ceder a pulsação de pressão de um tanque de nível constante (exemplo: um tanque
pressurizado).

Nos outros ensaios, a pressão a montante do medidor não deve variar em mais de 10%.

A incerteza máxima (k = 2) na medição da pressão não deve ultrapassar 5% do valor


medido.

A pressão na entrada do medidor não deve exceder a sua pressão máxima admissível.

Vazão

A vazão deve ser mantida constante, no valor escolhido, durante o ensaio. A variação
relativa na vazão durante cada ensaio (não incluindo o início e a parada) não deve
exceder:

± 2,5% de Q1 para Q2 (não inclusa);


± 5% de Q2 (inclusive) para Q4.

O valor da vazão é o volume escoado durante o ensaio dividido pelo tempo. Essa
condição de variação de vazão é aceitável se a variação da pressão relativa (no
escoamento para o ar livre) ou a variação relativa da perda de pressão (em condutos
fechados) não exceder:

± 5% de Q1 para Q2 (não inclusa);


±10% de Q2 (inclusive) para Q4.

Temperatura

Durante o ensaio, a temperatura da água não deve variar em mais de 5°C.

A incerteza máxima na medição da temperatura não deve exceder 1°C.


Posição de funcionamento do(s) medidor(s)

Ao montar o medidor na seção (sessão) de ensaio da tubulação da bancada, observe o


posicionamento conforme as letras “H” ou “V”.

Os medidores que não estiverem marcados deverão ter os ensaios repetidos para cada
posição de seu eixo de escoamento: plano horizontal; plano vertical; ângulo interme-
diário em relação aos planos horizontal e vertical.

A tolerância na posição do eixo do escoamento para todos os medidores, seja no plano


horizontal, vertical ou em um ângulo intermediário, deve ser de ± 5°C.

Ensaios especiais
Ensaio de início de funcionamento

Existem duas metodologias que podem ser aplicadas individualmente ou simultanea-


mente para a obtenção do início de funcionamento, denominadas como:

- início de funcionamento com determinação da vazão;


- início de funcionamento com determinação do erro relativo.

Inicialmente, devem-se colocar os hidrômetros na bancada volumétrica ou gravimétri-


ca, abrir os registros e ligar a bomba para possibilitar que todo o ar saia do sistema. O

se existem vazamentos que possam interferir no resultado.

Desligar a bomba e fechar o registro. Regular, lentamente, o registro em uma vazão tal
que, no mínimo, um hidrômetro indique seu funcionamento por meio do disco vazado,
denominado como roseta. Para o início do funcionamento ser considerado válido, o
disco vazado deverá dar uma volta completa em torno de si mesmo sem parar.

Utilizando uma proveta, faixa de indicação de 100 ml e um cronômetro, aproximar-se

Colocar a proveta sob a água e acionar o cronômetro simultaneamente.

Retirar a proveta e parar o cronômetro simultaneamente. Sendo assim, calcular a


vazão, utilizando a fórmula Q = V/ t, onde:

Q = vazão (l/h); V = volume (l); t = tempo (s)

Conferir, novamente, se o(s) hidrômetro(s) está(ão) funcionando. Se sim, então regis-


trar a vazão de início de funcionamento; se não, cancelar a leitura, aumentar a vazão e
repetir o procedimento.

ensaio e registrar os resultados.

Após a determinação da vazão de início de funcionamento do medidor, é possível de-


terminar o erro relativo. Aproveitar que a vazão está regulada, fechar válvula e registrar
a leitura inicial.

Com uma proveta com faixa de indicação de 250 ml e resolução de 2 ml ou equipa-


mento similar, coletar o volume até próximo à sua capacidade máxima, fechar a válvu-

uma leitura e, no máximo, três leituras na determinação do erro relativo, visando à


credibilidade dos resultados.

O erro relativo possui caráter informativo, portanto não é aplicável um critério de acei-
tação.

O critério de aceitação para início de funcionamento com determinação da vazão está

Tabela 34: Critério de aceitação para início de funcionamento


A tabela é aplicada para o ensaio de início de funcionamento antes e depois do ensaio
de desgaste acelerado. Para medidores que não estão relacionados na tabela acima,
considerar como referência para aprovação: 50% da vazão mínima.

Publicada inicialmente em 2007, a norma brasileira da ABNT NBR 15538 foi revisada

Esta norma estabelece, em sua mais recente revisão a ser publicada em 2013, os se-
guintes ensaios:

do medidor após a realização dos ensaios de desgaste acelerado contínuo e cíclico, em


baixas vazões, visto ser esta uma condição de operação muito comum nos domicílios
brasileiros em função da prática do uso de reservatório com torneira-boia.

campos magnéticos estáticos.

apresentar qualquer entrada de água.

submetidas a um impacto de uma esfera de dimensões preestabelecidas.

para suportar condições de instalação em campo.


