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Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais

- Aula 10 -

Prof. Renato Fenili


Junho de 2016
VI. Distribuição de Materiais
• Características das modalidades transporte
• Estrutura para distribuição
VI. Distribuição de Materiais

Distribuição de Materiais
É a atividade derradeira na Gestão de
Almoxarifados, cuja finalidade é fazer chegar o
material em perfeitas condições ao usuário.
Divide-se em:
Distribuição interna = diz respeito à distribuição de
materiais internamente à organização, para a
continuidade de seu processo de trabalho.
Distribuição externa = trata da entrega dos
produtos acabados a seus clientes, o que pode
envolver mais de um meio de transporte.
V. Recebimento e Armazenagem

1. (CESPE / CADE / 2014) A atividade de distribuição, que consiste


na entrega dos materiais aos seus destinatários, envolve diversos
custos, tais como o custo de transporte, gerado por linhas de
transporte, retirada e entrega, manuseio nos terminais, listagem e
coleta dos materiais de estoque.

Diversos são os custos envolvidos na distribuição, todos relacionados à


movimentação e ao transporte (e às atividades a eles inerentes).
Para Viana (2011, p. 364), “a distribuição física representa uma
despesa, ou seja, não agrega nenhuma melhoria ou valor ao produto”.

A questão está CERTA.


VI. Distribuição de Materiais

Distribuição em órgãos públicos – IN nº 205/88 SEDAP


5. As unidades integrantes das estruturas organizacionais
dos órgãos e entidades serão supridas exclusivamente pelo
seu almoxarifado.
5.1. Distribuição é o processo pelo qual se faz chegar o
material em perfeitas condições ao usuário.
5.1.1. São dois os processos de fornecimento:
a) por Pressão;

b) por Requisição.
VI. Distribuição de Materiais

Distribuição em órgãos públicos – IN nº 205/88 SEDAP


5.1.2. O fornecimento por Pressão é o processo de uso facultativo, pelo
qual se entrega material ao usuário mediante tabelas de provisão
previamente estabelecidas pelo setor competente, e nas épocas fixadas,
independentemente de qualquer solicitação posterior do usuário. Essas
tabelas são preparadas normalmente, para:
a) material de limpeza e conservação;

b) material de expediente de uso rotineiro;

c) gêneros alimentícios.
5.1.3. O fornecimento por Requisição é o processo mais comum, pelo
qual se entrega o material ao usuário mediante apresentação de uma
requisição (pedido de material) de uso interno no órgão ou entidade.
VI. Distribuição de Materiais

2. (CESPE / INCA / 2010) Os fornecimentos por pressão e o por


requisição são os dois tipos de processos de fornecimento de
material para suprir a demanda das unidades de um órgão ou
entidade da administração pública brasileira. O fornecimento por
pressão refere-se ao processo de entrega de material para o usuário
com base nas tabelas de provisão previamente estabelecidas pelo
setor competente, enquanto o fornecimento por requisição refere-
se ao processo de entrega do material formalmente requisitado ao
usuário.

Enunciado integralmente baseado na IN nº 205/88 - SEDAP

A questão está CERTA.


VI. Distribuição de Materiais

3. (CESPE / STM / 2011) No processo de fornecimento por pressão, a


entrega de material ao usuário ocorre mediante tabelas de
provisão, previamente estabelecidas pelo setor competente, nas
épocas fixadas, independentemente de qualquer solicitação
posterior do usuário.

Mais uma vez, o enunciado integralmente baseado na IN nº 205/88 -


SEDAP

A questão está CERTA.


VI. Distribuição de Materiais

Leis de Movimentação de Materiais


LEI DESCRIÇÃO
Flexibilidade Empregar equipamentos que possam ser
utilizados na movimentação de vários
tipos de cargas.
Manipulação mínima Evitar a manipulação dos materiais ao
longo do ciclo de processamento e
utilizar o transporte mecânico ou
automatizado sempre que possível.
Máxima utilização do Maximizar o aproveitamento do espaço
espaço disponível cúbico disponível.

Máxima utilização Maximizar a utilização dos


dos equipamentos equipamentos, diversificando seu
emprego.
VI. Distribuição de Materiais

Leis de Movimentação de Materiais (2)


LEI DESCRIÇÃO
Máxima utilização Aproveitar da gravidade, sempre que possível,
da gravidade para a movimentação dos materiais (menores
custos).
Menor custo total Selecionar equipamentos ponderando custos
totais e tempo de vida útil.
Mínima distância Reduzir as distâncias na movimentação,
eliminando trajetos em ziguezague.
Obediência do Adotar as trajetórias de movimentação de
fluxo das materiais de modo a facilitar o fluxo produtivo.
operações

Padronização Utilizar equipamentos padronizados (facilitando


a manutenção e o intercâmbio de
sobressalentes)
Segurança e Promover a segurança dos colaboradores e
satisfação reduzir sua fadiga.
VI. Distribuição de Materiais
Movimentação de Materiais – Principais Equipamentos
PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO INTERNA DE
MATERIAIS
Empilhadeira Equipamento cujo emprego principal é o
transporte de mercadorias em paletes,
otimizando, assim, o uso do espaço
vertical em almoxarifados. Há vários tipos
(elétricas, manuais, a combustão etc.) e
modelos (frontais, laterais, trilaterais
etc.). Necessita de operador especializado.
Paleteira ou Transpalete

Da mesma forma que a empilhadeira, a


paleteira serve para a movimentação de
mercadorias em paletes. A diferença é que
a paleteira atua com o operador em pé,
deslocando os paletes em nível do solo.
Podem ser manuais (hidráulicas) ou
elétricas.
VI. Distribuição de Materiais

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO INTERNA DE


MATERIAIS
Talha
Equipamento baseado no uso de polias em
série, é indicado para o deslocamento de
cargas pesadas (motores, por exemplo).
Pode ser manual, elétrica ou pneumática.

Ponte / Pórtico Rolante Constitui-se de uma ou mais vigas que


correm sobre trilhos, sendo capaz de
transportar cargas com pesos muito
significativos. Dentre as vantagens deste
equipamento, destaca-se a não-
interferência com o trabalho a nível do
solo, visto que sua ocupação física não
concorre com outros equipamentos ou
com trabalhadores que situam-se no piso.
Desta forma, similarmente aos guindastes,
é indicado para uso em áreas com
restrição de espaço.
VI. Distribuição de Materiais

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO INTERNA DE


MATERIAIS
Monovia

Equipamento para movimentação e


elevação de carga. utilizado em linhas
onde haja pontos específicos de carga e
descarga do material.

Elevador
São empregados na movimentação de
cargas entre níveis (andares) distintos.
Ocupam menos espaço do que outros
equipamentos, mas carecem, geralmente,
de rígida manutenção preventiva e de
cuidados na operação.
VI. Distribuição de Materiais
PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO INTERNA DE
MATERIAIS
Esteira Transportadora

Muito utilizada na mineração, trata-se de


equipamento que se enquadra na
categoria dos chamados transportadores
contínuos, que consiste de esteira que se
movimenta por subsídio de duas polias,
em suas extremidades.

