Você está na página 1de 41

PLANO DE GERENCIAMENTO DE

RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE

Clínica
Sorriso
(77) 3456-2323
Rosana Novais Lemos - Cirurgiã-dentista
Agda Guimarães Silva - Cirurgiã-dentista
João Neves Santos – Cirurgião-dentista
Felipe Cerqueira Oliveira – Cínico geral

Alana Miranda, Arianne Correia, Camila Pacheco, Isabel Libarino, Israel Ribeiro, Lorena
Lobo, Maria Carolina Gonçalves, Marília Rebouças e Melquisedeque Miranda

1
SUMÁRIO
1.0 Introdução ----------------------------------------------------------------------------------- 3
2.0 Objetivo geral ------------------------------------------------------------------------------ 5
3.0 Objetivos específicos -------------------------------------------------------------------- 5
4.0 Equipe de trabalho
4.1 Componentes da equipe de trabalho --------------------------------- 6
5.0 Dados gerais do estabelecimento
5.1 Dados gerais do estabelecimento ------------------------------------- 7
6.0 Caracterizações do estabelecimento
6.1 Caracterização das atividades e serviços do estabelecimento- 8
6.2 Caracterização do estabelecimento ---------------------------------- 8
7.0 Caracterização e quantificação dos resíduos gerados
7.1 Periculosidade ------------------------------------------------------------------- 10
7.2 Tipos de resíduos gerados -------------------------------------------------- 10
8.0 Pesagem dos resíduos ----------------------------------------------------------------- 13
9.0 Manejo
9.1 Segregação ----------------------------------------------------------------------- 14
9.1.1 Sala clínica - rotinas adotadas -------------------------------- 14
9.1.2 Outros ambientes - (copa/escritório/banheiro) ---------- 15
9.2 Acondicionamento
9.2.1 Resíduos do Grupo A -------------------------------------------- 15
9.2.2 Resíduos do Grupo B -------------------------------------------- 15
9.2.3 Resíduos do Grupo D -------------------------------------------- 16
9.2.4 Resíduos do Grupo E -------------------------------------------- 16
9.3 Identificação ---------------------------------------------------------------------- 17
10.0 Coleta e transporte interno -------------------------------------------------------- 19
11.0 Armazenamento ---------------------------------------------------------------------- 21
12.0 Tratamento do resíduo do grupo A1 -------------------------------------------- 22
13.0 Coleta e transporte externo -------------------------------------------------------- 23
14.0 Saúde e segurança do trabalhador ---------------------------------------------- 25
15.0 Disposição final ----------------------------------------------------------------------- 26
16.0 Treinamento --------------------------------------------------------------------------- 27
17.0 Indicadores ----------------------------------------------------------------------------- 29
18.0 Informações adicionais
18.1 Rotinas e processos de higienização e limpeza ------------------- 31
18.2 Ações em situações de emergências e acidentes ---------------- 33
19.0 Glossário-------------------------------------------------------------------------------- 34
20.0 Referências ---------------------------------------------------------------------------- 39

2
1.0 INTRODUÇÃO

O gerenciamento de resíduos deve ser implantado e implementado em


qualquer estabelecimento que preste serviços de atenção à saúde, conforme
determinam as legislações federal, estadual e municipal no Brasil. Pois todas as
suas fases de manejo merecem atenção especial como: (segregação,
acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e disposição
final) em decorrência dos imediatos e graves riscos que podem oferecer, por
apresentarem componentes químicos, biológicos e radioativos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os resíduos de serviço
de saúde constituem resíduos sépticos que contêm ou podem conter germes
patogênicos, sendo produzidos em serviços de saúde. A Odontologia apresenta
uma vasta quantidade de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) que se
assemelham com os resíduos da área médica, como resultado do contato com
fluidos biológicos (sangue, saliva). Entretanto, os procedimentos odontológicos
envolvem materiais que podem ser extremamente tóxicos (CHAVES, 2002),
constituídos de metais pesados e combinações químicas, apresentando riscos
graves para a saúde dos cidadãos, bem como causando impactos ambientais.
Mesmo que a quantidade de material contaminado junto aos resíduos
odontológicos seja pequena (OZBERK & SANIN, 2004), existem o risco de
infecção cruzada e o perigo de contaminação do meio ambiente, quando esses
resíduos são mal gerenciados.
Conforme a classificação do CONAMA (Conselho Nacional de Meio
Ambiente), os resíduos gerados pelas práticas odontológicas se enquadram nos
grupos A (infectantes ou biológicos), B (químicos) e D (comuns). No grupo A,
exigem atenção especial os resíduos perfurocortantes. No grupo B merece
atenção o mercúrio metálico, que também exige critérios especiais de manuseio,
acondicionamento e destinação final. O maior risco para a equipe odontológica em
relação ao mercúrio está no momento da preparação do amálgama, quando
ocorre o aquecimento e a consequente liberação do vapor de mercúrio. Para a

3
população, o risco está na organificação e biomagnificação do mercúrio lançado
no ambiente natural (COUTO, 1996).
Dessa forma, no gerenciamento dos Resíduos Sólidos de Serviços de
Saúde, devem ser realizados procedimentos desde o acondicionamento na
geração até o tratamento, de forma a garantir a salubridade ambiental, a saúde
pública e a saúde do trabalhador. Esses procedimentos começam na identificação
dos resíduos produzidos, acondicionamento dos mesmos em sacos branco-
leitosos apropriados e identificados, apoiados em recipientes resistentes de fácil
higienização com pedal e tampa, transporte interno em carrinhos identificados,
resistentes e também de fácil higienização, uso de EPI´s pelos funcionários da
limpeza e manuseadores, e armazenamento externo em câmaras de lixo,
observando-se também o tratamento e a destinação final (SILVA FILHO, 2005)
O manual, em conformidade com o que determina o Conselho Nacional de
Meio Ambiente (CONAMA), estabelece que o PGRSS (Plano de gerenciamento de
resíduos de serviços de saúde) deve abranger aspectos técnicos e operacionais,
aspectos gerais e organizacionais e aspectos de recursos humanos
(BRASIL,1993). O objetivo primordial do manual é orientar a implantação, a
implementação e o acompanhamento de uma política de gerenciamento de
resíduos de saúde.

