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ISRAEL E A VISÃO DA HUMANIDADE1.

ANTONIN CAUSSE2.

Tradução de Dr. DANIEL SOTELO3.

1
Publicado em Revue d’histoire et Philosophie Religieuse, Librairie Istra, 1924.
2
Livros do autor Antonin Causse mais importantes: A evolução da Esperança Messiânica no Cristianismo
Primitivo; A origem da Doutrina Judaica da Ressurreição; Os Profetas de Israel e as Origens do Oriente;
Ensaio sobre o conflito do Cristianismo Primitivo e da Civilização; O Jardim de Elohim e a Fonte da Vida;
Os Pobres de Israel.
3
Doutor em Ciências da Religião e pós-doutor em Educação.
CAPÍTULO I. AS ORIGENS: OS PROBLEMAS E A CRISE DO
NACIONALISMO RELIGIOSO.

1.1. O Elohim e o Grupo Social.


1.2. O Juízo de YHWH contra seu Povo.
1.3. Os Povos virão a Jerusalém.
1.4. O Individualismo Religioso. A Aliança nova.

CAPÍTULO II. A VISÃO DA HUMANIDADE NA PROFECIA DO DEUTERO-


ISAÍAS.

2.1. O Fim da Nação. A diáspora conserva a Tradição Religiosa.


2.2. Império Universal e Sincretismo.
2.3. O segundo Isaias profeta da Diáspora. YHWH, Deus Universal. A
Missão do Ebed YHWH.
2.4. Isaias 56 a 66. A visão da Nova Jerusalem.

CAPÍTULO III. AS TENDENCIAS UNIVERSALISTAS E A REAÇÃO CONTRA


O PARTICULARISMO JUDEU NO IV SECULO.

3.1. O Triunfo do particularismo Judeu.

3.2. Tendências Universalistas no Salmista.

3.3. O humanismo da sabedoria Judaica.

3.4. O Livro de Jonas e o protesto contra o particularismo Judeu.

CAPITULO IV. O CONFLITO DO JUDAISMO E DO HELENISMO.

4.1. O cosmopolitismo helênico.

4.2. A Resistencia Judaica.

CAPITULO V. ISRAEL E A HUMANIDADE NOS APOCALIPSES JUDAICOS.

5.1. A Esperança Nacional.

5.2. Universalismo e escatologia transcendental.


CAPITULO VI. DOIS LIVROS DE PROPAGANDA JUDAICA NO SEGUNDO
SECULO.

6.1. A Propaganda Judaica na Diáspora.

6.2. A pregação Missionaria do Terceiro Sibilino.

6.3. O Humanismo Judeu Grego na Sabedoria de Salomão.


CAPÍTULO I. AS ORIGENS: OS PROBELMAS E A CRISE DO
NACIONALISMO RELIGIOSO.

1.1. O Elohim e o grupo social.

O Javismo começou por ser uma religião do clã. Conforme os Semitas


nômades, o Elohim é estreitamente unido ao grupo social onde é o centro da
unidade e o principio da vida. Os membros da tribo se consideram como
pertencentes a uns aos outros e formados de um mesmo sangue. Mais este
parentesco é puramente teórico. Em realidade o lugar social é um lugar místico
e não físico. É a religião o culto de um mesmo deus, e não as descendências
comuns dos ancestrais que une uns aos outros as famílias do clã. O Elohim é o
chefe e o pai; ele preside a todos as funções da vida coletiva.

Todas as vezes que o povo se leva por uma obra comum, o deus marcha a sua
testa. É o deus que vela sobre a tribo ao meio das circunstâncias da guerra e
da paz. Ele a conduz de campo em campo através a estepe. Quando o desejo
e o meio pressentem e eles conquistam das terras novas. Ele vela a
conservação da raça e a segura a vingança do sangue; e é o guardião do
costume ancestral e ele exerce o juízo. O homem se considera como a unidade
a Elohim tribal por um lugar da dependência e da fidelidade.

Ele se chama o filho de seu Deus, o amigo de seu Deus, o servidor de seu
Deus. A iniciação da vida do clã, a passagem da infancia a adolescência é
marcada por certos ritos de graça aos quais os homens devem participar ao
parentesco divino. A comunidade religiosa encontra sua plena expressão no
sacrifício da aliança e no sacrifício comunitário a todos os membros do clã que
se assenta na mesa de deus e se torna a mesma substancia a carne do animal
sagrado.

Assim que YHWH é o Elohim dos Bene Israel. O dia no oásis de Qadesh se faz
a confederação das tribos o povo e os deuses estão entrando na história. E
desta forma eles vivem assim grandemente lutando pela conservação ou a
dominação, unidos pelos lugares de uma aliança eterna, inseparáveis de alma
e corpo. Por todos os destinados de seu povo sua alegria, YHWH intervém. Ele
é o Deus da guerra e ele acompanha os gibborim no dia de combate.
YHWH é forte, o valente,

YHWH, o herói da guerra...4.

YHWH é um valente guerreiro, YHWH é seu nome...

Tua direita Oh! YHWH manifesta sua força,

Tua direita, oh! YHWH extermina o inimigo5.

A guerra é a função divina por excelência, a guerra é santa. O campo deve ser
puro assim que um lugar santo. Nas batalhas fazem avançar a arca de Deus.
Ele tem o sinal da presença de YHWH Tsebaot no meio das armadas de Israel.

E quando a arca parte, Moises diz:

Levo-te, YHWH que teus inimigos são dispersos que teus adversários vão diante de tua face!

E quando a arca chega, ele diz:

Então, YHWH abençoa os milhares das tribos de Israel! 6

No interior da tribo, YHWH é o mestre bem aventurado, o protetor e amigo. Ele


que rende o campo fértil e mais fecundo. Ele dá a seu povo a chuva do céu e a
grama da terra7. A ravina e as fontes das torrentes. Ele faz germinar a erva dos
animais e as plantas para comer dos homens8. Portanto ele é a garantia da
ordem social. É em seu nome que os antigos dos mizpahot rendem a justiça e
que os sacerdotes interrogam o oraculo. Ele mantem a paz entre os que
contribuem. É ele quem preside os contratos, invoca seu nome na família. Sua
mão estende impiedosamente sobre os culpáveis e os ímpios. Então ele
protege os membros falhos do povo e eles defendem contra a iniquidade dos
fortes.

Para que as tribos estabelecidas na Palestina são vindos como uma nação
organizada, YHWH é considerada como o senhor do país e o mestre do

4
Salmo 24,8.
5
Exodo 15,5.7.
6
Nm 10,35.36.
7
Gen 27,28.
8
Salmo 104,14. Conferir Dt 32,12-14.
Estado. É que ele estabelece o rei dos homens, eles não são por unção santa
e tem enviado como os filhos que ele gerou e o pastor que ele elegeu9.

As vitorias dos Israelitas sobre os Cananeus e as conquistas da casa de Davi


tem grandemente entendido o poder de Elohim nacional. YHWH é um Deus
mais forte que é manifesto com o modo em favor dos sentidos; ele é mais forte
que os Baalim da Palestina e que os deuses dos povos estrangeiros. Então seu
poder é limitado por sua natureza mesma; ele não estende mais além da terra
de seu povo habita. Canaã é o país de YHWH a herança de YHWH. Assim as
fronteiras de Canaã a autoridade de YHWH cessa e começa o poder dos
outros Elohim. Jefté responde ao rei dos Amonitas:

E teu Deus Kamoch teu amigo em possessão, nem possui mais? É então que YHWH nosso
Deus nossa possessão, não possuirão mais?10.

Como Elohim é mestre de sua terra11. É porque o homem do que tirou o sol de
sua habitação seus pais e só separou de seu Deus e não mais por ele a
comunhão religiosa. A terra estrangeira é uma terra impura. Desta resposta de
Davi foi diante de Saul, onde se exprime toda melancolia do exilado que não
mais é o lugar de repousar e que não pode mais adorar os deuses dos
ancestrais.

Malditos são os que diante de YHWH que tem hoje, pelo que não mais tem lugar na herança
de YHWH. Vai servir os deuses estrangeiros dizem eles. Ah, que meu sangue não derrama
mais sobre a terra longe da face de YHWH12.

Os estrangeiros estão por assim dizer fora da religião, como ele tem seu direito
da cidade. Ele pode então ligar a uma mizpahah a titulo de cliente e rende um
culto ao deus do país e aos deuses de seus locais13.

9
Salmo 2,6-7; II Sam 7, 8-16.
10
Juízes 11,24. Ate que os reis de Israel e de Judá, Jeorão e Josafá, enviam ao país de Judá, Kamoch
manifesta sua cólera e sua cólera foi poderosa para assegurar a vitória de suas armadas. II Rs 3,27.
11
Porque o convém que um culto conveniente possa oferecer sobre a terra. YHWH envia um mal sobre
os colonos assírios, estabelece em Samaria e que diante faz reter um sacerdote no exílio, se coloca a
adorar o deus do país antes do rito do país. II Rs 17,24-28.
12
I Sam 26,19. O culto de Elohim nacional é a tal ponto inseparável da terra que por poder oferecer um
culto a YHWH em Damasco, Naamã diz importar com ele os termos do sol da Palestina. II Rs 5,17. É
assim pela primeira vez que temos um estrangeiro se colocar na religião de Israel, tudo garante sua
nacionalidade e seu habitante. E o culto que YHWH demanda um culto exclusivo. Naamã se engaja não a
sacrificar a outros deuses que YHWH. De outra parte ele pode renunciar a adorar o deus de seu mestre
o deus do estado. Ele continuará a prosternar na casa de Rimon, v 18.
Então as relações politicas e o comercio, a guerra e as migrações em colocar
as tribos e povos e cidades favorecendo as mudanças religiosas e recolocam
os deuses. Um tratado da aliança se tem por adoção dos cultos da nação
aliada. Após uma guerra os vencedores rendem homenagem aos deuses dos
vencedores e dos que recebem no seu santuário14. Os viajantes, comerciantes
e soldados, têm com seus próprios costumes e suas religiões.

YHWH tem as origens de um deus zeloso que reprova toda combinação


sincrética. A mais uma vez os Israelitas oferecem sacrifício e oferecer o culto
aos antigos mestres da terra, os Baalim de Canaã. Na época da cultura, os
reis são assim as circunstâncias de sua politica, elevado os altares e as
estatuas aos deuses estrangeiros. Mais YHWH não é jamais aceito de ser
associado a outros deuses. Deste modo o Elohim do céu e da terra, não pode
ter o deus sensível a ele.

De outra parte a crença finita por estabelecer que YHWH possa proteger seus
adoradores sobre a terra estrangeira. É assim que acompanha os patriarcas
através dos povos. É assim que ele escolhe Elias no país de Sarepta, conforme
os Sidonios15. E ele mesmo admite que a certos momentos YHWH possa

13
Ao distinguir entre nokri e o ger. O nokri é o estrangeiro de passagem no país, sem relação durável
com o povo e com a terra. O ger é o estrangeiro estabelecido pelos filhos de Israel. Os gerim então são
assimilados na época real dos oficiais, dos funcionários, dos soldados vindo de nações vizinhas e assim
os artesãos e os mercadores que estabelecem na vila nova, ou que em partes um quartel especial em I
Rs 20,34. Enfim, a toda época os escravos. Os nokri não mais dos direitos. Sobre eles tem somente uma
hospitalidade bem aventurada. Mãos o ger ao se colocar sob a proteção de um clã israelita em aceitar
os costumes e a religião. Sempre ele coloca parte nas festas e nos sacrifícios com os filhos de Israel, ver
Dt 16,14-15; e 26, 11ss. Assim nos outros casos ele permite ao ger de conservar seus ritos e seus deuses
dos ancestrais. E assim que os altares são elevados em Jerusalem e Samaria em honra dos Baalim das
mulheres da corte real. I Rs 11,7; 16,31-32. O Código da Aliança e a Torah Deuteronomista tudo em
insistir sobre seu dever da justiça e da proteção, e que o estrangeiro mantem o ger na situação inferior.
Após Dt 23,8 não é, pois a terceira geração que os filhos de gerim poderá ser admitido na qahal e no dia
dos mesmos direitos que os Israelitas. Ver A Bertholet. A origem dos Israelitas e os Judeus sobre seus
amigos, 1896 p 1-122 e Bezinger. Arqueologia Bíblica, p 284-286.
14
De outra parte os vencedores emanam com os olhos dos deuses vencidos e podem dar um lugar no
seu panteão como vassalos e tributários do deus nacional. É assim que Tiglate Pileser I faz entrar nos
templos do país de Assur os 25 anos deuses que eles permanecem do país de Sougi, e que Sargão
importe com eles os deuses e os desejados de Elã que são elevados de Susa. Assurbanipal destrói os
santuários de Elã e dispersa ao vento seus deuses e seus exilados. Assim ele permanece em Our o ídolo
de Nana que tem elevado os caldeus 1600 anos não tem e conduz em Elã, e ele instaura de novo em seu
santuário. Ver Dhorme. História antiga Assíria-Babilônico, 1910, p 137-138. E Maspero Historia antiga
dos povos do Oriente clássico, III, 1908, p 436.
15
I Rs 17,10.16
intervir nas formas das nações vizinhas, que diz do orgulho de faraó, que ele
provoca as revoluções dos palácios em Damasco16.

Mas também a cadeira nacional demora e YHWH não deve mais agora em
engajar. Deus pela nação e pela nação. Tem então o principio fundamental do
patriotismo e da religião.

1.2. O Juízo de YHWH contra seu povo.

Porem, os profetas aparecem e eles estão anunciando uma religião nova:


YHWH não é um Elohim como os outros, que protege seu povo per fas et
nefas, ele é o Deus da justiça. Israel o povo de YHWH diz cumprir a justiça. Se
Israel não cumpre a justiça ele perecerá17.

O povo atende o dia de YHWH e a dizer a grande manifestação do Deus


nacional que deve exterminar os goim hostis ao meio das catástrofes e
restabelece seu povo na paz e na bondade paradisíaca. Mas que Amós vem
anunciar: o dia de YHWH será assim o dia de juízo de Israel; o reino pecador
será destruído como os outros povos.

Maldito vos que atende o dia de YHWH!

Porque deseja o dia de YHWH?...

O dia de YHWH não será de trevas e nem de luz?

Não será mais escuro e sem claridade?18

O privilegio de Israel é abolido. A aliança do povo e de seu Elohim repousa


sobre a livre escolha de YHWH e ele é subordinado a fidelidade de Israel.
YHWH retira de seu povo do país de Mitsraim, ele conduz através do deserto,
ele o estabelece no país dos Amorreus. Mais Israel não é direito de fazer valer;
YHWH pode colocar que ele deu, e deu a outras nações.

Para todas as raças da terra.

É por que eu vos punirei,

16
Ex 5-14; I Rs 15 e II Rs 7-15.
17
Sobre a formação do ideal Javista e a tradição mosaica ver meu livro: Os Profetas de Israel e as
Religiões Orientais, 1913, p 49-76.
18
Am 5,18-20.
A causa de todos os vossos pecados19.

Tal pregação deve aparecer estranha como blasfêmia. E é inadmissível que o


Deus nacional coloca seu povo sem ajuda ele mesmo. Mais o profeta não
hesita mais mostrar as bases do edifício tradicional. Pelo mesmo lugar religioso
ético a fazer uma relação puramente moral. Ao afirmar seu ideal de justiça ele
se coloca em toda a distinção de raça e de fronteira. Todos os povos serão
julgados com a mesma lei.

Sois como meus filhos de Couch?

Filhos de Israel, diz YHWH,

Eu escolhi Israel do país de Mitsraim,

Conduzi os Filisteus de Caphtor e os Arameus de Qir.

Eis que se lembra de Adonai YHWH são sobre o reino de culpados,

Exterminarei da face da terra20.

Esta grande ideia de juízo de Israel inspira mais toda a pregação dos profetas.
Para Isaias YHWH é o Santo de Israel, que estabelece sua moradia na
montanha de Sião. Ele é o mestre e o protetor e o rei da casa de Jacó e dos
homens de Judá. Mais ele é assim o Deus soberano elevado a todo o mundo, e
onde a gloria recoloca toda a terra. Ele se manifesta como um justiceiro
poderoso e terrível contra os povos e contra seu povo. Seu braço é estendido
sobre os seus filhos dos homens, ele esmaga e destrói. E todos os
trabalhadores da iniquidade, e todos os olhos que são confiados na força do
homem e no modo em que Israel vê a gloria de Deus e é consumido pela
ardente cólera de YHWH, como a chama consome pelo fogo.

E YHWH Tsebaot será grande no seu juízo,

E o Deus santo será santificado na justiça21.

Nas crises da historia que a vingança divina vai se cumprir. Assur foi ate o meio
dos povos para destruir e para dominar, acabando com as cidades e reinos

19
Am 3,2.
20
Am 9,7-8. Conferir 5,2. De Kalne e lembra-se. De passar em Kamat a grande; pois desce de Gate dos
Filisteus. Estais-vos no meio deste reino? Vosso território é seu?
21
Is 5,16.
diante de seus mercenários, onde deportou para suas novas terras.
Sucessivamente Damasco tomba, a Palestina é esvaziada, Samaria destruída,
Judá diminuída a ruina para o milagre e torna tributaria do rei de Nínive. As
grandes populações que ensanguentam o Oriente aparecem ao profeta como
atos do gesto divino. Ele suscita Assur como vara de sua cólera para punir
Efraim e Judá, seus filhos se rebelam. Mas quando Assur chega com sua obra
destruidora, YHWH manifestará seu poder e em breve sua vara o punirá
também:

Maldito Assur, vara de minha cólera,

Arma que corrói!

Eu te enviei contra a nação ímpia.

Eu te faço colocar contra meu povo, objeto de meu furor,

Por que eles colocam em pilhagem, e que os reduzem a nada.

Por que eles se tombam contra os pés como um boi selvagem.

Mas quando o Senhor terá chegado com toda a sua obra sobre a montanha de Sião em
Jerusalem, ele punira também a insolência do rei Assur e a arrogância de seus exércitos, e diz:

É pela força de minha mão que tenho feito,

E pela sabedoria que eu o habilito.

Eu coloco as fronteiras dos povos,

Pilharam seus tesouros, e no seu poder que foi estabelecido seu trono...

E que se glorifique dependendo de seu brandir?

E que contra quem o fez mover?

Como o boi remói a erva,

Como a vara com o braço forte22.

Assim a historia tem um sentido religioso. E deste modo a lei do grande e a


decadência dos impérios tal como os profetas anunciaram:

22
Is 10,5.6.12-16.
Quando YHWH Tsebaot a resolveu,

Os povos trabalham por nada,

E as nações acabam em fogo23.

1.3. Os Povos virão a Jerusalém.

Então eles se batem na fé tradicional e que eles anunciam as catástrofes


iminentes, os profetas não desesperam mais sobre a salvação do povo; eles
atendem Israel novo e a Jerusalem do futuro. Para os olhos o triunfo de YHWH
é inseparável da restauração nacional sobre a terra da Palestina, dentro do
país.

Um resto de Israel será salvo a pequena tropa é fiel a YHW que restabelecerá
sobre a montanha santa. E os escolhidos não encontram mais sua gloria numa
civilização patriarcal; e que YHWH fará germinara sua gloria nos filhos de Israel
e o fruto da terra será seu orgulho e seu parecer24. Sobre Israel restaurará o
Messias que reinará o rei justo eleito de YHWH. Ao encontro dos dominadores
e dos conquistadores que tem asseverado pela violência ele será o príncipe
misericordioso e fará justiça aos falíveis e os libertarão os pobres 25. Assim
cessará a guerra eterna onde Israel obscuramente de debate para que YHWH
mesmo destrua os exércitos e carros e as fortalezas.

E todos cairão nas portas,

E todos temerão a guerra com sangue,

E o fogo os devorará26.

Todas as figuras encontradas nos livros dos profetas são comparadas com as
mitologias no Antigo Oriente como: as bestas da estepe cessarão de devorar, o
lobo habitará com o cordeiro e será um país de esplendor e alegria do jardim
de Elohim. Os profetas reproduzem os tratados essenciais da escatologia

23
Hab 2,13; Jer 2,58. Conferir Is 37,26. Os profetas encontram força e confiança nestes pensar. Onde os
outros viam a ruina destes povos santos, eles contemplam o triunfo de YHWH sobre o aparecimento e
as vãs superstições. Os acontecimentos que eles atravessam são por mito de um drama divino que eles
têm previsto o avanço. Por todas as mesmas leis, por todas as evoluções. Os povos são os atores e Israel
é o herói e YHWH o poeta da tragédia. J Wellhausen. História de Israel e Judaica. 1901, 112.
24
Is 4,2.
25
Is 11,1-5.
26
Is 9,4.
popular e o mito do dia de YHWH e da restauração paradisíaca 27. Mas sua
visão passa pela cadeira Palestinense habitual. As nações serão assim parte
da salvação messiânica28: uma profecia reproduz às vezes em Isaías e em
Miqueias o anúncio que o dia os goim virão adorar YHWH no santuário, e que
Sião será o centro do mundo, a cidade que busca os povos reconciliados.

Eles chegarão ao fim dos tempos,

Qua a montanha de YHWH,

E a casa de nosso Deus,

Serão afirmadas somente nas montanhas,

E se endereçarão paras colinas,

E todas as nações afluirão,

Os povos numerosos virão e dirão:

Subamos a montanha de YHWH,

A casa de Deus de Jacó,

E eles ensinarão suas vozes,

E marcharemos para os locais,

Para que Sião trará o ensinamento,

E de Jerusalem a palavra de YHWH,

E a alegria dos povos numerosos,

E de seus exércitos virão os trabalhadores,

De suas lanças enxadas,

Uma nação não combaterá outra nação,

27
Sobre a origem da mitologia escatológica dos profetas ver H Gressmann. A origem da escatologia
Judaico-Israelita, 11905 e com S Mowinckel. O Trono de YHWH e a origem da escatologia, 1922; conferir
A Causse. O dia de YHWH, em R H Ph R, 1923, p 262-268.
28
Para as profecias universalistas antes do exilio cita qualquer forma as promessas de YHWH a Abraão
conforme o Javista. Gen 12,3 venibrekou beka kol michpekhot há adamah. Conferir 18,18; 22,18; 38,14.
Ao traduzir e serão benditos em ti todos os clãs da terra. Mais que aparece que o niphal tem o sentido
refletido e não no sentido passivo; ele é mais exato de traduzir e abençoarão por ti todos os clãs da
terra. Conferir Gen 48,20; Jer 4,2; 29,22; Sal 72,17. Assim a profecia não passa dos limites do
nacionalismo tradicional: eu te bendirei aos que te abençoares, e amaldiçoarei quem te amaldiçoar.
E eles não exercerão mais a guerra29.

Assim que a tendência universalista da profecia se afirma. O Elohim doas


armados de Israel, o Gibbor da guerra santa, os heróis do juízo escatológico,
vem como arbítrio dos povos, o rei pacificador. Das numerosas formas de suas
palavras e de seu ensino uma Torah.

Encontramos a mesma esperança em Sofonias. Após ter descrito os desastres


do dia do supremo onde a invasão Citia de Nínive são os sinais antes da
profecia que proclama esta palavra de YHWH.

E ele dará aos povos a pureza,

Para aqueles que invocam o nome de YHWH,

E eles servem de comum acordo.

E deixam as fontes de Kusch,

E oferecem sacrifícios e oferendas30.

Do mesmo Jeremias interrompe suas maldições contra os povos e contra seu


povo, anuncia que as visões de Judá e seus inimigos irreconciliáveis e que se
duramente é destruído, se convertem a YHWH e serão assim restabelecidos
sobre a terra da Palestina.

Após ter sido destruído,

Terão a nova compaixão aos olhos,

E eles terão a sua herança,

Sobre a sua terra.

Eles pretendem marchar nas estradas de meu povo,

Para jurar pelo meu nome: YHWH está vivo!

29
Is 2,2-5. Conferir Miq 4,1-4. Após Wellhausen Os Profetas Menores, p 142. Cheyne. O livro de Isaias, p
9-10; K Marti. O livro de Isaias, p 24-28; esta profecia será uma interpolação da época pós-exílica, a obra
de um contemporâneo de Zacarias ou do Trito Isaias, ou mesmo de um redator da época grega, Cheyne.
Ele é bem real que os antigos profetas falam mais sabiamente da destruição dos povos que de sua
conversão. Deste modo a visão de Jerusalem citada no futuro capital espiritual dos povos não tem o que
esta em contradição com a pregação messiânica de Isaias; ele é o complemento logico. Is 1,23-27; 11,1-
8; 32,1-5 e de outra parte YHWH não é mais o Deus 1que dirige a marcha dos povos e Jerusalem não é a
cidade onde esta a paz?
30
Sof 3,9-10.
Como se eles ensinam a meu povo a jurar por Baal,

Eles estarão no meio de meu povo31.

E numa magnifica visão que o anuncio deixa a profecia do Deutero Isaias, o


profeta nos coloca as nações reconhecendo a vaidade de seus ídolos e vêm
depois as terras longínquas, em busca do verdadeiro Deus.

YHWH minha força e fortaleza,

Meu refugio na angustia,

Para ti virão todas as nações;

Depois de toda extremidade da terra eles dirão:

Nossos pais não tiveram esta mensagem em herança,

Vaidade em seu lugar,

O homem não pode se tornar deus,

O que eles são perante os deuses!

Por que ele fará conhecer, desta vez,

Fará conhecer meu braço forte e minha força,

Eles saberão que eu sou YHWH32.

1.4. O Individualismo Religioso. A Aliança nova.

Com Jeremias se acha o divorcio entre o ideal religioso dos profetas e o


nacionalismo vulgar. Ao mesmo tempo a tendência individualista da piedade
chega a sua plena expressão.

A hora do fim se aproxima. Os príncipes da casa de Davi, presunçosos e


incapazes não sabem fazer para evitar a catástrofe. O profeta assiste

31
Jer 12,14-17.
32
Jer 16,19-21. A autenticidade dos profetas universalistas de Jeremias e contestado por B Duhm que vê
nele as interpolações da época grega. Jer 12,14-17 será do segundo século a. C. e fazem alusão as
conquistas dos Hasmoneus. Quanto a Jer 16,19-21 bem real que seja um oraculo apresentado de
maneira mais abrupta e não é a forma da relação com o contexto. Então, no lugar está de acordo com a
maneira de Jeremias e com as tendências gerais de sua profecia. Por que YHWH lembra aos homens e
no só ao povo, e assim mostra a adoração dos pagãos. De outra parte o profeta considera com uma
simpatia profunda suas multidões que demoram a seus deuses bem que não são dos deuses, e ele
propõe sua fidelidade como exemplo aos filhos de Judá, Jer 2,10; 18,13.
impiedosamente a ruina da pátria e é a ruina que aparece como necessária e
voltada para Deus. O anuncio que YHWH mesmo vai combater contra a sua
cidade santa, e ele livrará das mãos do rei da Babilônia, Nabucodonosor, o
executor de suas vinganças e Judá desaparecerá dentre os povos.

Com uma obstinação invencível, Jeremias livra sua sinistra mensagem. Em vão
ele lança sua voz importuna que desencoraja o povo e que levanta seu braço
das formas de guerra. Então perseguido e levado a prisão, o profeta cumpre
até o fim seu martírio como um herói de Deus, conhecido só contra todos e os
malditos da vida.

Então na sua angustia ele se desespera na salvação de seu povo e que


protesta contra a missão que YHWH o impõe, e ele descobre as fontes de uma
vida religiosa mais profunda com a riqueza da piedade mística e das
consolações da comunhão com Deus.

Os antigos profetas não jamais complementam a sua concepção coletivista da


religião. Por ter uma concepção de restabelecer a relação normal entre Israel e
os povos vizinhos e que jamais pode ter incluído certos termos na profecia. O
individuo é subordinado ao grupo social, e ele não conseguirá evitar tal destino.
Ele é derrotado por seus crimes de seus pais, de seus chefes, e de seus
colaboradores; de uma parte, ele encontra sua recompensa e sua salvação na
salvação de sua nação e de sua raça33. Mas o profeta Jeremias declara:
YHWH sabe de seus servidores e ele não será abandonado mais no dia de
desespero. YHWH é mais do que este sentido.

E tu, YHWH, tu me conheces e me vês,

Tu me sondas e conhece meu coração está contigo...34.

Cura-me YHWH e eu serei curado,

Me salva e serei salvo...

33
Eis que pode dizer que os profetas do século VIII como Oseias, Isaias, Miqueias, não conhecem um
aspecto pessoal e interior da religião. Ver Os 6,1-3 e I 8,11-18. E de outra parte, na religião popular não
recebe que YHWH intervém não só com os grandes acontecimentos que concernem ao futuro de seu
povo e na vida de seus chefes e dos reis, mas que na vida mais obscuras, e mais escuras. O mesmo Deus
que envia Moises a Faraó e que suscita Gideão, Saul e Davi, coloca seu caminho ao escravizar a todos,
torna fecundo a mulher estéril, ouve a oração do pobre e do oprimido que grita para ele.
34
Jer 12,3.
Tu és o meu refugio no dia do mal35.

O inocente não será mais maldito pela culpa. Eles confiam em YHWH e que
lutam por sua justiça serão salvos. E não somente Baruque o discípulo amado,
mas todo estrangeiro, um ger como Ebed melek, o guarda Etíope36.

A religião é interiorizada. É que YHWH dá ao homem um coração novo e um


espirito novo. Por isto as instituições da comunidade, a torah, o culto e o
templo, a nação teocrática, será o ideal interior, o mandamento que se
encontra no fundo da consciência do homem. Então será dado um novo
anúncio, uma nova aliança espiritual e sem intermediário entre os filhos de
Israel e o Deus vivo:

Virá o tempo, declara YHWH,

Tratarei com a casa de Israel e de Judá,

Uma aliança nova.

Não como a aliança que eu tratei com seus pais,

No dia e no preço de suas mãos,

Por fazer escolher a terra do Egito,

A aliança que ele rompeu,

E que estreitamente uniu a mim, declara YHWH,

Eis que as novas alianças tratarão com a casa de Israel:

E eu declarei YHWH,

Colocarei em teus olhos,

E no seu coração escreverei,

E serei seu Deus,

E será meu povo;

Ainda que não tenha de instruir seu próximo,

Aos olhos não dirá mais aos suas irmãs,

35
Jer 17,14.17.
36
Jer 45,5; 39,18
Aprende a conhecer a YHWH;

E tu me conhecerás,

Depois me conhecerão,

E meu pequeno será grande, diz YHWH,

Eu perdoarei sua iniquidade,

E não mais cometereis pecado37.

Grande foi à fé do profeta, ele pode ser a questão de tirar todas as


consequências desta visão audaciosa e sereno comportamento. Não importa
uma palavra a ser dita, mas uma palavra decisiva para o futuro. O pacto
concluído com a casa de Israel e Judá não mais tem o caráter nacional.
Portanto é o homem entanto como homem que torna o sujeito da religião. E o
reino Judaita pode desaparecer, e Sião ser destruída, YHWH permanece
YHWH e ele tem a alma humana.

