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PAGINA_CAPA_PROCESSO_PJE_0021579-23.2017.5.04.0664

Poder Judiciário
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região

AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO


RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664
PARA ACESSAR O SUMÁRIO, CLIQUE AQUI

Processo Judicial Eletrônico

Data da Autuação: 09/11/2017


Valor da causa: R$ 50.000,00
Associados: 0021578-38.2017.5.04.0664

Partes:
RÉU: SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME - CNPJ: 04.651.554/0001-00
ADVOGADO: LIDIANE GRACIOLLI - OAB: RS78550
RÉU: CLARO S.A. - CNPJ: 40.432.544/0001-47
ADVOGADO: RENATA PEREIRA ZANARDI - OAB: RS33819
AUTOR: LEONARDO SOUZA - CPF: 995.518.370-53
ADVOGADO: FELIPE RIETH SGARBOSSA - OAB: RS100351
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TERMO DE PETICIONAMENTO EM PDF

AUTUAÇÃO: [FELIPE RIETH SGARBOSSA, LEONARDO SOUZA] x [CLARO S.A., SULTEC TELECOMUNICACOES
L T D A - M E ]

PETICIONANTE: FELIPE RIETH SGARBOSSA

Nos termos do artigo 1º do Ato número 423/CSJT/GP/SG, de 12 de novembro de 2013, procedo à juntada, em anexo, de petição
em arquivo eletrônico, tipo “Portable Document Format” (.pdf), de qualidade padrão “PDF-A”, nos termos do artigo 1º, § 2º,
inciso II, da Lei nº 11.419, de 19 de dezembro de 2006, e em conformidade com o parágrafo único do artigo 1º. do Ato acima
mencionado, sendo que eventuais documentos que a instruem também serão anexados.

9 de Novembro de 2017

FELIPE RIETH SGARBOSSA

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. ef49f53 - Pág. 1
Número do documento: 17110922004975400000045394773
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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(ÍZA) DO TRABALHO DA ___ VARA DO TRABALHO


DA COMARCA DE PASSO FUNDO (RS).

LEONARDO SOUZA, brasileiro, inscrito no CPF sob n.º 995.518.370-53,


residente na Rua Celeste Formigheri, n° 164, Bairro Loteamento São Cristovão II, CEP
99060-462, no município de Passo Fundo-RS, por seu procurador signatário
(instrumento procuratório incluso), com endereço profissional na Rua Moron, n.º
1011, sala 101, CEP 99010-030, na cidade de Passo Fundo (RS), fones (54) 3045.7678/
9.9139.6678, onde recebe intimações e notificações, vem, respeitosamente, propor
a presente

RECLAMATÓRIA TRABALHISTA em face de

SULTEC TELECOMUNICAÇÕES LTDA ME, inscrita no CNPJ


04.651.554/0001-00 na cidade de Passo Fundo (RS), situada na Av. Doutor Alvaro
Severo de Miranda, nº 1101, Loja 01, Bairro Cidade Nova, CEP 99.022-032, no
município de Passo Fundo-RS, e CLARO S/A, inscrita no CNPJ sob o nº
40.432.544/0101-00, situada à Rua Fagundes dos Reis, nº 313, Bairro Centro, no
município de Passo Fundo-RS, CEP 99010-070, onde deverão ser notificados,
fazendo-o com fulcro no Art. 837 e seguintes da CLT e pelas razões de fato e de
direito a seguir deduzidas:

I) RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA E/OU SUBSIDIÁRIA

O Reclamante foi contratado para trabalhar na Empresa Sultec


Telecomunicações Ltda Me em beneficio da segunda reclamada para instalação
de TV a cabo, internet e rede de telefonia, fato este público e notório, visto as
atividades e produtos oferecidos pela segunda reclamada.
Pelo exposto, torna-se evidenciado que deve ser responsabilizada
subsidiariamente a Reclamada que foi NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A

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Rua Moron, 1011, Sala 101, Centro, Passo Fundo-RS.
Fones: (54) 99988-7265 / (54) 99139-6678 / (54) 3045-7678.
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incorporada pela CLARO S/A. em 31 dezembro de 2014 - amparada na culpa in


eligendo e na culpa in vigilando, e por analogia ao disposto na Súmula 331, IV do
TST, em razão do inadimplemento de obrigações trabalhistas.
Desse modo, deve ser configurada a RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA
desta Reclamada na presente demanda, para o caso da 1ª Reclamada não vir a
pagar os eventuais débitos trabalhistas oriundos do presente feito, venha à
Reclamada NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A que foi incorporada pela CLARO
S/A. em 31 dezembro de 2014 - quitar os créditos aos quais o Reclamante faz jus.
Os serviços prestados pelo reclamante se destinavam à atividade-fim
da reclamada NET, o que por determinação legal é insuscetível de terceirização, de
forma que pode-se concluir que a terceirização no presente caso se deu em fraude
à legislação trabalhista, o que atrai a incidência do artigo 9ª da CLT, tornando-a
nula de pleno direito.
Em consonância com o descrito, o TRT 4 também entende ser solidária
a responsabilidade da tomadora de serviços, que assim discorre:

RECURSO ORDINÁRIO DA SEGUNDA DEMANDADA (CLARO S.A.).

TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. A forma de prestação de


serviços do reclamante a segunda ré, por meio da primeira reclamada, autorizaria
o reconhecimento do vínculo de emprego diretamente com aquela empresa. As
atividades realizadas pelo trabalhador, evidentemente, são intrínsecas ao serviço
ofertado pela segunda acionada, indispensáveis à sua atividade-fim, de modo que
não poderiam ser terceirizadas, nos termos do art. 9º da CLT e da Súmula 331, I, do
TST. Apenas não foi reconhecido vínculo de emprego direto do reclamante com a
tomadora dos serviços por inexistir pedido nesse sentido, sendo, todavia, irretocável
a sentença quanto à sua responsabilização solidária. Não se cogita da exclusão da
responsabilidade da segunda demandada por quaisquer das parcelas deferidas ao
trabalhador, na medida em que coautora do inadimplemento. Apelo não provido.
(...) "DA LEGITIMIDADE PASSIVA Concorrem as empresas supramencionadas, pois o
reclamante estava, sempre, a serviço da empresa NET (documentos
comprobatórios anexos). A ilegalidade da intermediação de mão-de-obra
diretamente relacionada à atividade-fim da empresa tomadora dos serviços
autoriza o reconhecimento da responsabilidade solidária entre empregadora e
tomadora." (fl. 03) (RO 0000113-12.2014.5.04.0103, 2ª Turma do TRT4, Rel. Des. Carlos
Henrique Selbach, julgado em 16.03.2017).

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O reclamante sempre teve seu serviço mantido sob fiscalização da


tomadora/beneficiária dos serviços, NET, que dava as ordens e orientações sobre as
instalações a serem realizadas, e apenas intermediava a contratação do
reclamante por meio da segunda reclamada, MC SAT, de forma a ser atendida e
manter o relacionamento com o próprio reclamante, que era um profissional
requisitado pela tomadora NET. Insta salientar que os contracheques hora anexados
constam o nome da Empresa Net como tomadora dos serviços.
Reitera-se, desta forma, que os integrantes do pólo passivo deverão
responder de forma subsidiária a toda obrigação decorrente da presente lide,
devendo ser reconhecida, em juízo, a responsabilidade subsidiária.
Assim sendo, deve ser reconhecida a responsabilidade subsidiária da
Reclamada NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A que foi incorporada pela CLARO
S/A. em 31 dezembro de 2014 - nos termos da súmula 331 do TST, item IV.

II) SOBRE O CONTRATO DE TRABALHO

O Reclamante foi admitido pela primeira Reclamada em 04 de maio


de 2016, tendo constado na sua Carteira de Trabalho a função de Instalador de
Aparelhos telefônicos.
E, em 03 de maio de 2017 teve seu contrato rescindido sem justa
causa. Conforme TRCT em anexo.

III) DA REMUNERAÇÃO

Durante a execução de seu contrato desempenhou a função de


instalador, sendo que recebia o salário registrado em sua CTPS, tendo como último
salário base R$ 1.530,00.

Ocorre porem sempre recebeu comissões por produtividade sendo


que estas alcançavam em média o valor de R$ 400,00 por mês, e as importâncias
referente as ‘comissões’ não eram consignadas na Carteira de Trabalho e

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Previdência Social e nos recibos de pagamento do autor, ou seja, sendo pagas "por
fora" em moeda corrente sem qualquer recibo.

III.1 DA INTEGRAÇÃO DOS VALORES PAGOS “POR FORA”

O reclamante recebia mensalmente, além do salário vinculado no


contra cheque, a quantia de R$ 400,00 paga por fora.
Sobre a diferença anotada na carteira e a efetivamente paga,
deverá haver integração nos repousos semanais remunerados e feriados e, reflexos
nas férias acrescidas de um terço, décimo terceiro salários, FGTS com multa, horas
extras e periculosidade.
Os valores pagos por fora também deverão refletir na periculosidade,
uma vez que o autor subia em postes de redes energizadas diariamente, o que o
equipara aos eletricitários para aplicação da súmula 191 do TST.
Pela habitualidade, verifica-se a natureza salarial desta parcela, de
forma que a mesma deve compor a base de cálculo das horas extras, nos termos
da súmula 264 do TST.
Com efeito, em razão do pagamento “por fora”, existem diferenças
em seu favor, que deverão ser calculadas em liquidação de sentença, sobre as
seguintes verbas:
a) Adicional de Férias (1/3): Não foi calculado e pago
corretamente o adicional de férias (1/3), pelo Reclamado. A
referida verba foi calculada e paga com base no valor anotado
na CTPS e constante das folhas de pagamento. Por conseguinte,
existem diferenças em favor do Reclamante, a calcular;
b) Depósitos do FGTS: Os depósitos fundiários foram calculados e
recolhidos com base na remuneração constante nas folhas de
pagamentos, quando deveriam ter sido corretamente
calculados e recolhidos com base na remuneração real,
incluindo os valores recebidos “por fora”;
c) Verbas rescisórias: Pelas mesmas razões referidas, o reclamante
não recebeu corretamente as verbas rescisórias, constantes no
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Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho, que são as


seguintes verbas: 50 Saldo de 4/dias salário; 54 adic. de
periculosidade; 63 13º salário Proporcional 4/12 avos; 65 férias
proporc 9/12 avos; 68 terço constic. de férias; 71 férias (aviso
prévio indenizado); 95 auxilio alimentação; e Outras verbas
(indenização conforme previsto na lei 12.506/11, 12 dias) – aviso
prévio indenizado;
Nesse passo, existem diferenças, em favor do Reclamante, em todas
as verbas supracitadas, que deverão ser apuradas através de perícia contábil,
determinando-se o pagamento das mesmas, pelo Reclamado, ao obreiro.
Sendo assim, o Reclamado deverá ser condenado ao pagamento
das diferenças das verbas referidas, resultantes do inadimplemento das mesmas em
razão da não inclusão da base de cálculo, considerando os valores pagos “por
fora” no decorrer do pacto laboral.
As diferenças existentes e os respectivos reflexos, consoante acima
exposto, deverão ser apurados através de perícia contábil. É o que requer o Autor.

IV) DA JORNADA DE TRABALHO – HORAS EXTRAORDINÁRIAS

O reclamante trabalhou permanentemente em regime extraordinário,


de segunda a sábado, sendo que em média laborou das 08:00 às 20:30/21:00, com
média de 30/45 minutos de intervalo intrajornada. Além disso, laborou ao menos um
domingo por mês sem receber folga ou valor correspondente, bem como
trabalhava em feriados, quando este ocorria em dias úteis, ferindo o artigo 7º, XIII da
CF de 1988. Em face disto deverá o Reclamado ser condenado ao pagamento das
horas extras prestadas, excedente à 8ª diária e/ou 44ª semanal, considerando a
jornada inicialmente contratada. Será demonstrado no curso da instrução
processual o direito do obreiro as horas extras.
Cumpre ressalvar que as jornadas eram sempre elastecidas devido o
fato que há uma demanda grande por serviços de telefonia, internet e TV por

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assinatura. Visto que a grande parte a população necessita se comunicar e usar a


TV por assinatura como meio de entretenimento.
Logo, pela grande demanda diária, o Autor realizava diversas
instalações/concertos. Muitos destes realizados para além das 20h, pois as pessoas
normalmente agendam os serviços quando estão em suas residências.
Insta salientar que não havia autorização do Reclamado para que
se fizesse o registro das horas efetivamente trabalhadas, sendo que a ficha de
ponto era preenchida integralmente ao início do mês. Assim, não registrava
corretamente a jornada diariamente laborada, nem as demais atividades
supramencionadas. Por isso não recebeu as horas extras, horas à disposição, nem as
correspondentes folgas compensatórias, consoante restará provado nos autos.
O Reclamante colaciona aos autos ficha de folha ponto de um
colega paradigma. Deve se observar nesta referida folha que os pontos são
britânicos, ou pequenas variações. Ou seja, era anotado somente o que a Empresa
determinava, não eram registrados as horas extras, folgas, etc.
Verifica-se pelo modelo que as anotações dos horários eram feitas a
mão e ainda eram pré determinadas que fossem anotados horários padrões.
Diante disto, requer que a Primeira Reclamada traga aos autos os
registros de horário do autor, sob pena da aplicação da súmula 338 do TST,
combinado com o artigo 400, I do CPC.
Por conseguinte, o entendimento do TRT4 corrobora pela invalidade
dos registros de jornada e conseqüência pagamento de horas extras, eis os arestos:

"HORAS EXTRAORDINÁRIAS. REGISTRO DE PONTO POR EXCEÇÃO. INVALIDADE. Não


há como dar validade a controle de freqüência por exceção, que isenta o
empregador do registro diário da jornada realizada pelo empregado, mesmo que
exista previsão em norma coletiva, sob pena de que sejam admitidas jornadas
invariáveis, dissociadas da realidade laboral. A regra contida no art. 74, § 2º, da CLT,
de ordem pública, é garantia irrenunciável do trabalhador. Dá-se parcial
provimento ao recurso da reclamante no aspecto."

(TRT4, 4ª Turma, proc. nº 0000520-42.2012.5.04.0732, julgado em 26.02.2015, Rel. Des.


André Reverbel Fernandes).

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"HORAS EXTRAS. REGIME DE EXCEÇÕES DE PONTO. INVALIDADE. É inválido o controle


do ponto "por exceção", na medida em que não atende ao dever do empregador
estatuído no art. 74, § 2º, da CLT, de anotação obrigatória dos horários de entrada e
de saída do empregado no trabalho." (TRT4, 8ª Turma, proc. nº 0000571-
07.2013.5.04.0251, julgado em 25.11.2014, Rel. Des. João Paulo Lucena).

Os julgados trazidos são cristalinos no sentido de invalidar os registros


quando estão eivados de irregularidades e, por conseqüência condenar as rés ao
pagamento de horas extras com os reflexos e adicionais legais.
Somente por motivo de elucidar esta peça inicial JAMAIS há de se
falar em trabalho externo sem controle de jornada. Visto que todas as ordens de
serviços sempre foram passadas ao Reclamante inclusive a rota a ser feita, sem ter o
livre arbítrio de escolher qual serviço realizar primeiro. Por conseguinte, nos dias
atuais as Empresas de telefonia/TV a cabo/internet possuem diversos mecanismos
para saber onde o trabalhador está e se cumpriu a meta diária de
instalações/concertos dos equipamentos e visitas aos clientes. Isto é, as Reclamadas
dispõem de TODOS os mecanismos de controle de jornada, não podendo alegar
que não detém ou possuem tal tecnologia.
Para controlar ainda mais as visitas externas, a empresa adotou o
aparelho PDA que é um aparelho com GPS que controla a movimentação e o
cadastramento de todas as visitas realizadas. Assim, em qualquer local que o
reclamante estivesse a empresa tinha o controle do local e do horário, bem como
quem era o cliente que estava sendo atendido.
Tal situação é de conhecimento público e notório, visto que tais
instalações são com prévio agendamento entre as Reclamadas e o consumidor
final.
Homero Batista Mateus da Silva, em sua obra Curso de Direito do
Trabalho Aplicado, Jornadas e Pausas, explica que para que o serviço seja
considerado externo para fins do art. 62, I, da CLT, precisa ser: a) verdadeiramente
incompatível com o controle de jornada, no sentido de impossibilidade física; b) a
fiscalização pode ser exercida pelo empregador por diversas formas que não
apenas o controle escrito, lidando-se neste campo com um vasto número de
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indícios e presunções; c) o comparecimento do empregado às dependências


físicas do empregador é irrelevante, pois há diversas outras maneiras de fiscalização
de conduta; d) o ônus da prova variará de acordo com as medidas tomadas pelo
empregador para o enquadramento legal; d) o impacto dos meios eletrônicos de
telecomunicações de rastreamento de produtos e serviços revolucionaram a
interpretação do art. 62. (2ª ed. revista e atualizada, Rio de Janeiro: Elsevier, 2013
p.103/104).

O TRT4 no seu entendimento, também comunga de que a Empresa


detém mecanismos para controlar a jornada deste tipo de função, senão vejamos:

EMENTA

HORAS EXTRAS. JORNADA DE TRABALHO. ATIVIDADE EXTERNA. ART. 62, I, DA CLT.


Inviável o enquadramento de empregado na exceção do art. 62, I, da CLT, quando
o empregador deixa de anotar essa condição na CTPS e, ainda, não logra
comprovar que a atividade externa desenvolvida em seu benefício era
incompatível com a fixação e controle da jornada de trabalho. (...) Pela leitura do
dispositivo transcrito depreende-se que o fato de a atividade exercida ser externa
não autoriza, por si só, o enquadramento automático do empregado na referida
exceção legal, sendo necessária a efetiva impossibilidade de controle ou
fiscalização da jornada, cuja prova é da parte ré (fato impeditivo).

De igual modo, destaco que, pelo princípio da primazia da realidade, o simples


cumprimento da formalidade prevista no dispositivo em comento não obsta o
reconhecimento do exercício de atividade externa compatível com a fixação de
horário de trabalho e o deferimento das horas extras. Por outro lado, o
descumprimento dessa formalidade essencial conduz à presunção de que o
empregado estava, efetivamente, submetido ao controle de jornada, pois,
parafraseando o insigne jurista Nicola Malatesta, o ordinário (submissão do
empregado ao controle de jornada) se presume, e o extraordinário (exceção do
art. 62, I, CLT), se prova. (RO 0001039- 09.2013.5.04.0012, 2ª Turma do TRT4, Julgado
em 13.07.2017. Rel. Des. Marcelo José Ferlin D Ambroso)
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HORAS EXTRAS. JORNADA EXTERNA. O trabalho externo, isoladamente, não afasta a


tutela legal das normas de duração do trabalho, na medida em que a exceção
inscrita no Capitulo II, artigo 62, I, da CLT, só tem lugar em situações de
impossibilidade de controle de horário. Caso em que a prova constituída demonstra
a possibilidade plena de controle das jornadas praticadas, não se enquadrando, a
situação retratada nos autos, na regra de exceção do artigo 62, I, da CLT. (RO
0020959-90.2015.5.04.0531, 1ª Turma do TRT4. Julgado em 06.04.2017, Rel. Des. Iris
Lima De Moraes). (grifamos)

Por conseguinte, empregador não pagou as horas extras, pelo que faz
jus auferir como extraordinárias, todas as horas que cumpriu a partir da oitava diária
e da 40ª semanal.

Dessa forma, requer a condenação das reclamadas ao pagamento


de horas extras prestadas durante todo o contrato de trabalho com o adicional
legal, assim consideradas as excedentes da oitava hora diária e da 40ª semanal. Os
domingos trabalhados deverão ser pagos em dobro, visto que nunca recebeu
qualquer folga compensatória.
Pela habitualidade da prestação da jornada extraordinária, as horas
extras deverão integrar nos repousos semanais remunerados e feriados, e, pelo
aumento da média remuneratória, incidir reflexos em férias acrescidas de um terço,
décimo terceiro salários e FGTS com multa.

V) SOBRE O INTERVALO INTRAJORNADA PARCIALMENTE USUFRUÍDO.

Consoante referido anteriormente, em que pese ter realizado


jornada média informada igual ou superior a dez horas diariamente, o Reclamante
usufruiu intervalo médio entre 30 a 45 minutos, diariamente.

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Considerando que o Reclamante trabalhou realizando jornada


diária superior a seis horas, o intervalo intrajornada mínimo deveria ser de uma hora,
nos termos da legislação trabalhista vigente no período do contrato de trabalho.No
entanto,o intervalo efetivamente usufruído pelo obreiro era inferior a uma hora.

Nos termos do Art. 71, caput, da CLT, quando a duração da


jornada exceder seis horas, o intervalo intrajornada deve ser de, pelo menos, uma
hora diária, porque, para sua fixação, deve-se levar em conta a realidade laboral
do trabalhador, a jornada efetivamente laborada, e não a jornada legal ou
contratual.

Art. 71. Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é
obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no
mínimo, de 1 (uma) hora (…). (Grifos incluídos).

Este entendimento parte do princípio de que o intervalo


intrajornada se constitui em “medida de higiene, saúde e segurança do trabalho” 1,
tendo fundamento nas necessidades fisiológicas do trabalhador, que não guardam
qualquer relação com a jornada contratual ou legal, mas unicamente com a
duração “real” do trabalho, bem como com o esforço realizado.

Imprescindível o destaque à Súmula n.º437, do TST, a qual entende


pela aplicação do Art. 71, da CLT, onde prevê que, ultrapassada habitualmente a
jornada de seis horas, deverá o empregador remunerar o período de descanso não
usufruído – total ou parcialmente – como hora extra:

INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA


CLT (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 307, 342, 354, 380 e 381 da SBDI-1)
I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão ou a concessão parcial do
intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e
rurais, IMPLICA O PAGAMENTO TOTAL DO PERÍODO CORRESPONDENTE, E NÃO APENAS

1 TRT da 4ª Região. Súmula n.º 38.


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DAQUELE SUPRIMIDO, COM ACRÉSCIMO DE, NO MÍNIMO, 50% SOBRE O VALOR DA


REMUNERAÇÃO DA HORA NORMAL DE TRABALHO (ART. 71 DA CLT), SEM PREJUÍZO DO
CÔMPUTO DA EFETIVA JORNADA DE LABOR PARA EFEITO DE REMUNERAÇÃO. (...)
III - Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação
introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido
pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação,
repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais.
IV - Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do
intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o
período para descanso e alimentação não usufruído como extra, acrescido do respectivo
adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º da CLT. (Grifamos).

Portanto, deverá ser Reclamado condenado ao pagamento de


uma hora diária a título do intervalo intrajornada não concedido integralmente, em
valor correspondente ao salário normal, acrescido do adicional de 50%, conforme
disposto no §4º, do Art. 71, da CLT, sem prejuízo dos demais pedidos.

Deverá a hora extra deferida integrar o repouso semanal


remunerado (incluindo sábados e feriados, em face de previsão normativa), e após,
pelo aumento da média remuneratória, refletir em férias com 1/3 (considerando 35
dias após vinte anos de trabalho, conforme disposição na Instrução Normativa
anexa), 13º salário, gratificação semestral, abono-assiduidade e licença prêmio e
folgas gozados ou convertidos em espécie/pecúnia, nas verbas rescisórias
constantes nos campos 50, 63, 64, 65, 68, 73, 84, 95.2 e 96 do Termo de Rescisão do
Contrato de Trabalho e no FGTS.

VI) SOBRE OS REFLEXOS.

Sobre o Reflexo da Diferença do Repouso Remunerado Decorrente das Horas Extras,


em Férias, 13º Salário e no FGTS. Não Caracterização de Bis In Idem.

As horas extras integram o repouso semanal remunerado (RSR),

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consoante o disposto no Art. 7º, letra “a”, da Lei n.º 605/49 e na Súmula n.º 172, do
TST. O repouso remunerado integra o cálculo das férias, 13º salário e FGTS.
No caso concreto, a integração das horas extras no repouso
remunerado resultará no aumento do valor do mesmo, pela média remuneratória
das horas extras, de aproximadamente 20% (vinte por cento). Tal diferença,
indubitavelmente, deverá refletir em férias, 13º salário, nas verbas rescisórias

constantes nos campos 63, 65, 68, 71, 84 e 95.2 do Termo de Rescisão do
contrato de Trabalho, sob pena de prejuízo ao trabalhador.
Caso reflitam nas férias somente as horas extras, sem integrar no
repouso remuneratório, haverá inegavelmente considerável prejuízo ao
Reclamante, já que, se o Reclamante tivesse recebido o pagamento das horas
extras no curso do contrato de trabalho, Isto é, tempestivamente, as férias, o 13º
salário e o FGTS seriam calculados considerando a integração das horas extras no
repouso remunerado, pela média remuneratória mensal.
Nesse passo, resta inaplicável a OJ n.º 394, da SDI-1 do TST por
inexistência de bis in idem no caso concreto.

Este é o entendimento da 1ª Turma do Tribunal Regional do


Trabalho da 4ª Região, consoante jurisprudência ora colacionada:

INAPLICABILIDADE DA OJ 394 DA SDI-1 DO TST. A OJ 394 da SDI-1 do TST consubstancia


entendimento que acaba por premiar o devedor que não pagou as parcelas salariais no
devido tempo. Isso porque está sedimentado que horas extras pagas habitualmente
integram os repousos semanais remunerados, do que decorre um aumento da média
remuneratória mensal, nela contabilizadas as horas extras em si, e que é utilizada para
efeito de cálculo de parcelas que remuneram o mês inteiro, como as férias, o décimo
terceiro salário e o aviso-prévio. Recurso do autor, parcialmente, provido.
(RO n.º 0001135-48.2010.5.04.0232, 1ª Turma do TRT4, Rel. Des. José Felipe Ledur, julgado em
16.08.2012, publicado em 21.08.2012). (Grifamos).

Igualmente é o entendimento da 7ª Turma do Tribunal Regional do


Trabalho da 3ª Região, no RO n.º 00136-2008-134-03-00-4, posicionando-se
favoravelmente ao reflexo da diferença resultante da hora extra sobre o repouso
remunerado, em férias, 13º terceiro, aviso prévio e depósitos do FGTS. Segundo
aquele Órgão Julgador, não há caracterização de pagamento bis in idem.
Sendo assim, impõe-se o deferimento do reflexo das diferenças do

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repouso remunerado, decorrente da integração das horas extras, em férias com


1/3, 13º salário, nas verbas rescisórias constantes nos campos 63, 65, 68, 71, 84
e 95.2 do Termo de Rescisão do contrato de Trabalho, e no FGTS.

VII) DO RESSARCIMENTO DE COMBUSTÍVEL

O Autor durante o contrato de trabalho usava veiculo da Reclamad. e


não recebeu o valor com combustível, . Tal fato é vedado no ordenamento jurídico.
O TRT4 tem o mesmo entendimento, vejamos o julgado a seguir colacionado:

EMENTA

RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE. INDENIZAÇÃO PELO USO DE VEÍCULO


PRÓPRIO. Independentemente da existência de ajuste para o incontroverso uso de
veículo particular do empregado em serviço, tem o empregador o dever de
indenizar as despesas decorrentes, a teor do artigo 2º da CLT, pois se caracterizam
como ônus do empreendimento econômico. (RO

0000131-10.2012.5.04.0101, 1ª Turma do TRT 4, julgado em 15.03.2017. Des. Rel. Maria


Cristina Schaan Ferreira)

O Reclamante junto anexo, por amostragem recibos de combustível


que provam o uso do carro próprio em favor da Reclamada. Em face disto requer
o ressarcimento do valor médio de R$ 200,00 (Duzentos reais) mensais (durante o
tempo que vigorou o contrato de trabalho), que eram gastos a título de
combustível. E a condenação de valor a ser arbitrado em sentença a título de
depreciação/desgaste de veículo.

VIII) DA MULTA DO ARTIGO 467

As reclamadas deverão depositar até a primeira audiência as


parcelas rescisórias incontroversas aqui postuladas, sob pena de aplicação da
penalidade prevista no artigo 467 da CLT.

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IX) DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

O Reclamante não tem condições de arcar com as custas


processuais, e demais ônus a que possa sucumbir, sem que isso venha em
detrimento de seu sustento e de seus familiares. Por isso, necessita de AJG, nos
termos do artigo 4º da Lei 1050/60, com as alterações posteriores e, também, do §
3º, segunda parte, do Art. 790, da CLT, consoante alteração determinada pela Lei
n.º 10.537/02, com vigência a partir de 28.09.2002.

Ainda, em razão de ser indispensável a atuação de advogado para


o desenvolvimento do processo, considerado o direito fundamental à prestação
jurisdicional pelo Estado, bem como o teor da Súmula n.º 61, do TRT4, é justo que
sejam arbitrados honorários assistenciais aos patronos do Reclamante:

Súm. 61/TRT4. HONORÁRIOS ASSISTENCIAIS. Atendidos os requisitos da Lei 1.060/50,


são devidos os honorários de assistência judiciária gratuita, ainda que o
advogado da parte não esteja credenciado pelo sindicato representante da
categoria profissional.

Requer, portanto, seja-lhe deferido o benefício da gratuidade da


justiça, para exercer seu direito constitucional de postular o que entende lhe seja de
direito, em decorrência da relação laboral havida.

Ainda, nos termos da Lei n.º 1.060/50, requer a condenação das


Reclamadas nos ônus da sucumbência, inclusive verba honorária, nos termos do
Art. 133, da CF/88 e do Art. 2º, da Lei n.º 8.906/94 (Estatuto OAB).

X) SOBRE OS JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA

Em sendo devidas as obrigações principais, deverão incidir os juros


e correção monetária, desde o inadimplemento das obrigações. Importante
ressaltar que a Súmula n.º 200, do TST, prevê a incidência dos juros de mora no
montante devido já corrigido monetariamente.
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A correção monetária deverá ser calculada com base no IPCA-E,


do IBGE, ou que melhor reflita a recomposição da moeda, nos termos da OJ
Transitória n.º 1, da SEEx do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, no seguinte
sentido:

ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL Nº 1 - (TRANSITÓRIA) - ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA DOS


DÉBITOS TRABALHISTAS.
ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA DOS DÉBITOS TRABALHISTAS. O índice a ser utilizado para
atualização monetária dos débitos trabalhistas, deve ser: I - Na fase de liquidação de
sentença, indistintamente para todos os devedores: a) até 29 de junho de 2009 a TRD
(FACDT); b) a partir de 30 de junho de 2009, o IPCA-E, até a data de expedição do
precatório ou requisição de pequeno valor, sendo esta limitação para as pessoas
jurídicas de direito público interno ou equiparadas. Os valores pagos, ainda que
parcialmente, sem ressalva válida e tempestiva quanto à atualização monetária, serão
considerados como obrigação extinta quanto à atualização monetária e aos valores
incontroversos, independentemente do índice de correção monetária utilizado para sua
atualização, exceto em relação a simples liberação do depósito recursal. II - Na
atualização de precatórios ou requisição de pequeno valor: a) precatórios ou RPVs
federais, o IPCA-E, a contar da expedição destes; b) precatórios ou RPVs estaduais ou
municipais a TRD (FACDT), a contar da expedição destes, até 25 de março de 2015 e a
partir de 26 de março de 2015, o IPCA-E.

Logo, requer a condenação da Reclamada ao pagamento de


todos os débitos postulados na presente ação, com juros de mora e correção
monetária, nos termos já expostos.

PEDIDOS E REQUERIMENTOS

Em face do exposto, requer a PROCEDÊNCIA DA AÇÃO, nos termos


da fundamentação, conforme requerimentos a seguir pontuados:

Em tutela declaratória:

a) Declarar a responsabilidade solidária/subsidiária da primeira e


segunda Reclamada;

b) Declarar que o autor não estava insculpido no artigo 62, I da CLT,


pois detinha controle de jornada;

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Em tutela condenatória (valores que serão apurados em sede de


liquidação de sentença):

a) sejam as Reclamadas condenadas ao pagamento das horas


extras prestadas e não pagas, a partir da 8ª diária e 44ª semanal, com adicional
legal ou o estabelecido nos acordos coletivos da categoria, o que for mais
vantajoso ao obreiro, sendo em dobro as realizadas em dias de repouso
remunerado;
b) sejam as Reclamadas condenadas ao pagamento de uma hora
extra diária referente ao intervalo intrajornada não integralmente concedido, com
adicional legal, ou o previsto no acordo coletivo de trabalho, o que for mais
vantajoso ao Reclamante;
c) a integração das horas extras no repouso remunerado, pela
média física remuneratória, e pagamento das diferenças correspondentes; e, após
a integração no repouso remunerado, o reflexo das horas extras, pela média física
remuneratória, em férias com 1/3, em 13º salários, nas verbas rescisórias constantes
nos campos 50, 53, 63, 65, 68 e 95, do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho,
no FGTS e na multa rescisória;
d) seja o Reclamado condenado ao pagamento, em dobro,
referente ao trabalho realizado em repouso remunerado, nos termos da exposição e
fundamentos referidos no tópico específico;
e) Seja a Reclamada condenada ao pagamento das diferenças de
férias com 1/3, 13º salário, adicional de periculosidade, depósitos do FGTS, multa
rescisória, decorrentes da incidência das mesmas nos valores pagos “por fora”, nos
termos expostos e fundamentados no tópico específico;
f) seja o Reclamado condenado ao pagamento do adicional de
periculosidade na importância de 30% (trinta por cento) sobre a remuneração
mensal efetivamente recebida, em férias com 1/3, em 13º salários, nas verbas
rescisórias constantes nos campos 50, 53, 63, 65, 68 e 95, do Termo de Rescisão do
Contrato de Trabalho, no FGTS e na multa rescisória. Nos termos da exposição,
pretensão e fundamentos referidos no item específico;

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g) sejam as reclamadas condenadas a título de ressarcimento dos


valores gastos com combustível, no importe de R$ 200,00 (duzentos reais mensais,
durante o pacto laboral);
h) a concessão do benefício da gratuidade da justiça e a
condenação do Reclamado ao pagamento de honorários advocatícios sobre o
valor bruto devido ao Reclamante;
i) a incidência de juros legais e a atualização monetária,
considerando o IPCA-E como índice de correção monetária, uma vez que a
aplicação da TR como índice de atualização monetária foi considerada
inconstitucional;

Requer, também:

j) a notificação das Reclamadas para que em dia e hora


designados, compareçam perante essa Vara do Trabalho cumprir as obrigações
trabalhistas nos termos dos pedidos supra, pagando as parcelas devidas atualizadas
e acrescidas dos juros legais, ou oferecer contestação, sob pena de revelia e
confissão;
k) a realização de perícia contábil, com a finalidade de apurar as
diferenças entre os valores constantes nas folhas de pagamentos e a remuneração
efetivamente recebida e, por conseguinte, as diferenças de férias co um terço,
abono de férias, 13º salário, adicional noturno, adicional de periculosidade,
depósitos do FGTS, e multa rescisória considerando os pagamentos “por fora”;
l) que seja determinado que as Reclamadas junte aos autos, sob
pena da aplicação do disposto no Art. 400, caput, e Incisos I e II, do NCPC:
 Controle de registro de horário de todo o período do pacto
laboral;
 Ficha de registro do empregado;

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m) a produção de todas as provas necessárias e permitidas, em


especial a oitiva de testemunhas, o depoimento pessoal do representante legal do
Reclamado, sob pena de confissão, protestando, ainda, pela juntada de outros e
novos documentos.