4
2.0 OBJETIVO GERAL

Demostrar e descrever o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de


Saúde (PGRSS), as ações relativas ao manejo de resíduos sólidos, implementado
a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais.

3.0 OBJETIVO ESPECÍFICOS

 Minimizar a produção de resíduos e proporcionar, aos resíduos gerados,


um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos
trabalhadores, a preservação da saúde, dos recursos naturais e do meio
ambiente.
 Abranger todas as etapas de planejamento dos recursos físicos, dos
recursos materiais.
 Apontar as necessidades da capacitação dos recursos humanos envolvidos
no manejo de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS).

5
4.0 EQUIPE DE TRABALHO

4.1 COMPONENTES DA EQUIPE DE TRABALHO

Responsável pelo PGRSS Drª Rosana Novais Lemos


Número do Conselho de Classe (CRO) CRO 11624

Nome dos técnicos/cargos Rosana Novais Lemos - Cirurgiã-dentista


Agda Guimarães Silva - Cirurgiã-dentista
João Neves Santos – Cirurgião-dentista
Felipe Cerqueira Oliveira – Cínico geral
Suzana Gomes da Silva – Recepcionista
Felipe Dias Nascimento – Recepcionista
Francisca Azevedo Lima – Técnica
Carla Francisca Santos Cruz – Técnica

6
5.0 DADOS GERAIS DO ESTABELECIMENTO

5.1 DADOS GERAIS DO ESTABELECIMENTO

Razão Social Clínica Sorriso Belo


Nome Fantasia Sorrisos
Tipo de Estabelecimento Clínica
Propriedade () Pública () Filantrópica (x) Privada () Outro
CNPJ/CPF 036.956.665-89
Endereço Avenida Régis Pacheco, nº 415
Bairro Centro
Município Vitória da Conquista
Estado Bahia
Fone(s) (77)3456-2323
Fax (77)3456-9090
Site www.clinicasorriso.com.br
E-mail clinicasorriso@gmail.com
Horário de Funcionamento () 24h (x) Diurno ( ) Noturno ( ) Emergência
Responsável Legal Drª Rosana Novais Lemos
Data de Fundação 17/03/2012

7
6.0 CARACTERIZAÇÕES DO ESTABELECIMENTO

6.1 CARACTERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES E SERVIÇOS DO


ESTABELECIMENTO

Tipos de especialidades Odontológicas Periodontia especializada, Diagnóstico


Bucal, Cirurgia oral e Endodontia
Número de atendimentos/dia 9
Número de profissionais 4

6.2 CARACTERIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO

Número total de funcionários Existentes: _ 7


A serem contratados: _ 2
Total: _ 9
Condição de funcionamento do Em atividade (x)
estabelecimento Em implantação ( )
Em expansão/modernização ()
Em relocalização ( )
Tipo de serviços terceirizados Manutenção ( )
Limpeza (x )
Serviços clínicos ()
Lab. De Prótese ()
Outros ( )
Área total construída 85m²

Área total do terreno 95m²

Alvará Sanitário N° 52.335/15Data de Validade: 15/11/2015

Licença Ambiental N° 1236598 Data Validade: _ 15/11/16

Horário de funcionamento Segunda à sexta -08h00min às 18h00min.

8
Estrutura física Alvenaria
Número de pavimentos: 01
Abastecimento de água Tipo: (x) Concessionária () Captação própria
(poço artesiano)
Consumo interno (quantidade): verificar na conta de
água_ 3000L
Número de reservatórios: _ 2

Condições urbanas do entorno Condições de acesso: boa


Risco de enchentes: não
Risco de deslizamento: não
Coleta de esgoto sanitário Coleta e tratamento público: sim
Só coleta: não
Sem coleta: não
Tratamento próprio: não

9
7.0 CARACTERIZAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS GERADOS

As clinicas odontológicas geram uma variedade de Resíduos de Serviços


de Saúde (RSS) que se assemelham com os resíduos da área médica, como
resultado do contato com fluidos biológicos (sangue, saliva). Porém, os
procedimentos odontológicos envolvem certos materiais diferenciados, dentre os
quais, alguns extremamente tóxicos, constituídos de metais pesados e
combinações químicas, apresentando riscos graves para a saúde dos cidadãos,
bem como causando impactos ambientais mais amplos, quando são mal
gerenciados (HIDALGO et. al., 2013).
Os resíduos odontológicos não contaminados compreendem principalmente de
resíduos de escritório, que não contêm qualquer substância que possa representar
risco para saúde humana ou ao meio ambiente. Sendo que estes podem ser
reciclados ou colocados no lixo comum (HIDALGO et. al., 2013).

7.3 PERICULOSIDADE

Os resíduos odontológicos, quando classificados segundo à sua periculosidade,


se enquadram nas 3 classes: Perigosos, quando gerenciados de forma
inadequada pode gerar risco à saúde e ao meio ambiente; não inertes, que
possuem propriedades, tais como: combustibilidade, iodegradabilidade ou
solubilidade em água; e os inertes, que não possuem nenhum dos seus
constituintes solubilizados a concentração suérior aos padrões de potabilidade de
água, exceuando-se os padrões de aspecto, cor turbidez e sabor (Santana &
Ferreira, 2008).

7.4 TIPOS DE RESÍDUOS GERADOS

Os diferentes resíduos gerados na clinica odontológica fazem parte dos grupos A,


B, D e E, segundo a resolução CONAMA 05/93:

 GRUPO A / SUBGRUPO A4

10
São os resíduos com possível presença de agentes biológicos, podendo
apresentar risco de infecção. Os recipientes e materiais resultantes dos processos
odontológicos, que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre.
Como gases, algodão, máscara, gorro, luva, papel toalha, tubete usado, papel de
grau cirúrgico, tira de lixa, papel carbono, sugador, fio dental, cunha de madeira,
tira de aço, tira de poliéster, matriz de aço, guardanapo, proteção da película de
radiografia, fio de sutura (RAMOS, 2011).