CAPÍTULO II. A VISÃO DA HUMANIDADE NA PROFECIA DO DEUTERO-


ISAÍAS.

2.1. Fim da Nação. A Diáspora conserva a Tradição Religiosa.

Em 586 Nabucodonosor destrói Jerusalem e deporta para a Babilônia a elite de


Benjamim e de Judá. Os chefes e os homens de armas, os sacerdotes, e os
artesãos hábeis, os proprietários tem emanado, longa travessia de cativos,

37
Jer 31,30-34.
para a terra do exílio. Tem em si a derrota, e que tem um grupo de autores de
Gedalias, após a forma de restauração de Mispa, tem emigrado no Egito.

A Judeia não esta mais habitada por uma população rural muito miserável e um
pouco desorganizado, o povo do país que os Caldeus têm deixado como
trabalhadores e como vinhadores. Os camponeses são bem e mal
estabelecidos nas regiões mais férteis, cultivam as vinhas e os olivais que o
inimigo é mais numeroso para destruir e então permanecem nos vales. Mais
então são numerosos para combater as vinhas. Assim os emigrados dos
países vizinhos como Moabe, Edomitas, Idumeus se estabelecem nas regiões
desocupadas e se colocam entre os Judaítas e se aliam por seus casamentos.
O estado religioso desta população parece ter mais baixo. Sem duvida o culto
de YHWH não desparece. Mas a província não tem jamais que o suficiente das
influências reformistas. O templo destruído e eles recomeçam a adorar o deus
do país, da maneira antiga, e as idolatrias Cananeias continuam a florescer.
Eles não têm mais aterra de Judá do profeta para anunciar a palavra de
YHWH.

Assim a alma de YHWH vem na catástrofe. Eles não têm uma nação, Estado e
Capital, a unidade politica. Mas resta a raça e a tradição religiosa...

Na Caldeia, Mesopotâmia38 e no Egito39 os azarados da deportação ou da


emigração mais ou menos voluntários ou forçados são dispersos., e todos os
grupos de Judeus, colônias de fellahs sobre a margem dos rios, os
comerciantes se encontram nas cidades40. Nas condições obscuras e nas

38
O desenvolvimento rápido e importante da diáspora oriental não pode ser suficiente explicado por só
o fato da deportação de Nabucodonosor. Após II Rs 24,14, os deportados do tempo de Jeoiaquim são
dezenas de milhares. Após Jer 52,28-30, o numero ideal dos deportados sobe para 4600. Em todo caso
uma cifra relativa considerável. Mais é provável que ele tenha deixado a Mesopotâmia e a Caldeia uma
diáspora Israelita. E admite geralmente que os exilados de dez tribos no tempo de Salmanasar perdem
completamente sua religião e sua nacionalidade. Esta afirmação não é evidente. E de qualquer forma
cremos que os Judaítas do século VII se encontram em Babilônia uma terra preparada e dos grupos de
colonos de sua raça. E assim para o fato de explicar a pretensão dos dispersos a ser toda a casa de Israel.
E os oráculos dos profetas anunciam a reconciliação de Efraim e Judá. Jer 31,4-6 e Ez 37,15-28.
39
A existência de uma diáspora Egípcia antes do exílio é mais verdadeira. Conforme a morte de
Gedalias, Jeremias e seus companheiros se refugiam no Egito, ver Jer 43, bem parece não ter a aventura
e para uma terra incontínua. Outros emigrados aparecem bem ter precedido ver Jer 24,8 e 26,22-23. De
outra parte as cartas de Elefantina fazem alusão a alta antiguidade da colônia e do santuário de YHWH
nos tempos antigos.
40
Os judeus da diáspora tem sido em seu país a origem dos agricultores. Eles trabalham nos campos e
plantam os jardins. Conferir a carta de Jeremias aos exilados, Jeremias 24,5. Mas sem duvida desta
distancias provam a opressão dos mestres de formas hostis, e chegam a se
adaptar no meio novo, graça a suas qualidades de valorosos e tenazes.

E assim um fenômeno social começa: os velhos troncos e raízes de Israel


aparecem na terra dos ancestrais, vegetam e morrem, os grupos de dispersos
simples ramos aparecem dos troncos, mantem o ideal de seu povo, e preparam
o renascimento e as novas flores.

Esta conservação miraculosa do judaísmo parece ter em grande parte a obra


dos exilados na Caldeia. Eles têm o maior sofrimento; a deportação é dura e o
jugo da Babilônia pesa dolorosamente sobre eles. Mais ao seio da sua prova a
pequena tropa se afirma e depura. Assim que o tédio, e os elementos profanos,
desaparecem e em seu meio os Babilônios e a minoridade fiel se colocam na
forma, e qahal judaica tende a se constituir.

O triunfo do espirito dos profetas, o espirito de Amós e de Oseias, Isaias e de


Jeremias. Depois de duzentos anos os profetas não tem cessado de protestar
contra os pecados de seu povo, contra as iniquidades sociais e os falsos cultos
e a politica ímpia. Mais eles tem suas formas de seus apelos ao
arrependimento acabado. E mantem os tempos em revolução, a mensagem de
destruição foi cumprido, o justo modo pesa sobre os culpáveis. Agora os
exilados se recolhem e meditam nas palavras dos homens de YHWH. No
vigoroso esforço de conservação Israel tende a replicar sobre eles mesmos e a
ligação obstinada e o mal na herança do passado. O monoteísmo se afirma e a
comunidade se organiza, com o culto e a tora. Os escribas redigem um novo
lote de antigos livros, historias, e profecias, e preparam com fervor as
legislações utópicas para o povo restaurado.

É a teocracia que se funda e esta teocracia com sua grandeza e suas misérias
e destruição. Ao véu do exilio, o Deuteronomio tem dado o estatuto de um povo
santo e a parte por seu Deus. Israel pertence a YHWH; e observa as

época se revelam as atitudes especiais de Israel para o comercio. A diáspora Babilônica tem proveito de
uma situação particular favorável sobre a grande rota dos povos. O que seus membros traficam e são
enriquecidos. De outra parte os Judeus excelentes no emprego de subalternos da administração; eles
são bons intendentes. O Judaísmo de Elefantina tem sua origem na colônia militar.
ordenanças desta Torah e se guarda de toda aliança com o estrangeiro 41, de
todo contato com os mortos e os cultos abomináveis dos goim.

Para tu é um povo consagrado a YHWH teu Elohim por ser seu povo especial
para todos os povos que estão sobre a face da terra42.

É o programa que o profeta Ezequiel vai desenvolver na visão de uma cidade


utópica, uma vila de sacerdotes isolados do mundo em volta de todas as
condições da realidade e da vida social, e onde os nokri incircuncisos é
rigorosamente excluídos. De outra parte a tendência universalista da profecia
demora, e a fé ao Deus único e a esperança de uma nova terra e uma nova
humanidade.

O judaísmo evolui entre os seus dois polos sem jamais poder colocar a
contradição entre o nacionalismo original e as aspirações éticas que trabalham
a alma de Israel.

Assim pelos exilados da Babilônia o problema foi colocado, e com uma


gravidade singular treme: como pode adorar YHWH longe de Jerusalem, longe
do templo, e longe do país? O povo emana cativo. O povo começa voltar a seu
Deus? Um Deus vingativo... A montanha santa está em ruinas, a casa de
YHWH destruída. Um deus fora de seu santuário não mais habita na terra 43.
YHWH abandonou o país diziam eles. Após Ezequiel, ele residiu sobre a
montanha de Elohim, a montanha do norte. E conforme a concepção semítica.
Os deuses vingadores reúnem e destroem a sua cidade retornando no seu
habitat celeste. Mas se YHWH retorna para os céus, seu culto não é possível
sobre a terra. Ele tem a trágica situação, a incapacidade cultual dos
deportados. O Deuteronomio tem centralizado o culto em Jerusalem. Assim a
montanha santa não esta mais na ação sagrada licita. Mais o ponto não é da

41
Dt 7,3 conferir 17,12. Entre o membro do povo e estrangeiro uma separação rigorosa é mantida.
Quanto os preceitos de bem aventurança pelos estrangeiros em Dt 10,19; 14,29, 24,14.17.20.21, eles se
aplicam ao ger mais ou menos em vista da assimilação. Mas os nokri é o representante de uma
humanidade inferior da qual Israel não deve a piedade.
42
Dt 7, 6.
43
Ver as paginas 7 e 8.
reforma Deuteronômica para estabelecer esta convicção que não tem que
adorar5 YHWH sobre uma terra estranha44.

É mais que falha por dar jamais a alma de um povo. E, portanto, tal foi o poder
da fé: a hora mesma onde Israel é o povo sem terra e YHWH o Deus sem
templo, os profetas descobrem a humanidade; e YHWH aparece sempre como
diante das nações em todos os seus poderes como o mestre do mundo, o
Deus da terra e do céu.

2.2. Império Universal e Sincretismo.

A religião universalista é a grande conquista de Israel, o absoluto de esforço


dos profetas. Então, Israel pode perceber nesta época através do mundo
oriental, as intuições mais ou menos confusas e dos apelos ao futuro. As
grandes formas do povo, no tempo dos Assírios tem fortemente mostrado as
tradições nacionais e as religiões nacionais. Os reinos e os impérios tem
passado, como passam a noite das imagens de um cântico, e sabem os
deuses dos ancestrais tem sombras dos poderosos – Israel não é só o que tem
tido crises da história – portanto, que o grupo social se coloca e que a
instituição tradicional tomba em poder, um novo ideal humano e as novas
solidariedades tendem a se constituir.

Após a ruina de Nínive o mundo semítico estava preso a Babilônia45.


Nabucodonosor tem recolhido a maior parte da herança de Assur. É em geral
honroso hábil para a guerra, mais que um rei civilizador. Suas inscrições não
nos falam somente de suas explorações militares, o país devastado, os povos
destruídos, mais que suas obras de paz, dos templos e dos palácios que ele
construiu os canais que ele restaura. Sob seu reino, Babilônia encontra seu
antigo seu esplendor do reino dos povos. A renascença. Nos colégios
sacerdotais as artes e as ciências brilham de todo o seu modo. Como numa
sociedade mais civilizada tem mais curioso as coisas do passado; a língua das
inscrições é restaurada da antiga, e conservam os documentos literários, hinos,
orações, poemas, recolham magicas e astrológicas que os escribas têm

44
Confere Sal 137,4.
45
Na realidade jamais cessa de ser. Os Assírios não têm mais uma cultura original; e é a cultura
Babilônica que eles propagam por ferro e sangue derramado.
acumulado depois dos séculos longínquos. O ultimo rei da Babilônia,
Nabonides é um fervente arqueólogo. A cidade da ruina é escolhida pela
preocupação de restauração dos antigos santuários e dos cultos provinciais.

Assim então a Babilônia é uma grande capital de cruzadas de caminhos e um


centro cosmopolita essencial para a troca de raças e de religiões. Assim a
população misturada que pressionam nas ruas e nos locais, onde encontram
as raças das mais diversas. Os elementos babilônicos formam a base da
classe dirigente. Deste modo, ele tem a mistura dos povos que o azar das
guerras e das deportações tem estabelecido na Caldeia. Ele tem assim os
mercadores que afluem de todos os pontos do Oriente, aportam os deserdados
e os pobres de todas as nações. Uma confusão de povos e de línguas...46.

A conquista persa leva a um local de prestigio da antiga cidade. Ciro e seu filho
têm nas mãos de Bel Marduk e tem considerado como os continuadores de
Hamurabi e dos grandes chefes do III Milênio, príncipes dos povos e senhores
das quatro regiões. Em todo caso, eles devem continuar e desenvolver a obra
internacional e o sincretismo que a Babilônia tem começado.

O império Aquemênida foi o império universal, o primeiro império universal que


o mundo pode conhecer, e o sentido que por a primeira vez o país da antiga
cultura, depois do Irã até o Mediterrâneo, tem reunido sob um mesmo cetro:
Elã, Mesopotâmia, Caldeia, Média, Lídia, Frigia, Síria, Fenícia e depois o Egito,
as cidades gregas de Nimeure, do Ponto Euxin e da Trácia, sem falar das
regiões dos Indus ao extremo Oriente. E ele não age mais somente, como os
impérios que tem precedido, e dos povos buscados segundo o azar das
conquistas e sem outro lugar que o tributo ao mestre comum. Os Aquemenidas
com Dario tem efetivamente governado o Oriente, organizado as províncias em
um sistema administrativo coerente e centralizado.

Esta organização então rudimentar se compara com o império romano não é


como mais um imenso progresso pelos povos. Assim 200 anos ele assegura a
paz, a paz do grande rei. As blindagens e as piratarias, os conflitos de cidade
em cidade e da região a região tem sido reprimidas; o comercio, a agricultura

46
H. Winckler. História da Babilônia e Assíria, 1892. P 302-325. Maspero. Historia antiga dos povos do
oriente, tomo III, p 559-568.
tem sido encorajada; e entre as raças mais diversas do império certa unidade
tende a estabelecer. Na unidade da língua: o arameu é a grande língua asiática
empregada depois do arameu no golfo Persico. Ele completa suplantar o
Assírio e babilônico na Mesopotâmia e na Caldeia. Fala assim o Arameu na
Arábia e mesmo no Egito. É a língua da chancelaria Persa nas províncias
ocidentais do império. E graça a comunidade de língua bem como para as
relações administrativas e comerciais, uma corrente de mudanças mais e mais
se estabelece entre os povos47.

É assim que o movimento sincrético começa a se desenvolver na sua


amplitude. Do Oriente ao Ocidente do Império é a mistura dos cultos e da
aliança dos deuses. E mesmo com a politica dos Aquemenidas devem
grandemente favorecer o movimento. Os reis persas ao menos a partir de
Dario, e têm bons modos, fiéis seguidores de Ahoura Mazda o deus dos
Arianos, que sua forma de dar o império sobre os países e sobre os povos. E
mesmo eles são favorecidos na propaganda mazdeana no país que eles
conquistaram48. Então para todas as outras dominações asiáticas, eles fazem
remarcar pela atitude ao compreender os costumes nacionais dos povos
estrangeiros49.

Tem as disposições favoráveis a uma politica de tolerância religiosa. E de fato


ao encontro dos antigos conquistadores Assírios que fazem da guerra dos
deuses como a dos homens, e que, após ter treinado as imagens das
divindades vencedoras aos pés do grande deus Assur, os reduzem em cinzas
e os dispersam ao vento, temos os reis da Pérsia reconhecidos oficialmente e
protegido os cultos antigos da Babilônia e do Egito e os cultos antigos das
republicas gregas, e mesmo os cultos do pequeno povo Judeu. É a satrapia ou
grande rei que se endereça tudo naturalmente as minoridades religiosas
oprimidas ou dos clérigos que tem violado dos privilégios50.

47
Por estudo da civilização do império Aquemênida ver Maspero. História dos povos Antigos, Tomo III, p
686-696. E Eduard Meyer. Historia da Antiguidade, tomo III, 1901, p 16-166. Prasek. Historia dos Medas
e dos Persas, 1910, tomo II.
48
Sobre a propaganda do mazdeismo na época Aquemênida ver F Cumont. Os Mistérios de Mithra,
1913, p 9-14; e As religiões Orientais, 1906, p 161-167.
49
Heródoto. Historia, I, p 135.
50
Ver nas inscrições da Magnésia a carta de Dario a seu intendente Gadatas que não tem mais suficiente
respeitado os direitos dos sacerdotes de Apolo e que tem ameaçado o sentimento do grande rei e de
As misturas de raças não explicam que as condições exteriores dos
movimentos religiosos de seu tempo. No ponto de partida ele tem a alma: o
horizonte dos homens é alargado; em mesmo tempo a religião é concebida de
uma maneira mais pessoal e mais viva. As divindades ancestrais e nacionais
aparecem como mais limitado nas suas funções oficiais. O adorador busca pois
além da multidão movente que os outros e que são capazes de entender e
exaltar a sua oração, e ele tende a exaltar como o Senhor dos deuses e dos
homens.

Depois de séculos mais tarde as religiões orientais, podem constatar uma


tendência crescente para a concentração das divindades, os panteões se
organizam em hierarquia divina sob a direção de um Deus supremo. É assim
que certos deuses tem um lugar mais importante. Tel Marduk de Babel, Melkart
de Tiro, Hadad de Damasco, e sobre toda terra semítica Chamash e Ishtar.

De outra parte a natureza celeste e luminosa das divindades semíticas e o


desenvolvimento grandemente dos cultos astrais devem abortar a uma
concepção monárquica de ordem universal, o summus deus é considerada
como Deus criador e diretor do mundo.

Do século VIII temos aparecido conforme os Semitas ocidentais o Senhor dos


céus Baal-chamim. Ele é mencionado expressamente na estela de Zakir rei de
Khamat51 e num tratado de Ashardadão com Tiro52. Ele é de forte razão a
admitir que este Baal celeste é também mais antigo que os primeiros textos
que nos falam de uma astrologia astral de Babilônia é universalmente
colocado no Oriente; e nesta teologia as diversas divindades são mais ou
menos subordinadas ao deus solar; por vezes ele não são mais considerados
que como suas manifestações, os aspectos diferentes sob aqueles aparecem o
Baal supremo. Nas inscrições de Echmounazar a Astarte de Sidon é chamado

seus predecessores para com os deuses. Ver Ch Michel. Recolhas de inscrições Gregas, 32. Ver Esdras 4
a 6 os judeus seus vizinhos vão buscar rebater o templo no endereço a Dario, e é a graça a proteção e
com o seguro do grande rei que a construção pode ser buscada. Ver dentro do papiro de Elefantina, a
carta dos Judeus de Yeb oprimidos pelo governador da Palestina. Papiro de Elefantina, editado por
Sachau. E H Gressmann Ungnad. Textos do Antigo Oriente no Antigo Testamento, p 175-177.
51
Gressmann/Ungnad. Op. cit. 173-174.
52
Zimmerm. Os Escritos antigos e o Antigo Testamento, 1903, p. 337.
Shem Baal, nome de Baal, é dizer a manifestação de Baal 53, e nas inscrições
púnicas Tanit e que também qualifica de Pene Baal, face de Baal54.

Mas o caso mais característico é como o texto Neo Babilônia onde todos os
grandes deuses da cidade e o deus do império de Nabucodonosor.

Ninib é Marduk, entanto que o deus da plantação;

Za-ma-ma é Marduk, entanto que o deus do combate;

En-lil é Marduk, entanto o deus que na dominação e do conselho:

Nabou é Marduk, entanto que é o deus da fortuna;

En-zou é Marduk, iluminando a noite;

Shamash é Marduk como o deus da justiça;

Adade é Marduk, como o deus da chuva...55.

O deus que adoram no século posterior os conquistadores persas tem para


sua origem e seu caráter com a diferente dos baalins semíticos. Mais eles
chamam a si mesmo o mestre do céu, e é o deus da luz solar e o criador. As
inscrições Aquemenidas designam Ahoura56 como o maior deus e o deus
supremo, autor do céu e da terra, chefe do império, o dominador dos povos.

É um deus poderoso Ahoura Mazda;

Ele quem fez o céu e a terra;

Ele fez os céus abaixo;

Ele se fez mortal.

53
Os hinos a Sin, Shamash, Ishtar nos textos cuneiformes, não se afirmam mais a supremacia do deus
que eles celebram, no céu e sobre a terra? Ver assim que os Cananeus do II Milênio o Senhor dos deuses
Bel Ilanou na carta de Akhi-Yami, ver H Gressmann. As gravuras na Palestina e no Antigo Testamento, p
19-20; e Textos do Antigo Oriente, p 129.
54
Ver a inscrição de Echmounazar. Corpo de inscrições semíticas, I, p 9-30; Lidzbarki. Textos Semíticos
antigos, p 16-19; Lagrange. Religiões semíticas, p 483-487.
55
Lidzbarki. Textos semíticos antigos, p 55-58; conferir a F Baethgen. Introdução a História das Religiões
semíticas, p 56, 81, 288.
56
Ed Dhorme. A Religião Assirio Babilônica, p 99.
Assim proclama a inscrição de Dario sobre as rochas de Elevend57. E o
Gathas, a parte da mais antiga do Avesta58, invoca em Ahoura o que criou as
boas aguas e as boas arvores que ele cria a luz, a terra, e todos os bens59.

Revela-me a verdade, oh! Ahoura, e demanda Zoroastro. Como começou a boa criação? Que
o pai que, no inicio do tempo, e gera a Asha? Que ele tem o caminho ao sol e as estrelas, que
faz que a lua creia e descrê? Que ele fixou a terra sem apoio? Que faz aos olhos e as plantas?
Que em rápida rota os ventos e as nuvens? Que o artista hábil faz a luz e as trevas, e o novo e
o velho? Que faz a aurora, o meio dia e a noite? Eis que eu olho a demandar, oh! Mazda, bem
feito o espirito, criador de todas as coisas? 60.

De outros hinos na Yasna e na Yashts celebram o deus brilhante e esclarece,


que o sol pelo olho, e por acontecer no céu e nas estrelas61. Os hinos podem
ser de origem mais o menos antiga, mas eles correspondem aos ensinamentos
que Heródoto nos deu sobra a religião persa ao tempo dos Aquemenidas: os
Persas de costume de oferecer o sacrifício a Zeus Ahoura sobre o momento
das altas montanhas e que se chamam Zeus o circulo inteiro do céu62. Ele
convém de buscar estes textos que foram escritos no começo do livro de
Esdras, no edito de Ciro, para a reconstrução do Templo: assim fala Ciro, rei
dos Persas, YHWH o deus dos céus, me deu todos os reinos da terra e a meu

57
Tradução de Darmesteter. O Deus supremo dos Arianos, Ensaios Orientais, p 114. Ver assim a
inscrição de Artaxerxes Occhos: Ahoura Mazda é um deus poderoso que criou esta terra, que criou os
céus, e os homens, e as coisas agradáveis para os homens. Weissbach. Os Escritos dos Aquemenidas, p
83.
58
Após a concepção de Matmesteter o Avesta em todas suas partes será posterior a era cristã, e ele
funda e ve o documento de uma religião sincrética, de uma espécie de gnosticismo. Ver Darmesteter, O
Zend Avesta, Tomo III, e ver a recente discussão de P Alfaric e de F Cumont, em R H Ph R, 1921. Esta
hipercrítica que de fato bem reconhecido coloca os pontos de interrogação encontra sua hora as
objeções mais graves; em particular ele explica mal o caráter arcaico da língua e da civilização dos
Gatha, assim que a simplicidade de sua teologia. Ele é real que encontramos a menção de Zoroastro e
de Avesta na inscrição Aquemenidas. Mais que não será de concluir o silencio; as inscrições relatam os
acontecimento politico e não se ocupam da religião. Em todo caso, os crentes e a pratica dos
Aquemenidas a partir de Dário, tais que nos o conhecemos pelas indicações dos historiadores gregos
sem ter a rígida ortodoxia dos Sassanidas do século V são geralmente conforme os preceitos de Avesta.
59
Yasna 37,1-3.
60
Yasna 44,3-7, tradução de Marmesteter.
61
Eu invoquei o sol aos cavalos rápidos, olho de Ahoura Mazda. Invoquei Ahoura Mazda brilhante, Yasna
70,11. Por fechar e a gloria de Feoures diz Ahoura, mantenho o céu que dentro as luminárias altas, e
longe visíveis, guardam esta terra; tal qual ele crê pela força de seu pensar. Ele se tem solidamente
fixada, e ao céu as extremidades longínquas, resplandecem no seu firmamento os rubis, dos três
mundos, acontece que as estrelas que reve Mazda. Yasna 13,2. A recolha destes hinos é tirado de data
recente; mais a descrição do grande ceu solar chama certamente as concepções Iranianas mais antigas.
De uma maneira geral, pode dizer que a teologia Masdeiana no Avesta é nítida passada a fase naturista
e é dominado pela tendência ética e a espiritualidade a mais abstrata. Então o naturismo foi o ponto de
partida e para entender podemos perceber os sobreviventes.
62
Heródoto, História, I, p 121.
comando o lugar de derrotar todos os povos 63. Conforme a carta de Tatnai
satrapa da Transeufratene, os judeus interrogados pelo satrapa que ele
responde: nós somos os servidores do Deus dos céus e da terra, e nos
habitamos esta casa. E na resposta de Dario ao satrapa: as coisas necessárias
para os holocaustos do deus dos céus e da terra serão livres dia a dia aos
sacrificadores de Jerusalem64.

Encontramos a mesma expressão nos papiros de Elefantina na carta de


Yedonia e dos sacerdotes de Yeb ao governador Bagoas: que o Deus dos céus
abençoa nosso Senhor em todos os tempos, e ele aumenta o favor do rei
Dario. E mais depois: faz do templo restabelecido; e o mérito será grande por ti
diante Yaho, o Deus dos céus65.

Os exemplos no coloca somente que YHWH, o Deus dos Judeus, foi adorado
como o Senhor do céu e da terra – ele é a longo tempo que os profetas tem
ensinado a Israel – ele nos coloca tudo o que o termo Deus do céu foi
empregado pelas autoridades persas para designar oficialmente o deus
supremo. Ele tem o grande rei da terra e o deus senhor do céu no céu. E os
Persas no seu ecletismo, não fazem mais a dificuldade de reconhecer os
grandes deuses dos povos conquistados, que se chamam de Marduk ou
YHWH, como os da manifestação de Ahoura.

Os deuses cósmicos e os deuses supremos que tendem a dominar os deuses


locais e nacionais, não são mais os limites estreitos das religiões do grupo.
Então que as antigas divindades não são adoradas por só seus membros do
povo, mais de forma sagrada que é rigorosamente um objeto impuro, e a todo
animal impuro e a todo estrangeiro, as novas religiões são as são
propagandas. Somente dois séculos mais tarde que os cultos místicos e
sincréticos têm seu pleno desenvolvimento. Mas que pode ser da época persa
as condições de sua propaganda foi realizada66. Os deuses do céu esclarecem

63
Esdras 1,2.
64
Esdras 5,11; 6,9.
65
Papiro de Elefantina, op. cit. loc. cit.
66
Outro a propaganda mazdeana que tem de entender as fortes raízes no centro da Ásia Menor,
Galacia, frigia, Lídia, assistimos nesta época a extensão do culto Sírio de Adônis, que se coloca não só
nas regiões vizinhas, mas assim sobre as costas e a ilhas do Mediterrâneo ocidental. E assim no
momento onde os adoradores da Grande Mãe começam suas missões. Na Grécia e na Jônia e na Itália
meridional é a extensão dos cultos a Dioniso e das seitas órficas.
todos os povos de sua luz e eles os recebem tudo dentro de seu santuário.
Todo homem qual que são sua origem e seu habitat pode pertencer a família
do deus e participar a ação sagrada67.

2.3. O Segundo Isaias profeta da diáspora. YHWH, Deus universal. A


Missão do Ebed YHWH.

Tais têm os movimentos de ideias que se preparam pelos povos, na hora


segundo os dispersos de Israel uma voz que faz entender a palavra decisiva:
YHWH é o Deus de todas as nações.

É meu, mais meu YHWH,

Não é o ponto de outro Deus que eu,

Eu sou o Deus justo que se salva,

Torna para mim e sereis salvos,

Vos que habitais as regiões longínquas da terra.

Tudo terá diante de mim,

Toda língua jurará para mim68.

Temos um local preciso sobre a vida do poeta sem nome que tem pronunciado
este oraculo. Os críticos são chamados de Segundo Isaias ou o grande
anônimo do exílio. Mais no resto incerto sobre as circunstancias exteriores de
sua profecia. Admite geralmente que vivem na Babilônia os últimos tempos do
exilio, que ele escreve na cidade no local da cidade por Ciro. Os capítulos 45 a
47 de Isaias descrevem o efeito da marcha vitoriosa do conquistador persa e
anuncia a destruição da filha dos Caldeus e dos seus ídolos.

Mais alguns pode sustentar com todo tem verdadeiro que o Segundo Isaias
habitou o Egito, ou nas costas da Fenícia, na região do Líbano69, ou na
Palestina, tem antes e depois o retorno dos primeiros exilados. Um ponto é

67
A influência da civilização sincrética da época Cadeia e Persa não pode dar de se fazer sentir sua alma
de Israel. Ele contribui a alargar sua visão de mundo. Ele resta que o monoteísmo judeu, tal qual se
afirma na profecia Deutero-Isaías, não será de explicar pelas influencias sincréticas. Ele tem uma reação
contra o sincretismo. Ver meu estudo sobre os Profetas de Israel, p 254-321.
68
Is 45,22-23.
69
Esta hipótese defendida por Duhm. O Livro de Isaias, p 19, e Profetas de Israel, p 291, não é mais
plausíveis.
agudo: o Deutero Isaias foi o profeta da diáspora: ele nasceu na diáspora e é a
restauração da cidade santa e seu santuário, a Palestina tem também
considerado como o centro da esperança judaica, o lugar da restauração
messiânica do futuro, e lembra mais longe pelo país longínquo, por todo onde
os filhos de seu povo são dispersos.

Vou deixar uma raça,

Eu salvarei depois do desastre,

Diz o Setentrion: Rendei-vos!

E no meio: não retireis mais!

Permanece meu filho dos países longínquos,

E meus filhos das extremidades da terra...70.

Eis que uns vem do oriente,

E outros do setentrion e do ocidente,

Os outros do país de Sinim71.

Que nos somos de longe dos horizontes estreitos das montanhas da Palestina,
ou ate que o pensar de Israel tem tornado enfermo. Os grandes profetas do
século VIII mesmo não lembram ou de que os povos imediatos vizinhos:
Moabe, Edom, Aram, Tiro, Sidon, Filistia, e mais longe na borda dos rios os
impérios reduzíveis: Mitsraim, Assur e Babel. É o mundo, tem a humanidade.
Mais mentem o circulo antigo é a brisa e a visão se alarga pelas montanhas e
os vales, as planícies e os desertos, e para o grande mar com seus lugares
sinuosos e memoráveis; ate que limita o circulo da terra.

As extremidades de qetseh há’arets, as ilhas iyyim, as nações longínquas de


le’oummim merakhoq. É da expressão habitual ao profeta.

Escuta-me,

Atende povos longínquos72.

70
Is 43,5,6.
71
Is 49,12. Malgrado das multidões conjecturas do país de Sinin resta por nós na terra incógnita. No
pensar o deserto de Sin, ou na cidade Egípcia de Siene, ou mesmo na China, o país de Tain! Sem duvida
age de uma região mais ou menos mítica para além do horizonte a mais longínqua.
Eis que coloquei o país, todos os países kol há’arets 73. Ele não somente um
agrandamento de horizonte geográfico. O alargamento do horizonte geográfico
corresponde uma evolução da profecia e um alargamento do pensar religioso.
O segundo Isaias não é mais um nabi a maneira antiga, um reformador politico,
um pregador, e com isto, um estático e um visionário que o espirito de YHWH
escolheu.

O meio social é desenvolvido no antigo profetismo não existe mais com ele.
Sua inspiração é plenamente consciente e assim toda literatura, é um poeta e
um pensador religioso. E seus poemas são não um discurso, ao chamar a
multidão, mais de elevações, de orações e dos cânticos, como se pode dizer
das escolhas líricas. Sem duvida tem sido reunido em recolher, nas portas da
cidade de colônia em colônia. É então como que os fieis se transmitem uns aos
outros e meditam com fervor.