Dá-se à presente o valor provisório de R$ 50.000,00.

Nesses termos, pede deferimento.

Passo Fundo (RS), 09 de novembro de 2017.

Felipe Rieth Sgarbossa


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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 2e5307c - Pág. 1
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. b7f2d07 - Pág. 1
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 6a5a485 - Pág. 1
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ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2016/2016

NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: RS000520/2016


DATA DE REGISTRO NO MTE: 08/04/2016
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR009539/2016
NÚMERO DO PROCESSO: 46272.000351/2016-97
DATA DO PROTOCOLO: 25/02/2016

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.

SINDICATO TRABALH INDUST CON ST MOBILARIO PASSO FUNDO, CNPJ n. 92.046.895/0001-13,


neste ato representado(a) por seu Diretor, Sr(a). LUIZ OZORIO SILVA SILVEIRA;

SINDICATO DAS INDUSTRIAS DA CONSTRUCAO E MOBILIARIO PF, CNPJ n. 90.617.952/0001-41,


neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). PLINIO HUMBERTO DONASSOLO ;

celebram o presente ACORDO COLETIVO DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho previstas


nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigência do presente Acordo Coletivo de Trabalho no período de 01º de janeiro de 2016 a
31 de dezembro de 2016 e a data-base da categoria em 01º de janeiro.

CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA

O presente Acordo Coletivo de Trabalho, aplicável no âmbito da(s) empresa(s) acordante(s), abrangerá a(s)
categoria(s) Trabalhadores nas Indústrias: da Construção e do Mobiliário; da Construção Civil;
Pedreiros; Pintores; Bombeiros Hidráulicos; Carpinteiros; Estucadores; Ferreiros; Serventes;
Operadores de máquinas de Bate Estaca; Guincheiros; Operadores de Grua; da Construção Civil em
Geral; nas Indústrias de Olarias; de Cal e Gesso, Cerámica para construção; Mármore e Granitos;
Pintura; Decorações e Ornatos; Artefatos de Cimento Armado; de Cimento; de Pedras para
Construção, e de estradas; Pavimentação de Obras de Terraplenagem e Aeroportos; Canais; Pontes;
Engenharia Consultiva; Indústria de Caulim; Montagens Industriais de Serrarias; Carpintarias; e de
aberturas; Tanoarias; Madeiras Compensadas; Laminados e Chapas de Fibras de Madeiras;
Marcenaria de Móveis em Geral; Tratamento de Madeiras; Escovas e Pinceis de Junco; de Vime e de
Vassouras; Cortinados e Estofados; Instalações Elétricas e Manutenção; de Gás; Hidráulicos;
Sanitários; Redes e Instalação Telefônica, com abrangência territorial em Água Santa/RS, Camargo/RS,
Casca/RS, Caseiros/RS, Charrua/RS, Ciríaco/RS, Coxilha/RS, David Canabarro/RS, Erebango/RS,
Ernestina/RS, Estação/RS, Gentil/RS, Getúlio Vargas/RS, Ibiaçá/RS, Ibiraiaras/RS, Ipiranga do Sul/RS,
Marau/RS, Mato Castelhano/RS, Montauri/RS, Muliterno/RS, Nova Alvorada/RS, Passo Fundo/RS,
Pontão/RS, Sananduva/RS, São Domingos do Sul/RS, Serafina Corrêa/RS, Sertão/RS, Tapejara/RS,
Vanini/RS, Victor Graeff/RS e Vila Maria/RS.

Salários, Reajustes e Pagamento

Piso Salarial

CLÁUSULA TERCEIRA - ESTIPULACOES SALARIAIS

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 219164d - Pág. 1
Número do documento: 17110922033361400000045394870
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
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A presente Convenção Coletiva de Trabalho passa a ter por data-base o dia 1º de janeiro e regerá as
relações de trabalho entre as categorias profissionais e econômicas de todo aquele que tomar serviços de
outrem na área da construção civil e do mobiliário e se enquadrem no CEI Lei 7.998/90 e alteracoes dentro
da base territórial do SINDICATO LABORAL, compreeendida pelos municipios de Passo Fundo, Marau,
Getulio Vargas, Sertão Tapejara, Casca, Serafina Correa, Ibiraiaras, Ciriaco, David Canabarro, Sananduva,
Vila Maria, Ernestina, Estação, Ibiaça, Camargo, Caseiros, Charrua, Coxilha, Erebango, Gentil, Ipiranga do
Sul, Mato Castelhano, Montauri, Muliterno, Nova Alvorada, Pontão, São Domingos do Sul, Vanini, Victor
Graeff e Agua Santa, tendo vigência de 1º de janeiro de 2016 a 31 e dezembro de 2016.

Para os efeitos da presente convenção, considera-se empregador todo aquele que tomar serviço de outrem
na área da construcao civil e do mobiliário mediante remuneração de qualquer forma contratual, individual
ou coletiva, que assumir riscos da atividade econômica nas áreas representadas pelos Sindicatos
convenentes e que também se enquadrem no CEI (Cadastro Especifico do Instituto Nacional de Seguro
Social) nos termos da Lei nº 7998/90 e alterações.

CLÁUSULA QUARTA - PISO SALARIAL

Para Trabalhadores nos setores da Construção civil, pedreiras, e empresas de engenharia consultiva
que prestem serviços para a construção civil ajustam que os pisos salariais serão os seguintes, a serem
praticados em 01 de janeiro de 2016.

Profissionais - R$ 1.670,00 (Hum mil seiscento e setenta reais)

Serventes R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Guincheiros R$ 1.169,00 (Hum mil cento e sessenta e nove reais)

Motoristas R$ 1.670,00 (Hum mil seiscentos e setenta reais)

Aux.Administrativo R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Cozinheiro R$ 1.169,00 (Hum mil cento e sessenta e nove reais)

Aos trabalhadores operadores de serviços profissionais que trabalham na Construção e manutenção de


redes eletricas prediais em geral ou telefonia predial ficam estabelecidos os seguintes pisos salariais.

Eletricista predial R$ 1.530,00 (Hum mil quinhentos e trinta reais)

Serventes R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Aux.administrativo R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Para os trabalhadores do Setor Moveleiro ajustam os seguintes pisos salariais.

Profissionais R$ 1.670,00 (Hum mil seiscentos e setenta reais)

Auxiliares R$ 1.169,00 (Hum mil cento e sessenta e nove reais)

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Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
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Iniciantes R$ 1.040,00 (Hum mil e quarenta reais)

Motoristas R$ 1.670,00 (Hum mil seiscentos e setenta reais)

Auxiliar administrativo R$ 1.169,00 (Hum mil cento e sessenta e nove reais)

Cozinheiro R$ 1.169,00 (Hum mil cento e sessenta e nove reais)

A condição de iniciante, para os efeitos desta convenção, aplica-se ao período de 6 (seis) meses da
admissão, desde que nunca tenha laborado na área do Mobiliário, comprovando-se pela apresentação da
sua CTPS.

Para os trabalhadores nos setores de Construcao de Estradas e Terraplanagem ajustam que os


seguintes pisos salariais.

Profissionais R$ 1.725,00 (Hum mil setecentos e vinte e cinco reais)

Auxiliares R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Aux.administrativo R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Caso Especial para base territorial Passo Fundo, para os trabalhadores nos setores de Olarias e
Cerâmicas ajustam seguintes pisos.

Profissionais R$ 1.391,00 (Hum mil trezentos e noventa e um reais)

Serventes R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Aux.administrativo R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Para os trabalhadores nos setores de empresas concreteiras ajustam os seguintes:

Motorista de Betoneira R$ 1.814,00 (Hum mil oitocentos e quatorze reais)

Motorista de carreta R$ 1.814,00 (Hum mil oitocentos e quatorze reais)

Operador de carregadeira R$ 1.814,00 (Hum mil oitocentos e quatorze reais)

Motorista caminhão bomba R$ 1.814,00 (Hum mil oitocentos e quatorze reais)

Auxiliar de caminhão bomba R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Operador de usina R$ 1.469,00 (Hum mil quatrocentos e sessenta e nove reais)

Auxiliares R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Cozinheiro (a) R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Aux.administrativo R$ 1.135,10 (Hum mil cento e trinta e cinco reais e dez centavos)

Soldador R$ 1.814,00 (Hum mil oitocentos e quatorze reais)

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Reajustes/Correções Salariais

CLÁUSULA QUINTA - SALARIOS EM GERAL

Ajustam um aumento geral para toda a categoria, compreendidos os empregados nas Industrias da
Construção Civil, Industria do Mobiliário, Cozinheiro, Industrias Moveleiras, de Ornatos e Estofos,
Colchoarias, Empresas Concreteiras, Olarias, Cerâmicas, Pedreiras, Empresas que Operam na Construção
de Poços Artesianos e Manutenção de Poços Artesianos, Empresas que operam na Construção de Redes,
Torres e de Manutenção para Eletrificação, Construção de Redes de Telefonia e de Manutenção, Empresas
de Engenharia Consultiva de Projetos e Execução, Empresas de Reflorestamento e Ajardinamento em
geral, Construção de Estradas e Terraplanagem em Geral e Empresas de Engenharia Consultiva que
prestem serviços de manutenção de estradas para o sistema da construção civil em geral, incluindo-se todo
o pessoal administrativo, no percentual de 11,28% (Onze virgula vinte e oito por cento) a incidir sobre os
salários praticados em 30 de dezembro de 2015.

Para fins de aumento geral ora concedido, fica convencionado que poderão ser compensados quaisquer
aumentos concedidos no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2015, bem como eventuais
antecipações ocorridas no interregno dos aumentos ora ajustados, escalonadamente.

§ 1°: As empresas vinculadas ao setor da construção civil poderão instituir o salário por produção, mediante
acordo coletivo firmado com o sindicato profissional.

§ 2°: As empresas poderão conceder o aumento fixado na cláusula 2.6 de forma parcelada, sendo 6% (seis
por cento), em primeiro de janeiro a incidir sobre o salário de dezembro de 2015 e 6% (seis por cento),
em 1º de julho a incidir sobre o salário de junho de 2016. Havendo a opção pelo aumento parcelado, no
caso de ocorrer extinção do contrato no período entre 01 de janeiro até 30 de junho de 2016, as verbas
rescisórias devidas serão pagas com aplicação do índice de 11,29%.

CLÁUSULA SEXTA - REVISÃO DE CLAUSULAS DE TRABALHO

Ocorrendo alguma divergência sobre a base deste instrumento, bem como implementação de plano
economico, etc., e de fatos novos, as partes a qualquer momento poderão sentar a mesa para dirimir as
questões, que por ventura venham a acontecer, no sentido de buscar soluções para o setor.

Pagamento de Salário – Formas e Prazos

CLÁUSULA SÉTIMA - PAGAMENTO DE DIFERENÇAS

Acordam que as eventuais diferenças decorrentes da aplicação do presente acordo deverão ser pagas na
folha normal de Março/2016.

CLÁUSULA OITAVA - PAGAMENTO DE SALÁRIOS

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As empresas que adotarem o pagamento com cheque dos sálarios aos seus empregados, deverão fazê-lo
em horário bancário. No caso de o pagamento ocorrer fora do horário bancário, deverá ser feito em moeda
corrente.

Outras normas referentes a salários, reajustes, pagamentos e critérios para cálculo

CLÁUSULA NONA - QUITACAO DE INDICES

O presente acordo e os índices nele convencionados quitam quaisquer parcelas, saldos e reposições de
qualquer natureza, pelo que dá o SINDICATO a mais ampla quitação de tais indices até 31 de dezembro
de 2015.

Ressalvadas apenas diferenças salariais individuais decorrentes da incorreta aplicação de índices aos
reajustes dos trabalhadores, constantes em convenções, dissídios ou Lei anteriores.

CLÁUSULA DÉCIMA - IDENTIFICACAO DOS PISOS

Para efeitos de aplicação de diposições sobre pisos consideram-se PROFISSIONAIS no ramo de


CONSTRUCAO CIVIL E DO MOBILIÀRIO - Marceneiros, maquinistas, escultores, lustradores, torneiros de
madeira, estofadores que trabalham em cortinados, ornatos e estofos, cortadores de tecido e fibra,
costureiras, operadores em máquina na área de estofados e colchoarias, inclusive de móveis, laqueadores,
carpinteiros, pedreiros, ferreiros, pintores, instaladores hidráulicos, azulejistas, parqueteiros,
esquadrilheiros, operadores de serviços profissionais que trabalham na construção civil e de redes e torres
em geral para eletrificação e de telefonia, profissionais na área de instalações eletrológicas, profissionais
em cabeamento para computadores, fibras ópticas e redes estabilizadas, trabalhadores que operam
engenharia consultiva de projetos e execução de manutenção de estradas para o sistema da construção
civil em geral, incluindo-se todo o pessoal administrativo, profissionais em conservação e ajardinamento,
colocadores de basalto. PEDREIRAS- detonadores, cortadores de pedra, operadores de britagem,
motoristas, operadores de tombeiras, tratoristas, motoniveladores. EXTRACAO DE BASALTO - marroeiros,
cortadores de basalto, gesseiros ou assemelhados, pastilheiros, apontadores, granileiros, operadores de
servicos em pocos artesianos, guincheiros, operadores de grua, operadores de bate-estaca, operadores de
retroescavadeiras e de tombeiras, atividades afins. Os demais e vigias serão considerados auxiliares.
OLARIAS - foguistas, operadores de máquina, operadores de retro-escavadeira, operadores de maromba
e, ainda, os trabalhadores em marmorarias e granitos, trabalhadores em estuques e ornatos, e indústria de
beneficiamento de vidros e seus artefatos para a construção civil e do mobiliario, trabalhadores em artefatos
metálicos para construção civil.

SETOR DE TERRAPLANAGEM - No ramo de terraplanagem são Profissionais os operadores de


máquinas pesadas ai compreendidos todos os tipos delas, motoristas de caminhao fora de estradas,
caminhão caçamba, operadores de máquinas automotoras, moto-niveladoras de acabamentos, acabadores
de concreto, operadores de maromba, cortadores de pedras, operadores de martelete, dinamitadores e
serviços de manutenção em geral, mecânicos, borracheiros.

Em todos os ramos são considerados profissionais os empregados da área administrativa, à exceção dos
auxiliares de escritório, os assemelhados e vigias que são considerados auxiliares.

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Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
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Gratificações, Adicionais, Auxílios e Outros

Adicional de Tempo de Serviço

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - QUINQUENIO

As empresas do Setor Moveleiro pagarão mensalmente a seus empregados o percentual de 2% (dois por
cento) para cada cinco anos de serviço na mesma empresa, de forma ininterrupta, a título de adicional por
tempo de serviço

As empresas da Construção Civil e outros componentes da presente categoria nominados no preâmbulo


desta Convencao pagarão a seus empregados o percentual de 1%(um por cento), calculado sobre o piso da
categoria a cada cinco anos de trabalho na mesma empresa, de forma ininterrupta.

Adicional de Periculosidade

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - ADICIONAL DE RISCO

Os trabalhadores que exercem atividades em jaús ou andaimes fixos instalados externamente em prédios
com mais de um pavimento perceberão adicional de risco de 20% (vinte por cento), o qual não se
confunde com o adicional e periculosidade, a ser calculado sobre o piso do servente, se altura for
superior a dois pavimentos.

Outros Adicionais

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - AUXILIO FERRAMENTA

As empresas pagarão uma taxa mensal de manutenção de ferramentas na importância de R$ 55,64


(Cinquenta e cinco reais e sessenta e quatro centavos) a titulo de indenização por depreciação aos
empregados que tiverem e usarem as seguintes ferramentas: uma colher, um martelo, um prumo de 450 g,
um nivel de 16, uma escala métrica de 2m, um balde ou similar. CARPINTEIRO: um serrote de 20, um
martelo de 530, um esquadro de 12, um nível de 16, um prumo de centro de 150 g, 01 escala métrica de
2m, uma machadinha e um lápis. FERREIROS: Uma escala métrica de 2m, uma torquês para ferreiro de
10, um giz de cêra e um cinturão. O valor aqui convencionado será reajustado pelo percentual que tiver sido
reajustado o salário no período, excluídos eventuais aumentos no piso da categoria.

Auxílio Alimentação

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - AUXILIO ALIMENTAÇÃO

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Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
Fls.: 60

As partes acordantes convencionam a concessão de auxilio alimentação aos empregados, condicionando a


sua assiduidade na empresa, no valor mínimo de R$ 61,20 (Sessenta e um reais e vinte centavos),
podendo ser fornecido por meio de cartão, e outras modalidades afins, para fins de incentivo. O auxilio
alimentação ora concedido não tem natureza salarial e nem sofrerá incidência previdenciária. Para sua
concessão as partes estabelecem a necessidade de assiduidade ao trabalho.

Parágrafo primeiro - Ajustam que no caso do empregado faltar injustificadamente no mês por sobre o valor
fixado na clausula 13ª. Faltando injustificadamente por quatro dias no mês perde 40% do valor fixado na
clausula 13ª. Faltando injustificadamente cinco dias ou mais no mês perde 100% do valor fixado na
clausula 13ª, não tendo direito ao auxilio alimentação. Aqueles empregados que se encontram em beneficio
previdenciário não fazem jus ao auxilio alimentação.

Parágrafo segundo - O desconto efetuado pelo empregador no salário do empregado será válido desde
que, prévia e expressamente autorizado pelo empregado.

Parágrafo Terceiro - As empresas que possuem refeitório próprio e que elaboram a refeição para seus
empregados, observados os critérios legais com acompanhamento de nutricionistas, estarão isentas do
pagamento a que alude o Caput da cláusula 13ª.

Parágrafo Quarto - Os empregadores, observado o disposto na clausula 13ª, paragráfo 3º, deverão dar
preferência para utilizar o programa de promoção, valorização e sustentabilidade da Agricultura
Camponesa, sempre com o objetivo de obter uma alimentação saudável ao trabalhador.

Seguro de Vida

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - SEGURO DE VIDA

Os empregadores instituirão em favor dos seus empregados, um Seguro de Vida e Acidentes Pessoais em
grupo, com um mínimo de capital por funcionário, sendo:

I - R$ 30.000,00 (Trinta mil reais), em caso de morte odo empregado (a) titular do seguro,
independentemente do local ocorrido;

II - Até R$ 30.000,00 (Trinta mil reais), em caso de invalidez permanente (total ou parcial) do empregado(a),
causada por acidente, independentemente do local ocorrido, atestado por médico devidamente qualificado,
discriminando, detalhadamente, no laudo médico, as sequelas definitivas, mencionando o grau ou
percentagem, respectivamente da invalidez deixada pelo acidente;

III - R$ 30.000,00 (Trinta mil reais), em caso de invalidez permanente total por doença adquirida no
exercício profissional, será pago ao próprio empregado segurado o pagamento de 100% (cem por cento) de
forma antecipada do capital segurado básico mínimo exigido pela Convenção Coletiva de Trabalho da
categoria. Somente será devida no caso em que o próprio segurado seja considerado INVALIDO DE
FORMA DEFINITIVA E PERMANENTE POR CONSEQUÊNCIA DE DOENÇA PROFISSIONAL mediante
declaração médica em modelo próprio fornecido pela seguradora, cuja doença seja caracterizada como
DOENÇA PROFISSIONAL que o impeça de desenvolver definitivamente suas funções e que pela qual não
se pode esperar recuperação ou reabilitação com os recursos terapêuticos disponíveis no momento de sua
constatação e desde que a data do inicio de tratamento e/ou diagnóstico da doença profissional
caracterizada seja posteior à data de sua inclusão do seguro, e enquanto haver sua permanência contratual
na empresa contratante, devidamente comprovada por relação ou proposta de adesão.

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Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
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BENEFICIOS COMPLEMENTARES

Alimentação Ocorrendo a morte do titular do seguro, os beneficiários do seguro receberão, a titulo de


doação, duas cestas básicas de 25 Kg cada, de comprovada qualidade

Auxilio funeral Ocorrendo a morte do empregado titular, independente do local ocorrido, deve a
seguradora reembolsar as despesas com sepultamento do mesmo, no valor de até R$ 2.160,00 (dois mil
cento e sessenta reais), não incuindo a aquisição de jazigo, túmulo, terreno ou carneira.

Reembolso à empresa por rescisão trabalhista - Ocorrendo a morte do titular do seguro, a empresa ou
empregador receberá uma indenização de até 10% (dez por cento) do capital básico vigente, a título do
reembolso das despesas efetivadas, para o acerto recisório trabalhista, devidamente comprovado.

Cesta Natalidade - Ocorrendo o nascimento de filho(a) os da funcionária (cobre somente titular do sexo
feminino) a mesma receberá, a titulo de doação, DUAS CESTAS NATALIDADE, caracterizados como um
KIT-MÃE E UM KIT BEBÊ, com conteúdos específicos para atender as primeiras necessidades básicas da
beneficiária e seu bebê, desde que o comunicado seja formalizado pela empresa até 30 dias após o parto
da funcionária comtemplada.

Os associados do SINDUSCON poderão optar pela Apólice estipulada pelo SINDUSCON com as devidas
coberturas.

A fiscalização será exercida pelos SINDICATOS ACORDANTES e exigidas, quando da eventual


HOMOLOGAÇÃO de rescisão do contrato de trabalho.

No caso de não cumprimento é estipulada uma multa de 10% (dez por cento) sobre o valor do piso do
trabalhador multiplicado pelo número de empregados não cobertos pelo seguro em grupo. A multa é mensal
até o efetivo cumprimento da obrigação ora assumida. Os valores decorrentes das multas deverão ser
recolhidas e revertidos à razão de 50% (cinquenta por cento) a cada entidade, o qual será revertido ao
fundo social dos respectivos Sindicatos.

Contrato de Trabalho – Admissão, Demissão, Modalidades

Mão-de-Obra Temporária/Terceirização

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - CONTRATO TEMPORARIO DE TRABALHO

As empresas assistidas pelo SINDUSCON poderão acordar com o SINDICATO a contratação de


trabalhadores mediante contrato por tempo determinado criado pela Lei 9601/98, ajustado as condições
para tanto.

Relações de Trabalho – Condições de Trabalho, Normas de Pessoal e Estabilidades

Transferência setor/empresa

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Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
Fls.: 62

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - TRANSFERENCIA DE LOCAL DE TRABALHO

Para o trabalhador que for transferido de local de trabalho e que seja onerado com acréscimo de despesas
de passagem e alimentação, o valor correspondente será reembolsado pela empresa. Em caso de
desligamento será reembolsado o valor de retorno a sua cidade de origem informada no momento de sua
admissão.

Parágrafo Primeiro - O empregado no curso do Aviso Prévio não poderá ser transferido de local de
trabalho, salvo com sua concordância, término da obra ou da etapa a que estiver realizando e dentro da
mesma cidade.

Outras normas referentes a condições para o exercício do trabalho

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - CONDICOES DE TRABALHO EM GERAL

Para todos os efeitos do que dispõem o inciso XIII do artigo 7º da Constituição Federal, as partes ora
acordantes convalidam todos os acordos individuais e ou coletivos de prorrogação de jornadas para
compensação horária celebrados nos seios das respectivas categorias profissional e econômica, bem como
haverão de ser tidos como validos todos os acordos de igual conteúdo que vierem também a ser celebrados
no curso da vigência da presente convenção.

Da mesma forma poderão suprimir o trabalho na semana de Natal, Fim de ano e Carnaval, ressaltando que
na terca-feira de Carnaval não e considerado feriado mas dia útil de trabalho, desde que com
compensação antecipada das horas suprimidas com o acréscimo de trabalho em outros dias, em meses
diferentes, respeitada a jornada máxima mensal dos meses somados. Em tal situação as horas
correspondentes poderão ser compensadas até 60 (sessenta) dias antes ou depois de tais eventos.

Sempre que ocorrer a hipótese de l (um) dia util entre feriados e ou dias de repouso, as empresas ficam
autorizadas a promover a compensação das horas de trabalho deste dia em outras datas, de acordo com a
conveniência do serviço.As empresas poderão firmar acordo coletivo de trabalho com o Sindicato
Profissional em estabelecer compensação de horário de trabalho/sob o regime de 12x36 do empregado
vigia.

As empresas ficam obrigadas a fornecer a seus empregados cópia de contrato de trabalho, recibos de
quitação e envelopes de pagamento, onde deverão constar a razão social, nome do empregado, função,
discriminação dos valores pagos e descontos efetuados.

Nos contratos de experiência com prazo inferior a quinze dias, findos em justa causa ou por implemento do
prazo, as empresas indenizarão o empregado com a importância correspondente a 1/15 (um quinze avos)
por dia de trabalho efetivo dos direitos que o empregado adquiriria quando completasse quinze dias de
serviço.

As empresas fornecerão aos trabalhadores listas de preços das tarefas contratadas individualmente, com
detalhes que as identifiquem e os critérios a que fica sujeita a aferição, devendo tais circunstâncias constar
do envelope de pagamento dos tarefeiros.

O empregado em aviso prévio, de iniciativa da empresa ou por pedido demissão, que obtiver novo emprego
comprovado, ficará dispensado do cumprimento do restante do aviso prévio, perdendo os salários
correspondentes.

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Fls.: 63

Todo e qualquer prejuízo sofrido pelo empregado, em decorrência da negativa da empresa em encaminhá-
lo ao serviço de acidente trabalho, será suportado por ela, salvo se o órgao de previdência, no tempo,
proceder o ressarcimento.

As empresas não poderão proceder anotações de atestados médicos na CTPS dos trabalhadores.

As empresas abonarão as faltas do empregado estudante, matriculado em estabelecimento oficial ou


reconhecido, de qualquer grau, inclusive supletivo e vestibular nos dias em que realizar provas e sempre
que, com antecedência minima de 24 horas, o mesmo der ciência da ulterior realização com posterior
comprovação, desde que tais exames sejam no horário de trabalho.

Jornada de Trabalho – Duração, Distribuição, Controle, Faltas

Prorrogação/Redução de Jornada

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - BANCO DE HORAS

As empresas assistidas pelo SINDUSCON poderão acordar com o Sindicato a implantação de um banco de
horas, pelo qual o excesso ou redução de horas de trabalho em um dia seja compensado pela diminuição
ou acréscimo de horas de trabalho em outro, dispensando-se assim o pagamento de adicionais de horas
extras de modo que não exceda, no período de 180 (cento e oitenta) dias a soma das jornadas de trabalho
normal no mesmo período, nem mesmo seja ultrapassado o limite máximo de 10 (dez) horas diária de
trabalho.

Parágrafo Único - Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação
integral da jornada de trabalho, será feito o acerto nas verbas rescisórias, ficando certo de que havendo
crédito em favor do trabalhador, este fará jus ao pagamento das horas devidas com adicional de horas
extras de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do salário na data de rescisão, salvo para as horas
trabalhadas em dia destinados a repouso e feriados, quando estas horas deverão ser remuneradas com
100% (cem por cento) de acréscimo, sendo as excedentes a quatro que deverão ser remuneradas com
120% (cento e vinte por cento) de acréscimo.

Férias e Licenças

Outras disposições sobre férias e licenças

CLÁUSULA VIGÉSIMA - FRACIONAMENTO DE FÉRIAS

As partes acordantes estipulam a possibilidade de fracionamento das férias, em período não inferior a 10
(dez) dias corridos.

Parágrafo Primeiro - O fracionamento será instrumentalizado de comum acordo entre empregador e


empregado, enviando-se cópia do documento firmado ao Sindicato Profissional.

Saúde e Segurança do Trabalhador

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 219164d - Pág. 10
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Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
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Condições de Ambiente de Trabalho

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - SEGURANCA E HIGIENE NO TRABALHO

As empresas manterão campainha para a liberação de elevadores em seus canteiros de obra.

As empresas manterão a disposição de seus empregados armários ou caixa fixa com cadeado, a conta
deles, a fim de guardar as ferramentas.

As empresas instalarão refeitórios em suas obras ou fábricas, na forma da Lei. Para os canteiros que não
se enquadrem na Portaria 3214/78, deverá haver local com proteção, contendo mesa e bancos para
refeição sob pena de multa de 10% (dez por cento) do salário de servente a favor do SINDICATO o qual,
para exigir a multa, deverá notificar a empresa infratora.

Os empregadores manterão um Kit para o aquecimento da alimentação dos trabalhadores que


permanecerem no local de trabalho. Manterão ainda água potável, gelada para os mesmos, através de
bebedouro elétrico ou geladeira, neste caso deverão fornecer copos descartaveis.

As empresas manterão em seus canteiros de obras ou fábricas materiais destinados aos primeiros socorros
(Kit primeiro socorros).

Fica garantida a permanência do trabalhador no alojamento da empresa na hipótese de lá estar quando da


rescisão do contrato de trabalho, apenas para pernoite até o dia seguinte ao do pagamento da quitação,
subordinado-se as normas e regulamentos da empresa.

As empresas obrigam-se a comprovar o pagamento das contribuições sindicais e demais valores devidos
aos convenentes por ocasião das homologações das rescisões de contratos. Para os efeitos desta clausula
e obtrigatória a homologação do Suscitante nas rescisões de contrato a partir de 12 (doze) meses de
vigência do contrato de trabalho para os empregados das empresas associadas ao SINDUSCON e do
terceiro mês para as empresas não associadas à entidade. No caso de não apresentação dos documentos
necessários, fica estipulada uma multa de meio salário minimo a ser paga em favor do empregado.

Equipamentos de Proteção Individual

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - FORNECIMENTO DO EPI

As empresas obrigam-se a fornecer a seus empregados os equipamentos de proteção individual previstos


em Lei, ficando recomendado o uso de cintos de segurança do tipo pára-quedas (quando a situação exigir),
sendo o uso de EPI obrigatório para todos os trabalhadores. Fica ajustado que, caso algum empregado se
recuse a usar ou não use o EPI, será o mesmo notificado e advertido de pronto, remetendo a empresa uma
via para os Convenentes. No caso de reincidência será considerado fato grave passivel de suspensão.
Após, caso haja novo descumprimento das regras ajustadas, recusa ou não uso do EPI, ensejará a
despedida por justa causa.

As empresas obrigam-se ao cumprimento das normas de higiene e segurança do trabalho, bem como as
regulamentações estabelecidas na NR 18, da portaria 3214/78.

Parágrafo Único: NR 18 Opções do Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção -


Obrigatoriedade da comunicação prévia do código 18.2 -Comunicação Prévia 18.2.1 - É obrigatória a

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comunicação à Delegacia regional do Trabalho, antes do inicio das atividades, das seguintes informações:

a) Endereço correto da obra

b) Endereço correto e qualificação (CEI, CNPJ ou CPF) do contratante, empregador ou condominio.

c) Tipo de obra

d) Datas previstas do inicio e conclusão da obra

e) Número máximo previsto de trabalhadores na obra

f) Obrigatoriedade de comunicação ao sindicato da categoria

As empresas poderão baixar norma regulamentando o uso de celular na obra. Caso estabeleçam a
proibição do seu uso na obra e no horário de trabalho, deverão disponibilizar um telefone para comunicação
e recebimento de chamadas emergenciais.

Relações Sindicais

Acesso do Sindicato ao Local de Trabalho

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - ACESSO DO SINDICATO NAS OBRAS E FABRICAS

As partes ajustam nesta convencão a permissão para que membros da Diretoria de ambos os Sindicatos,
em conjunto ou separadamente ou por meio de prepostos devidamente credenciados, tenham livre acesso
nas obras e fábricas visando a orientação e cumprimentos das cláusulas acordadas, bem como para tratar
na divulgação de assuntos que objetivem o aprimoramento das relações de trabalho.

Os Sindicatos convenentes fiscalizarão o correto cumprimento da presente Convenção nos termos dos art.
611 e 631 da CLT e art. 7º XXVI da Constituição Federal, bem como higiene e segurança do trabalho,
distribuindo boletins e convocações de atividades sinidicais e de interesse social, podendo requerer a
apresentação de documentos para elucidar dúvidas que por ventura surjam.

Os profissionais representantes dos Sindicatos convenentes terão livre acesso em obras e fábricas para
verificação do fiel cumprimento da presente convenção e da legislação em vigor.

As empresas permitirão ao Sindicato a colocação de quadros de avisos em suas obras ou fábricas, sendo
que sua colocação e dimensões ficarão a critério das empresas. No quadro de avisos será permitida a
colocação de editais, notas, comunicados e demais avisos de interesse da categoria profissional.

Liberação de Empregados para Atividades Sindicais

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - GARANTIA DE EMPREGO

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As empresas garantirão o emprego durante 06 (seis) meses, a contar da assinatura deste, dos empregados
indicados como membros da Comissão de Negociação Prévia, mediante comunicação prévia feita pelo
SINDICATO.

Contribuições Sindicais

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - CONTRIBUICAO ASSISTENCIAL

Os empregadores descontarão do salário mensal corrigido de seus trabalhadores e recolherão para o


Sindicato dos Trabalhadores, a quantia correspondente a 11,28 % (onze vírgula vinte e oito por cento),
em quatro oportunidades, sendo 2,28% (dois virgula vinte e oito por cento) do salário de
Fevereiro/2016, 3% (três por cento) do salário do mês Maio/2016, 3% (três por cento) do salário do
mês Agosto/2016 e 3% (três por cento) do salário do mês Novembro/2016. Os empregados admitidos
após a data base sofrerão o desconto a partir do primeiro mês posterior ao de sua competência.

Para efeitos da presente cláusula os empregadores remeterão mensalmente ao Sindicato a relação


nominal dos empregados que sofrerão o desconto.

Parágrafo primeiro - O recolhimento deverá ser feito ao Sindicato dos Trabalhadores até o dia 10 (dez) do
mês subsequente.

Parágrafo Segundo - Para efeito dos descontos previstos, consideram-se empregados todas as pessoas
físicas que prestem serviço a outrem mediante remuneração de qualquer forma contratual.

A Convenção Coletiva é devida a Entidade Sindical que representa a base territorial onde o trabalhador
exerce suas atividades profissionais.

