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REABILITAR 2010

Encontro Nacional
Conservação e Reabilitação de Estruturas

CURSO AVANÇADO
“REABILITAÇÃO SÍSMICA DE EDIFÍCIOS”

CASOS DE ESTUDO

João Appleton
22 de Junho de 2010
CASOS DE ESTUDOCASOS DE ESTUDO

Palácio Pombal em Lisboa

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDOCASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural

Consolidação de Fundações

Abertura de Valas

Execução de Micro-estacas

Encabeçamento das micro estacas com lintel de betão

Reaterro de Escavações

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CASOS DE ESTUDOCASOS DE ESTUDO
Consolidação de Fundações - Abertura de Valas

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CASOS DE ESTUDOCASOS DE ESTUDO
Consolidação de Fundações - Execução de Micro-estacas

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CASOS DE ESTUDOCASOS DE ESTUDO
Consolidação de Fundações - Execução de Micro-estacas

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CASOS DE ESTUDO
Consolidação de Fundações - Encabeçamento das Micro-estacas

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CASOS DE ESTUDO
Consolidação de Fundações - Reaterro de Escavações

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CASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural

Consolidação de Paredes

Reconstrução de alvenarias degradadas

Injecção das fissuras colmatadas superficialmente

Furação das paredes

Pregagem de paredes

Ensaio do sistema usado

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CASOS DE ESTUDO
Consolidação de Paredes - Reconstrução de alvenarias degradadas

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CASOS DE ESTUDO
Consolidação de Paredes - Reconstrução de alvenarias degradadas

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CASOS DE ESTUDO
Consolidação de Paredes - Injecção das fissuras colmatadas superficialmente

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CASOS DE ESTUDO
Consolidação de Paredes - Furação das paredes

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CASOS DE ESTUDO
Consolidação de Paredes - Pregagem de Paredes

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CASOS DE ESTUDO
Consolidação de Paredes - Pregagem de Paredes

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CASOS DE ESTUDO
Consolidação de Paredes - Ensaio do sistema usado

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CASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural - Reparação de Escadaria de Pedra

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CASOS DE ESTUDO

Intervenção Estrutural

Reconstrução da Cobertura

Cobertura antes da Intervenção

Desmonte da Cobertura

Execução do Lintel de Coroamento

Estrutura de Madeira

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CASOS DE ESTUDO
Reconstrução da Cobertura - Cobertura antes da Intervenção

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CASOS DE ESTUDO
Reconstrução da Cobertura – Desmonte da Cobertura

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CASOS DE ESTUDO
Reconstrução da Cobertura – Execução do Lintel de Coroamento

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CASOS DE ESTUDO
Reconstrução da Cobertura – Estrutura de Madeira

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CASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural – Folha de Cálculo de Micro-Estacas

Para os valores actuantes na cabeça da micro-


estaca (esforço axial e momento), é determinado o
comprimento mínimo de selagem de modo a
verificar os critérios de segurança. A transmissão
de carga axial ao terreno é feita ao longo do
comprimento de selagem da micro-estaca.

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CASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural – Esforços na Cabeça das Estacas

Esforços actuantes Tubo

Nsd = 900 KN Diâmetro: φ tuboext = 88.9 mm, φ tuboint = 75.9mm


Msd = 45 KNm Espessura etubo = 6.5 mm
Secção At = 1683 mm2
Inércia Iy = 1436974 mm4
R. de giração iy = 29.2 mm
Mód. Elástico wy = 32 *10E3 mm3
Tipo de aço Fe430
Furo

Diâmetro: φ furo = 150 mm

Varão

Diâmetro: φ = 0 mm; Tipo de aço: A500NR

Altura Livre

Hlivre = 12.0 m
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CASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural – Esforços na Cabeça das Estacas

Pode considerar-se que a transmissão ao terreno da carga actuante em


cada micro-estaca é feita por atrito lateral ao longo do comprimento da
micro-estaca. O valor do atrito lateral limite unitário, t, depende igualmente
da natureza do solo, da sua consistência ou compacidade e, obviamente, do
tipo de selagem/injecção escolhido (IRS ou IGU) para a execução da micro-
estaca.

Igualmente em função do tipo de processo de selagem e da natureza do


solo envolvente à micro-estaca pode definir-se um diâmetro fictício (f s), o
qual reflecte as ramificações da calda de cimento dentro do solo. Este
diâmetro fictício é estimado através de um coeficiente de majoração do
diâmetro do furo inicial (f furo).

Processo de Selagem: IRS (Injecção Repetida e Selectiva)

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CASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural – Verificação de Segurança

A verificação da segurança de uma micro-estaca,


passa por garantir que a sua capacidade de carga é
superior ao esforço axial instalado na cabeça, e por
garantir a resistência mecânica necessária para o par
de esforços aplicados (momento flector e esforço
axial).

