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ISSN: 1981-8963 https://doi.org/10.

5205/1981-8963-v12i10a236958p2794-2802-2018

Sousa LS de, Oliveira RM, Ferreira YC et al. Violência no trabalho em obstetrícia hospitalar.

ARTIGO REVISÃO INTEGRATIVA


VIOLÊNCIA NO TRABALHO EM OBSTETRÍCIA HOSPITALAR
Workplace violence in the hospital obstetrics
VIOLENCIA EN EL TRABAJO DE LA OBSTETRICIA HOSPITALARIA
Luana Silva de Sousa1, Roberta Meneses Oliveira2, Yane Carmem Ferreira Brito3, Bruna Karen Cavalcante
Fernandes4, Francisca Gomes Montesuma5, Regina Cláudia Melo Dodt6
RESUMO
Objetivo: identificar os modos de manifestação da violência no trabalho em obstetrícia hospitalar, bem como
seus fatores relacionados, consequências e estratégias de gerenciamento. Método: trata-se de revisão
integrativa, com busca nas bases de dados MEDLINE, Lilacs, CINAHL, SciVerse Scopus e biblioteca virtual
SciELO. Após a leitura dos artigos, efetuaram-se a extração e a análise dos dados. Resultados: constituiu-se a
amostra de 11 artigos, a maioria de origem australiana. Os principais tipos de violência no trabalho em
obstetrícia foram abuso verbal, intimidação, humilhação e assédio moral; relacionados a: trabalhadores com
nível elevado de afetividade negativa; colegas de trabalho mais velhos e/ou hierarquicamente superiores;
plantão diurno; pacientes e/ou acompanhantes sob estresse ou com transtorno mental; ambientes
sobrecarregados/escassez de pessoal; as consequências incluíram os âmbitos pessoal, profissional e
organizacional; e as estratégias gerenciais envolveram relatórios de incidentes, diálogos com
colegas/familiares, protocolos de segurança, educação permanente. Conclusão: há evidências de violência no
trabalho em obstetrícia hospitalar com impacto negativo sobre profissionais, pacientes e instituições.
Sugerem-se estudos acerca desse fenômeno no Brasil, possibilitando aplicá-los na gestão de unidades
obstétricas. Descritores: Enfermagem; Violência no Trabalho; Incivilidade; Obstetrícia; Enfermagem
Obstétrica; Salas de Parto.
ABSTRACT
Objective: to identify the manifestations of workplace violence in hospital obstetrics, as well as their related
factors, consequences, and management strategies. Method: this is an integrative review, with search of
MEDLINE, Lilacs, CINAHL, SciVerse Scopus and SciELO virtual libraries. After reading the articles, the data
were extracted and analyzed. Results: the sample consisted of 11 articles, most of them from Australia. The
main types of workplace violence in obstetrics were verbal abuse, intimidation, humiliation, and bullying;
related to: workers with high level of negative affectivity; older and/or hierarchically superior co-workers;
day shift; patients and/or companions under stress or with mental disorder; overburdened environments/staff
shortages; consequences included the personal, professional and organizational spheres; and managerial
strategies involved incident reports, peer/family dialogues, safety protocols, continuing education.
Conclusion: there is evidence of workplace violence in hospital obstetrics with negative impact on
professionals, patients, and institutions. Studies about this phenomenon in Brazil are suggested, enabling to
apply them in the management of obstetric units. Descriptors: Nursing; Workplace Violence; Incivility;
Obstetrics; Obstetric Nursing; Delivery Rooms.
RESUMEN
Objetivo: identificar los modos de manifestación de la violencia en el trabajo de la obstetricia hospitalaria,
así como sus factores relacionados, consecuencias y estrategias de gerenciamiento. Método: revisão
integrativa, com busca nas bases de dados MEDLINE, Lilacs, CINAHL, SciVerse Scopus y biblioteca virtual
SciELO. Após a leitura dos artigos, efetuaram-se a extração e a análise dos dados. Resultados: la muestra fue
de 11 artículos, la mayoría de origen australiana. Los principales tipos de violencia en el trabajo en
obstetricia fueron abuso verbal, intimidación, humillación y asedio moral; relacionadas a: trabajadores con
nivel elevado de afectividad negativa; colegas de trabajo más viejos y/o jerárquicamente superiores; guardia
diurna; pacientes y/o acompañantes sobre estrés o con trastorno mental; ambientes sobrecargados/escasez
de personal; las consecuencias incluyeron los ámbitos personal, profesional y organizacional; y las estrategias
gerenciales envolvieron informes de incidentes, diálogos con colegas/familiares, protocolos de seguridad,
educación permanente. Conclusión: hay evidencias de violencia en el trabajo en obstetricia hospitalaria con
impacto negativo sobre profesionales, pacientes e instituciones. Se sugieren estudios acerca de ese fenómeno
en Brasil, posibilitando aplicarlos en la gestión de unidades obstétricas. Descriptores: Enfermería; Violencia
Laboral; Incivilidad; Obstetricia; Enfermería Obstétrica; Salas de Parto.
1
Especialista, Universidade Estadual do Ceará/UECE. Fortaleza (CE), Brasil. E-mail: lusilvasousa_@hotmail.com ORCID iD:
https://orcid.org/0000-0002-6203-0024; 2Doutora, Departamento de Enfermagem, Universidade Federal do Ceará/UFC. Fortaleza(CE),
Brasil. E-mail: menesesroberta@yahoo.com.br ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-5803-8605; 3Mestranda, Universidade Estadual do
Ceará/PPSAC/UECE. Fortaleza (CE), Brasil. E-mail: yane_carmem@hotmail.com ORCID iD: https://orcid.org/0000-0003-4362-0296;
4
Doutoranda, Universidade Estadual do Ceará/PPCCLIES/UECE. Fortaleza (CE), Brasil. E-mail: brunnakaren@hotmail.com ORCID iD:
https://orcid.org/0000-0003-2808-7526; 5Doutora, Universidade Estadual do Ceará/PPSAC/UECE. Fortaleza (CE), Brasil. E-mail:
francisca.montesuma@uece.br ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-5838-7821; 6Doutora, Universidade Federal do Ceará/UFC.
Fortaleza (CE), Brasil. E-mail: reginadodt@yahoo.com.br ORCID iD: https://orcid.org/0000-0002-8323-8465
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Sousa LS de, Oliveira RM, Ferreira YC et al. Violência no trabalho em obstetrícia hospitalar.

