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FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais

Banana Minas
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL - MI
Secretaria de Infra-Estrutura Hídrica - SIH
Departamento de Projetos Especiais - DPE Gerais
ISSN 1518-4579
são de licenças prévias de
APRESENTAÇÃO importação.O mercado europeu ado-
Esta edição do FrutiSéries, ta tratamento alfandegário privilegia-
dedicada à cultura da banana no do à importação de banana de suas
Estado de Minas Gerais, contém as ex-colônias, os países ACP (África-
informações mais atuais sobre a con- Caribe-Pacífico).
juntura de mercado e os aspectos Entretanto, pressões de empresas
técnicos relativos às fases de produ- americanas, produtoras desta fruta,
ção, pós-colheita e comercialização. têm levado a Organização Mundial
do Comércio-OMC a rever o sistema
Por se tratar de uma cultura com de quotas vigente, abrindo espaço no
diversas variedades, algumas delas mercado europeu a estas empresas.
com expressão no mercado, envol-
vendo um conjunto mais complexo Embora seja o terceiro maior pro-
de informações, a presente edição dutor da fruta, com cerca de 5,6 mi-
do FrutiSéries foi ampliada, visando Buquê de banana Grande Naine, uma lhões de toneladas em 1999 produ-
proporcionar aos produtores um co- das variedades do grupo Cavendish zidas em 518 mil ha, segundo o
nhecimento mais aprofundado so- (nanica,nanicão etc) que domina o IBGE, a participação do Brasil neste
bre as questões que envolvem a mercado mundial. mercado não supera a insignifican-
cultura da banana e sua comer- tes 68 mil t, em razão de sua precá-
Nos Estados Unidos, 80% da dis-
cialização. tribuição interna está concentrada ria estrutura comercial, da baixa qua-
Dentre essas questões, inclui-se em três grandes empresas multi- lidade da produção, além da dimen-
a classificação, um dos pontos fun- nacionais. Na Europa, a distribuição são do mercado interno que absor-
damentais do manejo pós-colheita. O é mais atomizada, existindo um sis- ve a maioria da produção nacional.
conhecimento dos padrões de clas- tema de quotas que controla a emis- (Figura 1).
sificação vai ensejar aos produtores
condições básicas para sua inserção Fig. 1 - Área Colhida e Produção de Banana por Região no Brasil.
em mercados mais competitivos.

MERCADO
A banana é a fruta de maior pro-
dução e comercialização mundial,
responsável por 37% do volume to-
tal de frutas transacionadas no mer-
cado internacional. Este percentual
significou 13,7 milhões de toneladas,
em 1999, representando crescimen-
to da ordem de 25% em relação a
1990, segundo dados da FAO.
Os maiores exportadores da fru-
ta, em 1999, foram o Equador, com
4,0 milhões t, a Costa Rica com 1,8
milhões t, a Colômbia com 1,5 mi-
lhões t e as Filipinas, com 1,1 milhões
t. Juntos, estes países, foram respon-
sáveis por 62% do volume do comér-
cio internacional de bananas.
Os principais mercados para a ba-
nana são os Estados Unidos, que im-
portam 40% do volume comer- Principais Pólos
cializado no mundo, seguido da Ale- Produtores de Banana
manha, Reino Unido e Bélgica/
Luxemburgo, com 12,7%, 9,4% e
1,7%, respectivamente.

FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000


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FrutiSéries 6 - Banana - Minas Gerais

No Estado de Minas Gerais são


cultivados 42 mil ha de banana, com
uma produção de 430 mil toneladas,
em 1999, segundo o IBGE. Dados
da EMATER/MG e da CEASA/MG in-
dicam a forte presença da variedade
Prata no Estado, tanto na produção,
quanto na comercialização.
Segundo a CEASA/MG, foram
comercializadas, na unidade de
Contagem, em 1999, 80,8 mil t de
bananas. A variedade Prata foi res-
ponsável por mais da metade deste
volume, com 57,1%, seguida da
Nanica com 37,3%, da Maçã com
3,6% e outras com 2% (Tabela 1).