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CASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural – Capacidade de Suporte

A capacidade de suporte de cargas axiais é dada por:


TL = τ . π . φ s . Ls em que
τ - atrito lateral limite por metro linear
φ s - diâmetro fictício
Ls - comprimento de selagem

O diâmetro fictício é, como referido, dado por:


φ s = α . φ furo em que
α - coeficiente majorativo
φ furo - diâmetro do furo inicial

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CASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural – Capacidade de Suporte

Em face da natureza dos solos presentes (Rocha alterada ou


fragmentada) e do processo de selagem (IRS) obtêm-se os
seguintes valores:

τ = 350 KN/m2 N(SPT) = 60 (margas)

α = 1.8 margas argilosas

De onde resulta: φ s = 0.270 m

O máximo esforço axial é igual a Nsdmax = 900 KN

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CASOS DE ESTUDO
Intervenção Estrutural – Capacidade de Suporte

A verificação da capacidade de suporte é feita mediante a verificação


da seguinte desigualdade:

Q = TL / γ > Nsd max em que

γ - coeficiente de segurança igual a 1.33

Da verificação da desigualdade anterior pode ser obtido o


comprimento de selagem (Ls), pelo que resulta

Q = 223.22 x Ls > Nsdmax implica

Ls > 4.0 m

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CASOS DE ESTUDOCASOS DE ESTUDO

Edifício na Rua Nova do Carvalho em


Lisboa

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CASOS DE ESTUDO

Trata-se de um edifício construído na segunda metade do séc. XVIII, na


primeira fase da reconstrução da cidade de Lisboa após o sismo de 1 de
Novembro de 1755. Tem, por isso, as características construtivas típicas
da edificação pombalina, com embasamento constituído por abóbadas e
arcarias de tijolo e cantaria, paredes exteriores de alvenaria ordinária,
paredes interiores de frontal tecido, pavimentos, coberturas e escadas
com estruturas de madeira.

Antes da intervenção o edifício tinha utilização mista, comercial,


habitacional e de serviços, encontrando-se muito degradado, por efeito
de infiltrações de água da chuva e ausência de manutenção; a
reabilitação destinou-se a devolver ao edifício a sua função habitacional
original.

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

FICHA TÉCNICA
Local: Rua Nova do Carvalho Valor Estimado de Obra:
Dono de Obra: EPUL / SRU Baixa Pombalina € 911.556,64
Projecto: Março de 2004 a Maio de 2005
Valor Estimado (Projecto de Execução):
Construção: Janeiro de 2006 a Novembro de 2007
€ 984.826,91 (699,45€/m2)
Área Bruta do Edifício: 1.408 m2
Valor da Adjudicação Inicial:
Projectistas:
€ 932.245,35 (662€/m2)
Arquitectura: Appleton e Domingos
Valor Final da Obra (incluindo erros e
Estruturas: A2P
omissões, trabalhos a mais e revisão de
Águas, Esgotos e Ventilação: Termifrio
preços) :
Electricidade e Telecomunicações: Quanti
€ 1.089.518,72 (773€/m2)
Acústica: Acústica e Ambiente

Construtor: Comporto

Fiscalização: Tecnoplano

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CASOS DE ESTUDO

Edifício Victor Cordon em Lisboa

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CASOS DE ESTUDO
Anomalias no edifício devidas a um incêndio e a infiltrações de água da chuva

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CASOS DE ESTUDO
Anomalias no edifício devidas a falta de conservação e a infiltrações de água da
chuva

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CASOS DE ESTUDO
Falta de conservação e abandono do edifício

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CASOS DE ESTUDO
Demolição do interior do edifício acima do R/C e construção de cobertura
provisória

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CASOS DE ESTUDO
Após a realização da lâmina interior de reforço os trabalhos de carpintaria
retomam o uso de ferramentas tradicionais

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CASOS DE ESTUDO
Execução de novos frontais e pavimentos de madeira com reforços pontuais
com vigas de aço

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CASOS DE ESTUDO
Execução de novos frontais e pavimentos de madeira com reforços pontuais
com vigas de aço (cont.)

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CASOS DE ESTUDO
Execução de novos frontais e pavimentos de madeira com reforços pontuais
com vigas de aço (cont.)