INTRODUÇÃO MÉTODO

Observam-se que as instituições Trata-se de estudo bibliográfico, descritivo,


hospitalares enfrentam mudanças nos tipo revisão integrativa da literatura,
processos de trabalho e de gestão de pessoas, orientando-se por seis etapas: (1)
como a precarização das relações trabalhistas identificação do problema e definição da
e a necessidade de lidar com a demanda questão norteadora; (2) realização de busca e
sempre maior que a oferta nos serviços. seleção dos estudos segundo critérios de
Associa-se essa conjuntura a situações amostragem; (3) extração de dados; (4)
conflituosas e dilemas éticos que interferem análise crítica dos estudos selecionados; (5)
diretamente no cuidado prestado. interpretação dos resultados; e (6) elaboração
Configura-se o cotidiano do trabalho em da síntese e relatório final.4
saúde como o cenário propício para o estudo Compôs-se a amostra do estudo, após um
de práticas e comportamentos traduzidos em levantamento de artigos científicos no mês de
riscos para pacientes e organizações. Destaca- dezembro de 2017, em periódicos indexados
se o comportamento destrutivo no trabalho nas bases de dados: Medical Literature
em saúde, que se trata de condutas Analysis and Retrieval System Online
desrespeitosas adotadas no ambiente de (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do
prática, envolvendo interações Caribe em Ciências de Saúde (LILACS),
multiprofissionais complexas que prejudicam Cummulative Index to Nursing and Allied
trabalhadores, pacientes e organizações.1 Health Literature (CINAHL), SciVerse Scopus e
Ressalta-se que o trabalho no contexto da na Biblioteca Virtual Scientific Electronic
assistência obstétrica hospitalar, onde Library Online (SciELO).
multipoderes são evidentes, tendo sido palco Selecionaram-se como estratégias de
de violência institucional envolvendo busca, descritores de assunto cadastrados nos
parturientes, médicos e enfermeiras Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e no
obstetras. Vê-se que esse cenário tem relação Medical Subject Headings (MeSH). Os
com o fato da assistência ao parto e ao descritores relacionados à violência no
nascimento ter sofrido transformações que trabalho foram: Violência no Trabalho
revelam sua medicalização e migração para os (Workplace Violence), Bullying, Workplace
hospitais, tornando algumas práticas Bullying (somente cadastrado no MeSH). Os
obstétricas problemáticas e desencadeando descritores relacionados à área de interesse
debates sobre a assistência ao parto e da pesquisa foram: Obstetrícia (Obstetrics),
nascimento.2 Considera-se que sobre esse Assistência ao parto (Midwifery), Unidade
aspecto, em busca de melhor determinar as Hospitalar de Ginecologia e Obstetrícia
formas de violência no contexto de trabalho, (Obstetrics and Gynecology Department,
o Centro de Pesquisa de Prevenção de Danos Hospital ou Obstetric Departments),
da Universidade de Iowa classificou a violência Enfermagem Obstétrica (Obstetric Nursing).
em quatro tipos.3 Realizou-se em seguida, o pareamento dos
Enfoca-se, neste estudo, o tipo III de descritores com o operador booleano “AND”
violência, que envolve os colegas de trabalho, visando identificar estudos que contivessem
incluindo médicos, enfermeiras e técnicas de um e outro assunto, sempre considerando um
enfermagem, estudantes e residentes em descritor relacionado à violência no trabalho e
obstetrícia hospitalar. Observam-se que outro relacionado à área de interesse.
existem, ainda, outros conceitos amplamente Realizou-se a combinação dos pares de
divulgados na literatura que permeiam o descritores nos campos título/title,
fenômeno da violência no trabalho, como resumo/abstract e assunto/subject.
violência ocupacional e bullying no trabalho, Considerou-se que os artigos deveriam
os quais serão abordados na presente responder à seguinte questão norteadora:
pesquisa. como se apresenta o fenômeno da violência
no trabalho em obstetrícia hospitalar,
OBJETIVO
considerando seus modos de manifestação,
● Identificar os modos de manifestação da fatores relacionados e impactos para os
violência no trabalho em obstetrícia envolvidos?
hospitalar, bem como seus fatores Incluíram-se artigos originais de pesquisa
relacionados, consequências e estratégias de primária, disponíveis na íntegra, publicados
gerenciamento. em português, inglês ou espanhol; e que
respondessem à questão norteadora da
pesquisa. Excluíram-se artigos em duplicidade