Guindauto Um guindauto é um equipamento móvel


montado em um caminhão, cujo chassi é
reforçado para o levantamento e
movimentação de pequenas cargas. A
estabilidade do guindauto é provida por
apoios extras no solo, denominados
patolas. Quanto maior for a distância
entre as patolas, maior a estabilidade.
Uma marca conhecida de guindauto é a
Munck – daí tais equipamentos serem
também conhecidos por “caminhões
Munck”.
VI. Distribuição de Materiais

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO INTERNA DE


MATERIAIS
Carrinho de carga De uso extremamente comum em
almoxarifados, é utilizado para
movimentação de cargas a curtas
distâncias, inclusive na formação de lotes
para a distribuição aos clientes internos. É
prático, de baixo custo e não carece de
mão de obra especializada. Há carrinhos
que transportam de 50 até 600 kg.
VI. Distribuição de Materiais

4. (CESPE / IFB / 2011) Pontes rolantes e guindastes são


equipamentos de manuseio para áreas restritas.

Justamente por não concorrerem diretamente com o espaço ocupado


por equipamentos ou por trabalhadores que se localizam no nível do
piso, os equipamentos relacionados no enunciado realmente têm sua
utilização indicada para áreas restritas (com restrição de espaço
físico).

A questão está CERTA.


5. (CESGRANRIO / PETROBRAS / 2014) O guindauto é um equipamento
com sistema hidráulico, usado para movimentar, içar ou remover
equipamentos e máquinas.
Para evitar o tombamento de um guindauto em atividade, deve-se
adotar a seguinte precaução:
a) aumentar a distância entre as patolas.
b) aumentar o raio de operação do equipamento, abaixando a lança.
c) aumentar o raio de operação do equipamento, estendendo a lança.
d) erguer uma carga mais pesada que o especificado, somente em
situações especiais.
e) trabalhar em locais escorados e com declives laterais.

Como vimos, a medida que visa a incrementar a estabilidade do


guindauto é aumento das distâncias entre as patolas.
Resposta: A.
VI. Distribuição de Materiais
6. (CESPE / DPF / 2014) A classificação de equipamentos de
movimentação e transporte abrange os dispositivos de carga, de
descarga e de manuseio, que, mesmo não sendo máquinas, servem
de apoio a vários sistemas modernos.

Trata-se de proposição de Dias (1993), para quem “os dispositivos de


carga, descarga e manuseio, mesmo que não se classificando como
máquinas, constituem meio de apoio a vários sistemas modernos.
Esses dispositivos constituem-se como recurso facilitador para o
manuseio de materiais e produtos para carregamento, seja no
transporte ou para simples armazenagem. São exemplos os carrinhos
hidráulicos e as empilhadeiras.”

A questão está CERTA.


7. (CESPE / ICMBIO / 2014) Para efeito de transporte, os produtos são
classificados como carga geral, a granel, líquida ou sólida,
semiespecial, especial e perigosa.

De acordo com Viana (2011, p. 364), os produtos de uma organização,


para fins de transporte, podem ser assim classificados:
• Carga geral: deve ser consolidada para materiais com peso individual de
até 4 (quatro) toneladas;
• Carga a granel, líquida ou sólida;
• Carga semiespecial: trata-se de materiais com dimensões e peso que
exigem licença especial para transporte, mas que permite tráfego em
qualquer estrada;
• Carga especial: trata-se de uma variação da definição anterior, sendo que
o tráfego passa a exigir estudo de rota, a fim de avaliar a altura e a
capacidade de pontes e viadutos, por exemplo;
• Carga perigosa: englobam mais de 3.000 itens, codificados de acordo com
norma internacional.
A questão está CERTA.
VI. Distribuição de Materiais

Custos de Transporte
CUSTOS DESCRIÇÃO
Independem da operação a ser
realizada. Ex.: gastos relativos ao direito
Fixos
de tráfego, seguros de veículos,
impostos, depreciação etc.

Variáveis Dependem da operação a ser realizada.


Ex.: combustíveis, manutenção, mão de
obra etc.
VI. Distribuição de Materiais

Custos de Transporte (exemplo)


VI. Distribuição de Materiais

8. (CESPE / ANATEL / 2014) Atualmente, o modal rodoviário


responde por, aproximadamente, 60% das cargas distribuídas no
Brasil.

A questão está CERTA.


VI. Distribuição de Materiais

9. (CESPE / Câmara dos Deputados / 2012) O transporte ferroviário,


embora eficiente no consumo de combustível, demanda custos fixos
elevados em relação à ferrovia.

Transporte ferroviário: custos fixos significativos, menores custos


variáveis.

A questão está CERTA.


10. (CESGRANRIO / PETROBRAS / 2014) O transporte ferroviário é
utilizado para o transporte de mercadorias de baixo valor agregado e
de mercadorias em grandes quantidades e peso, tais como produtos
agrícolas, fertilizantes, derivados de petróleo, minérios e produtos
siderúrgicos, entre outros.
É vantagem desse modal de transporte, a(o):
a) flexibilidade de destinos em curtos trajetos
b) flexibilidade quanto ao uso da rede com outros modais
c) necessidade maior de transbordo em curtos trajetos
d) adequação a grandes volumes de cargas em longas distâncias
e) tempo de viagem irregular, mas constante

Como vimos, as principais vantagens do modal ferroviário referem-se


às suas capacidades de comportar grandes volumes de carga e de
cumprir longas distâncias.

Resposta: D.
VI. Distribuição de Materiais

11. (CESPE / ANATEL 2014) A utilização do modal marítimo para o


transporte de produtos líquidos é proibida devido ao risco de
contaminação das águas por possíveis vazamentos.

Não há proibição do uso do modal marítimo para o transporte de


produtos líquidos. Talvez o melhor exemplo seja o grande número de
navios petroleiros que operacionalizam o transporte intercontinental.

A questão está ERRADA.


3Não há consenso, na literatura, sobre o grau dos custos fixos no modal aeroviário. Ao
passo que há fontes que indicam que tais custos são altos, há bibliografia que indica tais
custos como módicos, como veremos na discussão da questão XX.
VI. Distribuição de Materiais

12. (CESPE / CAPES / 2012) O custo fixo do transporte aéreo é


superior ao custo dos transportes ferroviário, aquaviário e
dutoviário.

O custo fixo do transporte dutoviário, de acordo com a literatura da


área, sobrepuja todos os demais. Ainda, cabe o seguinte registro:

(IPEA / IBGE) Custos fixos com relação ao faturamento:


- Transporte aéreo: 17%
- Transporte ferroviário: 36%

A questão está ERRADA.


VI. Distribuição de Materiais

13. (CESPE / ANATEL / 2014) Estabelecida a comparação do


transporte aéreo com outros meios de transporte, verifica-se que o
custo fixo e os custos variáveis do modal aéreo são muito altos.

A afirmativa parece ter sido baseada no seguinte excerto da obra de


Wanke e Fleury:

“Finalmente, o modal aéreo apresenta custos fixos baixos (aeronave e


sistemas de manuseio). Seus custos variáveis são os mais elevados:
combustível, mão-de-obra e manutenção.”

Com base neste conteúdo, a questão está ERRADA.


Disponível em:
http://www.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/capitulo_12_transportes.pdf.
VI. Distribuição de Materiais

14. (CESPE / CAPES / 2012) No transporte dutoviário, após a


construção dos dutos, o custo operacional variável é baixo, pois a
mão de obra intensiva é desnecessária.

Apenas para reforçar o que vimos em nosso quadro sobre os modais


de transporte.

A questão está CERTA.


VI. Distribuição de Materiais

15. (CESPE / ANATEL / 2012 - adaptada) O modal de transporte


denominado dutoviário possibilita o transporte de líquidos, gases e
grãos.

Os dutos recebem as seguintes nomenclaturas, a depender do


material transportado:

Líquidos (em geral são derivados de petróleo) → oleodutos;


Gases (em geral, trata-se de gás natural) → gasodutos;
Grãos → granodutos.

A questão está CERTA.