Ensaios de aprovação de modelo e recebimento de lote
Aprovação de modelo

O ensaio de aprovação de modelo é efetuado em um número predeterminado de amos-


tras de medidores com as mesmas características, conforme solicitação do organismo

-
dos na tabela abaixo, conforme a norma NBR NM 212:1999 para os ensaios de modelo.
Tabela 35: itens conforme a norma NBR NM 212:1999 para os ensaios de modelo

Dispositivo de regulagem

Os medidores deverão estar providos de um dispositivo de regulagem externa que per-

dentro da faixa de, no mínimo, 4% para medidores de vazão permanente, menor que 10
m³/h e 2% para medidores de vazão permanente maior ou igual a 10 m³/h, entre a po-
sição totalmente aberta e totalmente fechada com uma vazão igual à permanente (qp).

Medidas máximas

instrumentos e calibradores adequados que permitam comprovar se os valores estão

Roscas

atendam à norma ISO 228-2.

Vazão de sobrecarga e perda de carga

As extremidades da bancada de ensaio de perda de carga devem ser construídas com


tubos retos, obedecendo à relação L ≥ 15 D e L1 ≥ 10 D e L, e L2 ≥ 5 D, onde L1 e L2 são
os comprimentos dos trechos de tubulação a montante e a jusante, respectivamente,
dos pontos extremos de tomada de pressão na seção de medição e D é o diâmetro da
tubulação.

Para este ensaio, conecta-se o medidor no manômetro diferencial com a bancada de


ensaio descrita anteriormente. Passa-se pelo medidor uma vazão de água igual a qs
onde se faz a leitura de perda de carga no manômetro diferencial, que deve indicar um
valor de perda de carga que não ultrapasse 0,1 Mpa (1 bar).

Erros máximos nas faixas inferior e superior

Realizados em uma bancada volumétrica, gravimétrica ou de medidor padrão, em que


se faz funcionar o medidor nas seguintes vazões:

- entre qmin e 1,1 qmin;


- entre qt e 1,1 qt;
- aproximadamente 0,5.qs.

Os volumes de referência e os volumes registrados pelo medidor são comparados,


então o erro é calculado.

No caso de ensaio de modelo, recomenda-se traçar a curva característica do erro em


função da vazão para cada medidor, para permitir a avaliação do comportamento na
faixa de medição, tomando como vazões adicionais de medição 0,25 qs, 0,75 qs e qs,
efetuando-se três leituras para cada vazão de forma que, cada ponto, calcule-se a
média aritmética das três medições.

Ensaio hidrostático

A estanqueidade se comprova aplicando aos medidores, a pressão hidrostática de 2,0

medidor.

Funcionamento prolongado

Os medidores são submetidos a uma vazão igual a qp para ensaio de vazão descon-
tínua e 2 qp para vazão contínua. Após o término do ensaio, estes são calibrados nova-
mente e o seu erro máximo admissível deve estar dentro da faixa estipulada na norma
NBR NM 212:1999 e não deve apresentar sinais visíveis de corrosão interna ou externa.

Blindagem magnética

Este ensaio consiste em submeter um medidor de transmissão magnética a um campo


-
riação do erro relativo porcentual na vazão mínima qmin.

Acoplamento magnético

Consiste em submeter os medidores de transmissão magnética a uma calibração


equivalente a 1,4 vezes a vazão permanente qp com um tempo de abertura de válvula

10%.

Radiação Ultravioleta

As amostras dos visores e totalizadores devem ser ensaiados conforme norma ASTM
G-53 em ciclos de quatro horas de radiação UVB a 60oC, quatro horas em condições
de umidade a 40oC, durante 336 horas.

Funcionamento inverso

Neste ensaio, o medidor é instalado em bancada de calibração em posição de fluxo


inverso e submetido à vazão permanente qp, em um intervalo de cinco minutos onde

Resistência do visor

O ensaio de resistência da cúpula da relojoaria do medidor consiste na queda de uma


esfera metálica maciça de Ø25 mm a uma altura de 350 mm perpendicularmente sobre

Recebimento de lote

Após a aprovação de modelo para o recebimento de lotes posteriores, os seguintes


passos devem ser seguidos:
Amostragem
São retirados, aleatoriamente, de cada lote segundo amostragem por etapas, uma
amostra estabelecida na norma COPANT 327, para o nível de inspeção especial S4,
plano dupla amostragem, iniciando com inspeção normal, como mínimo, e os ensaios
descritos no tópico Ensaio de Lote.

