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INDICE GERAL DE PAGINAS

Lição 1 -O Ministério de Capelania e o Capelão – Parte I

Lição 2 – A boa prática da Capelania – Parte I

Lição 3 –Ministério de Capelania e o Capelão – Parte II,Origem e o Exercício da Capelania.

Aplicando a Palavra de Deus em todas as Situações

Origem da Capelania e o Exercício da Capelania

Capelania Nos Termos da Lei

Objetivos do Ministério de Capelania

Lição 4 Tipos de Capelania - Capelania Hospitalar

Capelania de Assistência em Ação Social

Capelania Familiar

Capelania Escola

Capelania Prisional

Capelania Cemiterial

Capelania Militar

Capelania Militar Evangélica

Capelania Empresarial

Capelania Esportiva

Capelania Infanti

MÓDULO I

Lição 1 – O Ministério de Ação Social

Lição 2 – Impedimentos da Igreja para a Realização da Responsabilidade Social

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Capelania Social Um Projeto de Crescimento para a Igreja

Lição 3 – Capelania Missionária.

Lição 1 - O Ministério de Capelania e o Capelão – Parte I:

Capelania é a missão de levar a paz de Jesus Cristo e a alegria do Espírito Santo de Deus a todos os lugares
e a todos os pequeninos e adultos, sábios e incultos, civis e militares, não importando a cor, a raça ou
confissão ideológica ou religiosa e através da Capelania, apresentar este Deus, que é sem igual.

A Capelania Não é:

- Ativismo religioso ou denominacionalismo;

- Uma possibilidade de ocupar o tempo disponível;

- Uma fuga de atividades rotineiras dentro de 4 paredes;

- Uma forma de fazer o bem para “ganhar o céu”;

- A simples busca de realização pessoal, pela doação de si mesmo;

- A busca de fiéis para “nossa religião” ou “nossa igreja”;

- Um novo modo de propagar conceitos, filosofias de cunho político-partidário ou religioso;

- Desempenhar papéis fora das Comunidades Cristãs, para efeito de relatórios internos ou sociais;

- Uma expressão de ajuda para expiar nossa culpa;

- Ostentar um certificado ou credencial, para autopromoção e para o qual não há preparo;

- Fazer o bem com motivação de reconhecimento público;

- Praticar boas obras por tradição familiar ou religiosa.

A Capelania é:

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- Assessoria espiritual especializada sem priorizar uma bandeira religiosa ou denominacional;

- Apoio espiritual e psicológico para o encontro do sentido da vida;

- Encorajar pessoas nas situações de conflitos, distúrbios e dúvidas;

- Aconselhamento bíblico integral que propõe a restauração emocional, psicológica, espiritual, social e
familiar;

- Lembrar as limitações impostas pelo Criador, mas também fazer refletir sobre o potencial investido por
Ele, bem como Seu infinito poder sobre todas as coisas e situações

- Ministrar a todos sobre os atributos do nosso Deus, como sendo Soberano, Onisciente, Onipotente e
Onipresente;

- Demonstração da Ajuda do Alto, como mais eficiente e eficaz, do que a auto-ajuda;

- Auxiliar as pessoas a receberem o amor e perdão incondicional de Deus, nosso Pai e Pai do nosso Senhor
Salvador Jesus Cristo;
- Encaminhar o outro para o encontro consigo mesmo, com Deus e com os outros, para uma vida
verdadeiramente plena, através de Jesus e no poder do Espírito Santo;
- Motivar as pessoas em tempo de paz e tempo de guerra, levando-as a sentir que são importantes para
Deus;

O Capelão é:

- Pessoa especializada e dotada de dons e talentos colocados ás disposição de outros, para servir com
alegria e sem expectativa de retorno pessoal ou promocional;

- Alguém que se dispõe a trabalhar nos bastidores sem evidenciar ou estabelecer relação utilitarista;

- Voluntário investido do amor divino não julgador, para ouvir e ajudar no encontro de soluções individuais
ou coletivas;

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- Missionário com missão especial, dada por Deus, para ser o agente reconciliador da criatura com o
Criador;

- Promotor do bem, marcado pela disponibilidade a qualquer momento e lugar sendo muitíssimo útil em
tempo de paz e tempo de guerra.
Recomendações Para o Ministério de Capelania:

- Buscar em tudo excelência: “... como Ele faz tudo tão bem!” – Marcos 7.37

- Ser disponível para Deus: “... quem sabe fazer bem e não faz, comete pecado” – Tiago 4.17

“Tudo o que você puder fazer faça o melhor que puder pois no mundo dos mortos não se faz nada e ali
não existe pensamento, conhecimento nem sabedoria. E é para lá que você vai” – Eclesiastes 9.10

- Acreditar na eficácia do trabalho: “... aquilo que não tem base na fé, é pecado” – Romanos 14.23

- Ter vida coerente com o Ministério: “... vivam daquela maneira digna que Deus determinou quando os
chamou” Efésios 4.1

“... vivam como gente que pertence a Luz” – Efésios 5.8

- Fazer a Capelania com amor Ágape: “E andai em amor; como também Cristo nos amou e se entregou a
si mesmo por nós, como oferta e sacrifício à Deus, em aroma suave” – Efésios 5.2

- Imitar o Senhor Jesus: “... quem diz que vive unido com Deus deve viver como Jesus Cristo viveu” – I
João 2.6

“Vocês são filhos queridos de Deus e por isso precisam ser como Ele” – Efésios 5.1

- Fazer em Nome de Jesus: “E tudo o que fizerdes, seja palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor
Jesus” Colossenses 3.17a

- Fazer com gratidão: “... dando por Ele graças a Deus Pai” – Colossenses 3.17b

- Fazer para a Glória de Deus: “... Fazei tudo para a glória de Deus” – I Coríntios 10.31

Reflexões Úteis Para os Capelães:

“Se Jesus é Deus e morreu por mim, nenhum sacrifício é demasiadamente grande para eu fazer por Ele”.
– C.T.Studd.

“Juntar tesouro na terra é tão claramente proibido por nosso Senhor como o adultério e o homicídio” –
John Wesley.

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“Decidiu-se a dar toda a sua fortuna a Cristo, aproveitando a oportunidade de ouro que lhe foi dada de
fazer o que jovem rico tinha deixado de fazer...foi simples obediência ás claras afirmações da Palavra de
Deus” – C.T.Studd.

“Não fica bem o servo procurar ser rico, grande e honrado neste mundo, uma vez que o Senhor foi
pobre, simples e desprezado” – George Muller.

Lição 2 - A Boa Pratica de Capelania – Parte I:

- Acompanhe sua prática missionária de Capelania como modelo bíblico

- Aconselhe como Jesus Cristo

- Adicione suas experiências à Luz da Palavra de Deus

- Administre tudo como para Deus

- Adote um padrão de excelência no trabalho do Reino de Deus

- Anuncie sempre boas notícias

- Apresente com sabedoria o Plano de Salvação

- Busque a Deus em oração, jejum e estudo da Palavra de Deus

- Colabore com outros voluntários e com seu líder

- Compartilhe os feitos de Deus com prioridade

- Demonstre real interesse na pessoa

- Espere Deus entregar-lhe a chave do coração da pessoa

- Evite confronto desnecessário com temas inoportunos

- Facilite a confiança da pessoa para se abrir, fazendo boas perguntas

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- Fundamente biblicamente sua fé em Jesus e sua mensagem

- Inspire confiança e liberdade em seu aconselhamento

- Mantenha uma atitude de atenção e o amor cristão

- Oriente com sabedoria, prudência e equilíbrio

- Procure trabalhar em equipe

- Sirva sempre ao Senhor com alegria e espírito missionário e voluntário

A Boa Pratica de Capelania – Parte II:

Alguns temas para reflexão do Capelão ao exercício da Capelania:

- A necessidade do preparo bíblico e ministerial aplicado

- A base bíblica para o exercício da Capelania Geral

- O espírito missionário e voluntário no exercício da Missão

- O perfil mínimo para atuar em Capelania

- Os lugares e estratégias para fazer Capelania

- Os temas apropriados para ministérios especiais em Capelania

- Os louvores selecionados mais recomendados

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- As orações com sabedoria

- Os aspectos sociais da Capelania

- A idade, a maturidade cristã e emocional para esta tarefa

- As práticas de maior risco e especialização em Capelania

Lição 3 – Ministério de Capelania e o Capelão – Parte II, Origem e o Exercício da Capelania,


Capelania nos Termos da Lei, Objetivos do Ministério, Conteúdo da Ordem Missionária.

A Boa Pratica de Capelania – Parte III:

Situações Especiais no Ministério de Capelania – Base Bíblica 1 Pedro 3.15

“Descobrindo o Caminho de Deus em Tempo Difícil!”

Considerações Gerais Introdutórias:

- Diante de temas complexos e polêmicos, como agir?

- A delicada tarefa de tomar posição em favor daquilo que é bíblico e, portanto certo e
recomendável;

- Disposição e necessidade de estudar alguns dos temas desafiadores de nossa época.

Alguns Temas Para Estudos à Luz da Bíblia:

- Seitas e Heresias
- Culto ao corpo
- Terrorismo coordenado
- Exploração da mão-de-obra-infantil
- Catástrofes climáticas
- Desmatamento desregrado
- Escassez de Recursos Hídricos
- Exploração e prostituição infantil
- Tráfico de drogas
- Violência contra crianças e adolescentes
- Crise econômico-financeira mundial
- Homossexuais e suas reivindicações
- Violência contra mulher
- Crise de Identidade
- Crise de liderança mundial
- Crise educacional
- Preconceito e racismo
- Suicídio

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- Alcoolismo e consumo indevido de drogas
- Desemprego e má distribuição de renda

Aplicando a Palavra de Deus em Todas as Situações:

Conhecendo as Instruções de Jesus Para Cada Tema da Vida Atual:

Considerar os Seguintes Textos:

- Provérbios 1.10

- Mateus 5.44-48

- Colossenses 1.28-29

- Mateus 10.33; Romanos 1.16; 10.11

Aspectos Muito Importantes a Considerar:

- Reconhecer que o caminho de Deus é sempre mais excelente – Mateus 5.11,12;

- Compreender que, andando pela Palavra, você está cooperando com Deus – 2 Coríntios 6.1

- Perceber que é preciso ser o Sal da Terra – Mateus 5.13

- Acreditar que precisa ser a Luz do Mundo – Mateus 5.14,16; João 8.12; João 3.19b-21ª; Mateus 5.16

- Reconhecer que Deus é glorificado quando dou afrontado – Há propósitos de Deus em todas as situações
– 1 Pedro 4.12,14; 4.16,19

- Saiba que há missão para você cumprir – Mateus 28.18-20; 2 Coríntios 4.1-6

Outros textos para leitura: Provérbios 29.25; Gálatas 1.10; Salmo 73.3,7,17-20; Lucas 6.22

Reflexão: “O segredo de ter bons amigos é estar disposto a ter inimigos certos” – João 17.17; 2 Timóteo
2.24-26; Provérbios 9.7,8; 1 Pedro 4.15 e 16

Decálogo do Capelão:

- Auxilie com visão integral e convicção do seu chamado divino;

- Busque fazer tudo com excelência para a glória de Deus;

- Compartilhe sempre movido pelo amor ágape;

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- Dê prioridade máxima ao modelo prático de Jesus. O Senhor Jesus servia;

- Encoraje na dependência do Espírito Santo;

- Fundamente sua ministração na Palavra de Deus, as Escrituras Sagradas;

- Guie a todos na valorização humana, na fé, na família e no sentido patriótico;

- Habite em todos os trabalhadores da Capelania, o espírito servidor, cidadão, voluntário e missionário;

- Identifique aonde cooperar e aja em oração com perseverança;


- Junte-se aos demais trabalhadores sinceros da Capelania, promovendo o fortalecimento em Unidade, para
a manutenção do propósito da Capelania Para Todos.
Considerações Finais:
A Capelania é missão de todos nós, com participação direta ou indireta.