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CASOS DE ESTUDO
Execução de novos frontais e pavimentos de madeira com reforços pontuais
com vigas de aço e pavimentos compostos em zonas húmidas

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CASOS DE ESTUDO
Reaproveitamento de vigamentos de madeira existentes depois de tratados em
estaleiro

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CASOS DE ESTUDO
As tubagens de menor diâmetro são fixadas às novas estruturas, de modo a não
afectarem os elementos de madeira

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CASOS DE ESTUDO
O preenchimento de frontais com alvenaria de tijolo rebocado garante o
acréscimo de rigidez das estruturas de madeira

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CASOS DE ESTUDO
A estrutura aproxima-se do seu final

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CASOS DE ESTUDO
Modelos de Cálculo (SAP)

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CASOS DE ESTUDO
Piso 0

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CASOS DE ESTUDO
Piso 1

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CASOS DE ESTUDO
Cobertura

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CASOS DE ESTUDO
Frontais

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CASOS DE ESTUDO
Frontais (cont.)

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CASOS DE ESTUDO
Reforços de abóbadas e arcos

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CASOS DE ESTUDO
Fixação das paredes de frontal às paredes de alvenaria

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CASOS DE ESTUDO
Dimensionamento de chumbadores de ligação a paredes de alvenaria
Modelo Estrutural
Os esforços resistentes na peça de apoio são dados por:
Fv
FT

Força de Tracção

A força de tracção admissível é dada pelo menor dos seguintes valores,


consoante esteja limitada pelo chumbadouro ou pela base de apoio:

- Pelo chumbadouro: FT.Rdφ = fsyd . π φ2 /4

- Pela base de apoio, tendo em conta o comprimento de amarração:

FT.Rdb = π φ lb fbok /γM

γM= 2.5

Assim, a força máxima a considerar será o mínimo destes valores.

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CASOS DE ESTUDO
Dimensionamento de chumbadores de ligação a paredes de alvenaria
Força de Corte

O esforço de corte admissível é dado pelo menor dos seguintes valores,


consoante esteja limitada pelo chumbadouro ou pela alvenaria:

- Pelo chumbadouro (EC3 - 6.2.3.2):

φ
Fv.rd =Fv.rk / γMb As - área da secção resistente à tracção As=πd2/4 - área de liso
Fv.rkφ = C1. fub.As do chumbadouro
fub - Tensão de rotura do chumbadouro
γMb - factor parcial de segurança: γ Mb = 1.25

Se o corte se der na zona não roscada (lisa) do chumbadouro tem-se: C1=0.6

- Pela alvenaria: máximo esforço de corte transferido pelo chumbadouro à parede (MC90 - Dowel Action 3.10):

Fvdb =
1.3 2
γ rd
[ ]
φ b 1 + (1.3ε) 2 − 1.3ε . fmd fyeq(1 − ζ 2 ) <
As fyd
3
e fmd
ε = 3. γrd = 1.3
φb fyeq

ζ = σ / fyd σ - tensão axial no varão (admite-se σ igual à força


máxima admissível no varão Ftrd)
fyeq - tensão média ponderada do conjunto
chumbadouro-grout
Assim, a força máxima a considerar será o mínimo destes valores.
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CASOS DE ESTUDO
Dimensionamento de chumbadores de ligação a paredes de alvenaria

Materiais:

ALVENARIA: Em geral: fmd = 1.0 MPa


E = 1.0 GPa
fbok = 0.7 MPa (*)
(*) - tensão característica de aderência do chumbadouro em
alvenaria ( no caso do betão B10 admite-se o mesmo valor de fbok
do betão B15) - EC6 - 3.7.2 quadro 3.6
AÇO: Chumbadouros: A 400 NR fsyd=348 MPa
BETÃO: Em injecção: B 15 fcd = 8.0 MPa
τ1 =0.50

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CASOS DE ESTUDO
Dimensionamento de chumbadores de ligação a paredes de alvenaria
Nas tabelas seguintes são indicados os valores dos esforços resistentes com as seguintes variáveis:

Varões: φ12 , φ16, φ20, φ25 e φ32 (mm) lb (mm)


em furos de: φ20 , φ25, φ30, φ35 e φ40 (mm)
com lb de: 300 mm, 650 mm e 1000 mm φfuro (mm) φaço (mm)
e excentricidade (e) variável
Betões: B15 (C12/15) a B40 (C35/45), para injecção e(mm)
Aço: A400 ou A500
Alvenaria corrente, fmd =1 MPa

Esforços de Tracção
φfuro (mm) φvarão (mm) lb (mm) FT.Rdf (kN)
b
FT.RD (kN) FT.RD (kN)
15 12 300 39 4.0 4.0
650 39 8.6 8.6
1000 39 13.2 13.2
18 16 300 70 4.8 4.8
650 70 10.3 10.3
1000 70 15.8 15.8
22 20 300 109 5.8 5.8
650 109 12.6 12.6
1000 109 19.4 19.4
40 25 300 171 10.6 10.6
650 171 22.9 22.9
1000 171 35.2 35.2
40 32 300 280 10.6 10.6
650 280 22.9 22.9
1000 280 35.2 35.2
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CASOS DE ESTUDO
Dimensionamento de chumbadores de ligação a paredes de alvenaria