Tabela 1 - Variedades Comercia-


lizadas na CEASA/MG, em 1999.
Volume Participação Fonte: CEASA/MG,
Variedade CEASA/RJ E CEAGESP
mil/t %
Prata 46,1 57,1
Nanica 30,2 37,3 Tabela 2 - Principais municípios produtores de Banana Prata em Minas
Gerais - 1999.
Maçã 2,9 3,6
Outras 1,6 2,0 Área Produção Participação na
TOTAL 80,8 100,0 Municípios
mil ha mil t Produção %
Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000
Jaíba 2,8 49,6 19,8
Vale ressaltar o crescimento da Nova Porteirinha 2,3 37,8 15,1
Prata no mercado mineiro, em rela- Janaúba 1,5 26,1 10,4
ção às demais variedades, com au- Verdelândia 1,1 24,1 9,6
mento significativo no volume total Matias Cardoso 0,5 9,0 3,6
que passou de 41% em 1990 para
Brasópolis 1,4 8,6 3,4
57,1% em 1999.
Capitão Enéas 0,4 8,0 3,2
Banana Prata Pedralva 0,6 5,4 2,2
O Estado de Minas Gerais é o prin- Pirapora 0,2 4,7 1,9
cipal produtor nacional desta varie- Francisco Sá 0,3 4,5 1,8
dade, sendo o maior fornecedor dos Outros 6,8 72,4 28,9
mercados mineiro, carioca e paulista,
TOTAL 17,8 250,3 100,0
com participação na oferta destes
Estados de 95%, 56% e 64%, respec- Fonte: EMATER/MG-Relatório Analítico para Fruticultura-1999.

tivamente (Figura 2).


Segundo estimativas da
EMATER/MG, a produção mineira da
Prata, em 1999, foi de 250,3 mil t,
ocupando uma área de cultivo de
17,8 mil ha. A maior região produto-
ra é o Norte do Estado, localizada
no Vale do São Francisco, respon-
sável por 65,4% da produção esta-
dual desta fruta (Tabela 2).
Do ponto de vista da comer-
cialização na CEASA/MG, foram
transacionadas cerca de 46,1 mil to-
neladas, em 1999, o que represen-
tou um crescimento de 116%, em re-
lação ao ano de 1990 (Figura 3 – li-
nha vermelha).

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Com relação ao preço médio, ob-


servou-se redução de 35%, nos últi-
mos 10 anos, com pique de eleva-
ção nas cotações em 1995. Entretan-
to, a partir deste ano, até 1999, verifi-
cou-se decréscimo de 66%, com os
preços passando de US$ 824/t, em
1990 para US$ 280/t, em 1999 (Figu-
ra 4 – linha vermelha).
Quanto à origem, 95,2% do volu-
me comercializado através da
CEASA/MG foi do próprio Estado,
2,8% de São Paulo, 1,3% de Santa
Catarina e 0,7% de outros Estados
(Tabela 3).

Tabela 3 - Procedência da Banana


Prata comercializada na CEASA/
MG em 1999.
Volume Particip.
Estado
mil t %
Minas Gerais 43,9 95,2
São Paulo 1,3 2,8
S. Catarina 0,6 1,3
Outros 0,3 0,7
TOTAL 46,1 100,0
Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000