Podemos cooperar com a Capelania Geral em oração, semeando nossas contribuições ou apoiando as
iniciativas, projetos e eventos.

Tenhamos uma abordagem Teocêntrica, Bibliocêntrica e Cristocêntrica e sejamos parceiros da Capelania


para todos, pois todos têm direito a um Capelão.

Sonhe e trabalhe conosco para que cada igreja tenha um Capelão, disponibilizado como missionário, para
cada segmento de nossa sociedade, seja hospitalar, escolar, social, prisional, tutelar, parlamentar,
empresarial, judiciário, condominial, entre outras.

Façamos a diferença na promoção da Felicidade Interna Real, para cada pessoa, pois sabemos quem veio
trazê-la, nosso Senhor Jesus.

A Ele seja dada toda honra e a glória para todo o sempre.

Lembre-se de participarmos do “Dia do Capelão”, 30 de novembro, instituído no calendário Oficial do


Município de São Paulo, através da Lei número 13.377 de 25 de junho de 2002, e celebrado anualmente
como Unidade das Capelanias, pelo bem de todos.

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Uma Pergunta:“Estou devidamente preparado para exercer o trabalho de Capelania, diante do meu
Comandante Supremo, O Senhor Jesus Cristo o General dos Generais?”.

Reflexão:“Cada vez mais igrejas de diversas denominações aderem a esse tipo de evangelização em busca
de crescimento qualitativo”.Faça parte você também da Capelania Para Todos.

Conclusão: Estes e outros estudos demonstram que a fé traz impacto de bem estar prático emocional e
físico.

Capelães, pastores e voluntários desenvolvem um papel integrante de apoio e fortalecimento destes


recursos religiosos e espirituais.

Origem da Capelania e o Exercício da Capelania: O Capelão pode simbolizar o cuidado, o amor e a


presença de Deus na vida de um paciente, um aluno, um soldado, um detento ou um profissional de
qualquer instituição seja ela pública ou privada.

Uma das funções do Capelão é compartilhar a realidade do amor de Deus para com as pessoas e
auxiliá-las colocando a disposição os seus recursos espirituais em direção a fé, a saúde, a paz mental,
emocional e espiritual.
O nome Capelania teve origem nas forças armadas do exército em 1776, o nome é dado aos serviços
religiosos prestados por oficiais capacitados e treinados pata tal missão.

"Conta-se que na frança, um militar por nome de Sargento Matinho ao encontrar um homem
abandonado na rua debaixo da chuva e frio, cortou sua capa e o cobriu num ato de solidariedade,
humanismo, caridade, ajuda e amor ao próximo.
A outra metade da capa foi guardada em um baú especial chamado CAPELA de onde originou esse
termo, que literalmente significa o lugar onde se guarda a capa.
O encarregado de proteger a capa era chamado de CAPELLANUS, que traduzido para o português
significa Capelão, assim provem desta história a concepção de que os capelães têm como missão repartir
e oferecer o amor de Deus a todos àqueles que estão em necessidade".
O CAPELÃO

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O Capelão é uma pessoa capacitada e sensível ás necessidades humanas, dispondo-se a ouvir, confortar,
encorajar e encaminhar pessoas necessitadas ao amor de Deus, conduzindo-as a esperança e ao amor.

O Capelão ainda oferece aconselhamento espiritual e apoio emocional às pessoas necessitadas não
importando as circunstâncias ou as dificuldades por estas enfrentadas, o Capelão é um importante elo
dentro de uma comunidade.

A Capelania é legalmente constituída e ao exerce - lá o Capelão por sua vez deve preparar-se para tal
função, usando sempre o principio do bom senso.

O Capelão deve portar-se de maneira a surtir o bom testemunho, através de seus trajes, no tratamento
das pessoas, no respeito às normas de cada instituição e principalmente no preparo espiritual.

O Capelão leva o conforto e apresenta o plano de salvação aos aflitos e aos necessitados, é um
ministério de evangelização e consolo,o Capelão trabalha junto a profissionais oriundos de diversas áreas
de atuação, visando sempre atender ás pessoas que estão no sofrimento e na angustia.

O Capelão leva conforto nos momentos de aflição, transmiti ensinos bíblicos para que cada pessoa
tenha um encontro pessoal com Jesus Cristo,o Capelão deve sempre se lembrar de seus princípios e de
sua missão que é a solidariedade, o humanismo, a caridade, a fraternidade,a ajuda e o amor ao próximo.

Capelania Nos Termos da Lei;

CONSTITUIÇÃO FEDERAL / 1988

Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito á vida, á liberdade, á
igualdade, á saúde, á educação, á segurança, e á propriedade.

VII – É assegurada, nos termos da lei, a prestação de Assistência Religiosa nas entidades civis e
militares e de internação coletiva.

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LEI Nº 9.982, DE 14 DE JULHO DE 2000

Dispõe sobre a prestação de assistência religiosa nas entidades hospitalares públicas e privadas, bem
como nos estabelecimentos prisionais civis e militares.

O Presidente da República – Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
Art. 1º - Aos religiosos de todas as confissões assegura-se o acesso aos hospitais da rede pública ou
privada, bem como aos estabelecimentos prisionais civis ou militares, para dar atendimento religioso aos
internados, desde

que em comum acordo com estes, ou com seus familiares no caso de doentes que já não mais estejam no
gozo de suas faculdades mentais.
Parágrafo Único. (Vetado)

Art. 2º - Os religiosos chamados a prestarem assistência nas entidades definidas no art. 1º deverão. Em
suas atividades, acatar as determinações legais e normas internas de cada instituição hospitalar ou penal, a
fim de não pôr em risco as condições do paciente ou a segurança do ambiente hospitalar ou prisional.

Art. 3º (Vetado)

Art. 4º - O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de noventa dias.

Art. 5º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

LEI Nº 7.210, DE 11 DE JULHO DE 1984

O Presidente da República – Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:

SEÇÃO VII

Da Assistência Religiosa

Art.24 – A assistência religiosa, com liberdade de culto, será prestada aos presos e aos internados,
permitindo-lhes a participação nos serviços organizados no estabelecimento penal, bem como a posse de
livros de instrução religiosa.

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§ 1º - No estabelecimento haverá local apropriado para os cultos religiosos.

Objetivos do Ministério de Capelania:

O Ministério de Capelania tem como objetivo atender junto ás entidades hospitalares públicas e
privadas, estabelecimentos prisionais civis ou militares, sanatórios, quartéis da forças armadas e
auxiliares, prestar aos internados o seguinte:

• – Atendimento diário diuturnamente leito a leito;


• – Cultos com pacientes e familiares e servidores;
• – Aconselhamento bíblico e estudos bíblicos;
• – Aconselhamento aos pacientes terminais;
• – Programação especial em datas comemorativas;
• – Palestras para profissionais que voluntariamente manifestarem o desejo de estudarem a bíblia
gratuitamente.

Onde se pode exercer a Capelania:

Escolas, Presídios, Hospitais, Quartéis Militares, Cemitérios, Associações, Sindicatos, Empresas,


Clubes, Creches, Condomínios, Instituições Públicas (Câmara, Prefeitura...).

Capelania Sistemática;

Compreende-se na ministração da Capelania sistemática o seguinte:

• – Que Capelania Evangélica é uma visão bíblica.

A Capelania é legalmente constituída e deve ser representada por capelães treinados para seu trabalho,
e estes usarem de bom senso, através dos trajes, tratamento e a formação e principalmente a
espiritualidade, respeitando todas as normas de cada instituição para que seja assegurado o direito de
entrada sempre que necessário.
O Capelão deve levar o conforto e apresentar o plano de salvação aos necessitados.

A Capelania é um ministério de evangelização e consolo, que visa o atendimento aos homens que
sofrem, levando-os conforto em hora de aflição e transmiti-lhes ensinos bíblicos de que cada pessoa
necessita, vejamos como referência na palavra de Deus no livro de Marcos Capitulo 16 – Versículo 15
que diz;
Vs 15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura.
2) - Vários trabalhos e estudos nos últimos anos nos noticiam do grande beneficio na recuperação de
pessoas com o auxilio da assistência espiritual,a fé é unicamente poderosa e auxilia as pessoas
angustiadas na travessia dos momentos de opressão e sofrimento.

O conforto espiritual oferece animo e esperança, independente do credo religioso professado por cada
pessoa, também auxilia na manutenção do equilíbrio emocional, fator importante nos momentos delicados
da vida de todo homem.

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3) - A Capelania é um serviço voluntário ou não, ambas com o objetivo principal de atender pessoas
que necessitem em situações extraordinárias.

A Capelania não tem como missão impor uma proposta de conversão doutrinária ou de cruzada
evangelística em beneficio a uma religião em especifico.
As missões devem ser conduzidas sempre de forma racional, perante os resultados positivos já obtidos
e por que não estender o serviço a todos, oferecendo a um número maior de pessoas o socorro espiritual e
fraternal em situações delicadas.
Enfim Capelania evangélica é visão bíblica conforme Mat.Cap: 25 – Versículos 31 ao 46 (ler todo o
texto).

