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Maxminiano Magalhães

Advogado
AO JUÍZO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL

MAXMINIANO MAGALHÃES DE LIMA, brasileiro, solteiro,


advogado, portador da OAB/DF nº 36.815 e CPF nº 906.977.821-15, com endereço
profissional na QR 114, conjunto 4-A, lote 01, Ed. Supremo, nº 904, Samambaia Sul,
Samambaia, Brasília/DF, CEP: 72.302-605, em causa própria, vem à presença desse
Juízo, respeitosamente, com fundamento no art. 5º, LXXIII, da Constituição Federal e na
Lei Federal nº 4.717/1965, propor

AÇÃO POPULAR
(com pedido liminar)
em função de ato ilegal e lesivo à moralidade administrativa e ao patrimônio público,
praticado pelo Governado do Distrito Federal, Sr. IBANEIS ROCHA BARROS
JÚNIOR, brasileiro, casado, advogado, qual pode ser encontrado no Palácio do Buriti,
Praça do Buriti, Eixo Monumental, Brasília/DF – CEP: 70.075-900, pelos motivos de fato
e de direito que abaixo passa a se expor.

QR 114, Conjunto 4-A, Ed. Supremo, nº 904, Samambaia Sul–Samambaia, Brasília/DF – CEP: 72.302-605 Página 1 de 10
Fone: (61) 9-8285-4009
E-mail: maxminianomagalhaes@gmail.com

Número do documento: 19041020460361100000030727956


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1. LEGITIMIDADE ATIVA

O Autor é cidadão brasileiro em pleno exercício de seus direitos


políticos, conforme se comprova pelas certidões emitidas pela Justiça Eleitoral.

Cumpre também salientar que nossa Carta Magna, ao tratar da


legitimidade para propor a ação popular, dispõe que:

Art. 5º (…omitido…):
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular
que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de
que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente
e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada
má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
(grifamos)

Já a Lei Federal nº 4.717/1965, qual regula a ação popular, em seu art. 1º,
§ 3º, determina que “a prova da cidadania, para ingresso em juízo, será feita com o título
eleitoral, ou com documento que a ele corresponda”, qual segue em anexo.

Assim, demonstrada está a legitimidade ativa do Autor para propor a


presente ação popular.

2. DA COMPETÊNCIA

A competência da Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal é atraída


em decorrência de o ato que se pretendem coibir ser praticado no.âmbito do Governo
Distrital, nos termos do inciso II do art. 26 da Lei Federal nº 11.697/2008.

3. DOS FATOS

Inicialmente, Excelência, antes mesmo de adentrar aos fatos e mérito do


objeto da presente ação, tendo em vista a polarização e radicalização nacional quanto a
política, qual qualquer ato de indignação ou de contestação de ilegalidades é tido como
“coisa de quem não quer que o governo dê certo”, entende o Autor ser necessário deixar
consignado que apoiou a candidatura do atual governador do Distrito Federal, conforme

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fácil verificação em suas redes sociais, mas, isso, não o faz condescendente com os atos
que entende por ilegais, imorais ou que possa trazer prejuízos aos cofres públicos. Assim
devem agir todos os cidadãos!

Feitos esses esclarecimentos iniciais, passa-se à análise dos fatos tidos


como lesivos.

Em 9 de abril de 2019, foi publicado no Diário Oficial do Distrito


Federal o Decreto nº 39.764, de 08 de abril de 2019, que "institui a Carteira de Identidade
Funcional do Governador, Vice-Governador e demais autoridades que especifica", de
lavra do Governador Ibaneis Rocha.

No entanto, Excelência, mesmo já existindo crachás que são


fornecidos a todos os agentes públicos vinculados ao Distrito Federal, o Governador
resolve, por intermédio do ato lesivo supracitado, determinar a emissão “de Carteira de
Identidade Funcional do Governador, do Vice-Governador, dos Secretários de Estado do
Distrito Federal, do Presidente, do Diretor-Geral e do Diretor-Presidente, das Autarquias,
das Autarquias de Regime Especial, das Empresas Públicas e das Sociedades de
Economia Mista, com fé pública e validade em todo o Território Nacional” (art. 1º).

Outrossim, ao analisar os critérios estabelecidos para a confecção da


Carteiras de Identidade Funcional ora tratadas (art. 2º), observa-se, também, que os
materiais que se utilizará para atingirem tais critérios serão em valores bem mais
elevados que para a confecção dos crachás já disponibilizados.