 GRUPO B - Resíduos químicos.

São os resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à


saúde pública ou ao meio ambiente. Como exemplos têm os: medicamentos,
reveladores, fixadores, saneantes, amálgama, esterilizantes (RAMOS, 2011).

 GRUPO D - Resíduos comuns.

São os resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou radiológico à


saúde
ou ao meio ambiente, são equiparados aos resíduos domiciliares; exemplos: papel
de uso sanitário, plástico, papelões, absorventes higiênicos, resíduos provenientes
das áreas administrativas, resíduo de gesso, caixas de luva ou outros, resíduos de
varrição, flores, podas e jardins, entre outros (RAMOS, 2011).

 GRUPO E - Materiais perfurocortantes

Agulhas descartáveis, seringas, brocas, ampolas, limas endodônticas, pontas


diamantadas, lâminas de bisturi, instrumentais quebrados, entre outros materiais
cirúrgicos utilizados na clinica para os procedimentos odontológicos (RAMOS,
2011).

Grupo A Grupo B Grupo D Grupo E


Sala clinica X X X X
Recepção X

11
Escritório X
Banheiros X
Copa X
Tabela 1. Representação do tipo de lixo gerado em cada área da clinica
odontológica.

12
8.0 PESAGEM DOS RESÍDUOS

Todo resíduo gerado deve ser pesado para ter um controle da quantidade de
resíduo gerado naquele local. É necessário que o profissional responsável
descreva uma média, que pode ser semanal, quinzenal ou mensal de cada grupo
de resíduos produzido no local.

Grupos Total de resíduos kg/mês

A4

B
D
E

Tabela 2. Deve ser preenchida com a quantidade de resíduos gerados na clinica.


Segundo SANTANA & FERREIRA (2008) os resíduos infectantes podem
realmente vir a aumentar caso não ocorra o correto gerenciamento dos resíduos.

13
9.0 MANEJO

O Manejo dos Resíduos gerados na clinica, será entendido como a ação de


gerenciar os resíduos em seus aspectos intra e extra, desde a geração até a
disposição final.

9.1 SEGREGAÇÃO
Consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de
acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e
os riscos envolvidos.

9.1.1 SALA CLÍNICA - ROTINAS ADOTADAS


 Lixeira Branca (20L) com tampa e pedal com saco branco leitoso para
recolhimento do lixo do Grupo A – Lixo contaminado. Após atingir 2/3 do
volume, será retirado, vedado e colocado no armazenamento temporário.
 Lixeira (20L) com tampa, acionada a pedal com saco preto para
recolhimento do lixo do grupo D – Lixo comum.
 Lixeira individual colocada no equipo, com saco impermeável, para
recolhimento do material utilizado no paciente em atendimento e
descartado imediatamente após sua saída, na lixeira do Grupo A.
 Caixa rígida (Descarpax), resistente à punctura, ruptura e vazamento, com
tampa, devidamente identificada para recolhimento do lixo do Grupo E –
Perfurocortante
 Pote com tampa rosqueável contendo água em seu interior para
recolhimento das sobras de amálgama.
 Pote de plástico rígido, resistente, com tampa rosqueada para recolhimento
do revelador radiográfico (Embalagem original).
 Pote de plástico rígido, resistente, com tampa rosqueada para recolhimento
do fixador radiográfico (Embalagem original).
 Vasilhame para recolhimento da placas de chumbo contidas no filme
radiográfico.

14
9.1.2 OUTROS AMBIENTES - (Copa/Escritório/Banheiro)
 Lixeiras (20L) com tampas acionadas a pedal com saco preto para
RECOLHIMENTO DO LIXO DO GRUPO D – LIXO COMUM.

9.2 ACONDICIONAMENTO
Consiste no ato de embalar os resíduos segregados, em sacos ou
recipientes que evitem vazamentos e resistam às ações de punctura e ruptura. A
capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a
geração diária de cada tipo de resíduo.

9.2.1 RESÍDUOS DO GRUPO A


Em geral, os resíduos do grupo A devem ser acondicionados em saco
branco leitoso, em uma lixeira acionada por pedal, com ângulos arredondados,
lavável com simbologia específica de infectantes, resistente a ruptura e
vazamento, impermeável, e substitutivas, respeitados os limites de peso de cada
saco.
O armazenamento temporário de resíduos do Grupo A deve ser feito em sala
que servirá para o estacionamento e/ou guarda dos recipientes de transporte de
resíduos, vazios ou cheios, devidamente tampados e interno identificados. A sala
deve ter pisos e paredes lisas e laváveis, ponto de iluminação artificial e área
suficiente para armazenar, no mínimo, dois recipientes coletores, para posterior
translado até a área de armazenamento externo. Os resíduos de fácil putrefação
que venham a ser coletados em período superior a 24 horas devem ser
conservados sob refrigeração.

9.2.2 RESÍDUOS DO GRUPO B


Em geral, os resíduos líquidos deste grupo, quando não autorizado o seu
descarte em esgoto sanitário, devem ser acondicionados em frascos de até dois
litros ou em bombonas apropriadas ao líquido. Sempre que possível de plástico,
resistentes, rígidos e estanques, com tampa rosqueada e vedante, e devem ser
identificados adequadamente. Os reveladores usados devem ser neutralizados

15
(pH 7-9) e então descartados com grande quantidade de água no sistema de
esgoto sanitário com sistema de tratamento.
Já as soluções reveladoras não utilizadas e soluções concentradas devem
ser acondicionadas em frascos específicos, como citado anteriormente. Os
fixadores usados devem ser submetidos a processo de recuperação da prata ou
então serem acondicionados e identificados adequadamente.
O armazenamento temporário de resíduos do Grupo B deve ser realizado em
local adequado ao volume gerado e frequência de coleta, atendendo condições
básicas de segurança. Quando destinados à reciclagem ou reaproveitamento,
deverão ser acondicionados em recipientes individualizados específicos à sua
propriedade química.
Dentro deste grupo o revelador e fixador, serão acondicionados em
recipientes resistentes com tampa rosqueável, hermeticamente fechados
(embalagem original) com identificação própria (simbologia de risco associado e
frase de risco).
Já a película de chumbo, será acondicionada em recipiente com tampa e
identificados por simbologia de risco associado e frase de risco. O amálgama é
descartado em tubo plástico com tampa, rosca e lacre, com um suporte em
acrílico, na posição vertical para o descarte seguro do amálgama com uma lâmina
de água. Com a devida identificação. Os medicamentos vencidos devem ficar em
um recipiente fechado com identificação e posteriormente encaminhados para a
incineradora.