VI. Distribuição de Materiais

Custos de Transporte

http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2002_TR11_0689.pdf
MODALIDADE CUSTOS FIXOS CUSTOS VARIÁVEIS CUSTOS TOTAIS

ALTO ALTO
Aeroviário (aeronaves, manuseio e (alto custo de combustível, O MAIS ELEVADO
sistemas de carga) mão de obra, manutenção)
BAIXO
MÉDIO
Rodoviário (rodovias construídas com MÉDIO
(combustível, pedágio)
fundos públicos)

ALTO
Ferroviário (arrendamento da malha, BAIXO BAIXO
equipamentos, terminais etc.)

O MAIS ALTO
(direito de acesso, construção, O MAIS BAIXO
Dutoviário requisitos para controle das (mão de obra intensiva BAIXO
estações e capacidade de desnecessária)
bombeamento)
BAIXO
Hidroviário MÉDIO (capacidade para
/ marítimo
O MAIS BAIXO
(navios e equipamentos) transportar grande
quantidade de tonelagem)
Características dos modais de transporte

velocidade = tempo decorrido em cada rota;


disponibilidade = capacidade que cada modal tem de atender as
entregas (o melhor é aquele que permite o serviço porta a porta);
confiabilidade = habilidade de entregar consistentemente no tempo
declarado e em condição satisfatória;
capacidade = possibilidade de o modal lidar com qualquer tamanho e
tipo de carga;
frequência = quantidade de movimentações programadas por unidade
temporal.
VI. Distribuição de Materiais

Transporte Intermodal
O transporte intermodal (ou multimodal, segundo a
Associação Nacional de Transportes Terrestres –
ANTT) é aquele que utiliza mais de uma
modalidade de transporte. A exportação de
produtos em contêineres, por exemplo, é
usualmente feito pelas modalidades marítima e
rodoviária. Na realidade, o transporte intermodal
não é propriamente uma nova modalidade de
transporte, mas sim uma combinação das
anteriores.
VI. Distribuição de Materiais

TRANSPORTE
O transporte intermodal trata da utilização conjunta
INTERmodal de mais de um modal, onde são usados documentos
fiscais individuais para cada tipo de modal.
O transporte multimodal é um conceito institucional
que implica a emissão de um único documento de
MULTImodal embarque por um operador de transporte multimodal
que assume a responsabilidade como titular [...] de
toda a operação de transporte, de origem ao destino.
VI. Distribuição de Materiais

16. (CESPE / IFB / 2011) São cinco os modais de transporte de carga:


aéreo, rodoviário, ferroviário, aquaviário e intermodal.

Primeiramente, conforme nos esclarece a ANTT, os termos modo,


modal e modalidade de transporte possuem o mesmo significado, ok?
A questão apresenta uma pegadinha da banca. Como vimos, o
transporte intermodal não é uma “nova” modalidade de transporte de
carga, mas sim uma combinação das demais.
Além disso, a questão peca por não listar o transporte dutoviário, um
dos cinco modais hoje considerados pela ANTT.

A questão está ERRADA.


VI. Distribuição de Materiais

17. (CESPE / Câmara dos Deputados / 2012) O transporte intermodal


envolve, além da inter-relação física entre as modalidades, a
integração de responsabilidades, conhecimentos, programações,
cobrança de fretes e demais despesas.

Não há integração de responsabilidades, conhecimentos ou cobrança


de fretes no transporte intermodal.

A questão está ERRADA.


VI. Distribuição de Materiais

Estrutura para a Distribuição


Depósitos centrais
e/ou regionais

Transportes e
Movimentação de
fretes
materiais
(determinação de
(internamente)
roteiros)

Embalagem e
Expedição
acondicionamento
Estrutura da Distribuição (VIANA, 2000, p. 366-367 )
“Entre as muitas formas para estruturar a distribuição física,
deve-se mencionar a mais adequada às condições e
necessidades de nosso mercado, a qual envolve e contempla
os seguintes segmentos:
a. Depósitos regionais e de mercadorias em trânsito:
recebimento, armazenagem e expedição de materiais;
b. Movimentação de materiais: manuseio interno dos
depósitos, movimentação interna e externa dos
depósitos e terminais e centros de distribuição;
c. Transportes e fretes: determinação de roteiros para
utilização dos serviços de transporte de forma mais
econômica e eficiente.;
Estrutura da Distribuição(VIANA, 2000, p. 366-367 )

d. Embalagem e acondicionamento: embalagem de


proteção e acondicionamento, material de embalagem,
serviços de carpintaria, mecanização de embalagem e
enchimento;

e. Expedição: preparação de cargas, determinação das


condições de transporte, carregamento, expedição e
controle cronológico das remessas.
VI. Distribuição de Materiais

18. (Inédita) Na estrutura da distribuição de materiais, a expedição


envolve a preparação de cargas, a determinação das condições
transporte, o carregamento e o controle cronológico das remessas.

O enunciado espelha a definição de Viana (2000, p. 367)

A questão está CERTA.


VI. Distribuição de Materiais

19. (CESPE / ANATEL / 2014) A estruturação da área de distribuição


deve ser definida conforme as características da empresa, de forma
a torná-la mais rentável.

Trata-se de questão sem maiores dificuldades. Logicamente, a


estrutura da área de distribuição deve ser efetuada consoante as
características não só da empresa, mas principalmente de seus
processos de produção. E o foco – inerente a toda empresa privada – é
o lucro.

A questão está CERTA.


VII. Gestão Patrimonial

• Tombamento de Bens
• Controle de Bens
• Inventário de material permanente
• Cadastro de bens
• Movimentação de bens
• Depreciação de bens
• Alienação de bens e outras formas de desfazimento
• Alterações e baixas de bens
I. CONCEITOS INICIAIS

Recurso Material – Sentido AMPLO


É a designação genérica de móveis,
equipamentos, componentes
sobressalentes, acessórios, utensílios,
veículos em geral, matérias-primas e
outros bens utilizados ou passíveis de
utilização nas atividades de determinado
órgão (Ato da Mesa nº. 63/97)
I. CONCEITOS INICIAIS
Recurso Patrimonial

• Bens de natureza permanente


Ativo destinados à manutenção das
atividades da organização.
Imobilizado

• Bens não materiais


Ativo (abstratos ou incorpóreos)
destinados à manutenção das
Intangível atividades da organização.
VI. Gestão Patrimonial

20. (CESPE / TJ – RR / 2006 - adaptada) Patentes e direitos


autorais são recursos patrimoniais intangíveis.

Patentes e direitos autorais são exemplos de bens patrimoniais


intangíveis. Têm existência imaterial, ou abstrata, mas, atuam em
prol da manutenção das atividades da organização.

A questão está CERTA.


VI. Gestão Patrimonial

21. (CESPE / FUNESA SE / 2008) Prédios, terrenos, jazidas,


caldeiras, reatores, veículos, computadores e móveis são
considerados bens patrimoniais.

Os recursos listados no enunciado são exemplos de bens patrimoniais


tangíveis, pertencentes ao ativo imobilizado da organização.

A questão está CERTA.


VI. Gestão Patrimonial

22. (CESPE / STF / 2013) Patrimônio público corresponde ao


conjunto de bens, corpóreos ou incorpóreos, imóveis, móveis e
semoventes, créditos, direitos e ações que pertençam, a
qualquer título, às entidades estatais, autárquicas, fundacionais
e paraestatais.