Não bastasse isso, pasme, o Decreto em pauta equipara a autoridade


pública “o cônjuge e os parentes em linha reta até 2º (segundo) grau, do Governador e
do Vice-Governador do Distrito Federal” (art. 1º, § 3º).

Ora, data maxima venia, mas tal ato é extremamente injustificável, pois
parente de políticos não é agente público, não contribui com o serviço público e não ocupa
função na Administração Pública pelo simples fato de ser parente, servindo tal medida
apenas para possibilitar a famigerada “carteirada” e o tráfico de influência.

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Ademais, política não é profissão, muito menos ser parente de político é,


ou seja, disponibilizar Carteiras Funcionais, como se faz a categorias profissionais, é
imoral e causa prejuízos aos cofres públicos, vez que se despende recursos públicos para
identificar agentes que têm passagem transitória pela Administração Pública, quanto já há
identificação própria por crachá.

Diante disso, forçoso se faz a propositura da presente ação popular, como


forma de evitar os atos lesivos acima apontados.

4. DOS ATOS LESIVOS

4.1. DO DANO AO ERÁRIO – GASTOS INJUSTIFICÁVEIS E DESNECESSÁRI-


OS

Ao gerar gastos à Administração Pública, o gestor deve se ater para a


necessidade do mesmo e sua motivação.

No presente caso, observa-se que a confecção de Carteira de Identidade


Funcional para “Governador, do Vice-Governador, dos Secretários de Estado do Distrito
Federal, do Presidente, do Diretor-Geral e do Diretor-Presidente, das Autarquias, das
Autarquias de Regime Especial, das Empresas Públicas e das Sociedades de Economia
Mistal”, nos termos do art. 1º do Decreto Distrital nº 39.764/2019, gerará gastos
desnecessários aos cofres públicos e, por consequência, dano ao erário.

Ora, Excelência, Governador e Vice são pessoas notoriamente


conhecidas no território do Ente Federativo para o qual se elegeu e, na maioria das vezes,
no território nacional, vez a publicidade dada ao nome de quem ocupa algum desses cargos
na própria internet e imprensa, bem como que, quando em missões oficiais, são
acompanhados por comitiva e recepcionados por pessoas indicadas pelos os que os
convidaram.

Já quanto aos demais beneficiados pelo ato lesivo atacado, cumpre


salientar que os mesmos são conhecidos nas respectivas áreas que lhes são confiados os

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cargos políticos, bem como que, quando em missões dos órgãos ou entidades, são
acompanhados por comitivas oficiais.

Outrossim, estão à disposição das autoridades supracitadas, como para


qualquer cidadão, os meios de identificação disponíveis a todos os cidadãos (RG, CNH,
etc), bem como crachás, também já disponíveis nos órgãos, caso queiram algo mais formal
ao cargo.
Cumpre também salientar que, conforme os critérios estabelecidos no art.
2º do Decreto Distrital em pauta, o valor para a confecção de uma Carteira de
Identidade Funcional, é muito superior a confecção de um crachá, já disponíveis às
autoridades em comento. Ademais, tais Carteiras serão entregues a agentes públicos
temporários, sendo injustificável o gasto com a confecção, fiscalização para posterior
devolução e destruição.

Diante disso, uma vez que é injustificável o gasto em pauta, bem como
que há opção à identificação das autoridades, por intermédio de crachá já disponível nos
órgãos e entidades, forçoso se faz a propositura da presente ação popular, como forma de
evitar dano ao erário com gastos injustificáveis, concedidos a agentes públicos transitórios.

4.2. DA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA

Prescreve o art. 37, caput, da Constituição Federal, que:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos


Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência […]:
(grifamos e suprimimos)

Já o § 3º art. 1º do Decreto Distrital nº 39.764/2019, com as devidas


venias, de forma imoral, dispõe que:

§ 3º Fica autorizada a emissão de Carteira de Identificação, no padrão do


documento de que trata o caput, para o cônjuge e os parentes em linha
reta até 2º (segundo) grau, do Governador e do ViceGovernador do
Distrito Federal.

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Ora, Excelência, data maxima venia, mas confeccionar Carteira de


Identificação Funcional, a quem não ocupa função na Administração Pública é,
indiscutivelmente, IMORAL, prestigiando pessoas que em nada contribuem para o
serviço público, que, na verdade, pode utilizar tal Carteira para a autopromoção, tráfico de
influência e na prática da famigerada “carteirada”.