Lição 4 – Tipos de Capelania

Capelania Hospitalar
Objetivo Geral:

Prestar Assistência Espiritual, e Humanitária aos enfermos, com ênfase no amparo social aos familiares
carentes e se necessário também aos profissionais da saúde, sem distinção de credo religioso, sexo, cor ou
raça.
Sabendo que nos hospitais é um lugar onde as pessoas se encontram com muita carência de uma palavra
de ânimo e consolo, pois elas se sentem frustradas e angustiadas com o sofrimento ali vivido.

A Capelania propõe levar aos enfermos, um apoio para que os mesmos possam superar essa difícil fase,
ministrando-lhes a palavra de Deus, juntamente com o poder da oração.

A Capelania Entende Que Para Esta Obra Precisa De:

1 – Ter a certeza e a convicção do chamado de Deus para o ministério – Jo 15.16

2 – Ser dedicado a oração e a leitura da palavra de Deus (Bíblia) – Os 6.3

3 – Ser cordial, amável, humilde e atencioso – Mateus 11-29

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4 – Ser amigo dos profissionais da área da saúde nos hospitais.

5 – Estar sempre disponível a atender os chamados dos hospitais e familiares.

6 – Procurar apresentar-se sempre bem higienizado e com boa aparência.

7 – Procurar estar sempre com o semblante alegre, mesmo diante de suas dificuldades pessoais,
mantendo o sorriso e de bom humor para com todos – Ml 3.18

8 – Lembre-se sempre que as pessoas doentes estão fragilizadas e muitas das vezes angustiadas e em
alguns casos sem esperança.

9 – Os capelães vão aos hospitais para levarem uma palavra de conforto, fé e esperança.

Capelania de Assistência em Ação Social

Introdução:

Há uma importância bíblica em dar assistência aos que estão com fome, nus, conforme está escrito em
Mateus 25.35-36. É ordem do Senhor Jesus e aperfeiçoa a fé veja: Tiago 2.22

Capelania de Assistência em Ação Social com Fundamento na Bíblia:

- Provérbios 22.6 – A responsabilidade do assistente de ação social de ensinar.

- Mateus 25.35 – Levar para os asilos e aos moradores de rua, não apenas o material como alguns
fazem, mas principalmente amor e a água da vida, pois assim os visitados por nós, não mais serão
carentes, mas filhos de Deus, tornando cada um cheio da glória e do poder de Deus.

- Mateus 28.19-20 – Estamos com a responsabilidade de lembrarmos-nos daqueles que são esquecidos
pela sociedade.
O Serviço de Capelania evangélica interdenominacional na área de assistência de ação social deve
produzir unidades nas denominações evangélicas, pois prioriza os valores bíblicos que são comuns em
todas. (João 17.23).
O Espírito Voluntário é essencial para o Capelão Evangélico de Assistência em Ação Social (Salmos
51.10-12), Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.
Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.
Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

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Espírito voluntário é ter humildade – Mateus 18.4

Espírito voluntário é ter a motivação certa.

Comunicação Bíblica

Capelania de Assistência em Ação Social é comunicar com aqueles que estão nos asilos, nos orfanatos,
nas ruas. É comunicar com os menos favorecidos, com aqueles que se abrigam nas calçadas ou debaixo
das pontes em situações de risco. Comunicar significa participar; transmitir.

Comunicar é Participar

Em Filipenses 3.10 Paulo diz sobre a comunicação que havia das aflições de Cristo nele.

Precisamos participar das dores daqueles que são o nosso alvo na assistência de ação social porque
estes são alvos do amor de Deus,precisamos nos identificar com aqueles que sofrem como se fossemos
nós mesmos.

Lembre-se do 2º mandamento dado pelo Senhor Jesus “Amar o nosso próximo como a nós mesmos”
(Mt 22.39).

Comunicar é Transmitir

Leia em 1ª Tessalonicenses 2.8, transmitir o evangelho é a própria alma.

Precisamos ter apreço pelos que vamos atingir e precisamos de verdade valorizá-los, precisamos ver
neles o propósito de Deus que é de restaurá-los; curá-los, que é dar a eles o verdadeiro sentido pela vida.

Precisamos ver o potencial que todos eles têm, independente de como eles estejam no momento em
que conheçamos.

Há vários exemplos bíblicos do encontro de Jesus com gente que talvez não consideramos gente, mas
que Ele amou nos dando exemplo de Capelania Evangélica com Assistência Social, com os desprezados
inclusive pelos religiosos.

Renúncia

Renúncia: deixar voluntariamente ao que se tem direito, recusar, rejeitar.

Filipenses 2.7 – Nosso Senhor se esvaziou de si, renunciando a toda a sua honra, a todo seu poder, e a
toda a sua glória, para que através de um ato de Capelania, pudesse atingir milhões de pessoas, ao perder
a sua vida trouxe vida para outros.

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Mateus 20.28 – Servir é fonte para renúncia, porém é prêmio para todos aqueles que abrem mão de sua
própria vida em favor de outros, por isso nunca deveremos nos esquecer que em nós não há poder algum,
pois todo o poder emana de Deus.

Combater a Separação Entre a Fé e as Obras

Tiago 1.22-27 – Não podemos ser somente ouvintes e espectadores da palavra de Deus, mas plenos
trabalhadores que apenas obedecem e vivem um evangelho prático.

Esta prática está em manifestar o amor fraternal, se realmente você tiver fé e não tiver obras, estará de
mãos vazias diante de Deus, esta fé é como se estivesse enterrada num sepulcro.

Tiago 2.1 – A fé verdadeiramente é apresentada quando não fazemos acepção de pessoas, ou seja,
quando agimos sem parcialidade, nisso se manifesta o amor de Cristo. 1 João 4.20.

Reflexão: Há entre nós muitos brasileiros que estão em grande clamor (Provérbios 21.13).

- Sem alimentos; Sem terras para plantar; Sem trabalho; Sem casa
- Filhos escravizados pelas drogas, prostituição, pela ignorância, sem história de vida em diversos
lugares.

Passos Para a Ação Social: Engajar-se no trabalho capelãnico; Disposição a alcançar os desfavorecidos
- Desenvolver métodos para a ação social e buscar atingir o indivíduo e o grupo

Como Fazer? Lembramos o que está escrito em (1 Co. 13.13), “Agora, pois, permanecem a fé, a
esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor”.

Dar assistência espiritual, isto é Capelania Evangélica sem amor não é Capelania evangélica; é preciso
ter amor que significa: (Jo 3.16) e (1 Jo 4.16).

Em Suma: Capelania evangélica é o resultado da fé,é ministrar a viva esperança


- Deve ser feita com amor, ou seja, com Deus em nós, mais do que com a alma que é com nossas
afeições, vontades, desejos, razão e compreensão que é nossa vida interior, e isto significa mais do que
com a nossa vida interior, e sim com a vida por excelência, ou seja, o Reino de Deus dentro de nós (Lucas
17.21).

Façamos tudo com Deus, isto é com amor porque Deus é amor. Isto é com afeição ou sem afeição;
com vontade ou sem vontade; com desejo ou sem desejo; com emoção ou sem emoção; com o amor de
Deus que excede todo o nosso entendimento. (Ef. 3.19), cheios de toda a plenitude de Deus.

A Ética do Capelão Cristão

Ética do Capelão Evangélico – O estudo do que é certo e errado do capelão evangélico.

A palavra Ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, caráter.

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Razões para se agir de acordo com a vontade de Deus (Motivação)

1ª – Desejo de louvar a Deus

2ª – Desejo de ajudar os outros – beneficiar, edificar, e não prejudicar

3ª – Desejo de compreender sua própria pessoa

Modelo, Padrão, Regras e Princípios

1º - Somos libertos da maldição e da condenação da lei

2º - Somos libertos de nos justificarmos por meio da lei

3º - Temos liberdade para cumprir a lei, alegres e voluntariamente pelo poder (carisma) que o próprio
Deus provê.

Forma Centrada em Deus:


- Obediência
- Culto
- Testemunho
- Desembaraço
A Dignidade do Capelão Evangélico
Dignidade significa título ou cargo que confere ao individuo uma posição graduada; é a autoridade
moral; honestidade; honra; respeitabilidade. Isto está totalmente relacionado ao procedimento, isto é ação.
O Procedimento deve ser motivado pela autoridade que só pode ser conservada pela dignidade do
Capelão Evangélico.
Visão
“porque tive fome e deste-me de comer, tive sede e deste-me de beber; era estrangeiro e hospedaste-
me; estava nu, e vestistes-me, adoeci e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me” (Mateus 25. 35-
36).

Administração de um serviço social por excelência aos carentes; (moradores de rua, desempregados e
pessoas que residem em locais de más condições),; abrigos (crianças e idosos em abrigos); enfermos
(hospitalizados ou em tratamento médico); e presos (presidiários ou apenados).
Objetivos
- Preparar pessoas para o serviço social conforme a visão citada, através de Cursos de Especialização
- Conservar a ética e o caráter que são necessários para o sucesso almejado pelos idealizadores do
projeto
- Dar suporte aos visitadores capelães evangélico
- Representar a classe dos visitadores evangélicos e capelães tendo para isso um conselho de classe
Valores
- Fé
- Ética

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- Espírito Voluntário
- Compromisso
- Dedicação
- Excelência
Conclusão
Precisamos levar àqueles que visitamos a perspectiva de não apenas ouvir boas novas, mas ver Deus,
receber a Jesus como Aquele que é muito mais que religião.
O Senhor Jesus Cristo, não é apenas uma filosofia, ideologia, pensamento ou um herói como outros.
Jesus é Deus, palavra com unção.

Quando entendermos a nossa responsabilidade de capelães evangélicos então seremos bem sucedidos,
pois com entendimento o Senhor confirma as obras das nossas mãos (Salmos 90.17), sem vermos mas só
ouvindo nos tornamos zelosos, mas é a visão que nos habilita para termos fé aperfeiçoada pelas obras que
é manifestação da nossa visão porque quem não tem visão é cego, isto é enfermo na fé (Rm 14.1) e não
pode ser capelão. Capelão tem fé sadia (Tt 1.13, 2.2).

Ouvir é muito importante, em Apocalipse por diversas vezes está escrito: “Quem tem ouvidos ouça”,
entretanto, como disse Jô, ouvir sem ver é não compreender (Jô 42.3,5).