9.2.3 RESÍDUOS DO GRUPO D


Será acondicionado em saco plástico preto ou azul em uma lixeira acionada
por pedal, lavável com identificação própria.

9.2.4 RESÍDUOS DO GRUPO E


Será acondicionado em recipientes rígidos, resistentes à punctura, ruptura e
vazamento com tampa, devidamente identificado (símbolos). EPI’S utilizados:
jaleco, gorro, máscara, óculos e luva.

16
9.3 IDENTIFICAÇÃO

Consiste no conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos


resíduos contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informações ao correto
manejo dos RSS.
A RDC ANVISA n º 306/04 estabelece que esta etapa do gerenciamento
“consiste no conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos resíduos
contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informações ao correto manejo dos
RSS” (BRASIL, 2004).
A aposição da identificação contendo símbolos, cores e expressões
padronizadas referentes a cada grupo de resíduos deve ser colocada nos sacos,
nos frascos, nos recipientes de coleta interna e externa, bem como nos locais de
armazenamento, de forma fácil de visualizar, conforme apresentado no quadro
abaixo (BRASIL, 2006b).

Identificação dos Resíduos

Grupo dos Descrição Cor da Embalagem Símbolo de


Resíduos Identificação

A Resíduo Infectante Saco Branco leitoso


ou Biológico Resíduo
Infectante

B Resíduo Químico Embalagem original ou


embalagem resistente
a ruptura.

C Resíduo Radioativo Definido pelo CNEN

17
D Resíduo Comum Saco Azul ou preto.

Embalagem rígida,
E Materiais resistente à punctura,
Perfurocortantes ruptura e vazamento, Resíduo
com tampa e Perfurocortante
identificada.

18
10.0 COLETA E TRANSPORTE INTERNO

Grupo A (Infectantes ou biológicos): Os resíduos do grupo A são armazenados


temporariamente em uma bombona com tampa e cadeado, até a coleta pela
empresa contratada. Além disso, nesse grupo exigem atenção especial os
resíduos perfurocortantes. Consiste no traslado dos resíduos dos pontos de
geração até local destinado ao armazenamento temporário ou armazenamento
externo com a finalidade de apresentação para a coleta. O transporte interno é
realizado em horários pré-estabelecidos – após o término do atendimento matutino
(12:00) e após o término do atendimento vespertino (18:00). Quando necessário,
por a lixeira estar com mais de 2/3 de sua capacidade, o transporte é realizado
após o término do atendimento de um paciente.

Grupo B (Químicos): Esse grupo merece atenção no mercúrio metálico, que exige
critérios especiais de manuseio, acondicionamento e destinação final. O maior
risco para a equipe odontológica em relação ao mercúrio está no momento da
preparação do amálgama, quando ocorre o aquecimento e a consequente
liberação do vapor de mercúrio.
Os recipientes contendo restos de fixadores e reveladores radiográficos são
armazenados em armário fechado, devidamente identificados para descarte até
receberem o tratamento adequado. O qual são retirados todos os dias, ou em
cada três dias e encaminhado para o armazenamento já descrito a cima.
A validade dos medicamentos é verificada todo mês. Se houver medicamento
vencido, este é armazenado em um recipiente hermeticamente fechado e
encaminhado para os postos de saúde da cidade de Vitória da Conquista que são
responsáveis em receber e dar o descarte correto para os medicamentos.
Coletar os resíduos de amálgama em recipiente dotado de boca larga e de
material inquebrável. Deixar uma lâmina de água sobre o resíduo. Manter o
recipiente hermeticamente fechado e em local de baixa temperatura, isento de luz
solar direta. O resíduo de amálgama, para ser armazenado, deve estar isento de
algodões, gazes, palitos, lâminas de matriz de aço e quaisquer outros tipos de

19
contaminante. Os profissionais devem ser orientados para armazenar os resíduos
de amálgama de tal forma, que sua recuperação seja menos dispendiosa e mais
rápida possível. Os vidros que contém o mercúrio, bem como a tampa e o
batoque, devem ser enviados para reciclagem a fim de ser tratados e eliminar
possíveis contaminações com mercúrio; A borracha, do isolamento absoluto, deve
ser descartada como material cirúrgico e deve evitar sua contaminação com
mercúrio. Todo resíduo de amálgama e os vidros vazios devem ser enviados para
a empresa, a LAGRO, responsável pelo descarte final correto.

Grupo D: Esses resíduos são levados ao armazenamento externo diariamente e


recolhidos pela Prefeitura - O lixo é transportado diretamente aos abrigos externos
(ABRIGO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE): abrigo fechado e
específico para os resíduos de serviço de saúde (contaminado), estruturado de
acordo com a RDC 50/2002-ANVISA, e abrigo aberto para o lixo comum.

Grupo E: São descartados quando o preenchimento atingir 2/3 de sua capacidade


ou o nível de preenchimento ficar a 5 (cinco) centímetros de distância da boca do
recipiente, é encaminhado para a incineradora.
EPI’S utilizados: jaleco, gorro, máscara, luva e óculos.

20
11.0 ARMAZENAMENTO

Grupo A (Infectantes ou biológicos): Os resíduos do grupo A são armazenados


temporariamente em uma bombona com tampa e cadeado, localizada na área
externa do consultório ou em uma lixeira com cadeado e tampa na área externa
do consultório.

Grupo B – é armazenado dentro do armário localizado dentro do consultório, ou


em ambiente específico de armazenamento de resíduos (sala de resíduos do
serviço de saúde).