E assim a mensagem que nas buscas volantes, o profeta anônimo anuncia a


seus compatriotas dispersos sobre os caminhos do mundo:

YHWH consola, YHWH livra o povo... E Israel salvo por Elohim vai ao futuro o
testemunho de YHWH e o missionário único para os povos.

Assim fala YHWH, o rei de Israel e seu libertador,

YHWH Tsebaot:

Eu sou o primeiro e o ultimo,

Fora de mim não há outro Deus!

Serão minhas testemunhas,

Não tereis outros desses,

Uma rocha fora de mim?74.

Não é no segundo Isaias que inventou o monoteísmo. A fé em Deus único esta


na logica do profetismo: YHWH não é o Deus zeloso que não pode suportar

72
Is 49,1.
73
O antigo Israelita não é lembrado mais de longe, do alto dos terraços de suas montanhas. Ele é grande
e vasto mar, o mar hostil aos homens com as tempestades e suas bestas monstruosas. Mas para o Judeu
o novo tempo, o mar vem mais vizinho. Ele é a rota dos navios e dos países.
74
Is 44,6-8.
outros deuses após ele, e assim o Deus justo e o grande mestre da história?
Em face dele os Elohim dos povos não são os pequenos deuses sem poder, os
elilim... Mas que somente nos poemas do II Isaias que os supremos modos da
pregação profética são expressos e que o monoteísmo chega a sua expressão
do mais absoluto, Ani YHWH ve’en od. Os deuses dos povos não são que de
vãos ídolos, os deuses dos povos não existem mais!

Com uma impiedosa ironia o profeta tal condena o deus dos bois, de pedra, ou
metal encontrado como os goim adoram, e aos quais eles demandam proteção;
ele descreve pelo fato da fabricação de imagens divinas: e tem um centro que
tem grande dos cedros da floresta; um dia eles não serão capazes de fazer
nada. De uma parte dos bois os chifres de fogo, e do outro o fato que um ídolo
diante do qual ele se prosterna75. E o profeta anuncia o êxodo dos grandes
deuses da Babilônia. Bel, Nebo, divindades veneradas76 que não pode salvar a
antiga cidade, e que no cativeiro leva sobre as bestas carregada. Ele se dá aos
falsos cultos, dos sacerdotes pagãos e das divindades, e da magia, e da
astrologia dos Caldeus. Quando YHWH manifestará seu poder, todas as
práticas e toda sabedoria serão como a palha que o fogo consome77.

Em face dos ídolos das Nações YHWH aparece não mais somente como o
maior dos deuses, o summus deus, mais como um só verdadeiro Deus78. E na
relação é o Deus que criou o mundo nos tempos antigos, lutam contra os
monstros do abismo e fazem brilhar a luz sobre o caos primitivo. O profeta
descreve em tratos vigorosos e grandiosos o mito cosmogônico tradicional:

Levanta, e te fortalece,

Braços de YHWH,

Levanta-te como nos dias anteriores,

75
Is 44,12-17.
76
Bel associado a Mardouk, Bel Marduk, e ele o deus da cidade. Quanto a Nabu seu culto tem três
formas populares nos últimos tempos da dominação Assíria e sob todo o segundo império Babilônico.
Na dedicação de Adad Nirari lê a palavra: confia em Nabou, e não confia em outro deus!. Winckler.
Escritos Antigos e o Antigo Testamento, p 23-24.
77
Is 46,1-2 e 47, 12-15.
78
Os anjos que tem um lugar mais considerável em Ezequiel e que prendem todo sua importância na
teologia judaica como auxiliares de YHWH no governo do mundo, não joga o ponto de jogo na profecia
do Deutero-Isaías.
Nas épocas antigas,

Não abateis como Raabe,

Que parece um monstro,

Não ireis ao mar,

As aguas do grande abismo?79

Sou eu quem fez a terra e criei os homens,

Sou eu com minhas mãos criei os céus,

E dispus a armada.

Minha mão formou a terra,

Minha direita estendeu os céus80.

YHWH é agora a obra no mundo, ele sustenta por sua força e por seu poder,
ele é uma energia ativa e o principio vivo. Assim do circulo da aterra, a cidade
sobre a natureza, ele dirige a marcha das estrelas, ele comanda as nuvens e
dá fertilidade da terra. É para ele que todas as coisas subsistem e que a ordem
universal é mantida.

É que o cerco chega a vós,

E que os habitantes são para ele como satélites.

Ele estende os céus como um véu,

E despe como a tenda,

Levante os olhos no alto e lembra,

Que ele os criou?

E que faz marchar em ordem de sua armada,

E que ele chama por todos os seus nomes,

Por sua grande força e seu poder,

Mas que não faz defeito!81

79
Is 46,1-2; 47,12-15.
80
Is 45,12. E 48,13.
A ideia da criação e da direção do mundo por YHWH não é mais estranho ao
antigo Hebraísmo. Mas ele para bem que somente na época do exilio esta ideia
a preço do lugar capital na teologia judaica. Os profetas dos séculos VIII e VII
tem sempre insistido sobre a história do Deus de Israel ele tem descrito os
gestos de Deus para seu povo e por seu povo. Mas mantem a alma de Israel
se abre a novas preocupações, e os profetas consideram antes todo o poder
cósmico de YHWH. YHWH é o Deus da natureza universal e o mestre do
passado e do futuro, e o começo e o fim da evolução82.

No modo o monoteísmo do Deutero Isaias resta profundamente diferente do


monoteísmo sincrético da religião dos deuses solares, Marduk Babilônico 83, ou
baalins celestes das cidades da Síria. Diferente a causa do exclusivismo de
YHWH e para que não age mais de especulação teológica, mais a piedade e
da vida. O Deus único, YHWH o mestre do mundo é o Deus fiel onde a palavra
também se cumpre. Que confia em YHWH não será destruído. E o profeta
celebre com a grande elãs de adoração e uma certeza entusiasta, a justiça e a
fidelidade deste Deus que jamais deixa que sua palavra e que ele salva e é a
força.

Não é tu, meu apreço?

É Deus da eternidade84, YHWH,

Que criou as regiões longes da terra,

Ele não se fatiga, e jamais te deixa,

E sua sabedoria é insondável.

81
Is 40,21-26.
82
Assim é que o documento sacerdotal do Pentateuco leva a descrição das origens dos céus e da terra, a
obra dos sete dias. A doutrina da criação é assim o centro da teologia e o ponto de partida da filosofia
da história: no começo Deus criou os céus e a terra.
83
É malgrado do paralelismo da fraseologia religiosa que na forma é melhor, como os hinos onde o
Deutero Isaías celebra todo poderoso YHWH com este hino a Marduk: Senhor grande dos povos, rei dos
países, misericordioso pelos deuses, misericordioso que ama fazer reviver os mortos, Marduk, rei dos
céus e da terra, os céus e a terra são teus; a encantação da vida é tua; o espaço dos céus e da terra é
teu; toda a vida é tua, o lugar puro, a ordem do oceano, é teu; a humanidade e os povos são teus sobre
toda a terra; as quatro regiões inteiras; os Anounnaki da totalidade dos céus e da terra; tudo são teus; tu
fazes viver e tudo o que salva. Tradução de Fossey. A Magia Assíria, 1902; 364-369; e M Jastrow. A
religião dos Babilônios e Assírios, I, 1905, p 501-502. Martin. Textos religiosos Assírios e Babilônios, p
158-159.
84
Elohe olam. É o epiteto da qual designa os deuses Sírios na época do sincretismo. Confira a inscrição
de Et-Tayyibe, leba al chamim mav olam. P Lagrange. Religiões Semíticas. P 508.
Falha a força múltipla,

Os jovens se fatigam e se irritam,

E os jovens guerreiros mudam,

Mas estes que confiam em YHWH renovarão suas forças; e eles terão azas como de águias, e
voarão como os pássaros,

E terão vida e não se fatigarão85.

É esta a forma em favor de seu povo que a fidelidade de YHWH se manifesta:


o Elohismo nacional tem também o ponto de partida: o Deus pai e protetor do
grupo social. Então a concepção primitiva é aprofundada e fortemente
espiritualizada. YHWH não será abandonado o povo que uma vez foi escolhido.
No tempo antigo ele amou a Abraão, e o chamou de uma terra longínqua, ele
torna fiel aos filhos de Abraão.

Tu, Israel, meu servo,

Jacó, que te elegi;

Raça de Abraão, meu amigo,

Tu que as extremidades da terra,

E que ele chamou depois os países longínquos,

E te ele diz: tu és meu servo;

Ele te elegeu e não te rejeitou,

Nem crê no ponto, pois estou contigo,

Lembras-te mais com a inquietude, que eu sou teu Deus,

Eu te fortifico, eu te segurarei,

Por minha direito que assim te sustento86.

Entre YHWH e Israel e fez uma aliança – a ideia deuteronômico encontra a


mais alta expressão. Esta aliança é incrível como o fundamento das montanhas
como o universo87. Eternalmente a promessa de YHWH demora, como

85
Is 40,28-31.
86
Is 41,8-10.
87
Is 54,10.
abandonará Israel? A causa de seu povo não é mais sua causa, e vai de sua
bondade como o triunfo de sua justiça, que seus fieis não são mais
abandonado às injurias dos goim. Por que conforme o tempo da prova e da
expiação, YHWH vai justifica a comunidade a face de toda a terra. Ele intervém
com poder, ele leva ao exilio, ele restaurará Jerusalem.

O senhor vem! O duro serviço de Israel é fim, a salvação de YHWH está


próxima. Tal é a boa nova quando anuncia da mensagem. E tal o profeta alegre
nestes pensamentos.

Todos gritam de alegria,

Ruinas de Jerusalem,

Para YHWH a piedade de seu povo,

YHWH livra Jerusalem,

E as regiões longínquas da terra,

Veremos a salvação de nosso Deus...88.

Mais que necessário que ele aparece restabelecer Israel, a aspiração do


grande estagio nacional ético do profetismo na fase deuteronomista chega a
ser levado. Não é mais em vão que ele descobre o vasto mundo. Para ele
destinado de seu povo não pode ser separado das nações para os que eles
habitam.

Sem duvida os goim são também os inimigos que oprimem Israel. Como suas
campanhas o profeta leva a pena das dores do exilio e as tristezas da
dispersão. E também vibra ardente que a planta da pequena tropa, e aos pés
para os homens... E grita da vingança e da maldição contra os mestres, contra
os caldeus, povo de prova e contra Baal da devastadora e a cidade de
sangue89. Em face dos goim impuros e dos impérios fundados sobre a força do
homem, YHWH é também o justiceiro supremo. Ele não é o poder se reduz ao
poder resistir ao seu pode. As nações são aos olhos como a agua do vaso,

88
Is 52,9-10.
89
Is 47,1-4.
como o poder na balança; os príncipes não são nada; e isto que governa a
terra são como a chama que se coloca e a palha que vem pelo vento.

Então a outros momentos, o profeta lembra com a misericórdia a multidão


humana, depois o Oriente até que o Ocidente. E as nações confusas e longe
que cobrem a face da terra não aparece mais como uma massa perditionis
pelas catástrofes de YHWH; ele em seu valor próprio e seu papel ativo na obra
salutar. YHWH é assim o Deus dos pagãos... E assim é para a intermediação
de um príncipe pagão que se cumpre a libertação:

Um dos heróis que se eleva a costa do Oriente, diante da qual os tronos


antigos tombam em possuir, e que marcham em vingar aos povos e as
cidades. As vitorias do grande Aquemênida são a obra de Deus vivo que se
manifesta sua força e prepara sua vingança.

Que suscita depois do Oriente,

E que a vitória sobre si?

Que eles livram os povos,

E que tem os reis?

Seu poder leva em poderia,

E seu arco tem como a chama que o envolve...

Que o faz, que executa as gerações do começo,

Eu YHWH o primeiro,

E eu o ultimo das eras90.

Esta ideia que os grandes conquistadores e os fundadores do império que tem


enviado por YHWH para cumprir seus juízos são um dos temas habituais da
pregação profética. Então que o Deutero Isaías, Ciro é o que salva Israel, e que
toma o lugar na profecia a pregação escatológica, de YHWH a virgem de
YHWH; ele realmente é um herói messiânico envia para cumprir uma missão
divina. YHWH chama pelo nome e o designa como pastor, seu amigo e seu
escolhido.

90
Is 41,2-4.
Assim fala YHWH a Ciro,

Que pela sua mão direita,

Para aterrar as nações,

Por dar aos reis,

Que marcha diante de ti;

Aplaina os montes,

E abre os caminhos;

E tu serás meu, YHWH, que chamo pelo nome,

YHWH o Deus de Israel,

A causa de Jacó meu servo,

E Israel meu eleito,

Chamo-te pelo nome,

E designo diante de ti que me conheces.

Eu sou YHWH e não há outro,

Fora de mim somente Deus!

Diante de mim que tu me conheces91.

Assim Ciro é seu salvador, um fiel Javista. Mais que o dia vem em que
conhecerá a Deus que o enviou e que dirige sua marcha triunfal, ele invocará
seu nome92 e ele renderá homenagem em reenviar os cativos a Sião sem
razão nem presente, e ele reconstruirá o templo santo93. Em aclamação ao rei
vencedor e em salvação em seu verdadeiro monoteísmo, diante do
pressentimento do parentesco espiritual que diante do dia leva o Judaísmo e o
Mazdeismo? Pela severidade de seu culto e de sua moral a religião Persa fala
ao coração dos Javistas. É uma religião muito depurada, e nitidamente de um
naturismo primitivo, que inspira os Gathas. Ahoura é o Deus invisível que
repugna a toda forma majestosa de idolatria , e reinado idolatra, é maior e

91
Is 40,1-6.
92
Is 41,25.
93
Is 45,13.
melhor, bom, do mundo do corpo e do mundo dos espíritos, ele dirige por sua
força e para o seu poder a boa criação. Os ameshas spentas e as Yazatas não
são mais que os poderes secundários e assim de uns caracteres abstratos.
Quanto ao dualismo que certas paginas do Avesta parece ser acentuada, ele
domina e em qualquer sorte atenuada por uma forte tendência finalista: o
Mazdeismo é como o Javismo uma religião messiânica. A historia é um modo;
Ahoura dirige e aperfeiçoa o mundo que a forma, ate que a grande frashokereti,
que Angra Mainyous, o artesão dos maus em obras será vencido e que o
pensamento divino tem se realizado em toda a plenitude. E os justos devem ter
seus esforços as auroras novas, e eles são os salvadores (saoshyants) que
colaboram na obra de Deus supremo, e que cumprem o mundo.

Mas nós vamos mais além. Ele não é tal certo como Ciro foi Mazdeu. A supor
que ele parece provável, e que a reforma de Zoroastro foi cumprido e que
Gathas foi composto nesta época94 que parece que o mazdeismo vem de uma
religião oficial do império diante de Dario95. Em todo caso o primeiro os Judeus
são considerados novos mestres com o instinto simpatia. A dominação persa
foi também a mais dura que a dominação Babilônica e então, o abuso relativo
igual, por que também deixou a diáspora judaica. Ele não é a busca de outra
explicação: Ciro não é o justiceiro diante de Babel e libertou as tribos
escravas?

Ao resto o Deutero Isaías não é só o proclamador da missão divina do


conquistador Aquemênida. Os sacerdotes da Babilônia e assim, são rejeitados
de sua vitória e eles são salvos como eleito de Marduk. O Cilindro de Ciro
reconta como os deuses ficaram irritados contra Nabonides que serviam na
aliança e no grau de clérigos. Eles se penitenciam a Marduk o senhor supremo
e Marduk tem piedade deles:

94
Ver supra p 34 nota 2.
95
Ver Harlez. O Avesta. Capitulo I, e Praesek. Historia dos Medas e Persas, tomo II, p 113-130. E Henry.
O parsismo, p 237-244.
Marduk é piedoso aos olhos. Ele vê todas as coisas e contra todos, ele ajuda seu povo. Ele
busca um príncipe justo segundo seu coração e para fazer justiça por suas mãos. Ele chama
por seu nome Ciro, rei da Anchan, e proclama seu nome o reino do universo 96.

Ele não é de adulações sacerdotais no endereço do mestre da hora. Em


realidade Ciro por rapidez de sua conquista e pelos admiráveis qualidades
militares e diplomáticas que ele se manifesta, deve fazer sobre os povos uma
extraordinária impressão de poder e de grandeza. Assim que mais tarde
Alexandre quando aparece como herói da epopeia, um semideus que marcha
como general e magnífico através dos mundos conquistados. Ate que os
Gregos se recontam com a admiração sua lenda; e os filósofos, Platão,
Xenofonte, e representado como o príncipe que cumpre todas as virtudes reais.

O Ciro do Deutero Isaías é sem duvida mais real que os filósofos gregos. E
assim por dizer fora da história. É uma figura ideal ou um personagem
apocalíptico, um tipo de Messias pagão97, que por seus feitos e gestos
proclama todo poder do Deus de Israel. Como o campo da religião de YHWH é
o mundo, e o chefe do império universal é o homem de YHWH.

Com as vitorias de Ciro e a restauração de Jerusalem começa a salvação dos


povos. Os povos são assim chamados para a salvação. E que os reis da terra e
das nações e das ilhas virão e o conhecerão. Eles verão os juízos de YHWH e
as grandes coisas que ele fez sobre a terra.

As ilhas verão e dirão,

As regiões longínquas da terra tremerão98.

Os adoradores dos ídolos serão confundidos, e os que confiam nas suas obras
dos homens receberão o justo castigo; mais os que terão a catástrofes
confessarão o nome de YHWH e esperarão nele.

Minha justiça está perto,

Meu braço julgarão as nações,

As ilhas esperam em mim,

96
Winckler. Escritos e o Antigo Testamento, p 113-118; Maspero. Historia antiga dos povos do Oriente,
tomo III, p 634. E A Jeremias. O Antigo Testamento a luz do Antigo Oriente, p 572.
97
Isidore Loeb. A literatura dos pobres na Biblia, p 223.
98
Is 41,5.
Eles confiarão no meu braço99.

Ale disso a lei de YHWH será luz dos povos, e a sua gloria será proclamada
através da terra. Autor do só verdadeiro Deus se realizará a unidade humana, e
toda a carne se alegrarão em aclamar o libertador.

Cantai a YHWH um cântico novo,

Celebrai louvores nas extremidades da terra;

Que o mar e o que possuem os gritos,

E a ilhas com seus habitantes.

Que o deserto e suas vilas podem aclamar,

Que as cidades de Kedar possam aclamar,

Que os habitantes de Selá tremam de alegria,

E que as montanhas possam gritar de alegria100.

Que os povos louvem a YHWH: o profeta não deixa de renovar este tema, e
que é real um do leitmotiv de sua pregação. Tanto q eu ele convoca as nações
da terra a um juízo solene onde será demonstrado a todo pode de YHWH e a
vaidade dos ídolos, tanto que eles serão chamados de todos os lugares, do
Egito, e eles marcharão da Etiópia e os Sabeus da alta estatura, virão a
Jerusalem para adora a Deus e salvos pelo misterioso que o descobriu. Eles
dirão:

Encontra em ti o Deus,

Não há outro Deus além de ti,

Certamente tu es o Deus escondido,

O Deus de Israel o salvador!101.

E que tal o papel e o privilegio do povo judeu? Ele é testemunho de YHWH no


meio dos homens. Toda a história aparece como a demonstração da verdade e

99
Is 51,5.
100
Is 42,10-11.
101
Is 45,14-15.
do grande poder de seu Deus. YHWH criou para proclamar sua gloria sobre a
terra102.

Eu estabeleço como testemunho para mim os povos,

Príncipe e líder entre as nações.

Tua chamarás as nações que tu não conheces,

E as nações que te conhecem correrão para ti,

A causa de YHWH teu Elohim,

Do santo de Israel que te glorifica103...

Eu repreendo meu espirito sobre a raça,

E minha benção sobre teus ancestrais,

Eles podem como a erva e a agua,

Como as orações ao longo ouviram,

E ele diz eu sou YHWH;

E ele reclama a Jacó;

E escreve sobre sua mão a YHWH!

E ele prende por nome de Israel104...

Israel o povo que busca os povos, e que a história é o centro do mundo. Esta
concepção não está no estranho ao messianismo antigo. Mais na profecia do
Deutero Isaias e mais: Israel tem um papel ativo na obra da salvação, e ele é
propagador que ele conquista o mundo no Deus santo. É assim por primeira
vez, e com uma clareza e uma religião missionaria. A pequena tropa dos fieis
coloca as noções a mensagem evangélica que não é o ponto de Deus apos
YHWH e ele salvará as nações.

Tal é o sentido das paginas misteriosas que nele chama os oráculos do Ebed
YHWH em Is 42,1-4; 49,1-6; 50,4-9; 52,13 a 53,12. Então discute sobre a
questão da origem desta escolha, como bem que sobre sua interpretação. Os

102
Is 48,21.
103
Is 55, 4-5.
104
Is 44,3-5.
poemas do Ebed YHWH fazem parte original da obra do Deutero Isaias? Ou
bem que são fragmentos anteriores que o profeta tem utilizado como temas da
meditação105. Ou bem que temos uma obra posterior que um discípulo tem
interpolado nos escritos do mestre106. E a hipótese da unidade de composição
uma vez a unidade de composição uma vez que admite como a mais
verdadeira e que demanda mais a personagem incomum do poeta descreve a
morte e a apoteose.

É uma coletividade o povo de Israel ou da elite do povo que tende a mudar a


massa?107. Ou bem é que o individuo, um profeta perseguido, um personagem
da história Jeremias e Zorobabel, ou outro mártir incomum?108 Ou então como
recentemente sustentado com o que diz, será o profeta mesmo que terá assim
descrito em palavras místicas de sua missão, seus sofrimento e suas
esperanças109. A questão resta também aberta e a variedade soluções
propostas prova o extremo e a variedade das soluções propostas ao extremo
incerto da critica.

Na forma parece bem que a noção mesma de Ebed YHWH na profecia do


Deutero Isaias é também imprecisa e variável110. Esta indeterminação convém
a maneira lírica e apocalíptica do profeta. Ao ponto de partida o servidor
representa o povo exilado, pois a comunidade Javista e a minoridade dos
anawim. Este ponto de chegada é bem um herói pessoal e o libertador
misterioso, um herói análogo ao Messias111. Mas num e noutro caso a função

105
Ver J Wellhausen. Historia Judaico Israelita, p 288-289. B Duhm. Teologia dos Profetas, p 288-289.
Cheyne. Introdução ao Livro de Isaias, p 310-313.
106
Esta hipótese de Cheyne e Duhm, p 329-355.
107
Os partidários da inautenticidade encontram as razões de composição e da prosa. A solução está na
continuidade dos oráculos do II Is pela maneira literária. É sem duvida afirmar que a inspiração dos
profetas e da lírica não são tais como regulares e fixas nas suas formas. Is 42,7-10 e 49,7-8; que vem ao
lado pretendido os fragmentos do poema do Ebed YHWH, continua mais intimo. Para a hipótese
coletivista ver Wellhausen. Historia Israelita e Judaica, p 158-159.
108
Sobre a interpretação individual ver B Duhm. Teologia do Profeta. P 288-289 e Profetas de Israel p
331-340; e E Sellin. Zorobabel, p 148-183.
109
Esta hipótese foi desenvolvida por S Mowinckel O Servo de YHWH, 1920; e em que H Gunkel crê
dever dar apoio a sua autoridade. O Messias Jesus, 1921.
110
Do mesmo que é impossível de dizer se o servo é um individuo ou um coletivo não é bem mais que
pertence ao passado e ao futuro.
111
Para compreender as alternâncias entre o individual e o coletivo, bem como para representar a
cadeira religiosa e social do autor e de seus leitores, faz comparar os cânticos do Ebed YHWH nos
Salmos, mais numerosos ou onde a questão de sofrimento do pobre e dos conflitos entre os pobres e os
mercadores. Nos salmos o orador é tanto um individuo e dentro desta forma é a minoridade dos justos
e nos outros casos Israel verdadeiro, Israel segundo o espirito. Ele não é mais que um paralelismo
do Servidor resta o mesmo. E será o missionário de YHWH. YHWH foi eleito no
seio maternal e ele é chamado pelo seu nome, ele é instruído como se instrui
um discípulo, mais ele é enviado ao mundo por ser anunciador da justiça e da
salvação. Os grandes conquistadores são dominados no mundo pela violência,
protestam os povos aos pés de seus deuses; e Amon, Assur, Marduk rei das
cidades e senhores dos impérios recebem a adoração de seus escravos. Mais
que ele age das conversões e não das conquistas, ele age na libertação dos
povos e não de seus adversários. O Ebed YHWH será o mensageiro simples e
pacificador, e a sua vitória será fundada não sobre as armas, mas sobre as
ideias.

Eis ai o meu servo que tem em suas mãos,

Meu leito em minha alma se compraz;

Sobre ele esta meu espirito,

Ele anunciará a justiça às nações,

Ele grita e eleva a sua voz,

Ele não faz reter os clamores nas suas ruas,

E ele não terá como forte,

Será como a luz que fumega,

Ele anunciará fielmente a justiça,

Ele não deixara, nem desamparará,

Que ele estabelece a justiça sobre a terra,

E a sua esperança em seu ensinamento112.

O servo será como uma luz no meio das nações, ele abrirá os olhos dos
pobres, e esclarecerá aos que vive3m em trevas, ele fará sair das prisões os
cativos. Mais por cumprir sua obra ele faz com que o servo sofra. Vencido e
humilhado, derrotado e oprimido, aos pés dos homens e ele se livrarão sem

exterior. Aa ideia fundamental é o mesmo que a elite destruída de sua riqueza, a pequena tropa que
permanece fiel vem para representar tanto Israel como o povo. É o resto sagrado que o poeta endereça
os fartos.
112
Is 42,1-4.
murmúrios ao outras e as zombarias de seus adversários. Os reis e os povos
assistem espectadores ansiosos, ao martírio do justo, e diante os diversos atos
deste drama incontínuo; eles se recolherão para que se reconheça o braço de
YHWH. Por seus sofrimentos o servidor em face da transgressão dos homens
e os livra de suas iniquidades. Assim que no ritual de expiação purifica o
homem de seus sofrimentos e mesmo o servo se oferece em sacrifício pela
multidão. Ao preço de suas mortes ele traz ao mundo a vida e a paz.

Não tinha beleza nem formosura,

Nem graça e nem prazer,

Desprezado e abandonado dos homens,

Homem de dor conheceu o sofrimento,

Diante dele todos viam a sua face,

Nos o desprezamos e fizemos pouco caso,

Então todos os nossos males ele levou sobre si,

Morreu por nossos pecados,

E por causa de nossas iniquidades,

Trouxe a paz sobre nós,

E sua formosura nos tem curado,

Estava como errantes como ovelhas,

Levou ao caminho direito,

E YHWH fez tombar sobre ele a iniquidade de todos113.

Então a tristeza do servo não durará para sempre. Após a paixão virá a gloria.
Como o deus morreu os mistérios, após ter sido imolado, renasce por sua
divindade114, assim pode ter sido humilhado e o justo foi levado ao sheol, ele
reaparece pleno de vida nova.

113
Is 53,2-6.
114
H Gressmann nas paginas mais penetrantes de seu livro. A Origem da Escatologia Judaico-Israelita, p
317-334, coloca as concepções do Isaias 53 o grande mito semítico e oriental do deus que morre e
renasce, e chega a esta conclusão: o Ebed YHWH é uma figura do apocalipse concebe o tipo de Adonis
O servo de YHWH prospera,

Ele será elevado, e se elevará ao alto,

E suas culpas serão lembradas com horror,

Os povos o admirarão,

E os reis fecharam a boca...115.

Após ter ofertado sua vida em sacrifício expiatória,

Ele verá uma posteridade e prolongará seus dias,

E na sua mão a obra de YHWH prosperará,

Ele dará por multidão as bênçãos,

E receberá numerosos poderes,

Para que se livra ele mesmo da morte,

Ele que será o traço dos malfeitores,

E que levará os pecados de um grande nome,

E intercederá pelos culpáveis 116.

Tal será a obra do Ebed YHWH o missionário e o mártir e sua exaltação de


seus povos. Após ele começará os tempos e o novo Israel e a nova
humanidade. E assim o profeta mostra suas concepções do messianismo
popular: o renascimento da natureza ao meio da tradicional estepe, a
fertilização do deserto para as aguas correntes, o modo que vem a floresta, um

Tammuz ( conferir H Gunkel. Sobre a Compreensão da Historia da Religião do Novo Testamento, p 78-
79. E Zimmerm. Os Escritos e o Antigo testamento, p 384-387). Os partidários desta teoria têm por vezes
a forte força de colocar e a mais vida resoluta os problemas da influencia e de dependência. Ele está
intimamente ligado ao poeta do Ebed YHWH se dirige inspirado nas lendas naturais e dos cultos
místicos. Mas que são mais verdadeiros que esta luz das praticas religiosas do Oriente sincrético que o
Isaias 53, tem interpretado. Os ritos expiatórios tem uma grande forma nas religiões populares e nas
formas judaicas pós-exílicas. E que tal o grande método da expiação? É a substituição da vitima
sacrificial pelo homem. O animal se substitui ao oferecimento e o sangue para que o homem leve sua
culpa. (Chamamos que a vitima expiatório ou emissário possa ser assim um homem). E após a ideia de
expiação e a ideia de exaltação da vitima. Nos cultos místicos, o deus que é imolado, Adonis, Dioniso ou
Osíris são mais perfeitos adoradores. O profeta encontra na concepção religiosa como um símbolo
grandioso para qual a busca representa e se explica os sofrimentos do Servo e a virtude a salvação de
seu sacrifício.
115
Is 52,13-15.
116
Is 53,10-12.
novo Éden no lugar das ruinas de Sião, então que todas as partes da terra ou
Israel é disperso, retornarão com cantos de triunfo.

YHWH consola Sião,

Ele consola todas as ruinas,

Ele muda seu deserto em novo Éden,

E sua estepe árida em jardim de YHWH,

Lá ele encontra a alegria e jubilo

As ações de graças e o canto,

E cântico de louvor117.

Assim que a visão do profeta vê as novas coisas, ate que o horizonte da


Palestina e mesmo as muralhas da cidade santa. As nações não aparecerão
como vassalos obscuros de suas tribos do povo eleito.

Dos reis serão poderosos,

E das princesas as belezas,

E se prostrarão diante de ti, a face contra a terra,

E lançarão poeiras sobre seus pés,

Eu conheço que sou YHWH,

E que os que confiam em mim não serão confundidos118.

Mas é muito realista a escatologia nacional e de aspiração religiosa do profeta,


a visão da humanidade nova, da humanidade que atende e que YHWH salvará
segundo sua promessa.