Quando nossos olhos vêem o Senhor saímos da mediocridade daqueles que falam as línguas dos
homens e dos anjos, conhecem todos os mistérios e toda a ciência e que têm fé para transportar os montes,
mas que não são nada e pensam que são (Jo 15.5); distribuem sua fortuna para o sustento e entregam seu
corpo para ser queimado, mas não têm amor.
Capelão Evangélico é; Ouvir, Ver, o Senhor; é Falar, pregar, ensinar e demosntrar (curar), conforme o
ministério do Capelão dos capelães:
“E percorria Jesus a toda galileia, ensinando nas sinagogas e pregando o evangelho do Reino e
curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mt 4.23), Capelão Evangélico deve; ensinar e
pregar e sobretudo demonstrar a realidade do Reino de Deus.

Capelania Familiar
Deus e a Família – Salmos 128

Capelania Familiar: A família é à base da sociedade, e Deus


quer a preservação da família, num todo, conforme está escrito em Salmos 128.

1 - A bem aventurança é uma certeza da presença de Deus no seio da família.


2 – A prosperidade material e a felicidade, também.
3 – A harmonia no lar; entre familiares com a unção de Deus.
4 – A benção aos obedientes a Deus no contexto familiar.

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5 – A visão de bens todos os dias.
6 – A paz que Deus garante oferece à família.
Diante deste texto podemos interpretar que a família é uma dádiva de Deus para adorá-lo, exaltá-lo; e
honrá-lo na suas ações.

Capelania Escolar
Metas

Em todos os casos em que textos pedagógicos falam em desenvolvimento cognitivo, podemos


tranquilamente substituir a palavra cognitivo por intelectual, isso deve simplificar as coisas.

Não que a definição de inteligência não seja tão ou mais problemática que a de cognição, porém é uma
palavra à qual estamos mais acostumados e com a qual, geralmente, nos sentimos pisando em terreno
mais firme.

E é com este pensamento que iremos trabalhar com as pessoas, no desenvolvimento da Capelania
escolar: procurando respeitar as suas opiniões em particular, e, ao mesmo tempo aproveitando a abertura
deste dialogo, para pregar-lhe a Palavra de Deus. Porque o objetivo principal da Capelania escolar é:
aproveitar este espaço concedido para, evangelizar a todos, dentro do perímetro escolar.

É de conhecimento que as escolas são vítimas de violência tanto moral quanto física, e essa violência
muitas vezes são praticadas por alunos ou eis alunos da própria escola que uma vez sentiram-se
discriminados e rejeitados perante a sociedade e até mesmo no seio da família.

A Capelania tem por objetivo levar uma palavra de amor e compreensão, palavra esta dirigida não
somente aos alunos, mas também aos familiares e educadores.

É assim que a Capelania estará cumprindo suas metas e objetivos, cumprindo o IDE de nosso Senhor
Jesus Cristo; (MC 16.15), a bíblia ainda diz em Provérbios 22.6 – “Ensina a criança no caminho em que
deve andar, e até quando for velho não se desvira dele”.

Capelania Prisional e Objetivo da Capelania Prisional

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Segundo as palavras de Jesus Cristo em Hebreus 13.3, quando Ele nos lembra para nos preocuparmos em
nos empenhar na visitação aos presos, dizendo assim: “lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos
com eles, e dos mal tratados, como sendo-o vós mesmo também no corpo”.
Capelania Prisional
Com estes ensinamentos o ministério de Capelania prisional, entende que o Senhor quer alcançar não
somente as pessoas enfermas e em tratamentos nas internações hospitalares, ou os aflitos e fadigados, más
também, as pessoas que se encontram em regime prisional.
Levar as pessoas encarceradas nos presídios e delegacias o tão grande amor de Deus, através da
visitação dos capelães e também com a ministração da poderosa Palavra de Deus; acompanhada de
poderosa oração e aconselhamento pessoal, sabendo que o Senhor Jesus tem por objetivo alcançar estas
vidas dando a elas a oportunidade de conhecer melhor o Reino de Deus através das ações dos capelães
evangélicos.
Uma vez sendo aplicado o exercício de visitação da Capelania; temos a convicção de que Deus sem
dúvidas estará levando através de Sua Palavra a oportunidade de uma libertação espiritual total, pois os
capelães entendem que estarão dando continuidade no ministério glorioso de Jesus. (LC 4-19).

Conforme está escrito pelo profeta Isaias (Is 61.1), o próprio Jesus Cristo fez questão de ler em uma
sinagoga o texto referido, por saber que esta é a sua grande obra quando Ele propôs dar liberdade não
somente física, mas principalmente espiritual conforme está escrito em Lucas capítulo 4.
“O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me á curar os
quebrantados do coração. A pregoar liberdade aos cativos e dar vistas aos cegos; e por em liberdade os
oprimidos; a anunciar o ano aceitável do Senhor. (Lc 4; 18,19).

Objetivos

1 – Receber e reintegrar social e eclesiasticamente o egresso de sistema penal convertido que professa
a fé cristã e os princípios cristãos.

2 – Trabalhar para a restauração da família do interno e do egresso de sistema penal convertido.

3 – Promover a integração gradual do egresso de sistema penal no dia a dia da igreja.

4 – Buscar meios de integração profissional, na medida do necessário e possível do ingresso de


sistema penal convertido.

5 – Tratar caso a caso o surgimento e o desenvolvimento do vocacionado e promover o treinamento


inicial e o amadurecimento da vocação.

Capelania Cemiterial

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Quando morre alguém esse acontecimento mesmo indesejado e doloroso, nos traz uma grande
oportunidade de fazer uma melhor reflexão;

1 – Como está nossa vida para com o Senhor o nosso Deus?

2 – Qual é a nossa real condição espiritual para enfrentar a eternidade?

3 – Em se tratando de um momento delicado, sofrido e muitas vezes até mesmo desesperador, os


Capelães tem por objetivos levar aos familiares e amigos da família uma palavra de consolo e conforto
espiritual, mostrando as pessoas presentes através da palavra de Deus, que nem sempre a morte é o fim. E
que o nosso Deus em Cristo Jesus tem um propósito em tudo, conforme a sua Palavra; (Jo 14. 2,3).

Também sugestões para mensagens; cerimônia em casa, na igreja ou velório e o evangelismo nesta
hora.

A Capelania com muita habilidade, poderá realizar um excelente trabalho de evangelização: levando
apoio com orações e consolo, aos entes queridos, familiares e amigos e convidados em geral. Pois o
Capelão estará levando uma palavra de compadecimento, e conforto: Is 49.10; Fl 2.1, Cl 2.2, I Tss 4.18.

Com o conforto de Deus podemos enfrentar as adversidades da vida, com mais forças quando nos
entregamos ao Senhor Nosso Deus em Cristo Jesus e confiamos que Ele nos proporciona uma força
Divina para vencer. Fl 4.13, Sl 30.11.

Capelania Militar

Também chamada de Capelania castrense. Esta tem


regulamentação própria. O capelão militar é um ministro religioso encarregado de prestar assistência
religiosa a alguma corporação militar (Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícia Militar, Polícia Civil,
Corpo de Bombeiro e Guarda Civil).
No Brasil, este serviço estende-se também as varias Policias entre ela as Policias Militares, Policias Civis,
Corpos de Bombeiros, Guardas Civis etc.
Nos países de maioria católica, como no Brasil, por força da proporcionalidade, na prática, desdobra-se
em Capelanias católicas e Capelanias de outras confissões religiosas, e estas, na maioria das vezes,
Capelanias evangélicas.

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Dado o limite de efetivo para os quadros de oficiais capelães nas diversas armas e forças auxiliares, as
confissões não-católicas ficam pequenas, ou nenhuma, representação nos chamados “Serviços de
Assistência Religiosa”

A Constituição Federal de 1998 prevê em seu artigo 5º, inciso VII que “é assegurada, nos termos da lei,
a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”. A lei 6.923, de
29/06/1981, alterada pela lei 7.672, de 23/09/1988, organizou o Serviço de Assistência Religiosa nas
Forças Armadas.

A partir desta legislação temos definido que:

1 – O Serviço de Assistência Religiosa tem por finalidade prestar assistência religiosa e espiritual aos
militares, aos civis das organizações militares e ás suas famílias, bem como atender a encargos
relacionados com atividades de educação moral realizadas nas Forças Armadas. (Lei 6.923, art.2º).

2 – O Serviço de Assistência Religiosa será constituído de Capelães Militares, selecionados entre


sacerdotes, ministros religiosos os pastores, pertencentes a qualquer religião que não atente contra a
disciplina, a moral e as leis em vigor. (Lei 6.923, art. 4º).

3 – Cada Ministério Militar atentará para que, no posto inicial de Capelão Militar, seja mantida a devida
proporcionalidade entre os Capelães das diversas regiões e as religiões professadas na respectiva Força.
(Lei 6.923, art. 10).

Capelania Militar Evangélica

O primeiro pastor protestante a servir os militares brasileiros foi o alemão


Luterano Friedrich Christian Klingelhoffer, fundador da Igreja Evangélica Alemã do Campo Bom, Rio
Grande do Sul, em 1828.

Dez anos depois Klingelhoffer, morreu atuando em uma batalha na Revolução Farroupilha.

A Capelania Militar Evangélica foi organizada pela extinta Confederação Evangélica do Brasil em
conjunto com o governo brasileiro, para assistir os militares protestantes.

O primeiro capelão evangélico do Brasil foi o Pastor Batista – João Filson Soren (1908-2002), atuando
na Segunda Guerra Mundial, servindo a Força Expedicionária Brasileira (FEB), entre 1944 e 1945
recebendo mais de dez condecorações militares, inclusive a Cruz de Combate de 1ª Classe, a mais alta
honraria do Exército.

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A Capelania Militar Evangélica hoje faz parte do Serviço de Assistência Religiosa das Forças
Armadas, composta atualmente por diversos Pastores Capelães atuando no Exército Brasileiro, na
Marinha do Brasil e na Força Aérea Brasileira, e muitos outros nas Policias Militares e Bombeiros
Militares dos diversos estados brasileiros.

Capelania Empresarial

Breve Histórico

Um dos pioneiros do trabalho espiritual nas empresas comerciais no Paraguai foi Don Enrique Friesen.

Segundo ele, a idéia nasceu no ano de 1984 quando ele ocupou o cargo da presidência de Record Eletric.

Ele menciona que não somente queria dar um salário aos colaboradores da empresa, mas também oferecer
a eles uma ajuda espiritual em seus postos de trabalho.

Por esse motivo se propuseram a abrir um pequeno espaço semanal de reflexão espiritual antes da
rotina comercial diária, não era tão cômodo, pois, segundo as mesmas palavras de Don Enrique, a
primeira vez foi muito difícil, pois num lugar aonde se trabalhava com muitos maquinários, se apresentar
com uma bíblia foi inesperado para os colaboradores.

Desta maneira nascia o que hoje é a Capelania Empresarial Ana Batista.