Cumpre também salientar que, conforme doutrina de Rodolfo Mancuso, a


moralidade administrativa pode ser verificada a partir de três critérios, quais sejam: abuso
do direito, desvio de poder e razoabilidade da conduta.1

Critérios esses que estão patentes no ato lesivo atacado, vez que há abuso
do direito e desvio de poder do Governador do Distrito Federal ao conceder Carteira
Funcional a seus parentes e do Vice que, sequer, ocupam função na Administração
Pública Distrital, bem como falta razoabilidade da conduta em questão, já que todos os
cidadãos brasileiros possuem meios próprios para se identificarem (RG, CNH, etc.),
sendo desarrazoada a entrega de nova identificação a uma pessoal pelo simples fato
de seu parente ocupar o cargo de governador ou vice.

No intuito de salvaguardar a moralidade no âmbito da Administração


Pública, o Constituinte ampliou o objeto da ação popular, disciplinada na Lei Federal
nº 4.717/1965, passando a prever a possibilidade de propositura do referido
instrumento para a defesa da moralidade administrativa por parte dos cidadãos, in
litteris.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 5º (…omitido…):
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular
que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que
o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao
patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé,
isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
(grifamos)

----------
1
MANCUSO, Rodolfo de Camargo. in Ação Popular: proteção do erário, do patrimônio público, da
moralidade administrativa e do meio ambiente. 6ª edição. São Paulo: Revista dos Tribunais, pág. 132.

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Evidente, portanto, que a imoralidade do ato administrativo, por si só,


constitui causa de pedir a justificar a propositura de ação popular, independentemente da
observância do tradicional requisito da lesão patrimonial, que, no presente caso, se
consubstancia na imoralidade em “beneficiar” pessoas com identificação funcional, quando
essas não ocupam função na Administração Pública, única e exclusivamente por serem
parentes de autoridades.

Destarte, demonstrada está a imoralidade do ato atacado, fazendo-se


forçoso a propositura da presente ação popular, para que se restabeleça a moralidade no
âmbito da Administração Pública Distrital.

5. DA CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR

A concessão da medida liminar está condicionada, em uma análise


perfunctória, a dois pressupostos: o fumus boni juris e o periculum in mora, o que é patente
na presente ação, com se passa a discorrer.

Verificando a existência de tais pressupostos, a concessão da tutela de


urgência se trata de verdadeiro direito subjetivo público e, a esse respeito, é uníssona a
doutrina pátria, como preleciona Hely Lopes Meirelles:2

A tutela de urgência não é uma liberalidade da Justiça; é medida


acautelatória do direito da parte, que não pode ser negada quando
ocorrerem seus pressupostos como, também, não deve ser concedida
quando ausentes os requisitos de sua admissibilidade.

E nesse diapasão, também é o entendimento de Arruda Alvim:3

No que atine a hipótese do art. 273, I, resta inequivocamente presente, em


nosso sistema, a possibilidade de antecipar-se a tutela, por razão ou
motivo de ordem cautelar, levada a cautelaridade às últimas
conseqüências, mas necessárias, na medida em que, se assim não fosse, a
pretensão do autor pareceria. A ratio do art. 273, I, pode, sucintamente,
expressar-se à luz do seguinte dilema: ou se proteção à pretensão mesma
(total ou parcialmente, na medida do que se tem por imprecindível à

----------
2
MEIRELLES, Hely Lopes in Mandado de Segurança. 25ª Edição, Editora Malheiros, São Paulo.
3
ALVIM, Arruda in Manual de Direito Processual Civil, Vol.2, 12ª ed., Revista dos Tribinais, São Paulo.

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sobrevivência da pretensão) ou essa pretensão parece, ou então, ocorrerá


um dano que somente com a tutela antecipatória poderá ser evitado.

Ora, o elemento da “fumaça do bom direito” encontra-se amplamente


presente por quanto tudo acima narrado, documentos juntados, o interesse da coletividade
em ver seu recurso (público) preservando e o tratamento isonômico entre todos os
cidadãos, ocupantes de cargos públicos ou não, ainda mais quando um ato não é
justificável/necessário.

Já quanto ao periculum in mora, esse se justifica na medida em que a


confecção das Carteiras de Identidade Funcional, até mesmo para pessoas que não
ocupam função na administração pública, restaria em gastos desnecessários que,

uma vez julgada procedente a presente ação, demandaria ainda mais


gastos públicos para o ressarcimento dos danos averiguados. Ademais,
desde a criação do Distrito Federal, até a presente data, as autoridades citadas no art.
1º do Decreto Distrital nº 39.764/2019 não tiveram problemas de identificação,
podendo esperar, sem qualquer prejuízo, o trânsito em julgado da decisão final nesta
ação popular.