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e os que, após inseridos na triagem e lidos na Extraíram-se também dos artigos os trechos
íntegra, não contemplaram o objetivo do referentes a variáveis de interesse da revisão:
estudo. modos de manifestação da violência no
Ressalta-se que não foi delimitado, como trabalho; fontes; profissionais envolvidos e
critério de inclusão, o recorte temporal contextos; comportamentos característicos e
referente ao período da publicação dos impactos; além das estratégias de
artigos, uma vez que o propósito foi abranger gerenciamento.
o maior número de manuscritos possíveis Analisaram-se criticamente os estudos por
sobre a temática, levando em consideração a meio de leitura na íntegra. Realizou-se após
contemporaneidade do fenômeno estudado. análise, a síntese dos estudos selecionados, os
Elaborou-se para a análise das evidências e quais se discutiram, posteriormente,
construção da síntese da revisão integrativa, observando suas confluências e divergências.
um instrumento de coleta de dados com o
RESULTADOS
intuito de reunir as seguintes informações dos
artigos: título, autores/ano, periódico, Apresentam-se na Figura 1 os resultados da
desenho/amostra, objetivos e nível de busca realizada. Incluíram-se na amostra 11
evidência da pesquisa. artigos.

Artigos identificados nas bases de


Identificação

dados
(n=30)

Publicações excluídas após leitura dos resumos


(n=12)
-Artigo não localizado na íntegra gratuitamente (n=4)
Publicações após retirada de -Artigo tipo notícia/comentário (n=3)
Triagem

-Artigos que não respondiam à questão norteadora


duplicidades (n=25)
(n=5)
Elegibilidade

Artigos com texto completo excluídos (n=2)


Artigos avaliados na íntegra
(n=13) Não examinava ou abordava, especificamente, a
violência no trabalho em obstetrícia ou abordava
somente a violência por parte dos pacientes/visitantes.
Incluídos

Artigos incluídos na revisão


(n=11)

Figura 1. Fluxograma da seleção dos estudos segundo o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and
Meta-Analyses (PRISMA). Fortaleza (CE), Brasil, 2017.

Título Autores, Periódico Desenho e Objetivos Nível de


Ano Amostra evidência
Consultants as victims Shabazz et BMJ Open Estudo transversal Explorar os incidentes de
of bullying and al., 2016 com 278 médicos bullying e humilhação aos VI
undermining: a survey experientes em médicos experientes em
of Royal College of obstetrícia e obstetrícia e ginecologia.
Obstetricians and ginecologia.
Gynaecologists
consultant experiences

Midwifery student McKenna; Nurse Estudo transversal Examinar a exposição de


exposure to workplace Boyle, Education com 52 estudantes de
violence in clinical 2016 in Practice estudantes de enfermagem obstétrica à VI
settings: an enfermagem violência em uma
exploratory study obstétrica. maternidade.
Psychosocial Demir; Health Estudo transversal Testar um modelo de dois
Antecedents and Rodwell, Policyand com 207 estágios dos antecedentes
Consequences of 2012 Systems enfermeiras gerais e das consequências da VI
Workplace Aggression e obstetras. violência no trabalho
for Hospital Nurses entre enfermeiros.