Entre os anos de 1988 e 1990 outras empresas se reuniram para oferecer estudos bíblicos a seus
colaboradores e trabalhar para que se existisse um marco de confiança entre os empresários cristãos.

Houve reuniões entre os diretores de Record Electric, Comagro, Chacomer e Atantic, esses
empresários buscaram o apoio moral e espiritual de suas comunidades eclesiásticas.

Apesar de que alguns membros de igrejas não viam com claridade esse projeto, porque segundo Don
Enrique Friesen, era difícil de se entender a idéia de pregar a palavra do Senhor sem a intenção de abrir
igrejas.

No entanto foram aceitos e apoiados firmemente pelos pastores Werner Franz e Victor Wall das
Igrejas Mennonitas Concórdia de Assunção.

As empresas nomeadas e o KFK (Comitê Supervisor dos Assuntos Eclesiásticos) da Igreja Mennonita
de Assunção elaboraram um documento que serviu como base do trabalho espiritual do que nesse
momento se denominou Associação dos Empresários Cristãos, para fazer realidade a visão.

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Nesse grupo nasceu a idéia de contar com uma pessoa para levar os ensinamentos bíblicos ás empresas,
comunicou-se com Paul Amstutz, missioneiro (missionário) Mennonita dos EEUU para lhe oferecer o
desafio.

Foi assim que no dia 1º de outubro do ano de 1991 começou oficialmente o trabalho com uma capelão
com 25% de seu tempo comprometido para a obra.

No principio e até o começo de 1996 o trabalho de capelania se denominou Missão Empresarial da


Igreja Mennonita Concórdia, mais tarde levaria o nome de Capelania Empresarial.

A palavra Ana Batista foi agregada por sugestão do Comitê Assessor da capelania para que o projeto
tenha identidade teológica sem limitar se ao nome mennonita.

Até o ano de 1995 havia um capelão em tempo integral e desde 1996 se somou outro capelão a tempo
parcial, trabalhou-se com aproximadamente 43 funcionários repartidos em diferentes empresas e suas
filiais.

No final de 2001 estavam trabalhando três capelães em tempo integral e dois em tempo parcial, no
final de 2005 houve um aumento considerável tanto das empresas associadas como dos capelães.

O ano de 2006 foi concluído com 14 capelães, sendo a maioria atuando em tempo integral e o numero
de empresas associadas já somava-se em 35, com diferentes filiais em todo o país, alcançando 2.300
funcionários.

Fonte: Um Ministério Pastoral Nas Empresas Comerciais de Rogério Duarte Nunes.

No transcurso da vida todos de vez em quando todos nós passamos por problemas, sejam eles na
família, no matrimonio, nas finanças, nas enfermidades, etc.

Através de orientação adequada é possível de se adquirir o preparo para se prevenir ou superar muitos
dos problemas que se possam apresentar na vida.

Com a ajuda desses recursos espirituais, psicológicos e sociais se busca analisar a situação e
programar um plano de ação adequado para resolver ou direcionar o problema.

Em Que Consiste o Serviço da Capelania Empresarial?

Sob o lema de Promover o reino de Deus no mundo do trabalho, o serviço de capelania oferece os
seguintes recursos:

- Acompanhamento do funcionário na empresa ou no comércio.


- Aconselhamento familiar ou pessoal.
- Distribuição de materiais com princípios cristãos (bíblias, folhetos e publicações com valores
bíblicos).
- Visitas a domicílios, hospitais, velórios etc..

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- Palestras e cursos com temas diversos voltados aos princípios cristãos.

Como Funciona o Serviço de Capelania?

- Promover o Reino de Deus no Mundo do Trabalho.

Missão;

Primeiro:

a – Estabelecer contatos pessoais no ambiente de trabalho


b – Fazer visitas fora do local de trabalho (domicílios, hospitais etc.).
c – Planejar reuniões semanais com mensagens, testemunhos, estudos, vídeos e pleleitores convidados.
d – Organizar eventos especiais com enfoque evangelísticos.
e – Oferecer literaturas e vídeos cristãos.

Segundo:

a – Servir de contato entre os pastores e os funcionários (fazer contatos, se houver a necessidade os


acompanhar a uma igreja e apresentar-lhes aos membros dali).
b – Incentivar aos cristãos nos locais de trabalho para que convidem os seus colegas não cristãos para
participarem de programações especiais em suas igrejas como congressos e cultos da família.
c – Aproveitar as relações naturais (amizade ou parentela), para levar a palavra de Deus

Terceiro:

a – Distribuir responsabilidades nas reuniões semanais


b – Prover aconselhamento pessoal ou familiar
c – Fomentar a formação de grupos de oração
d – Incentivar ações ou serviços sociais a favor dos menos favorecidos

Capelania Esportiva

“Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a
incorruptível”. I Coríntios 9.25.

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Neste versículo os objetivos que o Apóstolo Paulo relata, obviamente são sobre as nossas vidas espirituais,
devemos correr de tal maneira que Ganhemos.

Tanto na linha de chegada ou durante os exercícios da vida, nosso alvo de vida é glorificar a Deus,
competir de acordo com as suas regras, para então tornarmo-nos “Vencedores aos Seus Olhos”.

É esse o objetivo da capelania esportiva, levar os atletas a compreenderem que além de se prepararem
bem para as competições que estão inseridos, devem também se prepararem para a corrida da vida eterna,
almejando uma recompensa incorruptível.

As necessidades existem em varias modalidades de esportes, existem os esportes estilizados que são
praticados por pessoas de alta classe social, sendo que seus competidores são pessoas que vem de uma
boa educação, formação familiar, vida financeira estável e uma boa cultura.

Nesse contexto se encontram – automobilismo em diversas categorias, tênis, natação, esgrima, etc.

Existem também os esportes populares que são praticados em maior proporção pela classe social de
baixa renda, sendo que seus competidores muitas vezes são esportistas que não receberam uma boa
educação, falta formação de valores familiar e não tem vida financeira instável.

Nos dois níveis sociais existem carências que só Jesus Cristo pode preencher, pois dos lados opera o
orgulho, a prepotência, a idolatria, o egoísmo, a falsa segurança, a dependência, o vício, a prostituição, os
falsos valores e a apego com a fama.

Eles são preparados por profissionais, técnicos, psicólogos, nutricionistas, são acompanhados pela
mídia, patrocinadores, fãs, mas não são acompanhados pelos valores do evangelho de Jesus Cristo.

Tem tudo mais não tem nada, e quando passam a idade, muitos se tornam sozinhos sem os holofotes
da fama, deprimidos e tristes.

A Atuação do Capelão na Capelania Esportiva

- O capelão precisa se preparar para evangelizar o atleta – conhecer como funciona o meio esportivo, a
linguagem, a postura, os atletas, suas necessidades, etc.
- Procurar a direção dos clubes e apresentar a sua credencial, capacidade, motivação e oferecer os seus
serviços de capelania voluntária para seus atletas, de forma inteligente e não de forma religiosa ou
denominacional.

- Uma vez inserido dentro do clube, levar através de conversas, panfletos, quadro de aviso, ao
conhecimento dos atletas, diretoria e funcionários, a existência do serviço de capelania com o local e
horário definido.

Capelania Infantil

Direitos da Criança e do Adolescente:

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“A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes á
pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta lei, assegurando-lhes, por lei ou por
outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental,
moral, ESPIRITUAL e social, em condições de liberdade e de dignidade”. (Estatuto da Criança e do
Adolescente – Lei Federal nº 8069 de 13/07/1990; art. 3º).

A realidade da criança no Brasil – 1.35,9º da população total é constituída por crianças e adolescentes (de
0 a 17 anos).

Em números absolutos, são 61 milhões de crianças e adolescentes.

- 4,7% das crianças e adolescentes apresentam algum tipo de deficiência, principalmente auditiva.

- Em média 29,7 crianças morrem antes de completarem um ano de idade, por mil nascidas vivas.

- Cerca de 20 mil crianças e adolescentes, com idade entre 10 e 16 anos servem ao narcotráfico na
Brasil.

- A cada ano, 30 mil adolescentes passam por entidades de privação de liberdade. Cerca de 60% deles
estão cumprindo penas inadequadas e sendo submetidos a medidas sócio-educativas ineficazes.

- Uma em cada três famílias com crianças de 0 a 6 anos (30,5%) vive com uma renda familiar per
capita igual ou inferior a meio salário mínimo.

Direitos da Criança e do Adolescente

Dificuldades como enfermidades, exclusão social, abandono, trazem uma desarmonia na vida familiar,
trazendo á tona medos, culpas e ressentimentos.

Missão da Capelania Infantil

- A capelania infantil tem como missão oferecer o apoio emocional, social, recreativo e educacional.

- Humanizar e elevar a qualidade de vida e de atendimento ao complemento do trabalho profissional.

- Tornar a missão da capelania infantil a missão de Jesus, da igreja e dos cristãos, “Evangelizar”.

- Mostrar a criança e ao adolescente e a sua família que há um Deus que ama e cuida de cada uma de
suas necessidades.

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- Consolar o coração, aliviar o sofrimento e renovar as forças e as esperanças para luta em favor da
vida.

- Trabalhar com crianças e adolescentes portadores de enfermidades, infratores em casas de correção,


meninos e meninas de rua, etc.

- Prestar a criança e ao adolescente o que a palavra de Deus nos diz em provérbios 22:6 “Ensina a
criança no caminho em deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”.

MÓDULO II

Lição 1 – O Ministério de Ação Social

Como Deus Encara as Injustiças?

Deus o Nosso Criador e o seu Filho o Senhor Jesus Cristo, odeiam injustiças como diz a Sua Palavra
em Deuteronômio 25.16 “Pois o Senhor, o seu Deus, detesta quem faz essas coisas, quem negocia
desonestamente”.
O Senhor ama a justiça e não vai tolerar a injustiça para sempre, vejamos a Palavra de Deus em
Salmos 37.28,29 - Vs 28 “Pois o Senhor ama quem pratica a justiça, e não abandonará os seus fiéis. Para
sempre serão protegidos, mas a descendência dos ímpios será eliminada;” – Vs 29 “os justos herdarão a
terra e nela habitarão para sempre”.

A Palavra de Deus que é a Bíblia Sagrada nos promete que Deus em breve acabará com toda a injustiça,
vejamos em 2 Pedro 3.7-9,13; Vs 7 “Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão
reservados para fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios” - Vs 8 “Não se
esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia” – Vs 9 “O
Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com
vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” Vs 13 “Todavia,
de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça”.