Grupo D – os resíduos do grupo D é feito o armazenamento externo. Já que a


prefeitura o recolhe todos os dias, onde são levados para abrigos de resíduos de
serviços de saúde.

Grupo E – é armazenado em uma lixeira com tampa localizada na área externa do


consultório, até o recolhimento pela incineradora.
EPI’S utilizados: luvas, gorro, máscara, óculos e jaleco.

21
12.0 TRATAMENTO DO RESÍDUO DO GRUPO A1:

Consiste na aplicação de método, técnica ou processo que modifiquem as


características dos riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou eliminando o risco
de contaminação, de acidentes ocupacionais ou de dano ao meio ambiente.
O tratamento é aplicado no próprio estabelecimento gerador ou em outro
estabelecimento, observadas nestes casos, as condições de segurança para o
transporte entre o estabelecimento gerador e o local do tratamento.
Os resíduos antes de serem submetidos ao tratamento prévio, são
acondicionados em sacos específicos, compatível com o processo de
autoclavação na Unidade.
Após o tratamento prévio, são acondicionados novamente em saco branco
leitoso e encaminhados ao abrigo externo e posteriormente encaminhado ao
cemitério municipal do bairro curral novo.

22
13.0 COLETA E TRANSPORTE EXTERNO:

A coleta e o transporte externo dos resíduos estão normalizados na RDC nº


306/04 da seguinte forma: Consistem na remoção dos RSS do abrigo de resíduos
(armazenamento externo ) até a unidade de tratamento ou disposição final,
utilizando técnicas que garantam a preservação das condições de
acondicionamento e a integridade dos trabalhadores, da população e do meio
ambiente, devendo estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza
urbana (BRASIL, 2008).
A transferência dos resíduos após a coleta deve ser realizada através de
veículo apropriado sempre fechados, com caçamba estanque que não permita
vazamento. A coleta e transporte dos resíduos considerados especiais ou
infectantes deve ter um rígido controle sanitário (GONÇALVES, 2004).
Os RSS não devem ser transportados por veículos que utilizam mecanismo
compactador, uma vez que estes equipamentos permitem o vazamento de
líquidos e de materiais sólidos, além de provocar o rompimento dos sacos
plásticos e dispersar poeira e aerossóis na operação de carga, resultando na
contaminação de uma grande área e expondo os operários da coleta a um risco
iminente (GONÇALVES, 2004).

 Resíduos Infectantes, Químicos e Perfurocortantes:

Os resíduos do grupo A4, B e E são coletados e transportados por empresa


terceirizada devidamente licenciada pelo órgão ambiental, contratada pela
Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), em carro destinado para coleta de lixo
odontológico/hospitalar.
Os resíduos sólidos e líquidos contendo metais pesados e reveladores são
coletados e transportados por empresa especializada devidamente licenciada pelo
órgão ambiental. Tais resíduos são: Amálgama; Película radiográfica; Lâminas de
chumbo; Fixador; Revelador. Com coleta de uma vez por semana.

23
 Resíduos Comuns (coleta pública):
Grupo D dos resíduos sólidos, esses são de responsabilidade da Prefeitura
Municipal de Vitória da Conquista, sendo a coleta e o transporte realizados em
dias alternados da semana, transportados em carros compactadores.

 Resíduos Recicláveis:

Resíduos de coleta seletiva destinados à cooperativa Coleta Seletiva,


empresa recicladora de Vitória da Conquista. Coleta é realizada semanalmente
por meio da entrega desse material até o local de estabelecimento da cooperativa,
a entrega é feita em carros especializados para reciclagem.

24
14.0 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR

 Todos os profissionais e auxiliares receberam treinamento específico para


capacitação e manuseio apropriado do lixo do consultório, conforme curso
realizado na Clínica Sorriso – Vitória da Conquista - BA.
 São realizadas reuniões mensais para educação continuada dos
funcionários.
 Todos os profissionais utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
apropriados ao manipularem os resíduos da clínica, tais como uniforme,
avental, sapato fechado, luva, gorro e máscara.
 São adotadas condutas em exposição ocupacional a material biológico,
nas quais todos os profissionais deverão ter conhecimento do mesmo.
Inicialmente, os profissionais são instruídos a comunicar a chefia
imediatamente em caso de acidentes. Posteriormente, o trabalhador
acidentado será conduzido a uma Unidade de Saúde 24 horas, para pronto
atendimento e se necessário, início do tratamento profilático. Unidade de
Referência: Hospital Regional Geral de Vitória da Conquista.
 Todos os funcionários possuem carteira de saúde e realizam exames
periódicos.
 Todos os funcionários foram vacinados contra tétano, difteria e hepatite B,
conforme Carteira de Vacinação e/ou exame de soroconversão. (NR-32).

25
15.0 DISPOSIÇÃO FINAL

Através deste trabalho, centrado na legislação vigente e nas práticas do


cotidiano, nos preocupamos com a saúde pública e o meio ambiente, de uma
forma abrangente, com o objetivo de padronizar os procedimentos internos e
externos, ou seja, desde a geração até a disposição final de todos os resíduos.

Vitória da Conquista- BA, 11 de junho de 2015.

Drª Rosana Novais Lemos


CRO: 11624 /BA
Responsável pelo PGRSS

26
16.0 TREINAMENTO

O treinamento está intrínseco ao processo, sendo parte importante na


implementação de um processo sistêmico, que em geral segue o ciclo do PDCA
(Planejar, Desenvolver ou implementar, Checar, e Ajustar). Todos os profissionais
envolvidos direta ou indiretamente são incondicionalmente integrantes do
processo, por tanto, alvo de treinamento.
Os profissionais devem ser treinados não de um modo superficial, mas
cada um especificamente em sua parte do processo ou tarefa.