Midwifery student Shapiro; Women Estudo transversal Explorar as respostas dos


reactions to workplace Boyle; Birth com 52 estudantes de VI
violence McKenna, estudantes de enfermagem obstétrica à
2017 enfermagem violência no trabalho, bem
obstétrica. como avaliar o impacto
sobre eles.

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Sousa LS de, Oliveira RM, Ferreira YC et al. Violência no trabalho em obstetrícia hospitalar.

Workplace aggression, Farrell; Internation Estudo descritivo Informar sobre a natureza


including bullying in Shafiei, al Journal com 1495 e a extensão da violência
nursing and midwifery: 2012 of Nursing enfermeiros no trabalho vivenciada por VI
a descriptive survey Studies gerais e obstetras. enfermeiras e parteiras.
(the SWAB study)
Paramedic and Boyle; Internation Estudo transversal Identificar o tipo de
midwifery student McKenna, al Journal com 393 violência no trabalho VI
exposure to workplace 2016 of Medical estudantes de vivenciada pelos
violence during clinical Education paramédicos e estudantes de
placements in enfermagem paramédicos e de
Australia – A pilot obstétrica. enfermagem obstétrica.
study
Oppression and Rodwell; Journal of Estudo transversal Oferecer um modelo de
exposure as Demir, Clinical com 273 antecedentes de bullying VI
differentiating 2012 Nursing enfermeiros no trabalho para aplicar a
predictors of types of gerais e obstetras. uma gama mais ampla de
workplace violence for agressões no trabalho,
nurses incluindo bullying e vários
tipos de violência entre
enfermeiros.
Nurses’ attitudes and Samiret Eastern Estudo transversal Identificar formas de
reactions to workplace al., 2012 Mediterran com 416 violência no trabalho
violence in obstetrics ean Health enfermeiros de contra enfermeiros VI
and gynecology Journal departamentos de obstetras e avaliar sua
departments in Cairo ginecologia e reação e atitudes.
hospitals obstetrícia.

A Study of Workplace Kumar et Journal of Estudo transversal Examinar os tipos de


Violence Experienced al., 2016 Clinical and com 151 médicos violência vivenciados por
by Doctors and Diagnostic diretamente médicos em vários VI
Associated Risk Factors Research envolvidos na departamentos,
in a Tertiary Care assistência ao juntamente com as
Hospital of South paciente. possíveis causas e efeitos
Delhi, India no desempenho do
trabalho, o tratamento do
incidente e as
recomendações para a
prevenção da violência.
Bullying workshops for Cresswell The Clinical Estudo de Realizar um workshop
obstetric trainees: a et al., Teacher intervenção para abordar a questão do
way forward 2015 (oficina), bullying e humilhação
envolvendo dentro da especialidade. VI
obstetras e
ginecologistas,
estagiários e
outros
profissionais.

Occupational Violence Shea et Journal of Estudo transversal Examinar a extensão e a


and Aggression al., 2016 Nursing por meio de fonte de violência
Experienced by Scholarshippesquisa online ocupacional (VAO)
Nursing and Caring com experimentada por VI
Professionals trabalhadores de profissionais de
enfermagem, enfermagem. E examinar
totalizando 4.891 as contribuições de
membros da características
Federação demográficas e fatores de
Australiana de segurança no local de
Enfermagem e trabalho e individuais na
Obstetrícia. predição de VAO.
Figura 2. Distribuição dos artigos analisados segundo variáveis de interesse da pesquisa. Fortaleza (CE), Brasil,
2017.
Reúnem-se na Figura 2 os artigos da consequências para os envolvidos, em
revisão, segundo as variáveis de interesse ambientes hospitalares e da saúde em geral.
metodológica. Verificou-se que todos em Viu-se, por sua vez, que os periódicos em
língua inglesa, a maioria de origem australiana que esses artigos foram publicados são de
(7), mostrando ser este um tema de interesse diferentes áreas, abrangendo desde a
por parte dos pesquisadores. Publicaram-se educação médica e de enfermagem a revistas
todos a partir de 2012, o que coincide com a voltadas para a prática clínica. Isso demonstra
recente mobilização de pesquisadores, em que essa problemática está sendo e deve ser
todo o mundo, em busca de políticas públicas cada vez mais abordada nos âmbitos
e estudos voltados para a violência no educacional e assistencial.
ambiente de trabalho, incluindo suas
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Empregou-se nos artigos, em sua maioria comportamento por medo de retaliação ou de