2.4. Isaias 56 a 66. A Visão da Nova Jerusalem.

As profecias do Ebed YHWH diante dos séculos e dos contemporâneos do


Segundo Isaias não podem suportar o seu esplendor. As limitações étnicas e
tradicionais subsistem; e jamais o judaísmo não deve completar sem
emancipar. A hora que tem escrito os oráculos do Ebed YHWH os escribas da

117
Is 51,3.
118
Is 49,23.
escola de Ezequiel ensaiam estabelecer no Código da Santidade a lei de Israel
restaurado.

O exclusivismo judeu deixa acentuado no Deuteronomio e na literatura


Deuteronômica, chega a sua expressão sistematizada. YHWH é o Deus de
uma raça pura. Toda outra raça é impura e maldita de Deus. É por isso que
YHWH busca o povo de Canaã. Ele é buscado diante de sua face, e ele
extermina a causa de sua corrupção. E mantem que os filhos de Israel
observam rigorosamente os mandamentos e os ritos de santidade, que eles
distinguem entre os alimentos puros e impuros, que eles oferecem os
sacrifícios adequados, que eles celebram os Shabath e as festas no tempo
marcado, por que a terra santa não é mais nova contaminada e que o nome de
YHWH não é mais profanado por seu povo.

Sede santo, por que eu sou santo, eu YHWH, sou vosso Deus... 119. Guardai meus
mandamentos e colocai em pratica. Filhos de Israel. Eu sou YHWH que vos santifica 120.

O sistema tem encontrado seu coroamento e sua completa demonstração no


Código Sacerdotal, é dizer no plano de uma teocracia ideal e numa filosofia da
história ao principio rigoroso e na linha estreita e severa: no começo Deus
criou os céus e a terra e preparou a missão de Israel, o povo da Torah. Os
patriarcas descendentes de Adão por ordem de primogenitura, e de geração
em geração, preservada de toda contaminação, eles se colocam no sinal da
aliança121. Pois no deserto Moises e Arão fundam o culto e o sacerdócio e em
editar, nos meios dos detalhes e pela eternidade, as regras e os ritos. E assim

119
Lev 19,2.
120
Lev 22,31-32 conferir 20,26.
121
Então nas prescrições sacerdotais sobre os gerim, A Kuenen crê perceber as concepções
universalistas a que vem chegar no particularismo, Religião Nacional, 1884, p 142. Ele é realmente que
vários modos o legislador declara que ele será um só e o mesmo para os ger e pelo membro do povo: se
um estrangeiro vier ate vós, e encontrar em vós, no curso das gerações, e o que oferece a YHWH um
sacrifício de agradável odor, como vos oferece ele oferecerá. Ele tem uma só e a mesma ordenança para
vós e para o ger que está convosco. E ele será uma regra absoluta para vossos descendentes. Ele será de
estrangeiro como vós diante de YHWH. Ele terá uma só e a mesma lei, um só e a mesma justiça por vós
e para o estrangeiro que habita entre vós. Nm 15,14-16 e 9,14; 15,29, e Ex 12,49. Os estrangeiros devem
observar as leis sobre a pureza conforme o Código da Santidade, Lev 17,15-17 e as leis sobre os
sacrifícios para os pecados em Nm 15,29; eles terão a parte da pascoa em Ex 12,19.48.49; e nos diversos
modos de ordenanças eles agem como gerim que tem aceito a circuncisão e que fazem efetivamente
parte da qahal em Ex 12,44; e Gen 17,12.13.23.27. na realidade as prescrições não são nada por revelar
os direitos do estrangeiros e eles não são mais que uma preocupação propagandistas. Eles procedem
não só de uma concepção toda material da santidade. A impureza é contagiosa. Um ger que observa a
tora conspurca a terra e o povo.
toda a vida do povo grande, povo mais assim toda a historia universal. O
esforço da humanidade depois das primeiras épocas abate a instituição do
tabernáculo – uma tenda que os pés longos e com sua arca sagrada que os
levitas portam de local em local através do deserto.

Utopia de escriba... Sem duvida mais ou menos no tempo programa de


restauração e de reforma. É antes o programa que a comunidade judaica tende
a se constituir. Ele importa o resto fiel e de manter na sua integralidade a
tradição religiosa. Uma minoridade não dura mais ao preço de uma convicção
fanática e de uma pratica rigorista.

Portanto o idealismo dos profetas não desaparece e seu espirito é também a


obra na alma. Um dia os filhos do cativeiro vêm da terra de seus pais por elevar
o templo santo e para cumprir as grandes coisas que YHWH tem anunciado.
Ele tem uma pequena colônia, um resto de escapes vegetando obscuramente
ao meio das ruinas, em tal modo o ciúme do povo do país e as armadilhas dos
vizinhos hostis. Mais a esperança é a mais forte e a casa de YHWH a
dificuldade rebatida, os profetas anunciam de novo a visão messiânica: as
nações longínquas virão para a montanha santa para adorar YHWH Tsebaot.

Os povos virão e os habitantes das cidades numerosas. Eles irão uns para com os outros a
dizer: vamos marchar pela rota e render homenagem a YHWH, para buscar a YHWH Tsebaot -
mais assim ele vai! E assim os povos numerosos e as nações poderosas virão buscar a YHWH
Tsebaot a Jerusalem e render homenagem a YHWH. Assim fala YHWH Tsebaot: e que dez
homens de toda a língua e toda a nação sairão o pão de manteiga de um homem judeu ao
dizer: temos convosco, e temos entendido que Deus está conosco 122.

Assim o homem judeu, ish Yehudi vai vir como mestre do mundo; e a
conversão dos pagãos será o ato preliminar da restauração messiânica.

As palavras chamam assim o mais longe o universalismo do Ebed YHWH. Um


pode mais tarde então, que os anos antes da reforma de Esdras, encontramos
um eco mais distinto na obra de um discípulo do Deutero Isaias, Is 51-56123:

122
Zacarias 8,2-23; Ag 2,6-9.
123
Um discípulo ou mais discípulos. A hipótese conforme a qual o Trito Isaias será uma coleção de
escolhas líricas provem de autores diferentes não mais sem semelhança. Assim o defeito de continuar
na composição ele parece bem e tem nos textos a unidade de tendência de estilo; que assemelha
indicar um mesmo autor.
Os tempos são resolvidos, e a salvação está perto. A gloria de YHWH vai se
manifestar sobre todas as terras e diante de toda carne. YHWH coloca o
escape da nações124 e os envia através do mundo para anunciar seunome
para os povos longínquos. Pois eles colocam os filhos de Israel dispersos e os
reunirão triunfalmente à montanha santa.

E eu vou buscar as nações de todas as línguas;

Eles virão para ver a minha gloria,

E farei um sinal no meio dos olhos.

Enviarei para escapar de todas as nações,

Tarsis, Mosok, Roch, Toubal, e Javan, Pous e Loud,

Para as vilas longínquas,

Que jamais entenderam falar de mim,

E que não viram a minha gloria,

Eles publicarão minha gloria para as nações,

E eles trarão todos seus irmãos do meio de todas as nações 125,

Sobre os cavalos e os carros,

Das mulas e dromedários,

Em oferecer a YHWH sobre a montanha santa,

A Jerusalem diz YHWH126.

Assim não só os Israelitas mais que os pagãos mesmos virão como


testemunhos de YHWH e seus missionários através do mundo. E isto não é
mais somente um contrario ao profeta, ou um episódio da mitologia

124
É assim que as catástrofes preliminares do juízo.
125
Conferir Is 49,22. A semelhança dos exilados que os goim conduzem eles mesmos a Jerusalem, é
considerado como o ato preparatório n essencial do drama escatológico. Tobias 13,13; 14,6-9; Sab de sal
17,26-31; conferir Henoch 90,32; I Baruch 4,36; IV Esdras 10.
126
Is 66,18-20. Certo numero de críticos e em ultimo lugar Max Haller. Judaísmo, ver a critica de recusar
o Trito Isaías como o fim de 64 a partir do verso 17. Esta amputação radical não pode ser mais
necessária. Ao argumentar o caráter prosaico do texto, mas o caráter prosaico não é evidente por certas
interpolações dos versos 19-20 e pela declaração final em 24-25 que poderia ser ajuntada. A parte disto,
não é a solução de continuidade com o resto de Is 66.
escatológica e sim das condições de admissão dos estrangeiros na família
judaica e ele precisa em certos termos:

E que ele diz, os filhos dos estrangeiros vão aderir a YHW:

Sem duvida YHWH não exclui o povo,

Os filhos do estrangeiro aderem a YHWH,

Que observam seu culto e amam seu nome,

E que se tornam seus servidores,

Como que guarda o Shabath e não o profana mais,

E persevera na minha aliança,

Ele estará em minha montanha santa,

E eu acharei alegria em minha casa de oração,

Seus holocaustos e seus sacrifícios serão de acordo com meu altar,

E a minha casa será chamada uma casa de oração por todos os povos,

Que chama o Israel disperso;

Como que eles chamarão os outros127.

É o proselitismo que começa; o ger soma a YHWH128. Então a tendência


universalista do profeta de YHWH é também o deus do dia da vingança que
encontra os inimigos de Israel ao preço de sua cólera129, e os povos não serão
substituídos quanto a condição de aceitar a observância judaica, de praticar a
Torah e de celebrar as festas em Jerusalem e de servir os filhos de Israel o
povo santo na Palestina restaurada.

Do estrangeiro serão a vossa tropa,

127
Is 56,6-8.
128
Parece que ao realizar esta pratica o programa missionário de Israel é restrito. Quando Isaias 2,1-4 e
Jer 16,19-21 anunciam que os povos virão a Jerusalem eles não se colocam a condição ritual.
129
Ver a teofania do capitulo 63 onde YHWH aparece vindo dos campos de Edom, após ter executado
sua vingança contra os povos: Que ele vem de Edom; chega de Bosra, os moradores estão em sangue? A
pressão esta sobre eles, e dentre os povos nada tem comigo. Eles viram a minha colera. E também
sentiram meu furor. O dia da vingança vem de meu coração. E o ano de minha revanche chegou. Is 63.
Assim os vizinhos imediatos foram todos mortos, e não que o profeta lembra no horizonte habitual,
para os povos longínquos e que a derrota e o lugar tem o espirito de propaganda.
Os filhos do estrangeiro serão os trabalhadores e os vinhateiros,

Comerão os bens da nação,

E vós glorificareis o se esplendor 130.

Mas o monoteísmo idealista termina também por fazer esclarecer as barreiras


onde Israel tende a adoecer a sua religião. YHWH não é mais o Deus que fez o
céu e a terra, é o Deus do gênero humano? O céu é seu trono e a terra é seus
pés. Poderá habitar os santuários debaixo das mãos dos homens e faz seu
local um centro de terra particular?131. Do mesmo modo ele não é suficiente de
ser o profeta do Deus da vingança, mas o deus dos jovens, das festas, da
alegria, e dos sacrifícios que servem para seus companheiros de humilhação,
de justiça e bondade132.

As tendências diversas e que as contradições se encontram na grande visão


do capitulo 60. Pois as ruinas banais que os filhos do cativeiro ensaiam a
revelar, para o santuário de Sião que Zorobabel vem, o profeta descobre o
horizonte da cidade messiânica iluminado da gloria divina, e os povos
irresistivelmente atirados por sua luz, vem para ele as longas teorias.

Levanta-te e resplandece que a tua luz te ilumine,

E a gloria de YHWH raia sobre ti,

As trevas cobrem a terra,

A sombra esta sobre os povos,

Mas sobre ti está YHWH raiando, sobre ti sua gloria aparece,

E as nações marcharão a tua luz,

Os reis verão a tua aurora,

Tu terás a luz do sol sobre ti no dia,

E a lua te iluminará a noite,

Mas YHWH será a tua Luz eterna,

130
Is 61,5-6 conferir 60,10: os filhos do estrangeiro derrubarão os muros, e seus reis serão seus
servidores.
131
Is 66,1.
132
Is 58,1-8; e 66,2.
E teu Deus será teu esplendor,

Teu sol não te queimará,

E atua lua não desaparecerá,

Pois YHWH será tua luz eterna,

E os dias passarão133.

Nesta visão temos os tratados mais realistas das concepções novas e uma
tendência mais característica para o espiritualismo apocalíptico. O antigo
messianismo tem que ser nacional. A aspiração de Israel tem dado o sol
antigo, e a terra de seus pais. Então a esperança de Israel separa a cadeira
material. E o mundo decidido mais por ele; a terra mesma é mais estreita.
Assim a alma judaica se projeta pra longe de um mundo novo134. Além do mais
a salvação messiânica aparece não só como uma crise de historia e de
humanidade, mas também como uma transformação da natureza universal. A
visão do profeta é entendida como a criação toda, a ação redentora de YHWH
absoluto no novo céu e na nova terra.

Eis que crio os novos céus,

E uma nova terra,

Todas as coisas já passaram,

E eles receberão o meu espirito,

Mas será na alegria e na alegria eterna,

A causa de que vai criar,

Eis que Jerusalem se alegra,

E seu povo para a alegria, e não terá mais tristeza,

Nem grito de angustia,

133
Is 60,1-5. 15. 16. 19. 20.
134
Assim a oposição entre luz e trevas começa a ter um caráter ético e dualista que se afirma mais em
mais no judaísmo posterior e nas religiões sincréticas: as trevas cobrem a terra, as sombras os povos. O
mundo inteiro esta em trevas para que conheçam a Deus. Sião só é na luz e para que YHWH esclareça.
Os grandes deuses dos semitas habitam também nos céus; eles se manifestam particularmente na luz
astral. Na teologia Babilônica desde que os deuses são identificados com um dos sete planetas. Anou, o
deus do retorno do céu, antes o lugar preponderante.
Não morrerá os filhos,

Nem os velhos em nossos dias,

No dia meu povo será como o dia das arvores,

Eles me escolheram como obra de minhas mãos,

Não trabalharão mais em vão,

Não morrerão como crianças,

Será uma raça bendita de YHWH,

Eles e seus descendentes,

Antes me chamavam e eu respondia, antes que eu falasse já acontecia 135.

É uma das três grandes coisas que Israel fez e para aqueles ele marcou a sua
alma humana. Seis séculos se passaram de Davi, que era rei de Israel, antigo
chefe de um bando do deserto de Judá, vem se tornar uma citação na acrópole
dos Jebuseus – um ninho de águia no meio das rochas áridas – e tem feito por
qualquer tempo a capital de um pequeno reino oriental. Pois os profetas tem
levado em particular Isaias filho de Amós, que anuncia: YHWH, o Santo de
Israel, estabelece sua demora em Sião, a montanha santa não será jamais
abalada; o tempo virá onde ele será o centro do mundo, e os povos servirão o
Deus de Israel.

Mas esta a terceira Isaias que anuncia a Jerusalém nova, e a visão paradisíaca
que o século após século consolará o coração dos homens a cidade de Deus
onde nada será destruído, nem grito, nem dor, onde toda tribo e de toda língua
e toda a nação se reunirão as multidões.

135
Is 65,1. 7-23. A ideia do dia de YHWH será desde uma transformação da natureza se encontra além
da parcial escatologia antiga, a fertilização para os olhos correntes e a floresta, e os animais vivos, em
paz a estepe, o jardim do Éden, restabelece sobre as montanhas de Judá. Mas dentro do Trito Isaías, o
reino messiânico é uma transformação completa das condições da vida, um novo começo, uma segunda
criação. Pode ser uma influencia mais ou menos influente indireta da esperança Mazdeana ou da forma
da renascença da natureza e uma renovação do mundo.
CAPÍTULO III. AS TENDENCIAS UNIVERSALISTAS E A REAÇÃO CONTRA
O PARTICULARISMO JUDEU NO IV SECULO.

3.1. O Triunfo do particularismo Judeu.

O grande idealismo do Segundo Isaías e suas esperanças como profeta da


nova Jerusalem devem abortar em definitivo com o triunfo da tendência
exclusiva e a realização do programa teocrático na comunidade judaica.

Para o meio do século V Esdras o escriba e Neemias o governador, chegam a


Jerusalem trazendo a colônia Palestinense falida e o apoio da diáspora
oriental. Os muros da cidade foram reerguidos e Sião torna uma nova cidade
forte, bem guardada e habitada. Os centros e o culto foram reformados
conforme os preceitos da Torah sacerdotal que Esdras tem levado da
Babilônia. Assim a resistência dos ricos e dos sacerdotes, da aristocracia pode
devotar que pacificamente com o estrangeiro, se instaura uma disciplina severa
e depura a assembleia dos filhos de Israel.

A raça santa não deve mais ser aos povos do país 136 incircunciso, o Amonita e
o Moabita devem ser banidos da qahal. E o povo, os sacerdotes, os levitas e os
chefes juram solenemente a aliança e o estrangeiro marcham segundo a Torah
de Moises e a colocam em pratica as ordenanças desta lei. Eles prometem não
se aliar mais aos pagãos em seus casamentos, ao observar o Shabath, de
colocar os ditos e deixar repousar a terra no sétimo ano, de pagar o imposto ao
templo e de renovar as mulheres estrangeiras137.

Assim realizam o programa deuteronômico e levítico. Israel torna um povo


separado. E Neemias aos pés de leigo, declara triunfalmente em suas
memorias:

E então entendi a leitura desta Torah, sobre separar Israel dos estrangeiros...

136
Conferir Malaquias 2, 11-12. Judá é infiel e a abominação começa em Israel e em Jerusalém para que
Judá profane a coisa sagrada de YHWH e que YHWH ama, e ao preço para esposar a filha de um
estrangeiro.
137
Esdras 10, e Nee 10.
Eu purifiquei de tudo o que era estrangeiro, e remi ao vingar as ordenanças concernentes aos
sacerdotes e aos levitas138.

Na realidade a reforma não é mais que a hesitação e a sua resistência. Tudo


foi tido como mal. Os mais compromissos amaram ao tirar do meio do povo e
passaram em Samaria mais que ceder as exigências reformistas139. Mais que
no meio o partido rigorista tem dado. E assim a comunidade de Jerusalem,
agrupa ao autor do santuário, e afirmam na estrita observância, se exerce na
pratica da lei e se guardam das impurezas e da mistura com os goim.

Com isto, as circunstancias materiais restam medíocres. Os tempos têm mais e


mais difíceis, e o poder persa, mantem em decadência, e faz mais sentir as
províncias. Portanto, o judaísmo é seu campo de ação em Palestina. Isto, a
margem da Sefelá no Jordão, e Betel no Midbar, todos os países são
conquistados140. Esta extensão se faz as vezes por vista a propaganda e por
vezes a colonização. A propaganda na Judeia parece ter sido força ativa. Ele é
uma consequência do movimento reformista.

Os gerim são assimilados; e o grau e a força, eles devem se cobrir sob o jugo
da lei141. Mesmo os comerciantes estrangeiros e de passagem no país onde
estabelece nas cidades, devem observar os Shabath142. De outra parte, os
filhos de Israel cruzam e se multiplicam. Bem que a família judaica é estreita na
herança de seus pais e seus filhos mais numerosos são necessários evidentes
resistem ou mais claros são de progressão lenta, mais obstinada do camponês
judeu. Certos grupos começam mesmo de emigrar pelos limites naturais do
país e sem ter na Galileia143 e na Transjordania em busca de terras novas.

138
Nee 13,3.30.31.
139
Ver Josefo, Antiguidades Judaicas, XI, 8.7.
140
No tempo de Zorobabel, os bene haggolah não são mais que uma pequena colônia no campo assim
por dizer no meio do povo do país. Dois séculos mais tarde no momento das conquistas de Alexandre, o
Judaísmo Palestino torna seu poder que não só o domina no país, mas que pode fornecer uma
importante emigração para o Egito e depois para a Síria.
141
O ger vem ser prosélito conforme as exigências da Torah sacerdotal: uma só e mesma o membro do
povo e para o estrangeiro. Ver mais a pagina 60, nota 2.
142
Nee 10, 29; 13,16-29.
143
A colonização na Galileia é tido o começo de três boas horas, provável as últimas em tempos do
período persa. Pode ter visto as alusões desta colonização em Cron 30,10-11; os homens vão de cidade
em cidade no país de Efraim e de Manasses e de Zebulom; mais que tem aos seus olhos. Somente os
que os homens de Manassés e de Aser, e de Zebulom se humilharam e vieram a Jerusalém.
Eles são falíveis e podem numerosos e como nos campos os pagãos; mas eles
não são mais presos as raízes.

Nestas condições os modos tradicionais da raça se exasperam. O Judeu desta


a visão Palestina e neste caso é detestado por sua vez. O antigo nacionalismo
se resolve em espirito da seita e em fanatismo religioso. Entre Israel e os goim
a oposição é fundamental e a Torah constitui uma barreira intransponível.

E o resto da nação, filhos de Adão, tu dizes que são os locais e que estão na comunidade 144.

Assim dirá um dia o fariseu sem oração. O sentimento encontra na expressão


apaixonada na literatura da segunda parte do período Persa, na obra do
Apocalipse de Joel e do Segundo Zacarias e na obra do Cronista. Vejamos o
que Joel convoca a multidão de goim para o grande massacre no vale do
juízo:

Eis que se levantam as nações,

E que se amontoam no vale de Josafá,

E eles serão julgados na reunião,

Todas as nações ao redor,

Coloque a focinheira e o muro,

Vinde e a pressão é plena,

E sereis derrotados145.

YHWH rugirá de Sião, ele exterminara as nações no meio das catástrofes.


Então no desastre universal, o povo eleito de Deus será preservado. Para
YHWH é um refugio para os filhos de Israel. Eles repousam em paz e se
reúnem na ruina de seus inimigos.

Jerusalem será santa.

E os estrangeiros não passarão mais,

Mitsraim vem de uma terra devastada,

Edom um deserto devastado146.

144
IV Esdras VI, 56.
145
Joel 3,12-14.
E Jerusalem será livre para sempre147.

O Terceiro Zacarias descreve em tratos análogos o combate apocalíptico, para


que a armada das nações se coloque contra Jerusalem. E YHWH se endereça
poderoso e terrível para livrar a batalha. E todos os povos fugirão, apavorados
pelo ardor da cólera de Deus148. Assim YHWH será rei de toda a terra, e
Jerusalem será seu santuário. Tudo o que a vila será qodesh. Os goim que
serão destruídos virão no ano celebrar a festa dos tabernáculos e se prostrarão
diante do rei YHWH Tsebaot149. E eles os que se recusarem serão destruídos e
suas vidas serão terríveis. E então por toda a terra será demonstrado o bom
direito dos Judeus e a verdade de sua religião.

Quando o sopher autor dos livros de Crônicas e de Esdras e Neemias,


mostram com entusiasmo esta visão. Um clérigo consciente diante de toda
preocupação das questões do rito e dos direitos dos sacerdotes e dos Levitas.
Com esta razão o horizonte espiritual de Israel retornará para eles. Sobre toda
a terra e em toda história ele não mais que o povo judeu com a casa de Davi e
do santuário de Sião.

E assim a lista genealógica, os Toledoth dos ancestrais tendem a demonstrar a


pureza da raça santa e a regularidade de sua descendência. Mais a história de
Davi e de Salomão; um Davi e um Salomão arranjados segundo os tempos.
Ponto não é a questão do rude Gibbor e de suas aventuras no deserto de Judá,
nem do príncipe prodigo e profano que dissipa a herança paternal e deixa
seduzir para os deuses estrangeiros e para as mulheres de seu harem. Davi é
vindo aos seus pés, também abençoa e marcha para a festa dos sacerdotes e
dos Levitas, em tempos de pompas sagradas. E Salomão parece ter existido
não no templo e cumprir os ritos do culto a YHWH.

146
Para os povos vistos a destruição, Edom é sempre designado primeiro lugar. Ele é o inimigo por
excelência. Conferir Obadias, Jeremias 49; Sal 137, explica a derrota contra Edom pelo fato que as
bandas edomitas têm o preço a parte à devastação de Jerusalem sob Nabucodonosor. Mais que
Malaquias considera que entre Jacó e Esaú há um conflito eterno e na origem é na decisão divina. Eu vos
amei, diz YHWH, e vós dizeis em nos tem amado? Esaú não é o irmão de Jacó, palavra de YHWH e eu
amei Jacó, mais que Esaú, mas não será Esaú eu reduzirei suas montanhas em devastação e sua herança
na estepe do deserto. Malaquias 1, 2-4. Mesma paixão contra Moabe e Amon os filhos do incesto.
Conferir Jeremias 48; 49,6; Is 25,10-11.
147
Joel 3,17-20.
148
Zac 14,1-10.
149
Zac 14,16-21.
A partir do cisma ele não é um reino de Jerusalem, legitimo. O Cronista não se
interessa mais pelo reino do Norte. Os habitantes de Efraim com seus reis
cismáticos e deixa assim como os Samaritanos os malditos de YHWH. YHWH
não é mais com Israel, com os filhos de Efraim150. Quanto aos príncipes da
casa de Davi que são sucedidos em Jerusalem depois de Roboão e que o
cronista julga mais ou menos com severa forma de grau em sua ortodoxia, o
interesse de sua história é mais na sua atividade politica que na parte que eles
se colocam na reforma do culto, a celebração das festas, e limpam e decoram
o lugar santo. Joás repara o edifício e Ezequias estabelece as funções e reve o
sacerdócio, Josias celebra a pascoa após a promulgação da Torah, e então os
acontecimentos decisivos e mais dignos de serem recontados.

Temos assim constatado as tendências análogas no Código sacerdotal. Mais


eles tem ainda uma cadeira da história universal e certo sentimento humano
que temos buscado em vão no Cronista. Em verdade YHWH é único e o povo
que ele elegeu é único151. O resto das nações é como não existentes. Deus os
destruiu.

3.2. Tendências Universalistas no Salmista.

Isto é no Judaísmo definitivamente vindo uma seita, que todo o gênio de Israel
se cristalizou na formula da Torah. A aspiração universalista não é mais desta
forma, ele encontra seu desenvolvimento na piedade dos salmistas e no
moralismo dos sábios. E assim que o triunfo do individualismo é religioso.

No meio das misérias e das decepções da comunidade Judaica os anawim


conservam a herança dos profetas, e no sofrimento da pobreza, eles
descobrem as fontes de uma religião mais intima e mais humana. Os tempos
são maus, os fieis são protegidos e aos oprimidos de seus adversários e a
iniquidade dos chefes do país152. Mas do seio da tristeza, o pobre chama
YHWH. Ele encontra sua segurança no sod YHWH a qirbat Elohim, a

150
O fato do rei de Judá vem com a paz com o rei de Israel e ele colabora com ele por uma empresa
comercial é considerado como um crime que YHWH pune. II Cron 20,33-37.
151
I Cron 16,21.
152
Sobre o conflito entre os pietistas e os mundanos na comunidade e sobre as circunstancias da
redação do Salmo, ver o estudo: Os Pobres de YHWH, 1922, p 81-135.
comunhão com Deus153, na busca de Deus154. YHWH está com os que o
invocam e ele é seu refugio e seu apoio.

YHWH é meu pastor,

Nada me faltará...

Mesmo que eu ande pelos vales escuros,

Nenhum mal me acontecerá, por que tu estas comigo...

E Diz a YHWH meu refugio e a fortaleza,

Meu Deus em que eu confio155.

Em Israel sempre teve formas religiosas e uma delas foram abolidas que são
as formas da religião nacional, nelas se realizam realmente a nova aliança 156.
Sem duvida os anawim restam ligados as tradições e as praticas da
comunidade. Eles continuam a participar no culto do templo e então as
observâncias da Torah Levítica. Mesmo eles consideram como Israel real
verdadeiro, depositário das antigas promessas e conservador o ideal
teocrático. Eles são a raça eleita, a posteridade de Abraão, Isaque e de Jacó.
As antíteses Israel e a nação, os pobres e os ímpios, estão em paralelo e
equivalente157.

A forma pode ser mudada. O adversário membro do povo é um maldito, e seu


estrangeiro é invocado a vingança divina. O fiel se regozija em pensar a seus
inimigos abatidos, ele aspira a banhar os pés no sangue dos homens158. Os
comerciantes serão bem vindos e no meio das peças o dia da justiça de
YHWH, os goim serão consumidos pelo fogo e levados para a tempestade 159 e
todos eles descerão ao sheol.

Será orgulho entre as nações, faras perseguir os homens...

153
Salmo 25,14.
154
Salmo 73,28.
155
Salmo 23,1.3. e 91,2.
156
Ver a p 19-21.
157
Sal 9,16-19, 10,15.16, 54,5.
158
Sal 83,14-19; 144,7-9.
159
Sal 9,6.18.
Os homens irão ao sheol, todos os goim que obscurecem a Deus160.

Então na forma das manifestações do exclusivismo nacional e do espirito da


seita, aparecem assim nos Salmos uma tendência mais idealista. Além da
esperança de Israel se afirma com uma forma audaciosa e serena: os povos
virão, as nações se reúnem.

Santo e inviolável no meio das agitações do mundo é a montanha da casa de


Deus YHWH... Como uma rocha para os mares revoltos, uma ilha de paz161.
Os amantes de YHWH e aqueles que buscam a sua paz serão benditos na
casa de YHWH. E não somente na Palestina, mas assim os que são levados a
dispersão... Eles virão depois ao país longínquo em caravanas de devotos
entusiastas, para celebrar a festa e ver a face de YHWH.

Estou em alegria quando me diz:

Vamos a casa do Senhor!

Nossos pés estão em tuas portas, Jerusalém!162.

Mas o fato que os pagãos e assim, vem e pelo fato dos reis e os povos se
colocam como peregrinos para chegar ao templo com suas ofertas, para
proclamar a gloria de YHWH e se prosternar diante dele.

Nada há igual a Elohim, Senhor,

Eles são obras como todas as obras,

Todas as nações que fazes vir,

Ao se prostrar diante de ti, Senhor,

E dará gloria a teu nome...163.

Assim ele celebrará o nome de YHWH em Sião,

E seus louvores a Jerusalem,

E todos os reinos para servir a YHWH164.

160
Sal 9,6.18.
161
Sal 46,1-8.
162
Sal 122,1.2.
163
Sal 86,8.9.
Assim os anawim lembram para as nações. Quando se realizam as visões dos
profetas? Quando as nações virão se associar aos adoradores do povo santo?
E os fieis atendem a alma possuída pela eterna utopia.

Mas os reis e os povos não vêm. Que podem bem importar ao mundo obscuro
da Judeia e suas montanhas?... Uma pequena província do grande império
persa... Que onde pensa a Jerusalem neste tempo? E então Israel não se
deixa de desesperar: o tempo virá... E assim os grupos dos dispersos
estabelecidos sobre toda a terra não é mais os primeiros as premissas das
conquistas futuras?

Então Raabe e babilônia que me conhecem,

Eis que a Filistia e Tiro e Etiópia,

Assim vem YHWH ao se inserir entre os povos;

E em Sião se diz: Todos são nascidos!165

Sião centro da igreja judaica, e tende a vir a metrópole religiosa do mundo. Que
conhece YHWH não é só para os Judeus da diáspora. É também para os
prosélitos. Os gerim são designados como amigos de YHWH e membros da
comunidade Judaica166. As várias pessoas que creem que Deus é mencionado
e que é testemunho do poder e da bondade de YHWH. O termo YHWH yere
tem deixado o sentido que o coloca no lugar e designa os fieis da origem pagã
que são afiliados a sinagoga? Não será de afirmar com certeza. Ao certo
Salmos os crentes em Deus são citados em enumeração ao lugar de Israel, da
casa de Arão e da casa de Levi167. Em outros textos eles são a casa de Jacó
mesmo, os fieis em geral168.

