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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA BAHIA

2ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS

Num. Processo : 0005316-86.2013.8.05.0110


Classe : RECURSO INOMINADO
Recorrente(s) : CENTRO DE ESTUDO PESQUISA E ENSINO SUPERIOR LTDA

Recorrido(s) : LENISE OLIVEIRA DOS ANJOS


Origem : 1ª VARA DO SISTEMA DOS JUIZADOS - IRECÊ
Relatora Juíza : MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE

EMENTA

RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. CONTRATO DE


PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ENSINO SUPERIOR EM NÍVEL DE
GRADUAÇÃO. PUBLICIDADE ENGANOSA COMPROVADA. CURSO
DE EXTENSÃO OFERECIDO COMO DE GRADUAÇÃO A PESSOAS
QUE SEQUER POSSUIAM FORMAÇÃO EM CURSO DE NÍVEL
SUPERIOR. FACULDADE QUE NÃO TINHA AUTORIZAÇÃO DO
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PARA OFERECER CURSOS FORA DA
SUA SEDE. VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO E À BOA FÉ
OBJETIVA. DANOS MORAIS DEMONSTRADOS E A SEREM
MENSURADOS APRECIANDO OS PRINCÍPIOS DA
PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. REDUÇÃO DO
QUANTUM INDENIZATÓRIO. SENTENÇA REFORMADA EM PARTE.

ACÓRDÃO
Acordam as Senhoras Juízas da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais
Cíveis e Criminais do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, MARIA AUXILIADORA
SOBRAL LEITE – Relatora, CÉLIA MARIA CARDOZO DOS REIS QUEIROZ e
ISABELA KRUSCHEWSKY PEDREIRA DA SILVA ,Presidente, em proferir a
seguinte decisão:: RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO, UNÃNIME,
de acordo com a ata do julgamento. Sem custas processuais e honorários advocatícios,
ante o êxito da parte no recurso.

Salvador, Sala das Sessões, 22 de Outubro de 2015.

Bela. MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE


Juíza Relatora

Bela. ISABELA KRUSCHEWSKY PEDREIRA DA SILVA


Juíza Presidente
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA BAHIA
2ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS

Num. Processo : 0005316-86.2013.8.05.0110


Classe : RECURSO INOMINADO
Recorrente(s) : CENTRO DE ESTUDO PESQUISA E ENSINO SUPERIOR LTDA

Recorrido(s) : LENISE OLIVEIRA DOS ANJOS


Origem : 1ª VARA DO SISTEMA DOS JUIZADOS - IRECÊ
Relatora Juíza : MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE

EMENTA

RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. CONTRATO DE


PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ENSINO SUPERIOR EM NÍVEL DE
GRADUAÇÃO. PUBLICIDADE ENGANOSA COMPROVADA. CURSO
DE EXTENSÃO OFERECIDO COMO DE GRADUAÇÃO A PESSOAS
QUE SEQUER POSSUIAM FORMAÇÃO EM CURSO DE NÍVEL
SUPERIOR. FACULDADE QUE NÃO TINHA AUTORIZAÇÃO DO
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PARA OFERECER CURSOS FORA DA
SUA SEDE. VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO E À BOA FÉ
OBJETIVA. DANOS MORAIS DEMONSTRADOS E A SEREM
MENSURADOS APRECIANDO OS PRINCÍPIOS DA
PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. REDUÇÃO DO
QUANTUM INDENIZATÓRIO. SENTENÇA REFORMADA EM PARTE.

RELATÓRIO

Trata-se de recurso manejado pela parte ré na ação de origem, FACITE


FACULDADE DE CIENCIA TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO-UNISANTA, inconformada com a
sentença que julgou procedente em parte a queixa inicial, nestes temos: “ JULGO
PARCIALMENTE PROCEDENTE a pretensão formulada na inicial para invalidar o negócio jurídico,
para condenar a parte ré CENTRO DE ESTUDO PESQUISA E ENSINO SUPERIOR LTDA. no
pagamento, a título de danos materiais, com fundamento no parágrafo único do art. 42, do Código de
Defesa do Consumidor, da importância de R$ 640,00 (seiscentos e quarenta reais). Tendo em vista que
não há um critério matemático ou padronizado para estabelecer o montante pecuniário devido pela parte
violadora à vítima. À míngua, portanto, de parâmetros legais, matemáticos ou exatos, utilizo o prudente
arbítrio, a proporcionalidade e a razoabilidade para valorar o dano, sem esquecer do potencial econômico
dos agentes, das condições pessoais da vítima e, por fim, a natureza do direito violado, fixo a quantia de
20 (vinte) salários mínimos a título de danos morais em favor da parte autora.”