Aceitação e rejeição
A aceitação e a rejeição dos medidores efetua-se na base do número total de unidades
com defeito, em forma estabelecida na COPANT 327, com uma N.Q.A de 4% para cada
característica.

se rejeita um lote ou caso haja algum tipo de irregularidade, o processo de inspeção


normal pode ser retomado.

Aceitação individual
A aceitação individual dos lotes não implica na aceitação dos medidores que não aten-
dam às exigências da norma MERCOSUL NBR NM 212:1999, rejeitando, individual-
mente, qualquer medidor em que seja comprovado o não cumprimento dos critérios
estabelecidos pela norma.

Boas práticas nos ensaios de laboratório


Inspeção visual

Carcaça

- seta indicadora do sentido do fluxo, em ambos os lados (A);


- número indicativo da vazão máxima, em ambos os lados (B);
- numeração gravada, em ambos os lados da carcaça ou na parte superior do aparelho,
mediante acordo entre fornecedor e consumidor (C).

Mostrador

- marca ou símbolo do fabricante (D);


- Qn e seu respectivo valor, em m³/h (F);
- unidade de medida do volume, em m³ (G);
- classe metrológica (H);
- fundo em cor branca (I);
- algarismos indicadores de m³ em cor preta (J);
- algarismos dos cilindros ciclométricos e ponteiros indicadores de sub-
múltiplos de metros cúbicos (m³), em cor vermelha (K);
- inscrições no mostrador em cor preta (L).

Outros itens a serem inspecionados

- cúpula (M);
- tampa (N);

- regulador (P);
- lacre (Q).

O ensaio de inspeção visual é considerado aprovado quando todos os hidrômetros em


exame estiverem aprovados em todos os itens (de A a Q).

Exame dimensional

Carcaça

Os hidrômetros são aprovados quando a média das três leituras estiver conforme o

Flange

Os hidrômetros são aprovados quando a média das três leituras estiver conforme o
Calibração de medidores de água

Posicionar na bancada volumétrica, os medidores de água a serem calibrados. Identi-

• número sequencial (1 a n) na cúpula do dispositivo indicador, com cane-


ta para retroprojetor

tidos.

A calibração é realizada, no mínimo, nos pontos de vazão mínima (Qmin ou Q1), vazão
de transição (Qt ou Q2) e vazão permanente (Qp ou Q3). Registrar na planilha de cali-

Para medidores de água com resolução de um litro, calibrar com medida materializada
de volume de 100 litros.

Posicionar os medidores com o dispositivo indicador voltado para baixo (somente me-
didores Qs ou Q4 de 1,2 m³/h até 10 m³/h), abrir as válvulas e ligar a bomba. Assim
que as bolhas de ar deixarem de sair pelo rotâmetro, desligar a bomba, soltar até pos-
sibilitar a rotação do medidor de água na posição correta, apertar novamente e ligar a

vazamento que possa interferir no resultado da calibração.

Aumentar e reduzir a vazão bruscamente, abrindo e fechando parcialmente as válvu-


las, sem causar impacto no flutuador do rotâmetro. Esta operação assegura a retirada
de ar no medidor de água.

Ajustar as válvulas, de forma que os valores correspondam à vazão e à medida mate-


rializada de volume.

Nota: caso o vidro do rotâmetro vibre, ajuste a válvula de entrada na bancada de forma
a reduzir a pressão no rotâmetro.

Desligar a bomba e fechar a válvula posterior ao medidor de água. Anotar na


planilha de calibração a leitura indicada pelo medidor, denominada de leitura inicial

ou Q3).

Fechar o reservatório correspondente e iniciar a calibração.

Atenção: a bomba só deve ser utilizada em vazão acima de Qt e quando necessário.

Desligar a bomba e fechar o registro de forma que a água contida na escala graduada,
coincida com a marca da escala da medida materializada de volume correspondente.
Abrir o registro da medida materializada de volume para escoar a água e realizar a lei-

Calcular o erro relativo utilizando a equação abaixo:

sendo:
Er - erro relativo (%)

Li - leitura inicial (L)


Ve - volume escoado (L)

O resultado do cálculo do erro relativo, quando realizado eletronicamente, não é neces-


sário registrar o valor na planilha de calibração.

abaixo. Se todos os erros de indicação do hidrômetro forem de mesmo sinal e, pelo


menos, um desses erros não for igual ou inferior à metade do erro máximo tolerado, o
hidrômetro deve ser regulado. Decidir por novo ajuste ou prosseguir o ensaio.
Tabela 36: Erros máximos permitidos em medidores

leituras por vazão. Registrar os resultados na planilha de calibração.