Em todo caso, a preocupação propagandista se manifesta com a evidencia


toda feita pelo salmista ao proclamar em face de todos os habitantes da terra a
gloria do nome de YHWH169. As expressões vêm frequentes: recontai seus

164
Sal 87,4-6.
165
Sal 94,6; 146,9; e Is 14,1.
166
Sal 114,9-13; 118,4; 135,20.
167
Sal 15,4; 66,16.
168
Ver Lohr a Missão no Antigo testamento, 1896,
169
Sal 116,1.
gestos para as nações. E as suas maravilhas aos povos 170. Eu te louvarei para
todas as nações e cantarei o teu nome171. Escuta oh! Nações. Presta ouvido
habitante da terra172. Todos vós povos podereis gritar de alegria173. E todos nós
temos uma simples formula poética, mais as verdades aos goim 174. O tema é
também o mesmo: proclamação da supremacia de YHWH o Deus de Israel e o
deus de toda a terra.

Os céus anunciam a sua justiça,

E todos os povos veem a sua gloria,

Eles estão na confusão de quem adoram os ídolos,

E dos que glorificam seus deuses de nada,

Todos os Elohim se prostram diante dele...

Eu sou YHWH,

O Altíssimo sobre toda a terra,

Tu es soberano elevado a todos os Elohim175.

YHWH é rei sobre todos os povos,

YHWH cerca sobre seu trono santo,

Os príncipes das nações o buscam,

Após o Deus de Abraão,

Deus é o mestre dos poderosos da terra,

Ele é soberano elevado176.

Assim a polemica diante a idolatria que se cola nos gritos de adoração


apaixonada. Com os pagãos o salmista não discute, e nem demonstra as
razões dialéticas da verdade da religião, mas a sua afirmação se exprime nas

170
Sal 105,13.
171
Sal 9,12
172
Sal 18,50.
173
49,1.
174
Sal 47,2.
175
Sal 97,6-9; e Sal 135,15.18.
176
Sal 48,9-10.
elevações líricas e no entusiasmo do crente que aspira a comunicar sua fé a
outras almas.

Eu te louvarei em todos os povos,

Oh! Adonai, e cantarei para as nações,

Tua bondade nos céus,

E nas nuvens a tua fidelidade177.

O hino de louvor é a pregação missionaria por excelência. YHWH reina; e no


presente seu poder é evidente e soberano sobre a terra... Ao atender o que
vem os tempos novos, a grande manifestação escatológica, por que YHWH
aparece por julgar os homens e para inaugurar o reino do futuro.

Este forma da vinda de YHWH tem um lugar tradicional no dia da colera e da


vingança o dia yom YHWH, tem lugar numa visão mais pura e mais feita, a
ideia de uma justiça sem cataclismos e de um reino de Deus que vem para a
salvação e não por todos os filhos dos homens? Suas compaixões são todas
suas obras178. Porque os pagãos são assim, se regozijam e todas as famílias
humanas aclamam o deus de Israel. E o pensar do salmista alarga numa visão
universal simpática. Toda a criação e a natureza e humanidade tem a alegria e
o canto do cântico novo.

Cantai a YHWH um cântico novo,

Cantai a YHWH todos os habitantes da terra,

Rendei gloria a YHWH, tribos de todas as nações,

Rendei gloria a YHWH, bendizei o seu nome,

E diz a todas as nações: o Senhor reina.

Ele afirma a terra ele jamais mudará,

Os céus se regozijam e a terra se alegra,

O mar ruge e tudo o que nele contem,

A campanha de exaltação e tudo o que nela contem,

177
Sal 57,10-11.
178
Sal 112,9.11.16.
Todas as árvores da floresta o aclamam,

Diante de YHWH que vem,

Ele vem para julgar a aterra,

Ele julgará com justiça,

E todos os povos com fidelidade179.

3.3. O Humanismo da sabedoria Judaica.

Na literatura sapiencial os últimos vestígios do nacionalismo religioso findam


por desaparecer, e o judaísmo se manifesta na tendência humana e sob seus
aspectos éticos universais. Pode ser que naquela medida a sabedoria judaica é
autóctone. Ela não é um movimento isolado no Antigo Oriente. As literaturas da
Babilônia e do Egito não dão os paralelos as sentenças de Salomão ou do
Sirácida, e as lamentações de Jó180.

Assim bem que em Israel as escolas das nações e que eles tem influencia das
correntes intelectuais vindas de fora. Em todo caso, os hakhamim são todos
os filhos de seu povo mais orientados para fora, e mais acessíveis à cultura
estrangeira181. Eles estão no meio do mundo, onde a viagem através do país e

179
Sal 46,1.7-13. Em que os hinos escatológicos do saltério e nos salmos que celebram o reino de YHWH,
Mowinckel Estudos nos Salmos, II, crê ter descoberto a liturgia de uma festa de acontecimento de
YHWH. Esta é celebrada pelos antigos Israelitas dos primeiros tempos da época real, em honra do Deus
nacional. Mais que outra a existência de uma festa que tem nos documentos legislativos não
mencionados, e é levado aos salmos que podem ter as formas rituais de entronização. Na realidade
temos as escolhas líricas de origem diversa e não só os hinos cultuais, mais assim elevam e as orações
individuais. Tais como os salmos podem ter mais ou menos antigos e mais eles são remanejados ao uso
da comunidade dos anawim do segundo tempo.
180
No Egito encontramos as épocas do meio império, os preceitos de Kagema e de Ptahotep, ver Virey.
Estudos sobre os Papiros e o dialogo de um desespero com sua alma. Ver Erman. Dialogo de uma vida e
da alma, 1896, e a época do novo império para o segundo século e os máximos de Ani, ver Amelineau.
Estudo sobre o papiro de Boulaq, 4. Como paralelos Babilônicos têm o poema do justo sofredor. Ver
Zimmern. Hino Babilônico e a Oração, I, 1905, p 28-30; e Dhorme. Textos escolhidos, Assírio Babilônico,
p 372-379. E de um pequeno fragmento didático da biblioteca de Assurbanipal, ver Gressmann e
Ungnad. Texto Antigo Oriente sobre o Antigo Testamento, p 98-99.
181
(Entre a sabedoria judaica e a sabedoria Egípcia, temos mais que as analogias longas podem
constatar dos sinais manifesta de parentesco: a)- na forma do ensino que tem dado nas escolas de
sabedoria de uma tradição sapiencial transmitida pelo mestre ao discípulo; b)- nas concepções
doutrinais originais no ponto de partida da moral egípcia como a base da moral judaica, encontramos
uma espécie de deísmo abstrato e a crença que a divindade exerce as sanções morais; c)- no ideal de
vida, moral do justo meio ao uso das classes aristocrática, compara com a Sátira dos meios do sábio
egípcio a pagina onde o Sirácida proclama por excelência de sua arte e a superioridade do trabalho do
escriba que todo outro trabalho humano, Ver Sirach 38,24-39,11.
das cidades182, eles não consideram com a curiosidade “tudo o que se faz
debaixo do sol”183, e onde o apreço a “conhecer o bem e o mal pelos homens”.
Isto não dá para restar os judeus e mesmo judeus ortodoxos fielmente levados
a crença e a pratica religiosa dos pais. Ele vem para Jerusalem onde a
diáspora pouco importa; eles são levados ao exclusivismo tradicional. E não só
ao Judeu, ao membro do povo que eles endereçam, é todo o homem que eles
tem a raça e seu habitat. O estrangeiro não é mais maldito ou um impuro. Ele
pode ser o sábio, como Agur. Filho de Yaqeh, como a mãe do rei Lemuel, sob
o nome daqueles que estão no lugar as pequenos coleções de sentenças ao
fim do livro de Provérbios184, como Elifaz de Teman, Bildad de Choub, Eliu de
Boz, os interlocutores de Jó185. Jó mesmo é um estrangeiro, um dos Bene
Qedem. Ele é do país de Outs... Onde se encontra o país de Outs? Na estepe
da Síria, além do Jordão, na região do Hauran? Em todo caso Jó não é um
doutor judeu e sim um Xeique Árabe186.

Não é sem duvida acidental que todos os hakhamim ilustres são colocados fora
do horizonte de Israel. É conforme a tradição. A Arábia em particular a região
de Theman foi depois de longos tempos reputados pelos sábios 187. E assim
responde ao caráter universal humano da hokmah. Se ouvem a questão dos
sábios do Oriente na literatura sapiencial, ele é relativamente a questão de
Israel. No livro de Jó, Israel não é o mesmo mencionado. Ele é real na cena
que se passa em tempos mais antigos e no meio da civilização patriarcal e
semi pastoral. Mas o livro de Provérbios em suas coleções se reclamam a
Salomão e os escribas do rei Ezequias, é assim estranho as preocupações
politicas e as aspirações nacionais. E se nos encontramos em numerosas

182
Sirac 34,9-10; 38,32; 39,4.
183
Qoh 1,13-14.
184
Prov 31, e 32.
185
Elifaz é edomitas, confere Gen 36,13, Bildade é árabe confere Gen 25,2; e I Cron 1, 32; Eliu é arameu
confere Gen 22,21; somente Tsophar de Naamã é Judaita confere Jos 15,41. Assim a LXX traduz
hanna’amati por Ho Minayon Basileus.
186
Conforme Gen 10,23. Outs é o primeiro filho de Arão, e conforme Gen 22,21 ele é o primeiro filho de
Nakor. E conforme 34,28 e I Cron 1, 42 ele é o filho pequeno de Seir, Jer 25,20.
187
Jer 48,7. Os sabios na questão de I Rs 5,2, Etan, Heman, Kalkol e Darda, tem sem duvida assim os
estrangeiros dos Bene Qedem – que foi dado os redatores dos salmos atribuídos a Heman o Sal 88 e a
Etan o Sal 89.
máximas sobre o conduzir os reis, descobrimos alguma alusão ao rei historico
e real, e que mais ao rei ideal, o Messias da esperança popular188.

A antiga e irredutível oposição entre Israel e as nações, os livros da sabedoria


substitui outra, a intelectual, a oposição entre os sábios e ignorantes. Ele pode
entrar nesta oposição que a aristocracia e o espirito de partido, todo orgulho da
raça é excluído. Os ignorantes e assim, são chamados as pessoas que não
são sabias.

E que neles se tratam o essencial desta doutrina da sabedoria? Uma


concepção do mundo e uma regra de vida. Ao ponto de partida o monoteísmo
e o monoteísmo judeu dentro de sua forma abstrata e mais depurada: um Deus
maior, soberano elevado, na natureza e maior que o homem. O mundo está
diante dele como o vaso nas mãos do oleiro, e o homem que busca em vão
penetrar seus desígnios não pode resignar diante de sua vontade soberana e
adora em silencio. Então seu poder e a sua gloria se manifesta em suas obras,
a terra, o mar, os céus que ele criou depois dos tempos antigos, e na vida
universal onde o poeta não deixa descrever com um grande sentimento e
simpatia, os aspectos infinitos mudam e a perfeita harmonia.

O monoteísmo absoluto é assim o Deus justo juízo. Contra toda iniquidade ele
exerce a vingança; ele dá a vitória aos justos e o quebra o orgulho dos ímpios.
Mas ele age mais com o juízo escatológico e coletivo. Esta concepção
mitológica que dar todo o desenvolvimento no apocalipse judaico, e resta
estranho no horizonte da Hokmah. A ideia de juízo é completamente
individualizada. A remuneração se cumpre no presente na forma da vida
humana e segundo o principio estrito: assim segundo suas ações; a forma para
o justo e o mau pela vida. Deus dá ao justo a paz, prosperidade e longa vida,
então que o modo de vida no meio de suas empresas e o fato desce ao sheol
antes do tempo.

Tal Deus é assim desnacionalizado que possível. Ele perde todos os tratos
particulares que ele coloca a um povo e a um país. Só o nome resta... Então o

188
Ele tem o fator do Sirácida por encontrar nos livros da sabedoria a menção dos grandes fatos da
história de Israel e uma alusão ao dogma messiânico. Nos Capítulos 44 a 50 e 36, ver a p. 110. E é real
que os filhos de Sirach não são hakham a maneira antiga, eles são doutores da lei, um fariseu diante da
letra.
nome de YHWH tende a desaparecer. Mas o Deus da sabedoria não se achará
mais a YHWH, mas a Elohim, e ele em seu nome genérico que nos dialetos
semíticos designa a divindade189. O verdadeiro Deus, o único não é mais
apelativo especial para distinguir dos deuses dos povos. O crente de Elohim é
o começo da sabedoria e a virtude suprema do hakham 190. Sabedoria e
piedade são sinônimas. Ele é mais a questão dos ritos e dos sacrifícios, dos
jovens, dos sábados, e das festas. O culto do templo e a religião da Torah, as
colunas do ângulo do Judaísmo não tem algum papel.

A prática da justiça e do direito...

Eis que YHWH prefere os sacrifícios...191.

Os profetas tem assim tudo. A sabedoria é o ideal dos profetas absoluto ao


moralismo. E o começo do moralismo, quais que são seus limites e suas
lacunas192, não dá mais a força e a grandeza: um programa da disciplina
pessoal mais firme, o sábio é o mestre dele mesmo, livre para suas paixões da
juventude e das tentações de sentido, paciente, medida, verídico, e a busca da
virtude da palavra e a virtude do silencio. Com isto uma moral familiar mais
pura, fundada sobre a autoridade patriarcal e de respeito, e assim sobre uma
rigorosa monogamia. E assim todo um grande espirito de equidade e de
bondade: o mal é uma forma e a violência, a virtude por excelência é a busca
da paz. E mesmo ele faz amar seus inimigos. A antiga lei do talião é mantida
abolida.

Se teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer,

Se ele sofre, ajude-lhe,

Assim amontoarás brasas sobre a sua cabeça,

E YHWH te recompensará193.

Eis que as virtudes devem conquistar o mundo no judaísmo. O sábio judeu não
conhece o heroísmo cívico tal qual se afirma a esta hora na republica grega.

189
O nome de YHWH é agora empregado nas mais antigas coleções de Provérbios e na introdução 1 a 9.
Mas que ele se encontra em Jó nos capítulos 1; 2; 38 a 42 e ele não se tem mais em Qohelet.
190
Prov 9,10; Sirácida 1,14.16.18.20.
191
Prov 21,3, conferir Sirácida 35,1-4
192
Ele mantem a piedade mística e a esperança.
193
Prov 25,21.22.
Mais ela se realiza um ideal humanista das virtudes meias que se faz, sem
duvida, nem os heróis nem os mártires, mais do que será então do alto a
importância pelos destinados da humanidade. Esta sabedoria não pode ser
com o deísmo Mazdeano abstrato e sua moral de prudência semítica e dos
bons sentidos utilitários, não tem mais sua energia propagandista. O hakham
não é um simples especulativo. Na ocasião ele se faz pregador e missionário.
Como os profetas de outra vez uma palavra194 diante das assembleias.

A sabedoria cria na rua,

Sobre as praças publicas ele faz ouvir a sua voz;

Do alto ele os chama,

Nas portas da cidade ele pronuncia dos discursos 195.

Escuta, a sabedoria grita,

E a inteligência eleva sua voz.

E sobre as colinas que margeiam a rota,

Ela cruza os caminhos na sua praça,

As costas das portas ela grita,

E na entrada das portas ela se faz entender sua voz196.

Esta representação da hokhmah ideal, e livra sua mensagem na entrada dos


lugares públicos nas cidades alegras e jubilosas, é uma parábola significativa.
Em Israel o ideal findado também para se democratizar. Na introdução do livro
de Provérbios temos somente o eco do ensino regular tal qual se pratica nas
escolas dos doutores, nos encontramos assim o apelo da sabedoria endereça
aos judeus e aos pagãos, a todos os homens.

Homens, o que grita,

Mas a sua voz aos filhos do homem.

Simples, aprende a reflexão,

194
Esta palavra é uma sorte de palavra inspirada. Ver Jó 32,18 a 33,7.
195
Prov 1,20.21.
196
Prov 8,1-3.
Ignorantes, aprendeis a inteligência,

Escuta aquele que voz fala,

Livra-me ao ouvir para ensinar que é direito,

Minha boca profere a verdade...

A mim a prudência e meu valor.

Para mim os reis reinam,

E os príncipes rendem os justos da terra,

Amo os que me amam,

E aos que me buscam me acham197.

Em verdade a sabedoria é universal, ele é justo e a razão da doutrina da vida.


Para todos os filhos dos homens ele se chega a sua casa e ele esculpe os sete
colunas, ele endereça a tabua e prepara a festa; e tudo ele envia seus
servidores para chamar os convocados. Que eles vêm comer o pão e beber o
vinho. E todos os obterão a salvação em marchar na vida da ciência198

3.4. O Livro de Jonas e o protesto contra o particularismo Judeu.

O universalismo dos sábios e o idealismo dos anawim nos dizem a aspiração


de uma elite. Na realidade a tendência legalista e particular resta mais forte. É
a religião do grande nome. Então Israel se coloca no meio das nações e a
situação dos dispersos vem ao estrangeiro tem outro que os Judeus
Palestinense. E assim agem como um povo isolado nas montanhas, mas el
colônias mais ou menos numerosas expandidas nos meios fortes diversos e
necessários em contato com os goim de todas as raças e de todas as culturas.
Pois estas colônias e os grupos orientais, nas grandes cidades da Caldeia, da
Mesopotâmia e de Susania, aparecem ter sido particular importantes. Seus
membros são ativos e ferventes e sua influencia se estende ate que as esferas
oficiais199. Fermento ligado mais a parte a sua tradição religiosa eles lembram

197
Prov 8,4-6. 14-17.
198
Prov 9,1-12
199
Para explicar em parte as disposições particulares favoráveis do governo persa em Israel. Daniel e
seus amigos, Ester e Mardoqueu não são mais que personagens do folclore. A história de Neemias
mostra os judeus o homem de corte e o homem do governo realmente existiram.
também Jerusalem de sua simpatia e de seus locais200. Mas o zelo pelo templo
e pela Torah não leva mais a subir as influências estrangeiras.
Nisto as circunstancias são mais fortes que a vontade dos homens. Depois do
exílio Israel esquece sua língua. Por todos mesmo na Palestina, os Judeus
falam Arameu; o Hebreu cessa de ser o dialeto corrente, ele é reservado ao
uso literário não é real conhecido que para os soperim. É assegurado na
verdade uma grave hora quando um povo perde sua língua, com uma língua
nova penetram os novos pensamentos.
De outra parte a medida que avançamos para o fim da época Persa, o
movimento sincrético se faz mais intenso, o Iranismo e o Semitismo tendem a
se misturar. Israel não deve mais a contagiar. Ao contato das religiões
orientais, o judaísmo tem desenvolvido em concepções fundamentais. É assim
que a teologia dualista e a doutrina do anjo adversário começam a se afirmar
ao modo do monoteísmo tradicional. Ao mesmo tempo a doutrina da
ressurreição e a crença na remuneração após a morte vem se superpuser ao
messianismo. Com a angelologia e a demonologia se complicam a favor de
suas especulações e das tradições mitológicas e das superstições populares
da origem mais suspeita encontrada na cidade dentro do judaísmo201.
Mais Israel não parece ter consciência desta evolução que se cumpre nele. Os
pagãos matem também sua atitude irredutível. Ele pretende ser o contato com
o mundo desde que a realidade do mundo o penetre em todas as partes. O
orgulho judeu, o legalismo judeu demora e as comunidades da diáspora estão
no espirito do gueto.
Onde se torna visto ao ler o livro de Ester, uma novela que pode muito bem ter
sido composta nos fins do século III nos judeus orientais. A cadeira não é
especial Israelita. É uma história profana, destinada a explicar a origem do
Purim, festa dos Judeus que estavam na Babilônia. Mais que o autor diz em
sua grande colera de seu povo, a maldade dos pagãos e o seu apelo à
vingança.

200
As mudanças entre a diáspora e a metrópole são constantes. Jerusalem está com todos os Judeus na
cidade do templo. Os dispersos estão em Jerusalém para as peregrinações. De outra parte a partir do
século III a Judeia fornece a diáspora a mais plena de seus filhos.
201
Sobre a transformação do judaísmo em contato com o sincretismo oriental ver W Bousset. A Religião
do Judaísmo, 1906, p 540-594; sobre a influencia de o mazdeismo ver Stave. O Parsismo no Judaísmo,
1898, e Natan Soderblom. A vida futura no mazdeismo, 1901.
Haman, o grande vizir resolve exterminar os Judeus e o povo disperso que
venha a parte para as outras nações e nas outras todas as províncias do reino,
e nas leis diferentes das leis de toda outra nação202, e o rei deixa dar a ordem
para execução de todas as cidades e as províncias do império. Mas
Mardoqueu velho, cheio de zelo por interesses de sua raça, e Ester diz que é
para a salvação e libertação de seu povo que ele é elevado ao reino. Então a
graça a uma hábil intriga do harem, o soberbo Haman, desgraçado, e meio a
morte e colocado por Mardoqueu. O edito nefasto vai tombar sobre seus
inimigos de Israel.
E neste lugar da província e na cidade, vem para os Judeus a alegria e o jubilo,
e assim o genes para os povos da terra santa dos Judeus, o terror aos Judeus
termina203.
Então a alegria da libertação e o sucesso do proselitismo vão para os Judeus.
E o seu sangue não é derramado. O rei os livra seus adversários; no dia
deixado eles sem piedade aos milhares de pagãos, todos eles são derrotados,
com suas mulheres e seus filhos. Em Susa a capital, e tem cinco mil mortos e
mais os dez filhos de Haman. É o suficiente para a rainha Ester. Ela implora ao
rei que permite prolongar de um dia o massacre. E assim três mil homens e
são dados como cadáveres aos filhos de Haman.
Para o mais a grande gloria de israel... Tem então o espirito da diáspora
judaica. Estreita solidariedade dos fieis, tornam absoluto a comunidade para o
serviço dos quais todos os meios são bons204. E deste modo os que não são
judeus um fato feroz e sem pudor a destruição do gênero humano. Um
historiador dirá mais tarde ao falar deste povo: Apud eos fides obstinata,
mismisericórdia promptu sed adversus omnes alios hostile odium205.
De tal sentimento se encontra conforme os mais antigos povos. Mas que ele
bem com os Judeus tem possuído um paroxismo. Entretanto YHWH tem um
Deus nacional, o Deus único é mais um Deus das armadas de Israel. Ao
chamar o Deus único, mas que Deus único é mais que jamais um Deus da
seita, e combina parcial em favor do sentido. Ele coloca que sua principal

202
Est 3,8.
203
Est 8,17.
204
E assim para a diplomacia da corte que os Judeus importam seus inimigos. Eles utilizam as paixões
dos mestres. Ver Est 5 e 6.
205
Tácito. Historia, V, 5.
função é dizer de fazer reunir para e contra todas as pequenas minoridades
que pratica a Torah206.
O autor do livro de Jonas continua a historia de Ester? Isto pode ser
verdadeiro. Mas que ele marca um vigoroso protesto contra o particularismo
judeu, tal qual representa o relato de Ester207 e um retorno para o ideal Deutero
Isaias. Seu livro às vezes é uma sátira, uma pregação e um relato folclórico.
Ele supõe que um profeta contemporâneo de Jeroboão II, Jonas de Gate Efer,
foi enviado ao país Nínive para anunciar aos pagãos a palavra de YHWH.
Uma palavra de YHWH foi endereçada a Jonas, filho de Amitai, nestes termos: levanta-te e vai
para Nínive a grande cidade e grita sobre ela, que a sua iniquidade é mostrada a mim. E Jonas
vai para Tarsis longe da face de YHWH. Desce a Jope e encontra um navio e parte para Tarsis
ele paga o preço e embarca para ir a Tarsis longe da face de YHWH208.
O profeta é filho de seu povo, ele falha e traz prejuízos. Como YHWH pode
levar a Nínive a ponto de enviar para ele os massacres? Que os goim fossem
capazes de escutar a voz de um profeta e se arrepender, mas que a mais dos
Judeus um inconveniente paradoxo. É um modo do paradoxo que Jonas enfim
vai a um país longínquo, pois além dos mares e para além das ilhas ao
extremo Ocidente209.

206
Ele é realmente o Deus que não é mesmo nomeado em Ester, ao mais no TM, mas que ele é ao
ultimo plano, e que a tradução da LXX Mardoqueu pode escrever: O Deus que fez todas as coisas, Est
10,6.
207
O livro de Ester pode ter composto os primeiros tempos da dominação grega, para os anos 300.
Diversos críticos estimam que a festa do Purim não é celebrado na Palestina que a partir da época dos
Hasmoneus, creem poder descer no modo do segundo século (Haman representaria Antíoco Epifanes).
Na realidade a festa do Purim é de origem Babilônica e pode ser celebrado numa época relativa pelos
Judeus do oriente. De outra parte, a exatidão dos detalhes de cor local e uma forma de conhecer mais
precisa do palácio de Susa e dos meios da cor Aquemênida devem nos fazer optar por uma data então
para a próxima o período persa. Quanto ao livro de Jonas deve ter lugar a uma época anterior. Ao
mesmo tempo do Sirácida ele faz parte do Canon – o Sirácida fala de doze pequenos profetas, 49,10. De
outra parte o horizonte do autor e o lugar que tem no relato os histórias do mar, naufrágios, monstros
marinhos devotam os homens assim bem como que a língua e as tendências religiosas dão a indicar
uma data relativa recente e um outro meio que o meio Palestinense. Pode ser a optar pelo meio do
século IV. Para que esta influencia do helenismo sobre Jonas, ver Friedlander. Filosofia Grega no Antigo
Testamento, 1904; p 209-220. E a Bertholeth. A Religião Judaica, 1911, p 154, 155, e a hipótese nos
parecem ser meio evidente.
208
Jonas 1,1-3.
209
Se ele falha em crer certas criticas tais como Kleinert e Cheyne, Gauthier, o livro de Jonas tem um
sentido alegórico. O Profeta será a personificação de Israel. YHWH tem estabelecido um testemunho
para os povos e para ser como uma luz ao meio das nações. Mas os Judeus que eles são infiéis a sua
gloriosa destinação. Ao lugar de buscar a converter os pagãos eles são através do mundo buscam as
aventuras e trafego – assim Jonas embarca para Tarsis. Esta interpretação ao longo dos tempos que eles
têm as grandes linhas, a sua parte da verdade. Mais que eles não têm as grandes linhas da parte da
verdade. E a explicação simbólica com os detalhes e ver para o exemplo como o fará Cheyne no monstro
marinho que devora Jonas, uma alusão ao cativeiro Babilônico.
Ele é como o mestre de um pedaço de terra particular, ele é o Deus do céu que
fez o mar e a terra firme. Sua soberana verdade é universal e nada pode
destruir. Ele vai possuir o profeta rebelde e o força cumprir a sua vontade.
Eleva sobre o mar um violento vento e se faz uma grande tempestade. No
navio balança, que ameaça naufragar, os navegadores entram em perigo, e
após, isto invocam ao deus segundo as suas nações, por que está
acontecendo estes males. A sorte é dada e cai sobre Jonas, e o profeta que
foge diante de Deus, o Deus do céu.
Assim que os homens começam a invocar YHWH dizem: Ah! YHWH! Porque nos coloca em
perigo a nossa vida e este homem conosco; não nos impute o sangue inocente! E YHWH que
ages somente com a tua vontade. Pegam Jonas e o lançam no mar. Após acontecer isto se
acalma a tempestade, e os homens foram cheios de um grande temor a YHWH. Eles oferecem
um sacrifício e levantam as suas vozes 210.
Verdadeiramente os pagãos se conduzem como bons Javistas. Bem que eles
não conhecem nem o culto do templo, nem a Torah, eles são justos e cheios
de piedade; e assim o poder do verdadeiro Deus se manifesta aos olhos, e
começam a adorá-lo. E só o ímpio a borda do navio é um Judeu211.
Assim YHWH não vai matar seu profeta, ele vai fazer compreender sua falta e
o salvar. E YHWH envia um grande peixe, que após o engolir, o rejeita três dias
depois... Uma historia de folclore, onde podemos encontrar os motivos nas
mitologias da Babilônia e da Gracia ou da Índia212. No resto os motivos dos
contos Märchenmotive não são dos relatos. O essencial é que o profeta que
se arrepende e que compõe um cântico no ventre do peixe, e decide enfim
partir para a sua mensagem a Nínive.
Ou Nínive é uma grande cidade diante de Elohim. Ele faz três dias de marcha
para atravessá-la. É pouco mais que o narrador parece saber dela. Em todo
caso, é a que nos dá como cor local e a descrição geográfica. Em Nínive ele
vai ver que ela é pagã; e esta lhe parece como símbolo dos povos obscuros e
sem nome que habitam a face da terra.

210
Jonas 1,14-16.
211
Conferir Jonas 1,6. Jonas então enquanto os outros oram ele vem a exortar o navio: Eleva, grita a teu
Deus, para que se passe o perigo.
212
Os paralelos da historia de Jonas engolido e salvo do peixe são assinalados varias vezes pelos
exegetas e as mitologias como podemos ver em H Schmidt. Jonas, 1907.
Portanto um dia Jonas avança na cidade gritando esta proclamação: chegou o
dia e Nínive será destruída. E então a palavra de YHWH, os ninivitas recorrem
e seus pecados e se humilham sob as cinza e sacos.
Os povos de Nínive creem em Elohim, eles proclamam o jejum e em cinza, depois de serem
grandes se apequenam. E a nova vem sobre o rei de Nínive, que se levanta sobre seu trono, e
se mantem coberto de cinza e com os sacos. Pois proclama a Nínive um decreto do rei e de
seus grandes nestes termos: que nenhum homem, nem bestas, nem ovelha, nem boi, nem
jumento comam e passem a jejuar. Que todos cubram com cinza e que algum grite a Deus com
força, e que tornem da vida malvada e da violência que suas mãos cometem. Pode ser que
Elohim venha a se arrepender e que sua ardente colera, e não nos destrua213.
O ponto nesta questão e em todos os templos e os ídolos de Nínive. Os povos
jamais adoraram a Assur, Ishtar, Nabou, os grandes deuses do império assírio,
o autor do livro de Jonas não parece mais se preocupar. Para ele que um só
Deus tem no mundo, e este é YHWH e os Ninivitas assim bem que os
habitantes dos mares, e creem em Elohim e eles creem para Elohim para que
um profeta judeu fale a eles.
E YHWH se arrepende do mal que eles têm cometido a fazer a Nínive, e ele
em sua piedade salva a grande cidade. YHWH é piedoso. YHWH é o Deus
compassivo que se arrepende e assim ameniza os goim a conversão que a sua
palavra foi anunciada. Mas não é mais assim que entende Jonas. Ele
proclamou a destruição sobre Nínive, e esta maldição não se cumpre mais, ele
passa por um falso profeta, Deus mesmo o dá um desmentido. Assim ele
escreve em seu desprezo:
Ah! YHWH! Bem que eu me dissesse quando estava ainda no país; que esta é
a razão que fui para Tarsis. E que tu és um Deus misericordioso e muito
clemente, e a tua colera e a bondade plena, que te arrepende de tuas
ameaças. E mantem de graça Oh! YHWH! Extermina minha alma, me mande
morrer do que viver214.
Ele em seu relato faz toda a ironia. O autor vai estigmatizar o fanatismo judeu,
ele o coloca em cena um profeta que se irrita contra a bondade de Deus. Por
que as palavras anunciam o dia de YHWH contra as nações nem são mais
realizadas na terra? Como se faz o direito de perdoar?