Na origem, trata-se de ação na qual a parte autora alega que celebrara


contrato de prestação de serviços educacionais com a demandada, para a realização do
curso de Pedagogia, tendo sido atraída pelo valor da mensalidade, bem como pelo teor
da oferta publicitária realizada. Alega que questionara a coordenação do curso acerca da
do teor do contrato de prestação de serviço, no qual constava que o curso era de
extensão universitária, ao que fora respondido que se tratava de fato sem relevância, e
que não haveria diferenças entre tal curso e o de graduação.
Alega a autora que, ao pesquisar melhor acerca da idoneidade da instituição
bem como acerca de sua situação perante o MEC, e constatou que a faculdade não teria
a autorização para ministrar o curso em município diverso daquele em que residia a
autora e no qual estava sendo ministrado, o que a motivou a rescindir o contrato.
Pleiteia, portanto, a devolução em dobro os valores pagos pelas duas mensalidades, no
valor de R$ 320,00 ( trezentos e vinte reais ), bem como indenização pelos danos morais
causados.
A recorrente busca a reforma da sentença, argui nulidade da sentença por uso
de prova emprestada sem observância do contraditório, e alega, em síntese, que não
praticara qualquer ato ilícito, bem como aduz a ocorrência de causa excludente da
responsabilidade consistente em fato de terceiro, aduzindo que : “ a RECORRENTE não pode
ser responsabilizada por fato de terceiro que acarretou o fechamento das turmas, pois os alunos deixaram
de confiar que poderiam vir a receber o diploma, e por isto desistiram do curso em massa.”

Em contrarrazões, a recorrida pugna pela manutenção da sentença. .

Presentes as condições de admissibilidade do recurso, conheço-o,


apresentando voto com a fundamentação aqui expressa, que submeto aos demais
membros desta Egrégia Turma.

VOTO
Quanto á arguição de nulidade da sentença em decorrência do uso de
prova emprestada, rejeito-a, tendo em vista que as provas colacionadas pela autora
consistem em documentos, que podem livremente ser carreados aos autos sem a
necessidade de passar pelo crivo do contraditório e da ampla defesa, requisitos estes
elencados pela doutrina para a aceitação da prova emprestada produzida noutro processo
.Ademais, resta assentado no âmbito jurisprudencial que a juntada de ata de audiência,
bem como cópia de sentenças de outros processos não podem ser caracterizadas como
prova emprestada. Nesse sentido:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUNTADA DE CÓPIA DE SENTENÇA.


ATO PÚBLICO. PROVA EMPRESTADA. INEXISTÊNCIA. 1. A ATA
DE AUDIÊNCIA E A SENTENÇA, ORIGINÁRIAS DE OUTROS
AUTOS, PODEM SER UTILIZADAS PARA DEMONSTRAR A
PLAUSIBILIDADE DAS ALEGAÇÕES DA PARTE, NÃO SE
TRATANDO DE PROVA EMPRESTADA. 2. AGRAVO PROVIDO. (TJ-
DF - AGI: 20130020116877 DF 0012519-84.2013.8.07.0000, Relator:
ANTONINHO LOPES, Data de Julgamento: 15/01/2014, 4ª Turma Cível,
Data de Publicação: Publicado no DJE : 19/05/2014 . Pág.: 224)

Ademais, foram produzidas provas diversas nos autos, dentre elas a prova
testemunhal, o que denota que o valor probante das atas de audiência juntadas aos
autos, de per si não se revestira de força suficiente, para a formação do convencimento
do magistrado.

No mérito, verifica-se que restam incontroversos os fatos alegados na


inicial sendo apenas necessário adequar o valor arbitrado a titulo de danos morais
aos ditames da proporcionalidade e da razoabilidade.

Com efeito, a demonstração do fato básico para o acolhimento da pretensão


é ônus do autor, segundo o entendimento do art. 333, I, do CPC, partindo daí a análise
dos pressupostos da ocorrência de indenização por danos morais, recaindo sobre o réu o
ônus da prova negativa do fato, segundo o inciso II do mesmo artigo supracitado.

A parte autora alega que , motivada pela oferta publicitária, celebrara


contrato de prestação de serviços educacionais visando a graduação do curso de
pedagogia. Colaciona aos autos no evento 01 o contrato celebrado, aonde consta
claramente no corpo do instrumento a informação de que se tratava de curso de
graduação em pedagogia, o que fora decisivo para atrair o interesse da acionante pela
contratação do produto no mercado. Junta aos autos, de igual forma, os comprovantes de
pagamento relativos aos dois meses de mensalidade pagos, cada um no valor de R$
160,00 ( cento e sessenta reais). Assim, provado o fato constitutivo do direito da parte
autora, incumbia à demandada a prova de fato extintivo, modificativo ou impeditivo do
direito da autora, o que não fora feito.