Estudo Sobre Ação Social


Perspectiva Bíblica
“Ação Social Cristã” é uma expressão imprecisa e genérica, precisamos dar-lhe um conteúdo, dizer o
que entendemos por ela.
Uma tentativa de definição seria afirmar que consiste em toda atividade de cristãos individuais ou da
igreja coletivamente no sentido de suprir as necessidades materiais das pessoas, aliviar o sofrimento
humano, atenuar ou eliminar os males sociais que afligem indivíduos, famílias, comunidades e até mesmo
a sociedade como um todo.
Essa ação social é especificamente cristã, pois responde a motivações e princípios diretamente
relacionados com as Escrituras e com o evangelho de Cristo.

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O objetivo da ação social cristã é proporcionar ás pessoas e comunidades condições de vida mais
condignas, o suprimento básico das carências humanas e fundamentais no plano material (moradia,
alimentação, saúde, educação, trabalho).
Quanto à sua amplitude de atuação, a ação social pode ir desde o atendimento de necessidades
emergenciais, muitas vezes chamado de assistencialismo, até aquela atuação mais ampla que visa resolver
os problemas de modo mais permanente e profundo.

Um exemplo disso seria não somente fornecer alimento para uma pessoa ou família, mas
proporcionar-lhe meios de educação, capacitação profissional e oportunidades de trabalho para que ela
mesma possa ganhar o seu sustento, libertando-se da dependência externa.
O objetivo mais elevado e complexo da ação social cristã seria a transformação das estruturas sociais e
econômicas do país, visando a eliminação das causas da pobreza, a correção das injustiças sociais, a
melhor distribuição de renda e assim por diante.
Nesse último caso, os cristãos e as igrejas precisam atuar junto ao poder público, a classe política e as
diferentes instituições da sociedade.
Essas colocações mostram que, do ponto de vista cristão, a ação social é incompleta em si mesma para
promover a plena dignidade humana, porque as necessidades humanas transcendem o plano meramente
material.
As pessoas e famílias têm também carências emocionais e espirituais, daí falar-se no binômio
evangelização ação social como duas atividades complementares da igreja.
Infelizmente, por razões históricas que serão abordadas posteriormente, muitos evangélicos fazem
dicotomia entre esses dois elementos, considerando-os como mutuamente excludentes.
Acham que a igreja deve preocupar-se apenas com atividades “espirituais” ou religiosas, como a
evangelização, deixando a esfera social para outras instituições, principalmente o Estado.
Entendemos que a evangelização e a ação social são partes essenciais e complementares da missão da
igreja no mundo.
Cremos existirem abundantes argumentos bíblicos que apontam para o fato de que Deus que dar
plenitude de vida ás suas criaturas, e essa plenitude incluem tanto o conhecimento de Deus e um
relacionamento vital com ele, quanto o suprimento das necessidades humanas mais fundamentais no
plano material.
Não só o desconhecimento de Deus, mas também á fome, a doença, a ignorância e a violência são
fatores que atentam contra a dignidade humana.
Portanto, a evangelização e a ação social devem caminhar lado a lado, como dois aspectos integrais da
missão e do testemunho da igreja junto á sociedade.
Existem outros termos e expressões que são aplicados a essa atividade cristã, mas nem todos são muito
felizes nas suas implicações.
É o caso, por exemplo, de “assistência social” e “beneficência”, com suas conotações assistencialistas.
Melhor seria falar em “responsabilidade social” ou “serviço cristão”, este último tendo forte conteúdo
bíblico.
Outros termos bíblicos aplicáveis são “socorros” (1 Co 12.28), “exercício da misericórdia (Rm 12.8),
“fazer o bem” (Gl 6.9-10), “prática do bem” (Hb 13.16) e “ministração” (2 Co 9.13).
Ensino do Antigo Testamento
A temática social está fortemente em todas as partes do Antigo Testamento: a Lei (Pentateuco), os
Profetas e os Escritos.
A base da ética social bíblica é o caráter de Deus. Deus se apresenta ao povo de Israel como um Deus
justo e misericordioso, que atenta para os sofredores (Jr 9.24; Sl 68.5-6; 103.6; 146.7-9).

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Acima de tudo, Deus é grandioso e misericordioso para com Israel, amando-o, escolhendo-o,
libertando-o do cativeiro, conduzindo-o pelo deserto, dando-lhe a terra prometida, suprindo todas as suas
necessidades (Dt 4.37; 7.6-8; 8.4,7-10, 16-16; Ex 20.2).
E assim como Deus tratou Israel, ele quer que os seus filhos tratem uns aos outros (Lv 19.9-10,33-34;
Dt 10.17-19).
Isso faz parte da aliança que Deus firmou com Israel e da lei associada com essa aliança.
Israel é continuamente exortado a praticar a justiça e a misericórdia, como a conhecida passagem de
Miquéias 6.8 (ver também Jr 22.3; Os 6.6).
Outra motivação inculcada é o amor ao próximo (Lv 19.10,13-15). Deus demonstra um interesse
especial pelos elementos mais frágeis e vulneráveis da sociedade, tais como o órfão, a viúva, o pobre, o
enfermo, o deficiente físico e o estrangeiro (Lv 19.10,13-15).
A ética do Antigo Testamento está centrada na generosidade e na solidariedade.
Toda a criação e seus recursos pertencem a Deus e devem servir para o sustento de todos, não para que
alguns tenham excesso e outros tenham falta do mínimo necessário para a sua subsistência.
Os filhos de Deus devem ser bons mordomos das dádivas de Deus, utilizando-as sabiamente e
repartindo-as com os outros.
A Lei contém diversos mecanismos pelos quais a solidariedade social deveria ser praticada em Israel.

Alguns exemplos notáveis são a respiga, mediante a qual parte do produto da terra devia ser
propositalmente deixada para os necessitados (Lv 23.22; Dt 24.21; Rt 2.7,15), o ano sabático, ano de
descanso da terra a cada sete anos, quando tudo que crescesse espontaneamente estaria disponível a todos
indistintamente (Lv 25.1-7,20-22), e o ano do jubileu, a cada cinqüenta anos, no qual todas as
propriedades retornavam aos seus donos originais e os escravos eram devolvidos a suas famílias (Lv 25.8-
17,23-27).
O argumento de Deus na última passagem é “a terra é minha” e “vois sois para mim estrangeiro e
peregrinos” (VS 23 e ver também o VS 55).
A mensagem social mais enfática do Antigo Testamento está contida nos profetas do século oitavo
antes de Cristo (Isaías, Oséias, Amós e Miquéias).
Essa mensagem adquiriu uma conotação “política” ao denunciarem energicamente os males sociais do
seu tempo, como a opressão e a injustiça praticadas pelos poderosos contra os necessitados.
Ninguém pode ler as passagens desses profetas e continuar afirmando que os cristãos nada têm haver
com os problemas sociais do seu país.
Alguns textos significativos são os seguintes: Isaias 1.17,23; 3.14-15, 18-23; 5.7-8; 58.510; Oséias
10.12; Amós 2.6-7; 4.1; 5.12,24; 8.4-6; Miquéias 2.1-2; 6.8.
No entanto, a ênfase do Antigo Testamento como um todo é positiva e construtiva: não somente deixar
de praticar o mal e denunciar a injustiça, mas fazer o bem ao próximo concretamente.
Ensino do Novo Testamento
Cristo e os apóstolos mantiveram implicitamente a mensagem social do Antigo Testamento.
A ética de Jesus preserva e torna mais exigente os requisitos da Lei, revelando a sua intenção mais
profunda (Mateus 5.17,20).
A prática do bem deve estender-se também aos que não pertencem à família de Deus (Mateus 5.43-45;
6.1-4).
Essas passagens mostram que as motivações dos discípulos de cristo devem ser a imitação de Deus e a
reverência para com ele.

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Outra motivação fundamental é o amor altruísta expresso no serviço desinteressado e até mesmo
sacrificial, conforme exemplificado pelo próprio Cristo (Mc 10.45; Jo 13.12-15).
Cristo proferiu muitos ensinos sobre a prática da justiça e da misericórdia (Mt 5.6-7; 19.21; 23.23),
especialmente através de suas parábolas (Mt 4.23; 9.2,6,36; 12.9-13; 14.14,19; 15.30).
À semelhança do Antigo Testamento, Jesus insistiu que meras palavras e atos externos de
religiosidade não são suficientes na vida com Deus (Mt 7.21-23), e sim os frutos, a prática da fé (Vs 16-
20 a 24).
O evangelho de Lucas dá uma ênfase especial aos sofredores, aos excluídos, aos membros mais frágeis
da sociedade, como as mulheres, as crianças, os enfermos e outras categorias.

Diversas parábolas e episódios do ministério de Jesus que revelam o seu interesse pelos
marginalizados são exclusivos do terceiro evangelho (o filho da viúva de Naim: 7.11-15; a mulher com
hemorragia: 8.43-48; o bom samaritano: 10.29-37; o filho pródigo: 15.11-24; os dez leprosos: 17.11-19).
Outro tema importante para Lucas é pobreza e riqueza (1.52-53; 4.18-19; 6.20-21,24; 12.13-21; 14.12-
14; 16.19-31).
Como era de se esperar, a temática social continua presente no outro livro atribuído a Lucas.
Atos dos Apóstolos mostra como a vida da comunidade cristã original era caracterizada pelo
compartilhamento dos bens de modo igualitário – o chamado comunismo cristão primitivo (At 2.42-47;
4.32-35).
Ainda que esse não fosse um modelo para todos os tempos e lugares, apontava para a importância da
solidariedade e generosidade entre os seguidores de Cristo.
O discurso de Pedro na casa de Cornélio destaca a prática da misericórdia de Jesus (At 10.38).
Muito cedo a igreja sentiu a necessidade de estruturar as suas atividades caritativas através da eleição
de homens especialmente voltados para esse mister, aqueles que a tradição considera como os primeiros
diáconos (At 6.1-6).
A instituição do diaconato passou a ser um eloqüente testemunho da preocupação da igreja com a
assistência aos necessitados (Fp 1.1; 1 Tm 3.8-13).
Esta ultima passagem suscita a interessante possibilidade de que também houvesse diaconisas na igreja
primitiva (ver ainda Rm 16.1-2).
Parece claro que pelo menos as viúvas de mais idade desempenhavam um importante papel nessa área
(1 Tm 5.9-10).