Parágrafo Terceiro - Os empregadores descontarão em folha de pagamento de seus empregados


sindicalizados a mensalidade social devida por estes nos termos do artigo 545 da CLT. Deverão remeter
mensalmente uma relação em que identifique a empresa e nomine os empregados em atividade. O
SINDICATO notificará sempre o empregador dando ciência do valor correspondente à mensalidade a ser
descontada, bem como as alterações que ocorrerem na nominata dos associados. Encaminharão ainda
para a entidade profissional cópia das guias da contribuição sindical com a relação nominal dos respectivos
salários, na forma do art.579 da CLT.

As empresas contribuirão mensalmente para com o SINDUSCON o valor equivalente a 1% (um por
cento) do total da folha de pagamento de seus funcionários, com vencimento sempre no dia 10 (dez) do
mês posterior.

O não pagamento da contribuição assistencial no vencimento implica em multa de 2% (dois por cento) por
atraso mais juros de 1% (um por cento) ao mês de atraso, para ambas as entidades beneficiadas.

Direito de Oposição ao Desconto de Contribuições Sindicais

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - OPOSICAO AO DESCONTO

O trabalhador poderá opor-se ao desconto desde que compareça pessoalmente de forma individual,

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no Sindicato Laboral, com texto redigido a punho pelo próprio trabalhador, manifestando sua
oposição e seus fundamentos, sendo protocolada na secretaria do Sindicato Laboral no prazo de 10
(dez) dias antes do efetivo desconto.

Outras disposições sobre relação entre sindicato e empresa

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - ABERTURA DE CANTEIRO DE OBRAS

Visando o desenvolvimento de um trabalho estatístico as empresas que se instalarem na base territorial dos
sindicatos comunicarão a estes, quando ocorrer a abertura de novo canteiro de obra ou fábrica, por meio de
formulário próprio, fornecido por ambas as entidades sindicais, deverão informar a data de abertura, número
de empregados lotados, endereço da obra ou fábrica, tipo de obra, área a ser construída, entre outras
informações. Em caso de não cumprimento das disposições acima ajustadas, será aplicada uma multa de
um salário normativo profissional a cada uma das entidades acordantes.

Outras disposições sobre representação e organização

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - VERIFICACAO DE IRREGULARIDADES

Uma vez verificada irregularidade, as Entidades Sindicais notificarão a empresa para sanar ou justificar
(mediante defesa prévia), no prazo de 5 (cinco) dias, o motivo do não cumprimento. Caso o motivo alegado
não se apresente como justificado será imposta multa de 3 (três) salários minimos, sem prejuízos das
demais cominações da Lei, em favor das Entidades Sindicais, à razão de 50% (cinquenta por cento) para
cada uma.

O descumprimento das cláusulas ajustadas no presente instrumento implicará em aplicação de multa que
as partes convencionam em 1 (um) salário do PISO DO SERVENTE. Para os efeitos desta cláusula ajustam
que a penalidade será aplicada se a empresa, regularmente notificada pelo suscitante, não sanar as
irregularidades ou providenciar no cumprimento correspondente. A penalidade reverterá em benefício dos
empregados prejudicados.

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - SERVICO SOCIAL

Fica ajustado que o SINDUSCON poderá criar o SECONCI PF - Serviço Social da Construção Civil que
regulará pelo estatuto próprio do SECONCI com a finalidade de buscar constantemente o aprimoramente e
adequação dos serviços que propiciem beneficios aos trabalhadores e mantenedores, além da melhoria das
condições de trabalho e da imagem do setor da construção.

Disposições Gerais

Outras Disposições

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CLÁUSULA TRIGÉSIMA - ELEICAO DO FORO

Para dirimir as questões decorrentes do presente acordo, inclusive cobrança de valores, fica eleito o foro
TRABALHISTA da Comarca de Passo Fundo.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - DA ABRANGÊNCIA

As disposições da presente Convenção abrangem todos os integrantes das categorias econômica e


profissional nos termos do art.3º e 611, ambos da CLT, bem como os inscritos no CEI, associados ou não
dos Sindicatos Acordantes, em face do que aqui ficou ajustado é resultado de decisões e manifestação da
vontade da maioria nas respectivas Assembléias Gerais para as quais todos os integrantes foram
convocados da respectiva Base Territorial.

Cópia integral da presente Convenção deverá ser fixada na sede dos convenentes e nas empresas a eles
vinculados pelo prazo de sua vigência.

LUIZ OZORIO SILVA SILVEIRA


Diretor
SINDICATO TRABALH INDUST CON ST MOBILARIO PASSO FUNDO

PLINIO HUMBERTO DONASSOLO


Presidente
SINDICATO DAS INDUSTRIAS DA CONSTRUCAO E MOBILIARIO PF

ANEXOS
ANEXO I - ATA SEGMENTO CONSTRUÇÃO CIVIL DE PASSO FUNDO

Ata de assembléia geral para Acordo Coletivo Construção Civil e Moveleiro de Passo Fundo.Anexo (PDF)

A autenticidade deste documento poderá ser confirmada na página do Ministério do Trabalho e Emprego
na Internet, no endereço http://www.mte.gov.br.

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TERMO ADITIVO A ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2016/2016

NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: RS000872/2016


DATA DE REGISTRO NO MTE: 30/05/2016
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR021773/2016
NÚMERO DO PROCESSO: 46272.001410/2016-44
DATA DO PROTOCOLO: 28/04/2016

NÚMERO DO PROCESSO DO ACORDO COLETIVO PRINCIPAL: 46272.000351/2016-97


DATA DE REGISTRO DO ACORDO COLETIVO PRINCIPAL: 08/04/2016

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.


SINDICATO TRABALH INDUST CON ST MOBILARIO PASSO FUNDO, CNPJ n. 92.046.895/0001-13,
neste ato representado(a) por seu Diretor, Sr(a). LUIZ OZORIO SILVA SILVEIRA;

SINDICATO DAS INDUSTRIAS DA CONSTRUCAO E MOBILIARIO PF, CNPJ n. 90.617.952/0001-41,


neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). PLINIO HUMBERTO DONASSOLO ;

celebram o presente TERMO ADITIVO DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO, estipulando as condições


de trabalho previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigência do presente Termo Aditivo de Acordo Coletivo de Trabalho no período de 01º de
janeiro de 2016 a 31 de dezembro de 2016 e a data-base da categoria em 01º de janeiro.

CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA

O presente Termo Aditivo de Acordo Coletivo de Trabalho, aplicável no âmbito da(s) empresa(s)
acordante(s), abrangerá a(s) categoria(s) Trabalhadores nas Indústrias: da Construção e do Mobiliário;
da Construção Civil; Pedreiros; Pintores; Bombeiros Hidráulicos; Carpinteiros; Estucadores;
Ferreiros; Serventes; Operadores de máquinas de Bate Estaca; Guincheiros; Operadores de Grua;
da Construção Civil em Geral; nas Indústrias de Olarias; de Cal e Gesso, Cerâmica para construção;
Mármore e Granitos; Pintura; Decorações e Ornatos; Artefatos de Cimento Armado; de Cimento; de
Pedras para Construção, e de estradas; Pavimentação de Obras de Terraplenagem e Aeroportos;
Canais; Pontes; Engenharia Consultiva; Indústria de Caulim; Montagens Industriais de Serrarias;
Carpintarias; e de aberturas; Tanoarias; Madeiras Compensadas; Laminados e Chapas de Fibra de
Madeiras; Marcenaria de Móveis em Geral; Tratamento de Madeiras; Escovas e Pincéis de Junco; de
Vime e de Vassouras; Cortinados e Estofados; Instalações Elétricas e Manutenção; de Gás;
Hidráulicos; Sanitários; Rede e Instalação Telefônica, com abrangência territorial em Passo Fundo/RS.

Salários, Reajustes e Pagamento

Reajustes/Correções Salariais

CLÁUSULA TERCEIRA - SALARIOS EM GERAL

Ajustam um aumento geral para toda a categoria, compreendidos os empregados nas Industrias da

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 5d6ae2d - Pág. 1
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Construção Civil, Industria do Mobiliário, Cozinheiro, Industrias Moveleiras, de Ornatos e Estofos,


Colchoarias, Empresas Concreteiras, Olarias, Cerâmicas, Pedreiras, Empresas que Operam na Construção
de Poços Artesianos e Manutenção de Poços Artesianos, Empresas que operam na Construção de Redes,
Torres e de Manutenção para Eletrificação, Construção de Redes de Telefonia e de Manutenção, Empresas
de Engenharia Consultiva de Projetos e Execução, Empresas de Reflorestamento e Ajardinamento em
geral, Construção de Estradas e Terraplanagem em Geral e Empresas de Engenharia Consultiva que
prestem serviços de manutenção de estradas para o sistema da construção civil em geral, incluindo-se todo
o pessoal administrativo, no percentual de 11,28% (Onze virgula vinte e oito por cento) a incidir sobre os
salários praticados em 30 de dezembro de 2015.

Para fins de aumento geral ora concedido, fica convencionado que poderão ser compensados quaisquer
aumentos concedidos no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2015, bem como eventuais
antecipações ocorridas no interregno dos aumentos ora ajustados, escalonadamente.

§ 1°: As empresas vinculadas ao setor da construção civil poderão instituir o salário por produção, mediante
acordo coletivo firmado com o sindicato profissional.

§ 2°: As empresas poderão conceder o aumento fixado na cláusula 2.6 de forma parcelada, sendo 6% (seis
por cento), em primeiro de janeiro a incidir sobre o salário de dezembro de 2015 e 6% (seis por cento),
em 1º de julho a incidir sobre o salário de junho de 2016. Havendo a opção pelo aumento parcelado, no
caso de ocorrer extinção do contrato no período entre 01 de janeiro até 30 de junho de 2016, as verbas
rescisórias devidas serão pagas com aplicação do índice de 11,28%.

Gratificações, Adicionais, Auxílios e Outros

Auxílio Alimentação

CLÁUSULA QUARTA - AUXILIO ALIMENTAÇÃO

As partes acordantes convencionam a concessão de auxilio alimentação aos empregados, condicionando a


sua assiduidade na empresa, no valor mínimo de R$ 61,20 (Sessenta e um reais e vinte centavos),
podendo ser fornecido por meio de cartão, e outras modalidades afins, para fins de incentivo. O auxilio
alimentação ora concedido não tem natureza salarial e nem sofrerá incidência previdenciária. Para sua
concessão as partes estabelecem a necessidade de assiduidade ao trabalho.

Parágrafo primeiro - Ajustam que no caso do empregado faltar injustificadamente no mês por dois dias
perde 20% sobre o valor fixado acima . Faltando injustificadamente por quatro dias no mês perde 40% do
valor fixado acima. Faltando injustificadamente cinco dias ou mais no mês perde 100% do valor fixado
acima, não tendo direito ao auxilio alimentação. Aqueles empregados que se encontram em beneficio
previdenciário não fazem jus ao auxilio alimentação.

Parágrafo segundo - O desconto efetuado pelo empregador no salário do empregado será válido desde
que, prévia e expressamente autorizado pelo empregado.

Parágrafo Terceiro - As empresas que possuem refeitório próprio e que elaboram a refeição para seus
empregados, observados os critérios legais com acompanhamento de nutricionistas, estarão isentas do
pagamento a que alude o Caput da cláusula do axílio alimentação.

Parágrafo Quarto - Os empregadores, observado o disposto na clausula do auxílio alimentação, paragráfo


3º, deverão dar preferência para utilizar o programa de promoção, valorização e sustentabilidade da
Agricultura Camponesa, sempre com o objetivo de obter uma alimentação saudável ao trabalhador.

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Fls.: 71

Relações Sindicais

Contribuições Sindicais

CLÁUSULA QUINTA - CONTRIBUICAO ASSISTENCIAL

Os empregadores descontarão de todos os seus empregados sindicalizados e, também, daqueles não


sindicalizados mas que tenham autorizado o desconto do salário mensal corrigido de seus trabalhadores e
recolherão para o Sindicato dos Trabalhadores, a quantia correspondente a 11,28 % (onze vírgula vinte e
oito por cento), em quatro oportunidades, sendo 2,28% (dois virgula vinte e oito por cento) do salário de
Fevereiro/2016, 3% (três por cento) do salário do mês Maio/2016, 3% (três por cento) do salário do
mês Agosto/2016 e 3% (três por cento) do salário do mês Novembro/2016. Os empregados admitidos
após a data base sofrerão o desconto a partir do primeiro mês posterior ao de sua competência.

Para efeitos da presente cláusula os empregadores remeterão mensalmente ao Sindicato a relação


nominal dos empregados que sofrerão o desconto.

Parágrafo primeiro - O recolhimento deverá ser feito ao Sindicato dos Trabalhadores até o dia 10 (dez) do
mês subsequente.

Parágrafo Segundo - Para efeito dos descontos previstos, consideram-se empregados todas as pessoas
físicas que prestem serviço a outrem mediante remuneração de qualquer forma contratual.

A Convenção Coletiva é devida a Entidade Sindical que representa a base territorial onde o trabalhador
exerce suas atividades profissionais.

Parágrafo Terceiro - Os empregadores descontarão em folha de pagamento de seus empregados


sindicalizados a mensalidade social devida por estes nos termos do artigo 545 da CLT. Deverão remeter
mensalmente uma relação em que identifique a empresa e nomine os empregados em atividade. O
SINDICATO notificará sempre o empregador dando ciência do valor correspondente à mensalidade a ser
descontada, bem como as alterações que ocorrerem na nominata dos associados. Encaminharão ainda
para a entidade profissional cópia das guias da contribuição sindical com a relação nominal dos respectivos
salários, na forma do art.579 da CLT.

As empresas contribuirão mensalmente para com o SINDUSCON o valor equivalente a 1% (um por
cento) do total da folha de pagamento de seus funcionários, com vencimento sempre no dia 10 (dez) do
mês posterior.

O não pagamento da contribuição assistencial no vencimento implica em multa de 2% (dois por cento) por
atraso mais juros de 1% (um por cento) ao mês de atraso, para ambas as entidades beneficiadas.

LUIZ OZORIO SILVA SILVEIRA


Diretor
SINDICATO TRABALH INDUST CON ST MOBILARIO PASSO FUNDO

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PLINIO HUMBERTO DONASSOLO


Presidente
SINDICATO DAS INDUSTRIAS DA CONSTRUCAO E MOBILIARIO PF

ANEXOS
ANEXO I - ATA SEGMENTO CONSTRUÇÃO CIVIL DE PASSO FUNDO

Ata de assembléia geral para Acordo Coletivo Construção Civil e Moveleiro de Passo Fundo.Anexo (PDF)

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na Internet, no endereço http://www.mte.gov.br.

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 5d6ae2d - Pág. 4
Número do documento: 17110922033686800000045394872
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 73

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2017/2017 
 
NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: RS000205/2017
DATA DE REGISTRO NO MTE: 07/02/2017
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR004362/2017
NÚMERO DO PROCESSO: 46218.001089/2017­33
DATA DO PROTOCOLO: 30/01/2017
 

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.

 
SINDICATO  TRABALH  INDUST  CON  ST  MOBILARIO  PASSO  FUNDO,  CNPJ  n.  92.046.895/0001­13,
neste ato representado(a) por seu Diretor, Sr(a). LUIZ OZORIO SILVA SILVEIRA;
 

 
SINDICATO  DAS  INDUSTRIAS  DA  CONSTRUCAO  E  MOBILIARIO  PF,  CNPJ  n.  90.617.952/0001­41,
neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). PLINIO HUMBERTO DONASSOLO;
 
celebram  a  presente  CONVENÇÃO  COLETIVA  DE  TRABALHO,  estipulando  as  condições  de  trabalho
previstas nas cláusulas seguintes: 
 
CLÁUSULA PRIMEIRA ­ VIGÊNCIA E DATA­BASE 
 
As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de 01º de janeiro de
2017 a 31 de dezembro de 2017 e a data­base da categoria em 01º de janeiro. 
 
 
CLÁUSULA SEGUNDA ­ ABRANGÊNCIA 
 
A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) Trabalhadores nas Indústrias
da  Construção  e  do  Mobiliário:  Pedreiros;  Pintores;  Bombeiros  Hidráulicos;  Carpinteiros;
Estucadores;  Ferreiros;  Serventes;  Operadores  de  máquinas  de  Bate  Estaca;  Guincheiros;
Operadores  de  Grua;  da  Construção  Civil  em  Geral;  nas  Indústrias  de  Olarias;  de  Cal  e  Gesso,
Cerâmica  para  construção;  Mármore  e  Granitos;  Pintura;  Decorações  e  Ornatos;  Artefatos  de
Cimento Armado; de Cimento; de Pedras para Construção, e de estradas; Pavimentação de Obras
de  Terraplenagem  e  Aeroportos;  Canais;  Pontes;  Engenharia  Consultiva;  Indústria  de  Caulim;
Montagens  Industriais  de  Serrarias;  Carpintarias;  e  de  aberturas;  Tanoarias;  Madeiras
Compensadas;  Laminados  e  Chapas  de  Fibra  de  Madeiras;  Marcenaria  de  Móveis  em  Geral;
Tratamento  de  Madeiras;  Escovas  e  Pincéis  de  Junco;  de  Vime  e  de  Vassouras;  Cortinados  e
Estofados;  Instalações  Elétricas  e  Manutenção;  de  Gás;  Hidráulicos;  Sanitários;  Rede  e
Instalação Telefônica, com abrangência territorial em Passo Fundo/RS. 

 
SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO 
PISO SALARIAL 
 
CLÁUSULA TERCEIRA ­ ESTIPULACOES SALARIAIS 
 

A presente Convenção Coletiva de Trabalho passa a ter por data­base o dia 1º de janeiro e regerá as
relações de trabalho entre as categorias profissionais e econômicas de todo aquele que tomar serviços
de outrem na área da construção civil e do mobiliário e se enquadrem no CEI Lei 7.998/90 e alteracoes
dentro da base territórial do SINDICATO LABORAL, compreeendida pelo municipio de Passo Fundo,
Marau, Getulio Vargas, Sertão Tapejara, Casca, Serafina Correa, Ibiraiaras, Ciriaco, David Canabarro,
Sananduva, Vila Maria, Ernestina, Estação, Ibiaça, Camargo, Caseiros, Charrua, Coxilha, Erebango,  
Gentil, Ipiranga do Sul, Mato Castelhano, Montauri, Muliterno, Nova Alvorada, Pontão, São Domingos do
Sul, Vanini, Victor Graeff e Agua Santa, tendo vigência de 1º de janeiro de 2017 a 31 e dezembro de
2017.

Para os efeitos da presente convenção, considera­se empregador todo aquele que tomar serviço de
outrem na área da construcao civil e do mobiliário mediante remuneração de qualquer forma contratual,
individual ou coletiva, que assumir riscos da atividade econômica nas áreas representadas pelos

Sindicatos convenentes e que também se enquadrem no CEI (Cadastro Especifico do Instituto Nacional
http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/Resumo/ResumoVisualizar?nrSolicitacao=MR004362/2017 1/12

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https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17110922034230000000045394874
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. fce33df - Pág. 1
Número do documento: 17110922034230000000045394874
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 74
Sindicatos convenentes e que também se enquadrem no CEI (Cadastro Especifico do Instituto Nacional
de Seguro Social) nos termos da Lei nº 7998/90 e alterações.

 
 
CLÁUSULA QUARTA ­ PISO SALARIAL 
 

Para Trabalhadores nos setores da Construção civil, pedreiras, e empresas de engenharia
consultiva que prestem serviços para a construção civil ajustam que os pisos salariais serão os
seguintes, a serem praticados em 01 de janeiro de 2017.

Profissionais ­ R$ 1.778,55 (Hum mil setecentos esetenta e oito reais e cinquenta e cinco centavos)

Serventes R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos) 

Guincheiros R$ 1.244,98 (Hum mil duzentos e quarenta e quatro reais e noventa e oito centavos) 

Motoristas R$ 1.778,55 (Hum mil setecentos esetenta e oito reais e cinquenta e cinco centavos)

Aux.Administrativo R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos)

Cozinheiro R$ 1.244,98 (Hum mil duzentos e quarenta e quatro reais e noventa e oito centavos) 

Aos trabalhadores operadores de serviços profissionais que trabalham na Construção e manutenção de
redes eletricas prediais em geral ou telefonia predial ficam estabelecidos os seguintes pisos salariais.

Eletricista predial R$ 1.629,45 (Hum mil seiscentos e vinte e nove reais e quarenta e cinco centavos)

Serventes R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos)

Aux.administrativo R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos)

Para os trabalhadores do Setor Moveleiro ajustam os seguintes pisos salariais.

Profissionais R$ 1.778,55 (Hum mil setecentos esetenta e oito reais e cinquenta e cinco centavos)

Auxiliares R$ 1.244,98 (Hum mil duzentos e quarenta e quatro reais e noventa e oito centavos)

Iniciantes R$ 1.107,60 (Hum mil cento e sete reais e sessenta centavos)

Motoristas R$ 1.778,55 (Hum mil setecentos esetenta e oito reais e cinquenta e cinco centavos)

Auxiliar administrativo R$ 1.244,98 (Hum mil duzentos e quarenta e quatro reais e noventa e oito
centavos)

Cozinheiro R$ 1.244,98 (Hum mil duzentos e1.931,91 (Hum mil novecentos e trinta e um reais e noventa
e um centavos)

A condição de iniciante, para os efeitos desta convenção, aplica­se ao período de 6 (seis) meses da
admissão, desde que nunca tenha laborado na área do Mobiliário, comprovando­se pela apresentação da
sua CTPS.

Para os trabalhadores nos setores de Construcao de Estradas e Terraplanagem ajustam que os
seguintes pisos salariais.

Profissionais R$ 1.837,12 (Hum mil oitocentos e trinta e sete reais e doze centavos)

Auxiliares R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta  oito centavos)

Aux.administrativo R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta  oito centavos)

Caso Especial para base  territorial Passo Fundo, para os trabalhadores nos setores de Olarias e
Cerâmicas ajustam seguintes pisos.

Profissionais R$ 1.481,41 (Hum mil quatrocentos e oitenta e um reais e quarenta e um centavos)

Serventes R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos)

Aux.administrativo R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos)
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https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17110922034230000000045394874
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. fce33df - Pág. 2
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Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 75

Para os trabalhadores nos setores de empresas concreteiras ajustam os seguintes: 

Motorista de Betoneira R$ 1.931,91 (Hum mil novecentos e trinta e um reais e noventa e um centavos)

Motorista de carreta R$ 1.931,91 (Hum mil novecentos e trinta e um reais e noventa e um centavos)

Operador de carregadeira R$ 1.931,91 (Hum mil novecentos e trinta e um reais e noventa e um centavos)

Motorista caminhão bomba R$ 1.931,91 (Hum mil novecentos e trinta e um reais e noventa e um
centavos)

Auxiliar de caminhão bomba R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos)

Operador de usina R$ 1.564,48 (Hum mil quinhentos e sessenta e quatro reais e quarenta e oito
centavos)

Auxiliares R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos)

Cozinheiro (a) R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos)

Aux.administrativo R$ 1.208,88 (Hum mil duzentos e oito reais e oitenta e oito centavos)

Soldador R$ 1.931,91 (Hum mil novecentos e trinta e um reais e noventa e um centavos)

 
REAJUSTES/CORREÇÕES SALARIAIS 
 
CLÁUSULA QUINTA ­ SALARIOS EM GERAL 
 

Ajustam  um  aumento  geral  para  toda  a  categoria,  compreendidos  os  empregados  nas  Industrias  da
Construção  Civil,  Industria  do  Mobiliário,  Cozinheiro,  Industrias  Moveleiras,  de  Ornatos  e  Estofos,
Colchoarias,  Empresas  Concreteiras,  Olarias,  Cerâmicas,  Pedreiras,  Empresas  que  Operam  na
Construção  de  Poços  Artesianos  e  Manutenção  de  Poços  Artesianos,  Empresas  que  operam  na
Construção  de  Redes,  Torres  e  de  Manutenção  para  Eletrificação,  Construção  de  Redes  de  Telefonia  e
de  Manutenção,  Empresas  de  Engenharia  Consultiva  de  Projetos  e  Execução,  Empresas  de
Reflorestamento  e  Ajardinamento  em  geral,  Construção  de  Estradas  e  Terraplanagem  em  Geral  e
Empresas de Engenharia Consultiva que prestem serviços de manutenção de estradas para o sistema da
construção civil em geral, incluindo­se todo o pessoal administrativo, no percentual de 6,5% (seis virgula
cinco por cento) a incidir sobre os salários praticados em 30 de dezembro de 2016.

Para fins de aumento geral ora concedido, fica convencionado que poderão ser compensados quaisquer
aumentos  concedidos  no  período  de  janeiro  de  2016  a  dezembro  de  2016,  bem  como  eventuais
antecipações ocorridas no interregno dos aumentos ora ajustados, escalonadamente.

Parágrafo  Único:  As  empresas  vinculadas  ao  setor  da  construção  civil  poderão  instituir  o  salário  por
produção, mediante acordo coletivo firmado com o sindicato profissional.

 
 
CLÁUSULA SEXTA ­ REVISÃO DE CLAUSULAS DE TRABALHO 
 

Ocorrendo  alguma  divergência  sobre  a  base  deste  instrumento,  bem  como  implementação  de  plano
economico, etc., e de fatos novos, as partes a qualquer momento poderão sentar a mesa para dirimir as
questões, que por ventura venham a acontecer, no sentido de buscar soluções para o setor.

 
PAGAMENTO DE SALÁRIO – FORMAS E PRAZOS 
 
CLÁUSULA SÉTIMA ­ PAGAMENTO DE DIFERENÇAS 
 

Acordam que as eventuais diferenças decorrentes da aplicação do presente acordo deverão ser pagas na
folha normal de Fevereiro/2017.
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07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 76

 
 
CLÁUSULA OITAVA ­ PAGAMENTO DE SALÁRIOS 
 

As empresas que adotarem o pagamento com cheque dos sálarios aos seus empregados, deverão fazê­
lo em horário bancário. No caso de o pagamento ocorrer fora do horário bancário, deverá ser feito em
moeda corrente.

 
OUTRAS NORMAS REFERENTES A SALÁRIOS, REAJUSTES, PAGAMENTOS E
CRITÉRIOS PARA CÁLCULO 
 
CLÁUSULA NONA ­ QUITACAO DE INDICES 
 

O presente acordo e os índices nele convencionados quitam quaisquer parcelas, saldos e reposições de
qualquer natureza, pelo que dá o SINDICATO a mais ampla quitação de tais indices até 31 de dezembro
de 2016.

Ressalvadas  apenas  diferenças  salariais  individuais  decorrentes  da  incorreta  aplicação  de  índices  aos
reajustes dos trabalhadores, constantes em convenções, dissídios ou Lei anteriores.

 
 
CLÁUSULA DÉCIMA ­ IDENTIFICACAO DOS PISOS 
 

Para  efeitos  de  aplicação  de  diposições  sobre  pisos  consideram­se  PROFISSIONAIS  no  ramo  de
CONSTRUCAO  CIVIL  E  DO  MOBILIÀRIO  ­  Marceneiros,  maquinistas,  escultores,  lustradores,  torneiros
de  madeira,  estofadores  que  trabalham  em  cortinados,  ornatos  e  estofos,  cortadores  de  tecido  e  fibra,
costureiras,  operadores  em  máquina  na  área  de  estofados  e  colchoarias,  inclusive  de  móveis,
laqueadores, carpinteiros, pedreiros, ferreiros, pintores, instaladores hidráulicos, azulejistas, parqueteiros,
esquadrilheiros,  operadores  de  serviços  profissionais  que  trabalham  na  construção  civil  e  de  redes  e
torres  em  geral  para  eletrificação  e  de  telefonia,  profissionais  na  área  de  instalações  eletrológicas,
profissionais em cabeamento para computadores, fibras ópticas e redes estabilizadas, trabalhadores que
operam  engenharia  consultiva  de  projetos  e  execução  de  manutenção  de  estradas  para  o  sistema  da
construção  civil  em  geral,  incluindo­se  todo  o  pessoal  administrativo,    profissionais  em  conservação  e
ajardinamento,  colocadores  de  basalto.  PEDREIRAS­  detonadores,  cortadores  de  pedra,  operadores  de
britagem, motoristas, operadores de tombeiras, tratoristas, motoniveladores. EXTRACAO DE BASALTO ­
marroeiros,  cortadores  de  basalto,  gesseiros  ou  assemelhados,  pastilheiros,  apontadores,  granileiros,
operadores  de  servicos  em  pocos  artesianos,  guincheiros,  operadores  de  grua,  operadores  de  bate­
estaca,  operadores    de  retroescavadeiras  e  de  tombeiras,  atividades  afins.  Os  demais  e  vigias  serão
considerados  auxiliares.  OLARIAS  ­  foguistas,  operadores  de  máquina,  operadores  de  retro­
escavadeira,  operadores  de  maromba  e,  ainda,  os  trabalhadores  em  marmorarias  e  granitos,
trabalhadores  em  estuques  e  ornatos,  e  indústria  de  beneficiamento  de  vidros  e  seus  artefatos  para  a
construção civil e do mobiliario, trabalhadores em artefatos metálicos para construção civil.

Em todos os ramos são considerados profissionais os empregados da área administrativa, à exceção dos
auxiliares de escritório, os assemelhados e vigias que são considerados auxiliares.

SETOR  DE  TERRAPLANAGEM  ­  No  ramo  de  terraplanagem  são  Profissionais  os  operadores  de
máquinas  pesadas  ai  compreendidos  todos  os  tipos  delas,  motoristas  de  caminhao  fora  de  estradas,
caminhão  caçamba,  operadores  de  máquinas  automotoras,  moto­niveladoras  de  acabamentos,
acabadores  de  concreto,  operadores  de  maromba,  cortadores  de  pedras,  operadores  de  martelete,
dinamitadores e serviços de manutenção em geral, mecânicos, borracheiros.

 
 
GRATIFICAÇÕES, ADICIONAIS, AUXÍLIOS E OUTROS 
ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO 
 
CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA ­ QUINQUENIO 
 

As empresas do Setor Moveleiro pagarão mensalmente a seus empregados o percentual de 2% (dois por
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07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 77
cento) para cada cinco anos de serviço na mesma empresa, de forma ininterrupta, a título de adicional
por tempo de serviço

As empresas da Construção Civil e outros componentes da presente categoria nominados no preâmbulo
desta Convencao pagarão a seus empregados o percentual de 1%(um por cento), calculado sobre o piso
da categoria a cada cinco anos de trabalho na mesma empresa, de forma ininterrupta.

 
ADICIONAL DE PERICULOSIDADE 
 
CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA ­ ADICIONAL DE RISCO 
 

Os trabalhadores que exercem atividades em jaús ou andaimes fixos instalados externamente em prédios
com mais de um pavimento perceberão adicional de risco de 20% (vinte por cento), o qual não se
confunde com o adicional e periculosidade, a ser calculado sobre o piso do servente, se altura for
superior a dois pavimentos.

 
OUTROS ADICIONAIS 
 
CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA ­ AUXILIO FERRAMENTA 
 

As  empresas  pagarão  uma  taxa  mensal  de  manutenção  de  ferramentas  na  importância  de  R$
59,25  (Cinquenta  e  nove  reais  e  vinte  e  cinco  centavos)  a  titulo  de  indenização  por  depreciação  aos
empregados que tiverem e usarem as seguintes ferramentas: uma colher, um martelo, um prumo de 450
g, um nivel de 16, uma escala métrica de 2m, um balde ou similar. CARPINTEIRO: um serrote de 20, um
martelo de 530, um esquadro de 12, um nível de 16, um prumo de centro de 150 g, 01 escala métrica de
2m, uma machadinha e um lápis. FERREIROS: Uma escala métrica de 2m, uma torquês para ferreiro de
10, um giz de cêra e um cinturão. O valor aqui convencionado será reajustado pelo percentual que tiver
sido reajustado o salário no período, excluídos eventuais aumentos no piso da categoria. 

 
AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO 
 
CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA ­ AUXILIO ALIMENTAÇÃO 
 

As partes acordantes convencionam a concessão de auxilio alimentação aos empregados, condicionando
a  sua  assiduidade  na  empresa,  no  valor  mínimo  de  R$  65,17  (Sessenta  e  cinco  reais  e  dezessete
centavos), podendo ser fornecido por meio de cartão, e outras modalidades afins, para fins de incentivo.
O  auxilio  alimentação  ora  concedido  não  tem  natureza  salarial  e  nem  sofrerá  incidência
previdenciária. Para sua concessão as partes estabelecem a necessidade de assiduidade ao trabalho.

Parágrafo primeiro ­ Ajustam que no caso do empregado faltar injustificadamente no mês por dois dias
prede 20% (vinte por cento) sobre o valor fixado na clausula 14ª. Faltando injustificadamente por quatro
dias  no  mês  perde  40%  (quarenta  por  cento)  do  valor  fixado  na  clausula  14ª.  Faltando
injustificadamente cinco dias ou mais no mês perde 100% (ce4m por cento) do valor fixado na clausula
14ª,  não  tendo  direito  ao  auxilio  alimentação.  Aqueles  empregados  que  se  encontram  em  beneficio
previdenciário não fazem jus ao auxilio alimentação.

Parágrafo segundo ­ O desconto efetuado pelo empregador no salário do empregado será válido desde
que, prévia e expressamente autorizado pelo empregado.

Parágrafo Terceiro ­ As empresas que possuem refeitório próprio e que elaboram a refeição para seus
empregados,  observados  os  critérios  legais  com  acompanhamento  de  nutricionistas,  estarão  isentas  do
pagamento a que alude o Caput da cláusula 14ª.

Parágrafo Quarto ­ Os empregadores, observado o disposto na clausula 14ª, paragráfo 3°, deverão dar
preferência  para  utilizar  o  programa  de  promoção,  valorização  e  sustentabilidade  da  Agricultura
Camponesa, sempre com o objetivo de obter uma alimentação saudável ao trabalhador.