Para Hely Lopes Meirelles, bens públicos, em sentido amplo, são


todas as coisas, corpóreas ou incorpóreas, imóveis ou móveis e
semoventes, créditos, direitos e ações, que pertençam a qualquer
título, às entidades estatais, autárquicas, fundacionais e paraestatais
Lei 9.637/98, Art. 12. Às organizações sociais poderão ser destinados
recursos orçamentários e bens públicos necessários ao cumprimento
do contrato de gestão.

A questão está CERTA.


VI. Gestão Patrimonial

23. (CESPE / ANTAQ / 2014) A gestão dos recursos patrimoniais


de uma empresa implica na [sic] gestão dos ativos e dos passivos
dessa empresa. Porém, em se tratando da administração de
recursos materiais, a gestão patrimonial se limita a determinados
itens do ativo imobilizado ou permanente.

...apenas para reforçar a teoria.

A questão está CERTA.


VI. Gestão Patrimonial

24. (CESPE / ANTAQ / 2014) Os bens de uma empresa são


considerados recursos patrimoniais e são classificados, quanto à
sua mobilidade, como móveis, imóveis, corpóreos e incorpóreos.

Há dois erros na questão:


• Nem todos os bens (materiais) de uma organização são
patrimoniais;
• A classificação em corpóreo e incorpóreo não é afeta à mobilidade.

A questão está ERRADA.


Bens móveis X Bens imóveis
Objeto do controle patrimonial
O controle patrimonial envolve a fiscalização do material permanente,
dos bens imóveis e das instalações a eles agregadas.

Bens imóveis

Controle
Patrimonial

Materiais
Instalações
Permanentes
Definições
• Material Permanente: de duração superior a dois anos, levando-se
em consideração os aspectos de durabilidade, fragilidade,
perecibilidade, incorporabilidade e transformabilidade;
• Instalações: materiais ou equipamentos que se agregam ao bem
imóvel, isoladamente ou em conjunto, passando a integrá-lo
funcionalmente;
• Carga Patrimonial: conjunto de materiais permanentes sob a
responsabilidade do titular de uma unidade administrativa;
• Transferência: movimentação de material entre unidades
administrativas da Câmara dos Deputados, com consequente troca de
responsabilidade;
• Registro Patrimonial: descrição analítica do material permanente, ao
qual se atribui um código numérico sequencial, contendo as
informações necessárias à sua identificação, localização e carga
patrimonial;
Definições
• O material permanente terá a seguinte classificação:
a) regular - quando estiver em perfeitas condições de uso,
funcionamento e aproveitamento pela unidade detentora da carga;
b) ocioso - quando, embora em perfeitas condições de uso, não estiver
sendo aproveitado;
c) recuperável - quando o custo de sua recuperação não ultrapassar
cinquenta por cento de seu valor de mercado;
d) antieconômico - quando sua manutenção for onerosa, ou seu
rendimento precário, não justificando sua utilização;
e) irrecuperável - quando economicamente inconveniente sua
recuperação ou não mais puder ser utilizado para o fim a que se destina.
Atividades na “vida” de um bem patrimonial
III. Tombamento

Recepção (ou entrada) do bem patrimonial

MEDIDA
OPERAÇÃO ATIVIDADE
ADMINISTRATIVA
Recebimento
Entrada Tombamento
Registro
Tombamento
É o procedimento de identificação de um bem
patrimonial, efetuado na incorporação do bem ao
patrimônio de uma organização. Por ocasião do
tombamento, cadastram-se, em um banco de
dados, informações essenciais do bem
(características físicas, valor de aquisição etc.). O
bem recebe um número patrimonial, pelo qual é
identificado, e uma plaqueta (ou etiqueta, ou
gravação) contendo este número de registro é
afixada no bem (quando possível).
Tombamento
É o ato de inscrever o bem no registro patrimonial,
com a concomitante afixação do respectivo código
numérico mediante plaqueta, gravação, etiqueta
ou qualquer outro método adequado às suas
características.
Registro Patrimonial: descrição analítica do
material permanente, ao qual se atribui um código
numérico sequencial, contendo as informações
necessárias à sua identificação, localização e carga
patrimonial;
25. (CESPE / ICMBIO / 2014) O tombamento de bens é feito nos
casos de compra, cessão, doação, permuta, transferência e
produção interna. Além desses, há também a necessidade de
tombamento nos casos de incorporação de bens.
A entrada do bem patrimonial em uma organização pode se dar por
diversos motivos. Os principais são listados a seguir:
• aquisição do bem;
• fabricação do bem (produção interna);
• transferência / doação por outra organização;
• permuta de bem com outra organização;
• empréstimo efetuado por outra organização (cessão / comodato);
• “descoberta” do bem na organização, constatando-se que lá se
encontra há, ao menos, dois exercícios (incorporação).

A questão está CERTA.


26. (CESPE / STM / 2011) Para efeito de identificação e
inventário, os equipamentos e materiais permanentes devem
receber códigos alfanuméricos ou numéricos, não
necessariamente sequenciais, que devem ser apostos ao
material, por meio de gravação, fixação de plaqueta ou etiqueta.

Instrução Normativa (IN) nº 205, de 1988 da Secretaria de


Administração Pública da Presidência da República (SEDAP):
7.13. Para efeito de identificação e inventário os equipamentos e materiais
permanentes receberão números sequenciais de registro patrimonial.
7.13.1. O número de registro patrimonial deverá ser aposto ao material,
mediante gravação, fixação de plaqueta ou etiqueta apropriada.
7.13.2. Para o material bibliográfico, o número de registro patrimonial
poderá ser aposto mediante carimbo.

A questão está ERRADA.


III. Tombamento

27. (CESPE / MPU / 2010) Nas organizações públicas, todo bem


listado como material permanente, independentemente de suas
características físicas, deve ser identificado com plaqueta
específica para isso.

Há bens cujas características físicas não comportam a fixação de


plaquetas. Tais bens podem ser assim exemplificados:
• Bens de dimensões reduzidas. Ex: alguns modelos de câmeras
fotográficas digitais;
• Obras de arte, com características físicas passíveis de serem
danificadas pela aposição da plaqueta patrimonial;
• Etc.

A questão está ERRADA.


III. Tombamento

28. (CESPE / MS / 2008) Em organizações públicas, apenas os bens


móveis permanentes de alto custo precisam ser cadastrados no
sistema de controle patrimonial.

A regra é: todo o bem permanente é incorporado ao patrimônio do


órgão público!

(RCPCD, Art. 5º) O material permanente, qualquer que seja a forma de


aquisição, será obrigatoriamente incorporado ao patrimônio da Câmara
dos Deputados.

A questão está ERRADA.


29. (CESPE / MPU / 2010 - adaptada) Considere que, em uma
organização pública, determinado lote de bens permanentes tenha
sido adquirido por baixo custo unitário. Nessa situação, admite-se que
esse bem não seja controlado por meio de número patrimonial,
podendo o seu controle ser feito de forma simplificada.
“Observa-se que, embora um bem tenha sido adquirido como permanente, o seu
controle patrimonial deverá ser feito baseado na relação custo/benefício desse
controle.
Nesse sentido, a Constituição Federal prevê o Princípio da Economicidade (artigo 70),
que se traduz na relação custo-benefício, assim, os controles devem ser suprimidos
quando apresentam como meramente formais ou cujo custo seja evidentemente
superior ao risco.
Assim, se um material for adquirido como permanente e ficar comprovado que possui
custo de controle superior ao seu benefício, deve ser controlado de forma simplificada,
por meio de relação-carga, (...), não havendo necessidade de controle por meio de
número patrimonial. No entanto, esses bens deverão estar registrados contabilmente
no patrimônio da entidade.”