O gráfico da variação estacional


do período 1990/99, indica dois perí-
odos de preços compensadores, sob
a ótica do produtor da variedade Pra-
Banana Nanica Catarina, com 22,6 %; São Paulo,
ta: fevereiro e, especialmente, junho/ com 14,5%; e outros Estados, 2,1%.
agosto. Neste último, os preços situ- Mesmo sendo a principal varieda- (Tabela 4).
am-se em 15% acima de média anu- de comercializada nos mercados bra-
Em relação aos meses de melho-
al (Figura 5, linha vermelha). sileiro e mundial, a banana Nanica
res preços para o produtor desta va-
Com referência ao volume, o pe- situa-se em segunda posição na pre- riedade, as curvas de variação
ríodo outubro/dezembro apresenta ferência do mercado mineiro. Levan- estacional indicam o período setem-
maior concentração de oferta, 11% tamento realizado pela EMATER/MG, bro/outubro, quando a amplitude de
acima da média anual, o que se re- em 1999, indica que o Estado cultiva variação chega a atingir 13% acima
flete nos preços que chegam a cair 2,2 mil ha, responsáveis por uma pro- da média, em setembro (Figura 6 -
em até 26% abaixo da média anual, dução de 38,7 mil t. linha vermelha).
no mês de novembro (Figura 5, li- Em relação à comercialização, a
nha vermelha). CEASA/MG, unidade de Contagem, Tabela 4 - Procedência da Banana
registrou o movimento de 30,1 mil t Nanica comercializada na CEASA/
em 1999, o que representou um au- MG em 1999.
mento de cerca de 16%, quando Volume Particip.
Estado
comparado com 1990, embora no mil t %
período tenha-se observado volume Minas Gerais 18,3 60,8
praticamente constante (Figura 3 – Santa Catarina 6,8 22,6
linha verde).
São Paulo 4,4 14,5
A banana comercializada em Paraná 0,3 1,1
1999, na CEASA/MG, teve o próprio
Outros 0,3 1,0
Estado como principal fornecedor,
participando com 60,8% do volume TOTAL 30,1 100,0
Banana Prata. total, seguido do Estado de Santa Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000

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Banana Nanica.

Banana Maçã
A banana Maçã é a terceira, na
preferência dos consumidores minei-
ros com 2,9 mil t comercializadas na
CEASA/MG, em 1999, contra 3,8 mil
t em 1990. O decréscimo de 24,3%
no volume comercializado pode ser
indicador de tendência de diminuição
do consumo. (Figura 3 – linha azul).
Para o produtor da fruta, o perío-
do agosto/dezembro foi o de melho-
res preços, situados, em média,
13,7% acima da média anual. Neste
período foram identificados dois pi-
ques de 17%, em setembro e dezem-
bro (Figura 7 – linha vermelha).
Neste mesmo período, em no-
vembro, o volume comercializado
caiu 31% em relação à média. A con-
centração da oferta ocorre entre os
meses de março e maio, ficando, em
média, 11% acima da média anual,
com refelexo nos preços, que che- Tabela 5 - Procedência da Banana • utilizar mudas de boa procedên-
gam a atingir, em abril, 16% abaixo Nanica comercializada na CEASA/ cia, de matrizes com alta produtivi-
da média. (Figura 7 – linha azul). MG em 1999. dade, isentas de pragas, doenças e
O Estado de Minas Gerais foi o ervas daninhas, tais como as obtidas
Volume Particip. por cultura de tecido (foto a seguir);
maior fornecedor da variedade Maçã Estado
mil t %
para a CEASA/MG, com 1,0 mil t, em • manter as plantas em níveis
Minas Gerais 1,0 35,3
1999, representando 35,3% do volu- nutricionais adequados, baseando as
Mato Grosso 0,5 18,0 adubações em análises de solo e foliar;
me comercializado nesta Central. O
Espírito Santo 0,5 17,8
Estado de Mato Grosso, em segun- • monitorar e controlar as pragas
do lugar, participou com 18%, segui- Mato Grosso Sul 0,4 13,1
(broca-do-rizoma, tripes da flor, tra-
do do Espírito Santo, com 17,8%, São Paulo 0,3 11,3
ça da bananeira, pulgão da bananei-
Mato Grosso do Sul, com 13,1%, São Outros 0,1 4,5
ra e abelha arapuá), as doenças
Paulo com 11,3% e outros Estados, TOTAL 2,9 100,0 fúngicas (sigatoka-amarela e mal do
com 4,5%. (Tabela 5). Fonte: CEASA/MG - Agridata 2000
panamá), bacterianas (moko ou mur-
cha-bacteriana), viróticas (bunch top
PRODUÇÃO e vírus do mosaico do pepino) e
nematóides;
Localizar o bananal, preferencial-
mente, em regiões com a tempera- • estar alerta ao aparecimento da
tura média em torno de 28 ºC, com doença fúngica Sigatoka Negra, evi-
mínimas não inferiores a 18 ºC e má- tando a aquisição de mudas de lo-
ximas não superiores a 35 ºC. É in- cais onde a doença já foi detectada.
dispensável a suplementação de Caso a sua presença seja constada,
água por irrigação em locais onde a adotar as seguintes medidas: a) in-
precipitação efetiva for inferior a 100 formar imediatamente as autoridades
Banana Maçã. mm/mês; fitossanitárias locais; b) podar e eli-

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• após o corte, partir o


pseudocaule, visando acelerar o seu
secamento e a decomposição e in-
corporação da matéria orgânica.