213
Jonas 3,5-9 a particularização dos animais domésticos nas cerimonias de jejum e de penitencia são
atestadas por Heródoto, Historias, 9,24. O autor de Jonas diz a seus que a bem aventurança de YHWH se
estende sobre todas as criaturas e assim sobre os animais. Ver Jonas 4,11 comparar com Sal 104,27.
214
Jonas 4,1-3.
A mesma questão YHWH responde por uma lição de coisas de uma
simplicidade decisiva: Jonas é escolhido a ir a Nínive e vai para as costas do
Oriente, atende ao futuro. Ele espera então que sua profecia se realiza e que
YHWH destrua toda a cidade maldita. Assim Deus faz crer e para dar a sombra
ao profeta e para aparecer com excitação. E Jonas tem o prazer de ver a crer
no inacreditável. Mas assim na alva uma raiz do arbusto surge q eu não tarda a
frutificar. Pois este fato vem tudo e com o sofrimento; e o sol raia e então Jonas
acaba amaldiçoando a vida pelos fatos.
E Elohim diz a Jonas: porque tu te preocupas com tua vida? Ele responde: seria melhor que eu
desejasse a morte. E YHWH lhe diz: Por que! Tu te preocupas com tua vida por causa deste
trabalho, e eu não posso que numa noite vais perecer; e eu não tenha piedade de Nínive a
grande cidade, na qual tem mais de cento e vinte mil almas que possa salvar ao distinguir seu
direito de sua direita, e os animais em grande número? 215.
Assim a humanidade pagã e seu preço aos olhos de YHWH. YHWH destruirá
um inocente com a culpa; e morrerão milhares de criaturas inconscientes que
não se pode compreender sua palavra, nem ao anuncia que seus pecados sem
conhecer? Deus se arrepende de sua colera. Osias e o Deutero Isaias tem
anunciado que YHWH tem piedade de seu povo como a esposa a piedade de
seu esposo, como a mão de seus filhos. Mas YHWH tem piedade dos pagãos.
O mesmo Deus que perdoa Israel vai perdoar todos no Oriente e no Ocidente
que creram nele, e se arrependeram de suas maldades.
Assim o profeta Jonas tem em suas linhas uma mensagem de universalismo
integral. Os povos entendem que o servo de YHWH mostra em sua palavra
divina216. Então ele agora em Israel nas duvidas e nas hesitações, não importa
que eles entendam o apelo dos tempos, e assim o espirito é a obra; os pagãos
recebem a mensagem profética, os pagãos se convertem ao verdadeiro Deus.
É a esperança que inspira o autor anônimo de Is 19,18024: YHWH destrói o
Egito, mas mantem a sua cura. YHWH faz conhecer seu nome aos Egipcios, e
eles oferecem os sacrifícios e os votos, e eles atendem a salvação. Os
habitantes de Assur, assim servirão ao Deus de Israel. E os grandes impérios
pagãos nos conflitos estão consagrados no Oriente, participarão dos privilégios
do povo santo.
E assim as cinco cidades,

215
Jonas 4,9-11.
216
É real que o profeta não formula esta conclusão, mas ele tem na logica de seu pensar.
No país de Mitsraim,
Que falam a língua de Canaã,
E que prestam atenção a YHWH Tsebaot.
Um deles se chamará cidade do sol217.
E no dia ele terá um altar para YHWH,
No meio do povo de Mitsraim,
E uma estela sobre as suas fronteiras em honra a YHWH218,
E serão sinais e testemunhos para YHWH Tsebaot no país Mitsraim.
YHWH se fará conhecer em Mitsraim,
E os povos de Mitsraim conhecerão YHWH neste dia;
E adorarão com holocaustos e oferendas,
E farão de suas vozes a YHWH e eles cumprirão...
E neste dia ele terá uma rota de Mitsraim a Assur.
O povo de Assur irá a Mitsraim,
E em Mitsraim em Assur,
Mitsraim e Assur adorarão a YHWH,
E no dia Israel será unido com Mitsraim e Assur,
Para ser uma benção no centro do mundo,
Benção de YHWH Tsebaot que diz:
Bendito seja meu povo Mitsraim,
E a obra das mãos de Assur, e meu herdeiro Israel219.
Nas condições politicas do Oriente, os últimos tempos da dominação
Aquemênida, esta visão como que utópica pode parecer, não tem mais um
começo de realização. Assim a forma da dinastia e das revoltas mais ou menos
frequentes das províncias, o império persa dura. Assur e Mitsraim, ligados pela
grande rota real, o caminho das nações são mantidas reconciliadas. Portanto,
que os colonos da diáspora judaica cruzam e se multiplicam e que Elefantina a
Dafne sobre a velha terra dos Faraós, ela é deixadas nas cidades onde o
nome de YHWH Tsebaot é enviado220. Israel não vai enfim cumprir sua missão

217
Ler iyr haheres, e ele agem como se fosse On ou Heliópolis.
218
Os judeus da diáspora egípcia do século I a. C não parecem ter observado as descrições da Torah
Deuteronômica e sacerdotal em que concerne a unidade do santuário. Sabemos que dois templos a
YHWH no Egito: o de Elefantina que conforme a carta dos sacerdotes de Yeb a Bagoas, existiu depois de
tempos antigos, e o templo fundado por Onias IV em Leontopolis, no meio do segundo século.
219
Is 19,18-21. 23-25.
220
A profecia de Isaias 9,18-25, pode ter escrito no começo do século V antes do reino de Artaxerxes II e
a revolta do Egito, no momento da dominação Persa vem a ser restabelecida no Egito, graças a energia
de Artaxerxes IO Occus. Duhm e Marti creem pode ter lugar esta profecia no segundo século. Eles veem
uma alusão ao templo de Leontopolis e Duhm propõe ler não Yir hakheres como se le sempre as antigas
versões, exceto a LXX mas como Yir haharis vila do leão. Haris em árabe o voraz é um epiteto do leão.
Mas que o fato que cinco cidades egípcias falam a língua de Canaã o arameu, onde nos faz crer que a
época persa ou a época é helenística. No II século a diáspora judaica está em meio ao falar grego. De
para os povos, proclamar no mundo a salvação de Deus. E o profeta anuncia
uma vez mais: o tempo está próximo!.

outra parte no tempo dos Lagidas e dos selêucidas, o Egito e a Síria com pensa Duhm, não está mais em
paz e em todo caso jamais unidas pelo mesmo cetro.
CAPITULO IV. O CONFLITO DO JUDAISMO E DO HELENISMO.

4.1. O Cosmopolitismo Helênico.

Em 334 Alexandre invade a Ásia. Não é somente um império que tem sucedido
a outro império, e tem uma nova cultura que começa pelos povos. Os rudes
Macedônios que eles nestes anos procuram vitoriosamente no Oriente, depois
as margens Heliporto em Hydaspe, onde abre à vida a expansão do
helenismo. É a gloria de Alexandre para todos os conquistadores: ao cumprir
seu gesto aventureiro, ele é mais nítido a consciência de sua missão
civilizadora. Para realizar seu revés de dominação universal ele é suficiente de
conquistar, e então fazer a unidade dos povos, encontrar o Ocidente e Oriente,
e Gregos e Bárbaros sob a mesma lei.

Os chefes que recolhem sua herança não são mantidos a unidade politica – o
império universal foi brilhante – mais ele não continua meio a obra de cultura.
Eles servem a tradição grega, eles têm os representantes do espirito grego.
Que os maiores dentre eles, em particular conforme os Selêucidas e conforme
os Lágidas, a propagação do helenismo tem um programa politico bem
elevado. E para todos os Gregos devem ter a língua oficial, os meios gregos,
os m odos gregos, a arte grega, e os cultos gregos, aparecem como a marca
de toda verdadeira nobreza.

E mesmo as dinastias eram bem vindas de manter e os príncipes creem se


honrar ao fazer chamar os filo-helênicos. Todas as cidades importantes,
capitais do Estado, centro de afazeres ou de prazer, e particular as vilas novas
e as colônias221 e adotam com os nomes gregos as instituições da polis222.

As antigas nacionalidades, as antigas civilizações, e as antigas religiões não


desaparecem, mas eles subsistem uma crise profunda, uma crise de
decadência e a transformação. O passado venerável é ofuscado pelas formas.
221
Então que a colonização persa foi essencialmente rural – o mazdeismo foi o cultivo dos meios de
terra, jardins, e as pastagens de vegetais (Vendidad III)- o helenismo se propaga na cidade e para a
cidade, os emigrantes gregos são homens de civilização urbana.
222
O movimento helenístico penetra realmente nas classes dirigentes, a corte, os funcionários reais, a
armada composta de gregos e de indígenas assimilados. A este ponto de apoio do novo regime. Eles não
são um ponto, mas são os mestres e sua influencia é decisiva.
As forças tradicionais e conversadores dos povos perdem em influencia. O
período helenístico é assim os mais atormentados da história. Então, ao meio
destas agitações uma ordem nova se prepara e uma renascença que se vai
cumprir.

O movimento de busca das raças e da fusão das culturas, que temos


constatado na época persa, chega a manter a seu máximo n de intensidade. As
mudanças de ideias entre as famílias humanas são vindas, senão mais fáceis,
dos meios mais frequentes223. E o espirito grego é o principio ativo que
combina os elementos mais ou menos desaparecidos nos diferentes povos –
Egito, Síria, Babilônia, Irã – e seu comunicar a força da vida224.

De uma civilização cosmopolita e de uma tendência individualista. O homem é


assim ligado e em suas limitações que impõem ao grupo social. Ele não é o
sujeito de uma monarca ou cidadão de uma livre cidade, mais importa; ao
pertencer mais ao povo do que de uma vila. As fronteiras das nações e das
terras natais, ela é a oikomene. Os homens novos, os aventureiros gregos que
são vindos aos mestres da hora, diplomatas, condutores, mercadores, e assim
os artistas e sábios que se agrupam autor dos príncipes nas cidades de grande
cultura. Alexandria, Antioquia, Pérgamo são cidades do mundo225. E mesmo o
antigo prejuízo que separa o Grego do bárbaro perde seu orgulho sentido. Os
Bárbaros são relevados ao mundo a sua sabedoria, e de outra parte o
helenismo tende a alargar a humanidade226.

223
A frequência da guerra e da instabilidade n das organizações da politica favorecem as mudanças. A
guerra é assim um meio de reprovação...
224
Ele é realmente que a influencia grega não se faz sentir ao mais superficial nas regiões orientais. O
reino de Batriane dispara no século, e em Babilônia e Susa, tem uma ação mais ou menos dos
selêucidas, e a semítica e iraniana são preponderantes. Mais do Eufrates e na Ásia menor não são vagas
as influencias e um modo inconsistente de combinação fecunda. O Helenismo possui raízes profundas. E
ele se mantem mais de oito séculos até a conquista árabe.
225
Ao absoluto de uma longa evolução. Toda a vida de Grego é ser sobre a terra de seus pais aos
túmulos e mortos que repousam, nos templos e nos altares onde eles adoram os deuses protetores.
Pertence tudo a cidade, a pátria, com seus bens e trabalhos, seu pensar. Então no século V as lutas
interiores de uma parte e de outra as novas concepções que o racionalismo dos filósofos propaga nas
classes dirigentes, enfim se alargam no horizonte politico, em gravar a fé aos antigos modos de
instituições e tradições. A época de Alexandre o regime municipal está em crise, ele se matem por
séculos, mas perde sua importância politica essencial.
226
Ver em Helenização do mundo Antigo, 1914, os estudos de Reinach, Croiste, Chapot, Jouguet sobre a
civilização helenística. P 169-251; e Paul Wendland. A Cultura Helênica, os capítulos sobre o ideal do
helenismo, p 2-127.
Então as condições eminentes favoráveis ao desenvolvimento dos cultos
sincréticos. Os deuses da Grécia se aliam com os deuses do Oriente. Eles são
os últimos vindos ao modo religioso do mundo, mas eles são os deuses dos
vingadores, e eles preenchem o primeiro lugar no panteão dos povos vingados.
Zeus é identificado com Ahoura Mazda e com Baal Shamim dos Sírios, Apolo
com Rachoup e Mitra, Dionisos com Oosiris, Asclepios com Echmoun,
Heracles com Melkart de Tiro e Verethraghana persa; Afrodite se conforma
com Astarte semítica, Ateneu é invocado sob a forma do nome Anahita e
Artemis sob o nome de Alante a deusa Árabe227. Este sincretismo também é
uma tendência monista. Eles se movem com os deuses reduzidos a todo tipo
principal considerado como divindades supremas. E para estes deuses outros
o grande Deus Solar, Theos Hupsistos kai megistos228 como os príncipes
Selêucidas são apresentados sobre seus meios portanto o sol a sete raios229.

No resto o helenismo não é inventado a sobreviver a evolução das religiões


orientais. Mas grande atividade desta evolução. o momento onde se propaga
através da Ásia Menor, a Síria, o Egito, e as regiões mediterrâneas os cultos
místicos, o culto de Dioniso e as seitas órficas, o culto a Grande Mãe e de Atis,
o culto a Serapis e Isis. As religiões são colocadas nas condições locais e nas
cadeiras étnicas; elas respondem de modo universal, as aspirações da piedade
individual e de vida profunda, recrudesce do ocultismo e da superstição
primitiva, que de toda parte trabalha de forma inquieta. Elas ensinam ao
homem as verdades novas, o mistério da imortalidade e os ritos expiatórios
que face a forma e a liberação do pecado e dos meios mágicos para as quais o
iniciação participa a vida divina que renasce230.

A propaganda religiosa é mais ativa. As seitas místicas e seus missionários


com os meios de ação mais variados. Nas classes superiores e assim nas vilas
227
Um dos exemplos mais característicos tem fornecido pelas inscrições de Comagene onde as
principais divindades do Olimpo são associadas aos severos deuses Mazdeus. Na sua longa e pomposa
forma de epitáfio Antioco I Camage invoca: Zeus – n Oromazdes – e Apolo – Mitra – Helios – Hermes-
Artagnes – Heracles – Ares. Ver Dittenberger. Inscrições Gragas, numeo 383,385.
228
Ver uma inscrição em Palmira P Lagrange. Religiões Semiticas, p 507-508; Dii megisto keraunio, e as
inscrições de Et Tayybe, op cit. 508-509; Dii hupsisto kai epekou.
229
Ver F Cumont. As religiões Orientais, 1906, p 153-162. E R Dussaud. Notas de mitologia Siria, 1905, p
5-66.
230
Para o estudo do sincretismo helênico, ver Lafaye. O culto das divindades de Alexandria fora do Egito,
1184; Graillot. O culto de Cibele, 1912; Cumont, op. Cit. em reitzenstein. Os mistérios religiosos, 1920. A
Loisy. O mistério cristão, 19119.
burguesas e nas escolas filosóficas vulgarizam suas doutrinas. Os filósofos
pregadores que vão de um lugar para o outro anunciando a sua virtude 231. Mas
os agentes os mais eficazes dos novos movimentos religiosos sãos os
associados populares thiases, eranes. Assim constatamos um fenômeno social
de decisiva importância: o agrupamento religioso fundado sobre a adesão
voluntaria tende a colocar o grupo religioso étnico fundado sobre a tradição
ancestral e politica.

As associações são extremamente variadas. Elas diferem não só pelo nome


dos deuses, mas reclamam o seu lugar no meio religioso e mais profissional232.
Mas eles são comuns que os membros de diversas nacionalidades e condições
sociais que se reúnem para adora um mesmo deus padrão ou para assegurar a
mesma tabua de sacrifício e para honrar seus mortos. Não só os cidadãos
livres, mas os estrangeiros, as mulheres e os escravos são admitidos na
comunidade e podem exercer altos cargos de dignidade e mesmo funções
sacerdotais233.

Os tiases são mais multiplicados no século III e são expandidos através de


todo mundo helenístico234. Assim que as novas condições politicas e
econômicas dos homens e dos povos, multiplicam o numero a se favor e dos
religiosos sem pátria, as associações religiosas são os centros onde os
homens vem se agrupar de novo, e então os menores dos homens, os falidos
segundo a carne, os que portam a mais pena de vida. O neófito que entra na
comunidade não está isolado no vasto mundo, ele tem amigos, e irmãos 235. E
são assim os obscuros e os novos solidários de um novo ideal de vida que
tende a se realizar.

231
P Wendland, op. Cit. 75-96; 127-137. Vallette. Os Cínicos, em R H Th R 1923, p 5-33.
232
Ver a descrição que dá Aristóteles. Os grupos associados não tem por prazer eles são formados para
oferecer os sacrifícios e fornecer a ocasião de se reunir. Eles fazem sacrifícios e se reúnem nesta
ocasião. Eles honram os deuses e procuram seus membros numa comida de acordo. Ética a Nicomaco,
VII, 1-7.
233
Após as antigas concepções as funções sacerdotais a cidade tem reservado aos cidadãos nobres, e o
progresso das democracias não abolidas os direitos desta nobreza sagrada. Quanto a mulher ela não
tem por assim dizer um lugar no culto oficial, ele permanece nas superstições domesticas, e na magia.
Nos cultos sincréticos e nas associações religiosas as mulheres podem ser sacerdotisas e mesmo em
certas cerimonias elas são admitidas a exclusão dos homens.
234
Ver p Foucart . As Associações Religiosas segundo só gregos, 1873; e Fr Poland. Historia dos Gregos,
1909.
235
Os membros das comunidades são efetivamente designadas como Philoi, e mais raramente como
adelphoi, Ver Poland. Op. Cit. p 53-56 e 72-73, 288.
4.2. A Resistencia Judaica.

Os judeus não podem ser indiferentes a estes grandes movimentos. Lugares


como o Egito e Síria, vão passar ao pé de suas montanhas as armadas das
nações vingadas e conquistas. A lenda vai de Alexandre que chega a
Jerusalém, o dominador soberbo, mas um adorador piedoso e recolhedor. Que
é infinitamente verdadeiro. O grande capitão tem provavelmente de outras
fontes o sacrificar ao Deus obscuro de um pequeno povo Palestino. Mas os
documentos mais autênticos nos mostra como a consciência de Israel tem
sentido a forma mundial provocada pelas vitorias de Alexandre:

As numerosas guerras, e mais as fortalezas, com a morte dos reis, estão na extremidade da
terra. Os despojados de um grande número de povos e a terra destruída diante de si. Assim o
coração se enche de orgulho. E está muito grande a armada e a dominação sobre os países e
as nações e os príncipes tornando-os tributários. Após a morte e o tumulo são conhecidos 236.

O eco longe mais suficiente sonoro. Pode ter sido um testemunho imediato
diante do Salmo 46. A hora é solene e a terra inteira é manchada; o juízo dos
povos que começam. Então os fieis esperam YHWH.

Deus é por nós um refugio e uma fortaleza,

Um socorro presente na angustia. Somos crentes quando a aterra treme.

E quando as montanhas mudam para os mares,

Um rio de ondas de alegria na cidade de Deus.

O Altíssimo rende sua residência inviolável,

Deus está no meio dele, não será abalado.

Da alva da manha ao vento seguro,

Os povos agitam e os reinos tremem,

Ele estende sua voz, e a terra apavora;

YHWH Tsebaot está conosco.

236
Macabeus 1,2-6.
O Deus de Jacó é nosso refugio237.

Do mesmo o vidente do Apocalipse de Isaias 24 a 27 se recolhe no meio da


tormenta e crê perceber os sinais precursores do dia supremo: a terra é
trêmula, a terra muda e seus habitantes são povoados, para a grande colera de
YHWH vai destruir os homens rebeldes.

Após este começo os tempos messiânicos e a alegria da libertação dos


Ebionim. E os povos terão parte na salvação de Israel; eles se transformam
sobre a montanha. YHWH prepara pelos olhos da grande festa de sacrifícios:

E YHWH Tsebaot fará por todos os povos esta montanha,

Uma festa de grandes colheitas e de grandes vinhas,

As colheitas e os bons vinhos,

Sobre esta montanha ele fará desaparecer a falha,

Que se estende sobre todos os povos,

Os acontecimentos que cobre todas as nações;

Ele fará desaparecer a morte para sempre,

Adonai YHWH surgirá,

E todos os verão,

Ele se elevará o opróbrio de seu povo,

E deixarão a terra238.

A festa de sacrifício de YHWH yom YHWH zebah YHWH... É o tema


tradicional da mitologia escatológica, que temos a mais nas visões dos antigos
profetas, e em particular em Sofonias 1,7-18; Ez 39,17-20; Is 34,6-8. No dia da
vingança suprema YHWH tem de se manifestar poder e terrível em carne,
oferece a ele mesmo em holocausto a carne dos reis, e a carne dos capitães, e
a carne dos guerreiros239, e livram as bestas de seus cadáveres. Mas o
apocalítico do IV século modifica profundamente a tabua. Pelo mesmo os

237
Salmo 46,2-8. Ele convém sem duvida de agrupar a forma o hino escatológico dos salmos 66; 75; e
93.
238
Is 25,6-8.
239
Ez 34,17-20.
cataclismos não são de um período preparatório; ele age a paz e de
reconciliação e não de seu massacre. Os pagãos que virão a Sião assistirão a
mesma forma que os Judeus e eles se regozijarão e assim, diante de
YHWH240. E o opróbrio de Israel disperso e a destruição aos pés pelos povos
desaparecerão; e com o opróbrio de Israel a tristeza e vergonha serão antigas.
As trevas do mal humano, e a sobra que envolve os povos, serão
dissipadas241; e não terá mais mortes242.

A parte desta exaltação do sentimento escatológico que começa as crises


escatológicas da história243; ele não parece mais que a ação do helenismo
sobre a alma judaica tem no modo mais eficiente.

A mais os historiadores voluntários exageram esta influencia244. E assim que se


fala de filosofia grega a proposito de Qohelet245, como ele é necessário de ter
frequentado as escolas dos filósofos acadêmicos, epicureus, os estoicos, para
conhecer a indiferença da natureza e da vaidade das agitações humanas e a
perpetua decepção das gerações que passam sob o sol.

Na realidade não é mais somente a literatura clássica de Heráclito a Marco


Aurélio que devemos buscar os paralelos as considerações do sábio judeu, é

240
Is 65,13.
241
Is 60,2.
242
Assim pela primeira vez se afirma no judaísmo a esperança da ressurreição. E esta esperança é
estreitamente associada à visão universal de um reino de Deus e de uma nova humanidade. Sobre a
montanha de Elohim e sobre as multidões das reuniões vai levar a grande aurora. E realmente após
Duhm e Marti a primeira parte do verso 8 billa hammavet lanetsakh, fará desaparecer a morte para
sempre, será uma glosa que um redator tem introduzido em alusão a 26,19. Mas no contexto nem as
exigências do paralelismo não os obriga a aceitar uma tal interpretação. Assim a aspiração universalista
do profeta não é mais complemento deixado do nacionalismo tradicional. Israel perdeu o privilegio do
povo eleito de Deus; a paixão judaica esta inteira. Imediatamente após as estrofes sobre as festas
messiânicas vem o oraculo contra Moabe,25, 9-12; e ao apitulo após um cântico de ação de graças
sobre a destruição da cidade inimiga que YHWH tem dado em sua colera e que os anawim foram aos
seus pés, 26,1-6.
243
Se falha em crer certas criticas a luz destes, B Duhm. Profetas de Israel, 1916, p 309-404; A Bertholet.
A Religião Judaica; p 145-149; Haller. O Judaísmo, p 213-222, o livro de Habacuque data assim deste
tempo. Maravilhosamente o que o profeta descreve em 1,6; não é os Gregos, mas os Caldeus, e assim
realmente Duhm le Kittim no lugar de kasdim, e é muito simples...m as que arbitrário.
244
Ver O Holtzmann em Stade. Historia de Israel, II, p 333; Bertholet, op. Cit. p 110-165; Valeton em
Historia das religiões de Chapentie, 1904, p 242-243. Valeton estima que o contato com o mundo grego
foi para o judaísmo mutatis mutandis o que tem sido para os antigos israelitas o choque com a
civilização cananeia. Assim aprofunda a influencia de sua vocação histórica.
245
Tyler. Eclesiastes, 1899; Pfleiderer. A Filosofia de Heráclito, 1886, p 225-288; P Haupt. Qohelet, 1905,
Ad Lods, Eclesiastes e que o contato do helenismo e as crises morais sociais deste tempo tem provocado
uma orientação pessimista e sem coragem do Qohelet, é a mais provável. Mas Qohelet não é mais pela
Helenização.
assim na Babilônia e no Egito246. A máxima pessimista também ocorre em
outros livros do Antigo testamento como em Jó, é um fatalismo absoluto
semítico. A vontade de Elohim é a lei imutável do mundo; e no sentimento dos
sem poder, o homem diz se resignar.

Quando o Sirácida que assim nesta época247, representa a tradição da


hokhmah ortodoxa. Ao crer discernir em certos de suas máximas um protesto
contra o modernismo e a cultura grega248. Em todo caso, o autor é um homem
do passado, um escriba respeitoso da palavra antiga e das instituições dos
pais. Então alguns são estimados e combatentes do helenismo, ele tem mais
ou menos indiretamente a influencia. A concepção da sabedoria preexistente
organizadora do universo chamado por certos modos a doutrina grega da razão
divina principio do cosmos249; e de outra parte tais afirmações sobre o dever da
bondade para com o próximo e sobre a misericórdia de Deus são de uma bela
tendência universalista:

Toda criatura viva ama seu semblante,

E todo homem a seu próximo...250,

A misericórdia do homem nasce para seu próximo;

A misericórdia do Senhor se estende a todos os homens251.

Mas os antigos sábios não falam mais sobre o real supérfluo de buscar os
traços de cosmopolitismo helenístico252. Ao lembrar mais conforme mais se
percebe que o horizonte da hokhmah é mais reticente depois Jó e a introdução
aos Provérbios. A hokhmah tende a se nacionalizar. Jesus de Sirach o escriba

246
Ver por exemplo o Dialogo do pessimismo egípcio com sua alma e o conto do harpista. E Naville. A
religião dos Antigos Egipcios, p 165-172, e Gressmann. Textos do Antigo Oriente p 195-199.
247
Pode ter a composição do Sirácida após o Qohelet, no ano 200 a. C.
248
Ver N Petes. O Livro de Sirach, 1913. P 15 1 16, e A Bertholet A Religião Judaica, 1911, p 169-175.
249
A Bertholet, op. Cit. p 177 e K Budde. História da literatura Hebraica, 1909, p 407-408. Na realidade a
personificação da sabedoria considerada como principio divino a seus antecedentes e seus paralelos na
literatura religiosa do antigo Oriente. Conferir. a)- hino babilônico exaltando a palavra de Bel Marduk;
Dhorme. Textos escolhidos religiosos Assírios Babilônicos; p. 342-352. E b)- a concepção da palavra
criadora de Ptah na cosmogonia Heliopolitana; Maspero, Ensaios de mitologia, 1893, II, p 372-384; c)- a
doutrina de Ameshas Spentas no mazdeismo. Ver Henry. O parsismo, 1905, 42-45.
250
Sir 13,15.
251
Sir 18,13.
252
Ver Holtzmann, op. Cit. p 302-303; e Bertholet. A Origem da Amizade dos Israelitas e Judeus, p 203.
cumpre o doutor da lei, considera que a sabedoria demora em Sião e que ele
identifica a Torah.

O criador do universo me ordenou...

Ele me diz: habita Jacó,

E que Israel é tua herança...

Na cidade bem amada ele me faz repousar,

E em Jerusalem é o cerco de meu império...

Que tudo se aplica... à Lei,

Que Moises deu por ser a herança da reunião de Jacó253.

A história de Israel depois do tempo dos patriarcas ate o tempo de Simão o


justo não é uma manifestação desta sabedoria eterna. O Sirácida descreve
longos capítulos os gesta Dei per Judeus254. É um fervente patriota que tem
como convém o estrangeiro e herético255, e que não dá mais para demandar
com Deus na oração de chegar aos tempos messiânicos e de mexer as
cabeças dos goim.

Manifesta teu horror e coloca tua colera,

E não o adversário e extermina o inimigo256.

De tais homens não tem mais feito por adequado o novo espirito que se
arrepende e o autor aos olhos para os povos. A Palestina, nos tempos
disputados entre os diadocos, tem ao terminar uma possessão dos Ptolomeus;
mas a partir da batalha de Paneas em 198 a. C. ele passa as mãos dos
selêucidas. Sob a influência dos mestres o movimento de penetração de
helenismo se acentua de dia a dia. As fronteiras da Judeia, Tiro, Sidon, Gaza,
Samaria, Pella tem recebido as colônias das colônias da Macedônia. No além

253
Sirac 24,8.11.23.
254
Sirac 44-50
255
Ele tem duas nações que detesta minha alma, e uma terceira que não é mais uma nação. E que sobre
a montanha de Seir e os Filisteus, e o povo insensato que habita Siquém. A macha que se encontra no
fim da panegirica dos ancestrais para que pode o estrangeiro no contexto. E então não é uma razão para
considerar como interpolação. Em todo caso, o sentimento que ele exprime não mais ao estrangeiro ao
filho de Sirach. L 25,25.
256
Sirac 36,8-9.
do Jordão, Rabat Moabe Aerópolis. Ele tem assim a Filoteia, Arsinoé, Berenice.
A contagem se estende a todos os países depois da costa Fenícia até a
margem do deserto árabe. Então Jerusalem conserva obstinado sua cultura e
suas tradições ancestrais. A parte que os zedim também os sacerdotes a
trafegar com os pagãos257 o velho Israel esteja bem.

Porque tem lembrado para os Gregos e que a sabedoria pode ter recebido? Na
realidade os conquistadores macedônios devem aparecer aos judeus como os
chefes ímpios e sem a lei. A dominação Lágida e selêucida foi mais pura para a
Palestina. De Ptolomeu Soter a Antíoco IV, então um século e depois, a Judeia
foi várias vezes destruídas e meio a batalha. Destes não é mais seus aspectos
de alto pensar e de grande arte que o helenismo se afirma nas províncias
reguladas, mais como um modo de novas e de novas voluptuosas: luxo,
prazeres, espirito de trafego de aventuras, e toda impureza das culturas
decadentes.

Ao ponto de vista religioso aborda os Gregos deve parecer particular medíocre.