Realizar calibração na vazão de transição (Qt ou Q2), selecionando a vazão e a medida


materializada de volume a ser utilizado. Atenção: não utilizar bomba.

Anotar, na planilha de calibração, a leitura indicada pelo medidor de água, denominada


-
cado, fechar válvula. Anotar na planilha de calibração, a leitura indicada pelo medidor

tabela de erros.

Realizar calibração na vazão mínima (Qmin ou Q1), selecionando a vazão e a medida


materializada de volume a ser utilizado. Atenção: não utilizar bomba.

Anotar na planilha de calibração a leitura indicada pelo hidrômetro, denominada de lei-


tura inicial (Li). Assim que a escala graduada indicar o volume escoado, fechar válvula.
Anotar na planilha de calibração a leitura indicada pelo medidor de água, denominada
na tabela de erros, ajustar novamente o medidor na vazão permanente (Qp ou Q3),
considerando a tendência dos resultados obtidos nas respectivas vazões.

a independência dos resultados obtidos.


- a calibração é realizada, no mínimo, nos pontos de vazão mínima (Qmin
ou Q1), vazão de transição (Qt ou Q2) e vazão permanente (Qp ou Q3).

volume. Para medidores de água com resolução de um litro, calibrar com


medida materializada de volume de 100 litros.
- posicionar os medidores com o dispositivo indicador voltado para baixo
(somente medidores Qs ou Q4 de 1,2 m³/h até 10 m³/h), abrir as válvulas
e ligar a bomba. Assim que as bolhas de ar deixarem de sair pelo rotâme-
tro, desligar a bomba, soltar até possibilitar a rotação do medidor de água
na posição correta, apertar novamente e ligar a bomba. Orientar-se pelas

que possa interferir no resultado da calibração.

Aumentar e reduzir a vazão bruscamente, abrindo e fechando parcialmente as válvu-


las, sem causar impacto no flutuador do rotâmetro. Esta operação assegura a retirada
de ar no medidor de água. Ajustar as válvulas de forma que os valores correspondam
à vazão e ao reservatório. Anotar, na planilha de calibração, a leitura indicada pelo
medidor, denominada de leitura inicial (Li).

A calibração é realizada inicialmente na vazão permanente (Qp ou Q3).


Atenção: a bomba só deve ser utilizada em vazão acima de Qt e quando necessário.

Quando a balança digital indicar um peso próximo a 100 kg, desligar a bomba (quando
utilizada) e fechar o registro de forma que a balança indique 100 kg.

Nota: caso o vidro do rotâmetro vibre, regule o registro no início da bancada de forma
a reduzir a pressão no rotâmetro.

em litros.

conforme modelo anexo. Calcular o erro relativo.


Decidir por novo ajuste ou prosseguir com o ensaio.

leituras por vazão. Registrar os resultados na planilha de calibração.

Realizar calibração na vazão de transição (Qt ou Q2), selecionando a vazão e o volume


a ser escoado na balança. Atenção: não utilizar bomba.

Anotar na planilha de calibração a leitura indicada pelo medidor de água, denominada


de leitura inicial (Li). Assim que a valor indicado na balança se aproximar do volume

Realizar calibração na vazão mínima (Qmin ou Q1), selecionando a vazão e a medida


materializada de volume a ser utilizado. Atenção: não utilizar bomba.

Anotar, na planilha de calibração, a leitura indicada pelo medidor, denominada de lei-


tura inicial (Li). Assim que a valor indicado na balança se aproximar do volume especi-
tabela de erros, ajustar novamente o medidor na vazão permanente (Qp ou Q3), consi-
derando a tendência dos resultados obtidos nas respectivas vazões.

Ensaio de acoplamento magnético

O ensaio de acoplamento magnético pode ser realizado baseando-se na norma NBR


-
acoplamento do medidor de água.

Colocar hidrômetros na bancada volumétrica e/ou gravimétrica, abrir válvulas e ligar a


bomba para possibilitar que todo o ar saia do sistema, ou seja, realizar o processo de

vazamento que possa interferir nos resultados.

Regular vazão em 1,4 vezes a vazão nominal. Por exemplo, se um hidrômetro tem
Qmáx = 3 m³/h, temos Qn = 1,5 m³/h e consequentemente 1,4 vezes Qn = 2,1 m³/h.

Desligar a bomba e fechar a válvula. Feito isso, registrar a leitura inicial e fechar a
válvula do reservatório.