“8.2.1. O material de pequeno valor econômico que tiver seu custo de controle evidentemente superior ao
risco da perda poderá ser controlado através do simples relacionamento de material (relação carga)....”
(Fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/contabilidade_governamental/downloads/Depreciacao.pdf)
III. Tombamento

“Da mesma forma, se um material de consumo for considerado como


de uso duradouro, devido à durabilidade, quantidade utilizada ou valor
relevante, também deverá ser controlado por meio de relação-carga, e
incorporado ao patrimônio da entidade.”

(Fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/contabilidade_governamental/downloads/Depreciacao.pdf)
30. (COPEVE / UFAL / 2011) O patrimônio é o objeto administrado que
serve para propiciar às entidades a obtenção de seus fins. Como tal,
são atribuições do setor de patrimônio, exceto a opção:

a) extrair, encaminhar e controlar os Termos de Responsabilidade dos


bens móveis dos diversos centros de responsabilidade do órgão.
b) encaminhar às unidades de controle patrimonial os inventários de
bens pertencentes ao órgão.
c) auxiliar os analistas de planejamento durante a elaboração da
previsão da receita orçamentária.
d) efetuar a identificação patrimonial, por meio de plaquetas
(metálicas ou adesivas altamente colantes), fixadas nos bens móveis
de caráter permanente.
e) registrar as transferências de bens quando ocorrer mudança física
deles ou quando houver alterações do responsável.
30. (Resolução)
a) Os bens móveis são sempre acompanhados de um Termo de
Responsabilidade, por vezes denominado simplesmente de carga
patrimonial. O servidor consignatário do Termo passa a ser
responsável pela guarda e uso do bem. A alternativa está correta.
b) Os inventários – espécie de auditoria dos bens patrimoniais – são
efetivamente conduzidas pelo Setor de Patrimônio da organização,
conforme veremos na próxima seção desta aula. A alternativa está
correta.
c) O auxílio na elaboração da previsão da receita orçamentária não é
tarefa do Setor do Patrimônio, mas sim do Setor de Finanças. A
alternativa está errada.
30. (Resolução)

d) Trata-se da tarefa de tombamento que, como vimos, é de


responsabilidade do Gestor de Patrimônio. A alternativa, portanto,
está correta.
e) De modo geral, movimentação é o deslocamento do bem
permanente, podendo ou não ocorrer a troca de responsabilidade. A
transferência, por sua vez, é a modalidade de movimentação de
material, com troca de responsabilidade, de uma unidade
organizacional para outra, dentro do mesmo órgão ou entidade.
Apesar da alternativa não se mostrar tão rígida nesses conceitos,
referindo-se à transferência em sentido genérico, podemos considerá-
la correta.
Resposta: C
31. (CESPE / SEGER – ES / 2013 - adaptado) Poderá ocorrer o tombamento do
material permanente diretamente no patrimônio do governo de determinado
estado da Federação quando esse material se afigurar como bem doado pelo
governo federal por razões de interesse social, sendo ele destinado à execução
descentralizada de programa federal, para exclusiva utilização pelo órgão ou pela
entidade do governo estadual executora do programa.
Decreto nº 99.658/90:
Art. 15. A doação, presentes razões de interesse social, poderá ser efetuada pelos
órgãos integrantes da Administração Pública Federal direta, pelas autarquias e
fundações, após a avaliação de sua oportunidade e conveniência, relativamente à
escolha de outra forma de alienação, podendo ocorrer, em favor dos órgãos e
entidades a seguir indicados, quando se tratar de material:

V - destinado à execução descentralizada de programa federal, aos órgãos e


entidades da Administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios e aos consórcios intermunicipais, para exclusiva utilização
pelo órgão ou entidade executora do programa, hipótese em que se poderá fazer o
tombamento do bem diretamente no patrimônio do donatário, quando se tratar de
material permanente, lavrando-se, em todos os casos, registro no processo
administrativo competente.
Inventário
IN nº 205/88 (SEDAP)
Inventário físico é o instrumento de controle para a verificação
dos saldos de estoques nos almoxarifados e depósitos, e dos
equipamentos e materiais permanentes, em uso no órgão ou
entidade (...).

RCPCD
Inventário é o levantamento físico-analítico do material
permanente existente nas unidades administrativas.
32. (CESPE / ANATEL/ 2014) Os termos inventário, tombamento de
bens e contagem física dos estoques se referem a uma mesma
operação.

Inventário: procedimento de controle sobre bens patrimoniais ou de estoque;

Contagem física dos estoques: rotina que faz parte do inventário aplicado aos
estoques;

Tombamento: inscrição do bem no registro patrimonial.

A questão está ERRADA.


Objetivos dos inventários

• o ajuste dos dados escriturais o saldo físico real na


organização

• o levantamento da situação dos bens permanentes em uso e


das suas necessidades de manutenção e reparos; e

• a eventual constatação de que o bem móvel não é necessário


naquela unidade
33. (CESPE / SEAD FHS SE / 2008) São objetivos de todo inventário:
verificar discrepâncias em valor e quantidade entre os estoques físico
e contábil e apurar o valor total dos estoques para efeito de balanço
fiscal.
Segundo a IN nº 205/1988 (SEDAP), são objetivos do inventário físico, dentre outros:

a) o ajuste dos dados escriturais de saldos e movimentações dos estoques com o


saldo físico real nas instalações de armazenagem;
b) a análise do desempenho das atividades do encarregado do almoxarifado através
dos resultados obtidos no levantamento físico;
c) o levantamento da situação dos materiais estocados no tocante ao saneamento
dos estoques;
d) o levantamento da situação dos equipamentos e materiais permanentes em uso e
das suas necessidades de manutenção e reparos; e
e) a constatação de que o bem móvel não é necessário naquela unidade.
33. (Continuação)

Não é qualquer tipo de inventário que irá concorrer para a consecução


do primeiro objetivo acima listado. Além disso, o inventário geral ou
anual, realizado no encerramento do exercício fiscal, é que pode
subsidiar a confecção do balanço fiscal.
Podemos ter como objetivo de um inventário o levantamento da
situação de bens patrimoniais móveis, visando a um diagnóstico sobre
possíveis baixas futuras desses bens.

A questão está ERRADA.


IV. Inventário

Modos de operacionalização dos inventários


IV. Inventário

Inventário Rotativo

• IN 205/88, 8.3. Sem prejuízo de outras normas de controle


dos sistemas competentes, o Departamento de Administração
ou unidade equivalente poderá utilizar como instrumento
gerencial o Inventário Rotativo, que consiste no
levantamento rotativo, contínuo e seletivo dos materiais
existentes em estoque ou daqueles permanentes distribuídos
para uso, feito de acordo com uma programação de forma á
que todos os itens sejam recenseados ao longo do exercício.
IV. Inventário

34. (CESPE / SEAD FUNESA SE / 2008) O inventário rotativo, ou


periódico, é realizado em períodos determinados, normalmente no
encerramento dos exercícios fiscais.

Inventários rotativo e periódico não são sinônimos:

• Inventário Rotativo: feito de modo contínuo, ao longo do exercício;


• Inventário Periódico: conduzido pontualmente em períodos pré-
determinados (usualmente no encerramento do ano fiscal).

A questão está ERRADA.


35. (CESPE / STF / 2008) Caso, durante a realização do inventário, a
comissão designada para o trabalho identifique e localize bens sem
valor conhecido, o procedimento recomendado é atribuir-se um valor
simbólico aos bens encontrados.