O culto a dinastia e a sua politica são de blasfêmia aos olhos de um Judeu.
Quanto às combinações sincréticas graças as quais os deuses da Grécia
enchem o lugar no panteão dos povos conquistados, eles tem contra o principio
mesmo do monoteísmo Javista. A Astarte de Ascalon tem mais ao futuro
Afrodite e a Marna de Gaza se nomeia Zeus; mais que ele tem em comum
entre YHWH e os ídolos dos goim?

Um momento então pode crer que Jerusalem tem de ceder ao contagio, e que
assim o helenismo termina de triunfar. É no período do Século II e a Judeia faz
manter parte do reinado da Síria. Sob a influência dos Selêucidas que foram
ferventes helenistas e ele se forma em Jerusalem uma parte favorável aos
modos dos estrangeiros.

257
Tal José filho de Tobias, que se faz uma brilhante carreira de comercio a serviço dos Ptolomeus e são
os filhos de Hircano, que foi um aventureiro de grande estilo, cortesão, condutor e que finalmente se
suicida. Josefo. Antiguidades Judaicas, 12,4-5.
Nos tempos em que foi Jerusalem dos perversos que entram um grande nome de povos que
dizem: além disto, com os povos que nos temos entrado... E abandona a santa aliança eles
juntam ao jugo dos pagãos e vem para fazer o mal258.

As novidades se recrutam, sobretudo por a aristocracia sacerdotal. Eles olham


a copiar os usos gregos, o luxo e os prazeres dos pagãos; eles enchem os
nomes gregos. Eles foram a Jerusalem um ginásio, e que pode ver os
sacrificadores a exercer no estagio as disciplinas atléticas. A fonte da Torah
para o último plano259. Pode fazer mais o caso que tem honrado os pais e não
apreciam que os Gregos têm para distinguir260.

Os excessos dos helenistas e o zelo brutal de Antíoco Menelau dois


aventureiros que tem levado o preço da prata o pontificado e os favores da
corte Seleucida, se disputa Jerusalém, Antíoco entra na cidade, profanam o
templo e fazem endereçar o mestre do Altar a estatua de Zeus olimpo. Assim a
coisa santa deve uma colônia síria povo estrangeiro e apostata; a tradição
judaica é abolida.

Mas os Hassidim são fieis e seu valor será a fé de Israel. Os perseguidores não
podem colocar contra a elite. Nas montanhas de Judas Matatias e seus filhos
levam o entende na revolta: Por Israel e pela Torah.

Quando os mesmos todos os povos obedecem ao rei Antíoco, eu, meus filhos e meus pais são
fieis a aliança de nossos pais 261.

Tal foi o termo de ordem dos heróis e dos mártires. A alma judaica se exalta
em seus dias a colera e a dor. Os viajantes meditam os oráculos antigos e
creem discernir aos horizontes os sinais do juízo de Deus. Então que os
soldados de Judas Macabeus levam as suas armadas Sírias e massacram os
Judeus Helenizados262, o autor do livro de Daniel reedita em palavras
misteriosas e brilhantes como a chama de esperança de seu povo:

258
I Mac 1,12.16.
259
I Mac 4,7-14.
260
II Mac 4,15. Assim a forma os costumes pagãos feito tal que o grande Sacerdote Jason envia uma
embaixada aos dias cinquentenário o tirio Héracles com os presentes para o sacrifício. II Mac 4,18020.
261
I Mac 2,19020.
262
Os Judeus moderados têm bem que o mal acomoda o regime helenista. Ele tem a parte a ordem e ele
tem, meios que os fanáticos, a compreensão da situação politica. O grande Sacerdote Alkimos que
devem seu chefe ser após a vitória de Lisias sobre Judas Macabeus em 163 a. C. que faz demolir o muro
O Senhor reina, ele virá seguro aos seios. Que os Hassidim não creem no
ponto, que eles marcham tranquilos na fornalha e que eles rendem testemunho
a lei meio as tribulações.

Os reinos deste mundo passaram, e como passam na noite as imagens de um


cântico. Em vão se oferecem os poderes da terra... Que podem as agitações
do homem deve sua vontade. Mene, mene teqel oufarsim. Tal e a lei da
grandeza e da decadência dos impérios. Eles são levados um após o outro as
bestas do mar e eles são oprimidos os povos e destruídos da terra. Mas o dia
está próximo onde o reino dos monstros será abolido; e eis que virá sobre as
nuvens os Filhos do Homem.

Tive uma visão da noite, e eis que sobre as nuvens do céu vinha como o Filho do Homem. Ele
foi dado a dominação, a glória e reinado, e todos os povos, as nações e as línguas o servirão.
Sua dominação é uma dominação eterna que não passará mais, e seu reino não será jamais
abolido... Interroguei um dos que tinham e ele deu a explicação. As quatro bestas formidáveis
são quatro reis que se levantarão sobre a terra. Mas os santos do Altíssimo receberam o reino
e eles possuirão o reino que jamais, pela eternidade e eternidade para sempre 263.

Os santos reinarão sobre o mundo e eles estabelecerão o reino que não será
destruído. É a palavra decisiva, a boa nova que rende a força as mãos
desfalecidas e que afirmam os gênios mutantes. Ao meio da prova se prepara
a nação messiânica. Então um tempo e um meio de tempo, e a grande
abominação cessará, e ao poder do povo de Deus será restaurado sobre a
montanha santa e gloriosa. Vários destes dormem no poder e ressuscitarão e
os sábios provam e são purificados, os mártires das guerras da liberdade
resplandeceram como as estrelas no firmamento.

A cadeira é grandiosa. O reino dos santos sob os céus e a terra. Mas que
somos longe das visões dos povos para a festa de Deus!... Jamais a oposição
entre Israel e os goim não tem sido radical. Ele abole a um real dualismo
historico. Os impérios que são sucedidos sobre a terra são como os monstros
do Tehom primitivo, uma manifestação do poder hostil a Deus; e o chefe do
ultimo império, o rei do norte, é uma espécie de Anti Messias que encarna em

que separam os judeus dos pagãos. E se faz julgar abominável e o historiador de I Macabeus 9,54, acusa
de ter assim destruído a obra dos profetas. Na realidade ele manifesta um espirito de tolerância e um
sentido humano que o Judaísmo não tem agora jamais praticado
263
Dan 7,13.14.17.18.
todos os orgulhos e toda a impiedade do mundo. Então que por o juízo
intervêm as armadas celestes e que Miguel o grande chefe se leva e combate
para o povo santo...
CAPITULO V. ISRAEL E A HUMANIDADE NOS APOCALIPSES JUDAICOS.

5.1. A Esperança Nacional.

O helenismo foi vencido, os estrangeiros foram terminados do país, e a grande


abominação desaparece do templo de Jerusalem. Não é certo mais sobre o
reino dos santos. É mais os tempos de bem ser material e da gloria profana:
Jonatas, Simão, Hircano restauram com o Estado fechado judeu. Proveito da
decadência Seleucida, eles dão a sua casa um lugar de primeira ordem na
Síria. E esta politica de guerra e da diplomacia deve grande contribuir a
extensão do judaísmo.

A Torah se propaga de maneira forte e os goim são convertidos para o ferro e


para o sangue. Graça as campanhas de Hircano a Galileia deve uma província
judaica, uma anexo da Judeia para a Samaria. Os Idumeus são circuncisos e
assimilados. Por todos na Palestina o helenismo recua. As colônias gregas
além do Jordão e as vilas da Sefelá são anexadas ao território judeu e devem
aceitar o costume judaico. As residências como em Gaza e Pella com suas
muralhas arrasadas, e sua população é massacrada264.

Esta é uma luta vitoriosa o orgulho judeu chega a seu paroxismo. Israel o povo
santo é um povo poderoso e reduzido para os povos265. É o sentimento que
inspira o autor do primeiro livro dos Macabeus para que descrevam as ações
memoráveis dos filhos de Matatias e a gloria do novo reino:

O nome de Simão é a gloria ate as extremidades da terra. Não é mais o país dos adversários
pelos combates, e que o rei tem sido vingado nestes tempos266.

O autor do livro de Judite celebra a vingança der seu povo com o grito de
triunfo e de maldição:

Maldita as nações que se elevam contra meu povo, para o Senhor todo poderoso em ter a
vingança no dia do juízo. E eles se lamentam na dor eterna 267.

264
Flavio Josefo, Antiguidades Judaicas, XIII, capítulo 17-21.
265
Na realidade a restauração dos Hasmoneus tem uma renascença e servem de interesse todas as
dinastias. Os chefes são estrangeiros e em adoção dos costumes. E mesmo Aristóteles fala sobre filo-
heleno, como os outros príncipes orientais desta época. Josefo. Antiguidades Judaicas, XIII, 11.
266
I Mac 14,10.13.
267
Judite 16,20.21.
Portanto, a aspiração de Israel não pode ser satisfeita pelas conquistas
militares. O reino messiânico não vem com os cavalos e os carros, e pela
forma dos homens de guerra, não são na paz e na justiça que o Senhor deve
se afirmar. Os pietistas, não são as dinastias dos Hasmoneus tem a atenção,
mostram também para o futuro, e os videntes dos Apocalipses anunciam os
tempos novos.

Das tendências mais diversas se creem na literatura apocalíptica desta época.


A aspiração ética e o universalismo se afirmam mais sem jamais derrotar
completamente o messianismo tradicional. Tanto o reino a vir é considerado
como o triunfo de Estado judeu e a exaltação de Israel para os povos tanto que
a visão apocalíptica leva a humanidade e não somente a humanidade, mas
como o céu e a terra, toda a criação. E suas concepções mais ou menos
contraditórias são justapostos mais não organizados. Eles variam sempre os
escritos. Eles podem se associar ou alternar no mesmo livro.

Na mais antiga parte da literatura de Henoc é a tendência nacionalista que


predomina; da mesma forma o livro de Jubileus e nos Salmos de Salomão,
Israel espera de seu Deus a derrota das nações hostis, e o aniquilamento dos
goim ímpios. A falta que os povos santos dominam parte dos povos, e que ele
cobre sobra a terra o lugar do qual tem direito.

Na Visão das Bestas em Enoque 85 a 90 os Judeus são representados como


uma tropa de ovelhas inocentes que possuem os favos da estepe e as aves da
colina, então que nos 70 pastores estabelecidos sobre eles os oprimem e
fazem a fonte perecer. Pois, o dia está próximo aonde o Senhor virá as suas
ovelhas. Ele virá a seu seguro e terrível no seu furor. Algum deles dará uma
grande forma para combater seus inimigos; e todas as bestas e aves do céu
fugirão de sua face. Na terra será a grande revanche; Israel virá como um povo
de mestres e os goim se prosternarão diante dos Judeus e os servirão.

E vi todos os animais que tem sobre a terra e todas as aves do céu se prostrar diante das
ovelhas, e adorarem, e suplicar para se obedecer no meio deles268.

268
Enoque 90,30.
No livro de Jubileus, Isaque abençoa os filhos Jacó e endereça a Judá neste
caso:

Deus te dá força e poder para que chegues aos pés daqueles que te rebaixam... Que teu nome
e o nome de teus filhos se expandam e penetrem sobre toda a terra, em todos os países.
Então os pagãos tremerão diante da tua face, e todos os povos serão abatidos. Eis que te
abençoam os que te abençoar, e os que te amaldiçoam e oprimem os amaldiçoem nas
extremidades da terra, malditos sejam todos 269.

E todo povo será restaurado como nação. E o Messias é representado como o


rei vitorioso que reina em Jerusalem sobre o trono de Davi, que destrói as
nações com a vara da justiça e que cabe sobe seu jugo.

Tal é o germe anunciado no Testamento de Judá:

E dele se elevará um germe;

Ele restaurará o cetro de meu reino,

E nossa raiz será vingada,

Para julgar e salvar todos os que invocam o Senhor... 270.

E tal assim o Davi que então depois da que do estado Judeu do Salmo de
Salomão 17 chama com suas palavras ansiosas e apaixonadas:

Senhor suscita um rei para o filho de Davi,

No tempo que tu as fixado oh! Deus para reinar sobre Israel teu servidor,

E então a força para que dos dominadores iníquos sejam destruídos.

Que ele purifica Jerusalem das nações que foram e que se arruinaram;

Na sabedoria e na justiça, que os pecadores tenham a sua herança.

Que a brisa do orgulho dos pecadores como os vasos de barro;

Com uma vara de ferro que dobra toda a sua segurança;

Que ele destrua as nações fuja diante dele,

Ele julgara os povos e as nações em sua sabedoria e justiça,

269
Jubileus 31,18-20.
270
Test de Judá 24,4-6.
Os povos das nações portam seu judô e o sirvam...

Ele glorificará o Senhor na face de toda a terra por ver sua gloria.

Eles portarão em presente os filhos de Israel falidos,

Eles virão para contemplar a gloria do Senhor onde Deus glorifica Israel.

E o rei justo e o seu ensino de Deus os governará.

Ele terá alguma injustiça para os seus dias,

E todos serão santos e o rei será o Messias o Senhor271.

A esperança judaica assim comprime nacionalmente limitada. O reino


messiânico terá para domínio a fertilidade maravilhosa. O deserto florirá e as
varas e as frutas frutificarão nas colinas. Sobre a montanha santa, Sião
resplandecerá magnifico e todo aparecerá às safiras e as esmeraldas272. As
doze tribos serão restabelecidas273. E os filhos de Israel serão honrados e
prosperarão; eles habitarão em paz e em segurança no país 274; eles
prolongarão seus dias; e a raça eleita se multiplicará sobre a terra, poderes e
benefícios de Deus.

E os dias começarão a aumenta e se multiplicar para seus filhos e dos homens. Ele terá mais
velhice, e as pessoas não se satisfazem com seus dias, serão como os filhos e os jovens
homens. Eles não terão mais satã nem maligno destruidor, e todos os seus dias serão dias de
benção e de salvação. Assim o Senhor curará seus servidores, eles levarão e viverão em
grande paz, e eles destruirão seus inimigos. E os justos verão a executar todos os seus juízos
e suas maldições sobre seus inimigos275.

A dominação de Israel uma vez estabelecida será uma dominação pacifica.


Como os antigos profetas, os visionários anunciam o dia onde as armas de
guerra inventadas pelos maus anjos serão mudados e lançados no fogo 276.
Após que o Senhor terá reunido os rebanhos na sua casa eles depositam o
bem e o bem será a presença do Senhor277. Do mesmo o Messias dos salmos
de Salomão não colocará sua confiança nos cavalos e nos carros, ele

271
Salmo de Salomão 17, 23-26 e 28-36.
272
Tobit 13,11-23.
273
Tobit 14,6; Jubileus 25,20; 31,20; 50,5; Salmo de Salomão 17, 20-28; 40 a 64.
274
Salmo de Salomão 17,27-46.
275
Jubileus 23,27-30.
276
Enoque 8,1; e 52,7-9.
277
Enoque 90,34.
permanece sem o ouro e a prata para fazer a guerra, mas serão o justo juiz e o
bom pastor que conduz seu povo na paz e na equidade278.

5.2. Universalismo e escatologia transcendental.

Então a medida que temos avançado para a era cristã, ele coloca a visão de
Israel tende a se apagar da cadeira do messianismo Palestinense. O mundo
tem decididamente os piores e cheios de injustiça e de miséria 279. As
circunstancias histórica restam mesquinhas e dolorosas. Porque a alma de
Israel será assim atacada no presente? Assim os videntes lembram sempre o
mundo invisível, para os céus e além da terra. O reino vem a ser considerada
uma realidade do além.

A escatologia transcendental que temos visto se desenvolve na época exílica e


se exprime sob a forma sistemática: ele é dois grandes períodos do mundo e
dois séculos, o século do presente e do futuro. Os dois séculos são dois
impérios governados por Deus e os sábios e outro governado por Satã ou
Belial e os espíritos do mal. Não é muito simples a evolução que não passa de
um reino a outro e nem mesmo por uma crise de história dos povos , mais por
uma catástrofe cósmica, por uma renovação do mundo.

Na concepção o elemento nacional passa decididamente a último plano,


elemento ético passa ao primeiro. A ideia de ressurreição e o juízo é o centro
da escatologia. E assim agem mais sem sentimentos da sanção moral, das
retribuições pessoais. Ele será a algum segundo suas obras: aos justos a
salvação eterna, aos maus a ruina e a danação. E os justos não são mais
somente os filhos de Israel ou os membros da Igreja Judaica, mas todas estas
que fazem a vontade de Deus, todos os que creem e que observam a lei santa.
Eles chamam os filhos da justiça280, os filhos da luz281, os filhos dos céus282,
então que os homens são filhos de Belial283, os filhos das trevas284 e os filhos
da terra285.

278
Sal de Salomão 17,37.
279
IV Esd 4,24.27.
280
Enoque 93,2.
281
Enoque 105,2.
282
Enoque 93,10.
283
Enoque 108,11.
O livro das Parábolas de Enoque descreve em tratos inflamados o grande dia,
para que o Filho do homem aparecerá no meio de miríades de anjos para julgar
a reunião dos vivos e dos mortos. Ele assiste sobre o trono de glória e os livros
serão abertos diante deles. Os ricos e os reis e os poderes da terra, e todos os
ímpios serão na confusão e se colocam a forma da aparição do Filho do
Homem, para a oração dos justos e o grito de sangue dos justos serão
exauridos para o Senhor dos espíritos:

Nos dias a terra seu deposito, e o sheol rende que ele recebe, e o inferno que eles devem. O
Eleito nestes dias cerca sobre seu trono da gloria e todos os secretos da sabedoria sorteia as
sentenças de sua boca, para o Senhor dos espíritos da grafia do dom e da gloria 286. E o senhor
dos espíritos fazer assegurar o Eleito sobre um trono de glória, ele julgará todas as obras dos
santos do alto do véu, e suas obras serão pesadas na balança. Quando ele leva a face para
julgar suas vozes secretas para a palavra no nome do senhor dos espíritos, e se escreve uma
só voz e eles abençoam e louvam e exaltam e proclamam santo o Senhor dos espíritos...
Santos que são dados nos céus e todos os eleitos que habitam no jardim da vida e todo
espirito de luz que poderá abençoar e louvar e exaltar e proclamar santo seu nome bendito e
toda carne que louvará e abençoará além de todas as forças seu nome bendito 287. Em que o
dia todos os reis e os poderosos e os que possuem a terra terão derrota, e eles verão e o
reconhecerão quando ele os cercará no trono de sua gloria; a justiça diante dele será julgada e
a palavra vão não será pronunciada diante dele. E a dor virá sobre os olhos como uma mulher
em trabalho, quando ela sofre de parto. O meio dentre os olhos da face e a dor lhes sairá sobre
eles e serão plenos de terror, eles baixarão a face e se verão o Filho do Homem sobre seu
trono de gloria. Mas os justos e os eleitos serão salvos neste dia, e eles não verão mais a face
dos pecadores e dos maus. E o Senhor dos espíritos verão com eles e eles cessarão de baixar
a face e tornarão ver a sua gloria288.

Toda a humanidade está lá, multidão inumerável, todos os que habitam na


terra firme e não somente a humanidade, mas os anjos, os poderes e as
dominações e todas as armadas dos céus289. Diante o juízo que descobre o
que é secreto e que pesa toda palavra e toda a ação, ele não mais o destinará
a raça nem o povo e não mais as consciências individuais que atendem a
sentença de justiça.

284
Enoque 101,1.
285
Jubileus 15,26.33.
286
Jubileu 51,1.3.
287
Enoque 61,8.9.12.
288
Enoque 62,3-5. 13. 14. Temos citado a tradução de F Martin.
289
Enoque 62,6-9.
Quanto aos heróis celestes, o Filho do Homem, o Eleito de Justiça que o
Senhor dos espíritos a nomeou diante da criação por presidir o drama
supremo, quanto ao comum com o valente Davídico da esperança nacional:
tem o ponto o papel ativo na história e a sua função que magnifica isto, e o
que figura silencioso e passivo na sua majestade. Mas esta concepção
teológica e mitológica toda abstrata, responde a aspiração universalista dos
videntes.

E todos os que sofrem no coração. Todos os que habitam na terra se prostrarão e o


adorarão290.

Encontramos o mesmo espirito profundamente humano na representação da


bondade paradisíaca. As circunstancias exteriores do mito variam. O dia dos
eleitos é tanto o jardim de Elohim das antigas lendas reportadas a fim dos
tempos tento que a terra mesma mais uma terra transformada e que Jerusalem
nova que desce dos céus ou um lugar entre os céus e a terra, o dentro do céu
ou dos setes céus. Mas que eles são terrestres ou celestes o Paraiso é a
cidade de justiça e a nova humanidade, onde o pecado será abolido ou que
não terá mais mortes. Em Enoque 10, o Senhor diz ao anjo Miguel:

Faz desaparecer toda a opressão da face da terra; que toda obra má cessa, que o lugar da
justiça e da verdade aparece e ele será em benção; das obras de justiça serão colocadas na
alegria para todos... Purifica a terra de toda a opressão, de toda violência, de todo pecado, de
toda impureza que se cumpra sobre a terra. Que teus filhos dos homens devem ser justos e
que todos os povos me virão e me abençoarão, e todos me adorarão. E a terra será pura de
toda a corrupção e de todo o pecado, de todo cumprir e de toda a dor e não terá mais tudo
sobre a terra e que as gerações de gerações e pela eternidade 291.

Nos apocalipses o mais recente em particular nas Parábolas de Enoque e no


Testamento dos Doze Patriarcas292, o mundo a vir é representado como ser de
natureza luminosa. Os eleitos serão como anjos nos céus, eles habitam na luz,
brilham como as estrelas.

290
Enoque 48,4.5. Do mesmo o sacerdote novo anuncia no testamento de Levi em 18, esclarece como o
sol toda a terra e mostra para mim todos os povos o conhecer do Senhor. Ele será magnifico por a terra;
ele brilhará como o sol da terra; e ele dissipa toda obscuridade sobre o sol; e a paz será sobre toda a
terra... o conhecer do senhor se coloca sobre a terra como as aguas do mar. Sob seu sacerdócio os
pagãos em grande nome terá conhecimento sobre a terra, e eles serão iluminados pela graça do
Senhor. 18,4.5.9.
291
Enoque 10,16.20 a 22.
292
E assim nos apocalipses Fariseus de Esdras e de Baruque.
Vós brilhareis como as luminárias nos céus. Brilhareis e resplandecereis e a porta do céu se
abrirá diante de vós293.

Ou a luz é a justiça e a vida, então que as trevas representam a injustiça e a


morte. A ascensão dos eleitos na luz é uma ascensão para a santidade, na
gloria de Deus. É porque o vidente Enoque anuncia esta parábola relativa aos
justos e aos eleitos:

Honre-vos, justos e eleitos, para vós a parte gloriosa. Os justos estarão dentro da luz do sol e
os eleitos na luz de uma vida eterna; e os dias de sua vida serão sem fim; os dias dos santos
serão como sem nome. Eles buscarão a luz e eles encontrarão a justiça após o Senhor dos
espíritos. Paz aos justos e ao nome do Senhor do mundo. Após isto ele será os santos nos
céus ao buscar os segredos da justiça, parte da fé; para o brilho como do sol sobre a árida e as
trevas desaparecerão. E ele terá uma luz que se pode avaliar; e eles não serão mais membros
limitados nos dias, para aprovar as trevas dissipadas, a luz será afirmada diante do Senhor dos
espíritos, e a luz da verdade será afirmada para todos no Senhor dos espíritos 294.

Esta antítese dualista entre as trevas e as luzes e esta concepção astral do


mundo a vir não está especificamente na forma Hebraica295. Eles são de
origem Babilônica e Iraniana e aos primeiros séculos eles têm vindo habituais
nas religiões de mistérios. Mais o apocalipse judeu deu toda a sua ética. E é
que a esperança de Israel encontra sua expressão a mais larga e mais
espiritualizada.

293
Enoque 104,2.
294
Enoque 58.
295
Bem que temos encontrado as primeiras linhas na visão da nova Jerusalem, Is 60,ver p 66.
CAPITULO VI. DOIS LIVROS DE PROPAGANDA JUDAICA NO SEGUNDO
SECULO.

6.1. A Propaganda Judaica na Diáspora.

Assim bem que o universalismo dos profetas, salmistas e videntes abortam a


ação de propagandista. Mais esta consequência não tem absolutamente
necessária. A paz messiânica e a conversão dos goim tem um ato do drama
escatológico. É um milagre de Deus mais agora que da ação dos homens que
os Judeus atendem a salvação, a salvação da humanidade como a salvação
da nação.

De outra parte p judaísmo, e que foi indefectível no futuro e seu poder


expansivo, tem entrave na atividade conquista pelo fato que constitui um grupo
étnico que uma comunidade religiosa fundada sobre a livre adesão. Aos olhos
de fora, os Judeus não somente os Palestinos, mas assim da diáspora
aparecem como uma sociedade relativa firmada e separada do resto do mundo
por uma certa particularidade nacional, e que por uma prática religiosa
exclusiva296. Os Gregos tos ethnos Ioudaion. O termo ethnon designa um povo
e uma raça. E de fato, o judeu não é mais somente o homem da lei, ele é o
membro do povo eleito e da raça santa. E aquele que foi seu habitat,
Jerusalem resta suas cidades e a Palestina em sua terra, o país que Deus tem
dado aos pais e onde ele deve colocar os filhos no dia supremo297.

Então algumas das barreiras não constituem o obstáculo absoluto. O fanatismo


nacionalista podem se aliar a um zelo missionário mais ardente. Os Fariseus
do tempo de Jesus, sua estreita tradição não serão mais prestes a percorrer
terras e mares para fazer um prosélito298. De uma parte na prática o judaísmo é
capaz de se adaptar as condições e aos meios diversos. E assim os crentes

296
As circunstancias e a abstenção de certos modos, a prática do Shabath e todas as observações legais
tende a isolar as comunidades judaicas do meio pagão e devem ter obstáculos aos prosélitos.
297
O Judaísmo resta se apaixonado atacado a terra Palestina que o Judeu assim espiritualista que Filon
não é mais engajado a descrever a maneira tradicional do retornados dispersos e a restauração de
Israel. Todos os que a diáspora virão depois as extremidades da terra, conduz pela colônia luminosa, e
fundaram em Jerusalem um reino eterno. De execrationibus 1 e depois De Praemiis 14 e depois.
298
Mateus 23,15.
em Deus a Torah não é mais um bloco e pode ter mais degraus na
observância299.

A diáspora que foi de sua repulsão instintiva por todos os pagãos, devem
utilizar as circunstancias e os movimentos de ideias que a extensão do
helenismo tem criados no Oriente. A hora em todas as partes se propaga os
cultos novos e onde o espirito de associação enche de forma prodigiosa, a
sinagoga pode ter assim vir num centro de grupamento e de atirar a ele as
almas religiosas300. O ideal de comunhão espiritual onde os tiases e as épocas
dão assim o pressentimento encontrado na sua realização. A sinagoga tem
uma fraternidade onde as almas inquietas encontram asilo. Ele tem assim a
casa de oração, beith tephillah onde suas imagens e sem sacrifícios ao adorar
o Deus único e justo301.

Desta forma os textos vistos e nos livros do Judaísmo, a sabedoria responde


as aspirações de uma elite. Na introdução a sabedoria de Ahikar ele nos diz
que Ahikar o escriba de Senaqueribe, viaja que tem mais os filhos para
conservar seu nome e por continuar sua linhagem tem na margem do sacrifício
aos ídolos e mais os ídolos não tem mais visto. Assim eles se tornam para o
Altíssimo o criador do céu e da terra302. É o tipo de prosélito forte característico.
O que retém o Judaísmo? A moral da Hokhmah, e entende no sentido mais
largo, e a crença ao Deus que recompensa os justos e pune os ímpios. Do

299
Pode discutir sobre o sentido dos termos prosélitos e phoboumenoi ou de sebomenoi Theon. Tem
assim as designações sinônimas ou de duas classes de Prosélitos? V Schurer. Historia do Povo Judeu,
tomo III, p 172-180 e contra Schurer Bertholet. A origem dos Judeus e dos Israelitas, p 328-349. Mesmo
se a distinção entre diversas categorias de aderentes não é jamais oficial, o resto que na pratica as
exigências da sinagoga que os novos vêm poder mais ou menos rigorosos, e que tem na diáspora, a
forma do grupo dos fieis observam toda a lei, dos não circuncisos simpáticos ao judaísmo e que
observam os Shabath e os preceitos de Noé.
300
Têm os missionários especiais os pregadores itinerantes como nas religiões místicas populares? Um
fragmento de Clearque de Soli, citado por Josefo reconta como Aristóteles encontra na Ásia um Judeu
que tenta atravessar o mundo informando o centro e os pensamentos dos povos e ensinando do autor
de sua doutrina: ele foi um Judeu da nação nascido na baixa Síria... Ele viaja também e vinte de suas
montanhas no país do mar... Ele tem o nome grego não só pela língua, mais pelo espirito. E que o
viajante na Ásia como que dos discípulos e vem justamente ao lugar onde estava ele nos interroga sobre
a nossa filosofia. E como aparece para nós, e nos ensina como bem dos pontos. Josefo. Contra Apion, I,
22.
301
A religião da sinagoga tem antes toda religião do livro; a explicação da Torah e tem o primeiro lugar e
o rito e tem reduzido ao mínimo. O culto do templo resta longe e o Judeu da diáspora não participa
ocasionalmente. Ver Axenfeld. A Propaganda Judaica e também ver G Warnecks, p 31. O judaísmo pode
aparecer aos pagãos como uma religião filosófica e que é em Filon e Josefo tem representado. Ver
Harnack. Missão e Propaganda do cristianismo, I, p 9-11.
302
Sabedoria de Ahikar I, 3 a 5.
ponto de vista de uma ortodoxia rigorista tem pouco sem duvida 303. Mas é o
essencial.

Pelo momento não é que as pequenas minorias que se baseia na sinagoga.


Então as pequenas minorias engrandecem as coisas no dia de sua
importância. Os Judeus se colocam através de todo o Oriente Helenizado. No
segundo século a. C. Estrabon escreve sobre estes modos:

Eles são em todas as cidades e eles serão difíceis de encontrar um direito da terra que ele
recebeu esta tribo e que não era dominada por ele304.

Tem então para dizer, em realidade todos os meios não tem mais igualmente
favoráveis a extensão do Judaísmo. E assim nas cidades cosmopolitas que os
judeus têm implantado305. E por que os prosélitos, eles tem assim os velhos
nas raças atacadas a seu passado e ao seu sol. Os verdadeiros Gregos e os
Romanos fortes em suas tradições antigas, restam estrangeiros e hostis. Mas
os Sírios e os Asiáticos que estão nestes caminhos do Oriente e do Ocidente
são acessíveis a propaganda Judaica.