Destarte, necessário se faz a suspensão liminar da eficácia do ato lesivo


atacado, nos termos dos pedidos abaixo requeridos.

6. DO PEDIDO

ANTE O EXPOSTO, e de tudo mais que possa ser suprido por Vossa
Excelência, requer:

1. Seja CONHECIDA E PROCESSADA a presente ação popular,


com as isenções concedidas ao Autor pelo art. 5º, LXXIII, da Constituição Federal;

2. Seja concedida MEDIDA LIMINAR ACAUTELATÓRIA, até


decisão final na presente ação, para:

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a. Decretar a suspensão da eficácia do Decreto Distrital nº


39.764/2019, bem como determinar que o Instituto de
Identificação do Departamento de Polícia Técnica da Polícia
Civil do Distrito Federal, imediatamente, realize o
recolhimento das Carteiras de Identidade Funcional
expedidas, além da paralisação das análises das solicitações
pendentes;
b. Não entendendo pelo pedido anterior, decretar a suspensão
da eficácia do § 3º do art. 1º do Decreto Distrital nº
39.764/2019, bem como determinar que o Instituto de
Identificação do Departamento de Polícia Técnica da Polícia
Civil do Distrito Federal, imediatamente, realize o
recolhimento das Carteiras de Identidade Funcional
expedidas, além da paralisação das análises das solicitações
pendentes.

3. A CITAÇÃO da(s) parte(s) ré(s), na pessoa do Procurador-Geral do


Distrito Federal, para que responda no tempo legal a presente ação popular;

4. A INTIMAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, nos termos do


artigo 7º da Lei Federal nº 4.717/1965;

5. No MÉRITO, seja julgada procedente a presente ação popular, para


decretar a nulidade do Decreto Distrital nº 39.764/2019, confirmando os pedidos
liminares requeridos, bem como a devolução, por parte dos beneficiados, dos valores
gastos com a confecção das Carteiras de Identidade Funcional que, por ventura, tenham
sido emitidas;

6. Seja(m) a(s) parte(s) rés(s) condenada(s), caso haja, na


RESTITUIÇÃO DAS CUSTAS E DESPESAS ANTECIPADAS pela(s) parte(s)
autora(s), com a devida correção monetária e juros legais, nos termos do art. 82, § 2º, do
CPC;

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Por fim, requer a condenação da(s) parte(s) ré(s) nas CUSTAS E


HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA, nos termos do art. 85, § 1º c/c § 2º, do CPC.

Protesta pela produção de provas por todos os meios em direito


admitidos. Requerendo-se a celeridade no andamento processual conforme preceituado na
Constituição Federal em seu artigo quinto.

Dar-se-á à causa o valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), para


meros efeitos fiscais.

Termos em que,
pede deferimento.

Brasília/DF, 10 de abril de 2019.