O PGRSS prevê que durante o manuseio e coleta dos resíduos o


funcionário deverá usar os seguintes equipamentos de proteção individual - EPI’s:
 Luvas de PVC ou borracha de cano longo;
 Botas de PVC;
 Avental impermeável;
 Máscara;
 Óculos.
Após a coleta, o funcionário deverá fazer a higienização das mãos (ainda
enluvadas e após retirar as luvas). Os EPI’s devem ser lavados e desinfetados
diariamente e sempre que houver contaminação com material infectante (neste
caso, deve ser substituído imediatamente por outro). Já as luvas, devem ser
descartadas imediatamente caso haja ruptura, para que não corra o risco de
serem reutilizadas. Com relação à saúde ocupacional, os funcionários que
trabalham com o manuseio de resíduos devem ser submetidos a avaliações e
exames adicionais, periódicos, de retorno ao trabalho, de mudança de função e
demissionais, conforme a necessidade, e ainda, é exigido que apresentem carteira
de vacinação em dia, com o intuito de prevenir possíveis doenças caso haja a
exposição do trabalhador a agentes biológicos. Ainda no que tange à prevenção
quanto ao contato com agentes biológicos, o PGRSS propõe que o funcionário
realize a antissepsia das mãos e da pele sempre que houver o contato com
sangue e secreções; que use luvas sempre, e que após retirá-las faça a

27
higienização das mãos; que retire as luvas e que lave as mãos sempre que for
exercer outra atividade; que não fume nem consuma alimentos enquanto estiver
manuseando os resíduos; e que mantenha o ambiente sempre limpo. No caso de
acidente com perfurocortantes, pede-se que lave bem o local com água e sabão
neutro, aplique solução antisséptica e notifique imediatamente a chefia do setor
para tomar as medidas cabíveis.

28
17.0 INDICADORES

O monitoramento visa checar e avaliar periodicamente se o PGRSS está


sendo executado conforme o planejado, consolidando as informações por meio de
indicadores e eventualmente elaborando relatórios, de forma a melhorar a
qualidade, eficiência e eficácia, aprimorando a execução e corrigindo eventuais
falhas. Os resíduos devem ser quantificados anualmente.
O monitoramento e avaliação do progresso de qualquer gestão de resíduos
sólidos devem ser baseados em instrumentos de aferição, denominados
indicadores, que serve para saber a qualquer momento qual é a situação em
relação ao que foi planejado.
Os indicadores são descrições operacionais (em quantidade, em qualidade,
de acordo com o público-alvo ou localização) dos objetivos e resultados do
PGRSS e que podem ser medidos de maneira confiável.
Os indicadores, portanto, devem servir para avaliar resultados. Eles podem
medir o desempenho do PGRSS (estágio de andamento do projeto ou de uma
atividade, durante a fase de execução) ou o impacto do PGRSS (efeitos que o
plano gerou na população-alvo ou no meio socioeconômico).
Um número limitado de indicadores e de fontes de verificação pode
substituir uma infinidade de dados e de estatísticas acumuladas nos projetos e, ao
mesmo tempo, aumentar a qualidade do acompanhamento.
Muitas vezes, os bons indicadores só são "descobertos" durante a ação.
Assim, não se deve hesitar em rever os indicadores durante as revisões periódicas
do PGRSS. Em certos casos, não é necessário inventar indicadores, esses já
existem.
 A ANVISA exige, no mínimo, o monitoramento dos seguintes indicadores:
 Taxa de acidentes com resíduos perfuro cortantes;
 Variação da geração de resíduos;
 Variação da proporção de resíduos do grupo A;
 Variação da proporção de resíduos do grupo B;
 Variação da proporção de resíduos do grupo C;

29
 Variação da proporção de resíduos do grupo D;
 Variação da proporção de resíduos do grupo E;
 Variação do percentual de resíduos encaminhados para a reciclagem;
 Pessoas capacitadas em gerenciamento de resíduos;
 Custo com RSS.
Um bom indicador deve ser:
 Sensível: capaz de registrar diversos tipos de modificações em um dado
período de tempo;
 Específico: atribuído a um objetivo/resultado;
 Mensurável: seja em termos quantitativos ou qualitativos;
 Exequível: os dados necessários para sua leitura estão à disposição
podendo ser obtidos no tempo necessário e mediante recursos
proporcionais ao objetivo a ser medido;
 Plausível: as mudanças medidas estão diretamente ligadas às intervenções
do PGRSS;
 Confiável: quando utilizado por várias pessoas, em um contexto idêntico,
chega ao mesmo resultado.

30
18.0 INFORMAÇÕES ADICIONAIS

18.1 Rotinas e processos de higienização e limpeza

a) Os horários de execução dos serviços para cada área devem ser definidos
de forma a atender as necessidades, em função das especificidades
requeridas por cada ambiente;
b) Limpeza geral diária antes de ir iniciar o atendimento aos pacientes, ou
após cada atendimento usando água sanitária ou desinfetante para limpar o
piso;
c) Utilizar panos limpos e diferenciados para a limpeza dos pisos e para a
limpeza dos equipamentos e mobiliários, lavando-os ou trocando-os
freqüentemente, à medida que se tornarem impregnados com sujidades;
d) Passar o pano ou compressa sempre limpo, umedecido com álcool a 70%,
friccionando as superfícies após cada atendimento;
e) Não utilizar anéis, pulseiras e demais adornos durante o desempenho das
atividades de trabalho;
f) Lavar as mãos antes e após os procedimentos, inclusive quando realizados
com a utilização de luvas;
g) Manter-se adequadamente higienizado, com banho diário, cabelos limpos e
presos, unhas aparadas e limpas;
h) Lavar as mãos com água e sabão líquido nas seguintes situações: 1) antes
dos procedimentos de limpeza e após a conclusão das tarefas; 2) antes e
após o uso do toalete; 3) após tossir, espirrar ou assoar o nariz; 4) antes de
se alimentar;
i) Instrumentos após o uso são colocados em uma vasilha de plástico
contendo endozime, imerso por 2 horas, são lavados com detergente e
água e secos com papel toalha, antes de ser esterilizados de acordo com a
tabela abaixo:

31
PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO INDICADO PARA MATERIAL E
INSTRUMENTAL ODONTOLÓGICOS
MATERIAL / INSTRUMENTAL TIPO PROCESSO