Ligar a bomba e abrir a válvula rápida e manualmente ou por meio de válvula solenoi-
de. Quando a água estiver próxima de atingir o ponto desejado de volume, desligar a

Recomenda-se realizar, no mínimo, duas leituras, para maior credibilidade dos resulta-
dos obtidos. O ensaio está aprovado quando a média dos erros de indicação for menor
ou igual a 10%, e reprovado quando a média dos erros de indicação for maior do que
10%.
Ensaio de blindagem magnética

O ensaio de blindagem magnética pode ser realizado, utilizando como referência o


método normalizado na MERCOSUL: método NBR NM 212:1999 (MERCOSUL) ou, no
caso do Brasil, a norma ABNT NBR 15538:2011.

Método NBR NM 212:1999 (MERCOSUL)

Devem-se colocar os hidrômetros na bancada volumétrica e/ou gravimétrica, abrir re-


gistros e ligar a bomba para possibilitar que todo o ar saia, fazendo a purga do sistema.

se existe vazamento que possa interferir no resultado.

Regular fluxo na vazão mínima (Qmin).

Com os hidrômetros sem ação do campo magnético externo, registrar a leitura inicial
e fechar o registro do reservatório.

O próximo passo é abrir o registro e, no momento em que a água estiver próxima de

relativo. Recomenda-se realizar, no mínimo, duas e, no máximo, três leituras e registrar


os resultados.

Colocar dois ímãs na parte externa do hidrômetro, podendo estar sobrepostos (lado
direito) ou opostos (lado esquerdo) na posição mais desfavorável.

Posições recomendadas para colocação do ímã externo

Com os hidrômetros sob ação do campo magnético, registrar a leitura inicial. Abrir
o registro e observar quando a água estiver próxima de atingir o ponto desejado de
volume, fechar o registro.

-
mo, três leituras e registrar os resultados. Sendo assim, calcular o desvio médio dos
erros relativos (sem ação magnética /com ação magnética).
tabela de erros, ajustar novamente o medidor na vazão permanente (Qp ou Q3), consi-
derando a tendência dos resultados obtidos nas respectivas vazões.

Ensaio de acoplamento magnético

O ensaio de acoplamento magnético pode ser realizado baseando-se na norma NBR


-
acoplamento do medidor de água.

Colocar hidrômetros na bancada volumétrica e/ou gravimétrica, abrir válvulas e ligar a


bomba para possibilitar que todo o ar saia do sistema, ou seja, realizar o processo de

vazamento que possa interferir nos resultados.

Regular vazão em 1,4 vezes a vazão nominal. Por exemplo, se um hidrômetro tem
Qmáx = 3 m³/h, temos Qn = 1,5 m³/h e consequentemente 1,4 vezes Qn = 2,1 m³/h.

Desligar a bomba e fechar a válvula. Feito isso, registrar a leitura inicial e fechar a
válvula do reservatório.

Ligar a bomba e abrir a válvula rápida e manualmente ou por meio de válvula solenoi-
de. Quando a água estiver próxima de atingir o ponto desejado de volume, desligar a

Recomenda-se realizar, no mínimo, duas leituras, para maior credibilidade dos resulta-
dos obtidos. O ensaio está aprovado quando a média dos erros de indicação for menor
ou igual a 10%, e reprovado quando a média dos erros de indicação for maior do que
10%.
Ensaio de blindagem magnética

O ensaio de blindagem magnética pode ser realizado, utilizando como referência o


método normalizado na MERCOSUL: método NBR NM 212:1999 (MERCOSUL) ou, no
caso do Brasil, a norma ABNT NBR 15538:2011.

Método NBR NM 212:1999 (MERCOSUL)

Devem-se colocar os hidrômetros na bancada volumétrica e/ou gravimétrica, abrir re-


gistros e ligar a bomba para possibilitar que todo o ar saia, fazendo a purga do sistema.

se existe vazamento que possa interferir no resultado.

Regular fluxo na vazão mínima (Qmin).

Com os hidrômetros sem ação do campo magnético externo, registrar a leitura inicial
e fechar o registro do reservatório.

O próximo passo é abrir o registro e, no momento em que a água estiver próxima de

relativo. Recomenda-se realizar, no mínimo, duas e, no máximo, três leituras e registrar


os resultados.

Colocar dois ímãs na parte externa do hidrômetro, podendo estar sobrepostos (lado
direito) ou opostos (lado esquerdo) na posição mais desfavorável.

Posições recomendadas para colocação do ímã externo

Com os hidrômetros sob ação do campo magnético, registrar a leitura inicial. Abrir
o registro e observar quando a água estiver próxima de atingir o ponto desejado de
volume, fechar o registro.