A Instrução Normativa nº 205/1988 (SEDAP), ao discorrer sobre o


inventário analítico, estabelece o seguinte:

“O bem móvel cujo valor de aquisição ou custo de produção for


desconhecido será avaliado tomando como referência o valor de outro,
semelhante ou sucedâneo, no mesmo estado de conservação e a preço
de mercado.”
Assim, caso sejam identificados e localizados bens sem valor
conhecido, conduz-se uma pesquisa de mercado, a fim de obter um
valor estimado de bem idêntico (ou semelhante), aplicando-se, se
pertinente, eventuais decréscimos devido à desvalorização ao longo
dos anos.
A questão está ERRADA.
IV. Inventário

36. (CESPE / AGU / 2010) Os inventários rotativos são efetuados no


final de cada exercício fiscal da empresa e incluem a totalidade dos
itens de estoque de uma só vez.

Na realidade, a questão refere-se ao inventário anual, um dos tipos de


inventário periódico.

A questão está ERRADA.


IV. Inventário

Tipos de Inventário Rotativo

Trata-se de solicitação em sistema para


Inventário inventário item a item, sempre que houver
Automático indício de alguma divergência (saldo zero no
sistema de controle, requisição de material
não atendida – ou atendida parcialmente etc.)
Inventário Trata-se de solicitação em sistema para
Programado inventário por amostragem de itens, em
períodos estabelecidos.
Inventário a pedido Há um input no sistema para a execução de
inventário item a item.
IV. Inventário

37. (CESPE / DPF / 2014) O sistema rotativo de inventário busca


relacionar o controle de estoque com o estoque físico, podendo ser
classificado em automático, programado ou a pedido.

Comentários do CESPE – “O sistema rotativo de inventário, enquadrado


no princípio de garantir permanente relação biunívoca entre controle
de estoque e estoque físico, utiliza os recursos de informática e pode
ser classificado em três tipos: automático, programado e a pedido.
(João José Viana. Administração de materiais: um enfoque prático. São
Paulo: Atlas, 2012, p.384).

A questão está CERTA.


IV. Inventário

(CESPE / IFB / 2011 - adaptada) Certa empresa classificou seu estoque


com base no sistema ABC. Assim, decidiu que os itens do grupo A
deveriam ser contados duas vezes por ano; os itens B, quatro vezes
por ano, e os itens C, uma vez por mês. Há, em estoque, 70 itens do
grupo C, 30 do grupo B e 20 do grupo A.

Com referência a essa situação hipotética e à adoção do sistema ABC


para o controle de estoques, julgue os itens subsequentes.

38. Se a empresa funciona 5 dias por semana e 50 semanas por ano,


então ela deve efetuar, em média, 4 contagens por dia para cumprir
sua meta de contagens anuais.
38. (Resolução)
CLASSE Nº DE ITENS Nº DE CONTAGENS/ANO Nº TOTAL DE
(1) (2) CONTAGENS
(1)*(2)
A 20 2 40
B 30 4 120
C 70 12 (= 12 meses) 840
TOTAL = 1.000
Devemos contar 1.000 itens durante o ano. Mas, como nos diz
o enunciado, no ano temos 50 semanas, considerando apenas 5 dias
na semana. Isso nos dá um total de 50*5 = 250 dias úteis, durante os
quais podemos realizar as contagens.
Com esses valores determinados, basta estabelecermos a
relação entre eles para que saibamos a média de contagens por dia
para cumprirmos o calendário do inventário rotativo:

𝑁𝑜. 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠 1.000


𝑀é𝑑𝑖𝑎 = = = 𝟒 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒂𝒈𝒆𝒏𝒔/𝒅𝒊𝒂
𝑁𝑜. 𝑑𝑒 𝑑𝑖𝑎𝑠 ú𝑡𝑒𝑖𝑠 250

A questão está CERTA.


(CESPE / IFB / 2011 - adaptada) Certa empresa classificou seu estoque
com base no sistema ABC. Assim, decidiu que os itens do grupo A
deveriam ser contados duas vezes por ano; os itens B, quatro vezes
por ano, e os itens C, uma vez por mês. Há, em estoque, 70 itens do
grupo C, 30 do grupo B e 20 do grupo A.
Com referência a essa situação hipotética e à adoção do sistema ABC
para o controle de estoques, julgue os itens subsequentes.

39. As contagens dos itens fazem parte do inventário periódico anual


exigido pelos auditores financeiros.

O inventário periódico anual é realizado tão somente uma vez por ano,
por ocasião do encerramento do exercício financeiro. O enunciado da
questão retrata uma situação distinta, na qual há um cronograma de
trabalho que implica esforços constantes para a contagem dos itens:
estamos falando de um inventário rotativo.
A questão está ERRADA.
(CESPE / IFB / 2011 - adaptada) Certa empresa classificou seu estoque
com base no sistema ABC. Assim, decidiu que os itens do grupo A
deveriam ser contados duas vezes por ano; os itens B, quatro vezes
por ano, e os itens C, uma vez por mês. Há, em estoque, 70 itens do
grupo C, 30 do grupo B e 20 do grupo A.
Com referência a essa situação hipotética e à adoção do sistema ABC
para o controle de estoques, julgue os itens subsequentes.
40. A adoção da curva ABC para controle de estoques não torna
imperativo que a programação das contagens ao longo do ano seja
montada sob o critério acima referido.
A adoção da curva ABC serve, em primeira instância, para a
definição dos itens de maior valor em estoque, que devem ser objeto
de maior atenção. E ponto final.
Nada impede que um gestor de estoque que adote a
Classificação ABC sobre o valor financeiro dos itens de material
priorizar nos inventários rotativos os itens mais perecíveis, por
exemplo
A questão está CERTA.
IV. Inventário

41. (CESPE / TJ ES / 2011) Caso determinado item apresente duas


contagens divergentes em um mesmo inventário, deve-se adotar como
estoque físico a média aritmética entre os resultados das duas
contagens, assumindo-se o número inteiro imediatamente inferior.

A boa prática da rotina dos inventários normalmente prevê duas


equipes para sua realização: a dos reconhecedores, que fazem a
primeira contagem, e a dos revisores, responsáveis pelo novo cômputo
dos itens.
Para os itens que, eventualmente, apresentarem contagens distintas
por essas equipes, a boa prática demanda proceder-se a uma terceira
contagem.

A questão está ERRADA.


Tipos de inventário
IN 205/88, 8.1. Os tipos de Inventários Físicos são:
a) anual - destinado a comprovar a quantidade e o valor dos bens
patrimoniais do acervo de cada unidade gestora, existente em 31 de
dezembro de cada exercício - constituído do inventário anterior e
das variações patrimoniais ocorridas durante o exercício.
b) inicial - realizado quando da criação de uma unidade gestora,
para identificação e registro dos bens sob sua responsabilidade;
c) de transferência de responsabilidade - realizado quando da
mudança do dirigente de uma unidade gestora;
d) de extinção ou transformação - realizado quando da extinção ou
transformação da unidade gestora;
e) eventual - realizado em qualquer época, por iniciativa do
dirigente da unidade gestora ou por iniciativa do órgão fiscalizador.
IV. Inventário

42. (CESPE / ANATEL / 2014) Os tipos de inventários físicos podem ser


anual, inicial, de transferência de responsabilidade, de extinção ou
transformação e eventual.

...de acordo com a IN 205/88.

A questão está CERTA.


IV. Inventário

43. (CESPE / MI / 2013) O inventário físico de bem patrimonial


realizado quando da mudança do dirigente de uma unidade gestora é
denominado eventual.

A questão refere-se ao inventário de transferência de


responsabilidade.