Esforços de corte
φfuro (mm) φvarão (mm) lb (mm) e (mm)
f f
fyeq. (MPa) Fv.rk (kN) Fv.rd (kN) σ (MPa)= FT.RD/Asb ζ
b
ε Fvd (kN) FVD (kN)
15 12 300 0 222.9 27.14 21.71 22.4 0.10 0.00 3.3 3.3
650 0 222.9 27.14 21.71 48.5 0.22 0.00 3.3 3.3
1000 0 222.9 27.14 21.71 74.7 0.33 0.00 3.2 3.2
18 16 300 0 275.1 48.25 38.60 18.7 0.07 0.00 5.4 5.4
650 0 275.1 48.25 38.60 40.4 0.15 0.00 5.3 5.3
1000 0 275.1 48.25 38.60 62.2 0.23 0.00 5.2 5.2
22 20 300 0 287.7 75.40 60.32 15.3 0.05 0.00 8.2 8.2
650 0 287.7 75.40 60.32 33.1 0.12 0.00 8.2 8.2
1000 0 287.7 75.40 60.32 50.9 0.18 0.00 8.1 8.1
40 25 300 0 136.2 117.81 94.25 8.4 0.06 0.00 18.6 18.6
650 0 136.2 117.81 94.25 18.2 0.13 0.00 18.5 18.5
1000 0 136.2 117.81 94.25 28.0 0.21 0.00 18.3 18.3
40 32 300 0 222.9 193.02 154.42 8.4 0.04 0.00 23.9 23.9
650 0 222.9 193.02 154.42 18.2 0.08 0.00 23.8 23.8
1000 0 222.9 193.02 154.42 28.0 0.13 0.00 23.7 23.7

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CASOS DE ESTUDO
Dimensionamento de chumbadores de ligação a paredes de alvenaria

Quadro de resumo
φfuro (mm) φvarão (mm) lb (mm) FT.RDmáx(kN) FVDmáx(kN)
15 12 300 4.0 3.3
650 8.6 3.3
1000 13.2 3.2
18 16 300 4.8 5.4
650 10.3 5.3
1000 15.8 5.2
22 20 300 5.8 8.2
650 12.6 8.2
1000 19.4 8.1
40 25 300 10.6 18.6
650 22.9 18.5
1000 35.2 18.3
40 32 300 10.6 23.9
650 22.9 23.8
1000 35.2 23.7

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CASOS DE ESTUDO
Dimensionamento de chumbadores de ligação a paredes de alvenaria

DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS:

Distâncias mínimas do chumbadouro aos extremos da parede:

φ (mm) 3 φ (mm) 5 φ (mm) 8 φ (mm)


>5φ

12 36 60 96
\ 16 48 80 128
>3φ 20 60 100 160
>8φ

>8 e 25 75 125 200


φ 32 96 160 256

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 109


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Valores de cálculo

Os valores de cálculo de uma propriedade de um material é defenido por: Xd = kmod Xk / γM

γM - coeficiente parcial de segurança relativo às propriedades do material (EC5-quadro 2.3.3.2)


Estados Limites Últimos γM= 1.3
Estados Limites de Utilização γM= 1.0
kmod - factor de correcção para as classes de serviço e de duração das acções
(EC5-quadro 3.1.7)
Classe de serviço 2 Carga Permanente Kmod= 0.60
Sobrecarga Kmod= 0.80

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 110


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Valores de cálculo

Os valores de cálculo de uma propriedade de um material é defenido por: Xd = kmod Xk / γM

γM - coeficiente parcial de segurança relativo às propriedades do material (EC5-quadro 2.3.3.2)


Estados Limites Últimos γM= 1.3
Estados Limites de Utilização γM= 1.0
kmod - factor de correcção para as classes de serviço e de duração das acções
(EC5-quadro 3.1.7)
Classe de serviço 2 Carga Permanente Kmod= 0.60
Sobrecarga Kmod= 0.80

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 111


Edifício Victor Cordon
CASOS DE ESTUDO
Intervenções de Reabilitação e Reconstrução de Estruturas
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Regras básicas

- Corte τ d ≤ f v ,d

- Tracção paralela ao fio σ t , 0 ,d ≤ f t , 0 ,d


- Compressão paralela ao fio σ c , 0 ,d ≤ f c , 0, d
σ m , y ,d σ m , z ,d
- Flexão km + ≤1
f m , y ,d f m , z ,d
σ m , y ,d σ m , z ,d
+ km ≤1
f m , y ,d f m , z ,d