COLHEITA
Para a variedade Nanica, o perío-
do entre o plantio e a colheita é, em
média, de 11 a 12,5 meses. O rendi-
mento médio, em regiões tradicional-
mente produtoras, é de até 1500 ca-
chos por hectare ou 30-40 t/ha;
• de maneira geral, o corte dos
cachos é feito quando os frutos loca-
lizados no meio do cacho apresenta-
rem desenvolvimento máximo do seu
diâmetro ( aproximadamente 32mm).
Esta medida deve ser feita utilizan-
Viveiro e muda multiplicada por cultura de tecido. Mudas produzidas por do-se calibradores que permitem
essa técnica, apresentam-se livres de pragas e doenças, alto vigor e tama- conferir maior precisão e uniformida-
nho uniforme, facilidade no plantio e pegamento mais rápido. de à colheita;
• nas variedades Nanica, Nanicão,
minar periodicamente as folhas afe- • eliminar, periodicamente, tan- Prata e Maçã o desaparecimento das
tadas evitando a disseminação da to as folhas secas e mortas como quinas e angulosidades da fruta é um
doença e c) aplicar os fungicidas as parcialmente verdes com o dos principais indicadores visuais de
indicados para a doença por um pecíolo quebrado. Esta operação que os frutos atingiram o pleno desen-
Agrônomo. permite melhorar o arejamento e volvimento fisiológico. A colheita não
• a produção do bananal pode luminosidade do pomar e evitar deve ser realizada antes desta fase.
possíveis danos aos cachos;
ser deslocada para épocas de me- • a colheita deve ser feita por dois
lhores preços (Figuras 5, 6 e 7), atra- • ensacar os cachos, em poma- operários. Um corta parcialmente o
vés da época de plantio, manejo das res destinados a mercados mais no- pseudocaule e o outro, com uma es-
touceiras e pela eliminação progra- bres, com sacos de polietileno, visan- puma no ombro, ampara cuidadosa-
mada das brotações (filhos e netos); do a proteção e a melhoria geral da mente o cacho, evitando que este
qualidade dos frutos; atinja o solo. Posteriormente, o pri-
• deixar apenas a planta mãe,
• cortar o pseudocaule das ba- meiro operário corta o engaço para
para cada ciclo do bananal, um filho
naneiras de forma gradual após a co- que o segundo leve o cacho ao
e um neto, ou a mãe e um ou dois
lheita dos cachos. Este procedimen- carreador, ou cabo aéreo, para o
seguidores (filhos), eliminando-se os
to permite que as bananeiras restan- transporte até ao barracão de des-
demais. A data correta do desbaste
tes recebam as reservas de água e pencamento e embalagem. Os colhe-
depende do tipo de muda, da varie- sais minerais das recém cortadas. dores e operadores devem ser ade-
dade, do sistema de cultivo, da épo- Para essa operação utilizar ferramen- quadamente treinados para evitar
ca de plantio, da altitude local e da tas desinfetadas; danos aos frutos.
época que se deseja comercializar;
•realizar essa operação, com o
Fotos: Zilton José Maciel Cordeiro - Embrapa Mandica Fruticultura

necessário conhecimento da dura-


ção do ciclo vegetativo da variedade
que se pretende manejar. Com base
nestes dados, o desbaste é feito cor-
tando-se a parte aérea dos brotos,
rente ao solo. Em seguida, extrai-se
a gema apical com a ajuda de uma
ferramenta denominada “Lurdinha”;
• proteger o pomar com quebra-
ventos, para evitar danos causados
por ventos fortes, torção e tomba-
mento das plantas, principalmente
se abrigarem cachos. Neste caso,
deve-se escorar as plantas com va-
ras ou com fios de polipropileno,
material durável, de baixo custo e de Sintoma do ataque de Sigatoka negra, doença fúngica recentemente introduzida
fácil manejo; no Brasil. Os bananicultores devem estar atentos ao seu aparecimento.