Um ponto sobre a qual esta propaganda foi sempre ativa e onde a diáspora
deve chegar ao desenvolvimento da mais fecunda forma de Alexandria.
Alexandria o grande centro da cultura helenística, vem a ser após a Babilônia,
a segunda capital da diáspora. Os Judeus sempre têm estabelecidos de mais
uma boa hora, e eles tem siado adaptados. O Judaísmo de Alexandria, sem
cessar aumentada de elementos novos vem para a Palestina, sem cessar
aumentam os elementos novos vindo para a Palestina, diz dos outras regiões
do Egito, formam um dos quarteirões mais importantes da cidade306. Na

303
O monoteísmo de Ahikar não é mais puro de toda a sobrevivência pagã. É assim que ele compara o
Faraó a Bel e a aos Rei Senaqueribe ao Deus do céu... 27,6 e 28,1.2.
304
Citado por Josefo. Antiguidades Hebraicas, 14,7.2. Josefo Bellum Judaico, 7, paragrafo 3,3, e Filon In
Flacum paragrafo 7. Para os documentos literários e as epigrafias que vem confirmar os testemunhos e
assim ver Schurer, op. Cit. tomo III, p 2-70.
305
O Judaísmo da diáspora desta época aparece como uma religião da cidade. Os Judeus da diáspora são
geralmente artesãos e comerciantes. Eles formam uma população de trabalhadores e agitadores.
306
Após Filon de Alexandria e no Egito um milhão de Judeus e dois mil e quinhentos da população de
Alexandria são pertencentes de Judeus. In Flaccus 5.7. Quanto a indicação de Josefo, após a qual tem
sido mais de 100 mil de Judeus em Alexandria nos tempos de Ptolomeu Filadelfo, Antig Jud 12,2.1.2.
Eles podem ser um excesso para esta época. Não resta mais que a diáspora de Alexandria a muito
prosperado e que os primeiros Ptolomeus entre ente eles são favoráveis. Uma inscrição do tempo de
Ptolomeu Evergete atesta que os Judeus dedicam uma sinagoga ao rei do Egito e a rainha sua irmã e
realidade ele tem três cidades em Alexandria a vila grega e a vila Egípcia e a
Judaica. As relações entre as diferentes populações não tem mais também
regularmente pacíficos. E que sempre Israel provocou neste mundo; e bem que
a dominação dos Ptolomeus foi relativamente bem valorosa e que pode ser
perseguidos. Então o Judaísmo no lugar isolado nos seus costumes nacionais,
busca a compreender o estrangeiro307; e por meio conquistar o mundo e ele se
penetra no seu espirito. É Alexandre que para primeira vez tem de operar a
aliança entre o Hebraísmo e o Helenismo.

E que a borda dos Judeus alexandrinos são abandonados seu idioma


semítico, eles são meio a falar da nova língua internacional, a grande língua
usual, mais eles são sua língua religiosa308. Os livros sagrados e a Torah e os
Nebiim, os ketubiim, são sucessivamente traduzidos. Pois é toda uma literatura
Judia Grega, livros históricos e os relatos edificantes, livros de sabedoria ou de
filosofia, e até que os poemas épicos e tragédias.

Tal produção literária procede tanto os motivos apologéticos e de propaganda.


Eles agem de ganhar ao judaísmo as simpatias pagãs, e de dar aos Gregos
que Israel não é uma raça obscura e sem passado, mas que tem assim a
civilização venerável e sua filosofia309.

6.2. A pregação Missionaria do Terceiro Sibilino.

Para os livros de propaganda eles são dois que mais especial dos apelos
missionários os discursos aos Gregos. Este é o III Sibilino e a Sabedoria de
Salomão. Que os pagãos renunciam a seus ídolos, que os povos se convertam
ao Deus grande e Altíssimo, para o dia do juízo está próximo. Tal é a
mensagem que vem anunciar o autor do Sibilino III. Para o começo de cobrir

esposa. Hyper Basileus Ptolomeus kai Basilikes Berenice adlees kai gnaikos kai ton tknon hoi Ioudaioi.
Dittenberger. Inscrições Gregas, II, 726, conferir I, 129.
307
O fato que na tradução da LXX o termo ger é geralmente traduzido por Prosélitos indica o espirito
largo propagandista do Judaísmo Alexandrino. Os gerim não são mais os estrangeiros os bene nekar,
eles são vindos aderentes da comunidade os que são ligados a YHWH.
308
E que os Judeus Palestinos ao adotar o Arameu têm dado o Hebreu como língua sagrada.
309
A verdade que toda literatura Judeu Alexandrino depois da tradução da LXX até que a empresa em
vista dos pagãos mais que para o uso da sinagoga, é parecido escolher o relato lendário do Pseudo
Aristeia. Ptolomeu II aparece como um amigo dos Judeus que desejam assimilar a sua Sabedoria, Carta
de Aristeia, 140141. Em todo caso a tradução da LXX tem a expressão de Graetz, o primeiro apóstolo
que lembra sobre o mundo inteiro e que ensina todos os povos. Historia dos Judeus, III, p 36. E Axenfeld,
op cit, p 31-38.
um helenismo e de fato para falar de Sibilino de Eritreia. A antiga virgem
inspirada vai revelar aos mortais os enigmas divinos. E o artificio literário não é
inédito. Ele circula em efeito nos meios helenísticos das ritmadas escolhas e
mesmo das escolhas dos oráculos que tem atribuído aos Sibilinos310. Em fazer
da profetiza do paganismo a grande profetiza de Deus, o pregador judeu fala
aos Gregos uma linguagem que eles podem facilmente compreender.

Ao resto eles são hexâmetros Sibilino que leva a harmonia clássica. O estilo
não é rico, mas amplo e difuso, a composição é caótica com as mudanças e as
reedições. E que o estrangeiro da tradição bíblica é a mitologia grega: a
história da Torre de Babel e da confusão das línguas, pois Cronos parece ser o
homem Moisés e o homem Egípcio.

O Sibilino faz mais louvável esforço por traduzir o semítico em Jafetico... Ele
não é também chegado... Ele tem mais judeu por isto. Pois, ele ama a Grécia;
ele se lembra de como há uma simpatia profunda, e vê esclarecer e a
converter. Todo o mal vem de um erro funesto, a ignorância do verdadeiro
Deus. O homem esquecido de Deus que o formou, ele é o que vai adorar os
ídolos, as estatuas de bois, de metal e de pedra talhada, e os animais, repteis.
Aves, e bestas do campo311. Onde assim divinizado dos homens, e ele adora
os reis e os heróis como prega aos povos o monoteísmo espiritualista: Deus é
um, Deus invisível e celeste.

Ele não é um Deus, só supremo, soberano grande, não gerado, todo poder, invisível, que só vê
todas as coisas e que não pode ser visto por algum mortal. Para que a criatura de carne pode
ver com seus olhos o Deus celeste e verdadeiro, o Imortal que habita o firmamento? Podem
ser suportados os raios do sol, homem nasce mortal, que não é de sangue ou de carne? Adorai
o mestre único do mundo, que também é e que será, e não é a mesma e não gerado, que
domina todas as coisas em todos os tempos e que dá a todos os mortais a inteligência em uma
comum luz312.

310
Pausanias distingue quatro Sibilinos: e da eritreia, o Líbio, o Aramaeu, e o Babilonico. E mais certo
dos celebres. Varron o distingue dez. Ver Alexander Oraculo Sibilino, II, 1856, 92 a 101, e em Bouchet
Lecrerq. Historia da adivinhação na antiguidade, II, 1880, p 180-214. Sem, Cão e Jafé, são idênticos a
Cronos, Titã, e Japetos, Sibilino III, 110 e ss.
311
Sibilino III, 545 e depois. O Sibilino Judeu adota a interpretação da mitologia grega evemerista.
Sibilino, Proemio 63-17, Gesscken. Fragmento, III, 23-31.
312
Sibilino e alex, Proemium, 7-18, ed Gesscken. Fragmento, I, 7-12.
E mantem para que o mundo a preserva na sua folia e o culto de deus do nada,
a colera do Imortal vai destruir os filhos dos homens. O Sibilino grita o mal as
cidades e aos reinos e seu anuncio os supremas catástrofes. Babilônia, Assíria,
o Egito, Gog e Magog, a Líbia, a Fenícia, a Etiópia, recebe uma após a outra a
palavra de maldição. Mais que vem com as palavras de amor e endereça por
seu turno. Jamais ele não desespera de sua salvação... Os tempos virão onde
a Grécia conhece o nome do grande Deus e onde ele oferece os sacrifícios.

Oh! Helade, porque te confia nos homens, e nos chefes mortais que não podem mudar a morte
fatal? Porque oferece aos mortos às vãs oferendas e porque sacrifica aos ídolos? Que teu
espirito é uma aberração de cometer tais erros e de desdenhar a face do grande Deus. Revela
o nome do Pai de todas as coisas, e que o nome não é mais incontínuo... Quando a cólera do
grande Deus tombará sobre vós, e vós conhecereis a face do grande Deus. Mas quando o
Helade que em vão a imolado os touros e os bois mugem, oferecerá os holocaustos no templo
do grande Deus, ele destrói as chamas da guerra e aos terrores da peste, e ele será livre do
judô da servidão...313. Oh! Helade maravilhoso abandona teus pensamentos do orgulho, ore o
imortal ao grande coração. Modera teu orgulho presunçoso, venera o Grande Deus, a fim de
ter parte com eles314 quando o dia reduzível será vindo e que o juízo do Deus imortal se exerce
sobre os homens315.

No desastre universal que ameaça o mundo, o templo do Templo de Jerusalem


aparece também como o asilo de salvação ou que chegam aos eleitos. Mas os
chefes Judeus não são mais somente o povo privilegiado, os santos destinados
a possuir a terra, eles são os testemunhos de Deus supremo e os de vida de
todos os mortais316 O Sibilino é mais alto sentimento da dignidade do Judaísmo
que em face de todos os erros pagãos é a só doutrina de verdade; mas ele é
assim fortemente consciente da missão histórica de Israel e de seu dever
presente de propaganda. Israel representa a causa da humanidade; seus filhos
serão os profetas do gênero humano.

Assim surgirá uma raça humana de homens submissos aos preceitos e as vontades do
Altíssimo, que honram o templo do Altíssimo com as libações, os sacrifícios e das santas
hecatombes... Vivam na justiça e observa a lei do Altíssimo, eles habitarão a honra de suas
cidades e de suas campanhas férteis. Eles serão os profetas elevados pelo Imortal... E eles

313
Sibilino III, 545-567.
314
Os Judeus que mudam aos cataclismos escatológicos.
315
Sibilino III, 732-733-738 a 742.
316
E o povo do grande Deus será de novo poder e para todos os mortais eles serão os guias de vida. Biou
Kathodegoi esontai. Sibilino III, 195.
aportam uma grande alegria a todos os mortais. Aos que só em efeito, o grande Deus deu a
sabedoria, a fé e as boas formas de pensar. Ele não é o ponto dado pelos vãos erros e eles
adoram ponto dos simulacros dos deuses, obras feitas de mão do homem com o ouro, a prata,
bronze, marfim, de bois, a pedra e argila, e pinturas, imagens de deuses perecíveis... Todo o
que é mortal, em sua fé igualmente, adoram. Mas eles levam para os céus as mãos puras e
eles rendem homenagem ao Deus grande e imortal. Eles honram seus parentes, eles recebem
a santidade no leito nupcial, e eles não livram mais a pederastia como os Fenícios, os
Egípcios, os Latinos, e os Gregos, os Persas, os Gálatas e todos os Asiáticos, que
transgredem e ameaçam a lei pura do deus imortal317.

Ao meio da decadência moral de seus tempos de crise, o Judaísmo se importa


para suas virtudes sociais e familiares. Em face da escolha do mundo e das
corrupções abomináveis dos goim, os Judeus são os justos e os puros. Com
isto, eles são doces e pacíficos, hospitaleiros para o estrangeiro, pleno de
bondade para com todos os homens. No fragmento do Pseudo Phocylide que
interpolado ao segundo livro do Sibilino em 55-149318, nos ligamos as máximas
de um acento todo evangélico:

Não recebe jamais a recompensa para as obras de injustiça. Veste o que está nu, dá teu pão
ao faminto, recebe na casa os que sem abrir e guia o pobre; leva seguro aos náufragos,
estende a mão ao que está caído e salvo o homem abandonado. O sofredor é comum a todos
e a vida é como uma rua e coisa incerta... Que os estrangeiros que te honra como cidadãos. Le
terá por estrangeiro para vós, e somos todos nascidos de um mesmo sangue, e nenhuma parte
não é para os homens de resistência permanente319.

Assim que devem a excelência desta moral e só o espetáculo da vida Judaica


e o mundo vai se converter ao Deus de Israel. O autor do III Sibilino sem
duvida desta conversão. Por isto o problema social e internacional se resolve
com uma simplicidade luminosa: que os Gregos se fazem Judeus e a terra
conhece a bondade dos tempos novos. Ele dentro de todo belo e do otimismo
eles são a inspiração universalista dos profetas que ao contato do Helenismo, é
então agora exaltado.

E após ter chamado e ameaçado e maldito o velho mundo, o Sibilino descrever


com uma grande abundancia de imagens do eterno revés do futuro, as nações

317
Sibilino, III, 573-599.
318
O fragmento faz verdadeiro a aparte de um compendio da moral Judaica ao uso dos prosélitos.
319
Sibilino II, 70-83 a 87; 104 a 108.
se mudam na autoria da santa montanha, a fim das guerras, toda humanidade
se une a Israel, e devem o povo de Deus.

A terra, mão de todos os vivos atravessa e nos dois hinos mostra pela boca dos Homens:
Atenção! Prostrem-vos toda a terra, invoca o rei imortal, o Deus Altíssimo e maior. Envia as
oferendas ao templo, para o seu soberano e todos confessem a lei de Deus Altíssimo. Assim
temos errado longe de sentir o Imortal; no modo de nosso coração, adoramos as obras feitas
por mãos do homem, dos ídolos e dos homens derrotados! Atenções com o povo de Deus
deveram prostrar face contra a terra, e nem tudo regozija pelos hinos de Deus nosso pai... E
toda a terra portará as cenas e os presentes a casa do grande Deus e ele não terão mais as
gerações futuras de outra casa a venerar que esta que Deus propõe as homenagens aos
homens piedosos. Os mortais apelam para o templo do grande Deus... Uma paz e uma
felicidade profunda virão sobre a terra. Os profetas do grande Deus suprirão os bens e eles
serão os juízes e os príncipes justos dos mortais... E será o juízo e o reino do grande
Deus...320.

É assim que o messianismo judeu se propaga. Certas filosofias Gregas do


período ático as visões apocalípticas de um juízo do mundo e de uma
restauração da humanidade o autor de Jerusalém é para um estrangeiro uma
medida extrema de falar sobre estes temas e que o tempo tem na literatura
mística e apócrifa. O Sibilino vem do Oriente, da Babilônia na Assíria. Ele é um
filho de Noé, o justo resgatado do diluvio, e Deus mesmo o tem revelado os
segredos do passado e do futuro.

Quando será cumprido sabereis de mim, e me chama mais forte, me chama de profetiza de
Deus. E Deus me revela coisas que são levadas ao começo e todo o que faz chegar ao lugar,
eu anuncio aos mortais o passado e futuro. E todas as palavras escolhidas de minha boca são
de verdade321.

Os contemporâneos não têm outras provas. Portanto os prosélitos vêm do


judaísmo para eles e que se encontram uma esperança, esperança do século
futuro. Assim a salvação e a libertação atende um renascimento paradisíaco,
que obscuro trabalho nas almas nos séculos do sincretismo, deve ser passado.
A profecia Sibilina generosa e apaixonada, de um alto pode moral, anuncia ao
mundo os tempos novos. O mundo não pode crer a virgem sagrada sobre a
palavra. Ele espera sobre a fé do Sibilino, sobre a fé de Israel.

320
Sibilino III 714-726 e 771 a 783.
321
6.3. O Humanismo Judeu Grego na Sabedoria de Salomão.

O autor da sabedoria de Salomão apresenta sua pregação missionaria, não


ensaiada de forma estrangeira. Ela está na tradição da Hokhmah e no meio de
seus preceitos na boca do grande rei e do grande sábio de Israel. Ele não
ensina mais uma sabedoria nova e que tende a se adaptar aos conceitos do
pensar grego.

A exortação é endereçada aos reis grandes da terra, e é o juiz da terra; e o


poder se estende ate as extremidades da terra, os mestres da multidão 322.
Artificio de retorica sem duvida e para vir e ter mais os príncipes gregos por ler
tal livro. O resto que tem na borda da Sapiência afirma que sua tendência
universalista323. Pois o circulo limitado na sinagoga o sábio judeu vem atender
os pagãos cultivados que podem ser atirados para o judaísmo é para a sua
alma, e para a simples curiosidade filosófica. As cartas alexandrinas se
interessam aos voluntários crentes e as formas estrangeiras. E assim o seu
uso um Salomão modernizado, que fala um grego abundante, a nuance onde
ele são de lugar semítico, e que é iniciado aos disciplinas do helenismo, aos
métodos de exposição e de discussão praticados nas escolas de retorica. E a
doutrina que ele ensina é uma filosofia eclética, ao resto mais sistematizado, e
que percebe a influencias do platonismo e das teorias dos peripatéticos, da
física de Heráclito e dos estoicos324.

O sujeito do livro é o elogio da sabedoria, razão divina e a fonte de todo bem,


que ele criou o universo e que dirige, de renovar o modo eterno.

Para ele há um espirito inteligente assim, santo, único, múltiplo, sutil, móvel, lucido, imaculado, claro,
incorruptível, amigo do bem, penetrante, sem limite, abençoado, filantropo, firme, puro, impassível, podem
tudo, vidente e todo penetrante todos os espíritos inteligentes e puros e sutis. Para todo que seu modo, a
Sabedoria é o que mais móvel. Ele penetra e se insinua por todas a graça a sua pureza. Assim é a alma
do poder de Deus, uma emanação da gloria do Todo Poderoso. Ele reflete a luz eterna, um olhar sem
forma da atividade de Deus, uma imagem de sua bondade. Ele é o único e pode tudo, ele é imutável, é

322
Sabedoria I, 1; e VI, 1.2.
323
E ele afirma em mesmo tempo sua pretensão aristocrática. O ensino da sabedoria é reservado a elite
social.
324
O autor tem realmente estudado as diferenças os sistemas nas escolas gregas onde ele conhece
somente para a leitura de uma antologia? Em todo caso a carta familiar com as concepções gerais da
filosofia de sua época.
renovada. De geração a geração, ao passar nas almas santas, ele suscita dos amigos de Deus e dos
profetas. Ele nada ama de Deus se ele não é familiar da sabedoria325.

O autor de introdução do livro de Provérbios e ao Sirácida tem assim exaltado


a sabedoria e tem a virtude divina e a ação universal. A tendência a
personificar certos atributos de Deus supremo tem todo feito conforme ao gênio
semítico e hebraico. Mais ele não é apenas uma abstração realizadas e
hipóstases, ele tem um esforço mais conscientes para apresentar aos Gregos a
doutrina judaica como no sistema do mundo e como uma filosofia. Esta Sofia
aos nomes múltiplos e aos vinte um atributo não esta mais no logos dos
estoicos tem a Hokhmah dos doutores judeus? O Logos é chamado pelos
estoicos, o universo, natureza, necessidade, destino, lei, providencia. Ele é
assim o príncipe de todas as coisas o espirito criador e ordenador. A mais
forma do autor da Sabedoria emprega o temo logos, ele aparece bem designar
para uma forma análoga a sabedoria326.

A sabedoria é chamada assim de pronoia, providencia divina327. Então uma


noção que encontramos na metafisica estoica e reaparece em Filon. A pronoia
é a alma do mundo. No resto do livro é a ordem pratica, e não de pura
especulação. O sábio de Alexandria é colocado a eterna questão que
atormenta o coração de Jó e sobre a qual filosofa o Qohelet: a qual é utilizado
da sabedoria para a vida, e que é a recompensa da virtude? Esta questão a
qual a Hokhmah judaica tem em vão buscado uma resposta, e pode ser
resolvida na filosofia grega, graças a doutrina dualista da imortalidade da alma:
o corpo material vê a destruição, e que a lama, principio de vida do corpo, é
imortal por sua natureza, ele não será nem nascido nem perece328. O autor as

325
Sabedoria 7, 22-28.
326
Sabedoria 9, 1-4; Deus meu pai, Senhor pleno de misericórdia que criou todas as coisas por teu
logos, e formou o homem pela sabedoria, a fim de que ele domina sobre as criaturas e que rege o
mundo na santidade e na justiça dá esta sabedoria que se tem a forma de ti sobre os tronos e não
excluem mais o nome dos filhos. Confere 16,12. E teu logo que cura tudo, Senhor.
327
Sabedoria 17,2. E Pfleiderer. A filosofia de Heráclito, 1888; ver E Zeller. Filosofia dos Gregos, III; H
Bois. Ensaio sobre as origens da filosofia Judeu Alexandrino, 1890. P Heinisch. Historia da Filosofia no
livro da sabedoria, 1908; O Livro da sabedoria, 1912.
328
Conferir Platão: a alma é inteiramente distinta do corpo. Na via eles nos constituem e o que nós
somos. Nosso corpo não é que uma imagem que acompanha um de nós... Nossa pessoa é que uma
imagem que acompanha a substancia imortal para sua natureza que se chama aalma. Leis, 12. Toda
alma é imortal. O ser que se tem ele mesmo é um principio de movimento, ele não pode ser nascido
nem perecer...Ou a faculdade de se mover a si mesmo é a essência da alma. A alma não pode ter nem
começo nem fim. A Republica, 10. Esta crença que a filosofia exprime a linguagem metafisica faz parte
Sabedoria se compara esta doutrina e de fato o pivô de sua ética e de sua
escatologia.

As medidas de escutar a voz da Sabedoria tem como ver a vida em sua


confiança em seu próprio poder e em abandonar aos prazeres efêmeros.
Salomão demonstra que a razão como se segue e que acontecem os desígnios
de Deus. Nossa alma é preexistente, ela é a essência divina. Antes de descer
na terra ele está com Deus. Deus a envia como meio de prover um corpo, pois,
quando ele decide a chama para si329. Fora disto tem uma catástrofe para
passar da vida atual ao mundo porvir. A alma, naturalmente imortal aspira a se
deixar de seu corpo sujeito a corrupção, que pesa sobre ele, por ser no céu
após Deus. Retornar a Deus é a destinação da alma, a salvação que atende os
justos:

Deus criou o homem para a imortalidade.

As almas dos justos são da mão de Deus,

E o tormento na vira mais sobre ele...

Os justos vivem eternamente,

Sua recompensa é para o Senhor...

A obediência a suas leis assegura a imortalidade.

E imortalidade é na comunhão com a sabedoria330.

A concepção da alma é ligada a concepção de Nephesh e de ruah, e a crença


em sobrevida da dupla no sheol; e mais longa assim do messianismo dos
profetas e da dramaturgia escatológica dos apocalípticos. Mas esta metafisica
e a psicologia responde a aspiração dos tempos. Eles têm o dogma novo para
o mundo novo. Assim, eles têm universalmente humanos; eles colocam a
pessoa moral como uma essência indestrutível ao meio das circunstancias que

do capital espiritual do helenismo. Vários séculos antes de Platão, os mistérios órficos tem ensinado
como a alma se desfaz da vida corporal e a escravidão do mundo material por elevar a vida divina e por
vir ao bom do Hades com os imortais. Nos primeiros séculos antes da era cristã as concepções eram
expandidas no Oriente e eles eram a base das religiões sincréticas. As religiões eram essencialmente
dualistas e athanatistas. Mas que diretamente no contato da filosofia grega que os Judeus da Alexandria
elaboram sua doutrina de imortalidade.
329
Sabedoria 15,8.11.
330
Sabedoria 2,23; 3, 1; 5, 15; 6,19; 8,17.
mudam e das aparências fugitivas; e para além de as distinções da raça e o
meio social eles afirmam que a humanidade é una... a humanidade é por assim
dizer a grande família composta de todos os descendentes de Adão 331, e onde
o tempo os membros recebem em partes uma alma imortal.

Pois os atributos da sabedoria enumeradas em Sab 7, é que aparece particular


característica e é uma filantropia. A sabedoria é um espirito de filantropia,
Pneuma Philantropon332. A filantropia é a grande virtude do helenismo
cosmopolita. Ele tende a se superpor ao espirito cívico e ao sentimento
nacional. O homem civilizado Pepaideumenos diz que ele pertence a
humanidade e a alma a humanidade.

Assim o ideal da filosofia deve se reencontrar com o ideal da Hokhmah. Para o


autor da Sabedoria o parentesco tem evidente. Na exposição dos preceitos
sobre a condução da vida, ele confunde o ensino da escola com a pregação da
sinagoga, e ele anuncia a maneira Platônica os quatro ventos cardeais:

Se uma alma ama a justiça,

Esta sabedoria eu produz as virtudes,

Ele ensina a prudência, a temperança,

A justiça e a força da alam,

E ele que é mais útil aos homens na vida333.

Assim o humanismo longo aberto aos pensar do século, e na Sabedoria um


Judaísmo fervente. O autor não guarda o escuro que pertence ao povo santo, a
raça sem reprovação334. E como o Sirácida o termo do livro por um longo
discurso historico onde descreve as manifestações da Sabedoria na historia de
Israel depois de Adão ate a saída do Egito. Nesta exposição a tradição bíblica
deve servir de tema e de demonstração a exortação sapiencial e a apologética

331
A sabedoria é a um homem para os homens; e Salomão tem que descrever sua iniciação a sabedoria,
insiste sobre os tratos que são comuns a todos os mortais: Eu sou um homem mortal como todos da
terra... Descendente do primeiro homem nascido sobre a terra... Desde meu nascimento eu respiro o ar
comum a todos, eu tombo sobre a terra que nos recebe todos, e meu primeiro grito, pareço a todos na
terra foi um gemido... Algum rei não começa com a existência, ele não é para todos que uma maneira de
entrar na vida e em escolher. Sab 7,1.3.5.6.
332
Sab 7,23.
333
Sab 8,7.
334
Sab 10,13, conferir 18,8. Os santos filhos dos bons.
antiidolatria . É por que o sábio o interprete idealista com um soberano liberto.
Sobretudo, ele alegoriza e busca nos relatos dos acontecimentos do passado
dos símbolos e das parábolas. Por exemplo: a mulher de Ló representa a
incredulidade335. A história da luta de Jacó com o anjo para demonstrar que a
piedade triunfa também336. Os Egipcios foram destruídos pela praia de trevas,
é a imagem da noite do Hades que vem para os ímpios. Os Israelitas são
conduzidos para a coluna de fogo; é a imagem de salvação dos justos 337. Deus
envia a muito aos Israelitas no deserto para aprender a seus filhos que não são
mais frutos da terra que tem os homens mais que é o logos que assegura a
vida dos que creem338. E mesmo a historia da serpente que significa que o
logos cura tudo, e que Deus a todo poder sobre a vida e sobre a morte339.

Este método exegético que vai encontrar sua plena aplicação nos tratados de
Filon, não é simples invenção de doutores Alexandrino340. Nas escolas
Palestinenses igualmente a Torah pode vir a material de interpretação
simbólica. (Conferir as Hagadah dos Talmudistas). Então é diferente: em
Jerusalem o alegorismo pode ser mais ou menos assíduo praticado, ele jamais
é considerado como o principio fundamental da exegese. O sentido literal resta
sempre ao ponto de partida das interpretações rabínicas. Os Alexandrinos ao
contrario, o sentido literal é secundário e o sentido espiritual só importante.

É por que o livro da Sabedoria marca uma data da historia da teologia bíblica.
E tende a desnacionalizar o Antigo Testamento e a demonstrar o valor
universal da palavra sagrada. Ele está na Biblia mais que a historia de um povo
e mais que a lei de um grupo social particular, e a toda a filosofia e toda
religião, todo pensar humano341.

Eis que o sábio Alexandrino viu, e como o grande pensar é ao ponto de partida
de sua apologética e de sua pregação missionaria. Para ele, não é mais a
questão de colocar os povos na Palestina autor do lugar sagrado, ele age ao

335
Sab 10,7.
336
Sab 10,10-12.
337
Sab 12 a 18,4.
338
Sab 10,13 e 8,8.Os santos filhos bons.
339
Sab 16,25.
340
Ver Emile Brehier. Filon de Alexandria, 1908, p 37-61.
341
Quando este pensar não é mais claramente e literalmente exprimido e é ao sábio de descobrir sob a
forma simbólica a ideia mística e a significação profunda.
dissipar o erro pagão e estabelecer aos povos na Palestina autor do lugar
sagrado, ele age ao dissipar o erro pagão e estabelecer a humanidade o reino
da Sabedoria eterna. Israel é revelado ao mundo a verdade divina e faz brilhar
sobre a terra a luz da lei342.

No mundo pagão todas as suas formas e idolatrias não é mais sua dignidade
diante do criador que ele formou. E dentro de uma as mais belas paginas de
seu livro o sábio nos explica que o Deus todo poderoso, no lugar de
acrescentar um só às nações hostis, na forma temporizada para deixar aos
pecadores a possibilidades de se arrepender. Ele é assim a um tempo para
que os que tem os homens e que eles são de uma forma uma parcela do
espirito divino.

Tu és piedoso para todos,

E firmas os olhos sobre os pecados dos homens,

Porque o poder se arrepender.

Tu amas tudo o que existe,

E tu não levas a ti o que te criou...

Levas a todas as coisas para as que são para ti,

O soberano amigo dos vivos!

Teu espirito incorruptível é em ti,

Porque levas o pecador com medida,

E o faz sobrevir as suas faltas e os adverte,

Afim de que ressoa a sua mercadoria, e creem em ti, Senhor.

Os antigos habitantes da terra santa,

Antes que tua derrota, a causa de suas abomináveis práticas da magia,

Seus ritos ímpios, suas cruéis imolações de crianças...

Tu és justo e tu governarás todas as coisas com justiça...

Para que tu és mestre absoluto de todas as coisas,

342
Para esta luz incorruptível da lei devem ser dado ao mundo. Sab 18,4.
Tu és cheio de bondade...343.

Para ti o preço do povo, que o justo entre amigos dos homens...344.

É assim que o contato do espirito novo, os últimos vestígios do nacionalismo


que se opõem agora a evolução do monoteísmo judeu devem terminar por
desaparecer. O velho YHWH cessa de amaldiçoar e de anunciar aos goim a
destruição; ele vem de um Deus filantrópico, e ensina aos homens a amar a
humanidade.

Assim que na aliança do Judeu com o espirito Grego que deve abordar ao
mundo a palavra decisiva. Ele tem para isto mais intelectual, mais racionalista,
e ele tem o sentido místico e a esperança. A Sabedoria em Filon e não no
Evangelho. Mas então que o sábio Alexandrino ensaia conciliar Moises e
Platão, e que os pobres da Galileia o Messias vai aparecer... E Jesus anuncia a
boa nova do Reino de Deus que vem para todos os homens de boa vontade345.

343
Sab 11,23-24; 12, 1-4. 8.15.16.
344
Sab 12,19. Hoti dei ton dikaoin einai Philantropon.
345
É o cristianismo que continua as tendências universalistas do judaísmo, como ele recolhe os frutos da
propaganda da sinagoga. Após as catástrofes de 70 a 110 depois de Cristo. No esforço de resistência
contra a propaganda cristã o judaísmo se replica sobre ele mesmo os grupos Helenizados desaparecem
e o Fariseu começa definitivamente e assim a reação surge do talmudista.