O valor do coeficiente km é igual a,

Secções transversais rectangulares km = 0.7


Outras secções transversais km = 1.0

Tendo em conta as secções utilizadas o valor adoptado é igual a, km= 0.7

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 112


Edifício Victor Cordon
CASOS DE ESTUDO
Intervenções de Reabilitação e Reconstrução de Estruturas
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Verificação dos esforços de corte

A condição a verificar é, τ d ≤ f v ,d
em que a tensão resistente é obtida por, f v ,k
f v , d = k mod
γM
fv,k (N/mm²) = 2.0
kmod= 0.6 (*)
γM= 1.3
(*) foi adoptado conservativamente o kmod corresponedente às cargas permanentes
fv,d (N/mm²) = 0.9
A tensão tangencial máxima actuante, τd, é obtida através de,

3 Vsd , secções rectangulares


τd =
2 bh
4 Vsd , secções circulares
τd =
3 π × r2
(**) - a formula considerada na tabela seguinte corresponde a secções rectangulares. Caso sejam adoptadas secções circulares
a fórmula tem que ser alterada

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 113


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Verificação ao Corte
Barra comprimento Vsd 2 Vsd 3 secção Vsd,max τd (**) fv,d Verificação
2 2
(m) (kN) (kN) b(m) h(m) (kN) (kN/m ) (kN/m )

A 0.00 -0.37 0.00 0.10 0.20 0.37 27.77 < 923 Sim
B 0.00 0.06 0.00 0.10 0.20 0.06 4.47 < 923 Sim
C 0.00 -0.17 0.00 0.10 0.10 0.17 25.20 < 923 Sim
D 0.00 0.26 0.00 0.10 0.10 0.26 39.27 < 923 Sim

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 114


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Verificação dos esforços de tracção

Devem ser satisfeitas as seguintes condições: σ t ,0,d σ m , y ,d σ m , z ,d


( A) + + km ≤1
- verificação das tracções paralelas ao fio, f t ,0,d f m, y ,d f m , z ,d
σ t , 0 ,d ≤ f t , 0 ,d σ t ,0,d σ m , y , d σ m , z ,d
- verificação da flexão composta com tracção paralela ao fio, ( B) + km + ≤1
f t ,0,d f m, y ,d f m , z ,d
km = 0.7

Em que as tensões resistentes correspondem a,

f t ,0,k
f t , 0,d = k mod , ft,0,k (N/mm²) = 10.8
γM kmod= 0.6 (*)
γM= 1.3 ft,0,d (N/mm²) = 5.0

f m,k
f m ,d = k mod , fm,k (N/mm²) = 18.0
γM kmod= 0.6 (*)
γM= 1.3 fm,d (N/mm²) = 8.3
(*) foi adoptado conservativamente o kmod corresponedente às cargas permanentes

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 115


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

E as tensões actuantes correspondem a, Nsd


A tensão de tracção máxima actuante, σt,0,d é obtida através de, σ t ,0,d =
b×h

A tensão devida a esforços de flexão, σm,d é obtida através de,


(para secções rectangulares)

segundo eixo y Msd y Msd 33 I 22


σ m , y ,d = = ω 33 = 2 ×
ωy ω 33 b
I
segundo eixo z Msd z Msd 22 ω 22 = 2 × 22
σ m, z ,d = = h
ωz ω 22

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 116


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Verificação das Peças Tracionadas


Barra comprimento Nsd Msd 22 Msd 33 secção σt,o,d ft,0,d wy σm,y,d wz σm,z,d fm,y,d fm,z,d Verificação
2 2 3 2 3 2 2 2
(m) (kN) (kNm) (kNm) b(m) h(m) (kN/m ) (kN/m ) (m ) (kN/m ) (m ) (kN/m ) (kN/m ) (kN/m ) (A) <1 (B) <1

A 0.00 64.1 0.0 -0.2 0.100 0.200 3206 < 4985 6.7E-04 236 3.3E-04 0 8308 8308 0.67 0.66 verif
B 0.00 64.1 0.0 0.5 0.100 0.200 3206 < 4985 6.7E-04 730 3.3E-04 0 8308 8308 0.73 0.70 verif
C 0.00 64.1 0.0 0.5 0.100 0.100 6412 >?? 4985 1.7E-04 2919 1.7E-04 0 8308 8308 1.64 1.53 REVER
D 0.00 -64.1 0.0 0.3 0.100 0.100 ---- ---- 4985 1.7E-04 1753 1.7E-04 0 8308 8308 ---- ---- ----

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 117


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Verificação dos esforços de compressão

Devem ser satisfeitas as seguintes condições:


- verificação das compressões paralelas ao fio, σ c ,0,d ≤ f c , 0,d

2
- verificação da flexão composta com compressão paralela ao fio, σ  σ m, y ,d σ m , z ,d
( A)  c , 0,d  +
 + k m ≤1
 f c , 0,d  f m , y ,d f m , z ,d
2
km = 0.7  σ c , 0,d  σ σ
( B)   + k m m, y ,d + m , z ,d ≤ 1

 f c , 0,d  f m , y ,d f m , z ,d

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 118


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

- verificação da flexão composta com compressão paralela ao fio tendo em conta a encurvadura,

f c ,0,k f c , 0,k
Os coeficientes de esbelteza relativos, segundo o EC5-5.2.1, são defenidos por: λrel , y = λ rel , z =
σ c ,crit , y σ c ,crit , z

π 2 E 0 , 005 π 2 E 0 , 005
em que , σ c ,crit , y = e σ c ,crit , z =
λ2 y λ2 z
λy e λrel,y corresponde à flexão em torno do eixo y (deformação na direcção do eixo z)
λz e λrel,z corresponde à flexão em torno do eixo z (deformação na direcção do eixo y)

Nos casos em que λyrel,z<0.5 e λrel,y<0.5, em princípio, não é necessário ter em conta fenómenos de 2ª ordem.

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 119


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Nos restantes casos é verificada a seguinte condição, σ c ,0,d σ m , y ,d σ m , z ,d


(C ) + km + ≤1
k c , z f c , 0,d f m, y ,d f m, z ,d
σ c ,0,d σ m , y ,d σ m, z ,d
( D) + + km ≤1
1 k c , y f c , 0,d f m , y ,d f m , z ,d
em que , k c, y =
k y + k y2 − λ2rel , y
k y = 0.5(1 + β c (λ rel , y − 0.5) + λ2rel , y ) mad. maciça : βc = 0.2
mad. lamelada-colada : βc = 0.1

βc factor aplicável aos elementos que respeitem as exigências de rectidão defenidas no EC5 cap.7

tendo em conta o material adoptado o valor considerado corresponde a, βc = 0.2

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 120


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Em que as tensões resistentes correspondem a,

f c , 0,k , fc,0,k (N/mm²) = 18.0


f c,0,d = k mod
γM kmod= 0.6 (*)
γM= 1.3 fc,0,d (N/mm²) = 8.3
f m ,k , fm,k (N/mm²) = 18.0
f m , d = k mod
γM γ
kmod= 0.6 (*)

(*) foi adoptado conservativamente o kmod corresponedente às cargas permanentes


γM= 1.3 fm,d (N/mm²) = 8.3

E as tensões actuantes correspondem a,


A tensão de tracção máxima actuante, σt,0,d é obtida através de, Nsd
σ t , 0, d =
b×h

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 121


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

A tensão devida a esforços de flexão, σm,d é obtida através de,

I 22
σ m , y ,d =
Msd y
=
Msd 33 ω 33 = 2 ×
segundo eixo y
ωy ω 33 b

Msd z Msd 22 I 22
segundo eixo z σ m, z ,d = = ω 22 = 2 ×
ωz ω 22 h

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 122


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Barra comp. Nsd Msd22 Msd33 secção wy σm,y,d wz σm,z,d fm,y,d/fm,z,d σc,o,d fc,0,k fc,0,d
3 2 3 2 2 2 2 2
(m) (kN) (kNm) (kNm) b(m) h(m) (m ) (kN/m ) (m ) (kN/m ) (kN/m ) (kN/m ) (kN/m ) (kN/m )

A 0.00 64.1 0.0 -0.2 0.10 0.10 1.7E-04 945 1.7E-04 0 8308 ---- 18000 8308

B 0.00 64.1 0.0 0.5 0.10 0.10 1.7E-04 2919 1.7E-04 0 8308 ---- 18000 8308

C 0.00 64.1 0.0 0.5 0.10 0.10 1.7E-04 2919 1.7E-04 0 8308 ---- 18000 8308

D 0.00 -64.1 0.0 0.3 0.10 0.10 1.7E-04 1753 1.7E-04 0 8308 6412 18000 8308

Verif. da seg. s/ instabilidade Verif. da seg. c/ instabilidade (5.2.1)