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Tabela 6 - Classificação da Banana por tipos (Grupo Cavendish).


Tipo Exportação A B C
Classe I (comprimento) 22 18 a 22 18 a 26 12 a 26
Classe II (diâmetro) 32 32 a 36 28 a 39 27 a 39
Sub-classe Buquê e Buquê, Penca
Buquê Buquê
(forma de apresentação) Penca e Dedo
Qualidade Extra Categoria I Categoria II Categoria III
Transporte dos cachos colhidos em Fonte: Programa Paulista Para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros.
cabos aéreos. Esse sistema conduz
os cachos até o galpão de embala- Tabela 7 - Tolerância de defeito graves e leves em Bananas do grupo
gem sem danificar os frutos. Cavendish.

PÓS-COLHEITA Categoria Extra Categoria I Categoria II Categoria III


Defeitos Graves
No barracão, despencar, lavar, tra- Amassados 0 1 5 20
tar, selecionar e dividir em pencas ou Dano profundo 0 1 5 20
buquês. Os frutos individuais (dedos Queimado de sol 0 2 5 20
ou “singles”) retirados na elaboração Podridão 0 1 2 10
dos buquês ou pencas, podem ser uti- Lesões severas de trips 0 5 10 20
lizados para mercados institucionais Lesões/Manchas 0 5 10 20
(escolas, bandejões etc.); Imaturo 0 1 5 10
Total de Defeitos Graves 0 5 10 20
Defeitos Leves 5 10 20 100
Total Geral 5 10 20 100
Fonte: Programa Paulista Para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros.

Tabela 8 - Classificação para Banana Prata-Anã estabelecida pela


ABANORTE.
Tipo Exportação Primeira Segunda
16 (1)
Classe I
14 (2) 14 12
Galpão de despencamento, lavagem, (comprimento mínimo) (cm)
12 (3)
tratamento e embalagem de bananas Classe II >38 (1)
32 29
destinadas à exportação. (diâmetro mínimo) (mm) 32 - 38 (2 e 3)
Penca e Penca e
• Na classificação, utilizar os pa- Forma de apresentação Buquê, Penca e Dedo
Buquê Buquê
drões de adesão voluntária, estabe- Papelão 18,3 kg (1)
lecidos pela Câmara Setorial de Fru- Embalagem/Peso líquido Papelão 15,8-16,4 kg (2) Madeira 22 kg Madeira 22 kg
tas de São Paulo, para o grupo Papelão 19-20 kg (3)
Cavendish (Nanica, Nanicão e Gran- (1) Buquê, (2) Penca, (3) Dedo ou “Single”
de Naine), ou o da ABANORTE - As- O diâmetro dos frutos, medidos em graus bananeiros (1 grau=1/32 avos de polegada), foram arredondados
visando dar maior praticidade à classificação.
sociação Central dos Fruticultores do Fonte: Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas - ABANORTE
Norte de Minas, para o grupo Prata
(Tabelas 6, 7, 8 e Figura 8 ); principalmente, do clima e do solo.
Em caso de dúvidas, procurar a ori- COMERCIALIZAÇÃO
• embalar em caixas de papelão
de 18 kg paletizáveis, revestidas com entação de agrônomos locais.
A comparação dos preços das
plástico, quando o produto se desti-
três variedades analisadas revela que
na a mercados mais nobres ou em
a Maçã obteve melhores cotações no
caixas de madeiras tipo “Torito” de
mercado mineiro, especialmente a
22 kg, quando se destina a merca-
partir de 1994 até 1999. Neste ano,
dos menos exigentes;
os preços da banana Maçã situaram-
• no caso da necessidade de ar- se em 215% superiores aos da Nanica
mazenagem a frio (fechamento de
e 130% aos da Prata. (Figura 2).
carga e entrega programada), colo-
car as bananas embaladas em am- Esta constatação, acrescida do
biente refrigerado a 14ºC e 90 a 95% período mais longo de preços
de umidade relativa por até 30 dias, compensadores para o produtor, in-
se embaladas em sacos de dica ser esta variedade mais estimu-
polietileno. Ao final deste período, re- Caixas de papelão de 18 kg paletiza- lante, ressalvando-se as dificuldades
mover as caixas para a câmara de das, possiblitando a movimentação tecnológicas de produção que devem
maturação, onde devem são tratadas mecanizada do conjunto, da propri- merecer atenção especial.
com etileno; edade ao varejo. Este sistema evita Por outro lado, conquanto a ba-
Estas recomendações podem va- perdas e dá maior eficiência ao nana Maçã tenha melhores preços,
riar de região para região, em função, transporte. o mercado da Prata tem crescido

