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O DIREITO À EDUCAÇÃO, E EDUCAÇÃO NO DIREITO – GARANTIAS

LEGAIS.

Direito à educação – o que diz a Lei?

INTRODUÇÃO

Dentro do rol dos direitos humanos fundamentais encontra-se o direito à


educação, amparado por normas nacionais e internacionais. Trata-se de um
direito fundamental, porque inclui um processo de desenvolvimento individual
próprio à condição humana. Além dessa perspectiva individual, este direito
deve ser visto, sobretudo, de forma coletiva, como um direito a uma política
educacional, a ações afirmativas do Estado que ofereçam à sociedade
instrumentos para alcançar seus fins.

Nesse sentido, iluminado pelo valor da igualdade entre as pessoas, o direito à


educação foi consagrado pela primeira vez em nossa Constituição Federal de
1988 como um direito social (artigo 6º da CF/88). Com isso, o Estado passou
formalmente a ter a obrigação de garantir educação de qualidade a todos os
brasileiros.

1. PROBLEMA

É importante ressaltar, porém, que o Poder Público não é o único responsável


pela garantia desse direito. Conforme previsto no artigo 205 da Constituição
Federal, a educação também é dever da família e à sociedade cabe promover,
incentivar e colaborar para a realização desse direito.
Especificamente em relação às crianças e aos adolescentes, tanto a
Constituição Federal (artigo 227, CF/88) como o Estatuto da Criança e do
Adolescente (artigo 4º da Lei 8.069/90) preveem que a família, a sociedade e o
Estado devem assegurar os direitos fundamentais desses sujeitos, e aí se
inclui a educação, com absoluta prioridade.

2. JUSTIFICATIVA

A que tipo de educação temos direito?

O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é um direito que pode ser exigido do


Estado.

Segundo o ECA (artigo 53), “a criança e o adolescente têm direito à educação,


visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da
cidadania e qualificação para o trabalho”. Nesse sentido, a lei assegura:

Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

Direito de ser respeitado por seus educadores;

Direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias


escolares superiores;

Direito de organização e participação em entidades estudantis, e

Acesso a escola pública e gratuita próxima de sua residência.

Para que estes direitos sejam observados, o ECA também estipula os deveres
do Estado (artigo 54). São eles:

Garantir ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele


não tiveram acesso na idade própria;

Assegurar progressivamente a extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao


ensino médio;

Oferecer atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,


preferencialmente na rede regular de ensino;
Oferecer atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos
de idade;

Garantir acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação


artística, segundo a capacidade de cada um;

Ofertar ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente


trabalhador;

Promover atendimento no ensino fundamental, através de programas


suplementares de material didático escolar, transporte, alimentação e
assistência à saúde.

Por fim, é importante lembrar que o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é


um direito público subjetivo, ou seja, pode sempre ser exigido do Estado por
parte do cidadão. Assim, caso o Poder Público não garanta o acesso à
educação ou caso não o faça de maneira regular, o cidadão tem a
possibilidade de exigir judicialmente que seu direito seja observado, obrigando
o Estado a fazê-lo.

2. CONTEXTUALIZAÇÃO

Quem garante o direito à educação?

O Estado, por meio de todos os seus poderes (executivo, legislativo e


judiciário) e níveis da federação (União, Estados, Municípios), deve efetivar os
direitos e garantias constitucionais, o que significa não só oferecer as
condições para o exercício do direito, como também fiscalizar o seu
cumprimento. Para tanto, existem várias instituições do poder público que
possuem, dentre suas atribuições, a função de zelar pela observância do direito
à educação, tais como: as Coordenadorias de Educação (escolas municipais),
Diretorias Regionais de Ensino (escolas estaduais), Secretarias de Educação
(estadual e municipal), Defensoria Pública, Ministério Público, Poder Judiciário,
Conselhos Tutelares, Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente,
entre outros.

Os Conselhos Tutelares podem intervir nos casos em que os pais não


encontram vagas nas escolas.

Os poderes executivos, ou seja, as prefeituras, os governos estaduais e o


governo federal, têm como função principal, no que tange o direito à educação,
promover essa política social básica. Isso significa dizer que esses poderes são
obrigados a oferecer uma rede regular de ensino em todos os âmbitos e cuidar
da gestão dessa rede.