-
mo, três leituras e registrar os resultados. Sendo assim, calcular o desvio médio dos
erros relativos (sem ação magnética /com ação magnética).
Ensaio de desgaste acelerado

-
neamento substituem os ensaios de fluxo contínuo e descontínuo, pelo método do
cálculo do Índice de Desempenho do Medidor - IDM - normatizado pela ABNT NBR
15538:2011.

Ensaio de fluxo contínuo

Colocar hidrômetros na bancada volumétrica, gravimétrica e/ou eletrônica, abrir vál-


vulas e ligar a bomba para possibilitar que todo o ar saia do sistema. Orientar-se pelas

interferir nos resultados.

-
das pelo cliente no caso de inspeção.

Efetuar a calibração dos medidores e registrar os dados obtidos. Após registrar e cali-
brar, retirar hidrômetros da bancada gravimétrica, volumétrica e/ou eletrônica e colo-
cá-los na bancada para ensaio de desgaste acelerado (fadiga) fluxo contínuo.

Bancada de desgaste acelerado de fluxo contínuo e des-


contínuo

Abrir as válvulas, ligar a bomba e regular a vazão máxima (Qmáx).

(x0,001) do mostrador da posição 0 até dar uma volta completa. Aplicar a fórmula:

Q = Vazão (l/h); Ve = Volume escoado (l); t = Tempo (s)


Por exemplo: para atingir a vazão máxima (Qmáx) de um medidor de 3 m³/h quanto
tempo é necessário? Temos: Qmáx = 3000 l/h
Ve = 10l (é sempre este valor se considerarmos o ponteiro x 0,001 do mostrador)
t=?
Aplicando a fórmula: 3000 = [10 / (t/3600)]
t = 12 s

Ao regular a vazão, a mesma deve estar compreendida entre 0,9*Qmáx e 1,0*Qmáx,


considerando o desgaste acelerado com fluxo contínuo na vazão máxima.

Ao regular a vazão para desgaste acelerado à baixa vazão, a mesma deve estar com-
preendida na tolerância de +/-10%.

Registrar a hora inicial. No caso de inspeção de cliente, desligar a bomba e retirar os


hidrômetros da bancada quando o tempo de ensaio chegar a 100 h +/- 5h.

100 horas de desgaste acelerado para observar a queda de desempenho de maneira


gradativa.

Retirar os hidrômetros da bancada de desgaste acelerado e colocar na bancada volu-


métrica, gravimétrica e/ou eletrônica e calibrar novamente.

Importante: quando forem observadas impurezas na água utilizada no ensaio ou no


-
cionamento do medidor para permitir a limpeza do regulador.

Comparar os desvios médios entre o resultado antes e depois do desgaste acelerado


(fluxo contínuo). O hidrômetro está aprovado quando estiver dentro dos desvios per-

Tabela 38: Desvio permitido após o desgaste acelerado, adaptado da norma NBR NM 212:1999.

Ensaio de fluxo descontínuo

Colocar hidrômetros na bancada volumétrica, gravimétrica e/ou eletrônica, abrir vál-


vulas e ligar a bomba para possibilitar que todo o ar saia do sistema. Orientar-se pelas

interferir no resultado.
-
nadas pelo cliente no caso de inspeção. Efetuar calibração e registrar dados obtidos
na calibração.

Após registrar e calibrar, retirar hidrômetros da bancada gravimétrica, volumétrica e/


ou eletrônica e colocá-los na bancada para ensaio de desgaste acelerado (fadiga) fluxo
contínuo.

Regular a válvula na vazão nominal (Qn), com tolerância de +/-10%.

Regular a abertura e o fechamento da válvula nos tempos determinados abaixo:

- tempo de escoamento: 15 s +/- 10%;


- tempo de fechamento da válvula: 2 s +/-10%;
- tempo da interrupção: 15 s +/- 10%;
- tempo de abertura da válvula: 2 s +/-10%.

No caso de inspeção de cliente, desligar a bomba e retirar os hidrômetros da bancada


no momento em que o contador de ciclos indicar 100 mil ciclos +/-1%. É permitida

mais de 100 mil ciclos.

-
lerado para observar a queda de desempenho de maneira gradativa.

Retirar os hidrômetros da bancada de desgaste acelerado, colocar na volumétrica, gra-


vimétrica e/ou eletrônica e calibrar novamente.

Comparar os desvios médios entre o resultado antes e depois do desgaste acelerado


(fluxo descontínuo).

na tabela informada no tópico Ensaio de fluxo contínuo.

Ensaio de perda de carga

Perda de carga: perda de pressão na tubulação, decorrente da inserção do hidrômetro.