No caso em tela, verifica-se que a Requerida não trouxe aos autos qualquer
documento capaz de contrariar as alegações do autor, bem como não juntou aos autos
qualquer prova que pudesse afastar a sua responsabilidade pelo vício do serviço, razão
pela qual haver restado provadas, porque incontroversas, as alegações do autor.

Trata o caso em tela da verificação da existência ou não de propaganda


enganosa, pois a autora alega que fora levada a matricular-se em curso de graduação em
pedagogia, motivada, dentre outros fatores, pelos valores das mensalidades expostos na
propaganda veiculada, e visava, como muitos, galgar o seu aperfeiçoamento pessoal
quando em realidade, tratava-se de curso de extensão, o que por certo causou-lhe
frustração e aborrecimentos que ultrapassam a fronteira do razoável.

Com efeito, é cediço em nossa jurisprudência, bem como no regime


protetivo consumerista, de que a oferta perpetrada pelo fornecedor integra,
inequivocadamente, o contrato a ser firmado, devendo, pois, ser cumprido em sua
integralidade, com presteza, lealdade e boa fé contratual. A vinculação contratual da
oferta faz exsurgir para o consumidor um direito eminentemente potestativo,
possibilitando, assim, exigir inclusive o seu cumprimento forçado.

A consumidora, pelo que consta nos autos, fora induzida a erro. O


entendimento perpetrado evidencia-se da necessidade tão somenos da mera
potencialidade de levar a erro determinado consumidor para configurar a propaganda
como enganosa, parcial ou totalmente. Não se exige a comprovação da enganosidade
real. Conforme as provas produzidas nos autos, em especial no que tange à prova
testemunhal produzida, as circunstâncias levaram a consumidora a crer que se tratava de
curso de graduação, sendo evidenciado que a propaganda veiculada pela demandada
teve o condão de induzir a consumidora em erro. Nesse mesmo sentido se encaminha a
jurisprudência pátria, no que tange à caracterização do erro em que recai o consumidor
oriundo de propaganda enganosa:
Venda de veículo. Propaganda enganosa. Dano moral. 1 - A propaganda,
para se caracterizar como enganosa, deve ter potencialidade de induzir o
consumidor a erro, ou seja, ser capaz de influir decisivamente na decisão do
consumidor de comprar o produto divulgado. 2 – Presume-se que veículo
colocado à venda esteja apto a ser transferido no órgão competente, salvo se,
tendo o comprador declarado o contrário, o consumidor tenha aceitado
expressamente e assumido a responsabilidade pela regularização. 3 - Dano
moral só há quando o ilícito é capaz de repercutir na esfera da dignidade da
pessoa. Aborrecimentos e meros dissabores não são suficientes para
caracterizá-lo. 4 – Apelação das rés provida em parte. Apelação do autor não
provida (TJ-DF - APC: 20120111869438 DF 0051319-18.2012.8.07.0001,
Relator: JAIR SOARES, Data de Julgamento: 25/03/2015, 6ª Turma Cível,
Data de Publicação: Publicado no DJE : 31/03/2015 . Pág.: 291)

O erro nada mais é do que a falsa representação da realidade. É juízo falso,


enganoso, equivocado, incorreto que se faz de alguém ou de alguma coisa. Logo, será
enganosa a publicidade capaz de levar o consumidor a fazer uma falsa representação do
produto ou serviço que está sendo anunciado, um juízo equivocado, incorreto a respeito
das suas qualidades, quantidade, utilidade, preço ou de qualquer outro dado.

In casu, a recorrente confessa que não tinha autorização do MEC para ofertar o
curso de graduação de Licenciatura em Pedagogia fora da sua sede estando o curso
ofertado à parte autora irregular. É o que se deduz da afirmação da acionada ao arguir
que “o funcionamento fora da sede, não é uma ilegalidade, mas no máximo uma
mera irregularidade, que poderia gerar por parte do MEC uma fiscalização, um ato
correcional ou uma multa”.