(9), a metodologia de estudos transversais não querer se indispor em uma instituição
envolvendo médicos especialistas em onde eles podem estar se candidatando a um
ginecologia e obstetrícia (2), enfermeiros emprego.9
gerais e obstetras (5), estudantes de Mostraram-se os estudos quanto aos grupos
enfermagem obstétrica (2) e estudantes de mais vulneráveis em sofrer tais tipos de
enfermagem obstétrica e paramédicos (1). Um violência, que os alunos/estagiários são os
estudo utilizou a pesquisa descritiva como mais abusados verbalmente e intimidados.9
desenho. Mostra-se que médicos também são vítimas da
Enfatizaram-se, em geral nos estudos, os violência no trabalho, diferentemente da
tipos de violência no local de trabalho (9), maioria dos estudos que os identificam como
seus antecedentes (2) e consequências (5), perpetradores.6
além das reações e atitudes das vítimas (2). Observaram-se em outro estudo, diferenças
Fundamentou-se a discussão, após se estatisticamente significativas para gênero,
realiza a síntese dos resultados das pesquisas, função e tipo de local de trabalho. Viu-se que
nas variáveis de interesse da revisão, a saber: os entrevistados homens e os que estavam
principais tipos de violência no trabalho em empregados como enfermeiros foram mais
obstetrícia e grupos vulneráveis; fatores submetidos à violência e agressão
relacionados, perpetradores e impacto da ocupacional, bem como aqueles que
violência no trabalho em obstetrícia; e trabalhavam em hospitais públicos ou
estratégias para gerenciamento. instituições de cuidados com idosos.10
Considera-se além disso, trabalhadores na
DISCUSSÃO
faixa etária mais velha (56 ou mais anos)
Identificaram-se, inicilmente, os principais apresentaram maior probabilidade do que os
tipos de violência no trabalho na área de mais jovens (18-25 anos) de experimentar
Obstetrícia hospitalar, bem como os grupos violência ocupacional. Observou-se que os que
mais vulneráveis a esse tipo de agressão trabalhavam em hospitais privados, clínica
ocupacional. geral, governo local e serviços comunitários
Observou-se segundo os estudos, os tipos apresentaram menor probabilidade de
de violência que mais acontecem no trabalho experimentar essa violência do que os
em obstetrícia são: psicológica, física e empregados em hospitais públicos. Destacou-
sexual.5-7 Viu-se que a forma mais comum de se ainda que os entrevistados que
violência é a psicológica, que abrange apresentaram maiores níveis de sobrecarga de
condutas como abuso verbal, humilhação e funções foram mais prováveis a terem
intimidação, as quais são também experimentado violência ocupacional nos
reconhecidas como formas de assédio moral últimos 12 meses.10
no trabalho.5,8 Observou-se no que diz respeito ao fato de
Considera-se que a violência psicológica os fatores de segurança no local de trabalho,
ocorre na metade ou na maioria dos encontros em particular a priorização da segurança dos
com perpetradores.6 Vê-se que a maldade, a funcionários, terem sido mais importantes na
humilhação, o sarcasmo e as críticas redução da probabilidade de violência
injustificadas também são formas ocupacional do que fatores de segurança
frequentemente encontradas no local de individuais. Consideram-se que essas
trabalho. Encontraram-se, também, além descobertas são importantes para o setor de
disso, nos estudos, atitudes de revirar os saúde porque destacam maneiras pelas quais
olhos, exclusão, isolamento e fofocas.7 os formuladores de políticas e os
empregadores podem abordar a violência no
Envolve-se principalmente na violência
local de trabalho. Exemplifica-se, o
física os atos de perfurar, golpear, empurrar,
fortalecimento dos fatores no local de
arranhar e agarrar, porém citados em menor
trabalho, particularmente uma maior
frequência na literatura.7,8 Mostrou-se, nos
priorização da segurança do pessoal em
estudos, uma pequena parcela da violência
relação à segurança do paciente, reduzirá a
sexual, sendo, na maioria das vezes, instigada
probabilidade de violência contra os
por colegas.9,5 Viu-se em estudo, mulheres
profissionais da saúde.10
experimentaram assédio sexual em maior
frequência do que homens.5 Mostrou-se em estudo, no que diz respeito
Afirmam-se pelos pesquisadores que aos fatores relacionados e aos perpetradores
estudantes são também submetidos a assédio da violência no trabalho em serviços de
sexual no local de trabalho. Acredita-se haver obstetrícia, que se pode incluir uma série de
a falta de confiança destes para relatar tal comportamentos, como atos de bullying.