A determinação da perda de carga pode ser realizada por dois métodos, apresentados
a seguir:
Método utilizando coluna de mercúrio

Colocar apenas um hidrômetro com os respectivos dispositivos de perda de carga


na bancada volumétrica e/ou gravimétrica. Com o registro fechado, ligar a bomba e
abrir lentamente o registro, observando se o desnível não ultrapassa a capacidade do
manômetro mmHg.

Nota: ligar bomba somente para a realização da purga da linha. Orientar-se pelas bol-
has de ar que passam pelo rotâmetro e mangueiras de ligação entre o dispositivo de
-
ferir no resultado.

O ensaio deve ser realizado, no mínimo, em duas vazões (Qn e Qmáx), sendo que, para
determiná-las, deve-se regular a maior vazão possível (Qreal) sem utilizar a bomba.
Utilizar o reservatório de 100 litros ou a balança com faixa de indicação até 150 kg.

Hidrômetro posicionado no dispositivo para medição da perda de carga.

Ligações de entrada/saída entre o dispositivo de perda de carga e a coluna de mercú-


rio.

Nivelar o manômetro mmHg (referenciar pela bolha em sua base) e zerar ambos os
lados.

Nivelamento e consequente zeramento da coluna de mercúrio.

Fechar o registro do reservatório, abrir o registro que libera o fluxo de água e acionar,
simultaneamente, o cronômetro. Realizar a leitura do desnível da coluna de mercúrio

coluna de água (mca).


para mca
-

dm³. Calculamos a diferença e dividimos por 1000 para possibilitar a transformação


de mm para m.

Ao chegar ao volume desejado, fechar registro e parar o cronômetro simultaneamente.


Calcular a vazão real, utilizando a fórmula abaixo:

Qreal = [Ve / (t / 3600)], onde:

Qreal = Vazão real (l/h); Ve = Volume escoado (l); t = Tempo (s)

A vazão real pode ser mensurada diretamente por meio de um medidor eletromagnéti-
co, não havendo a necessidade da utilização do cronômetro e do reservatório.

Calcular a perda de carga esperada, utilizando a fórmula:

P2 = Qesp2 * P1

Qreal2
Sendo: P2 = Perda de Carga Esperada (m.c.a.)
P1 = Perda de Carga (m.c.a.)
Qesp = Vazão Esperada (l/h)
Q real = Vazão Real (l/h)

Calcular a perda de carga real esperada, levando em consideração a perda de carga do


dispositivo, temos:

Pr = P2 - Pd

Sendo: Pr = Perda de Carga Real (m.c.a.)


P2 = Perda de Carga Esperada (m.c.a.)
Pd = Perda de Carga do Dispositivo (m.c.a.)
Pd adequada.

Tabela 40: Perda de carga do dispositivo em função da vazão

Para efeito de estudo, realizar, no mínimo, duas leituras. O ensaio está aprovado quando a mé-

Tabela 41: Critério de aceitação para o mercado nacional


Método utilizando manômetro diferencial

Colocar apenas um hidrômetro com os respectivos dispositivos de perda de carga


na bancada volumétrica e/ou gravimétrica. Com o registro fechado, ligar a bomba e
abrir lentamente o registro, observando se o desnível não ultrapassa a capacidade do
manômetro mmHg.

Nota: ligar a bomba somente para a realização da purga. Orientar-se pelas bolhas de
ar que passam pelo rotâmetro e mangueiras de ligação entre o dispositivo de perda de

no resultado.

O ensaio deve ser realizado, no mínimo, em duas vazões (Qn e Qmáx), sendo que, para
determina-las, deve-se regular a maior vazão possível (Qreal) sem utilizar a bomba.
Utilizar o reservatório de 100 litros ou a balança com faixa de indicação até 150 kg.

Fechar o registro do reservatório, abrir o registro que libera o fluxo de água e acionar,
simultaneamente, o cronômetro. Realizar a leitura no manômetro diferencial e registrar
o resultado. Para converter bar para m.c.a, basta multiplicar o valor encontrado no
manômetro diferencial por 10,197162.

Calcular a vazão real, utilizando a fórmula abaixo:

Qreal = [Ve / (t / 3600)], onde:


Qreal = Vazão real (l/h); Ve = Volume escoado (l); t = Tempo (s).