4. REFERENCIAL TEÓRICO.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) determina que à União


cabe a função de estabelecer uma política nacional de educação,
especialmente por meio de leis. Os Estados, segundo a LDB, devem oferecer o
ensino fundamental gratuito e priorizar o ensino médio. E aos municípios cabe
prover o ensino infantil (creche e pré-escola) e priorizar o ensino fundamental.
Caso estas autoridades não cumpram o que a lei determina, elas podem ser
responsabilizadas judicialmente por isso.

5. REVISÃO LITERÁRIA.

A Defensoria Pública é o órgão responsável por prestar assistência jurídica


integral e gratuita àqueles que não dispõem de recursos suficientes para pagar
um advogado sem comprometer seu sustento. O Defensor, na condição de
advogado público, deve zelar pelos direitos e garantias fundamentais
expressos na Constituição, dentre eles o direito à educação. Na defesa desse
direito, o Defensor pode se utilizar de algumas atribuições, tais como promover
as chamadas ações civis públicas; exercer a defesa da criança e do
adolescente; orientar, informar e conscientizar a população acerca dos seus
direitos (artigo 4º da Lei Complementar 80/94).

Em algumas Defensorias Públicas estaduais, existem Núcleos Especializados,


tais como o de “interesses difusos e coletivos” e da “infância e juventude”, que
buscam a efetivação dos direitos não só individuais, mas também dos
chamados direitos difusos e coletivos, isto é, direitos que protegem um bem
jurídico cujos titulares são um grupo ou toda a sociedade. Assim, por meio de
ações individuais ou coletivas e da atuação de seus Núcleos Especializados, a
Defensoria Pública pode garantir o acesso à Educação, bem como pressionar
para a melhoria da qualidade do ensino público.

O Ministério Público tem como funções primordiais a defesa da ordem jurídica,


do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, de
modo que também deve atuar na garantia da educação, por meio de ações
individuais e coletivas. Os Ministérios Públicos estaduais muitas vezes
constituem um Centro de Apoio Operacional da Infância e da Juventude para
cuidar especificamente da defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Uma ferramenta importante de atuação tanto da Defensoria Pública como do


Ministério Público é a ação civil pública – um instrumento processual de ordem
constitucional, destinado à defesa de interesses difusos e coletivos, dentre eles
o direito à educação. Como exemplos concretos de utilização desse
instrumento na defesa à educação, há ações requerendo reformas em
estabelecimentos de ensino; notificações recomendando o fechamento de
escolas particulares irregulares; ações visando garantir a oferta regular de
ensino em períodos de greve de servidores públicos, entre outras.
Os Conselhos Tutelares, por sua vez, são órgãos permanentes e autônomos,
não jurisdicionais, encarregados pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos
direitos da criança e do adolescente, definidos no Estatuto da Criança e do
Adolescente (artigo 131). Entre as atribuições do Conselho Tutelar, destacam-
se: o atendimento às crianças e aos adolescentes, inclusive aplicando as
medidas protetivas previstas no ECA; requisitando serviços públicos na área da
saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança (artigo
136).

O Conselho pode intervir nos casos em que os pais não encontram vagas nas
escolas para os filhos, determinando ao serviço público o atendimento da
demanda; ou ainda, exigir dos pais a matrícula e frequência obrigatória em
estabelecimento oficial de ensino. Por fim, caso essas requisições não sejam
atendidas, o Conselho Tutelar deverá encaminhar o caso ao Ministério Público.

O papel da família no fomento à Educação.

Mesmo os jovens que tenham cometido atos infracionais devem ter preservado
seu direito de acesso à educação.

A família é um dos três eixos de promoção do direito à Educação. Os pais são


responsáveis por matricular seus filhos nas instituições de ensino e garantir a
permanência deles (artigo 55 do ECA). Inclusive, alguns programas públicos de
distribuição de renda condicionam o benefício à frequência escolar dos jovens
sob tutela dos pais, atestando a família como principal incentivadora dos
estudos.

O Estatuto prevê, entre as medidas que são aplicáveis aos pais ou


responsáveis, a obrigação de matricular o filho em estabelecimento de ensino e
acompanhar sua frequência e aproveitamento escolar (artigo 129, inciso V do
ECA).