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Figura 8 - Classificação para Bananas do grupo Cavendish e Prata.

ESCALAS DE CORES GRUPO


Grupo Cavendish Cavendish
(Nanica, Nanicão, Grande Naine e outras)
1

2
CLASSE
(Comprimento e Diâmetro do Fruto)

Classe I ou Comprimento
3
18 22 26
12 13 16

<13cm >13cm a 16cm >16cm a 18cm >18cm a 22cm >22cm a 26cm >26cm
4
Classe II ou Diâmetro

32 36 39
5 27 28

<28cm >28 a 32mm >32 a 36mm >36 a 39mm >39mm

6
GRUPO
Prata

Classe I ou Comprimento
1- Totalmente verde, Exportação
2 - Verde com traços amarelos, Segunda
Primeira
3 - Mais verde que amarelo,
4 - Mais amarelo que verde,
5 - Amarelo com a ponta verde, >12cm >14cm >16cm
6 - Todo Amarelo (banana com excelente
qualidade de cor e consumo), Classe II ou Diâmetro
7 - Amarelo com áreas marrons

32 38
Forma correta para a medição do 29
comprimento e diâmetro do fruto
>29mm >32mm >38mm
Med

SUB-CLASSE
ida e

Base do
pedúculo (Classificação Segundo a forma de apresentação)
xtern

Centro do
a

fruto
Para o comprimento,
deve-se tomar a medida
na parte exterior do fruto
de onde começa a polpa
até a ponta do fruto.
Ponta do fruto
Para o diâmetro, deve-se
tomar a medida do centro
do fruto do meio da penca Dedo ou “Single” Buquê Penca
ou do buquê. (1 fruto) (de 3 a 9 frutos) (mais de 9 frutos)

Fonte: Programa Paulista Para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embagens de Hortifrutigranjeiros - (11) 3643-3892 - cqh@ceagesp.com.br
Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas - ABANORTE - (38) 821-2936 - abanorte@nortecnet.com.br

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vigorosamente nos últimos anos,