Barra Verif apenas Verificação comp. λy σc,crit,y λrel,y λz σc,crit,z λrel,z ky kz kc,y kc,z Verificação Verificação

compressões (A)<1 (B)<1 efectivo (C)<1 (D)<1 final

p/compressões c/inst

A ---- ---- ---- 2.70 93.5 9017 1.41 93.5 9017 1.41 1.59 1.59 0.43 0.43 ---- ---- ----

B ---- ---- ---- 2.70 93.5 9017 1.41 93.5 9017 1.41 1.59 1.59 0.43 0.43 ---- ---- ----

C ---- ---- ---- 2.10 72.7 14905 1.10 72.7 14905 1.10 1.16 1.16 0.65 0.65 ---- ---- ----

D Sim 0.81 0.74 2.00 69.3 16433 1.05 69.3 16433 1.05 1.10 1.10 0.69 0.69 1.27 1.33 REVER

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 123


CASOS DE ESTUDO
Verificação e dimensionamento de secções de madeira

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 124


CASOS DE ESTUDOCASOS DE ESTUDO

Edifício na Rua Victor Cordon, 11


em Lisboa

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 125


CASOS DE ESTUDO

INTERVENÇÃO ESTRUTURAL

CONDICIONAMENTOS E PREMISSAS INICIAIS


PARA PROJECTO:
Edifício habitacional localizado em zona histórica
Introdução de Cave para estacionamento
Ampliação em altura do edifício. Introdução de 1 piso adicional
Exigência de manutenção da estrutura original (fachadas e paredes interiores)
Reformulação dos espaços p/ garantia das características e tipologias habitacionais

EM CONSEQUÊNCIA:
Aumento da complexidade da intervenção
Reforço Estrutural do edifício

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 126


CASOS DE ESTUDO
ESTRUTURA DO EDIFÍCIO EXISTENTE
Estrutura pombalina (final Séc. XVIII) com R/C + 3 pisos elevados + sótão.
Paredes interiores tipo frontal nos pisos elevados. Pavimentos em Madeira
Arcos e Abóbadas ao nível do R/C.
Fachadas em alvenaria. Empenas do edifício comuns com os edifícios vizinhos
Clarabóia existente com frescos
Geotecnia – Areolas da Estefânia com intercalações Calco-Areníticas

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 127


CASOS DE ESTUDO

ANOMALIAS PRINCIPAIS
Edifício sem manutenção. Infiltrações de Água a partir da Cobertura
Proliferação de fungos de podridão
Ataque do Caruncho da madeira
Deformação excessiva e falta de capacidade resistente de pavimentos
Deficiente ligação dos pavimentos nas paredes

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 128


CASOS DE ESTUDO
EXECUÇÃO DA CAVE
ASPECTOS GERAIS
Pé-direito de 4.0m em geral e de 6.0m no Logradouro
Acesso à cave por Montauto ⇒ Placa Giratória ⇒ Estacionamento em Prateleira
Capacidade máxima de 8 lugares de Estacionamento

FASEAMENTO CONSTRUTIVO
Escavação alternada de poços (1.5 x 1.5 m2) com profundidades de 5m em geral
Paredes berlinesas na zona do logradouro
Execução, em fase inicial, de poços para recalçamento dos elementos estruturais
Prosseguimento da escavação com meios e máquinas de maior rendimento

INSTRUMENTAÇÃO E MONITORIZAÇÃO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 129


CASOS DE ESTUDO
CAVE - Faseamento Construtivo

A
A

A
A

A
A

A
A
2.70

A
A
3.12

A
A
A
3.70
3.75
4.00

9.12
4.02

10.00°
5.97

Elevador auto
10.00°

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 130


CASOS DE ESTUDO
CAVE - Faseamento Construtivo

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 131


CASOS DE ESTUDO

AMPLIAÇÃO DO EDIFÍCIO Introdução de 1 piso adicional

CONDICIONANTES:
Desmonte da Cobertura
Reposicionamento altimétrico da Clarabóia existente com frescos
Minimização das cargas adicionais

SOLUÇÃO ESTRUTURAL:
Paredes interiores tipo frontal
Paredes exteriores executadas com pórticos metálicos preenchidos com alvenaria
Pavimentos constituídos por perfis metálicos e vigamentos de madeira
Cobertura em estrutura metálica e madres de madeira
Cumeeira da cobertura em viga treliçada com 12m de vão

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 132


CASOS DE ESTUDO
AMPLIAÇÃO DO EDIFÍCIO
Introdução de 1 piso adicional

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 133


CASOS DE ESTUDO

INTERVENÇÕES ESTRUTURAIS DE
REABILITAÇÃO E REFORÇO
RESISTÊNCIA À ACÇÃO SÍSMICA
Lâmina de reboco armado com espessura de 6cm
Pregagem dos cunhais do edifício com tirantes longos
Reforço da ligação entre paredes e pavimentos

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 134


CASOS DE ESTUDO

INTERVENÇÕES ESTRUTURAIS DE
REABILITAÇÃO E REFORÇO
ELEMENTOS DE MADEIRA EM PAREDES E PAVIMENTOS
Substituição dos elementos danificados ou apodrecidos
Tratamento dos elementos a manter
com produto preservador