 
SEGURO DE VIDA 
 
CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA ­ SEGURO DE VIDA 
 
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. fce33df - Pág. 5
Número do documento: 17110922034230000000045394874
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 78
 

Os empregadores instituirão em favor dos seus empregados, um Seguro de Vida e Acidentes Pessoais
em grupo, com um mínimo de capital por funcionário, sendo:

I ­ R$ 30.000,00 (Trinta mil reais), em caso de morte odo empregado (a) titular do seguro,
independentemente do local ocorrido;

II  ­  Até  R$  30.000,00  (Trinta  mil  reais),  em  caso  de  invalidez  permanente  (total  ou  parcial)  do
empregado(a),  causada  por  acidente,  independentemente  do  local  ocorrido,  atestado  por  médico
devidamente  qualificado,  discriminando,  detalhadamente,  no  laudo  médico,  as  sequelas  definitivas,
mencionando o grau ou percentagem, respectivamente da invalidez deixada pelo acidente;

III  ­  R$  30.000,00  (Trinta  mil  reais),  em  caso  de  invalidez  permanente  total  por  doença  adquirida  no
exercício profissional, será pago ao próprio empregado segurado o pagamento de 100% (cem por cento)
de forma antecipada do capital segurado básico mínimo exigido pela Convenção Coletiva de Trabalho da
categoria.  Somente  será  devida  no  caso  em  que  o  próprio  segurado  seja  considerado  INVALIDO  DE
FORMA  DEFINITIVA  E  PERMANENTE  POR  CONSEQUÊNCIA  DE  DOENÇA  PROFISSIONAL  mediante
declaração  médica  em  modelo  próprio  fornecido  pela  seguradora,  cuja  doença  seja  caracterizada  como
DOENÇA  PROFISSIONAL    que  o  impeça  de  desenvolver  definitivamente  suas  funções  e  que  pela  qual
não se pode esperar recuperação ou reabilitação com os recursos terapêuticos disponíveis no momento
de sua constatação e desde que a data do inicio de tratamento e/ou diagnóstico da doença profissional
caracterizada  seja  posteior  à  data  de  sua  inclusão  do  seguro,  e  enquanto  haver  sua  permanência
contratual na empresa contratante, devidamente comprovada por relação ou proposta de adesão.

BENEFICIOS COMPLEMENTARES

Alimentação Ocorrendo  a  morte  do  titular  do  seguro,  os  beneficiários  do  seguro  receberão,  a  titulo  de
doação, duas cestas básicas de 25 Kg cada, de comprovada qualidade

Auxilio  funeral  Ocorrendo  a  morte  do  empregado  titular,  independente  do  local  ocorrido,  deve  a
seguradora reembolsar as despesas com sepultamento do mesmo, no valor de até R$ 2.160,00 (dois mil
cento e sessenta reais), não incuindo a aquisição de jazigo, túmulo, terreno ou carneira.

Reembolso à empresa por rescisão trabalhista ­ Ocorrendo a morte do titular do seguro, a empresa ou
empregador receberá uma indenização de até 10% (dez por cento) do capital básico vigente, a título do
reembolso das despesas efetivadas, para o acerto recisório trabalhista, devidamente comprovado.

Cesta Natalidade ­ Ocorrendo o nascimento de filho(a) os da funcionária (cobre somente titular do sexo
feminino) a mesma receberá, a titulo de doação, DUAS CESTAS NATALIDADE, caracterizados como um
KIT­MÃE E UM KIT BEBÊ, com conteúdos específicos para atender as primeiras necessidades básicas da
beneficiária  e  seu  bebê,  desde  que  o  comunicado  seja  formalizado  pela  empresa  até  30  dias  após  o
parto da funcionária comtemplada.

Os associados do SINDUSCON poderão optar pela Apólice estipulada pelo SINDUSCON com as devidas
coberturas.

A  fiscalização  será  exercida  pelos  SINDICATOS  ACORDANTES  e  exigidas,  quando  da  eventual
HOMOLOGAÇÃO de rescisão do contrato de trabalho.

No  caso  de  não  cumprimento  é  estipulada  uma  multa  de  10%  (dez  por  cento)  sobre  o  valor  do  piso  do
trabalhador  multiplicado  pelo  número  de  empregados  não  cobertos  pelo  seguro  em  grupo.  A  multa  é
mensal  até  o  efetivo  cumprimento  da  obrigação  ora  assumida.  Os  valores  decorrentes  das  multas
deverão  ser  recolhidas  e  revertidos  à  razão  de  50%  (cinquenta  por  cento)  a  cada  entidade,  o  qual  será
revertido ao fundo social dos respectivos Sindicatos.

 
 
CONTRATO DE TRABALHO – ADMISSÃO, DEMISSÃO, MODALIDADES 
MÃO­DE­OBRA TEMPORÁRIA/TERCEIRIZAÇÃO 
 
CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA ­ CONTRATO TEMPORARIO DE TRABALHO 
 

As empresas assistidas pelo SINDUSCON poderão acordar com o SINDICATO a contratação de
trabalhadores mediante contrato por tempo determinado criado pela Lei 9.601/98, ajustado as condições
para tanto.
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Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 79
para tanto.

 
 
RELAÇÕES DE TRABALHO – CONDIÇÕES DE TRABALHO, NORMAS DE
PESSOAL E ESTABILIDADES 
TRANSFERÊNCIA SETOR/EMPRESA 
 
CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA ­ TRANSFERENCIA DE LOCAL DE TRABALHO 
 

Para o trabalhador que for transferido de local de trabalho e que seja onerado com acréscimo de
despesas de passagem e alimentação, o valor correspondente será reembolsado pela empresa. Em caso
de desligamento será reembolsado o valor de retorno a sua cidade de origem informada no momento de
sua admissão.

Parágrafo Primeiro ­ O empregado no curso do Aviso Prévio não poderá ser transferido de local de
trabalho, salvo com sua concordância, término da obra ou da etapa a que estiver realizando e dentro da
mesma cidade.

 
OUTRAS NORMAS REFERENTES A CONDIÇÕES PARA O EXERCÍCIO DO TRABALHO 
 
CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA ­ CONDICOES DE TRABALHO EM GERAL 
 

Para todos os efeitos do que dispõem o inciso XIII do artigo 7º da Constituição Federal, as partes ora
acordantes convalidam todos os acordos individuais e ou coletivos de prorrogação de jornadas para
compensação horária celebrados nos seios das respectivas categorias profissional e econômica, bem
como haverão de ser tidos como validos todos os acordos de igual conteúdo que vierem também a ser
celebrados no curso da vigência da presente convenção.

Da mesma forma poderão suprimir o trabalho na semana de Natal, Fim de ano e Carnaval, ressaltando
que  na terca­feira de Carnaval não e considerado feriado  mas dia útil de trabalho, desde que com
compensação antecipada das horas suprimidas com o acréscimo de trabalho em outros dias, em meses
diferentes, respeitada a jornada máxima mensal dos meses somados. Em tal situação as horas
correspondentes poderão ser compensadas até 60 (sessenta) dias antes ou depois de tais eventos.

Sempre que ocorrer a hipótese de l (um) dia util entre feriados e ou dias de repouso, as empresas ficam
autorizadas a promover a compensação das horas de trabalho deste dia em outras datas, de acordo com
a conveniência do serviço.As empresas poderão firmar  acordo coletivo de trabalho com o Sindicato
Profissional em estabelecer compensação de horário de trabalho/sob o regime de 12x36 do empregado
vigia.

As empresas ficam obrigadas a fornecer a seus empregados cópia de contrato de trabalho, recibos de
quitação e envelopes de pagamento, onde deverão constar a razão social, nome do empregado, função,
discriminação dos valores pagos e descontos efetuados.

Nos contratos de experiência com prazo inferior a quinze dias, findos em justa causa ou por implemento
do prazo, as empresas indenizarão o empregado com a importância correspondente a 1/15 (um quinze
avos) por dia de trabalho efetivo dos direitos que o empregado adquiriria quando completasse quinze dias
de serviço.

As empresas fornecerão aos trabalhadores listas de preços das tarefas contratadas individualmente, com
detalhes que as identifiquem e os critérios a que fica sujeita a aferição, devendo tais circunstâncias 
constar do envelope de pagamento dos tarefeiros.

O empregado em aviso prévio, de iniciativa da empresa ou por pedido demissão, que obtiver novo
emprego comprovado, ficará dispensado do cumprimento do restante do aviso prévio, perdendo os
salários correspondentes.

Todo e qualquer prejuízo sofrido pelo empregado, em decorrência da negativa da empresa em
encaminhá­lo ao serviço de acidente trabalho, será suportado por ela, salvo se o órgao de previdência,
no tempo, proceder o ressarcimento.

As empresas não poderão proceder anotações de atestados médicos na CTPS dos trabalhadores.
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Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 80

As empresas abonarão as faltas do empregado estudante, matriculado em estabelecimento oficial ou
reconhecido, de qualquer grau, inclusive supletivo e vestibular nos dias em que realizar provas e sempre
que, com antecedência minima de 24 horas, o mesmo der ciência da ulterior realização com posterior
comprovação, desde que tais exames sejam no horário de trabalho.

 
 
JORNADA DE TRABALHO – DURAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, CONTROLE, FALTAS 
PRORROGAÇÃO/REDUÇÃO DE JORNADA 
 
CLÁUSULA DÉCIMA NONA ­ BANCO DE HORAS 
 

As empresas assistidas pelo SINDUSCON poderão acordar com o Sindicato a implantação de um banco
de  horas,  pelo  qual  o  excesso  ou  redução  de  horas  de  trabalho  em  um  dia  seja  compensado  pela
diminuição  ou  acréscimo  de  horas  de  trabalho  em  outro,  dispensando­se  assim  o  pagamento  de
adicionais de horas extras de modo que não exceda, no período de 180 (cento e oitenta) dias a soma das
jornadas  de  trabalho  normal  no  mesmo  período,  nem  mesmo  seja  ultrapassado  o  limite  máximo  de  10
(dez) horas diária de trabalho.

Parágrafo  Único  ­  Na  hipótese  de  rescisão  do  contrato  de  trabalho  sem  que  tenha  havido  a
compensação integral da jornada de trabalho, será feito o acerto nas verbas rescisórias, ficando certo de
que  havendo  crédito  em  favor  do  trabalhador,  este  fará  jus  ao  pagamento  das  horas  devidas  com
adicional de horas extras de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do salário na data de rescisão, salvo
para  as  horas  trabalhadas  em  dia  destinados  a  repouso  e  feriados,  quando  estas  horas  deverão  ser
remuneradas com 100% (cem por cento) de acréscimo, sendo as excedentes a quatro que deverão ser
remuneradas com 120% (cento e vinte por cento) de acréscimo.

 
 
FÉRIAS E LICENÇAS 
OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE FÉRIAS E LICENÇAS 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA ­ FRACIONAMENTO DE FÉRIAS 
 

As partes acordantes estipulam a possibilidade de fracionamento das férias, em período não inferior a
10 (dez) dias corridos.

Parágrafo Primeiro ­ O fracionamento será instrumentalizado de comum acordo entre empregador e
empregado, enviando­se cópia do documento firmado ao Sindicato Profissional.

 
 
SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR 
CONDIÇÕES DE AMBIENTE DE TRABALHO 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA ­ SEGURANCA E HIGIENE NO TRABALHO 
 

As empresas manterão campainha para a liberação de elevadores em seus canteiros de obra.

As empresas manterão a disposição de seus empregados armários ou caixa fixa com cadeado, a conta
deles, a fim de guardar as ferramentas.

As empresas instalarão refeitórios em suas obras ou fábricas, na forma da Lei. Para os canteiros que não
se enquadrem na Portaria 3214/78, deverá haver local com proteção, contendo mesa e bancos para
refeição sob pena de multa de  10% (dez por cento) do salário de servente a favor do SINDICATO o qual,
para exigir a multa, deverá notificar a empresa infratora.

Os empregadores manterão um Kit para o aquecimento da alimentação dos trabalhadores que
permanecerem no local de trabalho. Manterão ainda água potável, gelada para os mesmos, através de
bebedouro elétrico ou geladeira, neste caso deverão fornecer copos descartaveis.

As empresas manterão em seus canteiros de obras ou fábricas materiais destinados aos primeiros
socorros (Kit primeiro socorros).
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. fce33df - Pág. 8
Número do documento: 17110922034230000000045394874
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 81

Fica garantida a permanência do trabalhador no alojamento da empresa na hipótese de lá estar quando
da rescisão do contrato de trabalho, apenas para pernoite até o dia seguinte ao do pagamento da
quitação, subordinado­se as normas e regulamentos da empresa.

As empresas obrigam­se a comprovar o pagamento das contribuições sindicais e demais valores devidos
aos convenentes por ocasião das homologações das rescisões de contratos. Para os efeitos desta
clausula e obtrigatória a homologação do Suscitante nas rescisões de contrato a partir de 12 (doze)
meses de vigência do contrato de trabalho para os empregados das empresas associadas ao
SINDUSCON e do terceiro mês para as empresas não associadas à entidade. No caso de não
apresentação dos documentos necessários, fica estipulada uma multa de meio salário minimo a ser paga
em favor do empregado.

 
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA ­ FORNECIMENTO DO EPI 
 

As  empresas  obrigam­se  a  fornecer  a  seus  empregados  os  equipamentos  de  proteção  individual
previstos  em  Lei,  ficando  recomendado  o  uso  de  cintos  de  segurança  do  tipo  pára­quedas  (quando  a
situação  exigir),  sendo  o  uso  de  EPI  obrigatório  para  todos  os  trabalhadores.  Fica  ajustado  que,  caso
algum  empregado  se  recuse  a  usar  ou  não  use  o  EPI,  será  o  mesmo  notificado  e  advertido  de  pronto,
remetendo  a  empresa  uma  via  para  os  Convenentes.  No  caso  de  reincidência  será  considerado  fato
grave passivel de suspensão. Após, caso haja novo descumprimento das regras ajustadas, recusa ou não
uso do EPI, ensejará a despedida por justa causa.

As empresas obrigam­se ao cumprimento das normas de higiene e segurança do trabalho, bem como as
regulamentações estabelecidas na NR 18, da portaria 3.214/78.

Parágrafo  Único:  NR  18  Opções  do  Meio  Ambiente  de  Trabalho  na  Indústria  da  Construção  ­
Obrigatoriedade  da  comunicação  prévia  do  código  18.2  ­Comunicação  Prévia  18.2.1  ­  É  obrigatória  a
comunicação  à  Delegacia  regional  do  Trabalho,  antes  do  inicio  das  atividades,  das  seguintes
informações:

a) Endereço correto da obra

b) Endereço correto e qualificação (CEI, CNPJ ou CPF) do contratante, empregador ou condominio.

c) Tipo de obra

d) Datas previstas do inicio e conclusão da obra

e) Número máximo previsto de trabalhadores na obra

f) Obrigatoriedade de comunicação ao sindicato da categoria

As  empresas  poderão  baixar  norma  regulamentando  o  uso  de  celular  na  obra.  Caso  estabeleçam  a
proibição  do  seu  uso  na  obra  e  no  horário  de  trabalho,  deverão  disponibilizar  um  telefone  para
comunicação e recebimento de chamadas emergenciais.

 
 
RELAÇÕES SINDICAIS 
ACESSO DO SINDICATO AO LOCAL DE TRABALHO 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA ­ ACESSO DO SINDICATO NAS OBRAS E FABRICAS 
 

As partes ajustam nesta convencão a permissão para que membros da Diretoria de ambos os Sindicatos,
em  conjunto  ou  separadamente  ou  por  meio  de  prepostos  devidamente  credenciados,  tenham  livre
acesso  nas  obras  e  fábricas  visando  a  orientação  e  cumprimentos  das  cláusulas  acordadas,  bem  como
para tratar na divulgação de assuntos que objetivem o aprimoramento das relações de trabalho.

Os  Sindicatos  convenentes  fiscalizarão  o  correto  cumprimento  da  presente  Convenção  nos  termos  dos
art. 611 e 631 da CLT e art. 7º XXVI da Constituição Federal, bem como higiene e segurança do trabalho,
distribuindo  boletins  e  convocações  de  atividades  sinidicais  e  de  interesse  social,  podendo  requerer  a
apresentação de documentos para elucidar dúvidas que por ventura surjam.
http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/Resumo/ResumoVisualizar?nrSolicitacao=MR004362/2017 9/12

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https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17110922034230000000045394874
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. fce33df - Pág. 9
Número do documento: 17110922034230000000045394874
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 82
apresentação de documentos para elucidar dúvidas que por ventura surjam.

Os profissionais representantes dos Sindicatos convenentes terão livre acesso em obras e fábricas para
verificação do fiel cumprimento da presente convenção e da legislação em vigor.

As empresas permitirão ao Sindicato a colocação de quadros de avisos em suas obras ou fábricas, sendo
que  sua  colocação  e  dimensões  ficarão  a  critério  das  empresas.  No  quadro  de  avisos  será  permitida  a
colocação de editais, notas, comunicados e demais avisos de interesse da categoria profissional.

 
LIBERAÇÃO DE EMPREGADOS PARA ATIVIDADES SINDICAIS 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA ­ GARANTIA DE EMPREGO 
 

As empresas garantirão o emprego durante 06 (seis) meses, a contar da assinatura deste, dos
empregados indicados como membros da Comissão de Negociação Prévia, mediante comunicação
prévia feita pelo SINDICATO.

 
CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA ­ CONTRIBUICAO ASSISTENCIAL 
 

Os  empregadores  descontarão  de  todos  os  seus  empregados  sindicalizados  e,  também,  daqueles
não  sindicalizados,  mas  que  tenham  autorizado  o  desconto  do  salário  corrigido  de  seus
trabalhadores e recolherão para o Sindicato dos Trabalhadores, a quantia correspondente a 8% (oito por
cento), em duas oportunidades, sendo 4% (quatro por cento) do salário de Janeiro/2017, vencimento
em 10/02/2017 e 4% (quatro por cento) do salário do mês Maio/2017, vencimento em 10/06/2017. Os
empregados admitidos após a data base sofrerão o desconto a partir do primeiro mês posterior ao de sua
competência.

Para efeitos da presente cláusula os empregadores remeterão mensalmente ao Sindicato a relação
nominal dos empregados que sofrerão o desconto.

Parágrafo primeiro ­ O recolhimento deverá ser feito ao Sindicato dos Trabalhadores até o dia 10 (dez)
do mês subsequente.

Parágrafo Segundo ­ Para efeito dos descontos previstos, consideram­se empregados todas as pessoas
físicas que prestem serviço a outrem mediante remuneração de qualquer forma contratual.

A Convenção Coletiva é devida a Entidade Sindical que representa a base territorial onde o trabalhador
exerce suas atividades profissionais.

Parágrafo Terceiro ­ Os empregadores descontarão em folha de pagamento de seus empregados
sindicalizados a mensalidade social devida por estes nos termos do artigo 545 da CLT. Deverão remeter
mensalmente uma relação em que identifique a empresa e nomine os empregados em atividade. O
SINDICATO notificará sempre o empregador dando ciência do valor correspondente à mensalidade a ser
descontada, bem como as alterações que ocorrerem na nominata dos associados. Encaminharão ainda
para a entidade profissional cópia das guias da contribuição sindical com a relação nominal dos
respectivos salários, na forma do art.579 da CLT.

As empresas contribuirão mensalmente para com o SINDUSCON o valor equivalente a 1% (um por
cento) do total da folha de pagamento de seus funcionários, com vencimento sempre no dia 10 (dez) do
mês posterior.

O não pagamento da contribuição assistencial no vencimento implica em multa de 2% (dois por cento) por
atraso mais juros de 1% (um por cento) ao mês  de atraso, para ambas as entidades beneficiadas.
 
OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE RELAÇÃO ENTRE SINDICATO E EMPRESA 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA ­ ABERTURA DE CANTEIRO DE OBRAS 
 

Visando o desenvolvimento de um trabalho estatístico as empresas que se instalarem na base territorial
dos sindicatos comunicarão a estes, quando ocorrer a abertura de novo canteiro de obra ou fábrica, por
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Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FELIPE RIETH SGARBOSSA


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07/02/2017 Mediador ­ Extrato Convenção Coletiva Fls.: 83
dos sindicatos comunicarão a estes, quando ocorrer a abertura de novo canteiro de obra ou fábrica, por
meio de formulário próprio, fornecido por ambas as entidades sindicais, deverão informar a data de
abertura, número de empregados lotados, endereço da obra ou fábrica, tipo de obra, área a ser
construída, entre outras informações. Em caso de não cumprimento das disposições acima ajustadas,
será aplicada uma multa de um salário normativo profissional a cada uma das entidades acordantes.

 
OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE REPRESENTAÇÃO E ORGANIZAÇÃO 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA ­ VERIFICACAO DE IRREGULARIDADES 
 

Uma  vez  verificada  irregularidade,  as  Entidades  Sindicais  notificarão  a  empresa  para  sanar  ou  justificar
(mediante  defesa  prévia),  no  prazo  de  5  (cinco)  dias,  o  motivo  do  não  cumprimento.  Caso  o  motivo
alegado não se apresente como justificado será imposta multa de 3 (três) salários minimos, sem prejuízos
das demais cominações da Lei, em favor das Entidades Sindicais, à razão de 50% (cinquenta por cento)
para cada uma.

O descumprimento das cláusulas ajustadas no presente instrumento implicará em aplicação de multa que
as  partes  convencionam  em  1  (um)  salário  do  PISO  DO  SERVENTE.  Para  os  efeitos  desta  cláusula
ajustam que a penalidade será aplicada se a empresa, regularmente notificada pelo suscitante, não sanar
as irregularidades ou providenciar no cumprimento correspondente. A penalidade reverterá em benefício
dos empregados prejudicados.

 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA ­ SERVICO SOCIAL 
 

Fica  ajustado  que  o  SINDUSCON  poderá  criar  o  SECONCI  PF  ­  Serviço  Social  da  Construção  Civil  que
regulará pelo estatuto próprio do SECONCI com a finalidade de buscar constantemente o aprimoramente
e adequação dos serviços que propiciem beneficios aos trabalhadores e mantenedores, além da melhoria
das condições de trabalho e da imagem do setor da construção.

 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
OUTRAS DISPOSIÇÕES 
 
CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA ­ ELEICAO DO FORO 
 
Para dirimir as questões decorrentes do presente acordo, inclusive cobrança de valores, fica eleito o foro
TRABALHISTA da Comarca de Passo Fundo. 
 
CLÁUSULA TRIGÉSIMA ­ DA ABRANGÊNCIA 
 

As disposições da presente Convenção abrangem todos os integrantes das categorias econômica e
profissional nos termos do art.3º e 611, ambos da CLT, bem como os inscritos no CEI, associados ou não
dos Sindicatos Acordantes, em face do que aqui ficou ajustado é resultado de decisões e manifestação da
vontade da maioria nas respectivas Assembléias Gerais para as quais todos os integrantes foram
convocados da respectiva Base Territorial.

Cópia integral da presente Convenção deverá ser fixada na sede dos convenentes e nas empresas a eles
vinculados pelo prazo de sua vigência.

 
 
 
 
LUIZ OZORIO SILVA SILVEIRA 
DIRETOR 
SINDICATO TRABALH INDUST CON ST MOBILARIO PASSO FUNDO 
 
 
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PLINIO HUMBERTO DONASSOLO 
PRESIDENTE 
SINDICATO DAS INDUSTRIAS DA CONSTRUCAO E MOBILIARIO PF 
 
 
ANEXOS
ANEXO I ­ ATA ASSEMBLÉIA GERAL DO SINDICATO DOS TRABALHADORES
 

Anexo (PDF)

 
ANEXO II ­ ATA ASSEMBLÉIA GERAL DO SINDICATO PATRONAL
 

Anexo (PDF)

 
    A autenticidade deste documento poderá ser confirmada na página do Ministério do Trabalho e
Emprego na Internet, no endereço http://www.mte.gov.br. 

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. fce33df - Pág. 12
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Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral - Impressão https://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/impre...
Fls.: 85

Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral

Contribuinte,

Confira os dados de Identificação da Pessoa Jurídica e, se houver qualquer divergência, providencie junto à
RFB a sua atualização cadastral.

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL


CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA
NÚMERO DE INSCRIÇÃO
COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO E DE SITUAÇÃO DATA DE ABERTURA
04.651.554/0001-00 06/09/2001
MATRIZ CADASTRAL

NOME EMPRESARIAL
SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME

TÍTULO DO ESTABELECIMENTO (NOME DE FANTASIA)


SULTEC

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA PRINCIPAL


43.21-5-00 - Instalação e manutenção elétrica

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS SECUNDÁRIAS


43.22-3-01 - Instalações hidráulicas, sanitárias e de gás
43.30-4-02 - Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e armários embutidos de qualquer material
43.30-4-04 - Serviços de pintura de edifícios em geral
47.42-3-00 - Comércio varejista de material elétrico
47.44-0-03 - Comércio varejista de materiais hidráulicos
95.21-5-00 - Reparação e manutenção de equipamentos eletroeletrônicos de uso pessoal e doméstico

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA


206-2 - Sociedade Empresária Limitada

LOGRADOURO NÚMERO COMPLEMENTO


AV DOUTOR ALVARO SEVERO DE MIRANDA 1101 LOJA 01

CEP BAIRRO/DISTRITO MUNICÍPIO UF


99.022-032 CIDADE NOVA PASSO FUNDO RS

ENDEREÇO ELETRÔNICO TELEFONE


(54) 3313-4459

ENTE FEDERATIVO RESPONSÁVEL (EFR)


*****

SITUAÇÃO CADASTRAL DATA DA SITUAÇÃO CADASTRAL


ATIVA 09/10/2004

MOTIVO DE SITUAÇÃO CADASTRAL

SITUAÇÃO ESPECIAL DATA DA SITUAÇÃO ESPECIAL


******** ********

Aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 06 de maio de 2016.

Emitido no dia 05/11/2017 às 12:10:51 (data e hora de Brasília). Página: 1/1

© Copyright Receita Federal do Brasil - 05/11/2017

1 de 1 05/11/2017 12:13
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FELIPE RIETH SGARBOSSA
https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17110922034616800000045394877
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 8e54294 - Pág. 1
Número do documento: 17110922034616800000045394877
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
Consulta Quadro de Sócios e Administradores - QSA - Impressão https://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/impre...
Fls.: 86

Consulta Quadro de Sócios e Administradores - QSA

CNPJ: 04.651.554/0001-00
NOME EMPRESARIAL: SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME
CAPITAL SOCIAL: R$ 1.000,00 (Hum mil reais)

O Quadro de Sócios e Administradores(QSA) constante da base de dados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) é o seguinte:

Nome/Nome Empresarial: ANTONIO SINAR DA SILVA


Qualificação: 49-Sócio-Administrador

Nome/Nome Empresarial: ANTONIO PEDRINHO DA SILVA


Qualificação: 22-Sócio

Nome/Nome Empresarial: LUCIANO FLORES


Qualificação: 22-Sócio

Nome/Nome Empresarial: MOACIR SEPKCA


Qualificação: 22-Sócio

Para informações relativas à participação no QSA, acessar o E-CAC com certificado digital ou comparecer a uma unidade da RFB.

Emitido no dia 05/11/2017 às 12:13 (data e hora de Brasília).

© Copyright Receita Federal do Brasil - 05/11/2017

1 de 1 05/11/2017 12:13
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FELIPE RIETH SGARBOSSA
https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17110922035139800000045394883
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. dbd99e5 - Pág. 1
Número do documento: 17110922035139800000045394883
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral - Impressão https://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/impre...
Fls.: 87

Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral

Contribuinte,

Confira os dados de Identificação da Pessoa Jurídica e, se houver qualquer divergência, providencie junto à
RFB a sua atualização cadastral.

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL


CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA
NÚMERO DE INSCRIÇÃO
COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO E DE SITUAÇÃO DATA DE ABERTURA
40.432.544/0101-00 04/08/2005
FILIAL CADASTRAL

NOME EMPRESARIAL
CLARO S.A.

TÍTULO DO ESTABELECIMENTO (NOME DE FANTASIA)


********

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA PRINCIPAL


61.20-5-01 - Telefonia móvel celular

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS SECUNDÁRIAS


42.21-9-04 - Construção de estações e redes de telecomunicações
43.21-5-00 - Instalação e manutenção elétrica
47.52-1-00 - Comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação
60.22-5-02 - Atividades relacionadas à televisão por assinatura, exceto programadoras
61.10-8-01 - Serviços de telefonia fixa comutada - STFC
61.10-8-03 - Serviços de comunicação multimídia - SCM
61.10-8-99 - Serviços de telecomunicações por fio não especificados anteriormente
61.41-8-00 - Operadoras de televisão por assinatura por cabo
61.42-6-00 - Operadoras de televisão por assinatura por microondas
61.43-4-00 - Operadoras de televisão por assinatura por satélite
61.90-6-02 - Provedores de voz sobre protocolo internet - VOIP
61.90-6-99 - Outras atividades de telecomunicações não especificadas anteriormente
62.02-3-00 - Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis
62.03-1-00 - Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não-customizáveis
63.11-9-00 - Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet
71.12-0-00 - Serviços de engenharia
74.90-1-04 - Atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários
77.39-0-99 - Aluguel de outras máquinas e equipamentos comerciais e industriais não especificados anteriormente, sem
operador
77.40-3-00 - Gestão de ativos intangíveis não-financeiros
82.11-3-00 - Serviços combinados de escritório e apoio administrativo

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA


205-4 - Sociedade Anônima Fechada

LOGRADOURO NÚMERO COMPLEMENTO


R GILBERTO LASTE 52 TERREO

CEP BAIRRO/DISTRITO MUNICÍPIO UF


90.850-300 SANTA TERESA PORTO ALEGRE RS

ENDEREÇO ELETRÔNICO TELEFONE


ATENDIMENTO.FISCALIZACOES@CLARO.COM.BR (11) 2111-2126

ENTE FEDERATIVO RESPONSÁVEL (EFR)


*****

SITUAÇÃO CADASTRAL DATA DA SITUAÇÃO CADASTRAL


ATIVA 04/08/2005

MOTIVO DE SITUAÇÃO CADASTRAL

SITUAÇÃO ESPECIAL DATA DA SITUAÇÃO ESPECIAL


******** ********

1 de 3 04/11/2017 10:53
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FELIPE RIETH SGARBOSSA
https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17110922075072600000045395040
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. be02069 - Pág. 1
Número do documento: 17110922075072600000045395040
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral - Impressão https://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/impre...
Fls.: 88

Aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 06 de maio de 2016.

Emitido no dia 04/11/2017 às 10:52:56 (data e hora de Brasília). Página: 1/2

2 de 3 04/11/2017 10:53
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FELIPE RIETH SGARBOSSA
https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17110922075072600000045395040
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. be02069 - Pág. 2
Número do documento: 17110922075072600000045395040
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral - Impressão https://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/impre...
Fls.: 89

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL


CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA
NÚMERO DE INSCRIÇÃO
COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO E DE SITUAÇÃO DATA DE ABERTURA
40.432.544/0101-00 04/08/2005
FILIAL CADASTRAL
NOME EMPRESARIAL
CLARO S.A.

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS SECUNDÁRIAS


82.91-1-00 - Atividades de cobranças e informações cadastrais
95.12-6-00 - Reparação e manutenção de equipamentos de comunicação
46.19-2-00 - Representantes comerciais e agentes do comércio de mercadorias em geral não especializado

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA


205-4 - Sociedade Anônima Fechada

LOGRADOURO NÚMERO COMPLEMENTO


R GILBERTO LASTE 52 TERREO

CEP BAIRRO/DISTRITO MUNICÍPIO UF


90.850-300 SANTA TERESA PORTO ALEGRE RS

ENDEREÇO ELETRÔNICO TELEFONE


ATENDIMENTO.FISCALIZACOES@CLARO.COM.BR (11) 2111-2126

ENTE FEDERATIVO RESPONSÁVEL (EFR)


*****

SITUAÇÃO CADASTRAL DATA DA SITUAÇÃO CADASTRAL


ATIVA 04/08/2005

MOTIVO DE SITUAÇÃO CADASTRAL

SITUAÇÃO ESPECIAL DATA DA SITUAÇÃO ESPECIAL


******** ********

Aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 06 de maio de 2016.

Emitido no dia 04/11/2017 às 10:52:56 (data e hora de Brasília). Página: 2/2

© Copyright Receita Federal do Brasil - 04/11/2017

3 de 3 04/11/2017 10:53
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: FELIPE RIETH SGARBOSSA
https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17110922075072600000045395040
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. be02069 - Pág. 3
Número do documento: 17110922075072600000045395040
Data de Juntada: 09/11/2017 22:10
Fls.: 90

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO 4ª REGIÃO
4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO
Rua General Osório, 937, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140
tel: - e.mail: varapfundo_04@trt4.jus.br

PROCESSO: 0021579-23.2017.5.04.0664
CLASSE: AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO (985)
AUTOR: LEONARDO SOUZA
RÉU: SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME e outros

DECISÃO PJe-JT

Não se configurando qualquer hipótese prevista no art. 286 do CPC que justifique a distribuição dirigida a
este órgão julgador em face do(s) processo(s) 0021578-38.2017.5.04.0664, redistribua-se o feito
aleatoriamente.

PASSO FUNDO , 10 de Novembro de 2017

ODETE CARLIN

Juiz(a) do Trabalho

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: ODETE CARLIN


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17111008305101600000045402886
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 6694b7f - Pág. 1
Número do documento: 17111008305101600000045402886
Data de Juntada: 10/11/2017 10:05
Fls.: 91

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO
Rua General Osório, 937, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140 -

NOTIFICAÇÃO

PROCESSO Nº: 0021579-23.2017.5.04.0664 - AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO (985)


AUTOR: LEONARDO SOUZA
RÉU: SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME e outros

DESTINATÁRIO

LEONARDO SOUZA

Pela presente, fica o destinatário notificado para comparecer à audiência designada para o dia 20/02/2018 08:40, a
ser realizada na sala de audiências da 4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO, situada na Rua General
Osório, 937, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140 .

PASSO FUNDO, 10 de Novembro de 2017.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUCIANO ATHAYDE FURSTENAU


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17111011202027900000045427376
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. f0e5de8 - Pág. 1
Número do documento: 17111011202027900000045427376
Data de Juntada: 10/11/2017 11:20
Fls.: 92

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO
Rua General Osório, 937, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140 -

NOTIFICAÇÃO AUDIÊNCIA INICIAL (reclamada)

PROCESSO Nº: 0021579-23.2017.5.04.0664 - AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO (985)


AUTOR: LEONARDO SOUZA
RÉU: SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME e outros

DESTINATÁRIO

CLARO S.A.
RUA FAGUNDES DOS REIS , 313, CENTRO, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-070

Pela presente, fica o destinatário notificado para comparecer à audiência designada para o dia 20/02/2018 08:40, a
ser realizada na sala de audiências da 4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO, situada na Rua General
Osório, 937, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140 a fim de responder aos termos da ação. O NÃO
COMPARECIMENTO DO DESTINATÁRIO(A) IMPORTARÁ NO JULGAMENTO DA AÇÃO A SUA REVELIA, ALÉM
DA APLICAÇÃO DA PENA DE CONFISSÃO QUANTO A MATÉRIA DE FATO, DE ACORDO COM A LEI.