Brocas Aço, carbide, Autoclave


tungstênio
Instrumental de Endodonti Aço inox e outros Autoclave
Moldeiras (resistentes ao calor) Alumínio ou inox Autoclave
Moldeiras (não resistentes ao calor) Cera ou plástico Agentes químicos
Instrumental Aço Autoclave
Bandejas ou Caixas Metal Autoclave
Discos de Poliéster e Pedras de Poliéster, pedra Autoclave
Polimento
Placas e Potes Vidro Autoclave
Matrizes metálicas Aço Autoclave
Tiras de Lixa metálicas Metal Autoclave
Fitas de poliéster, Tiras de Lixa de Poliéster Autoclave
poliéster
Saca-brocas, Porta Amálgama Plástico, metal Autoclave
Cunhas de madeira Madeira Autoclave
Dedeiras Borracha Agentes químicos
Caneta de Alta Rotação Metal Autoclave
Micro Motor Metal Autoclave
Contra-ângulo Metal Autoclave
Grampos de Dique Metal Autoclave
Perfurador do Dique Metal Autoclave
Lençol para Dique Borracha Autoclave
Fonte: Controle de infecções e a prática odontológica em tempos de aids: manual
de condutas – Brasília: Ministério da Saúde, 2000.

32
18.2 Ações em situações de emergências e acidentes

Medidas de precauções universais ou medidas padrão representam um


conjunto de medidas de controle de infecção para serem adotadas universalmente
como forma eficaz de redução do risco ocupacional e de transmissão de
microrganismos nos serviços de saúde. As precauções universais incluem: a) uso
de barreiras ou equipamentos de proteção individual; b) prevenção da exposição a
sangue e fluidos corpóreos; c) prevenção de acidentes com instrumentos pérfuro-
cortantes; c) manejo adequado dos acidentes de trabalho que envolva a exposição
a sangue e fluidos orgânicos; d) manejo adequado de procedimentos de
descontaminação e do destino de dejetos e resíduos nos serviços de saúde.
No caso de ocorrer algum acidente com material perfuro cortante, o dentista
e o paciente são encaminhados para o hospital de referência, para a realização
de exames. E no caso do paciente sofrer AVC, infarto, convulsões, hipoglicemia e
outros, o Samu é acionado e encaminhado para o hospital de referência.

33
19.0 GLOSSÁRIO
A

Abrigo de resíduo – elemento destinado ao armazenamento temporário dos


resíduos de serviços de saúde, no aguardo da coleta externa.
Acondicionamento – ato de embalar os resíduos de serviços de saúde, em
recipiente, para protegê-los de risco e facilitar o seu transporte.
Alça ou pegadura – parte do coletor utilizada para o manuseio e transporte.
Altura interna livre – distância entre a base e a tampa.
Área de higienização – local destinado à limpeza e desinfecção simultânea
dos carros de coleta, contêineres e demais equipamentos.
Área Restrita – área sujeita a regras especiais de controle e supervisão e na qual
as condições de exposição podem ocasionar doses equivalentes superiores a 1/10
(um décimo) dos limites ocupacionais para trabalhadores.
Armazenamento externo – guarda temporária adequada, no aguardo da coleta
externa.
Armazenamento interno – guarda temporária dos recipientes, em
instalações apropriadas, localizadas na própria unidade geradora, de onde devem
ser encaminhados, através da coleta interna II, para o armazenamento externo.
B

Blindagem – material ou dispositivo interposto entre fontes de radiação e


pessoas ou meio ambiente para fins de redução da exposição externa).
Bocal – abertura do coletor destinado ao descarte dos materiais perfurantes ou
cortantes.
C

Calibração – conjunto de operações destinadas a fazer com que as


indicações de um instrumento correspondam a valores pré-estabelecidos das
grandezas a medir.

34
Coleta externa – operação de remoção e transporte de recipientes do
abrigo de resíduo, através do veículo coletor, para o tratamento e/ou destino
final.
Coleta interna I – operação de transferência dos recipientes do local de geração
para a sala de resíduo.
Coleta interna II – operação de transferência dos recipientes da sala de resíduo
para o abrigo de resíduo ou diretamente para tratamento.
Coletor – recipiente destinado ao descarte de resíduos de serviços de
saúde perfurantes ou cortantes, no ponto de sua geração.
Contaminação Radioativa – presença indesejável de materiais radioativos
em qualquer material, meio ou local.
Contêiner – equipamento fechado, de capacidade superior a 100L,
empregado no armazenamento de recipientes.

Deposição – colocação de rejeitos radioativos em local determinado pela


CNEN, sem a intenção de removê-los.
Descontaminação – remoção ou redução da contaminação radioativa, com
objetivo de reduzir a radioatividade a níveis estabelecidos pela CNEN.
Descontaminação – remoção ou redução de contaminação radioativa, a níveis
aceitáveis.
Desinfecção – destruição de agentes infectantes na forma vegetativa
situados fora do organismo, mediante a aplicação direta de meios físicos ou
químicos.
E

Estabelecimento gerador – instituição que, em razão de suas atividades,


produz resíduos de serviços de saúde.
Esterilização – destruição ou eliminação total de todos os microrganismos na
forma vegetativa ou esporulada.

35
Exposição – irradiação interna ou externa de pessoas, com radiação ionizante.
Exposição Externa – exposição devido a fontes de radiações externas ao corpo
humano.
G

Geração – transformação de material utilizável em resíduo.


Gerência de Rejeitos Radioativos – conjunto de atividades administrativas
e técnicas envolvidas na coleta, segregação, manuseio, tratamento,
acondicionamento, transporte, armazenamento, controle e deposição de rejeitos
radioativos.
I

Identificação – conjunto de medidas executadas que expõe o tipo de


resíduo de serviço de saúde contido num recipiente, fornecendo informações
complementares, quando necessário.
Instalação Radiativa – estabelecimento onde se produzem, processam,
manuseiam, utilizam, transportam ou se armazenam fontes de radiação.
L

Limite de enchimento – nível máximo permitido de enchimento.


Limpeza – processo de remoção de sujidade.
Limpeza e desinfecção simultânea – processo de remoção de sujidade e
desinfecção, mediante uso de formulações associadas de um detergente com uma
substância desinfetante.
M

Manuseio – operação de identificação e fechamento do recipiente).