O apóstolo Paulo, com toda a sua conhecida ênfase na evangelização, também demonstra nítida
preocupação com a beneficência cristã.
Um tema que ocupa bastante espaço em algumas de suas cartas foi a oferta levantada por ele junto às
igrejas gentílicas para os crentes pobres de Jerusalém (1 Co 16.1-4; 2 Co 8.1-9.15; Rm 15.25-28; At
24.17; Gl 2.10).
A seção prática de suas epístolas contém muitos ensinos sobre o serviço cristão e exortações ao
mesmo (Rm 12.8,13,17,20; 1 Co 11.22; 12.28; 16.15; Gl 6.2,9-10; Fp 4.10-19; 1 Ts 4.9-12; 2 Ts 3.6-15; 1
Tm 6.17-19; Tt 3.8).
As epistolas gerais igualmente possuem diversos preceitos nessa área (Hb 13.1-3; 1 Pe 4.9-10; 1 Jo
3.17-18).
A carta de Tiago, devido ao ser caráter prático e seu teor veterotestamentário, aborda a temática social
de modo muito insistente.

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Devido às circunstancias difíceis em que viviam os primeiros cristãos, o Novo Testamento dá mais
ênfase ao serviço cristão voltado para os irmãos na fé.
Mas fica implícito que a prática de beneficência devia aplicar-se também aos de fora.
A história da igreja mostra que foi exatamente isso que os cristãos fizeram, desde o principio.
Texto: Efésios 1.1-2
Introdução
Como agência do Reino de Deus na terra, a Igreja do Senhor (e isso significa cada cristão, inclusive eu
e você) possui uma responsabilidade social.
O cristão vive tanto na igreja quanto no seu mundo e tem responsabilidades para com ambos.
A tendência geral da igreja tem sido a de “eclesiastizar” seus membros, tornando-os meros
cumpridores de programas ou freqüentadores de reuniões.
Em geral, nossa evangelização visa “tirar o homem do mundo”, mas nos esquecemos que devemos
devolvê-lo ao mundo, transformado, com novas convicções e novos padrões.
Este é o pensamento que transparece em toda a carta de Paulo aos Efésios, onde o apóstolo mostra aos
seus leitores que a nova vida que eles receberam em Cristo (Efésios Capítulos 1,2 e 3) os obriga a uma
nova conduta perante a sociedade (Efésios Capítulos 4,5 e 6).
Isto significa que a igreja deve repensar sua atuação na sociedade, como instrumento de transformação
da realidade social que a cerca.
O trato deste assunto, tem levado os crentes a se dividirem em três grupos:
1 – Os que pregam um evangelho espiritualizante, sem se preocupar nem se envolve com questões
sociais, acreditando que o ato simplista de “aceitar Jesus” resolverá todos os problemas do indivíduo.
2 – Os que pregam um evangelho social, que se preocupa com os problemas materiais e omite a
necessidade de uma conversão verdadeira que transforme a natureza do homem.

3 – Os que entendem que o evangelho modifica o homem em sua natureza, através da verdadeira
conversão, para que este possa influenciar positivamente o seu mundo.
É precisamente neste terceiro grupo que queremos nos posicionar.
Desejamos ser igreja que fale à alma sem se esquecer do corpo, e que cuide dos problemas sociais
que afligem o homem sem perder de vista a grave realidade espiritual que o escraviza.
Definindo Termos
Bruce L Shelley, em seu livro “A Igreja: O Povo de Deus” (Edições Vida Nova) estabelece uma
distinção entre Preocupação Social, Serviço Social e Ação Social, que considero importante para nortear
nosso estudo acerca deste assunto.
Vejamos como ele define um desses termos:
A Preocupação Social é uma atitude. É uma percepção por parte do Cristão de que a salvação é
dirigida ao homem inteiro. Trata-se do reconhecimento da aplicação do evangelho aos ferimentos e fomes
do homem, assim como à sua culpa.
O Serviço Social refere-se a todos os serviços que as igrejas ou os cristãos prestam a fim de assistir as
vítimas de problemas sociais.
A Ação Social é mais ampla. Seu alvo é corrigir as estruturas e processos sociais e políticos de uma
sociedade que provocam os problemas.
A grande maioria das igrejas, e crentes individualmente, demonstra “preocupação social” através da
oração pelos problemas sociais que afligem o mundo.
Esta preocupação é legitima e incentivada na Bíblia (1 Timóteo 2.1-3). Bem menor, porém, é o
número de igrejas e crentes que desenvolvem algum tipo de “serviço social”.

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Este serviço também é incentivado e acha apoio na Palavra, principalmente no exemplo dos primeiros
cristãos (Atos 9.36); 1 Coríntios 16.1-3).
O maior problema hoje, entretanto, está na “ação social”. É muito raro ver igrejas ou crentes
verdadeiramente envolvidos numa ação social.
Em geral a igreja se omite e mesmo desencoraja seus membros acerca de envolvimentos em causas
políticas que visem modificar ou mesmo derrubar estruturas injustas.
No entanto, esta atitude também está presente na Palavra. Muitos servos do Senhor no passado
estiveram envolvidos em ação social, confrontando governantes ou mesmo se rebelando contra governos
injustos (Exemplos: Joiada, o sacerdote, que fez aliança com os capitães, para derrubarem a usurpadora
Atalia, a fim de estabelecerem Joás como rei de Judá- II Crônicas 23; Daniel, em Babilônia, Neemias, em
Judá; José, no Egito; entre outros).
Como igreja do Senhor, somos chamados não apenas a desenvolver uma preocupação social e para
prestar serviços sociais, mas também para uma ação social efetiva, Este, porém não é um caminho fácil.

Lição 2 – Impedimentos da Igreja Para a Realização da Responsabilidade Social

Fatores Que Impedem a Responsabilidade Social da Igreja


Muitos são os fatores que impedem um maior envolvimento da igreja com as questões sociais, e vão
desde a falta de compromisso dos crentes até a falta de conversão verdadeira.
Porém, dois fatores merecem destaque: o fanatismo religioso e a religião secularizada.
O Fanatismo Religioso
O homem religioso é aquele que aprendeu a valorizar os significados espirituais que possui dentro de
si.
Porém, quando esses significados passam a tomar sentido tão elevado, ao ponto de fazê-lo se esquecer
ou ignorar as outras áreas de sua vida, surge então o Fanatismo.
Isso também é chamado de alienação social.
Vejamos o caminho que a mente religiosa percorre até se tornar alienada:
1 – Ocupação demasiada com atividades que não possuem relação com a vida humana (quando a
igreja perde o seu tempo e investe esforços em ativismo vazio e improdutivo).
2 – O uso da religião como instrumento “mágico” de proteção contra os problemas da vida comum
(“Se Você for um cristão comprometido e assíduo, nenhum mal vai lhe atingir!”).

3 – A hipervalorização das experiências religiosas acima dos demais valores da vida humana (Os pais
que obrigam os filhos a freqüentar a igreja, mas nunca dialogam com eles).
A alienação social é ainda motivada por dois fatores: 1º medo de castigos espirituais caso não sigam
todas as orientações da igreja (ou particularmente do seu líder espiritual); e 2º Fascinação descontrolada
pelas coisas espirituais, que impede a pessoa de enxergar outras áreas da vida.
Uma igreja alienada nunca desenvolverá uma mentalidade social, pois sua religião se resume a
experiências espirituais vazias (Tiago 1.26,27; 2.14-17).
A Religiosidade Secularizada
Chamamos de secularização o processo pelo qual a religião tem perdido sua influência em
determinados setores da sociedade e da cultura. É a religião em declínio por não exercer influência na
vida comum.

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Essa falta de influência da religião sobre a vida comum gera uma perda de credibilidade da própria
religião perante a sociedade que por sua vez leva àquilo que chamamos de Crise de Plausibilidade, ou
seja, mensagem da igreja deixa de ser algo plausível, concreto, motivador de transformações, e passa a ser
algo vazio e completamente dispensável.
O maior fator gerador dessa crise de plausibilidade é a restrição do campo de atuação da igreja, ou seja,
quando a igreja se esquece de seu compromisso com a sociedade e seus problemas e passa a atuar apenas
no campo individual/familiar (por exemplo: toda a atividade da igreja se resume a visitinhas sociais e
reuniõezinhas familiares; o pastor passa a ser um “servidor” das famílias, solicitado constantemente para
resolver probleminhas domésticos; etc.).
O grande problema neste ponto é que esses valores “privados” são considerados irrelevantes em
contexto institucionais diferentes dos da família (Por exemplo: que relevância tem uma briguinha entre
irmãos adolescentes diante de problemas como o abandono de menores, a prostituição infantil, e o
crescente consumo de drogas entre crianças e adolescentes nas escolas?). Jesus não perdia tempo com
probleminhas particulares, porque sua missão era muito mais ampla e urgente (confira: Lucas 12.13-15).
Uma igreja secularizada, cujos membros só se preocupam com os seus próprios problemas, nunca
desenvolverá uma mentalidade responsável.

Capelania Social Um Projeto de Crescimento Para a Igreja


Introdução
Há uma importância Evangélica Bíblica de dar assistência aos que estão com fome, nus, conforme
escrito em (Mateus 25.35-36).
É ordem do Senhor Jesus; aperfeiçoa a fé conforme está escrito em (Tiago 2.22).
Capelania de Assistência Social Com Fundamentação Bíblica
- Provérbios 22.6 – Ensinar ainda cedo a responsabilidade de auxiliar nossos irmão menos favorecidos.
- Mateus 25.35 – Levar aos asilos, orfanatos, creches e casas de recuperações, não apenas o material
como alguns o fazem, os cristãos devem levar principalmente o Amor e a Água da Vida, pois assim os
visitados por nós não mais serão carentes, mas filhos de Deus tornando cada um cheio da glória do poder
de Deus.
- Mateus 28.19-20 – Estamos com a responsabilidade de lembrar-se daqueles que são esquecidos pela
sociedade.
- Mateus 16.18 – As portas do inferno não prevalecerão contra os cristãos.
- Isaías 61.1-3 – Façamos um ano sabático na vida dos visitados, libertando-os e transformando-os em
carvalhos de justiça.
Assistência em Ação Social
O serviço de Capelania Evangélica na área de Assistência Social é comunicar com aqueles que estão
nos asilos, orfanatos e na mendicância.
É comunicar com os menos favorecidos e com aqueles que se abrigam nas calçadas ou debaixo das
pontes, comunicar significa participar, transmitir.
A Capelania Social não é modismo, é uma ação movida pelo amor (1 Jo 3.16,17), em face de uma
necessidade.
Esta ação tem propósitos bem definidos, o de ensinar a guardar os princípios bíblicos e a transmiti-los
através de um estilo de vida transformado.

Quando falamos de Capelania e Assistência Social, falamos de educação Cristã, ou seja, discipulado.
A Capelania em Ação Social é administrar um serviço social por excelência aos menos favorecidos.