A petição inicial e documentos poderão ser acessados com o navegador mozilla firefox pelo site http://pje.trt4.jus.
br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam, digitando a(s) chaves(s) abaixo (ou, de maneira
mais prática, acessando, pela mesma via, os próprios termos da presente notificação e tabela abaixo, para cópia e cola das
chaves, usando como chave inicialmente o nº da assinatura eletrônica do servidor, ao final/pé da (ultima) página):

Documentos associados ao processo

Título Tipo Chave de acesso**


Decisão de prevenção Decisão 17111008305101600000045402886
8 - aviso previo de ferias (2) Documento Diverso 17110922075777100000045395045
24 - Comprovante de Inscrição e de
Documento Diverso 17110922075072600000045395040
Situação Cadastral - CLARO S
23 - Consulta Quadro de Sócios e
Documento Diverso 17110922035139800000045394883
Administradores - QSA - SULTEC
22 - Comprovante de Inscrição e de
Documento Diverso 17110922034616800000045394877
Situação Cadastral - SULTEC
21 - Convenção Coletiva
17110922034230000000045394874
Convenção-Coletiva-Passo-Fundo-2017 de Trabalho
20 - Termo-Aditivo-2016 (2) Documento Diverso 17110922033686800000045394872
Convenção Coletiva
19 - Convenção-SINDUSCON-2016-1 (2) 17110922033361400000045394870
de Trabalho
Termo de
Homologação de
18 - TRCT - LEONARDO SOUZA - PDF Rescisão do Contrato 17110922033008500000045394867

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUCIANO ATHAYDE FURSTENAU


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17111011202063200000045427377
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 628056b - Pág. 1
Número do documento: 17111011202063200000045427377
Data de Juntada: 10/11/2017 11:20
Fls.: 93

de Trabalho
17 - SEGURO DESEMPREGO - PDF Documento Diverso 17110922031508700000045394857
16 - ponto britanico - paradigma - sultec e
Prova Emprestada 17110922030477100000045394855
net
15 - MEMÓRIA DE CÁLCULO -
Documento Diverso 17110922025801400000045394848
PERICULOSIDADE - PDF
14 - Imagens com uniforme e crachá -
Documento Diverso 17110922023648300000045394837
Sultec e NET
13 - EXTRATO FGTS Documento Diverso 17110922023436300000045394835
12 - DEMONSTRATIVO DE
Documento Diverso 17110922022938600000045394833
RECOLHIMENTO FGTS - PDF
11 - Cupom fiscal - Abastecimento -
Prova Emprestada 17110922022887600000045394831
Paradigma
Contracheque /
10 - Contracheques 17110922072426000000045395032
Hollerith
9 - COMUNICAÇÃO FGTS Documento Diverso 17110922021688700000045394824
7 - aviso previo - pdf Aviso Prévio 17110922021316200000045394821
6 - aviso de ferias Documento Diverso 17110922020615000000045394817
5 - doc. id. leonardo Documento Diverso 17110922020032200000045394812
4 - DECLARAÇÃO DE
Declaração de
HIPOSSUFICIÊNCIA - LEONARDO 17110922015349600000045394804
Hipossuficiência
SOUZA
3 - CTPS CTPS 17110922021241700000045394820
2 - procuração leonardo pdf Procuração 17110922014082200000045394794
1 - R.T - Leonardo Souza x Sultec
Telecomunicações Ltda ME(1) (2) e Claro Petição Inicial 17110922012918600000045394783
SA (1) -PDFA
Petição em PDF Petição em PDF 17110922004975400000045394773

Caso V. Sa. não consiga consultá-los via internet, deverá comparecer à unidade judiciária (endereço acima indicado)
para receber orientações.

Por se tratar de processo eletrônico o acesso ao inteiro teor dos autos estará disponível através do site http://pje.trt4.j
us.br, mediante prévio credenciamento. A contestação e documentos deverão ser cadastrados e encaminhados,
eletronicamente com antecedência, por meio do Portal PJe. Em audiência não serão recebidos documentos em
papel nem esta autorizado o uso de qualquer mídia em computadores da sala de audiências. Caso necessário,
poderá ser utilizado o Serviço de Auto Atendimento disponibilizado na Unidade para prática dos atos processuais
pelo interessado.

Caso mude de endereço, comunicar imediatamente à Secretaria desta Vara.

PASSO FUNDO, 10 de Novembro de 2017

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUCIANO ATHAYDE FURSTENAU


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17111011202063200000045427377
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 628056b - Pág. 2
Número do documento: 17111011202063200000045427377
Data de Juntada: 10/11/2017 11:20
Fls.: 94

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO
Rua General Osório, 937, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140 -

NOTIFICAÇÃO AUDIÊNCIA INICIAL (reclamada)

PROCESSO Nº: 0021579-23.2017.5.04.0664 - AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO (985)


AUTOR: LEONARDO SOUZA
RÉU: SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME e outros

DESTINATÁRIO

SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME


AVENIDA DOUTOR ALVARO SEVERO DE MIRANDA, 1101, Loja 01, Cidade Nova, PASSO FUNDO - RS - CEP:
99022-032

Pela presente, fica o destinatário notificado para comparecer à audiência designada para o dia 20/02/2018 08:40, a
ser realizada na sala de audiências da 4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO, situada na Rua General
Osório, 937, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140 a fim de responder aos termos da ação. O NÃO
COMPARECIMENTO DO DESTINATÁRIO(A) IMPORTARÁ NO JULGAMENTO DA AÇÃO A SUA REVELIA, ALÉM
DA APLICAÇÃO DA PENA DE CONFISSÃO QUANTO A MATÉRIA DE FATO, DE ACORDO COM A LEI.

A petição inicial e documentos poderão ser acessados com o navegador mozilla firefox pelo site http://pje.trt4.jus.
br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam, digitando a(s) chaves(s) abaixo (ou, de maneira
mais prática, acessando, pela mesma via, os próprios termos da presente notificação e tabela abaixo, para cópia e cola das
chaves, usando como chave inicialmente o nº da assinatura eletrônica do servidor, ao final/pé da (ultima) página):

Documentos associados ao processo

Título Tipo Chave de acesso**


Decisão de prevenção Decisão 17111008305101600000045402886
8 - aviso previo de ferias (2) Documento Diverso 17110922075777100000045395045
24 - Comprovante de Inscrição e de
Documento Diverso 17110922075072600000045395040
Situação Cadastral - CLARO S
23 - Consulta Quadro de Sócios e
Documento Diverso 17110922035139800000045394883
Administradores - QSA - SULTEC
22 - Comprovante de Inscrição e de
Documento Diverso 17110922034616800000045394877
Situação Cadastral - SULTEC
21 - Convenção Coletiva
17110922034230000000045394874
Convenção-Coletiva-Passo-Fundo-2017 de Trabalho
20 - Termo-Aditivo-2016 (2) Documento Diverso 17110922033686800000045394872
Convenção Coletiva
19 - Convenção-SINDUSCON-2016-1 (2) 17110922033361400000045394870
de Trabalho
Termo de
Homologação de

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUCIANO ATHAYDE FURSTENAU


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17111011202093800000045427379
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 53e9827 - Pág. 1
Número do documento: 17111011202093800000045427379
Data de Juntada: 10/11/2017 11:20
Fls.: 95

18 - TRCT - LEONARDO SOUZA - PDF Rescisão do Contrato 17110922033008500000045394867


de Trabalho
17 - SEGURO DESEMPREGO - PDF Documento Diverso 17110922031508700000045394857
16 - ponto britanico - paradigma - sultec e
Prova Emprestada 17110922030477100000045394855
net
15 - MEMÓRIA DE CÁLCULO -
Documento Diverso 17110922025801400000045394848
PERICULOSIDADE - PDF
14 - Imagens com uniforme e crachá -
Documento Diverso 17110922023648300000045394837
Sultec e NET
13 - EXTRATO FGTS Documento Diverso 17110922023436300000045394835
12 - DEMONSTRATIVO DE
Documento Diverso 17110922022938600000045394833
RECOLHIMENTO FGTS - PDF
11 - Cupom fiscal - Abastecimento -
Prova Emprestada 17110922022887600000045394831
Paradigma
Contracheque /
10 - Contracheques 17110922072426000000045395032
Hollerith
9 - COMUNICAÇÃO FGTS Documento Diverso 17110922021688700000045394824
7 - aviso previo - pdf Aviso Prévio 17110922021316200000045394821
6 - aviso de ferias Documento Diverso 17110922020615000000045394817
5 - doc. id. leonardo Documento Diverso 17110922020032200000045394812
4 - DECLARAÇÃO DE
Declaração de
HIPOSSUFICIÊNCIA - LEONARDO 17110922015349600000045394804
Hipossuficiência
SOUZA
3 - CTPS CTPS 17110922021241700000045394820
2 - procuração leonardo pdf Procuração 17110922014082200000045394794
1 - R.T - Leonardo Souza x Sultec
Telecomunicações Ltda ME(1) (2) e Claro Petição Inicial 17110922012918600000045394783
SA (1) -PDFA
Petição em PDF Petição em PDF 17110922004975400000045394773

Caso V. Sa. não consiga consultá-los via internet, deverá comparecer à unidade judiciária (endereço acima indicado)
para receber orientações.

Por se tratar de processo eletrônico o acesso ao inteiro teor dos autos estará disponível através do site http://pje.trt4.j
us.br, mediante prévio credenciamento. A contestação e documentos deverão ser cadastrados e encaminhados,
eletronicamente com antecedência, por meio do Portal PJe. Em audiência não serão recebidos documentos em
papel nem esta autorizado o uso de qualquer mídia em computadores da sala de audiências. Caso necessário,
poderá ser utilizado o Serviço de Auto Atendimento disponibilizado na Unidade para prática dos atos processuais
pelo interessado.

Caso mude de endereço, comunicar imediatamente à Secretaria desta Vara.

PASSO FUNDO, 10 de Novembro de 2017

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUCIANO ATHAYDE FURSTENAU


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17111011202093800000045427379
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 53e9827 - Pág. 2
Número do documento: 17111011202093800000045427379
Data de Juntada: 10/11/2017 11:20
Fls.: 96

Documento assinado pelo Shodo

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO
Rua General Osório, 937, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140 -

PROCESSO Nº: 0021579-23.2017.5.04.0664 - AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO (985)


AUTOR: LEONARDO SOUZA
RÉU: SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME e outros

CERTIDÃO

CERTIFICO que, consoante comprova o AR/CE que segue, a notificação da reclamada foi devolvida pela EBCT contendo a
o c o r r ê n c i a : " m u d o u - s e "
Certifico, ainda, que face à observação contida no referido documento, de ordem, encaminho para a notificação da reclamada
Claro para o endereço constante de Porto Alegre-RS.

PASSO FUNDO, 29 de Novembro de 2017.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: VILSOMAR RIZZATTO


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17112914452967000000046331822
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. c2a6787 - Pág. 1
Número do documento: 17112914452967000000046331822
Data de Juntada: 29/11/2017 14:48
Fls.: 97

Documento assinado pelo Shodo

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: VILSOMAR RIZZATTO


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17112914452967000000046331822
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. c2a6787 - Pág. 2
Número do documento: 17112914452967000000046331822
Data de Juntada: 29/11/2017 14:48
Fls.: 98

Documento assinado pelo Shodo

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO
Rua General Osório, 937, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140 -

NOTIFICAÇÃO AUDIÊNCIA INICIAL (reclamada)

PROCESSO 0021579-23.2017.5.04.0664 - AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO (985)


AUTOR: LEONARDO SOUZA
RÉU: SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME, CLARO S.A.

DESTINATÁRIO

CLARO S.A.
90850-300 - RUA GILBERTO LASTE, 52 - SANTA TEREZA - PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL

Pela presente, fica o destinatário notificado para comparecer à audiência designada para o dia 20/02/2018 08:40, a
ser realizada na sala de audiências da 4ª VARA DO TRABALHO DE PASSO FUNDO, situada na Rua General
Osório, 937, 7° andar, Centro, PASSO FUNDO - RS - CEP: 99010-140 a fim de responder aos termos da ação. O
NÃO COMPARECIMENTO DO DESTINATÁRIO(A) IMPORTARÁ NO JULGAMENTO DA AÇÃO A SUA REVELIA,
ALÉM DA APLICAÇÃO DA PENA DE CONFISSÃO QUANTO A MATÉRIA DE FATO, DE ACORDO COM A LEI.

A petição inicial e documentos poderão ser acessados com o navegador mozilla firefox pelo site http://pje.trt4.jus.
br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam, digitando a(s) chaves(s) abaixo (ou, de maneira
mais prática, acessando, pela mesma via, os próprios termos da presente notificação e tabela abaixo, para cópia e cola das
chaves, usando como chave inicialmente o nº da assinatura eletrônica do servidor, ao final/pé da (ultima) página):

Documentos associados ao processo

Título Tipo Chave de acesso**


renovação de notificação rda. claro Certidão 17112914452967000000046331822
Notificação Notificação 17111011202093800000045427379
Notificação Notificação 17111011202063200000045427377
Notificação Notificação 17111011202027900000045427376
Decisão de prevenção Decisão 17111008305101600000045402886
8 - aviso previo de ferias (2) Documento Diverso 17110922075777100000045395045
24 - Comprovante de Inscrição e de
Documento Diverso 17110922075072600000045395040
Situação Cadastral - CLARO S
23 - Consulta Quadro de Sócios e
Documento Diverso 17110922035139800000045394883
Administradores - QSA - SULTEC
22 - Comprovante de Inscrição e de
Documento Diverso 17110922034616800000045394877
Situação Cadastral - SULTEC
21 - Convenção Coletiva
17110922034230000000045394874
Convenção-Coletiva-Passo-Fundo-2017 de Trabalho

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: VILSOMAR RIZZATTO


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=17112914501752600000046332145
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. de57416 - Pág. 1
Número do documento: 17112914501752600000046332145
Data de Juntada: 29/11/2017 14:50
Fls.: 99

Documento assinado pelo Shodo

20 - Termo-Aditivo-2016 (2) Documento Diverso 17110922033686800000045394872


Convenção Coletiva
19 - Convenção-SINDUSCON-2016-1 (2) 17110922033361400000045394870
de Trabalho
Termo de
Homologação de
18 - TRCT - LEONARDO SOUZA - PDF 17110922033008500000045394867
Rescisão do Contrato
de Trabalho
17 - SEGURO DESEMPREGO - PDF Documento Diverso 17110922031508700000045394857
16 - ponto britanico - paradigma - sultec e
Prova Emprestada 17110922030477100000045394855
net
15 - MEMÓRIA DE CÁLCULO -
Documento Diverso 17110922025801400000045394848
PERICULOSIDADE - PDF
14 - Imagens com uniforme e crachá -
Documento Diverso 17110922023648300000045394837
Sultec e NET
13 - EXTRATO FGTS Documento Diverso 17110922023436300000045394835
12 - DEMONSTRATIVO DE
Documento Diverso 17110922022938600000045394833
RECOLHIMENTO FGTS - PDF
11 - Cupom fiscal - Abastecimento -
Prova Emprestada 17110922022887600000045394831
Paradigma
Contracheque /
10 - Contracheques 17110922072426000000045395032
Hollerith
9 - COMUNICAÇÃO FGTS Documento Diverso 17110922021688700000045394824
7 - aviso previo - pdf Aviso Prévio 17110922021316200000045394821
6 - aviso de ferias Documento Diverso 17110922020615000000045394817
5 - doc. id. leonardo Documento Diverso 17110922020032200000045394812
4 - DECLARAÇÃO DE
Declaração de
HIPOSSUFICIÊNCIA - LEONARDO 17110922015349600000045394804
Hipossuficiência
SOUZA
3 - CTPS CTPS 17110922021241700000045394820
2 - procuração leonardo pdf Procuração 17110922014082200000045394794
1 - R.T - Leonardo Souza x Sultec
Telecomunicações Ltda ME(1) (2) e Claro Petição Inicial 17110922012918600000045394783
SA (1) -PDFA
Petição em PDF Petição em PDF 17110922004975400000045394773

Caso V. Sa. não consiga consultá-los via internet, deverá comparecer à unidade judiciária (endereço acima indicado)
para receber orientações.

Por se tratar de processo eletrônico o acesso ao inteiro teor dos autos estará disponível através do site http://pje.trt4.jus.br,
mediante prévio credenciamento. A contestação e documentos deverão ser cadastrados e encaminhados, eletronicamente até
a audiência, por meio do Portal PJe. Em audiência não serão recebidos documentos em papel nem está autorizado o uso de
qualquer mídia em computadores da sala de audiências. Caso necessário, poderá ser utilizado o Serviço de Auto Atendimento
disponibilizado na Unidade para prática dos atos processuais pelo interessado.

Quando da juntada de quaisquer peças processuais e/ou documentos, deverá a parte observar o disposto no art. 22 da Resolução nº
136/2014 do CSJT.

Nos termos do art. 9º do Provimento Conjunto 11/2013 do Egrégio TRT da 4ª Região, serão vinculados no sistema, pela Secretaria
da Vara, no máximo três advogados para cada parte, que deverão ser indicados expressamente pelo número de seu CPF.

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PASSO FUNDO, 29 de Novembro de 2017

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Data de Juntada: 19/02/2018 12:37
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EXMO. SR. DR. JUIZ DO TRABALHO


04ª VARA DO TRABALHO
PASSO FUNDO - RS

Processo n.º 0021579-23.2017.5.04.0664

CLARO S/A, por seus procuradores, nos autos da


Reclamatória Trabalhista proposta por LEONARDO
SOUZA, vem, respeitosamente, à presença de V. Exa.
apresentar CONTESTAÇÃO, com os seguintes fatos e
fundamentos:

PRELIMINAR

DA INCORPORAÇÃO DA NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A. PELA


EMPRESA CLARO S/A. – RETIFICAÇÃO DO POLO PASSIVO

Em razão da Operação de Incorporação da sociedade NET SERVIÇOS DE


COMUNICAÇÃO S/A, pela empresa CLARO SA, aprovada em Assembleia Geral
da Incorporadora na data de 18/12/2014, importante informar, a este juízo, que
passa a CLARO S.A a suceder em todos os direitos e obrigações a sociedade
incorporada, de acordo com os ditames do art. 227 da Lei 6404/1976, art. 43 do
CPC e art. 1116 do CC/02.

Em decorrência disto, importante que Vossa Excelência conheça a incorporação


societária e, neste contexto, determine a adequação do polo processual para que
conste em lugar da NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S/A., a CLARO S.A.
(com sede na Rua Flórida, nº. 1.970, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo,
CEP 04565-907, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 40.432.544/0001-47) como parte do
feito, em decorrência da incorporação societária e da sucessão
empresarial/processual, sendo o feito conduzido, dede logo, pela incorporadora
CLARO S.A., procedendo-se com as anotações necessárias, nos autos e no
Sistema de Informação Judicial Eletrônica.

A ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CONTESTANTE

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 318b900 - Pág. 1
Número do documento: 18021912425371700000048784778
Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
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Documento assinado pelo Shodo

O reclamante alega ter prestado serviços em prol da contestante enquanto


empregado da primeira reclamada, o que não procede.

A contestante desconhece em absoluto tal alegação, pelo que, é desde já negada.

O autor confessa a existência de vínculo de emprego com a primeira reclamada.


Deve, portanto, ser atribuído à primeira reclamada a integral e exclusiva
responsabilidade pelos encargos sociais e trabalhistas inerentes aos serviços
prestados.

O reclamante jamais prestou serviços a esta reclamada, jamais sequer adentrou nas
suas dependências, não podendo a CLARO S/A, por óbvio, ser responsabilizada por
eventuais créditos trabalhistas inadimplidos por sua real empregadora.

Além disso, é de conhecimento geral que a primeira reclamada presta serviços a


diversas empresas. Assim, o autor deverá comprovar não apenas que prestava
serviços para a CLARO S/A, mas, também, que o fez por toda a contratualidade e
de modo exclusivo.

Por fim, merece ser ressaltado que jamais existiu entre o autor e a terceira
reclamada, pessoalidade na prestação dos serviços, bem como, subordinação
direta.

Nesse sentido a jurisprudência:


DA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. É indubitável que a simples e
mera contratação de serviços de terceiros não traz, por si só, a
responsabilidade dos contratantes, salvo se assim for convencionado
entre as partes, ou, em eventual exercício de atividades ilícitas e até na
hipótese de conluio, visando fraudes de qualquer natureza. Presumir-se
a responsabilidade subsidiária apenas por um liame comercial seria
invadir a esfera da liberdade contratual, requisito indispensável para a
manutenção das relações entre as pessoas jurídicas. Ademais, como é
cediço, a responsabilidade não se presume, resultando ou da vontade das
partes, ou, de expressa disposição legal (artigo 265 da Lei Civil)". TRIBUNAL:
2ª Região ACÓRDÃO NUM: 20060402894 DECISÃO: 01 06 2006 TIPO:
RS01 NUM: 01683 ANO: 2006 NÚMERO ÚNICO PROC: RS01 - 01683-
2005-062-02-00 RECURSO ORDINÁRIO EM RITO SUMARÍSSIMO TURMA:
2ª ÓRGÃO JULGADOR - SEGUNDA TURMA DOE SP, PJ, TRT 2ª DATA:
20/06/2006

Em face do exposto, a reclamada é parte ilegítima para figurar no pólo passivo da


ação, motivo pelo qual, REQUER (como preliminar de mérito) a extinção do
processo sem julgamento do mérito, com fundamento no art. 485, VI, do CPC.
- Inépcia Da Inicial -

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 318b900 - Pág. 2
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Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 118

Documento assinado pelo Shodo

A parte autora, realiza pedido de forma genérica, sem sequer numerá-los, assim, a
petição inicial é inepta por ter sido formulado sem a especificação ou quantificação
dos pedidos pretendidos.

Ora, é obrigação do requerente, sob pena de inépcia da inicial, delimitar a


condenação pretendida, formulando pedido certo ou determinado, bem como
fundamentando a razão de sua postulação.

Tais requisitos não foram observados pela parte autora!

Pela afronta ao art. 324 do NCPC, REQUER a extinção do processo, sem


julgamento do mérito, nos termos do art. 485, inciso I, combinado com o art. 330,
inciso I, todos do NCPC, além do art. 840 da CLT, em relação ao pedido ora
referido, sob pena, ainda, de afronta ao art. 5º, LV, da Constituição Federal.

- Inépcia Da Inicial -
Pedido de Adicional de Periculosidade

O autor não aponta em quais seriam os agentes ensejadores do adicional, deixando


de apontar, portanto, o valor que entende devido, ônus que lhe competia.

O pedido é vago, e, portanto, inepto.

Pela afronta ao art. 324 do NCPC, REQUER a extinção do processo, sem


julgamento do mérito, nos termos do art. 485, inciso I, combinado com o art. 330,
inciso I, todos do NCPC, além do art. 840 da CLT, em relação ao pedido ora
referido, sob pena, ainda, de afronta ao art. 5º, LV, da Constituição Federal.

MÉRITO

A INEXISTENTE RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA

A contestante IMPUGNA a pretensão do reclamante de responsabilizá-la solidária


ou subsidiariamente quanto a eventuais créditos oriundos de sua relação de
emprego com a primeira reclamada, o que deve ser totalmente indeferido por esse
MM. Juízo.

A contestante nega qualquer prestação de serviços pelo reclamante, já que mesmo


que tenha firmado contrato de natureza civil com a alegada empregadora do autor,

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 318b900 - Pág. 3
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Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 119

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não tem como precisar ou identificar quem são as pessoas que prestam os serviços
por ela contratados junto a essas empresas.

Isto porque a relação se estabelece entre as empresas e não com as pessoas a elas
vinculadas, sendo indiferente para esta reclamada quem prestará os serviços,
importando apenas que este seja executado.

Conforme determinação legal, a condenação solidária não se presume, depende da


lei ou da vontade das partes, conforme determina o art. 265 do Código Civil.

No caso, inexiste qualquer determinação legal que obrigue esta reclamada a


responder, solidariamente, pelos débitos trabalhistas de empresa contratada.

A solidariedade tem previsão nos artigos 2º, § 2º e 455, ambos da CLT, e o caso dos
autos não se enquadra em nenhuma das hipóteses legais anteriormente referidas.

A contestante e a primeira reclamada não formam grupo econômico (artigo 2º, § 2º


da CLT).

As empresas que figuram no pólo passivo da presente relação processual são


independentes, jamais estiveram sob a mesma direção, controle ou administração e
não formam grupo industrial, comercial ou de qualquer natureza.

As reclamadas nunca estiveram subordinadas uma a outra, sempre atuaram com


absoluta autonomia, não tendo ocorrido nenhum tipo de ingerência na administração
de uma empresa em relação à outra.

Como não está configurada a hipótese prevista no artigo 2º, § 2º da CLT, não pode
ser reconhecida a responsabilidade solidária das empresas.

Nesse sentido é a jurisprudência:

RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA OU SUBSIDIÁRIA.


INOCORRÊNCIA. Verificada a existência de relação
meramente comercial entre as reclamadas, descabida a
atribuição de responsabilidade solidária pela satisfação de
créditos trabalhistas vindicados neste feito, bem como a
aplicação da Súmula nº 331, IV, do TST. Provimento negado..
(...)1

1
P. 00241-2006-761-04-00-8 (RO), 2ª Turma, TRT 4ª Região, Relator Juiz JOÃO PEDRO
SILVESTRIN, p. DOERGS 29/06/2007

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 318b900 - Pág. 4
Número do documento: 18021912425371700000048784778
Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 120

Documento assinado pelo Shodo

Por outro lado, também é incontroverso nos autos que não está presente a hipótese
prevista no artigo 455 da CLT, porque as empresas não mantiveram contrato de
empreitada entre si.

Diante da inexistência de lei que justifique a solidariedade no caso em apreço, não


pode ser provida a pretensão do autor quanto à responsabilidade solidária da ora
contestante.

Na pior das hipóteses, eventual reconhecimento de responsabilidade da contestante,


em relação ao postulado na presente reclamatória, o que se admite apenas como
argumento, deve ficar restrita ao período de comprovada prestação de serviços pelo
reclamante.

Em razão de todo o exposto, a contestante não pode ser condenada de forma


solidária.

A INEXISTENTE RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DESTA CONTESTANTE

Da mesma forma, não há falar em responsabilidade subsidiária desta reclamada


sobre eventuais créditos oriundos da dita relação de emprego do reclamante com a
primeira reclamada.

Nesse sentido a jurisprudência:

CONTRATO DE NATUREZA COMERCIAL. INEXISTÊNCIA DE


RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. Embora a responsabilidade
subsidiária seja amplamente consagrada no Direito do Trabalho, uma
vez inexistente a figura de prestação de serviços de mão-de-obra por
interposta empresa, deve permanecer inalterado o julgado, que
concluiu pela ausência de responsabilidade da segunda reclamada,
tendo por presente a existência pura e simples de uma transação
comercial. (TRT-5 - RecOrd: 00010055920125050006 BA 0001005-
59.2012.5.05.0006, Relator: LOURDES LINHARES, 4ª. TURMA, Data
de Publicação: DJ 17/03/2014.)

CONTRATO DE NATUREZA COMERCIAL. RESPONSABILIDADE


SUBSIDIÁRIA. INEXISTÊNCIA. Para caracterização da responsabilidade
subsidiária é necessária a prova da prestação de serviços em benefício
de empresa tomadora. Sendo de natureza comercial o contrato
celebrado entre as reclamadas, sem prova da ingerência sobre o
trabalho executado pela reclamante, não é o caso de aplicação do item
IV da Súmula nº 331 do TST. DANO MORAL. A caracterização de dano
moral está ligada à ação culposa ou dolosa do agente, à intenção de
prejudicar, o que deve ser averiguado no caso concreto. (TRT-4 - RO:
00002195120105040252 RS 0000219-51.2010.5.04.0252, Relator:

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Número do documento: 18021912425371700000048784778
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Documento assinado pelo Shodo

RICARDO TAVARES GEHLING, Data de Julgamento: 28/02/2013, 2ª


Vara do Trabalho de Cachoeirinha)

RECURSO ORDINÁRIO - ENTE PÚBLICO - INEXISTÊNCIA DE


RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO TOMADOR DOS SERVIÇOS -
APLICAÇÃO DA OJ N.º 191 DO COLENDO TST. DONO-DA-OBRA.
Restando assente nos autos que o Município contratou a empresa
prestadora de serviços para a execução da obra de esgoto, saneamento
e pavimentação da Vila de Porto de Galinhas, não há como imputar ao
mesmo a sua responsabilidade subsidiária, visto que atua como o dono-
da-obra. Recurso a que se dá provimento. (TRT-6 - RO:
49600312008506 PE 0049600-31.2008.5.06.0191, Relator: Ana Cristina
da Silva Ferreira Lima, Data de Publicação: 09/09/2010)

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA -


CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
331, IV, DO TST. Constatada possível contrariedade à Súmula 331, IV,
do TST, merece provimento o Agravo de Instrumento para determinar o
processamento do Recurso de Revista. II - RECURSO DE REVISTA -
CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
331, IV, DO TST. De acordo com a jurisprudência dominante do TST, o
contrato de representação comercial não gera a responsabilização
subsidiária da empresa representada por não caracterizar terceirização
de mão-de-obra. Recurso de Revista conhecido e provido.- (RR -
166840-56.2004.5.05.0014 , Relator Ministro: Márcio Eurico Vitral Amaro,
Data de Julgamento: 10/06/2009, 8ª Turma, Data de Publicação:
15/06/2009)

Na pior das hipóteses, eventual reconhecimento da responsabilidade da contestante,


em relação ao postulado na presente reclamatória, o que se admite apenas como
argumento, deve ficar restrito ao período em que efetivamente o reclamante prestou
o alegado serviço.

Da inaplicabilidade da Súmula 331 do TST

O reclamante postula a condenação subsidiária da ora contestante, fundamentando


tal postulação na Sumula 331 do TST.

Sem razão o reclamante.

A relação existente entre a primeira reclamada e a ora contestante decorre de


contrato de relações comerciais autônomas, regido pela Lei 4886 de 96.

A contratação existente entre as demandadas não se confunde com


terceirização de serviços e nem atrai a aplicação da Sumula n. 331 do TST.

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Documento assinado pelo Shodo

Assim, a terceira reclamada não é tomadora dos serviços da primeira, com a qual
celebrou contrato de relações comerciais. Não se trata, portanto, de caso de
terceirização de serviços, mas sim de contrato de relações comerciais, já que a
primeira reclamada apenas revende os produtos e serviços da terceira ré, não
havendo prestação de serviços ligadas ao processo produtivo da ora contestante

Por conseguinte, não há falar em aplicação da Súmula 331 do TST, bem como a
configuração da responsabilidade subsidiária entre as reclamadas.

A relação comercial não se qualifica como terceirização nem se enquadra nas


situações reguladas pela Súmula nº 331 do TST. A responsabilidade subsidiária
preconizada neste verbete se dirige às situações nas quais o contratante destaca
fração de sua atividade, geralmente inserta na cadeia produtiva, atribuindo-a a
outrem para que a execute em padrões preestabelecidos.

Disso em muito difere a relação comercial, que, basicamente, se refere à


contratação de terceiro para intermediar bens ou produtos.

Nesta situação, o contratado atua com liberdade para buscar mercados e vender
produtos e/ou serviços, não participando da atividade produtiva da contratante. É um
parceiro comercial, deslocado da atividade originária, e não um prestador de
serviços.

Entretanto, tais atividades não dizem respeito ao núcleo das atividades da terceira
demandada, escapando à sua dinâmica empresarial, justamente porque não
agregam valores ao seu produto final, mesmo porque não ligadas ao seu processo
produtivo.

Se alguma vinculação do reclamante houve, certamente deu-se com pessoa diversa


da ora reclamada.

Não há como afirmar que tenha o reclamante trabalhado em beneficio desta


contestante, circunstância que se nega para todos os fins, em especial para
distribuição do ônus probatório, nos termos do inciso I do artigo 373, do NCPC e
artigo 818, da CLT.

E, ainda que o reclamante tenha efetivamente prestado serviços em benefício da ora


contestante, o que se admite apenas por argumento, deve ser observado o período
em que venha a provar a prestação de serviços. Tal limitação temporal deverá ser
observada para todos os efeitos.

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Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
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Documento assinado pelo Shodo

Por extrema prudência, a contestante aduz que o reclamante não lhe prestou
qualquer tipo de serviço.

Sem lei de referência e sem previsão contratual, a imputação da terceira reclamada


como empregadora do reclamante importaria em infração ao art. 5°, II, da C.F.

Portanto, válida a celebração de contrato com os ditos “AGENTES AUTORIZADOS”


para a comercialização e execução de serviços ligados à atividade-meio desta
contestante, não tendo que falar em qualquer tipo de responsabilidade desta
contestante.

Nas palavras de Maurício Godinho Delgado:

“(...) o objetivo do contrato de representação mercantil ou agência e distribuição – ao


contrário do pacto de distribuição de serviços – é o resultado útil do trabalho e não o
serviço como um valor em si(In Curso de Direito do Trabalho. Ltr.8ª edição).”

Demonstrada a inaplicabilidade da Súmula 331 do TST, não há falar em


responsabilidade subsidiaria da ora contestante, restando improcedente os pedidos
da inicial.

De qualquer forma, no caso de reconhecimento da responsabilidade


subsidiária da ora contestante, que não é o que se espera, requer a declaração
expressa de aplicação do benefício de ordem, sendo excutidos primeiramente
os bens da primeira reclamada e de seus sócios, para somente após evidente
impossibilidade, se tenha redirecionada a execução à devedora subsidiária.

A EXCLUSÃO DA CONTESTANTE

Em consequência de todo o exposto, REQUER, desde logo, a exclusão da lide, pois


descabe impor-lhe ônus processual ocioso e capaz de ser evitado, sem prejuízo ao
autor.

A LIMITAÇÃO DOS PEDIDOS

Na pior das hipóteses, apenas por excesso de zelo, eventual reconhecimento de


responsabilidade da contestante, em relação ao postulado na presente reclamatória,
o que se admite apenas como argumento, deverá ficar restrita ao período em que,
supostamente o autor, efetivamente, prestou serviços à contestante.

A CONTRATUALIDADE DO AUTOR

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Documento assinado pelo Shodo

Alega o reclamante ter sido contratado em 04/05/2014 pela primeira reclamada,


alega também ter sido demitido sem justa causa em 03/05/2017, quando exercia a
função de instalador.

A terceira reclamada não possui nenhuma relação de emprego com o autor. Aliás, o
reclamante jamais compareceu à sede da ora contestante. Portanto, impugna desde
já a data de admissão constante na exordial, bem como o salário e a função
informados na peça inicial.

Necessário frisar que o próprio reclamante afirma que foi contratado pela primeira
reclamada, assim mantendo contrato de trabalho com a empresa SULTEC
TELECOMUNICACOES LTDA - ME, nada tendo a ora contestante ingerência nos
seus serviços, horários e etc.

DA IMPUGNAÇÃO DOS DOCUMENTOS

A contestante impugna os documentos juntados com a petição inicial, pois além de


totalmente estranhos a esta reclamada, não comprovou o reclamante sua origem,
motivo pelo qual restam prejudicados.