A questão está ERRADA.


IV. Inventário

44. (CESPE / ANATEL / 2014) Uma instituição pública pode isolar por
completo a área de armazenagem para realizar o inventário geral.

Sendo o inventário geral um tipo de inventário periódico, preconiza-se


a paralisação das atividades para a contagem dos itens de estoque.

A questão está CERTA.


IV. Inventário

45. (CESPE / TRT 10ª Região / 2013) Em órgãos ou entidades federais, é


vedada a utilização de inventário por amostragens.

IN 205/88

8.3.1. Poderá também ser utilizado o Inventário por Amostragens para um acervo de
grande porte. Esta modalidade alternativa consiste no levantamento em bases
mensais, de amostras de itens de material de um determinado grupo ou classe, e
inferir os resultados para os demais itens do mesmo grupo ou classe.

A questão está ERRADA.


Movimentação

IN nº 205/88 (SEDAP)
7.11. Nenhum equipamento ou material permanente poderá ser
distribuído à unidade requisitante sem a respectiva carga, que se
efetiva com o competente Termo de Responsabilidade, assinado
pelo consignatário, ressalvados aqueles de pequeno valor
econômico, que deverão ser relacionados (relação carga),
consoante dispõe a I.N./SEDAP nº142/83.
Depreciação

É a redução do valor dos bens pelo


desgaste ou perda de utilidade por uso,
ação da natureza ou obsolescência.
Depreciação – Conceitos Associados
CONCEITO SIGNIFICADO
Redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda
Depreciação de utilidade por uso, ação da natureza ou
obsolescência.
Período de tempo durante o qual a entidade espera
Vida útil
utilizar o bem.
Período de tempo durante o qual o bem poderá
prover fluxos de benefícios econômicos, ao longo
de sua vida.
Observação: a vida útil de um automóvel, por
Vida útil exemplo, pode girar em torno de 5 anos, depois da
econômica qual ele é alienado pelo seu dono. Já a vida útil
econômica deste mesmo automóvel pode ser bem
maior. Ainda nas ruas vemos veículos de mais de
20 anos de funcionamento, com vários donos
durante este período.
Depreciação – Conceitos Associados (2)

CONCEITO SIGNIFICADO

Montante líquido que a entidade espera obter por


um bem no fim de sua vida útil (econômica),
Valor residual
deduzidos os gastos esperados para sua alienação
(“desfazimento”). É o “bagaço da laranja”.

𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑒𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖á𝑣𝑒𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑜𝑟𝑖𝑔𝑖𝑛𝑎𝑙 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑑𝑢𝑎𝑙


Valor depreciável
É o “suco que sai da laranja”.
Depreciação

46. (CESPE / TRT 8ª Região / 2016) A vida útil e a vida econômica dos
recursos patrimoniais são medidas equivalentes.

...apenas para reforçar a teoria.

A questão está ERRADA.


Depreciação

47. (IPAD / SENAC / 2008 – adaptada) Depreciação é a perda de valor


que um recurso patrimonial tem decorrente da má utilização.

São três os fatores que concorrem para a depreciação:


• desgaste ou perda de utilidade por uso;
• ação da natureza, ou
• obsolescência.

Nenhum desses elementos relaciona-se com uma eventual “má


utilização”.

A questão está ERRADA.


Depreciação

48. (CESPE / TJ – RR / 2006) Depreciação de um bem patrimonial é a


perda de seu valor por causa do uso, obsolescência ou deterioração. O
cálculo da depreciação é embasado em parâmetros definidos pela
organização detentora do bem.

Depreciação → impacto direto na apuração do lucro do exercício.

• Esfera Privada: IN SRF nº 162/98, alterada pela IN nº 130/99

• Esfera Pública
• EP e SEM: seguem a Lei nº 6.404/76, embasando seus
procedimentos em normativos fiscais próprios;
• APD, Autarquias e Fundações: Macrofunção 020330 do SIAFI
(Manual de Regularizações Contábeis)

A questão está ERRADA.


Tabela de Vida Útil - exemplo
Depreciação

49. (CESPE / MPU / 2010) No processo de depreciação total, quando o


bem ainda existe fisicamente, mas alcança 100% de depreciação, ele
deve ser automaticamente baixado contabilmente, a despeito de sua
utilidade.

Numa situação dessas, caso permaneça a utilidade do bem, ele será


reavaliado (quantificado monetariamente), conforme nos explica o
Manual de Regularização Contábil do SIAFI:

“Ao final do período de vida útil, os ativos podem ter condições de ser
utilizados. Caso o valor residual não reflita o valor adequado, deverá
ser realizado teste de recuperabilidade, atribuindo a ele um novo valor,
baseado em laudo técnico. Não há novo período de depreciação após o
final da vida útil.”

A questão está ERRADA.


Cálculo de depreciação pelo método linear

De acordo com o método linear (ou método


das cotas constantes), a depreciação segue
taxas constantes em períodos iguais.

𝟏𝟎𝟎% − 𝐕𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐫𝐞𝐬𝐢𝐝𝐮𝐚𝐥(%)


𝑪𝒐𝒕𝒂 𝒂𝒏𝒖𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝒅𝒆𝒑𝒓𝒆𝒄𝒊𝒂çã𝒐 =
𝐧ú𝐦𝐞𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐫í𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐯𝐢𝐝𝐚 ú𝒕𝒊𝒍
50. (Inédita) Um determinado computador deprecia de acordo com o
método linear. Seu valor de aquisição foi de R$ 1.900,00, e o valor
residual equivalente é de R$ 475,00. Com uma cota anual de
depreciação estimada em 15%, a vida útil do bem é de 4 anos.

100% − Valor residual(%)


𝐶𝑜𝑡𝑎 𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑑𝑒𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑎çã𝑜(%) =
número de períodos de vida útil

475,00
100% − ∗ 100%
1900,00
15% =
número de períodos de vida útil

𝐧ú𝐦𝐞𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐫í𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐯𝐢𝐝𝐚 ú𝐭𝐢𝐥 = 𝟓

A questão está ERRADA.


51. (CESPE / TRT 8ª Região / 2013) A depreciação acelerada de bens
patrimoniais é vedada no Brasil, salvo em casos de substituição de
tecnologias.
Há duas espécies de depreciação acelerada:

• a reconhecida e registrada contabilmente, relativa à diminuição


acelerada do valor dos bens móveis, resultante do desgaste pelo uso
em regime de operação superior ao normal, calculada com base no
número de horas diárias de operação, e para a qual a legislação
fiscal, igualmente, acata a sua dedutibilidade (RIR/1999, art. 312);

• a relativa à depreciação acelerada incentivada considerada como


benefício fiscal e reconhecida, apenas, pela legislação tributária
para fins da apuração do lucro real, sendo registrada no Lalur, sem
qualquer lançamento contábil (RIR/1999, art. 313).

A questão está ERRADA.


51. (continuação) DEPRECIAÇÃO ACELERADA

No que concerne aos bens móveis poderão ser adotados, em função do número de
horas diárias de operação, os seguintes coeficientes de depreciação acelerada sobre
as taxas normalmente utilizáveis (RIR/1999, art. 312):

1,0 – para um turno de 8 horas de operação;


1,5 – para dois turnos de 8 horas de operação;
2,0 – para três turnos de 8 horas de operação;

Nessas condições, um bem cuja taxa normal de depreciação é de 10% (dez por cento)
ao ano poderá ser depreciado em 15% (quinze por cento) ao ano se operar 16 horas
por dia, ou 20% (vinte por cento) ao ano, se em regime de operação de 24 horas por
dia.
Baixa patrimonial e alienação

É a desincorporação de um bem pertencente


ao acervo patrimonial e sua consequente
retirada do seu valor do ativo imobilizado.
Motivadores da baixa patrimonial
• Alienação (venda, permuta ou doação, nas
formas da Lei nº 8.666/93)
• Comodato (empréstimo de bem)
• Destruição
• Exclusão de bens do cadastro
• Extravio / roubo / sinistro
• Cessão (transferência gratuita de posse)
Alterações e baixas de bens

52. (CESPE / ANATEL / 2014) A palavra alienação é atribuída a toda


transferência de domínio de bens a terceiros.