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Sousa LS de, Oliveira RM, Ferreira YC et al. Violência no trabalho em obstetrícia hospitalar.

Embora os pesquisadores ainda não tenham suporte) e níveis individuais de afetividade


concordado em definições uniformes desses negativa.11 Sabe-se que existe uma relação
tipos de agressão, há características positiva entre a afetividade negativa do
consistentes em todas as definições de perpetrador e a prática do bullying. Quanto
bullying e violência.11 maior o nível de afetividade negativa, maior a
Definiu-se bullying no local de trabalho probabilidade de praticar esse tipo de
como comportamento repetido e não razoável violência. Além disso, há uma relação positiva
que ocorre entre colegas.7 Observam-se que a entre o horário de trabalho do turno da manhã
natureza do bullying incluiu atos psicológicos e o bullying, com trabalhadores do turno da
e físicos; as fontes são distintas da violência, manhã mais propensos a sofrer bullying do
sendo este mais proveniente de fontes que trabalhadores de outros turnos.12
internas (por exemplo, supervisores e colegas Evidenciaram-se em estudos, quanto ao
de trabalho) e a violência potencialmente perfil desses perpetradores, que a maioria é
originária de fontes internas ou externas (ou um colega de trabalho hierarquicamente
seja, os pacientes ou familiares e amigos do superior ou mais velho e os maiores
paciente).12 responsáveis são os médicos, diretores
Considera-se importante, dada essas clínicos, secretários clínicos, pacientes e
diferenças nos conceitos que compõem a familiares, gerentes e supervisores de
violência no local de trabalho, todos os tipos administração e executivos.5,6,7,8 Observou-se
de bullying e violência ao tentar entender e além disso, as mulheres e as pessoas com
investigar antecedentes e consequentes idade superior a 40 anos foram os
desses atos no local de trabalho entre perpetradores mais prováveis e os mais
enfermeiros.11 Torna-se importante nesse angustiantes para lidar.7
contexto, conhecer os fatores que se Relataram-se em outra pesquisa, tanto
relacionam à violência no trabalho em homens como mulheres agiram como
obstetrícia pode auxiliar na investigação das perpetradores. Observou-se que a violência no
causas que levam os perpetradores a trabalho, frequentemente, é praticada por um
adotarem comportamentos indesejáveis, além ou mais indivíduos agindo de forma
de proporcionar um manejo adequado desse independente.6 Ressalta-se que o perpetrador
problema levando em consideração os diversos geralmente tem um perfil já conhecido e
cenários em que a violência no trabalho determinado nas relações laborais e é mais
aparece. provável que possa agir aliado a outros
Observa-se que dessa forma, no que diz colegas do que sozinho. Comprova-se com
respeito aos fatores relacionados à violência isso, o que os estudos mostram acerca das
no trabalho, um estudo identificou algumas pessoas que adotam esses comportamentos, o
causas, destacando fatores internos e que dificulta os relacionamentos interpessoais
externos e sua interação. Por exemplo, as saudáveis.
influências internas referem-se a Identificou-se que há também estudos
características que afetam o paciente, como abordando a violência por parte dos paciente
sua personalidade ou os efeitos de sua e familiares dos serviços.7,9,10 Ressaltam-se,
doença. Vê-se por sua vez que as influências pelos pesquisadores, que os enfermeiros
externas se concentram no meio ambiente, obstetras, muitas vezes, trabalham em áreas
como ambientes ruidosos ou escassez de fechadas e confinadas com mulheres, seus
pessoal. Citaram-se além disso como fatores parceiros e famílias, como salas de parto.
contribuintes o abuso de drogas por parte dos Assim, o trabalho de parto e o nascimento
profissionais, a frustração dos pacientes podem ser eventos estressantes para as
devido a recursos inadequados e a mulheres e sua família, não sendo
intoxicação.7 surpreendente que os profissionais e
Afirma-se em outra pesquisa que os estudantes da categoria relatem abuso verbal
principais fatores que contribuem para e intimidação de mulheres, parceiros e
experiências de violência no local de trabalho famílias em tais contextos clínicos.9
são: a personalidade do perpetrador ou a sua Destaca-se que os perpetradores não são
doença mental, ambientes de trabalho apenas os que estão em posição de
estressantes e com sobrecarga de trabalho, trabalhadores da saúde, mas também
incluindo falta de treinamento, suporte de compõem pacientes e seus familiares,
gestão e má comunicação entre o pessoal.7 dependendo da forma de violência a que as
Realizou-se um estudo com 207 vítimas estão submetidas, portanto, conhecer
enfermeiras gerais e obstetras, associaram-se a causa raiz da violência no trabalho torna-se
à violência diferentes combinações de fundamental e urgente.
condições de trabalho (demandas, controle e
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Sousa LS de, Oliveira RM, Ferreira YC et al. Violência no trabalho em obstetrícia hospitalar.