DECLARAÇÃO DE AUTENTICIDADE

A reclamada declara a autenticidade dos documentos anexados à contestação, bem


como de todas as credenciais (procuração, substabelecimento, atos constitutivos)
juntados aos autos, em conformidade com a redação do artigo 830 da CLT.

OS ARTS. 117 E 345 DO NCPC.

Na eventualidade de ser decretada a revelia e confissão da primeira reclamada,


requer-se, desde já, sejam observadas as disposições legais contidas nos artigo 117
e 345 do Novo Código de Processo Civil, subsidiariamente aplicáveis ao Processo
do Trabalho, aproveitando, no que couber, a presente defesa e provas que vierem a
ser produzidas no curso da instrução processual.

A INEXISTÊNCIA DE RESPONSABILIDADE SOBRE PARCELAS RESCISÓRIAS,


MULTAS E INDENIZAÇÕES (OBRIGAÇÕES DE CARÁTER PERSONALÍSSIMO)

Ultrapassadas as razões acima, ainda assim não tem suporte legal a pretensão de
que seja responsabilizada a ora contestante ao pagamento de parcelas rescisórias,
parcelas indenizatórias, multas e parcelas moratórias, razão pela qual, restam
improcedentes os pedidos correspondentes.

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Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
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Documento assinado pelo Shodo

Deve ser observada a expressa limitação obrigacional do eventual devedor


subsidiário aos encargos decorrentes de liberalidade extra legal do devedor principal
(artigo 278 do CCB), além da expressa incomunicabilidade das penas moratórias
e/ou ressarcitórias conseqüentes de ato ou omissão obrigacional desse (artigo 48 do
CPC e artigo 279 do CCB), o que importa, de qualquer sorte, na exclusão da ora
contestante em eventual condenação ao pagamento das parcelas pleiteadas na
petição inicial com tal natureza jurídica.

Ainda, nos termos do art. 908 "in fine" do CCB, a responsabilidade é exclusiva do
devedor principal pelas perdas e danos, de modo que não há responsabilidade
subsidiária/solidária por multas, indenizações e parcelas de natureza ressarcitória.

Cita-se como exemplo a seguinte decisão:

"Responsabilidade subsidiária - verbas rescisórias. Não se inserem


na responsabilidade subsidiária do tomador de serviço, as verbas
rescisórias devidas pelo empregador ter exercido o direito
potestativo de resilir o contrato de trabalho. A responsabilidade
subsidiária condiz com o inadimplemento de obrigações trabalhistas
correspondentes à direito adquirido pelo empregado, no período em
que tenha laborado para o tomador, não alcançando as reparações
advindas de atos independentes do empregador." (TRT 3ª Reg. -
RO 13846/96, 1ª T., Rel Juiz Cunha Avellar – Fonte: Diário de
Justiça de Minas Gerais em 05/02/97, p. 61)

A ora contestante não pode ser responsabilizada à satisfação, ainda que de forma
subsidiária, de parcelas de caráter moratório, ressarcitório ou indenizatório,
provenientes da conduta da primeira reclamada.

Dessa forma, devem ser julgados improcedentes os pedidos correspondentes.

OS DEMAIS PEDIDOS

Por não possuir esta contestante nenhuma relação de emprego com o autor,
impugna desde já, a data de admissão e rescisão constante na petição inicial, bem
como o salário e a função informados.

Caso sejam refutados os argumentos anteriores e comprove-se a efetiva prestação


de serviços para esta reclamada através de empresa interposta, pelo princípio da
eventualidade, a reclamada requer a compensação de todos os valores
eventualmente pagos pela sua empregadora, para que não se oportunize o
locupletamento sem causa do autor.

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Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 126

Documento assinado pelo Shodo

DA DIFERENÇA DE REMUNERAÇÃO VARIÁVEL. INTEGRAÇÃO.

Alega o reclamante que laborava com metas, e do alcance das metas, recebia R$
400,00, desta forma requer a integração da parcela, com reflexos.

Esta reclamada nega tenha efetuado qualquer pagamento ao reclamante e acredita


que a primeira reclamada sempre pagou corretamente salário e o prêmio ao
reclamante, caso o mesmo fizesse jus.

Bem como o fato de o reclamante ter prestado serviços para a ora contestante, o que
se admite pelo sabor ao argumento, não autoriza a pretensão de responsabilizá-la,
uma vez que nunca interferiu na forma do relacionamento entre a empresa
contratada e os empregados destas. Exigiu sempre, e apenas, como parceiro
comercial, que se cumprisse à risca e de acordo com as especificações pertinentes,
o objeto da contratação.

Ainda necessário salientar que de acordo com o art. 818 da CLT combinado com o
art. 373 do CPC é do reclamante o ônus de provar suas alegações e desse ônus não
se desincumbiu.

No entanto, pelo princípio da eventualidade, a ora reclamada impugna as


informações e os valores constantes na petição inicial, bem como a suposta
habitualidade no pagamento.

Contudo, caso efetivamente o reclamante recebesse rendimentos variáveis, tais


valores já foram computados e pagos pela primeira reclamada.

De qualquer sorte, mesmo que tivessem sido pagos valores à título de produção,
estes não integram o salário do reclamante.

A verba pleiteada, caso existente, tem caráter indenizatório já que é paga como
bônus ao empregado pelo cumprimento de metas.

Ademais, o reclamante não comprova o cumprimento das supostas metas, a fim de


fazer jus ao recebimento da parcela postulada.

A contestante impugna o valor apontado na inicial, tendo em vista que o autor não
comprova o recebimento das referidas parcelas, ônus que lhe incumbia, segundo o
constante nos artigos 373, I do NCPC e 818 da CLT.

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Número do documento: 18021912425371700000048784778
Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 127

Documento assinado pelo Shodo

Quanto a este aspecto a contestante remete-se aos argumentos da primeira


reclamada em relação a este item, no que não lhe prejudicar.

De qualquer sorte, a segunda reclamada, ora contestante, acredita que caso tenha
sido pactuado entre o reclamante e sua empregadora o recebimento de “comissões”
sempre que fez jus o autor, recebeu corretamente as referidas verbas, com as
integrações devidas.

Por cautela, a contestante destaca que provavelmente existam critérios para o


recebimento da referida parcela, de modo que, os valores alcançados ao autor pela
primeira reclamada atendiam essas normas.

Não tendo a contestante remunerado o reclamante, não tem conhecimento da


existência ou não de pagamento de valores a tal título. De qualquer sorte, por
cautela, impugna a integração do valor pretendido.

Por cautela, diga-se que totalmente descabido o pedido de integração do valor nas
horas-extras, repouso semanal remunerado, aviso-prévio indenizado, 13º salários
integrais e proporcionais, férias com 1/3, FGTS com a multa de 40%, tendo em vista
que além de indevido, importa em bis in idem.

Tendo em vista que o reclamante era mensalista, já sendo computado o pagamento


de tais verbas, de acordo com a hora de trabalho percebida pelo reclamante.

Não comprova o reclamante o recebimento da referida parcela, ônus que lhe


incumbia, segundo o constante nos artigos 373, I do CPC e 818 da CLT.

De qualquer sorte, mesmo que tivessem sido pagos valores a título de “prêmio-
produtividade” estes não integram o salário do reclamante, podendo ser suprimido
conforme interesse do empregador, eis que o mesmo pagava o referido prêmio de
forma voluntária e facultativa, não se tornando uma obrigação e um dever
compulsório de pagamento contínuo ou mediante atingimento de metas e critérios.

A verba pleiteada, caso existente, tem caráter indenizatório já que é paga como
bônus ao empregado.

Portanto, devem ser indeferidos os pedidos no tópico.

Assim, indevido o pagamento de diferenças de remuneração variável/diferenças


salariais, como requerido, com integração em horas-extras e adicional de
periculosidade e reflexos em férias, aviso-prévio, 13º salário, FGTS com multa de
40%, devendo ser julgado improcedente o pedido.

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Número do documento: 18021912425371700000048784778
Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 128

Documento assinado pelo Shodo

AS INDEVIDAS HORAS EXTRAS E REFLEXOS

Conforme exaustivamente exposto na presente, as postulações em tela não


alcançam esta contestante, uma vez que inexiste qualquer relacionamento entre ela
e o demandante.

Inicialmente, cumpre esclarecer que o reclamante afirma que realizava vendas de


porta em porta, ou seja, é possível concluir que seu trabalho era externo, portanto,
sem controle de horário, estando o mesmo sujeito ao artigo 62 da CLT.

Impugna-se a jornada alegada de que laborava das 08:00 às 20:30/21:00, com


média de 30/45 minutos de intervalo intrajornada.

Afirma que, a despeito de não haver recebido o pagamento de horas extras, estava
sujeito a controle de horário.

Não podem prosperar as alegações do reclamante, uma vez que suas atividades
laborais, em quaisquer das funções que exerceu em prol da primeira reclamada,
eram incompatíveis com a fixação de horário de trabalho, estando enquadrado na
exceção prevista no art. 62, inciso I, da CLT, sendo impugnadas as assertivas em
sentido contrário.

O reclamante tinha liberdade para realizar suas atividades sem qualquer controle ou
qualquer forma de registro uma vez que realizava trabalho externo, sem que fossem
estabelecidos roteiros e horários, pela reclamada, e sem jornada mínima a cumprir,
razão pela qual indevido o pagamento de horas extras, intervalos intrajornada e
RSR e sábados e domingos, alegadamente trabalhados.

Ora, se as atividades desempenhadas pelo reclamante foram prestadas,


predominantemente, longe da empresa, sem qualquer ingerência sobre o seu
cumprimento e sem qualquer tipo de fiscalização, nos termos do art. 62, da I, da
CLT, não se pode falar em direito ao recebimento de horas extras.

Na condição de vendedor, laborando junto aos clientes da primeira reclamada, o


reclamante conduzia a sua própria jornada de trabalho, detendo todo o poder de
decisão quanto ao seu início e ao seu término.

Dessa forma, não se pode falar em afastamento do regime previsto no art. 62, I, da
CLT.

Uma vez que o reclamante jamais esteve sujeito a controle de jornada de trabalho,
por parte das rés, não há qualquer pertinência no exame do cumprimento ou não,

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Número do documento: 18021912425371700000048784778
Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 129

Documento assinado pelo Shodo

eventualmente, de jornada similar à alegada na petição inicial, sequer havia


necessidade de o reclamante comparecer na sede da contestante.

Desse modo, diante da situação incontroversa quanto à aplicação do disposto no


artigo 62, inciso I, da CLT, a empresa reclamada não possuía qualquer gerência
sobre a jornada de trabalho do reclamante durante o pacto de trabalho.

No tocante ao intervalo destinado à alimentação, embora o tema seja endereçado


em tópico próprio, competia ao reclamante usufruí-lo no momento que lhe fosse
conveniente, ante a ausência de controle e fiscalização de jornada pela empresa
reclamada, razão pela qual a contestante acredita que o autor tenha sempre
usufruído integralmente do intervalo, pelo menos 1 (uma) hora, conforme
recomendação da primeira reclamada.

Ademais, já que o reclamante tinha ampla liberdade para usufruir, de forma integral,
os intervalos legais, se assim não procedia, era por sua própria conveniência, não
se podendo falar, portanto, no pagamento por parte da reclamada.

Registra-se, ainda, que a cidade de Novo Hamburgo e arredores, mantém a


tradição da parada, inclusive, de boa parte do comércio, para o almoço, período de,
pelo menos, 02 (duas) horas, durante o qual não se tem o hábito de realizar
negócios.

Também se observa como costume da cidade o efetivo descanso nos domingos,


sendo extremamente incomum o labor nesses dias, em especial, para realização de
vendas de pacotes de telefonia e TV a cabo.

Por medida de cautela, a reclamada nega que o autor tenha laborado em horário
extraordinário, cabendo ao mesma a prova de suas alegações, na forma do
disposto nos artigos 818 da CLT e 373, I e II do CPC.

Então, no que se refere ao pedido de pagamento de sábados e domingos


trabalhados, a terceira reclamada destaca que, em regra, não havia necessidade de
o reclamante trabalhar nesses dias, já que sua jornada de trabalho normal se
desenvolvia de segunda a sexta -feira, em horário comercial, sendo que eventual
labor aos finais de semana e fora do horário acima destacado, se ocorreu, foi
excepcional e ocorreu por livre e espontânea vontade e conveniência do autor,
razões pelas quais descabe também o pedido.

Ainda, considerando a liberdade do reclamante para estipular seus próprios horários,


na eventualidade de trabalho em sábado ou domingo e feriados, certamente o
compensou em outro dia da semana.

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Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 130

Documento assinado pelo Shodo

Improcedentes, assim, os pedidos de pagamento de horas extras, intervalos


intrajornada, sábados e domingos e feriados trabalhados.

Restando improcedente o principal, a mesma sorte merecem os acessórios.

De qualquer modo, por cautela, a contestante requer que eventual condenação


observe a dedução dos valores comprovadamente pagos ou as horas compensadas
ao longo do contrato de trabalho (ainda que informalmente), evitando-se o
locupletamento indevido da parte obreira.

Igualmente, eventual condenação deverá restringir-se às oportunidades em que o


reclamante comprovadamente tiver prestado horas extras sem o correspondente
pagamento (seja pelo adicional; seja pela compensação).

Por fim, é claro, não poderão ser considerados os períodos de faltas, ausências,
licenças.

Por fim, impugna-se a quantidade de horas extras postulada, pois absurda.

Por todo o exposto, devem ser julgados improcedentes o pedido de letra “m” do rol
petitório inicial.

Por extrema cautela, pede-se a observância da OJ 394 do C. TST.

De qualquer modo, cabe ao autor a prova de suas alegações, na forma do disposto


nos artigos 818 da CLT e 373 do CPC.

- As horas extras minuto a minuto

Conforme preliminarmente exposto, tal pedido deve ser considerado inepto, uma vez
que a reclamante não formula na exordial pedido de condenação das reclamadas no
que tange à horas-extras de intervalo intrajornada, ônus que lhe compete, assim,
ante a afronta ao art. 324 do NCPC, REQUER a extinção do processo, sem
julgamento do mérito, nos termos do art. 485, inciso I, combinado com o art. 330,
inciso I, todos do NCPC, além do art. 840 da CLT, em relação ao pedido ora
referido, sob pena, ainda, de afronta ao art. 5º, LV, da Constituição Federal.

Por cautela, a reclamada, passa a contestar o tópico.

Na absurda hipótese da procedência do pedido relativo às horas-extras, há que se


desconsiderar os poucos minutos que antecedem e que sucedem a marcação do
ponto.

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A contagem das horas extras minuto a minuto é critério injustificável ao empregador,


pois é sabido que o empregado não inicia a trabalhar, nem está à disposição, no
mesmo instante em que registra a entrada em seu cartão-ponto, bem como não
permanece trabalhando até o exato momento em que registra a saída no mesmo
cartão.

O empregador haveria que ter um relógio-ponto para cada empregado, para que
esse não perdesse tempo em fila do ponto; no percurso até sua bancada de trabalho
e de retorno; na preparação e arrumação de material e coisas pessoais para início ou
fim do trabalho; na sua uniformização e desuniformização; na sua higiene pessoal,
etc., para que pudesse aproveitar sua mão de obra durante todos os minutos
registrados no cartão. Apenas nessa utópica hipótese seriam devidos, como
extraordinários, todos os minutos registrados no cartão ponto que excedessem à
jornada normal.

Nesse sentido, a Lei 10.243 de 19 de junho de 2001, acresceu ao texto do art. 58 da


CLT, o parágrafo 1º, que assim dispõe:

Parágrafo 1º: Não são descontadas nem computadas


como jornada extraordinária as variações de horário no
registro de ponto não excedentes de cinco minutos,
observado o limite máximo de dez minutos diários.

Inclusive, nesse sentido tem-se:

 A Orientação Jurisprudencial n. 326 da SDI – 1 do C. TST


 A Súmula 23 do C. TRT da 4ª Região

Portanto, referida lei põe fim à discussão, restando sacramentada a


desconsideração para efeitos de pagamento de horas extras, o limite de dez
minutos diários, utilizados para a marcação do cartão ponto.

- Das Integrações e Reflexos.

Em razão do descabimento das horas extras postuladas pelo reclamante, não há


falar em integrações e reflexos.

Por cautela, diga-se que totalmente descabido o pedido de integração das horas
extras já acrescidas de repouso semanal remunerado, tendo em vista que o
reclamante era mensalista, já sendo computado o pagamento de repousos conforme
a hora de trabalho.

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Ainda, descabido o reflexo em 13º salário proporcional, férias proporcionais com 1/3,
Repouso Semanal Remunerado, FGTS, multa de 40% e aviso prévio, adicional por
acúmulo de função, multa do art. 467 da CLT, tendo em vista que importa em bis in
idem.

- Dos Domingos e Feriados

O reclamante requer a condenação da reclamada em pagamento de horas em dobro


relativamente aos domingos e feriados.

No tocante ao trabalho em domingos e feriados, a contestante nega que tenha


ocorrido. Por cautela, se em alguma oportunidade o reclamante trabalhou em tais
dias, foi de forma eventual e devidamente remunerado ou compensado.

A Constituição Federal, no inciso XV do art. 7º, estabelece ser direito do trabalhador


o repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos. Nesse mesmo
sentido a Lei 605/49 e a Convenção n. 14 da Organização Internacional do Trabalho:

Art. 7°.....
(...)
XV – repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.

Convenção n. 14 da OIT:
Dispõe que todo o trabalhador, no curso de cada período de 7 dias, deve ter
um descanso que compreenda, no mínimo, vinte e quatro horas
consecutivas, descanso que, sempre que possível, deve coincidir com o
domingo.

Acredita a terceira reclamada, que mencionados dispositivos legais eram cumpridos


pela primeira reclamada, nada sendo devido ao reclamante.

Na eventualidade de haver prestado trabalho em domingo ou feriado, o que se


admite para fins de argumentação, usufruiu da correspondente folga compensatória
ou foi devidamente contraprestada.

Conforme exaustivamente exposto, a contestante desconhece os dados fáticos que


embasam a presente ação.

Por cautela, impugna a alegação de existência de horas extras e trabalho aos


domingos e feriados.

De qualquer modo, cabe ao autor a prova de suas alegações, na forma do disposto


nos artigos 818 da CLT e 373, I e II do NCPC.

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Documento assinado pelo Shodo

Assim, não prospera o pedido de horas extras e trabalho aos domingos e feriados,
sendo improcedente o pedido.

- O intervalo intrajornada

Postula a reclamante o pagamento como extra dos intervalos intrajornada não


gozados, com reflexos.

O reclamante, não sendo empregado, não fez jus ao intervalo intrajornada, porém,
certamente o fruiu, pois tinha liberdade para determinar seus horários e,
indubitavelmente, dispunha de tempo para descanso entre o período no qual
realizava suas vendas, não possuindo controle de horário.

Assim, indevidas horas extras pelo suposto direito não observado de intervalar.

Ressalte-se ainda que, apenas ao prazer da argumentação, somente poderia ser


considerado o tempo faltante para o término dos intervalos, sob pena de ofensa à
Orientação Jurisprudencial 307 do C. TST, aplicada também por analogia.

Sendo indeferido o principal, também indevidos os reflexos.

- O intervalo intrajornada e sua natureza indenizatória

Não há como se falar em reflexos do intervalo para descanso e alimentação em


outras verbas trabalhistas, tendo em vista a natureza indenizatória da aludida
parcela.

O valor pago em razão da ausência de intervalo tem natureza jurídica indenizatória,


tendo em vista que pode ocorrer do empregado não elastecer sua jornada diária e
mesmo assim ter direito ao adicional de horas extras, haja vista o não gozo do
intervalo descrito no artigo 71 da CLT.

Note-se que a jurisprudência conforta a tese da reclamada:

INTERVALO INTRAJORNADA. NATUREZA INDENIZATÓRIA.


REFLEXOS INDEVIDOS. O acréscimo previsto no § 4º do art. 71 da
CLT pelo não-cumprimento do intervalo mínimo para descanso e
alimentação não tem natureza salarial, pois não decorre da prestação
de serviços, e sim indenizatória, objetivando ressarcir o trabalhador
pela não-concessão de um direito (período intervalar que não é
computado na jornada de trabalho - CLT, art. 71, § 2º). Acórdão / -
Juíza Lília Leonor Abreu - Publicado no TRTSC/DOE em 03-03-2008

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INTERVALO INTERJORNADA. REFLEXOS. IMPOSSIBILIDADE.


NATUREZA INDENIZATÓRIA. O pagamento do trabalho realizado no
horário destinado a repouso possui fundamento jurídico diverso
daquele decorrente do labor em sobrejornada. Isso porque objetiva
tão-somente garantir a eficácia da norma jurídica que estabelece a
obrigatoriedade da concessão do intervalo. Tratando-se de verba
indenizatória, não são devidos os reflexos. Acórdão / - Juiz Gilmar
Cavalheri - Publicado no TRTSC/DOE em 11-02-2008.

Diante do exposto, improcedente o pedido relativo aos intervalos.

Por fim, se outro for o entendimento deste juízo, a segunda reclamada requer sejam
compensados os valores já pagos a título de horas extras, bem como sejam
deferidas apenas as eventuais diferenças faltantes do intervalo intrajornada que
porventura não tenham sido concedidas, nos termos do parágrafo 4º, do artigo 71 da
CLT e que seja observado o que dispõe o art. 58, § 1º da CLT, descontando-se os
cinco minutos anteriores e posteriores da jornada, destinados exclusivamente à
marcação do ponto.

Desta maneira, devem ser julgados totalmente improcedentes os pedidos da inicial e


seus reflexos.

A validade do regime de compensação

Inicialmente, frisa-se que o reclamante não laborava em condições insalubres, ao


contrário do que alega.

Ademais, a Constituição Federal, em seu artigo 7º, incisos XIII e XXVI, prestigia os
acordos e convenções coletivas de trabalho, admitindo que as partes pactuem de
livre vontade a jornada de trabalho, senão vejamos:
“Art. 7º. São direitos dos trabalhadores:

XIII – duração de trabalho normal não superior a oito horas diárias e


quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a
redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de
trabalho. (grifo nosso)

XXVI – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.”

Ora, as normas coletivas, devem ser observadas quando dispõem de situações


específicas do contrato de trabalho (inciso XXVI do art. 7º da Carta Magna), pois ao
dar reconhecimento às convenções e aos acordos coletivos de trabalho, o
Constituinte legitimou-os como fonte normativa, geradores de direitos e obrigações.

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Se não bastassem os argumentos anteriores, salienta-se que as convenções


coletivas são dotadas de uma liberdade que permite que as partes pactuem as
condições de trabalho, de acordo com a conveniência e oportunidade das mesmas,
com o objetivo de serem estipuladas condições mais benéficas aos funcionários, do
que as estabelecidas pela legislação.

As convenções e acordos coletivos são a via ideal para a composição dos interesses
coletivos, possuindo força de lei. Se o Poder Constituinte assim o quis, fazendo
constar expressamente na Constituição Federal, art. 7º, inciso XIII e XXVI, faz-se
mister o acatamento desta disposição.

Assim, improcede o pedido e integrações pleiteadas.

O intervalo enterjornada

No que se refere ao intervalo de 11 (onze) horas entre jornadas, não prospera a


alegação do reclamante. A jornada desempenhada pelo reclamante respeitava o
disposto no art. 66 da CLT, gozando regularmente o intervalo de 11 (onze) horas de
descanso entre o fim de uma jornada de trabalho e o começo de outra, no dia
seguinte, pelo que não prospera a pretensão do autor.

De qualquer sorte, impende sinalar que não há previsão legal que estabeleça o
pagamento de horas extras ou indenização em decorrência do desrespeito a esse
intervalo. No máximo, seria uma questão administrativa a ser tratada na esfera
competente, com a aplicação, se fosse o caso, da respectiva penalidade.

No caso, nem se cogite da aplicação da Súmula nº 110 do E. TST, que estabelece o


pagamento de horas extras quando o intervalo mínimo de 11 (onze) horas entre
jornadas não é respeitado, pois sua interpretação deve ser restritiva, aplicando-se
apenas aos turnos ininterruptos de revezamento, o que não era o caso do obreiro,
sendo totalmente improcedente a pretensão em tela.

Não obstante, cumpre repisar que todas as horas extras eventualmente laboradas
foram devidamente compensadas ou pagas, conforme esclarecido alhures, nada
mais lhe sendo devido sob esta rubrica. Entender de outra forma seria dar margem
ao locupletamento indevido da parte autora e bis in idem, haja vista a jornada
suplementar já ter sido contraprestada, além de acarretar violação direta ao art. 5º,
inciso II, da Constituição Federal.

Por outro lado, ainda na eventual hipótese de condenação da reclamada, admitida


por cautela, descabidos os reflexos e as integrações por se tratar de verba
indenizatória.

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De qualquer sorte, por todo o exposto, não merece prosperar o pedido de intervalo
entre jornadas.

Os requerimentos da reclamada

Por fim, a reclamada, em caso de alguma condenação, requer a aplicação das


Sumula 85 item III do TST.

Ainda, requer a compensação das horas extras pagas a maior no decorrer da


contratação, o que deve ocorrer de forma global e não mês a mês.

Caso não seja acatado o requerimento de compensação global das horas extras, a
empresa requer o abatimento das horas extras pagas ao longo da contratualidade,
que deve ser integral e aferido pelo total das horas extras pagas durante o período
imprescrito do contrato de trabalho, sem qualquer limitação ao mês da apuração,
conforme entendimento da SDI-I do TST (Orientação Jurisprudencial 415):

EMBARGOS. HORA EXTRAORDINÁRIA - CRITÉRIO GLOBAL DE


DEDUÇÃO DOS VALORES PAGOS. POSSIBILIDADE. O atual
posicionamento da c. SDI é no sentido de que o abatimento dos
valores pagos a título de horas extraordinárias já pagas não pode ser
limitado ao mês da apuração, devendo ser integral e aferido pelo total
das horas extraordinárias quitadas durante o período imprescrito do
contrato de trabalho de trabalho. Embargos conhecidos e providos.
(PROCESSO N. TST RR – 322000-34.2006.5.09.0001 SDI-I, Rel Min.
Aloysio Corrêa da Veioga; PUB 03/12/2010)

Ainda, na hipótese de serem deferidas as pretensões obreiras, no que respeita ao


pagamento das horas extras, o que se admite para fins de argumentação, os
reflexos das horas extras em repousos semanais remunerados e, destes, em férias
acrescidas de 1/3, 13º salário, aviso-prévio e FGTS acrescido da multa de 40%, não
pode prevalecer, o que acarretaria a incidência de adicional sobre adicional (bis in
idem), o que é vedado no ordenamento jurídico vigente, nos termos da OJ 394 do
TST.

No tocante às horas extras e às comissões, se comprovadamente pagas, deve


ser aplicado o entendimento da Súmula 340 e OJ n. 397 da SDI-I do C. TST.

DAS VERBAS RESCISÓRIAS

O reclamante alega que as verbas rescisórias não foram adimplidas corretamente


pela primeira reclamada.

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A reclamada impugna expressamente todas as alegações do autor expostas na


inicial, acreditando sejam estas inverídicas.

Em primeiro lugar salienta essa reclamada que não tem conhecimento do contrato
de trabalho do reclamante, bem como não tem conhecimento de que forma e por
quais motivos o reclamante pleiteia o pagamento ou diferenças de verbas
rescisórias, uma vez que não era sua real empregadora.

Primeiramente, cumpre salientar que inexiste nos autos qualquer elemento


comprove o alegado pelo reclamante, ônus que cumpria ao obreiro na forma do
disposto nos artigos 818 da CLT e 373, I, CPC.

Por cautela, a reclamada impugna a totalidade das alegações apostas na petição


inicial, visto que desprovidas de amparo fático e legal, tratam-se de meras
alegações aleatórias e genéricas.

Acredita a contestante jamais tenha a real empregadora do reclamante, quer por


intermédio dos seus representantes, quer por seus prepostos, descumprido com
suas obrigações para com o obreiro, uma vez que inexiste nos autos prova do
alegado, caso o reclamante não concorde, cabe à ela a prova de suas alegações,
nos termos dos art. 818 da CLT e 373, I do CPC.

Por corolário, não há falar em condenação ao pagamento das verbas rescisórias


pleiteadas pelo autor e reflexos em todos os pedidos da presente demanda. Não há,
portanto, como falar em pagamento de saldo de salário, 13º salário, férias
acrescidas de 1/3 e aviso-prévio.

DO FGTS E MULTA DE 40%

O reclamante pleiteia a condenação das reclamadas ao pagamento do FGTS,


contudo sem razão.

Ao que tudo indica, a primeira reclamada procedeu corretamente os depósitos do


FGTS, do reclamante, destarte, ressaltando que descabe o pagamento do FGTS
acrescido da multa de 40%.

De qualquer modo, a responsabilidade pelo pagamento e armazenamento das guias


de depósito de FGTS é obrigação do empregador. A contestante jamais realizou
ditos pagamentos como também não teve acesso a tais documentos e, na hipótese
de a primeira reclamada não comparecer em Juízo para oferecer defesa, requer a
ora contestante a intimação do reclamante para que forneça cópia do seu extrato da
conta vinculada; ou, na negativa, o deferimento e expedição de ofício à Caixa

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Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
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Documento assinado pelo Shodo

Econômica Federal visando à obtenção desse documento, para que se possa


chegar à verdade real sobre os fatos.

No entanto, o pedido de diferenças de FGTS deverá ser totalmente rechaçado, uma


vez que exposto de forma genérica o que atrai para o reclamante o ônus da
inexistência dos depósitos de FGTS da contratualidade, conforme o disposto no
artigo 818 da CLT, bem como no art. 373 do CPC, os quais prequestiona.

O extrato da conta vinculada é DOCUMENTO COMUM ÀS PARTES, à medida que


pode ser obtido de forma gratuita junto à Caixa Econômica Federal, mostrando-se,
assim, documento indispensável para a propositura da ação, pois constitui prova do
fato constitutivo do direito pleiteado.

Nessa senda, a jurisprudência do TST corrobora esse entendimento:

(...) DIFERENÇAS DO FGTS. ÔNUS DA PROVA. Hipótese em que o Tribunal


Regional registrou que o autor não comprovara o recolhimento irregular do FGTS.
Tal prova incumbia efetivamente ao reclamante, que deveria evidenciar a
existência de diferenças de FGTS a serem pagas, porquanto fato constitutivo do
seu direito. Entendimento que se traduz na Orientação Jurisprudencial nº 301 da
SBDI-I desta Corte uniformizadora. Recurso de revista não conhecido. (Grifou-se).
Processo: AIRR e RR - 752390/2001.7 Data de Julgamento: 25/06/2008, Relator
Ministro: Lelio Bentes Corrêa, 1ª Turma, Data de Publicação: DJU 01/08/2008.
(...) DIFERENÇAS DE FGTS - ÔNUS DA PROVA Como se pode inferir do
acórdão, o Reclamante não se desincumbiu do seu dever de apontar o período no
qual entendeu ter havido depósito a menor do FGTS. Limitou-se a tecer
considerações genéricas acerca de eventual irregularidade. Assim sendo, razão
não lhe assiste. Inteligência da Orientação Jurisprudencial nº 301 da SBDI-1.
Recurso de Revista parcialmente conhecido e provido. (Grifou-se). Processo: RR -
12968/2002-900-02-00.1 Data de Julgamento: 25/06/2008, Relatora Ministra:
Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, 8ª Turma, Data de Publicação: DJU 01/08/2008.

Dessa forma, tem-se que o autor não comprovou a ausência de depósitos fundiários
na sua conta de FGTS.

Por outro lado, em sendo reconhecida a improcedência total da demanda, e não


havendo que se falar em rescisão indireta, não há valores a serem recolhidos a
título de FGTS sobre os pedidos. De qualquer forma impugna-se os valores contidos
na petição inicial.

Em relação ao FGTS com 40% sobre os pedidos, improcedente o principal, o


acessório seguirá a mesma sorte. Ademais a forma de resolução do contrato laboral
não admite a indenização de 40%.

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Se outro for o entendimento deste Juízo, o que não se acredita, nem espera, o
pagamento direto do FGTS, pleiteado pelo reclamante, encontra óbice nas
disposições contidas no art 26, parágrafo único da Lei 9036/90.

A INDEVIDA INDENIZAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS

Segundo a petição inicial o reclamante não recebeu ressarcimento das despesas


com combustíveis. Em vista disso, pleiteia o pagamento de indenização no mensal
de R$ 200,00.

Razão não assiste ao reclamante.

Conforme já exaustivamente exposto pela contestante, esta não foi empregadora do


autor, não conhece o autor, não sabendo sequer precisar se o autor realmente
utilizava veículo próprio ou da primeira reclamada, razão pela qual todas as
argumentações postas restam impugnadas.

Acredita a contestante que no caso da primeira reclamada obrigar o reclamante a


utilizar veículo, certamente lhe forneceu a devida contraprestação, não havendo falar
pagamento de ressarcimento de combustíveis.

Por cautela, nega-se os argumentos do reclamante, uma vez que o mesmo sequer
efetua qualquer comprovação destes. Gize-se que, a teor do disposto no art. 818 da
CLT e art. 373, I do CPC, cabe ao reclamante a prova de suas alegações. Não
havendo comprovação, deve ser indeferido o pedido.

Sem prejuízo do acima exposto, a reclamada impugna a pretensão indenizatória,


visto que totalmente aleatória e excessiva.

Por tais razões deve ser julgado improcedente os pedidos em tela.

A ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

No caso dos autos não estão preenchidos os requisitos previstos na Lei 5584/70 e
na Lei 1060/50.

Frisa-se que o reclamante não junta qualquer credencial de seu procurador junto a
seu sindicato.

O deferimento dos honorários advocatícios é legalmente condicionado ao


credenciamento do procurador junto ao sindicato representativo da categoria
profissional do reclamante, como prevê o art. 14 da Lei 5584/70:

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Art. 14. Na Justiça do Trabalho, a assistência judiciária a que se refere a Lei


nº 1.060, de 5 de fevereiro de 1950, será prestada pelo Sindicato da
categoria profissional a que pertencer o trabalhador.

Não havendo credencial sindical válida, aplica-se o entendimento consolidado pelo


TST, através da Súmula n.º 219, confirmada pela Súmula 329:
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. HIPÓTESE DE CABIMENTO.
Na Justiça do Trabalho, a condenação ao pagamento de honorários
advocatícios, nunca superiores a 15% (quinze por cento), não decorre pura
e simplesmente da sucumbência, devendo a parte estar assistida por
sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de salário
inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica
que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da
respectiva família.”

No mesmo sentido, a Orientação Jurisprudencial nº 305, da SDI-I, do TST:

HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REQUISITOS. JUSTIÇA DO


TRABALHO. Na Justiça do Trabalho, o deferimento de honorários
advocatícios sujeita-se à constatação da ocorrência concomitante de dois
requisitos: o benefício da justiça gratuita e a assistência por sindicato.