Maxminiano Magalhães de Lima


OAB/DF nº 36.815

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ANO XLVIII EDIÇÃO N o- 67 BRASÍLIA - DF, TERÇA-FEIRA, 9 DE ABRIL DE 2019
Art. 2º A Carteira, privativa das autoridades previstas no art. 1º, será emitida pelo Instituto de
SUMÁRIO SEÇÃO I SEÇÃO II SEÇÃO III Identificação do Departamento de Polícia Técnica da Polícia Civil do Distrito Federal e elaborada e
PÁG. PÁG. PÁG.
processada de acordo com as normas estabelecidas neste Decreto, obedecendo aos seguintes critérios
Poder Legislativo................................................................................... . 29 para a sua confecção:
I - dimensões de 85,6 x 53,98mm;
Poder Executivo .................................................................................... . 1 15
II - composta por duas faces com fundo gradiente com micro letras positivas e negativas nas cores
Casa Civil .............................................................................................. . 3 16 verde e amarela, no anverso, incorporando o Brasão da República Federativa do Brasil e na cor verde,
no verso, incorporando o mapa do Brasil nas cores fundo íris verde Pantone 348C, Amarelo Pantone
Secretaria de Estado de Fazenda, Planejamento, Orçamento e 3 17 30
Gestão .................................................................................................... . 605U, Fundo Geométrico e Texto - Reflex Blue e Brasão em Policromia, Tinta invisível reativa à luz
Secretaria de Estado de Saúde ............................................................. . 4 18 33 ultravioleta na cor vermelha, Tinta Opticamente Variável (OVI), com variação tonal de vermelho para
verde;
Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade .............................. . 4 21 33 III - confeccionada em Extrato base em substrato microporoso misto de poliolefina e sílica, com
espessura de 254pm +/- 10 %, com estabilização térmica para impressão em toner sólido (tipo
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico ....................... . 5 35
laser);
Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e §1º A Carteira de que trata o caput conterá as seguintes características de segurança:
desenvolvimento Rural.......................................................................... . 35
I - fio de microletra positivo e negativo em tinta prata anti-scanner;
Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação ................... . 5 35 II - tarjas nas cores verde e amarela com filigranas positivas de fundo geométrico azul na lateral
esquerda;
Secretaria de Estado de Segurança Pública......................................... . 5 22 35
III - tarjas nas cores verde e amarela gradiente com o texto "GOVERNO DO DISTRITO
Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania ....................................... . 24 FEDERAL";
IV - tarja na cor cinza formada por microletra com o texto "GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL"
Secretaria de Estado de Obras e Infraestrutura................................... . 6 25 36
e o texto "DF";
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação ........ . 25 36 V - código de barras bidimensional QR Code;
VI - brasão da República Federativa do Brasil com texto "AUTÊNTICO" invisível com fluorescência
Secretaria de Estado do Meio Ambiente ............................................. . 6 25 36
vermelha.
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social ............................... . 25 §2º Da Carteira constará:
I - No anverso:
Secretaria de Estado de Turismo ......................................................... . 36
a) ao fundo o Brasão da República Federativa do Brasil;
Secretaria de Estado de Cultura ........................................................... . 9 27 37 b) o título: "Governo do Distrito Federal";
c) os subtítulos: "Polícia Civil do Distrito Federal", "Departamento de Polícia Técnica" e "Instituto de
Defensoria Pública do Distrito Federal................................................ . 9 28 37
Identificação";
Controladoria Geral do Distrito Federal .............................................. . 9 d) os Brasões da República Federativa do Brasil e do Governo do Distrito Federal, em
policromia;
Tribunal de Contas do Distrito Federal ............................................... . 10 37
e) cargo; ou, nos casos previstos no § 3º, do art. 1º, deste Decreto, o cargo da autoridade seguido
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios................... . 14 da expressão "- DEPENDENTE";
f) fotografia com dimensão 2,0 x 2,6cm.
Ineditoriais ............................................................................................. . 37 II - No verso:
a) ao fundo o mapa do Brasil;
SEÇÃO I b) impressão digital;
c) código de barras bidimensional QR Code;
PODER EXECUTIVO d) fotografia fantasma em tamanho reduzido;
e) nome completo;
f) número do Registro Geral do Distrito Federal;
DECRETO Nº 39.764, DE 08 DE ABRIL DE 2019 g) data de expedição;
Institui a Carteira de Identidade Funcional do Governador, Vice-Governador e demais autoridades que
especifica. h) número do Cadastro de Pessoa Física;
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, i) data de nascimento;
inciso VII, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA: j) naturalidade;
Art. 1º Este Decreto dispõe sobre a emissão de Carteira de Identidade Funcional do Governador, do k) filiação;
Vice-Governador, dos Secretários de Estado do Distrito Federal, do Presidente, do Diretor-Geral e do l) assinatura do portador;
Diretor-Presidente, das Autarquias, das Autarquia de Regime Especial, das Empresas Públicas e das m) número deste Decreto e ano de sua publicação;
Sociedades de Economia Mista, com fé pública e validade em todo o Território Nacional. n) texto "DF" no canto superior direito, em Tinta Opticamente Variável (OVI), com variação tonal de
§ 1º A Carteira de que trata o caput terá validade durante o exercício de seus mandatos, para o vermelho para verde.
Governador e Vice-Governador e durante o exercício de seus cargos, para as demais autoridades Art. 3º As Carteiras de que tratam este Decreto serão processadas e entregues pelo Instituto de
mencionadas no art. 1º deste Decreto. Identificação do Departamento de Polícia Técnica da Polícia Civil do Distrito Federal, mediante
§ 2º Em caso de renúncia, perda de mandato ou exoneração, as Autoridades mencionadas no art. 1º requerimento do interessado.
deverão restituir a Carteira de Identidade Funcional à Casa Civil do Distrito Federal. Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
§ 3º Fica autorizada a emissão de Carteira de Identificação, no padrão do documento de que trata o Brasília, 08 de abril de 2019
caput, para o cônjuge e os parentes em linha reta até 2º (segundo) grau, do Governador e do Vice- 131º da República e 59º de Brasília
IBANEIS ROCHA
Governador do Distrito Federal. 1_DF_09_004

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PÁGINA 2 Diário Oficial do Distrito Federal Nº 67, terça-feira, 9 de abril de 2019

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