A vazão real pode ser mensurada diretamente por meio de um medidor eletromagnéti
eletromagnético, não havendo a necessidade de utilizar o cronômetro e o reservatório.
Calcular a perda de carga esperada utilizando a fórmula:

P2 = Qesp2 * P1

Qreal2
Sendo: P2 = Perda de Carga Esperada (m.c.a.)
P1 = Perda de Carga (m.c.a.)
Qesp = Vazão Esperada (l/h)
Qreal = Vazão Real (l/h)
Calcular a perda de carga real esperada levando em consideração a perda de carga do
dispositivo, temos:
Pr = P2 - Pd

Sendo: Pr = Perda de Carga Real (m.c.a.)


P2 = Perda de Carga Esperada (m.c.a.)
Pd = Perda de Carga do Dispositivo (m.c.a.)

Pd adequada. Para efeito de estudo, realizar, no mínimo, duas leituras.

-
forme tabela de critério de aceitação, citado no tópico de “Ensaio de perda de carga”,
-

Ensaio de funcionamento inverso

Colocar os hidrômetros no sentido contrário ao fluxo de água, na bancada volumétrica


e/ou gravimétrica, abrir as válvulas e ligar a bomba para possibilitar que todo o ar saia
do sistema, fazendo a purga da linha. Orientar-se pelas bolhas de ar que passam pelo

Deixar o fluxo de água passar durante seis minutos na vazão nominal (Qn). Se houver
retrocesso da leitura, o hidrômetro estará aprovado. Registrar os resultados encontra-
dos.

Existem outras variações deste teste que devem ser realizadas quando solicitado por
cliente externo ou interno, tais como:

•Determinação do erro relativo com o medidor na posição inversa. Utilizar


como referência a instrução I 070101 para a determinação dos erros.
•Evidenciar que não há influência metrológica, caso o medidor seja insta-
lado em campo na posição inversa.

Realizar os ensaios de calibração inicial, de funcionamento inverso e de calibração

1,5%.
Ensaio hidrostático

Estanqueidade: propriedade que o hidrômetro deve apresentar de não permitir vaza-


mento ou exsudação, quando submetido a uma pressão durante um determinado tem-
po.

Exsudação: emitir, exalar em forma de gotas de suor.

Colocar os hidrômetros na bancada volumétrica e/ou gravimétrica, abrir as válvulas


e ligar a bomba para possibilitar que todo o ar saia do sistema, realizando a purga da

vazamento que possa interferir no resultado.

Desligar a bomba e fechar a válvula localizada após os medidores. Ligar a bomba para
elevação de pressão e abrir, lentamente, a válvula correspondente, até atingir a pressão
de, no mínimo, 21 Kgf/cm². Acionar, simultaneamente, o cronômetro e parar o ensaio
quando atingir o tempo de um minuto. A pressão deve ser aplicada gradualmente e
sem golpes.

O ensaio está aprovado quando o(s) hidrômetro(s) não apresentar(em) nenhum vaza-
mento e/ou exsudação. Registrar os resultados.

Existe a possibilidade do cliente externo ou interno solicitar o ensaio hidrostático com

as informações de pressão e de tempo no estudo.

Ensaio de resistência da cúpula

dispositivo. Colocar a esfera de aço 25 mm na altura de 350 mm. Soltar a esfera e

do totalizador e registrar o resultado.

Realizar o ensaio hidrostático (estanqueidade) e registrar o resultado.

-
zador e quando o ensaio hidrostático estiver aprovado.
Testes na linha de produção

Conforme diz a norma ISO 4064:2005, os medidores com aprovação de modelo, seja
como medidor completo ou tenha suas partes separadas aprovadas e, consequen-
temente, montados como medidor completo são elegíveis para testes de calibração
inicial, exceto em casos onde as autoridades metrológicas permitem que peças apro-
vadas separadamente sejam substituídas em serviço. Nesses casos, deve ser compro-
vada a substituição dessas partes para que não levem aos erros máximos permissíveis
exceder os valores mencionados na norma.

Medidores de água de mesmo tamanho e aprovação de modelo devem ser testados em


série, desde que a pressão da água, na saída do último medidor da linha, seja maior do
que 0,3 bar.

Teste hidrostático

Os medidores em linha de produção devem ser submetidos a um teste hidrostático


com pressão da água igual a 1,6 vezes a máxima pressão admissível em um intervalo
de um minuto.

Para serem considerados aprovados, não deve ser observado nenhum tipo de vaza-
mento em qualquer parte dos medidores. Caso isso aconteça, o medidor deve ser reti-
rado da linha de produção.

Calibração e indicação de erros

Os medidores aprovados no teste hidrostático deverão ser submetidos a uma cali-


bração na linha de produção para que tenham seus valores de erros conhecidos em,
pelo menos, três pontos, sendo eles:

- entre Q1 e 1,1 Q1;


- entre Q2 e 1,1 Q2;
- entre 0,9 Q3 e Q3.

produto.