Considerou-se que outra variável estudada graduação, além da atuação da educação


nesta revisão trata-se do impacto da violência permanente nas instituições de saúde a fim de
no trabalho em Obstetrícia, incluindo as garantir espaços de discussão e construção de
reações e as consequências para canais de comunicação formais que permeiem
trabalhadores, organizações e pacientes. as relações interprofissionais. Vê-se ainda que
Mostra-se em pesquisa que a violência no não percebam que estão sofrendo algum tipo
local de trabalho não só tem repercussões em de violência no trabalho ou não atribuam
curto prazo, mas também pode causar danos importância a esses episódios, nota-se a
em longo prazo que reduzem a qualidade dos existência de comportamentos destrutivos no
cuidados prestados pelos profissionais da trabalho em saúde que trazem diversas
saúde, bem como danos financeiros às consequências para o indivíduo (profissional
instituições de saúde que interferem na ou estudante). Portanto, compreender o
produtividade.13 Ressalta-se que além de impacto que essa violência gera é essencial à
prejudicar a própria saúde, os atos de elaboração de estratégias que possam
violência no trabalho interferem direta e prevenir ou mesmo anular essas atitudes
indiretamente no cotidiano dos trabalhadores, negativas.
pois propiciam dificuldades de Levantaram-se finalmente as estratégias
enfrentamento, retaliação organizacional, para enfrentamento da violência no trabalho
desmotivação, fadiga, insatisfação, em Obstetrícia. Afirmaram-se pelos
sentimentos de culpa, medo, angústia. Vê-se pesquisadores que, embora a violência no
que tudo isso leva ao adoecimento da local de trabalho seja uma questão de bem-
organização como um todo, o que pode gerar estar importante que deve ser abordada de
ônus na qualidade da assistência e na frente, é útil estudar meios eficazes para lidar
segurança do paciente. com a violência no local de trabalho.13
Demonstra-se em estudo realizado com Consideram-se que duas observações são
médicos experientes em obstetrícia e evidentes: primeiro, a maioria dessas
ginecologia o impacto relatado na vida intervenções se concentra na vítima ou na
profissional e pessoal, o qual abrange um organização, em vez de priorizar o
amplo espectro de ideias suicidas, depressão, perpetrador. Em segundo lugar, sabe-se que a
perturbação do sono e perda de confiança. vítima precisa de apoio, pois, dentro da
Quando se perguntou às vítimas se o problema organização, ela tem menos apoio que o
estava sendo resolvido, a maioria respondeu perpetrador.6 Observam-se que, muitas vezes,
que não.6 Observou-se que, além da angústia as vítimas não recebem cuidados adequados
vivenciada pelas vítimas, a segurança do por instituições que não conhecem os
paciente é comprometida pelos efeitos problemas. Precisam-se que as
advindos dessas atitudes negativas. Aqueles Estruturas/políticas sejam postas em prática
que relatam tais comportamentos raramente para permitir que as pessoas se sintam à
estão satisfeitos profissionalmente.6 vontade para denunciar a violência no local de
Revelou-se em estudo com estudantes de trabalho e acessar a ajuda de que
enfermagem obstétrica que, para alguns, as necessitam.13
experiências de violência resultaram em Destacam-se que tais intervenções
tornar-se mais fechado das interações e precisam envolver os profissionais da saúde e
cauteloso,9 consequentemente, as emoções universidades incluindo uma revisão dos atuais
negativas são experimentadas em níveis relatórios e processos de investigação
elevados e o ciclo se repete.11 inadequados que não só deixam aqueles que
Considera-se que a violência no local de reclamam insatisfeitos com o resultado, mas
trabalho tende a fazer com que os alunos também prejudicam os outros envolvidos.
apresentem sinais de estresse pós-traumático, Observa-se assim que tanto as intervenções
permeando comportamentos mais intrusivos preventivas como disciplinares requerem
do que de evasão. Além disso, pode-se gerar avaliação efetiva por meio de um
sofrimento indevido e afetar a forma como os monitoramento efetivo do feedback.6
alunos vêem a profissão escolhida.13 Consideram-se que as instituições precisam
Identificou-se em outro estudo que os de um processo de elaboração de
alunos não relatam atos de violência no local relatórios/notificações em que os alunos e
de trabalho contra eles, pois não querem pôr demais trabalhadores tenham confiança em
em perigo a oportunidade de conseguir um usá-lo e no qual serão tomadas as ações
emprego,5 portanto, torna-se imprescindível a apropriadas. Vê-se que a informação mais
sensibilização em relação a essa temática ampla acerca das unidades disponíveis e dos
desde a formação profissional até a pós- protocolos de saúde e segurança ocupacional,
tanto no local de trabalho quanto na
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Rev enferm UFPE on line., Recife, 12(10):2794-802, out., 2018 2800
ISSN: 1981-8963 https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i10a236958p2794-2802-2018

