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Procedimento para diagonalizar uma matriz


Passo 1.
Confirme que a matriz é realmente diagonalizável encontrando n autoveto-
res linearmente independentes. Uma maneira de fazer isso é encontrar uma
base de cada autoespaço e juntar todos esses vetores num único conjunto S. Se
esse conjunto tiver menos do que n elementos, a matriz não é diagonalizável.
Passo 2.
Forme a matriz P = [ p1 p2 · · · pn ] que tem os vetores de S como vetores
coluna.
Passo 3.
A matriz P-1AP será diagonal com os autovalores λ1 , λ2 , . . . , λn correspon-
dentes aos autovetores p1, p2, · · ·, pn como entradas diagonais sucessivas.

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Diagonalização ortogonal de uma matriz simétrica n x n
Passo 1.
Encontre uma base de cada autoespaço de A.
Passo 2. (importante!)
Aplique o processo de Gram-Schmidt a cada uma dessas bases para obter
uma base ortonormal de cada autoespaço.
Passo 3.
Forme a matriz P cujas colunas são os vetores de base construídos no Passo 2.
Essa matriz diagonaliza A ortogonalmente, e os autovalores na diagonal de
D = PTAP estarão na mesma ordem que seus autovetores associados em P.

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Resolvendo x’ = Ax se a matriz A for diagonalizável

Passo 1. Encontre uma matriz P que diagonaliza A.


Passo 2. Faça as substituições x = Pu e x’ = Pu’ para obter um novo “sistema dia-
gonal” u’ = Du, com D = P1AP.
Passo 3. Resolva u’ = Du.
Passo 4. Determine x a partir da equação x = Pu.

1 Fonte: textos vieram do livro “Álgebra Linear com Aplicações – Howard Anton e Chris Rorres” - 10a edição
Processo de Gram-Schmidt2
Para converter uma base { u1 , u2 , . . . , un } numa base ortogonal { v1 , v2 , . . . , vn },
efetue as seguintes contas.
Passo 1.
v1 = u1

Passo 2.
v2 = u2 <u2, v1> v1
||v1||2

Passo 3.
<u3, v1> v1 <u3, v2> v2
v3 = u3
||v1||2 ||v2||2

Passo 4.
<u4, v1> v1 <u4, v2> v2 <u4, v3> v3
v4 = u4
||v1||2 ||v2||2 ||v3||2
.
.
.
(continue até n passos)

Passo opcional.
Para converter a base ortogonal numa base ortonormal {w1 , w2 , . . . , wn },
normalize os vetores da base ortogonal.

Forma geral do termo m com 1 <= m <= n

vm = um <um, v1> v1 <um, v2> v2 . . . <um, vn> vn


||v1||2 ||v2||2 ||vn||2

2 Fonte: textos vieram do livro “Álgebra Linear com Aplicações – Howard Anton e Chris Rorres” - 10a edição