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PROJETO DE ORIENTAÇÃO VOCACIONAL / PROFISSIONAL / DE CARREIRA

GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

ATIVIDADE EXPLORATÓRIA – CONFEÇÃO DE CARTAZ OU TÉCNICA DE COLAGEM

Objetivo
Trabalhar de maneira descontraída e lúdica temas importantes no processo de OP, como: expectativas, identidade
pessoal e profissional, representação profissional, integração do tempo (passado, presente e futuro), etc.
Essa técnica tem a finalidade de facilitar e dinamizar processos de associação e expressão de elementos pré-
conscientes e inconscientes provocados pelos materiais oferecidos ao sujeito. Por isso, é interessante oferecer
revistas e jornais atuais permitindo ao jovem incluir a realidade, o meio social e o espaço no qual ele vai desenvolver-
se como profissional.
A expressão artística, por meio do cartaz cumpre várias funções terapêuticas, entre elas:
 A manifestação de desejos de maneira simbólica.
 O resultado alcançado reforça o ego graças ao suporte de gratificação narcisista.
 A ansiedade é aliviada pela representação do material conflitivo.
 O auxílio na integração social graças ao dinamismo do grupo e à presença do Orientador Profissional.
 O jovem expressa conflitos pré-conscientes e inconscientes que é incapaz de verbalizar.

Orientações
Momento 1 – Instruções para o Orientador:
Momento pré-verbal – Distribuem-se ao grupo folhas de cartolina, revistas, tesoura e cola. Solicita-se que cada um
faça uma colagem que responda à questão colocada pelo Orientador. Essa técnica pode ser utilizada com diferentes
idades. Em seguida daremos alguns exemplos.
Em primeiro lugar o sujeito começa observando o material de que dispõe para recortar e colar. Aqui aparecem
diferentes formas de tomar contato com o material, desde aqueles que rapidamente começam a separar e recortar
elementos até aqueles que parecem não encontrar nada que lhes chame a atenção ou ainda aqueles que se
distanciam da orientação dada e começam a ler algum artigo.

Momento 2 – Instruções para o Orientador:


Processamento da Técnica – Após a confecção do cartaz (aproximadamente 20 minutos individualmente, e até uma
hora de acordo com o tamanho do grupo), passa-se ao momento de apresentação e elaboração dos resultados. Não
deve ser feito qualquer julgamento estético do cartaz.
A apresentação pode ser feita de várias maneiras:
- Individualmente o Orientando apresenta sua produção ao Orientador.
- Espalham-se todos os cartazes pela sala. Todo o grupo observa cada cartaz procurando interpretar a mensagem
que cada um lhe transmitiu. Logo em seguida cada participante escolhe um cartaz (que não seja o seu) para
apresentá-lo ao grupo, explicando porque aquele cartaz lhe chamou atenção e em que ele se identifica com a pessoa
que o elaborou. O grupo pode dar a sua opinião. Por último o dono do cartaz apresenta-o e comenta como se sentiu
sendo apresentado pelo colega.
- Cada participante cola seu cartaz na parede e escuta o comentário de todos os colegas. No final ele apresenta o
seu cartaz.
- Cada participante apresenta o seu cartaz antes de ouvir a opinião do grupo.

Faculdade Pitágoras de Ipatinga


Orientação Vocacional – Orientação Profissional – Orientação de Carreira
Momento 3 – Instruções para o Orientador:
Momento verbal – É quando o sujeito explica a sua produção. Relata como se sentiu diante da tarefa, como foi
elaborando seu projeto e finalmente como o realizou. Nesse momento ele pode se deter em alguns elementos e deixar
outros de lado. É importante perguntar o porquê da inclusão de cada elemento que compõe o conjunto assim como a
impressão geral e os elementos que se destacam. Nossa tarefa será de tentar decifrar os vários sentidos transmitidos
pelos diferentes elementos da colagem, relacionando-os com a problemática vocacional.

Possibilidades de utilização/exploração:
1) Jovens em processo de Orientação Vocacional – É importante que sejam trabalhados os aspectos referentes à
integração do tempo, uma vez que a escolha se dá no presente, mas é baseada em experiências anteriores e vai definir
um futuro. Por isso, propomos a seguinte orientação: “MEU PASSADO, MEU PRESENTE, MEU FUTURO”.
A questão da identidade do adolescente, em fase de definição e diferenciação em relação á família e ao grupo de
amigos, também pode ser trabalhada com essa técnica: “QUEM FUI, QUEM SOU, QUEM SEREI”.
Em relação à capacidade de se projetar no futuro, observa-se uma dificuldade do jovem em fazê-lo, principalmente nos
primeiros encontros. Para se trabalhar essa dificuldade pode-se solicitar: “COMO ME VEJO NA MINHA FUTURA
PROFISSÃO, DAQUI A DEZ ANOS”.
Também podem ser exploradas as expectativas em relação ao processo de OV/OP em si, e para isso podemos
propor: “O QUE ESPERO DESTES ENCONTROS DE ORIENTAÇÃO?”.
Finalmente, a questão da avaliação do processo de OV/OP pode ser feita com um cartaz no final dos encontros em
grupo: “COMO CHEGUEI NO GRUPO E COMO ESTOU SAINDO”.

2) Adultos em processo de reescolha da carreira – O adulto geralmente aceita bem a confecção do cartaz, embora
sua primeira reação possa ser de desconfiança e medo. No processo de reorientação é importante levar em
consideração a trajetória profissional já percorrida pelo sujeito, enfatizando os aspectos positivos e negativos dessa
vivência. Por exemplo, pode-se solicitar: “MEUS PROJETOS E MINHAS REALIZAÇÕES”.
Outra questão interessante é saber em que medida o sujeito realizou ou não as expectativas (desejos) familiares em
relação à sua vida profissional. Propomos a seguinte orientação: “EXPECTATIVAS FAMILIARES X INTERESSES
PROFISSIONAIS”.

3) Profissionais – Trabalhar a identidade profissional é fundamental para qualquer profissional, seja ele engenheiro,
advogado entre outros. Para isso a técnica do cartaz pode ser muito útil e tem sido utilizada nos mais diferentes
tipos de treinamentos em empresas ou mesmo escolas profissionalizantes. Para isso pode ser proposta a seguinte
orientação: “QUEM SOU EU NO PAPEL DE ENGENHEIRO”, “QUEM SOU EU NO PAPEL DE ENGENHEIRO”, entre
outros.
A representação pessoal da profissão pode ser trabalhada com a seguinte orientação: “O QUE É SER ARQUITETO?”
ou “O QUE É SER ADVOGADO?” entre outros.
A representação profissional de uma determinada categoria profissional pode ser trabalhada em grupos de quatro a
cinco pessoas, solicitando-se a elaboração de um cartaz; a contribuição de cada participante deve ser considerada.

Publicado originalmente em O Desenvolvimento de Novas Técnicas em Orientação Profissional no LIOP.


(SOARES; KRAWULSKI, 1999, p. 64-66).).

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