Material Radioativo – material que contém substâncias emissoras de radiação
ionizante.
Medidor de Atividade – instrumento destinado a medir atividade de
radionuclídeos utilizados em Medicina Nuclear.

36
Monitoração – medição de atividade ou de outras grandezas relativas à
radiação, para fins de avaliação ou de controle de materiais radioativos ou de
exposições, e para interpretação das medidas.
P

Pequeno gerador – estabelecimento cuja produção semanal de resíduos de


serviços de saúde não excede a 700L e cuja produção diária não excede a 150L.
R

Radiofármaco – substância radioativa cujas propriedades físicas, químicas e


biológicas fazem com que seja apropriada para uso em seres humanos.
Radioproteção – conjunto de medidas que visam proteger o homem e o
meio ambiente de possíveis efeitos indevidos causados pela radiação ionizante,
de acordo com princípios básicos estabelecidos pela CNEN.
Recipiente – objeto capaz de acondicionar resíduos sólidos e líquidos, tais como:
saco plástico, galão, caixa.
Recipiente rígido – invólucro resistente e estanque, empregado no
acondicionamento de resíduos perfurante e cortante.
Rejeito radioativo – material radioativo ou contaminado com radionuclídeos,
proveniente de laboratório e análises clínicas, serviços de medicina nuclear e
radioterapia.
Resíduo – material desprovido de utilidade para o estabelecimento gerador.
Resíduo comum – resíduo de serviço de saúde que não apresenta risco
adicional à saúde pública.
Resíduo farmacêutico – produto medicamentoso com prazo de validade
vencido, contaminado, interditado ou não utilizado.
S

Sala de resíduos – elemento destinado ao armazenamento interno.


Segregação – separação dos rejeitos, de acordo com suas características
físicas, químicas, biológicas e radiológicas, de modo a facilitar a gerência.

37
Segregação – operação de separação dos resíduos no momento da geração.
Serviço de saúde – estabelecimento gerador destinado à prestação de
assistência sanitária à população.

Tampa – dispositivo de fechamento do bocal do coletor.


Trabalhador – pessoa que, em conseqüência de seu trabalho, possa
receber, anualmente, doses superiores a 1/10 (um décimo) dos limites
ocupacionais estabelecidos em normas da CNEN.
Transporte Externo – transporte de material radioativo realizado em áreas
externas à instalação licenciada.
Transporte Interno – transporte de material radioativo realizado em áreas in
ternas á instalação licenciada.
Tratamento – qualquer operação visando modificar as características do rejeito
radioativo.
U

Unidade geradora – conjunto de elementos funcionalmente agrupados, onde


são gerados, acondicionados e armazenados os resíduos de serviços de saúde.
V

Veículo coletor – veículo utilizado para a coleta externa e o transporte de


resíduos de serviços de saúde.

38
REFERENCIAS

BRASIL, Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.


Resolução nº 5. Diário Oficial da União 31 de agosto de 1993: seção 1.

BRASIL, Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente.


Resolução da diretoria colegiada - RDC Nº 306, De 7 de Dezembro de 2004.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual


de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Brasília, DF, 2006b. 182
p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução
nº 306, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o regulamento técnico para o
gerenciamento de resíduos de Serviço de Saúde. Diário Oficial [da] República
Federativa do Brasil. Brasília, DF, 10 de dez. 2004.

CHAVES, L.C. (2002). Acondicionamento inadequado de materiais


perfurocortantes: risco potencial à saúde humana e ambiental. Arq Méd ABC.
26(3):44-50.

COUTO,J. M. P. ; COUTO, M. G. P.; MERCÚRIO (Hg) CONTAMINAÇÃO SÓ


QUANDO HÁ NEGLIGÊNCIA. Rev. Do CROMG, v. 2, n. 2, p. 108-10, 1996.

GONÇALVES, Roberta Travaglini; MENDES, Vulmario. Gerenciamento dos


Resíduos de Serviço de Saúde: qualidade para a saúde, saúde para o meio
ambiente. Sana Domus.[S.I]. Empresa e Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente,
2004. 67p

HIDALGO, L R C; GARBIN, A J I; ROVIDA, T A S; GARBIN, C A S. Revista


Odontologia UNESP, n. 42, vol. 4, 2013.

MODELO DE PGRSS - Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de


Saúde; encontrado em <http://www.cromg.org.br/arquivos/MODELO_PGRSS.pdf>

NAZAR, Michel William; PORDEUS, Isabela Almeida; WERNECK, Marcos


Azeredo Furquim. Gerenciamento de resíduos sólidos de odontologia em postos
de saúde da rede municipal de Belo Horizonte, Brasil. Rev Panam Salud Publica,
v. 17, n. 4, p. 237-42, 2005.

OZBEK, M.; SANIN, F. D.; A study of the dental solid waste produced in a school
of dentistry in Turkey. Waste management, v. 24, n. 4, p. 339-345, 2004.

PMVC-BA – PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA- BAHIA.


(http://www.pmvc.ba.gov.br/v2/)

39
RAMOS, B C; Gestão de resíduos sólidos de saúde em clinicas veterinárias.
Dissertação de mestrado da Universidade Federal do Rio Grando do Sul, Porto
Alegre, 2011.

SANTANA, N B & FERREIRA, O M; Análise da importância da implantação do


plano de gerenciamento de resíduos de serviço de saúde em uma clínica
odontológica, 2008, disponível em
<http://www.pucgoias.edu.br/ucg/prope/cpgss/ArquivosUpload/36/file/Continua/AN
%C3%81LISE%20DA%20IMPORT%C3%82NCIA%20DA%20IMPLANTA%C3%87
%C3%83O%20DO%20PLANO%20DE%20GERENCIAMENTO%20DE%20RES%
C3%8DDUOS%20DE%20SERVI%C3%87O%20DE%20SA%C3%9ADE%20EM__
_.pdf>

SILVA FILHO, A. F. E.; GESTÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DAS


CONSTRUÇÕES PREDIAIS NA CIDADE DO NATAL-RN por. 2005. Tese de
Doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Norte

40
41

Você também pode gostar