Sousa LS de, Oliveira RM, Ferreira YC et al. Violência no trabalho em obstetrícia hospitalar.

universidade, pode fornecer confiança às Por sua vez, os efeitos negativos do bullying e
vítimas para relatar esses incidentes.5,9,13 do abuso emocional interno sobre o
Precisa-se que, dada essa alta taxa de compromisso organizacional podem ser
violência no local de trabalho e taxa reduzidos.11
relativamente baixa de notificação de Precisa-se investigar um modelo de local de
incidentes de violência, os hospitais trabalho em uma variedade de tipos de
desenvolvam diretrizes efetivas para restringir violência aumenta a compreensão das áreas
a violência no local de trabalho e proteger a relacionadas ao local de trabalho para atingir
equipe de enfermagem e os estudantes por e intervir, com o objetivo de reduzir a
meio de sistema de relatório de incidentes ocorrência, além de consequências negativas
obrigatório, revisão das responsabilidades das associadas, de violência no local de
equipes de segurança e acompanhamento de trabalho.12
incidentes pela administração.14
CONCLUSÃO
Torna-se importante diante disso, integrar
universidades e instituições de saúde no Notou-se que a agressão psicológica foi o
manejo da violência no trabalho torna-se um tipo de violência no trabalho mais comumente
meio adequado para adotar posturas mais vivenciada por profissionais da área de
éticas e humanizadas desde a formação até a obstetrícia hospitalar, sendo grupos
atuação profissional. Necessita-se, também, vulneráveis os alunos/estagiários e as
de treinamento e sensibilização dos enfermeiras. Consideraram-se a personalidade
trabalhadores de saúde e dos estudantes, do perpetrador, ambientes de trabalho
antes de participar dos estágios, sobre como estressantes e com sobrecarga de trabalho
lidar com a violência no local de trabalho e a fatores contribuintes para esse tipo de
importância de denunciar a exposição a esses violência. Viu-se que a maioria dos
comportamentos.5 perpetradores foi médica, em função
Ressalta-se a necessidade de um gerencial, mas pode envolver pacientes e
treinamento para melhorar a segurança do familiares. Gera-se, como consequências, esse
pessoal no trabalho, bem como aumentar a tipo de violência dificuldades de
conscientização da equipe em torno de enfrentamento, retaliação, desmotivação,
comportamentos aceitáveis no local de fadiga, insatisfação, sentimento de culpa,
trabalho para combater o bullying.7 medo e angústia às vítimas.
Recomendam-se seminários educacionais Destacaram-se como estratégias de
em que os trabalhadores de saúde gerenciamento: sistema de
densenvolvam técnicas de comunicação e relatórios/notificações, protocolos de saúde e
gerenciamento de estresse ou raiva com segurança ocupacional, treinamento e
resolução de conflitos para gerenciar sensibilização dos trabalhadores de saúde e
efetivamente a violência no local de dos estudantes e gerenciamento de conflitos.
trabalho.14 Ressalta-se a necessidade de estudos
Considera-se que os gerentes devem visando a aprofundar a análise da temática
reconhecer que não só as condições de com aplicação prática dessas estratégias, bem
trabalho são importantes, mas as variações como avaliação e feedback dos profissionais
individuais decorrentes de disposições envolvidos na área. Sugerem-se, ainda,
pessoais podem muitas vezes desempenhar um estudos acerca desse fenômeno no contexto
papel e a reatividade individual pode brasileiro de atenção obstétrica,
influenciar as percepções. Vê-se que o possibilitando aplicá-lo na prática da gestão
gerenciamento pode atuar para enfrentar a nessa área.
causa e prestar especial atenção às
REFERÊNCIAS
demandas.11
Recomenda-se, também, a participação 1. Oliveira RM, Silva LMS, Guedes MVC,
ativa dos gestores em políticas de prevenção e Oliveira ACS, Sánchez RG, Torres RAM.
enfrentamento da violência no trabalho é um Analyzing the concept of disruptive behavior
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Bairro Passaré
CEP: 60861-444 ― Fortaleza (CE), Brasil
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