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 135


CASOS DE ESTUDO

INTERVENÇÕES ESTRUTURAIS DE
REABILITAÇÃO E REFORÇO
REFORÇO DE PAVIMENTOS
Treliça Metálica
Adição de novos elementos de madeira

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 136


CASOS DE ESTUDO

INTERVENÇÕES ESTRUTURAIS DE
REABILITAÇÃO E REFORÇO
PREGAGEM DOS ARCOS ÀS EMPENAS VIZINHAS

REFORÇO DAS ABÓBADAS DO R/C

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 137


CASOS DE ESTUDO

CONCLUSÕES

- PROCURA CRESCENTE DE EDIFÍCIOS PARA REABILITAÇÃO

- ADEQUABILIDADE DAS CONSTRUÇÕES ÀS EXIGÊNCIAS DO PROJECTO DE


ARQUITECTURA E DE DONOS DE OBRA

- CUMPRIMENTO DAS EXIGÊNCIAS REGULAMENTARES APESAR DA


COMPLEXIDADE ESTRUTURAL

- UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS TRADICIONAIS E REAPROVEITAMENTO DE


MATERIAIS EXISTENTES

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CASOS DE ESTUDO

Hotel Camões em Lisboa

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 143


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 144


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 145


CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 148


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 149


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 150


CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 152


CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

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CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 162


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 163


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 164


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 165


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 166


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 167


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 168


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 169


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 170


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 171


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 172


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 173


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 174


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 175


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 176


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 177


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 178


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 179


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 180


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 181


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 182


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 183


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 184


CASOS DE ESTUDO

Lisboa Loft em Lisboa

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 185


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 186


CASOS DE ESTUDO

• DONO DE OBRA:

GLEN

• PROJECTO DE ARQUITECTURA:

Raul Abreu, Miguel Varela Gomes

• PROJECTO DE ESTABILIDADE:

A2P (João Appleton, Marco Figueiredo)

• EMPREITEIRO GERAL:

Beterga

• FISCALIZAÇÃO:

PENGEST/EDGES

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 187


CASOS DE ESTUDO

Observação cuidada do edifício e


levantamentos topográficos e geométricos

Diagnosticaram-se 4 tipos de problemas:


Corrosão, de intensidade variável, de perfis metálicos de vigas e
pilares;
Deformações significativas de pilares, apresentando dimensões
irregulares, excentricidades e desaprumos;
Precariedade das ligações entre vigas e entre vigas e pilares;
Mau estado de conservação de alguns pavimentos constituídos por
perfis I de ferro e abobadilhas cerâmicas ou de betão simples.

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 188


CASOS DE ESTUDO
Estado de Conservação e de Segurança
das Estruturas Existentes (2)

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 189


CASOS DE ESTUDO

Foi necessária uma intervenção com 3 objectivos:

1. Reparar as deficiências assinaladas;


2. Introduzir ao nível dos pisos as alterações
justificadas pela solução arquitectónica
proposta;
3. Introduzir novos pisos e coberturas, formando
um conjunto coerente com as estruturas
existentes.

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 190


CASOS DE ESTUDO

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 191


CASOS DE ESTUDO

Soluções Estruturais:
Pavimentos Existentes (1)

REFORÇO DA LAJE

PLANTA CORTE 1-1


2

CORTE 2-2

1 1

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 192


CASOS DE ESTUDO

Soluções Estruturais:
Pavimentos Existentes (2)

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 193


CASOS DE ESTUDO
Soluções Estruturais:
Novos Elementos Verticais
Secções de Pilares

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 194


CASOS DE ESTUDO
Soluções Estruturais:
Novos Pavimentos (1)
LIGAÇÃO-TIPO DOS PERFIS HEB240 AOS PILARES

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 195


CASOS DE ESTUDO

Soluções Estruturais:
Novos Pavimentos (2)
PORMENOR DA LIGAÇÃO DOS HEB240
ÀS PAREDES DE ALVENARIA REFORÇADAS

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 196


CASOS DE ESTUDO
Soluções Estruturais:
Novos Pavimentos (3)

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 197


CASOS DE ESTUDO

Soluções Estruturais:
Novas Coberturas (1)

PLANTA DA COBERTURA

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 198


CASOS DE ESTUDO
Soluções Estruturais:
Novas Coberturas (2)
CORTE TRANSVERSAL DA COBERTURA
DOS EDIFÍCIOS 4 E 6

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 199


CASOS DE ESTUDO

Fundações (1)

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 200


CASOS DE ESTUDO
Fundações (2)

Curso Avançado – Reabilitação Sísmica de Edifícios pág. 201