Indevido, dessa forma, o pagamento de honorários advocatícios, bem como a


assistência judiciária gratuita.

JUROS E A CORREÇÃO MONETÁRIA

Diante da total improcedência dos pedidos da inicial são indevidos juros e correção
monetária no caso concreto. Contudo, no caso de eventual e improvável
condenação, o que se admite apenas para argumentar, deverão ser adotados os
seguintes critérios:
Quanto aos juros: a observância da Lei 8177/91, qual seja, juros simples de 1% ao
mês.

Quanto à correção monetária: a observância do disposto no artigo 459 da CLT bem


como da Lei n° 8177/91, ou seja a utilização dos índices do mês subseqüente ao do
vencimento. A reclamada invoca ainda a aplicação do Enunciado de n° 13 do C.
TST, bem como o que dispõe a Orientação Jurisprudencial de n° 124 do C. TST.

DA MULTA PREVISTA NO ARTIGO 477 DA CLT

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Assim, sendo indevido o pagamento das verbas rescisórias, também indevida a


multa do art. 477 da CLT, a qual, de qualquer forma, não poderia ser repassada
subsidiariamente, conforme dispõe a jurisprudência:

MULTA DO § 8º DO ART. 477 DA CLT. COMINAÇÃO DE APLICAÇÃO


RESTRITIVA. A incidência da multa do § 8º do art. 477 da CLT não se
estende ao responsável subsidiário. A interpretação decorre de seu
caráter cominatório, pelo qual a inexecução é de responsabilidade estrita do
2
empregador constituído em mora.

RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA - IMPOSIÇÃO DA MULTA DO


PARÁGRAFO 8º DO ARTIGO 477 DA CLT - NÃO CABIMENTO -
Considera-se inaplicável a responsabilização subsidiária para o
pagamento da multa prevista pelo artigo 477 da CLT, dispositivo de
índole nitidamente punitiva, cuja aplicação deve se limitar àquele que
3
descumpriu o regramento jurídico.

Dessa feita, não se estende a multa ao responsável subsidiário, devendo ser julgado
improcedente o pedido no tópico.

Ainda, crê a contestante tenha a primeira demandada alcançado ao autor suas


verbas rescisórias dentro do prazo estipulado no artigo 477 da CLT.

É pela improcedência dos pedidos.

DA MULTA PREVISTA NO ART. 467 DA CLT

Inexistindo parcelas incontroversas, não há falar na incidência do artigo 467 da CLT.

Por outro lado, invoca-se, oportunamente, a aplicação da Súmula 69 do E. TST, a


qual determina, somente ao empregador, o pagamento das verbas rescisórias na
audiência inaugural, sob pena de acrescê-las com 50% (cinquenta por cento).

No mesmo sentido, transcreve-se a seguinte decisão:

TERCEIRIZAÇÃO. TOMADOR DOS SERVIÇOS. RESPONSABILIDADE.


RESTRIÇÃO. MULTAS PREVISTAS NOS ARTS. 467 E 477 DA CLT.
CARÁTER PERSONALÍSSIMO. IMPOSSIBILIDADE DE
TRANSFERÊNCIA DE RESPONSABILIDADE AO TOMADOR. Muito
embora doutrina e jurisprudência sejam concordes quanto à

2
TRT 12ª R. - RO-V 00860-2004-028-12-00-5 - (07156/2005) - Florianópolis - 3ª T. - Relª Juíza Ligia Maria
Teixeira Gouvêa - J. 02.06.2005 - Fonte: Juris Síntese IOB nº 55 Set-Out/2005
3
TRT 15ª R. - RO 0089-2003-091-15-00-5 - (21527/05) - 12ª C. - Relª Juíza Olga Aida Joaquim Gomieri -
DOESP 13.05.2005 - p. 57

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responsabilização do tomador pelos serviços prestados pelo trabalhador a


ele vinculado por intermédio de empresa terceirizada (Súmula 331/TST),
não se pode transferir a responsabilidade pelo pagamento de parcela
imposta em caráter punitivo ao real empregador inadimplente, porquanto
personalíssima a obrigação e, nesta condição, incapaz de afetar pessoa
diversa da infratora. Este é o caso, portanto, das multas previstas nos arts.
4
467 e 477 da CLT.

Por esta razão, inaplicável o art. 467 da CLT ao tomador de serviços, devendo ser
julgado improcedente o pedido. Bem como indevida sua incidência sobre aviso
prévio proporcional, férias simples e proporcionais acrescidas de 1/3, 13º salário
proporcional e multa de 40% sobre o FGTS.

DO INDEVIDO ADICIONAL DE PERICULOSIDADE

Embora não tenha pedido no que tange ao pagamento do adicional de


periculosidade, ad cautelam, a terceira reclamada contesta expressamente as
alegações da inicial contrárias ao arrazoado desta defesa, principalmente quanto à
alegação de que o reclamante trabalhava exposta à agentes periculosos.

Alega o autor que durante o desempenho de suas funções no contrato com a


primeira Reclamada, desenvolveu atividades em local considerado periculoso,
conforme informado em inicial, com equipamentos de telefonia/telecomunicações da
e nem por analogia tais equipamentos podem ser considerados elétricos.

Além disso, na função de instalador, dificilmente o autor realizou atividades


diretamente em postes de concessionárias de energia elétrica e por este fato não
recebia o referido adicional.

Mesmo que, supostamente, a atividade possa estar sujeita ao risco, não é devido o
adicional, pois não se enquadra naquelas atividades consideradas por lei. Um
exemplo são as atividades de trabalho em altura e espaço confinado, que também
apresentam alto risco, porém, os trabalhadores que a exercem não são passíveis do
adicional de periculosidade.

Tal condição já está bastante pacificado em decisões superiores:

DECISÃO DO T.S.T. “Adicional de Periculosidade. Direito não tem o


empregado se o trabalho por ele executado, embora tido como tecnicamente
perigoso, não é por lei classificado como tal.” (TST, RR 4.692/83, José
Ajuricaba, ac. 2ª T., 3.234/84).

4
TRT 12ª Região, 3ª Turma, p. RO 02052-2006-038-12-00-1 (RO), Relatora Juíza LIGIA MARIA TEIXEIRA
GOUVÊA, p. 20/06/2007

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O RECLAMANTE NÃO REALIZOU ATIVIDADES COM SISTEMAS ELÉTRICOS


DE POTÊNCIA, NEM MESMO DE FORMA EVENTUAL, bem como não estava
sujeito a riscos por qualquer outro agente supostamente periculoso, não fazendo jus,
portanto, ao adicional em tela.

A caracterização da periculosidade depende da subsunção das atividades do


reclamante ao quadro de atividades/área de risco anexo ao Decreto n.º 93.412/86.

Pois bem, segundo o Anexo do Decreto n.º 93.412, as atividades que geram direito à
percepção do adicional de periculosidade são as abaixo destacadas:

“1 – Atividades de Construção, Operação e Manutenção de redes e linhas


aéreas de alta e baixa tensões, integrantes de sistemas elétricos de
potência, energizadas mas com possibilidade de energização acidental ou
por falha operacional, incluindo:
(...) omissis
2 – Atividades de construção, operação e manutenção de redes e linhas
subterrâneas de alta e baixa tensões integrantes de sistemas elétricos de
potência, energizados ou desenergizados, mas com possibilidade de
energização acidental ou por falha operacional:
(...) omissis
3 – Atividades de inspeção, testes, ensaios, calibração, medição e reparos
em equipamentos e materiais elétricos, eletrônicos, eletromecânicos e de
segurança individual e coletiva em sistemas elétricos de potência de alta e
baixa tensão.
4 – Atividades de construção, operação e manutenção nas usinas, unidades
geradoras, subestações e cabines de distribuição em operações,
integrantes de sistemas de potência energizado ou desenergizado com
possibilidade de voltar a funcionar ou energizar-se acidentalmente ou por
falha operacional, incluindo:
(...) omissis
5 – Atividades de treinamento em equipamentos ou instalações
energizadas, ou desenergizadas mas com possibilidade de energização
acidental ou por falha operacional.”

As descrições acima explicitam que somente se pode falar em atividade em área de


risco quando se tratar de trabalho pertinente a Sistema Elétrico de Potência.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabeleceu a definição de


Sistema Elétrico de Potência como sendo “aquele que compreende instalações
para geração, transmissão e/ou distribuição de energia elétrica”, ratificado este
entendimento pela NR-10 do MTE.

Em termos técnicos, as linhas de transmissão elétricas compõem-se dos elementos


de conexão entre a fonte geradora e os sistemas de distribuição da concessionárias
de energia elétrica. Na hipótese dos autos, o reclamante não realizava atividades
em SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA.

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A análise criteriosa das atividades descritas no indigitado Decreto demonstra que as


atividades exercidas pelo obreiro não estão enquadradas dentre aquelas que geram
direito ao adicional de periculosidade, o que desobriga a empresa do pagamento do
adicional.

É importante ressaltar, ainda, que a Lei e o Decreto que fala sobre o assunto tem
caráter restritivo e limitativo, não comportando interpretação ampliativa que pode vir
a dar o julgador. O posicionamento externado na jurisprudência pátria conforta o
exposto, senão vejamos:
“ADICIONAL DE PERICULOSIDADE – SISTEMA ELÉTRICO DE
POTÊNCIA. – As atividades de montagem e aferição de medidores de
energia, fabricados pela reclamada, em bancas energizadas, não
caracterizam operação em sistema elétrico de potência. Não é devido o
adicional de periculosidade ao empregado que, embora trabalhando com
eletricidade, não tem suas funções inseridas nas hipóteses previstas pela
Lei n.° 7.369/85 e pelo Decreto n.° 93.412/86, que a regulamenta. (TRT 4°
Região, RO 567.251/97-7 – Ac. 3ª T., 31.10.2000, Red. Desig. Juiz Juraci
Galvão Júnior) Fonte: Revista LTr. 65-08/989 (Grifo Nosso)

Por fim, esclarecemos que as atividades típicas e próprias da 2ª Reclamada são de


transmissão de sinal de voz, dados e internet e as atividades do Reclamante, se de
fato laborou em instalações e/ou equipamentos da 2ª Reclamada, não poderiam ser
outras se não as envolvidas com equipamentos de telecomunicações e EM
NENHUMA HIPÓTESE realizando qualquer atividade em sistema elétrico de
potência, nem mesmo por analogia.

E mesmo que verdadeiras sejam as alegações de que o Reclamante instalava


equipamentos de telecomunicações nos clientes da 2ª Reclamada, assim o fez livre
de qualquer risco, no que tange ao contato com linha viva em SISTEMAS
ELÉTRICOS DE POTÊNCIA, pois as redes de alta tensão em hipótese alguma
passam próximas aos locais de instalação destes equipamentos e suas atividades
sequer eram realizadas em suas proximidades.

Assim, deve ser julgado improcedente o presente pedido.

O FGTS SOBRE OS PEDIDOS

Em não havendo valores a serem pagos ao autor, não há falar em incidência do


FGTS sobre os pedidos, pois, uma vez ausente o principal, improcedentes os
acessórios.

Ainda, quanto à multa de 40%, não comprova o demandante a dispensa por justa
causa, não fazendo, de qualquer sorte, jus ao acréscimo de 40% referente ao FGTS.

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DA ATUALIZAÇÃO DOS CRÉDITOS TRABALHISTAS PELO IPCA-E

O Tribunal Pleno do TST, no julgamento do ArgInc - 479-60.2011.5.04.0231, em 04


de agosto de 2015, acolheu incidente de inconstitucionalidade para declarar a
inconstitucionalidade por arrastamento da expressão "equivalentes à TRD", contida
no "caput" do artigo 39 da Lei n° 8.177/91 e adotar a técnica de interpretação
conforme a Constituição para o texto remanescente do dispositivo impugnado, a
preservar o direito à atualização monetária dos créditos trabalhistas e, ainda, definir
a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) como fator
de atualização a ser utilizado na tabela de atualização monetária dos débitos
trabalhistas na Justiça do Trabalho, a partir de 30 de junho de 2009.

Entretanto, o Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu


liminar em reclamação constitucional ajuizada pela FEDERAÇÃO NACIONAL DOS
BANCOS (FENABAN) para suspender os efeitos da referida decisão proferida pelo
TST, noticia publicada no sitio eletrônico, conforme se transcreve:

Notícias STF. Quarta-feira, 14 de outubro de 2015. Liminar suspende


decisão do TST sobre correção de débitos trabalhistas
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar
para suspender os efeitos de decisão proferida pelo Tribunal Superior do
Trabalho (TST) que determinou a substituição dos índices de correção
monetária aplicada aos débitos trabalhistas. A decisão do TST, proferida em
agosto deste ano, afastou o uso da Taxa Referencial Diária (TRD) e
determinou a adoção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial
(IPCA-E).
Segundo a liminar do ministro Dias Toffoli, concedida em Reclamação (RCL
22012) ajuizada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a decisão
do TST extrapolou o entendimento fixado pelo STF no julgamento das
Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4357 e 4425, relativas à
sistemática de pagamento de precatórios introduzida pela Emenda
Constitucional (EC) 62/2009. Além disso, a alteração da correção monetária
determinada pela corte trabalhista atingiu não só o caso concreto, mas
todas as execuções em curso na Justiça trabalhista. Isso porque na mesma
decisão o tribunal decidiu oficiar ao Conselho Superior da Justiça do
Trabalho (CSJT) para providenciar a ratificação da “tabela única” da Justiça
do Trabalho.
O relator destacou que a tabela em questão possui caráter normativo geral
e tem o condão de esvaziar a força normativa do artigo 39 da Lei
8.177/1991, na qual foi fixada a TRD para a correção de débitos
trabalhistas. Em análise preliminar do caso, o ministro afirmou que a
posição adotada pelo TST usurpou a competência do STF para decidir,
como última instância, controvérsia com fundamento na Constituição
Federal, uma vez que o referido dispositivo da Lei 8.177/1991 não foi
apreciado pelo Supremo em sede de controle concentrado de

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constitucionalidade ou mesmo submetido à sistemática da repercussão


geral.
Por fim, assinalou que a decisão do Supremo nas ADIs sobre o regime de
precatórios – julgando parcialmente inconstitucional a EC 62/2009 – não
alcançou a hipótese tratada pelo TST, relativa a débitos trabalhistas, mas
tão somente débitos da fazenda pública. “Essa tabela implementa o IPCA-E
como índice de atualização monetária de débitos em hipóteses diversas da
que foi submetida à análise desta Suprema Corte nas ADIs 4357 e 4425 –
dívida da Fazenda Pública no período entre a inscrição do débito em
precatório e seu efetivo pagamento.”
FT/AD (Fonte: TST)

Observa a reclamada que o julgamento das ADI's nº. 4.357 e 4.425 pelo Supremo
Tribunal Federal declara tão somente a inconstitucionalidade do § 12º do artigo 100
da Constituição Federal e, por arrastamento, do artigo 5º da Lei n. 11.960/09, que
deu nova redação ao art. 1°-F da Lei n. 9.494/97.

Logo, permanece inalterado o caput do artigo 39 da Lei n. 8.177 /91, que prevê a
aplicação da TRD para atualização monetária dos débitos trabalhistas.

Ademais, as ações diretas de inconstitucionalidade acima citadas tiveram por objeto


a EC 62/2009, que instituiu o regime especial de pagamento de precatórios, sendo
que os dispositivos tidos por inconstitucionais se referem à Fazenda Pública, e não
às pessoas jurídicas de direito privado, como a reclamada.

Sem prejuízo do exposto acima, muito embora a decisão do STF tenha declarado a
inconstitucionalidade da TR como indexador para correção dos precatórios, nenhum
outro índice foi indicado em substituição, portanto, defende a reclamada a
manutenção dos índices divulgados pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho,
até então, acatado pelo E. Tribunal da 4ª Região.

Situação similar ocorreu quando se reconheceu a inconstitucionalidade do salário


mínimo como base de cálculo do adicional de insalubridade, a partir daquela
oportunidade (edição da Súmula Vinculante nº 4), os julgados mantiveram o salário
mínimo como base de cálculo até o legislador regulamentar nova base.

Diante do exposto, entende a reclamada que enquanto o Legislador não definir o


índice adequado para correção dos débitos trabalhistas há de se utilizar aquele, que
utiliza a TR como indexador, o que desde já se requer sob pena de violação ao art.
5º, II da CF.

DOS VALORES ATRIBUÍDOS AOS PEDIDOS

Impugna-se os valores atribuídos pela demandante aos pedidos, pois aleatórios e


desprovidos de amparo fático.

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A COMPENSAÇÃO

Apenas por cautela e com fundamento no artigo 767 da Consolidação das Leis do
Trabalho, requer a reclamada a compensação/dedução de quaisquer valores já
pagos ou pagos a maior com eventuais créditos da reclamante pela sua
empregadora.

OS DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS E A INDENIZAÇÃO


CORRESPONDENTE

Na eventual hipótese de deferimento de que qualquer valor à autora, o que se


admite apenas por cautela, os descontos previdenciários e fiscais devem ser feitos
sobre o total de eventual valor deferido.

O crédito eventualmente deferido ao reclamante deverá sofrer as competentes


deduções de descontos fiscais e previdenciários, por determinação expressa dos
artigos 114, § 3º, 153, III e 195, II da Lei Magna, 27 da Lei nº 8.212/91, 46, § 2o da
Lei nº 8.541/92, e 43 e 44 da Lei 8.212/91, observando-se, ainda, o Provimento da
CGJT nº 01/96, bem assim a Súmula nº 368 do TST.

Especificamente quanto ao pedido de que a reclamada venha a ser condenada a


arcar com as importâncias correspondentes às contribuições previdenciárias a cargo
do empregado e ao imposto de renda, há de se observar a existência de legislação
específica que regulamenta a matéria, sob pena de afronta ao art. 5º, inciso II, da
Constituição Federal.

É a própria lei quem define os contribuintes a quem se destina a responsabilidade


pelo pagamento de tais tributos, de modo que não há como ser imputada à
empregadora obrigação que se destina, por lei, ao empregado e a quem aufere a
renda.

Descabido, ainda, o pagamento de indenização substitutiva ao valor a ser retido a


título de Imposto de Renda e INSS cota empregado, porquanto a legislação pátria
não contempla a hipótese de indenização pelas retenções fiscais e previdenciárias
resultantes de crédito devido em razão de sentença judicial, não sendo estes ônus
transferíveis à empregadora.

Referido tema encontra-se pacificado na jurisprudência pátria através da Súmula n°


368, itens II e III, do E. TST:

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368. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. COMPETÊNCIA.


RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. FORMA DE CÁLCULO.
II. É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições
previdenciárias e fiscais, resultante de crédito do empregado oriundo de
condenação judicial, devendo incidir, em relação aos descontos fiscais,
sobre o valor total da condenação, referente às parcelas tributáveis,
calculado ao final, nos termos da Lei nº 8.541/1992, art. 46 e Provimento da
CGJT nº 01/96. (ex-OJ nº 32 - Inserida em 14.03.1994 e OJ nº 228 -
Inserida em 20.06.2001)
III. Em se tratando de descontos previdenciários, o critério de apuração
encontra-se disciplinado no art. 276, §4º, do Decreto n º 3.048/99 que
regulamentou a Lei nº 8.212/91 e determina que a contribuição do
empregado, no caso de ações trabalhistas, seja calculada mês a mês,
aplicando-se as alíquotas previstas no art. 198, observado o limite máximo
do salário de contribuição.” (ex-OJ nº 32 - Inserida em 14.03.1994 e OJ 228
- Inserida em 20.06.2001).

Nesse sentido:

DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS. INDENIZAÇÃO POR


PERDAS E DANOS. Os\ descontos previdenciários e fiscais têm
previsão legal expressa, devendo a autorização dos descontos
previdenciários e fiscais ser procedida pelo Juízo até mesmo de ofício,
não se verificando a ocorrência de perdas e danos, pela obrigação
legal de recolher tributos ou contribuições previdenciárias. [grifamos]
(RO 0003400-82.2009.5.04.0741, TRT4, 5ª Turma, Relator: LEONARDO
MEURER BRASIL, Data: 04/05/2010)

E no corpo do acórdão:

DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS. INDENIZAÇÃO POR


PERDAS E DANOS.
Sustenta o reclamante que a recorrida deve responder pelos encargos
fiscais e previdenciários decorrentes da presente demanda, pois seu valor
final decorre exclusivamente de sua mora.
Analisa-se.
Os descontos previdenciários e fiscais, além de encontrarem respaldo
nos Provimentos nºs 02/93 e 01/96 da Corregedoria Geral da Justiça do
Trabalho, têm previsão legal expressa na Lei nº 8.620/93 e na Lei nº
8.541/92, respectivamente. A autorização dos descontos
previdenciários e fiscais deve ser procedida pelo Juízo até mesmo "ex-
officio", já que decorrente de imperativo legal. Assim, não se verifica a
ocorrência de perdas e danos equivalentes aos descontos em questão.
Ademais, o momento oportuno para efetuar os descontos previdenciários é
quando do pagamento. Quanto aos descontos fiscais, o prejuízo também
não é evidente, na medida em que eventual tributação a maior pode ser
restituída, quando da declaração de ajuste anual do imposto de renda.
[grifamos]

No mesmo sentido:

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RECOLHIMENTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS E INDENIZAÇÃO


POR PERDAS E DANOS
Insurge-se o reclamante contra a decisão da origem que autorizou os
descontos previdenciários e fiscais e indeferiu o pedido de indenização por
perdas e danos decorrentes destas deduções. Alega que a reclamada deve
responder por todos os encargos fiscais e previdenciários decorrentes da
presente demanda, uma vez que é a única culpada pela falta de
recolhimentos nas épocas próprias, sob pena de beneficiar-se o infrator da
lei. Especificamente com relação à indenização por perdas e danos, caso
mantida a autorização para os descontos previdenciários e fiscais, pretende
a condenação da reclamada ao seu pagamento em valor equivalente ao dos
valores descontados, com base no art. 186 do CC, uma vez que, se
tivessem sido recolhidos os valores nas épocas próprias, incidiriam
percentuais bem inferiores.
Ao exame.
Os descontos em tela decorrem de expressas disposições legais (os
fiscais do que dispõe o art. 46 da Lei 8.541/92 e os previdenciários do
disposto nos arts. 43 e 44 da Lei 8.212/91, com a redação dada pela Lei
8.620/93), sendo, a matéria, ainda, objeto da Consolidação dos
Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, da Súmula
nº 368 do C. TST e das Súmulas nº 25 (DESCONTOS
PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. São cabíveis, independentemente de sua
previsão no título judicial, resguardada a coisa julgada.), nº 26
(DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. BASE DE CÁLCULO. Os descontos
previdenciários apuram-se mês a mês, incidindo sobre o valor histórico
sujeito à contribuição, excluídos os juros de mora, respeitado o limite
máximo mensal do salário-de-contribuição, observadas as alíquotas
previstas em lei e os valores já recolhidos, atualizando-se o valor ainda
devido.) e nº 27 deste Regional, que adotamos (DESCONTOS FISCAIS.
BASE DE CÁLCULO. Os descontos fiscais incidem, quando do pagamento,
sobre o valor total tributável, monetariamente atualizado, acrescido dos
juros de mora.).
Além disso, tratando-se de matéria de ordem pública e de natureza
cogente e considerando-se que o reclamante é o segurado da
Previdência Social sendo, portanto, o devedor das contribuições a ela
devidas, e o proprietário da renda tributada, não há como atribuir-se a
responsabilidade pelo pagamento das contribuições devidas à
Previdência Social e ao fisco exclusivamente ao empregador,
mantendo-se a autorização para a realização dos descontos fiscais e
previdenciários incidentes sobre a condenação.
Incabível, ainda, a indenização postulada a título de responsabilização
pelas perdas e danos decorrentes das retenções a título de imposto de
renda e contribuições previdenciárias. As contribuições à Seguridade
Social e o Imposto de Renda, a ser retido pela fonte pagadora, decorrem de
lei, sendo matéria de ordem pública. A obrigatoriedade de recolhimento
decorre da previsão legal existente e do disposto pelo artigo 5º, inciso
II, da Constituição Federal, sendo os reclamados tão-somente
responsáveis pela retenção e recolhimento das parcelas devidas ao
Fisco e ao Seguro Social, não havendo amparo legal para impor a
condenação indenizatória ao empregador, porquanto vige no ordenamento

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jurídico brasileiro o princípio da legalidade, inserto no inciso II do art. 5º da


Magna Carta, que restaria ferido se houvesse a condenação da reclamada.
Nesse sentido a OJ nº 363 da SDI-I do C. TST (“DESCONTOS
PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. CONDENAÇÃO DO EMPREGADOR EM
RAZÃO DO INADIMPLEMENTO DE VERBAS REMUNERATÓRIAS.
RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO PELO PAGAMENTO.
ABRANGÊNCIA. A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições
social e fiscal, resultante de condenação judicial referente a verbas
remuneratórias, é do empregador e incide sobre o total da condenação.
Contudo, a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas
remuneratórias não exime a responsabilidade do empregado pelos
pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária
que recaia sobre sua quota-parte.”)
Sentença mantida. [grifamos] (RO 0117300-47.2008.5.04.0751, TRT4, 4ª
Turma, Relator: HUGO CARLOS SCHEUERMANN, Data: 03/12/2009)

RECURSO DE REVISTA. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS.


RECOLHIMENTO. RESPONSABILIDADE. Nos termos da Orientação
Jurisprudencial 363 da SBDI-1 do TST, - a responsabilidade pelo
recolhimento das contribuições social e fiscal, resultante de condenação
judicial referente a verbas remuneratórias, é do empregador e incide sobre o
total da condenação. Contudo, a culpa do empregador pelo inadimplemento
das verbas remuneratórias não exime a responsabilidade do empregado
pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição
previdenciária que recaia sobre sua quota-parte - . Recurso de revista
conhecido e provido. (TST - RR: 302008120075010069 30200-
81.2007.5.01.0069, Relator: Delaíde Miranda Arantes, Data de Julgamento:
06/11/2013, 7ª Turma, Data de Publicação: DEJT 14/11/2013)

Desse modo, diante dos expressos termos legais, impende que este MM. Juízo
determine tais descontos, sem que seja imputada qualquer responsabilidade à
empregadora pelos tributos a cargo exclusivamente do empregado. Rejeitem-se,
portanto, os pedidos.

DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS

A remota hipótese de deferimento de qualquer quantia ao autor, o que se admite


apenas por amor ao debate, requer seja autorizada, em sentença, a proceder nos
descontos previdenciários e fiscais cabíveis sobre a totalidade da condenação, pois
há expressa determinação legal nesse sentido (art. 43 e 44 da Lei 8212/91 e art. 12
da Lei 7713/88) e porque os Provimentos n.º da CGJT assim o determinam.
Também nesse sentido é o entendimento consubstanciado na Súmula 228 da SDI 1
do TST.

NOTIFICAÇÕES

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Requer, sejam todas as intimações, notificações, comunicações, pedidos de


esclarecimentos ou informações, efetuados EXCLUSIVAMENTE em nome do
advogado RENATA PEREIRA ZANARDI, OAB/RS 33.819 com endereço na rua
Quintino Bocaiúva, 1091, CEP 90.440-051, Porto Alegre, RS tel. 51.32273455, fax:
51.32273833, SOB PENA DE NULIDADE.

REQUERIMENTOS

A contestante requer seja julgada improcedente a presente ação, nos termos


supra contestados, com a condenação do reclamante em custas e emolumentos
processuais.

Por cautela, caso haja condenação, requer sejam autorizados os descontos devidos
a título de Imposto de Renda e Contribuição Previdenciária.

Requer, por fim, o depoimento pessoal do reclamante e a produção de todos os


meios de prova em Direito admitidos.

P. Deferimento.

Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2018.

Renata Pereira Zanardi Kleber Ramos Felix


OAB/RS 33.819 OAB/RS 70.184

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Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 198

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CARTA DE PREPOSTO

CLARO S/A., atual denominação de BCP S/A., sucessora por incorporação de TELET
S.A., com filial na Rua Gilberto Laste, n.º 52, na cidade de Porto Alegre - RS, inscrita no
CNPJ sob o n.º 40.432.544/0101-00, doravante denominada CLARO, por seu
representante, abaixo assinado, na forma de seu Estatuto Social, nomeia e constitui, na
qualidade de Preposto, com poderes para transigir, Hermano Felipe G. Pereira, com
endereço profissional à Rua Gilberto Laste, 52, Bairro Santa Teresa, Porto Alegre, RS,
para, na forma da legislação, isoladamente e independentemente da forma de
nomeação, acompanhar, em nome da outorgante, processos junto a Comarca do
Estado do Rio Grande do Sul.

Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2018.

Rua Gilberto Laste, 52


90850-300, Porto Alegre, RS

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. d3b8749 - Pág. 1
Número do documento: 18021912474545900000048784994
Data de Juntada: 19/02/2018 12:48
Fls.: 199

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EXMO. SENHOR JUIZ DO TRABALHO


04ª VARA DO TRABALHO
PASSO FUNDO – RS

PROCESSO N.º 0021579-23.2017.5.04.0664

CLARO S/A, por sua procuradora firmatária, nos autos da


Reclamatória Trabalhista proposta por LEONARDO SOUZA em,
perante V.Exa., apresentar quesitos à perícia de periculosidade,
protestando, desde logo, pela apresentação de quesitos
complementares.

Por oportuno, indica como Assistente Técnico Paulo Cesar Borsatto Ferreira,
Engenheiro de Segurança do Trabalho – CAU/BR:A90056-7, Tel.: (11) 2121-
2685 / e-mail: borsato@embratel.com.br, endereço profissional Rua dos Ingleses
nº 600/térreo-Bela Vista - São Paulo/SP-CEP.: 01.329-940; Patrício Jose de
Lacerda, Técnico de Segurança do Trabalho – MTE RS/00988-1, Tel.: (51)
9228- 1191 / e-mail: patricio.lacerda@net.com.br, endereço profissional Rua
Silveiro 11- Morro Santa Teresa – Porto Alegre/RS-CEP.: 90850-000; e Milton
Roberto Moraes, Técnico de Segurança do Trabalho – M T E RS/000043.4,
Tel.: (51) 9101-8100 / e-mail: milton.moraes@claro.com.br, endereço profissional
Rua Gilberto Laste nº 52- Santa Teresa – Porto Alegre/RS-CEP.: 90850-300

Outrossim, requer, sejam todas as intimações, notificações, comunicações,


pedidos de esclarecimentos ou informações, efetuados EXCLUSIVAMENTE em
nome da advogada RENATA PEREIRA ZANARDI, OAB/RS 33.819 com
endereço na rua Quintino Bocaiúva, 1091, CEP 90.440-051, Porto Alegre, RS tel.
51.32273455, fax: 51.32273833, SOB PENA DE NULIDADE.

Nesses Termos,
Pede Deferimento,

Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2018.

Renata Pereira Zanardi


OAB/RS 33.819

Kleber Ramos Felix


OAB/RS 70.184

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. dd26271 - Pág. 1
Número do documento: 18021912543002700000048785378
Data de Juntada: 19/02/2018 12:55
Fls.: 200

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PROCESSO Nº: 0021579-23.2017.5.04.0664

RECLAMANTE: LEONARDO SOUZA

RECLAMADA: CLARO S/A

QUESITOS À PERÍCIA TÉCNICA DE PERICULOSIDADE

Apresentamos abaixo a proposta de quesitos:

1. Foi notificado o Assistente Técnico das Reclamadas com a devida


antecedência a respeito da data, hora e local de realização da vistoria, nos
termos do art. 466 do CPC?

2. Houve a liberdade de manifestação facultada às partes no decorrer da


vistoria, observando assim o Princípio Constitucional do Contraditório e da Ampla
Defesa, facultando a possibilidade de efetuar a mais completa defesa quanto à
imputação que lhe foi realizada?

3. Descreva o ilustre Expert, todas as funções desempenhadas pelo


reclamante, como também o seu ciclo de atividades e os lapsos temporais
gastos na realização de cada uma delas.

4. Descreva os locais onde o autor desenvolveu seu trabalho de forma


habitual e contínua, bem como as condições em que o reclamante era
submetido, discriminando o período em cada prédio. Detalhar.

5. Considerando que as atividades do Reclamante eram de “Técnico”,


conforme descrito em inicial, queira o Sr. Perito informar se no desempenho de
sua função, o Reclamante estava exposto a algum agente insalubre nas
condições definidas pela Portaria 3.214/78 – NR-15 – Atividades e Operações
Insalubres, do MTE. Caso afirmativo informar:
a) O(s) agente(s) insalubre(s);
b) Caso seja um agente com limite de tolerância estabelecido pela NR 15,
informar o valor encontrado e o tempo em que o Reclamante ficava exposto;

6. Queira o Sr. Perito esclarecer as diferenças entre sistemas de


telecomunicações / TV por assinatura e sistemas de transmissão e distribuição
elétrica;

7. Tendo em vista o que prescrevem a Lei 7.369 / 85 e Decreto 93.412 / 86,


queira o Sr. Perito esclarecer: Qual a definição de condições de Periculosidade,
dentro do conceito legal?

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. dd26271 - Pág. 2
Número do documento: 18021912543002700000048785378
Data de Juntada: 19/02/2018 12:55
Fls.: 201

Documento assinado pelo Shodo

8. Queira o Sr. Perito informar (transcrever) a definição de "Sistema Elétrico


de Potência("SEP"), contida no item "26" do "Glossário" da Norma
Regulamentadora nº 10 (NR-10), do Ministério do Trabalho (MTb);
A partir da definição de “Sistema Elétrico de Potência (SEP)”, descrita na NBR
5460 e transcrita a seguir:
“.3613 - SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA - Em sentido amplo, é o
conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração,
transmissão e distribuição de energia elétrica.
3.613.2 Em sentido restrito, é um conjunto definido de linhas e subestações que
assegura a transmissão e/ou a distribuição de energia elétrica, cujos limites são
definidos por meio de critérios apropriados, tais como, localização geográfica,
concessionário, tensão, etc.
3342 – GERAÇÃO - Conversão de uma forma qualquer de energia em energia
elétrica.
3742 – TRANSMISSÃO - Transporte de energia elétrica caracterizado pelo valor
nominal da tensão entre a subestação elevadora e a subestação abaixadora ou
entre subestações que fazem a interligação de sistemas elétricos.
3225- DISTRIBUIÇÃO - Transferência de energia elétrica para os consumidores
a partir dos pontos onde se considera terminada a transmissão, até a medição
da energia, inclusive”, queira o Sr. Perito informar se os fios e cabos de telefonia
e televisão de telecomunicações envolvidos no trabalho do Reclamante
pertencem ao Sistema Elétrico de Potência?