Lei de Licitações e Contratos

Art. 6o Para os fins desta Lei, considera-se:


[...]
IV - Alienação - toda transferência de domínio de bens a terceiros;

A questão está CERTA.


53. (CESPE / FUB / 2013) A cessão de material recuperável por órgão
da administração direta do Poder Executivo federal a integrante do
Poder Judiciário deve efetivar-se obrigatoriamente por doação.

IN 205/88:
DA CESSÃO E ALIENAÇÃO
11. A cessão consiste na movimentação de material do Acervo, com transferência de
posse, gratuita, com troca de responsabilidade, de um órgão para outro, dentro do
âmbito da Administração Federal Direta.

Decreto nº 99.658/90
Art. 4º O material classificado como ocioso ou recuperável será cedido a outros
órgãos que dele necessitem.
1º A cessão será efetivada mediante Termo de Cessão, do qual constarão a
indicação de transferência de carga patrimonial, da unidade cedente para a
cessionária, e o valor de aquisição ou custo de produção.
2º Quando envolver entidade autárquica, fundacional ou integrante dos Poderes
Legislativo e Judiciário, a operação só poderá efetivar-se mediante doação.

A questão está CERTA.


Alterações e baixas de bens

54. (CESPE / MPU / 2010) O número de patrimônio de um bem baixado


deve ser repassado a versões atualizadas que venham a substituí-lo na
organização.

O número de patrimônio de um bem baixado jamais deve ser


repassado a outro bem. Quando um bem é baixado, seu número
patrimonial passa a fazer parte de um banco de dados gerenciado pelo
setor de administração patrimonial da organização, referente a itens
patrimoniais desincorporados.
Em uma eventual reincorporação do bem (por exemplo, um bem
furtado que é recuperado), o número patrimonial é restituído ao
mesmo bem.

A questão está ERRADA.


Alienação (por venda)

Venda a varejo

Venda de
materiais Concorrência
alienados

Leilão
IV. Inventário

“Modalidades” de venda

VANTAGEM: possibilita o contato do


Venda a varejo interessado com o material;
DESVANTAGEM: divulgação local /
favorecimento do primeiro comprador.
VANTAGEM: maior divulgação;
Concorrência DESVANTAGEM: não possibilita a elevação das
propostas vencidas.
VANTAGEM: maior divulgação / lances;
Leilão DESVANTAGEM: exige maior controle na
formação dos lotes.
Alterações e baixas de bens

55. (CESPE / STF / 2013) As modalidades de vendas de materiais


considerados inservíveis são conhecidas como vendas a varejo, vendas
por concorrência e vendas por leilão; essa última é a mais simplificada
e resolve-se no próprio ato de arrematação.

Viana (2011, p. 394): “As modalidades de venda conhecidas dos


materiais alienados são: vendas a varejo, vendas por concorrência e
vendas por leilão”;

Viana (2011, p. 396): “As técnicas do leilão são mais simplificadas e


resolvidas no próprio ato da arrematação”.

A questão está CERTA.


Alienação (por venda)

• Autorização legislativa +
Bens interesse público + avaliação
imóveis prévia + licitação
(concorrência / leilão)

• Interesse público + Avaliação prévia +


licitação
• Até R$ 650 mil: concorrência ou
leilão
Bens móveis • Acima de R$ 650 mil: apenas
concorrência
• Inservíveis: leilão
Alterações e baixas de bens

56. (CESPE / TRT 17ª Região / 2013) Decorridos mais de sessenta dias
da avaliação, o valor da alienação de material deve ser
automaticamente atualizado, tomando-se por base o fator de
correção aplicável às demonstrações contábeis e considerando-se o
período decorrido entre a avaliação e a conclusão do processo.

Decreto nº 99.658/1990

Art. 7º Nos casos de alienação, a avaliação do material deverá ser feita de


conformidade com os preços atualizados e praticados no mercado.
Parágrafo único. Decorridos mais de sessenta dias da avaliação, o material
deverá ter o seu valor automaticamente atualizado, tomando-se por base o fator de
correção aplicável às demonstrações contábeis e considerando-se o período
decorrido entre a avaliação e a conclusão do processo de alienação.

A questão está CERTA.


Decreto 99.658/90

MATERIAL ORIENTAÇÃO
Ocioso ou recuperável Deverá ser cedido a outro(s) órgão(s)
que dele necessite(m)
Microcomputadores de mesa, monitores • Informar à SLTI / MPOG (desde que órgão
de vídeo, impressoras e demais ou entidade for integrante da Administração
Pública Federal direta, autárquica e
equipamentos de informática, fundacional);
respectivo mobiliário, peças-parte ou • SLTI, por sua vez, indicará a
componentes, classificados como ocioso, instituição receptora dos bens, em
recuperável, antieconômico ou consonância com o Programa de
irrecuperável, disponíveis para Inclusão Digital do Governo Federal.
reaproveitamento
• Se SLTI não der retorno em até 30
dias, o órgão / entidade que prestou
a informação poderá proceder ao
desfazimento do(s) bem(ns).
Decreto 99.658/90

Doação

MATERIAL Em favor de...


Ocioso ou recuperável ...outro órgão ou entidade da APF direta,
autárquica ou fundacional ou para outro
órgão dos demais Poderes da União.
Antieconômico ....Estados e Municípios mais carentes,
Distrito Federal, EP, SEM, instituições
filantrópicas e OSCIP.
Irrecuperável Instituições filantrópicas e OSCIP.
Decreto 99.658/90
Art. 16. Verificada a impossibilidade ou a inconveniência da
alienação de material classificado como irrecuperável, a
autoridade competente determinará sua descarga
patrimonial e sua inutilização ou abandono, após a retirada
das partes economicamente aproveitáveis, porventura
existentes, que serão incorporados ao patrimônio.

1º A inutilização consiste na destruição total ou parcial de


material que ofereça ameaça vital para pessoas, risco de
prejuízo ecológico ou inconvenientes, de qualquer natureza,
para a Administração Pública Federal.
Decreto 99.658/90
Art. 17. São motivos para a inutilização de material, dentre outros:
I - a sua contaminação por agentes patológicos, sem possibilidade de
recuperação por assepsia;
II - a sua infestação por insetos nocivos [...];
III - a sua natureza tóxica ou venenosa;
IV - a sua contaminação por radioatividade;
V - o perigo irremovível de sua utilização fraudulenta por terceiros.

Art. 18. A inutilização e o abandono de material serão documentados


mediante Termos de Inutilização ou de Justificativa de Abandono, os
quais integrarão o respectivo processo de desfazimento.
Alterações e baixas de bens

57. (CESPE / IBAMA / 2012) Termos de inutilização ou de justificativa


de abandono deverão ser utilizados para baixa patrimonial, sempre
que for verificada a inconveniência ou impossibilidade de alienação
para o material irrecuperável.

A assertiva está de acordo com os arts. 16 a 18 do Decreto nº 99.658/1990,


transcritos anteriormente.

A questão está CERTA.