Ademais, a parte autora alega que o curso de graduação inicialmente ofertado


era na realidade um curso de extensão em pedagogia para pessoas que já cursaram a
graduação e que, portanto, não poderia ter sido ofertado a pessoas que sequer tinham
cursado a universidade. Como prova do alegado junta no evento 01 do PROJUDI o
primeiro contrato de prestação de serviços em Curso de Extensão que lhe fora dado para
a celebração do contrato firmado entre as partes. Ademais, afirma o demandante que
percebeu a existência de irregularidades quando “a instituição suspendeu a cobrança
através de boletos, devendo os pagamentos ser realizados através de depósito na conta
corrente de uma funcionária da faculdade, a Sra. Lívia Falcão Cardoso, o que gerou mais
desconfiança, quanto a idoneidade da instituição”

Portanto, ante o conjunto probatório carreado aos autos, verifico que decidiu
acertadamente o juízo de primeiro grau no sentido de que “os documentos acostados
revelam materiais intitulados de “Pedagogia”. Também constou a intitulação no material de
divulgação da Facite o termo “Faculdade”. Tais provas levam-me a concluir que a parte ré
praticou publicidade enganosa, com fundamento no art. 6º, IV, c/c art. 37, § 1º, do Código de
Defesa do Consumidor. A parte autora figura na presente relação jurídica como consumidora
qualificada como hipossuficiente técnica, razão pela qual se tornou imperiosa a inversão do
ônus da prova aludida no art. 6º, VIII, do mesmo Diploma Legal”.

Desse modo, verifica-se ser plenamente cabível a repetição do indébito


quanto aos valores cobrados pela recorrente tendo em vista configurar cobrança
indevida nos termos do art. 42 do CDC, uma vez que, o curso contratado pela
recorrida não condizia com o quanto contratado e mesmo que assim fosse, o
mesmo não se encontrava devidamente regularizado perante o Ministério da
Educação levando os alunos ao risco de no futuro não virem a obter seus diplomas.

Ainda, não tem sustentáculo a alegação da ré de que “caso os alunos realmente


finalizassem o curso, o que não aconteceu, ainda que fora da sede, os mesmos teriam seu
direito ao diploma a a certificação garantida pelo próprio MEC, uma vez que o MEC, segue o
princípio de que os alunos “nunca terão seus direito prejudicados” em vista da atividade de
fiscalização do MEC feita a posteriori”. Isto porque a recorrente não tem o direito de
submeter o consumidor ao risco de seu próprio negócio.

Assim, para que uma Instituição de ensino possa ofertar curso de Graduação faz-
se imprescindível que o mesmo esteja totalmente regular junto ao Ministério da Educação
sob pena de estar praticando ato ilícito na ótica do direito do consumidor, passível de
reparação por danos materiais e morais.
O conjunto probatório demonstrou cabalmente a ocorrência do dano moral que
muito mais que aborrecimento e contratempo, resultou em situação que por certo lhe
trouxe intranquilidade e sofrimento, configurando o dano moral, em razão exclusivamente
da conduta do recorrente.
Nesse contexto deve-se observar no tocante ao dano moral, ou melhor, quando
se reclama uma indenização dessa ordem, o ofendido não esta pedindo um preço da dor
sentida, mas apenas que se lhe outorgue um meio de atenuar, em parte, as
consequências do prejuízo, melhorando seu futuro, superando o déficit acarretado pelo
dano, abrandando a dor ao propiciar alguma sensação de bem estar, pois, injusto e imoral
seria deixar impune o ofensor ante o grave resultado de sua falta. (vide Indenização Por
Dano Moral, Revista Consulex nº 03).
Ao tratar da fixação do dano moral merece ser destacado que esta, ao ser
determinada pelo juiz, tem por escopo atingir duas finalidades distintas, quais sejam: a)
ressarcitório, para que haja satisfação à vítima, pelo dano sofrido por ela; b) punitivo, para
desestimular o ofensor à prática de novos danos, aqui cumpre ao julgador observar os
princípios da proporcionalidade e da razoabilidade para que o valor da reparação seja o
efetivamente justo.

Reiteradamente manifestei posição de que o arbitramento do dano deve obedecer


aos critérios da prudência, da moderação, das condições da ré em suportar o encargo e
não aceitação do dano como fonte de riqueza.

Da mesma forma, a fixação do montante indenizatório deve guardar uma


equivalência entre as situações que tragam semelhante colorido fático. As variações nos
valores das indenizações existem conforme as circunstâncias fáticas que envolvam o
evento.

Assim, quanto ao valor arbitrado, tenho que o mesmo se mostra exagerado e fora
dos parâmetros arbitrados por este Sodalício em casos similares, merecendo uma
alteração na fixação daquele quantum.

Ante o exposto, CONHEÇO e DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso da


recorrente CENTRO DE ESTUDO PESQUISA E ENSINO SUPERIOR LTDA para reduzir
o valor dos danos morais para R$ 8.000,00 (oito mil reais), mantendo-se os demais
termos da sentença objurgada pelos seus próprios fundamentos. Sem custas processuais
e honorários advocatícios.

Salvador, sala de sessões, 22 de Outubro de 2015.


Bela. Maria Auxiliadora Sobral Leite
JUIZA DE DIREITO – Relatora