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Capelania Social – Passo a Passo Para Exercê-la

1 – Antes de construir um sonho devemos renunciar a tudo quanto temos (Lucas 14.28-33).
2 – Ter convicção quanto á importância do poder do evangelho na transformação de vidas e da
sociedade, somente cremos na transformação quando existir o novo nascimento.
3 – Orar – orar – orar.
4 – Engajar no trabalho capelânico.
5 – Observar – conhecer as necessidades para não tratarmos apenas dos efeitos, precisamos atacar as
causas; Neemias foi direto na Raiz do problema social de seu país – usura, os magistrados e os nobres que
a qualquer custo queriam enriquecer.
6 – Identificar-se, encarar – Jesus se identificou com o homem e daí veio a nossa redenção.

Não se faz ação social pela TV, nem tão pouco nas mesas redondas.
É preciso ir debaixo das pontes, entrar nos becos, ir aonde o individuo necessitado está.
Quando nós (igreja) decidimos ouvir o clamor do necessitado de uma maneira efetiva e não de forma
esporádica devemos responder:
• – O Que Fazer?
• – Por Que Fazer?
• – Como Fazer?
• – Quando?
• – Com Quem?
• – Onde?
No transcurso da vida todos de vez em quando todos nós passamos por problemas, sejam eles na
família, no matrimonio, nas finanças, nas enfermidades, etc.
Através de orientação adequada é possível prevenir ou superar muitos dos problemas que se possam
apresentar na vida.
Com a ajuda dos recursos espirituais, pode-se programar um plano de ação adequado para resolver ou
direcionar o problema.
Em Filipenses 3.10 – Paulo diz sobre a comunicação que havia das aflições de Cristo nele.
Precisamos participar das dores daqueles que são alvo na Capelania de Assistência Social Cristã,
porque estes são alvos do Amor de Deus.

Precisamos nos identificar com aqueles que sofrem como se fosse nós mesmos.
Lembre-se do 2º Mandamento dado pelo Senhor Jesus é; “Amara nosso próximo como a nós mesmos”
Mt 22.39.
Comunicar é Transmitir
Leia em 1 Tessalonicenses 2.8, transmitir o evangelho é a própria alma.
Junto com a Bíblia precisamos ter apreço pelos que vamos atingir e precisamos de verdade valorizá-
los.
Precisamos ver neles o Propósito de Deus que é restaurá-los; curá-los que é dar a eles o verdadeiro
sentido da vida.
Precisamos ver o potencial que todos eles têm, independente de como eles estejam no momento que os
conhecemos.

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Há vários exemplos Bíblicos do encontro de Jesus com gente que talvez não consideraríamos gente
mas Ele amou nos dando exemplo de Capelania Evangélica com Assistência de Ação Social com os
desprezados pelos religiosos inclusive.
Renúncia
Renúncia: deixar voluntariamente ao que se tem direito, recusar, rejeitar.
Filipenses 2.7 – Nosso Senhor se esvaziou de si, renunciando a toda a sua honra, a todo seu poder, e a
toda a sua glória, para que através de um ato de Capelania, pudesse atingir milhões de pessoas, ao perder
a sua vida trouxe vida para outros.
Mateus 20.28 – Servir é fonte para renúncia, porém é prêmio para todos aqueles que abrem mão de sua
própria vida em favor de outros.
Por isso nunca deveremos nos esquecer que em nós não há poder algum, pois todo o poder emana de
Deus.
Combater a Separação Entre a Fé e as Obras
Tiago 1.22-27 – Não podemos ser somente ouvintes e espectadores da palavra de Deus, mas plenos
trabalhadores que apenas obedecem e vivem um evangelho prático.
Esta prática está em manifestar o amor fraternal, se realmente você tiver fé e não tiver obras, estará de
mãos vazias diante de Deus, esta fé é como se estivesse enterrada num sepulcro.
Tiago 2.1 – A fé verdadeiramente é apresentada quando não fazemos acepção de pessoas, ou seja,
quando agimos sem parcialidade, nisso se manifesta o amor de Cristo. 1 João 4.20.
Faça Tudo Com Amor á Deus
Façamos tudo com Deus, isto é com amor porque Deus é amor. Isto é com afeição ou sem afeição;
com vontade ou sem vontade; com desejo ou sem desejo; com emoção ou sem emoção; com o amor de
Deus que excede todo o nosso entendimento. (Ef. 3.19), cheios de toda a plenitude de Deus.
Efésios 2.10 – Você é imagem e semelhança de Cristo, para que como Ele, fizesse boas obras e com
elas, andar em sua presença.

Há Uma Necessidade de Capelania de Assistência Social

Neemias 5.1-19 – Neemias estava envolvido com a restauração, reconstrução de Jerusalém, havia
adversários, havia muito serviço, mas havia também uma brecha, um problema social!
“Um grande clamor” dos judeus contra seus próprios irmãos. Por Que?
1 – Estavam em grande pobreza, sem alimento básico para viver – Neemias 5.2.
2 – Estavam sem terras, sem vinhas, sem trabalho (terras hipotecadas para comprar o trigo) – Neemias 5.3.
3 – Estavam endividados por pagarem tributos pelas terras hipotecadas – Neemias 5.4.
4 – Estavam sem herança e sem história – Neemias 5.5.
Uma Reflexão Nos Dias de Hoje
Há entre nós muitos brasileiros que estão em grande clamor (Provérbios 21.13).
- Sem alimentos
- Sem terras para plantar
- Sem trabalho
- Sem casa
- Filhos escravizados pelas drogas, pela prostituição, pela ignorância, sem história de vida, debaixo das
pontes
e viadutos.

A Dimensão Social do Reino de Deus

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Há Um Necessitado

Deus abomina a injustiça – Provérbios 22.16; 22,23.


- Mensagem dos profetas.
- A igreja foi colocada na terra como sal e luz.
- A igreja tem uma responsabilidade social.
Quatro Tendências na Assistência de Ação Social
- Assistência – um prato de sopa, creche, distribuição.
- Ensino – através de ensino de princípios.
- Participação – envolvido da pessoa assistida.
- Transformação – quando o ambiente, a comunidade, o estilo de vida muda (novo nascimento).

A Capelania de Assistência Social é Dirigida ao Indivíduo e ao Grupo


Os desfavorecidos financeiramente falando, carregam um peso acentuado, pois enfrentam muitas
dificuldades como todos os demais e ainda são muito pobres.
- O evangelho é para os pobres – Lc 4.18.
- Deus escolheu os que para o mundo são pobres para serem ricos em fé – Tg 2.5.
- Sempre teremos pobres conosco – Mt 26.11.
Alguém Ouve o Clamor
Iniciou-se uma Capelania de Ação Social.
Neemias ouve o clamor e as palavras dos seus irmãos.
A necessidade de se promover projetos de inclusão social especialmente em países do terceiro mundo,
como o Brasil – é notória e carece de quaisquer justificativas mais elaboradas.
É notória porque o conjunto de carências a que está exposta boa parte da população permite refletir,
seriamente, por qual dos problemas começar ou, ainda, em que lado da exclusão estão as facetas mais ou
menos cruéis.
Um Olhar na Inclusão Social – Os vários projetos de inclusão social parecem possuir estigma da crítica:
muitas vezes demoram anos em discussões intermináveis e, outras vezes, após implantados recebem as
mais variadas críticas quanto à eficiência ou eficácia dos mesmos.
Conclusão – Os projetos de inclusão social, no Brasil, parecem estar vinculados a alguns fatores
importantes que fazem a diferença na hora de avaliar se são eficientes e eficazes.
Num país cheio de carências é importante projetar bem os aspectos da inclusão social, operacionalizá-
los adequadamente e estabelecer controles contínuos para não serem contaminados com a corrupção.

O envolvimento da sociedade civil também é um fator


importante, pois além de dar maior legitimidade ao projeto, permite que a própria sociedade examine
mais de perto suas mazelas e encontre mais rapidamente o remédio para seus males.

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Lição 3 Capelania Missionária – Conteúdo da Ordem Missionária

1 – Obediência Inquestionável.

A primeira palavra da ordem missionária de Jesus é ide;esta palavra é um verbo no modo imperativo,
exigindo uma ação decisiva.
Apesar disto, muitas vezes o trabalho de evangelização não vai além de projetos e planejamentos, se
repetindo ainda em nossos dias aquilo que Débora, no seu cântico de louvor a Deus, depois da vitória
sobre os reis de Canaã, falou sobre a tribo de Rubem, ela disse;

Nas correntes de Rubem foram grandes as resoluções do coração... porque ficaste tu entre os currais?...
nas divisões de Rubem não fez como a tribo de Zebulon, que expôs a sua vida a morte (Jz 5:18). Ela ficou
no meio dos currais, com grandes planos e projetos.

Jesus não convidou os discípulos para somente fazerem planos e projetos,Ele os mandou ir ao campo,
que é o mundo. E para quê?

• – Ensinando as nações;
A palavra ensinando aqui escrita vem da palavra grega matheteuo que significa: fazer discípulos.
Nesse sentido ele só aparece aqui em Atos 14:21. Jesus disse: Ide por todo o mundo e pregai o
evangelho que os homens serão transformados em discípulos Mc 16.15. em Romanos 1.16 vimos
que a palavra da cruz ainda tem poder.

• – Batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo;


Como se vê, o batismo em águas faz parte da ordem missionária de Jesus. Os salvos devem, pelo
batismo, unir-se à Igreja.
Os apóstolos praticavam esta ordem; deste modo foram batizados os que de bom grado receberam
a sua palavra, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas. Atos 2.41.

• – Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado.


A palavra grega usada aqui para ensinando é disdasko significa: Instrução, ensinar aos crentes é
uma ordem de Jesus isto nos mostra a grande importância do ensino, da qual depende a
consolidação da vida espiritual da igreja.

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Existe um ministério especial no tocante ao ensino. Atos 4.11; mas, todos os que evangelizam devem
dar também a sua cooperação neste sentido, como fez o casal: Áquila e Priscila. Atos 18.26.

1995 Visão MCM

Aos 58 anos de idade, o pastor e também médico José Rodrigues recebeu do Senhor uma
direção sobre qual seria a visão da MCM; 39 anos depois, em setembro de 1995, Deus
confiou a ele os quatro pilares de sustento e a forma de atuação da obra que são: Unidade
entre pastores, Relacionamentos Ministeriais, Atos de Justiça e Estabelecimento de
Igrejas entre povos não alcançados, especialmente entre mulçumanos, budistas e hindus.

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