9. Queira o Sr. Perito informar se na função desempenhada pelo


Reclamante na 1ª Reclamada, o mesmo realizava qualquer das atividades
relacionadas no quadro de atividades/área de risco estampado no Decreto nº
93.412/86 ou no Anexo 4 da NR-16 aprovado M T E noº 1.078 de 16/7/2014?

10. Queira o Sr. Perito informar, quais são os fundamentos técnico-legais


usados para se chegar à conclusão?

Solicitamos, ainda, que o Sr. Perito ao responder os quesitos formulados


transcreva as perguntas na íntegra, de forma propiciar o correto entendimento,
evitando resposta como “vide corpo do laudo” ou “vide item x, y, z”.

Protesta pela apresentação de quesitos complementares.

Nesses Termos,
Pede Deferimento,

Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2018.

Kleber Ramos Felix


OAB/RS 70.184

Renata Pereira Zanardi


OAB/RS 33.819

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: RENATA PEREIRA ZANARDI


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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. dd26271 - Pág. 3
Número do documento: 18021912543002700000048785378
Data de Juntada: 19/02/2018 12:55
Fls.: 202

Segue em anexo contestação e documentos.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LIDIANE GRACIOLLI


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18021913150120900000048786655
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 7a57671 - Pág. 1
Número do documento: 18021913150120900000048786655
Data de Juntada: 19/02/2018 13:16
Fls.: 203

Baldo, Graciolli & Heckler Advogados Associados – OAB/RS 4.891


AO EXMO SR. JUIZ FEDERAL DA 4ª VARA DO TRABALHO DA
CIRCUNSCRIÇÃO JUDICIÁRIA DE PASSO FUNDO/RS

Processo n.º: 0021579-23.2017.5.04.0664

Sultec Telecomunicações LTDA-ME, parte reclamada já


qualificada nos autos do processo em epígrafe, vêm,
respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, por
intermédio de seus procuradores signatários, estabelecidos
profissionalmente na Rua Tiradentes, n. 978, sala 01, centro,
nesta cidade de Passo Fundo/RS, apresentar

CONTESTAÇÃO

na reclamatória trabalhista movida por Leonardo Souza,


também já qualificado, nos termos do art. 845 da CLT c/c o art.
300 do CPC, consoante razões que passa a expor:

DA REALIDADE DOS FATOS

1. Alega o reclamante que foi contratado pela primeira reclamada em


04/05/2016 para trabalhar na função de instalador de aparelhos telefônicos. Contrato
de trabalho que se estendeu até 03/05/2017, quando foi demitido sem justa causa.
Sustenta que a segunda reclamada foi beneficiada de forma indireta pelo labor
prestado à primeira reclamada, razão pela qual deve responder de forma subsidiária
pelas obrigações trabalhistas.
2. O reclamante alega que recebia salário extrafolha, laborava em
extensas jornadas sem receber corretamente as horas extras, intervalos intrajornada
e o reflexo nas verbas que integram a base de cálculo. Postula também o reembolso
dos gastos com combustível do veículo da empresa que conduzia, gratuidade da
justiça e honorários advocatícios.

1
Rua Tiradentes, 978, sala 01, Ed. Tarumã. Bairro Centro – Cep 99010-260 – Passo Fundo/RS
www.baldoadvogados.adv.br – E-mail: baldo@baldoadvogados.adv.br
(54) 3314 5510

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LIDIANE GRACIOLLI


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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. f001e34 - Pág. 1
Número do documento: 18021913161045200000048786656
Data de Juntada: 19/02/2018 13:16
Fls.: 204

Baldo, Graciolli & Heckler Advogados Associados – OAB/RS 4.891


3. No entanto, as pretensões do reclamante não estão em conformidade
com a realidade dos fatos, nem com as normas legais, consoante se passará a
demonstrar e provar.

I. DAS PRELIMINARES

I. Da inépcia da inicial

1. Nos pedidos de item “c” e “f” da exordial o reclamante requer a


condenação da reclamada ao pagamento de reflexo nas “verbas rescisórias constantes
nos campos 50, 53, 63, 65, 68 e 95, do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho”.
2. Todavia, em momento algum da petição inicial é apontado quais seriam
as verbas correspondestes aos códigos 53, 65 e 68, já que nada consta no TRCT
(vide ID. 6a5a485 - Pág. 1), onde estão descritos apenas os códigos 50, 54 e 63.
Logo, o pedido se mostra abstrato e genérico, sendo impossível para a reclamada
formular qualquer devesa a respeito.
3. Isto posto, requer a extinção sem resolução de mérito dos pedidos dos
itens “c” e “f”, nos termos do art. 485, IV, do CPC/15.

DO DIREITO

I. Da responsabilidade subsidiária da segunda reclamada

1. Sustenta o reclamante ter sido contratado pela primeira reclamada para


exercer a função de instalador de aparelhos telefônicos, internet e televisão à cabo.
Postula a condenação subsidiária da segunda reclamada (Claro S.A.), em virtude
desta se beneficiar indiretamente do labor, já que é provedora do serviço.
2. Entretanto, o caso em voga não se enquadra no âmbito de
aplicabilidade da Súmula n. 331, do TST, haja vista não ser caso de terceirização da
prestação de mão de obra. Vejamos o que dispões este enunciado:

SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE


I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal,
formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no
caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974).
II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta,

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. f001e34 - Pág. 2
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não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública
direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988).
III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de
serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e
limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do
tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.
IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do
empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços
quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação
processual e conste também do título executivo judicial.
V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta
respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso
evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei
n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das
obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora.
A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das
obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas
as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação
laboral. (grifo nosso)

3. O texto sumular é claro e inequívoco ao afastar sua aplicabilidade


quando se tratar de terceirização de serviços especializados ligados à atividade-
meio do tomador, tal como ocorre neste caso. A segunda reclamada é fornecedora
do SERVIÇO de telefonia, internet e televisão à cabo, ou seja, apenas disponibiliza o
sinal ao cliente, sendo que a instalação das linhas e pontos caracteriza-se como
atividade-meio altamente especializada, razão pela qual contrata a primeira
reclamada para realizar a instalação.
4. Aliás, há expressa autorização legal possibilitando a terceirização dos
serviços de instalação nos serviços de telecomunicação nos termos da Lei nº
9.472/1997, a qual “Dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações, a
criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos institucionais, nos termos
da Emenda Constitucional nº 8, de 1995”, in verbis:

Art. 94. No cumprimento de seus deveres, a concessionária poderá,


observadas as condições e limites estabelecidos pela Agência:
I - empregar, na execução dos serviços, equipamentos e infra-estrutura que
não lhe pertençam;
II - contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes,
acessórias ou complementares ao serviço, bem como a implementação de
projetos associados. (grifo nosso)

5. Ademais, o reclamante sequer sustenta subordinação direita e imediata


da segunda reclamada, o que é verdade, já que foi contratado, remunerado,
subordinado e vinculado tão somente à primeira reclamada.
6. Isto posto, o presente contrato de trabalho deve ser discutido
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exclusivamente entre o reclamante e a reclamada, únicas partes interessadas,
excluindo-se a segunda reclamada, por não integrar, ainda que indiretamente, essa
relação.

II. Do contrato de trabalho e da remuneração

1. Aduz o reclamante que seu contrato de trabalho teve início em


04/05/2016, sendo contratado pela primeira reclamada para trabalhar nas
instalações de telefone, internet e televisão à cabo prestados pelo segundo
reclamado, tendo seu contrato rescindido sem justa causa em 03/05/2017. Alega
ainda ter recebido como última remuneração o valor de R$ 1.530,00 (mil quinhentos
e trinta reais), acrescido de salário extrafolha em torno de R$ 400,00.
2. Não obstante, o reclamante falta maliciosamente com a verdade, já que
sempre foi corretamente remunerado durante toda a contratualidade, recebendo a
verba salarial integralmente no contracheque, devidamente discriminadas e
individualizadas, os quais inclusive foram assinados e datados por aquele.
3. Quando da admissão as partes firmaram contrato de trabalho por
escrito onde pactuaram precisamente o salário ajustado, justamente no valor de R$
1.530,00 (mil quinhentos e trinta reais), o que foi devidamente anotado na CTPS:

4. Assim, é falaciosa a suposição do reclamante de que recebia salário


extrafolha, já que recebia remuneração fixa no valor discriminado no contracheque,
a qual sempre foi corretamente paga. O que o reclamante recebia e poderia
entender como extrafolha nada mais era do que seu próprio salário, que era
acrescido das vantagens legais, tais como adicional de periculosidade, no valor de
R$ 459,00, eventualmente pago com vales ou adiantamentos.
5. Com relação à veracidade das anotações constante na CTPS do
empregado afirmada no art. 456 da CLT1, o TST já consolidou jurisprudência no
sentido de que elas têm presunção de veracidade, não podendo ser

1
Art. 456. A prova do contrato individual do trabalho será feita pelas anotações constantes da
carteira profissional ou por instrumento escrito e suprida por todos os meios permitidos em direito.
(grifo nosso).
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desconsideradas sem prova concreta de sua inexatidão. Neste sentido é o teor da
Súmula 12 do TST:

SÚMULA-12 CARTEIRA PROFISSIONAL


As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não
geram presunção "juris et de jure", mas apenas "juris tantum".

6. Desta forma, para que haja a desconsideração do valor salarial inscrito


na CTPS do reclamante, este deverá apresentar prova idônea e concreta do fato
alegado na exordial, onde somente quando não existirem mais quaisquer dúvidas
acerca da dissonância entre o valor do salário anotado e o alegado, dever-se-á
desconstituir a presunção que milita a favor da reclamada.
7. Não resta dúvida de que o reclamante tenta distorcer os fatos para
buscar enriquecimento sem justa causa com a presente ação, pois sempre recebeu
corretamente sua remuneração, não havendo, portanto, nenhuma diferença
pendente.
8. Isto posto, deverá ser julgado totalmente improcedente o presente
pedido de incorporação de valores ao salário, pelas razões expostas. Improcedente
o principal, igualmente são indevidas as verbas reflexas, em especial as diferenças
do FGTS e multa fundiária, férias, 13º salário, RSR, horas extras, adicional de
periculosidade.
9. De qualquer sorte, ainda que viesse a proceder a reclamação do
reclamante, não deverá haver reflexo em “95 auxílio alimentação”, já que trata-se de
verba indenizatória, definida em valor fixo definido em norma coletiva, sem qualquer
vinculação com o salário.

III. Da jornada de trabalho

1. Aduz o reclamante que realizava sua jornada de trabalho de forma


muito mais elástica que a autorizada em lei, inclusive laborando aos domingos em
uma oportunidade por mês e em feriados.
2. Entretanto, completamente falaciosos os horários informados pelo
reclamante em sua exordial, por não representarem a realidade fática vivenciada no
pacto de trabalho, assim como pela incompatibilidade comercial da sua execução.
Segundo se pode extrair dos cartões ponto em anexo o reclamante sempre teve
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seus horários de trabalho devidamente registrados, que se encontram corretamente
preenchidos e assinados, inclusive com anotação de horas extras ou horas falta
quando existentes.
3. Consoante se pode verificar, o reclamante trabalhava de segunda-feira
a sábado, das 8h às 12h e das 14h às 17h20min, na média de 7h20min diárias e
44h semanais, nunca tendo laborado aos domingos ou feriados como informa,
inexistindo, portanto, horas extras inadimplidas.
4. Cabe informar que o reclamante normalmente terminava as instalações
dos aparelhos ou manutenções por volta das 16h/16h30min, em face dos
agendamentos de serviços serem programados para não extrapolar a jornada de
trabalho, retornando e permanecendo na empresa na empresa à disposição até a
hora da saída, quando registrava o ponto e retornava para casa. Assim, não havia
extrapolação da jornada de trabalho, porque raramente haviam chamadas de
instalações/manutenção de urgência após o horário acima informado e mesmo
quando ocorriam, era repassada ao funcionário livre mais próximo o que permitia
encerrar o serviço antes do término do horário normal.
5. Frente a isso, não há que se falar em prestação de jornada
extraordinária, muito menos em diferença em horas extras, já que inexistem registros
extraordinários inadimplidos. Aliás, o reclamante sequer se presta a identificar os
períodos e horários que teria realizado as referidas horas extraordinárias e qual a
diferença pretendida.
6. Isto posto, por serem indevidas as horas extras, os pedidos de
reconhecimento e pagamento das mesmas e de seus reflexos sobre as demais
verbas que integra a base de cálculo devem ser julgados improcedentes.
7. Subsidiariamente, caso Vossa Excelência entenda pela existência de
labor extraordinário, o mesmo deve se limitar aos horários constantes nos cartões
ponto, bem como ser aplicado o adicional constitucional de 50%, já que inaplicável
regra mais vantajosa ao caso.
8. Outrossim, deve-se levar em consideração a possibilidade e a validade
da compensação de horários, acordável inclusive tacitamente entre o empregado e o
empregador, nos termos do art. 59, § 3º da CLT, especialmente porque o reclamante
gozou efetivamente das folgas concedidas, não podendo se beneficiar de sua

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própria torpeza. A jurisprudência do TRT-4 se manifesta em sentido afirmativo, com
base na Súmula 85, III, do TST2, da seguinte forma:

HORAS EXTRAS. COMPENSAÇÃO HORÁRIA. ACORDO TÁCITO. Hipótese


em que se conclui estar tacitamente pactuada a compensação horária, atraindo a
incidência do entendimento jurisprudencial assente na Súmula 85, III, do
TST. (Acórdão do processo 0105500-33.2009.5.04.0251 (RO). Redator: JOÃO
HISLENI FILHO. Participam: RICARDO CARVALHO FRAGA, FLÁVIA LORENA
PACHECO. Data: 30/03/2011)

9. Ainda, deverá ser levado em consideração o limite de tolerância na


marcação do cartão ponto previsto no art. 58, 1º da CLT e confirmado pela Súmula
n. 366 do TST, onde serão desconsideradas as variações de horários nos cartão
ponto não excedentes a cinco minutos, no limite de dez minutos diários 3.
10. Por fim, deve ser excluído do cálculo os dias em que o reclamante
faltou ao serviço, esteve em gozo de benefício previdenciário, apresentou atestado
médico ou não tenha comprovado a prestação de jornada extraordinária de forma
concreta.

IV. Do intervalo intrajornada

1. Alega o reclamante que não fazia o intervalo mínimo de uma hora


intrajornada determinado pela lei. Tal alegação não merece prosperar, haja vista que
o próprio cartão ponto demonstra que o reclamante fazia até mesmo mais de uma
hora diária de intervalo intrajornada, gozando de até duas horas de alimentação e
descanso.
2. Diante disso, requer a improcedência dos pedidos de pagamento dos
intervalos intrajornadas, por sempre terem sido corretamente concedidos, assim
como dos reflexos pretendidos.

2
“SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA. […] III. O mero não atendimento das exigências legais
para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a
repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada
máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional.”
3
“SUM-366 CARTÃO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE ANTECEDEM E
SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO
Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do
registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos
diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder
a jornada normal.”
7
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3. Subsidiariamente, em respeito ao princípio da eventualidade, eventual
condenação deverá respeitar a tolerância de marcação nos cartões ponto, prevista
no art. 58, 1º da CLT e na súmula n. 366 do TST, bem como deve se limitar ao
pagamento do período faltante para se completar o intervalo mínimo de uma hora,
nos termos do § 4º do art. 71 da CLT4.
4. Ainda, deve ser excluído do cálculo os dias em que o reclamante faltou
ao serviço, esteve em gozo de benefício previdenciário, apresentou atestado médico
ou não tenha comprovado a extrapolação do horário.

V. Das diferenças de D.S.R.

1. Com relação ao pedido de pagamento do D.S.R., há de se destacar


que esta verba encontra-se corretamente adimplida dentro do salário mensalmente
pago, vez que a remuneração paga ao reclamante é fixa e não variável, a qual
pressupõe o pagamento do D.S.R., nos termos do art. 7º, § 2º, da Lei n. 605/49 5.
2. Ademais, ratificando as informações supra, o reclamante nunca
trabalhou aos domingos ou feriados, segundo comprovam os cartões ponto em
anexo, não fazendo jus a qualquer diferença nesta verba.
3. Outrossim, deve-se levar em consideração a possibilidade e a validade
da compensação de horários que pode ser acordado tacitamente entre o reclamante
e reclamada, especialmente porque o reclamante gozou efetivamente das folgas
concedidas, não podendo se beneficiar de sua própria torpeza. A jurisprudência do
TRT-4 se manifesta em sentido afirmativo, com base na Súmula 85, III, do TST 6, da
seguinte forma:

HORAS EXTRAS. COMPENSAÇÃO HORÁRIA. ACORDO TÁCITO. Hipótese


em que se conclui estar tacitamente pactuada a compensação horária, atraindo a
incidência do entendimento jurisprudencial assente na Súmula 85, III, do

4 o
Art. 71 […] § 4 A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para
repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza
indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o
valor da remuneração da hora normal de trabalho.
5
“Art. 7º. A remuneração do repouso semanal corresponderá: […] § 2º Consideram-se já
remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista cujo cálculo
de salário mensal ou quinzenal, ou cujos descontos por falta sejam efetuados na base do número de
dias do mês ou de 30 (trinta) e 15 (quinze) diárias, respectivamente.” (grifo nosso)
6
“SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA. […] III. O mero não atendimento das exigências legais
para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a
repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada
máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional.”
8
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TST. (Acórdão do processo 0105500-33.2009.5.04.0251 (RO). Redator: JOÃO
HISLENI FILHO. Participam: RICARDO CARVALHO FRAGA, FLÁVIA LORENA
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4. Em razão do exposto, protesta pela improcedência do pedido


impugnado, vez que o D.S.R. foi corretamente adimplido.
5. Subsidiariamente, em respeito ao Princípio da Eventualidade o qual
norteia o ato de defesa, ainda que procedesse a sustentação do reclamante, deve
ser julgado improcedente o pedido de reflexo do D.S.R., proveniente do reflexo das
horas extras, em “férias com 1/3, 13º salário, nas verbas rescisórias constantes nos campos
63, 65, 68, 71, 84 e 95.2 do Termo de Rescisão do contrato de Trabalho, e no FGTS”, por se
caracterizar em bis in idem, ou seja, reflexo dos reflexos.
6. Nesse sentido, é o posicionamento sedimentado no TST através da OJ
394 da SDI-1 e da Súmula n. 64 do TRT-4:

OJ-SDI1-394. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO - RSR. INTEGRAÇÃO DAS


HORAS EXTRAS. NÃO REPERCUSSÃO NO CÁLCULO DAS FÉRIAS, DO
DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO, DO AVISO PRÉVIO E DOS DEPÓSITOS DO
FGTS.
A majoração do valor do repouso semanal remunerado, em razão da integração das
horas extras habitualmente prestadas, não repercute no cálculo das férias, da
gratificação natalina, do aviso prévio e do FGTS, sob pena de caracterização de
“bis in idem”. (grifo nosso)

SÚMULA Nº 64 - REFLEXOS DE HORAS EXTRAS EM REPOUSOS SEMANAIS


REMUNERADOS E FERIADOS. AUMENTO DA MÉDIA REMUNERATÓRIA.
O aumento do valor dos repousos semanais remunerados e feriados, decorrente da
integração de horas extras habituais, não repercute no cálculo de outras parcelas
que têm como base a remuneração mensal. (grifo nosso)

7. Isto posto, protesta-se pela total improcedência dos pedidos do


reclamante, pelos motivos expostos.

VI. Do reembolso com as despesas com veículo

1. Alega, inicialmente, o reclamante que “usava veiculo da Reclamad. (sic) e


não recebeu o valor com combustível”. Após sustenta que junta recibos de combustível
“que provam o uso do carro próprio”. Veja Excelência que o reclamante novamente age
com clara má-fé, vez que sequer informa precisamente a propriedade do veículo que
utilizava para trabalhar no intuito de levá-lo a erro.

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2. O veículo sempre foi fornecido pela reclamada! Em momento algum do
contrato o reclamante utilizou-se do veículo próprio para prestar os serviços de
instalação, tendo sido disponibilizado pela reclamada consoante comprovam os
documentos em anexo.
3. De igual forma as despesas com combustível dos deslocamentos do
reclamante foram integralmente custeados pela reclamada, segundo comprovam os
próprios cupons fiscais juntados pelo reclamante no ID. ce49367:

4. Veja Excelência que os abastecimentos eram feitos no cadastro da


empresa reclamada junto ao posto de combustível conveniado Praça Itália, que
posteriormente gerava um boleto que era integralmente pago pela reclamada,
consoante comprovam os documentos em anexo, que exemplificam o pagamento
integral das despesas com combustível pela reclamada (caso Vossa Excelência
entenda pela necessidade da juntada integral dos comprovantes, requer o prazo de
15 dias).
5. Além disso, numa análise mais detida verifica-se que os cupons fiscais
juntados pelo reclamante foram ADULTERADOS, pois foi maliciosamente apagado o
nome do motorista e a placa do veículo mediante a edição do documento
digitalizado (veja a diferença de tonalidade de cor), provavelmente por não
pertencerem ao reclamante. Clara a presente de má-fé:

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6. Frente a isso, o pedido do reclamante não merece prosperar, tendo em
vista que nunca desembolsou qualquer valor com combustível para abastecer o
veículo de propriedade da reclamada, sendo falaciosa sua alegação, pois todas as
despesas durante toda a contratualidade sempre foram arcadas exclusivamente por
esta.
7. Por outro lado, em respeito ao princípio da eventualidade, ainda que se
reconheça que o reclamante teria direito a ser reembolsado por eventuais despesas
com combustíveis, o valor deve representar efetivamente o valor desembolsado pelo
reclamante, mediante comprovação dos abastecimentos por notas fiscais ou cupons
em nome deste, não sendo possível a indenização por dano hipotético, genérico ou
impreciso. Com isso, deve ser afastada a estimativa de gasto informada pelo
reclamante por estar desamparada de qualquer elemento probatório, baseada
apenas em meras especulações.
8. Não obstante, ainda que Vossa Excelência entenda por arbitrar um
valor indenizatório ao reclamante, o que se acredita apenas por amor ao debate,
requer sejam levadas em consideração as seguintes informações: dias efetivamente
trabalhados com base nos cartões ponto em anexo, consumo médio do veículo
informado com base na tabela de consumo disponibilizada pelo INMETRO, preço
médio do combustível e número médio de atendimentos realizados por dia pelo
reclamante, sob pena de enriquecimento sem justa causa, com clara afronta ao art.
884 do Código Civil.

VII. Dos reflexos do adicional de periculosidade

1. Consoante se pode verificar nos contracheques em anexo, o


reclamante recebeu mensalmente o adicional de periculosidade, estando, portanto,
incluído na remuneração para todos os efeitos legais. Frente a isso, não há qualquer
fundamento jurídico no pedido do reclamante, por já estar incorporada tal verba à
sua remuneração, inclusive para fins de cálculo do FGTS, contribuição
previdenciária, férias, 13º salários, etc.
2. Isto posto, requer a total improcedência do pedido de incorporação do
adicional de periculosidade nas verbas remuneratórias. Acerca da incorporação nas
verbas indenizatórias novamente não prospera o pedido, uma vez que estas verbas,

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como o próprio nome informa, servem para indenizar, reembolsar, ressarcir gastos
ou despesas e, portanto, não tem natureza salarial.

VIII. Dos juros e correção monetária

1. Em respeito ao Princípio da Eventualidade, no caso do reclamante


auferir valores nesta ação, os juros de mora deverão incidir a partir do ajuizamento
da ação nos termos do art. 883, da CLT e a correção monetária a partir da data em
que os créditos que se tornaram exigíveis, qual seja, do trânsito em julgado,
consoante Súmula n. 362 do STJ.

IX. Da compensação

1. Com a devida vênia, em atenção ao Princípio da Eventualidade, caso


Vossa Excelência entenda pela condenação da reclamada ao pagamento de alguma
verba trabalhista ao reclamante, deverá determinar que sejam feitas as competentes
compensações dos valores já adimplidos e os reconhecidos pelo reclamante, de
modo a evitar o enriquecimento sem causa do mesmo.

X. Da Assistência Judiciária e dos Honorários Assistenciais

1. Para que haja o deferimento de honorários assistenciais, já que não


existem honorários sucumbenciais na justiça do trabalho, imperioso que sejam
preenchidos os requisitos exigidos pelas súmulas n.º 2197 e 329 do TST, quais
sejam, o reclamante estar assistido por sindicato da categoria profissional e
comprovar que percebe salário inferior ao dobro do salário mínimo, que não
restaram cumpridos no presente feito.
2. Uma vez não fazendo jus ao benefício da assistência judiciária gratuita

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SUM-219 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. HIPÓTESE DE CABIMENTO
I - Na Justiça do Trabalho, a condenação ao pagamento de honorários advocatícios, nunca
superiores a 15% (quinze por cento), não decorre pura e simplesmente da sucumbência, devendo a
parte estar assistida por sindicato da categoria profissional e comprovar a percepção de
salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que não lhe
permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.
II - É incabível a condenação ao pagamento de honorários advocatícios em ação rescisória no
processo trabalhista, salvo se preenchidos os requisitos da Lei nº 5.584/1970. (ex-OJ nº 27 da SBDI-2
- inserida em 20.09.2000). (grifo nosso).
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nem estiver assistido pelo sindicato da categoria, resta indevido também o
deferimento de honorários assistenciais, nos termos da OJ n. 305, da SDI-1, do TST.

XI. Dos honorários de sucumbência

1. Considerando que a reforma trabalhista levada a cabo pela Lei n.


13.467, de 13 de julho de 2017, que entrou em vigência em 13/11/2017 e se trata de
norma de natureza processual, com efeitos jurídicos imediatos em todas as ações
que estiverem em curso, requer a condenação do reclamante ao pagamento de
honorários de sucumbência, ainda que haja parcial procedência da reclamatória,
com o desconto de eventual crédito obtido, ainda que beneficiário da justiça gratuita,
nos termos do art. 791-A, § 4º, CLT.

DOS PEDIDOS

Ante o exposto, requer seja:

a) Procedida a juntada da presente contestação e documentos em anexo


para que produzam seus legais e jurídicos efeitos, de forma a impugnar in totum as
alegações e os documentos juntados pelo reclamante, haja vista não condizerem
com a realidade fática;
b) Julgada inteiramente improcedente a presente reclamatória
trabalhista, com as cominações de estilo, uma vez que as alegações do reclamante
não gozam de amparo legal e se encontram em discordância com a realidade,
consoante alhures exposto e documentos que seguem em anexo;
c) Procedida a compensação, em caso de condenação, de todas as
verbas já pagas ao reclamante ou pagas a maior;
d) A reclamada autorizada a proceder os descontos previdenciários e
fiscais cabíveis na espécie;
e) Condenado o reclamante aos ônus sucumbenciais, caso venham a
existir;
f) Deferida a produção de todo e qualquer meio de prova admitidos em
direito, especialmente a testemunhal e o depoimento pessoal do reclamante;

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Termos em que pede deferimento.

Passo Fundo/RS, 19 de fevereiro de 2018.

Lidiane Graciolli Iumar Junior Baldo


OAB/RS 78.550 OAB/RS 76.470

Márcio Luiz Simon Heckler


OAB/RS 85.295

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Segue em anexo documentos para instruir feito juntamente com a contestação.

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 99101b1 - Pág. 1
Número do documento: 18021913185661600000048786838
Data de Juntada: 19/02/2018 13:24
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 99101b1 - Pág. 2
Número do documento: 18021913185661600000048786838
Data de Juntada: 19/02/2018 13:24
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 99101b1 - Pág. 3
Número do documento: 18021913185661600000048786838
Data de Juntada: 19/02/2018 13:24
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 99101b1 - Pág. 4
Número do documento: 18021913185661600000048786838
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. f811b9a - Pág. 1
Número do documento: 18021913185858500000048786839
Data de Juntada: 19/02/2018 13:24
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. f811b9a - Pág. 2
Número do documento: 18021913185858500000048786839
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Número do documento: 18021913185858500000048786839
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Número do documento: 18021913190382800000048786846
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 484a90e - Pág. 2
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 49d002e - Pág. 1
Número do documento: 18021913192081900000048786867
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. a369356 - Pág. 1
Número do documento: 18021913192309700000048786869
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 67e6411 - Pág. 1
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Número do documento: 18021913193237000000048786878
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 67e6411 - Pág. 3
Número do documento: 18021913193237000000048786878
Data de Juntada: 19/02/2018 13:24
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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. a7df268 - Pág. 1
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Data de Juntada: 19/02/2018 13:24
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Número do documento: 18021913213188300000048787028
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Número do documento: 18021913214018100000048787056
Data de Juntada: 19/02/2018 13:24
Fls.: 268

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https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18021913214312700000048787061
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. aa73bf8 - Pág. 1
Número do documento: 18021913214312700000048787061
Data de Juntada: 19/02/2018 13:24
Fls.: 269

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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. aa73bf8 - Pág. 2
Número do documento: 18021913214312700000048787061
Data de Juntada: 19/02/2018 13:24
Fls.: 270

Segue em anexo procuração.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LIDIANE GRACIOLLI


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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 16a593b - Pág. 1
Número do documento: 18021913412377400000048788755
Data de Juntada: 19/02/2018 13:42
Fls.: 271

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LIDIANE GRACIOLLI


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18021913420924300000048788784
Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. dfcc26d - Pág. 1
Número do documento: 18021913420924300000048788784
Data de Juntada: 19/02/2018 13:42
Fls.: 272

Documento assinado pelo Shodo

ATA DE AUDIÊNCIA

PROCESSO: 0021579-23.2017.5.04.0664
AUTOR: LEONARDO SOUZA
RÉU: SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME e outro

Em 20 de fevereiro de 2018, na sala de sessões da MM. 4ª VARA DO


TRABALHO DE PASSO FUNDO/RS, sob a direção da Exma. Juíza ODETE CARLIN,
realizou-se audiência relativa ao processo identificado em epígrafe.

Às 08h49min, aberta a audiência, foram, de ordem da Exma. Juíza do Trabalho,


apregoadas as partes.

Presente a parte autora, acompanhada do advogado, Dr. FELIPE RIETH SGARB


OSSA, OAB nº 100351/RS.

Presente o sócio da ré SULTEC TELECOMUNICACOES LTDA - ME, Sr. Anto


nio Sinar da Silva, acompanhado da advogada, Dra. LIDIANE GRACIOLLI, OAB nº
78550/RS.

Presente o preposto da ré CLARO S.A., Sr. Hermano Felipe Gonçalves Pereira,


acompanhado da advogada, Dra. TAISSA SEGALA, OAB nº 103867/RS.

CONCILIAÇÃO: rejeitada. A proposta do reclamante é de R$ 20.000,00 mais


10% de honorários advocatícios.

CONTESTAÇÕES: escritas, dada como lidas e juntadas aos autos, com


documentos, nada opondo o reclamante quanto à forma.

PRAZO: defere-se ao procurador do reclamante o prazo de dez dias a contar de


26/02/2018 para manifestação sobre contestação, documentos e apontar diferenças, sobre
as quais as reclamadas poderão se manifestar no prazo de dez dias a contar de 12/03/2018.

PROSSEGUIMENTO: Para realização da INSTRUÇÃO designa-se a data de


05/02/2019, às 10h20min. Cientes as partes de que deverão comparecer para depoimento
pessoal, sob pena de confissão (Súmula 74 do col. TST), e trazer suas testemunhas
independentemente de intimação. Em caso de antecipação ou de adiamento, as partes
concordam em ficar cientes por seus procuradores. Cientes os presentes. Ata juntada em
audiência. Audiência encerrada às 08h52min.

ODETE CARLIN

Juíza do Trabalho

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: ODETE CARLIN


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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 860c68c - Pág. 1
Número do documento: 18022010345079300000048841102
Data de Juntada: 20/02/2018 11:36
Fls.: 273

Documento assinado pelo Shodo

Ata redigida por GILDETE FORNARIGRANDO, Secretária de Audiência.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: ODETE CARLIN


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Número do processo: RTOrd 0021579-23.2017.5.04.0664 ID. 860c68c - Pág. 2
Número do documento: 18022010345079300000048841102
Data de Juntada: 20/02/2018 11:36
SUMÁRIO

Documentos
Id. Data de Documento Tipo
Juntada
ef49f53 09/11/2017 Petição em PDF Petição em PDF
22:10
6423a99 09/11/2017 1 - R.T - Leonardo Souza x Sultec Petição Inicial
22:10 Telecomunicações Ltda ME(1) (2) e Claro SA (1) -
PDFA
2e5307c 09/11/2017 2 - procuração leonardo pdf Procuração
22:10
74fb797 09/11/2017 3 - CTPS CTPS
22:10
46b68ed 09/11/2017 4 - DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA - Declaração de Hipossuficiência
22:10 LEONARDO SOUZA
85fdffd 09/11/2017 5 - doc. id. leonardo Documento Diverso
22:10
22c0b15 09/11/2017 6 - aviso de ferias Documento Diverso
22:10
8d6330a 09/11/2017 7 - aviso previo - pdf Aviso Prévio
22:10
a2d95a4 09/11/2017 8 - aviso previo de ferias (2) Documento Diverso
22:10
f1a014d 09/11/2017 9 - COMUNICAÇÃO FGTS Documento Diverso
22:10
8981ef2 09/11/2017 10 - Contracheques Contracheque / Hollerith
22:10
ce49367 09/11/2017 11 - Cupom fiscal - Abastecimento - Paradigma Prova Emprestada
22:10
a78d0ac 09/11/2017 12 - DEMONSTRATIVO DE RECOLHIMENTO Documento Diverso
22:10 FGTS - PDF
481b63b 09/11/2017 13 - EXTRATO FGTS Documento Diverso
22:10
c77277c 09/11/2017 14 - Imagens com uniforme e crachá - Sultec e NET Documento Diverso
22:10
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b7f2d07 09/11/2017 17 - SEGURO DESEMPREGO - PDF Documento Diverso
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6a5a485 09/11/2017 18 - TRCT - LEONARDO SOUZA - PDF Termo de Homologação de Rescisão do
22:10 Contrato de Trabalho
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22:10
5d6ae2d 09/11/2017 20 - Termo-Aditivo-2016 (2) Documento Diverso
22:10
fce33df 09/11/2017 21 - Convenção-Coletiva-Passo-Fundo-2017 Convenção Coletiva de Trabalho
22:10
8e54294 09/11/2017 22 - Comprovante de Inscrição e de Situação Documento Diverso
22:10 Cadastral - SULTEC
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22:10 QSA - SULTEC
be02069 09/11/2017 24 - Comprovante de Inscrição e de Situação Documento Diverso
22:10 Cadastral - CLARO S
6694b7f 10/11/2017 Decisão de prevenção Decisão
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f0e5de8 10/11/2017 Notificação Notificação
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