Evidente, portanto, que, além de uma atribuição do Estado – que tem o dever
de fazê-los zelar pela frequência escolar (artigo 54, parágrafo 3º, ECA) –, a
responsabilização pela matrícula e acompanhamento das crianças e jovens no
ensino fundamental é compartilhada com a família (pais e responsáveis).

O direito à educação e as medidas protetivas e socioeducativas.

6. METODOLOGIA

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê a aplicação de medidas


protetivas sempre que os direitos nele previstos forem ameaçados ou violados,
seja pelo Estado, pela sociedade ou pela própria família. Entre as medidas
existentes, há previsão de matrícula e frequência obrigatória em
estabelecimento oficial de ensino fundamental (artigo 101, inciso III do ECA).

As medidas de proteção podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente com


as medidas socioeducativas; estas previstas exclusivamente aos adolescentes
que tenham praticados atos infracionais.

É importante ressaltar que independentemente da situação do adolescente,


esteja ele cumprindo uma sanção pela prática de um delito ou não, seu direito
à educação formal, bem como outros direitos fundamentais, em nada é
afetado.

A Liberdade Assistida inclui em sua execução o acompanhamento da


escolarização do adolescente; na Prestação de Serviços à Comunidade, o
período determinado para o cumprimento da medida não pode prejudicar o
tempo de estudo; a medida de semiliberdade comumente vem acompanhada
de uma medida protetiva de matrícula e freqüência obrigatória em
estabelecimento de ensino e, por fim, quanto à medida privativa de liberdade,
os estabelecimentos de internação devem necessariamente oferecer
escolarização e profissionalização aos adolescentes.

O direito à educação aos portadores de deficiências.

Os jovens portadores de deficiência física e/ou psíquica também recebem


atenção especial do Estado quando o assunto é garantia do direito à educação.

O não oferecimento ou oferecimento irregular de atendimento educacional


especializado aos portadores de deficiência pode gerar uma ação de
responsabilidade por ofensa aos direitos das crianças e dos adolescentes
(artigo 208, inciso II do ECA).

A Constituição Federal também prevê a “criação de programas de prevenção e


atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial
ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de
deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e convivência, e a
facilidade de acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de
preconceitos e obstáculos arquitetônicos” (artigo 227, parágrafo 1º, inciso II da
CF/88).
Outras legislações também garantem proteção especial à educação de jovens
portadores de deficiência física e/ou psíquica. A LDB, em seu artigo 4º, inciso
III, prevê o atendimento educacional especializado e gratuito aos jovens com
necessidades especiais. Por fim, complementa a matéria sobre educação
especial o seu artigo 58: “entende-se por educação especial, para os efeitos
desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na
rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades
especiais.”

Conclusão

A educação, como um direito fundamental, estrutura-se como um dever


compartilhado entre Estado, família e sociedade.

Tomando a legislação como ponto de partida, podemos dizer que a educação


como um direito fundamental estrutura-se como um dever compartilhado entre
Estado, família e sociedade. O Poder Público, como um dos responsáveis pelo
fomento à educação, deve promover ações não só no âmbito de elaboração de
políticas públicas (executivo), no âmbito de elaboração de leis (legislativo), mas
também exercendo o papel de protetor e fiscalizador desse direito (judiciário).

As diversas instituições do poder públicas relacionadas neste texto cumprem


papéis importantes na garantia dos direitos dos cidadãos.

Num país marcado por desigualdades como o Brasil, onde a distribuição de


direitos espelha essa desigualdade, garantir o direito à educação é, sem
dúvida, uma prioridade e um passo fundamental na consolidação da cidadania.
Conhecer seus direitos, os caminhos de acesso à justiça, e as ferramentas
disponíveis para concretizá-los é o primeiro passo.

(1) Neste texto, apresentamos apenas um panorama do direito à educação na


legislação nacional. No entanto, devemos lembrar que muitas dessas leis
encontram parâmetros em normativas internacionais. Alguns exemplos são o
Pacto Internacional relativo aos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
(1966), a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), a Declaração
Mundial sobre Educação Para Todos (1990), a Declaração de Amsterdã
(2004) e a Declaração de Jacarta (2005).

7. Cronograma

Ano Mês pesquisa 1ª Redação 2ª redação


CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

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