conforme relatado anteriormente.
Esta constatação deve, também, ser
levada em consideração pelos pro-
dutores, pois indica uma preferên-
cia do consumidor mineiro por esta
variedade.
A observação dos períodos de
preços, sob a ótica do produtor, indi-
ca que as variedades Prata e Maçã
tem períodos complementares de
cotação mais elevada. Fevereiro e Tabela 9 - Relação dos atacadistas da CEASA/MG – Belo Horizonte
junho/agosto, para a Prata e agosto/
Nome da Empresa Endereço Telefone (31)
dezembro para a Maçã (Figura 9).
Bananas Ferreira Ltda. Pav: R - Boxes 03 E 04 394-1223
Esta constatação deve ser levada em
Brasnica Frutas Tropicais Ltda. Pav: S - Boxes 06 E 07 394-1608
consideração, pois um plantio com
Crol - Comercial Ochi Ltda. Pav: I - Boxes 05 A 07 394-1628
estas duas variedades permite aos
Distribuidora de Frutas Norte Minas Ltda. Pav: S - Boxes 38 E 40 394-1050
produtores otimizar suas receitas,
Distribuidora de Frutas Lafaiete Ltda. Pav: S - Boxes 06 E 07 394-1793
nos oito meses de preços elevados
Distribuidora de Frutas Linhares Ltda. Pav: R - Boxes 33 A 35 394-2457
durante o ano. Obviamente devem ser
Distribuidora de Frutas Luciana Ltda. Pav: R - Boxes 01 E 36 394-1055
levados em consideração os aspec-
Distribuidora de Frutas Sulminas Ltda. Pav: R - Box 05 394-2341
tos tecnológicos e de manejo que ne-
Ibrahim Prod. Com. Banana Climati. Ltda. Pav: Q - Boxes 02 A 04 394.2700
cessitariam ser tomados em cultivos
Comercial Las Frutas Pav: M - Box 607 394-1048/2866
com “mix” destas duas variedades.
Minas Capixaba Dist. De Frutas Ltda. Pav: R - Boxes 02 E 36 394-2885
Deve ser levado em consideração, Nectar Frutas Ltda. Pav: S - Boxes 04 E 39 394-1325
ainda, independentemente da varieda- Sulminas Comercial Ltda. Pav: R - Boxes 03 E 04 394-2341
de, a necessidade de tratamentos pós- Fonte: CEASA/MG
colheita e a adoção de padrões de
qualidade dos frutos e das embalagens compra, inclusive fechando contra-
que valorizam e preservam o produto, tos de fornecimento. REFERÊNCAS
dando-lhe maior valor de mercado. Para contatos comerciais na ALVES E. J; et al. Banana para exportação: aspec-
Outro aspecto importante diz res- CEASA/MG, consulte a relação de ata- tos técnicos da produção. Frupex, Brasília,
1997:106p.
peito ao aumento dos preços de cadistas da Tabela 9, acima. Mais in-
AGRIANUAL 2000 - Anuário da Agricultura Brasilei-
insumos observado nos últimos formações junto ao setor super- ra. FNP - Consultoria & Comércio. São Paulo -
anos, que elevou substancialmente mercadista de Minas Gerais, deve-se SP. 2000. (www.fnp.com.br).
os custos de produção. Em conse- procurar a Associação Mineira de Su- AGRIDATA - CEASA/MG - Sistema de Informações
do Agribusiness de Minas Gerais/Secretaria de
qüência, os produtores devem dar permercados - AMIS,(31) 291-5022. Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimen-
especial atenção à produtividade, à to - 2000 - http://www.agridata.mg.gov.br.
organização para compras conjun- INTERNET - SITES ÚTEIS Anuário Estatístico da Agricultura Brasileira-
tas de insumos, bem como para o AGRIANUAL 2000. FNP - Consultoria e Comér-
www.agridata.mg.gov.br cio. São Paulo. 2000.
transporte de cargas fechadas. Tais www.brazilianfruit.com.br Banana: cultura, matéria prima, processamento e
procedimentos diminuem custos e www.delmont.com aspectos econômicos. 2. ed. rev. e ampl. - Cam-
contribuem para aumentar o poder www.dole.com pinas, ITAL, 1985
de barganha dos produtores, frente www.chiquita.com Hortifruti Padrão, Programa Paulista Para Melhoria
www.ceagesp.com.br dos Padrões Comerciais e Embalagens de
a seus compradores. www.ceasacampinas.com.br Hortifrutigranjeiros - Classificação de Banana
Antes do período de preparo da www.integracao.gov.br (Folder). Secretaria de Agricultura de São Pau-
www.codevasf.gov.br lo. São Paulo, 1998.
produção para a colheita, é impor-
www.iea.sp.gov.br Proposta de padronização para banana Prata Anã
tante entrar em contato com possí- www.ital.sp.gov.br do Norte de Minas Gerais. Associação Central
veis compradores em diversos locais www.embrapa.com.br dos Produtores do Norte de Minas Gerais-
ABANORTE. Janaúba, 24p.,1998.
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Colaboraram com este número:
Anita de Souza Dias Guiterrez-CEAGESP/CQH; Carlos Welligton F. Santos CODEVASF; Elias Teixeira Pires-Plena Consultoria; Francisco E. Rodrigues - Plant Business,
Gilson dos Santos Neves-CEASA/MG; Lurimar José Tozetto-CODEVASF; Jean Paul Gayet - Consultor; Mário R. Vilela-Consultor; Peter Alex Honzak-ABANORTE;
Ubirajara Gomes-CODEVASF;
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FrutiSéries 6 - Brasília - Agosto/2000


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